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henriquefarage

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  1. Claro. Mas viajar com pouca grana é muito diferente de viajar sem dinheiro e ficar pedindo tudo pros outros/dependendo de outras pessoas pra se manter na viagem. Mais que falta de planejamento é falta de bom senso na minha opinião.
  2. Interessante que esse estilo de viajar parece fazer muita parte da cultura argentina. Quem já fez mochilão longo/de baixo orçamento sabe como é encontrar esse padrão de argentinos mochileiros: sem dinheiro, vendendo artes ou fazendo malabares pra conseguir uns trocados, trocando trabalho por hospedagem, querendo dividir comida com outros hóspedes porque não tem dinheiro pra se manter. Não acho menos digno que um mochileiro que viaja com mais planejamento (e grana) mas (apenas minha opinião pessoal) acho bastante inconveniente quando topo com essa galera em hostel. Os caras te pedem tudo, pô(!!): água, comida, bebida, dinheiro...
  3. Se não tem maturidade pra viajar não saia de casa - muito menos sem dinheiro e sem saber o que fazer. A realidade é dura. Não acredite em tudo que vê/lê na internet, filmes, etc. A realidade é MUITO dura - se fosse fácil e as oportunidades iguais e justas para todos não haveriam mendigos na rua e gente morrendo de fome pelo mundo afora. Comece aos poucos, viagens curtas e depois vai amadurecendo (em idade e em experiência de vida). Um passo de cada vez. Cada dia vejo mais gente com essas ideias de sair pelo mundo sendo que nunca saiu do próprio quarto.
  4. Passaporte é uma coisa, RG é outra. O texto diz que para entrar com passaporte este documento precisa ter validade mínima de 6 meses. Estou vendo muito brasileiro tendo problemas na imigração peruana por conta do passaporte que está perto da data de validade. Na dúvida/se o passaporte estiver perto de vencer, viaje com os dois (e que o RG esteja em boas condições) para evitar dor de cabeça.
  5. Ainda se não for em Miraflores (San Isidrio, Barranco, etc, que são outros lugares que os turistas se hospedam) recomendo pegar o transfer do aeroporto e descer em Miraflores e de lá pegar um táxi. Pra mim o melhor aplicativo de táxi em Lima é o BEAT. Tem a maior oferta de motoristas e melhores preços. Só uso este app lá.
  6. Pega o Airport Express que é mais seguro e muito mais barato. https://www.airportexpresslima.com/es/
  7. Na Bolívia, Perú e Colômbia eu tive problema porque apesar de ser tomada de dois pinos (como as antigas do Brasil) as entradas são largas e não encaixava direito. Precisei de adaptador em todos estes lugares.
  8. Exatamente isso. A diferença é que meus clientes não se sentiram seguros em fazer a cirurgia em Cusco e optaram em ir a Lima buscar um local mais bem estruturado.
  9. Olá, Pessoal. Pra quem não sabe eu trabalho em uma agência de turismo em Cusco e recebo muitos brasileiros e estou criando este post aqui para relatar um grave e desconhecido problema que um dos meus clientes viveu aqui na última semana. Vou resumir bem para que fique registrada esta dica que é muito importante a todos que pretendem viajar a Cusco ou a qualquer outra cidade que está muito acima do mar. Peço para a moderação que mova o tópico para outra seção caso seja mais adequada. No segundo dia após a chegada o grupo (uma família) cancelou o tour que tinham agendado porque um deles sentia dores muito fortes na "barriga". Como foi piorando ao longo do dia eles buscaram uma clínica conveniada com o seguro que eles tinham. No dia seguinte, cancelaram o outro tour e o líder do grupo me comunicou que seu irmão estava com uma suspeita de complicações no baço e os médicos recomendavam uma cirurgia de emergência. Este cliente é médico, e apesar do problema sugerido pelos médicos locais não ter nada a ver com a área de especialização dele, ele começou a pesquisar e entrar em contato com seus colegas no Brasil e chegou até a uma complicação que é conhecida como "sequestro esplênico" (alguns chamam de "infarto no baço"). É uma complicação muito séria e que requer uma cirurgia de emergência bem delicada. Como Cusco não oferecia estrutura (confiável) eles precisaram levar o paciente em avião até Lima onde o rapaz passou pela cirurgia e deverá receber alta amanhã (dia 12/julho) para poder voltar ao Brasil. Causas desta complicação: o meu cliente, por ser médico, buscou diversos artigos e publicações nestes últimos dias e me disse que a altitude foi a causa de tudo. Descobriram ainda que seu irmão sofre de alterações sanguineas (não entrarei em detalhes pra não falar do que não conheço) e que não afetam a vida de ninguém que vive a nível do mar, mas que na altitude pode causar este problema no baço e aí sim se tornar algo realmente grave. Vou copiar e colar abaixo o que o cliente me enviou como sugestão para todos que vão viajar para altitude que nada mais é do que um exame simples de sangue que pode detectar estas alterações e a partir daí buscar um médico e decidir se quer viajar ou não. Há ainda alguns artigos (em inglês e espanhol) sobre esta complicação em altitudes (inclusive em Huaraz, no Perú). Sugestão para todas as empresas de turismo: sugerir que todos os visitantes de Cusco façam o exame de ELETROFORESE DE HEMOGLOBINA antes da visita. Se tiver alguma alteração, procurar um hematologista antes da viagem. Isto evitará possíveis problemas de saúde sérios que podem se manifestar na altitude de Cusco Esta alteração no exame é o TRAÇO FALCIFORME (ou rasgo falciforme, em espanhol) Meu irmão passou por uma situação muito crítica aí em Cusco, que poderiam ter sido evitada, caso soubéssemos desta alteração antes. Felizmente, agora está bem em Lima, receberá alta amanhã para voltar ao Brasil. Mas isto só ocorreu pq sou médico e contei com a ajuda de vários amigos médicos no Brasil e em Lima. Artigo sobre o caso que aconteceu em Huaraz http://www.scielo.org.pe/pdf/rgp/v29n2/a11v29n2
  10. Uma boa agência e de boa reputação cobra entre 300 e 400 dólares por pessoa (variando se é com hotel incluso, trens panorâmicos, etc). Se for o tour de um dia entre 270 e 300 dólares por pessoa. Abaixo disso são agências menores, sem reputação, e que tem foco no preço e quantidade de vendas e não na qualidade do serviço.
  11. Na porta há guias de todos os preços, idiomas e tamanhos de grupo.
  12. Rapaz eu não confiaria tanto assim não. Por todos os hostels que passei vi/ouvi casos de furto. Meu mesmo só levaram uma capa de mochila e um perfume. Agora o fato é que as coisas são furtadas sempre que estão bem acessíveis (tipo deixar objetos na cama) porque realmente abrir um locker pra roubar até hoje eu nunca vi mesmo. Em Medellín inclusive eu tive que deixar minhas coisas no locker sem cadeado porque o meu era muito pequeno e não fechava. Ficou assim umas três noites (e dias durante o passeio) e ninguém chegou nem perto. O negócio é evitar jogar com a sorte e deixar as coisas em cima da cama. Infelizmente não dá pra confiar nas pessoas que estão dividindo o quarto com você e você não conhece.
  13. Você pode colocar o número do RG no campo passaporte que não faz diferença nenhuma. O que importa é apresentar o documento original que está impresso no ticket na hora de entrar.
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