Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Oz Iazdi

Membros
  • Total de itens

    10
  • Registro em

  • Última visita

Reputação

9 Neutra

Últimos Visitantes

O bloco dos últimos visitantes está desativado e não está sendo visualizado por outros usuários.

  1. ESTÔNIA E FINLÂNDIA Dia 7 – Viajando no tempo: Tallin Partímos para Tallin às 9hs. A passagem de ônibus do trecho Riga-Tallin custa cerca de 16 euros, sendo que é uma viagem bem tranquila e demora mais ou menos a mesma coisa do que Vilnius-Riga. Chegando na estação de ônibus, pegamos um taxi até o hotel Metropol (6 euros a corrida). O hotel fica bem localizado, pois fica dolado da cidade antiga e, mais do que isso, do lado dos terminais de ferry que vão para Helsinki. A única coisa que foi meio bizarra é o fumódromo que tinha bem na frente do nosso quarto. Tive a impressão que os estonianos fumam acima da média! Chegando na Estônia Deixamos as nossas coisas no quarto e saímos para andar na cidade velha. Aproveitamos e subímos a muralha medieval que delimita o centro antigo, por 3 euros. Andando por Tallin, percebe-se rapidamente que é uma cidade mais turística do que Riga e Vilnius. Há sempre um pessoal dos restaurantes vestidos com roupas medievais. Uma mulher de um dos restaurantes perguntou de onde vínhamos e falamos que éramos do Brasil. Daí ela disse “Essa terra não existe, forasteiro”. Ficamos com aquela cara de interrogação, até ela falar “Estamos no século XV, sua terra não foi descoberta ainda!”. Então era isso, tínhamos voltado no tempo! Ainda ganhamos da moça uma “moeda da sorte”, que nos dava amêndoas caramelizadas de graça na loja do restaurante, além de schnapps. Muralha original dos tempos medievais Uma das entradas da cidade antiga Mocinha vendendo amêndoas Moças do Old Hansa A prova de que estávamos em outra época veio em um dos ápices de viagem, a famosa taverna Drakoon. Eu tinha lido no guia que era uma taverna com comida boa e barata, então resolvemos perguntar na rua onde era esse lugar. Mesmo com as indicações, levamos um tempo para achar, pois é simplesmente uma porta no principal edifício da praça central. O ambiente é realmente como uma taverna, com iluminação de velas, atendentes à caráter e que te respondem tudo de um modo curto e grosso (de propósito), com uma pitada de humor negro! Sensacional! As opções de comida são mínimas, mas excepcionais: caldo de cervo, tortas folhadas recheadas, salsicha e pepino à vontade. Por falar em penino, é um desafio pegá-los. Isso porque você se serve à vontade, mas os pepinos ficam em um barril que você tem que abrir e caçar os pepinos com um espeto. Em resumo, 15 euros no almoço, com direito a 1 pint de cerveja caseira, que também estava sensacional. Drakoon Praça central. A taverna fica na primeira porta desse prédio Malucos Saindo da Drakoon, decidimos ir atrás das passagens para ir até Helsinki, passar o dia seguinte lá. No total, saiu 66 euros, ida e volta para duas pessoas. O horário de saída era às 7:30hs e a volta às 17:30hs, sendo que cada trecho demora 2hs. Depois de compradas as passagens, passamos no Rimi para comprar guloseimas e cervejas para a noite. E foi isso! Rimi Dia 8 – Um pulo na Finlândia Acordamos cedinho e pegamos nosso café da manhã na recepção. O pessoal do hotel foi bem gentil e preparou um café da manhã portátil para levarmos para comer no navio. Do hotel até o ponto em que saem os ferrys foram apenas 12 minutos andando. E agora vai um conselho importante: chegue no máximo 30 minutos antes do horário de partida, porque o navio costuma sair até mesmo antes do horário! O ferry é bem grande, com direito a free shop e vários andares. Caminhando pelo navio, nos deparamos com essa cena: Faltou alguns passos para chegar no quarto Fiquei me perguntando o que leva um ser a ficar nesse estado, em pleno navio nos mares da Finlândia. A resposta estava no próprio free shop do navio: Sim! Bebendo desde criança... Dá nisso! Chegamos em Helsinki no horário previsto e fomos caminhando do porto até a praça do mercado, onde saíam os barcos para a ilha de Suomenlinna, que é provavelmente a principal atração turística de Helsinki. Nesse caminho, já deu para conhecer um pouco do clima de Helsinki. A passagem até Suomenlinna custa cerca de 3 euros e você compra por conta própria em uma maquininha que fica ali onde os barcos saem. A viagem é rápida, cerca de 10 minutos apenas. Pegamos o barco até a ilha às 11hs. Chegando lá, o negócio é sair explorando a ilha com um mapinha. É um lugar muito bonito, que abriga uma antiga fortaleza construída para defender as antigas províncias suecas de invasões estrangeiras. A parte ruim é que, por ser inverno, a maioria dos restaurantes, cafés e museus da ilha permanecem fechados. Sem dúvida foi o lugar que senti mais frio, principalmente pela mistura de chuva e vento. Mas valeu muito a pena! Praça do mercado Trabalhadores de Suomenlinna Suomenlinna É bom se proteger! Do frio... Voltamos para o centro de Helsinki no barco das 13:20hs. Chegando lá, fomos direto conhecer o mercado central, que fica bem do lado de onde pega o barco para Suomenlinna. O mercado é pequeno, mas bem charmoso e caro. Praticamente só tinha turistas lá. Decidimos ir comer em um lugar mais barato (leia-se, McDonalds) e aproveitar para conhecer mais um pouco da cidade. Passamos em algumas lojas e paramos para tomar um café em um shopping subterrâneo, na frente da bea estação de trem. Quando era umas 16:20hs, pegamos o tram número 9 de volta para o porto. Esse foi o maior roubo da viagem: a passagem do tram saiu 4 euros! E não apareceu ninguém para checar se tínhamos a passagem. Um pouco antes de entrarmos no tram, começou a nevar bem fraquinho, mas ainda assim valeu a experiência. Mercadão Catedral Estação de trem Antes das 17hs já estávamos embarcando no navio para voltar para Tallin. Chegando lá, ainda deu tempo de passar no mercado para comprar mais guloseimas. A impressão geral é que dá para conhecer os principais pontos de Helsinki em um ou dois dias! Dia 9: Dirija com cuidado pela ponte Acordamos sem pressa, pois era um dia livre. Decidimos fazer o free tour às 12hs. Ele sai em frente ao centro de informações turísticas. A guia, Helli, era muito boa e também bem engraçada, com aquela pitada de humor negro nos comentários. Aliás, essa é uma característica dos estonianos, não é uma exclusividade dos ingleses. O grande negócio do free tour é que você paga o quanto quiser no fim do passeio, além de ser, provavelmente, o melhor tour que você poderá conseguir, pois a guia dá um enfoque grande nas curiosidades dos acontecimentos históricos, fazendo com que sua atenção fique presa durante todo o passeio. Por exemplo, uma história muito interessante que Helli contou foi a respeito da lingua estoniana. Reza a lenda que houve um concurso para ver qual era a lingua mais bonita do mundo e a Estônia ficou em segundo lugar, perdendo apenas para o italiano. O concurso pedia que os jurados avaliassem uma sentença de, no máximo, 7 palavras, sem que os jurados soubessem o significado da frase. Dizem que a frase estoniana era: “Sõida tasa üle silla”, algo como “Dirija com cuidado pela ponte”. Demos dez euros no fim do tour, sem dó! Free Tour Eu, meu amigo e Tallin Tallin Após o tour, decidimos comer no restaurante Old Hansa, que é justamente onde a moça com a roupa medieval havia conversado com a gente no primeiro dia e nos dado uma moeda da sorte. O prédio do Old Hansa também chama bastante a atenção, por ser bem grande e muito bem localizado. O prato variava entre 15 até sabe-se lá quantos muitos euros. Na minha opinião, foi a melhor comida da viagem. Pedi o Game Pot, que é um prato que vem uma espécie de carne de alce e búfalo moída, com alguns legumes, uma torta e as berries da época. A comida tinha um sabor agridoce incrivelmente gostoso e diferente de tudo que já comi. Melhor comida da viagem Em seguida, saímos para comprar alguns chocolates e bebidas de presente no mercado, e ficamos a noite no hotel, tomando cerveja e comendo um lanche que havíamos comprado. Resolvemos nem sair para andar à noite porque o tempo estava bem chuvoso. Dia 10 – Jabba e suas quinquilharias Último dia de viagem, reservado para fazer as compras finais. Como era segunda-feira, todos os museus estavam fechados, então só restava gastar os euros que sobraram. Passamos a manhã em uma loja de música. Não resisti e comprei um micro-amplificador de guitarra. Em seguida, fomos comprar mais chocolate e bebidas. O chocolate típico de lá é da marca Kalev e a bebida principal é um licro chamado Vana Tallin, bem cítrico e doce. Como não poderia deixar de ser, fomos a tarde na cidade antiga para comprar algumas bugigangas locais. Paramos na loja de um cara que parecia o Jabba do Star Wars. Era tipo um russo de pele morena, bem gordo, que ficava sentado em um banco atrás de um caixote (uma espécie de caixa), com a calça meio aberta, só mandando nos capangas da loja. Compramos várias bonecas russas na loja (mesmo não tendo nada de estonianas) e dai na hora de barganhar o preço, o Jabba disse que não ia fazer desconto, mas dai pediu para um dos capangas pegar algumas quinquilharias e dar pra gente de presente. Acho que o Jabba achou que éramos espanhois, porque pegava as coisas e falava “Regalo! Regalo!”. Depois das compras, fomos comer na taverna Drakoon novamente. Que lugar! Mais a noite, fomo tomar cerveja no Pub Scotland Yard, que ficava bem do lado do hotel. O lugar era incrível, com um aquário enorme, decoração de uma casa inglesa, com várias armas na parede e as atendentes vestidas de policial. O pint de Guinness custava um pouco menos que 5 euros. Saindo delá, voltamos para o hotel para dormir um pouco e pegar o voô de volta às 6:50hs da manhã. E assim foi a viagem pelo Báltico. Sem dúvida, uma viagem mais do que recomendada. Não tem motivo para esses lugares serem tão pouco explorados. Tanto a beleza fascinante, quanto o custo menor do que a "Europa mais tradicional", são pontos de atração para qualquer um que queira fazer uma bela viagem.
  2. LETÔNIA Dia 4 – Partiu Riga Acordamos cedo e pegamos o ônibus de Vilnus para Riga às 10hs. A passagem custa 13 euros e a viagem dura 4:30hs. O ônibus é excelente, possui internet e tomada. A viagem é bem tranquila. Após atravessar a fronteira, um guardinha entra no ônibus para checar os passaportes e é isso. A primeira parada é no aeroporto de Riga e depois na estação de ônibus. Por sorte, nosso hotel era apenas a uns 300 metros da estação, o que facilitou muito a locomoção, considerando que a rodinha de uma das malas estava quebrada. Atravessando a Letônia Ficamos no Boutique Hotel Monte Kristo, com ótimo benefício e localização excelente. O quarto saiu por 36 euros (2 pessoas). Depois que arrumamos as coisas, saímos para ir atrás de um microfone, pois estava no meu planejamento comprar um maldito microfone que eu queria, já que eu tinha pesquisado antes e vi que lá na Europa ele custava metade do preço aqui do Brasil. Hotel Monte Kristo Compramos o bilhete do trolleybus por 1,5 euros cada e demoramos um pouco para encontrarmos a parada, mas deu tudo certo após perguntarmos para um grupo de jovens na rua. Não deixe de perguntar caso tenha dificuldades, praticamente todos os jovens falam inglês, incluindo a galera do McDonalds. Rodamos e andamos até anoitecer e, enfim, consegui comprar o microfone. O interessante também foi conhecer um pouco de uma região mais longe do centro histórico, que não é lá muito sensacional, mas dá aquela impressão de estar imerso na vida dos mortais que moram por ali. A próxima parada foi em um restaurante no qual você escolhe as porções de cada coisa e paga pela porção. Confesso que nessa parte houve um problema de comunicação, já que estávamos achando que seria um self-service, ou seja, que estaríamos pagando pelo peso, não por porção. Além disso, rolou um debate com o gente boa que servia as porções. Falei pro rapaz “Eu quero esse arroz”, daí ele falou: “O arroz é esse” e me apontou pra outra panela. Daí eu insisti “Não, mas eu quero ESSE arroz!”. E ele “Não, arroz é o outro! Esse é cuscus”. Ok, 1 a 0 pro rapaz. Daí eu fui pegar batata frita. “Eu quero essa batata aqui” e ele “Essa não. Essa aqui” e me apontou pra panela do lado. Daí eu pensei “Esse guri tá me zoando”. Daí eu falei “Eu quero essa batata mais branca” e daí ele “Não, essa não ta pronta. É a outra”. Beleza, 2 a 0 pra rapaz das panelas, e não se fala mais nisso. A comida no geral estava ok, nada sensacional, mas também não era ruim. Em seguida, voltamos pro hotel para dormir. A primeira impressão de Riga é de uma cidade bem maior que Vilnius e muito mais cheia. Outra coisa é que também tinha muitas obras pelas ruas da cidade. Dia 5 – Aproveitando a cidade velha e o Mercadão Acordamos cedo, tomamos o café da manhã (era bom, mas abaixo do que tinha em Vilnius) e saímos para conhecer a cidade antiga. Riga é conhecida pela art-nouveau. São infinitas igrejas e fachadas de casas com esse estilo de arquitetura, que incluem gárgulas e animais. Achei sensacional! Subimos na torre da Igreja Luterana (3 euros para entrar). Vale a pena ter a visão panorâmica da cidade lá de cima. O difícil é enfrentar o vento no frio desgraçado que tava. Catedral Luterana Riga Vista aérea de Riga, com a presença da Torre Eiffel e dos galpões do mercado central Para o nosso azar, muitos museus estavam fechados, alguns por conta da época do ano e outros porque estavam em reforma. Após andar a manhã inteira, paramos para mandar ver num Big Mac (9 euros, dois big macs completos grandes, como barbecue e mostarda adicional). Passamos para fazer compras em um supermercado (leia-se, cervejas e porcarias) e fomos para o hotel para uma ligeira descansada e depois sair para o Mercado Central, que fica do lado da estação de ônibus, ou seja, pertinho do nosso hotel. Riga medieval Riga O Mercadão de lá são inúmeros pavilhões, separados por tipos de comida, além de ter diversas barracas ao redor dos pavilhões também. Compramos um saco cheio de amendoim, castanha, amêndos, frutas secas e até chocolate, tudo misturado, por 1,5 euros. No entanto, a melhor coisa foi comprar uma mala nova por 33 euros, pois precisávamos de mais espaço para levar as bugigangas que estávamos comprando. A dificuldade foi barganhar com a velhinha das malas. Conseguimos uma redução incrível de 2 euros no preço! Mercadão Peixes Saindo do Mercado, passamos no terminal de ônibus para comprar a passagem para Sigulda, que seria a aventura do dia seguinte. A passagem custa cerca de 2 euros e o ônibus sai de 45 em 45 minutos, aproximadamente. Decidimos sair às 9:20hs para chegar lá ainda de manhã, às 10:30hs. De noite, resolvemos sair para ir comer num fast food local chamado Pelmeni. É um self-service de ravioli! À primeira vista até pensei “Isso aí é encrenca”, já que quando entramos não tinha nenhum atendente à vista e quando fomos ver, tava cada um num canto mexendo no celular, com aquela cara do tipo “Não venha atrapalhar meu Candy Crush”. Para nossa sorte, a comida era bem justa e saiu muito barato. O meu prato saiu por 2,5 euros! Daí foi só voltar pro hotel, beber as cervejas e ir descansar pro dia seguinte. Pelmeni Dia 6: Sigulda e Turaida Partimos para Sigulda no ônibus das 9:20hs. A viagem é bem tranquila, sendo que chegamos lásas 10:40hs. O centro de informações turísticas fica na própria estação de ônibus/trem, escondido no canto. Pegamos as informações necessárias com a rapaz do centro de informações que nos ensinou que as linguas da Lituânia, Letônia e Estônia são completamente diferentes. Ele disse que os turistas chegam nesses países e acham que um lituano conversa tranquilamente com um estoniano, mas nada disso! Partimos a pé para o castelo de Sigulda. São uns 15 minutos de caminhada a partir do centro. O lugar estava tomado de neve, então perdemos uns 20 minutos brincando na neve, como bons brasileiros! O cenário com neve deixou o lugar incrível. Ir para o Báltico no verão também deve ser sensacional, mas acho que a neve e o inverno dá um toque místico naquele cenário medieval. Pega essa! Vestígios da URSS Demoramos um tempinho maior para chegar no Castelo de Sigulda, porque entramos em uma rua errada e nos perdemos por alguns minutos. Antes da entrada do castelo, tem um bunker da II Guerra, que também acaba fazendo parte das atrações. Chegando no castelo, havia dois carinhas vestidos com roupas medievais na entrada e mais nenhuma alma viva. A entrada custa 2 euros. É permitido andar pelas ruínas do castelo, que conta também com uma espécie de anfiteatro onde acontecem shows e apresentações durante o verão (um dos lados positivos de fazer essa viagem no verão), além de um mirante onde, na teoria, dá para avistar o outro castelo, de Turaida. Como tinha muita neblina, não era possível ver o outro castelo dali. Bunker Prefeitura de Sigulda que fica na frente do castelo Castelo de Sigulda Castelo de Sigulda Saindo de lá, o nosso objetivo era ir até o Castelo de Turaida. São duas opções: caminhas por cerca de 4 km ou pegar um ônibus por 0.45 euros. Decidimos ir até o ponto para pegar o ônibus, já que tínhamos a tabela dos horário em que ele passava (pegamos no centro de informações). No caminho até o ponto, ainda deu tempo de visitar uma igreja. Tinha uma senhora muito simpática na entrada que nos convidou para entrar lá e conhecer. Fui pedir para tirar foto dela, mas ela deu uma risada, ficou com vergonha e saiu a passos largos para entrar na igreja de novo! Igreja Pegamos o ônibus às 13:20hs e ele leva cerca de 6 minutos para chegar até o Castelo de Turaida, que fica em um parque onde há esculturas expostas ao ar livre e até uma pequena pista de ski. Antes de ir para o castelo, passeamos um pouco para ver as esculturas do parque. Sem dúvida, foi um dos momentos mais incríveis da viagem, pois o ambiente ali é muito idílico. Fomos para o castelo e subimos na grande torre de observação que tem lá! Fora isso, não tinha nenhuma porta aberta para visitar os outros aponsentos do castelo, mas também não tínhamos muito tempo para isso. Esse passeio no parque e no castelo durou cerca de 1:30hs. Saímos correndo de lá para pegar o ônibus das 15hs de volta para Sigulda, pois queríamos pegar o trem das 15:55hs de volta para Riga, já que ainda não tínhamos andado de trem nessa viagem. Aqui vale uma observação: é indiferente fazer o trecho entre Riga e Sigulda (ou vice-versa) de trem ou ônibus. O preço e o tempo da viagem são praticamente os mesmos. Paisagem na Neblina Castelo de Turaida All Along the Watchtower Enfim, demos bastante sorte, pois conseguimos pegar o ônibus das 15hs e comprar a passagem do trem. Ainda sobrou tempo para comer uma pizza e tomar uma cerveja em uma pizzaria que fica na frente da estação. A viagem de trem no fundo não é mais nem menos interessante do que a de ônibus. Como estava cansado, passei a viagem toda tirando um cochilo. Chegamos em Riga às 17hs. Fomos pro hotel descansar e só saímos à noite para ir comer no glorioso Hesburger, que é o fast food que tem em todo canto por lá. Estação de Sigulda Pegando o trem
  3. Senhoras e senhores, segue meu relato da viagem que fiz para os países Bálticos, com direito a um dia em Helsinki, na Finândia. Foram dez dias no total. Fui apenas eu e meu pai. Não foi uma viagem exatamente ao estilo mochileiro, pois ficamos em hotel ao invés de albergue, embora podemos dizer que sempre pegamos o hotel mais barato que encontramos, considerando que ele devia estar a uma distância caminhável das Cidades Antigas (e demos bastante sorte com os hotéis!). Só reservamos o hotel para os dois primeiros dias, porque decidimos definir o roteiro durante a viagem. LITUÂNIA Dia 1 – De São Paulo para Vilnius A viagem começou no dia 13 de fevereiro de 2015, sexta-feira. Pegamos um voô de São Paulo às 21:30hs até Paris. Classe Econômica é só sofrimento em voôs longos... As cadeiras da Air France são bem apertadas. Chegamos em Paris perto da hora do almoço e pegamos outro avião em direção à Riga (Letônia) na parte da tarde, o que não nos deixou tempo para conhecer Paris. O voo até Riga pareceu que demorou um século, mas estávamos mesmo era preocupados com a última conexão. Chegando em Riga, tínhamos apenas meia hora para pegar o voo até Vilnius (Lituânia). Saímos correndo do avião junto com mais um pessoal que ia fazer a mesma conexão. Apesar da preocupação, deu tudo certo. Embarcamos no voo e em 50 minutos estávamos chegando no nosso destino inicial! O custo das passagens foi de R$ 2.450,00 ida e volta. Na ida, o trecho inicial foi São Paulo – Paris – Riga – Vilnius, sendo os dois primeiros pela Air France e o último pela Air Baltic. Na volta, os trechos foram Tallinn (Estônia) – Amsterdam – São Paulo, sendo o primeiro trecho operado pela Estonian Air e o segundo pela KLM. Chegamos no aeroporto de Vilnius às 20:30hs do dia 14. Como a imigração foi feita na França, quando chegamos na Lituânia não passamos por nenhum tipo de alfândega. O aeroporto é bem pequeno e estava praticamente deserto. Logo na frente do aeroporto tem um ponto de ônibus. Pegamos um até a Cidade Velha, onde era o nosso hotel. A passagem é 1 euro por pessoa. Desembarcamos a uns 600 metros do hotel e fomos a pé com nossas mochilas. O problema é que meu pai estava com uma mochila grande de rodinhas e, pra ajudar, uma das rodas quebrou durante o voô de ida. Então deu um certo trampo pra carregar a mochila até o hotel, principalmente se considerarmos que estava -2ºC. Enfim, chegamos vivos ao Hotel Europa Royale. A diária do quarto para duas pessoas saiu R$ 172,00. O hotel é muito bom e aconchegante, além de estar localizado dentro da Cidade Antiga. Só para esclarecer, nas capitais de todos os países Bálticos a parte turística das cidades são os bairros nos quais se localizavam as cidades medievais (Old Town), com as casas antigas, catedrais, muros e torres remanescentes ou que foram restauradas após a II Guerra Mundial. Como estávamos morrendo de fome, decidimos esbanjar e ir em um restaurante alemão na frente do hotel chamado Vokieciu. Pedi um cordeiro com batata assada e uma cerveja local, a Svyturys Ekstra. A comida e o atendimento estavam excelentes, mas a cerveja achei bem fraquinha. O prato saiu por 20 euros e a cerveja 4.5 euros. Saindo de lá, saímos para caminhar um pouco e paramos no Pub The Portobello para 660 ml de Guinness por 3.6 euros. Como estávamos cansados pela viagem e já estava tarde, só restou voltar para o hotel e desmaiar. Dia 2 –Trakai e a aventura no gelo. Tomamos café as 8hs no belíssimo restaurante do hotel. As opções do café da manhã eram bem saborosas, com destaque para o brioche de maçã. Enquanto esperava meu pai tomar banho, sai rapidamente para bater umas fotos de Vilnius e ir até o centro de informações para saber certinho como ir até Trakai, que é uma cidade que tem um castelo medieval e seria nosso primeiro passeio. Após pegar as informações no centro e um mapa de Trakai, fomos até o terminal de ônibus. O terminal fica a cerca de 1km do portal da cidade antiga e, como nosso hotel era praticamente ao lado do portal, fomos caminhando até lá. A passagem até Trakai saiu por menos de 2 euros o trecho e dura cerca de 25 minutos a viagem até lá. Ao chegar na cidade, você vai caminhando até o castelo, conhecendo a cidadezinha e os demais pontos de interesse marcados no mapa. Vilnius Pub Restaurante alemão Lugar do café da manhã e um tio olhando com um sorriso amigável. Caminho até a estação de ônibus Caminhando por Trakai Arquitetura da antiga URSS Lago congelado Trakai Como era o nosso primeiro dia andando ali no Báltico (e dada nossa falta de experiência com tal clima), fomos aprendendo a não andar no gelo! Durante todo o caminho, é sempre importante procurar os trechos com terra ou com um gelo mais áspero, se não, a chance de cair de bunda no chão é gigante... Durante a caminhada até o castelo, existe a opção de ir por terra ou caminhar pelo lago, que congela no inverno. Obviamente que fui caminhando pelo lago, já que estava menos escorregadio e era uma experiência nova, à parte o cagaço nos primeiros passos, com medo do gelo quebrar! Durante a caminhada encontramos uma galera jogando hockey e um rapaz tentando pescar em um buraco no gelo. Não parecia que o pacato cidadão estava tendo muito sucesso. Antes de chegar no castelo, ainda paramos em um café para tomar um capuccino (1.5 euros). Com cagaço de andar no lago Joinha para a pesca esportiva! Castelo de Trakai ao fundo Galera do Hockey Castelo O Castelo de Trakai é incrível, valendo muito a pena pagar 5.5 euros para entrar nele (estudante paga meia). Você se sente na Idade Média lá dentro... É uma experiência única. Além da arquitetura, o castelo também possui algumas instalações que funcionam como um museu, para contar a história do lugar. Uma curiosidade é o período no qual Trakai foi comandada pelos Karaites no fim do século XIV. Era um povo de origem turca e que ainda deixou uma herança cultural na região. Dentro do castelo Na capela do castelo Galerinha das antigas Saindo do castelo, ainda deu tempo de tomar mais um café e voltar até o terminal de ônibus. Saímos de Trakai às 15:45hs. Os ônibus saem, em média, de 30 em 30 minutos até Vilnius. Chegando na capital, fomos até o mercado Rimi (será seu melhor amigo durante a viagem) para comprar água, porcarias e bebidas. O preço, em geral, é mais barato que no Brasil e a qualidade das frutas é incrível. Na volta para o Hotel, ainda parei em uma loja de cds que ficava no porão de uma outra loja. Comprei dois cds de bandas da Lituânia por cerca de 9 euros cada (em média, cd é uma coisa cara no Báltico), após fazer o atendente colocar uns 10 cds para eu escutar e escolher o que queria comprar. Saindo de Trakai Mansão no caminho Chegando em Vilnius Após tomar um banho, saímos para jantar em um restaurante francês perto do hotel. Tinha um francês bem doido que ficou batendo papo com a gente. Pedi uma panqueca de salmão por 5.5 euro e meu pai um peixe por 10 euros. Achei a comida boa e suficiente pra matar a fome. O curioso é que uma das garçonetes do lugar tinha visitado o Brasil e até ensaiou umas palavras em português. Depois de comer, era hora de descansar para conhecer um pouco de Vilnius no dia seguinte. Dia 3 – Vilnius e as 16 fogueiras da independência Saímos de manhã para caminhar pela cidade antiga. Por azar, meu pé esquerdo começou a doer bastante nesse dia, provavelmente pela falta de amortecedor na botina que usei... Mas dane-se, eu ia andar até meu pé cair. Como era feriado de independência, os museus estavam todos fechados. Passamos pelas belas catedrais da cidade antiga e pelo curioso bairro de Uzupis, que se considera um “país” próprio e até tem uma data de independência no dia 1 de abril (por que será, né?). Ali na entrada do bairro existem várias pontes com cadeados, como é famoso na França. No entanto, essa tradição é bem antiga por esses lados da Europa... Vilnius Vilnius Uzupis, a ponte dos cadeados e o menino de uma luva só Uzupis Saindo de Uzupis, fomos até a colina de Gediminas, cartão postal de Vilnius. Você pode subir a colina andando ou de teleférico. Fomos andando. Lá de cima, é possível avistar boa parte de Vilnius, tanto a parte antiga quanto a mais nova. Saindo de lá, fomos até a Rua Gediminas, onde meu pai aproveitou para comprar uma bota e paramos para um café. Catedral O outro lado de Vilnius Gediminas Cavaleiro Gedi... ...minas (que piada tosca!) Praça principal, onde iriam acontecer o show da independência Catedral Decidimos pegar o ônibus 53 até o shopping Ozas, que fica um pouco distante da cidade antiga. Como não entendemos como o ônibus funcionava, fizemos o trecho todo de graça... O shopping tem mais tamanho do que qualquer outra coisa, mas serviu para termos uma boa noção dos preços das coisas. Aproveitei para comprar um amortecedor de calcanhar para o meu pé e uma camisa da seleção de basquete da Lituânia, a pedido de um amigo. Após as compras, comemos lá no shopping mesmo. Resolvemos arriscar um prato de 5 euros, que você podia montar. Era um prato brutal, com repolho, beterraba, carne de porco empanada, molho branco, legumes e arroz. Embora uma comida simples, gostei bastante. Shopping Ozas Pegamos novamente o 53 para voltar ao hotel. No meio do caminho, subiram dois fiscais no ônibus pedindo os bilhetes. Como não tínhamos e eles perceberam que não sabíamos como a coisa era, falaram para nós comprarmos direto do motorista, por um euro. Provavelmente nos livramos de uma bela multa. Chegamos no hotel no final da tarde e descansamos um pouco. Ao anoitecer, fomos até a praça da catedral, onde estava tendo um show pela comemoração da independência. Além disso, na rua Gediminas tinham 16 fogueiras acesas, representando a independência da Lituânia. Elas também serviam para esquentar o pessoal, afinal, não é lá muito quente o inverno por lá... Shows da Independência As fogueiras Para terminar a noite, resolvemos experimentar a culinária local no restaurante Forto Dvartas. Experimentamos uma sopa de cogumelo muito saborosa, panqueca feita de batata e recheada de bacon, além dos famosos cepelinai (mais conhecidos como zeppelins), que são um tipo de batata recheada (pedimos com carne de porco). Achei a textura bem diferente e um gosto que me lembrou pamonha! Para beber, experimentei o hidromel sem graça da casa. Os pratos são bem em conta, custando até cerca de 8 euros e também são bem servidos. E assim acabou a última noite em Vilnius. Zeppelins
  4. Ola, Marcos e Ligia. Gastei cerca de 2.500 com tudo. Lembrando que as partes mais caras da viagem são a passagem de avião, o trem e o ingresso para Machu Picchu, além do ônibus para Huaraz, ou seja, transporte. Não posso afirmar com certeza se vale mais a pena levar real ou dólar para trocar, pois levei dólares que eu já tinha há um tempo antes da viagem. Acredito que a melhor forma é tentar trocar real direto por sol, pois não pagará duas vezes as tarifas da casa de câmbio. Outra possibilidade é comprar com cartão, embora tenha incidência de IOF. O clima de lá dependerá da época do ano que for, obviamente. Se for no frio, prepare o casaco. Se for no verão, pegará um forte calor. A particularidade fica por conta de Lima, que nunca chove, independentemente da época. E, claro, se for para montanha, tenha sempre um casaco em mãos. Como fui em abril, peguei tanto frio, como calor... Geralmente calor de dia e frio de noite! Abraço!
  5. Olá, Suellen. Obrigado pelo comentário. Não lembro exatamente o preço desses passeios, mas praticamente qualquer um desses tours de Huaraz custam de 30 a 45 soles... Só que fechei direto coma agência do meu albergue, então pode ser que pesquisando por lá, você encontre variações maiores nos preços, mas não vai fugir muito disso, acredito. Abraço
  6. Dia 7 – Encarando Caral Cheguei em Lima às 5:30hs e rachei o taxi com o francês que estava no passeio para a Laguna 69, já que ele também tinha voltado para a capital. Da estação rodoviária da Cruz Del Sur até o albergue Pirwa em Miraflores deram 13 soles. Dessa vez, me dei ao luxo de ficar num quarto privado, já que minha última experiência no albergue de Lima não tinha sido muito boa. Apesar de ter sido caro (75 soles), foi uma boa escolha, já que o quarto tinha uma cama confortável e um banheiro limpo, e era justamente de conforto que eu ia precisar nesse dia. Logo ao chegar no albergue, o dono, Esteban, me indicou um passeio até Caral, por conta própria. É claro que aceitei a sugestão da aventura! Só deu tempo de tomar um banho ligeiro, comer um lanche e partiu Caral. A viagem para Caral dura cerca de 4 horas, então, se você planeja visitar esse sítio arqueológico, deve partir bem cedo, visto que lá fecha às 16hs. Saindo do albergue, peguei um taxi para ir até a estação de ônibus no centro e pegar um ônibus até Supe, que é a cidade mais próxima das ruínas. O problema é que no centro de Lima tem umas quatrocentas mini estações de ônibus uma perto da outra que vão para vários lugares e, obviamente, o taxista não sabia qual era a de Supe. Ficamos rodando a esmo por quase 30 minutos, até que alguém finalmente nos indicou onde era o lugar certo. Peguei o ônius às 8hs, por 15 soles. É um ônibus velho, fedido e sujo. Para ajudar, tem até tv com DVD o ônibus, o que é sempre um péssimo sinal!! Acho que os peruanos são surdos, porque, puta madre, que altura que colocaram o maldito DVD! Indo para Caral Pedi para a moça me avisar quando chegasse em Supe, já que são várias paradas na linha. Depois de quase 4hs, vi uma placa indicando uma entrada para Caral passando. A moça esqueceu de me avisar e passou de Supe. Daí ela me falou para eu pegar um ônibus da mesma companhia na próxima parada, na direção oposta. Logo que ela falou isso, para a minha sorte, estava vindo um ônibusem nossa direção. O motorista acenou, eu consegui trocar de ônibus e, em 10 minutos, estava em Supe. Em Supe, você deve pegar um táxi compartilhado que vai em direção aos pueblos que ficam perto de Caral, sendo que esse é o último ponto. Caral fica a uns 30Km de Supe, que fica na costa. O problema lá é que você não vai encontrar um letreiro piscando “taxis compartidos” ou qualquer coisa do gênero, então o jeito é sair perguntando. Um senhor me apontou um carro na esquina e falou que aquele era um táxi compartilhado. Pensei: “e agora? Confio ou não? Esse cara pode me levar para uma clínica de retirada de órgãos e aí um abraço, bye bye, Brasil”. É fato que estou exagerando, mas é sempre importante ficar atento, não importa onde esteja. Lá fui eu no táxi de 5 soles: eu, mais dois caras e um menino no banco de trás, o motorista, uma mulher no banco do passageiro e uma menina em cima do câmbio. E um carro em condições precárias. Depois de uns 30 minutos estava em Caral, finalmente. O sítio é fantástico e fica no meio do nada. Para se ter uma ideia, a civilização de Caral é, simplesmente, a mais antigo do continente americano. E mais, é uma descoberta que data da segunda metade do século XX, com o desenvolvimento do sítio só no fim dos anos 90. Ou seja, se você gosta minimamente dessas coisas, aqui é parada obrigatória no roteiro de qualquer viajante que se preze. O mais incrível de tudo é que, por ser um lugar afastado e ainda muito novo, quando eu cheguei lá tinha apenas um visitante solitário, indo embora. Era só eu naquela imensidão de história. Caral Caral: olha quanta gente! Caral Caral Pessoal fazendo restauração No absoluto nada No absoluto nada Caral Caral genial Saí de lá às 16hs e fiquei com cagaço, porque não tem um sinal de vida do lado do sítio, iria começar a escurecer e eu precisava achar um taxi compartilhado para voltar até Supe e tomar o ônibus de volta até Lima. Fui andando por un 25 minutos até o pueblo mais próximo e uns peruanos me falaram para esperar ali no bar que o taxi iria passar ali. Deu tudo certo e consegui pegar o táxi, mas... Como eu havia dito anteriormente, na ida fui em um táxi com mais 6 pessoas em um carro, podemos dizer, podre. Agora, na volta, entrei num pseudocarro já com 5 caras. Pensei: “opa, que sorte, pelo menos são 5, não 6”. Um minuto depois entrou mais um cara no banco de trás. No minuto seguinte entrou mais um cara que foi praticamente em cima do câmbio. Pensei: “Ok, chegamos no limite de lotação. Próxima parada: Supe”. Inocente. No porta-malas cabiam mais 3! Resumo da ópera: 10 pessoas em uma carcaça ambulante! Saindo de Caral Tuc-tuc em Supe, enquanto esperava o ônibus O fato é que cheguei inteiro em Supe e consegui pegar o ônibus para Lima, em mais de 4 horas de viagem. Cheguei tarde da noite no centro de Lima, o que é algo não muito legal... Isso porque no passeio da Laguna 69, em Huaraz, um colombiano disse que um amigo havia sido roubado por um taxista saindo da rodoviária do centro de Lima. Então, resolvi não pegar os táxis que ficam logo na saída da rodoviária e fui caminhando um pouco pela rua. Só que isso é pior ainda, porque a rua estava deserta. Então voltei para a rodoviária e arrisquei um táxi lá. Ainda bem que foi tudo ok! Mas fica o ponto de atenção: muito cuidado com o centro de Lima à noite, principalmente quanto ao táxi. Cheguei no hostel meia-noite e sai para procurar comida no Parque Kennedy, o mesmo lugar que tinha ido no primeiro dia no Perú. A escolha era óbvia: La Lucha!! Comi um magnífico “Club Sandwich”. Mesmo sendo de frango (coisa que não sou fã), posso afirmar que é o melhor sandwich fast food da história contemporânea da América Latina! 20 soles por um monstro de comida! Só me restou voltar para o albergue e dormir. Dia 8 – Cusco em marcha lenta Acordei cedo para pegar o voô até Cusco que saía 11:20. Chegando lá, tinha reservado um táxi do hostel para me buscar no aeroporto por 25 soles. Preço levemente salgado, mas valeu pela segurança. Fiquei na Hospedaje Turistico Recoleta, em um quarto de 4 camas, 10 dólares a diária. Recomendoo fortemente esse albergue para quem quer uma estadia mais tranquila. Além disso, Javier, o dono, é muito atencioso e prestativo. Logo de cara, conheci um grupo de 3 americanos que estavam fazendo intercâmbio no Brasil e agora estavam de férias, viajando pelo Perú. Além disso, conheci Yoni, um israelense que estava no meu quarto e foi meu companheiro de viagem em Cusco e Machu Picchu. Saindo de Lima... Passando pelas montanhas no meio das nuvens... Perto de Cusco... Chegando em Cusco! Saímos logo para almoçar e eu ainda tinha guardado o meu La Lucha do dia anterior! Mandei ver. Em seguida, saímos para conhecer um pouco a cidade e fechar o passeio para o Vale Sagrado no sábado. Fomos até a feira de artesanato e acabei comprando uma camisa da seleção do Perú. Passamos também pelo mercado central. Particularmente, gostei do clima de Cusco, embora não tenha muito parâmetro para falar da parte mais popular da cidade. Voltamos para o albergue só de noite, e eu, Yoni e David (um americano que estava no meu quarto) ficamos ali na varando do albergue tocando violão, bebendo umas cusqueñas e conversando. Depois, só deu tempo de sair para comer uma pizza perto do hostel (15 soles) e já fomos dormir para fazer os passeios do dia seguinte. Plaza de Armas Plaza de Armas Mercado Central Yoni passando na rua da morte Bandinha de mini-perús na Plaza de Armas Dia 9 – Vale Sagrado Eu e Yoni acordamos cedo para irmos no passeio do Vale Sagrado (25 soles, ônibus e guia). Esse é o típico passeio para quem está em Cusco, então sempre está lotado de turistas de tudo quanto é lugar do mundo. A guia da excursão era uma moça um tanto quanto caricata chamada Jenny. Sempre que ela ia falar alguma coisa dizia “familia”... “familia, vamos descer do ônibus agora”, “familia, familia, prestem atenção em mim”... Figura! A primeira parada foi para ver artesanatos locais e ir no banheiro. Todos os passeios que fizer por lá terá uma parada em alguma loja de artesanato. A próxima parada foi Pisac, onde podemos observar os terraços agrícolas. Esse é o tipo de lugar que dá bem a cara do que é o passeio pelo Vale Sagrado. Paramos em seguida em uma loja de anéis e brincos de prata. Essa loja me pareceu um pouco mais interessante, com algumas coisas mais diferentes do que encontra em Cusco e um bom lugar para comprar um presente. Em seguida, fomos almoçar em Urubamba, mas, como tínhamos comprado coisa para lanchar, não experimentamos a comida do restaurante de lá. Enquanto o pessoal almoçava, eu e Yoni ficamos assistindo um jogo de futebol que tava rolando no campinho na frente do restaurante. A partida era alguma comemoração dos taxistas de tuc-tuc. Só sei que agora posso dizer que vi um jogo de futebol a 2.800m de altitude! Menina e alpacas Ooo bicho engraçado! Eu e Yoni no Vale Sagrado Pelo Vale Sagrado... Pisac Pisac Encerrado o almoço, fomos para Ollantaytambo, cidadezinha que foi construída com o formato de uma alpaca e nosso ponto de partida para a tão esperada Machu Picchu. Conhecemos um pouco as ruínas e terraços de lá e abandonamos a excursão às 16hs, porque iríamos tomar o trem da Peru Rail em direção à Aguas Calientes às 19hs. Aguas é a cidadezinha minúscula que fica na base da montanha onde está Machu Picchu. Fícamos tomando um suco na praça de Ollanta e andando pelo vilarejo. É um lugar bem pequeno, porém muito simpático. Para quem quiser dormir lá e ir em algum trem matutino pra Machu Picchu, existe algumas hospedagens. Também é uma opção. Como pegamos o trem de noite, não conseguímos aproveitar a paisagem da viagem, embora a vantagem seria que no dia seguinte já acordaríamos praticamente na cidade sagrada dos Incas. Ollanta Ollanta Ollanta Ollanta Becos de Ollanta O trem que peguei foi da categoria Expedition, por US$56,00 (sim, para passear de trem você vai ter que gastar uma boa grana). A viagem dura 1:30hs e eles te oferecem água, chá, refrigerante, pão e chocolate. Quando chegamos, a mulher do albergue já nos esperava para nos acompanhar até onde iríamos dormir naquela noite. Fícamos no Hostal Varayoc. Fiquei em uma suíte com cama de solteiro por US$20,00. Logo em seguida, eu e Yoni saímos para comer. Demos azar, pois comemos um hambúrguer (20 soles) bem sem graça em um dos inúmeros restaurantes que tem por lá. Aguas Calientes é mais cara do que os demais lugares do Perú, por ser, vamos dizer, uma cidade 100% turística. Voltamos pro hostel e fomos dormir, já que no dia seguinte marcharíamos para Machu Picchu. Trem para Aguas Calientes Dia 10 – Marchando para Machu Picchu Acordamos ainda de madrugada para começar a caminhada em direção à cidade sagrada mais incrível da América do Sul. Para ir de Aguas Calientes até Machu Picchu eu tinha duas opções: subir a montanha caminhando ou pagar US$19,00 e ir e voltar de ônibus. Eu e Yoni escolhemos subir com nossas forças, às 6:20hs. A trilha, no entanto, é bem cansativa e inclinada. Se me lembro bem, demora mais ou menos uma hora e meia para subir. Chegamos na entrada do parque ensopados de suor. Resolvemos contratar um guia, 20 soles por cabeça. Sem dúvida é um preço salgado, mas se você tiver sem nenhum livro que explique o lugar, acho que vale muito apena. Entrada do parque Finalmente estávamos em Machu Picchu! Não acho que compensa descrever alguma coisa desse lugar, pois é o tipo de coisa que cada um tem sua experiência... O que mais me impressionou foi o tanto de mistério que envolve esse lugar, o tanto de coisas ainda por serem descobertas, lugares inexplorados... Enfim! Machu Picchu Machu Picchu Caminho inca descoberto bem recentemente Eu e Yoni em Machu Picchu Assim que acabamos o tour, saímos do parque para comer um lanche. Só tem banheiros, uma lanchonete e um restaurante fora da entrada do parque, mas você pode entrar e sair quanto quiser no mesmo dia. Depois de lanchar, voltamos para o parque para fazer as trilhas da ponte inca e do portal do sol, que são pequenos caminhos que você pode ir por conta própria. Trilha da Ponte Inca A ponte do rio que cai Trilha da Ponte Inca Machu Picchu observada do Portal do Sol Dois seres irracionais Saímos da montanha às 13:15. Descidi descer caminhando até Aguas Calientes, mas Yoni tava morto e pagou 28 soles para descer de ônibus. Meu joelho tava doendo um pouco, mas mesmo assim não acho que valha a pena pagar o ônibus para descer. Levei 50 minutos até Aguas Calientes, em ritmo lento e sem fazer esforço. Se for para pagar o ônibus, aconselho pagar já para subir, assim você poupa toda sua energia para gastar em Machu Picchu. Rio Urubamba e Aguas Calientes ao fundo Nos encontramos novamente em Aguas Calientes e fomos comer, utilizar o wifi do restaurante e tomar uma coc-cola para recuperar as energias. Ainda deu tempo de ficar andando pela feira de artesanato enquanto esperávamos o trem de volta para Cusco. Dessa vez, voltamos no trem Vistadome, que é um pouco mais chic e mais caro (US$ 88,00) que o Expedition, mas era a única opção que tinha para esse horário quando fui comprar. Partimos 17:30 de Aguas Calientes, sendo que o trem vai até uma estação (não lembro o nome) e depois você toma um ônibus (já incluído no bilhete do trem) até Cusco. Esse Vistadome é bem para turista, porque tem pizza, dança local e até desfile de moda peruana com os atendentes do trem... Aguas Calientes Aguas Calientes Funcionários do trem assustando crianças e adultos com suas roupas bizarras e danças birutas Chegamos em Cusco bem cansados e fomos novamente para o Hostel Hospedaje Recoleta. Ainda saí para comer lá por perto do albergue. Mandei ver um “montado” por 17 soles. É um prato com arroz, batata, bife, ovo e banana. Muito bom! Agora já tava de bucho cheio e já tinha visto Machu Picchu. Só me restava ir dormir. Dia 11 – M&Ms: Maras e Moray Tinha agendado um tour para Maras e Moray e lá fui eu sozinho para conhecer um pouco mais da região de Cusco. Dessa vez Yoni não foi, pois iria partir de Cusco à tarde. O tour custou 45 soles, transporte e guia, como de costume. A primeira parada, também como de costume, é em uma loja onde produzem e vendem roupas feitas de lã. Até que nessa parada tinha uma diferença, porque as moças explicavam todo o processo para produzir as roupas, o que é bem bacana. Galera tecendo e vendendo A próxima parada foi Maras. Achei o lugar bem fascinante. É um conjunto de terraços que serviam como viveiros para as plantas, bem parecido com o que tinha visto em Pisac. O próximo destino era Moray, onde se produz 3 tipos diferentes de sal, no meio das montanhas. Lá tem um monte de barraquinhas vendendo tudo quanto é coisa feita de sal, inclusive, sal. Maras maravilha Maras maravilha Maras maravilha Eu e Maras maravilha Moray moreira Haja sal! Mais sal Muito sal mesmo! Saindo de Maras retornamos para Cusco e fui ainda fazer um city tour às 15:30hs. Dessa vez não achei que foi uma boa escolha, porque tava bem cansado e com a garganta ficando ruim, ainda mais que só tinha comido um pão com manteiga, já que no tour de Maras e Moray não teve parada para almoço... Então, fica a dica: por mais que o passeio de Maras e Moray acabe no começo da tarde, não acho que vale a pena emendar um city tour logo em seguida. Use esse tempo para almoçar direito e andar por Cusco. Enfim, o roteiro do city tour é passar pelas ruínas que ficam ao redor de Cusco: Qenqo, Tambomachay, Saqsaywaman (sexy woman, como é conhecida)... Essas ruínas valem mais pela história do que pela própria aparência, já que não são coisas grandiosas. Após vermos todos os pontos turísticos, faltava apenas uma coisa... O que? Se você pensou “parar em uma loja de artesanato ou de lã”, parabéns, você acertou. Já passavam das 19hs e, ainda assim, o tour parou em uma lojinha. Cheguei no albergue, fiz um lanche e cama. City Tour pelas ruínas de Cusco City Tour pelas ruínas de Cusco City Tour pelas ruínas de Cusco City Tour pelas ruínas de Cusco Dia 12 – Piscocusco / Dia 13 - volta Acordei nesse dia sem pressa, pois iria visitar alguns museus que eu tinha no meu boleto turístico. No café da manhã conheci o Jorge, um argentino que também estava no meu albergue. Como ele tinha planos de visitar algumas igrejas e a arquitetura de alguns hotéis, combinamos de irmos fazer os nossos passeios juntos. O primeiro ponto foi o Museu Histórico Regional, que era a antiga casa de Garcilaso De La Vega, um grande escritor e historiador do século XVI. A parada seguinte foi Qorikancha. Não cheguei a entrar lá, pois não estava incluso no boleto, mas fui no pequeno museu que tem nesse lugar. É um museu bem ruim, diga-se de passagem. Logo ali perto, tinha uma loja chic de tecidos que também abrigava o Museu da lã! Qorikancha Acabando essas visitas, fomos atrás dos hotéis e igrejas que o Jorge queria ver. Quanto aos hotéis, parece ser perda de tempo, mas realmente são sensacionais. Fomos em três deles e é impressionante a arquitetura desses lugares. Uma estadia lá acho que pagaria minha viagem inteira! Fomos em uma igreja perto de Qoricancha muito bonita, com inúmeros púlpitos talhados em madeira. Hall de entrada de um hotel Pelas ruas de Cusco Com a fome batendo, Jorge sugeriu de almoçarmos em um restaurante vegetariano que ele já havia ido, no bairro de San Blas. É um restaurante extremamente escondido, que você jamais iria entrar caso não conhecesse ou não recebesse indicação. Salada, sopa, prato principal, sobremesa e suco por apenas 10 soles. Sem dúvida uma boa recomendação, mas não lembro o nome do lugar. Eu e Jorge no restaurante mais escondido de todos os tempos Após o almoço, Jorge voltou para o albergue e, como iria passar um jogo da Champions (Barcelona vs Bayern!), decidi tentar assistir em um Pub que tem do lado da catedral. Pra que! Pub lotado de gente pra ver o jogo, não tinha nem como ficar lá. Então aproveitei para comprar uns presentes e voltei para o albergue na hora certa, pois começou uma chuva torrencial. Acabei assistindo o segundo tempo do jogo no hostel e nisso apareceu o Jorge e Carlos, que era um senhor uruguaio de uns 65 anos que estava hospedado no meu quarto. Jorge e Carlos ficaram discutindo sobre mate e jogamos umas partidas de pebolim! Duelo sul-americano! Ganhei do argentino, mas apanhei do uruguaio. A noite sai sozinho andando meio que perdido para achar um lugar para jantar. Passei na frente de um bar que se chama Museo Del Pisco e não tive dúvidas! Cheguei lá e já fui pedindo uns coquetéis de pisco. Para quem nunca experimentou, pisco é uma bebida alcoólica à base de uva e é daquelas que te engana por parecer leve nos drinks (no clássico Pisco Sour, por exemplo), mas que depois de uns 2 você já está bem alegre. É uma bebida sensacional e um tanto quanto subestimada ainda. Estava lá eu bebendo e daí percebi que o rapaz sentado ao meu lado no balcão estava hospedado no albergue também. Era um inglês bem gente boa. Ficamos lá bebendo e conversando e eis que aparece uma ótima banda de blues que começou a tocar no bar! Com a fome batendo, experimentei o sanduíche de carne de alpaca com batatas fritas. Extremamente saboroso! O bar é sensacional, com um clima muito bacana. Tinha até umas senhoras alemãs ou inglesas completamente para lá de Bagdá, cômico demais! Museo Del Pisco é parada obrigatória na noite Cusquenha. Depois disso, não tinha mais condições de nada e só me restou voltar para o albergue. A última noite da viagem tinha terminado. Museo Del Pisco Bandinha de blues e os gringos já pra lá de Bagdá! No dia seguinte, parti para o aeroporto de manhã e lá fui eu nas conexões Lima e Bogotá, até chegar finalmente em São Paulo. Se valeu a pena? O!!!
  7. Olá, senhoras e senhores. Segue aqui um relato da minha viagem que fiz sozinho ao Perú, país do ceviche, do pisco e da buzina. Achei importante escrever o relato pois utilizei muito o site para organizar minha viagem, então nada mais justo do que contribuir também. No total, foram 13 dias de viagem, dias muito bem aproveitados! Dia 1 – Lima limão Minha viagem começou logo cedo no dia 18 de abril de 2014. Tomei um voô de São Paulo a Lima, com uma indesejável escala em Bogotá. No total, umas 9 horas de viagem. Voei de Avianca, sendo que comprei 3 trechos para toda a viagem: São Paulo – Lima, Lima – Cusco, Cusco – São Paulo. O preço de todas as passagens foi de 1.200,00 dilmas. A ida foi bem tranquila, sem maiores reclamações. Chegando no aeroporto, o assédio de taxistas é grande. Fechei com um credenciado para me levar até meu Hostel em Miraflores por 50 soles (dá pra ir por menos, mas não barganhei muito). Fiquei no Hostel HitchHikers em quarto compartilhado com 6 camas por 11 obamas. Não recomendo! Achei o quarto apertado, escuro e o banheiro bem sujo e que se transformava na laguna mais feia do Perú. O café da manhã era pão com manteiga e café ou chá, igual na maioria dos Hostels de lá. A mulher que me recepcionou até que era simpática, embora não soubesse muito sobre o que fazer em Lima. Não cheguei a conhecer o pessoal do quarto, tirando um canadense que parecia um daqueles irmãos do Hanson e que já estava cansado de viajar e fazer qualquer coisa... Desanimo total. Como não tinha muito o que fazer por já ser noite, saí para andar no Parque Kennedy que era perto do albergue. Foi muito gostoso, porque havia um piano no meio do parque em que as pessoas ficavam se revezando para tocar e muitas famílias passeando... Só fiquei lá ouvindo e deixando o tempo passar. Aliás, em inúmeras praças de Lima tinha um piano, uma iniciativa muito legal. Com a fome batendo forte, decidi que era bom me dar ao luxo de comer o famoso ceviche. Escolhi um restaurante ao lado do Parque. Um ceviche com bastante limão (estava excelente!) e um chopp de 1 litro me custaram 45 soles. Depois disso, só me restava voltar pro albergue e dormir. Parque Kennedy Ceviche e litro de chopp! Dia 2 – Desbravando a Capital Comecei o dia caminhando pela costa de Miraflores logo cedinho e conhecendo as praças e o shopping Larcomar. Sem dúvida essa é uma das coisas mais gostosas de se fazer em Lima! O clima nublado, o Oceano Pacífico e a geografia única do lugar criaram um ambiente bem propício para sair andando perdido pela costa. Quando deu 9hs, peguei logo um taxi para Huaca Pucllana, que é um sítio arqueológico que fica bem ali em Miraflores. A visita guiada dura um pouco menos que uma hora e meia e você vai caminhando por todo o sítio, conhecendo o que significava cada lugar. Sem dúvida vale a pena o passeio! Logo em seguida, voltei ao hostel para fazer o check out e peguei um taxi de Miraflores até o centro (15 soles). Quando cheguei, dei uma andada rápida e parei para comer num restaurante bem local (até porque nem sei se tinha opções turísticas lá perto e não era essa a intenção). Comi um Pollo Saltado com salada e suco por 10 soles. Esse é um prato típico de lá, que é basicamente um peito de frango com tomate, pimentão e temperos, geralmente acompanhado de arroz, batata e salada. Comida boa e preço bom! Miraflores Miraflores Larcomar Huaca Pucllana Huaca Cachorro andino em Huaca: esse aí foi apelidado de Neymar pelos guias. Huaca Huaca e o guia Após o almoço, fui direto ao centro de informações turísticas perto da Plaza de Armas e fiz um monte de perguntas pro rapaz de lá. Ainda bem que ele foi extremamente simpático e me ajudou muito, já que poderia ter mandado eu ir pra punta del este de tanta pergunta que fiz... Deixei 5 soles de gorjeta (que ele nem queria aceitar). Se tiver no centro, não exite em passar lá, mesmo que queira informações sobre outros lugares do Perú. A próxima parada foi a Catedral de São Francisco, onde tem as famosas catacumbas e algumas pinturas que gostei muito. Essa visita custou 7 soles. Logo em seguida, parti pro Museu da Inquisição, que era de graça. Confesso que esperava um pouco mais do lugar... Eles falam um pouquinho da história e tem uns bonecos mostrando alguns tipos de torturas que eram utilizadas. Aconselho a substituir essa visita por algum outro passeio. Pollo Saltado Centro de Lima Centro de Lima Centro de Lima Museu da Inquisição Quando sai do Museu da Inquisição, já era fim de tarde e voltei pro Larcomar em Miraflores (20 soles o táxi, 5 soles mais caro que a ida). Com a fome batendo, decidi experimentar um sanduíche de uma lanchonete que está bem famosa lá em Lima: La Lucha. Meu povo, eu sei que parece um pecado recomendar um fast-food no Perú, mas... Que coisa boa!!! Parada obrigatória! Comi uma opção que era bem simples, pão, queijo, carne (acho que era tipo um contra-filé), cebola e maionese. Como ainda estava começando a anoitecer e meu ônibus para Huaraz era apenas às dez e meia, resolvi ir do Larcomar até o bairro de Barranco andando... é uma caminhada de uma hora!! Você pode ir andando ali pela costa, até atravessar uma ponte e chegar em Barranco. A ideia era ir conhecer esse bairro boêmio e a famosa Ponte dos Suspiros. Diz a lenda que se você atravessar a ponte sem respirar e fizer um pedido, ele se realiza. Como já tinha comido o glorioso La Lucha, decidi voltar logo lá pro Larcomar andando novamente (mais uma hora de caminhada!) e tomar um Milkshake para recuperar as energias. Também recomendo a barraca de Milkshake que tem lá no Larcomar (não lembro o nome). Tomei um de Snikers que tava bom pra carambolas! La Lucha! La Lucha no Larcomar Ponte dos Suspiros em Barranco Depois disso, só me restava voltar até o albergue para pegar minha mochila e tomar um táxi até o terminal da Cruz del Sur (10 soles). Fiquei lá esperando até dar 22:30hs e pegar o ônibus para Huaraz. Fui em uma poltrona grande e confortável, que geralmente custa mais caro, mas que quando comprei o bilhete pelo site tava em promoção. Como tenho muita dificuldade em dormir em ônibus, pra mim valeu a pena esse conforto a mais, deu pra tirar uma boa soneca. Se também quiser mais espaço e uma poltrona bem melhor que a comum, recomendo comprar essa opção. Dia 3 – Huaraz: cadê o soroche? Cheguei 7 horas da manhã em Huaraz. Ao desembarcar, já tem um monte de taxistas e pessoal de agências de turismo oferecendo seus serviços. Fui caminhando para o Hostel Akilpo. A equipe de lá é muito atenciosa e simpática. O Hostel é gerenciado por alguns irmãos, dentre os quais Esteban e Benjamin, que me ajudaram bastante com os passeios (fechei todos pelo próprio Hostel, pois me passaram muita confiança e eram bem honestos) e informações da cidade e arredores. Fiquei em um quarto privado, com banheiro, porque a estratégia aqui era ter um lugar mais tranquilo para descansar, visto que os passeios exigiriam fisicamente. Me dei bem com essa escolha. Logo às 9hs parti em uma excursão até o Glacial Pastoruri. Foram 35 soles transporte + guia, além de 10 soles para entrar no Parque Huascaran, que é onde fica o glacial. Dei sorte com o pessoal que estava na excursão, porque só havia peruanos e dois colombianos. O Glacial está a 5 mil metros de altitude, então a subida é bem desgastante, embora seja apenas uns 45 minutos de caminhada. Você pode andar uns 60% da trilha a cavalo, se quiser pagar por isso. Lá, mesmo com o sol, faz muito frio e venta... Tive que comprar uma luva, se não minha mão congelava. Vale notar que foi minha primeira experiência com a altitude (e logo no passeio que chegava na maior altitude de todas que eu passei!) e, para minha felicidade, não senti absolutamente nada. Cadê o famoso soroche? Dei sorte! Tinha tomado um chá de coca antes, o que talvez ajude um pouco. O principal problema para mim, por incrível que pareça, foi o sol! Muito forte ali na montanha... O Glacial é muito bonito, um tipo de coisa que eu nunca tinha visto. É só uma pena saber que ele era muito maior e vai minguando a cada dia que passa. Pelas estradas de Huaraz, indo para o Glacial Pelas estradas de Huaraz, indo para o Glacial Puya Raimondi: a planta típica de lá Parque Nacional Huascarán Parque Nacional Huascarán Indo para o Glacial Glacial Pastoruri Glacial Pastoruri Glacial Pastoruri Vista do Glacial Pastoruri Lá no Pastoruri conheci um peruano que tava na excursão, o Juan. Ele falou que antes de pegarmos o ônibus para voltar, eu tinha que experimentar uma sopa nas barracas que ficam ali onde param os ônibus e carros. Pensei comigo mesmo “não gosto de sopa e essas barraquinhas não são o exemplo de boa higiene. Medo de me arriscar a tomar uma sopa daí... Mas não posso recusar a iguaria local e o convite do rapaz, então, bora”. No final das contas não foi uma má ideia, embora a sopa não tenha sido nada muito genial. Dizendo adeus ao Parque Nacional Huascarán Na volta, ainda deu tempo de um dos colombianos passar mal, bem como uma peruana. Rápida parada para eles se recuperarem e no fim da tarde já estava no hostel. Sai pra comprar pão, manteiga, chocolate e uma Cusqueña de trigo. Definitivamente, é melhor o Perú se orgulhar com o maravilhoso pisco, porque a cerveja de lá tem um certo gosto de infelicidade. Antes de voltar pro albergue e ir dormir, ainda deu tempo de conhecer o mercado central, que ficava bem do lado do Hostel. Também não é um primor de higiêne. Só de pensar que a comida dos restaurantes de Huaraz vem daquele lugar, já faz você repensar nos seus hábitos alimentares durante a viagem. Ou não. A famosa Huaraz Mercado de Huaraz Dia 4 – Desbravando a la mochileiro Tinha marcado de ir para Chavin nesse dia, mas logo as 7:30 o rapaz do Hostel bateu na minha porta e disse que de segunda-feira não tem passeio pra nenhum museu, pois eles fecham. Então ele me recomendou uma caminhada até a Laguna Wilcacocha. Não é nenhum tour agendado, é você por você mesmo, pega um mapa e se vira. Bora! Para chegar na trilha tive que pegar uma van pública (número 10, em direção a Bedoya) na frente do Hostel. Me custou 1 sol. Você tem que pedir pro motorista parar no Pueblo de Chiwipampa. Dá uns 15 minuto do centro de Huaraz. O bacana de andar no transporte público é que você vai com os locais, observando o dia-a-dia deles e seus costumes. A partir dali, basta subir a montanha até chegar no lago. São umas 2 horas de caminhada. Lá não tem absolutamente nada, então leve seu lanche e sua água! Começando a trilha Começando a trilha Durante a caminhada só encontrei um casal: Nicky, uma canadense, e Simone, um italiano (lembrem-se que alguns italianos tem nome de mulher!). Os dois muito simpáticos. Durante a subida, nos deparamos com uma van que ficou entalada no barro, beirando o precipício. Tava o motorista e seu filho, tentando desentalar o carro. Bora ajudar a empurrar! E que se dane a altitude!! No fim, o cara colocou umas pedras debaixo do pneu e... o carro continuou atolado. Bom, ele nos agradeceu e disse que iria ir buscar ajuda. Fomos em frente, até porque não tínhamos mais como ajudar o cara. Não tínhamos nem certeza se estávamos na trilha certa! Enfim chegamos no destino. Vale muito o esforço, principalmente pela paisagem! E o melhor de tudo, só precisa pagar 1 sol na ida e 1 na volta! Wilcacocha Nicky e Simone no Wilcacocha Vista lá do Wilcacocha Vista lá do Wilcacocha Quando estávamos descendo da Laguna, nos encontramos com 3 moradores locais no caminho. Ressalto, novamente, que é sempre bacana esses momentos, pois você consegue sentir um pouco mais de perto como é a vida por aquelas bandas. Primeiro apareceu uma velhinha toda sorridente, com umas folhas grudadas na bochecha. Ela perguntou umas coisas sorrindo, mas era aquela mistura de Quechua com espanhol que só nos restou dar uma risadinha e um adios! Depois apareceu um velhinho e perguntou se tínhamos ido até a laguna e pediu um gole de água pro Simone. Véinho ligeiro! Por fim, perguntei para um peruano que estava trabalhando em uma plantação se estávamos descendo pelo lugar certo. Daí ele disse que sim, perguntou de onde eu era e se no Brasil tinha lugares tão bonitos quanto no Perú. Por fim, perguntou como falava “cidade” em português! Chegamos no fim-começo da trilha e pegamos a van para voltar para Huaraz. Fui até o mercado comprar banana, uva e mixirica por 4 soles e segui pro hostel para descansar, visto que já era fim de tarde. As 19hs, Nicky e Simone passaram no meu Hostel e saímos para jantar. Eles já sabiam de um restaurante barato, então fui lá conhecer. Tomei chá, comi uma sopa de entrada e um talharim salteado de prato principal por apenas 5 soles! Ficamos lá conversando e nos despedimos, pois eles iriam tentar fazer a caminhada de Santa Cruz no dia seguinte e não iríamos mais nos encontrar. Voltei para o hostel para dormir. Sem dúvida um dia que saiu barato! Dia 5 – O ponto alto da viagem, nos dois sentidos. Acordei de madrugada para sair as 5:50 do hostel. O objetivo? Laguna 69. No nosso grupo tínhamos 3 meninas francesas, um francês, 4 israelenses, 1 peruano, 1 indiano e 1 coreana. Fui conversando com a coreana (Sarah) durante a ida, pois ela estava no mesmo hostel que eu. Antes de chegar no lugar onde começa a trilha, a van parou na Laguna Llanganuco, que já dá uma prévia da maravilha que encontraríamos mais à frente. Eu nunca tinha visto uma água daquela cor! Llanganuco Llanganuco Llanganuco Chegamos no local de início da trilha as 9:30. Eu e Sarah pulamos da van e saímos andando para tirar umas fotos antes de começar a trilha. De repente, olhamos para trás e... cadê todo mundo? A van estava lá parada e o resto do povo tinha sumido. E agora? “Bom, eles só podem ter subido essa colina aqui do lado da van, porque não tem outro caminho.”. E, assim, começamos a praticamente escalar a colina, que era cheia de pedras e uma mata nem tão amigável. Observamos que eles não podiam ter ido por ali por dois motivos: ainda não tínhamos achado ninguém e tava muito difícil andar por ali. Não ia ter como ir por aquele caminho por mais de 2 horas! Descemos até a van de novo e Sarah encontrou uma trilha bem na frente da van que descia pela mata. Ela estava bem escondida, por isso que nem percebemos de início. Era ali mesmo que o povo tava! Ufa! Foto que nos rendeu uma pequena aventura antes de começar a trilha... mas valeu a pena! Sim, estou tirando uma foto na frente de um painel de shopping... Só que não! Depois de termos nos perdido antes de começar o passeio (sim, foi tosco, ridículo e bossal, eu sei disso ), demos início à verdadeira trilha. Ela demora entre 2:30 e 3hs na ida e cerca de 1:30 na volta. É uma trilha complicada, pois é uma subida que exige um bom esforço na altitude (entre 3.500 e 4.600 metros) e, na volta, exige bastante joelho. Não é o tipo de passeio que você vai comprar para dar de presente de aniversário para sua vovózinha. Trilha para a Laguna 69 Trilha para a Laguna 69 Trilha para a Laguna 69 Cachoeira durante a trilha A Laguna parece que não chega nunca, mas quando chega... Sim! É de verdade! Eu e Sarah. Laguna 69 Laguna 69 Para mim, sem dúvida foi o ponto mais alto da viagem ao Perú! Retornamos da maravilha e eu e Sarah fomos os primeiros a chegar na van, as 15:30, já que o guia falou que tínhamos que estar lá, no máximo, até 16hs, por questões de segurança e também porque tínhamos uma boa viagem de volta. Saímos de lá só as 18hs, porque uma das francesas machucou o pé quando chegou na laguna e tiveram muita dificuldade na hora de voltar. Para ter uma ideia, quando deu umas 17:20hs o guia saiu correndo atrás delas para resgatá-las, já que estava começando a escurecer e daí sabe-se lá o que ia acontecer com las chicas. Felizmente, o guia conseguiu achar as francesas e trouxe uma literalmente nas costas! A viagem de volta demorou 2 horas. Quando cheguei em Huaraz, comi uma trucha a la parrilla no restaurante que tinha bem do lado do hostel. Boa comida! Depois disso, só me restava recuperar as energias para o dia seguinte. Truta na grelha Dia 6 – Las Cabezas Clavas Acordei logo as 7hs, tomei café e já fiz o check out, pois de noite já iria voltar para Lima. Para encerrar minha passagem por Huaraz, decidi fazer o passeio até Chavin de Huantar, que não tinha conseguido fazer dois dias antes, pois estava fechado. Como a van só iria me pegar no hostel às 9:30hs e eu tava ficando sem dinheiro, fui até uma casa de câmbio trocar dólar. O câmbio estava 2,79 o dólar. O grupo que foi para o passeio só tinha peruanos e uma turca. Passamos antes na Laguna Querococha e depois seguímos para Chavín, que é uma cultura pré-inca. Lá você conhece o sítio arqueológico. O destaque fica para as famosas Cabezas Clavas, que são cabeças de seres mitológicos colocadas na parede do templo. Também achei bem diferente a representação da divindade superior dessa cultura: El Lanzón. É uma pedra com o formato de um dente canino e esculpida com o desenho da divindade máxima, uma mistura de homem com animais. Querococha O pessoal fala que é o mapa do Perú desenhado na montanha... Cristo das Neves, no caminho para Chavín Maquete das ruínas de Chavín Chavín Chavín El Lanzón Cabeza Clava nas paredes do templo Logo que saímos do sítio arqueológico, paramos para almoçar. Comi um arroz a la cubana e uma coca-cola por 10 soles. Aproveitei a parada para comprar uns chaveiros das cabezas clavas que achei bem bacana e só tem lá! A próxima parada é no museu Chavin, recentemente construído. É uma parada bem rápida, onde tem mais um monte de cabezas e também várias peças de artesanato Chavín. É um passeio bem tranquilo e muito bacana pra quem gosta de história. Esse dá para ir com a vovó. Pueblo de Chavín Museu de Chavín Saímos de lá 16:30hs e só chegamos em Huaraz às 19hs. Fiquei enrolando no albergue até 21hs e fui para a estação Cruz del Sur tomar o ônibus de volta para Lima. Dessa vez, fui no assento superior, bem menos espaçoso do que na ida.
  8. Nossa!! Que viagem sensacional! Vou para Huaraz em abril e não conhecia Chachapoya. Sem dúvida entrou na minha lista para uma próxima viagem!
×
×
  • Criar Novo...