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Mikeas Silva Pestana

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  1. Bem, acabei de chegar ao Rio para trabalhar, vindo de um maravilho e revigorante FDS na belíssima praia de Pouso de Cajaíba, em Paraty. Saindo da Rodoviária Novo Rio, às 4h da matina, de ônibus direto a Paraty, pela empresa Costa Verde. Chegamos lá às 8 e fomos direto ao Cais Turístico, que fica na Vila Histórica da cidade. Lá nos informaram que os barcos e lanchas que saem para o Pouso de Cajaíba deveriam sair mais tarde, pelo que devíamos procurar no caís de pescadores, que fica lá do outro lado de um canal, totalmente fácil de achar. Havia alguns barcos pesqueiros e pequenos botes e barcos motorizados ancorados à espera de moradores que foram fazer compras e resolver problemas em Parati. Detalhe: me informaram que na sexta-feira saem muito mais barcos porque todos querem já estar nas praias afastadas no sábado. Por isso esperamos um pouco e falamos com alguns deles, pegamos telefones (muito importante), mas todos demorariam muito pois iriam fazer muitas coisas na cidade antes de voltarem para as suas praias paradisíacas. Por isso voltamos para o cais Turístico e logo ao chegarmos vimos um barco trazendo turistas e mochileiros. Perfeito. Perguntamos e ele iria retornar ao Pouso em meia hora. 40reais por pessoa. Essa é a média de preço por pessoa nos barcos maiores e mais lentos. Há muitos barcos menores e velozes, botes, etc, que cobram mais caro, ficando mais barato a depender do número de pessoas. Pegamos com o Telmo, um simpático pescador e barqueiro caiçara, morador da distante praia de Martin de Sá, que trabalha com os dois tipos de embarcações (fone (24) 998378696. Como pegamos o de menor velocidade, chegamos ao Pouso em 2 horas e 20min, numa viagem tranquila de mar calmo e sol escaldante. Levar água mineral, protetor solar aos montes e algo para beliscar no trajeto. A vila é um encanto. Muito pequena e pacata, isolada mesmo do continente. Muito bela e aconchegante, contendo poucas casinhas e alguns barzinhos charmosos e bem estilosos, onde servem autêntica comida caseira. Fizemos todas as refeições no barzinho da Natalia e gostamos. Mas tem alguns outros na praia. Chegamos à casa de Sr. Lourival, um caiçara que aluga camping e duas casinhas muito limpas e de decoração bem simples mas aconchegante. Paguei 60 reais a diária. A casa tem energia elétrica solar, gerador que funciona das 19h às 11h, período em que se pode ver tv, usar aparelhos elétricos e carregar os nossos preciosos celulares. O sinal de duas operadoras dos meus celulares funcionaram a contento, com alguns momentos de quebra de sinal, mas pude enviar mensagens e registrar a minha viagem ao amigos pelo FB. Muito bom. Deixamos as mochilas na casa e fomos direto para a praia grande, uma praia maior que fica relativamente perto de lá, mas que tivemos que pegar um boat táxi de 10 reais. Um show tanto o trajeto quanto a praia bem reservada, contando com uns dois barzinhos apenas e poucos turistas por lá. Pegamos uma trilha até chegar numa bela cachoeira de 7 quedas, muitas pequenas e uma ou duas bem grandes. Maravilha de banho que tomamos lá. Voltamos para a vila do Pouso, banho e janta no barzinho da Natalia. A essa altura foi tudo à luz de velas. Perfeito para Lua de Mel. Para romances escondidos..hehehe. levamos bebidas para a casa e ficamos bebendo até depois de o Sr. Lourival desligar o gerador. Cansados da viagem e da caminhada, apagamos num sono dos mais profundos que tive. Delícia. Paraíso de verdade. Para quem gosta de noite tem poucos barzinho mas fecham cedo, mas se pode tocar violão com os acampados. Muito bom. Não fiz isso porque queria acordar cedo para fazer trilhas de manhã cedo. Acordei cedo, lá pelas 5:30, mas como tive que esperar meu casal de amigos acordar, acabei ficando pela praia vendo o sol nascer e as pessoas começaram a fazer barulho. Eles acordaram tarde, o que me impediu de fazer uma trilha mais longa até Martin Vaz, que dizem ser espetacular e que prometo fazer da próxima vez. Fizemos muitas caminhadas pequenas pelas trilhas perto da vila, apenas para explorar o local para a nossa volta ao paraíso. No meio das matas tem pequenas e charmosas casinhas dos caiçaras. Soube que algumas são para alugar e não são caras. Comemos jacas e conseguimos chegar a um poço natural muito escuro, fundo e de águas muito geladas, coisa perfeita para aquele dia de muito sol e calor. De lá de cima o visual belíssimo da enseada. Tiramos muitas fotos. Como nosso barqueiro viria nos buscar para levar a Paraty às 2:30 (o que ele cumpriu), almoçamos na Natalia e ficamos na praia calma e de águas transparentes e muito verdes. Um dia perfeito e a volta melhor ainda porque o Telmo resolveu trazer o barco mais veloz, que fez a viagem cair para 1 hora, debaixo de sol escaldante e muita aventura e adrenalina com as ondas, ora calmas e ora um pouco agitadas. Excelente passeio. Praticamente sem pontos negativos, o que sabemos que é raro. O único ponto negativo foi que eu, que não fui de carro, não comprei a passagem de volta para o Rio e só tinha lugar para hoje à tarde, pelo que tive que voltar de baldeação. Meus amigos estavam de carro e voltaram felizes para Sampa. espero que tenham gostado da minha breve porém excitante viagem ao Pouso da Cajaíba. Peguei alguns contatos de casas, campings, comida e de outras trilhas que poucos conhecem. Quem quiser envie mensagem para mais informações.
  2. um sonho de trilha para fazer. Moro no Rio, assim fica mais fácil. Basta arrumar companhia e cair na estrada..hehe
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