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E.Samuel

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  1. @casal100 obrigado pelo comentário, da pra fazer em um dia sim, tranquilo.
  2. Olá Mochileiros como vão? Espero que bem! Nosso projeto para esse ano seria a Serra dos Órgãos, porém, os ingressos haviam se esgotado, então tentamos fazer a Serra Negra, que também não deu certo, por fim, conseguimos fazer a travessia Rancho Caído. Temos um projeto de percorrer a TransMantiqueira e com esse projeto em mente, vamos colhendo informações para que nosso projeto se realize, ano passado fizemos a Travessia da Serra Fina no sentido inverso, se alguém se interessar em ler, só acessar o link: Como de costume, saímos da Cidade de Santa Rita do Sapucaí na madrugada do sábado. Às 3h da manhã, na porta da ETE, lá estávamos nós esperando nosso motorista oficial Edson e dessa vez ele trouxe sua esposa Gabi para ajudá-lo a fazer a conferência das malas, conhecer o pessoal e passear um pouco. Falando em turma, dessa vez fomos em 12 pessoas, para alguns foi a primeira travessia e para outros mais uma aventura. Partimos para o PNI e chegamos lá às 7:40 da manhã e logo o Nandão já ficou na fila para garantir o lugar. O parque estava muito lotado, depois de quase 1 hora na fila conseguimos a liberação para fazer a travessia do Rancho Caído. Da esquerda para a direita em pé: Gabriel(Geminho_1), Saulo, André, Savio, Nandão(Cyborg), Eder, Luizinho e Samuel(O "guia"). Agachados: Luiz(Geminho_2), Bruno(O cara da travessia), André, Zé Renato(Fotógrafo oficial). Essa travessia é maravilhosa, por quase toda a travessia a gente observa o Agulhas Negras e nela tem vários pontos de água, então não precisam se preocupar que água tem em abundância. Com uma trilha muito bem sinalizada, a travessia é de fácil acesso, porém, a gente deu uma perdida. Tudo isso por conta do nosso “guia” Samuel que não tinha visto a subida para a pedra do Altar do lado esquerdo. Subindo uma trilha, logo avistamos a pedra, porém não atacamos, pois o nosso objetivo era conhecer a cachoeira do Aiuruoca e os Ovos de Galinha. Logo após passarmos por um vale que lembra muito o Vale do Ruah, chegamos em uma bifurcação que aponta para a esquerda a Travessia Serra Negra (está nos nossos planos) e seguindo reto a Rancho Caído. Mais a frente chegamos na cachoeira da Aiuruoca - que cachoeira linda! Não tenho palavras para descrevê-la. Ninguém teve coragem de entrar nela porque a água estava muito gelada, mas tiramos várias fotos e logo depois fomos rumo aos Ovos de Galinha. Saindo de lá, andamos por volta de 1h30min e chegamos no acampamento. Para nossa sorte não havia ninguém, arrumamos nossas barracas e já tratamos de fazer algo para comer. Para minha surpresa os novatos que foram conosco levaram muita coisa de comer, tinha de tudo, até uma chapa para fazer misto! kkkkk...incrível. À noite não fez muito frio, então ficamos conversando até umas 21h, conhecemos um casal de Curitiba-PR que estava no parque há 4 dias, que disse que dois dias atrás estava muito frio por lá. Graças a deus não pegamos esse frio. No outro dia partimos para o final da trilha, o mapa que pegamos no Wikiloc não foi pelo caminho da Cachoeira do Escorrega, por isso não passamos por lá. Teremos que visitar na próxima. Às 13h chegamos no Vale da Cruzes e esperamos nosso motorista chegar para irmos embora. Considerações finais: Essa travessia não é difícil de fazer como a Serra Fina, porém nosso grupo se supera pelo fato da amizade ser muito forte e cada um do grupo se preocupar um com o outro, isso faz toda diferença e com certeza iremos fazer a Serra Fina novamente e isso fará toda a diferença. Foi uma travessia muito bonita, todos que foram se divertiram muito, foram muitas risadas e o companheirismo como sempre prevaleceu, a cada travessia que nós fazemos levamos uma experiencia, e dessa não foi diferente, o companheirismo e a amizade novamente falou mais alto . Pessoal nota 10! Os geminhos são gente fina demais (não esqueçam do lenço umedecido, salvou o rolê e ajudou a tirar a asa), o restante da turma, Bruno (leva o pó nas próximas vezes novamente, pó de café), André², Saulo, Sávio(O cara do releave), Luizinho (esse Luizinho viu?! hehe), esperamos vocês nas próximas. Nandão, (sou fã desse cara e o admiro muito, ele sabe disso). Éder, (o conheci fazendo Marins x Itaguaré e parece que o conheço a anos) e Zé Renato, (ele merece todo o merito pelas fotos, uma pessoa com uma humildade sem igual), companheiros de várias travessias, é um prazer caminhar com vocês. @Zé Renato, parabéns pelas fotos, ficaram excelentes. Gostaria de agradecer a todos que foram e também ao nosso motorista Edson e sua esposa Gabi, estamos juntos na próxima! Dicas: Quando forem fazer a travessia, desçam pela cachoeira do Escorrega - existe uma trilha mais curta, porém é muito fechada. Levem o shit tube - o pessoal do parque cobra, até daria para passar sem ele, mas temos que pensar no bem do ecossistema e é bem barato de fazer. Como de costume, para fechar o relato, deixo aqui uma frase do poema “O tempo”, e logo depois mais fotos: E quando se vê: “A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é Natal… Quando se vê, já terminou o ano… … Quando se vê não sabemos mais por onde andam nossos amigos… Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê passaram 50 anos! Agora é tarde demais para ser reprovado… Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casaca dourada e inútil das horas… Eu seguraria todos os meus amigos, que já não sei como e onde eles estão e diria: vocês são extremamente importantes para mim. Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo… Dessa forma eu digo, não deixe de fazer algo que gosta devido a falta de tempo. Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz. A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.” Mário Quintana
  3. Olá Mochileiros, como vão? Espero que bem, aqui estou eu novamente escrevendo meu segundo relato do ano de 2018. Ano passado fizemos a travessia da Serra Fina em 17h, se quiserem ler o relato segue o link: O propósito para esse ano seria fazê-la em 2 dias para podermos aproveitar mais a montanha e o companheirismo da turma. Como de costume, o Nandão plantou a ideia de fazer a travessia em 2 dias e nós aceitamos de cara. Nosso parceiro Breno deu ideia de fazermos a travessia ao contrário, pois assim passaríamos no Vale do Ruah à tarde e não de madrugada. Escolhemos uma data que fosse melhor para todos e reunimos a turma. Aquele medo de fazer a Serra fina já não era tão grande como foi da primeira vez, o medo agora era de tentar terminá-la com o peso da mochila. Como sabíamos da dificuldade da travessia, treinamos por vários meses e, depois de adiarmos o passeio por 2 vezes por conta do tempo, nos dias 18 e 19 deu tudo certo. Confesso que torci para chover novamente porque estava com muito medo de fazer a Serra fina, ainda mais no sentido inverso, mas como eu havia prometido aos meus amigos que eu iria, eu fui. Estávamos em 5 pessoas: Samuel (eu), Nandão, Breno, Zé Renato (Fotógrafo oficial) e Jonas (primeira vez na SF). Saímos da Cidade de Santa Rita do Sapucaí-MG às 23h com o nosso motorista oficial Edson, chegamos até a entrada do Sítio do Pierre às 2:20 da manhã, fizemos uma oração e partimos rumo ao nosso objetivo. Passamos pela trilha, chegamos no primeiro ponto de água e já atacamos o Alto dos Ivos. Chegamos lá por volta de 7h14min, onde esperamos nosso companheiro Jonas que demorou cerca de 1h para chegar. Enquanto isso, deu pra fazer um café para dar uma aquecida - o café saiu sem açúcar porque nosso companheiro Breno esqueceu de trazer...hehe, mas faz parte. Saindo do Alto dos Ivos fomos direto para o Pico dos Três Estados. Até antes de chegar nesse pico eu estava animado e pensei “Até que o meu treino fez efeito, estou me sentindo muito bem”. Doce ilusão, mal sabia que a subida dos 3 Estados era difícil e ao contrario mais difícil ainda. Subindo aquela montanha enorme pensei em abortar a travessia, mas segui firme até o pico. Zé Renato e Nandão como sempre subiram primeiro, esses dois sem sombra de dúvidas são de outro planeta. Quando eu e o Breno chegamos os dois já estavam dormindo e nós aproveitamos para também tirar um cochilo e esperar o Jonas (esse cochilo rendeu viu?!). Chegada nos 3 Estados 10h21 Saindo dos 3 Estados, fomos para o Cupim do Boi. Lá tiramos algumas fotos, paramos para fazer um lanche e esperar o Jonas...rsrs. Nesse momento, nosso amigo Zé Renato deu a Ideia de criarmos uma #cadeojonas...hehe, e não é que pegou?! Logo depois disso, partimos para o Vale do Ruah. Chegada no Cupim do Boi 12h58. O caminho até o Vale do Ruah é relativamente mais tranquilo, a única coisa que enche o saco são os Capins Elefantes que seguram, dificultando a caminhada. Lá pegamos água, molhamos os pés e fomos atacar a Pedra da Mina. Chegada no Vale do Ruah 14h51 A subida da Pedra da Mina é muito cansativa, quando eu a vi lá debaixo bateu um desanimo, é muito alta. Quem já fez a travessia ao contrário sabe do que eu estou falando, é uma subida que não tem fim. Eu várias vezes sentei e comentei com o Breno que queria chorar e abortar a travessia. Sentamos umas 3 vezes para descansar e toda vez que sentávamos cochilávamos por um tempo. Quanto mais a gente subia, mais cansado a gente ficava e nunca chegava, sinceramente, nesse momento eu queria ter um amigo rico, mais bem rico com um helicóptero pra eu poder ligar e ele vir me buscar..rsrs Depois de todo o sofrimento, chegamos no topo. Ufa! Pensei que não chegaríamos. Montamos nossa barraca, fizemos aquela feijoada ao som de Sorriso Maroto e Thiaguinho (créditos ao Nandão), comemos e fomos dormir. Dentro da barraca eu tive vontade de chorar, pensei que no outro dia não daria conta, mas dormimos. Na madrugada fez -4°C, nossa barraca congelou. gelo.MP4 No outro dia levantamos para ver o sol nascer - que espetáculo gente! Coisa linda demais. É um espetáculo da natureza ver o sol subir por cima do Agulhas Negras. Vejam as imagens: Depois do espetáculo, arrumamos as coisas, assinamos o livro e partimos com o objetivo de terminar a travessia. Nosso ânimo estava renovado e, apesar da noite mal dormida, estávamos todos bem, nesse momento esquecemos dos problemas do dia a dia e demos várias risadas pelo caminho. Isso me fez lembrar de uma frase que o grande Maximo Kausch (Gente de Montanha) disse na entrevista com o Danilo Gentili “Quando a gente está na cidade a gente segura uma máscara tentando ser outra pessoa e quando estamos na montanha, longe do conforto do dia a dia, você realmente vê quem é quem”. Eu particularmente gostei dessa frase e ela retrata muito bem os amigos que eu fiz na montanha, eles são demais. Descemos a Pedra da Mina e paramos no primeiro ponto para pegarmos água. O Sol estava bem quente e teve um parceiro nosso que queria ir de cueca, pois já não aguentava mais. Pedimos pelo amor de Deus para que ele não fizesse isso, por fim, todos reabastecidos, fomos rumo ao Camping Maracanã. Camping Maracanã às 09h44. Passamos rapidamente pelo Camping e paramos um pouco acima para comermos. tirar umas fotos e esperar o Jonas. #cadeojonas Descemos um pouco mais e logo depois avistamos o Pico do Capim Amarelo - o último pico dessa travessia. Que felicidade gente! Nem acreditava que não teríamos que subir outra montanha. Apertamos o passo, chegamos lá em cima às 12h43min e Zé Renato fez um time lapse animal lá de cima. time capim.mp4 A subida até o Capim Amarelo é pesada. subida capim.MP4 Nesse momento ligamos para a pessoa que iria nos resgatar e a mesma disse que iria nos buscar às 17h30min da tarde, pois estava saindo para fazer outro resgate, detalhe que nós havíamos conversado com ela anteriormente e cantamos a pedra que chegaríamos na Toca do Lobo por volta de 15h30min – 16h. Nesse momento lembrei do Sr. Edinho (uma ótima pessoa que todos que fazem a travessia já devem ter ouvido falar dele) e na mesma hora ele disse que iria nos resgatar, isso foi um alívio. Esperamos o #cadeojonas chegar e descemos às 13h30min do Capim Amarelo, rumo à Toca do Lobo. Estávamos ansiosos para passar no Caminho dos Anjos, pois na primeira vez que fizemos a travessia, não deu para tirarmos fotos, pois estava de madrugada ainda. Chegamos lá e as fotos ficaram incríveis (Creditos José Renato). Gostaria aqui de fazer uma pausa no relato e falar de uma pessoa que realmente é nota 10: José Renato Ribeiro - ele é uma pessoa que não mede esforços para tirar uma fotografia. Além de ser um ótimo profissional e humilde, ele é feliz fazendo o que gosta. Carregando a mochila pesada, cheia de acessórios, ele é capaz de ir na frente da turma e parar em um certo lugar só pra tirar fotografias da galera e das belas paisagens. Sinto-me privilegiado de conhecer essa grande pessoa e ser seu amigo. Além disso, agradeço ao Nandão por ter nos apresentado a ele. Obrigado por tudo Zé. Os créditos pelas fotos desse relato é seu. Chegamos na Toca do Lobo às 16h, tiramos mais algumas fotos, tomamos um meio banho na cachoeira pra tirar o cheiro de urso e fomos ao encontro do Sr. Edinho. Considerações finais: a travessia da Serra Fina no sentido normal já é bruta, no sentido inverso ela fica mais bruta ainda. Pensei em desistir várias vezes, mas a vontade de terminar, o encorajamento dos amigos e o desejo de não desistir falaram mais alto e isso me fez criar forças para concluir essa travessia tão linda e ao mesmo tempo tão dificultosa. É difícil colocar em palavras o quão difícil é subir uma montanha. Às vezes as pessoas acham que estamos exagerando e que não é tão difícil assim, pra essas pessoas eu digo e sempre vou dizer: vá lá e veja como é. A briga com o psicológico é constante, mas com um jeitinho e incentivo de todos a gente chega lá, lembrando que quando eu digo “eu”, eu me refiro ao grupo todo. Gostaria de agradecer de coração aos que foram nessa mega aventura - Nandão, Breno, Zé Renato, Edson (nosso motorista oficial, que todo ano está com a gente e dessa vez não foi diferente), Jonas (mesmo sofrendo para andar e acompanhar a turma, concluiu a travessia e foi até o final #cadeojonas). Muito obrigado a todos, espero que ano que vem nós possamos fazer outras travessias. Apesar de difícil ela se tornou extremamente divertida por conta de vocês. Estava lendo um blog um tempo atrás e vi uma frase que não sei se é da blogueira, mas eu achei que essa frase faria todo o sentido para terminar esse relato, que ficará marcado nas nossas memórias por um bom tempo. “E então é o seguinte: Não desista. Não deixe que um sentimento de incapacidade cresça e tome conta de você. O melhor impulso para a falta de coragem é meter a cara e sair do lugar mesmo! Porque sempre há uma chance da gente tropeçar em algo maravilhoso. E é impossível tropeçar em algo enquanto estamos sempre sentados no mesmo lugar.” Até a próxima. 1º dia: 18,2km Ganho de elevação: 1.972m Tempo: 14h21m 2º dia: 11,6km Ganho de elevação: 531m Tempo: 8h 5m Elevação maxima: 2798m Dados do Strava.
  4. Bom dia @WALTER FONSECA, Eu peguei o mapa da trilha no Wikiloc, segue o link que eu usei. https://pt.wikiloc.com/trilhas-outdoor/travessia-marins-x-itaguare-18420140 Att,
  5. Bom dia, boa tarde, boa noite. Não sei em qual horário vocês irão ler esse relato mas, enfim, no Domingo, dia 08/04/2018, realizamos pela segunda vez a travessia Marins x itaguaré. O objetivo de termos feito novamente essa travessia foi estreitar nossos laços de amizade e também nos preparamos para fazer outras travessias ou projetos que temos em mente. Fomos em 9 pessoas, 3 delas nunca haviam feito uma travessia de montanha mas ansiavam em fazer. Com o grupo focado e devidamente treinado partimos para a cidade Marmelópolis para recrutarmos o último integrante e de lá fomos rumo à base do Marins. Às 5:48 começamos nossa aventura rumo ao morro do careca. Da esquerda para a direita: Breno, José Rodrigo, Éder, Nandão, João, Samuel, Cotonete, Carlos e Zé Renato. Logo após algumas fotos, atacamos a subida até chegarmos à fenda. Segue um vídeo de demonstração de uma escalaminhada. Paramos para tomar um fôlego e bater algumas fotos. Logo em seguida iríamos atacar o Marinzinho - as imagens falam por si só: No topo do Marinzinho, avistamos a Pedra Redonda, que seria nossa próxima parada. Antes disso, teríamos que descer pela corda, nessa hora a adrenalina subiu um pouco, principalmente nos novatos, mas todos tiraram de letra. Chegamos na Pedra Redonda e lá fizemos uma parada mais longa, cerca de 20’. Nosso fotógrafo profissional, Zé Renato, arrasou nas fotos. Confiram: Às 10h50min chegamos na Pedra do Picolé e de lá fomos direto ao Portal, onde paramos para descansar e encher nossas garrafas de água. Às 13h20min chegamos na base do Itaguaré, porém, não subimos - isso ficará para uma próxima aventura. De lá começamos a descida sem fim, rumo ao Campinho, onde o motorista da Kombi nos aguardava para nos levar embora. Considerações finais: a Travessia Marins x Itaguaré é uma travessia muito bonita, digo isso agora porque da última vez que fizemos essa travessia estava nublado e não pudemos enxergar quase nada, mas dessa vez o tempo colaborou e a vista foi maravilhosa. Gostaria de agradecer a todos que foram nessa travessia - Breno, Nandão, Éder, Zé Renato e João, e elogiar os 3 integrantes que começaram nessa empreitada e deram conta do recado - José Rodrigo, Carlos e Wellington(Cotonete). Não é fácil chegar ao topo da montanha, é preciso muito esforço e encorajamento, nosso grupo mais uma vez mostrou que é unido e isso faz toda a diferença. Esperamos vocês na nossa próxima aventura, que será um mega desafio: fazer a Serra Fina invertida. Até lá, bom treino a todos e, como é de costume, segue uma frase que sempre carrego comigo: “Não importa quão curto nosso passo pode ser. Caminhar nesse mundo que diariamente nos puxa para trás só deixa nossas pernas mais fortes.”
  6. Olá Mochileiros, estou aqui escrevendo mais um relato da nossa aventura desse sábado dia 24-06-2017, dessa vez foi a famosa Travessia da Serra Fina. Antes da chegada da nossa tão aguardada travessia da serra fina, estávamos todos ansiosos pela data do dia 24-06-2017, Treinávamos toda semana - cada um fazendo seu treino particular e postando no grupo do WhatsApp para incentivar o outro. Anteriormente fizemos a travessia Marins x Itaguaré, como podem ler nesse link: travessia-marins-itaguare-1-dia-otimo-treino-para-serra-fina-t143519.html. Apesar de estarmos treinando firme e fazendo todos os planos, o "medo" da serra fina incomodava alguns do grupo. Às vezes eu me perguntava "será que eu vou dar conta de acompanhar a turma?", mas ao mesmo tempo eu queria fazer. Não para me sentir "o cara" ou "contar vantagem" para ninguém, mas eu queria por superação e por orgulho de fazer a serra fina com esse grupo. Quando eu digo "eu", referi-me a todos do grupo. Enfim, vamos ao relato. Saímos de Santa Rita do Sapucaí 0:05 rumo a Passa Quatro e chegamos na cidade às 2:20 da manhã, o Diego da Trans Manti, com o qual combinamos o resgate, já esperando para nos levar até a Toca do Lobo, local do inicio da travessia. Chegamos lá às 3:20. Toca do lobo Como começamos bem cedo, não deu para tirarmos foto na clássica Crista da Serra, que é o motivo do nome Serra fina. Após passarmos pela Crista, começamos a primeira subida até o Morro do Cruzeiro. Logo depois passamos pelo primeiro local onde se pode pegar água, mas não pegamos, pois estávamos muito bem abastecidos. Fizemos uma pausa para comer e atacamos o Pico do Capim amarelo que, por sinal, é uma subida que exige um pouco de esforço. Chegamos ao topo às 6h20min. Lá em cima conversamos com um pessoal do Rio de Janeiro que estava acampado no topo e um integrante dessa turma nos disse que o Pico do Campim Amarelo era um termômetro - que se a gente chegou até lá, faríamos a travessia numa boa...Mentira! Vocês entenderão a seguir. Depois do Capim Amarelo é descida e subida sem parar. Passamos por vários acampamentos base, por lugares cheio de barro preto chamado de charco, encontramos com outras pessoas e depois subimos mais até chegarmos ao Morro da Asa, onde pegamos um fôlego e partimos para o acampamento base da Pedra da Mina. Quando olhamos para cima e vimos a 4ª maior montanha do Brasil com os seus 2798 metros de altura nos esperando, bateu aquele desânimo - nessas horas que a gente começa a fazer reflexão das coisas. Estava eu e mais duas pessoas para trás e uma delas disse "não é possÍvel que temos que subir mais essa", e eu respondi "É meu amigo. No nosso dia a dia a gente toma decisões a todo momento. Se não quisermos ir à escola não vamos, se não quisermos ir trabalhar, não vamos e tudo tem suas consequências. Agora, quando se trata de uma travessia, não há opção - temos que subir sim essa e a outra, porque voltar não tem como "(fui filósofo, eu sei...hehe). Montanhismo é assim, um encorajando o outro, e fomos rumo ao topo. Chegamos lá às 10h20min. Lá no cume da Mina estava um rapaz da Staff porque, justamente nesse dia, estava acontecendo um evento lá chamado KTR, corrida de montanha. Ele nos deu um pedaço de queijo, que caiu muito bem por sinal. Descemos da Mina e passamos pelo Vale do Ruah, um dos mais altos do Brasil. Após abastecermos nossos reservatórios com água, caminhamos até o Pico da Brecha, um caminho, chato cheio de Capim Elefante atrapalhando a caminhada. Quando chegamos lá em cima, todos estavam cansados e exaustos, então logo pensei "o rapaz que disse que aquele pico era um termômetro nos enganou certinho". Descansamos 5' e partimos para mais uma subida - o Pico do Cupim do Boi - mais mata fechada com bambú e várias subidas. Chegamos às 13h40min. Descansamos um pouco e já fomos rumo ao Pico dos Três Estados (MG, RJ e SP) com seus 2660m. Estávamos descendo quando o GPS apitou - estávamos no caminho errado. Quando isso acontece na montanha, o psicológico de todos é derrubado. O corpo já estava moído de dor e tivémos que voltar um pouco. Entrando na trilha novamente fomos atacar o Pico Três Estados, quando eu parei e olhei o tamanho da montanha, eu entrei em choque, me deu vontade de desistir, pensei que não daria conta de subir e passou mil coisas na cabeça, uma delas foi que eu poderia prejudicar a equipe e que se eu ficasse lá iria morrer de frio à noite - esse último foi o principal...hehe. Chegamos no topo dos Três Estados às 15h12m. Em cima do pico a turma desabou, para se ter uma ideia, uma parada de 10' era o suficiente pra gente pegar no sono, até o Nandão dormiu. Nessa hora eu pensei "a coisa está feia mesmo". O próximo pico seria o Alto dos Ivos, outra subida desanimadora. Essa hora foi o momento de outros companheiros dizerem que estavam com vontade de chorar, estávamos acabados, mas chegamos ao topo às 17h10min. Perguntamos pro Nandão se seria o último lugar que iríamos subir e ele disse que sim, mas não era nada, haviam mais duas subidas - bem menores mas haviam. Depois de andarmos mais um tanto - e quando eu falo um tanto é um tanto mesmo - finalmente chegamos ao sítio do Pierre, onde o resgate estava nos esperando, isso era 20h30min. Quando vimos a Kombi, a alegria foi imensa, não tenho palavras para descrever a felicidade de todos, a gente podia sentar por horas e não por 5 ou 10 minutos...isso não tinha preço. Chegamos na cidade Passa Quatro às 21h30min e em Santa Rita do Sapucaí à 0:00. Considerações finais do relato: sem dúvidas, foi a trilha mais díficil da minha vida e de todos que foram, aprendi que o companheirismo é o principal em uma ocasião dessas e que o psicológico conta muito, porque chega uma hora em que o corpo já não aguenta mais e só o psicológico é que faz você não desistir. Mesmo treinando todos os dias, vimos que devemos respeitar a montanha, porque quem dá as cartas é ela e a gente tem que respeitar isso. Não tenho palavras para agradecer ao grupo que foi comigo, o companheirismo deles é 100% e a motivação nem se fala. Criamos um laço de amizade muito forte. Queria agradecer ao Diego que fez o resgate, uma pessoa muito gente fina e também ao nosso motorista oficial Edson, ele sempre está com a gente nas nossas aventuras. Obrigado a todos. Às vezes, as pessoas nos perguntam o motivo de querer fazer isso. Sentir dor, passar frio ou até mesmo perguntam se a gente não tem algo melhor pra fazer. Para essas pessoas vai uma frase de um livro que eu li há um tempo, chamado "Mar sem fim" de Amyr Klink: “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. Saída de SRS: 0h05min Chegada em P4: 2h40min Toca do Lobo : 3h20min Alto do Capim Amarelo: 6h20min Pedra da Mina: 10h20min Cupim de Boi: 13h40min Pico dos 3 Estados: 15h12min Alto dos Ivos 17h10min Ponto de Resgate: 20h30min Chegada em P4: 21h30min Chegada em SRS: 0h00min
  7. Como vão mochileiros? Estou aqui escrevendo mais um relato da nossa turma nesse último fim de semana, dia 29/04/2017. Saímos da pequena cidade de Santa Rita do Sapucaí-MG às 02h30min da manhã, rumo a Marmelópolis-MG. Chegamos à base do Marins às 5h - o tempo não estava muito bom e a estrada nem se fala. No momento que chegamos pensei em abortar a missão devido ao mau tempo, mas o ânimo da turma contagiou a todos, então partimos às 05h30min. Da esquerda para direita: Luiz, Éder, Samuel, Zé Renato, Nandão, Breno, João (Capita). Quando passamos o Morro do Careca o tempo estava começando a abrir. Deu para tirarmos algumas fotos no decorrer da subida - as imagens falam por si: Logo após essa subida, começou o perrengue. Eu havia esquecido de baixar a trilha no Wikiloc e a visibilidade era baixa, então nos perdemos. Demorou 1h30min até eu conseguir sinal para baixar a trilha e a acertarmos. #Perdidos Depois desse incidente, retomamos a caminhada. Passamos pelo Marinzinho e em seguida chegamos na parte da corda, onde a adrenalina “foi pro alto”! Seguem algumas fotos da descida: Nesse momento nosso companheiro Breno lembrou do que nós sempre falávamos pra ele que pra fazer esse tipo de trekking precisava de treino, em vários trechos chegou até a comentar que pagaria um helicóptero para ir busca-lo e que ele estava moído e mesmo assim não desistiu da caminhada e continuou. Depois da descida, andamos mais um pouco, paramos para o lanche e chegamos na Pedra Redonda: Logo em seguida a pedra do Picolé. Andamos muito depois da Pedra do Picolé até chegarmos em um trecho técnico e vermos o famoso portal, antes de chegarmos no Itaguaré. Passando o portal, chegamos no Itaguaré, mas não atacamos o cume porque a neblina estava muito intensa, então decidimos seguir até o final da trilha, que fica no Campinho. Detalhe importante até a chegada do Campinho: você desce muito, parece que não tem fim. Encontramos algumas pessoas que iriam acampar no Itaguaré e, por fim, exatamente às 14h31m, chegamos onde o resgata nos pegaria. Gostaria de agradecer à turma que foi e o incentivo de cada um. Há momentos em que a vontade de desistir é imensa e o psicológico conta muito, não basta ter só preparo físico se a cabeça não estiver devidamente preparada não adianta. Nosso amigo Breno aquele citado logo acima fez a sua primeira travessia e foi muito bem, disse que está firme para as próximas; nosso amigo Capita, que fala pra caramba, nos proporcionou muitas risadas e nos levou até a base do Marins no seu carro que parecia um 4x4, até o pessoal que fica no alojamento ficou espantado de ver como seu carro chegou lá; Éder, que se juntou a turma, é muito bom de trilha; Luiz, nosso companheiro de guerra, está muito bem de preparo; nosso líder da equipe, Nandão, dispensaria comentários - o cara é fora da curva, eu treino pra chegar no seu nível e um dia eu vou conseguir; e, por fim, nosso fotógrafo Zé Renato, esse manda bem nas fotografias - os créditos das fotos são todos dele. A ideia inicial desse e outros treinos é para o nosso projeto de atravessar a Serra Fina em 1 dia, nossa aventura mais ousada. Estamos ansiosos com a chegada da data e com certeza virá mais um relato sobre a trilha que muitos consideram como a mais difícil do Brasil. Gosto sempre de terminar meus relatos com uma frase, então aí vai: “A vida de cada um de nós pode ser comparada à conquista de uma montanha. Assim como a vida, ela possui altos e baixos. Para ser conquistada, deve merecer detalhada observação, a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.” Considerações finais: Travessia: Marins - Itaguaré Começo da trilha:[b/] 5h30min Término da trilha: 14h31min Tempo total: 9h E que venha a Serra Fina.
  8. Data da viagem: 13-08-2016 Como vão mochileiros? Este é o meu primeiro relato para o site, espero que gostem. Bate/Volta pedra da Mina – Ótimo treinamento para outras montanhas. Bom, começamos nossa viagem saindo da pequena cidade de Santa Rita do Sapucaí-MG. Saímos à 0:10 em 8 pessoas - Esron Samuel (eu), Tiago (bananeira), Leandro (Nandão), Luiz Eduardo (Dú), Zé Renato (Guia e Fotógrafo), os gêmeos (Luiz Eduardo e Gabriel) e Wallace. Quem nos levou até a cidade de Passa Quatro foi o Edson, motorista da Van. Chegamos em Passa Quatro por volta das 3h da manhã e seguimos direto para a estrada de terra. Após meia hora, percebemos que pegamos a estrada errada e tivemos que voltar, o que fez perdermos um pouco de tempo, mas faz parte. No caminho certo, a van nos deixou um pouco abaixo da fazenda Serra fina, pois estava muito difícil de subir. Chegamos à fazenda e começamos a caminhada exatamente às 4h53min da manhã. Estava muito frio, então tratamos logo de ligar a lanterna e partir pra caminhada. Dica: Pra quem for fazer trilha, tanto bate/volta quanto acampar, vá à noite, pois andar de madrugada rende muito - créditos ao nosso parceiro Nandão. Nossa primeira parada foi na famosa Panela Vermelha, onde paramos para tomar água e comer algo. Logo depois de sairmos do camping da Panela Vermelha vimos um paredão, onde decidimos esperar pelo o resto da turma. O cartão de visita da pedra da mina é de tirar o folego. Recomendo um bom preparo físico, pois o pior ainda estava por vir...rsrs. Segue foto da primeira parada: Logo depois de agruparmos, começamos uma subida bem chata, cheia de pedregulhos. O sol já havia nascido e estava quente, continuamos caminhando e logo depois avistamos o morro chamado “Deus me livre”. Não entendia o motivo do nome Deus Me Livre, fui entender quando estava subindo. Sinceramente, o nome faz jus. Quando terminamos a subida do Deus Me Livre, imaginei que teríamos uma trégua e que andaríamos por uma trilha plana, mas me enganei. Subimos mais um pouco e, depois de 20m de caminhada, avistamos os Cocurutos - a vista é deslumbrante e dá pra ganhar um folego extra. Fôlegos retomados, descemos um pouco e passamos pelo acampamento que fica entre os Cocurutos e o Pico da Asa. Logo depois, começou a subida da “Misericórdia”. Confesso que nesse momento eu estava com câimbras e pensei em desistir de alcançar o topo. Eu e meu amigo Tiago estávamos exaustos. Fiz alguns alongamentos e retomei a subida junto ao meu parceiro. Quando terminei, avistei a turma à minha frente. Foto do topo do Pico da Asa: Enfim, depois disso cheguei à base da Pedra da Mina e avistei um pessoal subindo outra montanha. Mais uma foto: Nesse momento apertei o passo pensando que finalmente alcançaria o topo. Quando estava subindo, avistei o belíssimo vale do Ruah - o vale mais alto do Brasil, confesso que fiquei emocionado em vê-lo. Depois de várias fotos, continuei subindo e, finalmente, avistei a imponente Pedra da Mina. Nessa hora veio aquele alívio e também aquela gratidão. Chegando lá em cima, não sentia dor nem cansaço, só queria prestigiar o momento e a vista maravilhosa. Seguem mais algumas fotos: Minha Turma: Gostaria de agradecer a todos que foram nessa aventura, faço minha as palavras de todos. Foi com muito esforço e garra que subimos e chega certo momento em que você só consegue subir com muita força de vontade e determinação, o psicológico conta muito nessa hora. Se fosse para descrever o grau de dificuldade em palavras, eu não conseguiria. Quando eu estava para desistir, pedia força a Deus para me ajudar. Como li num relato aqui no Mochileiros... “A cada dia percebo que o bom montanhista não é aquele que melhor escala, que tem os melhores equipamentos, ou que percorre longas distâncias em menos tempo, mas sim aquele que compartilha suas experiências com outros amigos, divide o prazer de cada passo com seus companheiros e que enfrenta as dificuldades da montanha em equipe com o mesmo prazer de quem sorri ao ver o sol nascer por de cima dos altos cumes”. Até a próxima. Considerações finais. Chegada no Paiolinho: 04:50 Chegada no Cume: 09:48 Inicio da volta 10:50 Chegada no Paiolinho: 15:15
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