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debalves

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debalves venceu a última vez em Novembro 18

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Sobre debalves

  • Data de Nascimento 30-01-1981

Outras informações

  • Meus Relatos de viagem
    Espanha: https://www.mochileiros.com/topic/30924-espanha-15-dias-madrid-sevilla-granada-barcelona/
    Portugal: https://www.mochileiros.com/topic/39689-portugal-de-04-a-13-de-outubro-2015-lisboa-e-porto-passando-rapidamente-por-sintra-cascais-e-santiago-de-compostela/
    Uruguay: https://www.mochileiros.com/topic/45491-viagem-ao-uruguay-%E2%80%93-montevideo-e-passeio-por-punta-del-este-e-col%C3%B4nia-del-sacramento-%E2%80%93-abril-2016/
    Alemanha: https://www.mochileiros.com/topic/50982-berlim-praga-munique-f%C3%BCssen-em-11-dias-de-05-a-15-de-setembro-2016/
    Itália: https://www.mochileiros.com/topic/65429-it%C3%A1lia-outubro-2017-roma-e-floren%C3%A7a-com-bate-volta-pvaticano-pisa-riomaggiore-veneza-siena/?tab=comments#comment-681058
    Colômbia:
    https://www.mochileiros.com/topic/74876-col%C3%B4mbia-bogot%C3%A1-e-cartagena-em-mar%C3%A7o-de-2018/?tab=comments#comment-726189
  • Ocupação
    Fisioterapeuta

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  1. No trem indo a Machu Picchu Um pouco da vista do caminho Entrada (depois que desce do ônibus) Não sabia o que nos esperava A vista, no início, era assim Subimos um pouco e... Uaaaauuu Andamos mais um pouco e mais Uau! A vista tipo cartão Postal! A guia que tirou essa foto legal! Mais uma foto tirada pela guia que sabe quais são os "hot spots" Mais uma da série expectativa (vazio) X realidade (cheio de turistas) Entrada para a cidade... e a lhama fofa fazendo pose! Entrada para a cidade Passeando... Passeando... Passeando... Passeando... Passeando... Passeando... Passeando... Conseguimos uma selfie com a lhama láááá longe Não existem só as lhamas passeando por lá, vimos também chinchilas! É hora de dar tchau...
  2. E finalmente estamos chegando ao fim do relato! Desculpem a demora, estávamos passando por alguns problemas com familiares, mas agora tudo está mais tranquilo e posso continuar! No dia seguinte acordamos muito, mas muito cedo, pois a van da Condor travel iria passar por volta de 5h da manhã no nosso hotel para nos levar a Machu Picchu. No café da manhã do hotel parecia que só tínhamos nós comendo, nos aprontamos na maior velocidade que conseguimos, tendo em vista que estávamos bem cansados, e assim que terminamos de comer, a guia (que falava português) apareceu para nos levar (e mais um outro casal que estava no nosso hotel também) para a van. Fazia um frio daqueles, com direito a usar cachecol, gorro e luvas! Seguimos com a van até outro hotel para pegar um outro casal mais velho que nós e depois seguimos para Ollantaytambo, de onde saía o trem para Machu Picchu. Foram umas 2 horas de viagem até lá. Quando chegamos, a guia pediu para ficarmos com os bilhetes na mão, nos levou até a estação, entramos, seguimos para uma sala de espera e ficamos esperando, sentados em um banco, o horário do nosso trem. No meio do caminho passamos pelo grupo de hispanohablantes dos dias anteriores e cumprimentamos eles, um cumprimento muito alegre, ficamos felizes! Na sala de espera tinha banheiro e a guia falou que poderíamos ir, mas eu estava um pouco ansiosa, com medo de perder o trem e o Rodrigo não estava ainda com vontade, não fomos. Notamos que tinha uma tela com os horários de saída e os números dos trens. A toda hora vinha alguém da Condor Travel conferir o horário dos nossos tickets, foram acho que uns 3 guias diferentes. Eles orientaram o outro casal que estava conosco a pegar o trem que estava saindo naquele momento e nós continuamos com o outro casal, que tinha já um pouco de idade, na sala de espera, cheia de gente. Foi quando percebemos que chegou um novo trem, e era o nosso trem, e ele já ia sair e chegou uma moça da empresa do trem segurando uma placa com o número e falando para todos acompanharem ela. O casal que tinha mais idade não percebeu e já ia ficando para trás, porque nessa hora todo mundo da Condor Travel sumiu e ninguém nos orientou! Sorte que o Rodrigo foi lá falar com eles, para eles irem também, já que o trem deles era o mesmo que o nosso. Seguimos a moça, mostramos o ticket do trem, entramos no trem, procuramos nossos lugares e graças a Deus deu tudo certo. Fiquei meio tensa e chateada com a falta de assistência nesse momento. A viagem de trem foi muito bonita, não conseguia desgrudar os olhos da janela! A uma certa hora, serviram lanche, que era uma bebida que poderíamos escolher (ou suco, ou chá ou café) e um pedaço de bolo que era bem gordinho. Chegamos de trem na cidade de Águas Calientes (também conhecida como Machu Picchu Pueblo) e quando saímos do portão, encontramos a nossa guia (Wilma, também muito apaixonada pela história de seu povo) procurando pela gente. Parece que só faltava a gente para completar o nosso grupo. A guia falava português e o nosso grupo todo era de brasileiros. Encontramos nossos amigos hispanohablantes no meio do caminho com um guia falando em espanhol e o Rodrigo ficou chateado, porque queria um guia falando Espanhol também, mas eu fiquei bem tranquila, porque por um momento não teria que fazer tanto esforço pra entender o que era dito! A guia nos perguntou se queríamos ir ao banheiro e estávamos apertados e acabamos indo ao banheiro e atrasando um pouquinho o grupo, pois a fila estava grande. Depois de atrasar um pouquinho o grupo, este seguiu com a guia explicando como era essa pequena cidade e onde iríamos almoçar, (o almoço já estava incluído no preço). Seguimos por umas ruelas e fomos parar em uma rua mais larga onde tinha o ponto do ônibus para subir para Machu Picchu. Mostramos o ticket do ônibus, pegamos o ônibus (que diga-se de passagem achei que estava bem quente lá dentro e suei, toda encasacada que estava, e arranquei fora o casaco... todo esse passeio foi um tira-e-põe de casaco infinito, pois a gente fazia esforço para subir os degraus e eu ficava com calor e tirava o casaco, ficava parado, eu ficava com frio e colocava o casaco!) e o ônibus seguiu em zigue-zague bem rapidinho até a porta do parque. Vista bem bonita pela janela também. E finalmente chegamos! Descemos do ônibus e enquanto algumas pessoas foram comprar água e ir ao banheiro, a guia foi carimbar nossos passaportes com o carimbo do Machu Picchu. Nós que não fomos ao banheiro ficamos conversando com umas senhorinhas do grupo que viajaram com o sobrinho e que estavam bem animadas. Confesso que a princípio, muito antes da viagem, achei meio bobo carimbar o passaporte, um documento, com o carimbo do Machu Picchu... mas depois gostei da ideia e fiquei bem feliz em tê-lo no meu passaporte, ele é lindinho! Hehehe Seguimos para uma pequena porta de entrada e depois de passar pela roleta com os tickets do parque, a guia já seguiu nos explicando a história de Machu Picchu. No início tem uma vista bonita das montanhas ao redor, uma casinha, uns degraus de pedra, uma lhama comendo graminha ao longe e a guia nos levou mais adiante, quando todo mundo subiu os degraus de pedra e aí todos fizeram “uau!” Foi nossa primeira vista panorâmica (e primeira foto da vista) da cidade. E aí a gente pensa de tudo: em como valeu a pena todo o esforço para estar ali, em como a civilização antiga nos surpreende, em como Deus é grandioso... em tudo! Seguimos o caminho subindo degraus de pedra e a cada momento era um “uau” diferente. E a guia explicando toda a história do lugar. Foi um tanto cansativo todo o trajeto de sobe e desce de escada de pedra, mas valeu a pena! Em outros momentos tivemos mais surpresas com a vista novamente... A vista é magnífica, a história do povo é espetacular e todo o legado é grandioso! Só vimos (e tiramos fotos) das lhamas de longe... eu queria fazer um selfie (sem a lhama cuspir em mim) mas não consegui! Não levei cusparada, mas também não fiz a selfie! O melhor momento é aquele que a gente chega onde tem a vista do tipo “cartão postal”... é sem palavras pra descrever a grandiosidade do lugar! É simplesmente magnífico! Existem milhares de turistas poluindo a foto que você está tirando, do local magnífico, mas afinal de contas, você também não é turista e também não está poluindo a foto dos outros?! Ficamos brincando que iríamos substituir os turistas das fotos por lhamas. Engraçado foi que eu achei que o sobe e desce iria ser pior... mas não tivemos nenhuma reação com a altitude, porque Machu Picchu é mais baixo que Cusco, então estávamos no lucro! Depois de nos maravilhar com a vista da cidade por fora, foi a hora de explorar por dentro. Passamos pela porta e a guia foi nos levando pelo labirinto que é aquilo tudo e nos explicando cada canto que dava pra visitar. Muito legal! Existem alguns lugares que dizem ter energia, por terem sido locais de culto aos deuses, e a gente aproveitava para ficar com as mãos postas, "pegando" a energia do lugar... já que estávamos lá, vamos aproveitar! Não dá pra descrever tudo o que foi explicado e visto lá, tem que ir para experimentar. Não sei se senti uma energia de outro mundo, só sei que fiquei muito feliz por estar vivendo e conhecendo de perto tudo aquilo! Eu gostaria de ressaltar também a parte que eu achei incrível como tinha tanto turista da terceira idade lá e todos subindo e descendo aqueles degraus de pedra todos lá na maior disposição... será que é mesmo a energia do lugar que revigora as pessoas?! Quando terminou a visita, não queria sair... saí com o coração na mão... Pegamos a fila para o ônibus de volta, cansados e com fome... Acho que era perto de 13h... Ah! Levamos alguns biscoitinhos do café da manhã para o caminho e também levei uma garrafa d’água de 700ml (que levei do Brasil e fiquei carregando para cima e para baixo nessa viagem) que enchemos com as garrafinhas menores no hotel, porque li que eles não deixavam entrar com garrafas pet... Mas não se estressem com isso! Eles deixam entrar sim! Não vi lixeiras dentro do parque (só do lado de fora) mas as pessoas respeitam e não vi ninguém jogando lixo pelos cantos, as pessoas guardavam e jogavam nas lixeiras do lado de fora. Também não tem vendas do lado de dentro, então quem estava sem água comprou antes da entrada do parque, no lugar onde é o “ponto final” dos ônibus. Bem, seguimos de novo em zigue-zague no ônibus até Águas Calientes (que acho o nome mais bonitinho que Machu Picchu Pueblo) e seguimos conversando com o outro casal que estava no mesmo hotel que a gente e no mesmo grupo com a guia que falava português, até o restaurante. O restaurante era self-service e tinha umas comidas muito bonitas e boas. Não lembro agora o nome... Acho que era El Mapi. O grupo dos hispanohablantes estava lá também, em uma mesa no fundo, mas como já estávamos conversando com o outro casal simpático de brasileiros, de Rondônia, seguimos naquela mesma mesa. Depois do almoço deu uma lombeira, mas nos despedimos e fomos a feirinha que tinha perto, ficar olhando lembrancinhas até a hora do nosso trem partir. Próximo da hora do trem partir, entramos na estação e perguntamos para um funcionário em qual porta tínhamos que entrar e este indicou 4-5. Ficamos em frente ao local indicado, esperando a porta abrir e vimos que a 6-7, que era na lateral esquerda, já estava aberta, com muita gente passando. Vi o casal de mais idade que veio no mesmo trem que a gente nesse mesmo salão sentado em umas cadeiras. O Rodrigo viu que tinha duas moças que não falavam espanhol tentando se comunicar em português com as pessoas mas ninguém entendia elas e fomos ajudar. Era o mesmo trem que o nosso e falamos para elas aguardarem ali também. Até que chegou uma funcionária da Condor Travel, riscou nossos nomes em um papel na prancheta, perguntei pelo nosso trem e ela falou para aguardarmos ali e sumiu. Achamos estranho que a hora estava passando e nada do portão 4-5 abrir. E foi então que passou uma outra funcionária da empresa de trem, conferindo os tickets das pessoas no meio do caminho e falou para seguirmos pelo portão 6-7, pois era aquele mesmo e o trem já ia partir! Falamos correndo com as moças que também estavam perdidas e saímos correndo desembestados para o trem. Quando subimos no trem, dei graças a Deus que deu tempo... Mas o trem ainda demorou quase 1h pra sair em direção a Ollantaytambo! Nem precisava tanta correria! E ficamos novamente chateados com a Condortravel que nos deixou na mão na orientação quanto à saída do nosso trem! A vista da volta foi igualmente espetacular! Teve apresentação de dança dentro do trem e também teve lanche. Chegamos em Ollantaytambo mais tarde que o previsto, com o céu já escuro, procuramos e não encontramos ninguém da Condor Travel. Fomos no banheiro, estávamos apertados, e na saída do banheiro, o Rodrigo encontrou um dos guias da Condor Travel., que nos levou até o lado de fora e nos deixou junto com aquele mesmo outro casal simpático do nosso hotel, que ficamos conversando. Ele perguntou se estávamos junto com uma outra pessoa de nome Rogério, se não me engano... Não sabíamos dessa pessoa, mas ficamos imaginando se não era o casal de mais idade que estava com a gente! Coitados! Será que perderam o trem da volta?! E agora?! Na hora de correr, eu nem lembrei que tinha visto eles sentados esperando também! O guia ainda esperou mais um pouco, mas depois resolveu nos levar de van para Cusco e deixou um outro guia, amigo dele, lá esperando mais um pouco. Seguimos de van de volta de Ollantaytambo para Cusco, com o caminho escuro e nós cochilando, por umas 2h. Ao chegar no hotel o tempo já estava frio e nós muito mais cansados! Procuramos um lugar para comer que ainda estivesse aberto, pois já estava um pouco tarde, pra voltar para o hotel de novo e descansar, pois o dia seguinte seria o da volta. Comemos massa na Trattoria Adriano e reencontramos lá as senhorinhas do passeio, que estavam com o sobrinho, de novo. No dia seguinte, tinham acabado os passeios e era só nos aprontar para voltar. O problema é que a Avianca mudou o horário do nosso voo e os voos que eram um após o outro ficaram com um tempo grande de conexão e nós iríamos ficar sem fazer nada, uma incrível perda de tempo. O Check out do hotel era de manhã, tomamos café, arrumamos a mala, saímos e ficamos fazendo hora dando um último passeio na cidade. Depois compramos um lanche e voltamos para o hotel. No hotel, o transfer da Condor Travel nos levou para o aeroporto, pegamos o voo para Lima (que como eu disse, a Avianca fez o favor de mudar o horário e nos deixar mofando no aeroporto de Lima) e no aeroporto de Lima ficamos esperando de 15h até 21h, quando pudemos finalmente voltar para o Brasil, pra chegar só pela manhã aqui, mortinhos! Reencontramos no aeroporto as senhorinhas com o sobrinho de novo e o casal de espanhóis, todo mundo voltando para suas cidades. Foi uma longa espera, mas a viagem toda valeu a pena, voltamos muito mais ricos de conhecimento e experiências fascinantes! Nós gastamos em média, por dia, para o casal, em torno de 150 soles (contando deslocamentos, comida, água e souvenirs), em alguns dias gastamos um pouco mais e em outros, um pouco menos. O câmbio estava mais ou menos 1 Sol = 1,22 Reais. Espero que tenham gostado do meu relato e que eu possa ter ajudado em algum planejamento de viagem! Se quiserem perguntar alguma coisa, é só falar! Então por hoje é só e até a próxima viagem!
  3. Gente, tem alguém aí ainda me acompanhando?
  4. Nós em Moray O grupo descendo e subindo morro Mais de Moray Nós e as Salineras de Maras Maras - quando você olha as fotos e acha que não tem quase nenhum turista... Na entrada de Ollantaytambo Ollantaytambo Subindo atrás do guia (de boné e mochila) Vista lá de cima (estão vendo uma "casinha" no meio da montanha que está bem de frente?! Nos explicaram que é como se fosse um refrigerador deles, pra guardar comida e ficar fresquinha Rodrigo tirando a foto Subimos mais... Lá em cima, pedras imensas e de formatos cheios de significado... Mais da parte de baixo do sítio arqueológico E mais da parte de baixo de Ollantaytambo, como eram as casinhas na época dos Incas.
  5. No dia seguinte acordamos moídos e com muito sono... nosso novo quarto do hotel, agora no terceiro andar, ficava de frente para a rua e para o Qoricancha. A vista era linda, mas não dormimos nada com o barulho da rua, muita gente querendo badalar (ainda mais que foi sábado!), fazendo muito barulho de madrugada. Nos aprontamos, tomei mais chá de coca no café da manhã (e sempre com as balinhas na bolsa) e fomos para o saguão esperar o guia, antes das 8h da manhã. Esperamos, esperamos... chegou 8:30 e ninguém apareceu. Rodrigo falou para ligarmos para a Condor Travel para saber o que tinha acontecido e pedi para ele falar em espanhol com eles, porque eu já tinha falado no dia anterior. O hotel ligou para a empresa novamente para nós, e após explicar pelo telefone o que tinha acontecido, ele falou que uma senhora (deve ter sido a mesma que me atendeu no dia anterior) ficou brigando com alguma outra pessoa pelo telefone (que a gente acha que era o guia) e depois falou que um rapaz iria nos buscar de táxi no saguão do hotel, pela Condor Travel. Achamos estranho, mas não tinha como ser diferente. Ficamos esperando e depois de alguns longos minutos (já não tinha mais nenhum turista esperando por seus passeios no saguão do hotel, só nós mesmo), apareceu um rapaz bem moreno, com cara de inca... ou melhor, de índio peruano, perguntando pelos nossos nomes. Nos apresentamos, o seguimos e entramos no carro, que tinha uma plaquinha de táxi em cima. O carro seguiu pelas ruas de Cusco, o motorista mudo, ouvindo reggaeton e de vez em quando cantava junto com a música. Ele parou em um sinal de trânsito e saiu do carro e tirou a plaquinha de táxi em cima do carro, guardou na mala... Nos entreolhamos Rodrigo e eu. O carro continuou, motorista mudo, reggaeton tocando no rádio, passou acho que por todas as ruas de Cusco, começou a subir ladeiras, chegou em um lugar muito, mas muito pobre, calçadas de terra, lixo por todo lado, cachorros revirando o lixo, vendinhas de frente para a estrada, casinhas sem acabamento, muita gente simples transitando. Parou no sinal de trânsito. Nos entreolhamos de novo... fiquei olhando os ônibus que passavam e se algum tinha escrito alguma coisa que se parecesse com “centro da cidade”, pra caso a gente ficasse perdido por ali, pedir carona e poder voltar. Rodrigo disse pra mim depois que ficou pensando que se fôssemos largados por ali,poderíamos ser depenados em 1 minuto. Toda a população local tinha face de índio peruano e nós não. O carro continuou e passou por alguns lugares mais rurais e continuamos tensos. Até que entramos em uma localidade mais urbana (Que depois vi que era Chinchero) e o motorista parou o carro e ficou ligando de celular para vários contatos... e nós ainda tensos. Até que ele descobriu que tinha que falar com um tal de Jorge. E aí ele ligou para o Jorge pra perguntar onde o mesmo estava. Descobriu o nome da rua, mas não a encontramos. Fomos para frente e voltamos no retorno umas duas vezes e nada... Ele começou a perguntar para os locais onde ficava a rua e ninguém sabia onde ficava. Foi até engraçado, porque ele chamada todos os senhores de "papi". Até que ele ligou de novo para o Jorge e pediu por uma localização melhor e o Jorge ficou nos acenando na esquina da rua, quando passamos por ali o achamos. O carro entrou na rua, parou perto da van, agradecemos e saímos para entrar na van. O guia, que era o tal do Jorge, ficou brincando que estávamos atrasados e eu não gostei da brincadeira, afinal o erro não foi nosso. Entramos na van e qual não foi nossa surpresa ao ver que quase todas as pessoas do passeio de ontem estavam na van novamente?! Adoramos! Fizeram festa quando entramos e ficamos felizes. Estavam os mexicanos, os colombianos e o casal espanhol. Nos perguntaram o que tinha acontecido e falamos que não sabíamos, tinham nos esquecido no hotel, e foi aí que o casal mexicano comentou que isso também aconteceu com eles no dia anterior, por isso que chegaram atrasados no Qoricancha. Perguntamos o que tínhamos perdido do passeio até ali e o casal colombiano nos informou que eles tinham visitado uma outra comunidade de produção de lã de alpaca, vicunha, etc, parecida com a do dia anterior. Seguimos de van para a próxima parada, passando por paisagens mais rurais. Chegamos em Moray. Chegando lá, o guia nos informou que teríamos que comprar um novo boleto parcial de entradas (com os tickets dos lugares que iríamos visitar naquele dia, diferente do que tinham nos dado no dia anterior) por nossa própria conta e depois a empresa ia reembolsar... O guia nos deixou na fila e entrou com o grupo. Ficamos chateados, mas acabamos aceitando... mas ficamos mais chateados ainda quando descobrimos que após enfrentar toda aquela fila de compra de ingressos, eles só aceitavam a compra em dinheiro vivo (não aceitavam cartão) e tínhamos quase o valor todo em Soles (faltava tipo uns 20 soles pra gente)... sorte que o Rodrigo tinha levado todos os soles que tínhamos e mais alguns dólares. Como iríamos fazer?! A vendedora do guichê falou que poderíamos trocar o dinheiro lá dentro. Entramos, a contragosto do pessoal que fica organizando a entrada, e explicamos que tínhamos que trocar o dinheiro. Nos indicaram uma portinha de uma casa, entramos e o lugar estava meio vazio, com umas cadeiras apenas e entrou também um rapaz com uma pochete que falou que poderia trocar o dinheiro pra gente. Fez um câmbio horrível pra gente, mas não tínhamos outra opção. Trocamos o que estava faltando e voltamos para a bilheteria. Fiquei na fila pra segurar o lugar (a fila estava pior do que antes) e Rodrigo foi direto ao guichê, a moça aceitou que ele furasse a fila e lhe entregou as entradas. Agora sim, entramos direitinho, com os funcionários da entrada fazendo uma cara melhor, furando o ticket referente ao sítio arqueológico visitado. Avistamos o grupo e fomos nos encontrar com eles. O guia novamente brincou que éramos os “atrasadinhos” e recomeçou a explicar a história do lugar. Fiquei chateada com aquela brincadeira, pois não éramos os culpados por estarmos atrasados. O guia explicou que Moray tem várias plataformas circulares que a princípio achavam que eram anfiteatros. Mas depois chegaram à conclusão que funcionavam como um centro de pesquisa agrícola, onde cada nível oferecia um ambiente climático diferente e servia para cultivar diferentes plantas de forma experimental. Eles eram regados por meio de complexos sistemas de irrigação. Tudo muito interessante. Nos levou morro abaixo para ver de perto um dos sistemas de plataforma e disse para sentirmos a energia do lugar, respirar profundamente 3 vezes e nos darmos as mãos para fazermos uma corrente de energia. Infelizmente não é possível mais entrar nessas plataformas... Mas nos contentamos em ver do lado de fora. Subimos novamente morro acima e visitamos mais dois desses complexos de longe, tiramos várias fotos e voltamos para a van. Entre um complexo e outro de plataformas, o guia perguntou se estávamos lá ou tínhamos ficado para trás de novo, brincou novamente que éramos os atrasados, pois às vezes ficávamos tirando fotos e chegávamos por último. Foi aí que não aguentei e falei que a culpa não era nossa, pois estávamos no lugar combinado, na hora certa. O guia deve ter ficado sem graça e ficou brincando com a gente sobre outras coisas e perguntou de onde éramos e ficou falando bem de nossa cidade.. Mas não deixei de ficar chateada com a situação. Seguimos em direção às Salineras de Maras. No meio do caminho, o guia ia explicando o que iríamos visitar, mas diferente do guia do dia anterior, não tinha microfone e era difícil pra nós entendermos o que ele falava com o barulho da estrada, ele lá na frente da van e nós lá atrás porque chegamos por último. A caminho de Maras, paramos em um mirante, para olhar de longe e vimos como o lugar é lindo! Foi nessa hora que o guia explicou que iria nos ressarcir o dinheiro do ticket e depois a empresa pagava pra ele. Foi nos dar o dinheiro no mirante, mas estava ventando muito e até falei pra tomar cuidado para o dinheiro não voar! Ficamos mais tranquilos, mas não menos chateados com toda a situação. Entramos nas Salineras (não precisava daquele ticket parcial. O guia nos deu um papelzinho, que era como um ingresso, mas ninguém nos pediu nada na entrada) e o guia nos explicou que a água corre pela montanha e vai “coletando” o sal da terra, pra em seguida encher os platôs na montanha e quando a água evapora, o sal fica nos platôs, a comunidade coleta e vende produtos com esse sal. Tudo é perfeitamente posicionado, até quando o sol bate na montanha, ele também ajuda nesse processo. Incrível! Tiramos várias fotos e, experimentamos alguns produtos da feirinha, o guia nos convidou a experimentar a água que corria na canaleta e ver como era salgada. Falei que tinha dificuldade em me abaixar por causa da coluna e a colombiana me perguntou o que eu tinha... err... ahnnn... como se explica em espanhol hérnia de disco?! Falei em português e ela me entendeu, porque é praticamente igual! Hehehehe. Ela me explicou que também tinha e o tratamento que ela tinha feito e que fazia Pilates... Ih, eu também! Hehehe! Acabou que abaixei e experimentei a água salgada e quentinha e o Rodrigo me “guinchou” pra cima (ahahaha que vergonha!), pois além da dor em abaixar, de tanto evitar abaixar pra coluna não doer, as pernas não estão tão fortes como antes! Bem, após ficar algum tempo lá nas salinas, voltamos para a van e o guia nos explicou que iríamos almoçar pra depois ir a Ollantaytambo. A van seguiu e entrou no meio da estrada em um restaurante que não lembro o nome, que era como uma grande casa com jardim bonito. É daqueles restaurantes que se paga um preço fixo e pode se servir do que quiser. Estava tudo muito gostoso e comemos muito. As bebidas pagava à parte. Nos serviram Pisco Sour como cortesia e brindamos. Após comer e pagar as bebidas, seguimos para a van e fomos para Ollantaytambo. Pegamos um pouco de trânsito na entrada da cidade, a van estacionou, percorremos um caminho entre uma feirinha e entramos no sítio arqueológico apresentando o ticket parcial novamente para ser furado no lugar da visita. Eu tinha uma ideia diferente de Ollantaytambo antes de entrarmos. Achei que seria igual a Sacsayhuaman, como uma fortaleza... mas fiquei muito surpresa ao ver que era uma cidade, as pedras eram iguais, mas eram diferentes! Hehehe! E era uma cidade linda! Subimos vários degraus e parávamos em alguns pontos estratégicos para o guia nos explicar sobre a cidade e como ela prosperou e como tudo funcionava. É difícil transmitir tudo o que ele nos falou, só posso aconselhar que vocês vão e sintam, vejam tudo e ouçam todas as explicações com seus próprios olhos e ouvidos. O guia nos explicou que o lugar onde estávamos tinha formato de lhama e nos convidou a subir mais ainda até a suposta cabeça da lhama e eu virei para o Rodrigo e falei “não quero”, fazendo careta. Confesso que tive muito medo de subir aqueles degraus irregulares todos de pedra, com a minha coluna do jeito que está... Mas até que ela se comportou muito bem! E eu já falei que o nosso guia era um senhorzinho?! Pois é... e ele ia com o cajado dele subindo, no ritmo dele, devagar e sempre... E eu aproveitava pra ir atrás, pois o ritmo dele estava bem bom pra mim! Hahaha Subimos até quase e o céu e eu não cansava de me surpreender com o lugar! Descemos todos os degraus novamente até um outro pedaço do sítio, onde mostrava como eram as casinhas na época dos Incas e nos reunimos novamente e o guia nos agradeceu a todos por estarmos ali. Voltamos para a van em seguida e voltamos nosso longo caminho de volta para Cusco, primeiramente conversando todos sobre os países de todos nós que lá estávamos, as comidas, as culturas, tudo. E todos anotaram o nome do guia Jorge para ligar para a Condor Travel para pedir para no dia seguinte ser o mesmo guia do grupo novamente. Confesso que não morri de amores pelo guia não e chegamos tão cansados que acabamos não ligando para pedir nada. A van deixou os colombianos em um ponto no meio do caminho, em ollantaytambo mesmo, onde iriam ficar para no dia seguinte irem a Machu Picchu. Depois deixou os mexicanos e os espanhóis em um hotel bem bonito em Urubamba (outro lugar no meio do caminho), parecendo um sítio, para igualmente irem a Machu Picchu no dia seguinte e voltamos nós (Rodrigo e eu), o guia e o motorista para Cusco, cochilando, cansados, mas satisfeitos com o passeio legal que fizemos (e passamos por todos aqueles lugares de novo que passamos com o rapaz do táxi na ida, agora na volta!). Voltando para Cusco, seguimos para o restaurante que tínhamos procurado no dia anterior chamado Hanz Homemade Crafts And Beers, um lugar pequenininho, mas muito ajeitadinho e que o dono (um oriental muito simpático) faz questão de mimar os clientes. Ele serve água para purificar, antes da alimentação, e dá um uma frutinha de presente no final. Pedimos sanduíches que estavam bonszinhos, comemos e voltamos para o hotel, com um frio de rachar nas ruas. Descansamos, para no dia seguinte, conhecer a cereja do bolo: Machu Picchu!
  6. Consegui ler tudo, com um certo atraso, mas li! [emoji122] e adorei! Muito bom! Viajei junto com vocês!
  7. Nós e a Catedral A catedral Mais da praça Mais da praça, que é linda Nós e a fonte com o Inca Almoçando com vista para a praça Qoricancha Dentro do Qoricancha Mais de dentro do Qoricancha Sacsayhuaman sacsayhuaman Subindo para o mirante Nós no mirante Descendo... a vista é incrível! Puca Pucara Qenqo Entradinha que dá medo Onde faziam a mumificação tentando sair rapidinho! Hehehe Explicação sobre os tecidos Comendo pizza
  8. No dia seguinte acabei acordando cedo, com muito barulho de mala e turista conversando no corredor no quarto que nos deram, com duas camas de solteiro, no térreo. Fiquei muito chateada com isso... Tínhamos um City tour programado para a tarde, então tomamos café (decidi por tomar chá de coca com menta, que era bem bonzinho, pra dar uma “turbinada”) e fomos andar pelo centro da cidade e tirar algumas fotos. Fiquei com receio de durante o City tour não ter tempo de tirar as fotos com calma e foi muito bom ter feito isso, porque realmente na hora do city tour, essa parte foi um pouco corrida. Antes disso, fiquei tentando entrar em contato com a empresa dos passeios (a Condor Travel), pelo Whats App e pelo e-mail sem sucesso, então pedimos ajuda para a recepção do hotel para ligar para a empresa e fechar o passeio para Moray e as Salineras de Maras. A recepcioista ligou para a empresa e depois de algumas tentativas, conseguiu e me passou e eu tive que falar em espanhol pelo telefone com a atendente, o que foi um desafio... Mas consegui me fazer entender e entender o que era dito pra mim também. Depois de me passarem de um atendente a outro (uns 3), consegui fechar o passeio com uma senhora que não lembro o nome, acabei optando por pagar pelo cartão de crédito, o que seria mais prático, e ela falou que no dia seguinte, o guia estaria passando entre 8h e 8:30 no saguão do hotel e tiraria cópias do passaporte e do cartão de crédito. Então, tudo resolvido, fomos passear... mas qual não foi nossa surpresa quando a recepção do hotel nos perguntou se éramos nós que queríamos trocar o quarto e que teríamos que deixar nossas coisas arrumadas para trocar o quarto?! Pensei: “pronto, é agora que não vamos mais passear”... Voltamos e arrumamos nossas coisas que já estavam espalhadas, jogamos tudo dentro da mala de novo e eles falaram que eles mesmos iam levar de um quarto a outro, quando o outro estivesse pronto. Ficamos tranquilos (a mala estava trancada), e só aí fomos passear. Caminhamos devagar, sentindo agora uma leve dor de cabeça e de vez em quando meu estômago ficava um pouco embrulhado... mas nada terrível não. Tiramos várias fotos no centro histórico, na praça onde tem a Catedral de Cusco e a Igreja da Companhia de Jesus e a fonte com a estátua em homenagem ao Inca Pachacuti que foi um dos governantes mais importantes do império inca e o grande responsável pela expansão e prosperidade desta civilização. Tentamos entrar na Igreja da Companhia de Jesus, achando que era a Catedral, mas era pago e eu achei caro para nós dois (não lembro o valor), o Rodrigo falou para eu ir sozinha, mas acabei desistindo. Entramos em uma feirinha para olhar os artigos e fomos procurar um lugar para comer, pois era umas 11h e o city tour era por volta de 13h (e ainda tínhamos que voltar até o hotel pra encontrar o guia lá). Procuramos no Google e no Trip Advisor, mas todos os restaurantes bem recomendados e baratos ficavam em ladeiras bem íngremes e não nos arriscamos a subir nesse segundo dia. Achamos na internet a recomendação de um restaurante oriental, que nem lembro mais o nome, mas quando chegamos lá, não tinha mais nada no lugar (dava pra ver pela porta de vidro) e estava fechado. Achamos então a recomendação de um restaurante chamado Hanz Homemade Crafts and Beers, mas tivemos dificuldade em achar a porta deles e depois desistimos, pois parecia uma hamburguería e eu queria comer comida e não lanche. Andamos para lá e para cá e tudo o que víamos, em todos os restaurantes, os preços eram por volta de 40 Soles cada prato ou mais caro... achávamos caro... fomos abordados inúmeras vezes por funcionários dos restaurantes que queriam que entrássemos, mas dizíamos que não, até que vimos que era próximo de meio dia, nos demos por vencidos e aceitamos entrar em um restaurante que um rapaz simpático que nos abordou, nos indicou. Ele disse que poderíamos sentar no balcão, com a vista para a praça... subimos uma escadinha meio escondida e chegamos lá em cima, um salão cheio de mesinhas, decoração interessante e o balcão, que achei por fora que era maior, com as mesinhas... O nome do lugar era La Estancia Andina Grill. Depois percebi que os restaurantes dos lados tinham todos esse mesmo balcão! Pedimos trutas, o Rodrigo com um acompanhamento de quinoa e eu com legumes. Trouxeram uma entradinha com milho seco, batatas chips, batata doce chips, e outras coisinhas mais, e demorou... mas demorou pra servir os nossos pratos e ficamos impacientes, pois tínhamos hora para o passeio. Assim que serviu, tínhamos uns 15 minutos para comer e mais 10 para andar até o hotel de volta. Comemos até no tempo certo, rapidinho, e estava bem gostoso, não posso me queixar! Pedimos a conta e... demorou de novo... aí levantamos para indicar que tínhamos pressa e a senhora, que parecia a dona, falou com impaciência que poderíamos ficar esperando sentados, mas falamos que tínhamos pressa. Pagamos e voltamos praticamente correndo até o hotel. Ao chegar no hotel faltando tipo uns 3 minutos para as 13h, a recepção do hotel nos avisou que nós teríamos que estar presentes na troca da mala, de quarto. Ficamos tensos, e falamos que tínhamos o passeio, ao passo que o hotel falou que assim que o guia chegasse, nos avisavam e pediam para ele esperar. Acompanhamos o funcionário, abrimos a porta do quarto, ele pegou nossa mala e ficamos esperando o elevador, que não chegava de jeito nenhum. Ele resolveu subir de escada com a mala no ombro e nós subimos atrás (fiquei preocupada em subir as escadas rápido e na altitude, mas não sentimos nada, graças a Deus). Deixamos a mala no quarto e aproveitamos para ir no banheiro rapidinho. Quando estávamos saindo do quarto, o telefone tocou, nos avisando que o guia estava nos esperando. Ufa! Deu tempo! O guia do passeio era muito, muito simpático. Se eu não me engano, o nome dele era Joseph. Contava apaixonadamente a história da cidade. Ele falou que sabia falar um pouco de português e poderia fazer isso para nós, mas dissemos que estava bem ele falar em Espanhol porque queríamos treinar os ouvidos (e conseguimos entender o Espanhol, quando falam devagar, muito melhor do que conseguimos falar em espanhol). Passamos em outros hotéis para pegar outros turistas: Um casal de idosos com uma filha jovem espanhóis de Pamplona (que disseram que no dia seguinte iriam a Machu Picchu), um casal jovem de Jerez, na Espanha também e um casal jovem Colombiano. Seguimos o passeio e o primeiro lugar de parada foi o Qoricancha. Distribuíram alguns fones de ouvido, os tickets de entrada (o nosso foi parcial, enquanto o dos outros foi total, achei estranho, mas não falei nada na hora, achei que iam nos dar o restante depois) e fomos adiante. Chegou um casal novo também que levaram para lá para junto de nós na entrada e depois descobrimos que eram paraguaios. Fiquei encantada com a visita feita pelo guia do Qoricancha e tudo que foi contado sobre a história do lugar e dos Incas... É surpreendente a história desse povo! No meio da visita mais um casal chegou e o guia até pediu desculpas pela confusão que tinham feito com eles. Era um casal novo também, do México. Saindo do Qoricancha, seguimos para Sacsayhuaman. Chegando lá, o guia explicou a história do lugar, que se acredita ter sido um forte, e visitamos por fora, observando as paredes com aquelas pedras enormes, que foram montadas como em um quebra cabeças... o guia falou que tinha uma subida para um mirante e quem não quisesse ir ou não aguentasse no meio do caminho, que iríamos voltar pelo mesmo caminho, então poderia esperar. Mas quem quisesse ir, seguia com ele. E tentamos seguir, quase morrendo, pois subir qualquer subida que seja naquela altitude, não é fácil. Quando chegamos lá em cima, falei com o guia que isso não vale, pois vivemos no nível do mar e ele riu da piada. Ficamos nós e o casal de paraguaios (que tinham chegado naquele mesmo dia, coitados) um pouco para trás, mas conseguimos chegar lá em cima, observar a cidade, tirar algumas fotos e voltar. O lugar é muito bonito, mas também parece que foi palco de muitas batalhas sangrentas. Voltamos para a van, passamos por uma turba de vendedores de bugigangas, e fomos para o novo sítio, chamado Puca Pucara. Neste lugar descemos da van, um pouco longe do local e o guia nos explicou (de longe) que era como um posto entre duas cidades, para pernoitar. Explicou sobre as pedras utilizadas, que em cada sítio arqueológico são diferentes umas das outras (umas são avermelhadas, outras, se não me engano, amareladas e outras brancas). Neste momento estava um vento muito muito frio e voltamos para a van para nos abrigar e não fomos até lá o local. Mas me dei por satisfeita em olhar de longe mesmo, parecia mais do mesmo, daquelas incríveis paredes de pedra. Continuamos o passeio e fomos para Q’enqo, que pelo que o guia explicou, era um local sagrado, onde faziam as mumificações dos antepassados. Ele falou do que os Incas acreditavam de vida e morte e dos mundos, e que a população de hoje, em geral, da região acredita no cristianismo, mas também na Pacha Mama e todas as coisas consideradas sagradas para os Incas. Seguimos de novo para a van e nos levaram para uma ONG que auxilia os produtores locais de tecido com pelos de lhamas e alpacas. Eles mostram como tingem e a diferença entre um bom produto e o “genérico” e nos deixam à vontade para olhar tudo, comprar e ajudá-los. Tive muita vontade de comprar várias coisas, mas era tudo muito caro, não dava para o meu orçamento, infelizmente! Acabamos só comprando uma água mesmo, pois a garrafa que tínhamos levado já tinha acabado. Neste momento nosso grupo de turistas já estava bem entrosado e conversando sobre vários assuntos e nós tentando nos comunicar também. Foi bem legal! O rapaz mexicano disse que já tinha estado em São Paulo e ficou tentando falar algumas palavras em português e falando bem do guaraná e do açaí. Nós ficamos tentando explicar aos colombianos que já estivemos na Colômbia e gostamos de lá, e a moça colombiana não acreditava que tínhamos gostado de Bogotá e falando rápido, como vimos que na Colômbia eles falam rápido mesmo (e eu nem imaginava que falavam tão rápido antes de irmos!) Seguimos mais uma vez com a van que retornou para Cusco, para o centro histórico... e andamos à pé de onde a van nos deixou, para a Catedral. O guia tinha perguntado se poderíamos terminar no centro histórico e muitas pessoas gostaram, para depois comer por ali mesmo. Chegando na Catedral, o guia nos explicou sobre a conquista espanhola e como foi para os Incas participar das artes da igreja e tudo mais e do sincretismo religioso que acabou existindo, mesmo que um pouco escondido. E graças ao filho de um conquistador espanhol com uma Inca, que aprendeu a ler e escrever, e que deixou registrado os costumes dos seus ancestrais, que sabemos um pouco sobre esse povo, que era muito inteligente, mas que infelizmente não tem registros de escrita. O tour acabou por aí, na porta da Catedral, devolvemos os fones de ouvido e nos despedimos... acho que era por volta de 19h... acabou que voltamos para o hotel, deitei um pouco para consertar a coluna, uns 30 minutinhos, fomos ao banheiro e nos arrumamos de novo para ir comer. Decidimos comer pizza e Rodrigo achou uma boa indicação chamada El Molino. O lugar não era grande e era bem familiar. Ficamos no primeiro salão e não vimos o outro que tinha adiante, mas ficamos bem acomodados. A pizza era divina! Adoramos! Depois voltamos para o hotel, deitamos cansados e com uma dor de cabeça chata e fomos descansar, pois no dia seguinte eu tinha inventado mais passeio pra gente! Mas estávamos lá, naquela altitude, tínhamos que aproveitar! E é um local com tantos sítios arqueológicos para visitar, que sempre vai ter alguma coisa por fazer, infelizmente.
  9. Esperando no aeroporto de Lima Qoricancha à noite Cusco à noite
  10. Parque Maria Reiche Nós no Parque Maria Reiche Débora em Parque Maria Reiche Rodrigo em Puente de Los Suspiros Nós em Puente de Los Suspiros A ponte vista da rua de baixo Outra vista Outra vista da ponte
  11. E lá vamos nós continuar o relato! No dia seguinte era nosso último dia “útil” de Lima. Poderíamos ter visitado mais museus, pois a cidade é cheia deles, mas não nos animamos. Foi meio questão de honra para o Rodrigo descobrir onde ficava o Parque Maria Reiche, o parque que tinha a decoração com flores lembrando as figuras de Nazca, e pegamos um uber até lá. O motorista do Uber até estranhou e nos perguntou se era ali mesmo que queríamos ir. Acho que não é um lugar muito frequentado pelos turistas, vimos muitos locais passeando com seus cachorros e algumas pessoas fazendo exercícios. Passeamos um pouco e tiramos algumas fotos e voltamos andando, passando de novo pelos outros parques, o que é muito agradável. A área que vimos em obras no dia anterior, no final das contas não nos atrapalhando em nada a caminhada. Depois de muito discutir sobre onde almoçar, ficamos olhando as resenhas no Google e no Trip Advisor de alguns restaurantes por perto, acabamos decidindo almoçar em uma lanchonete do shopping mesmo, em um lugar chamado Hermanas Ambulantes, que tinha comida que não era lanche e estava bem boazinha, pois achamos as comidas dos restaurantes ali por perto um tanto caras. Falei com o Rodrigo que eu queria visitar o bairro Barranco, com sua encantadora Ponte dos Suspiros, a charmosa igrejinha... é o bairro mais boêmio da cidade. Na verdade, eu queria também visitar a Bajada de Baños, e atravessar a passarela e descer para a beira-mar, mas vi as fotos na internet e achei um pouco “abandonado”... E também confesso que não me animei descer tudo pra depois subir tudo de novo... Então pegamos um uber e fomos até o Bairro Barranco, onde dava acesso à ponte dos suspiros. Achei o local com um encanto bem diferente... mas também achamos frequentado por algumas pessoas meio estranhas, alguns com cara de moradores de rua... muitos restaurantes pareciam que iam abrir só mais tarde e então ficamos andando por ali e tirando algumas fotos... Mas qual não foi a nossa surpresa quando fomos alvejados de cocô de pombo várias vezes enquanto caminhávamos e acabamos saindo de lá correndo e pegando um novo Uber de volta ao hotel, pra tomar banho e trocar de roupa... Sorte que os casacos eram impermeáveis (Passamos um lencinho de limpeza e pronto), mas a camisa também virou alvo! À noite comemos onde?! Em La Lucha Sanguchería, porque procuramos por esse lugar no Google e no Trip Advisor em Cusco e não achamos... Então essa seria a nossa despedida... e os sanduíches lá são muito gostosos mesmo. Descansamos, pois no dia seguinte iríamos a Cusco. Acordamos, fomos trocar mais um pouco de dinheiro no câmbio, ver algumas lojinhas de souvenir (encontrei um pacotinho de balas de coca e comprei, e nos foi muito útil em Cusco), depois voltamos, fizemos o check out no hotel e rumamos para o aeroporto. Nosso voo era por volta de 14h, se não me engano, então quando chegamos no aeroporto, comemos no McDonald’s, para comer bem rapidinho e embarcar, já que ao chegar lá, já seria umas 15h. Achei o meu sanduíche um pouco picante... Será que era minha imaginação ?! Será que é reflexo de toda comida no Peru?! Fizemos bem em comer antes, pois como o voo é rapidinho, não teve nem lanche à bordo, só bebidas. Chegando lá pegamos um transfer para o hotel, da mesma empresa que pagamos vários passeios por lá, a Condor Travel. O rapaz nos orientou naquele dia comer coisas leves (como sopa e peixe), não beber bebidas alcoólicas e descansar. Poderíamos passear e conhecer a cidade também, mas de forma leve. Eu tinha lido várias coisas previamente sobre o mal da altitude, inclusive sobre uma moça que comeu uma empanada de frango e viu tudo rodar e deitou no chão do restaurante e vieram trazer um chá de coca correndo pra ela tomar... Uma amiga minha que já tinha viajado no ano passado falou que você tem que mastigar a coca e não pode deixar começar a dor de cabeça, depois que começa, não tem remédio que faça passar... confesso que fiquei morrendo de medo... mas tínhamos que enfrentar esse mal da altitude pra conhecer essa cidade encantadora! Eu comprei as balas de coca pois imaginei que o Rodrigo fosse recusar mastigar a folha de coca por achar que está suja e que fosse implicar de tomar o chá de coca porque ele não é fã de chá... e foi muito bom ter comprado, elas têm gosto de menta e ajudam de verdade no mal da altitude. O rapaz nos entregou nossos tickets dos passeios que fechamos (city tour e Machu Picchu) numa pasta pequena e falei que queria fechar outros passeios, como o de Moray e das Salineras de Maras, mas ele falou que eu teria que ligar para o telefone que estava na pasta para fechar com eles... fiquei chateada pois falar em espanhol pessoalmente é uma coisa, mas pelo telefone é mais difícil! Durante todo o trajeto, ficamos nos entreolhando e perguntando: “E aí? Tudo bem?” E ainda estávamos muito bem, sem sentir nada... Não estávamos enjoados e nem com falta de ar, graças a Deus. Eu tinha as balinhas de coca na bolsa e já comecei a chupar logo, com medo do que minha amiga falou sobre as dores de cabeça dela, mas não senti muita diferença, na verdade não estava me sentindo mal naquele momento. Chegamos no hotel (ficamos no San Augustin Plaza) e estava meio confuso, com um grupo grande que estava saindo. Minha coluna estava doendo (nessa viagem minha coluna doía bastante nos dias de voo de avião) e eu queria deitar. Fizemos o check in e nos colocaram em um quarto no térreo, com duas camas de solteiro (mesmo nós tendo fechado previamente quarto com cama de casal). Reclamamos, mas as funcionárias da recepção falaram que só poderiam trocar no dia seguinte. Fomos para o quarto e deitamos para descansar. O Rodrigo brincou que se era pra descansar e não fazer muito esforço, então que tínhamos que aproveitar! Dormimos praticamente a tarde toda e acordamos lá pelas 19h, com fome. Então fomos procurar algum lugar para comer e andar pela cidade. Não estávamos com vontade de comer nem sopa e nem peixe (ainda mais que tinha lido que a sopa é rala, é quase uma “água suja” de frango e não curto). Ficamos procurando na internet algum lugar para comer e Rodrigo teve a idéia de comermos massa... será que seria pesado ?! Eu tinha lido em algum blog de viagem recomendação sobre um lugar chamado Carpe Diem e resolvemos comer lá. Saímos do hotel e fomos caminhando devagar pela rua do hotel (que era uma principal) até a praça principal da cidade. Confirmamos que nosso hotel ficava bem em frente ao Qoricancha, um dos locais turísticos a se conhecer na cidade. Descobrimos que a rua do hotel era um pouco íngreme e tínhamos que andar devagar, pois dávamos alguns passos e parecia que tínhamos andado dois quarteirões. Comemos mais uma balinha e nos sentimos um pouco melhor daquele cansaço da caminhada. Andamos um pouco e chegamos na praça onde fica a Catedral e os prédios principais. Na hora de pesquisar os hotéis, procuramos por um hotel que não ficava em uma rua que era muita subida (vimos algumas assim lá que tinha alguns restaurantes bem recomendados e não subimos com medo de passar mal). Na verdade não contava que a rua do nosso hotel fosse um pouco íngreme... e nem que fosse um pouco distante do centro, embora não tão distante. Ah! E não precisa nem dizer que em Cusco estava ainda mas frio à noite do que em Lima... fazia lá pelos seus 6 graus de frio e às vezes até menos! Procuramos por esse restaurante e ele ficava em uma rua com vários restaurantes, todos com pessoas nas portas assediando para a gente entrar... Entramos no restaurante, era bem pequenininho, e tinha uma parte de baixo, que estava cheia, e uma parte de cima, subimos a escadinha e eu fiquei preocupada em como iríamos descer se passássemos mal depois da comida. Juro que fiquei olhando se do lado da mesa tinha espaço pra eu deitar no chão se por acaso visse tudo rodar, igual a história que eu tinha lido. Achei o restaurante caro e com ar de comida sofisticada. Não ligamos muito pra isso, na verdade minha alma de gordo adora quando o restaurante serve comida farta e gostosa e, infelizmente quando o restaurante tem comida sofisticada, as porções embora quase sempre gostosas, são pequenas. Pedimos pratos de massa que não tinham nada de carne pra não ficar pesado e estava bem gostoso. Ficamos esperando um tempinho e graças a Deus não passamos mal. Dividimos uma sobremesa pra adoçar a vida e voltamos para o hotel caminhando novamente. Cusco é uma cidade com ar de cidade pequena e bem antiga o que a torna encantadora. Dá pra fazer tudo ali pelo centro à pé... só não dá pra ir nos sítios arqueológicos a pé... é uma pena... Hehehe! Voltamos para o Hotel e descansamos de novo, porque no dia seguinte tinha City tour à tarde.
  12. Huaca Pucllana Explicando como eles faziam os tijolinhos de barro Passeando no Malecón de Miraflores Parque Del Amor Farol Mais do Malecón de Miraflores Circuito Magico del Agua A foto não faz juz a beleza que é lá Muitas fontes, tudo lindo! Depois de muitas dúvidas, entrei... e a água que respinga no chão, molha os pés todos Dentro do túnel... esse não molha Infelizmente não consegui tirar fotos muito boas do Rodrigo... mas essa ficou com um efeito diferente!
  13. Débora na Plaza de Armas com a Catedral ao fundo Com o Palacio do Governo ao fundo na Plaza Perú Catedral de Lima Catacumbas dentro da Catedral Igreja de San Francisco Bebendo Inca Kola Museo Larco Museo Larco Museo Larco
  14. Rodrigo e o shopping Larcomar Visão da "praça", com o shopping abaixo. Deste mesmo lugar, dá pra ver o mar. A primeira vez que vimos lhamas no Peru... pena que eram falsas... Sanduíches e batatas da La Lucha Sanguchería Vista do Shopping Larcomar à noite Shopping Larcomar à noite.
  15. Olá amigos Mochileiros! Venho por meio deste relato, contar nossa experiência nesse país incrível que é o Peru! Lendo outros relatos por aqui, descobri que a maioria das pessoas vai para o Peru para uma experiência mais... como diria... mais roots, aquela coisa de trilha nível intenso, acampamento e vida selvagem... Mas nós estávamos procurando uma experiência mais tranquila, light, e sem muito esforço físico. Não que não gostemos de fazer exercícios, mas quem acompanha meus relatos pode ver que uma série de problemas foi acontecendo em nossas vidas nos últimos meses e dentre eles, uma hérnia de disco lombar e uma cirurgia de tireoide que me atrapalhou um pouco os planos e não consigo mais planejar experiências que me exijam tanto o lado físico. Então, por isso que nossa viagem foi mais "light". Eu confesso que há muito tempo tinha vontade de conhecer o Peru e, é claro, o Machu Picchu. Mas desde que minha cunhada e eu começamos a perturbar meu irmão e meu marido com essa ideia, há uns 5 anos atrás, mais ou menos, eles foram irredutíveis. Meu irmão ainda aceitava ir para Lima para uma viagem gastronômica, mas Rodrigo (marido) não gostou de nenhuma ideia sobre o Peru. Mas eis que este ano Rodrigo, fazendo curso de espanhol, se depara com um professor que é peruano (e acho que ele já ficou com a cabeça um pouco mais aberta à ideia de conhecer o Peru) e somando ao fato que eu queria ir conhecer a Grécia esse ano, mas o Euro está muito caro e o Rodrigo deve ter ficado desesperado com meus assuntos de viagem, depois da minha cirurgia de tireoide, quando eu só pensava na recuperação, ele veio com a ideia: “vamos viajar para o Peru nas férias?!”. Ele queria "hablar español"... mas eu só conseguia pensar na Grécia (ainda mais que uma amiga tinha acabado de voltar de lá) e eu fiquei meio desanimada à princípio com o Peru, logo eu que tanto atormentei os outros com essa idéia de viagem... mas depois entrei no clima de conhecer o Peru e embarquei nos planejamentos. Nossa viagem foi agora em Setembro, de 03 a 12, conhecendo primeiro Lima e depois Cusco. O nosso vôo foi pela Avianca, não lembro o valor, mas vou consultar o Rodrigo e já digo à vocês. O voo partiu do Rio de Janeiro cedinho, às 5:45 da manhã e tivemos que estar no aeroporto por volta das 3:40 da manhã... sério, se eu soubesse quem inventa esses horários de voo, eu esganava! Não dormimos nada, chegamos por volta de 9h da manhã, se não me engano, e o check in era só à tarde... que raiva! Ficamos mortinhos com farofa! O Voo foi tranquilo, a entrada no País também. Pensei que iam implicar conosco e nos revistar porque nossa última viagem foi para a Colômbia, achando que fazíamos parte do tráfico de drogas e na hora das perguntas, até esqueci que dia que voltaríamos (me deu um branco), mas a funcionária não levou em consideração, fez alguns comentários dizendo que gostaria de ir passear em Cusco também e nos liberou. Graças a Deus! Também não pediram nossa carteira internacional da vacinação de febre amarela (que nos pediram umas 3 vezes na Colômbia)... mas levamos, claro! Mas como já disse a minha amiga Juliana, é só não levar drogas que tá tranquilo! Saindo do Aeroporto, pegamos um táxi até o hotel. Caminho comprido, em alguns momentos se vê muitas áreas bem feias e pobres, mas em outros, o caminho é bonito, que dá para ver o mar... mas está cheio de obras e em muitos pontos a vista para o mar fica bloqueada. O hotel fica no bairro de Miraflores, que é um dos bairros mais "arrumadinhos", que os turistas mais ficam em Lima. Ficamos no hotel Ibis Larco Miraflores. Achei bem localizado e bem arrumadinho e confortável. Assim que chegamos, fizemos o check in e a funcionária da recepção nos indicou uma saída lateral onde poderíamos deixar a mala até o horário que o quarto estaria pronto. Segundo ela, se quiséssemos, teria um quarto à disposição no momento, mas era em um dos andares mais baixos e portanto, mais barulhento. Resolvemos esperar. Saímos com a mala e no local indicado, encontramos uma rampa de carro, de estacionamento... será que teríamos que descer?! Na frente do hotel ficam uns senhores oferecendo passeios pela cidade para os turistas, mas não entendemos nada do que nos foi dito e resolvemos não arriscar perguntar onde era pra deixar a mala. Rodrigo desceu a rampa freando a mala pesada (coitado) e lá embaixo ficava realmente um espaço cheio de malas, com um funcionário cadastrando elas. Deixamos a nossa e fomos passear. Eu ainda estava um pouco desnorteada com o horário do vôo, sem conseguir raciocinar direito sobre o que fazer na cidade, então falei com o Rodrigo para andarmos pela rua principal, a Av Larco, até o shopping. Tinha lido em blogs de viagem que nessa Avenida Larco tem de tudo: casas de câmbio, lojas de chip de celular, restaurantes, lojas de lembrancinha, etc. Rodrigo ativou o roamming do celular com o sistema de pontos que ele foi acumulando ao longo do tempo e que conseguiu fazer essa troca. A internet não nos decepcionou e não tivemos que comprar chip de celular dessa vez! Fomos andando, trocamos mais algum dinheiro em casa de câmbio e até que chegamos rapidinho no shopping. Rodrigo falou: “é aqui”. Mas era tipo uma praça, um mirante atravessando a rua, com vista para o mar lá embaixo. Quando chegamos mais perto que vimos que realmente era o shopping... só que o shopping era para baixo! Nessa “praça” tinha escadas para baixo e dava pra ver que tinham muitas lojas lá embaixo. Ficamos tirando fotos da vista e depois passeando pelo shopping. Foi quando começou um vento muito, muito frio e não aguentamos ficar próximo ao mar, estava muito frio para as roupas que estávamos vestindo (e olha que estávamos de casaco)! Tudo no shopping era bastante caro, muitas lojas de marca... mas até que a praça de alimentação tinha cadeias de fast food que eram bem em conta. Rodrigo não quis arriscar comer comida peruana logo no primeiro dia e quis comer o Pizza Hut que encontramos. Só que o lugar era muito simpleszinho, um balcãozinho, só tinha 4 sabores de pizza, e o Rodrigo pediu uma pizza que vinha com uns pães de alho, mas eis que a danada era minúscula! Eu pedi uma lasagna e veio em uma embalagem que mais parecia uma “quentinha da esquina”... mas não estava ruim não. Ficamos com medo da comida peruana, pois não somos de comer comida muito temperada. Eu tive alguns problemas na Alemanha com temperos e levei todos os remédios que poderia para qualquer indisposição para essa viagem! Alimentados e ainda com frio, seguimos de volta para o hotel. Conseguimos um quarto no oitavo andar e nos instalamos. Aproveitamos para descansar um pouco, já que não dormimos nada à noite. Aos nos recuperarmos, já era noite e saímos para comer novamente. Próximo ao hotel comemos em um lugar chamado La Lucha Sanguchería Criolla, que achamos muito, muito bom! São uns sanduíches de pão redondo com diferentes recheios, que vem com batatas fritas (que tem casca e tudo) e molhos pra acompanhar. Muito gostoso! Após comer, fomos visitar o shopping Larcomar novamente e ver a paisagem com a perspectiva das luzes da noite. Nesse dia aproveitamos para descansar mais, já que a coluna reclama bastante da poltrona e da viagem de avião. No dia seguinte acordamos refeitos e fomos bater pernas. Pegamos um uber (foi bem tranquilo pegar uber na frente do hotel) e rumamos para a Plaza de Armas. Custou em torno de 18 soles. Chegando lá, algumas ruas estavam fechadas em torno da Praça e descobrimos somente depois que teve um evento da guarda, mas só vimos o finalzinho, pois na hora do início, estávamos visitando a Catedral. Tiramos muitas fotos com todos os prédios que ficam ao redor da praça e depois visitamos a Catedral (ingressos 10 Soles), bem bonita. Tiramos algumas fotos na Plaza Perú também (uma praça pequenininha com uma bandeirona do Peru, que fica ali pertinho) e rumamos para a Igreja de são Francisco. Muitas pessoas tentando vender de tudo ali em volta da igreja, assediando os turistas. Visitamos o interior da igreja e não pagamos nada, mas não fomos na parte paga. Confesso que não visitamos um dos maiores pontos turísticos que são as Catacumbas do Convento São Francisco (me julguem... Não gosto desses passeios mórbidos...) mas vimos algumas catacumbas na visita da Catedral, que foi bem interessante, mas um pouco claustrofóbico. Eu queria conhecer a Casa de la Gastronomia Peruana, mas Rodrigo não ficou animado. Andamos mais um pouco pelas ruazinhas do centro e ainda visitamos um mercadinho de artesanato que achamos no meio do caminho. A fome apertou e fomos procurar algum lugar próximo para comer. Convenci o Rodrigo a experimentar o Tanta, que é a versão mais em conta do Astrid y Gastón, também do famoso chef Gastón. Tínhamos visto esse Tanta no shopping Larcomar no dia anterior também, mas não comemos lá, achamos tudo bem caro. Entrando no Tanta próximo a Plaza de Armas, confirmamos que era caro mesmo, cada prato em torno de 40 soles! Mas resolvemos experimentar. Perguntamos ao garçom se os pratos eram para duas pessoas. Não eram, mas eles poderiam “dividir” um prato em duas porções menores. Aceitamos e pagamos pra ver. Pedimos Lomo Saltado. Cada prato nosso veio uma porção menor do que o prato geralmente vem (comparei olhando o prato dos outros clientes), mas como as porções são normalmente bem servidas, acabamos comendo bem, ficamos satisfeitos! E estava muito bom, apesar do molho que acompanha a carne ser bem temperado! Pedimos Inca kola para experimentar e ainda pedi um suspiro limeño para experimentar também e gostei bastante (apesar da consistência ser diferente do que eu achava que seria). Gastamos 78 Soles no total. Estávamos alimentados e a minha idéia era visitar o Museo Larco à tarde. Pedimos um Uber e rumamos para o museu, que parece ser um tanto distante da parte mais turística da cidade. Passamos em locais que pareciam bem humildes e ficamos comparando com alguns bairros do Rio de Janeiro. Gastamos em torno de 12 soles no uber. Chegando ao Museu, tem uma rampa bem grandinha para acessá-lo e em seguida, a casa lá em cima. Eles têm um bebedouro com água com rodelinhas de laranja para os visitantes e adorei a ideia. O ingresso foi bem caro, 30 soles cada um, mas o Museu é muito interessante e fiquei encantada com a visita! Como bebi bastante água de graça, achei que economizei na água e gastei no ingresso (hehehe, que vergonha isso, não?!). Esse museu me lembrou bastante o Museo Del Oro em Bogotá, e conta toda a história dos Incas e as regiões onde habitaram. Achei que iríamos visitar tudo rápido, mas como sempre, demoramos um bocado olhando tudo e ficamos cansados. Em uma parte “anexa”, cruzando um jardim central da casa que é o museu, fica a exposição das peças que são representações sexuais... e essas são um tanto divertidas! Nessa hora meu celular deu pane e começou a cair a bateria vertiginosamente. Resolvemos voltar para o hotel de uber novamente (custou 18 soles pra voltar), pra ligar o celular na tomada e recarregar. Encontramos um Pizza Hut grande próximo ao Shopping Larcomar e fomos lá lanchar e desfazer a impressão ruim que ficamos da pizza minúscula que Rodrigo comeu no shopping. Pedimos uma grande para dividir e dessa vez contávamos com mais sabores para escolher! E foi lá que tivemos uma ótima surpresa! O garçom falava espanhol muito rápido, mas conseguimos conversar com ele e responder coerentemente às perguntas. Brinquei com ele que falava rápido e ele brincou com a gente algo do tipo que ele não entendia o português quando falávamos rápido também. Deu um orgulho por estarmos treinando bem o espanhol da gente, sabe?! À noite novamente fazia muuuito frio lá, mas dessa vez estávamos melhor agasalhados! Depois da pizza descansamos porque o dia foi intenso e no dia seguinte tinha mais visitas! No dia seguinte acordamos e pegamos um uber (em torno de 8 soles) e fomos para um sítio arqueológico chamado Huaca Pucllana. São ruínas pré-incas, as visitas são guiadas em espanhol ou inglês e custa 12 soles a entrada. Existe a Huaca Pucllana e a Huaca Huallamarca. Alguns dizem que as duas se complementam e outros dizem que é mais do mesmo. Resolvemos visitar só a que era mais "perto" de onde estávamos hospedados e gostei bastante! A fila para comprar a entrada estava bem grande e achei que iria demorar bastante, mas foi rápido, a próxima visita em espanhol estava começando assim que entramos e foi tudo bem dinâmico e interessante. Ficamos encantados com a visita, achamos tudo muito interessante e bem organizado! Só uma coisa que não tinham falado com a gente antes é que ficamos muito empoeirados. Nossos tênis e barra das calças era só areia no final do passeio! Vão preparados! Foi lá também que compramos a água mais barata de toda a viagem, que custou somente 1,50 Soles na máquina! Ao terminar a visita, fomos procurar um restaurante próximo para comer, mas todos que encontrávamos eram bem caros. Vimos um italiano que era caro... Andamos mais um pouco até um que era a mistura de restaurante chinês e peruano (as famosas Chifás) que tinha visto recomendado em blogs de viagem (não lembro o nome do restaurante agora), mas chegando lá demos uma olhada geral no cardápio e vimos que os preços de cada prato eram mais de 50 soles... desistimos. Pegamos um outro uber até o shopping Larcomar (7,50 soles) e resolvemos almoçar em uma chifá no shopping mesmo, só que essa chifá era uma cadeia de fast food... mas estava gostosinho também e foi mais barato, gastamos em torno de 30 soles nós dois. Após comer, fomos passear mais um pouco. Nossa ideia era ir passeando tranquilo à “beira mar” (só que o beira mar deles é em cima da falésia, o mar fica lá embaixo), e visitar a série de parques que ficam um atrás do outro nesse caminho, que se chama Malecón de Miraflores. Eu tinha separado algumas coisas que queria conhecer: O Parque Del Amor, o Farol, o parque Maria Reiche... Saímos do shopping e fomos andando tranquilos. Os parques são todos muito bem arrumadinhos e limpinhos. As pessoas levam suas crianças e seus cachorros para passear. O Parque Del Amor é um dos primeiros e é bem movimentado de turistas e de vendedores. Seguimos adiante e passamos por áreas arborizadas e lindinhas, quadras de tênis, pelo farol, por mais parques com brinquedos para as crianças, pela pista de parapente... bem, agora só faltava o parque Maria Reiche, que tem a decoração com as flores que lembra as linhas de Nasca... mas onde está?! De onde estávamos, olhávamos mais adiante e parecia que os parques tinham menos gente circulando... tinha umas obras acontecendo próximo e ficamos com um certo receio de continuar e nos darmos mal. O Google apontava que era ali (depois descobrimos que tinha um colégio chamado Maria Reiche ali)... como já estávamos cansados, resolvemos voltar. Por mim voltaríamos à pé novamente, mas Rodrigo reclamava muito que seus pés doíam e queria voltar de uber. Pegamos um uber de volta para o hotel e custou em torno de 7,50 soles. Chegando no hotel fomos descansar um pouco e acabamos pegando no sono. A ideia era conhecer o Circuito Magico del água no Parque de La Reserva. Acabamos rumando para lá um pouco depois do que imaginávamos, para depois comer alguma coisa. Ficamos com medo de deixar para outro dia e acabar perdendo a visita. O uber custou em torno de 13 Soles para lá e o caminho foi bem comprido. O ingresso acho que foi 10 soles para cada. Chegando lá, achamos que era pequeno, mas qual não foi nossa surpresa com o tamanho das fontes e a quantidade de água! E são várias fontes, cada uma com design diferente e cores e músicas, tudo bem legal. Muitas crianças brincando, tem até um parque de diversões lá dentro também. Visitamos todas as fontes que víamos e tiramos fotos com todas. Algumas fontes são interativas. Existe uma que é um túnel que podemos entrar e não nos molhamos. E outra, que quando a água abaixa, conseguimos andar até o meio e ficar lá dentro assistindo o show das águas sem nos molharmos (teoricamente) e quando a água abaixa de novo, saímos de lá. Bem, eu fiquei um tempo ganhando coragem para entrar nessa fonte, pois não preciso nem dizer que estava muito frio e eu não queria me molhar pra ter que passar mais frio depois, né ?! Quando ganhei coragem e entrei, descobri que nessa fonte a água que vem de cima não molha a gente, mas quando ela bate no chão (que tem uma grade de ralo), ela respinga e molha a barra da calça e o sapato da gente todo. Concluindo: fiquei com os pés todos molhados e passando frio! O Rodrigo ia depois de mim e acabou desistindo, para não passar frio também. Depois disso, resolvemos ir embora e nesse momento foi um pouco difícil de pegar o uber, pois tinha muitos táxis em volta da saída do parque, mas conseguimos e o uber custou 12,50 soles. Fomos para a La lucha Sanguchería Criolla novamente comer os gostosos sanduíches com o maior prazer, de novo. Esse dia também foi intenso: nos empoeiramos de manhã e nos molhamos de noite... Mas descansamos para no dia seguinte passear mais.
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