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debalves

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Sobre debalves

  • Data de Nascimento 30-01-1981

Bio

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    Fisioterapeuta

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  1. https://www.mochileiros.com/topic/50982-berlim-praga-munique-füssen-em-11-dias-de-05-a-15-de-setembro-2016/
  2. Olá Benjamim! Eu viajei para a Alemanha em 2016 com meu marido, mas fomos só para Berlim e Munique, Morro de vontade de conhecer Colônia e Frankfurt, mas vai ficar para uma próxima vez. Ficamos 4 dias em Berlim, mas achei a cidade muito legal e ficaria até mais dias! Dá pra fazer tudo com o transporte da cidade, não precisa alugar carro para dentro da cidade não. De uma cidade para a outra, já que não dirigimos, fomos de ônibus, que era mais barato do que o trem e tão bom quanto, gostamos bastante. Se quiser pegar alguma dica no meu relato, esteja à vontade!
  3. No trem indo a Machu Picchu Um pouco da vista do caminho Entrada (depois que desce do ônibus) Não sabia o que nos esperava A vista, no início, era assim Subimos um pouco e... Uaaaauuu Andamos mais um pouco e mais Uau! A vista tipo cartão Postal! A guia que tirou essa foto legal! Mais uma foto tirada pela guia que sabe quais são os "hot spots" Mais uma da série expectativa (vazio) X realidade (cheio de turistas) Entrada para a cidade... e a lhama fofa fazendo pose! Entrada para a cidade Passeando... Passeando... Passeando... Passeando... Passeando... Passeando... Passeando... Conseguimos uma selfie com a lhama láááá longe Não existem só as lhamas passeando por lá, vimos também chinchilas! É hora de dar tchau...
  4. E finalmente estamos chegando ao fim do relato! Desculpem a demora, estávamos passando por alguns problemas com familiares, mas agora tudo está mais tranquilo e posso continuar! No dia seguinte acordamos muito, mas muito cedo, pois a van da Condor travel iria passar por volta de 5h da manhã no nosso hotel para nos levar a Machu Picchu. No café da manhã do hotel parecia que só tínhamos nós comendo, nos aprontamos na maior velocidade que conseguimos, tendo em vista que estávamos bem cansados, e assim que terminamos de comer, a guia (que falava português) apareceu para nos levar (e mais um outro casal que estava no nosso hotel também) para a van. Fazia um frio daqueles, com direito a usar cachecol, gorro e luvas! Seguimos com a van até outro hotel para pegar um outro casal mais velho que nós e depois seguimos para Ollantaytambo, de onde saía o trem para Machu Picchu. Foram umas 2 horas de viagem até lá. Quando chegamos, a guia pediu para ficarmos com os bilhetes na mão, nos levou até a estação, entramos, seguimos para uma sala de espera e ficamos esperando, sentados em um banco, o horário do nosso trem. No meio do caminho passamos pelo grupo de hispanohablantes dos dias anteriores e cumprimentamos eles, um cumprimento muito alegre, ficamos felizes! Na sala de espera tinha banheiro e a guia falou que poderíamos ir, mas eu estava um pouco ansiosa, com medo de perder o trem e o Rodrigo não estava ainda com vontade, não fomos. Notamos que tinha uma tela com os horários de saída e os números dos trens. A toda hora vinha alguém da Condor Travel conferir o horário dos nossos tickets, foram acho que uns 3 guias diferentes. Eles orientaram o outro casal que estava conosco a pegar o trem que estava saindo naquele momento e nós continuamos com o outro casal, que tinha já um pouco de idade, na sala de espera, cheia de gente. Foi quando percebemos que chegou um novo trem, e era o nosso trem, e ele já ia sair e chegou uma moça da empresa do trem segurando uma placa com o número e falando para todos acompanharem ela. O casal que tinha mais idade não percebeu e já ia ficando para trás, porque nessa hora todo mundo da Condor Travel sumiu e ninguém nos orientou! Sorte que o Rodrigo foi lá falar com eles, para eles irem também, já que o trem deles era o mesmo que o nosso. Seguimos a moça, mostramos o ticket do trem, entramos no trem, procuramos nossos lugares e graças a Deus deu tudo certo. Fiquei meio tensa e chateada com a falta de assistência nesse momento. A viagem de trem foi muito bonita, não conseguia desgrudar os olhos da janela! A uma certa hora, serviram lanche, que era uma bebida que poderíamos escolher (ou suco, ou chá ou café) e um pedaço de bolo que era bem gordinho. Chegamos de trem na cidade de Águas Calientes (também conhecida como Machu Picchu Pueblo) e quando saímos do portão, encontramos a nossa guia (Wilma, também muito apaixonada pela história de seu povo) procurando pela gente. Parece que só faltava a gente para completar o nosso grupo. A guia falava português e o nosso grupo todo era de brasileiros. Encontramos nossos amigos hispanohablantes no meio do caminho com um guia falando em espanhol e o Rodrigo ficou chateado, porque queria um guia falando Espanhol também, mas eu fiquei bem tranquila, porque por um momento não teria que fazer tanto esforço pra entender o que era dito! A guia nos perguntou se queríamos ir ao banheiro e estávamos apertados e acabamos indo ao banheiro e atrasando um pouquinho o grupo, pois a fila estava grande. Depois de atrasar um pouquinho o grupo, este seguiu com a guia explicando como era essa pequena cidade e onde iríamos almoçar, (o almoço já estava incluído no preço). Seguimos por umas ruelas e fomos parar em uma rua mais larga onde tinha o ponto do ônibus para subir para Machu Picchu. Mostramos o ticket do ônibus, pegamos o ônibus (que diga-se de passagem achei que estava bem quente lá dentro e suei, toda encasacada que estava, e arranquei fora o casaco... todo esse passeio foi um tira-e-põe de casaco infinito, pois a gente fazia esforço para subir os degraus e eu ficava com calor e tirava o casaco, ficava parado, eu ficava com frio e colocava o casaco!) e o ônibus seguiu em zigue-zague bem rapidinho até a porta do parque. Vista bem bonita pela janela também. E finalmente chegamos! Descemos do ônibus e enquanto algumas pessoas foram comprar água e ir ao banheiro, a guia foi carimbar nossos passaportes com o carimbo do Machu Picchu. Nós que não fomos ao banheiro ficamos conversando com umas senhorinhas do grupo que viajaram com o sobrinho e que estavam bem animadas. Confesso que a princípio, muito antes da viagem, achei meio bobo carimbar o passaporte, um documento, com o carimbo do Machu Picchu... mas depois gostei da ideia e fiquei bem feliz em tê-lo no meu passaporte, ele é lindinho! Hehehe Seguimos para uma pequena porta de entrada e depois de passar pela roleta com os tickets do parque, a guia já seguiu nos explicando a história de Machu Picchu. No início tem uma vista bonita das montanhas ao redor, uma casinha, uns degraus de pedra, uma lhama comendo graminha ao longe e a guia nos levou mais adiante, quando todo mundo subiu os degraus de pedra e aí todos fizeram “uau!” Foi nossa primeira vista panorâmica (e primeira foto da vista) da cidade. E aí a gente pensa de tudo: em como valeu a pena todo o esforço para estar ali, em como a civilização antiga nos surpreende, em como Deus é grandioso... em tudo! Seguimos o caminho subindo degraus de pedra e a cada momento era um “uau” diferente. E a guia explicando toda a história do lugar. Foi um tanto cansativo todo o trajeto de sobe e desce de escada de pedra, mas valeu a pena! Em outros momentos tivemos mais surpresas com a vista novamente... A vista é magnífica, a história do povo é espetacular e todo o legado é grandioso! Só vimos (e tiramos fotos) das lhamas de longe... eu queria fazer um selfie (sem a lhama cuspir em mim) mas não consegui! Não levei cusparada, mas também não fiz a selfie! O melhor momento é aquele que a gente chega onde tem a vista do tipo “cartão postal”... é sem palavras pra descrever a grandiosidade do lugar! É simplesmente magnífico! Existem milhares de turistas poluindo a foto que você está tirando, do local magnífico, mas afinal de contas, você também não é turista e também não está poluindo a foto dos outros?! Ficamos brincando que iríamos substituir os turistas das fotos por lhamas. Engraçado foi que eu achei que o sobe e desce iria ser pior... mas não tivemos nenhuma reação com a altitude, porque Machu Picchu é mais baixo que Cusco, então estávamos no lucro! Depois de nos maravilhar com a vista da cidade por fora, foi a hora de explorar por dentro. Passamos pela porta e a guia foi nos levando pelo labirinto que é aquilo tudo e nos explicando cada canto que dava pra visitar. Muito legal! Existem alguns lugares que dizem ter energia, por terem sido locais de culto aos deuses, e a gente aproveitava para ficar com as mãos postas, "pegando" a energia do lugar... já que estávamos lá, vamos aproveitar! Não dá pra descrever tudo o que foi explicado e visto lá, tem que ir para experimentar. Não sei se senti uma energia de outro mundo, só sei que fiquei muito feliz por estar vivendo e conhecendo de perto tudo aquilo! Eu gostaria de ressaltar também a parte que eu achei incrível como tinha tanto turista da terceira idade lá e todos subindo e descendo aqueles degraus de pedra todos lá na maior disposição... será que é mesmo a energia do lugar que revigora as pessoas?! Quando terminou a visita, não queria sair... saí com o coração na mão... Pegamos a fila para o ônibus de volta, cansados e com fome... Acho que era perto de 13h... Ah! Levamos alguns biscoitinhos do café da manhã para o caminho e também levei uma garrafa d’água de 700ml (que levei do Brasil e fiquei carregando para cima e para baixo nessa viagem) que enchemos com as garrafinhas menores no hotel, porque li que eles não deixavam entrar com garrafas pet... Mas não se estressem com isso! Eles deixam entrar sim! Não vi lixeiras dentro do parque (só do lado de fora) mas as pessoas respeitam e não vi ninguém jogando lixo pelos cantos, as pessoas guardavam e jogavam nas lixeiras do lado de fora. Também não tem vendas do lado de dentro, então quem estava sem água comprou antes da entrada do parque, no lugar onde é o “ponto final” dos ônibus. Bem, seguimos de novo em zigue-zague no ônibus até Águas Calientes (que acho o nome mais bonitinho que Machu Picchu Pueblo) e seguimos conversando com o outro casal que estava no mesmo hotel que a gente e no mesmo grupo com a guia que falava português, até o restaurante. O restaurante era self-service e tinha umas comidas muito bonitas e boas. Não lembro agora o nome... Acho que era El Mapi. O grupo dos hispanohablantes estava lá também, em uma mesa no fundo, mas como já estávamos conversando com o outro casal simpático de brasileiros, de Rondônia, seguimos naquela mesma mesa. Depois do almoço deu uma lombeira, mas nos despedimos e fomos a feirinha que tinha perto, ficar olhando lembrancinhas até a hora do nosso trem partir. Próximo da hora do trem partir, entramos na estação e perguntamos para um funcionário em qual porta tínhamos que entrar e este indicou 4-5. Ficamos em frente ao local indicado, esperando a porta abrir e vimos que a 6-7, que era na lateral esquerda, já estava aberta, com muita gente passando. Vi o casal de mais idade que veio no mesmo trem que a gente nesse mesmo salão sentado em umas cadeiras. O Rodrigo viu que tinha duas moças que não falavam espanhol tentando se comunicar em português com as pessoas mas ninguém entendia elas e fomos ajudar. Era o mesmo trem que o nosso e falamos para elas aguardarem ali também. Até que chegou uma funcionária da Condor Travel, riscou nossos nomes em um papel na prancheta, perguntei pelo nosso trem e ela falou para aguardarmos ali e sumiu. Achamos estranho que a hora estava passando e nada do portão 4-5 abrir. E foi então que passou uma outra funcionária da empresa de trem, conferindo os tickets das pessoas no meio do caminho e falou para seguirmos pelo portão 6-7, pois era aquele mesmo e o trem já ia partir! Falamos correndo com as moças que também estavam perdidas e saímos correndo desembestados para o trem. Quando subimos no trem, dei graças a Deus que deu tempo... Mas o trem ainda demorou quase 1h pra sair em direção a Ollantaytambo! Nem precisava tanta correria! E ficamos novamente chateados com a Condortravel que nos deixou na mão na orientação quanto à saída do nosso trem! A vista da volta foi igualmente espetacular! Teve apresentação de dança dentro do trem e também teve lanche. Chegamos em Ollantaytambo mais tarde que o previsto, com o céu já escuro, procuramos e não encontramos ninguém da Condor Travel. Fomos no banheiro, estávamos apertados, e na saída do banheiro, o Rodrigo encontrou um dos guias da Condor Travel., que nos levou até o lado de fora e nos deixou junto com aquele mesmo outro casal simpático do nosso hotel, que ficamos conversando. Ele perguntou se estávamos junto com uma outra pessoa de nome Rogério, se não me engano... Não sabíamos dessa pessoa, mas ficamos imaginando se não era o casal de mais idade que estava com a gente! Coitados! Será que perderam o trem da volta?! E agora?! Na hora de correr, eu nem lembrei que tinha visto eles sentados esperando também! O guia ainda esperou mais um pouco, mas depois resolveu nos levar de van para Cusco e deixou um outro guia, amigo dele, lá esperando mais um pouco. Seguimos de van de volta de Ollantaytambo para Cusco, com o caminho escuro e nós cochilando, por umas 2h. Ao chegar no hotel o tempo já estava frio e nós muito mais cansados! Procuramos um lugar para comer que ainda estivesse aberto, pois já estava um pouco tarde, pra voltar para o hotel de novo e descansar, pois o dia seguinte seria o da volta. Comemos massa na Trattoria Adriano e reencontramos lá as senhorinhas do passeio, que estavam com o sobrinho, de novo. No dia seguinte, tinham acabado os passeios e era só nos aprontar para voltar. O problema é que a Avianca mudou o horário do nosso voo e os voos que eram um após o outro ficaram com um tempo grande de conexão e nós iríamos ficar sem fazer nada, uma incrível perda de tempo. O Check out do hotel era de manhã, tomamos café, arrumamos a mala, saímos e ficamos fazendo hora dando um último passeio na cidade. Depois compramos um lanche e voltamos para o hotel. No hotel, o transfer da Condor Travel nos levou para o aeroporto, pegamos o voo para Lima (que como eu disse, a Avianca fez o favor de mudar o horário e nos deixar mofando no aeroporto de Lima) e no aeroporto de Lima ficamos esperando de 15h até 21h, quando pudemos finalmente voltar para o Brasil, pra chegar só pela manhã aqui, mortinhos! Reencontramos no aeroporto as senhorinhas com o sobrinho de novo e o casal de espanhóis, todo mundo voltando para suas cidades. Foi uma longa espera, mas a viagem toda valeu a pena, voltamos muito mais ricos de conhecimento e experiências fascinantes! Nós gastamos em média, por dia, para o casal, em torno de 150 soles (contando deslocamentos, comida, água e souvenirs), em alguns dias gastamos um pouco mais e em outros, um pouco menos. O câmbio estava mais ou menos 1 Sol = 1,22 Reais. Espero que tenham gostado do meu relato e que eu possa ter ajudado em algum planejamento de viagem! Se quiserem perguntar alguma coisa, é só falar! Então por hoje é só e até a próxima viagem!
  5. Nós em Moray O grupo descendo e subindo morro Mais de Moray Nós e as Salineras de Maras Maras - quando você olha as fotos e acha que não tem quase nenhum turista... Na entrada de Ollantaytambo Ollantaytambo Subindo atrás do guia (de boné e mochila) Vista lá de cima (estão vendo uma "casinha" no meio da montanha que está bem de frente?! Nos explicaram que é como se fosse um refrigerador deles, pra guardar comida e ficar fresquinha Rodrigo tirando a foto Subimos mais... Lá em cima, pedras imensas e de formatos cheios de significado... Mais da parte de baixo do sítio arqueológico E mais da parte de baixo de Ollantaytambo, como eram as casinhas na época dos Incas.
  6. No dia seguinte acordamos moídos e com muito sono... nosso novo quarto do hotel, agora no terceiro andar, ficava de frente para a rua e para o Qoricancha. A vista era linda, mas não dormimos nada com o barulho da rua, muita gente querendo badalar (ainda mais que foi sábado!), fazendo muito barulho de madrugada. Nos aprontamos, tomei mais chá de coca no café da manhã (e sempre com as balinhas na bolsa) e fomos para o saguão esperar o guia, antes das 8h da manhã. Esperamos, esperamos... chegou 8:30 e ninguém apareceu. Rodrigo falou para ligarmos para a Condor Travel para saber o que tinha acontecido e pedi para ele falar em espanhol com eles, porque eu já tinha falado no dia anterior. O hotel ligou para a empresa novamente para nós, e após explicar pelo telefone o que tinha acontecido, ele falou que uma senhora (deve ter sido a mesma que me atendeu no dia anterior) ficou brigando com alguma outra pessoa pelo telefone (que a gente acha que era o guia) e depois falou que um rapaz iria nos buscar de táxi no saguão do hotel, pela Condor Travel. Achamos estranho, mas não tinha como ser diferente. Ficamos esperando e depois de alguns longos minutos (já não tinha mais nenhum turista esperando por seus passeios no saguão do hotel, só nós mesmo), apareceu um rapaz bem moreno, com cara de inca... ou melhor, de índio peruano, perguntando pelos nossos nomes. Nos apresentamos, o seguimos e entramos no carro, que tinha uma plaquinha de táxi em cima. O carro seguiu pelas ruas de Cusco, o motorista mudo, ouvindo reggaeton e de vez em quando cantava junto com a música. Ele parou em um sinal de trânsito e saiu do carro e tirou a plaquinha de táxi em cima do carro, guardou na mala... Nos entreolhamos Rodrigo e eu. O carro continuou, motorista mudo, reggaeton tocando no rádio, passou acho que por todas as ruas de Cusco, começou a subir ladeiras, chegou em um lugar muito, mas muito pobre, calçadas de terra, lixo por todo lado, cachorros revirando o lixo, vendinhas de frente para a estrada, casinhas sem acabamento, muita gente simples transitando. Parou no sinal de trânsito. Nos entreolhamos de novo... fiquei olhando os ônibus que passavam e se algum tinha escrito alguma coisa que se parecesse com “centro da cidade”, pra caso a gente ficasse perdido por ali, pedir carona e poder voltar. Rodrigo disse pra mim depois que ficou pensando que se fôssemos largados por ali,poderíamos ser depenados em 1 minuto. Toda a população local tinha face de índio peruano e nós não. O carro continuou e passou por alguns lugares mais rurais e continuamos tensos. Até que entramos em uma localidade mais urbana (Que depois vi que era Chinchero) e o motorista parou o carro e ficou ligando de celular para vários contatos... e nós ainda tensos. Até que ele descobriu que tinha que falar com um tal de Jorge. E aí ele ligou para o Jorge pra perguntar onde o mesmo estava. Descobriu o nome da rua, mas não a encontramos. Fomos para frente e voltamos no retorno umas duas vezes e nada... Ele começou a perguntar para os locais onde ficava a rua e ninguém sabia onde ficava. Foi até engraçado, porque ele chamada todos os senhores de "papi". Até que ele ligou de novo para o Jorge e pediu por uma localização melhor e o Jorge ficou nos acenando na esquina da rua, quando passamos por ali o achamos. O carro entrou na rua, parou perto da van, agradecemos e saímos para entrar na van. O guia, que era o tal do Jorge, ficou brincando que estávamos atrasados e eu não gostei da brincadeira, afinal o erro não foi nosso. Entramos na van e qual não foi nossa surpresa ao ver que quase todas as pessoas do passeio de ontem estavam na van novamente?! Adoramos! Fizeram festa quando entramos e ficamos felizes. Estavam os mexicanos, os colombianos e o casal espanhol. Nos perguntaram o que tinha acontecido e falamos que não sabíamos, tinham nos esquecido no hotel, e foi aí que o casal mexicano comentou que isso também aconteceu com eles no dia anterior, por isso que chegaram atrasados no Qoricancha. Perguntamos o que tínhamos perdido do passeio até ali e o casal colombiano nos informou que eles tinham visitado uma outra comunidade de produção de lã de alpaca, vicunha, etc, parecida com a do dia anterior. Seguimos de van para a próxima parada, passando por paisagens mais rurais. Chegamos em Moray. Chegando lá, o guia nos informou que teríamos que comprar um novo boleto parcial de entradas (com os tickets dos lugares que iríamos visitar naquele dia, diferente do que tinham nos dado no dia anterior) por nossa própria conta e depois a empresa ia reembolsar... O guia nos deixou na fila e entrou com o grupo. Ficamos chateados, mas acabamos aceitando... mas ficamos mais chateados ainda quando descobrimos que após enfrentar toda aquela fila de compra de ingressos, eles só aceitavam a compra em dinheiro vivo (não aceitavam cartão) e tínhamos quase o valor todo em Soles (faltava tipo uns 20 soles pra gente)... sorte que o Rodrigo tinha levado todos os soles que tínhamos e mais alguns dólares. Como iríamos fazer?! A vendedora do guichê falou que poderíamos trocar o dinheiro lá dentro. Entramos, a contragosto do pessoal que fica organizando a entrada, e explicamos que tínhamos que trocar o dinheiro. Nos indicaram uma portinha de uma casa, entramos e o lugar estava meio vazio, com umas cadeiras apenas e entrou também um rapaz com uma pochete que falou que poderia trocar o dinheiro pra gente. Fez um câmbio horrível pra gente, mas não tínhamos outra opção. Trocamos o que estava faltando e voltamos para a bilheteria. Fiquei na fila pra segurar o lugar (a fila estava pior do que antes) e Rodrigo foi direto ao guichê, a moça aceitou que ele furasse a fila e lhe entregou as entradas. Agora sim, entramos direitinho, com os funcionários da entrada fazendo uma cara melhor, furando o ticket referente ao sítio arqueológico visitado. Avistamos o grupo e fomos nos encontrar com eles. O guia novamente brincou que éramos os “atrasadinhos” e recomeçou a explicar a história do lugar. Fiquei chateada com aquela brincadeira, pois não éramos os culpados por estarmos atrasados. O guia explicou que Moray tem várias plataformas circulares que a princípio achavam que eram anfiteatros. Mas depois chegaram à conclusão que funcionavam como um centro de pesquisa agrícola, onde cada nível oferecia um ambiente climático diferente e servia para cultivar diferentes plantas de forma experimental. Eles eram regados por meio de complexos sistemas de irrigação. Tudo muito interessante. Nos levou morro abaixo para ver de perto um dos sistemas de plataforma e disse para sentirmos a energia do lugar, respirar profundamente 3 vezes e nos darmos as mãos para fazermos uma corrente de energia. Infelizmente não é possível mais entrar nessas plataformas... Mas nos contentamos em ver do lado de fora. Subimos novamente morro acima e visitamos mais dois desses complexos de longe, tiramos várias fotos e voltamos para a van. Entre um complexo e outro de plataformas, o guia perguntou se estávamos lá ou tínhamos ficado para trás de novo, brincou novamente que éramos os atrasados, pois às vezes ficávamos tirando fotos e chegávamos por último. Foi aí que não aguentei e falei que a culpa não era nossa, pois estávamos no lugar combinado, na hora certa. O guia deve ter ficado sem graça e ficou brincando com a gente sobre outras coisas e perguntou de onde éramos e ficou falando bem de nossa cidade.. Mas não deixei de ficar chateada com a situação. Seguimos em direção às Salineras de Maras. No meio do caminho, o guia ia explicando o que iríamos visitar, mas diferente do guia do dia anterior, não tinha microfone e era difícil pra nós entendermos o que ele falava com o barulho da estrada, ele lá na frente da van e nós lá atrás porque chegamos por último. A caminho de Maras, paramos em um mirante, para olhar de longe e vimos como o lugar é lindo! Foi nessa hora que o guia explicou que iria nos ressarcir o dinheiro do ticket e depois a empresa pagava pra ele. Foi nos dar o dinheiro no mirante, mas estava ventando muito e até falei pra tomar cuidado para o dinheiro não voar! Ficamos mais tranquilos, mas não menos chateados com toda a situação. Entramos nas Salineras (não precisava daquele ticket parcial. O guia nos deu um papelzinho, que era como um ingresso, mas ninguém nos pediu nada na entrada) e o guia nos explicou que a água corre pela montanha e vai “coletando” o sal da terra, pra em seguida encher os platôs na montanha e quando a água evapora, o sal fica nos platôs, a comunidade coleta e vende produtos com esse sal. Tudo é perfeitamente posicionado, até quando o sol bate na montanha, ele também ajuda nesse processo. Incrível! Tiramos várias fotos e, experimentamos alguns produtos da feirinha, o guia nos convidou a experimentar a água que corria na canaleta e ver como era salgada. Falei que tinha dificuldade em me abaixar por causa da coluna e a colombiana me perguntou o que eu tinha... err... ahnnn... como se explica em espanhol hérnia de disco?! Falei em português e ela me entendeu, porque é praticamente igual! Hehehehe. Ela me explicou que também tinha e o tratamento que ela tinha feito e que fazia Pilates... Ih, eu também! Hehehe! Acabou que abaixei e experimentei a água salgada e quentinha e o Rodrigo me “guinchou” pra cima (ahahaha que vergonha!), pois além da dor em abaixar, de tanto evitar abaixar pra coluna não doer, as pernas não estão tão fortes como antes! Bem, após ficar algum tempo lá nas salinas, voltamos para a van e o guia nos explicou que iríamos almoçar pra depois ir a Ollantaytambo. A van seguiu e entrou no meio da estrada em um restaurante que não lembro o nome, que era como uma grande casa com jardim bonito. É daqueles restaurantes que se paga um preço fixo e pode se servir do que quiser. Estava tudo muito gostoso e comemos muito. As bebidas pagava à parte. Nos serviram Pisco Sour como cortesia e brindamos. Após comer e pagar as bebidas, seguimos para a van e fomos para Ollantaytambo. Pegamos um pouco de trânsito na entrada da cidade, a van estacionou, percorremos um caminho entre uma feirinha e entramos no sítio arqueológico apresentando o ticket parcial novamente para ser furado no lugar da visita. Eu tinha uma ideia diferente de Ollantaytambo antes de entrarmos. Achei que seria igual a Sacsayhuaman, como uma fortaleza... mas fiquei muito surpresa ao ver que era uma cidade, as pedras eram iguais, mas eram diferentes! Hehehe! E era uma cidade linda! Subimos vários degraus e parávamos em alguns pontos estratégicos para o guia nos explicar sobre a cidade e como ela prosperou e como tudo funcionava. É difícil transmitir tudo o que ele nos falou, só posso aconselhar que vocês vão e sintam, vejam tudo e ouçam todas as explicações com seus próprios olhos e ouvidos. O guia nos explicou que o lugar onde estávamos tinha formato de lhama e nos convidou a subir mais ainda até a suposta cabeça da lhama e eu virei para o Rodrigo e falei “não quero”, fazendo careta. Confesso que tive muito medo de subir aqueles degraus irregulares todos de pedra, com a minha coluna do jeito que está... Mas até que ela se comportou muito bem! E eu já falei que o nosso guia era um senhorzinho?! Pois é... e ele ia com o cajado dele subindo, no ritmo dele, devagar e sempre... E eu aproveitava pra ir atrás, pois o ritmo dele estava bem bom pra mim! Hahaha Subimos até quase e o céu e eu não cansava de me surpreender com o lugar! Descemos todos os degraus novamente até um outro pedaço do sítio, onde mostrava como eram as casinhas na época dos Incas e nos reunimos novamente e o guia nos agradeceu a todos por estarmos ali. Voltamos para a van em seguida e voltamos nosso longo caminho de volta para Cusco, primeiramente conversando todos sobre os países de todos nós que lá estávamos, as comidas, as culturas, tudo. E todos anotaram o nome do guia Jorge para ligar para a Condor Travel para pedir para no dia seguinte ser o mesmo guia do grupo novamente. Confesso que não morri de amores pelo guia não e chegamos tão cansados que acabamos não ligando para pedir nada. A van deixou os colombianos em um ponto no meio do caminho, em ollantaytambo mesmo, onde iriam ficar para no dia seguinte irem a Machu Picchu. Depois deixou os mexicanos e os espanhóis em um hotel bem bonito em Urubamba (outro lugar no meio do caminho), parecendo um sítio, para igualmente irem a Machu Picchu no dia seguinte e voltamos nós (Rodrigo e eu), o guia e o motorista para Cusco, cochilando, cansados, mas satisfeitos com o passeio legal que fizemos (e passamos por todos aqueles lugares de novo que passamos com o rapaz do táxi na ida, agora na volta!). Voltando para Cusco, seguimos para o restaurante que tínhamos procurado no dia anterior chamado Hanz Homemade Crafts And Beers, um lugar pequenininho, mas muito ajeitadinho e que o dono (um oriental muito simpático) faz questão de mimar os clientes. Ele serve água para purificar, antes da alimentação, e dá um uma frutinha de presente no final. Pedimos sanduíches que estavam bonszinhos, comemos e voltamos para o hotel, com um frio de rachar nas ruas. Descansamos, para no dia seguinte, conhecer a cereja do bolo: Machu Picchu!
  7. Consegui ler tudo, com um certo atraso, mas li! [emoji122] e adorei! Muito bom! Viajei junto com vocês!
  8. Nós e a Catedral A catedral Mais da praça Mais da praça, que é linda Nós e a fonte com o Inca Almoçando com vista para a praça Qoricancha Dentro do Qoricancha Mais de dentro do Qoricancha Sacsayhuaman sacsayhuaman Subindo para o mirante Nós no mirante Descendo... a vista é incrível! Puca Pucara Qenqo Entradinha que dá medo Onde faziam a mumificação tentando sair rapidinho! Hehehe Explicação sobre os tecidos Comendo pizza
  9. No dia seguinte acabei acordando cedo, com muito barulho de mala e turista conversando no corredor no quarto que nos deram, com duas camas de solteiro, no térreo. Fiquei muito chateada com isso... Tínhamos um City tour programado para a tarde, então tomamos café (decidi por tomar chá de coca com menta, que era bem bonzinho, pra dar uma “turbinada”) e fomos andar pelo centro da cidade e tirar algumas fotos. Fiquei com receio de durante o City tour não ter tempo de tirar as fotos com calma e foi muito bom ter feito isso, porque realmente na hora do city tour, essa parte foi um pouco corrida. Antes disso, fiquei tentando entrar em contato com a empresa dos passeios (a Condor Travel), pelo Whats App e pelo e-mail sem sucesso, então pedimos ajuda para a recepção do hotel para ligar para a empresa e fechar o passeio para Moray e as Salineras de Maras. A recepcioista ligou para a empresa e depois de algumas tentativas, conseguiu e me passou e eu tive que falar em espanhol pelo telefone com a atendente, o que foi um desafio... Mas consegui me fazer entender e entender o que era dito pra mim também. Depois de me passarem de um atendente a outro (uns 3), consegui fechar o passeio com uma senhora que não lembro o nome, acabei optando por pagar pelo cartão de crédito, o que seria mais prático, e ela falou que no dia seguinte, o guia estaria passando entre 8h e 8:30 no saguão do hotel e tiraria cópias do passaporte e do cartão de crédito. Então, tudo resolvido, fomos passear... mas qual não foi nossa surpresa quando a recepção do hotel nos perguntou se éramos nós que queríamos trocar o quarto e que teríamos que deixar nossas coisas arrumadas para trocar o quarto?! Pensei: “pronto, é agora que não vamos mais passear”... Voltamos e arrumamos nossas coisas que já estavam espalhadas, jogamos tudo dentro da mala de novo e eles falaram que eles mesmos iam levar de um quarto a outro, quando o outro estivesse pronto. Ficamos tranquilos (a mala estava trancada), e só aí fomos passear. Caminhamos devagar, sentindo agora uma leve dor de cabeça e de vez em quando meu estômago ficava um pouco embrulhado... mas nada terrível não. Tiramos várias fotos no centro histórico, na praça onde tem a Catedral de Cusco e a Igreja da Companhia de Jesus e a fonte com a estátua em homenagem ao Inca Pachacuti que foi um dos governantes mais importantes do império inca e o grande responsável pela expansão e prosperidade desta civilização. Tentamos entrar na Igreja da Companhia de Jesus, achando que era a Catedral, mas era pago e eu achei caro para nós dois (não lembro o valor), o Rodrigo falou para eu ir sozinha, mas acabei desistindo. Entramos em uma feirinha para olhar os artigos e fomos procurar um lugar para comer, pois era umas 11h e o city tour era por volta de 13h (e ainda tínhamos que voltar até o hotel pra encontrar o guia lá). Procuramos no Google e no Trip Advisor, mas todos os restaurantes bem recomendados e baratos ficavam em ladeiras bem íngremes e não nos arriscamos a subir nesse segundo dia. Achamos na internet a recomendação de um restaurante oriental, que nem lembro mais o nome, mas quando chegamos lá, não tinha mais nada no lugar (dava pra ver pela porta de vidro) e estava fechado. Achamos então a recomendação de um restaurante chamado Hanz Homemade Crafts and Beers, mas tivemos dificuldade em achar a porta deles e depois desistimos, pois parecia uma hamburguería e eu queria comer comida e não lanche. Andamos para lá e para cá e tudo o que víamos, em todos os restaurantes, os preços eram por volta de 40 Soles cada prato ou mais caro... achávamos caro... fomos abordados inúmeras vezes por funcionários dos restaurantes que queriam que entrássemos, mas dizíamos que não, até que vimos que era próximo de meio dia, nos demos por vencidos e aceitamos entrar em um restaurante que um rapaz simpático que nos abordou, nos indicou. Ele disse que poderíamos sentar no balcão, com a vista para a praça... subimos uma escadinha meio escondida e chegamos lá em cima, um salão cheio de mesinhas, decoração interessante e o balcão, que achei por fora que era maior, com as mesinhas... O nome do lugar era La Estancia Andina Grill. Depois percebi que os restaurantes dos lados tinham todos esse mesmo balcão! Pedimos trutas, o Rodrigo com um acompanhamento de quinoa e eu com legumes. Trouxeram uma entradinha com milho seco, batatas chips, batata doce chips, e outras coisinhas mais, e demorou... mas demorou pra servir os nossos pratos e ficamos impacientes, pois tínhamos hora para o passeio. Assim que serviu, tínhamos uns 15 minutos para comer e mais 10 para andar até o hotel de volta. Comemos até no tempo certo, rapidinho, e estava bem gostoso, não posso me queixar! Pedimos a conta e... demorou de novo... aí levantamos para indicar que tínhamos pressa e a senhora, que parecia a dona, falou com impaciência que poderíamos ficar esperando sentados, mas falamos que tínhamos pressa. Pagamos e voltamos praticamente correndo até o hotel. Ao chegar no hotel faltando tipo uns 3 minutos para as 13h, a recepção do hotel nos avisou que nós teríamos que estar presentes na troca da mala, de quarto. Ficamos tensos, e falamos que tínhamos o passeio, ao passo que o hotel falou que assim que o guia chegasse, nos avisavam e pediam para ele esperar. Acompanhamos o funcionário, abrimos a porta do quarto, ele pegou nossa mala e ficamos esperando o elevador, que não chegava de jeito nenhum. Ele resolveu subir de escada com a mala no ombro e nós subimos atrás (fiquei preocupada em subir as escadas rápido e na altitude, mas não sentimos nada, graças a Deus). Deixamos a mala no quarto e aproveitamos para ir no banheiro rapidinho. Quando estávamos saindo do quarto, o telefone tocou, nos avisando que o guia estava nos esperando. Ufa! Deu tempo! O guia do passeio era muito, muito simpático. Se eu não me engano, o nome dele era Joseph. Contava apaixonadamente a história da cidade. Ele falou que sabia falar um pouco de português e poderia fazer isso para nós, mas dissemos que estava bem ele falar em Espanhol porque queríamos treinar os ouvidos (e conseguimos entender o Espanhol, quando falam devagar, muito melhor do que conseguimos falar em espanhol). Passamos em outros hotéis para pegar outros turistas: Um casal de idosos com uma filha jovem espanhóis de Pamplona (que disseram que no dia seguinte iriam a Machu Picchu), um casal jovem de Jerez, na Espanha também e um casal jovem Colombiano. Seguimos o passeio e o primeiro lugar de parada foi o Qoricancha. Distribuíram alguns fones de ouvido, os tickets de entrada (o nosso foi parcial, enquanto o dos outros foi total, achei estranho, mas não falei nada na hora, achei que iam nos dar o restante depois) e fomos adiante. Chegou um casal novo também que levaram para lá para junto de nós na entrada e depois descobrimos que eram paraguaios. Fiquei encantada com a visita feita pelo guia do Qoricancha e tudo que foi contado sobre a história do lugar e dos Incas... É surpreendente a história desse povo! No meio da visita mais um casal chegou e o guia até pediu desculpas pela confusão que tinham feito com eles. Era um casal novo também, do México. Saindo do Qoricancha, seguimos para Sacsayhuaman. Chegando lá, o guia explicou a história do lugar, que se acredita ter sido um forte, e visitamos por fora, observando as paredes com aquelas pedras enormes, que foram montadas como em um quebra cabeças... o guia falou que tinha uma subida para um mirante e quem não quisesse ir ou não aguentasse no meio do caminho, que iríamos voltar pelo mesmo caminho, então poderia esperar. Mas quem quisesse ir, seguia com ele. E tentamos seguir, quase morrendo, pois subir qualquer subida que seja naquela altitude, não é fácil. Quando chegamos lá em cima, falei com o guia que isso não vale, pois vivemos no nível do mar e ele riu da piada. Ficamos nós e o casal de paraguaios (que tinham chegado naquele mesmo dia, coitados) um pouco para trás, mas conseguimos chegar lá em cima, observar a cidade, tirar algumas fotos e voltar. O lugar é muito bonito, mas também parece que foi palco de muitas batalhas sangrentas. Voltamos para a van, passamos por uma turba de vendedores de bugigangas, e fomos para o novo sítio, chamado Puca Pucara. Neste lugar descemos da van, um pouco longe do local e o guia nos explicou (de longe) que era como um posto entre duas cidades, para pernoitar. Explicou sobre as pedras utilizadas, que em cada sítio arqueológico são diferentes umas das outras (umas são avermelhadas, outras, se não me engano, amareladas e outras brancas). Neste momento estava um vento muito muito frio e voltamos para a van para nos abrigar e não fomos até lá o local. Mas me dei por satisfeita em olhar de longe mesmo, parecia mais do mesmo, daquelas incríveis paredes de pedra. Continuamos o passeio e fomos para Q’enqo, que pelo que o guia explicou, era um local sagrado, onde faziam as mumificações dos antepassados. Ele falou do que os Incas acreditavam de vida e morte e dos mundos, e que a população de hoje, em geral, da região acredita no cristianismo, mas também na Pacha Mama e todas as coisas consideradas sagradas para os Incas. Seguimos de novo para a van e nos levaram para uma ONG que auxilia os produtores locais de tecido com pelos de lhamas e alpacas. Eles mostram como tingem e a diferença entre um bom produto e o “genérico” e nos deixam à vontade para olhar tudo, comprar e ajudá-los. Tive muita vontade de comprar várias coisas, mas era tudo muito caro, não dava para o meu orçamento, infelizmente! Acabamos só comprando uma água mesmo, pois a garrafa que tínhamos levado já tinha acabado. Neste momento nosso grupo de turistas já estava bem entrosado e conversando sobre vários assuntos e nós tentando nos comunicar também. Foi bem legal! O rapaz mexicano disse que já tinha estado em São Paulo e ficou tentando falar algumas palavras em português e falando bem do guaraná e do açaí. Nós ficamos tentando explicar aos colombianos que já estivemos na Colômbia e gostamos de lá, e a moça colombiana não acreditava que tínhamos gostado de Bogotá e falando rápido, como vimos que na Colômbia eles falam rápido mesmo (e eu nem imaginava que falavam tão rápido antes de irmos!) Seguimos mais uma vez com a van que retornou para Cusco, para o centro histórico... e andamos à pé de onde a van nos deixou, para a Catedral. O guia tinha perguntado se poderíamos terminar no centro histórico e muitas pessoas gostaram, para depois comer por ali mesmo. Chegando na Catedral, o guia nos explicou sobre a conquista espanhola e como foi para os Incas participar das artes da igreja e tudo mais e do sincretismo religioso que acabou existindo, mesmo que um pouco escondido. E graças ao filho de um conquistador espanhol com uma Inca, que aprendeu a ler e escrever, e que deixou registrado os costumes dos seus ancestrais, que sabemos um pouco sobre esse povo, que era muito inteligente, mas que infelizmente não tem registros de escrita. O tour acabou por aí, na porta da Catedral, devolvemos os fones de ouvido e nos despedimos... acho que era por volta de 19h... acabou que voltamos para o hotel, deitei um pouco para consertar a coluna, uns 30 minutinhos, fomos ao banheiro e nos arrumamos de novo para ir comer. Decidimos comer pizza e Rodrigo achou uma boa indicação chamada El Molino. O lugar não era grande e era bem familiar. Ficamos no primeiro salão e não vimos o outro que tinha adiante, mas ficamos bem acomodados. A pizza era divina! Adoramos! Depois voltamos para o hotel, deitamos cansados e com uma dor de cabeça chata e fomos descansar, pois no dia seguinte eu tinha inventado mais passeio pra gente! Mas estávamos lá, naquela altitude, tínhamos que aproveitar! E é um local com tantos sítios arqueológicos para visitar, que sempre vai ter alguma coisa por fazer, infelizmente.
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