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debalves

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Tudo que debalves postou

  1. Continuando o relato... Estávamos indo para Granada! Acordamos cedo, fechamos a conta no hotel, pedimos um táxi e fomos para a estação de trem novamente. Pegamos o trem para Granada. Esse trem não era o de alta velocidade, era chamado “média distância”, eu acho (não conseguimos comprar pelo site da Eurail quando fomos comprar, o de alta velocidade de Sevilla para Granada). Na verdade, o destino final nem era Granada, era outra cidade, mas o nosso destino era Granada (e no ticket estava escrito “Sevilla – Granada”). Subimos com calma, colocamos nossas malas no compartimento com ajuda de um outro turista que falava inglês e fomos para o lado errado e nos deparamos com a primeira classe do trem, tudo muito espaçoso e bonito. Esse mesmo turista perguntou se ali era a primeira classe e respondemos que não sabíamos (mas devia ser). Fomos procurando o número dos nossos assentos e percebemos que era para o lado oposto, na classe econômica. E quem estava sentado na nossa poltrona?! O mesmo turista que nos ajudou e depois nos perguntou sobre o lugar (que estranho!). Falamos que ali era o nosso lugar e ele levantou envergonhado e foi para outro canto. Nesse trem, a questão de leitura do código de barras da passagem e funcionários para verificarem se tudo estava certo era mais deficiente. O trem era mais simples e a velocidade menor. Tinham pessoas sem malas no trem também, indo de uma cidade a outra. Fiquei um pouco tensa, pois no início da viagem vimos pela televisãozinha que tinha um determinado número de cidades entre Sevilla e Granada. Mas de vez em quando, quando aparecia o trajeto de novo, parecia que algumas cidades tinham sido “acrescentadas” no trajeto. Na verdade, acho que elas sempre estavam lá, mas não estavam sendo mostradas (será que era porque essas cidades eram muito pequenas?!). E percebemos que o tempo de parada do trem para as pessoas descerem era bem curto e ficamos tensos para pegar as malas e descer do trem a tempo de tudo! E acho que por causa da tensão, a viagem pareceu interminável! E ainda tinha um casal falando em português próximo a gente sobre aluguel e venda de imóveis e o assunto estava bem chato! No trem também tinha banheiros, máquina de salgadinhos e de refrigerante. Legal! Assim que no visor apareceu o nome Granada, várias pessoas (o trem quase todo) se levantaram para descer e assim o fizemos também. Pegamos nossas malas e ficamos próximos a porta. Assim que a porta abriu, deu tempo de descer até com calma! Saímos da estação de trem e tinha uma fila de táxis com os turistas que saíram primeiro já embarcando. Nos dirigimos para o final da fila e o último estava lá na curva, com um caminho de paralelepípedo, o que dificultou eu carregar minha mala. Assim que chegamos, percebemos que só tinha mais uns 2 táxis nessa fila e gente chegando para embarcar. O taxista do táxi que pegamos ficou reclamando que tínhamos que esperar a fila andar e o taxi chegar na porta da estação para a gente embarcar... mas se fizéssemos isso, com certeza perderíamos o nosso lugar e outros iriam embarcar. Saímos em direção ao hotel e ainda ficou gente na porta da estação esperando novos táxis chegarem. Como era domingo, 15h da tarde, as ruas estavam meio vazias... Chegamos no hotel que fica numa rua meio estreitinha, mas cheia de restaurantes árabes e gente falando árabe nas ruas (achei o máximo, me senti no verdadeiro reduto mouro da Espanha). O táxi não foi caro, mas não me lembro o valor certinho... Chegando na porta do hotel, a porta estava fechada (talvez porque fosse domingo), tocamos a campainha e tivemos que esperar. Essa espera me deixou meio irritada, que se desfez com o atendimento da funcionária, que foi muuuito simpática. Ao subir para o quarto, nos deparamos com um quarto melhor do que o das fotos que vimos na internet e ficamos muito felizes! Tinha até uma porta que dava para uma sacada, que dava para ver Alhambra. E eu tive outro fricote ao ver Alhambra pela primeira vez, assim, ao vivo! Descemos e fomos almoçar. Perguntamos para a funcionária do hotel onde trocar o ingresso que compramos para visitar a Alhambra no dia seguinte e ela explicou onde ficava a lojinha (que eu acho que era oficial da Alhambra) que tinha uma funcionária que podia ajudar. Fomos andando até lá e olhando os restaurantes árabes pelo meio do caminho. Eu queria entrar em todos, mas meu marido ficou meio receoso com a cara de alguns. E tinha uns que nem eu queria entrar, que tinha uma cara de fast food podrão... Achamos um Subway no meio do caminho e resolvemos entrar. Nos deparamos com uma foto do Pelé e um Subway muito parecido com o que tem aqui e resolvemos almoçar lá mesmo. Só que tinham quatro pessoas fazendo seus pedidos que estavam muuuuito enroladas. Pelo que eu entendi, eram senegaleses e estavam injuriados que a atendente não falava nem inglês e nem francês (e eles falavam muito mal o espanhol) e estavam pedindo vários sanduíches com vários ingredientes e depois desistiam daqueles ingredientes e pediam outros, deixando a atendente maluquinha! E ainda a tratavam como se eles fossem muito superiores a ela... ficamos esperando o maior tempão para conseguir pedir. Outros clientes que estavam na fila atrás de nós desistiram e foram embora enquanto os quatro estavam fazendo a confusão! Assim que fomos pedir, a atendente, talvez com medo de que fossemos igualmente confusos, falou para a gente ir pensando com calma nos ingredientes! Pedimos nossos sanduíches rapidamente e comemos com calma. Seguimos para a lojinha e encontramos uma máquina de troca de ticket e nem precisamos recorrer a ajuda da funcionária da loja. Era só inserir o cartão de crédito com o qual foi feita a compra pela internet do ingresso, selecionar o item para a “troca” do ingresso e a máquina o imprime. Fácil, fácil! Bem, aí vem um capítulo à parte: Como o cartão de crédito do Rodrigo tinha sido roubado e bloqueamos, mas depois o recuperamos, resolvemos testar usando o mesmo (afinal, o ingresso já tinha sido pago e só precisava do chip do cartão para trocar pelo ingresso na máquina) e deu certo! Mas quando ele foi roubado, não sabíamos que íamos recuperá-lo e que tudo ia terminar bem, então tentamos comprar, pela internet, novos ingressos (no dia que chegamos e fomos roubados mesmo) com o meu cartão, mas já não tinha mais o horário pela manhã, que queríamos, e tivemos que comprar o de 18h. Diante disso, fomos até a funcionária da lojinha e perguntamos o que poderíamos fazer com o ingresso que compramos a mais. Ela explicou que teríamos que imprimi-lo elevá-lo na Alhambra, e com o ingresso na mão, poderíamos ir até a bilheteria a cancelar ele. Como era só pra noite do dia seguinte, ainda haveria tempo de cancelar. Mas tínhamos que estar com o bilhete nas mãos. De quebra, ela me deu um folheto explicativo e com mapa de Alhambra, a que tínhamos direito. Explicou também onde que teríamos que pegar o ônibus C3 (na Plaza Isabel La Católica) que subiria até lá. Seguimos a explicação e subimos até a Alhambra e decidimos que no dia seguinte também usaríamos o ônibus, já que a subida é cruel! Pena que o ônibus na verdade é um mini-ônibus e ele sobe e desce lotado quase sempre! Chegamos na bilheteria e tivemos que explicar a nossa história várias vezes para pessoas diferentes, até nos indicarem uma portinha meio escondida (que estava escrito que era para guias turísticos pegarem as credenciais) onde poderíamos cancelar a entrada. Explicamos a situação novamente para a funcionária e a mesma pegou os meus dados (nome, telefone e e-mail, só!) e falou que em 15 dias eu iria receber um e-mail com o cancelamento e ia ter a devolução do dinheiro na fatura do meu cartão de crédito. E descemos de ônibus de novo para a parte da cidade onde estávamos hospedados. Eu fiquei encantada com a resolução de tudo! Primeiro eu achei que tínhamos perdido o dinheiro (e as entradas) que tínhamos comprado com o cartão de crédito que tinha sido roubado. Depois achei que tínhamos perdido o dinheiro do que compramos com o meu cartão (na minha cabeça era certo que era um dinheiro perdido já!) e depois veio a esperança de receber o dinheiro de volta! Quase não acreditei! No dia seguinte recebi o e-mail de cancelamento e em menos de 15 dias apareceu a devolução do dinheiro na minha fatura. Nesse caso eu recebi menos do que paguei (porque a cotação do Euro que eles usam na compra é a cotação do dia que fecha a fatura e a cotação da devolução que eles usam, é a do dia da devolução... e nisso sempre tem uma diferença de cotação!), mas pelo menos foi muito menos do que eu achei que ia perder! E por favor gente, comprem com antecedência a entrada para Alhambra, pois ouvimos um senhor reclamar na lojinha que estava tentando comprar as entradas assim que ele chegou na cidade, para o dia seguinte, mas só tinha pra 2 dias depois! Passeamos um pouquinho pela cidade, que a essa hora já estava um pouco mais movimentada. E fomos procurar um restaurante para jantar... Mas ficamos tão indecisos (os restaurantes que eu achava legais, o Rodrigo não gostava muito) que ficamos horas andando de um lado para o outro e ficamos cansados. Voltamos para o hotel e pedimos ajuda sobre qual restaurante eles recomendariam e o funcionário (que agora era outro) recomendou alguns. Não gostamos muito da cara de alguns restaurantes que o funcionário tinha recomendado (era no mesmo estilo de “tapas” e ficar em pé no balcão e queríamos nos sentar!) e acabamos entrando em um restaurante árabe que estava recomendado por outras pessoas aqui no Mochileiros e em blogs pela internet também. Não é um restaurante lá muito barato, mas a decoração é muito bacana, com música árabe e o garçom foi muito simpático... Não no primeiro momento, já que tinha falado que já ia fechar e só nos aceitava como clientes, se fôssemos pedir algo rápido! Mas depois ele ouviu a gente conversando entre a gente mesmo e perguntou se éramos brasileiros, falou que tinha amigos brasileiros e puxou um pouco de conversa (e aí sim foi simpático). O nome do restaurante é Sultan. Já sabíamos o que íamos pedir, pois já tínhamos olhado o cardápio na porta e realmente pedimos muito rápido, como o garçom tinha sugerido de forma tão delicada! E a comida realmente é deliciosa lá! Mas o tempero estava um pouco mais picante do que estamos acostumados! Voltamos para o hotel e descansamos, pois no dia seguinte era dia de acordar cedo para ir para Alhambra! Ficamos no hotel Posada Del Toro. Não lembro muito bem como fomos parar nele e como o selecionamos no Booking e no Tripadvisor. O hotel é simples, mas bem bacana e muito bem localizado! Todos os funcionários eram bem simpáticos. O quarto nos surpreendeu, achamos melhor do que nas fotos, mas o café da manhã era bem fraquinho... Mas básico, dava para se sustentar até o almoço! No dia seguinte acordamos cedo e rumamos para Alhambra pelo mesmo ônibus do dia anterior, só que mais cheio, com aluno de escola e tudo! (me senti de volta aos ônibus cheios do Rio de Janeiro!). Chegando lá em cima, entramos e fomos seguindo as placas com as indicações dos lugares a serem visitados. Como várias pessoas já explicaram por aqui (mas não custa repetir), o lugar que tem horário fixo para visitar dentro de Alhambra são os Palacios Nazaries. Nesse, de qualquer jeito você tem que estar na porta deles no horário estipulado senão perde o dinheiro da visita. Os demais lugares você pode visitar em qualquer horário, sendo que na maioria tem um funcionário com um leitor de código de barras que lê o seu ticket e você só pode entrar naquele local uma vez (mas pode se demorar o tempo que for lá dentro). Chegamos por volta das 9h (escolhemos 11h para os Palácios Nazaries) e fomos para o Generalife. São jardins fabulosos, encantadores! Seguimos o passeio com tempo normal, andando sem ser muito apressado e admirando tudo! Após o Generalife, seguimos para a Alcazaba, que é a parte que tem as torres, a “defesa” do lugar. Visitamos tudo, tiramos muitas fotos e ajudamos outros turistas a tirarem fotos também. Saímos e achamos o Palácio Carlos V. Tiramos mais fotos (achei que teria mais coisas para se ver lá dentro, mas a visita foi realmente rápida), saímos e faltava alguns minutos para a nossa hora nos Palácios Nazaries. Deu tempo de um pit stop no banheiro, comer um salgadinho e seguir adiante. A visita aos Palácios Nazaries é indescritível... Eu ficaria horas e horas lá dentro tentando registrar cada detalhe. E a cada momento que olhamos, focamos em detalhes diferentes... Muito lindo. Ao sair, ainda vimos alguns jardins com fontes, tiramos mais fotos e decidimos que tínhamos que almoçar e descansar. Saímos da Alhambra (eu meio a contragosto, queria visitar mais e mais!) e decidimos comer em um restaurante ali do lado, mesmo que fosse mais caro (mas eles são tão bonitos!). Comemos no Restaurante La Mimbre (o preço não foi dos mais baratos, mas a comida estava divina!). O Rodrigo pediu um salmão que vinha com legumes e eu um omelete de batatas e presunto e dividimos tudo! Perguntamos para o garçom (muito simpático), como poderíamos fazer para visitar o Mirador San Nicolás e o mesmo indicou voltamos para perto da Plaza Isabel La Catolica e pegar o ônibus C4, já que a subida era cansativa. Após o almoço, descemos para a Plaza, mas termos dificuldades em achar o ônibus, resolvemos dar um pulinho no hotel primeiro. E aproveitamos que estávamos no hotel, cansados de andar muito, e tiramos um cochilinho! Ao acordarmos, descemos e perguntamos para o funcionário do hotel onde exatamente pegávamos o ônibus C4. Ele nos indicou como subir à pé (era só pegar a rua íngreme que ficava praticamente em frente ao hotel e subir e subir e subir. Se tivéssemos dúvidas, era pra pegar à esquerda, sempre esquerda.... Até chegar em uma farmácia, que era onde viraríamos à direita) ele garantiu que a subida não era tão ruim assim. E para descer, era só ir margeando o Rio Darro e passa pelo Paseo de lós Tristes (que tem esse nome porque as pessoas que passam por ele estão “deixando” Alhambra pra trás) e chegar na Plaza Nueva, que ficava perto do hotel. E resolvemos subir à pé mesmo... Mas vou lhes contar: Que subidinha filha da mãe! Por vários momentos tive que parar pra tomar um ar antes de retomar a subida! Chegamos em um ponto que o Rodrigo achou estranho e eu reconheci que já o tinha visto no Google Steet View. Não tinha farmácia e nem nada que pudesse indicar que ali era o lugar que viraríamos à direita, mas fomos olhar o mapa e era o próprio... se o Rodrigo não estivesse com seu “desconfiômetro” ligado, iríamos continuar virando à esquerda e ir parar sei lá onde! Quando você perceber que todas as ruas têm nome de Maria, desconfie que está chegando perto do Mirador! Chegamos no Mirador e realmente a vista de lá é linda! Dá pra ver Alhambra com toda sua imponência! E conseguimos ir bem no momento final-da-tarde-pôr-do-sol! Mas o chato é que após chegarmos e tirarmos algumas fotos, o lugar foi enchendo de turistas (não sei de onde veio tanta gente!) e foi difícil continuar lá! Resolvemos voltar e fomos descendo. Em alguns momentos achávamos que tínhamos pegado ruas erradas, mas olhávamos no mapa e confirmávamos! Passamos por alguns museus, mas não entramos, pois já estava na hora de fechar. Passamos por um carro de um cara com muito jeito de cigano tocando uma Rumba Flamenca nas alturas (o que aqui no Rio de Janeiro seria um Funk nas alturas!) e achei o máximo! Foi nessa descida também, com calçadas superestreitas, que quase levei o maior tombo e quase caí na frente de um carro que, por sorte estava parado! E olha que eu estava de tênis! Ao tropeçar, para não cair, dei um pulo todo desconcertado na frente do carro e acho que dei susto no motorista! Passamos pelo Paseo de los Trisres e pelo Rio Darro e chegamos na Plaza Nueva e qual não foi minha surpresa ao nos depararmos com um espetáculo de rua de dança Flamenca?! Achei o máximo!!! Em Sevilla, onde eu achei que teria dança aos montes, eu não vi unzinho sequer e aqui em Granada estava lá, dois bailaores (um casal), uma cantaora e um guitarrista. Lindos! Lindos! Lindos! Assisti tudo com gosto, gritando Olé e aplaudindo até o intervalo. E na hora do intervalo, seguimos em frente para jantar, pois estávamos com fome. Resolvemos seguir uma sugestão do funcionário do hotel (que nos foi dada na noite anterior) e fomos jantar em um bar de tapas chamado Los Diamantes (que também tinha boas referências no Tripadvisor). O meu marido estava morrendo de vontade de comer camarão e pedimos um prato com umas iscas de peixe + camarão e um outro prato que são umas berinjelas fritas que ficam muito parecidas com batata frita. Não sentamos porque não tinha cadeira pra todo mundo. Ficamos em pé em um balcão lateral. Esse bar é famoso pois as pessoas pedem as bebidas e “ganham” um prato de tapas à escolha do próprio bar. Mas nós resolvemos nessa noite não beber e escolher nossa própria comida! Assim que eu comecei a comer, fui me sentindo mal, com sensação de queda de pressão. Fui para o banheiro para lavar o rosto e ver se “tomava um ar” quando de repente a comida voltou toda! A comida não estava ruim e não sei o que aconteceu, se era muita fritura de uma vez só ou se o tempero que não caiu bem... Mas sei que dali fomos embora e com o Rodrigo preocupado comigo... Mas fiquei bem depois que botei tudo pra fora! E já estávamos saturados das tapas na Espanha! Fomos descansar porque no dia seguinte iríamos conhecer outros pontos turísticos em Granada!
  2. Adorei o relato! Obrigada por compartilhar conosco! Abraços!
  3. Pronto, consegui escrever mais um pouco sobre o relato da nossa viagem! E lá vai: No dia seguinte, em Sevilla, de mapa na mão, andamos pela cidade e fomos conhecer a Catedral e La Giralda, dá pra ir à pé sem problemas... mas eis que avistamos o Espacio Metropol Parasol, que ficava perto do lugar onde ficamos hospedados (mas para o outro lado) e demos um pulinho lá também! Após tirar algumas fotos nesse espaço moderno, seguimos para ver o antigo. Fomos até a Catedral e a fila (no sol) estava bem grandinha, mas até que andou rápido e compramos o ingresso (que vale para os dois: Catedral e Giralda). Entramos na Catedral e contemplamos todos os seus espaços. Fomos até a entrada para La Giralda, que fica por dentro e enfrentamos a subida para o topo, que é cruel... Mas chegando lá em cima, avista-se os sinos dentro da Giralda e a cidade toda, linda, por fora. Cada espacinho é disputado pelos turistas! Descemos, fomos ao Pátio de Los Naranjos e descansamos um pouquinho, inclusive do calor, que estava terrível! Saímos da Catedral, nos desvencilhamos das ciganas querendo vender “raminhos da sorte” e ler as mãos dos turistas e seguimos para almoçar numa rua cheia de restaurantes que ficava perto. Escolhemos um , mas não vou recomendar o restaurante pois não achamos o atendimento e a comida lá tão boa assim. O meu marido seguiu reclamando do seu mal-estar e muita tosse e após o almoço, seguimos pela rua à procura de uma farmácia. Encontramos uma e perguntamos por um remédio para tosse (através de mímica, pois não lembravamos das palavras que queríamos dizer para relatar o que ele estava sentindo). Após comprar um xarope para tosse, avistei uma lojinha que tinha na porta uma saia de dança e queria ir lá ver, mas fiquei meio receosa de ver o preço, pois até então eu só tinha visto lojas vendendo roupas de Flamenco com preços acima de 200 Euros! Mas o meu marido me incentivou a ir lá e perguntar pela saia e fui. O preço dela estava razoável (tipo uns 25 Euros) e o vendedor (e dono) da loja falou que a esposa dele usava para dar aulas de Flamenco lá. Não deu outra! Fiz milhaaaares de perguntas para o dono da loja sobre a esposa dele e descobri que ela teve aulas com o pai do Israel Gaván, que é um bambambam do Flamenco e teve também propostas para dar aulas no Japão. Ai que invejinha de não ter nascido em Sevilla e ter essas oportunidades! Mas o chato é que depois que o pai dela falesceu (que era o maior incentivador dela pra dançar), ela desencantou e não quis mais dançar e nem dar aulas.... Poxa, que pena... Falei que fazia aulas de Flamenco no Brasil e ele ficou encantado e me perguntou se eu não gostava de samba (eu hein!). Após esse breve momento de conversa com o dono da loja, saímos para visitar mais lugares, já que o tempo já estava meio avançado! Fomo ao Real Alcázar, que fica ali do ladinho e nesse momento a fila de compra dos ingressos era minúscula e entramos. Eu tinha separado umas 2h para visitar tudo, mas lá dentro achei pouco! Queria ver cada cantinho do lugar e das salas e pátios... e os jardins também! O Real Alcazar é um complexo palaciano composto por vários edifícios de diferentes épocas. Atualmente é utilizado como lugar de alojamento dos membros da Família Real ou de personalidades que visitam a cidade. Afonso X, o Sábio fez as primeiras reformas criando três grandes salões góticos. Posteriormente, Pedro I o Cruel, em 1364, decidiu construir o que se converteu no primeiro palácio de um rei castelhano que não estava protegido atrás das muralhas e defesas de um castelo, atingindo assim, o seu definitivo aspecto mudéjar que conserva na atualidade e que assombra pela sua riqueza e elegância. As obras iniciadas por Pedro I impulsionaram a realização de mais transformações por soberanos posteriores, como os Reis Católicos; nele Carlos I celebrou a sua boda com Isabel de Portugal; num dos seus quartos nasceu, em 1848, a infanta Isabel, neta de Fernando VII. Afonso XIII, grande apaixonado pela cidade, também realizou diversas reformas. Pedro I admirava o estilo arquitetônico dos muçulmanos que invadiram Sevilha em 711 e a dominou até o ano 1248 quando esta foi reconquistada pelo rei católico Fernando III. Por isso ele contratou artesãos de Granada, onde foi construído o majestoso Alhambra, para construir seu próprio palácio Mudéjar, onde antes havia um antigo palácio mourisco. Ou seja, foi uma “prévia” do que veríamos em Granada, sendo que achei tudo (tanto em Sevilla quanto em Granada) encantador! Ficamos quase 3h lá dentro e, cansados, só saímos porque o lugar ia fechar. Seguimos andando e chegamos o Barrio Santa Cruz, com suas lojinhas e bares. Voltamos para o hotel , nos recompomos e seguimos para assistir um novo show de Flamenco. Pela manhã eu tinha perguntado para os funcionários do hotel sobre um show de Flamenco para assistir e eles nos recomendaram (e ajudaram a reservar) no Museo Del Baile Flamenco. Nós chegamos na cidade na época da Bienal de Flamenco de Sevilla, só que infelizmente ficamos sabendo dela em cima da hora e já não dava para comprar mais ingresso nenhum e também fiquei com medo de não conseguir assistir nenhum show pequeno na cidade, já que ela toda estaria voltada para a Bienal. Como eu tinha lido que na quinta-feira alguns lugares faziam show de graça, mas já era sexta, fomos nesse mesmo, que era recomendado. Fiquei com medo também de ser algo só para turista ver, mas fomos lá conferir! Eu tinha colocado o Museo Del Baile Flamenco na minha lista para irmos lá visitar a parte do museu... Mas devido ao tempo que ficamos no Real Alcazar, não foi possível ir lá visitar o museu e chegamos no horário que somente dá pra ver o show. Fomos à pé e seguimos por uma rua comprida mas cheeeeia de lojas com roupas e acessórios para quem dança Flamenco. Fiquei encantada, mas era tudo muito caro! Talvez em lojas mais afastadas da parte turística dê para comprar coisas mais em conta, mas não tivemos tempo de ir procurar! Chegamos no lugar na hora que ia começar o show. O lugar é pequeno, mas mais acolhedor do que o que fomos em Madrid assistir flamenco também. Sentamos na lateral, pois eram os únicos lugares que tinham livres e achei que não ia dar pra ver nada direito, mas estava enganada. O show foi surpreendentemente ótimo. Os bailaores dessa casa dançam muuuuito e os músicos também não ficam atrás! E no começo eles ainda explicam o que são os palos (ritmos) e quais deles vão ser tocados/cantados/ dançados, para quem não entende. Os bailaores dançam com muita emoção e técnica! Adorei e saí de lá extasiada! Na saída do show, você passa por dentro da lojinha deles e ficamos um bom tempo olhando a lojinha e conversando com uma família de brasileiros que também estava lá para assistir o show. Quando iam fechar a lojinha e nos avisaram que teríamos que sair, saímos e encontramos os bailaores e o guitarrista saindo também e eu pedi para tirar foto com eles! Que emoção! Voltamos para o hotel para descansar, mas primeiro procuramos algum lugar para comer e perto do hotel (quase de frente para a Alameda Hércules) tínhamos visto uma lanchonete que vende pizza, achamos interessante e fomos lá conferir. Eles fazem a massa de forma natural, com mais de 24h de fermentação natural e farinha italiana. A pizza é quadrada e você escolhe (no melhor estilo “tapas”), quantos e quais pedaços de pizza você quer, paga por eles e se quiser, pode escolher mais depois. Existem vááários tipos diferentes de pizza e até uma que acho que faz sucesso lá, que é a pizza de batatas! É bem gostosa mesmo! Aprovamos! O nome do lugar é Buoni Le Pizze. No dia seguinte, prometi ao meu marido (já que eu que tinha feito o roteiro e estava com ele nas mãos) que o dia seria menos “intenso” de visitas, já que estávamos um tanto cansados devido ao dia anterior. Eu tinha posto a Casa de Pilatos no roteiro, mas esta ficava um tanto distante e como eu queria conhecer o Rio Gualdaquivir mais do que a Casa de Pilatos, fomos para a direção do Rio primeiro. Andamos um bocado, mas dá pra ir à pé. Chegamos a Puente Isabel II, ficamos admirando o Rio Gualdaquivir e passamos a ponte para o outro lado, para conhecer um pouquinho de Triana. Triana é tradicionalmente associada aos ciganos, (dizem que é o berço do berço do flamenco), mas hoje é raro encontrá-los no bairro, que se tornou um dos locais mais exclusivos e caros da cidade. Andamos um pouquinho para dentro do bairro, passeando, e depois voltamos para andar pela Calle Betis. Andamos um pouquinho margeando o rio e depois voltamos para o outro lado dele, atravessando a ponte de novo. Seguimos em frente novamente e encontramos a Plaza de Toros (tiramos foto só por fora, pois para visitar por dentro, já tínhamos visitado a de Madrid e achamos que seria muito amor às toradas – o que não temos- visitar outra Plaza de Toros!) Seguimos em frente novamente e achamos a Torre Del Oro. Essa torre mourisca às margens do Rio Guadalquivir data do século 12 e já foi parte das muralhas que protegiam a cidade, tendo uma edificação gêmea na outra margem. Com a tomada de Sevilha pelos católicos, a torre passou a ter uma série de funções – capela e depósito, entre outras. Vimos só por fora também, já que dentro tinha um Museu Militar Naval e não ficamos muito interessados em pagar entrada para visitar. Seguimos novamente margeando o Rio e compramos uma granizada de limón numa barraquinha, para abrandar o calor. Estava ótima! Continuamos a andar passeando e resolvemos escolher algum restaurante para almoçar. Como estávamos na dúvida de onde almoçar e não conseguíamos acessar a lista de restaurantes que eu tinha preparado previamente com dicas de restaurantes para ir, resolvemos voltar pelo caminho pelo qual tínhamos ido e olhar os restaurantes no meio do caminho. Achamos um simpático, com o nome Abacería, que ficava perto de outros igualmente simpáticos, porém esse foi o que o cardápio mais nos atraiu. Entramos e pedimos algumas tapas que estavam bem gostosas. Não nos arrependemos! Seguimos passeando de volta para o hotel e fomos até a Alameda Hércules, que é um local, tipo uma praça, repleto de bares em volta, que à noite fervilha e de dia os locais passeiam com família e cachorros. Ficamos um pouquinho observando a vida local. Foi quando o meu marido traçou uma rota para um local que ele queria conhecer muito, um Aqueduto Romano em plena cidade (ou o que sobrou dele) e saímos andando para lugares não-turísticos de Sevilla (o que foi bom para conhecer mais da vida local). Após andar um bocado, chegamos ao Caños de Carmona (o aqueduto no meio da cidade, como se fosse um canteiro central) e tiramos várias fotos. Andamos mais um pouco e chegamos em outro pedaço de Aqueduto, que estava mais “acessível” na calçada de pedestres. Não tinha ninguém tirando fotos nem nenhum turista ou morador da cidade interessado nele... lamentamos, é interessante ficar imaginando como seria na época em que eles eram úteis! Meu marido soube deles através de um vídeo no Youtube que a pessoa que estava filmando a cidade estava num carro e o carro passou rapidamente pelo aqueduto... E ficamos curiosos! Para achá-los no Google Maps tivemos que achar a Igreja de San Benito, que fica próxima. Após visitar os aquedutos, voltamos andando por algumas ruas estreitíssimas de Sevilla (que lembraram as ruas medievais de Toledo) e chegamos na Alameda Hércules de novo. Escolhemos um restaurante de massas chamado Pomodoro (que o Rodrigo lembrou dele, pois estava na minha lista de restaurantes recomendados, que eu “colhi” as informações através daqui do Mochileiros e de sites que eu li) e fomos lá provar. Nesse restaurante eu fiquei na mesa (a mesa é numerada), enquanto o meu marido enfrentou a fila do balcão e pediu nossas massas e deu o número da mesa. Ele pagou tudo, levou as bebidas e os talheres para a mesa. Quando a massa ficou pronta, o garçom levou direitinho para a nossa mesa. A massa estava muito gostosa, mas também é no melhor estilo “tapas”, ou seja, porções. Eu tinha pedido uma massa que tem recheio e achei a minha porção pequena, mas o Rodrigo pediu um tagliarini e a porção foi generosa. Eles não tem queijo parmesão nem azeite nem nada do tipo que você possa se servir na mesa, como teria aqui no Brasil, é a massa que foi pedida com o molho e pronto! No menu existem vários tipos de massa e pizza, mas como tínhamos comido pizza no dia anterior, e a pizza tinha mais cara de pão do que de pizza, resolvemos não arriscar. Eu disse que a massa estava gostosa?! Pois é, voltamos ao hotel e eu sofri com uma cólica infernal e não sei se a culpa foi do jantar... mas não tive outros sintomas e achamos aquilo muito estranho. Dormi de cansaço, pois a cólica estava terrível mesmo após tomar remédio! Enquanto estivemos em Sevilla, não conseguimos visitar alguns lugares como o Arquivo das Indias, a Casa de Pilatos, o Museo del Baile Flamenco ou as Muralhas de “La Macarena” (restos da muralha árabe que em tempos passados rodeavam a cidade que só descobrimos que existia, quando chegamos lá! Eu não tinha lido nada a respeito dessas muralhas quando estava pesquisando os pontos turísticos a serem visitados em Sevilla. Acho que é outro lugar que não se investe muito em turismo lá na cidade). Acho que se tivéssemos mais um dia, talvez seria o ideal para se visitar tudo o que queríamos... Mas o nosso turismo por Sevilla não foi de todo ruim, conseguimos aproveitar muito dentro de nossas limitações! No dia seguinte era dia de ir a Granada!
  4. Oi lilikadiniz. Eu não faço idéia de como é em janeiro em sevilla. Fui agora em setembro, achei que os dias estariam mais amenos, mas estava um verãozaço lá! Mais de 30 graus. Sevilla é uma das cidades mais quentes da Espanha. Quanto a três noites, dá pra conhecer os principais pontos turísticos... achei meio corrido para conhecer tudo, foi o que aconteceu comigo, mas foi o que o nosso dinheiro deu e achei que não foi tão ruim não!
  5. Eu ia continuar meu relato hoje, mas minha internet está com problemas e não estou conseguindo. .. Já voltei a trabalhar pós férias e meu relato deve sair com mais lentidão! Agradeço a compreensão!
  6. Olá tomas.cardigos. se você tiver alguma dúvida, é só escrever, vou fazer o possível para te responder!
  7. No dia seguinte acordamos cedo para pegar o trem para Sevilla. Seguimos para a estação Atocha Renfe novamente e dessa vez estávamos com as malas e subimos para o andar de cima, de onde (segundo um cartaz na entrada) saíam os trens para Sevilla e outras cidades. Eu fiquei um tanto nervosa ao ver a quantidade de gente que se formou na frente do portão assim que anunciou no visor qual o portão de embarque para Sevilla. E todos estavam com malas imensas! Tinha visto no trem que pegamos no dia anterior para Toledo que os trens têm lugares para as malas, no final dos vagões (umas “prateleiras” de metal) mas não são tantos lugares assim... E fiquei com medo de chegarmos por último e não ter espaço para as nossas malas! Em cima dos assentos tem espaço para malas também, mas eu não estava com a mínima disposição para levantar uma mala média pesada acima de nossas cabeças e o Rodrigo ainda estava se sentindo meio mal por causa da gripe. E a essa altura o Rodrigo estava estranhando o porquê de eu querer correr tão rápido para o portão e eu explicando que estava com medo de não sobrar espaço para as nossas malas (acho que ele não acreditou na hora, mas depois ele comprovou quando viu a situação). Quando as pessoas começaram a passar pelo portão e entrar em seus coches, vi que tinha um casal com –sem brincadeira- umas dez malas imensas e ainda um cachorrinho em uma casinha. Será que eles estavam se mudando de Madrid para Sevilla?! E adivinha para qual coche eles se encaminharam?! Justamente para o mesmo que o nosso! A moça ficou do lado de fora passando as malas para o rapaz, que estava do lado de dentro, que colocava as malas deles nas “prateleiras” ocupando todo o espaço disponível e não deixando as pessoas passarem com suas malas (e ainda pediam para as pessoas esperarem um momento). Quando vi que poderia não sobrar espaço para a gente, usei toda a minha má-educação brasileira, não atendi a solicitação deles, fui entrando com minha mala, quase empurrando o rapaz e consegui um espaço para a minha mala e para a mala do Rodrigo (que até então só tinha sobrado um espaço láááá em cima e tivemos que levantar a mala acima das nossas cabeças de qualquer jeito). Não sei se depois disso o casal ficou sem espaço para as malas deles, mas conquistamos o nosso espaço e nos encaminhamos rapidamente para sentarmos em nossos lugares! A viagem foi muuuito tranquila e o trem (AVE), novamente, parecia estar flutuando. Passou um funcionário distribuindo uns fones de ouvido para quem quisesse escutar música ou ver um seriado que estava passando numa telinha. Tiramos uns cochilos durante a viagem e logo chegamos em Sevilla. A estação em Sevilla é bem grande e ficamos circulando fazendo uma hora para irmos para o hotel e chegarmos na hora do check in. O Rodrigo tentou ir no banheiro da estação e se decepcionou, falou que o banheiro estava pior que banheiro de rodoviária brasileira. Eu optei por nem averiguar se o banheiro feminino era igual. Fomos para o hotel de taxi e foi até fácil pegar táxi na porta da estação (foi preciso somente andar até o início da fileira de táxis que estavam na porta). O taxista não queria muito papo, fiz uma pergunta que não foi respondida, tentei repetir e não obtive resposta novamente. Desisti de tentar conversar. O táxi também não foi muito caro, foi em torno de 10 euros. Quando fomos reservar o hotel, não conseguimos vaga em hotéis perto do centro da cidade, já estava tudo lotado. Pesquisamos no Trip Advisor e no Booking.com e descobrimos esse hotel que era a melhor opção no momento: Vime Corregidor. Ficava um pouco distante, mas era o que conseguíamos dentro do nosso orçamento. Durante a nossa estada lá, decobrimos que é um ótimo hotel e até que fica muito bem localizado, conseguimos ir a todos os lugares com facilidade (só tínhamos que pagar uma rua que era meio estreitinha que dava numa praça (Plaza de La Campana) e dali para vários lugares era um pulo bem pequeno (menor do que parecia no mapa!) Só o café da manhã do hotel que era um pouco fraquinho para o que os brasileiros estão acostumados! Chegamos ao hotel, nos informamos onde poderíamos comer (a essa altura já passava de 15h e estávamos mais que azuis de fome) e descobrimos que pertinho ficava a Alameda Hércules, que é cheeeia de bares e restaurantes. Também nos informamos como chegar no Parque Maria Luisa e a Plaza España. A funcionária do hotel nos indicou pegar um Tranvia (mas também não explicou o que era) na Plaza Nueva que passava muito pertinho do parque e indicou no mapa o local que ele passava. Ao invés de irmos comer nos bares da Alameda Hércules, queríamos uma comida que saísse bem rápido, com a velocidade de nossa fome, e fomos em direção contrária, diretamente para um Burguer King! Saciada a fome, continuamos a andar até achar a Plaza Nueva. Avistamos o tal Tranvía, que é muito interessante, uma mistura de metrô na superfície com bonde, super moderno. Avistamos as máquinas de comprar as passagens e vimos os trajetos que ele fazia. Vimos para onde teríamos que ir (não lembro agora o nome do destino final desse trajeto) tudo explicado via máquina e em cartazes nas laterais das máquinas, não tinha um único funcionário para nos explicar nada de nada e nesse horário tinha poucas pessoas pegando a condução. Compramos as passagens, esperamos o trem e entramos. O Motorista olhou para nossas caras e não nos pediu nada. Acho que se não tivéssemos comprado as passagens, viajaríamos de graça! Os moradores locais têm um cartão que passa num leitor dentro do vagão. Sentamos e ficamos olhando o visor indicando qual seria a próxima estação. Na estação que tínhamos visto que tínhamos que descer, descemos e graças ao senso de direção do meu marido, atravessamos um pequeno parque e em dois passos chegamos a rua que de um lado é a Plaza España e do outro é o Parque Maria Luisa. Tive um fricote nessa hora, pois sempre quis conhecer os dois, desde que vi lindas fotos de lá! Ficamos muuuuito tempo na Plaza de España tirando fotos, contemplando e passeando. Tinha até uma noiva lá tirando fotos também! A Plaza de España foi construída na ocasião da Exposição Ibero-americana em 1929, e reproduz a arquitetura da época, sem esquecer o gosto árabe que invade toda a Andaluzia, sendo um dos espaços arquitetônicos mais espetaculares da cidade. O ingresso à praça é livre, mas para evitar atos de vandalismo fecha às 22:00 horas. As quarenta e oito províncias espanholas são representadas pelos bancos apoiados às paredes e ornamentos em cerâmica (em ordem alfabética); sobre esses, mapas e mosaicos com eventos históricos e os brasões de cada capital de província. Só não gostei da má educação das pessoas que estavam sentadas nos bancos e queríamos tirar fotos deles como recordação e as pessoas nem se mexiam, ou tentavam chegar para o lado numa tentativa inútil de não sair na foto... Também achamos algumas pichações e pedaços de ladrilho do chão soltos, em espaços internos. Depois fomos caminhar em algumas alamedas do parque Maria Luisa. Achei bem legal, bastante frequentado pelos locais, com seus cachorros, ou correndo, ou caminhando, ou de bicicleta... Mas vimos que ele não estava tão bem cuidado assim, com alguns espaços com mato alto, e fontes que estavam imundas! A essa altura o meu marido já estava pedindo arrego, se sentindo mal da gripe, estávamos cansados e já estava escurecendo. Compramos novas passagens e voltamos via Tranvia para a Plaza Nueva. Encontramos próximo a Plaza Nueva uma aglomeração de pessoas com filmagem e tudo, mas não foi possível identificar o que era. Será que era a Bienal de Flamenco de Sevilla que iria começar no dia seguinte?! Voltamos para o hotel para descansar um pouco. A minha vontade era ir assistir mais um espetáculo de flamenco, mas eu tinha que respeitar a saúde do meu marido. Assim que chegamos no hotel, fomos ver nosso orçamento e descobrimos que ia ser complicado pagar os hotéis com o dinheiro que tínhamos no momento, com o cartão de crédito do meu marido bloqueado. Meu marido foi contactar o meu irmão para tentar conseguir um jeito de fazer uma transferência para o Travel Money para conseguirmos pagar os hotéis. Tentaram de várias formas, sem sucesso. Foi então que tentamos apelar para o meu cartão de crédito e ligamos para ele, choramos e conseguimos aumentar o limite, de forma que desse para pagar tudo. E ficamos aliviados por não ter que voltar pra casa por não ter dinheiro para pagar os hotéis das próximas cidades! Só então descemos para comer alguma coisa e fomos para a Alameda de Hércules. Pelo avançado da hora (devia ser próximo de meia-noite) vários bares estavam fechando e ficamos um tanto preocupados. Mas conseguimos nos sentar em um que, segundo os garçons, ainda não ia fechar e comemos umas tapas gostosas e fomos muito bem atendidos. Os garçons até indicaram o que era feito por eles e o que já “era pronto” e entendemos que não era tão gostoso assim! Esse bar chama Karpanta. Após esse dia cansativo, fomos descansar que no dia seguinte iríamos conhecer muito mais coisas em Sevilla.
  8. Pois é, Juliana, nem me fale! Antes de viajar soubemos de histórias de batedores de carteira no Metrô de Paris, mas nem pensamos que isso poderia acontecer conosco em Madrid! Ajudou para ficarmos mais atentos! E atrapalhou um pouquinho na questão do cartão de crédito, mas no final deu tudo mais ou menos certo!
  9. No dia seguinte acordamos cedo e partimos para a estação de trem (antes tínhamos nos informado por qual porta entrava, mas estava tudo explicado nos portões, qual portão embarcava para onde. Passamos pelos portões do andar de baixo e aguardamos um pouco para saber por qual porta iríamos passar. Porta mostrada no visor e fomos em frente! Entramos no coche 4 (indicado nas nossas passagens, ou seja o quarto vagão) e sentamos em nossos lugares. Em 30min estávamos na cidade de Toledo, desembarcando na estação. Bem, a estação fica um pouquinho longe da cidade, mas eu tinha lido antes que dava para ir à pé, ou pegar um táxi ou pegar um ônibus. ... e acabou que dentro da estação tinha um stand de vendas de um passeio ao redor de Toledo (rodeando, ou seja, margeando a cidade) que eu tinha lido que as pessoas que foram, gostaram. Tem um mirante que o ônibus pára para se tirar fotos. Acabei pagando por esse passeio e no stand mesmo descobrimos que depois o ônibus deixa as pessoas dentro da cidade e a guia explica como voltar para a estação de trem. Legal! A moça do stand nos deu um mapa da cidade. Tivemos que esperar uns 15min para o tal do ônibus chegar. Achei que era um ônibus comum e descobri, quando chegou, que era um daqueles ônibus turísticos, que é aberto e tem cadeira lá em cima. Tudo bem, falta de experiência como turista é um caso sério! Subimos no ônibus e escolhemos uns assentos lá em cima e ficamos rodeados por orientais (não sei bem ao certo, mas acho que eram coreanos). Ganhamos fones de ouvido, plugamos no ônibus e logo saímos em direção ao tour. É bem legal o passeio e o áudio foi explicando todos os lugares pelos quais passamos. Realmente ele parou no mirante e muuuuita gente desceu para tirar fotos. Ao subir de novo, descobrimos que alguns alemães roubaram os lugares de alguns coreanos e rolou uma certa discussão em inglês dentro do ônibus. E então os cooreanos desistiram e foram lá para trás do ônibus, onde ainda tinha uns lugares. O ônibus entrou na cidade e nos deixou próximo a plaza Zocodover. Todo mundo começou a descer e apareceu uma guia dizendo que ia nos guiar até a catedral. Ela parou na praça e explicou como poderíamos fazer para voltar: ou pegando esse mesmo ônibus, se ele estivesse parado por ali e pagando uma passagem, ou pegando um ônibus comum (não lembro agora o número) e pagando uma passagem mais barata, ou indo à pé, por tal caminho, o que é de graça. E depois ela foi se embrenhando na cidade e fomos seguindo. Próximo a catedral ela parou nos explicou mais algumas coisas sobre a cidade, e indicou a rua onde poderíamos seguir e dar em algum lugar que dava para fazer tipo um circuito e visitar os principais pontos turísticos da cidade, falou mais algumas coisas sobre a catedral, se despediu e nos deixou por conta própria. Seguimos para comprar os tickets e o áudio guia e entrar na catedral para visita-la. A Catedral é muito bonita! Eu adorei! Principalmente a parte lá no fundo da igreja, com umas imagens lindas e no teto um desenho que parece que santos e anjos estão olhando para nós lá de cima! E com o áudio guia, a visita ficou mais interessante! Ficamos por lá por mais de 1h e, ao sair seguimos pelo caminho indicado pela guia.... mas não sei o que houve não encontramos nada, demos de cara com algumas ruas bem estreitas e uma saída de colégio cheia de crianças e pais eufóricos... e desconfiamos que estávamos indo para o lado errado... Olhamos no mapa mais de trezentas mil vezes, mas pela indicação do mapa, estávamos indo certo... Resolvemos andar para o lado contrário e achamos a Iglesia de Santo Tomé. Resolvemos não entrar de pronto e ver se achávamos os outros lugares. Eu tinha feito um roteiro incluindo um milhão de lugares para se visitar em Toledo e marquei os que eu estava com mais vontade de visitar. Como o Rodrigo não estava se sentindo bem por causa da gripe e sinusite (achávamos até que ele estava com febre nesse dia), eu reduzi meu roteiro àqueles pontos mais importantes... como a gente se perdeu na cidade, concluí que se a gente visitasse só a Catedral, almoçássemos, descansássemos e voltássemos, estaríamos no lucro! Mas por providência divina continuamos a andar, seguindo algumas placas e o que conseguimos nos situar do mapa que tínhamos nas mãos e encontramos o Monasterio San Juan de los Reyes. Entramos para visitar e eu fiquei bem feliz, pois ele é pequeno de se visitar, mas bonito. Seguimos o mapa e seguimos pela mesma rua e encontramos um pouco mais em frente a Sinagoga Santa Maria la Blanca, que também é simples mas bonita. Já passava de 14h, estávamos azuis de fome e fomos procurar algum lugar para comer. Quando eu estava fazendo o planejamento da viagem, pesquisei no Trip Advisor, alguns blogs e aqui no Mochileiros também, dicas de restaurantes que poderíamos ir e anotei os endereços. Em Toledo infelizmente eu só estava encontrando restaurantes caros e a maioria das pessoas que deixavam seus relatos da viagem para Toledo não lembravam o nome do restaurante onde tinham ido. Exceto por um blog que o rapaz deixou o nome de um restaurante que gostou muito, o "Carolus" (algo como Carlos em latim). Por sorte esse restaurante ficava perto de onde estávamos e fomos lá conferir. Realmente a comida estava gostosa e o atendimento foi ótimo. Pertinho desse restaurante tem o Museo del Greco, mas a essa altura do horário não dava mais para visitar todas as coisas da minha lista e tínhamos que fazer novamente uma seleção. Sem contar que cada ingresso que comprávamos eram 5 Euros de entrada (contando o casal) e quando se tem um cartão de crédito bloqueado no início da viagem que não se estava esperando por isso, fica meio difícil ter tantos gastos assim em uma só cidade! Descansamos um pouco e seguimos em frente. Brinquei com o Rodrigo que agora que já tínhamos visto uma igreja e uma sinagoga, tínhamos que visitar uma mesquita. E começamos a procurar como chegar em uma mesquita mais próxima. Foi então que o celular do Rodrigo pegou um wi-fi legal e conseguimos nos orientar pelo mapa da cidade (pelo Google Maps), aliado ao GPS, o que foi beeem melhor que o mapa impresso que tínhamos em mãos. Durante o caminho reparamos que várias pessoas estavam de mapas em mãos e mesmo assim se encontravam desorientadas como nós e algumas pedindo informações aos moradores locais! Não estávamos tão mal assim... Seguimos por uma rua e encontramos a igreja San Ildefonso, com o cartaz na frente dizendo que lá tem a torre que dá pra ver a cidade de cima... E aí eu lembrei que era algo que eu queria fazer em Toledo! Visitamos a igreja e subimos na torre por um lado e descemos por outro (por dentro da igreja). As escadas são bem cansativas. A vista da cidade compensa! Seguimos em frente e após ladeiras igualmente cansativas, chegamos na Mequita Crsito de La Luz. Eu imaginava que ia se ter muito mais o que visitar, mas ela é bem pequena. A vista da cidade, do lado de fora que é bem legal. Percebemos que a Puerta Nueva de Bisagra estava perto e fomos até lá, pois era outro lugar que eu queria conhecer de perto. Junto a essa porta da cidade, fiquei imaginando como deveria ser nos tempos medievais... Toledo com suas ruas estreitas e medievais e suas lojas de espadas com armaduras de cavaleiros na frente, dá margem a todo tipo de imaginação daquela época. E ainda mais que é uma das poucas cidades que ainda conserva a influência recebida das três grandes religiões monoteístas: o cristianismo, o islã e o judaísmo. Retornamos para a Plaza Zocodover e compramos os famosos Marzipan para comer em uma das milhares de lojinhas que vendem isso. Realmente é gostosinho, mas não é um doce que eu me acabaria de comer! Comemos e descansamos um pouco. Depois pegamos o ônibus indicado, retornamos para a estação de trem e pegamos o trem de volta a Madrid. Sei que nesse passeio para Toledo não deu para visitar tudo o que as cidade oferece, mas dentro do nosso limite de mal-estar do meu marido, até que visitamos bastante coisa! Ao retornar para Madrid, ainda tivemos tempo de ir no Museo Reina Sofia, no horário gratuito (inclusive ele fica próximo a estação Atocha Renfe) e fomos direto ver Guernica, de Picasso... Depois de contemplá-lo, ficamos olhando a exposição sobre a guerra civil espanhola, que é algo que me intriga, apesar de eu ter verdadeira ojeriza de qualquer coisa relacionada a guerras. Após visitar o Museo Reina Sofia, selecionamos um restaurante próximo (chamado Casa Luciano), que não parecia tão caro e comemos. O garçom viu que estávamos falando entre nós em português e se identificou: brasileiro também! De Fortaleza, se não me engano. Ficamos conversando um pouco sobre as vantagens de se morar em Madrid e as desvantagens de se morar no Brasil até a hora que voltamos para o hotel descansar. O dia seguinte era dia de viagem para Sevilla.
  10. No dia seguinte tentamos não nos deixar abater (afinal, estamos aqui para realizar um sonho!) e acordamos cedo e fomos conhecer Madrid! Ficamos no hotel H10 Villa de la Reina, que fica em um ponto central da Gran Via. Não é um hotel muito barato, mas nos foi recomendado por uma amiga, fomos muito bem atendidos, tivemos todo o suporte necessário para resolver a história do furto e tivemos conforto, que era o que queríamos após tantas horas de vôo de avião! Saímos para o lado direito do hotel e fomos andando para conhecer Puerta del Sol, a estátua El Oso y El Madroño, Plaza Mayor, Plaza de la Villa, Mercado San Miguel, la Catedral de Almudena, o Palacio Real (que estava fechado para assuntos oficiais e com muuuuita gente na porta esperando alguém importante chegar e por isso não conseguimos entrar) e o Templo de Debod (o museu estava fechado e eu tinha esquecido de verificar qual o dia que ele não estava aberto a visitação! Ninguém merece! ) Tudo um sonho! Almoçamos no Museo del Jamon (muito gostoso, mas achei estranho que os garçons não colocam na mesa nem um temperinho a mais, como sal ou azeite... você tem que pedir e com muito custo consegue!), passamos na Chocolatería San Ginés para provar o churro com a xícara de chocolate e voltamos para o hotel. Tínhamos pedido para o pessoal do hotel ligar para nós para o achados e perdidos do metrô e ver se tinham encontrado os documentos, pelo menos! E o achados e perdidos avisou à tarde para o hotel que estava em uma estação láááá longe e que tínhamos que ir lá buscar. E fomos lá, para não termos que tirar tudo de novo no Brasil. Íamos no horário gratuito do museu Reina Sofia e nem fomos, nos despencamos para o local indicado, e dentro do metrô mesmo, conseguimos reaver a carteira com os documentos (tinha que levar o B.O.). Graças a Deus conseguimos quase tudo de volta! O ladrão só levou o dinheiro (que por azar do ladrão eram Reais e fazendo a conversão, dava uma mixaria em euros!) e o bilhete do metrô madrillenho, nem levou o cartão de crédito... Mas tínhamos que bloqueá-lo, por via das dúvidas... E ficamos sem ele pois não foi possível desbloquear... Voltamos para o hotel, nos arrumamos e fomos para um show de flamenco (o hotel nos ajudou a fazer a reserva no mesmo dia, mais cedo) numa casa de espetáculos chamada Casapatas (que a minha professora de dança Flamenca já tinha me mostrado alguns vídeos oficiais da casa, de apresentações lá, com bailaores famosos, pelo YouTube, e quis ir lá conhecer. Fomos de metrô, enfrentando nossos traumas! Hehehe. Como todo local de espetáculos desse porte, o local era pequeno e muuiito cheio! Os aperitivos e drinks eram meio caros. Mas o show valeu a pena. Os bailaores, cantaores e tocaor maravilhosos, sapateando muito rápido! Voltamos (eu extasiada) e fomos descansar. No dia seguinte, seguimos para o lado esquerdo do hotel na Gran Via e em alguns passos chegamos no edifício Metropolis, tiramos fotos, seguimos e chegamos na Plaza Cibelles, subimos ao mirador em Palacio de Correos y Telecomunicaciones para ver Madrid de cima, descemos, continuamos andando, tiramos foto na Puerta de Alcalá e entramos no Parque del Retiro. Passeamos e descansamos um pouco. Íamos ao jardim Botânico, mas meu marido ficou sem ânimo, ele estava tendo uma recaída da gripe + sinusite que teve na semana antes da viagem. Então almoçamos em um quiosque do Parque del Retiro (uma pizza pra lá de ruim, mas que deu pra matar a fome, nem vou recomendar o nome do quiosque!) e seguimos para a estação Atocha Renfe, para comprar os bilhetes de Toledo para o dia seguinte. a estação é enoooorme e bem legal com o jardim dentro! Depois pegamos o metrô (que também desemboca nessa estação) e fomos pra a estação Ventas, para conhecer a Plaza de Toros. Eu sou contra a torada... mas li uma vez um livro sobre a cultura espanhola e a história da guerra civil e entendi o que é a torada para a cultura e tradição espanholas... Os toreros são como grandes artistas hollywoodianos para eles (mal comparando) e as toradas são para eles como o futebol para nós. Fizemos um tour que foi muito interessante e ainda foram atenciosos, pois arrumaram uma guia que fala português (de portugal) já que no horário que fomos, tinha mais um casal brasileiro para visitar também). Gostei muito do tratamento dos madrileños que recebemos. Não temos nada do que reclamar. Incusive, quando pedíamos para "hablar despacio por favor" eles atendiam sem cerimônia! Da Plaza de Toros pegamos o metrô novamente e fomos para o Museo del Prado em horário gratuito. Muito bacana, mas pena que o horário foi curto e não conseguimos ver muito! Após tudo isso, fomos de tapas no Mercado de la Reina, um bar de tapas que fica próximo ao hotel na Gran Via (muuuuito gostoso! Porém muito cheio de gente e confuso para pedir!) e fomos descansar porque no dia seguinte tínhamos Toledo para conhecer!
  11. Nossa viagem começou com um vôo atrasado, que era pra sair às 22h e saiu quase 23h por um problema em um banheiro. Ficamos imaginando se era o banheiro que estava próximo aos nossos assentos! A viagem foi tranquila e só não foi melhor porque é impossível dormir bem uma noite inteira em uma poltrona que não reclina muito e que fica próximo ao banheiro e sempre que alguém precisa utilizá-lo de noite, a luz acende na sua cara! Mas antes de descobrir esse problema da luz, eu tinha ficado bem feliz pois no avião dava pra assistir filmes e tinha "Malévola" na seleção, que eu ainda não tinha conseguido assistir! Chegamos em Lisboa quase 13h (era para chegarmos por volta de 12:15) e o nosso próximo vôo para Madrid saia as 15h. Fomos caminhando pelo aeroporto de Lisboa e nos deparamos com uma fila imeeeensa que estava escrito algo do tipo "passaportes em geral" e uns guichês vazios que era para quem tem passaporte europeu. Todo mundo que estava na fila estava meio perdido e tinha só uns três funcionários andando para lá e para cá que não se comunicavam direito com a gente. Bem, concluímos que se o único jeito de passar para o lado de lá era encarando essa fila, então aquela era a fila da imigração. Após quase 1h na fila (os funcionários passavam de vez em quando gritando os nomes das cidades que os vôos estavam pra sair e passavam as pessoas que estavam na fila que iam para essas cidades na frente das outras) chegamos finalmente na cabine e o funcionário olhou nosso passaporte, perguntou para onde íamos e de onde vínhamos e carimbou nosso passaporte e nos desejou boa viagem. E nem olhou a pasta com os milhares de documentos que levamos! Só deu tempo de ir no banheiro e já fomos para o próximo vôo (nem deu tempo de almoçar, mas também tínhamos acabado de tomar café da manhã no avião! ) O vôo para Madrid também foi tranquilo e aterrisando, pegamos nossa bagagem e... saímos! Achamos que íamos passar por outra fila ou qualquer outra burocracia, mas não foi necessário, graças a Deus. Achamos a saída que dava para o metrô, para irmos para a Gran Via, onde ficava nosso hotel. Tivemos que fazer umas 3 baldeações no metrô, se eu não me engano, e subir e descer com as malas em escadas rolantes e em escadas normais... portanto, amigos, como eu já disse antes, não levem malas grandes se vocês forem pegar o metrô, como nós. Compramos um bilhete para 10 viagens que pode ser usado por duas pessoas. Ao chegar na estação que desemboca na Gran Via, a saída para a direita eram os números dos edifícios pares e a da esquerda, os ímpares. Fomos pegar o papel com o endereço do hotel e descobrimos que.... fomos roubados! Abriram a mochila do meu marido dentro do metrô e tiraram a carteira sem ele perceber, num momento de descuido! E ficamos atônitos pois não percebemos nada, mesmo! E saímos do Rio de Janeiro para sermos roubados em Madrid! Falei com o Rodrigo, o meu marido, que estamos acostumados com os assaltos a mão armada do Rio e não com os furtos da Europa! E como ele não teve muito tempo para se preparar antes da viagem, a carteira dele estava cheia de cartões daqui do Rio (como o cartão do metrô daqui e o ticket refeição do trabalho!) Chegamos no hotel e pedimos ajuda para ligar para os cartões de crédito e bloqueá-los. E ficamos só com o meu cartão de crédito, que o limite é baixo (e estava comigo), com o cartão reserva do travel money (que estava escondido e assim que bloqueou o principal, o reserva passou a funcionar) e os euros em espécie, que também estavam escondidos. Mas o chato é que ficamos sem os cartões de crédito, perdemos os Reais do táxi da volta (do aeroporto até em casa) e o documento brasileiro, além de carteirinha de plano de saúde, ticket refeição, etc, tudo brasileiro! Ficamos chateados pois ia dar o maior trabalho tirar tudo de novo! O hotel nos indicou onde ficava a delegacia e fomos fazer um B.O. Em um momento pensamos em não fazer e ir descansar, mas depois esse documento se fez necessário. Depois dessa jornada, fomos comer alguma coisa, fomos tentar comprar uma nova passagem para Alhambra, com o meu cartão (íamos precisar do cartão de crédito para emitir (mais tarde eu falo sobre ela) e fomos dormir, bem tarde. Comemos uns mini sanduíches e batata frita com molhos diferentes no 100 Montaditos da Gran Via, que é beeem gostoso mesmo e estava quase fechando devido ao adiantado da hora! Ah! Também voltamos no Metrô e nos informamos sobre o setor de achados e perdidos e a funcionária nos deu um papel com um número de telefone para ligarmos no dia seguinte e nos informar, já que já era bem tarde e era domingo!
  12. Olá amigos do Mochileiros.com! Como muitas pessoas por aqui me sinto grata por todas as informações que consegui adquirir lendo tudo o que eu podia no site e por isso venho através deste tópico contribuir com meu relato de nossa viagem realizada neste mês (de 06 a 21 de setembro de 2014) para a Espanha (Madrid, Sevilla, Granada e Barcelona). Foi a primeira viagem que realizamos por conta própria. Até então tínhamos viajado para Buenos Aires, na Argentina e para o Chile (Santiago, Viña del Mar, Valparaíso e Valle Nevado) através de agência de viagem que, convenhamos, a viagem é mais cara e você fica preso ao roteiro deles, mas tem suas vantagens, pois você não precisa se preocupar com muita coisa, tem sempre uma pessoa que pode te ajudar e te levar para algum lugar que você queira ir, se você pagar a quantia estipulada. E eu confesso que me sentia com medo e até um tanto incapaz de viajar por conta própria e me virar bem em um país diferente. Mas resolvemos arriscar (culpa da insistência do meu marido e do custo maior de um pacote de viagem por agência) e eu fui traçando um roteiro do que poderíamos fazer, ver, visitar, e somando os custos de tudo. Foi difícil pois nessa época meu marido estava trabalhando muito (e eu também, mas como fiquei obcecada com a ideia da viagem, não conseguia parar de planejar! ) e não tínhamos muito tempo disponível. E foi aí que comecei a ler o Mochileiros.com e blogs de viagem e anotar tudo o que era importante para contribuir com o resultado final. E fomos ajustando o orçamento, cortando algumas coisas da viagem (foi com muito pesar que cortei Portugal do planejamento, que queria muito conhecer, mas o dinheiro não deu!) e quando vimos que era possível, começamos a comprar as passagens de avião, passagens de trem, ingressos dos lugares que queríamos visitar e que todo mundo recomenda comprar com antecedência... e a viagem foi tomando mais forma. Antes de tudo, quero explicar o porquê da Espanha... Sempre tive uma "quedinha" pela Espanha. Por conta do destino, fui trabalhar com imigrantes espanhóis que vieram há muito muito tempo atrás para o Rio de Janeiro e, sempre que posso, fico conversando com eles sobre suas cidades. A imensa maioria veio da Galícia, de Orense e Pontevedra, que são duas cidades não tão ricas dessa região, mas parecem ser lindas... Mas nessa viagem também não deu para conhecer a Galícia... Outra história da minha vida é que depois que assisti uma apresentação de dança Flamenca, fiquei doida atrás de algum lugar em que pudesse ter aulas dessa dança. Depois que consegui encontrar, nunca mais parei e sou apaixonada por essa dança, que é originária da Andaluzia (e seu berço é em Sevilla). E também depois que vi fotos da Alhambra, em Granada, um dos meus sonhos era ir lá e ver tudo de perto... O meu marido adora violão... e os espanhóis também! Hehehehe. Então ele se juntou a mim nesse sonho de conhecer a Espanha. Ele adicionou ao roteiro Madrid e Barcelona e fomos em frente! As passagens de avião foram compradas mais ou menos em maio. Em abril elas estavam mais baratas (pouca coisa), mas não podíamos comprar em abril ainda, então, fazer o quê! As passagens da TAP pareciam a melhor opção em termos de preço e de conexão e então foram elas mesmas! Não conseguimos comprar as passagens de trem entre uma cidade e outra pelo site da RENFE (tivemos o mesmo problema que muita gente por aqui ao usar o cartão, mesmo usando cartão Itaú ou Santander, desbloqueado para uso internacional) e compramos pela Rail Europe, mesmo sendo um pouco mais caro, mas estávamos com as passagens nas mãos e era isso o que nos preocupava (chegar lá e não conseguir comprar as passagens na hora). Só as passagens para o passeio para Toledo que não conseguimos comprar antecipado pois deu erro no site e decidimos comprar lá em Madrid mesmo. Na semana da viagem o chefe do meu marido fez ele trabalhar feito um condenado para terminar tudo o que estava pendente antes das férias e ele não teve muito tempo para pensar nos preparativos (e ele que iria traçar as rotas de deslocamento dentro das cidades via metrô e ônibus) e nem de fazer as malas (ele fez a mala no dia da viagem! Mas a minha eu consegui fazer antecipado. Levamos duas malas médias (como eu vi recomendado por aqui e alguns amigos recomendaram também, pois antes dessa viagem sempre levávamos uma mala grande) Nós íamos misturar as nossas roupas nessas duas malas, para o caso de alguma sumir no aeroporto, mas devido à arrumação em cima da hora do meu marido, nem foi possível.) Olhamos pela internet para ver o clima lá na Espanha em Setembro e vimos que em Madrid estava fazendo 30º... mas em alguns dias fazia 22º-24º... isso sem contar que todo mundo com quem conversávamos nos alertava que em setembro faz frio e que tínhamos que levar casacos... Então levamos casacos e pouca roupa de calor e nos arrependemos muito pois fez muuuuito calor durante a viagem! Bem, vou começar logo o relato da viagem e mais pormenores vou explicando durante ele... Eu sei que sou meio prolixa (sempre fui), mas espero não fazer um relato chato de se ler!
  13. Gente, estou em Sevilla e conseguimos assistir um espetáculo de flamenco! A Bienal de Flamenco de Sevilla não atrapalhou em nada para os pequenos espetáculos de flamenco. Pelo menos pelo o que eu soube! Fomos ao Museo del Baile Flamenco e foi muuuuito bom! Eu sou aluna de Dança Flamenca no RJ e posso dizer que os bailaores dessa casa dançam muuuuito! E no começo eles ainda explicam o que são os palos (ritmos) e quais deles vão ser tocados/cantados/ dançados, para quem não entende. Os bailaores ddançam com muita emoção e técnica! Adorei! Em breve farei meu relato com minhas experiências aqui!
  14. Aorogfa, em um tópico chamado Madrid - perguntaa e respostas o pessoal estava discutindo sobre o dinheiro a ser levado e o uso de doleira! Abraços!
  15. Ih, legal! Também gostei das dicas! Vou viajar agora em setembro pra Espanha e a idéia inicial era passar por Portugal também. ... mas como a grana ficou mais curta, Portugal ficou para uma próxima vez. Agradeço também as dicas pois não pretendo esquecer a idéia de ir a Portugal! Abraços!
  16. Juliana Champi, Em Madrid: Museu do Prado (grátis após 18hs de terça a sábado, funciona até 20hs) Museu Reina Sophia (grátis SEG-SEX 19-21hs) Palacio Real (QUA e QUI gratuito para ibero-americanos de 15 às 18hs) E soube ainda há pouco tempo que o pequeno hall de exposições da Biblioteca Pública de Madrid também é gratuito (tenho uma amiga que foi lá e gostou) Mas como o tópico é sobre Sevilla... Soube agora que no período que estarei lá vai ter a Bienal de Flamenco de Sevilla e entrei em depressão, pois não vou ter nem tempo e nem dinheiro para ver as atrações! (pois estaremos lá para visitar e conhecer os pontos turísticos da cidade) Sem contar que os shows que mais me chamaram a atenção serão realizados depois que eu for embora da cidade! Será que a cidade estará muito cheia, por causa dessa bienal? Será que conseguiremos assistir às apresentações de flamenco sem ser dos superfamosos, nos bares e tablaos, mais simples (ou todos os bailaores estarão assistindo a Bienal também?!)
  17. Gente, por favor, alguém tem alguma boa dica de restaurante em Toledo?
  18. Hehehe! Pode deixar, Juliana! A viagem tá chegando, falta tão pouco para setembro e volta e meia eu me pego desesperada pensando no que falta ver para a viagem! E o pior é planejar tudo tendo pouquíssimo tempo livre fora do trabalho! Tudo o que a gente pensava antes: "isso vai ficar para quando chegar mais perto da viagem" a gente está tendo que ver e resolver agora! Já já consulto minha planilha e te falo que que a gente viu que pode ser visitado de graça!
  19. debalves

    Madri

    Obrigada por responder, AdrianoLB, pois eu também estava querendo saber se tem risco levar muito dinheiro na doleira... a minha viagem está chegando e meu marido e eu estamos discutindo muuuuito no momento o quanto levar em dinheiro em espécie! Outra coisa: já lemos em um site que o extrato do banco seria melhor levar um documento oficial do banco... se imprimir do site serve? Ou tem que ir na agência e pedir para o gerente?
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