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  1. Retirado do meu blog: http://itinerant.com.br/ México era um país que sempre despertou minha cuiriosidade desde criança quando assistia ao Chaves. Além disso, ter sítios arqueológicos fascinantes, o mar do Caribe do lado, uma culinária super saborosa e um povo super feliz e simpático num mesmo lugar faz do México uma parada obrigatória pra qualquer tipo de viajante. Minha viagem pra lá aconteceu no período de de 21 de abril a 5 de maio de 2017. O clima estava perfeito, bem ameno e sem chover nenhum dia. Na Cidade do México, eu fiquei hospedado na casa de um amigo próximo à estação de metrô Hospital 20 de Noviembre. O fato de ficar próximo a uma estação de metrô facilitou bastante minha locomoção pela cidade. Então recomendo uma hospedagem próxima de alguma estação de metrô também. O primeiro ponto que visitei na Cidade do México foi o Zócalo, onde fica o Palácio Nacional, a Catedral Metropolitana e o Templo Mayor. Pra chegar lá é só pegar o metrô até a estação Zócalo. O interior da Catedral também é muito lindo: A praça do Zócalo é enorme, mas quando eu fui estava acontecendo um evento e quase toda a praça tinha sido isolada pra armação de um palco, etc. Mas a visita à catedral valeu muito a pena. Duas estações depois do Zócalo fica a Estação Bellas Artes que também é parada obrigatória. É lá que fica o Palácio de Bellas Artes, que além de ser bonito por fora, funciona também como museu de arte. Vale a pena comprar o ingresso com a taxa extra pra fotografia pra poder fotografar no interior também. Também é bom tirar um dia pra conhecer o Museo Nacional de Antropología próximo da Estação Auditorio. É uma boa aula de história principalmente se você for conhecer Teotihuacán e Chichén Itzá depois. Outros lugares que visitei na Cidade do México foram o Museo Frida Kahlo e o campus da Universidad Nacional Autónoma de México. Também assisti a uma partida de futebol no Estádio Azul a convite do meu amigo. Assim como no Brasil, os mexicanos também adoram futebol. Deu pra aprender uns palavrões em espanhol também: put***ssimo! kkk Como tinha uma outra amiga que morava na cidade de Querétaro, no norte da Cidade do México, tirei um dia pra visitar essa cidade também. Fui até lá de carro com meu amigo, mas também dá pra ir de ônibus da rodoviária da Cidade do México. É um pouco distante, cerca de 3 horas de carro. Mas é uma cidade interiorana bem agradável. Foi lá que comi a melhor comida mexicana. Ainda nos arredores da Cidade do México, é claro que não podia deixar de visitar as pirâmides de Teotihuacán. Pra lá também fui de carro. Mas assim como Querétaro, também dá pra ir de ônibus da rodoviária. O lugar é enorme. E vá preparado pra escalar a pirâmide porque a subida é de tirar o fôlego! Mas a vista lá de cima compensa muito! Dentro da área das pirâmides funciona também um museu contando um pouco da história dos povos que viviam ali. Vale a pena a visita. Também não deixe de visitar o restaurante La Gruta que fica ao lado do sítio arqueológico de Teotihuacán. É um restaurante construído dentro de uma caverna! A comida é excelente e também tem algumas apresentações artísticas. Outra dica é se você for comprar lembrancinhas, compre em Teotihuacán! Lá a variedade é grande e os preços são bons também (sempre negocie). Não deixe pra comprar em Cancún ou Chichén Itzá, por exemplo. Pois lá os preços são bem maiores e a variedade é menor também. De volta à Cidade do México, peguei um voo até Cancún pra segunda metade da minha viagem. Eu tinha planejado me hospedar em Playa del Carmen em vez da orla de Cancún, pois tinha lido que se você não tem dinheiro pra pagar um hotel localizado nas praias de Cancún, não valeria muito a pena. Já Playa del Carmen, eu tinha lido que é lugar mais pra mochileiros, com hospedagens mais baratas e acesso mais fácil à praia. E realmente não me arrependi. Fiquei em um albergue a 5 minutos da praia e da rodoviária. O nome do local é Hostel 3B Chic & Cheap. Como hostel, achei ele médio. Ele tem o básico. Mas de fato a localização é perfeita. Então se você quer só um lugar pra dormir, recomendo. Só achei chato o fato de eles reterem o nosso passaporte ou identidade com eles. Eles não querem a cópia, querem ficar com o original mesmo até o checkout. Fiquei preocupado em deixar com eles, mas no final recebi de volta sem problemas. Na Playa del Carmen, eu estava sozinho. então fiquei curtindo e relaxando na praia. Na praça principal, também ficam alguns artistas fazendo apresentações diversas: Dá pra pegar barco também dali e ir pra ilha de Cozumel que fica bem próximo, mas como iria pra Chichén Itzá ainda, não teria muito tempo pra ir lá. Mas fica a dica. O último ponto que visitei e também o mais esperado por mim foi Chichén Itzá. Fui até lá de ônibus da rodoviária de Playa del Carmen. Além da pirâmide de Chichén Itzá, considerada uma das Maravilhas do Mundo, o sítio arqueológico tem as ruínas de todo o polo urbano dessa cidade maia antiga. Dá pra passar o dia por lá. Mas sofri com o calor. O local fica no meio de uma selva e não tem muita sombra. Então levem bastante água e protetor solar também. Também não deixem de ir ao Cenote Sagrado que fica na área oeste da pirâmide. Depois de sair de lá com aquela sensação de satisfação, voltei pra Playa del Carmen pra minha última noite no México. Aproveitei minhas últimas horas num barzinho na praia escutando música ao vivo e tomando uma boa frozen margarita com chili. No dia seguinte, voltei ao aeroporto de Cancún pra ir de lá pra Cidade do México novamente e pegar o voo pra ir embora. Foi realmente uma ótima viagem! Reencontro com bons amigos, visitas a lugares fantásticos e comida e bebida excelentes! Acompanhem também relatos de outros destinos no meu blog: http://itinerant.com.br/
  2. Olá, gutotm! No meu caso, eu preferi reservar antes. Pra não correr esse risco que vc falou, eu optei por reservar lugares com boas avaliações no Booking. Além da avaliação, tb sempre via os comentários do pessoal que já se hospedou. Fazendo isso, não tive grandes problemas com hospedagem. Tb dá uma conferida no mapa e ver se é próximos aos pontos turísticos.
  3. Que bom que vc gostou! Fico feliz. Gosto muito de fotografar durante as viagens, mas ainda é um hobby recente que ainda estou longe de dominar. Mas usei a câmera Canon EOS Kiss X8i com a lente EF-S18-55mm.
  4. Retirado do meu blog: http://itinerant.com.br/ Viajar pra Índia era um desejo antigo. A oportunidade pra ir pra lá surgiu no final de 2016. Fiquei por lá entre os dias 24 de dezembro e 1 janeiro, ou seja, passei o Natal e o Ano Novo lá. Essa época tem um clima ótimo pra viajar. Nada daquele calor infernal que a gente ouve falar, nem de chuva também. A única queixa com relação ao clima foi um nevoeiro que peguei enquanto estava em Delhi, mas nada que atrapalhasse muito. Aliás, achei Delhi até um pouco frio nessa época (acho que algo em torno de 15º). Já Mumbai, por onde passei também, estava em torno de 28º, mas sem umidade e com uma brisa bem agradável. Não tive dificuldade de tirar o visto indiano. Achei até bastante prático. Basta só ir na página <https://indianvisaonline.gov.in/visa/tvoa.html> clicar em “Apply online” no final da página e ir preenchendo o formulário. Tem que anexar uma foto. No final, o pagamento deve ser feito com cartão de crédito. No dia seguinte eu já recebi o meu e-visa por e-mail. Depois é só imprimir e levar junto com o seu passaporte e apresentar na imigração da Índia. Tinha lido que precisava do comprovante de vacina de febre amarela também, mas não me pediram. Mas não é bom arriscar, né? Dentro da Índia eu usei trem e avião pra viajar. Com relação às passagens internas de avião, não tive nenhuma dificuldade em emitir os bilhetes. Usei as companhias Jet Airways e IndiGo e consegui emitir os bilhetes nos sites das companhias pagando com cartão de crédito. Já as passagens de trem foram uma burocracia enorme!! Mas com paciência se consegue. Peguei as dicas no blog <http://getoutside.com.br/como-comprar-passagem-de-trem-na-india/>, segui o passo-a-passo deles e deu certo pra mim. Com o visto e todas as passagens em mãos, lá fui eu! Minha entrada na Índia se deu pelo Aeroporto de Mumbai, porém a maioria do pessoal entra por Nova Delhi. Como eu tinha uma amiga em Mumbai, escolhi entrar por lá. Cheguei no aeroporto por volta das 18h30 e ela estava me esperando. Em vez de trocar o dinheiro, resolvi usar os ATMs e sacar pelo cartão de crédito. Havia um limite de saque de 2000 rúpias por dia e por cartão. Como tinha um Master e um Visa, sacava 4000 rúpias por dia com eles, o que era mais do que suficiente pra passar o dia. Dependendo do que fazia em cada cidade esse valor durava até 2 ou 3 dias. Pegamos um táxi pré-pago do aeroporto (é só procurar o stand, não sei quanto saiu porque foi minha amiga que pagou) e fomos pra casa da família dela onde tivemos um jantar bem tradicional indiano e muito delicioso. Mas no final da noite eu voltei pro aeroporto de Uber (mais ou menos 200 rúpias), pois iria pra Delhi ainda naquela madrugada. Como iria voltar pra Mumbai no final da viagem e passar os últimos 3 dias por lá, essa passagem por lá foi mais um pitstop pra deixar minha mala e poder carregar só a mochila. Meu voo de Mumbai pra Delhi saiu às 3:00 e cheguei por lá às 5:00. Como ainda estava escuro, esperei amanhecer pra começar o passeio. Por volta das 7h30 peguei um táxi pré-pago de lá e fui pro Qutb Minar. Nessa hora da manhã tinha um nevoeiro bem denso pela cidade, mas foi diminuindo aos poucos. O Qutb Minar é um patrimônio mundial da Unesco e é considerado o minarete de tijolo mais alto do mundo. Tinha visto umas fotos, achei legal e resolvi colocar na lista de lugares pra visitar. Do Qutb Minar, negociei com um tuk-tuk (ou rickshaw como eles chamam lá) e fui pro Túmulo de Humaium, outro patrimônio mundial da Unesco e mais antigo mausoléu mogol de Delhi. Achei fantástico! De lá, fui pro Lótus Temple de tuk-tuk também. O templo é lindo, mas como ele é todo branco, o nevoeiro atrapalhou um pouco o visual. Bem próximo fica um centro ISKCON (International Society for Krishna Consciousness), também conhecido como Movimento Hare Krishna. Deu pra ir a pé. É só ir perguntando às pessoas. Este, como não é bem um ponto turístico, não vi nenhum turista estrangeiro possibilitando um maior contato direto com os indianos, achei bem legal pra conhecer os rituais hindus. Recomendo! Depois fui almoçar num restaurante próximo dali. Sobre a comida, eu não tive problema. Mas talvez eu não seja uma boa referência porque adoro pimenta. Mas foi mais tranquilo do que imaginei. Tomava alguns cuidados que tinha lido por aí de, por exemplo, evitar comer verduras cruas, só beber água mineral comprada em lugares não suspeitos ou refrigerante que é mais difícil adulterar, não usava água da torneira pra escovar os dentes, etc. Tomando esses cuidados básicos não tive nenhum problema de infecção alimentar durante a viagem. Depois do almoço peguei outro tuk-tuk e fui pro Red Fort. Mas quando cheguei lá, a fila pra entrar estava quilométrica. Como iria ver vários outros fortes em Jaipur e em Agra, resolvi me poupar desse e me contentei em tirar fotos só do lado de fora mesmo. No caminho também vi o India Gate. Depois, já no final da tarde, peguei outro tuk-tuk e fui pra Delhi Sarai Rohilla Station onde peguei o trem pra Jaipur à noite. Essa foi a minha primeira experiência de trem na Índia. Aqui, vale listar uma lista de dificuldades que tive: 1) Você tem que se virar pra achar qual é a plataforma porque não tem escrito em lugar nenhum (pelo menos eu não achei). Vale perguntar pros outros passageiros indianos, eles sempre são muito solícitos; 2) Você tem que se virar pra achar qual é o vagão da classe do seu assento porque nem sempre e nem em todos os vagões está escrito o número. Vale perguntar pros indianos também, mas se apresse em fazer isso porque quando o trem chega você não tem muito tempo e ele pode partir sem você; 3) Dentro do vagão correto, é relativamente fácil achar o número do seu assento; 4) Depois da partida (quase sempre com atraso), passa um funcionário conferindo sua passagem e seu passaporte (aqui bate uma aflição porque você não tem certeza se seu nome vai estar lá mesmo kkk). Aparentemente meu nome estava registrado na lista deles; 5) Você não sabe quais as estações que o trem está parando. Não escutei nenhum anúncio, procurava as placas nas estações que parava, mas às vezes não tinha, e às vezes só estava em hindi. Aqui tb vale perguntar pras pessoas. Por fim, acabei chegando em Jaipur uma hora depois do previsto. Tinha reservado um hotel próximo que oferecia um serviço de pickup na estação. Eles tinham marcado um local de encontro na estação, mas chegando lá não vi ninguém, fiquei parado e logo vieram outros tantos motoristas me oferecendo transporte. Fiquei na dúvida se aceitava ou se esperava mais, e quando ia aceitar e estava negociando o preço já, o motorista do hotel segurando a placa com o meu nome chegou (que alívio!). No caminho pro hotel, ele já foi me oferecendo serviço de táxi particular pra rodar os principais pontos da cidade durante o dia seguinte. Fechamos um valor de 2000 rúpias. Talvez um pouco caro pros padrões indianos, mas pela segurança, comodidade e conveniência, achei que valeu a pena. Além disso, se você pensar que esse valor na cotação da época dá R$ 95, não é tanto assim pra um dia de táxi lhe levando pra vários pontos. Se você tiver mais paciência que eu pra negociar, talvez encontre até pela metade disso. Quanto ao hotel, gostei muito e é bem aconchegante. A senhora dona do hotel foi bem simpática e apesar da hora tarde preparou o meu jantar (incluso na diária) e até me ensinou a comer com a mão como os indianos. O quarto bem espaçoso, com TV, ar condicionado (embora não tenha precisado), banheiro com água quente e cama confortável, além de wifi. Depois de uma noite praticamente sem dormir e um dia rodando em Delhi, dormi feito uma pedra! O nome do hotel que eu fiquei em Jaipur é All Seasons Homestay pra quem se interessar. No dia seguinte, tomei o café da manhã e na hora marcada o motorista veio pra gente começar o passeio. Como iria pegar outro trem no final do dia, resolvi fazer o checkout do hotel e depois do passeio já ir direto pra estação. O táxi tb serviu pra eu deixar minhas coisas enquanto parava nos locais (mas claro que sempre carregava comigo o dinheiro, documentos, celular, etc). A primeira parada seria no Amber Fort. Mas no caminho, ele parou numa loja de roupas daquelas pega-turistas. Já tinha lido que os motoristas de táxi costumam fazer isso porque acabam ganhando uma comissão por isso. Mas é só você deixar bem claro que não tem interesse e que se ele fizer isso de novo, vai procurar outro táxi. Pronto! Não tive mais problemas com relação a isso e continuamos seguindo o caminho pro forte. No caminho, passamos pelo Hawa Mahal. Chegando na base do Amber Fort, você tem a opção de subir de elefante ou carro. Como não tinha muito tempo, fui de carro mesmo, mas pegamos um pouco de engarrafamento e acabei subindo o finalzinho a pé mesmo. Marquei de encontrar o motorista no estacionamento lá em cima depois. Na bilheteria do forte, você tem a opção de comprar o ingresso só pra aquele forte ou um combo de ingressos pra vários outros pontos da cidade. Resolvi comprar o combo, mas como acabei não podendo ir pra todos por falta de tempo, não sei se foi um bom negócio. Achei esse forte fantástico! E a vista de lá de cima também! De lá seguimos pro Jal Mahal, ou pelo menos pro ponto de vista dele já que ele é inacessível por estar no meio de um lago. Também muito bonito! De lá, o motorista me levou pra um restaurante ali próximo onde eu almocei. E o almoço estava ótimo também! Depois fomos pro Jantar Mantar que é um complexo de edifícios que eram usados como instrumentos astronômicos antigamente. Particularmente, eu achei meio sem graça. Mas como ficava bem próximo de lá fica o City Palace, e esse vale muito a pena, você acaba indo tb. Jantar Mantar City Palace City Palace City Palace Do City Palace seguimos pro Albert Hall Museum que também tava incluso no ingresso combo que tinha comprado no Amber Fort. Também gostei. Por fim, o motorista me levou pra estação. Paguei o combinado sem problemas e nos despedimos. Na estação, fiquei aguardando o trem pra Agra (com as mesmas dificuldades de achar o vagão como descrevi acima). Aqui também o trem partiu atrasado. Como o destino seria Agra (a cidade do Taj Mahal), o trem estava lotado de turistas estrangeiros. Acabei fazendo amizade com um senhor indiano sentado ao meu lado e 2 polonesas sentadas na minha frente com o guia indiano delas. Quando cheguei em Agra, a gente acabou pegando o mesmo táxi pro hotel (o meu era diferente do delas). Tinha reservado um bem próximo do Taj Mahal. Como o trem atrasou, acabei chegando bem tarde, e o hotel que também parecia uma casa (como o de Jaipur), estava com a porta fechada! Toquei várias vezes a campanhia e como não vinha ninguém já foi batendo uma aflição de você estar meia noite numa rua indiana sem ninguém. Mas depois de insistir mais algumas vezes, o dono finalmente acordou e veio abrir o portão. Ele também foi bem simpático. E apesar da hora também serviu o meu jantar. O quarto tinha banheiro e uma cama confortável, além de wifi. Também recomendo bastante. O nome é Taj Hayat Homestay. No dia seguinte, acordei, tomei o café da manhã e segui pro Taj Mahal. O dono do hotel me chamou um tuk-tuk. Pra entrar no Taj Mahal, você entra numa fila especial pra estrangeiros onde você compra um ingresso e passa por um detector de metais. Aqui eles não deixam passar tripé de câmera nem pau de selfie. Eu tinha um mini tripé tão pequeno que até cabia numa mão, mas mesmo assim eles não deixaram passar. Tem um locker lá que você paga pra guardar as coisas barradas. Já dentro do jardim do Taj Mahal é só curtir aquela maravilha. Dei sorte de o tempo estar perfeito com o céu super azul contrastando com o branco do mármore do Taj Mahal (minha amiga foi dias depois lá e pegou um nevoeiro)! Enfim, ele não precisa de apresentações, então ficam algumas fotos: Do Taj Mahal, segui pro Agra Fort. Gostei muito desse forte também e achei super tranquilo. Depois da muvuca que tava no Taj Mahal foi ótimo relaxar por lá algumas horas. Existem outros pontos turísticos em volta de Agra, mas parece que são um pouco afastados. Até daria tempo pra eu ir, mas estava muito cansado e resolvi voltar pro hotel e descansar até a noite pois pegaria um trem às 23h pra ir até Khajuraho. O trem pra Khajuraho incrivelmente partiu só com 30 min de atraso, os outros demoravam pelo menos 1h. Como seria uma viagem mais longa (7h de duração), resolvi comprar o assento de cama. Tive dificuldade pra achar a minha cama no vagão porque ele já vem com outras pessoas dentro e com as luzes apagadas. Resultado é que acabei deitando na cama errada. Mas o dono da cama, que chegou depois, veio e falou que podia trocar e ficar na minha que seria logo acima da que eu estava. Então sem problemas. Achei a viagem relativamente confortável. Você só tem que ficar atento quando tem que descer. Depois que passava o tanto de horas que duraria a viagem eu ficava atento sempre que o trem parava pra ver se era Khajuraho. Também recomendam amarrar sua mochila na cama por segurança, mas como a minha não era tão grande, usei como travesseiro e achei tranquilo. Na estação de Khajuraho, negociei com um taxista pra que ele me levasse pros principais templos e no final do dia pro aeroporto, e ele me cobrou 600 rúpias. Khajuraho é a cidade dos templos com as famosas esculturas eróticas que alguns dizem terem sido inspiradas no livro Kamasutra. E ver os templos era meu único objetivo na cidade. E realmente os templos são fanstásticos. Foi lá que tirei minhas melhores fotos: Depois o motorista me deixou no aeroporto como o combinado, e eu parti pra Varanasi. O voo saiu 2 horas atrasados e eu cheguei em torno das 16h. A principal atração de Varanasi é o Rio Ganges e os Ghats que são as escadarias pro rio. Mas o aeroporto fica muito distante de lá, cerca de uma hora mais ou menos. Tive uma certa dificuldade pra achar o hostel onde ficaria. Mas um indiano me viu perdido e começou a me guiar. Resolvi confiar. Passamos por vários becos quase como um labirinto e depois de alguns minutos de caminhada ele me deixou no hostel que eu tinha reservado. Dei uma gorjeta de 100 rúpias pra ele, e ele ficou bem satisfeito. Eu nunca que teria encontrado aquilo sozinho! rs O hostel fica bem próximo do Dashashwamedh Ghat onde todos os dias acontece uma cerimônia no início da noite. Achei a cerimônia bem legal e animada. Algumas pessoas assistem a cerimônia dos barcos no Ganges, mas eu achei mais interessante ficar ali vendo de pertinho. Depois da cerimônia, dei uma passeada pelos Ghats e procurei um local pra comer. Depois voltei pro hostel. O melhor do hostel é a localização mesmo. Ele tem o básico: beliche com tomadas, armário, chuveiro quente, wi-fi e também um barzinho que funciona à noite no andar mais alta com vista pro rio. O nome é Bunkedup Hostel Varanasi. No dia seguinte, acordei com o som de alguns mantras que ecoavam pela janela do quarto. Achei aquilo tão mágico! Levantei e antes de tomar o café, fui pro rio e procurei um barco pra fazer o passeio (tem vários que fazem isso). Acho que paguei 300 rúpias por mais ou menos uma hora de passeio (só tinha eu no barco). A vista que temos dos Ghats é fantástica. Depois do passeio, fui tomar meu café no hostel e fiquei de boa por ali mais algumas horas. Depois peguei um tuk-tuk pro aeroporto pois voltaria pra Mumbai naquele dia. Era um voo direto pela companhia IndiGo, mas o voo saiu 4 horas atrasado! Em Mumbai eu voltaria a encontrar minha amiga e vários outros amigos pra passar os últimos 3 dias do ano juntos e foi muito divertido! Bebemos, comemos e dançamos muito (música indiana)! Foi uma experiência incrível! Se pudesse tinha ficado um mês por lá e feito os passeios com muito mais calma. Mas mesmo assim, claro que valeu muito a pena! Apesar da dificuldade da infraestrutura dos locais, de deslocamentos e outras, achei o povo muito simpático e solícito. Em nenhum momento também me senti em perigo. Mas claro que é sempre bom tomar os cuidados básicos em qualquer lugar, como sempre estar atento aos seus pertences, ficar de antena ligada pra possíveis golpes, etc. Enfim, a Índia me deixou muitas boas lembranças e muitas saudades! Acompanhem também relatos de outros destinos no meu blog: http://itinerant.com.br/
  5. Retirado do meu blog: http://itinerant.com.br/ Taiwan talvez não seja um destino tão comum. Pelo menos, não estava na minha lista de prioridades. Mas a oportunidade surgiu depois que eu consegui trocar umas milhas que já estavam para se vencer por uma passagem pra lá saindo do Japão, onde eu moro atualmente. E confesso que me surpreendi! Primeiro é preciso esclarecer a questão de Taiwan como país ou como território da China. O problema com relação ao reconhecimento internacional de Taiwan como país vem da vitória do Partido Comunista Chinês sobre o Partido Nacionalista Chinês que, sem saída, teve que transferir o seu governo para a ilha de Taiwan, criando assim a República da China (RC) com sede na cidade de Taipei (hoje capital de Taiwan) em oposição à República Popular da China (RPC) na China continental. Então ficou de um lado a RPC falando que Taiwan faz parte da China, e do outro a RC, que antes governara toda a China, mas agora restrita a Taiwan. O fato é que a RPC nunca teve domínio sobre Taiwan. Mas ela coloca pressão em outros países dizendo que se alguém reconhecer Taiwan como um país independente, ela corta suas relações diplomáticas. E como as relações comerciais e, consequentemente, o dinheiro acabam falando mais alto, muitos países acabaram aceitando as condições da RPC. É o caso do Brasil. O fato é que você não conseguirá entrar em Taiwan com um visto tirado em uma embaixada ou consulado chinês. Então vocês concluem que o visto deve ser retirado no consulado taiwanês, correto? Até seria se fosse em um país que reconhecesse Taiwan como nação, ou seja, pouquíssimos. Mas para driblar isso, o governo de Taiwan acabou instalando os chamados "Escritórios de Representação Econômica e Cultural de Taiwan" para fornecer, além de outros serviços, serviços consulares. A página do escritório de São Paulo é essa: http://www.roc-taiwan.org/br_pt/index.html É para lá que vocês devem ir para conseguir um visto para Taiwan no Brasil. Resolvido os problemas burocráticos, vamos ao que interessa. Eu fiz essa viagem entre os dias 21 e 25 de outubro de 2016. É uma época com menos chuvas, mas ainda bem quente. Visitei as cidades de Taipei, Tainan, Kaohsiung e Hualien. Sobre o que fiz em cada cidade: Taipei Cheguei em Taipei de madrugada e enfrentei uma fila gigante na imigração. Demorei cerca de uma hora até chegar minha vez. Tinha lido em algum lugar que eles pediriam o certificado internacional de vacinação comprovando a vacina de febre amarela, mas não pediram (mas é bom não arriscar). Só carimbaram o visto, tiraram foto e recolheram as minhas impressões digitais. Depois disso, segui em busca de transporte para o centro de Taipei. Tinha pesquisado que existia um serviço de ônibus 24h chamado Kuokuang Line que faz a ligação do Aeroporto de Taoyuan com a Taipei Main Station. O bilhete pode ser comprado numa máquina que fica logo na saída do aeroporto em frente ao ponto de ônibus (é só seguir as placas procurando pelos ônibus). O bilhete custou NT$ 125 (a cotação na época da viagem era de R$ 1 para mais ou menos NT$ 10). O ônibus deixa em frente à estação acima. Os pontos de parada são anunciados em inglês também num letreiro dentro do ônibus, mas esse é o principal ponto e quase todo mundo desce. Então é fácil de reconhecer. Tinha reservado um hostel bem próximo à estação. Como cheguei de madrugada, para mim foi bem prático e me fez evitar pegar táxis. Me perdi um pouco, mas um motorista de táxi viu o endereço que eu carregava do hostel em chinês (fica a dica de carregar o endereço em chinês também) e me indicou o caminho que era realmente bem próximo, cerca de 5 minutos a pé. O hostel era muito bom, tinha um bom café da manhã, staff simpático, camas confortáveis com uma cortina que dão uma certa privacidade e banheiros limpos. O wifi também funcionava bem dos quartos. Fiquei 2 noites lá. O link do hostel é esse: http://www.booking.com/hotel/tw/mi-ni-lu-dian.html Depois de acordar e tomar o café da manhã, saí para conhecer a cidade. Em Taipei é muito fácil de se locomover. Eles têm um ótimo e prático sistema de trens e metrôs. Em nenhum momento precisei de táxi. Além disso, a cidade é limpa e segura. Saí da Taipei Main Station e desci primeiro na estação NTU Hospital (geralmente pagava NT$ 20 ou NT$ 25 por cada vez que tomava trem, dependendo da distância). Perto desta estação fica o 2-28 Peace Park. Um parque em memória das vítimas do massacre que ocorreu em 28 de fevereiro de 1947 numa rebelião antigovernamental suprimida violentamente. É um parque bem agradável e também tem um museu que conta a história do massacre. Depois do parque, voltei para o metrô e desci na estação seguinte, a Chiang Kai-shek Memoriall Hall. É uma praça gigante em memória do Chiang Kai-shek que foi praticamente o fundador de Taiwan. O Lugar impressiona pela dimensão e pela beleza da arquitetura. A essa altura, o calor estava demais e eu resolvi dar uma pausa num laguinho que tinha ali do lado sob a sombra de algumas árvores. Depois disso, segui para a estação Taipei 101. Taipei 101 é o arranha-céu de 101 andares símbolo de Taipei. É possível vê-lo de muitos pontos da cidade. Tem mais de 500 metros! Paguei NT$ 600 para subir no topo. Lá de cima tem uma vista incrível de Taipei! Embaixo dele funciona um shopping bem movimentado cheio de lojas de grife. Próximo dali, na estação Sun Yatsen Memorial Hall, fica o memorial que dá nome à estação. Sun Yatsen foi um líder republicano que fez história na China Republicana antes da chegada dos comunistas. Saí de lá quase de noite já e segui para a estação Longshan Temple. Esse templo é o mais antigo e mais importante de Taipei. E realmente é uma atração imperdível. Logo ali próximo, na estação seguinte de Ximen, fica o Ximending que mostra o lado mais moderno da cidade. Também é interessante ver esses contrastes de moderno e tradicional na cidade. A essa altura eu já estava exausto de passar o dia andando pela cidade de um lugar para o outro e também faminto. Resolvi encerrar o dia com um jantar no Raohe Street Night Market. Para chegar no mercado, é só ir até a estação Songshan. O mercado fica na saída 5 logo ao lado desse outro templo: No mercado você encontra de tudo. Além de muita comida, artesanatos, roupas, etc. Tem muita comida boa, mas muitas coisas estranhas também, umas com um cheiro horrível! rs Mas a maioria é boa e muito barata. Depois disso, voltei para a Taipei Main Station e deixei comprado o bilhete para Tainan no dia seguinte. O bilhete custou NT$ 738, e o percurso dura 4 horas. Existe também um trem mais rápido e mais caro para quem tem mais pressa. Tainan Como o trem partia muito cedo, não deu para eu pegar o café da manhã do hostel, mas bem próximo tinha uma loja de conveniência Seven Eleven com uma boa variedade de comidas prontas. O trem partiu e chegou no horário correto. Todos os assentos são marcados e não vi nenhum problema de overbooking. Realmente fiquei impressionado com o sistema de transporte organizado deles. Em Tainan, encontrei uma amiga que me levou para almoçar primeiro e depois para conhecer a cidade. Eu adorei a comida! Achei tudo delicioso! Depois de comer, fomos visitar alguns templos taoístas da cidade. A cidade é cheia de templos. Tainan foi a primeira capital de Taiwan e é uma cidade cheia de história. Super tranquila. Depois seguimos de carro para uma cidade mais ao sul chamada Kaohsiung. Kaohsiung Em Kaohsiung, visitamos o Templo Fo Guang Shan. Esse sem dúvidas foi o templo mais impressionante que vi em toda Taiwan! Um espaço enorme, com um ambiente super agradável e cheio de paz. Esse também é imperdível! Depois daí, minha amiga me deixou na estação de Kaohsiung e eu peguei um trem de volta para Tainan onde tinha reservado um hostel. Este hostel também ficava bem próximo da estação e, assim como o de Taipei, também gostei muito. Como ia pegar outro trem bem cedo no dia seguinte, também não pude pegar o café da manhã daqui. Mas pela estação também tem umas lojas de conveniência que quebram o galho. Hualien Minha amiga tinha reservado para mim e me deu de presente o bilhete de Tainan para Hualien que fica a mais ou menos 6 horas dali. Fica do lado leste da ilha. Pesquisei depois o preço e encontrei por NT$ 961. Hualien é a cidade que fica o Parque Nacional de Taroko, que é um dos principais pontos turísticos de Taiwan, cheio de paisagens fantásticas! Apesar de sair uns ônibus da estação de Hualien que vão deixar em Taroko, resolvi me hospedar próximo à estação Xincheng que fica na base do parque. O trajeto entre Hualien e Xincheng é bem rápido, cerca de 20 minutos, mas tem poucos trens. Tive que esperar uma hora para pegar o trem local que levaria até lá. Depois que desci na estação de Xincheng, tomei um susto porque não vi nada, só umas barraquinhas de frutas de um lado, uma locadora de bicicletas do outro, pouquíssimas construções e muito mato! Da estação eu não conseguia avistar nenhum hotel ou coisa do tipo, nem restaurantes, muito menos lojas de conveniência. Quase pegava o trem de volta para Hualien, que era uma cidade bem maior. Mas como teria que esperar mais uma hora para o próximo trem, resolvi sair para procurar o hotel que eu tinha reservado seguindo o mapa que tinha levado indicando o local. Depois de andar uns 10 ou 15 minutos, vi que tinha uma avenida mais na frente que tinha uns hotéis e lojas. O nome do hotel que eu tinha reservado era Stick-On B&B, mas não encontrava nenhum prédio com essa inscrição. Aí resolvi confiar exatamente no ponto que indicava o mapa e encontrei uma espécie de casa bem grande com uma placa em chinês e resolvi perguntar, e era justamente lá! rs Depois dei a dica para eles colocarem uma placa em inglês também. Não era bem um hotel, era uma espécie de pousada. Fiquei num quarto individual, numa cama bem espaçosa, com ar-condicionado, TV e banheiro. Os donos eram um casal muito simpático. Eles explicaram os pontos que deveria visitar em Taroko e como chegar. Eles também emprestavam bicicletas para os hóspedes. O link do hotel é este: http://booking.com/62d70a3b362bbd Como já estava próximo do final da tarde, deixei a visita para o parque só para o dia seguinte. Mas peguei a bicicleta e fui até a entrada só. O parque fica num desfiladeiro, é enorme e subir aquelas montanhas de bicicleta é quase impossível. O dono do hotel me explicou que muitos alugam uma bicicleta compacta na estação de Xincheng, tomam o ônibus de lá, vão até o último ponto em cima da montanha e descem de bicicleta. Mas como eu tinha que voltar para Taipei ainda no dia seguinte para pegar o voo de volta, achei que não teria tempo e resolvi fazer o trajeto só de ônibus mesmo no dia seguinte. Acordei, tomei o café da manhã e um dos donos foi me deixar de carro na estação onde eu pegaria o ônibus para Taroko. O ônibus veio no horário certo, subi e o motorista me perguntou para qual ponto iria, e eu disse que era Lushui, que era o ponto de visita que fica mais em cima. O motorista falou o preço que era NT$ 85, mas eu não tinha trocado nem ele tinha troco, o que veio a se repetir em todos os ônibus que peguei descendo de volta. A sorte é que a passageira da frente trocou o dinheiro para mim. Então fica a dica de vocês guardarem todas as moedas para usar aqui. O caminho até Lushui, em cima da montanha, já é de cair o queixo. Realmente uma das principais atrações de Taiwan é este parque! Em Lushui, você tem 2 opções de trilha para fazer: uma longa e uma curta. Por causa do tempo, escolhi a curta onde passei por cavernas e tive uma boa visão do desfiladeiro: Depois voltei para pegar o ônibus voltando e desci no próximo ponto abaixo que era o Yanzikou. Este é sem dúvidas o principal ponto para tirar as melhores fotos. Também tem uma trilha que você segue e encontra ótimas paisagens: Depois de Yanzikou, peguei o ônibus descendo para mais um ponto, o Chang Chun Ci (Eternal Spring Shrire). Esse templo foi construído dedicado ao 450 trabalhadores que perderam suas vidas na construção das estradas de Taroko. Depois do templo, peguei o ônibus mais uma vez com destino ao último ponto que era a estação de Hualien de onde eu voltaria para Taipei. Como não tinha mais moedas suficiente, tive problemas mais uma vez com o pagamento da passagem, mas um senhorzinho taiwanês me deu uma moeda de NT$ 10 e completou minha passagem. Então fica o lembrete, levem o máximo de moedas possível! Chegando em Hualien, peguei o trem para Taipei que custou NT$ 440 e demorou 3h para chegar lá. A paisagem nesse trecho entre Hualien e Taipei é bem bonito também e dá para curtir das janelas do trem. Chegando na Taipei Main Station, comprei umas lembrancinhas e peguei o ônibus para o Aeroporto de Taoyuan. Assim encerrei essa viagem surpreendente para Taiwan. Se pudesse ficaria mais uma semana, aumentaria mais um dia de estadia em cada cidade e usaria o resto para visitar o norte de Taipei que também tem belas cidades. Quem sabe fica para uma próxima viagem. De qualquer forma, Taiwan deve entrar no destino de todo mochileiro com certeza! Acompanhem também relatos de outros destinos no meu blog: http://itinerant.com.br/
  6. Obrigado LiCkA! Fico feliz em poder ter te ajudado no seu plano e espero que faça uma ótima viagem tb!
  7. Retirado do meu blog: http://itinerant.com.br/ Esse é um relato de uma viagem que fiz na Tailândia no final de agosto de 2016. Foram só 4 dias de viagem (24 a 28 de agosto) e tive que priorizar umas coisas e sacrificar outras. Como esse período é de chuvas na Tailândia, achei que seria arriscado optar pelas praias do Sul e acabar perdendo os poucos dias que teria por lá. Então resolvi optar por fazer um tour pelos templos de Bangkok e do norte e deixar as praias para uma outra oportunidade. Antes de começar o relato, deixo avisado que vou colocar os valores convertidos para reais usando a cotação de hoje (04/09/2016), e também arredondando para cima. Portanto, para valores atualizados, recomendo que vocês baixem algum aplicativo de conversão de moedas e vejam o valor atual, ok? Fiz essa viagem saindo do Japão, onde eu moro, com uma promoção imperdível que encontrei pela companhia Air Asia pagando 23.550 ienes (cerca de R$ 740) ida e volta de Tóquio para Bangkok! Foi o principal motivo que me fez viajar nessa época, mesmo tendo pouquíssimos dias de folga. Meu roteiro seguiu assim: Dia 1 (24/08) > Chegada em Bangkok e ida para Khon Kaen Dia 2 (25/08) > Volta para Bangkok e visita ao Grand Palace e Wat Pho Dia 3 (26/08) > Tour por Ayutthaya e ida para Chiang Rai Dia 4 (27/08) > Visita ao White Temple de Chiang Rai, ida para Chiang Mai e visita ao Wat Phra Singh e Wat Phra That Doi Suthep Dia 5 (28/08) > Voo de volta Além do voo internacional ter sido baratíssimo, também peguei ótimas preços nos voos domésticos: Bangkok – Khon Kaen > 1,635.30 THB (R$ 154) pela Air Asia Khon Kaen – Bangkok > 886.30 THB (R$ 84) pela Air Asia Bangkok – Chiang Rai > 1,386.14 THB (R$ 130) pela Air Asia Chiang Mai – Bangkok > € 36,86 (R$ 134) pela Thai Lion Air Agora vamos ao relato de cada dia: DIA 1 Quando reservei o voo pela Air Asia, resolvi não pagar as taxas extras para ter a franquia de bagagens despachadas. Então fui só com a de mão mesmo que tinha um limite de 7 kg. Como minha estadia seria curta, não precisei de muita bagagem e os 7 kg foram suficientes. Só tive cuidado com os líquidos, coloquei xampu, protetor solar e outros em recipientes de menos de 100 ml cada e não tive problema na hora do embarque. Cheguei no aeroporto de Don Mueang (que é mais usado pelas low costs e voos domésticos) por volta das 14h. Como tinha lido por aí em outros relatos, segui para o balcão de Health Control com minha carteirinha de vacinação comprovando que tinha tomado a vacina de febre amarela para preencher o formulário, ganhar o carimbo e só então seguir para a imigração. A passagem pela imigração também foi tranquila. Como tinha reservado o voo para Khon Kaen para as 16h40 do mesmo aeroporto, fiquei por lá mesmo esperando. Enquanto esperava, dei uma volta no aeroporto e vi que tinha uma lojas vendendo chips de celular com 1,5 GB de dados para internet por 150 THB (R$ 15). Tentei comprar, mas eles não conseguiram ativar no meu celular porque acho que ele era bloqueado. Então fica a dica se vocês tiverem celular desbloqueado para outros chips. Mas, na verdade, acabei nem sentindo falta porque passava o dia andando e quando parava em algum restaurante, café ou no hostel, eu usava tranquilo o wi-fi desses lugares. Peguei o voo para Khon Kaen e cheguei lá por volta das 17h30. A essa altura, vocês devem estar se perguntando o que tem em Khon Kaen para eu ter ido lá. Provavelmente, pouquíssimos turistas passam por lá. E realmente, não há nada de turístico para ver lá. Eu só fui, porque um dos meus melhores amigos que fiz em tempos de intercâmbio era de lá e eu fui mais para encontrar com ele. Ele me levou para um night market popular de lá e a gente ficou comendo, bebendo e batendo muito papo por lá. Um lugar bem agradável, apesar de a esperada chuva ter vindo atrapalhar um pouco esse primeiro dia. Nesse dia, dormi na casa desse meu amigo e no dia seguinte peguei o voo cedo de volta para Bangkok. DIA 2 Voltei pro aeroporto de Khon Kaen e embarquei no voo de 8h25 para Bangkok. Enquanto esperava o voo, tive a primeira grande surpresa cultural da viagem. Eu já tinha lido que numa determinada hora do dia, uma música (que imagino que seja o hino nacional) é colocada nos alto-falantes das ruas e as pessoas param tudo, ficam de pé em respeito ao rei e a rainha e esperam a música passar. Só que eu não imagina que no aeroporto ia ter isso. Quando deu 8h, a música começou a tocar, todo mundo da sala de embarque levantou e só eu fiquei sem entender o que era. Mas resolvi acompanhar e levantei tb. rs O voo saiu atrasado e eu cheguei em Bangkok por volta das 11h. Tb tinha pesquisado que tinha um ônibus/van que sai do aeroporto de Don Mueang e vai até a Khao San Road, que é tida como a rua dos mochileiros, além de ser muito próxima do Grand Palace e do templo Wat Pho que estavam na minha lista de visitas. O ônibus é chamado de Limo Bus, custa 150 THB (R$ 15) e você encontra o balcão para comprar a passagem do lado da saída 7: A Khao San Road tem muitas opções de hospedagem, e eu tava na dúvida de onde ficar. Então dei uma pesquisada na Booking.com e encontrei uma ótima avaliação sobre o Nitan Hostel Khaosan: http://booking.com/f4c1cf6fdc6190 E realmente é um bom hostel. Fiquei num dormitório misto com 10 camas e paguei 520 THB (R$ 52) por uma noite. Além desse valor, você paga uma espécie de garantia de mais 300 THB (R$ 30) que é devolvido no check-out quando você entrega a chave. Cada cama tem cortina, tomada, um armário pequeno para guardar coisas de valor (não cabe a mochila), ar-condicionado, o banheiro é limpo, o wi-fi é bom e o atendimento também. Não tenho nenhuma queixa. A única coisa ruim é que é um pouco difícil encontrar. Ele não fica bem na Khao San Road, mas num beco que tem entrada na Khao San Road. E a rua é muito bagunçada, cheia de lojas e pessoas e outros becos. Então fica uma dica se vocês forem para esse hostel: saiam do lado da esquina do Burger King e procurem o primeiro beco à esquerda (se não for o primeiro, é o segundo, não tenho certeza rs). Olhem da entrada e vcs já visualizam o letreiro do Nitan Hostel. Fiz o check-in no hostel, deixei minha coisas e segui para o Grand Palace. É realmente próximo à Khao San, cerca de 10 a 15 min a pé. O Grand Palace e os templos também restringem a entrada de pessoas de bermuda e camisetas sem manga, e saias acima do joelho. Por causa disso, tem muita gente vendendo lenços e calças na frente. Também li em algum lugar que lá na entrada dá para pegar emprestado também, mas eu não recomendo porque é muito lotado e você com certeza vai perder muito tempo na fila. Eu fui preparado e entrei tranquilo. O ingresso custa 500 THB (R$ 50) e dá acesso a todo o complexo que além do palácio em si, tem o templo Wat Phra Kaeo com o Buda de esmeralda. É muita coisa para ver lá. O espaço é enorme e muito bonito para tirar fotos. Como iria paro o Wat Pho ainda no mesmo dia, tive que correr um pouco e fiquei só 3h lá. Saí do Grand Palace e fui para o Wat Pho. Sabia que era perto de lá, então dei uma volta em torno do Grand Palace e localizei fácil o Wat Pho. É onde tem o Buda Reclinado, mas também é um espaço bem grande cheio de coisas para ver além do Buda. A entrada nesse templo custou 100 THB (R$ 10) e dá direito a uma garrafa d’água que cai muito bem naquele calor. Saindo do Wat Pho, tava muito cansado de andar e também pelo calor e resolvi descansar um pouco num café que tinha na margem do rio Chao Phraya que ficava bem próximo. Além de descansar, ainda dava para curtir a vista do Wat Arun que ficava do outro lado da margem, que eu não pudia ir dessa vez por falta de tempo. Mas a vista compessou: Depois disso, voltei para o hostel e tinha planejado ir para Khao San Road à noite, mas de novo a chuva voltou para atrapalhar os planos, além disso, eu também tava exausto e resolvi comprar algo na loja de conveniência Seven Eleven ali perto e comer no hostel mesmo, e assim encerrei esse dia. DIA 3 Esse dia acordei, tomei o café-da-manhã e fiz o check-out. Saí pela Khao San e negociei com um motorista de tuk-tuk para ir até a estação de trem Hua Lamphong. Fechei o valor de 100 THB (R$ 10). Na estação, comprei a passagem para Ayutthaya por somente 15 THB (R$ 1,5), absurdamente barato!!! Claro que o trem não tinha conforto nenhum, nem ar-condicionado, mas eu fui sentado de boa na janela junto com outros tailandeses. O trem atrasou uns 30 min para partir e a viagem até Ayutthaya demorou mais ou menos 2h. Chegando em Ayutthaya, eu já tinha planejado que faria o passeio pelos principais pontos da cidade de bicicleta (apesar do calor!). Mas aqui fica mais uma dica: você encontra um ponto de aluguel de bicicletas logo na saída da estação, mas recomendo você seguir pela rua em direção ao rio para atravessá-lo numa balsa e só alugar a bicicleta na outra margem. Parece que eles não aceitam a bicicleta na balsa, então se você aluga logo na estação, tem que fazer uma volta por uma ponte mais distante e perde tempo. O aluguel da bicicleta foi 50 THB (R$ 5) e poderia usá-la até as 18h. Além disso, eles entregam um mapa com os principais pontos para visitar. São muitos pontos! E por causa do tempo mais uma vez eu tive que priorizar uns e sacrificar outros. Visitei esses: Wat Mahathat, ingresso: 50 THB (R$ 5) Wat Ratchaburana, ingresso: 50 THB (R$ 5) Wat Phra Si Sanphet, ingresso: 50 THB (R$ 5) Wihan Phra Mongkol Bophit, ingresso grátis Elephant Camp, ingresso grátis (só paga para subir nos elefantes) Wat Lokkayasutharam, ingresso grátis Queria muito ter ido no Wat Chai Wattharam e Wat Yai chai Mongkol, mas como tinha que voltar para Bangkok para pegar o voo para Chiang Rai às 19h30 e já eram 17h não dava tempo. E foi então que me dei conta que não ia dar tempo de voltar de trem para Bangkok. Por causa disso, tive que negociar com um táxi e foi duro conseguir baixar o preço. A princípio, o motorista queria cobrar 1000 THB (R$ 95) até o aeroporto Don Mueang de Bangkok, mas achei caro (pois tinha pago só 15 THB no trem!). Ofereci 500 e ele disse que eu tava brincando, ameacei comprar o bilhete do trem entrando na fila, e ele veio oferecer 900, falei que 800 e fecharíamos, aí ele negou mais uma vez. Entrei na fila de novo e ele veio de novo oferecendo 850, fui firme e falei que só daria 800, ele fez uma careta e ofereceu fazer uma cara e coroa, se eu ganhasse, pagaria 800. E foi aí que eu venci o cara e coroa e fechamos em 800 THB (R$ 75) até o aeroporto num táxi com ar-condicionado numa viagem de 1h15 mais ou menos (pegamos um pouco de trânsito em Bangkok). Mas consegui pegar o voo para Chiang Rai a tempo. Cheguei em Chiang Rai por volta das 21h30, fui no balcão de táxi do aeroporto, mostrei o endereço do hostel que iria ficar e eles me cobraram 200 THB (R$ 20). Parece que era um valor fechado já, e também tava exausto para ficar negociando valor de novo. rs O hostel que fiquei em Chiang Rai também tinha pesquisado no Booking.com e optei por um que tinha uma boa avaliação. E reservei o Mercy Hostel: http://booking.com/9c7bdb294700a E também super recomendo. Diferente do que fiquei na Khao San, esse não tem cortinas nas camas, mas elas são super confortáveis, com ar-condicionado, tomadas em cada cama, armários para guardar mochilas, bom wi-fi, banheiros limpos e espaçosos e uma área comum espaçosa e com sofás confortáveis. Nenhuma queixa também. A diária custou 250 THB (R$ 25), também foi necessário mais 100 THB (R$ 10) de garantia que era devolvido no check-out. Tinha um night market próximo de lá, mas eu realmente estava exausto e só fiz cair na cama e apaguei. DIA 4 Acordei, fiz o check-out e tomei o café-da-manhã no restaurante ao lado (o hostel não incluía o café na diária). Depois segui para o terminal de ônibus que era próximo de lá, negociei com um motorista de tuk-tuk a ida para o White Temple e fechamos ida e volta por 300 THB (R$ 30). O objetivo da minha ida a Chiang Rai era basicamente esse templo, sem dúvida um dos mais fantásticos de toda a Tailândia. E realmente valeu muito a pena! Ele fica um pouco afastado do centro de Chiang Rai, mas acho que foi entre 20 e 25 min até lá. E a entrada é livre, sem ingressos. Vejam o porquê de valer a pena: Realmente é de cair o queixo! De volta para o terminal de ônibus de Chiang Rai, fui no balcão da Green Bus e reservei uma passagem para Chiang Mai por 166 THB (R$ 16). O ônibus é bem confortável, com ar-condicioanado e você recebe ainda uma garrafa de água e um biscoito. Mas a viagem é um pouco longa, mais ou menos 3h. E só fui chegar em Chiang Mai às 14h30. Do terminal de ônibus de Chiang Mai peguei um tuk-tuk por 150 THB (R$ 15) e segui direto para o templo Wat Phra Singh. Chiang Mai é cheia de templos, mas como essas eram minha últimas horas na Tailândia, eu tive que optar e li que esse era o principal, e realmente é muito bonito! O ingresso custou somente 20 THB (R$ 2) Mas também tinha lido que o Wat Phra Thai Doi Suthep era imperdível. O problema é que ele fica bem afastado da cidade em cima de uma montanha e já eram 4h da tarde! E para piorar começou a cair uma chuva bem forte. Mas eu resolvi arriscar e resolvi ir. Peguei o primeiro táxi que vi e como não tinha muito tempo para negociar, acabei pagando caro mesmo sem insistir muito para baixar o valor de 500 THB (R$ 47). Chegando na entrada do templo em cima da montanha, a chuva continuava e eu, como previa que choveria, tinha levado uma capa de chuva na minha mochila e me foi muito útil. Se não me engano, acho que entrei no templo umas 17h, mas parece que ele era aberto até 20h. O ingresso custa 30 THB (R$ 3). E valeu a pena também. O templo é realmente muito bonito. E também tem uma vista ótima de cima da montanha de Chiang Mai. Na volta, peguei uma van na saída do templo que me levaria para o Night Bazaar de Chiang Mai, que era perto do hostel que eu ia ficar. A van cobrou 80 THB (R$ 8). O hostel que eu fiquei em Chiang Mai foi o STrips the Poshtel: http://booking.com/cd663a61cee5b8 Também recomendo. Tem uma boa localização bem próximo ao Night Bazaar. A diária custou 414 THB (R$ 41), mas eles cobravam uma garantia de 1000 THB (R$ 100) que mesmo sendo devolvido no check-out, eu achei um pouco absurdo ainda mais porque tava no fim da viagem já quase sem dinheiro. Como era o fim da minha viagem eu já sairia dali para pegar o voo no aeroporto e ir embora da Tailândia, os 1000 THB que pegaria de volta eu não teria mais onde gastar além do aeroporto e acabou sendo desperdiçado, ainda tenho aqui os bahts que sobraram esperando a próxima viagem para Tailândia. Mas quanto ao hostel em si, nenhuma reclamação. Só não dei sorte de pegar bons colegas de quarto, era uma bagunça só, roupa suja e mochila pelo chão todo, pendurada nas escadas das beliches atrapalhando a subida. Mas como sairia 5h da manhã para pegar o voo, não precisei conviver muito com isso. E como não conseguiria pegar o café-da-manhã do hostel, eles preparam um sanduíche e uma caixinha de leite para eu levar comigo. Saí do hostel, não tinha amanhecido ainda, e andei pela rua do Bazaar, mas não foi difícil achar um tuk-tuk que veio pela rua e parou na minha direção me oferecendo corrida. O trecho até o aeroporto foi 130 THB (R$ 13), que também nem insisti para diminuir. Cheguei no aeroporto, fiz o check-in na Thai Lion Air, que eu achei melhor que a Air Asia, e chegando em Bangkok peguei o voo da Air Asia de volta para Tóquio, e apesar de minha bagagem ter acusado 1,5 kg a mais da franquia de 7 kg, eles deixaram passar sem eu precisar pagar nada a mais. E foi assim que terminou essa passagem relâmpago, porém intensa por esse país fanstástico deixando muito gostinho de quero mais! TOTAL DE GASTOS Trecho intercacional (Tóquio-Bangkok): R$ 740 Trechos nacionais: R$ 502 Táxis/vans/ônibus/trem/bicicleta: R$ 255 Ingressos: R$ 80 Total: R$ 1577 (+ alimentação/compras que varia de pessoa para pessoa) Acompanhem também relatos de outros destinos no meu blog: http://itinerant.com.br/
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