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Tudo que Mochileiros.com postou

  1. @Aline Cota ônibus direto não tem. O Trajeto de ônibus é São Paulo > Mogi Mirim. https://www.clickbus.com.br/onibus/sao-paulo-tiete-sp/mogi-mirim-sp Depois Mogi Mirim > Holambra https://www.rome2rio.com/pt/map/Mogi-Mirim/Holambra
  2. Olá @Bernardo Menezes , Leitura de post sugerida: https://www.mochileiros.com/blog/eurotrip
  3. @KAREN RAQUEL DAFLON Sobre o seguro, talvez esse post possa te ajudar: https://www.mochileiros.com/blog/seguro-viagem-america-do-sul Em relação a mochila, tem muitos relatos aqui no fórum sobre o uso da Forclaz 50 da Quechua para este fim. Você encontra mais informações sobre isso neste tópico abaixo: E mais sobre mochilas para bagagem de mão, aqui: https://www.mochileiros.com/blog/mochilas-bagagem-de-mao
  4. Sim, mudanças em algo que estamos acostumados é complicado. Pode até parecer difícil, mas na prática é só usar a navegação de links que vc terá acesso a todas as funções do fórum. Todas as funções de edição de perfil, configurações de notificações estão no topo da tela. Acessando via PC esse menu aparece ao lado direito dos ícones das notificações: Na versão mobile, ficam no menu mobile, no topo da tela também. É só navegar pelas funções.
  5. Para incluir o link para suas redes sociais em todos os posts e mensagens aqui do Mochileiros.com basta estar logado e clicar neste link abaixo: https://www.mochileiros.com/index.php?app=memberssocialinfo&module=socialsites&controller=main OU Entrar no menu do seu perfil que aparece com seu nome e avatar lá em cima da tela e clicar na opção: Links para Redes Sociais 👍
  6. Para mudar seu nome de usuário é muito simples: Basta estar logado e clicar no link abaixo: https://www.mochileiros.com/settings/username/ Depois é só escrever o novo nome de usuário, que pode ser seu nome ou um nickname / apelido no campo: Novo nome de usuário Clique em Salvar e pronto! 👍
  7. Essa confusão se deu por conta de uma fake news que se espalhou no começo de 2019 nas redes sociais depois que o Peru passou a exigir visto dos VENEZUELANOS. Na época entramos em contato com o consulado do Peru em SP e a resposta foi essa da imagem em anexo, que diz que: Para brasileiros só é necessário RG OU passaporte com no mínimo 6 meses de validade como já disseram também outros membros aqui no tópico e conforme está descrito no site do Ministério das Relações Exteriores. Tem mais informações de como viajar com o RG e sobre quais cuidados tomar nesse link: https://www.mochileiros.com/blog/como-viajar-sem-passaporte-9-paises-onde-e-possivel-viajar-so-com-o-rg
  8. @pa_fabris Parabéns pela iniciativa. Que tal ir postando os novos vídeos nesse tópico? A cada novo vídeo, basta postar o link dele, apertar enter pra "embedar" o vídeo e clicar em responder ! 👍
  9. @Anderson Paz seu post ficou sensacional! É um verdadeiro Guia do México! Parabéns! 👏 Colocamos como destaque na seção "Pra inspirar" e será postado em breve em nossas redes sociais. Agora entendemos a dificuldade que vc teve pra criá-lo! Vimos que vc fez todo ele em uma só mensagem. Em uma próxima oportunidade, pra facilitar a postagem, você pode separar o relato em várias partes utilizando o botão responder. Isso com certeza iria diminuir os problemas com upload. Depois faça esse teste!
  10. Obrigado @Anderson Paz, vamos verificar qual o problema e qualquer novidades postamos aqui.
  11. Sim. É que do jeito que está agora, esta mal organizado mesmo. Assim que migrarmos todos os relatos pra lá vai melhorar. De qualquer forma, na busca vc encontra tudo.
  12. Não, tem mais relatos, mais ainda não foram organizados lá. Você encontra os outros no fórum de perguntas e respostas. Todos serão organizados pra seção de relatos em breve. Enquanto isso, vc pode encontrar nos fóruns de perguntas e respostas, pela busca ou pelas tags. Por exemplo: Costa Rica: https://www.mochileiros.com/tags/costa rica/ Panamá: https://www.mochileiros.com/tags/Panamá/ Nicarágua: https://www.mochileiros.com/tags/Nicaragua/ Guatemala: https://www.mochileiros.com/tags/guatemala/
  13. @SimoneCristina Não, é isso mesmo. Nós ainda vamos dividir a seção em países e transferir os relatos pra lá.
  14. @SimoneCristina Os relatos sobre a América Central estão neste link abaixo: https://www.mochileiros.com/forum/626-américa-central-caribe-e-méxico/ No Fórum de Perguntas e Respostas sobre a América Central que está dividido por países da região, vc também vai encontrar alguns: https://www.mochileiros.com/forum/156-américa-central-caribe-e-méxico/
  15. Olá @Anderson Paz Tudo bem? Por favor nos responda estas perguntas para nos ajudar a encontrar o problema. 1 - Apareceu alguma imagem de erro? Se sim, qual? 2 - Qual tipo de arquivo anexo vc está tentando enviar (foto,vídeo, pdf,..)? 3 - Qual é o tamanho do arquivo? Se o post já foi criado, por favor nos informe o link do post.
  16. Post criado para troca de informações sobre a Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso. O vídeo abaixo traz uma palestra de apresentação do projeto, realizada no dia 18 de dezembro de 2018 no CEL (Clube Expedicionista Light) no Rio de Janeiro. O palestrante é Pedro Cunha E Menezes, da ICMBio, um dos responsáveis pelo projeto da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso. O Mochileiros.com não tem nenhuma ligação com o projeto, além de divulgar notícias e abrir espaço para troca de informações sobre o mesmo. Resumo da palestra: O palestrante começa contando a história do engenheiro florestal americano Benton MacKaye que em 1921 escreveu um artigo chamado "An Appalachian Trail, A Project in Regional Planning", (um verdadeiro manifesto para a construção de uma nova ordem econômica baseada na vida selvagem) considerado a pedra fundamental da Trilha dos Apalaches, a primeira trilha de longo curso do mundo. Depois apresenta os principais projetos de trilhas de Longo Curso ao redor do mundo e como essas experiências serviram de inspiração para o projeto nacional, incluindo o intercâmbio de informações que ajudou a minimizar erros, principalmente em relação ao sistema padrão de sinalização. A pegada amarela sob uma base preta, ou o contrário para indicar o sentido oposto, foi escolhida como a sinalização padrão. A Coordenação Geral de Uso Público do ICMBio realizou várias capacitações em diferentes partes do Brasil compartilhando as técnicas. A sinalização padronizada reforça a característica de rede nacional ao mesmo tempo que permite a personalização de cada caminho regional com suas próprias características. A identidade unificada permite aos visitantes perceber que a trilha faz parte de um sistema maior que contribui para a conservação da natureza no país. Além de sinalizar o percurso para guiar os caminhantes a sinalização pode ser empregada em diversos produtos. Souvenirs para os caminhantes e fonte de renda para a população local. A apresentação traça um panorama do projeto e mostra como a trilha Transcarioca serviu como um piloto para a criação da rede. Mostra como está o andamento das principais iniciativas regionais, incluindo quatro grandes corredores. O Corredor Litorâneo, que ligará o Oiapoque ao Chuí; a Trilha Missão Cruls, que ligará a cidade de Goiás Velho até a Chapada dos Veadeiros; Caminhos do Peabiru, que ligará o Parque Nacional do Iguaçu ao litoral paranaense e a Estrada Real, atualmente percorrida por carros e bicicletas, ganhará também um percurso para os caminhantes. O vídeo também mostra como está se desenvolvendo toda parte burocrática do projeto incluindo a participação da iniciativa privada e das autoridades locais, e como essas trilhas servirão para conservação do meio ambiente. O traçado dos caminhos que compõem a rede de trilhas não é definitivo. Estão abertos para alterações que se fizerem necessárias ao longo da implementação que é naturalmente lenta por depender do envolvimento de diferentes esferas de governo, proprietários privados e a comunidade em geral. Sistema Brasileiro de Trilhas de Longo Curso Corredor Litorâneo Mais de 8.000 km passando por mais de 100 unidades de conservação federais, estaduais, municipais e privadas ao longo da costa brasileira. Percursos: Caminho das Araucárias (Florestas Nacionais de Canela e de São Francisco de Paula, Parques Nacionais de Aparados da Serra, Serra Geral e São Joaquim) Transmantiqueira (Parque Nacional do Itatiaia, APA da Serra da Mantiqueira, Parques Estaduais da Pedra Selada, da Serra do Papagaio e de Campos do Jordão, Monumento Natural Estadual da Pedra do Bau e Monumento Natural Municipal da Pedra do Picu) Trilha Transcarioca (Parque Nacional da Tijuca, Parque Natural Municipal de Grumari, Parque Estadual da Pedra Branca) Caminhos da Serra do Mar (Parque Nacional da Serra dos Órgãos) Rota do Descobrimento (Parques Nacionais do Pau Brasil e do Monte Pascoal) Rota das Emoções (Parques Nacionais de Jericoacoara e Lençóis Maranhenses) Trilha Missão Cruls O traçado de 600 km seguirá o caminho percorrido por Luiz Cruls em 1892, quando liderou uma expedição para estudar o Planalto Central e delimitar a área onde seria construída Brasília. O percurso de 136 km já sinalizado no Distrito Federal também pode ser percorrido de bicicleta. Percursos: Caminho de Cora Coralina (Parques Estaduais da Serra dos Pirineus, Serra Dourada e Serra de Jaraguá) Trilha União + Circuito Flona + Circuito Serrinha do Paranoá (Parque Nacional de Brasília, Floresta Nacional de Brasília e Área de Proteção Ambiental do Planalto Central) Travessia das Sete Quedas (Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros) Caminhos do Peabiru Cerca de 1.000 km seguindo o caminho histórico dos índios Guarani que ligava o Atlântico aos Andes. Áreas núcleo: Parque Nacional do Iguaçu, Estação Ecológica da Mata Preta, Parques Nacionais das Araucárias, Guaricana, Saint-Hilaire/Lange, Florestas Nacionais de Três Barras e Assungui, entre outros Estrada Real Mais de 1.700 km de extensão, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo seguindo o caminho histórico oficializado pela Coroa Portuguesa no século XVII. Áreas núcleo: Parques Nacionais das Sempre Vivas, Serra do Cipó, Itatiaia e Serra da Bocaina. Saiba mais aqui. Fonte: http://www.icmbio.gov.br/portal/ultimas-noticias/20-geral/9532-trilhas-de-longo-curso-conectam-paisagens-do-brasil-2
  17. Confira, a seguir, as regras de bagagem de mão das principais companhias aéreas brasileiras e evite gastos extras na sua viagem! Bagagem de mão Bagagem de mão é aquela que pode ser levada junto ao passageiro durante a viagem. Cada companhia aérea tem suas restrições em relação ao peso e volume da mala e cumpre exigências em relação a itens permitidos e proibidos na bagagem de mão. Segundo as regras da ANAC, em vigor desde maio de 2017, a bagagem de mão pode pesar até 10 kg e o seu volume deve ser definido por cada companhia aérea. Para evitar transtornos na hora do embarque, prepare sua mala com cuidado e consulte as tabelas abaixo para saber exatamente os pesos e as medidas permitidas: Bagagem de mão voos nacionais Linha aérea Volume Dimensões Peso Azul Linhas Aéreas 1 bagagem de mão + 1 item pessoal* 55 cm x 35 cm x 25 cm** 10 kg Avianca 1 bagagem de mão + 1 item pessoal* 55 cm x 35 cm x 25 cm** 10 kg GOL Linhas Aéreas 1 bagagem de mão + 1 item pessoal* 55 cm x 35 cm x 25 cm** 10 kg LATAM 1 bagagem de mão + 1 item pessoal* 55 cm x 35 cm x 25 cm** 10 kg *Itens pessoais correspondem a bolsa pequena, pasta de trabalho, computador portátil, bolsa de câmera, cobertor, muletas, guarda-chuva. Crianças de até dois anos pagando 10% da tarifa podem levar alimentação infantil para consumo durante a viagem e uma cesta ou carrinho de bebê (poderá também ser transportado no porão da aeronave). **Dimensões equivalem a: altura x largura x profundidade Em voos internacionais, os pesos e as medidas variam conforme as regras de cada companhia aérea. Geralmente, o número de itens permitido é uma bagagem de mão mais um item pessoal; esse limite pode aumentar para dois volumes para clientes Premium. Confira: Bagagem de mão voos internacionais Linha Aérea Volume Dimensões Peso Azul 1 bagagem de mão + 1 item pessoal* 55 cm x 40 cm x 20 cm 10 kg Avianca 1 bagagem de mão + 1 item pessoal* 55 cm x 40 cm x 20 cm 10 kg GOL 1 bagagem de mão + 1 item pessoal* 40 cm x 25 cm x 55 cm 10 kg LATAM Classe Econômica: 1 bagagem de mão + 1 item pessoal* Premium: 2 bagagens de mão + 1 item pessoal* 55 cm x 35 cm x 25 cm Classe Econômica: 8 kg Premium: 16 kg *Itens pessoais correspondem a bolsa pequena, pasta de trabalho, computador portátil, bolsa de câmera, cobertor, muletas, guarda-chuva e, dependendo da companhia aérea, carrinho de bebê. Fonte: Skyscanner
  18. Sugestão de posts com dicas para economizar na compra da passagem aérea e no Seguro Viagem em 2020 Como comprar passagens aéreas mais baratas Saiba quais são os países que obrigam a contratação de seguro viagem, quanto custa e quais são os melhores e os mais baratos Seguro Viagem América do Sul Seguro Viagem Europa
  19. https://www.mochileiros.com/forum/693-voos-baratos-para-europa/
  20. Livro sobre comidas indígenas brasileiras Comidas tradicionais Indígenas do Alto Rio Negro Comidas Indígenas do Alto Rio Negro é o resultado do esforço de mulheres indígenas e de pesquisadores para promover a soberania alimentar das populações tradicionais que vivem nessa região do noroeste amazônico. É um registro histórico-cultural em busca da soberania alimentar das populações tradicionais de São Gabriel da Cachoeira. Fruto de uma pesquisa realizada entre 2005 e 2007 por pesquisadores e lideranças femininas indígenas, o livro Comidas Indígenas do Alto Rio Negro dá água na boca do começo ao fim. Seja pela descrição das tradições alimentares do município de São Gabriel da Cachoeira, na região do Alto Rio Negro, no noroeste amazônico, pela sinceridade dos depoimentos das mulheres, por seu histórico de vida ou por suas receitas, os textos fluem com tanta facilidade que é difícil parar de ler. Especialmente para quem não conhece iguarias indígenas como quinhapira de peixe, cozido de paca, mingau de banana madura ou caribé de massoca, temperadas com pimenta jiquitaia, e nem sabe como e de que são feitas. Na página de apresentação, a antropóloga Luiza Garnelo, organizadora da publicação ao lado de Gilda Barreto Baré, explica que a escolha do tema deveu-se a uma demanda das mulheres indígenas da região de São Gabriel da Cachoeira, preocupadas com o alto preço dos alimentos industrializados e com a falta de acesso das famílias a eles, e com a crescente substituição das comidas tradicionais por outras de baixo teor de nutricional. Ricamente ilustrado, Comidas Indígenas do Alto Rio Negro traz receitas tradicionais das mulheres indígenas da cidade de São Gabriel da Cachoeira e de algumas aldeias Baniwa. As receitas baniwa, por sinal, estão em português e em língua baniwa. O esforço das mulheres indígenas e dos pesquisadores em busca da soberania alimentar das populações tradicionais que vivem no município de São Gabriel resultou neste registro histórico-cultural de práticas alimentares diretamente relacionadas ao seu modo de vida. As mulheres passaram a comercializar com sucesso esses pratos tradicionais em festas e eventos na cidade de São Gabriel e por meio de suas associações, estão elaborando projetos para financiar novas iniciativas tais como a organização de uma cozinha comunitária e a introdução da culin[ária tradicional no cardápio da merenda escolar das escolas de ensino fundamental do município. Comidas Indígenas do Alto Rio Negro é uma publicação do Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane, unidade da Fundação Oswaldo Cruz na Amazônia, com apoio da Universidade Federal do Amazonas e da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn). Pode ser adquirido na unidade da Fiocruz em Manaus ou no Rio de Janeiro. INFLUÊNCIA INDÍGENA NA CULINÁRIA BRASILEIRA A formação da nação brasileira está ligada diretamente aos povos indígenas, pois foram os primeiros habitantes. Além disso, os mais de duzentos grupos indígenas conhecidos no território brasileiro nos legaram heranças culturais. Assim, sem muito esforço, dentro desse processo de interação cultural, constata-se a presença indígena em nossa culinária. Nossa pretensão com esse artigo é abordar a contribuição dos grupos indígenas no processo de formação da culinária brasileira. Abordar as causas e a amplitude dessa contribuição, as características da comida indígena, os principais alimentos na alimentação indígena e a presença indígena na alimentação do brasileiro. Apesar de ser muito mais fácil percebermos a influência da culinária indígena no norte brasileiro, a comida indígena está presente na mesa, nos pratos e em alguns costumes na maioria dos brasileiros e nas mais diversas regiões. Desde o açaí e o pato no tucupi no Pará até o chimarrão do gaúcho. CAUSAS E AMPLITUDE DA CONTRIBUIÇÃO Uma das mais importantes causas da contribuição indígena para a culinária brasileira foi a estratégia da colonização portuguesa do casamento com as índias, para conseguirem se estabelecer com pequeno número de indivíduos. Assim, desde o início formou-se uma sociedade miscigenada. Outra causa foi a falta de ingredientes europeus no Brasil e os que chegavam, por essas terras descobertas por Cabral, eram da pior qualidade, ou quase em estado de putrefação. Assim, nos dois primeiros séculos após o descobrimento, quando a escassez de mulheres europeias era grande, as índias foram esposas e mães dos colonizadores. Assim, além de se valerem dos alimentos indígenas, os portugueses também se valeram das cozinheiras indígenas. Em outras palavras, nos primeiros dois séculos, a cozinha brasileira era indígena. Isso justifica que, mesmo depois de as portuguesas chegarem ao Brasil e passarem a tomar conta das cozinhas, a dieta europeia não podia ser executada, restando como alternativa a culinária indígena. Tal escassez de ingredientes europeus, somada à tradição indígena vigente, teria proporcionado a grande influência indígena na culinária. Mesmo quando surgiu o período de fartura e a facilidade dos ingredientes europeus chegarem às cozinhas, existiam duas cozinhas uma fora e outra dentro da casa principal do colonizador. A primeira funcionava com a cozinha indígena para o dia a dia e a segunda com a cozinha portuguesa em ocasiões especiais e, aí quem dirigia a cozinha era a sinhá. Com relação à amplitude da contribuição indígena à culinária brasileira, nossa pesquisa nos levou a discordar de autores tradicionais que afirmam: “a contribuição indígena para a cozinha brasileira se resume ao fornecimento de ingredientes”. Ficou claro que o preparo e outros elementos do sistema culinário também influenciaram e estão presentes na mesa e nos pratos dos brasileiros. Moqueca, caruru, paçoca, tapioca, beiju, mingau não são nomes de simples ingredientes, são nomes de pratos que envolvem a manipulação de ingredientes e o preparo de receitas. Essa tese pode ser reforçada ao levarmos em conta a diversidade de etnias indígenas existentes no Brasil, cada qual contribuindo de modo diverso para a formação da cozinha brasileira. A cozinha brasileira não surgiu numa região e numa época específica. Ao contrário, trata-se de diversas regiões e de uma lenta e contínua construção ao longo do tempo. Dessa forma, em cada região, em cada período, diferentes povos indígenas estiveram em contato com portugueses, como também outros colonizadores europeus e negros produzindo interações diversas. ALIMENTAÇÃO INDÍGENA Origem, Características e Ingredientes A comida indígena tem sua origem muito antes da chegada dos colonizadores e utilizava o que a natureza oferecia. Por exemplo, a cana de açúcar foi trazida pelos colonizadores e, portanto desconhecida pelos índios. Assim, fica fácil afirmar que a alimentação indígena é de característica natural sem os artifícios criados pelo desenvolvimento industrial com a utilização de agrotóxicos no seu cultivo, bem como de corantes, conservantes e outros na produção de alimentos. Com os grupos indígenas que tiveram pouco ou nenhum contacto com os ditos civilizados, o costume original ainda é o preponderante. Os ingredientes da alimentação básica era a macaxeira (mandioca, ou aipim), milho, raízes, algumas folhas e frutos de palmeiras como: palmito, cocos, carnes de caças, peixes, castanhas e frutos silvestres. A caça era uma das principais fontes de alimento para o indígena. Porco-do-mato, paca, veado, macaco, javali, capivara, cotia, tatu, gato-do-mato e anta faziam parte da sua dieta. Outra importante fonte de alimento eram os peixes, tartarugas, moluscos e crustáceos. Entre os peixes mais consumidos estavam os pirarucus, carapebas, curimãs, tucunarés, camorins, cavalas, traíras, beijupirás, surubins, tambaquis, garoupas, sardinhas, agulhas, piranambus e jaús. Eram inúmeros os peixes, de água salgada, ou doce, conhecidos e consumidos pelos índios brasileiros. Os que tinham pele ou couro eram chamados de pirá e os de escamas cará. Entretanto, é comum afirmar que devido a grande diversidade de grupos indígenas, existia diversidade proporcional de ingredientes, mesmo que todos fossem oferecidos pela natureza, existiam controvérsias: uns consideravam alguns ingredientes como iguaria, outros os achavam de gosto repulsivo. Preparo Na cultura indígena brasileira, assim como na atividade agrícola, o preparo da comida também é atividade exclusiva das mulheres. Os índios utilizavam o fogo para preparar os alimentos. Duas das maiores tradições indígenas eram: o biaribi, forno construído com a escavação de um buraco no chão forrado com folhas; e o demoquem, grande grelha de madeira construída pela cravação de quatro forquilhas em suficiente profundidade no chão. No preparo com a utilização do biaribi a carne era levada a esse forno envolta em folhas e coberta com terra. Uma fogueira era preparada e acesa sobre o forno para assar as carnes. Já o demoquem é utilizado principalmente para conservar os alimentos, desidratando-os, mas conservando seu sabor. É um processo que lembra o fumeiro usado pelos europeus. A carne fica meio assada, sendo necessário normalmente levá-la novamente ao fogo para o consumo. Não era costume indígena utilizar o sal para conservação das carnes. Outro processo utilizado para assar as carnes era o de espetá-las em varetas de madeira e levá-las diretamente ao fogo, controlando pelo olhar e pelo olfato o ponto desejado dos assados. Seus temperos eram basicamente: sal; a pimenta; ervas silvestres; palmito de pindoba e o bredo ou caruru; e o limão. Abusavam da pimenta, qualquer que fosse a variedade: redonda, comprida, verde, vermelha, pequenas ou grandes. A obtenção do sal era feita: por meio da evaporação da água do mar, no caso das tribos que habitavam a região litorânea; pela separação em salinas naturais (areias impregnadas de sal); e pela queima de madeira, de onde era retirado o sal das cinzas, bastante rico em potássio. O preparo das bebidas, espécie de vinho chamado genericamente na língua tupi de cauim ou cahoi, era por meio de processo de fermentação do milho, da macaxeira, do caju, do jenipapo, da jabuticaba e da mangaba. Uma das características do preparo dos cozidos feito pelos índios e que lhes davam outro sabor era a continuidade com que os alimentos sofriam a ebulição incessante, as panelas estavam sempre ao fogo. Os utensílios empregados pelos grupos indígenas e listados nas fontes pesquisadas foram: pilões de pau; colheres de pau; cestas e peneiras de tecido ou de taquara; folhas de bananeira; palhas de milho; e panelas e potes moldados no barro. PRESENÇA INDÍGENA NA ALIMENTAÇÃO DO BRASILEIRO Há uma grande quantidade de alimentos de origem indígena, assim como a forma de prepará-los e de consumi-los, que foram assimilados pela culinária brasileira. Mas, sem dúvida, o grande destaque é a mandioca. A mandioca continua mantendo a população brasileira em proporção maior que qualquer outro alimento. Três quartas partes do Brasil consomem diariamente farinha de mandioca, numa multiplicidade de pratos: “piracuí”, a farinha de mandioca misturada à farinha de peixe bem seco e socados no pilão; pirão, farinha de mandioca misturada ao caldo de peixe; e o tradicional tutu. Tacacá, prato tradicional do Pará, tem dois de seus componentes representados pela mandioca: a goma de tapioca e o tucupi; e o pato no tucupi, que tem como componente o tucupi, subproduto da mandioca. Além desses existe grande variedade de angus, biscoitos, bolos, bolinhos, broas, farofas, mingaus, pudins, purê, roscas, sequilhos e molhos, dentre eles o tucupi e o quinhapira. Outro ingrediente que ilustra a presença indígena em nossa alimentação e que poderíamos destacar é o milho. Com o milho preparavam: a “acanjic”, canjica; a “abatiuy”, farinha de milho; a “pamuna”, pamonha; o mingau feito com milho pilado, conhecido como munguzá; e a popular pipoca. Da mesma forma como com a farinha de mandioca, com a farinha de milho prepara-se variedade semelhante. Com relação às bebidas as mais populares são: entre os caboclos amazônicos e os caipiras, a refrescante e energética conhecida na Amazônia como chibé e em muitas outras regiões como jacuba - água com farinha de mandioca deixada tufar, às vezes temperada com algum suco de fruta-; e entre paranaenses, catarinenses e principalmente gaúchos, o “caa”, a erva mate, introduzida por tribos Guarani, cujas propriedades tônicas e alimentícias são universalmente reconhecidas. Três bebidas de origem indígena que romperam fronteiras e são consumidas em vários países: o mate, o vinho ou suco, ou ainda refresco do açaí, do fruto da palmeira açaizeiro; e o guaraná, tônico, estimulante e reconstituinte, cultivado pelos índios Mawé, do norte brasileiro. Além dessas, uma variedade enorme de licores sendo o mais popular na região norte o de jenipapo e na região centro-oeste o licor de pequi, fruto predileto das populações indígenas do cerrado. A quantidade de frutas silvestres incorporadas à dieta dos brasileiros não é tão expressiva quanto àquela utilizada em larga escala pelos silvícolas, pois a maioria ainda é desconhecida pela maioria dos brasileiros. Dentre as incorporadas, algumas ainda em caráter regional podemos destacar: pacoba (banana); mamão; pupunha; abacate; abacaxi; maracujá; caju; sapoti; graviola; bacuri; ingá; goiaba; biribá; cacau; umari; uxi; mangaba; cupuaçu e ajiru. A culinária brasileira tem grande presença indígena tanto em seus ingredientes como no preparo e nem poderia ser diferente, pois num grande período, a partir do início da colonização, as índias foram mães, mulheres e cozinheiras dos colonizadores. Todo o processo de interações decorrente do grande processo de caldeamento de etnias ocorridos no Brasil, certamente influenciou a cultura brasileira como um todo, inclusive sua culinária. Na mesa mestiça brasileira estão presentes, num banquete a celebrar a miscigenação: o índio, a matriz brasileira, os colonizadores portugueses, o escravo africano e, outros em escala representativa, como a comida árabe e a italiana, e muitos outros que aqui chegaram para cumprirem o destino de romperem o isolamento étnico e participarem, da universalização da espécie, da formação do povo brasileiro. FONTES: Livro – “O Índio na Cultura Brasileira” – Berta G. Ribeiro. As sete bases da cozinha indígena Brasileira MOQUÉM É usado para conservar as caças e os peixes. Arma-se um jirau feito com varas de madeira apoiadas sobre forquilhas espetadas a cerca de um metro do chão. Sobre ele, as carnes recebem lentamente o calor das brasas. A intenção não é cozinhar, e sim desidratar a carne TUCUPI PRETO A mandioca-brava é ralada e espremida no tipiti (prensa de palha cilíndrica e contráctil). O caldo drenado decanta para ser separado da goma da mandioca. Depois de cozido, o tucupi é temperado com pimentas e ervas locais. O tucupi preto é a redução desse primeiro caldo, mais claro. Ferve por outras duas horas até ficar com "ponto de mel e negro como shoyu" CAÇAS Paca, anta, macaco, tucano, porco-do-mato e outros animais silvestres são parte importante da alimentação indígena, uma das principais fontes de proteína. Em geral, são caçados com espingarda CALDOS E MINGAUS Há os bem ralos, como o chibé (um caldinho de água com farinha-d'água), e outros mais encorpados, como a mujeca (caldo de peixe apimentado engrossado com tapioca ou goma de mandioca). Os mingaus podem ser feitos tanto de farinha d'água (ou goma de mandioca) quanto de banana PIMENTAS Tempero essencial, são consumidas de várias maneiras. O arubé é o molho feito com pimenta murupi, sal, vinagre e outros temperos. No Alto Rio Negro, há a jiquitaia, uma mistura de várias pimentas que são secas ao sol e ao calor do moquém e piladas com sal até virarem um pó bem fino de picância altíssima FARINHAS DE MANDIOCA Base da alimentação indígena. Em toda roça, nunca falta mandioca. Muda de nome conforme o processamento ao qual é submetida. A farinha d'água é mais granulada, rústica e aromática. A puba faz-se com a mandioca fermentada (imersa três dias em água). Há ainda a de tapioca, a goma, a de ovinha FORMIGAS Importante fonte de proteína, são "pescadas" no formigueiro com um galho de arumã. No Alto Rio Negro, as comunidades indígenas consomem saúvas (que sabem a citronela, a capim-santo) e maniwaras (mais gordurosas). São salgadas e fervidas, ou tostadas Fonte: Folha de São Paulo Vídeos sobre comidas indígenas brasileiras Confira também outros posts relacionados: Vivência indígena na Chapada dos Veadeiros Uiramutã, a terra sagrada dos povos indígenas de Roraima Colaboraram com este post: MariaEmilia e Redação Mochileiros.com
  21. Aulas de Japonês Básico Vocabulário Japonês em pdf pequenodicionariodejapones.pdf
  22. O que levar para acampar? Essa pergunta deve levar em consideração algumas variáveis: Em qual ambiente será o acampamento (Praia, montanha, floresta, etc) Em quais condições de tempo e clima será o acampamento (verão, inverno, vento, etc) Como serão transportados os itens do acampamento (mochila, moto, veículo, etc) Acampamento em campings com infraestrutura ou camping selvagem Para o exemplo de o que levar para acampar vamos considerar então um acampamento em camping comercial em um final de semana, seja na praia ou montanha durante o verão brasileiro incluindo uma trilha. Equipamentos básicos: Botas de Trekking Chinelos Mochila Barraca leve para 1 ou 2 pessoas Toalha Cantil ou qualquer garrafa para carregar água. Canivete ou faca Repelente Kit de primeiros socorros Você também vai precisar de: Uma de fonte de luz: O ideal é uma lanterna, mas você pode usar a lanterna do celular Itens de higiene pessoal: Sabonete, desodorante, pasta de dente, escova de dente, etc Itens para cozinhar: Um fogareiro e um kit de panela + talheres. Você poderá substituir isso por alimentos prontos, desidratados ou liofilizados . Uma fonte de fogo: isqueiro ou qualquer outro equipamento de fogo Qual modelo ou marca de equipamento eu devo comprar? O mundo dos equipamentos é um mundo a parte, cheio de entusiastas e experts e se você quiser comprar o melhor logo de cara pra não ter que comprar tudo de novo no futuro, recomendo pesquisar muito bem o fórum de Equipamentos de Camping e Aventura do Mochileiros.com. Quer se aprofundar no assunto? Leia os seguintes tópicos: - Peso máximo da mochila - Sistema de ajustes de torço, alças de ombros e barrigueiras - Escolher botas corretas para práticas esportivas - Como vestir-se em locais frios - Sistema de Camadas - Como escolher um saco de dormir baseando-se nas faixas de temperatura da Norma EN 13537 - Guia para tratamento de água em trilhas e acampamentos - Equipamentos de Camping e Aventura - Checklist - Cozinhar na trilha ficou mais fácil e gostoso
  23. Olá Rafael Encinas,

    Se tiver alguma dificuldade relacionada ao funcionamento da comunidade utilize o tópico do link abaixo para postar suas dúvidas :
    https://www.mochileiros.com/topic/72752-manual-do-usuário-saiba-como-usar-as-ferramentas-básicas-do-mochileiroscom/

    Seja [email protected] ao Mochileiros.com!  🙌

     

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