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Erik Grapeia

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  1. Olá, desculpe a demora. Sim, as cholas são sempre aos domingos, paguei uns 80 bols e vale muito mais do que isso. É um espetáculo incrível, vc chora de tanto rir, e a história das cholas assim como a maior parte do povo boliviano é sofrida, elas são muito legais, vc tira foto e tal. Umas delas até me deu um selinho kkk (pelo menos a minha namorada não ficou com ciúmes). Se precisar de algumas posso tentar ajudar, eu tenho demorado para entrar aqui, mas farei o possível para ser mais frequente.
  2. Oi Roberta, não deixe que o medo te impeça de conhecer o mundo. Este ano por exemplo irei com minha namorada para o Uruguai ou então farei a Estrada Real (caminho diamantes) a pé e sozinho, algo em torno de uns 15 dias andando sozinho e longe de tudo em muitas partes, mas isso não me impedirá de ir, vamos viver a vida! Sobre a agência, tem dois pontos. Eles vão cobrar pela sua cara e a variação de valores é bem grande! Negocie, chore, e depois me fale quando conseguiu de desconto. Nos passeios vc vai conhecer pessoas que pagaram mais ou até menos que vc, e são variações altas para o padrão da Bolívia, então diga que não tem grana e tenta fechar todos os passeios na mesma agência, assim vc consegue descontos ainda maiores. Eu fui na Extreme pois muitos falam do preço justo e bons equipas. E são mesmo! Os equipamentos são compatíveis ou até melhores que de alguns concorrentes da mesma rua e as bikes são muito boas não tendo uma diferença exorbitante de preços entre as classes, mas pegue ao menos com amortecedor dianteiro pq no fim do trajeto os dedos vão doer bastante...rs Eu fui com pouca grana e quis economizar, paguei uma mais baratinha mas levaram uma TOP pq eram as únicas disponíveis no dia, dei sorte. A Bike era boa e fazia bastante barulho mas eu e ela chegamos ao final vivos e sem tombos (o cara lá de cima me salvou de 2!) e JAMAIS, JAMAIS use todos os dedos no freio, somente o indicador e o médio ficam próximos ao freio (pressione com calma, sem apertar com força para não derrapar) e lembre-se de não usar o dianteiro, pq se apertar o dianteiro sua bike vai ancorar e jogar vc pra frente (as bikes tem freios a disco, e são verdadeiras âncoras!). Na parte de asfalto tome cuidado, por ser um local aberto as vezes vc pensa estar devagar e na verdade está bem rápida, vá no seu tempo. No cascalho... Ahhhh que delícia, prepare-se para ver muito tombos, da mesma forma que podem ver o seu tbm...rs No meu grupo quase todos caíram, então siga as dicas do guia e aprenda com o erro de quem está na sua frente, repare onde ele deixa a bike tente seguir os "rastros" dele, evite buracos e locais no cascalho com pedras grandes. Divirta-se, caia e lembre-se das minhas dicas! Sobre ir no Chacaltaya + Valle de la Luna, EU particularmente te indico a não ir logo que chegar, o Chacaltaya é um passeio que pode ser difícil, vai da adaptação de cada um. Se for ficar uns dias em La Paz passeia um pouco, e deixa pra ir depois lá nos cinco mil e tantos metros de altura acima do nível do mar. Eu sofri pra chegar mas valeu cada segundo! Qualquer coisa que precisa me avisa e boa viagem!
  3. Oi Roberta, não deixe que o medo te impeça de conhecer o mundo. Este ano por exemplo irei com minha namorada para o Uruguai ou então farei a Estrada Real (caminho diamantes) a pé e sozinho, algo em torno de uns 15 dias andando sozinho e longe de tudo em muitas partes, mas isso não me impedirá de ir, vamos viver a vida! Sobre a agência, tem dois pontos. Eles vão cobrar pela sua cara e a variação de valores é bem grande! Negocie, chore, e depois me fale quando conseguiu de desconto. Nos passeios vc vai conhecer pessoas que pagaram mais ou até menos que vc, e são variações altas para o padrão da Bolívia, então diga que não tem grana e tenta fechar todos os passeios na mesma agência, assim vc consegue descontos ainda maiores. Eu fui na Extreme pois muitos falam do preço justo e bons equipas. E são mesmo! Os equipamentos são compatíveis ou até melhores que de alguns concorrentes da mesma rua e as bikes são muito boas não tendo uma diferença exorbitante de preços entre as classes, mas pegue ao menos com amortecedor dianteiro pq no fim do trajeto os dedos vão doer bastante...rs Eu fui com pouca grana e quis economizar, paguei uma mais baratinha mas levaram uma TOP pq eram as únicas disponíveis no dia, dei sorte. A Bike era boa e fazia bastante barulho mas eu e ela chegamos ao final vivos e sem tombos (o cara lá de cima me salvou de 2!) e JAMAIS, JAMAIS use todos os dedos no freio, somente o indicador e o médio ficam próximos ao freio (pressione com calma, sem apertar com força para não derrapar) e lembre-se de não usar o dianteiro, pq se apertar o dianteiro sua bike vai ancorar e jogar vc pra frente (as bikes tem freios a disco, e são verdadeiras âncoras!). Na parte de asfalto tome cuidado, por ser um local aberto as vezes vc pensa estar devagar e na verdade está bem rápida, vá no seu tempo. No cascalho... Ahhhh que delícia, prepare-se para ver muito tombos, da mesma forma que podem ver o seu tbm...rs No meu grupo quase todos caíram, então siga as dicas do guia e aprenda com o erro de quem está na sua frente, repare onde ele deixa a bike tente seguir os "rastros" dele, evite buracos e locais no cascalho com pedras grandes. Divirta-se, caia e lembre-se das minhas dicas! Sobre ir no Chacaltaya + Valle de la Luna, EU particularmente te indico a não ir logo que chegar, o Chacaltaya é um passeio que pode ser difícil, vai da adaptação de cada um. Se for ficar uns dias em La Paz passeia um pouco, e deixa pra ir depois lá nos cinco mil e tantos metros de altura acima do nível do mar. Eu sofri pra chegar mas valeu cada segundo! Qualquer coisa que precisa me avisa e boa viagem!
  4. Fala aí rpn, blz? É cara, as coisas me perseguem kkk O Paraguai é um lugar muito barato e interessante, pena que não é considerado um país turístico, tem muita coisa interessante por lá. Abraços!
  5. Oi Gaby, desculpa a demora em responder. Espero que tenha sido um trip incrível para você! O Paraguai é um lugar que poucos vão e na minha opinião vale muito a pena! Os problemas geralmente me perseguem, mas não serei impedido de conhecer o mundo por isso! hahaha
  6. Faaala Galera, blz?!? Bom, vcs sabem que sorte não é meu ponto forte né? Então, demorei para voltar aqui pq várias coisas acontecerem neste período e uma delas foi meu antigo notebook cumprir sua missão de ficar ao meu lado por quase 5 anos, velho guerreiro sentirei sua falta. Chuva, queda, bebida alcoólica derramada e outras aventuras não destruíram o bichinho, mas em Dezembro ele morreu de vez e eu sou um bom brasileiro e deixei para fazer Back Up das minhas coisas no último momento e perdi minhas fotos, apenas algumas se salvaram. Cara, isso é triste. Para cara le o ! Bom, voltando ao fim do mochilão das desgraças, no domingo fui (a contra gosto pq estava muito puto) ver a luta das Cholas por 80 bols, Um van veio buscar no hostel, vc ainda tem o direito de sentar perto do ringue, ganha uma pipoca e dois tickets para o banheiro (uau!). Mas vou te falar amigo(a) mochileiro(a), vc vai querer usar o vale mijada, pq a luta das cholas é risada do começo ao fim, por algumas horas até esqueci de toda a merda que aconteceu e aproveitei para me distrair. Comprei no dia uma máscara do "Rei Mistério" (procura no Google) e paguei em torno de uns 25 bols, até que é bem feita hein, sempre mostro para os amigos e ainda não descolou nenhum adereço dela. Vale cada bol que vc paga, vc ainda pode subir no ringue para tirar fotos, tira fotos com as cholas e volta a se sentir uma criança, pesquise um pouco sobre a história delas, é engraçado e triste ao mesmo tempo. Voltando para o Hostel tomei umas brejas para esquecer os problemas, fui dormir e no outro dia foi a maratona de ir a embaixada tirar um "RG" temporário com validade de dez dias para sair do país de forma legal (a digitalização morreu junto com o notebook) e fui pegar outro permisso de entrada na imigração Boliviana para tbm sair de forma correta do país. 2 dias depois consegui um bus de La Paz para Santa Cruz e chegando lá 30 minutos depois já embarcamos em um cacareco velho de 50 bols que nos levaria para Puerto Quijarro onde iriamos tentar voltar mais cedo para casa. No caminho paramos em umas 7 ou 8 blitz do exército para verificar se alguém levava drogas ou coisa do tipo, nem dava para dormir pq o bus parava o tempo todo para os soldados revistarem o bus. A última delas já amanhecendo um soldado fez eu e o Roney tirar tudo de dentro da cargueira e olhou cada item, até pensei que ele ia plantar alguma prova nas nossas coisas para tirar uns trocos nosso mas quando mostrei o B.O. e disse que não tinha dinheiro nem pra comer (mentira da brava) pq roubaram a gente ele pegou o B.O., leu, parou, e falou: Ok, Boa viagem. Ou ele desistiu de plantar alguma coisa ou olhou para nós dois e ficou com dó, 3 horas depois desembarcávamos próximo ao terminal de trem, 4 e pouco da manhã a fronteira que já era morta parecia uma cidade abandonada, voltamos para a Vila do Chaves onde nos hospedamos, cochilamos um pouco e fomos levar o B.O. e negociar a volta para aquele dia que com muita má vontade do tiozinho da andorinha que enfim antecipou nossa passagem. Quando cheguei em SP foi um misto de alívio e raiva. Depois do que houve eu só queira voltar, ainda poderia ir para o Salar pois daria tempo e tínhamos uma grana guardada mas sabe quando vc não quer saber de nada? Então, foi assim que fiquei. Só queria ir embora antes de matar o primeiro taxista que passasse por mim. hahaha Resumo da trip: A Bolívia é um país incrivelmente lindo, pobre, barato e com pessoas tão amorosas quanto os brasileiros. Lógico que existem exceções, mas na grande maioria das vezes fui muito bem tratado e me senti em casa. É um destino meio que obrigatório para qualquer mochileiro, eu tenho meus motivos para não voltar, mas não direi a vocês "Não vá!" pois este tipo de coisa acontece em qualquer lugar, seja aqui na ZL de Sampa ou em La Paz. Vá, tenha cuidado e divirta-se, MUITO! Vc vai amar aquele país. Próximo destino: URUGUAI!
  7. Sábado - 21/06 - Copacabana (o dia que eu não deveria ter levantado da cama) Sabe aquele dia que tudo dá errado? Bem, foi assim que começou. No meu roteiro iríamos até Copa fazer um bate e volta pq no dia seguinte iríamos ver a lutas das chollas, e na segunda iríamos até Arica (Chile) ficar 2 dias e visitar o Alberto que conhecemos no rolê do Paraguai no ano anterior, no fim não deu certo e vc vai descobrir agora. Acordamos por volta das 8 e antes das 9 já estávamos pegando a van na rua do hostel pra ir até o cemitério, pagamos 1,50 bols e fomos esmagados no meio das cholas e dos locais numa vanzinha minuscula, ter quase 2 metros de altura e andar numa van dessa é difícil. Chegando no cemitério compramos umas besteiras pra comer no caminho e por 30 bols pegamos uma van (outra apertada e bem velha) sentido Copa, depois de quase 3 horas borrando as calças por causa das imprudências do motorista (isso é muito comum lá, eles jogam o carro pra cima do outro e que se dane) chegamos a uma cidade que não lembro o nome, todos desceram e pegamos um barquinho e a van iria separada numa balsa, na boa? Vai de busão pra Copa, custa 50 Bols e sai do terminal, mais comodidade e segurança por pouca diferença de preço. Chegando em Copa encontramos a Ana Caroline e o Gui que fizeram Downhill, Valle de La Luna e Chacaltaya conosco, depois de conversar um pouco fomos procurar um barco para ir a Isla del Sol, todos estavam vazios exceto um cacareco velho, nisso um tiozinho nos abordou e disse que tinha um barco que sairia em 10 minutos por 80 bol, eu li não lembro onde que este trajeto em média custa 30 ou 40 bols, então comecei a negociar dizendo que era um brasileiro pobre e se pagasse isso não ia almoçar, que queria pagar até 40 Bols e depois de muita discussão ele disse que tinha um barco por este preço, e que sairia naquele momento, que lindo! Lindo nada, aquele velho safado queria cobrar a grana e pediu para esperarmos ali que ele ia chamar o cara do barco, eu disse que só pagaria no barco e não ia esperar nada, ele deveria levar a gente até o barco, bufando de raiva ele levou a gente até qual barco? Sim, o cacareco velho. Gente trambiqueira tem em qualquer país, então saiba lidar com a situação, eu falei que só pagaria na hora que o barco saísse e em questão de minutos os barcos próximos encheram e saíram restando somente nosso barco velho. Merda... Agora não havia escolha, era ficar lá e esperar. Provavelmente naquele momento alguns ônibus deveriam ter desembarcado por ali, os barcos encheram muito rápido e o que sobrou de pessoas foi pro nosso teco teco. Demorou muito pra sairmos, o velho queria encher o barco antes de sair e depois que uma galera começou a sair do barco ele aceitou ir embora, eu estava tão puto que paguei 25 Bols e disse que se ele quisesse eu tbm sairia do barco já que ele mentiu pra todos, resultado, demorou mais de uma hora pra chegar na Isla com aquele lixo navegando a toda calmaria. Chegamos na Isla por volta das 2 da tarde, fomos andar um pouco e comer, para subir a Isla vc sofre, a vista é lindíssima, é um lugar incrível e vc só voltará a vida real depois de subir uns 10 metros e se sentir ofegante. Sofri pra subir, mas eu estava a menos de uma semana na parte alta da Bolívia, o corpo ainda não havia se adequado a altura, minha cabeça doía muito, provavelmente foi uma das piores dores de já tive. Mas também foi um dos lugares mais lindos que conheci até hoje. Você irá entender logo o motivo de eu só ter estas fotos. Depois de sofrer pra subir o morro, paramos num restaurante lááááááá no alto e compramos 2 pizzas, sim, 2 pizzas grandes! Depois de devorar as pizzas e ficar com um sono daqueles começamos a andar e de repente veio o pensamento: Meu Deus, o barco pra voltar! Já era... O último sai ás 16 hs e chegamos lá embaixo ás 16:30, um cara disse que nos levaria por 400 bols até a península, um casal de espanhóis estava ali ao lado e entrou no rateio, mas o dono do barco disse que não diminuiria o valor e minha cabeça voltava a doer de forma absurda, ou seja, eu faria qualquer coisa pra voltar pro hostel, tomar um remédio e deitar. Eu estava me sentido da mesma forma que no dia do Chacaltaya, decidi pagar 150 Bols do meu bolso, o Roney e o casal de espanhóis pagaram 50 cada, eu só queria que a dor de cabeça parasse e nem me importei de ser extorquido (e olha que sou mão de vaca assumido hein), o cara viu os 300 Bols e não pensou: "Llevaré utds". Porém... Como o dia tava todo cagado, a previsão era que piorasse, e assim foi, ele não nos levou até onde embarcamos, ele nos deixou num portinho e ali um táxi iria nos buscar e levar até Copa, e só depois que o taxista (um moleque de 15 anos) chegou pagamos o trambiqueiro. No caminho trocamos de táxi, entramos no carro do pai dele, foi então que o coroa super educado explicou: O filho pega os desavisados que são deixados no porto e leva até parte do caminho onde não tem fiscalização, o pai com outro carro busca e prossegue até a cidade, na volta a mesma coisa. Bem pensado da parte dele né? E os dois eram prudentes no volante, coisa não tão comum na Bolívia Ele nos deixou um rua antes de onde os ônibus saíam sentido La Paz, pegamos um bus por 30 Bols e por volta das 21 ou 22 horas o busão para e o motorista grita: Final! Foi uma gritaria doida, o cara parou no cemitério (eu já havia lido sobre isso) e o informado seria parar perto do terminal, pensei que fossem linchar o motorista pela mentira mas no final não deu em nada e foi uma confusão para pegar o táxi com aquele monte de turista que desembarcou do bus. Por fim um táxi passou, dei sinal e fui entrar no banco da frente, o motorista disse que o banco estava molhado, e eu poderia ir no banco de trás, até aí nem me liguei e ficamos no banco de trás, informei a direção e ao parar num semáforo entrou um cara no banco da frente e uma mulher no banco de trás ao lado do Roney, foi tudo muito rápido, como eu já sabia do golpe do falso policial tentei abrir a minha porta e adivinha? Travada pelo motorista. Então o carro arrancou rumo a El Alto. O "policial" se identificou e pediu documentos, passaporte, queria ver bens de valores se não eram contrabandeados, a conversa que ele sempre usou, eu disse que não tinha nada e se ele era policial que fossemos a delegacia resolver isso pq se não ele ia ter que arrancar minhas coisas na briga, o Roney não entendeu nada e eu disse que era o golpe do falso policial, quando ameaçamos ir pra cima dele ele sacou o revolver. Pensei: FDP! Aí ele esculachou, a mulher ao lado do Roney foi pegando a mochila de ataque dele e o "policial" a minha junto com a cartucheira de perna, fiquei quieto e entreguei, se era um simulacro (arma de brinquedo) eu não sei, mas pela proximidade era perfeitamente uma arma de verdade. Aí vc pensa em várias opções: - A mulher pode estar com uma faca e acertar o Roney se algo der errado - A arma pode ser de verdade e o cara enfiar uma azeitona na minha testa - O motorista que não se moveu o tempo inteiro poderia levar a gente pra algum lugar já que não era possível abrirmos a porta por dentro e não sou ninja pra sair pela janela tão rápido a ponto de ninguém me segurar Nessa hora vc começa a pensar em várias alternativas pra se dar bem e chega a uma única conclusão. Perdi. Em nenhum momento o taxista parou o carro, tudo foi feito com ele em movimento, minhas 2 câmeras (uma Canon T3 e uma simplesinha destas compradas no extra) estavam na mochila, eu por infelicidade do destino estava com minha doleira na cueca com TODO O MEU DINHEIRO, ele pediu para eu abaixar a calça e levantar minha blusa pq queria ver seu eu estava com a doleira que eu tanto negava carregar, e em seguida o mesmo com o Roney que por sorte só tinha uma câmera (com todas as fotos da viagem) um dinheiro na carteira e cartucheira, nisso eu aproveitei que não prestaram atenção em mim e como ando sempre com a carteira na frente da calça consegui enfiar ela na cueca e puxei a doleira pra barriga, quando o cara virou pra mim eu dei uma levantada no banco (a carteira escorregou pela barra da calça e ficou presa na bota sem sair) e eu puxei a doleira (junto com a blusa) a mulher enfiou a mão no meu bolso e acho uns dólares escondidos e bolivianos, eu disse que era tudo, logo depois ele jogou pra nós as mochilas vazias e as cartucheiras de perna e o carro parou numa rua sem iluminação nenhuma, apagou os faróis e a luz interna, pensei, já era, vão matar a gente, ele disse que ia me revistar e se achasse algo ia me matar ali mesmo, com calma nós saímos do carro e ele disse pra colocar a mão na cabeça e encostar o rosto na parede, ouvi a porta fechando e ouvi o barulho do carro disparando no meio da escuridão. Minha primeira reação foi pergunta pro Roney se ele estava bem, graças a Deus estava, depois fui ver se meu plano de esconder a carteira deu certo, e deu! Tirei a bota e resgatei a carteira que ficou na canela, começamos a correr na direção oposta e chegamos numa rua com iluminação, vi que mina T3 já não era mais minha e fui procurar minha outra câmera que por sorte ele não pegou (ou não quis), estava enroladinha dentro do meu cachecol, continuamos andando e vendo o prejú, do Roney foi só a Câmera e uma grana, o meu foi uma grana que eu não sabia quanto era já que quase tudo estava salva comigo na doleira, meu RG, minha passagem de Bus pra voltar, minha carteirinha da febre amarela, enfim, eu estava muito puto. Depois de caminhar peguntou a um senhor que estava mais assustado que nós onde havia uma base da policia ou onde eu poderia pegar um táxi pois nos roubaram, ele indicou onde estava a base policial do bairro, ao chegar expliquei ao policial que comunicou a delegacia de turistas o ocorrido, ele ficou na rua esperando um táxi passar, e quando um parou começou a explicar onde deveríamos ir e quanto faria já que fomos roubados, por 15 bols ele nos levou até o DP, mas antes o policial anotou a placa do carro, os documentos do motorista e por fim chegamos ao DP. Lá tomamos um belo chá de cadeira (igual ao Brasil), eu expliquei o fato e queria fazer interrogatórios em diferentes salas, disse que o Roney não falava espanhol e eles não se entenderiam, por fim outro policial perguntou se reconheceríamos os ladrões, e fomos pro computador olhar, depois de milhares de fotos encontramos a foto do "policial", o mesmo nariz enorme e cabelo com entradas na lateral, e a mulher com cara de bolacha, o motorista ficamos na dúvida pois ele tinha traços indígenas muito acentuados e ficou difícil saber quem era ele em meio a tantos outros parecidos. Ficamos um bom tempo no DP, fizemos o B.O. e no dia seguinte eu deveria ir na embaixada brasileira e pedir um documento para sair "legalmente" já que haviam roubado além do meu RG o permisso de entrada na Bolívia. Depois o Roney encontrou seus documentos e estes valores informados no B.O. são aproximados, já que eu não ia sacar minha doleira dentro do DP pra contar né? Naquele momento eu comecei a desconfiar de tudo e de todos, sem falar que estava muito, muito puto pq roubaram minha câmera. Por fim pegamos um táxi (memorizei a placa antes de entrar) até o hostel e me veio na cabeça se a arma era de verdade, não arriscamos e fomos roubados, e se tentássemos? Daria tudo certo ou acabaríamos sendo levados para algum lugar e dariam um tiro na gente ou algo do tipo? Até hoje permaneço com a dúvida, mas o que aconteceu não tem volta, pelo menos estou vivo. Até pq se eu abrisse a porta do carro e saísse rolando pela rua estilo 007 ainda sim haveriam 2 problemas: O Roney ainda estaria no carro sozinho com eles e sem falar espanhol se conseguisse sair de lá. E seria impossível eu correr no sentido oposto se até pra caminhar lá eu tinha dificuldades. Enfim, ao menos estou aqui pra contar minha desgraça e com meus erros ajudar você mochileiro a saber as melhores formas de fazer as coisas. Se vc pensa que o relato acabou está enganado, ainda fiquei na Bolívia por quase uma semana, mas não pq eu quis, vocês logo entenderão.
  8. No final de semana vou continuar o relato, aguenta aí galera.
  9. Iai NeyZinho, na paz? Mano, vc vai curtir o país, apesar de ser pobre e faltar infraestrutura em alguns aspectos tem um cultura marcante e é muito barato. O que houve comigo foi um caso incomum (não vi nada parecido aqui no mochileiros), e a vida é muito curta pra não curtir né? (Tá, meu trocadilho foi uma droga, eu sei) Joga a mochila nas costas e se manda pra lá. Mas na volta trás umas garrafas da cerveja Judas pra mim de presente! Eu aceito E não esquece de montar o relato da sua viagem, ela ajuda muitas pessoas que (tipo eu) podem ter mais informações sobre locais e preços "atualizados".
  10. Se vc ler o relato todo entenderá o por que de "morte"! Sinceramente, acho que os moderadores deveriam excluir esse usuário!....kkkkk Vivian, acho melhor você ler o relato completo antes falar besteira e passar vergonha, sério, é chato. Se você não entendeu como acessar a parte anterior serei um cara legal e vou deixar o link pra ficar mais fácil pra você hein: bolivia-morte-no-downhill-chacaltaya-tiwanaku-assalto-y-otras-cosas-mas-t98011-60.html e realmente, o Downhill é espetacular, vale cada centavo investido. Fala Wendel, blz cara? Tenho meus motivos pra ficar triste com a trip, mas a Bolívia é um país que vale a pena conhecer por ser barato, radical e cultural ao mesmo tempo. Eu não voltaria pq assim como a Argentina (nem curti tanto mas é bacana), o Chile (brother, eu moraria lá sem pensar! Amo aquele país "delgado") e Paraguai (uma país que ninguém valoriza e é incrível) já conheci e existem outros tantos pra visitar por este mundão louco afora, e com os próximos será assim também, ano que vem quero ir pro Uruguai, tentarei conhecer países novos sem repetir (se possível, é claro). Se você pensa em ir eu falo: Vá! Onde moro é mais perigoso que a Bolívia e não consigo fugir de assalto, por um azar do destino deu merda, mas a vida continua e vamos que vamos! Sobre seu comentário, eu apoio, excluam o perfil. hahaha (Sorry moderas, tenho direito a réplica né? )
  11. Aletucs, ele parece mesmo uma "tortuga" hahaha Ele é a personificação da frase "não julgue um livro pela capa", um senhor muito simples e que é um poço de conhecimento, quando está explicando ele realmente é um "ditador", mas quando não está é um tiozinho muito fmz pra bater papo, por mais que eu estude será difícil falar tantos idiomas quanto ele! kkk
  12. Oi Irkisis, obrigado por comentar, o Paraguai é um país que não dão muito valor e vale muito a pena conhecer, pessoas maravilhosas e baixo custo resumem o local. Infelizmente em nenhum país estamos livres disso, seja no Brasil, Paraguai ou até em países Europeus, mas pra viver a vida precisamos correr riscos né? Se você pensa em conhecer este país só digo uma coisa, vá! Vc vai adorar. Abraços.
  13. Aproveitando que tenho tempo, vamos à mais uma parte do mochilão frustrado. Sexta - 20/06 - Tiwanaku De última hora decidi conhecer Tiwanaku, eu já imaginei que seria um programa mais "nerd", sem aventuras e coisas do tipo, passeio também fechado pela Extreme custou 80 bols se não me engano mais 60 para acessar o parque. Em Sampa sempre vou nos diversos museus e programas mais calmos da cidade nas confesso que em determinado momento eu cansei do guia, vc entenderá já já. Por volta das 07:30 a van passou no hostel e me buscou, no veículo havia uma família (Pai, Mãe, Tia e casal de filhos pré adolescentes), até aí sem novidades, sou muito falador e em breve eu estaria amigo deles o que tornaria o dia mais interativo, exceto pelo fato de que eles eram franceses e igual a parte dos europeus são mais "frios" que nós. Legal, eu passaria o dia inteiro sem conversar com ninguém após minhas 3 tentativas frustradas de puxar assunto com eles. Paramos no caminho em uma vendinha para comprar algumas coisas para comer, comprei além do kit porcaria (bolacha + refri e água) uma caixa com uns 20 chocolates que eu traria para o Brasil e ia entregar para namorada, família e para mim (mas acabamos comendo tudo no passeio). Descobri que o nosso guia, um senhor muito humilde com uma papete toda zoada e roupas bem surradas não havia tomado café, então comprei suco, bolacha, chocolate, água para ele e para o motorista, gastei menos de 100 bol comprando minhas coisas e as deles e vi os dois mais felizes que criança ganhando presente (a tia da vendinha também), deu uma dó na hora... Conversando com o guia que falava em espanhol comigo e repetia em francês para a família descobri que ele falava inglês, italiano, alemão e arriscava japonês, pensei que ele tava de zueira comigo, mas não... Em Tiwanaku ele falou com um casal da Alemanha e um cara Inglês ambos com um sotaque carregado, mas o suficiente pra deixar todos nós de queixo caído. Com mais ou menos uns 20 minutos depois de pegarmos a estrada falei que estava sentindo um cheiro de queimado, ninguém ligou, logo depois eu disse que o cheiro tinha piorado e desta vez não me contrariaram, começou a sair fumaça logo a baixo do banco do guia, pensei: Pronto, essa bosta vai pegar fogo! O motorista imediatamente manobrou pra fora da estrada e saímos, quando de repente eu o vi levantando o banco dianteiro do passageiro descobri que o motor fica ali juntinho do radiador que estava vazando e soltando fumaça. Cara, na boa, essas coisas me perseguem. Falei pra ele que poderia usar minhas 2 garrafas grandes de água pra tentar resolver o problema, mas não adiantou, depois de usar minha água ele viu que estava vazando. Solução: Aguardar outra van que demoraria mais ou menos 1 hora pra chegar (demorou 2). Legal, eu, o guia, o motorista e uma família de franceses quietos no meio do nada. Solução, fui dar um rolê. Enquanto eu andava a família ficou ao lado fazendo Tai Chi Chuan, normal né? Vc tá no meio do nada e bate aquela vontade controlar seu Chi. Quem nunca? Depois de cansar de não fazer nada voltei e peguei um chocolate na mochila, eles já tinham reequilibrado suas energias e estavam sentados. Peguei a mochila sentei ao lado deles ofereci chocolates para todos, e o pai perguntou se eu queria ficar ali pois iriam começar a jogar UNO e de imediato aceitei se alguém me ensinasse. Confesso que eles me sacanearam em algumas horas por eu não saber jogar mas foi muito divertido e rendeu muitas risadas com minhas aulas de francês e uno. A família foi se "soltando" e passamos o dia conversando num misto de espanhol e mímicas. Chegamos em Tiwanaku por volta das 12:00 e fomos para o museu onde o nosso guia mostrou realmente amar o que faz, ele chamava pessoas que estavam ali perto para prestar atenção na explicação e ainda dava bronca quando alguém falava junto com ele, nós riamos discretamente da situação e volta e meia ele brigava com a gente por rir também. Ele explicou tanto de tantas coisas em tantos idiomas (lembra o casal da Alemanha e o Britânico? ficaram um pouco com a gente) que chegou uma hora que não aguentávamos mais. Sim, o guia é foda, fala vários idiomas muito bem, conhece tudo sobre cada pedrinha do museu e fora dele mas tinha um gênio bem ditatorial... hahaha Conseguimos almoçar (incluso no pacote) por volta das 16:00 de tanto que ele falava, mas foi um senhora aula de história que valeu o preço e a aventura. Na volta ele disse que faria um caminho mais longo para podermos tirar foto de um dos pontos mais interessantes de La Paz. Não vá com a ideia de que será o passeio mais legal do mochilão, vá com a ideia de que será o que você mais irá aprender! Voltamos depois de um dia muito divertido e cheio de imprevistos, na hora de ir embora a família de franceses se surpreendeu com a acalorada "despedida" brasileira, ai invés de dar a mão para eles dei um abraço em cada um e depois fomos para caminhos diferentes. Mais um dia de mochilão e mais um bando de amigos que ficarão para sempre na memória. Próximo post, o dia que eu não deveria ter saído do albergue.
  14. Caminhos do Mar - Estrada velha de Santos - Julho/2014

    Típico rolê "perto" de casa e que não gasta muito, parabéns pelo relato! Eu estava procurando dicas e consegui encontrar as suas que vão me ajudar muito, irei lá no final de novembro com uma galera. Abraços.
  15. Sim... Precisei fazer uma cirurgia nas pernas para ter tempo de escrever o restante. E vamos lá antes que meu humor acabe por causa da dor. Algumas semanas depois e vamos dar andamento nessa bagaça aqui. Quinta - 19/06 - Chacaltaya e Valle de la Luna 2ª Parte. Saindo do Chacaltaya que é um misto de lugar mais "espetacularmentefodaquejáconhecinavida" com "souumidiotacomideiasidiotas" finalmente íamos descer um pouco, se bem que falando do altiplano Boliviano vc nunca desce muito né, enfim... Após mais ou menos uma hora de trajeto paramos para um pequeno lanche ao lado de um parquinho de diversões onde pude comer provavelmente o lanche mais salgado da minha vida. Vocês perceberam que a pata do bicho fica totalmente exposta né? Não tem refrigeração, a canela do porquinho (?) fica lá no balcão, você pede um lanche e a mesma mão que limpa a testa suada cobra seus 10 bols pelo lanche, faz teu rango e te serve, nada que uma passadinha de mão no avental não sirva para esterilizar tudo. Tá com nojinho? Para de frescura e na próxima não olha como o lanche é feito. Simples. Além de gostoso (mesmo que extremamente salgado) a senhorinha foi super gente boa com a gente. Logo, isso supera a falta de higiene! Eu acho... Chegando na entrada do Valle de la Luna você tem a impressão de que é um lugar pequeno, e que só tem formações rochosas, teoricamente a segunda opção está certa. A questão é, o lugar é muito, muito foda. Não é só um monte de rocha velha, existe toda a história de um povo, a formação das rochas pela "vontade" da natureza com seus ventos e o mais triste, a "humanisse" sempre está presente. Seja no Brasil, Bolívia e até na Europa, sempre haverão pessoas sem educação que jogam o lixo em qualquer lugar (sim, haviam embalagens de doce encrustadas na formação rochosas) e a especulação imobiliária que segundo o guia quase fez o local sumir. Segundo o mesmo guia reza a lenda que o homem não pisou na lua, isso foi filmado lá (lembre-se, drogas matam), risadas a parte ele contou a história de como a natureza esculpiu todas as rochas e parte foi contradita pelo Gui que é professor de geologia. É muito legal ver como os ancestrais indígenas são retratados pelas pessoas atualmente, eles sentem muito orgulho de sua linhagem e seus "feitos", isso faz com que lendas permaneçam vivas para sempre. Para muitos pode ser um programa de nerd, mas você sai do seu país para mochilar em outro e não conhecer um pouco da cultura não tem graça né? Vale muito a pena conhecer, até pq se você também for de SP nunca viu algo parecido com isso. Típico passeio barato e que vale muito a pena. Próximo post: Tiwanaku
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