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cdechery

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Tudo que cdechery postou

  1. Dá sim, de boa. Na navegação você já vai ver o Perito Moreno bem de perto. Nas passarelas vocês tem uma visão mais ampla e pode ficar ali parado, como todo mundo faz, esperando por uma queda de gelo. Eu dei sorte e vi uma monstruosa em apenas 5min olhando. Os fotógrafos q estavam la todos de plantão pularam de alegria.
  2. Quando estávamos no passeio do Buracão vimos o incêndio na parte sul do parque. Tinha começado três dias antes e no dia que estávamos indo embora disseram que estava controlado, mas foi só chegar no Rio, menos de 48h depois, vi na mídia que o incêndio voltou na parte sul e que novos focos estavam surgindo na parte norte, próximo a Lençóis. Estavam inclusive orientando os turistas a evitarem alguns passeios, como a trilha que leva ao Pai Inácio. Como o parque é muito muito grande, e tem muitas atrações que ficam fora (e bem longe) do parque, duvido muito que qualquer incêndio, por maior que seja, impeça completamente o turismo na região. Mas é bom ficar de olho nas atualizações pra planejar melhor sua estadia e passeios.
  3. Olá pessoal, tempão que não escrevo aqui. Acabei de voltar de uma viagem incrível à Chapada e acho que vale a pena colocar meu relato aqui com algumas dicas. 1. Chegando lá (no meu caso, saindo do Rio) Essa minha viagem teve zero planejamento. Nem iríamos pra lá. Decidimos tudo uma semana antes. Ao entrar em sites pra procurar passagens verifiquei que o voo estava bem caro saindo do Rio, e que fazia escala em BH. Procurei por um voo direto de BH e estava beeeem barato, coisa de $250 ida-e-volta. Compramos a passagem e planejamos nossas férias por MG e pegamos o voo em Confins na data sem maiores problemas. Apenas após o fim de nossa estadia na Chapada é que descobrimos que esse é um trecho complemente novo da Azul e que pegamos o primeiríssimo voo CONFINS-LENÇOIS. Bom, pra quem não sabia, fica a dica. 2h de voo, diretão. Deixamos nosso carro em um estacionamento perto de Confins, por aprox $20 por dia. 2. Hospedagem Bom, aqui a dica não é beeem uma dica, pois claramente a hospedagem é uma questão de orçamento e não muito de "escolha". Optamos por gastar um pouco mais e valeu muuuuuito a pena. Ficamos no Hotel de Lençois, um dos mais antigos e considerado por muitos o melhor da cidade. Muito confortável, ótimas acomodações e o café da manhã mais recheado da vida. 3. Alimentação A cidade de Lençóis é muito bem servida de restaurantes para todos os gostos. Mas tem um porém. Como ela é a porta de entrada para conhecer a Chapada, ela meio que gira praticamente em torno desse turismo, e passeios na Chapada costumam durar o dia todo, o que significa que, durante o dia, poucos restaurantes ficam abertos. Eles meio que revezam entre si e você tem que escolher entre as poucas opções. A noite (todos os dias, a partir das 17h) algumas ruas são fechadas e colocam mesas na rua e todos os restaurantes abrem. Aí sim a quantidade de opções explode e a coisa fica bem mais animada. Como mencionei, a maioria dos passeios é de dia inteiro então provavelmente você não vai almoçar em Lençóis, mas se for, já saiba que não terá muita opção. Jantar é garantido. Recomendo o el Jamiro, o Absolutu (ótimos pratos vegetarianos), Talho Doce (pizza boa e barata) e Grizante (sempre abre de dia, apesar da aparência simples, a comida caseira é muito gostosa). 4. O que fazer Quando você chega em Lençóis, a primeira coisa que impressiona é a quantidade de agências turísticas. Chegam a ficar lado-a-lado na rua. Ao visitar algumas você vai perceber que a maioria oferece basicamente os mesmos passeios. E a partir daí você vai precisar montar um roteiro para sua estadia na Chapada baseada em quanto tempo você tem. Sempre que chegávamos numa agência e dizíamos que tínhamos 7 dias, a reação era a mesma: isso é bastante tempo, dá pra conhecer quase tudo. Foco no "quase". E eu imaginava que 7 era muito, que ia até rolar tédio. 4.1 Alugar ou não carro? Aqui cabe um comentário, pois essa deve ser a dúvida de muitas pessoas indo à Chapada e é uma dúvida muito pertinente. Primeiro: a Chapada é enorme! Não é como outros parques nacionais famosos que estamos acostumados (Itatiaia, Ibitipoca, Serra do Cipó, Chapada dos Veadeiros, etc) - em que você consegue conhecer tudo a pé. Nada é a pé na Chapada, nada! Ok, quase nada. Tudo é longe e algumas coisas são *muito* longe. Depois de pesquisar algumas agências chegamos a seguinte conclusão: alugar carro só vale a pena para 3 pessoas ou mais. Para um casal, não vale. Na ponta do papel, o custo do carro fica ou no pau-a-pau ou até mais caro que pagar pelos passeios quando você leva tudo em conta (aluguel + gasolina + guia, etc). Se for alugar carro, tente *não* alugar em Lençóis pois lá as opções são bem limitadas e caras. Vindo do Rio, por exemplo (ou de outros locais fazendo escala em Salvador) dá pra alugar o carro lá, por um preço mais honesto e dirigir até Lençóis. Perde-se um pouco mais de tempo nesse trecho mas economiza-se bastante no total. 4.2 Se você for de carro Mais uma vez vou ressaltar, a Chapada é gigante. Então não pense que Lençóis deve ser seu único destino se você for visitá-la. Se você estiver indo pra lá de carro, chegando seja de qual for a região do Brasil, seria interessante você tentar montar um roteiro para que consiga visitar tanto o norte quanto o sul do parque. No norte (onde fica Lençóis) está concentrada a grande maioria das atrações - muitas delas inclusive fora do parque nacional - mas no sul está o Buracão que eu considero imperdível. A cidade de Mucugê (dentro dos limites do parque nacional, ao sul) é bem legal também, de lá partem passeios, tem cachoeiras e outros passeios por perto. Voltando ao item 4, no primeiro dia lá você já vai meio que ter noção do que vai poder fazer com o tempo que você tem. Na internet tem bastante informação sobre cada um dos passeios então não vou me estender muito aqui sobre cada um. Mas pra dar uma ajudinha, vou colocar exatamente meu roteiro, pra ajudar os demais a criarem um próprio, vamos lá. Dia 1: chegada em Lençóis, nenhum passeio, só andamos pela cidade e pesquisamos bastante sobre tudo que acabei de falar acima pra resolver nossa vida Dia 2: Passeio chamado de "Roteiro 1" ou "Das Grutas" que é disparado o mais famoso, e que todo mundo faz. Inclui visitar ao Rio Mucugezinho, Poço do Diabo, Gruta da Lapa Doce, Pratinha e Morro do Pai Inácio ao final (para ver o pôr-do-sol). Para ser sincero, eu achei o passeio meio corrido, afinal nada dessas coisas é perto uma da outra, tudo é de carro e longe. Se for fazer de carro esse roteiro, eu deixaria de fora o Rio Mucugezinho + Diabo, você pode ir depois, por que é perto de Lençóis. Dia 3: fomos ao chamado "Serrano", que é um parque municipal de Lençóis mesmo onde tem algumas cachoeiras e outras coisas. Chegar lá a pé é super fácil, mas achar as coisas nem tanto. Nada tem placa e você precisa contar com a boa vontade das pessoas, que em geral não são muito solícitas nesse quesito. Sempre querem lhe empurrar a contratação de um guia. A tarde (depois do passeio, que foi rápido) ficamos morgando na piscina do hotel. Dia 4: alugamos um carro na modalidade meia-diária, um valor mais em conta, e fomos por conta própria na Cachoeira do Mosquito e depois revisitamos o Rio Mucugezinho. Nos pareceu boa essa de alugar o carro, mas deve se atentar ao fato que a meia-diária só permite até 200km, ou seja, apenas passeios "perto". Dias 5 e 6: Passeio Poço-Azul + Poço Encantado + Buracão. Esse é um passeio de dois dias inteiros, o que demonstra o quão longe são as coisas na Chapada. Pernoitamos em outra cidade (Mucugê) para acordar e ir ao Buracão (para nós o ponto alto da Chapada, um dos lugares mais incríveis que já fui na vida, imperdível). Dia 7: volta pra casa Uma única dica de passeio que ninguém nos deu, mas acabou "encaixando" nesse passeio de dois dias que fizemos: Igatu. Tente encaixar uma visitar a essa cidade no seu roteiro. Foge um pouco do ecoturismo, mas é demais. O lugar transborda história e é lindo. Vale muito a pena. Fizemos passeios pela Cirtur e ChapadaAdventure (Daniel). Ambas são ótimas empresas e nos atenderam bem em todos os aspectos. Os guias muito solícitos e gente boa, os carros em bom estado e não houve qualquer intercorrência. Então fica a dica de empresas em que podem confiar. Espero ter ajudado. Qualquer dúvida, é só perguntar. =)
  4. Bom, não sei quanto a quais cias, pacotes e tal, mas com certeza tem. Só pesquisando. Eu mesmo cheguei de avião por Dubrovnik e saí por Zagreb 10 dias depois e já tava tudo reservado antes.
  5. Então, conforme o meu roteiro (tive que ir lá pra ver) eu fiquei no Rusticana Apartments e gostei bastante. É um apartamento bem equipado numa rua reservada, colado na cidade histórica. Colado mesmo, 5min a pé. http://www.booking.com/hotel/hr/split-inn-apartments.pt-br.html?aid=356986;label=gog235jc-hotel-XX-hr-splitNinnNapartments-unspec-br-com-L%3Axb-O%3Aunk-B%3Aunk-N%3AXX-S%3Abo;sid=0727486478a9db91f3ce47df21f16239;dcid=1;dist=0&type=total& Quanto a "night" nao sei onde são.
  6. Sim, dá pra conhecer a cidade velha em um dia. Não é tão grande. Claro que será um dia cansativo, especialmente se você quiser dar a volta na muralha - só esse passeio já dá uma canseira e toma um tempo considerável - mas dá sim. Tanto que eu fui na cidade velha dois dias, e no segundo dia foi só pra jantar. Não ficou a impressão de ter deixado passar nada interessante.
  7. Você pode usar sites como o Decolar.com para saber as empresas que operam no lugar onde você vai querer pegar o carro. Depois vá direto no site da operadora, pra não pagar a taxa da Decolar. As empresas mais famosas são a Hertz, Avis, Dollar, Thrifty e Sixt.
  8. Foi na Thrifty, mas era em Split. Não gostei muito do serviço deles não. O carro "similar" que me deram estava bem velho e sujo.
  9. Não conheço Novaglia. Veja meu roteiro. Quanto as festas, ago-setembro já é final de temporada do verão, que bomba mais em junho-julho. Eu por exemplo cheguei em Hvar no fim de agosto e peguei a ULTIMA festa do mais famoso clube de lá, o Carpe Diem - e de fato nem estava cheio. Se estão realmente preocupado com as festas sugiro que Hvar seja o primeiro destino visto que lá é que a coisa ferve.
  10. Consegue para as que são ali perto, e tem alguns passeios legais - uns até bem baratinhos. Mas não da pra comparar o porto de Hvar com o porto de Split.
  11. Acho que você pode acrescentar mais um dia em Split. Eu me arrependi de não ter feito isso. Hvar é muito legal mas é uma ilha, Split é a segunda maior cidade da Croácia e tem muita mais opções de turismo. Eu só conheci o centro histórico e fiz passeios a pé perto do meu hotel, mas depois descobri que lá tem praias, restaurantes a beira mar e que também partem passeios de meio-dia ou um dia para praias e ilhas próximas.
  12. Olha, a Croácia não é barata - não dá pra dizer que é um destino "tranquilo" de pagar. Se o orçamento tá apertado, recomendo lugares da Europa mais em conta. Não sei também se Grécia é cara. Na Croácia não tem uma estrutura de turismo boa, então a oferta é pequena para tamanha demanda, resultado: coisas ruins e caras, por que vai sempre lotar, especialmente no verão. A maioria das hospedagens sequer é hotel, é mais no esquema quartos/apartamentos para alugar, o que deixa ainda mais caro, considerando que você não terá café da manhã e nenhuma das amenidades que um hotel oferece. Táxi em Dubrovnik era um assalto de caro. Como falei no relato, eu fiquei longe do centro, ou seja, morri numa grana. Mas talvez eu tenha ficado com a impressão que era caro pois eu vim de um lugar considerado barato - Praga. Espero ter ajudado.
  13. Verdade, informação vital mesmo. Falha minha. Foi na segunda quinzena de agosto. Sim, super alta temporada. Dubrovnik estava entupido de gente. Mas na verdade esse período é considerado por lá como o "fim" da alta temporada, que começa em junho. Por exemplo, na boate Carpe Diem (em Hvar), que é a bam-bam-bam da Croácia, pegamos o último dia da temporada de verão.
  14. Escute a sua esposa, hehehe. Ela está certa. Nem que seja para passar um dia e uma noite, você não pode deixar de conhecer Hvar. É lindíssima. Muito melhor que Split.
  15. Cara, infelizmente não vou poder te ajudar. Não sei se você leu o relato, mas não fui a Zadar entao fica complicado opinar em relação a Split. Mas pelo que vi aqui no Google Maps, Zadar eh mais perto de Plitvice entao nesse caso seria uma decisão logística melhor, pois voce passaria menos tempo na estrada e mais tempo aproveitando o dia no parque.
  16. Dicas iniciais: Dólar ou euro? Como a Croácia (ainda) não faz parte da EU, a moeda por lá é a Kuna, e podem surgir dúvidas se o melhor é levar dólar ou euro, baseado em flutuações do câmbio. Não tive ninguém para me orientar nesse caso, levamos dólar, pois ouvimos dizer que o Euro estava em baixa. Foi um erro. A boa é levar Euro. Por um simples motivo: a aceitação de cartão de crédito lá (tirando, é claro, na capital) não é das maiores. Muitos (eu arriscaria dizer, quase metade dos) restaurantes, pousadas e albergues só trabalham com dinheiro. As hospedagens todas tabelam seus preços em euro e podem receber em euro também. Se você tiver apenas Kunas (ou pior, dólares), eles calcularão o o valor baseado no preço em euro com uma taxa cambial nada amigável, sempre acima da que você trocou suas Kunas na casa de câmbio mais próxima. Carteira de motorista: não precisa da PID (Permissão Internacional). Basta sua CNH para alugar carro e dirigir por lá. As estradas são boas e bem sinalizadas, especialmente as highways. GPS você só vai precisar para dirigir nas cidades grandes. Para não se assustar com o pedágio (como nos assustamos), lá funciona assim. Ao entrar em uma highway, você passa por uma cabine, onde não tem ninguém, apenas aperta um botão e pega um ticket. Você paga ao sair da estrada, e o valor é calculado dependendo da distância percorrida. Quanto à língua, não se preocupe, todo mundo lá fala inglês, até os motoristas de ônibus e funcionários de um posto de gasolina no meio do nada. Claro que há exceções, mas são raríssimas. Vamos ao relato... Dubrovnik (3 noites) [align=center] [/align] Chegada: de avião, a partir de Frankfurt. Aqui tivemos uma desagradável surpresa de boas-vindas. Como fazemos sempre, a primeira coisa que fizemos foi trocar 100 dólares no aeroporto para pegar um taxi direto para nosso hotel. Ao comunicar o destino ao motorista, este nos informou que o local era “fora” de Dubrovnik (ele se referia, naturalmente, à cidade velha), o que já me desanimou. Mas pior ainda foi ver quanto deu a corrida: 360 Kunas, mais de 60 dólares - um assalto! Pois é, preparem-se, taxi em Dubrovnik é o mais caro que já vi na vida. Hospedagem: Paradis Apartments. De fato era “fora” de Dubrovnik, ficava a cerca de 6km do centro. O que não seria um problema caso houvesse um sistema de transporte público bom e frequente, coisa que não havia. Lá só existem ônibus em horários específicos, e eram necessários dois ônibus, um até a rodoviária, e outro circular, para chegar ao centro. Ou seja, estávamos mal localizados. Uma pena, pois a pousada em si, é ótima. Quarto muito confortável e donos super simpáticos e solícitos. Mas não recomendo por ser longe (mesmo), não vale a pena. Depois de nos acomodarmos e conhecer as redondezas da pousada (que tinha até uma praia própria - a primeira que conhecemos da Croácia), fomos ao centro (naquele esquema: dois ônibus). Belíssima surpresa ao chegar a cidade velha e adentrar o portão. Encontramos uma cidade medieval lindíssima, super bem preservada, lotada de turistas e recheada de lojas e restaurantes de todos os tipos. Perambulamos um pouco e já agendamos um passeio à Mljet, para dois dias depois, tida como uma das ilhas mais lindas do Adriático. Achamos o custo alto (540 Kunas), mas não pesquisamos e não queríamos correr o risco de perder este passeio, pois era limitado. O passeio mais famoso em Dubrovnik é o das “3 Ilhas”, é um barco grande que vai nas 3 principais ilhas, inclui almoço. Me pareceu ser meio bagunçado, num barco meio vagabundo, então preferimos esse de Mljet que era mais reservado. No dia seguinte, optamos por conhecer melhor a cidade velha (fazer o passeio pela muralha) e depois, a tarde, conhecer uma ilha por conta própria. Compramos o ingresso ferry (coisa de 45 Kunas) e fomos para a ilha Lopud, que é uma das únicas a ter praia com areia fina. É bonita, mas não tem nada demais. Parece uma praia qualquer de Búzios. Talvez uma outra ilha (que faz parte do passeio “3 ilhas”) seja melhor. Chegou o dia do passeio à Mljet. Nos buscaram no nosso hotel para nos levar ao Ferry. É o mesmo Ferry que todos pegam. Achei que era uma coisa privada, mas não. Tivemos que entrar na fila com todo mundo. Chegando lá, uma van nos esperava para nos levar ao outro lado da ilha, onde um barco nos esperava. A ilha tem dois lagos, e em um dos lagos, uma mini-ilha aonde tem um mosteiro do século XII. O barco nos levou a este mosteiro com o guia nos passando informações meio apressadamente. Toda visita ao mosteiro não levou mais de 20min - achei meio corrido. Depois pegamos o barco de volta e fomos ao lago menor, onde o guia nos informou que teríamos 3h livres. Há opções para aluguel de bicicleta, canoa e kayak. Ou pode-se apenas passear pelas trilhas bem preservadas e pavimentadas do local. Optamos pela canoa e depois ficamos relaxando. Passadas as 3h, caminhamos até o outro lado da ilha (cadê a van?) para almoçar. O almoço foi em um restaurante bem caseiro, com uma mesa enorme no subsolo de uma casa. Canja de entrada, peixe com batatas e cebola, fruta de sobremesa. Bebidas a parte. Almoço meia-boca para um passeio tão caro. A ilha é de uma beleza incrível, vale muito a visita, mas o passeio está bem caro para o que ofereceram. Se quiserem fazer, procurem um mais em conta. Na volta, pedimos para nos deixarem no centro, pois seriam nossos últimos momentos em Dubrovnik, queríamos jantar na cidade velha. Split (1 noite) [align=center] [/align] Chegada: de ônibus, a partir de Dubrovnik. São apenas 209km que separam as duas cidades, mas a viagem durou quase 5h. São alguns os motivos para tamanha lerdeza: 1) a estrada é costeira, apenas uma pista para cada sentido 2) existem dois pontos de controle de passaporte, pois a estrada faz uma breve incursão na Bósnia-Herzegovina (logo, controles na entrada e na saída deste país) 3) o ônibus faz inúmeras paradas para pegar pessoas no caminho, pois passa por cidadezinhas abandonadas no meio do nada, onde nem posto de gasolina tem para servir de estação A rodoviária de Split é horrível, lembra as da Bahia. Bastante desorganizada e tumultuada. Fica pertinho do centro histórico e do porto. Então se sua hospedagem for por ali, talvez você possa ir a pé. Informe-se antes para não pegar taxi a toa. Hospedagem: Split Inn / Rusticana Apartments Muito bom, pena que ficamos apenas uma noite. Tivemos um pouco de dificuldade pra achar, pois a rua é pequena e não tem nenhum letreiro na porta. Mas achamos, fomos super bem recebidos. O quarto é grande, confortável, conta com uma equipada cozinha e banheiro moderno e amplo. Fica a 5min a pé do centro histórico e 10min do porto/rodoviária. Único defeito é que faz porta com a tal rua, onde as vezes passam motos - ou seja, pode ser barulhento as vezes. A quem interessar possa, tem um restaurante vegetariano (Makrovega) pertíssimo e muito bom, informe-se por ali mesmo. Split é a segunda maior cidade da Croácia (só perde para Zagreb), então depois de ter saído de Dubrovnik ficamos um pouco decepcionados com o centro histórico, que é mais detonado e menos impressionante. Porém, Split é mais central, com um porto muito maior, e de lá saem excursões para toda a parte. É possível ficar hospedado aqui e fazer passeios para várias cidades e ilhas da Croácia. Como só tínhamos uma tarde aqui ficamos passeando pelo centro e pela rua principal, do porto, que é bem bonita e moderna, cheia de restaurantes, e que fica bem movimentada a noite. Hvar (3 noites) [align=center] [/align] Chegada: de Catamaran, a partir de Split (1h10 de viagem, aproximadamente). Só é possível comprar as passagens de Catamaran, partindo de Split, no mesmo dia da viagem, então recomenda-se ir bem cedo à bilheteria para comprar. Fizemos isso, chegamos lá as 8 da manhã (para viajar as 11h30) e não tivemos problema algum, zero fila. O Catamaran é confortável e vai direto para Hvar. Se não conseguir o Catamaran tem o Ferry (que leva também carros) com vários horários, mas vai para Stari-Grad, e de lá é necessário pegar um ônibus (ou taxi) para Hvar. Em Hvar, pode-se comprar a passagem de volta com 24h de antecedência o que dá um conforto a mais. Hospedagem: House Iliscovic, muito legal porém um pouco afastado. É um apartamento como o de Split, porém menos moderno. Quarto, banheiro e cozinha separados, bastante espaçoso. O dono é super simpático e disse que nos buscaria no porto, bastaria que ligássemos. (Como íamos adivinhar?) Subimos ladeira carregando mala pesada procurando, não foi nada legal. A casa fica a 1,3km do porto/centro, mas é ladeira acima com uma bela escadaria. Normalmente, nada demais, mas as vezes, depois de um dia inteiro passeando, cansado, é perrengue - não recomendo. Tem um mercado a uns 100m e a cozinha do apartamento é bem equipada o suficiente para cozinhar o que se quiser (o que fizemos, inclusive, e foi bem legal). No primeiro dia, depois da Via Crucis para achar o apartamento fomos passear. Pegamos uma praia e depois fomos conhecer a Hula-Hula, um dos bares mais badalados da cidade. Bateu uma ventania fortíssima e fomos expulsos. Fomos descansar pois a noite fomos à Carpe Diem, a boite mais famosa da Croácia. É realmente muito legal, no porto de Hvar ficar o Carpe Diem Bar, que é aberto, basta entrar e consumir o que quiser. Rola uma música pro povo ir se animando. A partir de 0h30, mais ou menos, começam os taxi-boats a circular que te levam para a ilha (Carpe Diem Beach) que é realmente onde fica a boite, onde a noite vai até o amanhecer. Os taxi-boats são gratuitos, paga-se apenas a entrada na Carpe Diem Beach. Pra quem tem pique, vale muito a pena. No dia seguinte, como estávamos destruidos, saímos para passear sem muitas pretensões. Demos de cara com um passeio que vale muito a pena. Paga-se 40 Kunas (cerca de R$ 15) para um barco te levar para as Pakani Islands, uns 15min de Hvar. O preço é para ida e volta. A praia lá é muito bonita e tranquila. Na volta, no fim do dia, subimos ao Forte de Hvar para tirar fotos do pôr-do-sol, vale a pena também. Planejamos fazer um passeio à Ilha Vis, onde se visitam duas cavernas (Green e Blue Cave) mais uma praia lindíssima. O passeio é de dia todo, inclui almoço e custava 400 Kunas. Infelizmente a previsão era de tempo forte e cancelaram este passeio no único dia que teríamos para fazer. Parece ser um dos melhores por lá, foi uma pena não podermos ir. Então, em nosso último dia alugamos bicicletas, conhecemos uma praia distante e terminamos nosso dia no Hula-Hula tomando umas cervejas e assistindo a mais um belíssimo pôr-do-sol. Nada mal. Parque Nacional Plitvice / Plitvicka Jezera (2 noites) [align=center] [/align] Chegada: de carro, a partir de Split (cerca de 3h de viagem). De Split para o parque de carro é simplesmente ridículo de chegar. A estrada é a mesma que vai pra Zagreb (A1) e é muito boa e super bem sinalizada. A saída para pegar a estrada que leva ao parque é sinalizada por uma placa enorme, impossível de errar. Usei GPS mas nem precisava. Hospedagem: House Boro, simples porém bastante confortável. Dono bastante simpático, nos levou ao parque de carro sem custo algum. Quando vai chegando perto do parque, começam a aparecer várias casas oferecendo quartos. As opções são muitas e pode-se até ficar hospedado dentro do parque. Essa nos pareceu boa, na média. Nada a reclamar. Ah, o café deles não é coado. Comer pó não é legal, hehehe. Alguns podem estar se perguntando por que duas noites aqui, apenas para visitar o parque. Como saímos de Hvar as 13h, pegamos o carro em Split e fomos ao parque, “perdemos” esse dia na estrada. O parque fecha as 19h, não daria pra nada. A idéia era acordar cedo no dia seguinte e passar o dia no parque. Dito e feito. Aqui foi um dos pontos altos da viagem, então vou detalhar bastante as dicas para quem estiver interessado. 1) Não precisa de um dia inteiro para conhecer o parque. Umas 6h são suficientes, ou seja, dá pra chegar e ir embora no mesmo dia. Até Zagreb são apenas 2h, por exemplo. 2) O parque conta com três (ou quatro?) restaurantes, um em cada extremo, então não precisa se preocupar em levar lanche e água. Leve apenas uma garrafa de 1L, pois pode enchê-la em alguns pontos. 3) Existem diversos percursos que você pode fazer para conhecer o parque, variando em intensidade e duração. Não fizemos nenhum percurso pronto e acabamos dando sorte, conhecendo tudo com o menor esforço, baseado em dicas do dono da pousada e um casal de portugueses que conhecemos lá. Se quiserem seguir minha dica de trajeto, ei-la: começem pela parte de cima, pegando o barco para atravessar o lago (P1 -> P2), na Entrada 1. Subam tudo, sempre pela esquerda. Lá em cima tem o primeiro restaurante e ponto de ônibus. Ao descer, atenção para algumas trilhas alternativas que dão acesso a visuais ótimos. Em algum momento você deve passar por um zigue-zague de pequenos lagos, se não passou por isso e já chegou ao ponto inicial (do barco), fez algo errado - volte e faça o zigue-zague que é o ponto alto da parte de cima. Depois pegue o barco para o P3 (onde fica o segundo e maior restaurante de todos). Aqui você pode parar para comer algo, reabastecer a água, ir ao banheiro, etc. Depois siga a trilha a direita, em direção à grande cachoeira. Primeiro vá ao “Sightseeing” que é um visual amplo, depois pegue a pequena trilha, no meio do mato mesmo. Esse é o caminho inverso que a maioria das pessoas faz, então não se espante se parecer que você está na contra-mão. Logo você vai começar a ver as pessoas do outro lado do canyon fazendo o caminho inverso. Ao descer tudo e começar a caminhar pelas trilhas de madeira você vai ter algumas bifurcações, uma leva de volta ao P3 “por baixo” e outra atravessa o canyon para ir “por cima”. Dá para fazer as duas. Mas os visuais mais alucinantes são os de cima, naturalmente. O que fizemos foi ir por cima, depois dar meia-volta, ir ao P3, tomar umas cervejas lá e ficar relaxando e depois retornar (ao St1), para pegar o ônibus e ir embora do parque, lá pras 17h. Chegamos no parque as 8 da matina e estava vazio, uma delícia. A partir de umas 10h30 começa a ficar lotado e tem fila pra tudo. Não pegamos NENHUMA fila por conta desse trajeto maluco que inventamos. Sorte pura que agora repasso a vocês. Zagreb (1 noite) [align=center] [/align] Chegada: de carro, a partir de Plitvice (cerca de 2h). O caminho até Zagreb é muito simples, a própria estrada onde fica Plitvice desemboca na A1, ou seja, é só ir reto o tempo todo, nem precisava de GPS. Mas ao chegar na cidade, o trânsito começa a ficar caótico, se eu estivesse sem o GPS ia ficar mais perdido que cego em tiroteio. Hospedagem: Hotel Residence. Excelente hotel, bastante luxuoso e confortável com ótimos e simpáticos funcionários. Fica um pouco afastado do centro, mas o bonde passa na porta e deixa na boca do centro histórico. Tínhamos apenas uma tarde em Zagreb, pois só viemos aqui para pegar o vôo de volta ao Brasil. Recebemos algumas dicas de que não tinha nada pra fazer, mas até que achamos a cidade (parte histórica) bem legal. Na parte alta tem vários museus, visitamos o Museum of Broken Relationships, bastante inusitado e muito legal - recomendo! Visitamos também a catedral, bem bonita e perambulamos mais um pouco. Pra ir embora, não se preocupe em chegar muito cedo ao aeroporto, pois é bem pequeno, só tem um terminal. Duas últimas informações: 1) A Croácia não é um destino barato, não espere achar muitos restaurantes, passeios e hospedagens baratas 2) O povo de lá é muito simpático, vai deixar saudades. Adoram brasileiros, e eu adorei eles. É isso, espero que tenham gostado do relato e que seja útil para sua visita a esse maravilhoso país, que recomendo à todos que conheçam. -- FIM --
  17. Olá, estamos indo para Praga e Croacia em 12 dias, e na Croacia pretendemos fazer dois trechos de carro (ja esta até alugado). Queria saber se minha CNH é suficiente ao chegar lá ou preciso tirar a PID (Permissao Internacional para Dirigir). Obrigado.
  18. Depende um pouco. Se o clima estiver bom e estiverem belos dias de sol eu pularia El Calafate e iria direto pra El Chalten, talvez passar apenas um dia em Calafate, pra fazer o passeio do Perito Moreno. Se o tempo estiver fechado, El Chalten perde um pouco sua magia. Ushuaia tem bem mais opções de passeio que os outros lugares, mas Calafate é mais turístico (mais lojas, restaurantes, agito a noite, etc), é questão de gosto mesmo. São 3h30 de viagem e a passagem você compra em qualquer agencia de turismo em Calafate sem problemas. Sim, fui em pleno verão. Peguei temperaturas de mais ou menos 10, 12 graus de dia, chegando a 0 de madruga. Mas na madruga você vai estar quentinha com calefação dentro do hotel/cabana, então não tem prob. Mas se você nao curte mto frio, Patagonia pode nao ser uma boa opção. O vento lá é uma constante e é cortante, as vezes dá até uma certa "raivinha" - tipo "porra, nunca para de ventar aqui? hehehe".
  19. Cara, não lembro, mas não é dificil descobrir. Qualquer agencia de turismo lá te fala, pois existe apenas UMA agencia que te leva pra dentro da ilha - rola um monopólio desse passeio.
  20. Caraca cara, esse post seu foi simplesmente fantástico. Voce trabalha com turismo? Agora com tantas opcoes ficou complicado,hehehehe. Assim, abusando do seu conhecimento. Vamos para la em lua-de-mel, entao nao vai ser exatamente uma viagem aventureira, mas tambem nao sou de ficar sentado na praia coçcando o saco o dia todo, quero ver natureza e quero passear muito - mas nada que seja cansativo, acho que da pra entender. A dica do amigo acima, Manuel Antonio, é uma boa? Pelo que vi, a maioria dos lugares de praia que voce descreveu tambem dispoem de florestas e passeios em parques, confere? Deve haver resorts em todos eles tambem. Vou dar uma pesquisada agora. Obrigado mais uma vez. Esse site é nota 10!
  21. Show de bola! Muito obrigado pelas dicas... vou dar uma pesquisada. :'>
  22. Oi Pessoal, estou querendo passar a lua de mel na Costa Rica. Iremos em fim de outubro desse ano. Mas não conheço absolutamente nada lá e também nao conheco ninguem que tenha ido. Preciso de algumas dicas de onde seria melhor ir. Gostaria que fosse um lugar onde tivesse praia, mas não APENAS praia. O ideal é que fosse um lugar isolado com praia e também possibilidade de passeio em florestas, montanhas, etc. Sei que lá tem varios resorts e tambem gostaria da recomendação de algum que "atendesse" a esses meus requisitos. Ah, e não preciso comentar que não pretendo que essa seja uma viajem "low budget", afinal é lua-de-mel, nada de albergues e restaurantes baratinhos, hehehe. Agradeço antecipadamente qualquer dica. Obrigado.
  23. Não tenho aqui em mãos, mas procure pelos nomes no Google, acho que todos tem site. Não é dificil achar.
  24. Pessoal, inspirado por um livro que li recentemente, escrevi um relato enorme da minha viagem à Machu Picchu. Não resumido como os que vemos aqui, é bem detalhado, mais no estilo de um log de navegador. Tem poucas fotos, por que não é esse o intuito mesmo. Quem quiser dar uma conferida, e me dizer o que achou, seria legal. http://www.frofens.org/blog/?p=7 p.s.: só estou colocando link externo por que é grande mesmo. A boa é ler em parcelas.
  25. Pra mim foi um pouco sim. É um passeio muito no estilo "excursão da tia" onde você não pode dar sequer um passo pra fora do combinado, não tem nem um minuto para descansar e fazer o que você quer. Tem que seguir todo mundo, faz tudo igual, ao mesmo tempo. Bom, eu ja viajei pra vários outros paises tambem e é claro que ja vi turistas europeus e americanos não se esforçando muito com a lingua local. Quem faz isso, sinceramente, eu acho idiota. Não é apenas o fato de você falar ou não, mas a sua postura em relação a isso. Você deve adotar uma postura de "eu não sei falar sua língua, me desculpe, estou tentando me comunicar da melhor maneira que posso" e não de "eu sou turista, com dinheiro, pago seu salário, se vira pra me entender". Nem que você fale absolutamente TUDO errado, é melhor. O que senti la com os brasileiros foi uma completa falta de respeito e todos os argentinos se esforçam pra entender, na maior boa vontade. Acho que os brasileiros ficaram mal-acostumados.
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