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silviaamorim

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  1. Resolvi fazer esse relato sobre a travessia dos Lençóis Maranhenses porque tive muita dificuldade de encontrar informações atualizadas para planejar minha viagem. Como chegar até lá, o que levar, como é o percurso??? Eram muitas as dúvidas. Aqui deixo respostas para os próximos aventureiros. Como é a travessia? São quatro dias de caminhada, com pernoites na casa de moradores em pequenos povoados, verdadeiros oásis na imensidão de areia. Ao todo são percorridos cerca de 60 km, ora na beira do mar ora no sobe-e-desce das dunas. A simplicidade é absoluta. A refeição, a R$ 35 por pessoa (setembro 2017), vem dali mesmo do quintal dos moradores: galinha caipira, peixe frito, macarrão, arroz e feijão. Para dormir, é só escolher uma das redes penduradas no redário. O preço do pernoite com o café da manhã fica entre R$ 35 e R$ 50. Em Canto do Atins e Baixa Grande o local do pernoite também tinha quartos com camas. Fiquei na casa da dona Loza e recomendo. Hospitalidade 1000%. Existe uma estrutura mínima nos locais de pernoite, com banheiro e ducha. As instalações podem ser mais ou menos confortáveis de acordo com a casa escolhida. O redário é coletivo e cada "hóspede" recebe um lençol para passar a noite. O café da manhã com tapioca, manteiga, ovos mexidos e café está incluído na diária. Nesses pontos de apoio há água para abastecer o cantil e outras bebidas à venda, além de almoço e jantar. A travessia dos Lençóis Maranhenses é mais do que superação física. É também uma viagem de conhecimento, de contato com um Brasil que muitos acreditam ter ficado no passado. Na exuberância dos oásis maranhenses famílias vivem sem energia elétrica, sem telefone, sem escola ou um simples posto de saúde. Na falta do básico sobra hospitalidade. Depois de horas de caminhadas debaixo de sol, somos recebidos com comida na mesa, rede estendida e, se precisar, até remédio para as dores no corpo ou bolhas nos pés. Qual a melhor época? A melhor época para visitar os Lençóis é de junho a início de setembro, quando a temporada de chuva acabou e as lagoas que se formam nas dunas estão cheias. Eu fiz a travessia em setembro num grupo com mais seis pessoas. Ainda tive lagoas cheias, mas encontrei muitas já secas pelo caminho. Acho que meados de setembro é uma data limite para fazer o trekking desfrutando de banhos refrescantes todos os dias em lagoas de água cristalina. Fiz a travessia no sentido Atins-Santo Amaro. Para essa época do ano é o mais recomendado porque se faz a caminhada com o vento, e a areia, claro, sobrando nas costas, e não direto no rosto. É indispensável a companhia de um guia já que não há sinalização nas dunas. É muito fácil se perder naquele deserto de areia. Como chegar aos Lençóis Barreirinhas é a porta de entrada para os Lençóis Maranhenses. Ela fica a 248 quilômetros da capital São Luís, cerca de quatro horas de viagem. O trajeto pode ser feito por vans e microônibus fretados para turistas ou ônibus regular. Agências oferecem o transfer por cerca de R$ 50 a R$ 60 por pessoa. A vantagem do transfer é que eles te pegam e deixam no local em que estiver hospedado. Uma das empresas que prestam o serviço são a Levatur e Giconect. Já se quiser ir de ônibus tem que se deslocar até a rodoviária de São Luís e comprar a passagem em uma das empresas que viajam até Barreirinhas, como a Cisne Branco. Há saída às 6h, 8h45, 14h e 19h30. Táxis também fazem a viagem mas o preço é bem mais salgado, cerca de R$ 500. Como contratar um guia? Não é possível fazer a travessia sem um guia. O risco de se perder é alto porque não há caminho sinalizado. Você pode contratar uma agência que organiza a trekking ou contratar diretamente em Barreirinhas um guia. Recomendo que faça isso com antecedência. Sugestão o guia Fabrício (https://www.facebook.com/fabricio.ferreira.5070). O que levar para a travessia? Mochila – (lembre-se de não exagerar porque terá que carregá-la por horas sob o sol) Lanterna de cabeça com pilhas (para o trekking ainda à noite) Compartimento para água- Garrafa/Cantil/Camelbak (mínimo de 02 litro) Bota/Tênis de caminhada ou papete Camisas tipo Dry Fit (ideal manda longa se possível com proteção UV) Fleece/Anorak/Corta Vento Repelente de insetos Protetor solar e labial Bermudas Toalha Shampoo Sabonete Chinelo Meias Esparadrapo Atadura (caso tenha bolhas no pé) Bastão de caminhada (se estiver acostumada a caminhar com eles) Chapéu ou Boné Medicamentos de uso pessoal Lanche para a trilha (frutas secas, paçoca, barra de cereal, castanhas/nozes, biscoitos) Distâncias do trekking 1º dia - Barreirinhas até Canto do Atins Trekking: cerca de 3 horas (6km) 2º dia - Canto do Atins até Baixa Grande Trekking: 8 a 9 horas (24 km) 3º dia - Baixa Grande até Queimada dos Britos Trekking: 4 horas (12 km) 4º dia - Queimada dos Britos até Santo Amaro Trekking: 8 horas (cerca de 20 km) Fiz um relato do dia-a-dia da aventura aqui! Acompanhe.
  2. Gente, acabei de voltar de uma viagem pela Costa Amalfitana, na Itália, e estou ansiosa para compartilhar o que eu considerei a melhor descoberta da trip. Todo mundo sabe que a estonteante Costa Amalfitana não é dos lugares mais baratos da Itália. A imensa maioria dos passeios é pago, o que, às vezes, se torna inviável para quem está com o orçamento contado. Muita gente diz que os passeios de barco são a melhor maneira de ter uma ideia da grandiosidade dessa parte do litoral italiano, cenário de filmes e romances. Eu concordo que é um passeio bacanérrimo, mas descobri que não é a única maneira de ter uma vista privilegiada da região. Fica a dica: gastando menos de 10 euros, faça a trilha “Sentiero degli Dei”. Em português, isso quer dizer “Caminho dos Deuses”. Sem exageros, é quase assim que nos sentimos quando estamos lá em cima dos penhascos, percorrendo caminhos de terra estreitos, à beira de abismos e com uma visão total do mar azul, das casas encravadas nas montanhas, das plantações do famoso limão siciliano e do céu. Eu digo que é a vista mais privilegiada porque caminhamos bem pertinho das nuvens, em meio a muito verde e num silêncio relaxante. Às vezes, só interrompido pelos béééé de cabras ou algum pássaro. A trilha dura cerca de 3 horas. Ela começa num vilarejo chamado Bomerano e termina em Nocelle, um vilarejo perto de Positano. Não é de grande dificuldade, mas requer alguma familiaridade com trekkings porque há trechos em que o terreno é bem acidentado. Com cuidado e calma, pode ser feita pela maioria dos aventureiros. Posso dizer que o almoço-piquenique que fiz lá do alto, debaixo de uma árvore e soboreando um sanduíche de queijo Fior di Latte (tradicional da região) e presunto Parma, que comprei numa salumeria no vilarejo de Bomerano, onde começa a trilha, ficará para sempre na minha memória. Vamos às informações sobre a logística, porque, chegar ao paraíso, claro, exige esforço. A trilha começa na vila de Bomerano, em Agerola, uma cidadezinha da Costa Amalfitana, perto de Amalfi. Para chegar até lá, terá que pegar em Amalfi um ônibus comum urbano com destino a Pomeriggio. Os tickets são vendidos no quiosque de informações turísticas na praça principal de Amalfi e custam menos de 2 euros. A viagem dura uns 40 minutos. Peça para descer no ponto de Bomerano. Quando eu fui, o ônibus quase inteiro desceu nessa parada. Daí, você terá que caminhar (5 minutinhos) até o centro da vila, que se resume a uma praça, com padaria, café e uma salumeria divina. Tem uma placa bem grande em frente ao ponto de ônibus indicando a direção. Eu recomendo que você compre na salumeria o queijo Fior de Latte, o presunto Parma e o pão de focaccia e peça para a atendente montar o sanduíche pra você. Eles são muito gentis e fazem isso numa boa. Fatiam o quanto você quiser de queijo e do presunto e preparam o sanduíche. Sem fazer economia nos ingredientes, paguei 5 euros por dois sanduíches. Inesquecível!!!! Compre também água. Na trilha, há locais para reabastecer o cantil. Com a mochila pronta, comece a caminhada. A trilha sai dali pertinho da igreja e é bem sinalizada. De resto, é só afiar as canelas e contemplar. Quando chegar em Nocelle, tem ônibus para Positano. Há quem faça o caminho na ordem inversa, começando por Nocelle. Mas precisa saber que a trilha é mais árdua, porque é subida. Para mim, acabou sendo um passeio de dia inteiro, porque, como estava hospedade em Positano, precisei me deslocar até Amalfi (optei pelo ferry-boat a 8 euros e dura 20 minutos). Comecei a caminhar por volta do meio-dia e terminei depois de mais ou menos 3 horas. Sem pressa, parando para fotos, descanso e piquenique.
  3. Quando estava pesquisando informações para a minha viagem às Cataratas do Iguaçu, senti falta de informações atualizadas sobre o destino, então deixo aqui para os futuros viajantes dicas que conferi in loco e acho que podem ajudar. Tempo de viagem - eu fiz meu roteiro em dois dias e acho que são suficientes para quem vai a Foz do Iguaçu com om objetivo de visitar o parque das cataratas. Na verdade, são dois parques, o do lado brasileiro e do lado argentino. A distância entre eles é de cerca de 30 minutos de carro. Recomendo ir a ambos porque cada um oferece uma visão diferente desse patrimônio mundial. Os parques abrem de segunda a segunda, então, não há muito com o que se preocupar. Parques - No lado argentino, o pagamento do ingresso precisa ser feito em pesos argentinos. Os passeios adicionais dentro do parque podem ser pagos em cartão ou outra moeda, mas recomendo o peso porque a cotação é muito vantajosa para os brasileiros. Aliás, os passeios extras são mais baratos do lado argentino. Deslocamento - eu me assustei com o preço do transporte (taxi e transfer) por lá. meu primeiro plano era recorrer a taxi e transfer para chegar aos parques, mas decidi lá em Foz do Iguaçu alugar um carro por dois dias porque saiu mais barato do que pagar por esses serviços. Os taxistas estavam pedindo (março/2015) R$ 150 para atravessar a fronteira para a Argentina. Um absurdo! Se for alugar carro, não esqueça de comprar um documento chamado CARTA VERDE, é um tipo de seguro para caso de acidente na Argentina. Custa R$ 48 e válido por 3 dias. Pesos argentinos - se for a Argentina, vale levar pesos argentinos porque a cotação é muito favorável aos brasileiros. Em restaurantes e adegas, se for comprar vinho, por exemplo, a cotação que eles fazem para o Real não é boa. Tem que trocar pesos no Brasil. Não tem casa de câmbio no aeroporto. No centro de Foz do Iguaçu tem várias casas de câmbio e também na estrada que leva ao parque das Cataratas. A melhor cotação eu encontrei no local onde se retira a CARTA VERDE, a poucos metros da fronteira com a Argentina. Estadia - se a ideia é visitar os parques (e não ir à Ciudad del Este), recomendo ficar hospedado na estrada que leva às cataratas, porque ali já está perto da fronteira com a Argentina. Se ficar no centro de Foz do Iguaçu, terá que rodar mais. Travessia da fronteira - é bastante tranquila a travessia para a Argentina. Não peguei nenhuma grande fila. O máximo que esperei foram 15 minutos. Mas parece que em feriados tem que ter mais cuidado porque a espera pode ser longa. Roteiro 1º dia - Cheguei num sábado à tarde, então usei o restante do dia para burocracias da viagem - trocar dinheiro, fazer a CARTA VERDE, alugar carro... 2º dia - Acordei cedo e fui para o parque das Cataratas do lado argentino. Cheguei la umas 9 horas e passei todo o dia lá dentro. Isso porque além da visita às cataratas, fiz o passeio de bote e um passeio de canoa pela mata. Sai de lá 17 horas. À noite, atravessei de novo a fronteira para jantar em Puerto Iguazu. 3º dia - Acordei cedo e fui ao parque do lado brasileiro. Como já tinha feito os passeios extras no dia anterior, a visita ao parque se resumiu ao roteiro das cataratas. Levei toda a manhã para percorrer as diversas passarelas e caminhos até chegar à Garganta do Diabo. À tarde, fui ao Duty Free Shopping que tem na fronteira Brasil-Argentina, mas não achei muito bom. Os preços não são tão baixos. Á noite, voltei para SP. Fiz um post com mais informações no http://www.caminhosdasilvia.blogspot.com.br/
  4. Oi, Larissa. Eu não fiquei em hostel, portanto, não tenho como te ajudar nisso. Quanto aos passeios, eu fechei a maioria deles na Cosmo Andino. Gostei muito do serviço. Eles têm diferenciais nos passeios, mais longos e com atrações a mais. Procure fechar vários passeios com a mesma agência, porque a chance de conseguir mais descontos é maior. O passeio que eu mais gostei foi o das lagunas altiplanicas + salar de talar (essa última parte é um diferencial da Cosmo Andino). É muito seguro andar de bike por lá. Vc encontrará muita gente fazendo isso. Há mapas nas lojas de aluguel de bike para te orientar sobre as trilhas a serem feitas. Eu fiz três percursos de bike. Se tiver interesse, dá uma olhada nas minhas postagens. Fiz um post só com os passeios de bike. http://caminhosdasilvia.blogspot.com/2014/04/divirta-se-com-uma-bike-no-atacama.html Boa viagem!
  5. Danilo, os restaurantes que mais gostei foram Baltinache, Adobe e Delicias de Carmem. Eles são bem diferentes entre si e recomendo. Não deixe de comer empanadas chilenas também.
  6. Oi Danilo. 1. Não precisa comprar os passeios do Brasil. Mas eu recomendo que vc, ao menos, faça uma lista com algumas agencias que mais te interessar para não perder muito tempo procurando no dia em que chegar. São dezenas de agencias e não existe a possibilidade de ficar sem passeios. Eu fechava meus passeios de um dia para o outro lá. É tranquilo. 2. Quanto ao transfer, o mais em conta que achei foi 22 mil pesos por pessoa - ida e volta - pela operadora Licancabur. Lembre-se se chegar com pesos no bolso em Calama para pagar o transfer pq se for pagar em dolar a cotação feita pela operadora do transfer não é muito vantajosa. Troque alguns poucos, o suficiente para o transfer, no aeroporto em Santiago do Chile. Boa viagem!!!
  7. A Galícia é uma região bem ao Norte da Espanha. Tem várias cidades universitárias e, por isso, costuma ser uma opção de viagem mais barata do que Madrid e Barcelona. É um outro lado da Espanha, com bastante natureza, mas também com atrações culturais bem legais. Recomendo para quem quer descansar da correria da vida de turista em grandes centros. Essa região é para relaxar, comer e beber bem. Eu fiquei na Galícia por seis dias. Acho que foi o suficiente para ver o que há de mais importante. Dá para fazer tudo de carro ou ônibus. Para chegar até lá, fui até Madrid e peguei um voo até Vigo. Outro atrativo para nós brasileiros é que eles não falam espanhol, mas galego, que é uma mistura do português com espanhol. Dá pra entender tudinho. A Galícia tem quatro províncias, mas eu conheci três delas (Pontevedra, Lugo e Coruña). A cidade mais famosa é Santiago de Compostela, que deixei para os últimos dias. Pontevedra - 2 dias Eu comecei por Pontevedra porque o aeroporto que escolhi era nessa província. É uma cidade grande, mas com um centrinho cheio de vielas charmosas, bons restaurantes e vida noturna relativamente animada. Um passeio bacana é conhecer a cidade de Guardia, à beira do Atlântico e do rio Minho, que divide Portugal e Espanha. Dá para ir de carro. São 75 km de Pontevedra. Ali fica o sítio arqueológico Castro de Santa Trega, ruínas de um povoado galego-romano descoberto no início do século passado durante escavações. Além da atração histórica, ali é a última cidade espanhola antes de chegar a Portugal. Nesse local do sítio arqueológico tem uma área grande em que se pode passear e apreciar o encontro do Atlântico com o rio Minho e avistar terras portuguesas ali do outro lado do rio. No mesmo dia, fui à cidade de Baiona. Aqui, o passeio é caminhar com calma pelas ruas estreitas, escolher uma das várias tabernas para tomar vinho ou cerveja e comer um legítimo presunto pata negra. A cidade fica às margens de um porto e a especialidade da culinária é frutos do mar. No dia seguinte fui até Cambados, outra cidade da região. Uma das atrações é a ruína de uma igreja gótica mais antiga que o Brasil (Santa Marina Dozo). Fui também a um museu sobre vinho ao lado da igreja. Lugo - 1 dia Lugo fica a cerca de 200 km de carro de Pontevedra. Nessa cidade a principal atração é a muralha romana preservada e que guarda intramuros uma cidadela muito charmosa. O monumento foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Estudantes e turistas disputam mesas e balcões para saborear tapas, regadas a cerveja e vinho. Não deixe de andar sobre os muros, como faziam, diariamente ao meio-dia, os sacerdotes que viviam na cidade em meados do século 18. De cima é possível ter uma boa noção da grandiosidade da obra e do contraste entre a cidade moderna e a antiga. Ainda hoje se descobre relíquias durante escavações para obras. Um dessas virou museu. É uma casa da época dos romanos. Chama-se Casa dos Mosaicos. Dá para ver pisos e paredes das casas dos antigos romanos endinheirados. É uma viagem ao passado. Santiago de Compostela (La Coruña)- 3 dias Eu não fiz o caminho de peregrinação até Santiago de Compostela. A maioria dos turistas chega mesmo de carro ou em ônibus. Mas, mesmo de carro, é possível conferir trechos do caminho, parando em uma cidade ou outra para tomar um lanche ou um café. Fiz uma parada no Cebreiro, um vilarejo com casas de pedra e telhado de palha. Tomei uma sopa, porque estava frio, e segui viagem. Em Santiago o maior atrativo é a catedral. A visita tem que ser agendada. Há confessionários em diversos idiomas e a famosa missa do peregrino ocorre diariamente ao meio-dia. Mas o passeio de que mais gostei foi caminhar sobre os telhados da catedral e ver Santiago de cima. A visita deve ser agendada. Dali de cima você tem uma ideia da grandiosidade da catedral. Santiago é uma cidade para passear sem destino, se perder pelos arredores da igreja, dedicar sem pressa duas horas para o almoço e o jantar nos restaurantes. Há opções para todos os gostos e bolsos. Mesmo para quem não é religioso, Santiago é encantadora. Ela é uma cidade universitária e, por isso, durante a semana, o que não falta é animação nos bares e boates. A Rua dos Francos tem a maior concentração de bares e restaurantes. Fora da praça central da igreja, há a Santiago moderna com ruas arborizadas e parques.
  8. A Galícia é uma região bem ao Norte da Espanha. Tem várias cidades universitárias e, por isso, costuma ser uma opção de viagem mais barata do que Madrid e Barcelona. É um outro lado da Espanha, com bastante natureza, mas também com atrações culturais bem legais. Recomendo para quem quer descansar da correria da vida de turista em grandes centros. Essa região é para relaxar, comer e beber bem. Eu fiquei na Galícia por seis dias. Acho que foi o suficiente para ver o que há de mais importante. Dá para fazer tudo de carro ou ônibus. Para chegar até lá, fui até Madrid e peguei um voo até Vigo. Outro atrativo para nós brasileiros é que eles não falam espanhol, mas galego, que é uma mistura do português com espanhol. Dá pra entender tudinho. A Galícia tem quatro províncias, mas eu conheci três delas (Pontevedra, Lugo e Coruña). A cidade mais famosa é Santiago de Compostela, que deixei para os últimos dias. Pontevedra - 2 dias Eu comecei por Pontevedra porque o aeroporto que escolhi era nessa província. É uma cidade grande, mas com um centrinho cheio de vielas charmosas, bons restaurantes e vida noturna relativamente animada. Um passeio bacana é conhecer a cidade de Guardia, à beira do Atlântico e do rio Minho, que divide Portugal e Espanha. Dá para ir de carro. São 75 km de Pontevedra. Ali fica o sítio arqueológico Castro de Santa Trega, ruínas de um povoado galego-romano descoberto no início do século passado durante escavações. Além da atração histórica, ali é a última cidade espanhola antes de chegar a Portugal. Nesse local do sítio arqueológico tem uma área grande em que se pode passear e apreciar o encontro do Atlântico com o rio Minho e avistar terras portuguesas ali do outro lado do rio. No mesmo dia, fui à cidade de Baiona. Aqui, o passeio é caminhar com calma pelas ruas estreitas, escolher uma das várias tabernas para tomar vinho ou cerveja e comer um legítimo presunto pata negra. A cidade fica às margens de um porto e a especialidade da culinária é frutos do mar. No dia seguinte fui até Cambados, outra cidade da região. Uma das atrações é a ruína de uma igreja gótica mais antiga que o Brasil (Santa Marina Dozo). Fui também a um museu sobre vinho ao lado da igreja. Lugo - 1 dia Lugo fica a cerca de 200 km de carro de Pontevedra. Nessa cidade a principal atração é a muralha romana preservada e que guarda intramuros uma cidadela muito charmosa. O monumento foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Estudantes e turistas disputam mesas e balcões para saborear tapas, regadas a cerveja e vinho. Não deixe de andar sobre os muros, como faziam, diariamente ao meio-dia, os sacerdotes que viviam na cidade em meados do século 18. De cima é possível ter uma boa noção da grandiosidade da obra e do contraste entre a cidade moderna e a antiga. Ainda hoje se descobre relíquias durante escavações para obras. Um dessas virou museu. É uma casa da época dos romanos. Chama-se Casa dos Mosaicos. Dá para ver pisos e paredes das casas dos antigos romanos endinheirados. É uma viagem ao passado. Santiago de Compostela (La Coruña)- 3 dias Eu não fiz o caminho de peregrinação até Santiago de Compostela. A maioria dos turistas chega mesmo de carro ou em ônibus. Mas, mesmo de carro, é possível conferir trechos do caminho, parando em uma cidade ou outra para tomar um lanche ou um café. Fiz uma parada no Cebreiro, um vilarejo com casas de pedra e telhado de palha. Tomei uma sopa, porque estava frio, e segui viagem. Em Santiago o maior atrativo é a catedral. A visita tem que ser agendada. Há confessionários em diversos idiomas e a famosa missa do peregrino ocorre diariamente ao meio-dia. Mas o passeio de que mais gostei foi caminhar sobre os telhados da catedral e ver Santiago de cima. A visita deve ser agendada. Dali de cima você tem uma ideia da grandiosidade da catedral. Santiago é uma cidade para passear sem destino, se perder pelos arredores da igreja, dedicar sem pressa duas horas para o almoço e o jantar nos restaurantes. Há opções para todos os gostos e bolsos. Mesmo para quem não é religioso, Santiago é encantadora. Ela é uma cidade universitária e, por isso, durante a semana, o que não falta é animação nos bares e boates. A Rua dos Francos tem a maior concentração de bares e restaurantes. Fora da praça central da igreja, há a Santiago moderna com ruas arborizadas e parques.
  9. marimelo2727, aproveite e boa viagem!!! fique à vontade para esclarecer mais alguma dúvida.
  10. Marcelpatrick, 1. esse custo varia muito conforme o tipo de hospedagem. com comida, acho que pode calcular entre US$ 20 e US$ 30 por dia. Com isso dá pra comer bem. O preço dos passeios varia muito. Os passeios mais curtos são mais baratos. O mais barato que paguei foi US$ 15. O mais caro US$ 120. 2. Eu fiquei seis noites. Deu pra conhecer muita coisa. Mas tem gente que fica apenas dois dias. Aí tem que escolher o que fazer. 3. Tem sim caixa eletrônico 4. não fiz esse trajeto.
  11. Marimelo2727 Infelizmente não fiquei em hostel. Mas no centro de San Pedro de Atacama há muitos, muitos mesmo. Não vai ser difícil de encontrar. Boa viagem!!!!
  12. Renato, realmente alimentação não é das mais baratas, mas encontrei meus turísticos (entrada, prato principal e sobremesa) por 7/8 mil pesos. Deliciosos. Em alguns restaurantes também foi possível negociar um pisco sour grátis, por exemplo. Tudo é uma questão de procurar. Abç.
  13. Gente, Depois de passar alguns perrengues no Atacama, decidi fazer um relato com dicas que todo mundo precisa saber antes de viajar pra lá para ter uma viagem sem preocupações. Espero que seja bastante útil aos futuros desbravadores do deserto. Preparando a mala Essa dica pode parecer óbvia para muita gente, mas não custa reforçar. O Atacama é um deserto e, portanto, um lugar bastante inóspito. Eu diria que ir para lá é uma viagem de extremos. A começar pela temperatura. Eu visitei a região no início do outono (abril). Cheguei a pegar -5ºC ao amanhecer e 30ºC à tarde. Portanto, já percebeu que sua mala precisa ter de tudo um pouco né. Biquini e sunga também, porque em alguns passeios você vai precisar. Além disso, o clima é muito seco. Abuse do hidratante no corpo e é bom levar algo para o nariz, porque a secura pode causar até sangramentos. Preços Por falar em passeios, o Atacama não é um lugar barato não. Por causa das grandes distâncias que se tem que percorrer para chegar aos "pontos turísticos" no deserto, é preciso contratar os serviços de passeios das agências de turismo. Elas estão por toda a parte na pequenina San Pedro de Atacama, a cidade que é a base do turismo na região. Eu fiz um primeiro contato por email com algumas delas ainda no Brasil e, depois, com uma lista de quatro alternativas nas mãos fui pessoalmente a elas obter mais detalhes assim que cheguei à cidade. Não se perde muito tempo porque elas ficam todas concentradas praticamente em uma única rua, a Caracoles (principal da cidade), e o melhor é que, se negociar, consegue descontos, o que dificilmente conseguiria do Brasil. Agências de turismo Outro cuidado que precisa ter é com os preços dos passeios, que variam muito e, muitas vezes, essa diferença significa também roteiros diferentes. Nesses casos, o barato, às vezes, fica caro. Preste atenção nisso, porque algumas agências oferecem preços mais acessíveis, mas os passeios são mais curtos ou o meio de transporte não é confortável. Pergunte sempre qual é o percurso e como é o veículo porque você terá que passar, às vezes, duas ou três horas nele para chegar ao seu destino. Câmbio Não se preocupe que em San Pedro há muitas casas de câmbio e eu encontrei cotações melhores lá do que no aeroporto de Santiago de Chile. No aeroporto de Calama, NÃO há onde fazer câmbio. Mas tem um detalhe importante. Não recomendo chegar a Calama (onde você tem que pegar um transfer de uma hora e meia até San Pedro de Atacama) sem pesos chilenos (moeda local) no bolso porque terá que pagar o transfer e, se tiver somente dólar, a cotação feita por eles é uma extorsão. O melhor é você trocar alguns poucos dólares, o suficiente para o transfer, no aeroporto de Santiago do Chile. Transfer Calama - San Pedro de Atacama A principal operadora é a Licancabur. Logo no saguão de retirada das bagagens você verá o balcão dela. Eu me dei muito mal porque não tinha pesos chilenos. Eu deveria ter trocado um pouco (somente para pagar o transfer) no aeroporto de Santiago. A Lincancabur usou a cotação US$ 1 = 450 pesos. Uma extorsão!!!!! Em San Pedro, troquei cada dólar por 554 pesos. No aeroporto de Santiago a cotação era um pouco menor (530 pesos), mas mesmo assim seria melhor do que pagar o que cobrou a operadora do transfer. Opções de passeios Há uma diversidade enorme de passeios para fazer no Atacama. Os mais conhecidos são: Valle de la Luna e da Muerte Geyser del Tatio Salar de Atacama e Lagunas Altiplanicas Laguna Cejar y Tebinquinche Salar de Tara Tempo de estadia Eu fiquei seis dias inteiros, sem contar o dia da chegada e da volta. Foram suficientes para fazer praticamente todos os melhores passeios. O único que não fiz foi subir o vulcão Lascar, porque, durante a minha estadia, teve o terremoto que atingiu justamente a região norte do Chile este ano, onde fica o Atacama. Como houve tremores por diversos dias, não era seguro subir o vulcão, um dos poucos ativos do Chile. A última erupção dele foi em 2006 e outra é esperada desde 2012. Apesar disso, há agências sérias e especializadas em montanhismo que fazem o passeio de subida ao Láscar e que dura o dia todo. Para quem gosta de aventura é uma boa pedida. Se quiserem saber detalhes sobre cada passeio, fiz alguns posts no meu blog.
  14. Gente, Depois de passar alguns perrengues no Atacama, decidi fazer um relato com dicas que todo mundo precisa saber antes de viajar pra lá para ter uma viagem sem preocupações. Espero que seja bastante útil aos futuros desbravadores do deserto. Preparando a mala Essa dica pode parecer óbvia para muita gente, mas não custa reforçar. O Atacama é um deserto e, portanto, um lugar bastante inóspito. Eu diria que ir para lá é uma viagem de extremos. A começar pela temperatura. Eu visitei a região no início do outono (abril). Cheguei a pegar -5ºC ao amanhecer e 30ºC à tarde. Portanto, já percebeu que sua mala precisa ter de tudo um pouco né. Biquini e sunga também, porque em alguns passeios você vai precisar. Além disso, o clima é muito seco. Abuse do hidratante no corpo e é bom levar algo para o nariz, porque a secura pode causar até sangramentos. Preços Por falar em passeios, o Atacama não é um lugar barato não. Por causa das grandes distâncias que se tem que percorrer para chegar aos "pontos turísticos" no deserto, é preciso contratar os serviços de passeios das agências de turismo. Elas estão por toda a parte na pequenina San Pedro de Atacama, a cidade que é a base do turismo na região. Eu fiz um primeiro contato por email com algumas delas ainda no Brasil e, depois, com uma lista de quatro alternativas nas mãos fui pessoalmente a elas obter mais detalhes assim que cheguei à cidade. Não se perde muito tempo porque elas ficam todas concentradas praticamente em uma única rua, a Caracoles (principal da cidade), e o melhor é que, se negociar, consegue descontos, o que dificilmente conseguiria do Brasil. Agências de turismo Outro cuidado que precisa ter é com os preços dos passeios, que variam muito e, muitas vezes, essa diferença significa também roteiros diferentes. Nesses casos, o barato, às vezes, fica caro. Preste atenção nisso, porque algumas agências oferecem preços mais acessíveis, mas os passeios são mais curtos ou o meio de transporte não é confortável. Pergunte sempre qual é o percurso e como é o veículo porque você terá que passar, às vezes, duas ou três horas nele para chegar ao seu destino. Câmbio Não se preocupe que em San Pedro há muitas casas de câmbio e eu encontrei cotações melhores lá do que no aeroporto de Santiago de Chile. No aeroporto de Calama, NÃO há onde fazer câmbio. Mas tem um detalhe importante. Não recomendo chegar a Calama (onde você tem que pegar um transfer de uma hora e meia até San Pedro de Atacama) sem pesos chilenos (moeda local) no bolso porque terá que pagar o transfer e, se tiver somente dólar, a cotação feita por eles é uma extorsão. O melhor é você trocar alguns poucos dólares, o suficiente para o transfer, no aeroporto de Santiago do Chile. Transfer Calama - San Pedro de Atacama A principal operadora é a Licancabur. Logo no saguão de retirada das bagagens você verá o balcão dela. Eu me dei muito mal porque não tinha pesos chilenos. Eu deveria ter trocado um pouco (somente para pagar o transfer) no aeroporto de Santiago. A Lincancabur usou a cotação US$ 1 = 450 pesos. Uma extorsão!!!!! Em San Pedro, troquei cada dólar por 554 pesos. No aeroporto de Santiago a cotação era um pouco menor (530 pesos), mas mesmo assim seria melhor do que pagar o que cobrou a operadora do transfer. Opções de passeios Há uma diversidade enorme de passeios para fazer no Atacama. Os mais conhecidos são: Valle de la Luna e da Muerte Geyser del Tatio Salar de Atacama e Lagunas Altiplanicas Laguna Cejar y Tebinquinche Salar de Tara Tempo de estadia Eu fiquei seis dias inteiros, sem contar o dia da chegada e da volta. Foram suficientes para fazer praticamente todos os melhores passeios. O único que não fiz foi subir o vulcão Lascar, porque, durante a minha estadia, teve o terremoto que atingiu justamente a região norte do Chile este ano, onde fica o Atacama. Como houve tremores por diversos dias, não era seguro subir o vulcão, um dos poucos ativos do Chile. A última erupção dele foi em 2006 e outra é esperada desde 2012. Apesar disso, há agências sérias e especializadas em montanhismo que fazem o passeio de subida ao Láscar e que dura o dia todo. Para quem gosta de aventura é uma boa pedida. Se quiserem saber detalhes sobre cada passeio, fiz alguns posts no meu blog. Entra lá.
  15. Amigos, acabei de voltar do Atacama e, como todos sabem não é uma viagem barata porque temos que pagar pela maioria dos passeios. Por isso, a bike é uma opção para tentar compensar os gastos com aqueles passeios que, não tem jeito, você tem que fazer e pagar. Eu preferi alugar a bike por meio dia de cada vez (6 horas). Custa mais ou menos US$ 10 o dia inteiro. Preferi assim porque acho que ficaria muito cansativo ficar na bike o dia todo. Eu fiz três roteiros. Um na metade de um dia (Vale do Catarpe e Quebrada del Diablo) e os outros dois no outro meio dia (Dunas do Vale da Morte e Túnel). Cada passeio tem a sua característica. O primeiro exige pouco esforço físico porque o terreno é plano. A Quebrada del Diablo é uma área cheia de cânions e, subindo ao topo dos paredões, você tem uma vista incrível do vulcão mais famoso do Atacama, o Licancabur. Eu sai no meio da manhã de San Pedro e fiz um piquenique em cima de um desses paredões. As lojas de aluguel de bike dão um mapa com alguns percursos, mas eu fiz um post http://www.caminhosdasilvia.blogspot.com.br/2014/04/divirta-se-com-uma-bike-no-atacama.html com informações mais detalhadas porque tive dificuldade de encontar a Quebrada só pelo mapa das lojas. No meio da tarde eu estava de volta a San Pedro e ainda deu tempo de fazer um dos passeios regulares das agências de turismo. Em outro dia eu peguei a bike para ir às dunas do Vale da Morte. Uma paisagem totalmente diferente. Nunca imaginei que teríamos no Atacama dunas como a que temos no Brasil. O local é usado para a prática de sandboard. As agências levam os turistas lá para fazer sandboard. O trajeto é feito em 4x4. Mas eu preferi ir de bike. É tranquilo, só que, neste passeio, você pega um bom trecho em rodovia. Tem acostamento e é segura pedalar nela. Seguir sempre a placa da Cordilheira de Sal e você chegará à região das dunas. De lá, no mesmo dia, eu fui fazer a minha última trilha de bike, a que leva até um túnel construído na década de 30 para escoar sal das minas, também no Vale da Morte. Esse percurso eu não recomendo a quem não tenha um bom preparo físico porque há muitas subidas e muito fortes. Encontrei muita gente desistindo no caminho. Mas cheguei lá. O visual é interessante, mas achei valeu mais pelo exercício do que pela recompensa. Levei na mochila uns lanchinhos e fiz meu almoço lá em cima com vista para o Vale do Catarpe. A volta foi deliciosa. Um descidão só, vento no rosto e uhuuuuuu.
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