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Helen Pusch

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  1. Olá! O primeiro palpite que tenho para dar é que Montevidéu não combina em um roteiro com o restante dos lugares que queres conhecer. Encaixa melhor em uma viagem em que tu vás conhecer cidades mais próximas como Punta del Este, Colonia del Sacramento, Buenos Aires e até o litoral do Uruguai (Punta del Diablo, Cabo Polonio, etc) - que é maravilhoso. Sobre La Paz não posso opinar pois não conheço, mas os tours que vão para o Salar de Uyuni podem tanto retornar para o ponto inicial na Bolívia (salvo engano, a cidade de Uyuni) como podem finalizar te levando até San Pedro de Atacama. Eu fiz no sentido inverso, saí de San Pedro até o Salar. Uma das pessoas do grupo ficou em Uyuni (ela contratou o passeio assim), enquanto o restante retornou para San Pedro. San Pedro do Atacama é a cidade base para conhecer a região do Atacama e requer, na minha opinião, pelo menos quatro dias completos para conhecer as principais atrações. Não é possível conhecer o Atacama em um bate-volta a partir de alguma cidade boliviana (não sei se te entendi direito, mas me parece que esta seria tua ideia), até porque não se conhece o Atacama em UM passeio, mas em diversos, que levam a distintas partes e cenários bem diferentes uns dos outros. De San Pedro para Santiago, tens duas opções: ônibus (deslocamento aproximado de 24 horas) ou avião (duas horas). Quanto às agências, contratei a Atacama Connection para fazer os passeios no Atacama, e a Cruz Andina para o tour ao Salar de Uyuni. Gostei bastante de ambas. Espero ter ajudado um pouco!
  2. Olá, @Carola_RJ ! Parabéns pelo excelente relato, estou planejando minha ida ao Japão e muuuitas informações tuas estão sendo bastante úteis. Tenho a mesma limitação de época que tu para viajar, pois meu marido é professor. E essa está sendo uma das minhas preocupações neste momento: o frio! Estou a fim de incluir a região de Takayama-Shirakawa-Kanazawa no roteiro, mas estou com receio de não aproveitar direito em função do clima. O que tu podes dizer a respeito disso? Foi muito sofrido? Ainda sobre isso, como foi tua experiência em Seul? O que achaste da cidade, atrações etc, e também sobre o frio hehe, pois já vi que lá as mínimas são ainda mais baixas. Chegaste a fazer um relato sobre Seul? Muito obrigada pelas informações! Um abraço.
  3. Vendido.
  4. Helen Pusch

    Alguém já viajou ao Chile com a Sky Airlines?

    Comprei na Sky Airlines sem problema algum, com cartão Visa (internacional, claro) emitido no Brasil. Eles validam a transação com o Verified by Visa, então é bom que verifiques as regras do teu banco para o uso dessa ferramenta.
  5. Helen Pusch

    Dúvida base (Toscana)

    Olá, @Apaula.Sales ! Tu não especificaste qual o meio de transporte utilizado, mas de trem, por exemplo, a viagem leva uma hora e meia (nos trens mais rápidos). Vocês acham essa viagem muito longa? Se a ideia é usar Florença como base, não vejo porque não ir diretamente para lá. Eu particularmente evito bastante dormir somente uma noite em um lugar, como queres fazer com Siena, pois perde-se tempo na função de check-in, check-out, deslocamento de/para hospedagem etc. Por outro lado, se vocês estarão de carro, talvez ficar em Florença não seja uma boa ideia. As cidades maiores são um tanto problemáticas quanto ao trânsito e dificuldade de encontrar locais para estacionar, custos com estacionamento etc. Nesse caso, talvez seja mais interessante montar base em alguma cidade um pouco menor, como a própria Siena. Espero ter ajudado!
  6. Helen Pusch

    QUAL A MELHOR MOCHILA? 2 MESES PELA EUROPA

    Oi, @gabrielanarciso ! Depende se tu vai a países frios ou vai ficar pela parte mais ao sul, mais quente. Em julho/agosto do ano passado fiquei cinco semanas com uma mochila de 40l da Quechua (não precisei despachá-la), levei roupas para um frio de até uns 15 graus e o resto basicamente foram blusinhas e shorts e biquínis hehe. Andei pela Itália e depois por Budapeste, Viena e Praga (nessa última precisei usar as roupas de frio). A mochila da Quechua é boazinha, eu só tinha receio que implicassem com ela e mandassem eu despachar, pois no porão certamente iriam demolir com ela. Mas deu tudo certo. O fato de ser 2 meses não influencia muito na quantidade de roupas que tu precisa levar, pois sempre tem uma lavanderia e várias coisas dá pra lavar no hostel mesmo, na cara de pau. O que influencia mais é a temperatura que vais pegar nos países de destino. Abraço!
  7. Helen Pusch

    Itália em 10 dias - Quais cidades conhecer?

    Olá, @b.augustocruz ! Florença é a melhor opção no teu caso. Se eu fosse tu, ficaria o dia 9 ainda em Roma (somente os dias 6,7 e 8 não são suficientes), iria para Florença no dia 10 pela manhã e assim teria a tarde e os dias 11 e 12 para conhecê-la e fazer algum bate-volta. Tipo assim: Tarde do dia 10: locais de Florença Dia 11: bate-volta a Pisa, combinando com Lucca ou voltando a Florença para conhecer mais pontos. Dia 12: bate-volta a Siena, combinando com San Gimignano (a meu ver, imperdível) ou voltando a Florença para conhecer mais pontos. Boa viagem!
  8. Olá! No site Rome2Rio (https://www.rome2rio.com/pt/) dá para simular os trajetos e ele indica a empresa que opera em cada um e o respectivo site. O próprio Rome2Rio dá uma estimativa de preços, mas te direciona para o site da empresa e aí tu escolhes data, horário, etc e vê o valor real. Boa viagem!
  9. Gastos básicos: Ônibus Taormina-Aeroporto de Catânia: 7,50 Mapa do Vale dos Templos: 1,00 Ingresso Vale dos Templos: 10,00 (cada) Audioguia: 5,00 Estacionamento: 3,00 17º dia Primeira providência do dia foi comprar tíquetes do barco para ir à Favignana no dia seguinte. O guichê tinha um cartaz avisando que para o mesmo dia , só havia disponibilidade à tarde. Fica a dica importantíssima: comprar com antecedência! Dá para comprar também pela internet: http://www.libertylines.it/. Depois, fomos a um supermercado abastecer nossa despensa hehe. Largamos as coisas no apê e fomos curtir um pouco de praia. A praia de San Giuliano fica a uns 3 km do centro de Trapani, ou seja, nenhum absurdo para ir a pé. Mas fomos de carro mesmo, há muitas vagas públicas e sem guardadores de carros inconvenientes. A faixa de areia é ampla. Ficamos em um bar (não era um lido) que alugava cadeiras e guarda-sóis, chamado Divino Rosso Beach, passamos algumas horas lá. Moinho de vento no canto da praia de San Giuliano. No meio da tarde voltamos ao apartamento para tomar um banho e depois seguimos para conhecer Erice. Erice é uma pequena cidade medieval no alto de uma montanha, a 750m acima do nível do mar. Considerando que ela é vizinha de Trapani, que está no nível do mar, já conseguimos imaginar o tamanho da subida para chegar até lá. Da praia que estávamos pela manhã, San Giuliano, dava para avistar Erice. Na verdade, ela está em uma montanha tão alta e “pontuda” que dá para vê-la de vários pontos dos arredores - e da mesma forma, lá de cima é possível avistar uma parte considerável da região. Para visitá-la, é possível subir de carro (estradas sinuosas e vagas de estacionamento concorridas), de ônibus (horários bastante limitados) ou de teleférico, que foi a nossa opção. O teleférico pode estar fechado em função de mau tempo, ou parado para manutenção - nesse dia ele só foi abrir no início da tarde, ficamos acompanhando pelo site até verificar que estava em funcionamento (https://www.funiviaerice.it/). Deixamos o carro no estacionamento próprio da estação do teleférico. A subida até Erice foi bem longa (ficamos intrigados com o tempo de duração do trecho e na descida cronometramos: deu 25 minutos!). Chegando lá, fomos direto ao Castello di Venere. Trata-se do que restou desse castelo, somente algumas muralhas e ruínas. Foi legal, mas não diria que imprescindível. Depois, nos dedicamos a caminhar sem rumo pelas ruazinhas da cidade. Isso sim é imperdível! Lugarzinho lindo, perfeito para se perder por suas vias, de preferência aquelas desertas. Paramos para comer um doce na Antica Pasticceria del Convento, a fachada e o nome do local nos chamaram a atenção e valeu a pena, a torta e a genovese (doce típico) que comemos estavam divinas! Castello di Venere. Uma das muitas ruas fofinhas de Erice. Quando descemos novamente de teleférico, era bem o horário do pôr do sol. As nuvens estavam abaixo de Erice e em alguns momentos não dava para enxergar Trapani lá embaixo, somente as nuvens. Parecia que estávamos flutuando e, ao mesmo tempo, a luminosidade do sol se pondo fazia tudo aquilo parecer um sonho! Muito lindo! 18º dia As condições do mar não estavam muito amigáveis e o barco que partia para outra das ilhas Égadi (Marettimo) foi cancelado, mas o nosso saiu no horário. Logo no desembarque várias pessoas vêm oferecendo aluguel de bikes, é uma forma bem comum e muito prática e gostosa de explorar a ilha. Na própria loja onde alugamos eles forneceram um mapa, indicaram as melhores praias e quais estariam melhores naquele dia em função da direção e da força do vento. A primeira que fomos foi Lido Burrone. Praia linda, mas o vento estava muuuito forte. Ficamos poucos minutos e partimos. Seguimos pela beira-mar, parando em alguns pontos para aproveitar a paisagem, e chegamos à Cala Azzurra. Aí, sim, meus amigos! Era exatamente isto que eu esperava de Favignana! Água de uma cor absurda de linda! Um cenário pouco comum, pois não há faixa de areia e as pessoas se acomodam como podem por cima das pedras. Altamente recomendável o uso de sapatilhas ou papetes para entrar na água. Praia de Cala Azzurra. Galera empoleirada nas pedras. Depois de um tempo aproveitando, seguimos para a praia de Bue Marino. Na entrada da praia, paramos em um pequeno quiosque que vendia sanduíches e fizemos nosso “almoço”. Seguimos pelo acesso que leva à praia e… bom, se Cala Azzurra era tudo o que eu esperava de Favignana, Bue Marino superou toda e qualquer expectativa! Um dos lugares mais lindos que já vi! As pessoas se instalam entre os recortes nas pedras, pois aquele lugar foi uma pedreira. O acesso ao mar não é dos mais amigáveis, é direto da pedra para a água que não dá pé. Mas que água! Um contraste de tons de azul hipnotizante. Bue Marino. Ainda pretendíamos conhecer a praia de Cala Rossa, mas aquilo ali estava tão espetacular que resolvemos ficar até o último minuto possível aproveitando. No caminho de retorno ao cais, passamos pela Cala Rossa só para conhecê-la e percebemos que foi a melhor decisão ter ficado aproveitando Bue Marino. O mar estava muito forte, com ondas altas impossibilitando qualquer banho. Devolvemos as bikes, comemos um lanchinho ali ao lado e ainda encaramos um atraso de uns 45 minutos o nosso barco, ainda em função das condições do mar. Favignana... 19º dia Cedinho pegamos a estrada e fomos até San Vito lo Capo. Apesar de ser perto (cerca de 38 km), a estrada é bem sinuosa e passa por dentro de algumas cidades, então o trajeto leva aproximadamente uma hora. A cidade possui muitas vagas de estacionamento em área azul e muitos fiscais identificados vendendo os tíquetes conforme o período de tempo. Compramos um para até o final de tarde. Nos instalamos em um lugar que alugava guarda-sóis e espreguiçadeiras e passamos grande parte do dia literalmente aproveitando a praia - aquela rotina difícil de intercalar banhos de sol, cervejas, cochilos embaixo do guarda-sol e banhos de mar. Praia de San Vito lo Capo. A praia é de areia e foi o melhor banho de mar desta viagem, foi a água mais quentinha, ou melhor dizendo, a menos fria hehe. Antes de ir embora, demos uma passeada pelo centrinho da cidade, fizemos um lanche e pesquisamos algumas possibilidades de passeios para o dia seguinte. De volta à Trapani, assistimos um por do sol incrível na beira-mar. Levamos nossas cervejas e ficamos lá desfrutando o momento. Mais tarde, fomos a um festival de comidinhas de rua que estava acontecendo na cidade. Várias barracas com muitas opções de comidas de diferentes regiões da Itália e também de outros países. Provamos várias coisas, algumas bem gostosas e outras nem tanto hehehe. Mas o clima do lugar estava bem legal e a comida era barata. 20º dia Pela manhã fizemos check-out, colocamos nossas coisas no carro, enchemos o tanque e fomos novamente para San Vito lo Capo. Procuramos um estacionamento fechado, pois nossas bagagens ficariam ali, e acabou saindo mais barato do que deixar nas vagas de área azul. Fechamos na hora, com uma meia hora de antecedência, o passeio de barco por Scopello e pela Riserva dello Zingaro (que são lugares com acesso mais dificultado por terra). O barco navegou diretamente até Scopello, passando direto por toda a extensão da Riserva dello Zingaro - cenários lindos! Chegando lá, a primeira parada para banho. Fomos avisados de que não podíamos ir até a praia, pois é uma praia que tem acesso pago! E acreditem, não permitem que se tirem fotos por lá para não disturbar as pessoas hospedadas por ali. Afff. Pois bem, tiramos todas fotos que queríamos de dentro do barco haha, quero ver alguém vir aqui mandar apagar! Hahaha. Pulamos na água e nos tocamos nadando direto até as pedras. Ficamos com nossos snorkels, olhando uns peixes, e dali a pouco ouvimos a buzina do nosso barco, chamando todos a bordo para seguir o passeio. Saímos em uma disparada, mais rápidos que o César Cielo hahaha. Embarcamos ofegantes e ainda tomamos um puxão de orelhas: -“nós avisamos que não era para ir até a praia” -“mas nós só fomos até às pedras…” -“não se afastem mais do barco!” -"ok..." Praia exclusivérrima de Scopello. Quem encara as trilhas da Riserva dello Zingaro fica assim: com uma praia privativa! O barco foi navegando pela costa da Riserva dello Zingaro, enquanto eles serviam o almoço, que estava incluso. Um massa meio fajuta e um vinho duvidoso, mas deu para forrar o estômago. Ainda fizemos mais paradas para banho em duas das sete praias da Riserva. Todas elas são acessíveis somente por trilha e o passeio de barco é uma ótima opção para conhecer a todas, mesmo que só de passagem. O passeio durou quatro horas e foi muito gostoso, o lugar realmente é muito bonito. Desembarcando em San Vito, usamos os chuveiros “semipúblicos” - são públicos, mas funcionam com moedas de um euro. Tiramos o sal do corpo, fizemos um lanche e tocamos viagem até Palermo. Completamos o tanque de gasolina um pouco antes de chegar ao aeroporto. A devolução do carro foi bem rápida e sem problemas. Pegamos o ônibus que faz o percurso Aeroporto/Centro, já tinha um saindo em poucos minutos e compramos o bilhete de ida+volta a bordo mesmo. Descemos no seu ponto final, junto à estação de trens, bem próximo ao apartamento onde nos hospedamos. Nosso anfitrião já estava nos esperando. Largamos nossas coisas e fomos fazer umas compras em um supermercado próximo. Terminando de pegar o que a gente queria, os funcionários começaram a nos tocar para o caixa, pois o supermercado estava fechando. É do tipo “leva isso aí que tu já pegaste, agora, ou não vais levar mais nada” haha. Eles não ficam te esperando! Demos uma pequena caminhada pelos arredores, só de reconhecimento, e jantamos no apartamento. 21º dia Pela primeira vez usei o aplicativo Moovit para utilizar o transporte público de uma cidade, e funcionou super bem! Traçou rotas, deu horários e preço das passagens. Compramos bilhetes de ônibus em uma tabacaria e pegamos primeiro o ônibus 101 e depois o 806, até a praia de Mondello. Ficamos em uma parte pública da praia, lotada. A faixa de areia é pequena e o pessoal fica amontoado mesmo. Mas é uma praia bem gostosa. Passamos a manhã lá. Praia de Mondello. À tarde, pegamos ônibus (novamente utilizando o Moovit) e fomos conhecer o Palácio dos Normandos. É possível visitar algumas diferentes seções do palácio, mas a mais espetacular, sem dúvidas, é a Capela Palatina, com sua decoração interna toda em mosaicos. Capela Palatina. Saindo de lá, fomos passando por alguns outros atrativos turísticos da cidade: Mercado Ballarò (estava bem caído, pois era fim de tarde e muita coisa já tinha fechado), Fontana Pretoria, igreja La Martorana e o cruzamento chamado I Quattro Canti. Fontana Pretoria, também conhecida como Fontana della Vergogna. Novamente fizemos nossa janta “em casa”. Gostamos muito de cozinhar e também de poder usar produtos locais que no Brasil não temos acesso ou que são muito caros. Mas, para quem gosta de sair para jantar, a região em que ficamos não é das mais convidativas (único ponto negativo deste apartamento). 22º dia Pegamos um trem pela manhã para ir a Cefalù, compramos o bilhete na hora. Cefalù é uma opção excelente para combinar, em um mesmo lugar, praia com passeio por atrativos turísticos e ruas bonitas e agradáveis. Ficamos em um lido, pois a ideia era ficar até boa parte da tarde na praia. Pegamos um dos últimos lugares disponíveis, pois a procura é muito grande, eles reservam lugares para hóspedes de alguns hotéis, e ainda por cima era final de semana. A parte pública da praia também estava lotada. A praia é muito gostosa e o cenário de construções de pedra na beira da água é sensacional. Bem mais tarde, saímos para conhecer uns lugares: Lavatoio, Porta Pescara, Porto Vecchio e a Catedral. Cefalù vista do Porto Vecchio. Paramos em uma doceria, mas comer lá, nas mesinhas à beira-mar, tinha preços proibitivos. Compramos no balcão e comemos sentados na calçada mesmo haha. Retornamos de trem para Palermo e novamente ficamos pelo apê. 23º dia Nosso anfitrião era muito gente fina e nos deixou fazer o check out mais tarde, sem custo. Nosso voo para Roma era no final da tarde, então ainda dava para aproveitar parte do dia. O que fizemos? Sim, praia! Hehe. Fomos para o mesmo lugar em Mondello. Domingão no auge do verão, foi até difícil conseguir um lugar na areia para estender a canga. Mas aproveitamos bem nosso último dia de praias italianas. Fomos até o aeroporto de ônibus e voamos para Roma, de onde seguimos viagem, finalizando nossa segunda passagem pela Itália. Gastos básicos: jantar para duas pessoas (com cervejas) em um restaurante de Trapani: 32,00 espreguiçadeiras+guarda-sol na praia de San Giuliano/Trapani (bar Divino Rosso Beach): 13,00 compras diversas no supermercado de Trapani: (pão, frios, biscoitos, água, prosecco, massa, carne, etc, para 4 dias de estadia): 46,00 estacionamento junto à estação do teleférico Trapani-Erice: 2,50 teleférico Trapani-Erice (bilhete de ida+volta): 9,00 entrada Castello di Venere (Erice): 4,00 dois doces e dois cafés na Antica Pasticceria del Convento (Erice): 9,00 tíquete do barco para Favignana (ida+volta): 23,10 aluguel bike em Favignana: 5,00 (cada) estacionamento área azul San Vito lo Capo (bilhete diário): 9,00 guarda-sol+duas espreguiçadeiras em San Vito lo Capo: 12,00 estacionamento particular San Vito lo Capo: 5,00 passeio de barco Riserva dello Zingaro+Scopello: 25,00 (por pessoa) ônibus Aeroporto-Centro Palermo (bilhete ida+volta): 11,00 bilhete de ônibus em Palermo, válido por 90 minutos: 1,40 ingresso Palácio dos Normandos: 12,00 (por pessoa) compras diversas no supermercado (janta para três dias, bebidas e lanches): 32,00 trem Palermo-Cefalù/Cefalù-Palermo cada trecho: 5,60 lido em Cefalù (duas espreguiçadeiras+guarda-sol): 20,00 Observações: Sobre a Sicília... ô pedaço do mundo abençoado! Quantos lugares lindos! Quantos povos passaram por lá, deixando um pouco da sua cultura, da sua história, da sua gastronomia... Doze dias foram poucos para conhecer tudo de bom que tem por lá, mas foram suficientes para ficarmos apaixonados. É isso aí, gente. Estejam à vontade para comentar, acrescentar informações e fazer perguntas, no que eu puder e souber, eu ajudo. Boas viagens a todos!
  10. Sicília 12º dia O dia amanheceu com os velhinhos tocando o horror bem cedo , pois eles desceram em Messina, uma cidade anterior ao nosso destino. Deu pra dormir um pouco mais, e em seguida o funcionário do trem bateu na porta da nossa cabine para nos acordar e nos dar o café da manhã. Descemos do trem, compramos bilhetes para o ônibus no bar da estação e pegamos ali em frente o ônibus que leva ao centro de Taormina. Caminhamos até o Hostel Taormina, apesar de termos reservado um apartamento pelo Airbnb o check-in foi feito lá (é o mesmo proprietário). Deixamos bagagens, pois ainda era cedo, colocamos roupas para a praia e saímos. Há três formas de ir/voltar de Taormina, que fica na parte alta, para as praias, que ficam na parte baixa. 1ª de ônibus (horários não muito frequentes, dá para consultar aqui: http://www.interbus.it/Home.aspx); 2º de teleférico (a cada 15 minutos); e 3º a pé. Já que nosso trajeto era na descida, fomos a pé. O caminho sai bem do lado do mirante da Via Luigi Pirandello, aproveitamos para curtir a vista antes de seguir. Praia de Isola Bella, vista do mirante da Via Luigi Pirandello. Levamos uns 25 minutos descendo devagar e admirando a paisagem, mas aviso a quem queira subir a pé que é uma puxadinha. Ficamos na praia de Isola Bella, logo na entrada há alguns lidos e restaurantes com mesas, mas seguindo adiante há um espaço de praia pública e foi ali que ficamos. Estava lotado de gente, mas o lugar é tão lindo e mágico que isso nem chega a ser um incômodo. Água fria, mas transparente como se tivesse sido tirada da torneira. Levamos máscara e snorkel e deu para aproveitar. Não é lá muito rico em vida mas deu para ver uns peixinhos coloridos. Na hora de subir, fomos de teleférico. Fomos no hostel, fizemos check-in, pegamos as bagagens e levamos para o apartamento. Quando abrimos a porta da sacada do apê, não acreditamos na vista incrível que teríamos pelos próximos 4 dias… simplesmente sensacional. Fomos a um supermercado que fica do outro lado do centro da cidade. Atravessamos sua principal rua, a Corso Umberto, que é a coisa mais bonitinha! Restaurantes, construções de pedra, sacadas cheias de flores e lojas com vitrines bem decoradas. No caminho, passamos pelo Vicolo Stretto, chamada de “rua mais estreita do mundo”, e pela Piazza IX Aprile, de onde a vista é maravilhosa. Vicolo Stretto. Vista da Piazza IX Aprile. Aproveitamos o cair da tarde da nossa sacada (não dá para ver o sol se pondo, mas ainda assim o cenário é maravilhoso) e fizemos uma janta deliciosa com prosecco! 13º dia Pegamos um ônibus até Giardini Naxos, e passamos parte do dia na praia de Schisò. Apesar da haver uma grande área de praia pública, ficamos em um lido, pois eu estava me sentindo meio estranha, como se fosse ficar gripada, e quis ter o conforto das espreguiçadeiras e do guarda-sol. Praia de Schisò, em Giardini Naxos. À direita, Taormina, e na montanha da esquerda, bem no alto, Castelmola. No meio da tarde voltamos para o apartamento, almoçamos, e depois pegamos um outro ônibus para Castelmola. No geral, estes ônibus da Interbus funcionaram bem e passaram sempre nos horários previstos, mas nessa ocasião ele atrasou uma meia hora. Castelmola é um vilarejo no alto da montanha, ainda mais alto do que Taormina. O lugar é muito fofo e as vistas de Taormina e do Etna são apaixonantes. Passamos um bom tempo andando aleatoriamente pelas ruazinhas lindas. Simpática pracinha central de Castelmola. Admirando o Etna no entardecer... Lá tem um bar bem curioso, conhecido por ter os objetos de sua decoração em formato de pinto! Depois que anoiteceu, pegamos o ônibus para retornar. Ficamos o dia todo em dúvida sobre fazer ou não um passeio no dia seguinte. Ponto a favor: estar em um lugar único e não saber se ou quando voltaremos lá para ter essa oportunidade. Ponto contra: os preços dos passeios. Existem opções para as ilhas Eólias (Lipari+Vulcano, Panarea+Stromboli, entre outros) e para o Etna, custam na faixa dos €40 a 80 por pessoa, dependendo do passeio. Resolvemos fazer o de Stromboli+Panarea, mas chegamos na agência e os passeios para o dia seguinte estavam esgotados. Fuón fuón fuón... Fica a dica para quem quiser fazer esses tours: reserve com antecedência, pois a demanda na alta temporada é grande (além disso, alguns passeios não tem saídas diárias). Terminamos o dia fazendo novamente nossa janta no apartamento. 14º dia Se tivéssemos conseguido a vaga no tour eu não teria aproveitado direito, pois a gripe me pegou de vez. Passei parte do dia de cama, com febre e toda doída. Almoçamos na loja de conveniência do posto em frente ao apartamento, sem grandes expectativas. No fim das contas, a pizza estava deliciosa e tomamos uma cerveja ótima (Birra Moretii alla Siciliana, provem!). Tínhamos visto no outro dia uma moça na Piazza IX Aprile vendendo ingressos para uma ópera. Fomos até lá e compramos ingressos para aquela mesma noite. Aproveitamos parte da tarde em Isola Bella, dessa vez fomos e voltamos de ônibus. À noite, fomos assistir à tal ópera. Era uma apresentação com trechos de diversas obras, uma coisa mais para o público leigo. Nunca tínhamos ido a uma e achamos bem legal (mas creio que uma ópera completa me entediaria…). Jantamos no apartamento. 15º dia Pela manhã fomos conhecer mais alguns pontos turísticos de Taormina. Primeiro, fomos ao Giardini della Villa Comunale, um parque com algumas construções, bonitos jardins e vistas maravilhosas. Uma das tantas vistas a partir do Giardini della Villa Comunale. Depois, fomos ao Teatro Grego - coisa sensacional! Construção com mais de dois milênios de existência e que até hoje serve como palco para espetáculos. Teatro Grego. Pela tarde, a ideia era conhecer mais algumas praias (Mazzeo e Letojanni), mas eu ainda estava um pouco mal da gripe e ficamos em Isola Bella mesmo (o que não foi nenhum sacrifício, porque adoramos essa praia). Após jantar no apê, saímos para mais um passeio noturno no centro. Comemos sorvetes na Gelatomania, na Corso Umberto: sorvete delicioso! Nos despedimos de Taormina com um apertozinho no coração, que lugar encantador! Gastos básicos: ônibus (só ida): 1,90 ônibus (ida+volta): 3,00 teleférico (só ida): 3,00 compras diversas no supermercado (itens para cafés da manhã, refeições, 3 garrafas de prosecco, frutas, biscoitos, etc): 36,00 lido em Giardini Naxos (duas espreguiçadeiras+guarda-sol): 17,00 almoço no posto de conveniências (duas pizzas+cevas): 27,00 ingresso ópera: 20,00/pessoa ingresso Teatro Grego: 10,00/pessoa sorvete de dois sabores na Gelatomania: 3,50 16º dia Cedo pegamos o ônibus no terminal de Taormina para o aeroporto de Catânia. Trajeto aproximado de duas horas. Procuramos o balcão da Italy Car Rent e retiramos o carro. O aluguel já estava pago e só tivemos que desembolsar a bendita taxa de entrega em outro local, como já comentei anteriormente. Optamos por não alugar um equipamento de GPS e fomos usando o Maps.Me. Tudo correu bem e só acabamos pegando uns trechos com obras na estrada, mas não demoramos muito mais do que o tempo previsto até Agrigento (cerca de duas horas). A função de alugarmos um carro se deu porque eu não aceitaria sair da Sicília sem conhecer o Vale dos Templos. Como já comentei anteriormente, os deslocamentos para essa região eram cheios de baldeações, com horários restritos e complicariam bastante nosso roteiro, para uma economia que nem seria tão grande assim. Quanto ao Vale dos Templos… valeu todo o esforço para ir até lá! São os templos gregos fora da atual Grécia em melhor estado de conservação, alguns construídos no século V a.C.! As construções mais impressionantes são o Templo de Hera e o Templo da Concórdia, mas todo o parque arqueológico é impressionante. Templo de Hera. Templo da Concórdia. Ficamos lá cerca de duas horas e meia. Vimos tudo com calma e só não ficamos mais tempo porque fomos vencidos pela temperatura “profundeza dos infernos” que fazia. De lá, dirigimos mais umas duas horas até nossa próxima base: Trapani. Já sabíamos que lá tem uma praça grande que é um estacionamento público, chamado Piazza Vittorio Emanuele. Na chegada, já tomamos uma “mordida” de um guardador de carros que nos achacou cinco euros... Bem malandro, nos viu tirando as bagagens do porta-malas e se aproveitou. Nas vezes seguintes, a gente já foi mais esperto com a conversa de “na volta te dou um dinheiro” e dava uma moeda de um euro cada vez que a gente saía. Fomos recebidos pelo proprietário do apartamento onde ficamos, largamos nossas coisas e saímos para explorar a pé. Passeamos pela beira-mar enquanto entardecia, e à noite passeamos pelo centro. Trapani está longe de ser um ponto imperdível na Sicília, mas é uma excelente base para conhecer outros lugares da região - esses sim imperdíveis. Mesmo assim, achei nossa estadia lá super agradável. A cidade tem um movimento não tão grande de turistas, sendo mais forte o turismo interno, e um volume menor de estrangeiros. Tinha um ar, digamos, mais autêntico. Cair da noite em Trapani. Era noite (de domingo) e não havia mercados abertos. Jantamos em um restaurante e comemos um prato bem típico da região: cuscuz de peixe. Estava bom.
  11. Helen Pusch

    México - Mérida, Tulum, Cozumel e Playa del Carmen

    Obrigada, @sandro.brandt! Sabes que nunca fiz uma soma dos gastos totais que tive? Hehe. Desculpe não poder ajudar nisso! Mas os principais são esses aí que coloquei ao longo do relato. Abraço!
  12. Helen Pusch

    Portugal e Espanha - 22 dias

    Obrigada, que bom que gostaste! Na época os trens tinham melhor relação custo-benefício que os ônibus (disponibilidade de horários, locais de saída e chegada, tempo de deslocamento). Sobre a alimentação, tinha coisas mais baratas sim, mas muuitas coisas mais caras. Nossas refeições ainda ficavam na faixa “econômicas”. Dá para fazer uma refeição com um ou dois euros a menos cada, conforme o caso, mas mais barato que isso, só passando a lanches. Espero ter ajudado. Qualquer coisa pergunte!
  13. Helen Pusch

    Situação em Piedras Rojas - Atacama

    Oi gente, Vim trazer informações atualizadas sobre este passeio. Estou em SPA há uns dias e perguntei a respeito dele para diversas pessoas, a fim de ouvir diferentes opiniões. De um modo geral, parece que realmente houve a soma de fatores. Os moradores da região já estavam querendo explorar turisticamente a região (ou seja, $$$$) e também estavam no limite da paciência com os turistas porcalhões que deixam lixo, gravam seus nomes nas rochas e outras barbaridades do tipo. O episódio do kitesurfista foi ao mesmo tempo a gota d’água e a desculpa que eles precisavam para fechar o local e implantar um sistema de cobrança. Ninguém quer arriscar uma previsão de quando o local abrirá novamente, pois será necessária a construção de uma guarita de entrada, alguns banheiros, enfim, uma estrutura mínima. Quando pesquisei os passeios nas agências, os vendedores só tocaram no assunto de que o local não estava acessível depois que eu perguntei a respeito. Fiz hoje o tour “Piedras Rojas”, Lagunas Altiplánicas e Salar de Atacama. Vimos pessoas fechando estradinhas de acesso à região de Piedras Rojas. O único local que pudemos acessar foi o mirante que fica na beira da estrada que vai para a Argentina, ou seja, vimos de longe. De qualquer forma, o restante do passeio foi excepcional. Para quem estiver indo nos próximos tempos, questione ao vendedor sobre a atual situação. Se deixar, eles vendem o passeio como se nada estivesse acontecendo. Vamos torcer para que a cobrança de ingresso, que já acontece em muitos dos passeios em SPA, sirva para melhorar a preservação do local. Mas o que eu torço de verdade é que os visitantes façam a sua parte, não depredando, não deixando lixo e respeitando limites.
  14. Costa Amalfitana Não sei porque cargas d’água, eu imaginava que a Costa Amalfitana era linda mas que não devia ser tudo o que falam… Pois bem, ela é tudo o que falam e muito mais! Ficamos seis dias, metade em Sorrento e metade em Minori, e foi uma excelente estratégia para conhecer boa parte da costa sem perder tanto tempo nos deslocamentos (como eu já comentei lá em cima, na parte sobre os transportes). Seguindo com o relato... Chegamos na estação de trens em Sorrento e caminhamos até a nossa hospedagem. Saímos para fazer um reconhecimento dos arredores, e o primeiro lugar foi o mirante ao lado do Convento di San Francesco. Que vista! Dali mesmo sai a estradinha que leva à parte baixa (praia e porto) e há também um elevador para quem quer poupar tempo e evitar a fadiga haha (mediante pagamento, é claro). Fomos a um supermercado abastecer o frigobar do nosso quitinete. Depois de passear bastante e de nos divertirmos vendo a high society italiana e europeia desfilando suas mega produções e jóias pelas ruas , fizemos uma janta no apê com direito a prosecco (garrafa de prosecco ficava entre €4 e €5 no supermercado, tomamos várias até o fim da viagem - se não aproveitássemos por esse preço, quando então? ). 6º dia Fomos a pé até o Bagni della Regina Giovanna, aproximadamente 50 minutos de caminhada desde o centro de Sorrento (uns 40 pela estrada e mais uns 10 pela pequena trilha). É um piscinão natural no meio de uma parede de rochas e com uma fenda que dá para o mar. Lugarzinho simplesmente espetacular! Passamos boa parte da manhã por lá. Bagni della Regina Giovanna visto de cima. A piscina natural e a fenda para o mar. Retornamos até a estrada e ali pegamos um ônibus de volta ao centro da cidade. Aproveitamos para almoçar no restaurante do lugar onde estávamos hospedados, comida nada demais mas preço decente. Descemos de elevador para a praia. Existem muitos lidos e o espaço público da praia é minúsculo e estava abarrotado. Como os gastos do dia estavam pequenos, ficamos em um lido (o “menos caro” que encontramos). Foi o lido mais caro da viagem toda, mas passamos o resto da tarde no esquema patrão haha! A praia pública de Sorrento se resume a este pedaço aí. Estar dentro do mar em Sorrento e olhar para aquele paredão de pedra e a cidade lá em cima chega a ser surreal. Ao entardecer, passamos no porto e pesquisamos preços e horários dos ferrys para Capri, para o dia seguinte. Para comprar os tíquetes com antecedência, era preciso pagar uma taxa extra de €1,50/pessoa/trecho, optamos por chegar um pouco mais cedo e comprar na hora. À noite, mais um passeio pelas ruas charmosas e novamente fizemos uma janta deliciosa e barata no quitinete. 7º dia Chegamos no píer uma meia hora antes do horário de saída do ferry para Capri e foi bem tranquilo de comprar os tíquetes na hora (a embarcação acabou saindo com vários lugares disponíveis). Procurem sentar do lado esquerdo do barco, pois as vistas da costa e da ilha na chegada são lindas. Ao desembarcar, há um assédio grande de vendedores de coisas variadas, inclusive de passeios. Quem tiver interesse em fazer os passeios de volta à ilha e para a Gruta Azul pode aproveitar esse momento, mas não era o nosso caso. Compramos os bilhetes do funicular e de ônibus também. Pegamos o funicular até o centrinho de Capri, lá no alto. Paramos um pouco para curtir a vista no mirante junto à estação do funicular, e depois pegamos um ônibus até a Marina Piccola. Marina Piccola tem diversos restaurantes com espaço privativo para clientes, mas tem também um bom espaço público. Apesar de cheia, conseguimos um bom lugar na sombra de um dos restaurantes e passamos um bom tempo ali. O banho de mar é espetacular, a água é muito transparente. Marina Piccola. Bem na entrada da praia tinha um bar com uma pizza barata, somente para levar, então pegamos a caixa da pizza e comemos na beira da praia mesmo. Mais tarde, subimos de ônibus de volta ao centro e dali caminhamos, pelas ruas muito charmosas, até o Giardini Augusto. Lugar bem florido, muito agradável, e com vistas de tirar o fôlego da Via Krupp e dos Faraglioni. Via Krupp. Faraglioni. Retornamos para o centro e descemos com o funicular. Há um caminho que sai do lado da estação do funicular para quem quiser descer a pé (obviamente dá também para subir por ele, mas aviso: é bem íngreme). Ficamos a última horinha antes do nosso ferry de retorno na praia ao lado do píer. Essa praia, a Marina Grande, é chamada de feia por algumas pessoas, mas é feia no padrão Capri . Água verde e transparente e ao fundo diversas construções da cidade. A praia é bem ampla e tem um climão legal, pessoal bem à vontade. Marina Grande. Capri foi mais um lugar que eu esperava que fosse lindo mas que imaginava ter muita fama em cima, porém fiquei realmente encantada! Toda a fama se justifica, as paisagens são especiais e vale, sem dúvida, o bate-volta. Poder se hospedar lá deve ser uma experiência e tanto… Mais tarde, última noite em Sorrento, os gastos dentro do previsto até então, fizemos uma pequena extravagância e jantamos em um restaurante típico chamado O’Murzill. Comida deliciosa! Gastos básicos: ônibus de Bagni della Regina Giovanna a Sorrento: 1,30/pessoa supermercado (itens para fazer duas jantas, três cafés da manhã, duas garrafas de Prosecco, água mineral e biscoitos): 33,00 elevador da parte alta até a praia, bilhete de ida+volta: 1,80 Lido Peter’s Beach (duas espreguiçadeiras+um guarda-sol): 25,00 ferry para Capri (bilhete ida+volta, empresa Caremar): 30,90/pessoa bilhete de funicular em Capri: 2,00/cada bilhete de ônibus em Capri: 2,00/cada pizza para levar na Marina Piccola: 6,00 ingresso Giardini Augusto: 1,00/pessoa janta para dois no O’Murzill’ (com vinho e sobremesa): 38,00 8º dia Pegamos o ônibus para ir até Amalfi junto à estação de trens. Chegamos com uma antecedência de uns 15 minutos e o bus já estava lotado, viajamos em pé. Compramos um bilhete de dia inteiro para usar os ônibus. Mais de hora até Amalfi, pela estrada estreita e sinuosa, e que por muitos momentos passa na beira dos penhascos. Paisagens absurdas de lindas, a galera no busão vai o tempo inteiro exclamando “óóós”, curva após curva. Em Amalfi, trocamos de ônibus, e dali até Minori levou mais uns 15 minutos. Paisagens da estrada da Costa Amalfitana. Fizemos check-in, largamos as coisas e saímos para procurar um lugar para almoçar. A primeira coisa que chamou a atenção foi a calmaria do lugar. Ruas tranquilas, pouca gente circulando… Mais um ponto positivo para a escolha de se hospedar em um lugar menos badalado (além do preço mais baixo), pelo menos para quem não gosta de muvuca, como nós. Perguntei para o rapaz que nos atendeu no restaurante se era tranquilo de subir a pé a trilha até Ravello. Ele respondeu com os olhos arregalados um “Mamma Mia” tão enfático que acabou com qualquer dúvida nossa sobre como ir até lá hahaha. Depois de almoçar, ficamos um tempo na praia de Minori. Há alguns lidos, mas ficamos na parte pública, que tem um espaço bom. Praia de Minori. Mais no fim da tarde, pegamos um ônibus até Amalfi e lá, outro até Ravello. O ônibus sobe bastante até lá e os caminhos são bem inclinados. Pude entender o espanto do rapaz do restaurante quando perguntei sobre a trilha, no calorão de julho realmente acho bem complicado de subir aquilo tudo. Ravello é maravilhosa! Não bastassem as vistas lindas da costa, a cidade é um encanto! Construções bonitinhas, ruas estreitas, pavimento de pedras, muitas flores… um mimo! Conhecemos a Villa Rufolo e depois ficamos andando meio sem rumo pelas ruas, degustando a beleza do lugar. Vista de um dos mirantes da Villa Rufolo. Pelas ruas de Ravello. Descemos para Amalfi e demos uma passeada pela região central. Muitos bares e restaurantes, todos cheios de gente. Entramos também no Duomo para conhecer, mesmo já sendo noite ele ainda estava aberto. Retornamos para Minori e, como nosso hotel não tinha cozinha para hóspedes, o jeito era procurar um lugar para jantar. Achamos um restaurantezinho super simpático, chamado A’Ricetta, com mesinhas na rua, ao lado de uma praça onde estava acontecendo uma apresentação gratuita de um coral de menino/as - com um repertório bem moderno, muito legal. Foi um jantar com música mas sem pagamento de couvert haha, estava muito bom. 9º dia Pegamos o bus em direção a Amalfi, mas descemos um pouquinho antes na praia de Castiglione. Uma escadaria leva até a praia, que é toda cercada por uma parede de pedra. Linda! Tem um bom espaço de praia pública e passamos bom tempo lá. Mesmo sendo domingo, estava bem sossegada. Castiglione. Caminhamos até Amalfi, pertinho, uns 15 minutos e com vistas lindas. Chegando em Amalfi. Depois de passear um pouco em Amalfi, encontramos na rua principal do centro, uns 100 metros para dentro, um mini mercado com preços bem simpáticos. Eles fizeram paninis (sanduíches) para nós. Escolhemos o tipo de pão, de fiambre, de queijo, se queríamos com ou sem azeite, tomate, sal, orégano, fatiaram e montaram tudo na hora, fresquíssimo, uma delícia! Compramos garrafinhas de porções individuais(250 ml) de prosecco e fizemos um piquenique sob a sombra de uma árvore perto da beira da praia. Foi uma das melhores refeições que fizemos durante a viagem, pelo sabor e pelo cenário de fundo. A praia de Amalfi estava bombando, então caminhamos até Atrani, que fica do lado. Movimento bem menor de gente e espaço público bem grande. Passamos o resto da tarde ali. Antes de ir embora, ainda passeamos um pouco pelo “povoadinho” de Atrani. Lugarzinho super charmoso, simpático e agradável. Praia de Atrani. Voltamos para Minori e fomos conhecer a Pasticceria Sal de Riso, local famoso pela qualidade de seus doces. Difícil escolher um, viu? Todos lindos e apetitosos. Os que provamos, apesar de carinhos, eram mesmo maravilhosos. À noite, caminhando por Minori, descobrimos um concerto grátis, que já ia começar. Assistimos à apresentação e depois, jantamos um prato básico de massa no mesmo restaurante em que almoçamos no dia anterior. 10º dia Saímos do hotel para ir a Positano. Chegando em Amalfi, na hora de trocar de ônibus, nos informaram que a estrada estava fechada. Ficamos um tempo em Atrani, aproveitando a praia e esperando para ver se a estada seria desinterditada, mas no começo da tarde a situação continuava a mesma então decidimos ir de barco, já que era o último dia em que seria possível ir a Positano. Apesar do barco ser de transporte público, já vale como um passeio pela Costa, pois as paisagens são incríveis. Positano é realmente linda, com aquelas encostas tomadas de construções. Acabamos não tendo muito tempo para aproveitar, mas caminhamos um pouco por suas ruas e ficamos na parte pública da praia, perto do porto. Para quem tiver tempo disponível e quiser fugir um pouco da muvuca, tem a praia de Fornillo ao lado, após uma trilha de uns 15 minutos (fomos só até a metade da trilha, só para ver como era). Pegamos o barco de volta para Amalfi, passeamos mais um pouco e pegamos o ônibus para Minori. Jantamos na peixaria Andrea’s. Eles vendem umas porções de frutos do mar fritos, no balcão da peixaria mesmo, não tem mesas nem nada. De sobremesa, doces do Sal de Riso, de novo. 11º dia Fizemos check-in do hotel e deixamos nossas bagagens lá. Ficamos na praia de Minori. Para poder tomar um banho antes de encarar a viagem de trem à noite, ficamos em um lido. Várias praias não tem chuveiros públicos, quando tem são de água fria e funcionam com moedas, e ainda tem um cartaz alertando que não é permitido usar sabonete e shampoo. No lido que ficamos, o uso de shampoo só era permitido no chuveiro quente, no frio não (vai entender…) Passamos o dia à toa por ali, até almoçamos no próprio restaurante do lido (preços ok). Final de tarde, pegamos um ônibus até Salerno, mais de uma hora de deslocamento. Compramos na hora os bilhetes do trem para Nápoles, que, resumindo a história, atrasou mais de uma hora!!! A região toda estava tendo diversas ocorrências de incêndio (até mesmo com suspeita de serem criminosos) e um deles bloqueou essa linha do trem. No fim das contas, o trem foi por outro caminho e deu tudo certo, ainda bem que fomos com bastante tempo de antecedência. Na estação de Nápoles, os bares já estavam fechando. Conseguimos comprar um lanche no Burguer King, e enquanto estávamos comendo, fomos praticamente tocados para fora, pois era o horário de encerramento deles! O trem, que partia às 23:58, chegou no horário, mas mesmo com todos passageiros embarcados ainda ficamos cerca de uma hora parados, pois estavam consertando alguma coisa. Cabine do trem noturno Nápoles-Taormina. Nos divertimos muito vendo um casal de velhinhos italianos que estava na cabine ao lado da nossa. Pensem em um homem e uma mulher naquele estereótipo italiano mais caricato possível: eram eles. Passavam o tempo todo brigando e gritando. Saímos da nossa cabine para ver o motivo de tanta barulheira e o senhorzinho estava no corredor do vagão, sentado sobre uma mala e com mais uns objetos da cabine (sim, eles estavam praticamente desmontando a cabine) espalhados ao seu redor, com a mão na cabeça e repetindo “eu nasci um desgraçado…” Huahuahuha. Foi a primeira vez que fizemos uma viagem desse tipo e, depois de passada a curiosidade, percebemos que é um pouco complicado de dormir devido ao barulho e ao sacolejo do trem. Mas nada que uns tampões de ouvido não resolvam. Gastos básicos: passe diário ônibus: 8,00/cada tíquete ônibus validade 45 minutos: 1,30 tíquete ônibus validade 90 minutos: 2,00 almoço/janta simples em Minori: 10,00/cada ingresso da Villa Rufolo: 7,00/cada janta para dois no restaurante A’Ricetta, com duas taças de vinho: 29,00 panini feito na hora no mercado de Amalfi: 4,50/cada garrafinha 250ml prosecco no mercado de Amalfi: 2,00 doce na Pasticceria Sal de Riso: 4,50/cada (valor médio) barco Amalfi-Positano (ida+volta): 16,00/pessoa porção de frutos do mar fritos no Andrea’s: 5,00 Lido Ambrogio’s, em Minori: duas espreguiçadeiras+guarda-sol na fileira de trás (sim, na fileira perto do mar é mais caro!): 10,00 almoço para dois, com cervejas: 22,50 ducha de água quente: 1,00 trem Salerno-Nápoles: 4,70/pessoa lanche no Burguer King da estação de Nápoles (para dois): 12,90 Observações: Em resumo, poucas atrações tem ingresso pago ou que requeiram um gasto obrigatório (por exemplo, barco para chegar em Capri). Usando transporte público e ficando em lugar onde dê para cozinhar, dá para reduzir bastante os gastos nesta região. Vejo que bastante gente fica em média 2 ou 3 dias por aqui, e alguns fazem bate-volta de Nápoles e até mesmo de Roma! Eu particularmente acho um crime fazer só um bate-volta , mas vai do estilo de viagem de cada um. Ficamos seis dias que foram muito bem aproveitados e dava tranquilamente para ter ficado mais tempo, pois faltou conhecer muitos lugares que parecem ser sensacionais. Por outro lado, o tempo de estadia pode ser enxugado por aqueles que não pretendam curtir praia (por não gostarem ou por estarem indo em meses em que não faz calor).
  15. Nápoles e Pompeia 4º dia O trem vindo de Roma chegou em Nápoles pelas dez da manhã. Nossa hospedagem era bem pertinho, deixamos as bagagens lá e saímos para passear. Fomos de metrô até a Estação Toledo, que tem uma decoração interna bem bonita e interessante. Estação de metrô Toledo. Saindo, já estamos no Quartieri Spagnoli, bairro com aquelas ruas estreitas e sacadas com varais cheios de roupas - aquela imagem bem característica de Nápoles. Quartieri Spagnoli. Passamos pelo Teatro San Carlos e pela Piazza Plebiscito, onde ficam o Palácio Real e a Basílica Real. Seguimos até a beira-mar. Piazza Plebiscito. A visão do Golfo de Nápoles é muito bonita, mas o Vesúvio estava com uma fumaceira estranha e ficamos um pouco apreensivos achando que ele entraria em erupção justo naquele dia hehehe (somente à noite, procurando informações sobre se essa fumaça era uma atividade normal, descobri que se tratavam de incêndios nas suas encostas). Vesúvio e a fumaceira estranha... Também achamos muito curioso ver as pessoas curtindo “praia”, porém por cima das pedras. Almoçamos um menu fixo super bem servido e fomos visitar o Castel Dell’ovo. Conta a lenda que esse castelo protege um ovo que, se um dia for quebrado, causará uma catástrofe na cidade . A construção do castelo é bonita e de lá temos belas vistas dos arredores. Entrada do Castel Dell’ovo. Passamos ainda em frente ao Castelo Nuovo e pegamos o metrô para retornar ao hostel. Mais tarde, saímos para comer na famosa Antica Pizzeria Da Michele (fomos a pé do hostel, uns 10 minutos de caminhada). Muita gente aglomerada em frente, aguardando lugares. Esperamos por uns 45 minutos, enquanto isso tomamos uma ceva em um bar em frente. O lugar é super simples e as mesas são compartilhadas a fim de se aproveitar todos os assentos disponíveis. Os sabores são somente margherita ou marinara, e as bebidas são servidas em copos de plástico. Mas a pizza… meo deos! Que delíciaaa! Valeu a espera e, se um dia eu voltar a Nápoles, como lá de novo sem dúvida! A região ao redor da Pizzeria e do hostel não é das mais bonitas, um pouco suja e um pouco degradada, mas não achamos perigoso e não vimos nada de anormal. Li muitas opiniões sobre Nápoles que se dividiam entre o “amo” ou “odeio”. Para nós não foi nenhum dos dois, foi só uma cidade interessante de conhecer e serviu de pit-stop para irmos a Pompeia. Gostaríamos muito de ter visitado duas atrações que fecham justamente às terças-feiras, dia em que estivemos lá: o Museu Arqueológico e a Cappella Sansevero. Optamos por não modificar o resto do nosso roteiro em função disso, então, quem sabe em uma próxima oportunidade! 5º dia Compramos na hora o bilhete da EAV, havia um monte de gente comprando na hora mas a fila foi bem rápida. A linha é a Nápoles-Sorrento, e deve-se descer na estação Pompei-Scavi - Villa dei Misteri. A saída atrasou em relação ao horário previsto e o trem é bem baleado, vai cheio de gente em pé é fica um calorão lá dentro. Dá uns 40 minutos até Pompeia. O parque arqueológico tem armários automáticos para guardar volumes pequenos e médios, e há também uma sala para guardar os volumes grandes. Entramos no parque naquela empolgação de querer ver tudo. Depois do deslumbramento inicial dos primeiros minutos, pegamos o mapa que recebemos e marcamos à caneta os pontos que eles mesmos indicam como must see atractions. A dica que deixo é essa: baixem o mapa que eles disponibilizam no site, é idêntico ao que eles fornecem lá (http://pompeiisites.org/allegati/Pianta degli scavi di Pompei - Plan of the excavations of Pompeii(2).pdf). Imprimam e marquem os pontos das atrações imperdíveis (está nesse mesmo PDF do mapa) e planejem uma rota. Acreditem, isso faz a diferença! O lugar é imenso e, especialmente nos meses de calor, a visita se torna (fisicamente) bem cansativa. Há pouquíssimas sombras e, mesmo havendo torneiras de água potável espalhadas pelo parque, a água sai quente - não ajuda a refrescar e não mata a sede. Ficamos cerca de 5 horas lá dentro, é absolutamente fantástico! É muito louco pensar que a mesma tragédia que matou centenas de pessoas foi o que permitiu manter essa cidade praticamente intacta. Muito do que se sabe hoje sobre a vida dos romanos nessa época veio depois que Pompeia e outras cidades da região, soterradas por cinzas, foram escavadas. Está quase tudo lá: casas, mansões, teatros, templos, lojas... Objetos de uso comum e decorativos, estátuas, chãos em mosaico, pinturas nas paredes… É uma viagem no tempo. Voltamos à entrada do parque e fizemos um lanche enquanto esperamos o trem seguinte (que também atrasou), para Sorrento. Gastos básicos: tíquete de metrô em Nápoles: 1,10 cada almoço em Nápoles (menu fixo): 8,00 / pessoa ingresso Castel Dell’ovo: grátis duas pizzas+duas cervejas long neck na Antica Pizzeria Da Michele: 12,00 trem de Nápoles a Pompeia: 2,80 / pessoa guarda-volumes Pompeia: grátis entrada Pompeia: 13,00 / pessoa sanduíche inflacionado nos bares junto à entrada do sítio: 7,00 trem Pompeia a Sorrento: 2,40 / pessoa
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