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Helen Pusch

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Tudo que Helen Pusch postou

  1. Oi, gente! Vim contar como foi a viagem que eu e meu marido fizemos em julho de 2017 pela Itália. Foi nossa segunda viagem para lá, pois somos apaixonados por esse pedaço do mundo. A história, as paisagens, a gastronomia, tanta coisa nos encanta, e até aprendi a falar italiano razoavelmente (complica quando eles falam entre eles, com velocidade "metralhadora", aí é a mesma coisa que grego hahaha). Na primeira vez (em 2014), fomos durante o inverno e conhecemos as cidades mais turísticas: Roma, Florença, Milão e Veneza, passando por algumas menores no caminho. Optamos por não colocar no roteiro dessa viagem nenhum local que tivesse praia, pois sabíamos que muita coisa estaria fechada e não aproveitaríamos direito, mas desde aquela época ficamos com a intenção de fazer um roteiro durante o verão. Contei como foi essa viagem neste relato aqui: Então, desta vez conseguimos três semanas para ficar por lá, mesclamos atrações turísticas com muita praia, separamos os primeiros dias para rever Roma e fazer uns programas que da primeira vez não fizemos, e acabou ficando assim: ROTEIRO: 1º dia - Roma - chegamos no final da tarde, mas ainda deu tempo de passear e rever algumas coisas; 2º dia - Roma - Parque Savello, Terme di Caracalla, Via dei Fori Imperiali e visita noturna ao Coliseu; 3º dia - Roma - bairro de Trastevere, visita guiada pela necrópole do Vaticano, Basílica de São Pedro, janta no Mercato Centrale; 4º dia - Nápoles - fomos cedinho, de trem. Visitamos Quartieri Spagnoli, Piazza Plebiscito e Castel dell Uovo. E claro, jantamos a pizza do Da Michele; 5º dia - Pompeia / Sorrento - saímos cedo de Nápoles, passamos o dia visitando o sítio arqueológico de Pompeia, e após, fomos para Sorrento; 6º dia - Sorrento - Bagni della Regina Giovanna e praia de Sorrento; 7º dia - Sorrento / Capri - bate-volta à Capri; 8º dia - Minori / Ravello - fomos de Sorrento para nossa hospedagem em Minori e aproveitamos umas horas de praia lá. Mais tarde, fomos conhecer Ravello; 9º dia - Minori - dia de muita praia, primeiramente em Castiglione e depois em Atrani, e conhecemos também Amalfi. 10º dia - Minori - pegamos umas horas de praia em Atrani e depois fomos conhecer Positano; 11º dia - Trem noturno - fizemos check-out do hotel e passamos o dia na praia de Minori. Final de tarde pegamos um ônibus para Salerno, depois um trem para Nápoles e de lá, um trem noturno rumo a Taormina; 12º dia - Taormina - chegamos cedo. Passamos boa parte do dia na praia de Isola Bella, e à noite passeamos pela cidade; 13º dia - Taormina - ficamos à toa na praia em Giardini Naxos. Mais à tardinha, visitamos Castelmola; 14º dia - Taormina - um dia à toa, com algumas horas na praia de Isola Bella; 15º dia - Taormina - mais alguns pontos turísticos de Taormina, como o Teatro Grego. Tarde de praia, novamente em Isola Bella; 16º dia - Agrigento / Trapani - Ônibus cedo até o aeroporto de Catânia, onde retiramos um carro alugado e rumamos até Agrigento, para conhecer o Vale dos Templos. Seguimos para Trapani, onde pernoitamos; 17º dia - Trapani - praia de San Giuliano, e mais tarde, fomos conhecer Erice; 18º dia - Trapani / Favignana - bate-volta à ilha de Favignana; 19º dia - Trapani / San Vito lo Capo - bate-volta a San Vito Lo Capo; 20º dia - Palermo - novamente fomos a San Vito Lo Capo, mas dessa vez fizemos um passeio de barco por Scopello e pela Riserva dello Zingaro. Entregamos o carro no aeroporto de Palermo e nos hospedamos nessa cidade; 21º dia - Palermo - Aproveitamos umas horas na praia de Mondello e, após, visitamos alguns pontos turísticos de Palermo, entre eles o Palácio dos Normandos. 22º dia - Palermo / Cefalù - bate-volta a Cefalù; 23º dia - Palermo / Roma - manhã na praia de Mondello. Pegamos um voo para Roma e pernoitamos ao lado do aeroporto. Cedinho do dia seguinte pegamos nossos voos e fim de viagem. Vou procurar fazer o relato de maneira mais sucinta e objetiva, pois nem todo mundo tem paciência de ler textão hahaha, mas quem tiver interesse em saber tim-tim por tim-tim como foi, está tudo relatado no meu blog: https://recordacoesdeviagens.wordpress.com/2017/08/27/roteiro-de-viagem-pela-italia/ E segue aqui o vídeo da viagem, pra dar uma ideia dos lugares lindos que a gente conheceu. Volto no próximo post para contar mais. Abraços!
  2. Sempre habilite o cartão de crédito. O ideal é não usá-lo (por causa do IOF), mas no caso de alguma eventualidade, ele estará pronto para uso.
  3. Que maravilha de relato! Adoro relatos bem detalhados como o teu! Estou iniciando o planejamento para ir ao Japão em janeiro de 2019 e vou seguir acompanhando tudinho por aqui. Obrigada por compartilhar tua viagem! Abraço.
  4. Olá, @Jackson Lincoln Lopes ! Obrigada! Uma pena tu ter deixado somente 3 dias para Roma... mas sou bem suspeita para dizer isso, sou apaixonada por Roma. Estive na Itália pela segunda vez em julho deste ano e fiquei mais três dias por lá, e continuo querendo ir de novo!!! Desta vez fui de Roma em direção ao sul da Itália, quero publicar o relato aqui em breve! Mas fica tranquilo, podes ter certeza que tua viagem será sensacional de qualquer forma! O que não for aproveitado em Roma será aproveitado nas outras cidades. No dia do Vaticano, acho que dá sim para aproveitar a Basílica entre 7h e 8h30. Talvez fique um pouco corrido para subir à cúpula, mas depende do teu ritmo de ver as coisas (dando uma aceleradinha acho que dá). E, se não és grande fá de museus, dá pra ver tudo até as 14h. Excelente viagem pra ti! Vou torcer para que o tempo te ajude!
  5. Compartilho da opinião da @Adriana T-Tresch: estou um pouco perdida mas achando que as mudanças estão no caminho certo. Acho bem natural que qualquer plataforma vá se adaptando à utilização que seus usuários fazem e deve ser muito difícil para os administradores encontrar o equilíbrio entre aproveitar o que é bom e coibir o que é mau uso. De qualquer forma, mudanças são difíceis, mas ficar estagnado no tempo é pior. E @Silnei, também me disponho a ajudar no que eu puder nesse trabalho com as tags.
  6. Que maravilha de relato! Viajei junto! Obrigada por compartilhar tua viagem!
  7. Olá! Depende mais especificamente de quais cidades tu queres visitar. Fui em julho deste ano e fiz os seguintes deslocamentos de trem: Roma-Nápoles, Nápoles-Pompeia, Pompéia-Sorrento, Salerno-Nápoles, Nápoles-Taormina (trem noturno), e depois, dentro da Sicília, somente um bate volta de Palermo a Cefalù. Foi tranquilo, um ou outro atraso, mas nada que comprometesse a viagem. Alguns outros trajetos, como de Taormina a Agrigento e pros lados da costa oeste da Sicília eram péssimos (poucos horários, baldeações, etc), acabei desistindo do trem e alugamos um carro por uns dias (eu e meu marido, em duas pessoas o custo ficou pouca coisa maior do que o trem e ganhamos muito tempo, ótimo custo-benefício). Quanto ao Eurail Pass, quando fui para a Itália pela primeira vez, em 2014, comparei o valor do passe com o valor unitário dos trechos que eu pretendia fazer, consultando no site da Trenitália. Era ridiculamente mais barato comprar individualmente os bilhetes. Nessa segunda viagem, nem fiz essa comparação, então acho válido que tu faças esta consulta ao site, simulando os trajetos que tu pretendes adquirir, e compare o valor total. A simulação no site da Trenitália também vai servir para que tu vejas a disponibilidade de horários e tempo de deslocamento até os lugares que tu queres ir, aí tu analisas se fica viável ou não. Abraço!
  8. Olá! Concordo com as coisas que o pessoal já mencionou, como por exemplo, achar que é muito tempo só para Budapeste. Fiquei quatro dias lá e a-do-rei a cidade, muito mesmo! Mas esse tempo foi bem apropriado, tendo mais dias eu também combinaria com outra(s) cidade(s). Note que a moeda lá não é euro, e sim florins. A cotação ficava (em agosto desse ano) em torno de 280-300 florins por euro. Ressalto o que já disseram: é muito complicado dizer o quanto vocês vão gastar, mas vou te dar uma ideia do quanto eu gastei. Saquei 100.000 florins para esses quatro dias. Disso, gastei 28.000 com o hostel, que é um gasto que vocês não terão se pegarem Airbnb (pois o pagamento é feito no momento da reserva). Eu e meu marido gostamos de usar Airbnb principalmente por ter cozinha disponível (gostamos de cozinhar e economizamos assim) e muitas vezes fica bem mais em conta do que um quarto privado de hostel para um casal, mas quando estive em Budapeste fui sozinha e por isso fiquei no quarto coletivo do hostel. Dos 70.000 que sobraram, deu para fazer tudo: comer (todas as refeições, pois o hostel não incluía café da manhã), usar transporte público, entrar em atrações e ainda ir em dois dos banhos termais mais famosos de lá: o Szecheny (4900 florins) e o Gellert (5300 florins). Não fiz a visita que é das mais caras entre as atrações turísticas da cidade, que é o tour no Parlamento, então meus 70.000 deram e sobraram para comer bem (sem luxo) e fazer tudo que eu queria. Ainda deu para gastar uns 10.000 florins em comprinhas supérfluas. Ah, nesse valor não estava incluso o transporte de trem que peguei para Viena, pois eu já havia comprado pela internet. Alguns estabelecimentos aceitam euros, mas nem sempre a cotação é vantajosa. Às vezes a conversão era 300/1, mas às vezes 250/1. Minha sugestão para esse tempo que vocês tem é combinar Budapeste com Viena (também maravilhosa!) e talvez Bratislava (estava no meu roteiro, mas não consegui ir). Um site que me ajudou muito quando estava planejando a viagem, além dos relatos aqui no Mochileiros, foi o www.360meridianos.com, tem bastante informação sobre Budapeste lá. Qualquer coisa, pergunte! Abraço! Helen.
  9. Olá! Obrigada pelo relato! Lindas fotos! Sabes me dizer quanto custou o serviço de remis? Estou bem na dúvida de como fazer esta logística de visitar vinícolas, gostaria da liberdade de um remis mas não sei se cabe no orçamento hehehe. Agradeço tua ajuda!
  10. Olá! Belíssima viagem, obrigada por relatar! Tenho uma dúvida quanto aos remis em Mendoza: é fácil fechar com algum lá na hora? Tens contato do remis que vcs contrataram (whatsapp ou email)? Lembra do valor que foi? Agradeço a ajuda!
  11. Puxa, não me lembro que horas chegamos de volta... Só sei que já era noite, o que não significa muita coisa, pois era inverno e escurece cedo . Sorry! Concordo com a dica do Adriano (o Adriano é o mago das dicas, sempre certeiras!), viaje à noitinha para aproveitar o dia. Mas eu faria esse deslocamento em um dia passeando em Florença mesmo, para não ter aquela preocupação de "será que vou chegar do passeio a tempo de pegar meu trem?". De fato, eu amo Roma ! Hahaha. Mas dentro desse teu roteiro, considerando os dias que tu já colocaste em cada lugar, eu colocaria um dia a mais em Florença. Veneza já está de bom tamanho. Curta muito!
  12. Em julho deste ano comprei um chip da Vodafone na Itália, e usei o mesmo na Hungria, Áustria e República Tcheca. Fui na loja, expliquei qual era o uso da internet que eu precisava (mapas, buscar algumas informações no Google, etc) e eles montaram um pacote. Uso ilimitado dos mapas (Maps.me e Google Maps) e das redes sociais, mais 7GB, por quatro semanas, custou 35 euros. Por outro lado, muitos lugares disponibilizam wi-fi: hospedagens, restaurantes, alguns espaços públicos, aeroportos... Pense qual a tua necessidade de acesso à internet e avalie se precisas comprar um chip ou não. Mas de maneira alguma use o roaming internacional da operadora do Brasil, é muito caro! Abraço!
  13. Ah, sobre Florença, acho um dia e meio apertado... Vais ter que fazer escolhas e cortar algumas coisas.
  14. Olá! Minhas sugestões: -corte um dia de Milão -sem dó!- e coloque em Roma; -Verona é uma gracinha, mas dentro do teu roteiro, eu cortaria e colocaria... em Roma também ; -quando fui, fiz um tour San Gimignano+Siena+vinícola por uma empresa de turismo que ficava oferecendo serviços em frente à Santa Maria Novella. Sim, tem seu lado chato, fazer tudo no ritmo deles, mas foi a maneira de visitar as duas cidades no mesmo dia. No fim das contas foi bem legal (e foi em conta); -se tiveres que escolher entre SG ou Siena, eu ficaria sem dúvida com a primeira; -a partir de Veneza, visite Burano em vez de Murano. Boa viagem, abraço!
  15. Olá! Não somos assim flueeentes, mas temos uma comunicação/compreensão razoável em inglês, rola até uns papos sobre amenidades . Mas não te preocupa com isso! Os tailandeses são muito fofos e prestativos, eles vão fazer de tudo para se fazer entender: mímica, gestos etc. No caso do barco quebrado, tu iria ver o barqueiro com uma chave inglesa na mão e o braço todo sujo de graxa , e o guia apontando para o relógio pedindo "mais alguns minutos", e tu saberias o que estava acontecendo. Uma amiga minha foi um ano depois de mim, com essa mesma preocupação. E deu tudo certo, teve uma viagem fantástica. Vai tranquila que vai dar tudo certo! E os perrengues depois são só história para contar e para dar risadas. Abraço!
  16. Olá, Mayra! Que legal, passar o dia de los muertos por lá deve ser sensacional! Consultando o site da ADO (www.ado.com.mx), vi que há um ônibus que faz o trajeto Chichén-Mérida às 17:35, com uma hora e meia de viagem. Aparentemente é direto, pelo tempo de viagem, mas não posso afirmar pois não utilizei. Ótima viagem para vocês!
  17. Helen Pusch

    Visita noturna ao Coliseu

    Visita noturna ao Coliseu Não é sempre que esta modalidade de visita ao Coliseu funciona. Quando eu e meu marido fomos à Itália pela primeira vez, em 2014, as visitas eram somente de dia (fizemos a normal, sem guia). Estivemos pela segunda vez na Itália em julho deste ano, e para nossa sorte, está em funcionamento o evento La Luna sul Colosseo (literalmente: a lua sobre o Coliseu). Assim que descobrimos essa possibilidade corremos para comprar os ingressos, que são limitados e pouca coisa mais caros do que a entrada normal. Os tour são guiados, em grupos pequenos e disponíveis em italiano, espanhol e inglês. Além do charme de ver o Coliseu por dentro iluminado e um guia contando um monte de histórias, curiosidades e mitos sobre o local, a visita leva às galerias sob a arena (aquela parte onde ficavam os gladiadores e os animais antes das lutas), coisa que a visita normal não permite. Ah, outra coisa legal é que acontece em um horário em que somente esses pequenos grupos entram, então o Coliseu não está tomado por hordas de turistas. O post contando como foi nossa experiência nesse tour sensacional está aqui: https://recordacoesdeviagens.wordpress.com/2017/09/08/visita-noturna-ao-coliseu/ Boas viagens!
  18. Olá, Vanessa! Eu estava na seção de relatos de viagem pela Argentina, procurando informações sobre Mendoza, e vim parar no teu relato. E é simplesmente uma das me-lho-res coisas que já li aqui no Mochileiros! Apesar de adorar ler relatos de viagem, nunca tinha lido nenhum do fórum "Trilhas e Montanhas". Comecei a ler o teu e não consegui parar até terminar! Obrigada pelo relato excelente e parabéns por essa experiência incrível, pela determinação, pela superação, pela força! Abraço!
  19. Olá! Obrigada pelo relato, muitas informações úteis! Especialmente porque farei um roteiro bem parecido com o teu e na mesma época (no caso, janeiro de 2018). Qual a tua opinião sobre os dias que ficaste em Valparaíso e Santiago? Estou pensando em deixar cinco dias para distribuir entre essas duas cidades, ainda não sei se durmo em Valparaíso ou faço somente um bate-volta... que achas? E quanto a Santiago, esses três dias cheios que tu ficaste ficaram de bom tamanho? Te agradeço a ajuda! Helen.
  20. Oi, Tanaguchi! Eis que entro aqui para ler teu relato, para matar um pouquinho da saudade da viagem que fiz e me inspirar para as próximas... e vejo uma "menção honrosa" ao meu relato! Fiquei muito feliz! Muito obrigada! Que bom que foi, de alguma forma, útil. Vou seguir acompanhando, tomara que tu mudes de ideia e faça um relato enorme, cheio de detalhes e histórias! Abraço!
  21. Olá, licealvess! Obrigada! Que bom que gostaste! Sim, o isopor cheio de ceva foi nosso fiel amigo, praticamente o 4º integrante da trip . Além de ser bem mais barato (a gente comprava o fardo com 12 latas de Corona no super por 120 pesos!), a ceva ficava mais gelada também, eles não são muito adeptos da bebida gelada como nós brasileños. Infelizmente não guardei o contato do taxista... falha minha. Vou tentar entrar em contato com o proprietário do apartamento em que ficamos em PDC, pois foi indicação dele. Se eu conseguir, te passo. Abraço!
  22. Para nós, não pediram. Nem passagem de volta, nem documento algum. Também não perguntaram absolutamente nada. Porém, essa foi somente a nossa experiência, não posso afirmar que seja assim com todos.
  23. Segue aqui o link para a segunda parte do relato, onde contei a respeito do restante dessa inesquecível viagem:
  24. Oi, gente! Vim contar a 2ª parte da viagem de 24 dias que fiz em janeiro/2017 com meu marido e um amigo. Nosso roteiro de viagem foi basicamente esse: 30/12 - Chegada +- 12:00 na CDMX 31/12 - CDMX 01/01 - CDMX 02/01 - CDMX 03/01 - CDMX 04/01 - CDMX / bus para Puebla 05/01 - Puebla 06/01 - Puebla / bus para Oaxaca 07/01 - Oaxaca 08/01 - Oaxaca 09/01 - Voo para Mérida 10/01 - Mérida 11/01 - Chichén Itzá / bus para Tulum 12/01 - Tulum 13/01 - Tulum 14/01 - Tulum 15/01 - ferry para Cozumel pela manhã 16/01 - Cozumel / ferry para Playa del Carmen 17/01 - Playa del Carmen 18/01 - Playa del Carmen 19/01 - Playa del Carmen 20/01 - Playa del Carmen 21/01 - Playa del Carmen 22/01 - Playa del Carmen 23/01 - Voo de retorno pela manhã A primeira parte, CDMX, Puebla e Oaxaca, eu já relatei aqui: http://www.mochileiros.com/mexico-cdmx-puebla-e-oaxaca-t144367.html Vou contar agora sobre a parte que está em negrito aí em cima. Como dá para perceber, praia, praia e mais praia, com Chichén Itzá de bônus. Hospedagens: Como estávamos em 3 pessoas, em alguns casos o Airbnb ficou mais em conta do que hostel. Mérida: Hostal La Ermita - USD 38 por 2 diárias Valor de um quarto para duas pessoas com banheiro privativo (nosso amigo ficou em um quarto individual, banheiro compartilhado, USD 17,50 as duas pernoites). Café da manhã incluído, wi-fi, cozinha coletiva, piscina (que nem chegamos a usar). Fica a uns 15 minutos de caminhada do Zócalo, mas muito perto do terminal de ônibus da ADO, o que para nós fez bastante diferença pois o ônibus para Chichén Itzá era bem cedo. Tulum: Posada Malix Pek - USD 272 por 4 diárias (valor para 3 pessoas) Apartamento com um quarto com cama de casal, banheiro, sacada e mais um ambiente grande que era cozinha, sala de jantar e tinha outra cama de casal. Boa localização, wi-fi incluso, empréstimo de bicicletas para os hóspedes. Não oferecia café da manhã, mas a cozinha era bem equipada e usamos para fazer diversas refeições. Cozumel: https://www.airbnb.com.br/rooms/15253666?location=cozumel&s=0FDzRRy- - USD 62 uma diária para três pessoas. É uma casa de hóspedes no pátio da casa da anfitriã. Lugar muito bonito, com um quarto e um sofá-cama na sala. A proprietária foi muito simpática e gentil ao nos deixar entrar antes do horário de check-in e sair depois do horário de check-out, visto que não havia outras reservas. Playa del Carmen: https://www.airbnb.com.br/rooms/9923131?guests=3&adults=3&location=Suites%2034%3A40%2C%20Calle%2034%20Norte%2C%20Playa%20del%20Carmen%2C%20M%C3%A9xico&s=vlesiaR2&check_in=2017-10-16&check_out=2017-10-23 - USD 320 por 7 diárias Excelente apartamento. Dois quartos, cada um com ar-condicionado e banheiro. Cozinha equipada, wi-fi, perto de supermercados e restaurantes. Fica a uns 10 minutos de caminhada da praia, o que para nós não foi nenhum problema. Para quem estiver de carro, tem garagem. O proprietário foi muito gentil e atencioso conosco. Sobre as duas pernoites em Mérida Mérida entrou no nosso roteiro por dois motivos: 1º conseguimos uma passagem por 10.000 milhas Smiles a partir de Oaxaca e 2º tem um ônibus que sai bem cedo rumo a Chichén Itzá e que é perfeito para quem quer chegar lá antes das multidões. Entre a chegada e a partida deixamos um dia cheio para conhecer algo por lá, mas não diria que é imprescindível. Há o Gran Museu da Cultura Maya que dizem que é sensacional e eu gostaria de ter conhecido, mas infelizmente estivemos lá justo em uma terça-feira, dia em que está fechado. 1º dia Boa parte do dia foi tomada pelo voo vindo de Oaxaca, com conexão na Cidade do México. O que salvou nossos bolsos na zona de embarque do aeroporto da CDMX foi ter encontrado uma 7eleven para fazer um lanche bem barato. Chegamos em Mérida à tarde. A visão do Golfo do México enquanto o avião está próximo de pousar é maravilhosa! Pegamos um Uber para ir até o hostel, o ônibus não passa no aeroporto e teríamos que caminhar um bom trecho até a parada. O Uber saiu 48 pesos, muito barato. Depois de fazer check in, comprar umas coisinhas em um mercado próximo e fazer um lanche, fomos conhecer o Zócalo de Mérida. Já começava a anoitecer. Pesquisamos em algumas empresas de turismo sobre um passeio para o dia seguinte e depois de algumas opções fechamos o tour Charcas de Sal com a La Jarana Tours, por 600 pesos por pessoa. Deu tempo de conhecer o Palácio de Governo, construção bem bonita e com obras de arte expostas. Entrada gratuita. Estavam acontecendo umas apresentações em comemoração ao aniversário da cidade. Pegamos cervejas e salgadinhos na Oxxo e ficamos por ali curtindo. Depois, jantamos no Los Trompos - misto de fast food com comidas locais a bons preços. Comida gostosa, juntos gastamos 271 pesos. 2º dia Cedinho nosso guia nos buscou para o passeio do dia, uma simpatia ele! A primeira parada do dia foi na reserva ecológica El Corchito. Foi nosso primeiro contato com os ojos de agua, uma espécie de “introdução” antes de conhecermos os cenotes. A cor da água é incrível! Ela é fria, mas o banho é irresistível! Cuidem seus pertences e mochilas, pois diversos quatis vivem soltos ali e arrastam qualquer coisa que pareça de comer. Depois, conhecemos as tais charcas de sal. São lagunas rosadas, onde vivem dezenas de flamingos. A terceira e última parada do dia era em Progreso. Tempo livre para almoçar e aproveitar a praia. Olhamos o cardápio do restaurante onde o guia nos levou e nos pareceu interessante, pedimos um peixe achando que seria suficiente para dividirmos, mas quando veio, era porção para uma pessoa. Pedimos outros petiscos (nachos, guacamole) e cervejas e nessa brincadeira gastamos 375 pesos. Quem quiser fazer um lanchinho mais econômico por lá, tem uma Oxxo bem pertinho. O resto da tarde seria para aproveitar praia, mas quem disse? Ventão muito forte, mar agitado, ninguém se animou a entrar na água. Ficamos andando de um lado para o outro para matar tempo. Retornamos para Mérida. Mais tarde, jantamos novamente no Los Trompos, dessa vez deu 252 pesos. Compramos uns sanduíches e sucos para tomar café da manhã no ônibus no dia seguinte, pois sairíamos antes do horário do café no hostel Chichén Itzá: É tudo isso que falam? Sim! Tudo isso e muito mais! Sensacional! 3º dia O ônibus para Chichén Itzá saiu 6:30. A passagem já estava comprada há alguns dias, e custou 140 pesos por pessoa. Comemos nosso café da manhã e dormimos o restante das duas horas de trajeto. Chegando lá, deixamos nossas mochilas no guarda-volumes (pagamos 80 pesos por cada, para ficar o dia inteiro). O valor da entrada ao parque é de 237 pesos (70 tarifa nacional+167 tarifa estadual). Na entrada do sítio já há diversos guias oferecendo seus serviços e juntando pessoas com interesse em formar um grupo para rachar o valor, de modo geral eles cobram 800 pesos por grupo. Entramos para primeiro conhecer por conta. O lugar estava ainda bem vazio e deu para tirar várias fotos na Pirâmide de Kukulcán sem gaiatos aparecendo! Só mesmo chegando cedo para conseguir essa proeza! Depois de explorar bastante por conta, retornamos à entrada e contratamos uma guia. Ela nos propôs fazer um tour um pouco menor, com cerca de uma hora e meia de duração, por 650 pesos. Achamos ótimo, porque nossa intenção era pegar um guia exclusivo, sem dividir com pessoas desconhecidas (e com chance de vir de brinde algum mala ). A guia, Angélica, é descendente de maia e o passeio com ela foi excelente, suas explicações eram cheias de entusiasmo. A não ser que tu estejas fazendo um mochilão bem econômico e contando os trocados, recomendo muito fazer o passeio com guia. Enriqueceu demais a visita! No começo da tarde, o lugar já estava entupido de gente. Comemos em uma lancheria da entrada do parque, que não tinha preços tão abusivos quanto pensávamos que teria: hambúrguer+refri=112 pesos. Pegamos um táxi que nos levou ao cenote de Ik Kil. Marcamos com ele um horário para nos buscar e cada trecho saiu por 80 pesos. A entrada de Ik Kil custou 70 pesos. Para descer à área de banho do cenote, não é permitido levar mochilas. Alugamos um armário para deixar nossas coisas por 30 pesos. Além disso, eles também alugam máscara, snorkel e coletes flutuantes. O lugar é espetacular! A água é fria, pois fica em um buraco onde quase não bate sol. Para os friorentos -como eu- uma blusa de lycra ajuda. Quando cansamos de tomar banho, todas as pessoas que tinham chegado tarde em Chichén Itzá estavam chegando em Ik Kil, abarrotando o lugar. Na hora combinada, o taxista estava nos esperando. Retornamos a Chichén, retiramos nossas mochilas do guarda-volumes e ainda deu tempo de dar uma olhada nos artesanatos. Fica a dica para quem pretende fazer compras: as coisas aqui são bem mais baratas do que em Tulum, Cozumel ou Playa del Carmen. O ônibus levou cerca de duas para chegar em Tulum. A pousada onde nos hospedamos fica a uma quadra e meia do terminal. Deixamos nossas coisas e saímos para conhecer os arredores. Há diversos restaurantes, bares, lojinhas e alguns mercados e lojas de conveniência. Jantamos no La Nave, pizza bem gostosa e ceva gelada, cada um gastou 125 pesos. Tulum - 3 dias inteiros Deu tempo de fazer as principais coisas que queríamos, mas eu ficaria mais tempo ali fácil fácil. Tem um clima tranquilo, ar de cidade pequena. Apesar do centro de Tulum ficar um pouco afastado da praia, é bem tranquilo de chegar pedalando em praias públicas maravilhosas, próximas às ruínas. Muitas pousadas (como a que ficamos) oferecem empréstimo de bikes para seus hóspedes, e na avenida principal existem muitos estabelecimentos que oferecem aluguel. 4º dia Pegamos as magrelas e fomos direto para as ruínas de Tulum. O estacionamento para bikes, inclusive, deixa bem mais perto da entrada do que as pessoas que vem de ônibus de excursão, carro ou táxi, que precisam caminhar mais um pedaço. O ingresso para o sítio custou 70 pesos por pessoa. Tudo muito bonito e encantador, mas quando batemos o olho no mar… não deu mais para prestar atenção em ruínas. Eu e o Rodrigo estávamos vendo pela primeira vez na vida o mar do Caribe, e ele não parava de nos chamar para o mergulho! Terminamos a visita na correria, buscamos as bikes e pedalamos mais uns minutos em busca de um acesso à praia. No primeiro que pareceu ser público, entramos. Prendemos as magrelas em uma árvore mesmo. Havia alguns beach clubs, mas bastante espaço na areia para quem quiser chegar e ficar por ali. Corremos para o banho de mar. Delícia! Depois de muuitos banhos de mar, de sol e cervezitas à sombra dos coqueiros, fomos embora. No caminho de retorno, na Avenida Tulum, passamos por uma taquería do jeito que a gente gosta: simples e barata. E os tacos eram deliciosos. Chama-se Taquería El Arbolito, gastamos 138 pesos no almoço com bebida para nós três! Como nos hospedamos em uma espécie de quitinete, compramos coisas para cozinhar. Encontramos uma peixaria que vendia uns camarões enormes por ótimo preço, mas somente pacote de 2 quilos. Tivemos que fazer o “esforço” de consumir dois quilos de camarão em três dias! 5º dia Amanheceu chovendo, então ficamos pela pousada. Almoçamos ali perto em um restaurante bem simples, PF super bem servido a 75 pesos por pessoa. O tempo deu uma melhorada e saímos com as bikes. Nos enfiamos em umas ruas que, teoricamente, levariam à praia, mas depois de um tempo… a estrada não tinha saída! Como a beira-mar tem muitos estabelecimentos (hospedagens e restaurantes), as vias de acesso à praia são restritas. Voltamos tudo e fomos para a mesma praia do dia anterior, aproveitamos até o final da tarde. À noite, compramos um isopor para carregar nossas bebidas. As long necks nos quiosques de praia custam em média 55 pesos, enquanto nos mercadinhos pagávamos 15. É fácil de achar isopor à venda, tem até na Oxxo. Compramos um por 60 pesos. Queríamos muito ir ao cenote Sac Actun e pesquisamos em diversas agências de turismo, mas nenhuma fazia esse passeio (e, obviamente, tentavam nos convencer a comprar os outros passeios que eles ofereciam, que eram mucho mejores que o Sac Actun ). Consultamos alguns motoristas de táxi, que queriam nos cobrar 1400 pesos para levar, esperar e trazer de volta. Acabamos alugando um carro pelo site da Rental Cars, locadora Álamo. Entre diária e gasolina, gastamos cerca de 600 pesos. 6º dia Buscamos o carro na locadora e nos tocamos para o Sac Actun. Esse fica na mesma estrada que leva ao cenote Dos Ojos, mas uns quilômetros mais para dentro. A visitação ao Sac Actun acontece somente em passeios com guia, snorkel ou cilindro. Como não somos habilitados para mergulho em cavernas, fomos no tour de snorkel, custou 450 pesos para cada. Foi indescritível! O lugar é lindo! A água tem uma cor incrível! E os lugares que chegamos, saguões enormes repletos de estalagmites… uau! 45 minutos que passaram voando, mas que valeram muito a pena. A água é bem fria, até porque grande parte do tempo ficamos em locais sem nenhuma incidência de sol. Usei blusa de lycra e meias de neoprene e fiquei confortável. Almoçamos novamente na Taquería El Arbolito (de novo gastamos 138 pesos, para os três, com bebida). Decidimos aproveitar que estávamos de carro e conhecer um lugar mais distante. Tínhamos lido uma recomendação a respeito de Boca Paila e fomos até lá. Essa praia fica dentro de uma reserva ecológica (entrada paga, 32 pesos por pessoa). Andamos bastante até chegar em um ponto com acesso à praia, boa parte do tempo em estrada de terra. Quando chegamos lá, o vento estava forte e as árvores faziam sombra na minúscula faixa de areia... Enfim, claro que o lugar é bonito, mas não vale o trabalho para chegar até lá… Final de tarde devolvemos o carro. À noite, demos mais uma passeada pela Avenida Tulum e jantamos no apê, para dar fim ao nosso pacotão de camarões. Cozumel - dois dias e uma noite Fomos para Cozumel com o mesmo objetivo de milhares de pessoas que vão para lá: mergulhar. E foi espetacular. Mas para curtir praia, não é dos melhores lugares, a não ser que o ser humano vá ficar em um resort. Há poucas praias públicas e os deslocamentos na ilha são complicadinhos. Mas sem dúvida o mergulho fez tudo valer a pena! 7º dia Cedo pegamos uma van rumo a Playa del Carmen (45 pesos para cada). Descemos no ponto final (fica na Calle 2 Norte, entre as Avenidas 15 e 20) e caminhamos até o píer, de onde saem as balsas para Cozumel. Compramos na hora o bilhete de ida e volta (100 pesos por cabeça) com a México Waterjets. Saímos no ferry seguinte, das nove horas, e o horário da volta ficou em aberto. A travessia dura uma meia hora. Chegando, fomos direto à sede da Blue Magic, fechar o mergulho para o dia seguinte. Cozumel tem dúzias de operadoras de mergulho, pesquisamos uma bem conceituada porque não temos muita experiência e estávamos há muito tempo sem mergulhar. Justamente por causa desse período de tempo grande sem praticar, o proprietário nos disse que ou a gente pagava para um dive master nos acompanhar, ou a gente fazia um curso de “refresh” (onde a gente ia gastar bem mais grana) ou ele não nos atenderia porque estaria nos colocando em risco. Apesar de termos que desembolsar mais, nos sentimos muito seguros e achamos que ele foi muito profissional. O pacote dois tanques, aluguel de regulador, neoprene e colete custou USD 104 para cada, e para o acompanhamento da dive master nós três rachamos o valor de USD 75. Caro? Sim. Mas é mergulho em Cozumel! Não é pouca porcaria! Fomos levar nossas coisas para a casa que pegamos pelo Airbnb e em seguida já saímos para aproveitar praia. Tínhamos lido um relato aqui mesmo no Mochileiros de uma moça que ficou no Money Bar, e que ela pôde usar a estrutura de espreguiçadeira, banheiro etc desde que consumisse algo no bar. Pegamos um táxi (deu 120 pesos, valor combinado antes de entrar no táxi), mas chegando lá não foi bem assim. Talvez as coisas tenham mudado, ou talvez foi porque estávamos em mais pessoas, ou talvez ele não foi mesmo com a nossa cara… mas nos cobraram 500 pesos em consumo (para nós três). Não ficamos muito felizes com a ideia, mas já que estávamos ali… Pedimos logo um baldinho de cervejas, o jeito era relaxar e aproveitar o lugar maravilhoso onde estávamos! Ali tem snorkel e máscara para alugar, mas levamos os nossos. Caímos na água e já ficamos encantados. Que transparência! Isso que estava nublado. Um tempo depois, começou a chover e a ventar forte. Ainda fizemos um lanche dentro do bar, na esperança de que o tempo melhorasse, mas não rolou. Pegamos outro táxi para ir embora (outros 120 pesos). Mais tarde, saímos para conhecer o centrinho de Cozumel. Aquela coisa de sempre: lojinhas, artesanatos, restaurantes… só que tudo mais inflacionado. Jantamos no Los Otates, a poucas quadras da beira-mar, saindo um pouco da parte mais badalada. Lugar simples, ceva gelada e comida típica mexicana, boa e barata. Precisa mais que isso? Comemos guacamole, tacos e burritos e gastamos ao todo 400 pesos. 8º dia Nos encontramos na sede da Blue Magic com nossa dive master, a Cris, que para sorte nossa era brasileira e super querida. O primeiro ponto do mergulho foi Palankar Jardines. UAU! Muitos corais coloridos. Vimos uma arraia imensa e uma tartaruga. Visibilidade de aproximadamente 50 metros! Demais! Passou em um piscar de olhos. Voltamos para o píer para trocar os cilindros, e fomos para a segunda caída na água: Tormentos. Igualmente espetacular! Como comentei antes, o mergulho fez valer a pena a ida para Cozumel e os vários dólares desembolsados, a fama do mergulho lá não é de graça! Para almoçar, fomos novamente no Los Otates, que comida gostosa! Deu tempo ainda de tirar um soninho, e pegamos o ferry das seis da tarde para voltar à Playa del Carmen. Na saída do terminal dos ferrys, o assédio dos taxistas é grande, assim como o preço. Queriam nos cobrar 100 pesos até o apartamento em que ficaríamos. Andamos mais três quadras e abordamos outro taxista, que nos cobrou 35 pesos! Aí sim! Largamos nossas coisas e fomos em um supermercado próximo fazer praticamente um rancho, pois a estadia seria de sete noites. Jantamos no apê e ficamos por lá. Playa del Carmen - 7 noites Escolhemos ficar bastante tempo em Playa porque é um lugar de onde se chega a muitos pontos de interesse dos arredores com facilidade e para curtir praia, sem programação nenhuma, na hora que desse vontade. E foi uma ótima escolha. Intercalamos passeios com dias completamente à toa, que era exatamente nosso objetivo. 9º dia Enchemos nosso isopor de Coronas e fomos para a Praia de Mamitas, a uns dez minutos do apartamento onde ficamos. É uma das mais conhecidas de Playa del Carmen. Cheia de hotéis à beira-mar e clubes de praia. É um lugar muito legal e ponto de encontro de tudo que é tipo de gente: famílias com crianças, hippies, mulheres de top less, homens de sunga fio dental, todo mundo convivendo na boa, curtindo a praia. Como era o primeiro dia, demos uma caminhada de reconhecimento e nos ajeitamos em um lugar na areia. Apesar dos diversos estabelecimentos na praia, há uma faixa de areia livre, qualquer um pode chegar ali, colocar sua toalha ou canga e ser feliz! Basicamente, nosso dia se resumiu a intercalar chimarrões com banhos de mar, e a partir de um certo momento, intercalar cervejinhas com banhos de mar. Lanchamos uns petiscos que levamos (Sabritas e amendoins). À noite, fomos conhecer a famosa 5ª avenida. É legal para passear, mas é uma rua cheia de lojas de grife caras, restaurantes das mais variadas cozinhas -caros- e até as lojas de artesanato são caras. Novamente jantamos no apartamento. 10º dia Pegamos um táxi do apartamento até o ponto de onde saem as vans em direção a Tulum, na Calle 2 Norte, entre as Avenidas 15 e 20. A van custou 40 pesos por pessoa, ela deixa na estrada e de lá dá uns dez minutos de caminhada até chegar em Akumal. Mal colocamos os pés na areia e fomos abordados por um homem que se apresentou como guia. Disse que Akumal atualmente é uma reserva protegida por leis, e que para mergulhar com as tartarugas é obrigatório estar acompanhado de guia e usar colete flutuante. Nos cobrou a bagatela, se estou bem lembrada, de 400 pesos por pessoa. Tínhamos lido diversas informações desencontradas na internet, algumas pessoas disseram ser obrigatório acompanhamento de guia enquanto outras relataram que fizeram tudo por conta própria. Mencionamos que gostaríamos de entrar no mar sozinhos, que já tínhamos nossas máscaras e snorkels, então ele mudou um pouco o discurso e disse que só era permitido entrar acompanhado de guias na área delimitadas por bóias, mas que para o lado direito da praia, após umas pedras, o acesso era livre. Bom, fomos para a tal parte livre, e… não era bem assim. A parte “pertence” a um resort e o segurança não queria de jeito nenhum a gente ficar ali “perturbando” seus ricos hóspedes. Discutimos, batemos pé, até que coloquei a canga e sentamos ali, aí o bonito se plantou atrás de nós e ficou nos vigiando. Fui para a água, puta da cara, enquanto os guris ficaram cuidando das nossas coisas. Dentro da água, a história foi bem diferente. Não demorou quase nada para dar de cara com uma bela arraia! Logo em seguida, a primeira tartaruga. Linda! Mais pessoas se aproximaram dela, saí de perto e logo encontrei outra. E isso se repetiu por algumas vezes. Sempre que mais alguém se aproximava, eu me afastava e não demorava para encontrar outra, para que ficássemos “a sós”. É simplesmente fantástico nadar junto com o bicho, no seu habitat natural, acompanhando seus movimentos. Ela sobe para respirar, depois mergulha de novo, se alimenta do capim que tem no fundo… e assim vai. É a coisa mais fofa! Bom, saí da água para deixar um deles ir mergulhar, e o nosso “guarda-costas” seguia lá! O Rodrigo foi para a água, e eu e o Rico desistimos de ficar ali com um vigia em cima de nós. Ele nos constrangeu até conseguir o que queria: pegamos nossas coisas e fomos para uma parte que não “pertencia” ao resort (coisa mais irritante um resort ou hotel possuir uma praia, lugar que sempre deveria ser público). Depois disso, aproveitamos o resto da manhã com mergulhos e sempre encontrando as tartarugas. Antes de ir embora, ainda fui perguntar em uma tenda que tem na entrada da praia como funcionavam os mergulhos com guia. A moça disse que não era obrigatório acompanhamento do guia, que na área demarcada era obrigatório somente o uso do colete (para proteção dos corais e das tartarugas), e que o serviço de guia “garantia que a pessoa veria tartarugas, porque os guias conhecem o lugar e sabem onde achá-las”. Enfim, como deu para ver, diversas informações desencontradas. Esse quiosque aluga todos os equipamentos para quem quer mergulhar por conta, e há inclusive lockers para alugar e deixar os pertences. Saímos de lá com um sentimento misto. Tivemos uma experiência maravilhosa com as tartarugas, mas por outro lado sentimos que eles tentam enrolar os turistas com esse papo de guia obrigatório. Sem contar o episódio do resort… Ficamos chateados porque é um lugar maravilhoso, que deve sim ter um controle de acesso para a sua preservação, mas de maneira organizada, com informações claras e operadores autorizados. Escrevendo este post, li algumas notícias de que Akumal esteve fechada para os mergulhos com tartarugas (no período logo após a nossa viagem), mas que já foi liberada novamente. Para quem está pretendo ir para lá, acho que vale a pena acompanhar a situação por aqui: http://www.ceakumal.org/ . Fizemos um lanche no Oxxo que tem junto à saída da praia e voltamos até a estrada para pegar uma van até o Cenote Azul. A van deixa na entrada do cenote, a entrada custa 80 pesos. O cara que nos vendeu as entradas disse que a gente não podia entrar com nosso isopor, mas que não havia problemas em deixar ali com ele. Que lugar lindo e agradável! Que cor da água incrível! Há desde uma parte funda, onde a galera pula de cima da pedra, até pontos bem rasinhos. As pedras no fundo, em diferentes profundidades, dão à água variados tons de azul e de verde. Sensacional! Tinha muitas famílias, grupos de amigos, pessoas com crianças, casais. Apesar de ter bastante gente, o lugar é muito tranquilo. Sensação de paz! Ficamos lá o resto da tarde. Na hora de ir embora, estávamos na estrada esperando a van e de repente encosta um busão com a placa indicando que estava indo até Cancun. Nos olhamos e… porque não. Entramos no ônibus. Era um pinga-pinga, mas nos deixou na esquina do nosso apartamento! Tentei descobrir algo mais sobre esse ônibus, tipo frequência e horários, mas não encontrei nada. A empresa era Rutas del Sol. No térreo do prédio onde estávamos, tinha uma loja de uma família argentina. Comemos umas empanadas bem gostosas, e ainda havia produtos para chimarrão (erva-mate, cuia e bomba). Fica a dica para algum gaúcho, argentino ou uruguaio que estiver por lá: Calle 34 Norte esquina com Avenida 40. 11º dia Para economizar, tínhamos comprado um protetor solar vagabundo, mas… ele não deu conta, então estávamos bem vermelhos e ardidos. Resolvemos ficar em um beach club, para poder ficar sob um guarda-sol (e a economia foi por água abaixo... hehehe). Escolhemos o Mamita’s Beach Club, um ombrelone com três espreguiçadeiras por 100 pesos em consumo por pessoa. Um detalhe importante é que eles não permitem que as pessoas levem bebidas ou alimentos de fora, então nesse dia deixamos nosso isopor em casa. Consumimos umas cervejas e uns petiscos lá, porque tínhamos que gastar esse valor, mas fora isso tem uma loja da Oxxo bem pertinho e dá para ir lá lanchar ou bebericar algo. O dia foi completamente à toa, aproveitando aquela praia maravilhosa. 12º dia Mais um dia de praia e sem grandes acontecimentos. Pela manhã ficamos em um lado um pouco mais afastado da Praia de Mamitas, mas estava um pouco ventoso. Depois de almoçar em uma hamburgueria (Hamburgueria Brontos, um hambúrguer + um suco saiu 60 pesos), voltamos para o apê para tirar um cochilinho básico. Saímos para conhecer mais um pedaço da 5ª Avenida. Lojas e restaurantes bodosos, enfim, não é a nossa. À noite fomos ao Walmart. Aqui é o lugar para comprar souvenirs e bugigangas em geral em Playa del Carmen! A grande maioria dos souvenirs que tem à venda nas lojas da 5ª Avenida tem aqui por metade ou até um terço do preço! Tem tudo o que se pode pensar em comprar para levar de lembranças: ímas, bolsas de praia, camisetas, chaveiros, canetas, garrafinhas de tequila etc. Bugigangas variadas para aproveitar a praia também tem: bóias, máscara e snorkel, cadeira, guarda-sol, até colete salva-vidas. Todas as compras de souvenirs que queríamos, fizemos nesse dia. 13º dia Queríamos ir a um lugar não tão turístico dos arredores e pedimos uma dica para o Edgar (proprietário do apê), ele nos indicou XCacel. Pegamos um táxi até o ponto das vans (30 pesos) e depois uma van até lá (45 pesos por pessoa). É um lugar bem interessante porque combina praia (Xcacel) com cenote (Xcacelito). Dá para tomar banho de mar, caminhar poucos minutos e mergulhar no cenote. É uma área protegida e para entrar é necessário pagar uma contribuição. O valor sugerido é de 20 pesos. Como qualquer praia da Riviera Maya, essa não decepcionou: é linda! É completamente roots, não tem estrutura nenhuma de quiosques, vendedores, resorts infernizando a vida alheia ou coisas do tipo. Possivelmente por isso, a praia estava bem vazia. As poucas pessoas por ali ficavam a muitos metros de distância umas das outras. Porém, o vento nesse dia estava muito forte e o mar bastante agitado. A ventania estava tão desagradável que resolvemos juntar folhas e pedaços de pau e construir um abrigo . Foi engraçado! Ficamos amontoados na nossa “casinha”, tomando chimarrão e curtindo o visual da praia. As poucas pessoas que se animavam a entrar no mar saíam em poucos minutos, porque ele estava muito forte e com repuxo. Nós não encaramos. Depois de um tempo, resolvemos ir para o cenote. Mas, se a praia estava ruim, o que todas as pessoas que estavam em Xcacel pensaram? Exato. Que no cenote estaria melhor. O cenote é bem pequeno, está mais para um olho de água. E tinha um número de pessoas maior do que as que estavam espalhadas por toda a extensão da praia. Como o Edgar havia falado, é um local onde os moradores dos arredores vão para passar o dia, especialmente nos fins de semana. Estivemos lá em um sábado, então acredito que durante a semana seja melhor de conhecer. Bom, o número de pessoas dentro da água levantou bastante areia e sedimentos do fundo, e a água não estava tão límpida como nos outros cenotes. Nos banhamos um pouco e decidimos voltar para Playa Del Carmen. Descemos no ponto final das vans e fomos conhecer o Portal Maya. Depois, ficamos na praia por ali mesmo. Havia uns barcos na areia, sentamos à sombra, comemos os sanduíches que tínhamos levado e tiramos até um cochilo. Caminhamos pela beira do mar até Mamitas, que estava bombando! Cheia mesmo, espaços na areia estavam disputados. Como em Xcacel, o mar também estava bastante agitado e os banhos foram curtos. Já era final de tarde e fomos embora. À noite, compramos uns produtos típicos no supermercado e fizemos uma janta mexicana. Guacamole, tortillas, quesadillas, frijoles… Nós três adoramos cozinhar, e curtimos muito comprar os ingredientes locais e fazer tudo! No fim das contas, não saímos para jantar nenhum dia em PDC, todo dia rolava uma janta deliciosa feita por um de nós! 14º dia Último dia das férias! Contamos nossos pesos restantes e havia o suficiente para ficar novamente no Mamita’s Beach Club. Passamos o dia lá, de boas, entre banhos de sol, de mar, descanso à sombra, cervezitas, nachos… Enfim, um dia no esquema-patrão! Fomos presenteados pelo melhor mar das férias todas: a água estava calma e a temperatura, perfeita. Tomamos longos banhos. Chegamos tão cedo que o caixa do Beach Club ainda não estava aberto (para pagar pelas espreguiçadeiras), e ficamos até o sol começar a se pôr. Não queríamos ir embora… Mas… voltamos ao apê, arrumamos nossas bagagens e fizemos nossa última janta. Ligamos para um taxista indicado pelo Edgar, combinamos para ele nos levar ao aeroporto de Cancún no dia seguinte. Nos cobrou 600 pesos. Existem ônibus da ADO que fazem esse trajeto, mas entre três pessoas a diferença fica tão pequena que não compensa. 15º dia O José estava nos esperando no horário combinado, e lá fomos nós até o aeroporto. Figura simpática, foi conversando o caminho todo. E assim, pegamos nosso voo de retorno ao Brasil. Foi uma viagem incrível! Os mexicanos são uns queridos! A comida é deliciosa! As praias... (suspiro) são paradisíacas! Sem contar o patrimônio histórico-cultural, riquíssimo. Destino para encantar diversos perfis (e bolsos) de viajantes. Deixo aqui o vídeo que resume a trip: Quem quiser ler em mais detalhes e ver mais fotos, está no meu blog: https://recordacoesdeviagens.wordpress.com/category/americas/mexico/ . Se alguém tiver alguma dúvida, pergunta lá ou aqui, fico muito feliz em ajudar! Abraços a todos e ótimas viagens!
  25. Que delícia de viagem! Obrigada por relatar aqui! Sou apaixonada por Roma (acabei de estar lá pela 2a vez) e adorei Lisboa! Quanto ao sul de Portugal, ainda quero conhecer. Teu relato me deixou com mais vontade ainda! Abraço!
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