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Helen Pusch

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Tudo que Helen Pusch postou

  1. DIA 28 (24/01/16) Ida para Phi Phi; Maya Bay Sleep Aboard Nos buscaram nos hostel com uma caminhonete e nos levaram até o píer Klong Jilad, para pegar o ferry que sai às 9 horas. Chegando lá, o motorista nos conduziu até um cara em uma mesa, pensamos que era pra conferir nossos tíquetes antes de embarcar. Ele perguntou quando íamos voltar pra Phi Phi, dissemos que não iríamos voltar. "Então pra onde vocês vão?", "Para Phuket", "Quando?", já fiquei desconfiada e disse que não sabíamos a data, aí ele disse que o tíquete podia ser com a data em aberto e custava 400 bahts. Perguntei se tínhamos que comprar aquele bilhete naquele momento, ele respondeu de novo "400 bahts cada", repeti a pergunta e ele respondeu "ok, faço por 350". Aí que entendemos que ele não era fiscal de coisa nenhuma e estava só querendo empurrar tíquetes . Saímos caminhando sem dar mais resposta, e logo à frente estava o verdadeiro controle dos bilhetes e o embarque. A viagem de ferry durou uma hora e meia e foi muito tranquila. Muita gente fica na área externa, tomando sol, de roupa de banho mesmo. Preferimos ficar na parte de baixo, no arzinho condicionado. As bagagens vão amontoadas, tipo assim, muuuito amontoadas em uma parte específica do barco. Não deixem nada delicado nas suas. A chegada no píer de Tonsai é incrível . Geralmente os píers estão em áreas feinhas ou sujas, mas o de Phi Phi nos fez pensar "uau! Se isso aqui é o píer, imagina a praia!". Descendo do ferry, é necessário pagar a taxa de preservação de Phi Phi. Tinha um bolinho de pessoas brigando e batendo boca porque não queriam pagar. Passamos pelo lado, pagamos e seguimos. Fomos direto procurar o escritório do Maya Bay Sleep Aboard. Entramos sem querer na rua antes da que deveríamos, e paramos para perguntar onde era em uma das milhares de agências de turismo. O cara (era um estrangeiro) teve a cara de pau de dizer "olha, nossa agência faz todos os dias o passeio para May Bay e faz mais ou menos uns seis meses que não vejo o barco do Sleep Aboard por lá, acho que eles fecharam". Que "malandragem" ridícula ! Que que ele achou, que a gente ia dizer "bom, nesse caso vou fazer o passeio com a tua agência". Idiota! Caminhamos até a rua seguinte, chegamos no escritório, mostramos nosso vouchers e deixamos os mochilões. Ainda tínhamos umas horinhas até a saída do barco, então... partiu praia! A menos de cinco minutos dali, chegamos em Loh Dalum Bay. Meeeeudeeeus, que praia! Que mar! Fantástico! Água tranquila, morninha e transparente! Lindo demais! Entramos em uma bar na rua principal para comer umas pizzas antes de embarcar. As fatias de pizza eram para levar, e para usar a mesa era preciso consumir pelo menos um refrigerante. Ok, pedimos UM refrigerante. Cinco minutos antes do horário de partida do passeio, a dez metros de subir no barco, tropecei e... meu chinelo arrebentou ! Voltei correndo nos camelôs que tem bem na saída do píer e comprei uma falsificação de havaianas (foi castigo pra mim, eu tinha achado essas falsificações engraçadas). Voltei esbaforida e logo o barco partiu. O passeio sai com um grupo de pessoas que vai dormir em Maya Bay junto com um grupo de pessoas que vão assistir o por-do-sol lá e voltar depois disso, não se assustem se parecer que tem gente demais no barco. Passamos em frente à Viking Cave, o guia explicou que não é possível visitá-la porque as pessoas que exploram comercialmente a área não são muito, digamos, amistosas . Eles coletam ali os ninhos de uma espécie de pássaro e vendem isso como iguaria por valores exorbitantes, especialmente pra China. Em condições favoráveis, a primeira parada seria em Pileh Lagoon, mas o vento naquela parte estava forte e seguimos direto. Quem se importava? A gente estava indo para Maya Bay! \o/ O barco contorna ainda a Loh Samah Bay, que é de onde se acessa Maya Bay quando as condições não estão favoráveis lá. Não foi o nosso caso. Chegando em Maya Bay, eles colocaram a música do filme "A Praia" (Moby – Porcelain). O barco foi contornando o paredão de pedra e a baía foi se revelando à nossa frente... cheguei a ficar arrepiada de lembrar disso agora! É indescritível! Daqueles momentos em que a gente não sabe se é real o que estamos vendo... Depois de um tempo tentando assimilar a beleza do lugar, caímos na água para fazer snorkel. Água transparente como a da torneira! Cerca de 10 metros de profundidade e se via o fundo perfeitamente. Quando o sol já ia caindo e a baía já era praticamente só nossa, as pessoas que iam pernoitar lá desceram na praia e as demais foram levadas de volta para Phi Phi. Ficamos contemplando a noite cair e depois disso passamos para a parte de trás da praia, onde tem uma casinha dos guardas (é uma área de preservação). Serviram o jantar: arroz e frango com legumes e leite de coco, bem gostosinho. E aí começaram a distribuir os famosos baldinhos, cada um tem direito a um e quem quiser mais compra à parte. Os guias eram bem legais e começaram a animar joguinhos com a galera, claro que todos envolviam coisas do tipo beber todo o baldinho de uma vez só se errasse uma pergunta. Tudo isso rolando numa área onde a vegetação é mais fechada e de onde não se tem visão da praia. Eu e o Rodrigo pegamos nosso baldinhos, abandonamos a galera ali e fomos curtir o lugar. Ficamos de donos de Maya Bay, só nós e a lua cheia. Lá pelas tantas eles ainda serviram um lanche, uns espetinhos de frango feitos na brasa. E aí voltamos todos para o barco para "nadar com os plânctons". Confesso que eu estava com uma expectativa bem fora da realidade quanto aos plânctons, eu achava que eu ia me sentir em uma cena do "Avatar" , bem sem noção! A lua cheia é o pior período para vê-los, quanto mais escuro melhor, então o que vimos foram pontos de luz, como fagulhas, conforme nos movimentávamos. Mas o mergulho à noite naquele lugar já era incrível por si só, com ou sem plâncton. Para melhorar, a água estava morninha! Espetacular! Saindo da água eles largaram um balde de água doce em cima de cada um e esse foi o banho do dia! Nos adiantamos para arrumar nossa "cama" na parte de cima do barco, queríamos dormir ao ar livre mesmo e lá em cima só cabem oito pessoas. Os que tinham se empolgado com os baldinhos continuaram a festa na parte de dentro do barco, e quem estava lá em cima não conseguia parar de admirar aquele lugar. A lua iluminava muito, parecia um holofote nas nossas caras. Ventava bastante e o balanço do barco foi embalando nosso sono… Acordei muitas vezes durante a noite, todas elas com aquela sensação de “que incrível estar aqui”. Em uma delas, tive vontade de ir ao banheiro. Desci pé por pé, cuidando para não pisotear ninguém dormindo pelo caminho. Quando voltei, não encontrei meu saco de dormir. Pensei “putz, voou com o vento e caiu na água...” Mas não, ele tinha caído no andar de baixo do barco . Lá fui eu de novo descer passando por cima das pessoas. Achei um lugarzinho nessa parte de baixo e passei o resto da madrugada ali mesmo. Gastos do dia (bahts): 20 taxa de preservação Phi Phi (por pessoa) 275 pizzas + refri
  2. DIA 27 (23/01/16) Krabi (Railay Beach) Um dia sem maiores acontecimentos ou preocupações, somente aproveitando a maravilhosa praia de Railay. Fomos de manhã cedo, chegamos com a praia vazia e pegamos nosso mesmo lugarzinho embaixo da árvore. Ficamos horas entre banhos de mar, de sol e cervejinhas geladas. No começo da tarde, comemos um kebab em um quiosque na rua das lojinhas e partimos para Phra Nang Beach. Dessa vez fomos para o outro lado da praia, contrário à Princess Cave, onde tinha menos gente. Com o mesmo bilhete de ida e volta que tínhamos comprado para Railay, voltamos de Phra Nang. Chegamos no hostel, pegamos mais cervejas e ficamos na piscina até de noite. Saímos para jantar e comemos pad thais e rolinhos primavera em uma barraca de rua, delícia! Agendamos no hostel mesmo o tíquete do ferry para Phi Phi para o dia seguinte, incluindo o transfer que busca e leva até o píer. Gastos do dia (bahts): 200 barco de Ao Nang para Railay West (por pessoa, ida+volta) 100 ceva no mercadinho de Railay 75 kebab (cada) 99 compras diversas (água, biscoitos etc) 30 porção de rolinhos primavera 60 pad thai (cada) 350 transfer+ferry Phi Phi (por pessoa)
  3. DIA 26 (22/01/16) Krabi (passeio Hong Island) Quando chegamos desse passeio no fim do dia, eu disse para o Rodrigo: “quando eu escrever o relato no Mochileiros, eu vou resumir esse dia com essa carinha aqui: ”. Como eu já tinha adiantado, nos buscaram 9h30. Fomos de caminhonete até o píer Ao Nammao. Primeiro, aquela confusão básica para ver quem ia para qual passeio (todas as outras pessoas fariam o tour 9 Islands, mas como a primeira parte do passeio era igual fomos no mesmo barco que eles). Depois, todos pagaram a taxa de preservação de Hong Island. Depois, assinaram uma listinha do empréstimo dos snorkels. O grupo todo ainda esperou um tempão até que eles carregassem o barco com água mineral e uns outros materiais. Saímos do píer quase 11 da manhã, só pensando “eu poderia estar aproveitando a praia esse tempo todo...”. Ainda paramos no píer de Railay East para pegar mais um casal que estava hospedado ali. O rapaz que era o guia/barqueiro/faz-tudo desceu, se sumiu, e uns 10 minutos depois voltou cheio de sacolas com marmitas descartáveis, que eram os nosso almoços. Finalmente navegamos até a primeira parada do passeio: Hong Lagoon. A ilha tem paredões tão fechadinhos que forma uma lagoa no seu interior, incrivelmente lindo. Água verde clarinha, na maior parte na altura do joelho, morninha. Uau! O barco ficou na entrada da lagoa porque a maré estava bem baixa, e entramos caminhando (usamos chinelos porque tem muitos corais no fundo, mas papetes seriam mais apropriadas), no trecho para entrar a água dá mais ou menos na altura da cintura. Quando voltamos para o barco, cada um já recebeu a sua porção de comida. A galera já começou a mandar ver ali mesmo, enquanto íamos para o próximo ponto. Chegamos em Lading Island, uma enseada minúscula em uma ilha, ótima para fazer snorkel. Caímos direto na água e ficamos até ver que o guia estava chamando para voltar ao barco! Todos a bordo e … nada do barco pegar ! Mexeram no motor do barco, entraram embaixo da água para fuçar, o piloto do barco apareceu todo sujo de graxa e nada. Não deixaram ninguém descer porque quando o barco funcionasse seria uma função embarcar todos novamente. E assim se foram 55 minutos de espera, até a porcaria funcionar e irmos para Hong Island. Chegamos lá, sei eu, creio que quase 4 da tarde. E o sol já estava se escondendo, porque os paredões da praia são bem altos. Que desânimo bateu! O lugar que escolhemos conhecer pela sua beleza e por ser excelente para mergulhar de snorkel, já não dava para aproveitar porque não tinha mais luminosidade batendo na água. Hong Island tem duas enseadas, uma maior, onde tem um pequeno píer, e outra menor mais no canto esquerdo, fomos para lá porque tinha menos gente. O lugar é lindo e é claro que ainda assim achamos incrível, mas ficamos frustrados. A ideia do passeio era ficar duas horas aqui, mas com todos os contratempos, tivemos 45 minutos. Lembra do que eu disse sobre a diferença que faz sair cedo para o passeio? Pois é. Estávamos no canto da enseada menor curtindo o sossego, até que pensamos “bom, deve estar na hora, vamos para o barco”. Conforme fomos nos aproximando do píer, vimos um barco saindo e nos perguntamos “aquele é o nosso barco?”. Sim, era o nosso barco ! Começamos a pular e gritar e agitar os braços, aí eles nos viram e fizeram a volta para nos buscar. Quase tivemos que passar a noite na casa do guarda da área de preservação. Entramos no barco putos da cara, mas os perrengues ainda não tinham terminado. Enquanto estávamos na praia de Hong Island, eles chamaram por rádio um outro barco, com medo de que aquele estragasse novamente. Aí, no meio do marzão, encostou esse outro barco e passaram todas as pessoas de um para o outro. Detalhe: famílias com crianças pequenas passando de um barco para o outro! Só que o barco chegado era bem menor, ficamos todos amontoados. O motor desse barco precisou ser muito forçado, então fazia um barulho ensurdecedor. As pessoas no fundo não conseguiam ficar sem tapar os ouvidos. E quem estava do meio para a frente estava completamente encharcado, pois levantava muita água! Uns tentavam proteger seus pertences para não molhar máquinas fotográficas, celulares etc. Outros tentavam se agasalhar um pouco com toalhas e cangas, além da água o vento era forte e estávamos sentindo frio. Os que estavam com crianças pequenas agarravam as pobres criaturinhas quase esmagando as coitadas. Todos com olhos arregalados e um ar de apreensão. Em resumo: era o retrato do inferno. Fomos ao ponto que seria a última parada do nosso passeio: Daeng Island. É uma ilha onde não dá para desembarcar, mas costuma ser um bom local para a prática de snorkel. O guia disse; “pois é, pessoal, aqui era pra gente fazer snorkel, mas o mar está muito agitado e não vai dar”. Nada surpresos por não dar certo mais uma coisa, sentimos alívio por finalmente ir embora. Depois de um tempo, não sei se consertaram o primeiro barco ou o quê, mas ele nos alcançou (até porque estava vazio e mais leve, navegava mais rápido). Passamos somente eu e o Rodrigo para o barco grande, pois todo o restante do grupo ainda ia conhecer outras 8459 ilhas, e só nós retornaríamos. Enquanto passamos de um barco para o outro, todos ficaram nos olhando com cara de cachorros pidões, tipo “como eu queria estar saindo desse barco dos infernos também”. Navegamos tranquilos, o sol já estava próximo da linha do horizonte e o visual estava incrível. Deu para relaxar e curtir. O piloto do barco perguntou pro Rodrigo: “já pilotaste um barco?”. “Não”. “Então vem aqui, tu podes pilotar um pouco”. Deu a direção pro Rodrigo, ensinou um pouco dos paranauês e se deitou tranquilamente a fumar um cigarro, como se quem estivesse de férias fosse ele! Cena hi-lá-ria! O barco parou no píer de Railay East, e dali viria um long tail pra nos levar ao outro píer de onde a caminhonete nos levaria até o hostel. Ainda esperamos uns 10 minutos chegar o bendito long tail. Passamos para ele, sentamos no fundo do barco mesmo porque a porcaria nem bancos tinha, e aí adivinha. Na hora de dar a partida, tinha acabado a gasolina. O rapaz que ia nos levar estava fumando um cigarro de palha e tranquilamente entrou no barco maior, voltou com um galão de gasolina e, com seu cigarrinho pendurado no canto da boca, abasteceu o motor do long tail. A essa altura tudo estava parecendo uma grande brincadeira de mau gosto. Muita coisa deu errada em um passeio só para ser verdade. Só o que faltava, como gran finale, era explodir em pedaços pelos ares. Acabar não só o passeio, mas também a vida (um pouco de drama huahauha). #ficaadica: recomendo fortemente, muito mesmo, que na medida do possível vocês façam o passeio para Hong Island com barco particular. Gasta-se um pouco mais para ir no horário que quiser, voltar no horário que quiser, e minimizar as chances desses perrengues que passamos. Publiquei no post anterior a tabela de preços dos barcos (lista à esquerda: barcos coletivos, lista à direita:barcos privativos). E para quem quiser ir de tour mesmo, seria prudente evitar a agência Connecting Krabi (não confundam com a Krabi Konnect, que é a empresa que opera o Maya Bay Sleep Aboard). Pensamos que a caminhonete até o hostel ainda ia, sei lá, furar um pneu, ou capotar . Mas chegamos são e salvos. Pegamos umas cevas que tínhamos deixado na geladeira do hostel e ficamos na piscina relaxando de toda a tensão do dia. Mais tarde saímos para o centrinho. Estávamos preocupados com as outras pessoas que estavam conosco no passeio e seguiram para as outras ilhas, mas vimos alguns deles e ficamos aliviados. Comemos em um restaurante indiano (tem mais de um por ali), resolvemos fazer uma pequena extravagância e fizemos uma refeição bem gostosa. Estávamos na dúvida entre passar o dia seguinte à toa na praia ou fazer o tour 4 Islands, nem preciso dizer o que escolhemos. Falando sério, viagem sem perrengue não é viagem! Tudo bem que eles resolveram acontecer todos no mesmo dia, mas agora a gente dá risada de tudo isso e tem história para contar! Gastos do dia (bahts): 300 taxa do parque de Hong Island (por pessoa) 670 janta
  4. Eu acho que deve ser muito bom ficar hospedado em Railay, tem um ar de vilarejo rústico que eu particularmente gosto muito. Mas não é necessário ficar por lá por causa do por-do-sol, tem barcos de volta para Ao Nang. Tirei essa foto da tabela de preços do quiosque da praia de Ao Nang. Para voltar de West Railay depois das 18h é um pouquinho mais caro, mas tem até a meia-noite. Não utilizei nesse horário, mas durante o dia eles sempre esperam ter pelo menos 8 pessoas no barco para partir, isso não costuma levar mais do que 5 a 10 minutos. Fui novamente para Railay em outro dia e com o bilhete de ida e volta que tínhamos comprado viemos embora direto de Phra Nang. Saindo de Phra Nang os barcos funcionam até as 18h, viemos de lá um pouco antes disso e a praia ainda estava cheia, ou seja, deve ter bastante gente que fica lá pra ver o por-do-sol e depois vai pra Railay West pegar o barco para Ao Nang.
  5. Verdade, Luiz, esses lugares que lidam com animais são bastante polêmicos! Mas tua viagem será incrível de qualquer forma, com ou sem bichinhos! Abraço!
  6. DIA 25 (21/01/16) Krabi (Railay Beach) O hostel em que ficamos – Glur – é uma graça, todo muito bem planejado. Os beliches possuem luzes e tomadas individuais, armário que dá para colocar cadeado e até um espacinho para cabides. A piscina é muito boa, os banheiros coletivos são em bom número e em nenhum momento foi preciso esperar um banheiro ou um chuveiro. O café da manhã é básico e satisfatório, e dá pra usar a cozinha pra preparar algum complemento. Vi que nos quartos coletivos os beliches ainda tem cortinas. Tem também área pra lavar e secar roupas. Hostel aprovadíssimo. Saímos cedo para a praia de Ao Nang. O primeiro contato com uma praia tailandesa! Quem já conheceu sabe que Ao Nang tem uma praia “feinha” (quando comparada com as outras), mas naquele momento ficamos maravilhados com aquele mar verdão. Sentamos um pouco na areia, tiramos umas fotos, entramos no mar deliciosamente quentinho. Ficamos uns 40 minutos ali e decidimos ir para Railay Beach. Bem no ponto em que a avenida principal de Ao Nang acaba na praia tem um quiosque que vende tíquetes de barco para as outras praias e ilhas. Uns 10 minutos de barco e chegamos em Railay West. Aí sim! Perfeita ! Água calma, morna e transparente, paredões de rocha de um lado, muita vegetação ao redor… inacreditavelmente linda. A praia ainda estava vazia, pegamos um lugar embaixo de uma árvore e estendemos a canga ali. Ficamos algumas horas intercalando entre ficar na água até murchar, deitar para tomar um pouco de sol e sentar sob a sombra da árvore. Bem ali perto tem uma rua com comércio: restaurantes, artesanatos e um mercadinho. Tem também um banheiro público. A gente buscava ceva nesse mercado e voltava pra tomar na praia. À tarde partimos para conhecer Phra Nang Beach. É bem tranquilo de ir caminhando. Passamos por Railay Beach East, onde estão muitos resorts. A praia não é boa pra banho, na maré baixa fica uma enorme de faixa de lodo. Bem no canto de Railay East está o caminho pra Phra Nang. Nessa parte tem dezenas de macaquinhos curiosos prontos para roubar a comida de quem estiver distraído . No meio do caminho é a entrada para quem quer ir à Princess Lagoon, a gente até cogitava, mas quando vimos, desistimos. É um barranco muito íngreme, molhado, embarrado e escorregadio. Não sei por quanto tempo a trilha fica dessa maneira, mas só essa parte inicial já nos desanimou, ainda mais para subir de chinelo (bem bom para torcer um pé ou levar um tombo). Phra Nang também é linda! Conhecemos a Princess Cave, que fica bem de frente para a praia. É um local de culto à Princesa da Fertilidade, e as oferendas que deixam para ela são réplicas do órgão sexual masculino em várias cores, espessuras e tamanhos. Depois, nos acomodamos em um canto perto do paredão de pedra e caímos na água. Estava eu bem tranquila tomando banho de mar, quando pisei em uma coisa dura. Pensei “que estranho, é muito duro pra ser um galho de árvore”. Mergulhei e catei… um enorme cacete de madeira ! A maré deve ter trazido da caverna. Saí da água rapidinho e fui lá devolver o cacete para a Princesa, vai que ela fica braba comigo achando que eu roubei dela ! Final da tarde voltamos até Railay West, ficamos mais um pouco e pegamos o barco para voltar para Ao Nang. À noite queríamos marcar um passeio para Hong Island para o dia seguinte. Existem vários passeios de barco para todos os gostos: 4 Islands, 7 Islands, 9 Islands… Escolhemos Hong Island porque pelo que pesquisamos foi o lugar que mais nos interessou e também para não passar o dia em uma correria entre um lugar e outro. O próprio hostel vende muitos desses passeios, demos uma pesquisada com eles e saímos para o centrinho para pesquisar outras opções. Passeamos, jantamos (uns fried noodles em um restaurantezinho bem sem graça) e acabamos não achando algum tour que parecesse mais interessante que o do hostel, então voltamos e fechamos com eles. A recepcionista ligou para agência para agendar e nos avisou que eles nos pegariam às 09h30. Achamos muito tarde o horário de saída , a gente estava achando que sairia tipo 8 da manhã, mas também era tarde para voltar ao centrinho e procurar novamente um passeio que saísse cedo. Deixamos por isso mesmo. #ficaadica: prestem atenção nesse detalhe do horário de saída do passeio, isso faz muita diferença! Nessa época não anoitece muito tarde (ao redor das seis da tarde), e no relato do próximo dia conto como fez falta essa hora ou hora e meia que poderíamos ter ganho saindo mais cedo. Gastos do dia (bahts): 200 barco de Ao Nang para Railay West (por pessoa, ida+volta) 100 ceva no mercadinho de Railay 180 janta 256 compras diversas (água, biscoitos, lanchinhos etc) 600 passeio Hong Island (por pessoa, com almoço)
  7. Oi, Luiz! Muito obrigada! Eu também espero concluir o relato até lá ! Estou com vergonha de mim mesma por estar demorando tanto para escrever... Conseguiste agendar com a Patara? Uma amiga minha tentou para final de dezembro e já não tinha mais disponibilidade! Quanto ao Tiger Kingdom... fiquei muito dividida! Sou apaixonada por felinos (bichos em geral, mas felinos mais) e fiquei com dois corações entre a vontade de tocá-los e a dó de vê-los vivendo em jaulas... Enfim, não sou contra (talvez os bichinhos estejam melhor lá do que se estivessem soltos e sendo caçados), mas preferi não ir. Uma excelente viagem pra ti! Abraço!
  8. Olá! Muito obrigada pelo elogio! Não, eu não acho 3 dias muito para Phi Phi. Fiquei 2 e ficaria mais tempo fácil fácil. Considerando o dia da chegada, se tu pegares o ferry vindo de Krabi pela manhã, terás o resto do dia em Phi Phi. Aí poderias cortar uma diária em Phi Phi e realocar em outra cidade. Mas, mesmo que queiras ficar lá todo esse tempo, não seria demais , Phi Phi é sensacional! Quanto a Chiang Mai, não acho que vale a pena todo o tempo e transtorno de deslocamento para ficar só um dia. Eu adorei a cidade, mas no teu caso não creio que compense. Colocar esse dia como um a mais em Bangkok seria melhor. Espero ter ajudado, fique à vontade para perguntar mais! Abraço!
  9. DIA 24 (20/01/16) Chiang Mai; ida para Krabi 17:35 Se no dia anterior já ficamos à toa, nesse mais ainda. Aproveitamos para acordar tarde, arrumar o mochilão sem pressa e fazer o check-out no horário limite. Tomamos um shake de manga com maracujá (provem! é muito bom!) e compramos um pacotinho de dragon fruit em uma banquinha na rua. Caminhamos à toa por um bom tempo, olhando a cidade, as pessoas, as lojinhas… Fomos almoçar no mesmo restaurante do dia anterior. Fomos novamente nas lojinhas da região do Night Market (várias coisinhas ficam abertas mesmo de dia) para comprar uma “encomenda” de última hora. Aproveitamos para entrar em um templo daquela região: o Wat Buppharam. Fomos até a Rachadamnoen Road (rua principal do centrinho) e fizemos mais uma foot massage. E aí voltamos para o hotel, pegamos as bagagens e chamamos um tuc-tuc para nos levar ao aeroporto. O aeroporto é bem pertinho e mesmo com um certo trânsito de fim de tarde, ele foi cortando entre os carros e levou menos de 15 minutos para chegar. O voo até Krabi passou muito rápido. Fui ao lado de um senhorzinho que conversou comigo desde que o avião decolou até pousar, uma pessoa sensacional e cheia de histórias pra contar! Carl, norte-americano, mas viveu muitos anos lecionando em uma universidade na Rússia. Figuraça! No desembarque do aeroporto de Krabi, já há um guichê que vende tíquetes de ônibus para Ao Nang e para Krabi Town. Embarcamos no ônibus e ele ainda ficou mais uns 10 ou 15 minutos esperando mais passageiros até sair. O trajeto não é dos mais curtinhos, creio que tenha levado uns 45 minutos até o hostel, mas ele nos largou na porta. Fizemos check-in, largamos as mochilas e partiu rua! Pegamos umas cevas e nos sentamos na escadaria que dá na areia da praia de Ao Nang. Era noite, mas só a luz fraca dos postes de iluminação já deixava ver que a cor da água era incrível ! Comemos uns lanches no 7eleven e uma panqueca de nutella em uma barraquinha de rua e fomos embora, muito ansiosos pelo dia seguinte em que finalmente conheceríamos as famosas praias da Tailândia. Gastos do dia (bahts): 30 shake de frutas 20 pacotinho de dragon fruit 300 almoço 90 foot massage (30 minutos, por cabeça) 150 tuc-tuc até o aeroporto 150 bus do aeroporto de Krabi até Ao Nang (por pessoa) 212 7eleven (cevas e sanduíches) 40 panqueca de nutella
  10. DIA 23 (19/01/16) Chiang Mai (templos diversos / dia à toa) Deixamos esse dia como curinga em Chiang Mai para talvez ir a Chiang Rai, mas não com aquele passeio que a maioria das pessoas faz que inclui a Tribo das Mulheres-Girafa e a tríplice fronteira com Laos e Mianmar. A ideia era pesquisar por lá mesmo algum passeio que fizesse só Chiang Rai ou talvez uma forma de ir e voltar por conta. Procuramos algumas agências na cidade e todas faziam o mesmo pacote que não queríamos. Desanimamos e nem tentamos ver uma outra forma de ir, até porque são cerca de 3 horas o trajeto entre as duas cidades. Nesse dia, então, acabamos ficando à toa em Chiang Mai. Saímos de manhã sem pressa e tomamos um capuccino bem gostoso. Depois, sanduíches no 7eleven. Entramos para conhecer uns templinhos menores no centro da cidade. Primeiro o Wat Chai Phrakiat, e depois o Wat Tung Yu. Esse estava vazio, ficamos só nós ali naquela paz incrível. E ele ainda tem umas estátuas de Buda de cores variadas, que estavam iluminadas pela luz do sol. Sensacional! No dia em que tínhamos visitado o Wat Phra Singh, um motorista de tuc-tuc nos ofereceu um passeio que incluía dois templos um pouco mais afastados e também um mercado de artesanato. Fomos lá de novo pra fazer esse tour, não achamos o mesmo motorista, mas um outro nos ofereceu o mesmo passeio (dessa vez em um carro). A gente não estava a fim do tal mercado de artesanato, mas como tínhamos tempo de sobra decidimos ir até lá ver qual era e qualquer coisa pedir para vir embora. O primeiro templo visitado foi o Wat Suan Dok. Diversas estupas brancas no pátio e uma estupa principal dourada grande, bem bonito. O interior do templo também. Depois, fomos ao Wat Ched Yot, um templo mais antigo (construído em 1453). Bacana. Partimos então ao tal mercado de artesanato. Já estávamos farejando a armadilha para turistas… Primeiro o motora nos largou em uma loja enorme de pedras preciosas! Huahuahua, só aqueles ônibus de excursão com senhorinhas superbem vestidas e nós no meio. Uma vendedora quis nos acompanhar para mostrar as peças mas logo viu que não ia sair nada do nosso bolso . Olhamos um pouco e voltamos para o carro. Aí, ele nos levou para uma loja de artesanato, peças variadas: esculturas, tapetes, pinturas, porcelanas, etc. Tudo muito lindo e de muito bom gosto, mas… a preços exorbitantes ! Um homem nos acompanhou pela loja, se dizendo o proprietário, mostrando muitos dos itens e a gente só balançando a cabeça “arrã, beautiful”. Quando ele viu que a gente não ia levar nada mesmo, ele perguntou se a gente não tinha gostado da loja dele! Respondi: “tua loja é linda, mas eu não tenho dinheiro para isso” ! Depois dessa, cansamos da brincadeira e pedimos para o motorista nos levar embora. Ele ainda tentou dizer que faltavam outras lojas, mas nem deixamos ele argumentar muito. A cara de desapontamento e até de um pouco de raiva foi evidente, obviamente ele recebe comissão por levar as pessoas nesses lugares. No fim das contas, os templos eram bonitinhos mas nem tão afastados quanto disseram. Não houve nenhuma espécie de explicação sobre os templos, ele nos largava lá, dizia para a gente ficar o tempo que quisesse e esperava no carro. E no final, essa aporrinhação de vendedores. Não façam esse passeio a menor que vocês tenham muito tempo de sobra em Chiang Mai, como nós. Ou se quiserem comprar artigos de luxo! Almoçamos no Number Nine Restaurant e ficamos o resto da tarde usando a internet no hotel. À noite, fizemos uma massagem de corpo inteiro com óleo. Maravilha! Fomos novamente ao Night Market. Era a última noite na cidade, então fomos comprar umas lembrancinhas (dessa vez, adequadas ao nosso poder aquisitivo ). Jantamos no mesmo lugar do outro dia no Night Market (o terrenão com várias barracas de diferentes comidas). Gastos do dia (bahts): 60 dois capuccinos 50 sanduíches 100 passeio-furada (por pessoa) 225 almoço 250 massagem com óleo (30 minutos, por pessoa) 112 cevas no 7eleven antes de jantar 190 janta
  11. DIA 22 (18/01/16) Chiang Mai (curso de culinária: Thai Farm Cooking) Uma van nos buscou pela manhã no hotel, e pegamos mais algumas pessoas. A primeira parada do curso foi em um mercado de produtos locais, a Yummi (nossa professora) mostrou como eram feitos currys e depois, em outra banca, mostrou como extraíam o leite de coco diretamente do coco fresco ralado. Tivemos um tempinho para explorar por conta o mercado. O local do curso é uma espécie de chácara, em uma região bem tranquila. Uma horta enorme onde temos uma apresentação aos produtos plantados ali: o que é cada um deles, para que é usado etc. Alguns ela colhe na hora e dá as amostrinhas pra gente cheirar e provar. Muita coisa completamente nova para a gente! A profe mostrou como eram feitos o steamed rice e o sticky rice, que seriam acompanhamentos para os nossos pratos, mas não faríamos porque são um pouco complexos e demorados. O menu já estava escolhido desde o momento em que nos inscrevemos no curso. Dá para consultar as opções de pratos no site: http://www.thaifarmcooking.net/home/#.V6z8q5grLIU. A primeira coisa a fazer é o curry, pois ele é o tempero base dos pratos subsequentes. Cada participante recebe as porções de ingredientes com as medidas certas já, e só temos o trabalho de picar/amassar/refogar/mexer/cuidar o ponto, tudo depois da demonstração da professora e com o acompanhamento dela o tempo todo. Ou seja, pra fazer um prato ruim por aqui a pessoa tem que cozinhar muito mal! Fiz um curry vermelho e o Rodrigo, um curry verde. Com essas bases, cada um fez um prato com frango. Depois, a sopa: fiz a de coco com frango (já comentei aqui que a-do-ro essa sopa) e o Rodrigo fez Tom Yam com camarões. Toda a turma sentou para tomar a sopa. Delícia! E a faceirice de dizer "fui eu que fiz" ! Estou com água na boca só de lembrar. A seguir, fiz rolinhos primavera, e ele, Pad Thai. Novamente sentamos para comer, e de novo, deliciosos! Chá de capim-limão à vontade, incrível como até um simples chá era maravilhoso! A seguir, o chamado “prato principal”. Fiz frango com castanhas de caju, e ele, frango agridoce com abacaxi. Comemos esses pratos com o curry que já estava pronto e os arrozes. Depois disso, tivemos um descanso, todos estavam com as panças cheias! Depois de um intervalinho, as sobremesas: simples, à base de frutas e deliciosas: banana em leite de coco e manga com sticky rice. O sticky rice recebe uma essência de uma flor e fica azul, dá um contraste muito bonito com a manga e o sabor é excelente. Enfim, comemos feito condenados, coisas saborosíssimas e feitas por nós mesmos. Sem contar todos os temperos incríveis que conhecemos e aprendemos um pouquinho a preparar: pandano, galangal, folha de limão kafir, manjericão picante, por aí vaí… Recebemos um livro de receitas com todos os pratos ensinados no curso, e informações sobre todos os produtos típicos, muito legal. De noite, fomos assistir lutas de Muay Thai no Tha Pae Stadium (bem pertinho do portão Tha Pae). Eu não estava muito empolgada pra assistir, mas o lugar tem wi-fi e bares e fui na parceria. O wi-fi não funcionou de jeito nenhum e… eu curti muito as lutas :'> ! Ficam uns dois ou três caras tocando ao vivo aquela musiquinha hipnotizante que acompanha cada luta, aquele som vai entrando na mente… o negócio é muito empolgante ! Cada pancada na canela de um lutador doía quase como se fosse na minha ! No meio da programação, teve uma apresentação artística, uma luta coreografada com espadas, muito bonita. Na sequência, uma apresentação humorística, os caras fingiam lutar e faziam um monte de palhaçadas do tipo dar uma bordoada no “juiz”, foi bem divertido. Curtimos muito! Saímos dali ainda sem fome depois da comilança do dia e pegamos só sanduíches no 7eleven. Gastos do dia (bahts): 400 entrada Muay Thai (cada) 100 ceva dentro do Tha Pae Stadium (cada) 54 dois sanduíches no 7eleven
  12. DIA 21 (17/01/16) Chiang Mai (Patara Elephant Farm, Sunday Night Market) O dia na Patara Elephant Farm estava reservado há meses. Escolhemos essa fazenda porque a proposta nos pareceu muito séria quanto ao trabalho de resgate e preservação dos elefantes, e porque a interação com os animais seria muito mais próxima pois a ideia é “ser tratador de elefante por um dia”. Logo cedinho a van nos pegou no hotel. Já um pouco mais afastados da cidade, no meio de muita mata, vimos o primeiro elefante do dia! Que incrível! Lindo, enorme, livre, fazendo o que eles mais fazem: comendo. Ao descermos da van já havia outra fêmea com um filhotinho muito pequeno: óóóóóóuuunnn ! Nos disseram que aquele bebê ali tinha dois meses e tinha nascido prematuro, ou seja, era menor que o normal. Não demorou para todos estarem acariciando a mãe e o filhote. A mamãe usava uma espécia de bracelete e quando vi fiquei um pouco decepcionada, pois achei que era algo para prendê-la, mas explicaram que aquilo ali era uma espécie de degrau para o filhotinho pisar e alcançar a teta para mamar. Após uma certa movimentação de alguns outros elefantes nos arredores, todas as pessoas foram reunidas para uma breve palestra. Mais do que falar sobre qual seria a programação do nosso dia, o guia falou sobre o trabalho da fazenda em resgatar esses animais de diversas formas de exploração e maus tratos, e também do trabalho que é feito para recuperá-los física e mentalmente. Isso é importante para que, inclusive, eles possam reproduzir (o que é primordial nesse projeto, tendo em vista que a população de elefantes só vem diminuindo). Outro motivo para que eles estejam bem “de corpo e mente”, é para possibilitar a sua interação com os turistas, o que traz grana para viabilizar resgates de mais elefantes a permite que diversas pessoas daquela comunidade vivam desse trabalho. Foi uma introdução muito bonita, que fez todos refletirem um pouco sobre a relação dos seres humanos com o planeta. Durante a palestra, começou um barulho de passos pesados e galhos quebrando, era um macho enorme saindo do meio da mata. Ele veio em direção à mamãe que estava com seu filhote, aí ela soltou um “grito”, deu um chicotaço no chão com sua tromba e botou o bichão pra correr! Afinal, fomos divididos em grupos de 8 pessoas e recebemos a roupinha de mahout. Dizem eles que é para o animal nos reconhecer como um tratador. Aí eles indicam quem vai ficar com qual elefante, eu fiquei com um macho chamado Su e o Rodrigo ficou com uma fêmea chamada Memae e seu bebê de 4 meses. Começa todo o processo pra mostrar pro elefante que tu és amigo dele. Primeiro recebemos uma cesta de bananas e pedaços de cana para alimentá-lo. O filhote da Memae ficava o tempo todo roubando a comida da cesta do Rodrigo, que nem uma criança mal-educada . Depois, usamos um espanador de folhas para tirar o pó dele. E então, banho de mangueira para deixá-lo limpinho. Isso é importante para que parasitas não se desenvolvam na sua pele. Cada pessoa fica o tempo todo acompanhada de um tratador da fazenda. Ainda bem, porque não tinha jeito do bicho me obedecer e sim só ao tratador dele! Alguns comandos eram bon para ele abrir a boca pra ganhar comida e diri para “muito bem”. Os tratadores nos mostraram como identificar se o animal está saudável examinando suas fezes. Todos cheiraram e quem quisesse podia pegar, mas só um do grupo se encorajou . Chegou o aguardado momento de montar! Saímos todos por uma trilha no meio da mata, levando eles para passear. A trilha durou uns 30 minutos (eu acho, aquilo estava tão incrível que perdi a noção de tempo). Chegamos num rio onde demos banho nos elefantes. Eles devem adorar, ficam bem quietinhos enquanto a gente esfrega com escova cada pedaço do seu “corpinho”. No final, eles colocam todos os tratadores por um dia juntos, e os elefantes é que nos dão um banho! Nos secamos e sentamos para o almoço. Eram diversas comidinhas típicas e muitas frutas locais, tudo servido sobre folhas de bananeira. Muito rústico, simples e delicioso! Quando terminamos de comer estávamos prontos para fazer qualquer coisa novamente com os elefantes, mas veio uma van e nos levou de volta para a sede da fazenda, enquanto um outro grupo chegava para interagir com os elefantes que ficaram ali. Óóóóóó. Foi simplesmente fantástico! Eu sei que esses lugares que lidam com animais selvagens são bastante polêmicos, mas creio que escolhemos bem. Um lugar comprometido com o resgate, a preservação e a procriação dos bichos. Antes de ir embora, ainda recebemos um CD com as fotos e vídeos que eles fazem durante o dia (está incluso no preço). À noite, depois de dar uma descansada no hotel, fomos pro Sunday Night Market. É uma enorme feira que acontece aos domingos na rua principal do centro histórico, quando o trânsito é fechado e fica tomada de barraquinhas e pessoas! É enorme: barracas de comida, de sucos, de artesanato, roupas, quinquilharias, brechó, massagem, de tudo. Foi também o lugar onde vi os artesanatos mais originais na viagem toda. Geralmente as lojinhas de artesanato tem os mesmos tipos de produtos made in china, mas aqui diversas bancas vendiam coisas bem originais e bonitas. Comemos coisinhas variadas: suco de manga com maracujá (delícia!), porção de guioza, panquecas de nutella, cerveja… A gente caminhava um pouco entre as bancas e comia ou bebia algo diferente. Fizemos uma foot massage e compramos algumas lembrancinhas. Gastos do dia (bahts): 5800 Patara (por pessoa) 20 panqueca de nutella 40 porção de guioza 30 suco de frutas 20 porção de rolinhos primavera 130 cevas 70 foot massage (por pessoa, 30 minutos) 35 espetinho de frango 20 espetinho de salsicha
  13. Não pude ainda escrever a continuação do relato, mas o próximo dia foi na Patara Elephant Farm e consegui terminar o videozinho. Aí segue:
  14. Que bom, Janaína! É muito bom ajudar outros mochileiros com um relato! Se eu puder ajudar em mais alguma coisa, é só perguntar. Abraço!
  15. Olá! Obrigada! Como não se apaixonar pelo Sudeste Asiático, né? Também quero voltar, nem sei o que escolher primeiro! Estou escrevendo em doses homeopáticas eheheh, mas a parte do Camboja e do Vietnã está finalizada. Abraço!
  16. Muito amigáveis, dos 3 países! Simpáticos, humildes, solícitos, gentis... Não medem esforços para ajudar! O povo de lá é encantador! Infelizmente, sempre vai ter alguém querendo te passar a perna, como contei lá no comecinho do relato o que aconteceu conosco. Mas é a exceção, ler e planejar bastante vai diminuir as chances de que isso aconteça. Abraço!
  17. Olá! Não usamos cartão pré-pago nesta viagem. Para mim eles deixaram de valer a pena desde que o IOF passou a ser o mesmo do cartão de crédito (não que ele não tenha vantagens). Levamos USD 1400 cada, cartão de crédito que nem chegamos a usar, e sacamos cerca de USD 250 cada por lá. Espero ter ajudado! Abraço!
  18. Acompanhando para matar um pouquinho a saudade... Aquilo lá é mesmo maravilhoso! Abraço!
  19. Olá, Érica! Sem dúvida tênis! Se caminha muito! E é muito calor, botas acho que "cozinhariam" os pés eheheh. Mas é interessante levar um tênis que seja fácil de tirar e colocar, pois em muitos lugares a gente precisa tirar o calçado para entrar, não só em templos mas também em algumas hospedagens ou lojas etc. Se eu puder ajudar em mais alguma coisa, é só perguntar! Abraço!
  20. DIA 20 (16/01/16) Chiang Mai (centro histórico, Doi Suthep, Night Bazaar) Primeira coisa do dia foi procurar um lugar para tomar café da manhã, e adivinha onde fomos parar? 7Eleven velho de guerra ! Fomos até a sede da Thai Farm Cooking reservar curso de culinária para dali a dois dias, o pagamento tinha que ser adiantado mas a gente precisava trocar bahts. Saindo dali encontramos uma casa de câmbio e trocamos dinheiro. Caminhamos pela avenida principal do centro histórico, onde tem praticamente um templo ao lado do outro. As entradas na maioria dos templos na cidade são grátis, então é só pensar “gostei desse aqui, vou olhar lá dentro” e entrar. O primeiro que entramos foi o Wat Phan On, desconhecido, mas bonito. Na saída, um rapaz nos abordou e nos ofereceu ingressos para assistir lutas de Muay Thai. Estava nos planos, mas a gente ainda tinha bastante tempo em Chiang Mai para escolher o local e o dia que a gente iria assistir. Depois entramos no Wat Phantao, um templo construído de madeira. O pátio tem uma área cheia de flores artificiais presas às árvores, um efeito bem bonito! Logo ao lado, está o templo que na minha opinião é o mais bonito e mais impressionante dentro do centro histórico: Wat Chedi Luang. O local é grande e abriga mais de um templo, estátuas, jardins etc. A construção principal foi parcialmente destruída por um terremoto, mas, ainda assim, é bem imponente. Depois, fomos para o Wat Phra Singh. Um assédio básico de motoristas de tuc-tuc oferecendo passeios a templos fora da cidade e uma movimentação enorme de turistas, mas também é um lugar muito legal. Voltamos até a sede da Thai Farm Cooking para pagar o curso, e depois almoçamos em um restaurante ali perto. Um lugar bem simples, a família nos atendeu com o bebê no colo. Muitas opções de pratos típicos, ótimos preços, ceva gelada e comidas deliciosas! Combinação perfeita ! Voltamos para almoçar lá mais vezes, o nome do lugar é Number 9 Restaurant. Ah! E a pimenta ficava separada sobre a mesa, para colocar a gosto. Começamos a procurar transporte para subir ao Doi Suthep. Os motoristas de tuc-tuc não iam até lá porque a subida é muito íngreme. A toda hora passa uma caminhonete adaptada vermelha que faz esse transporte, mas a gente só perguntava o preço e andava mais um pouco, na esperança de encontrar mais pessoas que quisessem rachar o valor. Dali a pouco desistimos e fechamos com um cara, é importante negociar não somente o valor, mas também o tempo que ele vai ficar te esperando lá. Realmente a subida é bem íngreme, o templo fica bem na parte alta da montanha e lá de cima a vista é muito bonita. Mas, espetacular mesmo é o templo em si! Muito dourado, Budas dourados, sinos dourados, estupas douradas, tudo reluzindo à luz do sol… uau! Como sempre, muitas pessoas orando, colocando velas, acendendo incensos! Lugar lindo e com energia ótima. À noite fomos para a região do Night Bazaar. Foi engraçado porque entramos uma rua antes do lugar certo, então estava tudo deserto, aí passamos por uma ruazinha e saímos em outro lugar com algumas lojas fechadas e eu disse “Isso aqui é o night bazaar? Que decepcionante!”. Mas quando seguimos caminhando vimos que o comércio é gigante. Muitas bancas na rua e muitas galerias cheias de lojinhas vendendo de tudo: roupas, artesanato, calçados, eletrônicos, enfim, bugigangas das mais variadas. Só pesquisamos preços de coisas que queríamos comprar mais tarde. Tinha um terreno só com barracas de comida, um ambiente muito legal onde as mesas e os assentos eram todos de materiais reaproveitados: tonéis, bancos antigos de cinema, fardos de feno, caixas de madeira etc. Estava rolando música ao vivo da melhor qualidade, o grupo tocava pop rock internacional e a vocalista tinha uma voz incrível. Jantamos ali e ficamos um bom tempo desfrutando o momento. Gastos do dia (bahts): 79 café da manhã 20 “doação” no Wat Chedi Luang para comprar um kit de incensos para oferenda 40 entradas no Wat Phra Sing 1300 curso de culinária dia inteiro (por pessoa) 210 almoços com ceva 500 transporte para Doi Suthep (para ambos) 60 entradas Doi Suthep 170 compras diversas no 7eleven 120 janta
  21. DIA 19 (15/01/16) Hanoi (Mausoleu de Ho Chi Minh); ida para Chiang Mai 16:45 Só na noite anterior lembramos que o Mausoléu de Ho Chi Minh fecha às sextas-feiras, deveríamos ter ido no outro dia em que estávamos em Hanói. Fazer o que, fomos lá ver ele por fora pelo menos… A caminhada da ida foi bem legal, passando por umas ruazinhas mais estreitas do Old Quarter e vendo um pouco mais da rotina local. Pessoas fazendo compras em mercadinhos, lojas com centenas de bugigangas espalhadas sobre a calçada… aliás, calçada é meio que uma terra de ninguém, ou está tapada de produtos de alguma loja, ou tomada por alguma barraca com aqueles bancos baixinhos onde eles estão comendo a qualquer hora do dia. Bem interessante. A área do Mausoléu é cheia de militares, um ar muito sério. Depois fomos ver o One Pillar Pagoda, que é ali quase do lado. Voltamos para o hotel, novamente curtindo as ruas de Hanói. Paramos no caminho para tomar um último vietnamese coffe, e por acaso foi o mais gostoso e mais bonitinho que tomamos . Eles serviram a xícara em cima de um rechaud, e a vela mantinha o café quente. Acompanhando, uma mini-leiteirinha, do tamanho da xícara de cafezinho, com leite condensado para colocar a gosto. Muito fofo! Mais tarde, no aeroporto, fiquei namorando esse kit pra comprar, mas seria mais uma bugiganga delicada para carregar e cuidar pra não quebrar. No check-out ganhamos mais dois doces iguais aqueles que tínhamos experimentado em Hue, o bánh cốm. Pegamos os mochilões e chegamos para pegar a van uns 5 minutos antes de horário de saída dela, e sentamos nos últimos dois lugares! Ufa ! Meio minuto depois, chegou mais uma moça, aí o motorista tirou sei eu de onde um banquinho desses pequenos que eles tem em tudo que é lugar e colocou no corredor da van pra mulher ir ali . E partimos. Levou cerca de uma hora até o aeroporto. Almoçamos uma pizza com calma e ficamos matando tempo até a hora do voo. Sobre o Vietnã: foi incrível ter conhecido uma parte dele! Muita riqueza cultural, muita história, paisagens maravilhosas, povo simpático, comidas deliciosas… Dos três países visitados, o Vietnã é o que eu menos imaginava um dia visitar. Até hoje às vezes me dá aquela sensação de “puxa, eu estive no Vietnã”! E foi fantástico! Mas era hora de retornar pro país que já tinha conquistado mesmo nossos corações: Tailândia! Ebaaaaaa! Voamos com a Qatar Airways até Bangkok, que companhia! Um enorme avião, e o conforto no nível dos voos que fizemos com a Etihad. Chegada em Bangkok e todo aquele trâmite de novo: passar primeiro no Health Control, depois na imigração… pelo menos dessa vez a gente já sabia o caminho. A vontade era se tocar lá pra Khao San Road e repetir tudo! Mas procuramos o balcão da Thai Airways e já despachamos as bagagens. Tomamos umas cevas e depois jantamos no aeroporto. Que sensação gostosa estar de volta à Tailândia, com tudo cheirando a incenso! Até o interior do avião da Thai Airways cheirava a incenso! Pousamos em Chiang Mai depois das 11 da noite. Na saída do desembarque eles já oferecem táxis por preços decentes, pegamos um até o nosso hotel, fizemos check-in e boa noite. Gastos do dia: Dongs: 25.000 vietnamese coffee lindo (cada) 40.000 van até o aeroporto (cada) 140.000 almoços Bahts: 126 cevas 166 janta 160 táxi
  22. DIA 18 (14/01/16) Retorno de Halong Bay; Hanoi Acordamos bem cedo para fazer a aula de Tai Chi Chuan que aconteceria no deck do barco, mas… estava chovendo . Dormimos mais um pouquinho e levantamos para o café da manhã. Depois do café entramos nos barquinhos menores e fomos até uma das ilhotas para conhecer uma das cavernas de Halong Bay. O interior da caverna não é grande, mas é bem legal. Como sua entrada fica em uma parte alta, a vista dali é muito bonita. Descemos e ficamos na prainha, quem quisesse poderia andar mais um pouco de caiaque, mas era tão pouco tempo que nem fomos. Ao retornar para o barco tudo foi bastante corrido: desocupar os quartos, almoçar, pagar os gastos que não estavam inclusos, deixar gorjeta para a tripulação etc. Quando percebemos já estávamos de volta ao pier e já tinha acabado nosso tour em Halong Bay… Foi mágico! Mesmo com o templo chuvoso e o céu cinzento, com vento frio e sem banhos de mar ou de sol, foi incrível! Uma das melhores partes da viagem . Ainda aguardamos um tempo até eles separarem todos nas vans que voltariam para Hanói. Dessa vez a van era comum ( hora de voltar à realidade!), mas pelo menos tinham poucas pessoas e deu para deitar e ir dormindo. No caminho, paramos em um local para assistir uma pequena apresentação de Water Puppet Show (estava incluso no pacote). Foi interessante, ou melhor, acho que curioso seria a palavra. Nos deixaram no hotel que tínhamos reservado quando ainda estávamos no outro hotel medonho, antes de ir pra Halong Bay. Esse era muito melhor, mas claro, nada que se comparasse ao quarto do barco. A recepcionista do hotel tentou nos oferecer mil pacotes e excursões, mas murchou quando a gente disse que estava voltando de Halong Bay e que iríamos embora no dia seguinte. Ela ofereceu um táxi para o aeroporto, mas dissemos que pegaríamos a van que faz esse trajeto. Ela disse que a van demora quase três horas até o aeroporto, porque vai parando em muitos lugares e que era melhor a gente deixar eles chamarem um táxi para nós blá blá blá . Dissemos que iríamos com a van mesmo assim . Largamos as coisas no quarto e saímos pra rua para fazer um lanche e para ver direitinho de onde saíam as tais vans, para não ficar no dia seguinte procurando com o mochilão nas costas. Encontramos algumas informações na internet mas nenhuma dizia exatamente onde era. Não foi difícil de achar, fica bem na esquina da Quang Trung com a Tràng Thi, pertinho do Hoan Kiem Lake. Vimos o quadro de horários (saíam de hora em hora) e um cara nos informou que levava aproximadamente uma hora até o aeroporto. Antes de voltar para o hotel passamos no supermercado e no caminho paramos para comer um pho, estava bem bom. A comida vietnamita agradou demais! :'> De noite saímos para fazer compras. Eu queria um casaco da North Face, tem dúzias de lojas vendendo muitos produtos da marca. Não encontrei nenhuma informação segura sobre se esses casacos são falsificados ou não, mas procurando em diferentes lojas dava para ver a diferença quando a roupa era muito mal feita ou quando era bem aceitável (até mesmo porque nunca tive um original para comparar). Acabei comprando um por US$32 e o Rodrigo, um por US$28 (rolou uma pechincha básica), já adianto que usamos eles depois em Amsterdã e eles deram conta do frio e do vento, eram bem quentinhos. Demos mais uma passeada ao redor do Hoan Kiem Lake, todo com iluminações coloridas, bem bonito! Depois jantamos um fast food no Burger King que tem ali pertinho. Gastos do dia (dongs): 429.000 barco (duas taças de vinho, dois cafezinhos e gorjetas) 75.000 dois pho 35.000 compras supermercado 160.000 janta
  23. Olá! Quero te agradecer pela dica do livro "O Físico"! Absolutamente fantástico! Uau! Terminei ontem e estou ainda sob o encantamento! Para quem ainda não leu, reforço a dica. Leitura envolvente, que nos faz viajar pra outros lugares, outras culturas, outra época, e entre sabores, cheiros, sons, sensações... Sensacional! Abraços!
  24. DIA 17 (13/01/16) Halong Bay De manhã cedo uma van da Indochina Junk nos pegou no hotel. Van com somente seis lugares, poltronas enormes de couro, wi-fi… já começamos a nos sentir . Mais de três horas de viagem depois, com uma paradinha no caminho, chegamos no ponto de apoio, onde eles dividem as pessoas conforme os barcos. Vários embarques de várias companhias acontecem ao mesmo tempo, é uma zona. Um bom tempo de espera, mas finalmente um pequeno barco de apoio nos levou ao barco grande. As bagagens já estavam em frente ao nosso quarto, deram uns minutinhos pra gente guardar nossas coisas antes do almoço. Ao abrir o quarto, as gargalhadas foram inevitáveis! Quê que era aquilo? Uma cama enorme, confortável, ar-condicionado, banheira, janelão com vista… incrível! Eu podia morar ali, facinho! O almoço estava começando a ser servido nas mesas da parte externa do barco. Já estávamos navegando pela baía, com aquele visual incrível, e os garçons superatenciosos trazendo um prato mais gostoso que o outro. O vento que batia era frio, desci para pegar mais um casaco e voltei. O tempo estava nublado, mas não foi isso que diminuiu o deslumbramento com a beleza de Halong Bay. Depois da refeição excelente, tivemos um tempo livre. Andamos por todos os ambientes do barco, curtindo bastante o visual, e depois descemos para o quarto, onde estava mais quentinho. Sentamos no sofá estrategicamente colocado junto ao janelão e ficamos imersos naquela paisagem absurda de linda, passando por ilhota de pedra após ilhota de pedra, vendo de vez em quando um barquinho de pescadores… Lá pelas tantas o guia falou pelo sistema de som, nos tirando do transe. Chamou todos para o passeio de caiaque. O passeio foi maravilhoso! A sensação de ficar remando naquele lugar, deslizando sobre a água, ouvindo só o barulhinho dos remos… foi indescritível. Vimos pequenas construções em algumas ilhotas, de pessoas que vivem ali! Imagina! Passamos até por uma ilhazinha artificial com alguns cachorros! Quando retornamos ao barco, eles deixaram quem quisesse tomar banho de mar. Só uns 3 ou 4 se animaram porque estava um tanto frio. A minha roupa estava toda úmida e eu queria muito um banho quente, descemos para o quarto, enchemos a banheira e ficamos um tempão só de molho, curtindo o cenário. Todo o cronograma de atividades é seguido à risca, inclusive o guia pede que as pessoas avisem se não forem participar de algo para que ele não fique esperando ou indo atrás. Nos atrasamos cinco minutos para o jantar e já ligaram para o nosso quarto nos chamando! O jantar foi servido na parte interna, tudo com iluminação suave e muitas velas. Mais uma vez comidas deliciosas e serviço excelente! Um casal de espanhóis estava de lua de mel e a tripulação os presentou com uma pequena torta. Eles muito fofamente cortaram a torta em fatias finas e dividiram com todos os outros passageiros. Depois da janta eles reúnem toda a tripulação, apresentam, fazem uns números musicais, uns discursos, uns agradecimentos, bláblábláblá, um pouco de puxação de saco para a turistada! Mais tarde, emprestaram varas para quem quisesse ir para a parte de trás do barco pescar lulas. E eu consegui pescar uma! Fiquei com pena dela quando ela ficou no balde “sufocando”, mas no dia seguinte quando eles serviram anéis de lula empanados eu achei uma delícia. Seres humanos e suas contradições… Ficamos mais um tempão no deck. Dava pra ver as luzes de outros barcos, eles fazem um grupo de barcos passar a noite em uma mesma região, por questões de segurança. Dormimos naquela cama megaconfortável, tudo aquilo estava parecendo um sonho . Gastos do dia: ZERO (a gente já tinha deixado um rim na Indochina Junk no dia anterior )
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