Ir para conteúdo

Helen Pusch

Colaboradores
  • Total de itens

    219
  • Registro em

  • Última visita

  • Dias Ganhos

    1

Tudo que Helen Pusch postou

  1. Dudu Santana, Obrigada! Para completar meu relato falta o dia em Pádua e 3 dias em Veneza. O que é imperdível? Bom, 4 dias em Roma eu faria tudo exatamente como fiz ... 1 dia para Coliseu e arredores, outro para região central do centro histórico, 1 para Vaticano e 1 para atrações mais ao norte do centro histórico. 2 dias em Florença... puxa, é difícil escolher! Depende também do gosto de vocês, nós adoramos ir a museus e isso tomou bastante tempo, se vocês não curtem tanto, acho que dá para passar 1 dia em Florença mesmo: Duomo, Piazza della Signoria e Ponte Vecchio, de repente optar entre Galleria dell"Accademia (será um passeio mais rápido) ou Galleria degli Uffizi (este leva mais tempo). E o outro dia optaria por fazer um bate-volta nas redondezas: ou Pisa+Lucca ou San Gimignano+Siena. E para 2 dias em Veneza, acho imperdível entrar na Basílica de São Marcos, fazer o passeio de gôndola (é caro, mas é uma vez na vida e é muito bom!), e o resto do tempo ficar simplesmente perambulando pelas ruelas... Quanto ao frio, usem camadas: uma blusa térmica, um blusão de fleece e um casacão, uma calça térmica por baixo de uma calça normal, meias grossas e o conjunto luvas+cachecol+touca. Mas só para estar ao ar livre, todos os ambientes internos são aquecidos. Todos mesmo: restaurantes, museus, ônibus, trem, etc. Fiz um "rancho" de roupas térmicas pelo site da Decathlon (http://www.decathlon.com.br/), pois não tem loja física deles em Porto Alegre. Vale a pena investir nas roupas térmicas, são leves para carregar na mala, e são bem quentinhas. Espero ter ajudado, qualquer coisa é só perguntar. Abraço!
  2. 05/02 – Verona Saímos do B&B em direção à Arena, e logo na primeira quadra encontramos uma tabacaria onde compramos nosso Verona Card, 15 euros cada, válido por 24 horas. Esse cartão vale muito a pena pela quantidade de coisas que dá direito com acesso gratuito, para dar uma olhada nas atrações inclusas e o horário de cada uma o site é http://www.turismoverona.eu/nqcontent.cfm?a_id=38678. Chegamos na Arena bem cedinho , quando entramos não havia ninguém. Não espere que o seu interior seja comparável ao Coliseu, mas é muito bonita e interessante, principalmente se pensarmos que ela ainda é usada para concertos e apresentações. Depois de conhecer a Arena, fomos à igreja de San Fermo Maggiore. É bem bonita, com um teto de madeira onde estão pintados centenas de santos, e o mais interessante dessa igreja é que ela possui uma outra igreja no seu subsolo, muito bonitinha e com pinturas bem conservadas. Seguimos em direção à Casa de Giulietta. As ruas são muito agradáveis para caminhar, e há bastante sinalização indicando o caminho para as atrações turísticas. Chegando à Casa de Giulietta, finalmente encontramos os turistas de Verona, já estávamos estranhando a calmaria dos lugares que tínhamos ido antes. Era muita gente se revezando para tirar a famosa foto com a mão no seio da Giulietta. O portão tapado com cadeados deixados por casais forma um colorido bem legal. Entramos na Casa de Giulietta somente porque estava incluso no Verona Card, não tem nada imperdível. O mais legal é a sacada da Giulietta, além de alguns objetos e roupas que foram usados nas filmagens de “Romeu e Julieta”. Fomos à Piazza dell'Erbe, há uma feirinha de bugigangas e souvenirs. Passamos por dentro do Pallazzo della Ragione, onde há a Torre dei Lamberti, mas não entramos em nenhum. Andamos até o Arche Scalligeri, e seguimos até a igreja Sant'Anastasia. Essa tem uma decoração interna bem bonita, e umas estátuas bem interessantes logo na entrada. Fomos até a Ponte Pietra, de onde se tem uma vista bem legal do rio Ádige e de uma parte da cidade. Atravessamos a ponte, andamos um pouquinho e voltamos. Paramos então para almoçar no restaurante El Tropico Latino. Fomos de menu fixo, como primeiro prato pedi um lasagnete com cogumelos e o Rodrigo comeu nhoque com manteiga e sálvia, ambos estavam deliciosos. De sobremesa pedi uma panna cotta com calda de frutos do bosque, que maravilha! Fomos atendidos por um senhor que parecia ser o dono do lugar, muito simpático e atencioso. Com mais dois cafezinhos, saiu tudo por 33 euros. Fomos então até o Duomo de Verona. Decoração interna muito rica, paredes cheias de pinturas, chão trabalhado... Muito bonito. Atravessamos o rio Ádige e caminhamos por um bairro mais residencial, com prédios de arquitetura “normal”. Interessante ver um pouco da vida cotidiana dos italianos. Próximo destino foi (outra igreja!) San Zeno. As quatro igrejas que visitamos tinham aspectos um tanto parecidos, especialmente as fachadas. Mas esta também tinha suas características próprias: pinturas, um pátio interno, uma cripta. Ficou um pouco repetitivo ir a quatro igrejas, mas todas estavam inclusas no Verona Card e cada uma tinha sua beleza, se não faltar tempo para as outras atrações acho que vale a pena conhecer todas sim. Fomos até a Ponte Scalligero. Um lugar muito bonito, a ponte em si é muito legal e bem conservada. Atravessamos a ponte, descemos uma escadinha até a beira do rio, e voltamos. Para aproveitar os últimos momentos do Verona Card, fomos ligeiro até o Museu de História Natural. Chegamos lá às 16h30, a atendente perguntou se sabíamos que fechava às 17h e concordamos . Pegamos os bilhetes, na entrada a funcionária também perguntou se sabíamos que fechava às 17h ! Fizemos a visita bem corrida no museu, deu pra ver tudo na passada, acho que uma hora de visita feita com calma é suficiente. É interessante, e foi legal para ver coisas diferentes. Voltamos caminhando até a Arena, e fomos fazer um lanche no mesmo lugar onde tínhamos jantado no dia anterior (Restaurante Ippopotamo). Pedimos um chocolate quente, um cappucino e duas fatias de pizza. Detalhe importante: em boa parte dos lugares, pedir algo no balcão sai mais barato do que sentar à mesa e pedir para o garçom. O fato de estar acomodado em uma mesinha não raro faz custar mais que o dobro o mesmo produto. Pedimos no balcão, deu 7,5 euros. Passamos em um supermercado para comprar algumas coisinhas para comer à noite: pães, queijos, vinho etc. Esse foi o dia mais frio da nossa estada na Itália, e resolvemos ficar à noite no B&B e arrumar nossas coisas para partir no dia seguinte cedo.
  3. Olá! Sim, nós fomos a SG e Siena de van, com uma operadora de turismo, e foi muito bom! Nós chegamos a fazer um orçamento superficial de aluguel de carros, e em termos financeiros não valia a pena (para um casal somente não valia, entre mais pessoas acredito que vale). Mas acho que o carro dá muito mais possibilidades de explorar a região, deve ser muito lindo andar pelas estradas da Toscana, ainda mais se for época de parreirais cheios. Por outro lado, quem estiver dirigindo não vai poder beber um vinhozinho, o passeio que fizemos incluiu um almoço em uma vinícola com degustação de vinhos, estava ótimo! De um jeito ou de outro, a única coisa certa é que tem que ir ! Abraço!
  4. 04/02 – Dia em Milão e pernoite em Verona Pegamos o trem para Milão às 8h, passagens já compradas pelo site com antecedência como relatei antes. Chegamos às 9h40. Deixamos as malas no depósito de bagagens da estação, 1 mala + 1 mochilão deu 14 euros. Saímos da estação de trens e foi notável a diferença de cenário em comparação às cidades anteriores, com prédios altos e modernos. No metrô, compramos 4 bilhetes na máquina de auto-atendimento, 6 euros no total. Pegamos a linha M3 e seguimos para o Duomo. Ao chegarmos lá, caía um chuvisqueiro chato. Mesmo assim, ficamos um bom tempo ali admirando os detalhes da fachada, o Duomo é lindo e bem diferente. Na praça em frente ao Duomo existem muitas pessoas que ficam oferecendo pulseirinhas, como se fosse um “mimo”, não aceite ou eles vão se colar em você até ganhar algum dinheiro! Seja enfático ao dizer não, eles também se colam em quem fica na dúvida. Passeamos pelo interior da Galleria Vittorio Emanuele, olhamos os preços nas vitrines (e eles eram ainda maiores do que o absurdo que imaginávamos que eram !). No centro da Galeria há um mosaico de um touro no chão, e diz-se que pisar e dar uma volta sobre os testículos dele dá sorte. Demos risada das pessoas rodopiando sobre o pobre do touro que nem tem mais testículos, já gastaram ! Entramos no Duomo, estava acontecendo uma espécie de encontro da juventude católica e tinha muita gente! Somente uma parte lateral estava aberta para os turistas, não deu para apreciar muito o interior. Depois, subimos para o terraço. O acesso custa 7 euros, ou 12 com elevador. Fomos pelas escadas mesmo, perto das outras escadas que subimos nos pontos turísticos aquela foi moleza. A subida ao terraço é muito legal, dá para ver muito mais de perto a riqueza de detalhes que adornam o exterior do Duomo. Cada uma daquelas “agulhas” é cheia de esculturas de pessoas. Todo o Duomo está (ou estava) passando por uma restauração, mas era muito visível a necessidade de uma limpeza, o branco do seu revestimento em muitas partes estava coberto de sujeira. Mesmo assim curtimos muito e achamos tudo muito lindo. Procuramos nas ruazinhas próximas um lugar para almoçar, mas o menus eram para o poder aquisitivo de quem tinha feito compras na Galeria Vittorio Emanuele ! Não quisemos caminhar muito e procurar porque a chuvinha estava chata, então acabamos comendo no McDonalds mesmo, gastamos 16,50 euros. Depois de comer, a chuva deu um tempo e fomos caminhando até o Castelo Sforzesco, é perto do Duomo. O Castelo abre das 7h às 18h e tem entrada gratuita, com exceção do museu que custa 3 euros. Passeamos somente pelas áreas externas do Castelo, que tem uma arquitetura bem interessante. A uma quadra do Castelo, encontramos uma loja da Decathlon e não resistimos a umas comprinhas. Apesar de ser uma loja de artigos esportivos, nosso foco foram as roupas térmicas, muito mais baratas do que no Brasil. Tomamos um cafezinho em um quiosque na rua (1 euro cada), e seguimos para o principal motivo de termos ido à Milão: A Última Ceia, de Leonardo da Vinci. Foi pintada na parede de um antigo refeitório na igreja Santa Maria delle Grazie. Os ingressos para esta atração podem ser comprados com cerca de 75 dias de antecedência, o site vai divulgando a data de abertura de venda conforme o mês. Custa 8 euros por pessoa, e é altamente recomendável comprar com antecedência. Enquanto estávamos na fila para trocar o voucher pelos ingressos vimos umas pessoas que queriam comprar na hora e ouviram um “Só temos ingressos para a partir da semana que vem”, em plena terça-feira de baixa temporada. O site é http://www.vivaticket.it/index.php?nvpg[tour]&id=744&wms_op=cenacoloVinciano. A visita dura 15 minutos, contados no relógio, para um máximo de 30 pessoas por vez, e é proibido fotografar. O número de pessoas permite apreciar a obra com tranquilidade, sem ninguém te acotovelando. E o lugar é mágico! Ou melhor, a obra é mágica! É claro que os 15 minutos passaram como se fossem 5, saímos de lá maravilhados. Pegamos o metrô para voltar à estação de trens. Fizemos um lanche na estação mesmo (12,60 euros 2 cafés e 2 sanduíches), pegamos nossas bagagens e esperamos pelo trem para Verona, passagem já comprada para 18h05min. O trem chegou à Verona às 19h30. Pegamos um táxi para ir até o B&B Rigoletto, pois o check-in tinha que ser feito até as 20h, era noite, chovendo e frio, carregando malas, cansados etc etc, deu 7,5 euros. O B&B Rigoletto (Via Amatore Sciesa, nº9) custou 118 euros para duas diárias, mais o imposto municipal de 2,5 por pessoa por dia. O quarto é bem confortável, o banheiro é compartilhado com mais um quarto. O wi-fi é gratuito e de excelente qualidade, e o café-da-manhã é bem bom. O ponto fraco foi a frieza no atendimento, desde o e-mail que enviei para confirmar a reserva, até o momento em que fomos recebidos. Mesmo sendo um B&B, em que não há aquele “acolhimento” de um hotel ou hostel, eles poderiam ter sido um pouco mais receptivos. Depois de pagarmos e recebermos as chaves, não vimos mais algum funcionário/propretário durante o resto da estada. Ah, e também não gostei do fato de haver uma cozinha que fica aberta 24 horas, mas só pode ser usada durante o horário do café-da-manhã. Apesar disso, foi um bom lugar para ficar somente 2 dias, e é muito bem localizado. Saímos para procurar um lugar para jantar. A chuvinha continuava a nos perseguir, não caminhamos muito. Tiramos umas fotos em frente à Arena, e depois comemos em um restaurante bem ali em frente. Pedimos um saladão com várias coisas, uma porção de spaghetti al pesto (cada um era uma porção para 1 pessoa) e uma garrafa de Valpolicella (vinho típico da região), tudo deu 30 euros.
  5. 01/02 – Pisa e Lucca Fomos à estação pegar o trem para Pisa, compramos o bilhete na máquina de auto-atendimento, 7,9 euros cada. Pretendíamos pegar o trem das 8:28, estávamos olhando o painel para saber a plataforma e nada de aparecer a informação desse trem. Fomos perguntar no balcão de informações e ele já tinha saído, aí percebemos que estávamos cuidando o painel das chegadas, e não o de partidas ! Tinha outro trem em cerca de meia hora, ainda bem que esse bilhete é válido para o trecho, e não para determinado horário específico (se eu não me engano é válido até 6 horas depois da compra), mas é imprescindível convalidar o bilhete antes de embarcar. É só inserir o bilhete com o lado indicado na maquininha e ela faz um carimbo com data e hora. Na viagem até Pisa passou o fiscal conferindo nossos bilhetes, tudo certo. Logo atrás de nós havia duas meninas, acho que inglesas, que não tinham convalidado o delas. Elas ficaram um bom tempo tentando se explicar, dizendo que não pretendiam usar de novo aquele passe, mas não teve jeito. O fiscal em momento nenhum levantou a voz, mas foi firme e o resultado foi uma multa de 50 euros! Chegamos em Pisa, poderíamos pegar um ônibus até o Campo dei Miracoli ou fazer uma caminhada de mais ou menos 25 minutos, optamos por caminhar. Passamos pela igrejinha de Santa Maria della Spina, à beira do rio Arno, bem pequena, uma gracinha. Um pouco mais à frente já começamos a avistar a Torre! Fiquei muito empolgada, mesmo sabendo que não seria uma das coisas mais lindas da nossa viagem, tive aquela sensação maravilhosa de ver pessoalmente uma coisa já tanto vista em filmes e fotos. O conjunto do Campo dei Miracoli é muito bonito, mas a Torre realmente se destaca. E ela é muito inclinada! Compramos os ingressos para subir no próximo horário (18 euros cada), e deixamos nossas mochilas no guarda-volumes. No horário programado todos entram e escutam uma palestrinha sobre a história do lugar, e só depois disso é que se sobe. Já na subida dá para sentir a inclinação da torre, a escada é em espiral acompanhando o contorno da construção, de um lado a gente se inclina para a direita e do outro para a esquerda, muito engraçado! A vista do alto é bem legal, apesar do dia estar nublado. 30 minutos depois do início da visita todos são “convidados” a descer para que o próximo grupo possa subir. Ficamos nos arredores curtindo as pessoas fazendo as mais malucas poses para as fotos, é divertido de ver! Um rapaz nos deu um panfleto de um restaurante buffet livre, coisa que ainda não tínhamos visto na Itália, a duas quadras dali, e fomos almoçar lá. The Wall Ristorante, o buffet era 9 euros por pessoa, comida boa, pedimos ainda um copo de Coca-Cola que custou 4 euros, refrigerante é caro naquela terra! Com a barriguinha cheia voltamos caminhando à estação de trens, a moça que trabalhava no restaurante disse que os ônibus que iriam para lá poderiam demorar um pouco em função de ser sábado (tipo uns 15' ou 20'). Compramos os tickets para Lucca por 3,3 euros cada, tinha acabado de sair um trem para lá e esperamos meia hora pelo próximo. Logo ao sair da estação de Lucca já se vê a muralha do outro lado da rua. É muito legal, parece uma fortaleza. Se atravessa um tunelzinho para chegar na parte de dentro da cidade. A muralha é bem larga, sobre ela há um caminho onde as pessoas correm, andam de bicicleta etc. Lucca é uma muito bonitinha e agradável, com ruas estreitas, chão de pedras. Fomos à igreja de San Michele in Foro (aberta das 7h40 às 12h e das 15h às 18h). Sua fachada é bem bonita e diferente, mas o interior não tem nada demais. Depois, fomos até a igreja San Martino, uma fachada bem parecida com a anterior, com as colunas todas diferentes entre si. Nem entramos nesta. Seguimos pelas ruazinhas super charmosas, fomos à Piazza Anfiteatro, passamos pela Torre Guinighi e pelo Museu da Tortura, mas preferimos não entrar em nenhum desses lugares e simplesmente passear pela cidade e sobre a muralha. No final da tarde entramos em uma lancheria/confeitaria para comer. Tudo tinha uma cara ótima, pedimos um café preto e um cappuccino, um sanduíche e quatro doces pequenos. Achamos que estávamos fazendo uma extravagância, porque tudo realmente estava uma delícia. Mas deu 6 euros tudo, achamos barato. Andamos sem pressa de volta à estação para pegar o trem das 18h31 para Florença, 7,1 euros por pessoa. Na chegada passamos no supermercado, compramos umas coisinhas para jantar no hotel: pães, queijos e frios para acompanhar o vinho que tínhamos comprado na vinícola no dia anterior. Compramos um queijo chamado Camoscio D'Oro, parecido com um brie, maravilhoso! Comemos também uma pasta de trufas brancas que tínhamos comprado no Mercado Centrale, divina! 02/02 – Galleria dell'Accademia, Cappella Brancacci e Palazzo Pitti Iniciamos o dia na Galleria dell'Accademia, horário marcado para as 9h, ingressos comprados com antecedência como eu já contei anteriormente. No primeiro saguão após a entrada já se dá de cara com ela ao fundo: a estátua original do Davi de Michelângelo. Divina, estupenda, magnífica! Mais de 5 metros de altura de uma perfeição absoluta. Todos os detalhes de um corpo humano estão ali: músculos, tendões, cutículas! Até as cutículas! Ficamos emocionados com tamanha beleza, ficamos muuuito tempo ali alternando entre circundar a estátua e sentar para olhá-la. Depois fomos olhar o resto das obras expostas, mas nada que tenha atraído a nossa atenção. Antes de sair, mais um tempo admirando o Davi. Fomos então para o Palazzo Pitti. Há alguns tipos diferentes de ingressos conforme as atrações inclusas, com horários diferenciados entre elas, dá para conferir em http://www.polomuseale.firenze.it/musei/pitti.php?m=palazzopitti. Compramos o de 23 euros para cada em função de uma mostra temporária que estava acontecendo, senão seria 15,5. Iniciamos a visita pelo Giardino de Boboli e fomos logo à Grotta Buontalenti, chegamos bem na hora em que um funcionário estava abrindo ela. É muito legal sua parte interna, as esculturas feitas com pedra são bem diferentes. Demos uma boa caminhada pelos jardins, belíssimos. Entramos no Museo del Costume achando que seriam várias roupas de época expostas, mas são coisas bem contemporâneas, nos decepcionamos e não ficamos muito tempo lá. Saímos do Palácio e fomos procurar um lugar para almoçar. Andamos pelos arredores e escolhemos comer no La Mangiatoia (http://ristorantelamangiatoia.it/, Piazza San Felice, nº. Que refeição espetacular fizemos! Os pãezinhos de entrada já eram muito gostosos. Pedimos um pappardelle al peposo, que é uma massa larga com molho de carne de panela, e um ravioli al burro e salvia, que é um molho de folhas de sálvia refogadas na manteiga. O ravioli em especial estava extremamente gostoso. Foi a melhor massa que comemos na vida! Tomamos meia jarra de vinho da casa, e finalizamos com um tiramisu e uma panna cotta com calda de chocolate, ambos deliciosos. Tudo deu 31 euros, bom preço pela qualidade do que comemos. Depois do almoço, fomos conhecer a Cappella Brancacci, na igreja de Santa Maria del Carmine, aberta das 10h às 17h, 6 euros cada entrada. Muito bonitos os afrescos. Voltamos ao Palazzo Pitti, ficamos um bom tempo conhecendo a Galleria Palatina e vendo a exposição temporária que tinha edições originais de diversos livros bastante antigos. No final da tarde o cansaço bateu e fomos para o hotel dormir um soninho, afinal de contas aquilo era férias! Pelo menos um diazinho a gente podia se dar o direito de dormir à tarde! À noite jantamos no restaurante La Dantesca, pedi uma porção de salada e uma de berinjela à parmeggiana, o Rodrigo pediu uma pizza que era enorme, com muita cobertura, assada em forno à lenha que estava ótima. Tomamos uma garrafa de vinho, a conta fechou em 37 euros. 03/02 – Piazzale Michelângelo, Santa Croce, Palazzo Vecchio A Piazzale Michelângelo oferece uma vista linda de Florença e é um lugar maravilhoso para assistir ao por-do-sol. Esse era o nosso plano inicial, mas como em todas as tardes estava chovendo ou no mínimo muito nublado, resolvemos ir nessa manhã do nosso último dia em Florença. Compramos o bilhete em uma banca de revistas dentro da estação de trens Santa Maria Novella (1,2 euro cada), e ao lado dela esperamos o ônibus nº 12 para ir até a Piazzale (não esqueça de validar o bilhete na máquina dentro do ônibus). Dá para ir a pé, mas é uma boa subida, optamos por ir de bus e descer caminhando. A vista que se tem da Piazzale realmente é sensacional, se enxerga todos os principais pontos turísticos. Depois de um tempo, fomos descendo pelas ruazinhas e escadarias que vão em direção ao rio Arno. Fomos até a Igreja Santa Croce (aberta das 9h30 às 17h30), pagamos 6 euros cada para entrar. É aqui que estão os túmulos de Michelângelo, Galileu, Dante Allighieri e Maquiavel, além de dezenas de outros não famosos. A igreja ainda possui pinturas e vitrais muito bonitos. No seu pátio estava acontecendo uma exposição de vários murais, todos inspirados na Divina Comédia, de Dante, bem interessante. Queríamos almoçar novamente no La Mangiatoia, o mesmo do dia anterior, de tanto que gostamos. Andamos até lá e demos com a cara na porta! Como algumas partes do Pallazzo Pitti não abrem às segundas-feiras, eles aproveitam para folgar. Achamos outro lugar próximo para comer, não me lembro o nome do lugar. Pedimos duas bruschettas de entrada, uma porção de massa para cada um, duas taças de vinho e dois cafezinhos, deu 35 euros. Seguimos para o Palazzo Vecchio, compramos o ingresso museu+torre, 14 euros cada. Antes de entrar paramos para olhar com atenção os detalhes das estátuas da Loggia dei Lanzi. Fantástico! Tudo ali, aberto, grátis, impecável! Como eles valorizam o seu patrimônio artístico e histórico, tomara que um dia a gente chegue lá! Entrando no Palazzo, fomos direto subir na torre. Bem legal, toda em pedra. Como os demais lugares altos que visitamos antes, um visual lindo da cidade, com a diferença de ser próxima ao Duomo, deixando este em evidência. Descemos e conhecemos o restante do Palazzo. O Salone dei Cinquecento é muito bonito, e abriga esculturas lindas também. Ficamos nos divertindo seguindo os pontos do livro “Inferno”, do Dan Brown (assim como em Roma tínhamos seguido os pontos de “Anjos e Demônios”), como por exemplo a máscara mortuária de Dante Allighieri, a Sala dos Mapas e a pintura de Giorgio Vasari com a bandeirinha escrito “Cerca Trova”. À noite fomos jantar em um lugarzinho bem pequeno que servia pizza a taglio (em fatias) bem em frente ao Batistério. Pegamos um chopp delicioso de 500ml (Chopp Peroni – prove!) e três fatias de pizza, deu 13,5 euros. Sentamos nas mesas externas, com o Duomo como cenário. Caía um chuvisqueiro que de tão fino nem molhava, só aumentava o frio, mas que não nos tirou dali tão cedo. Foi um belo fechamento da estada em Florença.
  6. 31/01 – San Gimignano, vinícola em Castellina in Chianti e Siena A programação para esse dia era passar a manhã em Siena e a tarde em San Gimignano, já tínhamos pesquisado as formas, preços e horários dos ônibus e trens (além do site da Trenitália, o http://www.sienamobilita.it/ fornece todas essas informações). Somando todos esses deslocamentos, gastaríamos 21,5 por pessoa. No hotel havia uns panfletos de operadoras de turismo que faziam passeios para vários locais, entre eles um para San Gimignano+Siena+almoço em vinícola na região de Castellina in Chianti, por 45 euros por cabeça. Considerando o gasto que teríamos com almoço se fôssemos por conta, e que só visitaríamos uma vinícola se alugássemos um carro, chegamos à conclusão de que valia a pena e fechamos o pacote. Reservamos com a My Tours, no dia anterior, pelo hotel mesmo (aproveito para elogiar mais uma vez os atendentes do Hotel Fiorita, eles ligaram, fizeram a reserva, esclareceram todas as nossas dúvidas, nota 10!). Desde cedo da manhã seguia a chuvinha fina e fria, o que se estendeu pelo resto do dia. O ponto de encontro para a saída do passeio foi em frente à estação de Santa Maria Novella. Um micro-ônibus fez o transporte. O guia falava inglês e espanhol, e como quase a metade das pessoas era de brasileiros, puxou um português também. O guia era bem legal, e deu muitas informações sobre os lugares visitados. Primeira parada: San Gimignano. Cidadezinha medieval, com muro de pedras, assim como suas ruas e suas construções. Linda! Eu tranquilamente passaria mais tempo aqui, quem sabe até dormiria uma noite para fazer um passeio noturno por suas ruas. Os principais pontos da cidade são a Piazza della Cisterna, onde ocorre uma feira local, o Duomo e uma torre que é aberta para visitação, dentre as 13 torres da cidade. Não entramos nesses lugares, que eram pagos, ficamos apenas andando pelas ruazinhas, entrando nas vielas conforme dava vontade. A cidade é bem pequeninha, dá para se permitir se perder porque logo logo se encontra o caminho de volta. Simplesmente adoramos San Gimignano, sem contar que dos pontos mais altos dela se tem uma vista maravilhosa dos vinhedos que cercam a região. Antes de sair de lá comemos um gelato de limão por 2 euros, muito bom. Seguimos então para a Vinícola Poggio Amorelli, na região de Castellina in Chianti. É nessa região que se produz o delicioso vinho Chianti Clássico. A visita começa com uma breve palestra de como o vinho é produzido e algumas informações sobre a própria vinícola. Depois, fomos ao que interessava. Todos acomodados em mesas grandes, e enquanto um funcionário apresentava o vinho que seria servido, outro servia o prato da harmonização. Primeiro um vinho branco Vermentino acompanhando bruschetas de tomate e de azeitonas. Delícia. Depois, uma salada temperada com um aceto balsâmico que eles mesmos produzem, envelhecido 12 anos, denso, saboroso, acompanhado de um penne al ragu, harmonizando com um vinho tinto Morellino di Scansano. Tudo muito gostoso! Aí, um pratinho com frios para degustar com ele: o Chianti Classico. E para finalizar, um prato com biscoitinhos adocicados acompanhando uma dose de Vin Santo, um vinho doce de sobremesa. Tudo estava maravilhoso, e as porções foram bem servidas. Ficamos muito felizes de termos vindo com a operadora, como eu disse antes essa visita à vinícola não teríamos feito por conta própria. A visita termina na loja do local, não resistimos e compramos uma garrafa de Morellino di Scansano, por 12 euros. Próxima parada: Siena. Uma pequena caminhada depois de descer do micro-ônibus e já chegamos na Piazza del Campo. Que praça diferente, pitoresca! Muito bonita. Pretendíamos subir na Torre del Mangia (abre das 10h às 16h, custa 8 euros), mas estava fechada em função da chuva. Foi a única coisa que tivemos que deixar de fazer por causa da chuva em toda a viagem, e olha que foram vários dias chovendo. Paciência! Paramos para tomar um cafezinho em um bar de uma rua que saía da Piazza del Campo. Era um lugar meio estranho, com tabelas de apostas nas paredes e pessoas jogando e nos olhando com o canto dos olhos. 1 euro cada café e nos mandamos dali . Passeamos pelas ruas, e chegamos à Catedral de Siena. Muito bonita e muito diferente também, com suas listras em preto e branco. Passamos um bom tempinho ali curtindo os detalhes. Voltamos por um caminho diferente do que tínhamos vindo. Enquanto esperávamos no ponto de encontro com o restante do grupo, ainda comemos outro gelato, 3 euros cada um. Mesmo já sendo noite, ainda havia uma parada do tour: Monteriggioni. É um vilarejozinho no alto de uma colina, cercado por uma muralha. Uma pintura! Se atravessa ele a pé em 5 minutos, tudo de pedra. Pena que estava já escuro e caía uma chuvinha fina que reduziu muito a visibilidade, as fotos não ficaram boas mas seguem aí para dar uma ideia. Tipo do lugar muito agradável para passar algumas horas ou até uma pernoite. De volta à Florença, demos um passeio pela Ponte Vecchio iluminada, e depois jantamos na Trattoria Gabriello Firenze, perto da Piazza della Signoria. Pedi uma porção de risoto de alcachofras (delícia – como é bom comer na Itália!) e o Rodrigo foi de menu fixo. Tomamos duas cervejas long neck, tudo deu 27,5 euros.
  7. 30/01 – Museu Bargello, Duomo (com Cúpula e Batistério), Museu Galileu Primeiro ponto do roteiro do dia: Museu Bargello, 4 euros a entrada por pessoa, aberto das 8h15 às 13h50. As esculturas são os destaques deste museu, mas possui também coleções de pequenos objetos. O prédio em si também é um grande atrativo, uma arquitetura bem interessante e bonita. Não são permitidas fotos nas partes internas. Gostei muito do Mercúrio e de Firenze vittoriosa su Pisa, de Giambologna, do Davi de Donatello, e do Baco, de Michelângelo (a-do-ro esculturas, já deu pra notar né? ). Saindo do Bargello, fomos ao Mercato Centrale, um mercado público deles. Adoramos, ficamos um bom tempo olhando os produtos típicos e até experimentando alguns. Tem algumas bancas de refeições e lanches, acabamos almoçando ali. Dois pratos de penne al pesto, meia jarra de vinho, mais dois cafezinhos, deu 20 euros. A combinação massa+vinho dá uma soneira, aí o super cafezinho concentrado dos italianos acorda o sujeito na hora, energias renovadas para turistar o resto do dia. Enquanto almoçávamos, ouvimos uma pessoa gritando, era um cara em cima de uma bicicleta (sim, ele estava andando de bicicleta dentro do mercado)! E enquanto ele ia pedalando e segurando o guidom com uma das mãos, a outra ia fazendo aquele gesto típico dos italianos de sacudir o punho com as pontas dos dedos unidas, tudo isso enquanto ele não parava de xingar alguém . Não entendemos do que se tratava, mas rimos muito e adoramos ver uma típica briga de italianos! Hora de explorar o conjunto do Duomo. Chovia durante todo esse dia, sempre que estávamos na rua entre uma atração e outra, tínhamos que vestir capas de chuva. Entra em um lugar: tira a capa, sai de um lugar: bota a capa. Foi uma função, mas pelo menos não tivemos que deixar de fazer nada em função da chuva. O conjunto do Duomo tem um ingresso único de 10 euros que dá direito a entrar na Cripta, no Batistério, na Cúpula, no Campanário e no Museu dell'Opera del Duomo (a entrada na Basílica é gratuita). Os horários de cada atração são diferenciados (dá para conferir em: http://www.ilgrandemuseodelduomo.it/). O ingresso pode ser usado em 24 horas da primeira utilização, apenas uma vez em cada lugar. Começamos a visita na Basílica. O interior dela é bonito, mas até um pouco simples comparando com as de Roma. Mas o interior da Cúpula... é de deixar boquiaberto! Pinturas incríveis, e a gente fica pensando “como é que eles pintaram isso naquela altura em 1400 e poucos!”. Linda! Descemos para a Cripta, onde compramos os nossos ingressos. Aqui se encontram os vestígios da Basílica de Santa Reparata, a Basílica atual foi construída sobre esta. Interessante. Após, entramos no Batistério. A decoração interna é muito bonita, tanto os mosaicos no chão quanto as pinturas no teto. Sentamos em um banquinho e ficamos curtindo os detalhes destas pinturas. Entramos no Museu somente para ver os portões originais do Batistério, pois os que estão lá hoje são cópias. É fantástico. Acabei de ler no site deles que o Museu estará fechado para reformas até novembro de 2015. Depois, fomos subir a Cúpula. 463 degraus! Mas a vista vale o esforço. Uma pena a chuvinha que caía, atrapalhando um pouco a visibilidade. Ainda assim é belíssimo, dá para visualizar bem o conjunto daquela parte histórica de Florença e cada um dos pontos mais conhecidos. Depois de todo esse percurso e todos esses degraus, paramos para fazer um lanche, em um lugarzinho bem em frente ao Batistério. Comemos dois pedaços de pizza e dois gelatos, deu 12 euros. Resolvemos não subir no Campanário porque a chuva estava realmente atrapalhando a visibilidade e porque queríamos ir ao Museu Galileu, pelo horário de encerramento das duas coisas tínhamos que optar por uma só. O Museu Galileu abre das 9h30 às 18h, 9 euros a entrada. Foi muito bom ir a um museu diferente depois de ter ido a vários onde o foco eram obras de arte e objetos de época, aqui a mostra está relacionada à ciência e aos objetos desenvolvidos por Galileu. Tem até umas partes interativas, onde a gente é que “faz” o experimento. Bem legal. Passamos em um supermercado na esquina do hotel, compramos uma garrafa de vinho, uns pãezinhos, uma porção de porchetta (porco assado recheado com temperos, é bom, mas ele é assado inteiro, com miúdos e tudo, e a parte dos miúdos eu dispenso – pra não dizer detesto!), entre outras coisinhas gostosas. Jantamos no quarto do hotel mesmo, estávamos cansados e a chuva e o frio não animavam a sair para jantar.
  8. Nem todos os trens têm compartimento acima das poltronas. Nos que tinham, coloquei somente uma mochila. Confesso que não prestei muita atenção, mas creio que não caiba uma mala média.
  9. Ariany Patricia, costapaulofc, thiago gentil: que bom que estão gostando ! Thiago, nos apaixonamos por todas as cidades da Itália em que estivemos, mas Roma é a 1ª que queremos voltar... é demais! E além do "Anjos e Demônios", seguimos também os passos do último livro dele, "Inferno", que se passa na maior parte do tempo em Florença, além de Veneza! Eheheh. Bom, pretendo escrever mais uma parte do relato neste fim de semana. Abraços a todos.
  10. 29/01 – Ida para Florença, Galleria Uffizi Nos demos ao luxo de acordar um pouquinho mais tarde, pois nosso trem para Florença sairia 11:20. Estávamos acompanhando as opções dos trens no site da Trenitália, dá para simular os trechos com uma antecedência de mais ou menos 60 dias para ter ideia dos horários e dos valores dos trens (para as distâncias mais curtas dá para simular com uma antecedência de 7 dias). Quando faltavam uns 2 meses para a viagem, compramos todos os trechos maiores que faríamos (valores por pessoa): Roma-Florença 19 euros, Florença-Milão 19 euros, Milão-Verona 9 euros, Verona-Pádua 9 euros (neste conseguimos pegar na 1ª classe), e Pádua-Veneza 9 euros. É necessário ter um cartão com a tecnologia Verified by Visa ou Mastercard Secure Code, que pede a senha do cartão. Em tempo: todas as compras de ingressos que fizemos pela internet (Vaticano, Galleria Borghese, etc...) utilizaram esse sistema. Chegamos à estação com uma antecedência de uma meia hora. Deve-se cuidar no painel em qual plataforma (binario) o trem vai parar. É melhor ver pelo número do trem, pois o destino que consta no painel é o destino final do trem, por exemplo nesse dia iríamos para Florença, mas o destino do trem era Milão. Ao entrar no vagão (carrozza) há um espaço para as malas, bem junto à entrada/saída. Como o trem vai fazendo outras paradas pelo caminho, usamos uma tranca daquelas de bicicleta para prender nossas malas à grade do suporte. Para essas passagens compradas pela internet, basta levar impresso o voucher que é enviado para o seu e-mail e apresentar dentro do trem para o fiscal que passa fazendo a conferência. A viagem foi boa, passando por belas paisagens de montanhas com neve em seus cumes. Há telas dentro do trem que vão indicando a próxima parada, e que mostram de vez em quando a velocidade em que o trem se encontra, geralmente estava em 250km/h! Chegamos em Florença às 13h. Nosso hotel ficava a 5 minutos da estação Santa Maria Novella: Hotel Fiorita (Via Fiume, 20). Pagamos 252 euros por 6 diárias, sem incluir os 2 euros por pessoa por dia de imposto municipal. Gostamos muito do hotel: quarto amplo, limpo, bom chuveiro, bom aquecimento, ótimo café-da-manhã, atendentes muito gentis e prestativos. Eles deixam uma máquina de café e bolachinhas doces e salgadas para um lanchinho a qualquer hora! Largamos nossas malas, pegamos o mapa que o recepcionista nos deu e saímos. Primeiro passamos pela igreja Santa Maria Novella. A entrada custava 6 euros, mas já tínhamos horário marcado para mais tarde na Uffizi, e deixamos para resolver depois se outro dia entraríamos (acabamos não entrando). Fomos então em direção ao Duomo de Florença, a Basílica de Santa Maria del Fiore. Caminhando pelas ruazinhas já se enxerga a cúpula do Duomo. Ao chegar lá e se deparar com a grandiosidade e a beleza do conjunto Duomo+Campanário+Batistério, é daqueles momentos em que tudo ao redor para. Lindo demais! Não conseguíamos parar de tirar fotos. Ficamos um tempo admirando os detalhes do portão do Batistério, e seguimos caminho até a Piazza della Signoria. No caminho, paramos em um lugar pequeno para comer, dois pedaços de pizza e dois cappuccinos, 9,5 euros. Chegamos na Piazza della Signoria e a vontade era ficar ali curtindo a cópia da estátua do Davi em frente ao Pallazzo Vecchio, ou a Loggia dei Lanzi com todas as suas esculturas, mas olhamos só um pouquinho e fomos à Galleria Uffizi trocar nossos vouchers pelos ingressos. Com esse voucher a moça já nos deu os ingressos da Uffizi e da Galleria dell'Accademia, que visitaríamos em outro dia, pois a compra tinha sido feita dos dois ingressos juntos. O site é http://www.polomuseale.firenze.it/. Cada ingresso custou 10,5 euros, comprando na hora é 6,5 euros mas há aquele problema das filas, dependendo da época do ano. Ainda deu tempo de ir até a beira do rio Arno, dar uma espiada na Ponte Vecchio. A Galleria degli Uffizi é um dos principais museus da Itália, abre de 3ª a Dom das 8h15 às 18h50, entramos às 16h e saímos com literalmente as luzes apagando, gostamos muito e foi bem aproveitado, tem bastante coisa para ver. Não são permitidas fotos em seu interior. À noite fomos jantar na Trattoria Alfredo, em uma ruazinha atrás do Pallazzo Vecchio. Tratoria bem típica, com toalhas de mesa quadriculadas em vermelho e branco. Ótimo atendimento, bem aconchegante. Fomos de menu fixo, primeiro prato de massa, segundo prato de carne com salada de acompanhamento, meia jarra de vinho da casa, por 15 euros por pessoa. Demos uma volta na Piazza della Signoria, toda iluminada, e fomos embora.
  11. Dia 28/01 – Galleria Borghese, Cripta de Santa Maria Concezione, entre outros Fomos ao Termini pegar o ônibus 910. Compramos os bilhetes na máquina de autoatendimento (aceita notas, moedas e cartão de crédito ou VTM), é simples de usar. Destino: Galleria Borghese. Tínhamos comprado os ingressos pela internet com antecedência (http://www.galleriaborghese.it/), 13 euros cada. Abre de 3ª a Dom, das 8:30 às 19h30, e a reserva é obrigatória! Não adianta chegar lá e dizer “oi, eu queria conhecer o museu”, não dá, reserve antes ! Levamos os vouchers impressos, e uns minutos antes do horário marcado trocamos pelos ingressos. Não se pode tirar fotos em seu interior, aliás, é obrigatório deixar bolsas e mochilas no guarda-volumes. Eu achei simplesmente fantástico! O museu não é muito grande, e a visita é limitada a 2h, mas vê-se tudo em menos tempo que isso. Para mim, três esculturas valem a visita a esse lugar, todas de Bernini: Apolo e Dafne, Davi e o Rapto de Proserpina. Em especial as duas últimas me deixaram em um estado de arrebatamento, indescritível! O Rodrigo foi me esperar do lado de fora do museu, enquanto eu ainda continuava lá, olhando cada detalhe. Enfim, seguimos. Caminhamos pelos jardins da Villa Borghese, é como um parque, arborizado, com bancos, fontes, lugar muito bom para um passeio sem pressa. Fomos em direção à Piazza del Popolo, chega-se em um mirante sobre ela, uma vista muito bonita. Aí é só seguir ladeira abaixo até a praça. Entramos na igreja Santa Maria del Popolo (7h30 a 12h e 16h a 19h), queríamos ver a Capela Chigi (adoramos “Anjos e Demônios” e os outros livros de Dan Brown, e ficamos seguindo os pontos dos livros). Depois disso, andamos até a Scalinata di Spagna, subimos até a igreja Trinitá dei Monti (não entramos), passamos pela igreja Sant'Andrea delle Frate (só espiamos da porta, os originais dos anjos da ponte do Castel Sant'Angelo estão aqui), e procuramos um lugar para comer. Almoçamos no restaurante Origano, resolvemos fazer uma refeição um pouco mais elaborada. Pedimos fiori di zucca de entrada, uma porção de ravioli ao molho de manteiga e sálvia, uma de lasanha de vegetais, um prato de frango (este era uma porção bem pequena) e duas taças de vinho, tudo deu 41 euros, mas valeu a pena, que comida deliciosa! Seguimos caminhando feito camelos, passando por prédios belíssimos que nem sabíamos o que eram. Passamos pela igreja Sant'Andrea al Quirinale, entramos, demos uma volta nela e saímos. Quase ao lado, entramos na igreja San Carlo alle Quattro Fontane, demos uma volta e saímos. Junto a esta, fica um cruzamento de ruas bem interessante, com uma pequena fonte em cada esquina, por isso "quattro fontane". Passamos ainda pela Fontana del Tritone. Seguimos para Santa Maria della Concezione, para conhecer a cripta. Aberta das 9h às 12h e das 15h às 18h, entrada de 6 euros por pessoa. Não são permitidas fotos. Possui um museu sobre os monges capuchinhos, mas a cripta é a atração aqui. Os ossos dos monges não estão simplesmente amontoados, foram feitas obras de arte com eles! Os ambientes foram decorados com o arranjo dos ossos de diferentes formas. Muitos podem achar macabro, nós gostamos e achamos muito belo. A frase em uma placa resume bem o sentimento da visita a este lugar: “O que você é agora, nós um dia fomos; o que somos agora, você será um dia”. Fomos até a estação Barberini e pegamos o metrô até o Coliseu (1,5 cada bilhete). Ficamos mais um pouco por ali, curtindo o lugar, e caminhamos em direção aos Foros. Curtimos muito o Foro de Minerva e o de Augusto, tem algumas placas que esquematizam como era antigamente o lugar comparando com o que resta hoje, dá direitinho para visualizar as construções como eram. E o melhor, esse lugar é grátis, ali, a céu aberto, 24 horas por dia! Roma é demais! Em uma rua entre a Coluna e o Mercado de Trajano, comemos o melhor sorvete da Itália, mais, o melhor sorvete da minha vida! Uma lanchonete com uma portinha estreita, pedi um de Nutella que vai servir de referência para todos os outros sorvetes que eu comer . Custou 3,5 euros cada. Fomos embora para o hotel. Passamos no supermercado que tem dentro da estação do Termini e compramos uns pedaços de pizza para jantar. Depois da janta, já arrumando as malas para se despedir de Roma no dia seguinte, batendo aquela dó de ir embora, lembramos que queríamos muito ver a Piazza Navona e a Fontana di Trevi à noite, iluminadas. Quer saber? Partiu passeio noturno! Fomos pegar novamente o ônibus 64. Estávamos tentando comprar 4 bilhetes na máquina de autoatendimento com uma nota de 20 euros, e a compra simplesmente não finalizava, até que apareceu um funcionário dali dos terminais e disse que ela tinha um valor máximo para troco, infelizmente não me lembro qual valor era, mas era o nosso caso. Catamos as moedas e deu, seguimos. Começamos pela Piazza Navona, passamos pelo Pantheon, e finalizamos na Fontana di Trevi. Valeu muito a pena ter ido à noite, eu diria que são quase outros monumentos, muito diferentes do que são de dia, mas tão deslumbrantes quanto. E mesmo sendo tarde, o frio pegando, tinha bastante gente na rua. Fomos embora de metrô, podres de cansados e de felizes.
  12. 26/01 – Castel Sant'Angelo, Piazza Navona, Fontana di Trevi e arredores Pegamos o ônibus 64 no terminal de ônibus do Termini para ir ao Castel Sant'Angelo. Os ônibus lá não tem cobradores, é preciso comprar o bilhete em tabacarias antes de embarcar ou em máquinas de auto-atendimento, e é obrigatório validar o bilhete (assim como o Roma Pass) nas máquinas amarelas dentro do ônibus. Se entra um fiscal e verifica que alguém não validou ou não tem bilhete, essa pessoa será multada. O interessante é que nós só viamos os turistas validando os bilhetes... Chegando ao Castel (aberto de 3ª a dom, das 9h às19h), já tínhamos utilizado o Roma Pass em duas atrações que ele dava entrada gratuita, mas o apresentamos e pagamos 7 euros em vez de 9 que é o normal. O passeio por dentro do castelo é muito legal, além de oferecer belas vistas da cidade. A seguir, fomos caminhando até a Piazza Navona. Linda! Como era um domingo, estava cheia de turistas mas também de locais, famílias passeando, e vários artistas expondo seus quadros. As fontes são maravilhosas, em especial a Fontana dei Quattro Fiumi, o contraste do branco das esculturas com o verdinho da água é demais! Compramos em uma rua próxima o primeiro gelato italiano, pegamos um de nocciola (avelã) e um de stracciatella (tipo o nosso flocos), e sentamos nos banquinhos junto à fonte, ficamos ali aproveitando. Entramos na igreja Sant'Agnese in Agone, bem ali em frente, mas ficamos pouco tempo pois estava cheia de gente, nem deu para ver direito. Fomos até o Campo dei Fiori, onde ocorre uma feira de produtos típicos, além de roupas, flores, bugigangas etc. Compramos um pedaço de um queijo pecorino maravilhoso, umas 100 gramas por 3,5 euros. Ali tem diversos restaurantes charmosos, almoçamos no Maranega Roma, com uma taça de espumante para cada um de cortesia! Pedimos duas pizzas, estavam ma-ra-vi-lho-sas, massa bem fininha e crocante, assada em forno à lenha, cobertura deliciosa. Com um taça de vinho (um Brunello di Montalcino divino) deu 29 euros. Seguimos para o Pantheon. Antes de chegar passamos pelo Largo di Torre Argentina, recentemente funcionava ali uma espécie de ONG que cuidava de gatos abandonados. Essa entidade mudou-se e seguem ali as escavações, pois é um sítio arqueológico e dizem ser o local onde Júlio César foi assassinado. Interessante. O Pantheon (abre das 9h às 18h) é lindo, impressionante pelo seu tamanho, pela sua arquitetura e pela época em que foi construído. E sim, quando chove entra água pelo óculo, tinha chuviscado e o centro da parte interna estava molhado! Fomos para a igreja Santa Maria Sopra Minerva (8h às 13h e 15h30 às 19h), mas ainda estava fechada. Então fomos à igreja Sant'Ignazio di Loyola (9h às 19h), que é bem pertinho. A atração desta é o teto ilusionista, existe uma marcação no solo com um círculo dourado que é o ponto ideal para observação do teto, e o negócio realmente é 3D, o efeito daquela pintura é incrível! Voltamos para Santa Maria Sopra Minerva, com seu belo teto estrelado, além do Cristo de Michelângelo, belíssimo! Hora de ir para uma das atrações mais esperadas de Roma por nós: a Fontana di Trevi. Antes de virar a esquina onde ela se encontra já dá para ouvir o barulho da água escorrendo. E ao dar de cara com ela, o “UAU” é inevitável! Magnífica! Compramos outro gelato e ficamos ali sentados curtindo o visual e o movimento. E, claro, atiramos moedinhas para garantir nosso retorno à Roma um dia. Último destino do dia: igreja Santa Maria della Vittoria (9h às 12h e 15h30 às 18h30). Queríamos muito ver a escultura “Êxtase de Santa Teresa”, de Bernini. Mais uma escultura espetacular, as dobras da roupa parecem tecido e não mármore! Passamos novamente no supermercado para pegar pão, queijo e presunto cru, e nessa noite fizemos uma tábua de frios com o vinho que tínhamos comprado no outro dia, no quarto do hotel mesmo. 27/01 – Vaticano Novamente pegamos um ônibus no terminal em frente ao Termini, linha 64, a mesma que pegamos para ir ao Castel Sant'Angelo. Chegamos pela lateral da Praça São Pedro, era cedinho e os primeiros turistas estavam a recém chegando. A grandeza do lugar realmente impressiona, tanto a Praça quanto a fachada da Basílica. Ficamos um tempinho admirando a praça, quando resolvemos entrar na Basílica já se formava uma fila. Todos devem passar seus pertences por equipamentos de raio-x tipo os de aeroporto, mas andou rápido. Deixamos nossa mochila no guarda-volumes e entramos na Basílica (aberta das 7h às 18h30). UAU! Belíssima, imponente, deslumbrante, ricamente decorada! Logo à direita quando se entra já se dá de cara com a Pietá! Tudo é muito bonito, cheio de detalhes, até o chão é lindíssimo! Depois de andar com calma por todos os cantos, resolvemos subir até a Cúpula (aberta das 8h às 17h). Dá para subir a pé (de graça), ou pagar 7 euros e subir uma parte de elevador e o resto a pé. Como já iríamos caminhar muito nos Museus do Vaticano à tarde, pegamos o elevador, e depois se encara mais 320 degraus. Mas valeu a pena, a vista é única! A essa altura caía um chuvisqueiro chatinho, mas não tirou o brilho daquele visual. Descemos, saímos da Basílica e seguimos junto ao muro que delimita o Vaticano, em direção aos Museus. Paramos em um restaurantezinho por ali para almoçar, pedimos um prato de massa, um prato de salada com atum e alcachofra e uma Coca-Cola, deu 11 euros. Faltando dez minutos para uma da tarde, que era o horário dos nossos bilhetes, estávamos na entrada dos Museus do Vaticano (de 2ª a sábado, das 9h às 18h, com entrada até 16h, e último domingo do mês – gratuito – das 9h às 14, entrando até 12h30). Havíamos lido sobre filas homéricas para entrar nos Museus, coisas em torno de 2 horas de espera, então compramos antecipadamente pela internet (http://www.museivaticani.va/), eles vendem ingressos com até 60 dias de antecedência, 20 euros por pessoa (comprando lá presencialmente fica em 16 euros). Acredito que no inverno (tirando o período entre Natal e Ano Novo) essas tais filas não ocorrem, pelo menos não tinha quando chegamos. Só trocamos o voucher impresso pelos ingressos, deixamos a mochila no guarda-volumes (é obrigatório) e entramos. Alugamos um audio-guia (não tem em português) por 7 euros. O nome Museus do Vaticano é no plural porque são realmente diversos museus, ou diversas alas com temáticas diferentes. E o conjunto é IMENSO! Tem muito coisa para ver: parte egípcia, parte etrusca, pinacoteca... entre outros. Além das obras expostas, não deixe de prestar atenção nos detalhes do museu em si: o chão e o teto são duas das coisas que mais gostamos ali. Gostamos muito também da Sala das Cartas Geográficas e das Salas de Rafael. Mas como a maioria das pessoas que estavam ali, o nosso grande foco era a Capela Sistina. O interior da Capela Sistina é a única parte dos Museus onde não é permitido tirar fotos. Apesar disso, um monte de gente faz de conta que não entendeu e fica tirando, e os seguranças gritando a todo momento no photos!, e gritando também silence please, como assim “silêncio por favor”, são vocês mesmos que não param de gritar ! Bom, quanto aos afrescos da Capela, não tem como descrever. Aliás, nem fotos seriam suficientes para dar ideia. Deveria se chamar “Capela Divina”. Típico lugar que só estando lá para saber como é. Sentamos e ficamos embasbacados, admirando cada detalhe dos afrescos. Após, ainda tem algumas salas do Museu, mas realmente é difícil prestar atenção em algo depois da Capela Sistina. Saímos dos Museus já eram quase 18h. Comemos um panini (sanduíche) de salame na banquinha bem em frente à saída, 3,5 euros. Pegamos o metrô na estação Ottaviano e retornamos ao hotel. Jantamos em outro restaurante da Via Marsala, o Binario Zero. Pedimos uma taça de espumante para cada um, uma entrada de petisquinhos (azeitona, queijos e frios), e um prato de massa para cada, tudo deu 34 euros.
  13. Oi, gente! Vou procurar fazer o relato da nossa viagem incluindo informações, dicas e gastos. Acho que vai ser um looongo relato , então vamos lá. 24/01 – Chegada em Roma Nosso voo havia saído de Porto Alegre no dia anterior, às 20:45, direto a Lisboa, pela TAP. Bom serviço de bordo, janta gostosa (com direito a vinho português!), travesseirinho e coberta, boas opções de filmes, e ainda café-da-manhã. A imigração foi muito tranquila. A gente lá com aquela pasta cheia de comprovantes impressos, hospedagem, bilhete aéreo da volta, comprovantes das compras de euros, seguro (Certificado de Schengen), e até os contracheques levamos para comprovar vínculo de emprego no Brasil... e tudo se resumiu a olhar o passaporte, carimbar e chamar o próximo da fila. Tínhamos mais ou menos 1 hora para chegar no portão do embarque para Roma, mas tratamos de ir logo. Foi nossa primeira ida à Europa, estávamos impressionados com o tamanho do aeroporto! Não foi difícil de achar, embarque e decolagem praticamente na hora, e uhuuuu, estamos quase chegando! Chegamos no aeroporto Fiumicino mais ou menos 15h. Foi um pouquinho confuso de achar a esteira das bagagens (um pouco atordoados pela excitação de ter chegado!), fomos seguindo o fluxo de quem tinha desembarcado e encontramos. Na saída do desembarque mais um pouquinho de tensão “Será que teremos que mostrar o passaporte carimbado? Será que pedirão para ver nossos comprovantes das bagagens?”, e nada, ninguém nem olhou para nossa cara! Para ir do aeroporto ao Termini (estação central de trens e metrôs), estávamos entre 2 opções: 1ª os ônibus que custam entre 6 e 8 euros e levam cerca de 50-60 minutos, logo ao sair do desembarque tem alguns balcões de empresas que têm esse serviço. O próximo sairia em cerca de 1 hora. 2ª o trem Leonardo Express, 14 euros, cerca de 30 minutos a viagem. Nesse tempinho em que decidíamos como ir, fomos abordados por um taxista que ofereceu nos largar na porta do hotel por 15 euros por pessoa, era um taxista com crachá, nos mostrou o balcão da empresa dele, parecia confiável. Agradecemos e fomos no Ponto de Informações Turísticas comprar nosso Roma Pass (34 euros cada, mais informações http://www.romapass.it/). Com o cartão comprado (que não inclui transporte do/para aeroporto), e por estar uma chuvinha chata, resolvemos ir com o taxista, apesar do nosso hotel ser bem ao lado do Termini. Era uma Doblô, e junto foram mais dois casais que ele iria largando pelo trajeto. Foi muito legal, foi praticamente uma tour inicial por Roma. Quando passamos por umas ruínas e vi uma plaquinha escrito Therme di Caracalla já fiquei emocionada, e de repente surge à nossa frente o Coliseu... a sensação de “estamos MESMO em Roma” foi indescritível! O taxista foi bem simpático, foi nos dando várias dicas legais de onde comer e passear. Chegando ao nosso hotel a rua estava em obras, então ele andou duas quadras de ré por outra rua para nos deixar o mais perto possível da entrada, ficamos a meia quadra, e ele ainda largou um “eu sou o rei de Roma” cheio de orgulho, que figura! Ficamos no Hotel Ciao (Via Marsala, 96), mas a recepção, o check-in e o café-da-manhã eram no Hotel Luciani (Via Milazzo, nº, a meia quadra de distância. Fizemos todas as reservas de hotéis pelo Booking, e cerca de duas semanas antes da viagem mandamos e-mail para todos confirmando as reservas (levamos impressos os vouchers do Booking E as confirmações por e-mail, vai saber...). Pagamos 195 euros por 5 diárias (sem incluir 2 euros por pessoa por diária de imposto municipal). Gostamos do quarto, bom aquecimento, chuveiro bom e bem quente, cofre, não tem wi-fi. Café-da-manhã bem bom: máquina com algumas variedades de café, pão, frios, um croissant por pessoa, e Nutella (esse eu comi TODOS os dias), naquelas embalagenzinhas pequenas do tipo de manteiga ou geleia. O que eu não como de Nutella no Brasil por ser caro, comi lá! Já eram umas 17 h quando largamos as malas no hotel, saímos para conhecer os arredores e ir à única visita turística do dia, que era próxima do hotel: a Basílica de Santa Maria Maggiore (horário de abertura 7h-18h45min). Linda, desde a sua fachada, seus portões, ao interior, o teto, etc. Passamos em um supermercado em frente à Basílica para comprar água e alguns lanchinhos para os próximos dias, tipo biscoitos e frutas. Nós gostamos de passear em supermercados também , ver os vegetais típicos do local, os produtos em geral, sem falar na variedade e nos preços dos vinhos, dá vontade de trazer uma mala cheia. Para finalizar o dia, jantamos em um restaurante próximo. Um menu fisso que saiu por 10 euros por pessoa, aliás foi o menu fixo mais barato que comemos por lá. Incluía um primo piatto entre 3 opções de massa, um secondo piatto que dava 3 opções de carne com algum acompanhamento, uma taça de vinho ou de água (tomamos vinho, claro!) e uma porçãozinha de sobremesa que era tipo um tiramisu falsificado, mas estava bom. Claro que por esse preço a comida era simples, mas ao longo de toda a nossa viagem todas as massas simples que comemos eram deliciosas! Voltamos ao hotel para descansar de toda essa função da viagem e da chegada, o dia seguinte era dia de nada mais nada menos que Coliseu! 25/01 – Coliseu e arredores, Museus Capitolinos, entre (muitos) outros Pegamos o metrô no Termini utilizando nosso Roma Pass, que é ativado ao ser usado pela primeira vez em um meio de transporte ou em alguma das atrações inclusas. O Coliseu fica a apenas duas paradas, e ao sair da estação já se dá de cara com ele, lindo, majestoso, impressionante! Chegamos 8h25, tinha uma pequena fila para quem ia comprar ingressos na hora e nenhuma fila para quem tinha o Roma Pass. Aliás, essa é uma das maiores vantagens do cartão: filas à parte, que costumam ser muito menores. Demos uma caminhada por fora antes de entrar, e lá dentro... bom, lá dentro não tem explicação, as fotos dão uma pequena ideia, mas só estando lá para sentir. Depois de mais ou menos uma hora e meia curtindo calmamente o lugar, que começava a encher, saímos e fomos ao Palatino. O conjunto Coliseu+Palatino+Foro Romano conta como uma só atração para quem usa o Roma Pass, e para quem compra o ingresso um único bilhete (12 euros) dá direito a entrar nos 3. O Palatino foi o lugar com menos gente dos 3. Lugar bem arborizado, muito agradável de se conhecer. É recomendável levar um guia que explique o que é cada um das construções, fica muito mais interessante, no nosso caso levamos o Guia Visual da Folha. Após o Palatino, já emendamos o Foro Romano. Fantástico! Uma sensação de viagem ao passado, saber que estamos pisando onde era o centro da vida daquele povo há 2 mil anos atrás, e ainda assim uma parte dos prédios que existiam naquela época ainda está ali até hoje. Aqui vale aquela mesma dica do Palatino, de ter um guia que explique o que é cada coisa. Era próximo do meio-dia quando saímos do Foro Romano. Passamos pelo Monumento a Vittorio Emanuele, subimos umas escadarias por dentro dele que levam a uma saída lá em cima, na porta da igreja Santa Maria in Aracoeli. A sua fachada é bem rústica e até simples, e resolvemos entrar “só para dar uma olhadinha”. Linda, seguindo a regra das igrejas por aqui. Ficamos pouco minutos dentro dela, até sairmos por uma porta quase nos fundos que dava em uma ruazinha ao lado dos Museus Capitolinos, e que levava a um mirante com uma vista espetacular do Foro Romano, com o Coliseu ao fundo. Belíssima vista! Voltamos até a Piazza del Campidoglio, ficamos um pouco ali curtindo, e aí tivemos que voltar ao hotel porque o meu amorzinho queria pegar mais um casaco. Não menospreze o frio italiano! Mesmo com um dia lindo de sol, como era o caso, o frio pega em janeiro! Voltamos até o Coliseu para pegar o metrô, durante a caminhada passamos pela Coluna de Trajano (linda, toda trabalhada!), e avistamos o Mercado de Trajano. Depois de passar no hotel, aproveitamos para almoçar ali pertinho mesmo. Pedimos uma lasanha à bolonhesa, uma berinjela à parmeggiana, e uma fatia de pizza de mussarela, tomate e rúcula, tudo estava delicioso e deu 13,50 euros. A próxima atração do dia seria a igreja de San Pietro in Vincoli (das 8h às 12h30min e das 15h às 18h). Poderíamos pegar o metrô novamente, pois tínhamos 72h de transporte público liberado com o Roma Pass, mas ainda faltava mais ou menos uma hora para a abertura da igreja, então fomos andando. Aproveitamos para passar na Santa Maria degli Angeli e dei Martiri (na Piazza della Repubblica, a duas quadras do Termini). Não estava entre as atrações imperdíveis do nosso roteiro, mas foi uma ótima surpresa. Além do seu interior ter uma decoração lindíssima em mármore rosa, tem um meridiano (uma espécie de relógio solar) muito interessante no chão, e um órgão de um tamanho descomunal! Seguimos caminhando até San Pietro in Vincoli, para chegar nela é preciso subir uma ruazinha estreita bem na frente da estação de metrô Cavour. Nesta igreja estão as correntes que supostamente prenderam São Pedro, o que é bastante interessante, mas queríamos mesmo era ver o Moisés, de Michelângelo. Que escultura linda! Impressionante! Os detalhes esculpidos, a musculatura, a leveza com que ele segura sua barba... Só mesmo um gênio para fazer uma obra dessas. Sentamos nos degraus bem em frente à escultura e ficamos ali um tempão, admirando cada detalhe. Saindo dali paramos para tomar o primeiro cafezinho italiano. Se pedir um espresso, não se assuste, vem mais ou menos um dedo de café no fundo da xícara, preto, cremoso, forte! A gente já sabia e estávamos preparados, e achamos delicioso, eu particularmente tomaria cafezinho sempre desse jeito. Custou 1,5 euro cada. Quem quiser um cafezinho parecido com o brasileiro deve pedir um espresso lungo. Fomos caminhando novamente até a Piazza Venezia, em frente ao Monumento a Vitorio Emanuele, caminhamos mais um pouco passando por algumas atrações não tão famosas: Teatro di Marcelo, Templos do Foro Boarium, Arco de Janus, até chegar à igreja onde está a Bocca della Verittá. Tinha uma fila de umas 50 pessoas para tirar foto com a mão dentro da Bocca, e ainda por cima tinha que pagar 0,50 euro. Tiramos uma foto do lado de fora e seguimos. Seguimos por algumas ruazinhas dos arredores, e a cada esquina que se virava tinha uma igrejinha, uma fonte, uma escultura... Reserve algum tempo para caminhar sem rumo pelas ruas de Roma, é muito legal. Voltamos e fomos aos Museus Capitolinos, seria a 2ª e última atração grátis com o Roma Pass, e o último ponto turístico do dia, pois fecha mais tarde que as outras coisas (3ª a Dom, das 9h às 20h). Cerca de 2 horas dá para curtir com calma o Museu, entre os destaques estão a Lupa Capitolina, a Medusa de Bernini e o original da estátua de Marco Aurélio em seu cavalo, toda em bronze, cuja cópia está no centro da Piazza del Campidoglio. Fomos embora a pé pela Via dei Fori Imperiali, vendo o Foro Romano à noite. Fomos até o Coliseu, muito lindo todo iluminado, ficamos ali curtindo mais um pouco. Pegamos o metrô para voltar ao hotel. Jantamos em outro restaurante que oferecia menu fixo, no mesmo esquema primeiro+segundo prato+vinho ou água, em um restaurante bem pertinho do hotel, o L'Antica Locanda, na Via Marsala, muito bem servido, ficou em 15 euros por pessoa.
  14. Teu relato está excelente, e as fotos estão maravilhosas! Pretendo ir para Grécia no ano que vem, aproveitarei várias das tuas dicas! Onde tiraste a foto do teu perfil? Que lugar fantástico! Estou no aguardo do resto do relato. Parabéns!
  15. 1º dia Eu e o Rodrigo (meu marido) fomos aproveitar o feriadão de Páscoa+Tiradentes para conhecer Foz do Iguaçu. Voo Porto Alegre – Congonhas – Foz, tudo tranquilo. Estávamos do lado esquerdo do avião, baixando em Foz deu para ver ao longe a “fumaceira” que levantava das Cataratas, e olhando pelas janelinhas do outro lado deu para ver Itaipu. Ao sairmos do aeroporto, precisávamos ir para o TTU (Terminal de Transporte Urbano), pois nossa Pousada era bem próxima deste. Pegamos o ônibus 120 – Centro (cuidado, pois o 120 passa no mesmo ponto indo para o Parque das Cataratas, o letreiro indica o sentido em que ele está indo). A passagem custou R$ 2,85, levou uns 30 minutos até o Terminal. Fizemos o check-in na Pousada Natureza Foz (http://www.pousadanaturezafoz.com.br), a duas quadras do TTU. Pousada boa, R$ 99 a diária para o casal, quarto amplo, bom atendimento, café da manhã simples mas variado, cozinha disponível para uso dos hóspedes (há um supermercado a uma quadra), wi-fi bom. A 3 ou 4 quadras da pousada existem algumas opções de restaurantes, de diferentes faixas de preço, e lojas de artesanato para compra de souvenirs. Já era final de tarde, e depois de fazer umas compras no supermercado, fomos à Usina de Itaipu para assistir à Iluminação da Barragem. No TTU pegamos o ônibus 102, mas há mais 1 ou 2 linhas que levam para lá. Eu já havia comprado pela Internet as entradas (http://www.turismoitaipu.com.br) , R$ 15 por cabeça, levei o comprovante impresso e troquei na bilheteria pelos ingressos (é preciso apresentar um documento com foto para fazer a troca). As pessoas que vão sem meio de transporte próprio embarcam em ônibus de dois andares para serem levados até a barragem, e atrás desses ônibus vai um comboio de ônibus e vans de turismo e carros particulares. Chegando, todos descem e se dirigem a uma espécie de arquibancada, de onde se vê o vulto gigantesco da barragem, ainda no escuro. Após um rápido vídeo sobre a Usina, começa a iluminação, que vai sendo ligada parte por parte, ao som de música clássica, até que toda a barragem esteja iluminada. É muito bonito, e o tamanho dela é impressionante! Depois de um tempinho ali, todos embarcam novamente nos ônibus para passar pelo caminho bem em frente à barragem. Aqui não se desce, se vê só de passagem, recomendo sentar do lado direito onde a visão é melhor. Na volta, à medida que vamos nos afastando, a iluminação vai desligando, e acaba o tour. Pegamos o mesmo ônibus da vinda para voltar, o ponto fica bem em frente à entrada da Usina. Jantamos no restaurante Aroma do Tempero (Av República Argentina, 814), a uma quadra do TTU, buffet de comida bem simples, R$ 17 por pessoa, foi suficiente para matar a fome e encerrar o dia. 2º dia O plano era ir no Parque das Cataratas do lado brasileiro. Durante a noite choveu muito, acordei algumas vezes e caía muita água, e eu pensava “será que vamos conseguir sair da pousada?”. Enquanto tomávamos café-da-manhã continuava chovendo forte, aí achamos melhor adiar a ida ao Parque e ir para Ciudad del Este. Em frente ao TTU (do lado de fora, do outro lado da rua) passa o ônibus “Ciudad del Este”, passagem R$ 4,50. A Ponte da Amizade não fica longe, mas o trânsito estava muito engarrafado. Esse ônibus atravessa a Ponte e deixa em Ciudad mesmo, mas como estava muito trancado, descemos antes e fomos caminhando, junto com uma horda de milhares de pessoas que também tiveram a ideia de fazer suas compras nesse dia. Ciudad del Este é uma loucura ! Sério, é muita gente! Muita gente vendendo, muita gente comprando, gente, gente, gente. Queríamos comprar uma câmera digital, e já sabíamos o modelo que queríamos e algumas lojas onde poderíamos encontrá-la. É legal de dar uma pesquisada no site http://www.comprasparaguai.com.br para ter uma noção prévia. Levei um mapinha impresso do Google Maps com a localização das lojas, na primeira não tinha mais a câmera, mas na segunda achamos. Eu queria ainda comprar umas coisinhas, mas cada loja tinha tanta fila, e tanta gente, e como ainda iríamos no Duty Free de Puerto Iguazu no dia da visita ao Parque Argentino, desistimos. Nessa função de andar, procurar lojas, olhar produtos, foi-se a manhã. Entramos no Shopping del Este, bem ao lado da Ponte, e procuramos um lugar para almoçar. Lógico que todos os restaurantes e lancherias tinham filas enormes. Pedimos umas esfihas no Ali Babá, e enquanto elas não vinham ficamos tomando uma Budweiser de litro bem gelada (8 esfihas mais a ceva deu R$ 26,00). Depois de comer, atravessamos a pé a ponte de novo, os fiscais da aduana mal olhavam o conteúdo de quem tinha sacolas grandes, e mandavam um ou outro que estivesse mais carregado mostrar as suas mercadorias. A gente tinha colocado a câmera na mochila e nem olharam pra nossa cara. Pegamos o ônibus no lado brasileiro (parada a alguns metros à frente depois de passar a aduana). Não me lembro o número do ônibus, mas ia para o TTU. Ao longo do dia a chuva foi diminuindo e a essa altura já tinha parado, aproveitamos para ir direto para o Parque das Aves (http://www.parquedasaves.com.br). No TTU trocamos de ônibus (não é preciso pagar uma segunda passagem), pegamos o 120, o mesmo que leva para as Cataratas deixa em frente ao Parque das Aves. Entrada do Parque R$ 20 por pessoa. O Parque é muito legal, especialmente os viveiros onde podemos entrar e andar literalmente entre as aves, que estão soltas ali. Também é possível entrar no viveiro das borboletas, algumas pousam nas roupas e até nas mãos das pessoas, adorei (adoro borboletas!). Ficamos pouco mais de duas horas lá dentro, olhando todos os viveiros e gaiolas com calma, curtindo bem. É uma ótima opção para combinar com uma ida ao Parque Nacional das Cataratas, porque é bem pertinho e pelo tempo que toma. Voltamos para a Pousada já era umas 18h. Para jantar fomos na Churrascaria do Gaúcho (Rua Tarobá, 632), também a uma quadra do TTU. R$ 28,00 por pessoa o rodízio de carnes, muito bom pelo preço cobrado. Variedade razoável de carnes, todas com temperinho bem gostoso, e um bom bufê de pratos quentes, saladas e sobremesas. E foi-se o segundo dia. 3º DIA Dia de ir ao Parque das Cataratas no lado Argentino (http://www.iguazuargentina.com). O ônibus “Puerto Iguazu” sai do lado do TTU (fora dele), R$ 4,00 a passagem. Ao atravessar a ponte Brasil-Argentina, já tinha uma fila enorme de carros e ônibus para passar pela aduana. Pois o nosso motorista não pensou duas vezes: pegou o acostamento da contramão (sim, isso mesmo, o acostamento da contramão) e foi-se embora ! Todo mundo dentro do ônibus se olhando e perguntando “Ele está no acostamento? Na contramão?”, e rapidinho ele chegou no posto de controle! Esses argentinos são doidos... Todos tem que descer e passar pelo controle da migração, com passaporte ou carteira de identidade. Depois desse controle, todos embarcam novamente no ônibus e seguem até Puerto Iguazu. Lá, é só atravessar a rua e pegar o ônibus “Cataratas”. Este custa 35 pesos argentinos, falamos com um outro casal que estava ali esperando e rachamos um táxi, deu R$ 15 para cada um, um pouquinho a mais do que o bus. Tivemos a preocupação de levar pesos argentinos, tínhamos lido relatos de pessoas que chegaram lá no Parque e não conseguiram comprar a entrada porque eles não aceitam outras moedas. No fim das contas, a bilheteria do Parque só aceita pesos, mas tem uma casa de câmbio ali ao lado (com uma fila considerável, claro). O casal que foi conosco no táxi trocou com o taxista, 3 pesos por cada real. Tínhamos comprado em Porto Alegre a R$ 0,38 por peso, mas tudo bem, sempre tem aquelas histórias de notas falsas e etc, não me importo de gastar um pouquinho a mais e ter tranquilidade, ou para evitar de perder tempo em fila de casa de câmbio. A entrada do Parque é de 115 pesos para brasileiros. Ao entrar, dá para pegar o trenzinho que leva à Estação Cataratas, de onde saem as trilhas Superior e Inferior, ou à Estação Garganta del Diablo, ou ainda ir a pé mesmo até o início das trilhas, dá menos de 10 minutos. Na compra do bilhete é fornecido um mapinha do Parque, e as trilhas são muito bem sinalizadas. Aliás, toda a estrutura é ótima, trilhas em boas condições, sanitários, lancherias, posto de primeiros socorros... tudo ótimo. Em menos de 5 minutos dentro do Parque já avistamos o primeiro quati! Ah, que bonitinho! Eles estão muito acostumados com as pessoas, mas há dezenas de placas alertando para não alimentá-los e não tocá-los, pois afinal de contas são animais não domesticados e tem unhas e dentes afiados! As placas tem fotos de ferimentos sofridos por pessoas, para alertar mesmo! Começamos pela trilha superior, não é longa e já dá as primeiras visões das Cataratas, que já são impressionantes. Depois, rumo à trilha inferior. Essa é mais longa, mas leva a pontos onde as vistas são ainda melhores. Lá embaixo, pegamos um barquinho que atravessa para a Isla San Martin. Na ilha, sentamos e comemos os sanduíches que tínhamos levado. Além de ser mais barato, os lugares que vendem lanches no Parque não oferecem a vista que tínhamos das quedas d'água durante nosso “pic-nic”. Seguimos para as trilhas da Isla, que levam a outros mirantes deslumbrantes. Terminado o circuito inferior, voltamos até a Estação do Trem para finalmente ir à Garganta del Diablo. Aproveitamos para descansar um pouquinho as pernas, depois de todas essa trilhas. O acesso ao mirante da Garganta é todo sobre passarelas. Finalmente lá, é indescritível. O mirante é bem à beira de uma queda d'água, com todo aquele volume, a força das quedas, o vapor que sobe e que mal deixa ver o fundo, e ainda, algumas borboletas que ficam sobrevoando para complementar, formam um cenário mais do que maravilhoso. Depois de ficar um tempão ali curtindo, voltamos para pegar o trenzinho e ir embora. Entramos no Parque cerca de 10h, e quando saímos eram quase 18h. Para quem gosta de fazer trilhas, é fácil de ir um dia inteirinho como nós fizemos. E para quem não gosta ou não pode, percorrer as trilhas mais simples já é uma experiência única, vi vários cadeirantes, idosos de bengala andando bem devagarinho e pessoas com carrinho de bebê aproveitando. Pegamos o ônibus “Cataratas” bem em frente ao Parque, 35 pesos argentinos, até Puerto Iguazu (passa também bem em frente ao Ice Bar, para quem pretende visitá-lo, icebariguazu.com). Após, ônibus Puerto Iguazu, mas ao invés de irmos até o TTU, descemos na aduana (novamente o trâmite da migração), e fomos no Duty Free Puerto Iguazu. O slogan dele é “o maior duty free do mundo”, e acho que em espaço físico até pode ser, mas em variedade de produtos não. Pelo menos para quem já foi a Rivera (fronteira com Santana do Livramento, destino de compras da gauchada), onde diversas lojas das maiores, tipo Sineriz, tem uma variedade maior. As coisas que deixei de comprar em Ciudad del Este acabei não encontrando aqui, e fiquem sem! Paciência. Mas uma caixinha de vinhos veio ! Para voltar, já eram 21h e não havia mais ônibus, pegamos um táxi que nos cobrou R$ 60 e nos deixou em frente à Pousada. Jantamos no Seu Bar (Avenida Brasil, 132, também pertinho da Pousada e do TTU). Buffet, R$ 13 por pessoa. Tinha opção de pratos à la carte, mas o buffet era bem o que queríamos, uma comidinha simples e sem demora, para ir embora e descansar para o dia seguinte. 4º DIA Nosso voo era às 15h30min. O plano inicial era ir a Ciudad del Este, mas com a função da chuva do segundo dia, acabamos trocando, e restou o lado brasileiro das Cataratas. No fim das contas ficou muito bom, pela proximidade Aeroporto / Parque Nacional. Deixamos a mala no locker (ou malex) do Aeroporto por R$ 15, e fomos para o Parque, que fica a uns 5 minutinhos de ônibus. As entradas tinham sido compradas pela internet (http://www.cataratasdoiguacu.com.br), R$ 29,20 para brasileiros. Duas vantagens: 1º a fila para trocar o voucher pelos ingressos é muito menor do que a para comprar na hora; 2º o dia escolhido para visita na hora da compra pode ser alterado, porque o voucher é válido por até 60 dias. Isso pra nós foi perfeito, deu flexibilidade para alterar nosso roteiro inicialmente previsto. Um ônibus leva os visitantes, assim como o trem leva no lado argentino. Descemos no ponto onde iniciam as trilhas das Cataratas. Logo em frente, já tem um mirante de onde se vê as Cataratas que visitamos no lado argentino. Aqui, assim como descem vários visitantes do ônibus, vêm vários quatis querendo ver se rola algo para comer. Depois de vários avisos para não alimentar e até mesmo para não deixar abertas as bolsas e tomar cuidado ao consumir algo, uma mulher colocou sua bolsa aberta no chão enquanto tirava fotografias. Não demorou nada para um quati roubar um sanduíche da bolsa dela! Um cara viu e levantou a bolsa, e o quati foi junto, pendurado, mas conseguiu pegar o sanduíche e fugir. Rimos muito daquela cena, como é que ela foi deixar a bolsa aberta no chão com comida dentro? E ela ficou lá gritando “ele roubou o lanche do meu filho!”... Seguindo pela trilha, há vários pontos com visão para as Cataratas. A gente vai indo, curtindo, olhando a paisagem, tirando fotos... tudo de bom. Chegando na parte das passarelas sobre as quedas d'água, eles vendem capas de chuva a R$ 9 (fora do Parque tinham pessoas vendendo a R$ 5), nós tínhamos levado as nossas. Realmente molha! O vapor d'água é muito forte, quem não quiser usar capa vai ficar molhado mesmo. Muito cuidado também com equipamentos eletrônicos. Mas é lindo demais! Chega a dar uma vertigem olhar para baixo exatamente sobre as quedas. Saindo dessas passarelas tinha uma fila para pegar um elevador panorâmico, e ao lado tinha uma trilha que subia. Seguimos pela trilha, não é uma subida puxada, e chegando lá em cima dá no mesmo lugar pra onde leva o elevador. A vista é sensacional, só é dispensável ficar numa fila enorme para pegar o elevador (brasileiro adora uma fila!), a não ser pessoas com problemas para subir escadas. No meio do caminho, antes desse mirante do elevador, resolvemos parar para fazer nosso lanche. Olhamos bem nos arredores, verificando se não tinha nenhum quati gatuno. Tudo limpo! Comemos nossos sanduíches tranquilamente, e a sacola com o sanduíche que sobrou ficou em cima do banco, entre nós dois, que estávamos bem juntinhos. Dali a pouco não é que um quati se enfiou ali por trás de nós e já ia puxando a sacolinha? O Rodrigo foi muito rápido e puxou de volta, e eu vendo aquelas unhas bem pertinho da minha perna, lembrei dos cartazes das pessoas machucadas por quatis e dei um grito! O bicho rasgou a sacola, mas salvamos o lanche! Não satisfeito, ele tentou puxar a mochila, era ele de um lado e eu do outro! Isso foi castigo por termos dado risada da mulher que contei antes. Enfim, ficamos no Parque aproximadamente das 09:30 às 13:30, isso sem fazer nenhuma das atividades pagas à parte, como por exemplo o Macuco Safari. Estávamos na dúvida se faríamos esse, e como acabamos indo no dia do voo e o tempo ficou limitado, não fizemos. Mas foi muito proveitoso e muito bom de qualquer forma, não fez falta. Respondendo àquela pergunta que todo mundo faz: qual lado é melhor, o brasileiro ou o argentino? Os dois são maravilhosos, um complementa o outro. O lugar por onde se passa em um, se avista do outro, e assim temos uma compreensão mais completa do conjunto das Cataratas. Ambos tem ótima estrutura de apoio aos visitantes, e acessibilidade para quem tem problemas de locomoção. Depois de conhecer os dois, não consigo imaginar ir a um só! Hora de ir embora. O aeroporto é pequeno, e tudo que os passageiros levam passa por um raio-x antes de fazer o check-in. Tudo: malas e bagagens de mão. É bom não deixar para chegar muito em cima da hora do voo, vi um cara no telefone falando que tinha perdido o seu. Para entrar para a sala de embarque ainda tem o raio-x de bagagem de mão de praxe. E assim foi nosso feriadão, muito bem aproveitado em um lugar maravilhoso que queríamos muito conhecer!
×
×
  • Criar Novo...