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tozziju

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  1. A Pedra do Frade é um imenso dedo rochoso apontando para o céu com altitude de 1.574 metros. Sua localização está entre o litoral de Angra dos Reis, na Serra do Mar e nos limites da Serra da Bocaina. Se encontra, portanto, na divisa entre Rio de Janeiro e São Paulo. Sua principal trilha se inicia na pequena cidade paulista de Bananal, mais precisamente em uma região conhecida como Brejal. Nessa dura trilha cruzamos com vários rios cristalinos, campos abertos, mata fechada, lama, brejos, charcos… Mas tudo isto vale a pena quando chegamos ao seu cume e ficamos deslumbrados com o visual que temos lá de cima. Dados da trilha: Nível: Consideramos uma caminhada semi-pesada, pois no inicio ela é mais tranquila, sendo plana com ligeiros sobe-e-desce mas as 2 últimas horas para alcançar o cume são bem pesadas. Duração: Nos relatos que lemos e levamos para nos basearmos diziam que a ida seria em torno de 7 horas, mas devido às condições que encontramos de muita lama e charcos que afundavam nossos pés, levamos 10 horas para ir e 9 horas para voltar. Distância: 26 Km (Ida e Volta) a partir do ponto em que começamos. Se for começar na pousada do Brejal são 30 km ida e volta. Planejamento: Como disse acima nos relatos que vimos na internet diziam que a duração da trilha é de 7 horas e levamos 10 horas para atingir o cume. Tudo depende muito das condições do tempo e da preparação das pessoas do grupo. É muito importante pegar um relato e um tracklog para GPS de um site de confiança e segui-lo à risca, pois é uma trilha totalmente em mata fechada e qualquer passo em falso você pode se perder. Analisem bem a previsão do tempo antes de ir. Esta é uma trilha que não deve ser feita com chuva em hipótese alguma. Nós vimos que iria fazer sol e somente com 5% de possibilidade de chuva, por isso fomos. Mas mesmo assim pegamos o tempo nublado nos 2 dias e no primeiro dia pegamos até uma leve garoa. E mesmo desta forma nosso rendimento caiu pois a trilha tinha muitos charcos e nossos pés atolavam toda hora. Tem também rios e riachos para atravessar e com chuva a intensidade deles deve ficar maior. A subida final para o cume é de escalaminhada… Tem que subir barrancos, se agarrando a árvores e raízes e com a terra molhada o acesso fica bem dificultado. Além de tudo com o tempo ruim não tem visual nenhum. No 2º dia ficamos esperando vários minutos para poder tirar uma foto da pedra estando no mirante pois ela ficava encoberta de nuvens o tempo todo. Levem bastão de caminhada (ele é indispensável!!!!), usamos muito para atravessar os rios e riachos e na hora que os pés atolavam nos charcos. A descida do cume é cruel, ele vai ser bem utilizado aqui também. É indispensável também estar de calça e camisa de manga longa. Nós fomos de manga curta e voltamos com os braços acabados de tantos arranhões, pois tem horas que a mata tem muito bambuzinho no meio da trilha e você tem que ir se livrando deles com os braços para conseguir passar. Tem algumas plantas com espinhos também. Outro ponto que achamos importante é deixar as mochilas sempre com a capa de chuva, pois assim corre-se menos riscos de arranhar ou rasgar a mochila. Água não é problema nesta trilha, já que passamos por vários rios e riachos ao longo do caminho. Mas atenção!!! O último ponto de água é na Gruta dos Alemães, 2 horas antes do cume. Depois deste ponto não existe mais água. A trilha: Sexta Feira 20/06/2014: Saímos de Jacareí, onde pegamos a Pamela na rodoviária e passamos por Pindamonhagaba onde deixamos nosso carro na casa do nosso amigo Samuel e fomos nós 4 no carro dele. Paramos para comer um lanche e partimos para a estrada as 21:30. Passamos por Bananal e seguimos por uma estradinha (SP247) que por uns 20 km é de asfalto e depois vira terra. Passamos pela pousada Brejal no km 33 e seguimos mais adiante com o carro. A idéia era parar o mais próximo possível da trilha. Quando chegamos em um sítio cheio de cachorros do nosso lado esquerdo vimos que à frente tinha uma porteira. Decidimos parar o carro ali mesmo na estrada (já eram 2:00 da manhã). Armamos nossas barracas na frente do carro mesmo e dormimos algumas horas para começar a trilha no outro dia cedo. Sábado 21/06/2014: Acordamos as 6:30, tomamos café, desmontamos as barracas e terminamos de arrumar as mochilas. Fomos até o sítio dos cachorros e conversamos com a dona e ela deixou estacionarmos o carro lá. As 8:20 partimos. Passamos por aquela porteira que comentei acima e logo mais adiante tem um gramado, onde era um lugar bom para acampar. Mas como estava de madrugada ficamos com receio de ir mais adiante pois não conhecíamos o lugar. Com 10 minutos passamos por outra porteira. Mais 10 minutos e passamos por outra porteira e um riacho com uma ponte que é um tronco de árvore. As 8:46, ou seja, com 26 minutos de trilha chegamos a um campo do nosso lado esquerdo. Prestar atenção para entrar a esquerda neste campo, pois a estradinha continua a frente. Após este campo vamos encontrar o Rio Bonito, tiramos as botas, erguemos as pernas das calças e atravessamos com suas águas geladas na altura das canelas (não é difícil atravessá-lo, ele é estreito). Ficamos uns 15 minutos entre atravessar o rio e se arrumar do outro lado. As 9:00 partimos do Rio Bonito e com 5 minutos chegamos a um descampado com muitos charcos. É preciso atenção para não atolar…rs Após atravessar esse descampado adentramos na mata fechada. As 9:46 atravessamos outro rio. Aqui não tiramos as botas pois ele tem umas pedras e com o auxílio do bastão de caminhada conseguimos atravessá-lo por cima dessas pedras sem escorregar. Mas muita atenção! As 9:46 a trilha dá uma virada para a esquerda e 40 minutos depois atravessamos um riacho onde paramos para um pequeno lanche. Depois do descampado até aqui foram muitos pontos de atoleiro onde precisamos desviar constantemente. Partimos desta pausa para o lanche as 10:55. As 11:05 atravessamos outro riacho com pedras e com mais 5 minutos saímos da mata fechada e chegamos a mais um campo aberto com um riacho no meio. Na ida estava tudo nublado e estávamos sem visibilidade nenhuma. Mas na volta, neste mesmo ponto, podemos ter uma visão do Frade. Após atravessar este descampado passamos por uma porteira e adentramos a mata fechada novamente. as 11:40 encontramos outro descampado e com 5 minutos voltamos para a trilha novamente. As 12:20 encontramos um tronco no meio na trilha e uma árvore com a inscrição PF do lado esquerdo. Paramos para comer e descansar um pouco. Ficamos parados por 15 minutos e as 12:35 partimos reto (cuidado para não se confundir aqui pois tem trilha para o lado direito também). As 12:40 encontramos um emaranhado de árvores que caíram no meio da trilha e temos que desviar pela sua direita. O mesmo ocorre 10 minutos depois e temos que desviar pela direita também. Com mais 10 minutos chegamos a uma clareira e com mais 10 minutos chegamos a uma descida e o correto é virar a direita seguindo o rumo do rio. As 13:15 passamos por mais um riacho. As 13:55 chegamos a uma descida íngreme onde no seu final existe uma bifurcação. O correto aqui é virar à direita. A partir deste ponto a trilha tem vários sobe-e-desce. As 14:45 cruzamos mais um riacho e continuamos a trilha subindo. As 15:10 chegamos na Gruta dos Alemães. Paramos para descansar um pouco e para repor o nosso estoque de água (tem água dentro da Gruta). Daqui pra frente é só subida, escalaminhada e não tem mais água. Após 20 minutos partimos da gruta e subimos até chegar ao mirante as 16:15 (Daqui dá pra ter uma visão magnifica do Frade, mas na ida estava tudo encoberto. Conseguimos vê-lo e tirar algumas fotos na volta). Alcançamos o cume do Frade as 18:10, pegamos o pior trecho da trilha com escuro e tivemos que usar lanternas. Então é importante sair cedo para que isso não aconteça. Domingo 22/06/2014: Acordamos as 06:00 para ver o sol nascer. Assistimos ao espetáculo, tiramos fotos, tomamos nosso café da manhã e arrumamos nossas mochilas para partir de volta. Algumas pessoas, como um grupo que encontramos acampados no cume quando chegamos, optam por fazer a travessia. No primeiro dia vão até o cume e no segundo dia descem até a Gruta dos alemães e partem em outra trilha que chega na Vila do Frade em Angra dos Reis. Mas dessa forma a logística é maior e optamos por ir e voltar por Bananal. Partimos do cume as 9:35. Como achávamos que saberíamos descer, pois era o mesmo caminho que subimos ontem não ligamos o GPS e acabamos nos perdendo. Descemos por uma trilha errada (não sei onde vai dar esta trilha). ficamos perdidos por 30 minutos e achamos o caminho novamente. Aqui a dica é prestar atenção e virar a direita no pé do Frade. Descer sempre com a pedra do seu lado direito. Dessa forma chegamos a Gruta dos Alemães e de lá seguimos de volta pela mesma trilha que viemos no dia anterior. Sempre com o GPS ligado para não acontecer de nos perdermos novamente, pois como a mata é bem fechada dá para se confundir. Siga-nos e veja este e mais relatos de viagens, trilhas e travessias... http://juegui.com.br http://facebook.com/jueguiviajandoporai
  2. Alguns costumam falar que é uma travessia, mas achamos melhor chamar de Circuito pois a trilha vai por um lugar e volta por outro ao ponto de origem e uma travessia geralmente é quando você sai de um ponto por uma trilha e chega em outro, sem voltar ao ponto de origem. Saímos de São Francisco Xavier e fomos para Monte Verde pelos Picos de Monte Verde, ou conhecida como Serra dos Poncianos e retornamos a São Francisco Xavier pela Trilha do Jorge. Sexta Feira 02/05/2014 Iniciamos a trilha as 16:35 partindo da Fazenda Monte Verde em São Francisco Xavier pela trilha do Jorge. Começamos a subir e às 16:48 já encontramos o primeiro ponto de água. Após andar mais alguns minutos encontramos um pessoal descendo e paramos para conversar com um deles, o Marcelo. Um mineiro muito simpático que nos disse que ele e seu grupo vieram de Monte Verde pela mesma trilha que iriamos no dia seguinte, ou seja, pelas cristas dos picos da Serra dos Poncianos. Achamos muito legal, pois geralmente as pessoas fazem a travessia SFX x Monte Verde somente pela trilha do Jorge que é mais fácil e totalmente aberta e demarcada. ele nos disse que a trilha não estava muito fechada mas tinha alguns pontos de vara mato. Ficamos parados conversando uns 15 minutos e depois partimos e continuamos subindo. As 17:08 encontramos o 2º ponto de água. As 17:45 o 3º ponto de água e as 17:52 o 4º ponto de água. Neste momento resolvemos pegar as lanternas pois já estava escurecendo. As 18:30 e 18:40 encontramos os 2 últimos pontos de água (isso mesmo, até aqui são 6 pontos de água). IMPORTANTE: Aqui é necessário abastecer a água tanto para quem vai cozinhar a noite e na manhã do dia seguinte como para levar na continuação da trilha do dia seguinte. Após o mirante da onça só terá água horas depois, após a pedra redonda. As 18:54 chegamos em uma bifurcação. Aqui a trilha segue aberta e bem demarcada e sempre reto e subindo. Ao chegar neste ponto devemos seguir para a esquerda sentido mirante da onça. Para a direita a trilha vai para Monte Verde também, é a continuação da trilha do Jorge. Com mais 30 minutos de subida chegamos ao mirante da onça, nosso local de pernoite do 1º dia. Local amplo, reto e que cabe várias barracas e tem uma vista muito linda. Sábado 03/05/2014 Acordamos as 5:50 e levantamos para ver o sol nascer. Logo após contemplar essa beleza da natureza, tomamos nosso café (não qualquer café…rsrs Fizemos pão de queijo na frigideira.. hhuummm) As 9:00, já com as mochilas prontas, antes de partir, voltamos alguns metros na trilha que viemos e entramos a direita em um acesso que dá no cume onde tem uma vista privilegiada e um livro para assinar e deixar nosso registro de passagem por lá. Tiramos algumas fotos e as 9:15 saímos do mirante da onça sentido pedra partida, nossa primeira meta neste dia. As 10:00 paramos em um pequeno cume do lado esquerdo subindo onde ficamos sabendo que tinha caído um pequeno avião, porém nada avistamos além da bela paisagem. As 10:20 encontramos uma laje grande de pedra e enquanto o Gui e o Samuel procuravam a continuação da trilha, eu e a Pâmela aproveitamos para sentar e descansar por 10 minutinhos. As 10:30 achamos a continuação da trilha que na verdade tem umas setas marcadas nas árvores e seguem para o lado direito. Fomos ora varando mato, ora encontrando pedaços de trilha mais aberta e as 11:50 chegamos na pedra partida. O finalzinho para alcançar seu cume é uma pequena escalaminhada, mas nada difícil, apenas é bom ter um pouco de cuidado pois é exposto e tem algumas plantas com espinhos. Ficamos na Pedra Partida até 12:15 para tirar fotos, descansar e o Samuel levantar o Drone da Montanha para filmar (pena que o danado deu uma pequena pane e caiu, mas ainda bem que nada aconteceu, ele saiu inteiro). As 12:15 partimos sentido Pedra Redonda. Aqui a trilha é bem demarcada e cheia de pessoas, pois faz parte do turismo de Monte Verde. As 12:55 chegamos em uma bifurcação, onde para a esquerda vai para a Pedra Redonda e seguindo reto vai embora e sai no Starbar. Tomamos a saída a esquerda e subimos trilha e escadas feitas em madeira que dão acesso ao cume da Pedra Redonda, e lá chegamos as 13:05. Ah, lembram que citei a água? Então, desde o último ponto antes do mirante da onça até aqui nada de água. E nós fizemos a besteira de usar toda a nossa água no jantar e café da manhã e chegamos até sem água. Estávamos mortos de sede, até que encontramos uma garrafa de 500 ml pela metade em um canto da pedra e tomamos felizes da vida. Aproveitamos para levar a garrafa embora e jogá-la no lixo. As 13:40 partimos e as 14:05 chegamos no final desta trilha que chega em um pátio onde tem um estacionamento e o Starbar, famoso por ser o bar mais alto, porém ficamos decepcionados pois o tal bar na verdade é um quiosque que só vende sucos e água. Compramos um suco por R$ 6,00 e sentamos em uns banquinhos que tinha lá para tomar um lanche. IMPORTANTE: 5 minutos antes de acabar esta trilha e chegar no Starbar dá para reabastecer a água em uma bica que tem do lado esquerdo. Após esse descanso tomamos a próxima trilha que sai do outro lado do Starbar, do lado esquerdo de quem vem da Pedra Redonda sentido estacionamento. Começamos esta trilha as 14:50, subindo. Passamos por uma caixa d’água do lado esquerdo e continuamos. As 15:05 passamos pelo Chapéu do Bispo e as 15:20 chegamos no Platô. Paramos por 5 minutos para tomar água e prosseguimos na trilha sentido Pico do Selado onde chegamos as 16:40. O Selado tem um cume onde só é possível o acesso por uma escalaminhada difícil, porém há uma corda para auxiliar a subida. Subimos, assinamos o livro do cume, tiramos fotos e descemos. Armamos nossas barracas ao lado desta pedra do cume em uma pequena clareira. Jantamos e dormimos. Domingo 04/05/2014 Acordamos as 6:00 para ver o sol nascer. Subimos em uma pedra que tem ao lado da pedra do cume e é mais fácil de subir. Ficamos apreciando o espetáculo do astro rei e descemos para tomar café e arrumar nossas coisas. As 9:20 partimos. Nosso próximo destino era o centro de Monte Verde. Voltamos pela mesma trilha que viemos e as 10:10 chegamos no Platô onde indo para a esquerda encontramos a trilha que desce para Monte Verde. Descemos, encontramos um ponto d’água no caminho e as 10:45 chegamos no fim da trilha que dá no café Platô. Aqui teríamos que descer pela estrada por mais ou menos 1 hora e meia até o centro, porém avistamos uma caminhonete que estava saindo. O Samuel falou com o Sr. Jorge e o mesmo nos cedeu gentilmente uma carona. Subimos na carroceria e em apenas 10 minutos chegamos no Centro de Monte Verde as 10:55 e fomos comer um lanche no shopping celeiro. Comemos um hotdog (sem salschicha…rsrsrs) por R$ 7,00 e tomamos um suco de amora por R$ 5,00. Depois passamos em uma das lojas que vende doces e compramos doce de leite e doce de abóbora com coco para levar para casa. As 12:55 saímos do centro de Monte Verde com direção a Rua Taurus. Essa rua é a que sai do lado do Bradesco. É o acesso para quem vai para as Pedras Redonda e Partida, porém para ir para lá sobe-se a direita seguindo as placas e nós continuamos reto até o final da rua onde viramos a direita. Logo avistamos um balde de lixo grande azul que indica o começo da trilha à esquerda. Começamos a trilha as 13:30 (esta é a conhecida trilha do Jorge). Ela não tem segredo. Com 10 minutos cruzamos um pequeno rio onde dá para abastecer a água e seguimos em frente. Não tem bifurcações, é só ir sempre reto subindo. As 14:25 passamos por um ponto de água. Logo após tem bastante bambu e taquarinha na trilha que enche o saco e enrosca nas mochilas e nos pés…rsrs As 14:50 chegamos no Bosque dos Duendes, local cheio de árvores bosqueadas, muito bonito. descansamos por 10 minutos. as 15:00 partimos novamente e as 15:15 chegamos na bifurcação, onde seguindo para a direita leva para o mirante da onça. Descemos à esquerda pois nosso destino era o final da trilha em São Francisco Xavier. Aqui é a mesma trilha que subimos na sexta feira a tarde para o mirante da onça. Passa pela mesma trilha e os mesmos pontos de água. São 1 hora e 30 minutos de descida. Chegamos ao fim da trilha e ao carro as 16:45. Arrumamos as coisas no carro e fomos embora. Paramos no centro de SFX para comer pastel e tomar um açaí em um lugar chamado Biroska, muito bom. Pastel R$ 4,00 e Açaí 300 ml com 3 complementos R$ 7,00. Este lugar fica na avenida principal, sentido quem vai embora para São José dos Campos. Vejam e curtam as fotos dessa trilha na nossa Fanpage... Siga-nos e veja este e mais relatos de viagens, trilhas e travessias... http://juegui.com.br http://facebook.com/jueguiviajandoporai
  3. Bom, o que dizer deste lugar incrível? Segunda vez neste lugar cheio de maravilhosas paisagens, cachoeiras, cânions… Fomos para a Chapada dos Veadeiros no feriado da páscoa (17 a 21/04/2014). Eu e o Gui fomos com um grupo de amigos do HT, nosso grupo de trekking… Fomos em 11 pessoas… Foi maravilhoso!!! Quero descrever neste post todas as informações do nosso percurso… onde ficamos hospedados, quais passeios fizemos, quanto gastamos, etc… E mostrar fotos… Assim, se vocês ficarem interessados em ir para este paraíso, pode encontrar aqui informações que possam ser úteis para seu passeio. Dia 1: Quinta Feira 17/04/2014 (Este primeiro dia foi destinado a sair de São Paulo e chegar na Vila de São Jorge) Pegamos o avião no Aeroporto de Guarulhos em direção à Brasília à noite. Nosso destino final é a Vila de São Jorge em Alto Paraíso de Goiás, e o Aeroporto mais próximo é o BSB. Lá alugamos carros. Como nosso grupo era grande foram 3 carros. É interessante ir em pelo menos 4 pessoas, assim dá para alugar um carro e ao rachar as despesas o valor fica menor para cada um. Ao pegar os carros fomos em direção à Vila de São Jorge, onde tínhamos reservado o Camping Kalabura. De Brasília até a Vila de São Jorge são 271 Km, ou seja, 4 horas de viagem. Chegamos à Vila de São Jorge já era sexta feira dia 18/04/2014 as 06:00. Passamos a madrugada dirigindo... Dia 2: Sexta Feira 18/04/2014 Nosso primeiro passeio foi o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Atualmente não é obrigatório pagar guia para entrar no Parque, é opcional. Mas vale a pena caso você não conheça nada por lá e tenha pouco tempo, pois assim agiliza bastante. Da primeira vez que fomos nós pagamos um guia, o Sr. Wilson. Ele nos mostrou todas as atrações em um único dia. Dessa vez resolvemos repetir pois tinha vários amigos no grupo que não conheciam. E como já tínhamos feito as trilhas outra vez decidimos ir sem guia. Assinamos um termo de responsabilidade e partimos para as trilhas. Dentro do Parque Nacional existem basicamente 2 trilhas: A primeira é a Trilha dos Saltos, onde é possível visualizar a Cachoeira do Salto 120 e conhecer e nadar nas águas da Cachoeira do Salto 80. A segunda é a trilha dos Cânions, onde é possível passar e se admirar com a beleza dos Cânions I e II e Cânion Carioquinhas. Normalmente o pessoal aconselha fazer cada trilha em um dia, ou seja, seriam 2 dias fazendo as trilhas do parque, mas como já somos acostumados com trekking decidimos fazer as 2 trilhas no mesmo dia. Começamos por volta das 10 hs e acabamos as 2 trilhas as 17 hs, horário em que o parque fecha. Chegamos lá as 5:00 da manhã de sexta feira… nem dormimos, apenas armamos as barracas para deixar as nossas coisas, tomamos um café e partimos para nosso primeiro passeio. Tinhamos poucos dias, então o lema era aproveitar ao máximo. Dia 3: Sábado 19/04/2014 Neste dia resolvemos ir para Cavalcante, uma cidade que fica a 126 Km da Vila de São Jorge. No caminho paramos no Restaurante do Sr. Waldomiro, que fica na estrada entre São Jorge e Alto Paraíso e que serve a famosa “Matula”. Reservamos nossa refeição para as 18 hs, último horário, quando estivéssemos voltando de Cavalcante. Lá fomos novamente visitar 2 cachoeiras lindas: A Santa Bárbara com suas lindas águas azuis e a Capivaras. Saímos cedo de São Jorge e chegamos em Cavalcante por volta das 10 hs e seguimos em direção ao Quilombo Kalunga, onde existe uma associação com Guias cadastrados que fazem os passeios. Contratamos um Guia e partimos para os passeios. Primeiro fomos na Cachoeira das Capivaras. Pequeno trecho de carro e depois uma descida pelas pedras até chegar nela. Ficamos lá em torno de 1 hora, nadamos e comemos um lanche. Depois subimos a trilha pelas pedras, pegamos o carro e fomos para a Cachoeira Santa Bárbara. Lá deixamos o carro em um lugar bem distante da cachoeira, pois existe um rio no meio do caminho. Como o dia estava corrido, contratamos um caminhão para nos levar… subiu todo mundo na carroceria do caminhão e fomos e voltamos assim… Terminamos as trilhas as 18 hs, e como não tínhamos almoçado estávamos morrendo de fome. Mas tinha um problema: Reservamos nossa “Matula” no Sr. Waldomiro as 18 hs e iríamos chegar lá por volta das 20 hs. Mas resolvemos ir assim mesmo e caso não estivesse mais aberto seguiríamos para São Jorge para jantar por lá. Ao passarmos em frente ao restaurante as 20 hs vimos que ainda estava aberto. Entramos mas um funcionário disse que não tinha mais comida e que já estava fechando. Nisso eu vi um Senhor simpático, sorrindo e cumprimentando as pessoas… Logo pensei: será que este é o Sr. Waldomiro? Dito e feito… Me aproximei e perguntei, era ele mesmo e nos convidou para ficar que iriam nos servir… Que pessoa maravilhosa… uma simpatia só… adoramos conhecê-lo. Comemos nossa “Matula” e partimos para o Camping em São Jorge. Ah, lá também vende cachaça de vários sabores. Eu comprei uma de jabuticaba. *Matula: A Matula era a marmita que os garimpeiros levavam para comer no almoço. No restaurante do Sr. Waldomiro ela é servida em 2 opções: a normal (com carne de sol) e a vegetariana (com legumes), acompanhada de arroz branco, farofa, abóbora e mandioca frita. Dia 4: Domingo 20/04/2014 Tomamos café, desmontamos as barracas, arrumamos nossas malas e partimos em direção à mais fantástica cachoeira que eu já conheci: A Cachoeira do Segredo. A entrada para a trilha que chega até ela fica a 12 km de São Jorge. Chegando lá, o rapaz nos informou que só poderia fazer a trilha com guia. Como já tínhamos feito esta trilha e estávamos de posse do tracklog no GPS ele nos liberou a entrada mediante a assinatura de todos em um termo de responsabilidade. A trilha é um pouco longa, mas é reta e não é cansativa. São 16 km (ida e volta) e 32 passagens de rio. Como estava calor foi muito gostoso. Os meninos do nosso grupo pulavam em todo rio para se refrescar, de roupa e bota…rs A cachoeira do Segredo é linda. Possui 110 m de queda e fica entre paredões. Maravilhosa mesmo. Vale a pena conhecer. Ficamos lá por meia hora e voltamos. Acabamos a trilha as 18 hs. De lá fomos para as Águas Termais. É um lugar que se chama Éden. Tem 3 piscinas com águas que nascem quentes do solo. Fomos na piscina e jantamos. Depois, como já estávamos com as malas no carro, decidimos pernoitar em 2 chalés que existem lá. Dia 5: Segunda Feira 21/04/2014 (Dia Destinado à volta) Tiramos este dia para relaxar e arrumar nossas coisas com calma. Nosso voo saía as 17:20 de Brasília e como são 4 horas de viagem e tinha que entregar os carros resolvemos sair as 10:30h da pousada. Saímos e fomos para Brasilia. Chegamos lá, entregamos os carros e fomos para o aeroporto, onde chegamos em cima da hora. Bem que gostaríamos de ter conhecido o Vale da Lua em Alto Paraíso, mas ainda bem que decidimos não ir pois não daria tempo. Foi um feriado e uma viagem muito legal… passeios incríveis… Gastos: Pagamos R$ 250,00 nas passagens pela Gol (ida e volta) por pessoa. Para o feriado da páscoa em abril, compramos no final de novembro/2013 Locação do carro + Combustível: Em torno de R$ 150,00/pessoa Camping Kalabura: R$ 25,00 pessoa/dia Trilhas no Parque Nacional da Chapada dos veadeiros: Zero. Teria que pagar o guia, mas como não usamos o serviço não pagamos nada pois não tem taxa de entrada no parque. Os guias cobram em torno de R$ 10,00 a R$ 15,00 por pessoa se estiverem em grupo. Para visitar as cachoeiras em Cavalcante, paga-se uma taxa de R$ 15,00 por pessoa no Quilombo Kalunga + R$ 10,00 por pessoa para o Guia. Paga-se também R$ 10,00 para o caminhão levar até a cachoeira Santa Bárbara e trazer de volta até o carro. Matula: Existem opções de R$ 20,00, R$ 25,00 e R$ 30,00 Cachaça: R$ 20,00 a garrafa Valor para entrar na Cachoeira do Segredo: R$ 15,00 por pessoa. Para fazer a trilha não pagamos guia, mas é obrigatório. Eles cobram em torno de R$ 15,00 por pessoa Águas Termais: Se for só usar as piscinas é cobrada uma taxa de R$ 15,00 por pessoa. Se quiser ficar na pousada cobra-se R$ 50,00 o pernoite e tem o direito de ficar nas piscinas. Lá também serve refeições. Pagamos R$ 12,00 no jantar e R$ 8,00 no café da manhã por pessoa. Todas as fotos dessa viagem em: https://plus.google.com/photos/100180940466362489235/albums/6007333950380288209?authkey=CNf2_avGw5L3-gE Siga-nos e veja este e mais relatos de viagens, trilhas e travessias... http://juegui.com.br http://facebook.com/jueguiviajandoporai
  4. Gostaria de saber se alguém tem informações se esse pessoal ainda continua acampado na trilha em angra. Obrigada.
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