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alexandresfcpg

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Sobre alexandresfcpg

  • Data de Nascimento 30-05-1979

Bio

  • Ocupação
    Funcionário público

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  1. DIA 38 - 24/11 – Frankfurt Quando o avião estava aterrizando em Frankfurt, vi que estava chovendo muito, e um amigo meu que mora em Berlim já havia me avisado que naquela semana choveria muito por lá, então já deu uma desanimada, fora que estava pensando no frio que passaria novamente, se quase morri na China, imagina na Alemanha. Eu pensei em ficar no aeroporto mesmo caso estivesse muito zoado, não havia nenhum lugar em especial pra eu visitar por lá, mas ao mesmo tempo estava ansioso pois seria minha primeira vez na Europa, então iria ver com calma o que fazer. Na imigração foi mais tranquilo que imaginei, fui atendido por um tiozinho bastante simpático, me fez só algumas rápidas perguntas e logo me liberou, como eu já tinha pego euros na Tailândia, segui direto pra estação de trem, mas antes decidi deixar meu chapéu num guarda-volumes que ficava no 1º andar do aeroporto, não estava afim de carregar aquele trambolho pela rua de novo. O clima estava bem frio, mas não estava tão desesperador quanto em Pequim. Na Alemanha, você compra o tíquete numa máquina que fica na própria plataforma, é bem fácil, e quando o trem chega é só embarcar, não tem nenhum guichê, ou seja, em tese, você pode ir pra plataforma sem bilhete e entrar no trem que ninguém vai ver, certo? Mais ou menos. Na verdade tem um tiozinho que fica passando pelos vagões e ele confere o de todo mundo, fazendo um furinho neles, caso você não tenha você é retirado do vagão e paga uma puta multa pesada. Dizem que às vezes não passa ninguém fiscalizando, mas é um risco desnecessário. Pra ter acesso a região central, é preciso descer na estação Hauptwache, ela fica próxima das principais atrações do centro de Frankfurt. Assim que sai da estação e vi aquelas casinhas no estilo alemão fiquei feliz por estar na Europa, e confesso que estava frio pra caramba, mas muito mais suportável que em Pequim, apenas precisei enfiar as mãos dentro das mangas. Aproveitei e entrei numa pequena padaria e pedi uns pães mó bonitos que tinha ali e um café, não estava mais chovendo mas a mesa na calçada estava toda molhada. Aqui vou fazer mais um resumo do que visitei porque não tinha nada muito importante pra ver: Igreja de Santa Catarina; o prédio da Bolsa de Valores; a Praça Römer, que estava com uma feirinha de Natal bem bonita, mas estava tudo fechado naquele horário; a Paulkirshe; a Catedral de Frankfurt; a Praça Goethe e sua estátua no centro dela; a Ópera de Frankfurt; a escultura do Euro; visitei também uma espécie de uma feirinha de rua ao lado do rio Main. Acabei encontrando um pequeno mercadinho municipal, e como adoro essas coisas entrei pra ver o que tinha de bom. Era bem organizadinho mas bastante estreito, tinha várias barraquinhas de comida, tinha plantas, lembrancinhas, um monte de coisa. Logo que entrei, um cara viu minha camisa do Santos e veio falar comigo, era um brasileiro que morava lá há mais de 20 anos, conversamos um pouco e logo deu um problema: nós paramos em frente a uma barraca de flores, e o dono veio reclamar que estávamos atrapalhando lá. O brazuca e o cara começaram a desenrolar uma discussão num belo alemão que dava medo, porque alemão sendo simpático já é aquela ignorância, imagina brigando. Resolvi comer alguma coisa e parei em uma barraca que vendia algumas coisas aparentemente gostosas, mas como não sabia como pedir ali fiquei um tempo vendo a galera comprando pra entender. Basicamente montava o seu prato e pagava o valor correspondente, e quando chegou minha vez, escolhi umas almondegas gigantes com uma salada de batata e um molho verde. Foi engraçado o cara vir falando em alemão comigo e quando falei em inglês ele fez uma cara de espanto vendo que era turista e falou em inglês de boa, igualzinho na Ásia kkk Depois dei mais umas caminhadas, entrei em algumas das igrejas que citei mas que estavam fechadas de manhã, visitei uma espécie de boulevard que tava cheio de gente, parei num quiosque e pedi um tradicional salsichão e uma breja, visitei uma loja da Tesla e depois de um tempo decidi voltar pro aeroporto, mesmo tendo bastante tempo livre, estava entediado e cansado. Ah, e a essa altura tinha saído sol, contrariando as previsões. O mais engraçado é que quando cheguei no aeroporto, passou uns instantes e arriou outro pé d'água, parece que estiou só pra eu poder conhecer a cidade, de vez em quando é bom ter um pouco de sorte né kkk Bom, assim minha viagem se encerrou, espero que o relato tenha ficado bom, tentei ser um pouco detalhista porque eu pessoalmente tive um pouco de dificuldade de encontrar certas informações, espero que possa ajudar outras pessoas a fazer uma ótima viagem. Valeu pessoal! Chegando em Frankfurt Máquina onde compra o bilhete do trem Esculturas em frente à Bolsa de Valores, o urso e o touro são símbolos do mercado financeiro Bolsa de Valores Praça Goethe Praça Hömer Praça Hömer Catedral de Frankfurt Catedral de Frankfurt Catedral de Frankfurt Catedral de Frankfurt Mercado municipal Mercado municipal Mercado municipal Mercado municipal Mercado municipal Memorial judeu Memorial judeu Memorial judeu Rio Main Rio Main Rio Main Ponte de Ferro Ponte de Ferro Rio Main Feirinha ao lado do Rio Main Feirinha ao lado do Rio Main Feirinha ao lado do Rio Main Rio Main Escultura do Euro Estação Hauptbahnhof Estação Hauptbahnhof Teatro de ópera Parque próximo ao teatro de ópera Parque próximo ao teatro de ópera Igreja de Santa Catarina Igreja de Santa Catarina Paulskirshe Paulskirshe Paulskirshe Torre Eiffell vista do avião Torre Eiffell vista do avião GASTOS DO DIA Saque: EUR 20,00 Guarda-volumes: EUR 0,50 Trem: EUR 9,80 (2 * EUR 4,90) Café da manhã: EUR 3,60 Almoço: EUR 7,00 Imã: EUR 3,00 Chaveiro: EUR 3,00 Cartões: EUR 1,00 (2 * EUR 0,50) Salsichão: EUR 3,00 Cerveja: EUR 3,50 TOTAL: EUR 54,40
  2. DIA 37 - 23/11 – Pequim O avião aterrizou por volta das 6h30, segundo o que mostrava na tela do avião estava 1ºC, e eu já estava torcendo pra não demorar muito na imigração para poder pegar minha mochila e colocar o restante da roupa de frio que eu havia despachado. Ao contrário da ida, dessa vez eu já sabia onde deveria ir sem ficar perdido, e, após andar muito (dessa vez o avião parou em um portão mais distante ainda) naquele imenso aeroporto, fui direto ao guichê onde tira o visto temporário. Para quem não sabe, ao entrar na China você precisa ter um visto, mas se você estiver em trânsito, que era meu caso, você tem direito a um visto temporário de até 144 horas (6 dias). Não são todos os países que tem esse direito, mas o Brasil é um deles, então você deve ir a um guichê específico que fica bem antes de passar pela imigração, indo pro lado esquerdo, não tem como errar, tem uma placa em azul bem grande escrito. Entreguei o passaporte e a passagem que estava impressa, eles analisaram, foi um pouco demorado, mas no final colaram um selo no passaporte com a data da entrada e a data do voo. Quando diz 144 horas, é o tempo limite máximo, mas eles vão carimbar apenas de acordo com a data do voo de saída. Resolvido isso, fui até o guichê da imigração, onde novamente olharam passaporte, olharam passagem, olharam visto, e comecei a achar que tinha dado algum gato, porque o funcionário olhava pro monitor, olhava pro passaporte de novo, e chamava alguém pra olhar e pareciam analisar alguma coisa, e eu pensei "fodeu, vai dar merda", e o frio comendo solto, tava congelando e louco pra pegar minha roupa. Depois de outra demora, fui liberado e fui até a esteira de bagagem. Veio a de todo mundo, menos a minha, dai fui até o guichê da companhia e tive a feliz descoberta de que minha mochila só seria retirada em São Paulo. Sim, normalmente eu sei que eles despacham direto, mas como seriam duas longas conexões imaginei que fosse retirar na conexão. Ou seja... Pensa no frio que estava naquela merda, puta que pariu, eu gosto de frio, mas tava osso, eu tinha outra camiseta na mochila e coloquei por cima da minha roupa, mas era só pra fazer número mesmo. Procurei uma casa de câmbio para trocar os 50 dólares que me sobraram e fui atrás do tal trem que sai do aeroporto até o centro de Pequim, é fácil de achar, é bem sinalizado. Comprei o tíquete e fiquei aguardando, não demorou muito e já estava nele, esse trem tem quatro paradas: T3 (Terminal 3), T2 (Terminal 2), Sanyuanqiao (linha 10 do Metrô) e Dongzhimen (linha 2 do metrô), onde eu desceria, ele leva uns 35 minutos no total. A paisagem se resumia a muitas árvores no começo e depois, já se aproximando da região central, se viam muitos conjuntos habitacionais, eram muitos, parecia um monte de COHAB, e o céu estava bem cinza. Ainda no trem, acabei encontrando um brasileiro que também estava de conexão mas iria pra Cidade Proibida, fomos conversando até Dongzhimen, e de lá tomamos rumos diferentes. Ali começava a odisseia da muralha. Essa estação interliga com o trem, a linha 2 - azul e a linha 13 - amarela, eu peguei essa última, seriam 7 estações até a estação Huoying. é um pouco demorado, pois as estações são bem afastadas umas das outras, e pra ajudar, eu ainda me confundi com a sinalização da estação e desci uma antes, tive que esperar o próximo para seguir até lá. A essa altura eu estava com muito, mas muito frio, mas dentro da estação pelo menos era quentinho, comecei a procurar a tal saída que me levaria a estação de trem, no caso era a G4. Essa estação era muito grande, tinha várias saídas e finalmente achei a minha, e quando subi a escadaria, galera, achei que ia morrer. Sério, nunca senti tanto frio na minha vida, pensei em voltar pro aeroporto e ficar lá, que pelo menos tava climatizado, mas ao mesmo tempo eu sonhava em conhecer a Muralha, então, mesmo batendo os dentes (literalmente), resolvi continuar. Assim que saí da estação, virei à direita (sentido contrário da rua) e segui um corredor, e nesse momento fui abordado por um tiozinho que foi me perseguindo até a estação de trem, um pouco adiante, que queria me oferecer serviço de táxi até a Muralha. Eu li, antes da viagem, que tem muitas pessoas que ficam oferecendo esse serviço, e em alguns casos rola um golpe, mas como eu estava convicto que iria de trem (pela logística e pela grana curta), ignorei o cara e fui para a bilheteria. E não é que o cara se colocou na minha frente pra eu não comprar, tive que mandar ele sair. Aí veio mais uma punhalada no peito: o próximo trem partiria às 11h32, e ainda eram 10h05, nessa hora, além do primeiro tiozinho, colaram mais dois taxistas chatos querendo me convencer a ir com eles, mas mesmo assim comprei o tíquete, para desespero de um deles que até jogou o chapéu no chão. Teria mais de uma hora pra enrolar, então pensei em voltar pra estação de metrô e aguardar no quentinho, mas o problema é que não nenhum lugar pra se sentar, eram apenas inúmeros corredores, então resolvi pegar uma saída qualquer e ver o que tinha pra fazer. Não lembro qual peguei, mas saí numa espécie de terminal de ônibus, e tinha um bairrozinho ali, resolvi aproveitar e ver se tinha algum lugar pra comer, pois não havia tomado café da manhã e eu não sabia que lá na Muralha teria alguma estrutura pra me alimentar (na verdade, não achei nenhuma informação sobre isso). Entrei numa rua que tinha vários restaurantes, mas tanto os cartazes quanto os cardápio estavam só em chinês, afinal, eu não estava numa região turística, tava mais com cara de algum subúrbio da cidade, fora que as fotos das comidas eram bem estranhas, não dava muita vontade de comer. Finalmente passei por um que tinha pinta de ser algum fast-food ou franquia, sei lá, tinha um cardápio na porta com as fotos e os preços, e teve um prato que me pareceu legal, era uma travessa com arroz, parecia feijão, uma carne qualquer e uma verdura, custava 15 renminbis e entrei, fui até o balcão, e quando a mocinha me atendeu, peguei o cardápio, apontei e ela registrou, não rolou uma troca de palavras kkk Sentei onde ela me apontou e fiquei esperando, quando ficou pronto e fui retirar no balcão, vi que era um bagulho imenso de comida, tipo, vinha muito rango, pela foto achei que fosse pequeno. Tinha arroz, o que achei que fosse feijão parecia grão de bico, tinha uma carne de algum animal que morreu (preferia não saber qual era) e uma verdura bem apimentada. Levei quase uma hora comendo aquilo. Quando terminei, fui pedir pra usar o banheiro e aí foi engraçado: tentei perguntar em inglês e a mocinha não entendia nada, digitei no tradutor do celular a palavra banheiro e ele escreveu em chinês, mas quando mostrei a menina fez uma cara de quem não entendeu (vai saber qual foi a tradução que rolou), daí chamou outra e quando essa olhou apontou pra uma porta. Quando entrei, vou descrever o que vi: era um quartinho pequeno, tinha uma máquina de lavar, umas vassouras, panos, e junto à porta, tinha uma peça de cerâmica branca e concava, com pés, um ralinho no meio e tinha ainda uma torneira na parede. Certamente aquilo parecia ser um quarto de despejo e aquela peça não era um mictório, provavelmente se usava pra lavar algo (espero que não fosse a louça), mas já tava ali mesmo, mirei bem no ralinho e mandei ver, até usei a torneira pra lavar a mão. De lá já corri pra estação de trem, tava quase na hora e quando cheguei o ele já estava parado na plataforma, entrei, me ajeitei, e quando o trem saiu, aproveitei que tava bem quentinho lá dentro e apaguei, devo ter até roncado kkk Quando acordei, vi que o trem tava parado, e pelo Maps parecia estar próximo, resolvi perguntar pra uma moça que estava do meu lado se estávamos em Badaling, e a moça ficou repetindo: "Badaling, Badaling, Badaling" seguida de outras duas pessoas, enfim, como ninguém saiu fiquei esperando. Nisso uma mulher entrou com um microfone no vagão e começou a falar alto, eu não sabia se era pregação, se ela tava vendendo algo, se tava contando uma história, se tava brigando com os passageiros, nunca saberei. O trem começou a andar de novo e logo parou na tal estação, ali é o ponto final e todos saíram. Logo que sai do terminal, tem uma placa imensa dizendo que a Muralha fica ha 1330 metros dali. E o frio descendo o cacete, estava preparado pra pegar uma pneumonia, mas a caminhada ajudou a esquentar. No caminho, parei na bilheteria e comprei o ingresso de lá, e moça me deu um tíquete pra entrar num lugar ali do lado, achei que fosse um museu, mas quando entrei vi uma enorme fila, a galera tirava uma foto com um banner da Muralha de fundo e ia num balcão onde você ganhava um diploma em chinês e pagava 30 renminbis pra receber a foto, puta furada do caramba. Aproveitei e parei numa tiazinha e comprei uma touca pra pelo menos esquentar a cabeça e em outro cara comprei um bastão de selfie, pois também havia despachado o meu na mochila principal. No geral, o lugar é até bem estruturado, tem bastante lojinhas, lugares pra comer, tinha até McDonalds e Subway. Logo cheguei na entrada, tem duas escadarias, uma escrito Setor Sul e a outra Setor Norte, comecei pelo Setor Sul. Galera, pensa num troço que tem que estar com o preparo físico em dia. Tem umas subidas bem hard core, são tão ingrimes que tem um corrimão pra descer, senão há risco de descer rolando, fora umas escadarias que são longas. Uma coisa que foi curiosa é que essa entrada que eu fui é mais destinada aos chineses, poucos turistas vão nela, tem uma outra que é mais popular pra estrangeiros, e por conta disso acabei meio que virando uma atração lá, principalmente por conta do chapéu vietcong que eu comprei na Tailândia e estava levando na mão, eu passava pelas pessoas e elas ficavam olhando pro meu chapéu e rindo, chamando as outras pra olhar, e eu não entendia o porquê. Já quase no final daquele setor, vi uma mulher tirando fotos com pinta de profissional com o filho, e pedi para ela tirar uma minha naquele cenário com meu celular, e de pronto ela aceitou. Fiz a pose, e de repente tinha uma galera atrás assistindo, parecia um ensaio ou algo parecido, tinha até gente tirando foto minha nos seus celulares, teve uma senhora que veio até me mostrar a foto minha que ela tirou. Cheguei no fim do Setor Sul (chega num ponto que é fechado pra turistas, embora a muralha continue a perder de vista) e comecei a voltar pra fazer o outro lado, e até fiz uma boa parte, mas uma parei numa grande subida e olhei pro horizonte, era absurdamente longe, mal dava pra ver o fim, e era bem alto, e eu, sedentário de carteirinha, tava morto já, até esqueci que tava frio, tanto que eu estava suando, fora que o sol tinha saído também. Depois de umas 2h30 + ou -, resolvi ir embora, já estava feliz e satisfeito, era minha terceira maravilha do mundo da lista, e com certeza a que mais queria conhecer. Voltei pra estação de trem crente que teria logo um trem e talvez (aquele talvez com pouca esperança) conseguisse até dar uma passada no centro, pela região da Cidade Proibida, pelo menos pra dizer que passei por lá, já que tempo pra visitar acho que não daria. Só que, quando cheguei na estação, vi que só teria o último trem, às 18h01, e ainda eram 16h20, mesmo problema da ida, só que estava tão cansado que nem quis sair pra enrolar, comprei o tíquete e fiquei por ali mesmo, aproveitei pra ler um pouco até dar a hora. Faltava uns 20 ou 30 minutos pro horário todo mundo se levantou e fez uma enorme fila, e começou a seguir pra plataforma. Quando cheguei lá fora, já estava de noite, e a temperatura tava como? Delícia de frio, ativei o modo vara verde e fiquei na plataforma rezando pro trem chegar logo senão teria uma hipotermia, quando ele chegou eu quase que não esperei parar pra entrar nele, lá dentro tinha um termômetro indicando 10ºC (a sensação térmica era bem pior), mas o vagão estava bem quentinho, nem precisa dizer que apaguei e só acordei quase na estação final, daí foi só pegar o metrô e depois o trem de volta pro aeroporto. Ao contrário do que aconteceu na ida, dessa vez eu consegui usar o Wi-Fi do aeroporto, você coloca o seu passaporte no leitor de uma máquina, e ela emite um login e senha, só que é muito rápido pra anotar, sorte que fotografei logo. O problema é que na China tudo é bloqueado, o Google, Facebook, Instagram, Youtube, mas pelo menos o Whatsapp funciona para mandar e receber mensagens de texto, porém nenhum arquivo multimídia (fotos, áudios, vídeos, GIF's) carrega. É nessa fila onde pega o visto temporário (tirei a imagem da Internet porque acho que não pode fotografar) Máquina onde compra o bilhete do trem, bem fácil de usar VID_20181123_082442.mp4 O bairro onde fui parar, esses eram os restaurantes Os valores das entradas na bilheteria VID_20181123_134512.mp4 Aqui e o final da parte sul Pega essas escadarias! Você pode descer a muralha numa espécie de tobogã Aeroporto de Pequim Senha do WiFi que aparece na tela da máquina GASTOS DO DIA Câmbio: US$ 50,00 – RMB 327,00 Taxa RMB 60,00 = RMB 267,00 Trem: RMB 50,00 (2 * RMB 25,00) Metrô: RMB 10,00 (2 * RMB 5,00) Trem para Badaling: RMB 12,00 (2 * RMB 6,00) Almoço: RMB 15,00 Touca: RMB 85,00 Bastão de selfie: RMB 35,00 Ingresso da Muralha: RMB 35,00 Family Mart (mercadinho no aeroporto): RMB 13,80 Mc Donalds: RMB 47,50 (cartão) Starbucks: RMB 35,00 (cartão) TOTAL: RMB 255,80 em dinheiro e RMB 82,50 em cartão = RMB 338,30 Continua...
  3. DIA 36 - 22/11 – Phi Phi Island – Phuket – Pequim Meu ultimo dia na Tailândia, o coração já estava apertado, tinha adorado aquele país, mas tudo que é bom dura pouco e logo estaria de volta à minha rotina. Mochila arrumada, aproveitei pra tomar um banho, pois iria ficar até domingo sem, tudo certo e nada resolvido, às 11h sai, deixando minha mochila num canto do quarto, e fui almoçar naquelas barraquinhas que eu frequentava, sem pressa pois tinha um tempo pra enrolar. Depois sai caminhando sem esmo, olhando aquele mar, estava um dia bonito, até que sentei em um banco de frente pra praia e fiquei lá, ouvindo um sonzinho no meu celular e admirando aquela beleza toda. Fiquei lá até mais ou menos 13h30, voltei pro hostel, peguei minha mochila, esperei a senhorinha voltar pra me despedir e segui pro píer. Assim que cheguei, já entreguei o tíquete, e o rapaz colou um adesivo na minha camisa, era pra saber quem teria transporte do outro lado, que era o meu caso. Já fui para o barco, mas dessa vez preferi ir dentro, sentado, o ar condicionado tava torando de gelado, e tinha uma espécie de open bar de coca-cola e melancia, podia pegar a vontade. Saímos umas 14h45, e assim que o barco começou a andar, começou uma chuva, ainda bem que eu estava indo embora. Aproveitei para ver do barco a praia de Maya Bay, ele passa, ainda que meio de longe, pelo lado de onde dá pra ver a famosa pedra flutuante, fiquei frustrado por não conhecer a praia mais famosa do país, mas infelizmente ela está fechada por tempo indeterminado por conta do turismo predatório que o lugar sofreu todo esse tempo. Chegamos em Phuket umas 16h15, e mal sai do barco já tinha umas pessoas com placa da empresa de barco gritando, um cara viu que eu tava com o adesivo e já me encaminhou pra onde estavam as vans, tinhas várias pra vários lugares diferentes, ele me levou num cara que gritava “seventeen, seventeen”, era a minha van. Sinceramente, achei bem organizado o esquema, pra quem tava preocupado como ia ser, fui muito tranqüilo. Achei que seria a única pessoa naquela van, mas logo chegou um casal, no final só fomos nós três pro aeroporto. Ele fica bem longe do píer, a van deu uma boa volta por Phuket, chegamos por volta depois das 18h no aeroporto, ele para no terminal doméstico, mas o internacional é quase do lado, basta subir uma escadaria e caminhar por uma passarela. Basicamente passei o tempo no aeroporto lendo, depois comi um lanche no Burger King, dei uma passeada pelo aeroporto, aproveitei e dei uma olhada nas casa de câmbio para trocar o que sobrou dos thai baths por euro (a moeda da China eu usaria os dólares que sobraram para trocar), só tinha duas e os valores eram os mesmos. O WiFi do aeroporto era com limite de tempo, então eu racionei o uso pra poder usar de vez em quando. Meu vôo só saia às 0h40, nesse meio tempo ainda comi alguns salgados do Starbucks e do 7-Eleven, e quando deu o horário de fazer o check in, eu fui ao banheiro e resolvi já colocar o conjunto segunda pele (calça e camisa) e deixei o fleece na mochila para adiantar, e o resto da roupa de frio eu deixei na mochila cargueira, pois chegando em Pequim, era só vestir o resto, afinal, eu sabia que iria estar bem frio lá. Aí começaria mais perrengue pra coleção... Já começou a azedar que na hora de fazer o check in (assim como na ida, só dava pra fazer no balcão, online nem pensar, dá-lhe Air China), os caras não achavam a minha reserva de jeito nenhum, demorou um tempão, eles olhavam no computador, vasculhavam, passavam rádio pra alguém e nada, eu já tava começando a ficar com medo que tivesse ocorrido algum cancelamento pela empresa, sei lá, nunca tinha usado o tal do Zupper. No final era algum erro que não lembro, se não me engano era o código da reserva, sei lá, mas que foi resolvido. Beleza, ok, inclusive já imprimiram as duas próximas passagens (Phuket – Pequim e Pequim – Frankfurt), bora embarcar. Ainda consegui pegar um pouco de Internet ao lado da King Power, uma rede de lojas que tem nos aeroportos da Tailândia ( essa é aquela rede que patrocina o Leiceter, da Inglaterra, e que o dono morreu num acidente de helicóptero ano passado, foi um baita luto no país) e embarquei rumo a Pequim, estava bastante ansioso pois rira realizar um sonho: conhecer a Grande Muralha. Pier de Phi Phi A ilha onde fica a praia de Maya Bay, do lado direito a tal pedra flutuante que fica na frente da praia Tabela com os horários dos ferry boats Caminho do aeroporto de Phuket Aeroporto Internacional de Phuket GASTOS DO DIA Almoço: THB 120,00 Coca: THB 20,00 Burger King: THB 269,00 7-Eleven: THB 45,00 Starbucks: THB 160,00 Câmbio: THB 759,80 - £ 20,00 TOTAL: THB 614,00 Continua...
  4. DIA 35 - 21/11 – Phi Phi Island Como era um dia sem muito compromisso, dormi um pouquinho mais e decidi fazer a trilha até a praia de Long Beach. Pra chegar lá, tem que seguir a praia onde o ferry boat chega indo pra esquerda, logo começa o caminho, é fácil de achar. No caminho tem algumas praias bem sossegadas, com pouca gente, vale ir parando e dando uns mergulhos em cada uma. o único problema é que quando chega numa espécie de estradinha, tem uma saída pra ela do lado direito (tem até uma sinalização no chão), mas não percebi e segui, fui parar num lugar bem esquisito, tinhas umas casas que pareciam abandonadas, muito mato, e sai no meio de uma picada horrível, no final das contas acabei saindo na desgrama da estrada numa parte que eu já havia passado, ou seja, andei em círculos. Tem coisas que só eu consigo fazer! Finalmente achei o raio da praia, era bem bonita e grande, tem hospedagem lá também, provavelmente é um pouco mais caro ficar lá, mas pra quem tem grana vale muito a pena. Devo ter ficado umas 2h por lá, depois resolvi sair, não sou o tipo de pessoa que consegue ficar o dia todo na praia (até porque moro em cidade de praia, claro que não no mesmo nível, mas no final é tudo areia e mar), e como sabia que havia um outro view point ali perto decidi ir conhecer. Era só pegar a tal estrada de novo e ir direto, é uma subida bem cansativa, tem uns ladeirão punk, até que cheguei num lugar que não sabia onde ir, uma coisa que parecia um lago artificial sendo construído e umas casas em volta, andei ali pelo meio, sai atrás de um prédio nada a ver e no final bastava seguir pela lateral do lago direto que saia no tal mirante. Sinceramente, achei bem bosta, só tinha vista do mar, não que isso seja feio, mas esperava um visual mais foda, pelo tempo gasto não compensou. O mais engraçado é que na ida demorei pra cacete pelos perdidos que tomei, mas na volta, desde a entrada de Long Beach até a praia de Tonsai, onde eu estava, levou uns 15 minutos, contando as paradas pra foto. Voltei pro hostel, tomei um banho, lavei algumas roupas, afinal, no outro dia já começaria o processo de volta pra casa e não queria viajar com muita coisa suja na mochila, e aproveitei e falei com a senhorinha do hostel se poderia deixar minha mochila lá depois do check out, pois teria que sair às 11h mas meu ferry tava marcado para às 14h30, teria que fazer hora até lá. Ela sorriu e disse que não havia nenhum problema, aliás, era uma senhora muito boazinha, mal falava, mas tava sempre sorridente, e sempre acordada, qualquer hora ela estava lá sentada na recepção, mesmo quando cheguei tarde da noite ela estava acordada lá. Depois fui até Loh Dalan, comprei um pedaço de pizza (que aquela altura era meu almoço) e uma coca numa barraca de frente pra praia e fiquei sentado vendo meu último pôr do sol da viagem. Não tava aquele céu bonito (achei até que fosse chover), mas foi bacana aquele momento, fiquei pensando em toda a viagem, nas coisas bacanas que fiz, nos lugares que conheci, e já começando a sentir saudade de tudo aquilo. Voltei pro hostel, dei uma descansada e depois fui dar um peão, resolvi conhecer o tal do Reggae Bar, meu hostel ficava nas costas dele, é um bar onde existe um ringue de luta no centro dele e rola uns muay thai, inclusive, segundo eu li, qualquer frequentador pode lutar se quiser, valendo um baldinho do capeta. O problema é que pra entrar você tem comprar uma bebida na recepção, até aí normal, mas pelo que entendi só podia ficar se estive bebendo, se parasse teria que sair (pelo menos é o que o tiozinho da entrada deu a entender). Tinha um pessoal que tava ali na entrada querendo dar uma olhada, pra ver como era, mas o cara começou a agir com grosseria com todo mundo que estava lá, dizendo que estávamos atrapalhando e quase que enxotando a gente. Acabei desistindo de entrar pela atitude do cara, fora que achei bastante caro o preço das coisas lá. Andei até a praia e fui conferir o agito das festas, tinha bastante gente, mesmo padrão, galera chapando, shows pirotécnicos, música alta bombando, fiquei lá até um certo horário e sai fora, teria dias cansativos pela frente. Aqui é o começo da trilha para Long Beach Alguma praia qualquer no caminho A tal estradinha de terra no caminho A entrada de Long Beach é exatamente na frente dessa árvore Long Beach É assim a coleta de lixo da ilha Além daquela árvore, tem essa indicação no chão Seguindo pro tal viewpoint 3 Viewpoint 3 A tal maré baixa a que me referi GASTOS DO DIA 7-Eleven: THB 35,00 Pizza: THB 80,00 Coca: THB 40,00 Janta: THB 60,00 Smoothie: THB 50,00 Cerveja: THB 50,00 TOTAL: THB 315,00 Continua...
  5. DIA 34 - 20/11 - Ao Nang – Phi Phi Island Assim como nos outros dias, acordei cedo e esperei pelo transporte na recepção. Quando fui tirar a mochila do locker que ficava embaixo da cama, tive uma surpresa: o cartão de acesso, que eu achava que eu havia perdido na praia no dia anterior, estava caído sobre ela, provavelmente caiu pelo vão entre a cama e a parede, e quando eu sai fui no piloto automático achando que estava com a chave. Imediatamente fui até a recepção e falei que havia achado a chave, na mesma hora me reembolsaram os 500 baths. Um prejuízo a menos, pena que os 250 dólares não apareceram... Esperei na recepção o transporte, que logo chegou e seguímos rumo ao píer de Krabi, que é de onde sai o ferry boat para Phi Phi. O carro chegou e embarcou eu e mais duas moças que estavam no hostel, junto com outras pessoas que já estavam no carro. Ao contrário dos outros píers, esse eram grande e você percorria um bom caminho até o embarque. Pra ajudar, eu tinha lacrado a minha mochila e tive que levar na mão, a bicha tava pesada que só, foi uma eternidade chegar lá kkk O barco partiu às 9h10, estava um tempo bonito e fui na parte de fora admirando o visual, sentei num banco (depois de educadamente pedir licença a um francês folgado que achava que tava deitado numa rede em frente ao mar) . O barco chegou por volta de 10h45, foi uma viagem tranquila, e logo que descemos temos que pagar uma taxa de lixo para entrar na ilha, é bem baratinho (20 baths), eu tinha lido que havia uma taxa de 300 baths pra entrar na ilha, mas não vi nenhum posto de cobrança, só essa do lixo. Do píer, caminhei até meu hostel, não era muito longe até, aliás, tudo na ilha é muito perto, é bem pequena. Fui recebido por uma senhorinha com trajes muçulmanos, ela quase não falava, apenas olhou minha reserva, me levou até o quarto e mostrou o resto do lugar. Basicamente, o hostel se resumia a recepção que ficava na calçada (aliás, lá, muitos hostels são assim, a porta do quarto literalmente já dá pra rua), dois quartos atrás, no fundo deles havia um corredor comum ligando eles e havia 4 banheiros com um vaso sanitário e um chuveiro, eram bem grandes, certamente os maiores banheiros que encontrei em hostel. O hostel era bem simples mas bem de boa, tinha ar condicionado e um galão de água em cada quarto. Saí para dar minha primeira volta e, por estar com uma camisa da seleção, fui chamado por uma voz em português, era um brasileiro que trabalhava como mergulhador. Sentei na agência e fiquei um tempo conversando com ele, tava com uma puta vontade de fazer mergulho (culpa do snorkel que me tirou o medo da água), mas como já tinha tomado um chapéu e precisado sacar dinheiro, preferi não sacar mais e ficar fodido depois. Ele contou que morava na Espanha e perseguia o verão, onde tava calor, ele ia, só lá na Tailândia ele tinha ido umas 3 vezes. De lá, almocei um pedaços grandes de pizza que é muito comum por lá e segui para a praia de Loh Dalan, fica no lado oposto onde os barcos atracam, e para meu espanto a maré estava muito, mas muito baixa, dava pra caminhar muito mar adentro e a água não passava da coxa, confesso que fiquei até assustado, pois antes da viagem, vi muitos documentários sobre o tsunami de 2004 (pra quem já leu meus relatos de outras viagens, sabe que tenho um imã pra desastre natural: já peguei terremotos, furacão, aí já viu né, melhor já se precaver ) e uma característica era o recuo do mar, exatamente como estava, mas ao mesmo tempo soube que esse recuo ocorre muito por lá, é normal. Além disso, achei a praia um tanto quanto suja, até porque também tem muito barcos nela que prestam serviço de táxi-boat. Quando sai da praia, aproveitei pra já garantir o ferry boat pra Phuket, que é de onde sairia meu vôo de volta, e infelizmente eu só teria 2 dias em Phi Phi, achei melhor garantir. Antes que alguém pergunte o porquê de tão pouco tempo lá, vou explicar: na verdade houve um erro crasso de planejamento meu, eu havia reservado 3 dias pra lá contado que meu vôo sairia de Phuket dia 23, e realmente, ele sairia nesse dia, só que era a 0h20, ou seja, de 22 para 23, e eu, jegue que sou, tava achando que sairia na noite de 23 (ou seja, teria todo o dia 23 e embarcaria de noite), portanto eu só poderia ficar até 22 lá, e só percebi quando fui reservar o hostel em Phi Phi, então só fiquei 2 dias, mas como a grana tava curta e lá é um pouco mais caro, foi até bom, nem ia rolar fazer os passeios de barco que planejei. Voltando ao assunto do ferry, assim como em Ao Nang, tem muitos lugares que vendem, basicamente é uma banquinha na rua com uma pessoa, só isso, e parei em uma que estava com um preço melhor, comprei o pacote que incluía o barco e o transporte para o aeroporto de Phuket, só que eu não entendi como funcionava quando chegasse no píer do outro lado, a mulher só dizia ok, ok, e mostrava o logo da empresa, aí tive a “genial” ideia de fotografar o logo da empresa que estava onde? Na camisa da mulher, que, claro, ficou P-I-S-T-O-L-A, começou a falar pra apagar e não sei o que, eu disse só queria registrar o nome da empresa para não ficar perdido na hora, e no tíquete não tinha, só o nome da empresa do barco, mas a mulher começou a gritar, apaguei na hora. Resolvi conhecer o famoso view point da ilha, é uma subida fila duma égua, mas de boa de fazer, é também a principal rota de fuga em caso de tsunami (a ilha foi bem destruída na época), assim que chega no primeiro ponto, há uma bilheteria onde você paga 30 baths e já curte uma bela vista da ilha. Mas ali ainda não é a melhor vista, tem que continuar subindo mais um pouco, é no view point 2 que se tem aquela imagem que é o cartão postal da ilha. O cansaço é recompensado, é um pôr do sol pra ninguém botar defeito. Ah, não façam como eu e levem repelente, porque senão vai sair todo picado. Ainda bem que não tenho alergia de inseto... não, pera! A noite, sai pra caçar um lugar pra jantar e encontrei um lugar cheio de barraquinhas de comida, das opções da ilha era o lugar talvez mais em conta, escolhi um resolvi sair um pouco do circuito pad thai / fried rice e pedi um arroz que vinha dentro de um abacaxi, tinha uns camarões dentro, tava da hora o negócio. O agito da ilha fica por conta das festas que rolam na praia, tem várias baladas e o povo basicamente enche a cara com os baldinhos do capeta ouvindo música muito alta até altas horas, com direito a muito show de pirotecnia. Resolvi encarar um, tem vários lugares que vendem, parei numa barraquinha, escolhi o “combo” (é você que monta o seu) mais baratinho que tinha e pronto. Galera, gaaaaleeeeraaa, pensa num bagulho do mal, eu lembro que na metade dele eu já tava meio louco, tanto que no final do rolê tenho alguma lembrança de voltar pro hostel, foi quase uma baldeação (ba da tuns). VID_20181120_162751.mp4 GASTOS DO DIA Taxa de lixo: THB 20,00 Pizza: THB 160,00 (2xTHB 80,00) Coca: THB 30,00 Ferry + ônibus: THB 450,00 Água: THB 30,00 View Point: THB 30,00 Jantar: THB 100,00 Coca: THB 20,00 Baldinho: THB 200,00 Pizza: THB 80,00 Hostel: THB 378,00 TOTAL: THB 1498,00 Continua...
  6. Então, eu tinha o tradutor off line, mas fui num restaurante local enquanto aguardava o trem, precisei usar o banheiro, escrevi no celular e mostrei pra mina, ele olhou sem entender nada, chamou outra atendente e essa me indicou o banheiro, vai saber o que aquela desgrama traduziu. Não comprei porque eram só algumas horas, e sobre os horários acho que tem na internet, eu que não consultei direito mesmo, lá eu não lembro se tinha.
  7. Cara, foi meio que uma odisseia, vou tentar resumir: vai até o terminal 2 ou 3 do aeroporto, pega o trem expresso e vai até a estação de metrô Dongzhimen (é o ponto final do trem), leva mais ou menos uns 35 minutos. Lá você pega a linha 13 - amarela e segue até a estação Huoying, são 7 estações até lá (demora um tanto porque elas são bem espaçadas uma da outra). Essa estação é bem grande e tem inúmeras saídas, procure pela G4, sobe a escada e você verá a rua do lado esquerdo e do lado direito um muro e uma espécie de corredor, siga nesse corredor, em alguns metros você chegará na plataforma da estação de trem, a bilheteria é mais pra frente. Nem precisa falar muito, basta dizer Badaling (é a estação onde fica a muralha) e pagar. A viagem leva mais ou menos 1h30, é o ponto final, não tem como errar, chegando na estação, terá uma placa enorme na rua dizendo Great Wall - 1330m, basta seguir o fluxo. Na volta, basta fazer o caminho contrário. Algumas considerações: assim que sair da estação Huoying e virar no corredor, provavelmente você será abordado por taxistas chatos querendo te convencer a ir com eles, inclusive te seguiram até a bilheteria, ignore-os. Outra coisa é o horário dos trens, pesquise bem porque não fiz isso e me lasquei, quando cheguei pra comprar eram 10h05 e o próximo trem era às 11h32, por sorte eu tinha bastante tempo, e na volta foi a mesma merda, cheguei na estação uma 16h e pouco e só tinha trem para as 19h.
  8. Olá galera, no próximo mês começarei um mochilão pelo Egito e por Marrocos, e montei o seguinte roteiro (ainda em aberto): 17/10 - Chego ao Cairo às 1h40 18/10 - Cairo (recuperação da viagem e algum rolê local) 19/10 - Cairo (Pirâmides de manhã e talvez Menfis e Sakara de tarde) 20/10 - Cairo (Bairro Copta e Mesquitas / Mercado) 20/10 - Cairo (janela de roteiro) / Trem noturno para Assuã 21/10 - Chegada em Assuã 22/10 - Assuã / Abu Simbel / Assuã 23/10 - Embarcar no cruzeiro 24/10 - Cruzeiro 25/10 - Chegada em Luxor (janela de roteiro) 26/10 - Luxor (Passeio de balão de manhã e Vale dos Reis) 27/10 - Luxor (Templo de Karnak e rolê de feluca) 28/10 - Luxor (Templo de Luxor e Museu de Luxor) 29/10 - Luxor / Trem para o Cairo 30/10 - Cairo (janela de roteiro) 31/10 - Cairo / Alexandria 01/11 - Alexandria 02/11 - Alexandria / Cairo (no final do dia só pra dormir no Cairo) 03/11 - Cairo / Vôo para Casablanca Vamos lá: 1º) Quero saber se compensa mais ir do Cairo pra Assuã / sentido Luxor ou ir pra Luxor / sentido Assuã, ou tanto faz; 2º) Não tenho pretensão de ir pra Hurgada ou Sharm El Sheik, por isso não inclui (imagino que alguém irá sugerir); 3º) Quando eu coloco "janela de roteiro", significa que dá pra modificar (se precisar excluir um dia dali e aumentar de cá, essas coisas) 4º) O que acharam do roteiro? Quais mudanças eu deveria fazer? Obrigado desde já!
  9. Cara, aí eu já não sei porque não fui em nenhuma loja, a única coisa que fiz em Pequim foi ir á Muralha. Sobre inglês ruim, lá quase ninguém falava inglês, era quase na mímica, até no restaurante que almocei eu passei sufoco, mas no final a comunicação acaba saindo. Sobre dinheiro, fiz câmbio no aeroporto, não sei se era a melhor cotação mas pelo menos é seguro, levei dólar e troquei lá. E claro, sempre é melhor andar com dinheiro local do que dólar.
  10. DIA 33 - 19/11 - Ao Nang Era meu último dia em Ao Nang, a agenda estava livre então faria apenas algumas caminhadas pela praia, de boa, no relax. Deixei minha mochila mais ou menos no jeito, coloquei a chave/cartão no pescoço (ela tinha um cordão) e saí sentido à praia. Primeiro fui até a praia e resolvi primeiro seguir a orla da praia para o lado direito até o final dela, onde chega num ponto em que a avenida sai da praia e vai por dentro, se seguir esse caminho direto vai acabar no píer onde fiz o passeio do dia anterior e que eu achava que era de onde saía o ferry boat pra Phi Phi. Ali tem uma espécie de uma galeria grande com algumas lojinhas e muitos pequenos restaurantes. Voltei e no caminho aproveitei e comprei a passagem de ferry boat para Phi Phi, tem vários lugares que vendem, a média era entre 350 e 400, mas tinha até mais caro, sinceramente acho que não existe diferença no serviço, pois a empresa é uma só, então fui no mais barato mesmo. Voltei ao hostel pra guardar o tíquete, almocei e depois retornei à praia, agora indo pro lado esquerdo, e acabei achando um caminhozinho que levava a uma escadaria de madeira. Continuei seguindo a trilha, que passava pelo morro e logo fui parar na praia vizinha chamada Pai Plong, onde ficava um hotel chamado Centara, uma espécie de resort bem chique, essa praia ficava entre Ao Nang e Tonsai. Fiquei um tempão lá curtindo aquele visual, com um enorme paredão atrás, e resolvi voltar pela mesma trilha, que depois descobri que chama Monkey Trail, devido ao enorme número de macacos que existem ali (eu não vi nenhum, mas parece que lá é abarrotado), e quando cheguei do outro lado notei que estava sem o cartão do hostel, lembrei que havia tirado tudo para entrar na água e deixado na areia (chinelo, camisa, só fiquei com a bolsa estanque com o celular e algum dinheiro que levei). Tanto na ida quanto na volta, eu fiz o trajeto bem demorado, porque a escadaria era um pouco judiada, tinha ir na manha (além do fato de eu ser cagão pra tudo). Pensa num peão que fiz aquele caminho de novo mais rápido que o Usain Bolt, imagina se eu perco aquilo, 500 pila de prejuízo no bolso. Voltei à praia e nada, andei por todo o lado e não encontrei, perguntei até pro guarda que ficava na praia se ele achou algo, a única coisa que eles fez foi pedir pra eu assinar o livro de visita da praia que eu não havia assinado quando estive lá (nem sabia que tinha que assinar algo). Voltei puto da vida, queria matar um de raiva, tive que voltar pro hostel, explicar o caso pra moça da recepção, que me deu outra chave. Dei a ela com uma dor no coração os 500 baths, e fui até o quarto pra fazer as minhas contas e fiz uma descoberta que terminou de fuder com meu dia: havia sumido 250 dólares da minha mochila. Vou explicar melhor essas parte: o que costumo fazer com meu dinheiro, eu levo sempre dólares e vou trocando aos poucos na viagem, conforme a necessidade, e eu deixo os dólares guardados numa espécie de zip lock, que fica entocado numa parte da mochila que é quase um fundo falso, mesmo que alguém mexesse dificilmente encontraria aquilo, até pra eu mexer é difícil, fica muito no fundo, enquanto que o dinheiro que troco, eu guardo uma parte numa doleira que uso embaixo da roupa e uma parte em outro lugar da mochila. Quando o quarto tem armário, eu guardo a mochila dentro e pronto, mas quando não tem, deixo do lado da minha cama e pronto, nunca aconteceu nada...até aquele momento. Quando fui pegar o zip lock pra olhar, só tinha 50 dólares em trocado e eu sabia que tinha 300 dólares ainda, portanto faltava 250, eu tenho uma desconfiança que fui furtado em Bangcok, pois lá não tinha armário e minha mochila ficava do lado da cama; em Ao Nang, tinha aqueles armários embaixo do beliche e eu deixava ela o tempo todo trancada. Bom, pra resumir, a raiva era tanta que nem vontade de chorar eu conseguia ter, tava puto com a situação toda e com a minha cabacice. Daquele dia em diante, caso não tenha armário pra mochila, vou por a capa de viagem na mochila e botar cadeado. Sai do hostel, procurei um caixa ATM e saquei 2000 baths, pelas minhas contas seria o suficiente até o final da viagem (na Tailândia, quando você faz um saque, é cobrada uma taxa de 220 baths, independente do valor). Descansei um pouco para esfriar a cabeça, sai pra jantar e, como já tava fodido mesmo, resolvi colar no Boogies Bar novamente pra tomar uma caneca de chopp (no mesmo esquema do "double") e ouvir um bom rock’n roll pra desanuviar. Pra fechar com chave de bosta a noite, ainda rolou outra bagunça dos coreanos no quarto (quando subi, eles estavam sentados na entrada conversando), eram 2h30 e eu abri a cortina da cama olhando tortaço pra eles, que me olharam com cara de assustados (pensa na cara de puto que eu devia estar) e pararam. Depois descobri que eles haviam feito check out de madrugada mesmo (será que foi por minha causa?) Assim são os pontos de ônibus de Ao Nang Noppharat Beach Indo até Monkey Trail Começo da escadaria Pai Plong Beach (a praia do hotel Centara) Pai Plong Beach Pegando a trilha de volta Cardápio do Boogie Bar, quem disse que não existe caipirinha na Tailândia...mas...com açucar mascavo? GASTOS DO DIA Ferry para Phi Phi: THB 350,00 7-Eleven: THB 48,00 Almoço + Coca: THB 80,00 Coco: THB 30,00 Chave perdida: THB 500,00 Jantar c/ Coca: THB 77,00 Cervejas: THB 250,00 (2 por 1) Saque: THB 1000,00 + THB 220,00 de taxa TOTAL: THB 835,00 ** (não computei o custo da chave, explicarei o porquê no relato do dia seguinte) Continua...
  11. DIA 32 - 18/11 - Ao Nang Assim como no dia anterior, levantei cedo e aguardei na recepção, hoje faria um tour chamado Four Island, onde visitaria 4 ilhas (ah vá), mas na verdade não é bem assim, mas contarei melhor sobre isso durante o relato. Ao contrário do dia anterior onde o guia foi pontual, nesse ele atrasou bastante, se não me engano o combinado eram 8h30 ou 9h (não lembro exatamente), mas o horário passou e nada, tanto que o rapaz da recepção ficou preocupado, pegou meu voucher e ligou duas vezes durante minha espera pra saber se viriam mesmo. Após um bom atraso ele chegou, o carro estava lotado, eu fui pego por último, mas tudo bem, o importante era ir, e seguimos para outro píer chamado Ao Nam Mao, era meio velho e distante. Demorou um pouquinho até o barco sair, a primeira parada era em Tup Island, uma ilha pequena com duas praias separadas por uma estreita faixa de areia, nessa ilha você paga uma taxa de 400 baths (tailandeses pagavam 40) e dava direito a entrar nas outras ilhas que iríamos depois. Ficamos uns 40 minutos e seguimos para Chicken Island, uma ilha com uma formação rochosa que lembra a cabeça de um frango, daí o nome. Aqui não desceríamos, o barco para na costa e temos 30 minutos para fazer snorkel. Se eu já tinha pirado no dia anterior, nesse dia foi mais foda ainda, os corais daqui ainda eram mais bonitos que em Hong Island, dava vontade de ficar o dia inteiro ali. Voltamos ao barco e seguimos rumo à Poda Island, lá poderíamos ficar 1h pois era o local do almoço. A atração principal da praia, além da beleza dela, é uma imensa pedra que fica “flutuando” no mar, é algo realmente incrível. Terminamos de almoçar e fomos pro barco, onde foi servida a mesa de frutas. Aliás, só pra fazer um adendo, ao contrário do dia anterior, o guia desse passeio foi bem fraco: tava sempre de cara emburrada, era pouquíssimo simpático, falava muito mal inglês (tá, sei que não tenho muita moral pra falar do inglês de alguém, mas o do guia do dia anterior, por exemplo, mesmo eu não entendendo tudo, dava para assimilar algo, o desse não, nem os gringos que falavam inglês entendiam muitas coisas que ele falasse), dava pouquíssimas explicações dos lugares, enfim, mas o passeio compensou muito. No começo eu disse que o papo de visitar 4 ilhas não era bem assim, pois então, a última parada era numa praia chamada Phra Nang, que nada mais é do que uma praia mais afastada de Ao Nang, um tanto depois de Railay Beach, mas talvez por não ser acessível por terra (não sei há alguma trilha para lá), eles vendem o passeio como sendo para uma ilha. Bom, sendo ilha ou não, paramos o barco lá, você fica 40 minutos nesse lugar, é uma praia sensacional e tem algumas cavernas nela, sendo a mais famosa a Caverna da Princesa, que nada mais é do que uma caverna cheia de...pintos. Isso mesmo, pintos, jebas, trolha, piroca, chamem do que quiser, tinha várias, de todas as formas, cores, tamanhos, materiais, até uma de ouro tinha, e tinha também uma espécie de altar no meio. Pelo que li na Internet, parece que tem algo a ver com a deusa Shiva, que representa a fertilidade e também sorte. A origem dessa caverna tem histórias meio controversas, mas o fato é que dizem que o local trás sorte (hã), enfim, não é uma atração que me apeteceu muito, mas não deixa de ser curioso. Como fazia parte do tour, dei uma olhada rápida e sai pra explorar as outras formações rochosas de lá. Voltamos pro barco e chegando no píer, dividiram as turmas em alguns veículos e nos levaram de voltas pras respectivas hospedagens. À noite, sai pra comer uma pizza e acabei voltando cedo, pois estava bem miado por lá. E quando estava quase dormindo chegou um grupo de asiáticos (pareciam coreanos) e fizeram mó bagunça no quarto: falavam alto, abriam e fechavam malas, deixavam cair coisas, e já era meio tarde. Píer de onde partimos O guia mal-humorado Tup Island Tup Island (nessa região tem muitos muçulmanos, e eles entram de roupa no mar) Tup Island Tup Island Chicken Island Chicken Island Chicken Island Chicken Island Chicken Island VID_20181118_122036.mp4 Chicken Island Poda Island Poda Island Poda Island Poda Island (a famosa pedra flutuante) Phra Nang Beach Phra Nang Beach Phra Nang Beach Phra Nang Beach (Princess Cave ou caverna das jebas) Phra Nang Beach Phra Nang Beach Phra Nang Beach Phra Nang Beach Phra Nang Beach VID_20181118_180119.mp4 Time lapse com o pôr do sol da minha varanda Esse é o ônibus que sai do terminal de Krabi pra Ao Nang Mesquita de Ao Nang GASTOS DO DIA Taxa da ilha: THB 400,00 Pizza + Pepsi: THB 215,00 Cartões: THB 50,00 Sorvete: THB 15,00 TOTAL: THB 680,00 Continua...
  12. DIA 31 - 17/11 - Ao Nang Acordei bem cedo pois faria o primeiro dos passeios: o tour de Hong Island. Mas antes de começar a falar desse dia, uma dica pra quem foi ficar no Sleeper Hostel: escolha o quarto de frente pra rua, a vista da varanda é animal (vocês verão pela foto). Aguardei na recepção e no horário combinado o transporte chegou para me buscar. O barco parte do píer de Nopparat, e após um boa “caminhada”, ele para na ilha de Hong, onde ele entra por uma fenda e para dentro de uma lagoa horrível e poluída... mentira, o lugar era absurdo de bonito, takiu pariu, parece de mentira. A lagoa era bem rasa, você pode ficar ali nadando por 15 minutos, depois todos de volta pro barco e seguimos para a próxima ilha chamada Pak Ka (só pra constar, a palavra Koh que aparece no nome das ilhas da Tailândia significa justamente ilha em tailandês, portanto não precisa escrever a precisa escrever a palavra Koh pois já ficará entendido que se trata de uma ilha) e nessa ilha é o ponto para fazer snorkel. Nessa hora bateu o desespero, pois eu nunca mergulhei, fiz snorkel e nada do gênero, pois não sei nadar e sempre fui cagão pra essas coisas. Vi todo mundo botando o colete, a máscara e o tubinho na boca e caindo com gosto naquele mar verde “horrível” e eu lá pensando no que fazer. Foi aí que o guia, que por sinal era muito bom, um dos melhor que já tive, veio e falou: vamos lá, é seguro, desce aqui pela escada e vai devagar. Não foi exatamente com essas palavras, mas algo próximo disso. Tomei coragem e fui, parecia um doente descendo aquela escada, fui bem na manha, soltei a escada e deixei rolar. Galera, na boa, fui uma das experiências mais fantásticas da minha vida, a hora que coloquei a cara na água e vi todos aqueles corais, aquela vida toda correndo por baixo da água, incrível, fiquei pensando no tempo que perdi de não ter aquilo antes por um medo bobo, pois a parada é bem segura. Ah, claro, antes de eu cair na água o guia me explicou como funcionava aquilo, o esquema de respirar certinho, de eliminar a água que entrasse pelo tubo, foi tudo muito profissional. A única coisa ruim, só pra dizer que tinha algo ruim naquilo, é que meu celular deu pau na hora de tirar as fotos. Eu tava usando aquelas bolsas estanque para celular e protege muito bem o celular, mas o botão não aciona embaixo da água, eu tinha que apertar fora da água e quando ligava eu mergulhava, as fotos e vídeos saíram uma m..., mas o importante é o que o cérebro registrou. Ficamos por uns 30 ou 40 minutos, não lembro bem, e de lá seguimos para a próxima ilha chamada Lao Lading, lá era onde almoçaríamos e teríamos uma área separada por boias na praia para fazer mais snorkel, claro, aproveitei para tirar a barriga da miséria e me esbaldei ali, depois almoçamos, com direito a mesa de frutas e uma garrafa de água. Nessa ilha ficamos por 1h e de lá seguimos novamente para Hong, mas dessa vez fomos pelo outro lado, onde fica a praia. Quanto sofrimento! Ficamos mais 1h ali e depois começamos a volta, foi um belíssimo passeio, recomendo muito. A única coisa ruim é que fiquei com um pouco de dor de ouvido por conta de tanto ficar embaixo da água, mas nada de muito zoado. Aproveitei pra dar uma cochilada, pois não havia dormido muito bem de noite (a cama era um pouco dura e desconfortável, e isso era quase um padrão na Tailândia) e sai pra dar um peão, mas tava bem miado. Dei uma passada numas barraquinhas que ficavam na calçada da mesquita (só um adendo, aquela região da Tailândia tem predominância muçulmana), comi algumas coisas e voltei cedo, até porque tive um leve piriri (mas nada que um Imosec não resolvesse). Essa é a vista que eu tinha da varanda do meu quarto. Feia, não! O nosso guia era esse de bandana vermelha Entrando na lagoa de Hong Island Lagoa de Hong Island Lagoa de Hong Island Pak Ka Island, local onde fizemos o primeiro snorkel (aqui não rolou fotos por causa da câmera) Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Hong Koh Hong Koh Hong Koh Hong Koh Hong Koh Hong Koh Hong (depois do tsunami de 2004, todas as ilhas e praias da Tailândia tem rotas de evacuação em caso de novo desastre) Koh Hong Koh Hong Koh Hong Koh Hong Koh Hong VID_20181117_141627.mp4 Koh Hong Koh Hong GASTOS DO DIA Taxa da ilha: THB 300,00 Hot dog: THB 30,00 Lula: THB 30,00 Milk Shake: THB 40,00 TOTAL: THB 400,00 Continua...
  13. DIA 30 - 16/11 - Ao Nang Já de manhã cedo, o ônibus parou na cidade de Surot Thai e descobri que ali era o destino final do nosso ônibus e algumas pessoas ficaram por ali, ele para junto ao píer pra quem vai atravessar para as ilhas do lado leste (Koh Samui, Koh Pha Ngan, entre outras), e quem iria a Krabi, como eu, pegaria outro ônibus. Demorou um pouco mas chegou o outro, era um pouco mais zoado que o outro, mas curiosamente cochilei melhor nesse. Normalmente os ônibus param no terminal de Krabi, já tinha feito toda a minha logística baseado nisso, mas de repente ele entrou em um lugar estranho, com cara de abandonado e parou, ali era o ponto final. Pra ajudar, o GPS do meu celular deu pau e não localizava onde eu estava, tava mais perdido que jujuba em boca de banguela, mas por sorte o lugar tinha WiFi. Descobri que estava num terminal chamado Andaman Wave Master, pensa num lugar com cara de cenário do RoboCop, que lugar zoado. Caso ônibus parasse no terminal de Krabi, eu sabia que tinha van pra Ao Nang por mais ou menos 60 baths e tinha um ônibus que saía de lá pra Ao Nang, não sabia exatamente o preço mas sabia que era mais barato ainda, já nesse terminal só tinha umas vans que cobravam 100 baths, era a única opção. De lá até Ao Nang foi mais ou menos 1h, ele passa pela avenida principal, e parou praticamente na frente do meu hostel. O problema é que cheguei umas 10h, e o check in só abriria às 14h e não podia fazer antes, pelo menos deixaram eu guardar o mochilão num quarto atrás da recepção e fui dar um peão pra fazer hora. Aproveitei pra ver alguns passeios para fazer na região, agência e opção de passeio é o que não falta e vale a pena entrar em várias, tem algumas pequenas variações mas algumas podem oferecer algum desconto se fechar mais de um. Aproveitei para almoçar, enrolei mais um pouco e voltei, ainda faltava uma meia hora, mas deixaram eu fazer o check in. Preenchi os papéis que precisava, e a moça de recepção me deu um cartão de acesso da porta do quarto e da entrada do hostel e me informou que a perda acarretaria numa cobrança de 500 baths. Isso me traria uma puta dor de cabeça mais tarde... Descansei um pouco (estava bem cansado da viagem e da canseira que tomei) e sai, fui em direção à praia, que em si era apenas OK (só pra constar, uma praia OK na Tailândia é melhor que a da minha cidade, mas digo OK porque perto dos cartões postais que vemos pela TV ou Internet, não é nada excepcional). Lá, tem os barcos que te levam para várias praias ou até pra as ilhas, tem um lugar onde compra o tíquete e tem uma tabela com os preços, comprei o barco para Tonsai, uma praia vizinha, custava 100 baths cada trecho, não tem pier, você entra pela água mesmo. No meu barco, conheci um casal brasileiro que morava na Austrália e estava de férias por lá, conversamos um pouco, eu desci em Tonsai e eles seguiram pra Railay Beach, que é a próxima praia. Ali sim começava a Tailândia que eu sonhava, que praia animal. Fiquei um tempo ali e depois peguei uma trilha que ia pra Railay Beach, é de boinha pra fazer. Mesmo esquema, fiquei um tempo na praia lá e aproveitei pra dar uma volta pelo lugar, sinceramente me lembrou muito a Ilha do Mel, no Paraná, é bem legal, só que as coisas são um pouco mais caras por lá que em Ao Nang. Quase no final da tarde peguei o barco de volta pra Ao Nang, aproveitei e passei em uma agência que eu já tinha visitado e fechei dois passeios nela: o de Hong Island e o Four islands. Tomei um banho e dei uma boa cochilada, depois sai pra jantar (fui no mesmo restaurante do almoço) e na saída trombei com o casal brasileiro que conheci no barco, começamos a procurar algo pra fazer, e quase na avenida da praia vimos, numa espécie de galeria, um barzinho que tocava rock chamado Boogie Bar, tinha uns caras muito bons mandando um som lá, sentamos e pedimos uma jarra de cerveja (era no esquema "double", pede uma, ganha outra), o casal pediu também uma porção de camarão e mais algumas coisas pra eles, mas eu fiquei só na breja, pois estava de barriga bem cheia, fora que os trem eram bem caro. Na hora de fechar a conta, o cara não quis que eu pagasse alegando que ele havia pedido uma pá de coisas e só tinha tomado cerveja, e mesmo eu fazendo questão de pelo menos pagar algum valor ele pagou sozinho. OK, já que insiste, valeu kkkk Praia de Ao Nang (é desse ponto que partem os barcos) Praia de Tonsai Praia de Tonsai Praia de Tonsai Trilha para Railay Beach Praia de Railay Beach Railay Beach Railay Beach Railay Beach Railay Beach Praia de Railay Beach Praia de Tonsai Entre as praia de Tonsai e Ao Nang Praia de Ao Nang Praia de Ao Nang Praia de Ao Nang Agência onde fechei os dois tours GASTOS DO DIA Van: THB 100,00 Hostel: THB 1040,00 (THB 100,00 depósito) Almoço: THB 49,00 Coca: THB 28,00 Barco: THB 200,00 (2 * THB 100,00) Tour: THB 1200,00 (THB 700,00 em um e THB 600,00 em outro, com desconto de THB 100,00 no total) Jantar: THB 49,00 Coca: THB 28,00 Gorjeta p/ músico: THB 20,00 TOTAL: THB 2714,00 Continua...
  14. DIA 29 - 15/11 - Bangcok / Ao Nang Acordei cedo, tomei café da manhã, deixei minha mochila na recepção e fiquei aguardando, logo chegou um cara e me chamou, a van estava parada na esquina e seguimos até uma rua onde ela parou e tinha outras vans ali, onde eles separaram as pessoas de acordo com o passeio que fariam (uns iam andar de elefante, outros no mercado flutuante, outros na Ponte do Rio Kwai e por aí vai) e realocaram nas correspondentes vans, foi bem confuso e demorado. Tudo certo e nada resolvido, a van que eu estava partiu e a guia que foi conosco começou a explicar o esquema do passeio, os horários de começo e saída para ir para o mercado do trem e tal, até aí tudo bem. Chegamos lá umas 9h15, quem iria ficar só no mercado poderia ficar até 11h30 para fazer o que quisesse lá (seja passear de barco ou dar um rolê a pé pelas lojinhas, havia um caminho entre elas sem precisa ir pela água); já quem iria para o mercado do trem ficaria só até às 10h25 e nesses horário nos encontraríamos para seguir adiante. Quando fechei o passeio, perguntei ao cara da agência como era o esquema, ele disse que tinha dois tipos de barco: o barco a remo, mais lento; e o "speed boat", que era o barco a motor; e que este era incluso no pacote, que eu não precisava pagar nada. Aí começou o problema. Quando chegamos no local onde embarcava, a mulher falou dos horários e tal e quando falei do barco ela simplesmente disse que precisava pagar 150 baths para andar no barco, questionei falando que na agência disseram que era incluso mas ela disse que seria só o speed boat, mas ele era mais demorado porque fazia um tour maior e não daria tempo, só daria pra fazer o barco a remo que percorria só uma parte do mercado, mas esse era pago. Ficamos discutindo por um tempo mas nada, eu tava puto da vida, mas como já estava ali e não ia adiantar eu ficar em pé com cara de bunda decidi pagar (até porque 150 baths, nas contas que fiz, dava R$ 18,75) e depois cobraria do cara da agência. A guia estava visivelmente sem graça, ela até tentou me ajudar, tanto que eu nem tretei tanto com ela, sabia que não era culpa dela, mas disse que brigaria com o cara depois. Entrei no barco, estava eu na frente, um casal atrás e um coroa no fundo, além do barqueiro lá atrás, e seguiu pelo canal, que estava abarrotado de barcos, formava vários congestionamentos, e particularmente estava achando o nosso barqueiro lento, pois quando atolava todo mundo conseguia passar e ele ficava parado esperando, fora que ele parava em todas as barracas no caminhos, além dos barcos que vendiam coisas. O tempo ia passando e comecei a perceber que o passeio iria atrasar, pois o cara era muito devagar, e fiquei com receio do tour que eu estava acabar saindo sem mim, e eu e o coroa começamos a pedir para ela dar uma acelerada, mas o cara só dava risada. Eram quase 10h30 e não estávamos nem perto de voltar, comecei a ficar agoniado, e junto do coroa, que estava visivelmente irritado, começamos a reclamar com o cara, que parava a todo instante e ficava plantando no meio do rio. Chegamos de volta às 10h45 e a guia ficou lá me esperando, e para minha surpresa ela me devolveu o dinheiro do barco, disse que ligou para a agência e o cara falou para reembolsar, mas ele iria querer conversar comigo quando retornasse. Ela me levou até uma van que iria me levar até o mercado do trem, no caminho ele parou pra pegar um grupo num hostel e seguimos para lá. Quando chegamos, o cara falou que teríamos apenas 20 minutos no lugar, achei bem pouco mas OK. Você basicamente passa no meio de um grande mercado e logo vê a linha do trem, que passa exatamente no meio. De repente, você ouve o barulho do trem e as pessoas começam a recolher tudo bem rapidamente. Nisso, fiquei parado num lugar ao lado de um pequeno restaurante, e o quando o trem começou a se aproximar, o dono começou a querer nos expulsar dizendo (deduzi isso ) que não poderíamos ficar ali, somente quem era cliente, mas não estávamos dentro do restaurante, apenas colados nele, eu simplesmente ignorei o cara que gritava e, provavelmente, nos xingava (não era só eu) e continuei ali, até que o trem passou e tudo voltou ao normal. Aí você dá uma caminhada rápida pelo mercado e volta pro ponto de encontro, sinceramente achei meio perda de tempo, valeria mais a pena ficar mais tempo no mercado ou fazer outro tour combinando, mas tudo bem. Voltamos a Bangcok, o ponto final é na Khao San Road, aproveitei e almocei na Rambutri e depois segui pro hostel. Assim que passei pela porta, escutei uma batida no vidro, era o cara da agência, que devia estar de plantão me aguardando, ele me chamou pra conversar, e quando entrei já veio meio que reclamando, daí argumentei que combinamos uma coisa e quase aconteceu outra, resumindo, ele meio que tentou tretar comigo mas não conseguiu porque fui firme, ele deu um sorrizinho amarelo e falou OK. Aqui é 013 filho, nem tenta! O resto da tarde se resumiu a eu ficar no sofá da recepção fazendo hora até dar o horário de partir. Umas 18h um cara veio me buscar, era um taxista, que ainda parou em mais dois lugares e pegou mais duas pessoas, e depois nos deixou num ponto na avenida do monumento da democracia, perto da Khao San Road, onde o ônibus estava parado e uma galera aguardava pra embarcar, ele ainda estava fechado. Embarcamos e umas 19h o ônibus saiu, era um modelo novo, parecia muito bom, mas o WiFi não funcionava, e além disso achei bem desconfortável com o passar do tempo, seriam 14h de viagem. Aproveitei e comi uns sanduíches que comprei num 7-Eleven de tarde e tentei cochilar um pouco. Por volta de 1h, ele parou em pequeno restaurante na estrada para jantarmos, e depois seguiu viagem. Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado do trem Mercado do trem VID_20181115_112930.mp4 Mercado do trem Mercado do trem Mercado do trem GASTOS DO DIA Almoço: THB 70,00 7-Up: THB 20,00 7-Eleven: THB 60,00 Coca: THB 20,00 Jantar: THB 60,00 Coca: THB 30,00 Água: THB 20,00 TOTAL: THB 280,00 Continua...
  15. DIA 28 - 14/11 - Bangcok Aproveitei nesse dia pra ir até a agência do hostel e fechar os passeios para o dia seguinte, minha idéia era fazer o check out no hostel, deixar minha mochila guardada lá, fazer os passeios e enrolar até o final da tarde para pegar o ônibus o ônibus para Ao Nang. Conversa vai, conversa vem, chora daqui, negocia de lá e no final fechei o tour para o mercado Flutuante de Damnoen Saduak junto com o tour do Mercado do Trem de Mae Klong, que saiu por 300 baths; e também já fechei o ônibus para Ao Nang, que saiu por 900 bahts, até achei mais barato, mas a vantagem é que vinham me buscar no hostel e a saída seria na avenida do Monumento da Democracia, enquanto muitos saíam de um terminal meio longe. Só que na hora que fechei o passeio do mercado flutuante, fiz algumas perguntas sobre como seria o passeio e recebi uma afirmação positiva sobre um detalhe que me causaria problema, mas isso relatarei mais adiante. Tinha deixado esse dia livre para visitar algo que me interessasse ou simplesmente para descansar um pouco, sai pela rua com calma e decidi visitar o Templo de Mármore (Wat Benchamabophit), é realmente muito bonito lá dentro, vale a pena conhecer Continuei a caminhar pela rua, passei em frente à sede do governo, mas não me aproximei muito até porque era uma área militar (a Tailândia atualmente é governada por militares depois de um golpe em 2014), depois encontrei um grande mercadão de rua lotado de gente, esse não era um lugar turístico, você via somente os locais. Ainda no caminho, vi um templo que pareceu interessante e entrei, era grátis mesmo, e acabou sendo uma grata surpresa. Descobri depois que o nome do templo era Wat Bowonniwetwiharn, fica próximo da Rambutri e da Khao San Road, ele é bem legal e ainda por cima descobri que foi nesse templo que o falecido rei Bhumibol foi ordenado monge e depois coroado rei, além de ser um dos locais que receberam as suas cinzas. Não costuma aparecer nos roteiros de Bangcok, mas recomendo a visita. Aproveitei e fui até a Khao San Road para trocar dinheiro e depois almocei em um restaurante na Rambutri, pedi um pad thai (que era bem picante por sinal) e uma coca, dei uma circulada por lá, comprei mais algumas coisas numa galeria bem simpática que tem por lá, e segui em direção ao templo do buda reclinado para pegar a balsa até o Templo do Amanhecer (Wat Arun). No caminho ainda passei por um grande parque onde estava tendo uma apresentação de uma espécie de bandinha de jovens, assisti um pouco e segui caminho para pegar o barco. A travessia é rápida, você já desembarca praticamente na entrada dele, por fora já dá pra ver bastante coisa, mas quis entrar pra subir nele e ver como era a vista, tem umas escadarias, mas só pode subir até o primeiro nível, o resto é bloqueado. Gostei bastante de lá. No final da tarde, resolvi voltar de ônibus pois havia andando bastante e estava cansado, deixei minha mochila pronta, sai para jantar no mesmo lugar que almocei e fiquei pela Rambutri curtindo um rockzinho que tocava pelos bares, tomei uma gelada pra relaxar e voltei cedo, precisava dormir legal, pois acordaria cedo pro passeio e no final do dia ainda faria um deslocamento noturno. Uma coisa que gostei é que o rapaz disse que poderia fazer o café da manhã mais cedo pra mim. Templo de mármore Templo de mármore Templo de mármore Templo de mármore Templo de mármore Templo de mármore Palácio do Governo Um mercado de rua qualquer Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn (ao centro, a imagem do rei Bhmubol ainda jovem) Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Khao San Road de dia, bem diferente, não? Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun GASTOS DO DIA Tour p/ mercados: THB 350,00 Ônubus p/ Ao Nang: THB 900,00 Água: THB 6,00 Sorvete: THB 15,00 Templo de mármore: THB 50,00 Câmbio: US$ 1,00 - THB 32,70 US$ 200,00 = THB 6540,00 Almoço: THB 50,00 Coca: THB 25,00 Lembranças: THB 180,00 Coca: THB 20,00 Barco: THB 8,00 (2 * THB 4,00) Templo Arun: THB 50,00 Ônibus: THB 9,00 Jantar: THB 50,00 Coca: THB 25,00 Cerveja: THB 56,00 Água: THB 20,00 TOTAL: THB 1814,00 Continua...
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