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alexandresfcpg

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Tudo que alexandresfcpg postou

  1. DIA 38 - 24/11 – Frankfurt Quando o avião estava aterrizando em Frankfurt, vi que estava chovendo muito, e um amigo meu que mora em Berlim já havia me avisado que naquela semana choveria muito por lá, então já deu uma desanimada, fora que estava pensando no frio que passaria novamente, se quase morri na China, imagina na Alemanha. Eu pensei em ficar no aeroporto mesmo caso estivesse muito zoado, não havia nenhum lugar em especial pra eu visitar por lá, mas ao mesmo tempo estava ansioso pois seria minha primeira vez na Europa, então iria ver com calma o que fazer. Na imigração foi mais tranquilo que imaginei, fui atendido por um tiozinho bastante simpático, me fez só algumas rápidas perguntas e logo me liberou, como eu já tinha pego euros na Tailândia, segui direto pra estação de trem, mas antes decidi deixar meu chapéu num guarda-volumes que ficava no 1º andar do aeroporto, não estava afim de carregar aquele trambolho pela rua de novo. O clima estava bem frio, mas não estava tão desesperador quanto em Pequim. Na Alemanha, você compra o tíquete numa máquina que fica na própria plataforma, é bem fácil, e quando o trem chega é só embarcar, não tem nenhum guichê, ou seja, em tese, você pode ir pra plataforma sem bilhete e entrar no trem que ninguém vai ver, certo? Mais ou menos. Na verdade tem um tiozinho que fica passando pelos vagões e ele confere o de todo mundo, fazendo um furinho neles, caso você não tenha você é retirado do vagão e paga uma puta multa pesada. Dizem que às vezes não passa ninguém fiscalizando, mas é um risco desnecessário. Pra ter acesso a região central, é preciso descer na estação Hauptwache, ela fica próxima das principais atrações do centro de Frankfurt. Assim que sai da estação e vi aquelas casinhas no estilo alemão fiquei feliz por estar na Europa, e confesso que estava frio pra caramba, mas muito mais suportável que em Pequim, apenas precisei enfiar as mãos dentro das mangas. Aproveitei e entrei numa pequena padaria e pedi uns pães mó bonitos que tinha ali e um café, não estava mais chovendo mas a mesa na calçada estava toda molhada. Aqui vou fazer mais um resumo do que visitei porque não tinha nada muito importante pra ver: Igreja de Santa Catarina; o prédio da Bolsa de Valores; a Praça Römer, que estava com uma feirinha de Natal bem bonita, mas estava tudo fechado naquele horário; a Paulkirshe; a Catedral de Frankfurt; a Praça Goethe e sua estátua no centro dela; a Ópera de Frankfurt; a escultura do Euro; visitei também uma espécie de uma feirinha de rua ao lado do rio Main. Acabei encontrando um pequeno mercadinho municipal, e como adoro essas coisas entrei pra ver o que tinha de bom. Era bem organizadinho mas bastante estreito, tinha várias barraquinhas de comida, tinha plantas, lembrancinhas, um monte de coisa. Logo que entrei, um cara viu minha camisa do Santos e veio falar comigo, era um brasileiro que morava lá há mais de 20 anos, conversamos um pouco e logo deu um problema: nós paramos em frente a uma barraca de flores, e o dono veio reclamar que estávamos atrapalhando lá. O brazuca e o cara começaram a desenrolar uma discussão num belo alemão que dava medo, porque alemão sendo simpático já é aquela ignorância, imagina brigando. Resolvi comer alguma coisa e parei em uma barraca que vendia algumas coisas aparentemente gostosas, mas como não sabia como pedir ali fiquei um tempo vendo a galera comprando pra entender. Basicamente montava o seu prato e pagava o valor correspondente, e quando chegou minha vez, escolhi umas almondegas gigantes com uma salada de batata e um molho verde. Foi engraçado o cara vir falando em alemão comigo e quando falei em inglês ele fez uma cara de espanto vendo que era turista e falou em inglês de boa, igualzinho na Ásia kkk Depois dei mais umas caminhadas, entrei em algumas das igrejas que citei mas que estavam fechadas de manhã, visitei uma espécie de boulevard que tava cheio de gente, parei num quiosque e pedi um tradicional salsichão e uma breja, visitei uma loja da Tesla e depois de um tempo decidi voltar pro aeroporto, mesmo tendo bastante tempo livre, estava entediado e cansado. Ah, e a essa altura tinha saído sol, contrariando as previsões. O mais engraçado é que quando cheguei no aeroporto, passou uns instantes e arriou outro pé d'água, parece que estiou só pra eu poder conhecer a cidade, de vez em quando é bom ter um pouco de sorte né kkk Bom, assim minha viagem se encerrou, espero que o relato tenha ficado bom, tentei ser um pouco detalhista porque eu pessoalmente tive um pouco de dificuldade de encontrar certas informações, espero que possa ajudar outras pessoas a fazer uma ótima viagem. Valeu pessoal! Chegando em Frankfurt Máquina onde compra o bilhete do trem Esculturas em frente à Bolsa de Valores, o urso e o touro são símbolos do mercado financeiro Bolsa de Valores Praça Goethe Praça Hömer Praça Hömer Catedral de Frankfurt Catedral de Frankfurt Catedral de Frankfurt Catedral de Frankfurt Mercado municipal Mercado municipal Mercado municipal Mercado municipal Mercado municipal Memorial judeu Memorial judeu Memorial judeu Rio Main Rio Main Rio Main Ponte de Ferro Ponte de Ferro Rio Main Feirinha ao lado do Rio Main Feirinha ao lado do Rio Main Feirinha ao lado do Rio Main Rio Main Escultura do Euro Estação Hauptbahnhof Estação Hauptbahnhof Teatro de ópera Parque próximo ao teatro de ópera Parque próximo ao teatro de ópera Igreja de Santa Catarina Igreja de Santa Catarina Paulskirshe Paulskirshe Paulskirshe Torre Eiffell vista do avião Torre Eiffell vista do avião GASTOS DO DIA Saque: EUR 20,00 Guarda-volumes: EUR 0,50 Trem: EUR 9,80 (2 * EUR 4,90) Café da manhã: EUR 3,60 Almoço: EUR 7,00 Imã: EUR 3,00 Chaveiro: EUR 3,00 Cartões: EUR 1,00 (2 * EUR 0,50) Salsichão: EUR 3,00 Cerveja: EUR 3,50 TOTAL: EUR 54,40
  2. DIA 37 - 23/11 – Pequim O avião aterrizou por volta das 6h30, segundo o que mostrava na tela do avião estava 1ºC, e eu já estava torcendo pra não demorar muito na imigração para poder pegar minha mochila e colocar o restante da roupa de frio que eu havia despachado. Ao contrário da ida, dessa vez eu já sabia onde deveria ir sem ficar perdido, e, após andar muito (dessa vez o avião parou em um portão mais distante ainda) naquele imenso aeroporto, fui direto ao guichê onde tira o visto temporário. Para quem não sabe, ao entrar na China você precisa ter um visto, mas se você estiver em trânsito, que era meu caso, você tem direito a um visto temporário de até 144 horas (6 dias). Não são todos os países que tem esse direito, mas o Brasil é um deles, então você deve ir a um guichê específico que fica bem antes de passar pela imigração, indo pro lado esquerdo, não tem como errar, tem uma placa em azul bem grande escrito. Entreguei o passaporte e a passagem que estava impressa, eles analisaram, foi um pouco demorado, mas no final colaram um selo no passaporte com a data da entrada e a data do voo. Quando diz 144 horas, é o tempo limite máximo, mas eles vão carimbar apenas de acordo com a data do voo de saída. Resolvido isso, fui até o guichê da imigração, onde novamente olharam passaporte, olharam passagem, olharam visto, e comecei a achar que tinha dado algum gato, porque o funcionário olhava pro monitor, olhava pro passaporte de novo, e chamava alguém pra olhar e pareciam analisar alguma coisa, e eu pensei "fodeu, vai dar merda", e o frio comendo solto, tava congelando e louco pra pegar minha roupa. Depois de outra demora, fui liberado e fui até a esteira de bagagem. Veio a de todo mundo, menos a minha, dai fui até o guichê da companhia e tive a feliz descoberta de que minha mochila só seria retirada em São Paulo. Sim, normalmente eu sei que eles despacham direto, mas como seriam duas longas conexões imaginei que fosse retirar na conexão. Ou seja... Pensa no frio que estava naquela merda, puta que pariu, eu gosto de frio, mas tava osso, eu tinha outra camiseta na mochila e coloquei por cima da minha roupa, mas era só pra fazer número mesmo. Procurei uma casa de câmbio para trocar os 50 dólares que me sobraram e fui atrás do tal trem que sai do aeroporto até o centro de Pequim, é fácil de achar, é bem sinalizado. Comprei o tíquete e fiquei aguardando, não demorou muito e já estava nele, esse trem tem quatro paradas: T3 (Terminal 3), T2 (Terminal 2), Sanyuanqiao (linha 10 do Metrô) e Dongzhimen (linha 2 do metrô), onde eu desceria, ele leva uns 35 minutos no total. A paisagem se resumia a muitas árvores no começo e depois, já se aproximando da região central, se viam muitos conjuntos habitacionais, eram muitos, parecia um monte de COHAB, e o céu estava bem cinza. Ainda no trem, acabei encontrando um brasileiro que também estava de conexão mas iria pra Cidade Proibida, fomos conversando até Dongzhimen, e de lá tomamos rumos diferentes. Ali começava a odisseia da muralha. Essa estação interliga com o trem, a linha 2 - azul e a linha 13 - amarela, eu peguei essa última, seriam 7 estações até a estação Huoying. é um pouco demorado, pois as estações são bem afastadas umas das outras, e pra ajudar, eu ainda me confundi com a sinalização da estação e desci uma antes, tive que esperar o próximo para seguir até lá. A essa altura eu estava com muito, mas muito frio, mas dentro da estação pelo menos era quentinho, comecei a procurar a tal saída que me levaria a estação de trem, no caso era a G4. Essa estação era muito grande, tinha várias saídas e finalmente achei a minha, e quando subi a escadaria, galera, achei que ia morrer. Sério, nunca senti tanto frio na minha vida, pensei em voltar pro aeroporto e ficar lá, que pelo menos tava climatizado, mas ao mesmo tempo eu sonhava em conhecer a Muralha, então, mesmo batendo os dentes (literalmente), resolvi continuar. Assim que saí da estação, virei à direita (sentido contrário da rua) e segui um corredor, e nesse momento fui abordado por um tiozinho que foi me perseguindo até a estação de trem, um pouco adiante, que queria me oferecer serviço de táxi até a Muralha. Eu li, antes da viagem, que tem muitas pessoas que ficam oferecendo esse serviço, e em alguns casos rola um golpe, mas como eu estava convicto que iria de trem (pela logística e pela grana curta), ignorei o cara e fui para a bilheteria. E não é que o cara se colocou na minha frente pra eu não comprar, tive que mandar ele sair. Aí veio mais uma punhalada no peito: o próximo trem partiria às 11h32, e ainda eram 10h05, nessa hora, além do primeiro tiozinho, colaram mais dois taxistas chatos querendo me convencer a ir com eles, mas mesmo assim comprei o tíquete, para desespero de um deles que até jogou o chapéu no chão. Teria mais de uma hora pra enrolar, então pensei em voltar pra estação de metrô e aguardar no quentinho, mas o problema é que não nenhum lugar pra se sentar, eram apenas inúmeros corredores, então resolvi pegar uma saída qualquer e ver o que tinha pra fazer. Não lembro qual peguei, mas saí numa espécie de terminal de ônibus, e tinha um bairrozinho ali, resolvi aproveitar e ver se tinha algum lugar pra comer, pois não havia tomado café da manhã e eu não sabia que lá na Muralha teria alguma estrutura pra me alimentar (na verdade, não achei nenhuma informação sobre isso). Entrei numa rua que tinha vários restaurantes, mas tanto os cartazes quanto os cardápio estavam só em chinês, afinal, eu não estava numa região turística, tava mais com cara de algum subúrbio da cidade, fora que as fotos das comidas eram bem estranhas, não dava muita vontade de comer. Finalmente passei por um que tinha pinta de ser algum fast-food ou franquia, sei lá, tinha um cardápio na porta com as fotos e os preços, e teve um prato que me pareceu legal, era uma travessa com arroz, parecia feijão, uma carne qualquer e uma verdura, custava 15 renminbis e entrei, fui até o balcão, e quando a mocinha me atendeu, peguei o cardápio, apontei e ela registrou, não rolou uma troca de palavras kkk Sentei onde ela me apontou e fiquei esperando, quando ficou pronto e fui retirar no balcão, vi que era um bagulho imenso de comida, tipo, vinha muito rango, pela foto achei que fosse pequeno. Tinha arroz, o que achei que fosse feijão parecia grão de bico, tinha uma carne de algum animal que morreu (preferia não saber qual era) e uma verdura bem apimentada. Levei quase uma hora comendo aquilo. Quando terminei, fui pedir pra usar o banheiro e aí foi engraçado: tentei perguntar em inglês e a mocinha não entendia nada, digitei no tradutor do celular a palavra banheiro e ele escreveu em chinês, mas quando mostrei a menina fez uma cara de quem não entendeu (vai saber qual foi a tradução que rolou), daí chamou outra e quando essa olhou apontou pra uma porta. Quando entrei, vou descrever o que vi: era um quartinho pequeno, tinha uma máquina de lavar, umas vassouras, panos, e junto à porta, tinha uma peça de cerâmica branca e concava, com pés, um ralinho no meio e tinha ainda uma torneira na parede. Certamente aquilo parecia ser um quarto de despejo e aquela peça não era um mictório, provavelmente se usava pra lavar algo (espero que não fosse a louça), mas já tava ali mesmo, mirei bem no ralinho e mandei ver, até usei a torneira pra lavar a mão. De lá já corri pra estação de trem, tava quase na hora e quando cheguei o ele já estava parado na plataforma, entrei, me ajeitei, e quando o trem saiu, aproveitei que tava bem quentinho lá dentro e apaguei, devo ter até roncado kkk Quando acordei, vi que o trem tava parado, e pelo Maps parecia estar próximo, resolvi perguntar pra uma moça que estava do meu lado se estávamos em Badaling, e a moça ficou repetindo: "Badaling, Badaling, Badaling" seguida de outras duas pessoas, enfim, como ninguém saiu fiquei esperando. Nisso uma mulher entrou com um microfone no vagão e começou a falar alto, eu não sabia se era pregação, se ela tava vendendo algo, se tava contando uma história, se tava brigando com os passageiros, nunca saberei. O trem começou a andar de novo e logo parou na tal estação, ali é o ponto final e todos saíram. Logo que sai do terminal, tem uma placa imensa dizendo que a Muralha fica ha 1330 metros dali. E o frio descendo o cacete, estava preparado pra pegar uma pneumonia, mas a caminhada ajudou a esquentar. No caminho, parei na bilheteria e comprei o ingresso de lá, e moça me deu um tíquete pra entrar num lugar ali do lado, achei que fosse um museu, mas quando entrei vi uma enorme fila, a galera tirava uma foto com um banner da Muralha de fundo e ia num balcão onde você ganhava um diploma em chinês e pagava 30 renminbis pra receber a foto, puta furada do caramba. Aproveitei e parei numa tiazinha e comprei uma touca pra pelo menos esquentar a cabeça e em outro cara comprei um bastão de selfie, pois também havia despachado o meu na mochila principal. No geral, o lugar é até bem estruturado, tem bastante lojinhas, lugares pra comer, tinha até McDonalds e Subway. Logo cheguei na entrada, tem duas escadarias, uma escrito Setor Sul e a outra Setor Norte, comecei pelo Setor Sul. Galera, pensa num troço que tem que estar com o preparo físico em dia. Tem umas subidas bem hard core, são tão ingrimes que tem um corrimão pra descer, senão há risco de descer rolando, fora umas escadarias que são longas. Uma coisa que foi curiosa é que essa entrada que eu fui é mais destinada aos chineses, poucos turistas vão nela, tem uma outra que é mais popular pra estrangeiros, e por conta disso acabei meio que virando uma atração lá, principalmente por conta do chapéu vietcong que eu comprei na Tailândia e estava levando na mão, eu passava pelas pessoas e elas ficavam olhando pro meu chapéu e rindo, chamando as outras pra olhar, e eu não entendia o porquê. Já quase no final daquele setor, vi uma mulher tirando fotos com pinta de profissional com o filho, e pedi para ela tirar uma minha naquele cenário com meu celular, e de pronto ela aceitou. Fiz a pose, e de repente tinha uma galera atrás assistindo, parecia um ensaio ou algo parecido, tinha até gente tirando foto minha nos seus celulares, teve uma senhora que veio até me mostrar a foto minha que ela tirou. Cheguei no fim do Setor Sul (chega num ponto que é fechado pra turistas, embora a muralha continue a perder de vista) e comecei a voltar pra fazer o outro lado, e até fiz uma boa parte, mas uma parei numa grande subida e olhei pro horizonte, era absurdamente longe, mal dava pra ver o fim, e era bem alto, e eu, sedentário de carteirinha, tava morto já, até esqueci que tava frio, tanto que eu estava suando, fora que o sol tinha saído também. Depois de umas 2h30 + ou -, resolvi ir embora, já estava feliz e satisfeito, era minha terceira maravilha do mundo da lista, e com certeza a que mais queria conhecer. Voltei pra estação de trem crente que teria logo um trem e talvez (aquele talvez com pouca esperança) conseguisse até dar uma passada no centro, pela região da Cidade Proibida, pelo menos pra dizer que passei por lá, já que tempo pra visitar acho que não daria. Só que, quando cheguei na estação, vi que só teria o último trem, às 18h01, e ainda eram 16h20, mesmo problema da ida, só que estava tão cansado que nem quis sair pra enrolar, comprei o tíquete e fiquei por ali mesmo, aproveitei pra ler um pouco até dar a hora. Faltava uns 20 ou 30 minutos pro horário todo mundo se levantou e fez uma enorme fila, e começou a seguir pra plataforma. Quando cheguei lá fora, já estava de noite, e a temperatura tava como? Delícia de frio, ativei o modo vara verde e fiquei na plataforma rezando pro trem chegar logo senão teria uma hipotermia, quando ele chegou eu quase que não esperei parar pra entrar nele, lá dentro tinha um termômetro indicando 10ºC (a sensação térmica era bem pior), mas o vagão estava bem quentinho, nem precisa dizer que apaguei e só acordei quase na estação final, daí foi só pegar o metrô e depois o trem de volta pro aeroporto. Ao contrário do que aconteceu na ida, dessa vez eu consegui usar o Wi-Fi do aeroporto, você coloca o seu passaporte no leitor de uma máquina, e ela emite um login e senha, só que é muito rápido pra anotar, sorte que fotografei logo. O problema é que na China tudo é bloqueado, o Google, Facebook, Instagram, Youtube, mas pelo menos o Whatsapp funciona para mandar e receber mensagens de texto, porém nenhum arquivo multimídia (fotos, áudios, vídeos, GIF's) carrega. É nessa fila onde pega o visto temporário (tirei a imagem da Internet porque acho que não pode fotografar) Máquina onde compra o bilhete do trem, bem fácil de usar VID_20181123_082442.mp4 O bairro onde fui parar, esses eram os restaurantes Os valores das entradas na bilheteria VID_20181123_134512.mp4 Aqui e o final da parte sul Pega essas escadarias! Você pode descer a muralha numa espécie de tobogã Aeroporto de Pequim Senha do WiFi que aparece na tela da máquina GASTOS DO DIA Câmbio: US$ 50,00 – RMB 327,00 Taxa RMB 60,00 = RMB 267,00 Trem: RMB 50,00 (2 * RMB 25,00) Metrô: RMB 10,00 (2 * RMB 5,00) Trem para Badaling: RMB 12,00 (2 * RMB 6,00) Almoço: RMB 15,00 Touca: RMB 85,00 Bastão de selfie: RMB 35,00 Ingresso da Muralha: RMB 35,00 Family Mart (mercadinho no aeroporto): RMB 13,80 Mc Donalds: RMB 47,50 (cartão) Starbucks: RMB 35,00 (cartão) TOTAL: RMB 255,80 em dinheiro e RMB 82,50 em cartão = RMB 338,30 Continua...
  3. DIA 36 - 22/11 – Phi Phi Island – Phuket – Pequim Meu ultimo dia na Tailândia, o coração já estava apertado, tinha adorado aquele país, mas tudo que é bom dura pouco e logo estaria de volta à minha rotina. Mochila arrumada, aproveitei pra tomar um banho, pois iria ficar até domingo sem, tudo certo e nada resolvido, às 11h sai, deixando minha mochila num canto do quarto, e fui almoçar naquelas barraquinhas que eu frequentava, sem pressa pois tinha um tempo pra enrolar. Depois sai caminhando sem esmo, olhando aquele mar, estava um dia bonito, até que sentei em um banco de frente pra praia e fiquei lá, ouvindo um sonzinho no meu celular e admirando aquela beleza toda. Fiquei lá até mais ou menos 13h30, voltei pro hostel, peguei minha mochila, esperei a senhorinha voltar pra me despedir e segui pro píer. Assim que cheguei, já entreguei o tíquete, e o rapaz colou um adesivo na minha camisa, era pra saber quem teria transporte do outro lado, que era o meu caso. Já fui para o barco, mas dessa vez preferi ir dentro, sentado, o ar condicionado tava torando de gelado, e tinha uma espécie de open bar de coca-cola e melancia, podia pegar a vontade. Saímos umas 14h45, e assim que o barco começou a andar, começou uma chuva, ainda bem que eu estava indo embora. Aproveitei para ver do barco a praia de Maya Bay, ele passa, ainda que meio de longe, pelo lado de onde dá pra ver a famosa pedra flutuante, fiquei frustrado por não conhecer a praia mais famosa do país, mas infelizmente ela está fechada por tempo indeterminado por conta do turismo predatório que o lugar sofreu todo esse tempo. Chegamos em Phuket umas 16h15, e mal sai do barco já tinha umas pessoas com placa da empresa de barco gritando, um cara viu que eu tava com o adesivo e já me encaminhou pra onde estavam as vans, tinhas várias pra vários lugares diferentes, ele me levou num cara que gritava “seventeen, seventeen”, era a minha van. Sinceramente, achei bem organizado o esquema, pra quem tava preocupado como ia ser, fui muito tranqüilo. Achei que seria a única pessoa naquela van, mas logo chegou um casal, no final só fomos nós três pro aeroporto. Ele fica bem longe do píer, a van deu uma boa volta por Phuket, chegamos por volta depois das 18h no aeroporto, ele para no terminal doméstico, mas o internacional é quase do lado, basta subir uma escadaria e caminhar por uma passarela. Basicamente passei o tempo no aeroporto lendo, depois comi um lanche no Burger King, dei uma passeada pelo aeroporto, aproveitei e dei uma olhada nas casa de câmbio para trocar o que sobrou dos thai baths por euro (a moeda da China eu usaria os dólares que sobraram para trocar), só tinha duas e os valores eram os mesmos. O WiFi do aeroporto era com limite de tempo, então eu racionei o uso pra poder usar de vez em quando. Meu vôo só saia às 0h40, nesse meio tempo ainda comi alguns salgados do Starbucks e do 7-Eleven, e quando deu o horário de fazer o check in, eu fui ao banheiro e resolvi já colocar o conjunto segunda pele (calça e camisa) e deixei o fleece na mochila para adiantar, e o resto da roupa de frio eu deixei na mochila cargueira, pois chegando em Pequim, era só vestir o resto, afinal, eu sabia que iria estar bem frio lá. Aí começaria mais perrengue pra coleção... Já começou a azedar que na hora de fazer o check in (assim como na ida, só dava pra fazer no balcão, online nem pensar, dá-lhe Air China), os caras não achavam a minha reserva de jeito nenhum, demorou um tempão, eles olhavam no computador, vasculhavam, passavam rádio pra alguém e nada, eu já tava começando a ficar com medo que tivesse ocorrido algum cancelamento pela empresa, sei lá, nunca tinha usado o tal do Zupper. No final era algum erro que não lembro, se não me engano era o código da reserva, sei lá, mas que foi resolvido. Beleza, ok, inclusive já imprimiram as duas próximas passagens (Phuket – Pequim e Pequim – Frankfurt), bora embarcar. Ainda consegui pegar um pouco de Internet ao lado da King Power, uma rede de lojas que tem nos aeroportos da Tailândia ( essa é aquela rede que patrocina o Leiceter, da Inglaterra, e que o dono morreu num acidente de helicóptero ano passado, foi um baita luto no país) e embarquei rumo a Pequim, estava bastante ansioso pois rira realizar um sonho: conhecer a Grande Muralha. Pier de Phi Phi A ilha onde fica a praia de Maya Bay, do lado direito a tal pedra flutuante que fica na frente da praia Tabela com os horários dos ferry boats Caminho do aeroporto de Phuket Aeroporto Internacional de Phuket GASTOS DO DIA Almoço: THB 120,00 Coca: THB 20,00 Burger King: THB 269,00 7-Eleven: THB 45,00 Starbucks: THB 160,00 Câmbio: THB 759,80 - £ 20,00 TOTAL: THB 614,00 Continua...
  4. DIA 35 - 21/11 – Phi Phi Island Como era um dia sem muito compromisso, dormi um pouquinho mais e decidi fazer a trilha até a praia de Long Beach. Pra chegar lá, tem que seguir a praia onde o ferry boat chega indo pra esquerda, logo começa o caminho, é fácil de achar. No caminho tem algumas praias bem sossegadas, com pouca gente, vale ir parando e dando uns mergulhos em cada uma. o único problema é que quando chega numa espécie de estradinha, tem uma saída pra ela do lado direito (tem até uma sinalização no chão), mas não percebi e segui, fui parar num lugar bem esquisito, tinhas umas casas que pareciam abandonadas, muito mato, e sai no meio de uma picada horrível, no final das contas acabei saindo na desgrama da estrada numa parte que eu já havia passado, ou seja, andei em círculos. Tem coisas que só eu consigo fazer! Finalmente achei o raio da praia, era bem bonita e grande, tem hospedagem lá também, provavelmente é um pouco mais caro ficar lá, mas pra quem tem grana vale muito a pena. Devo ter ficado umas 2h por lá, depois resolvi sair, não sou o tipo de pessoa que consegue ficar o dia todo na praia (até porque moro em cidade de praia, claro que não no mesmo nível, mas no final é tudo areia e mar), e como sabia que havia um outro view point ali perto decidi ir conhecer. Era só pegar a tal estrada de novo e ir direto, é uma subida bem cansativa, tem uns ladeirão punk, até que cheguei num lugar que não sabia onde ir, uma coisa que parecia um lago artificial sendo construído e umas casas em volta, andei ali pelo meio, sai atrás de um prédio nada a ver e no final bastava seguir pela lateral do lago direto que saia no tal mirante. Sinceramente, achei bem bosta, só tinha vista do mar, não que isso seja feio, mas esperava um visual mais foda, pelo tempo gasto não compensou. O mais engraçado é que na ida demorei pra cacete pelos perdidos que tomei, mas na volta, desde a entrada de Long Beach até a praia de Tonsai, onde eu estava, levou uns 15 minutos, contando as paradas pra foto. Voltei pro hostel, tomei um banho, lavei algumas roupas, afinal, no outro dia já começaria o processo de volta pra casa e não queria viajar com muita coisa suja na mochila, e aproveitei e falei com a senhorinha do hostel se poderia deixar minha mochila lá depois do check out, pois teria que sair às 11h mas meu ferry tava marcado para às 14h30, teria que fazer hora até lá. Ela sorriu e disse que não havia nenhum problema, aliás, era uma senhora muito boazinha, mal falava, mas tava sempre sorridente, e sempre acordada, qualquer hora ela estava lá sentada na recepção, mesmo quando cheguei tarde da noite ela estava acordada lá. Depois fui até Loh Dalan, comprei um pedaço de pizza (que aquela altura era meu almoço) e uma coca numa barraca de frente pra praia e fiquei sentado vendo meu último pôr do sol da viagem. Não tava aquele céu bonito (achei até que fosse chover), mas foi bacana aquele momento, fiquei pensando em toda a viagem, nas coisas bacanas que fiz, nos lugares que conheci, e já começando a sentir saudade de tudo aquilo. Voltei pro hostel, dei uma descansada e depois fui dar um peão, resolvi conhecer o tal do Reggae Bar, meu hostel ficava nas costas dele, é um bar onde existe um ringue de luta no centro dele e rola uns muay thai, inclusive, segundo eu li, qualquer frequentador pode lutar se quiser, valendo um baldinho do capeta. O problema é que pra entrar você tem comprar uma bebida na recepção, até aí normal, mas pelo que entendi só podia ficar se estive bebendo, se parasse teria que sair (pelo menos é o que o tiozinho da entrada deu a entender). Tinha um pessoal que tava ali na entrada querendo dar uma olhada, pra ver como era, mas o cara começou a agir com grosseria com todo mundo que estava lá, dizendo que estávamos atrapalhando e quase que enxotando a gente. Acabei desistindo de entrar pela atitude do cara, fora que achei bastante caro o preço das coisas lá. Andei até a praia e fui conferir o agito das festas, tinha bastante gente, mesmo padrão, galera chapando, shows pirotécnicos, música alta bombando, fiquei lá até um certo horário e sai fora, teria dias cansativos pela frente. Aqui é o começo da trilha para Long Beach Alguma praia qualquer no caminho A tal estradinha de terra no caminho A entrada de Long Beach é exatamente na frente dessa árvore Long Beach É assim a coleta de lixo da ilha Além daquela árvore, tem essa indicação no chão Seguindo pro tal viewpoint 3 Viewpoint 3 A tal maré baixa a que me referi GASTOS DO DIA 7-Eleven: THB 35,00 Pizza: THB 80,00 Coca: THB 40,00 Janta: THB 60,00 Smoothie: THB 50,00 Cerveja: THB 50,00 TOTAL: THB 315,00 Continua...
  5. DIA 34 - 20/11 - Ao Nang – Phi Phi Island Assim como nos outros dias, acordei cedo e esperei pelo transporte na recepção. Quando fui tirar a mochila do locker que ficava embaixo da cama, tive uma surpresa: o cartão de acesso, que eu achava que eu havia perdido na praia no dia anterior, estava caído sobre ela, provavelmente caiu pelo vão entre a cama e a parede, e quando eu sai fui no piloto automático achando que estava com a chave. Imediatamente fui até a recepção e falei que havia achado a chave, na mesma hora me reembolsaram os 500 baths. Um prejuízo a menos, pena que os 250 dólares não apareceram... Esperei na recepção o transporte, que logo chegou e seguímos rumo ao píer de Krabi, que é de onde sai o ferry boat para Phi Phi. O carro chegou e embarcou eu e mais duas moças que estavam no hostel, junto com outras pessoas que já estavam no carro. Ao contrário dos outros píers, esse eram grande e você percorria um bom caminho até o embarque. Pra ajudar, eu tinha lacrado a minha mochila e tive que levar na mão, a bicha tava pesada que só, foi uma eternidade chegar lá kkk O barco partiu às 9h10, estava um tempo bonito e fui na parte de fora admirando o visual, sentei num banco (depois de educadamente pedir licença a um francês folgado que achava que tava deitado numa rede em frente ao mar) . O barco chegou por volta de 10h45, foi uma viagem tranquila, e logo que descemos temos que pagar uma taxa de lixo para entrar na ilha, é bem baratinho (20 baths), eu tinha lido que havia uma taxa de 300 baths pra entrar na ilha, mas não vi nenhum posto de cobrança, só essa do lixo. Do píer, caminhei até meu hostel, não era muito longe até, aliás, tudo na ilha é muito perto, é bem pequena. Fui recebido por uma senhorinha com trajes muçulmanos, ela quase não falava, apenas olhou minha reserva, me levou até o quarto e mostrou o resto do lugar. Basicamente, o hostel se resumia a recepção que ficava na calçada (aliás, lá, muitos hostels são assim, a porta do quarto literalmente já dá pra rua), dois quartos atrás, no fundo deles havia um corredor comum ligando eles e havia 4 banheiros com um vaso sanitário e um chuveiro, eram bem grandes, certamente os maiores banheiros que encontrei em hostel. O hostel era bem simples mas bem de boa, tinha ar condicionado e um galão de água em cada quarto. Saí para dar minha primeira volta e, por estar com uma camisa da seleção, fui chamado por uma voz em português, era um brasileiro que trabalhava como mergulhador. Sentei na agência e fiquei um tempo conversando com ele, tava com uma puta vontade de fazer mergulho (culpa do snorkel que me tirou o medo da água), mas como já tinha tomado um chapéu e precisado sacar dinheiro, preferi não sacar mais e ficar fodido depois. Ele contou que morava na Espanha e perseguia o verão, onde tava calor, ele ia, só lá na Tailândia ele tinha ido umas 3 vezes. De lá, almocei um pedaços grandes de pizza que é muito comum por lá e segui para a praia de Loh Dalan, fica no lado oposto onde os barcos atracam, e para meu espanto a maré estava muito, mas muito baixa, dava pra caminhar muito mar adentro e a água não passava da coxa, confesso que fiquei até assustado, pois antes da viagem, vi muitos documentários sobre o tsunami de 2004 (pra quem já leu meus relatos de outras viagens, sabe que tenho um imã pra desastre natural: já peguei terremotos, furacão, aí já viu né, melhor já se precaver ) e uma característica era o recuo do mar, exatamente como estava, mas ao mesmo tempo soube que esse recuo ocorre muito por lá, é normal. Além disso, achei a praia um tanto quanto suja, até porque também tem muito barcos nela que prestam serviço de táxi-boat. Quando sai da praia, aproveitei pra já garantir o ferry boat pra Phuket, que é de onde sairia meu vôo de volta, e infelizmente eu só teria 2 dias em Phi Phi, achei melhor garantir. Antes que alguém pergunte o porquê de tão pouco tempo lá, vou explicar: na verdade houve um erro crasso de planejamento meu, eu havia reservado 3 dias pra lá contado que meu vôo sairia de Phuket dia 23, e realmente, ele sairia nesse dia, só que era a 0h20, ou seja, de 22 para 23, e eu, jegue que sou, tava achando que sairia na noite de 23 (ou seja, teria todo o dia 23 e embarcaria de noite), portanto eu só poderia ficar até 22 lá, e só percebi quando fui reservar o hostel em Phi Phi, então só fiquei 2 dias, mas como a grana tava curta e lá é um pouco mais caro, foi até bom, nem ia rolar fazer os passeios de barco que planejei. Voltando ao assunto do ferry, assim como em Ao Nang, tem muitos lugares que vendem, basicamente é uma banquinha na rua com uma pessoa, só isso, e parei em uma que estava com um preço melhor, comprei o pacote que incluía o barco e o transporte para o aeroporto de Phuket, só que eu não entendi como funcionava quando chegasse no píer do outro lado, a mulher só dizia ok, ok, e mostrava o logo da empresa, aí tive a “genial” ideia de fotografar o logo da empresa que estava onde? Na camisa da mulher, que, claro, ficou P-I-S-T-O-L-A, começou a falar pra apagar e não sei o que, eu disse só queria registrar o nome da empresa para não ficar perdido na hora, e no tíquete não tinha, só o nome da empresa do barco, mas a mulher começou a gritar, apaguei na hora. Resolvi conhecer o famoso view point da ilha, é uma subida fila duma égua, mas de boa de fazer, é também a principal rota de fuga em caso de tsunami (a ilha foi bem destruída na época), assim que chega no primeiro ponto, há uma bilheteria onde você paga 30 baths e já curte uma bela vista da ilha. Mas ali ainda não é a melhor vista, tem que continuar subindo mais um pouco, é no view point 2 que se tem aquela imagem que é o cartão postal da ilha. O cansaço é recompensado, é um pôr do sol pra ninguém botar defeito. Ah, não façam como eu e levem repelente, porque senão vai sair todo picado. Ainda bem que não tenho alergia de inseto... não, pera! A noite, sai pra caçar um lugar pra jantar e encontrei um lugar cheio de barraquinhas de comida, das opções da ilha era o lugar talvez mais em conta, escolhi um resolvi sair um pouco do circuito pad thai / fried rice e pedi um arroz que vinha dentro de um abacaxi, tinha uns camarões dentro, tava da hora o negócio. O agito da ilha fica por conta das festas que rolam na praia, tem várias baladas e o povo basicamente enche a cara com os baldinhos do capeta ouvindo música muito alta até altas horas, com direito a muito show de pirotecnia. Resolvi encarar um, tem vários lugares que vendem, parei numa barraquinha, escolhi o “combo” (é você que monta o seu) mais baratinho que tinha e pronto. Galera, gaaaaleeeeraaa, pensa num bagulho do mal, eu lembro que na metade dele eu já tava meio louco, tanto que no final do rolê tenho alguma lembrança de voltar pro hostel, foi quase uma baldeação (ba da tuns). VID_20181120_162751.mp4 GASTOS DO DIA Taxa de lixo: THB 20,00 Pizza: THB 160,00 (2xTHB 80,00) Coca: THB 30,00 Ferry + ônibus: THB 450,00 Água: THB 30,00 View Point: THB 30,00 Jantar: THB 100,00 Coca: THB 20,00 Baldinho: THB 200,00 Pizza: THB 80,00 Hostel: THB 378,00 TOTAL: THB 1498,00 Continua...
  6. Então, eu tinha o tradutor off line, mas fui num restaurante local enquanto aguardava o trem, precisei usar o banheiro, escrevi no celular e mostrei pra mina, ele olhou sem entender nada, chamou outra atendente e essa me indicou o banheiro, vai saber o que aquela desgrama traduziu. Não comprei porque eram só algumas horas, e sobre os horários acho que tem na internet, eu que não consultei direito mesmo, lá eu não lembro se tinha.
  7. Cara, foi meio que uma odisseia, vou tentar resumir: vai até o terminal 2 ou 3 do aeroporto, pega o trem expresso e vai até a estação de metrô Dongzhimen (é o ponto final do trem), leva mais ou menos uns 35 minutos. Lá você pega a linha 13 - amarela e segue até a estação Huoying, são 7 estações até lá (demora um tanto porque elas são bem espaçadas uma da outra). Essa estação é bem grande e tem inúmeras saídas, procure pela G4, sobe a escada e você verá a rua do lado esquerdo e do lado direito um muro e uma espécie de corredor, siga nesse corredor, em alguns metros você chegará na plataforma da estação de trem, a bilheteria é mais pra frente. Nem precisa falar muito, basta dizer Badaling (é a estação onde fica a muralha) e pagar. A viagem leva mais ou menos 1h30, é o ponto final, não tem como errar, chegando na estação, terá uma placa enorme na rua dizendo Great Wall - 1330m, basta seguir o fluxo. Na volta, basta fazer o caminho contrário. Algumas considerações: assim que sair da estação Huoying e virar no corredor, provavelmente você será abordado por taxistas chatos querendo te convencer a ir com eles, inclusive te seguiram até a bilheteria, ignore-os. Outra coisa é o horário dos trens, pesquise bem porque não fiz isso e me lasquei, quando cheguei pra comprar eram 10h05 e o próximo trem era às 11h32, por sorte eu tinha bastante tempo, e na volta foi a mesma merda, cheguei na estação uma 16h e pouco e só tinha trem para as 19h.
  8. Olá galera, no próximo mês começarei um mochilão pelo Egito e por Marrocos, e montei o seguinte roteiro (ainda em aberto): 17/10 - Chego ao Cairo às 1h40 18/10 - Cairo (recuperação da viagem e algum rolê local) 19/10 - Cairo (Pirâmides de manhã e talvez Menfis e Sakara de tarde) 20/10 - Cairo (Bairro Copta e Mesquitas / Mercado) 20/10 - Cairo (janela de roteiro) / Trem noturno para Assuã 21/10 - Chegada em Assuã 22/10 - Assuã / Abu Simbel / Assuã 23/10 - Embarcar no cruzeiro 24/10 - Cruzeiro 25/10 - Chegada em Luxor (janela de roteiro) 26/10 - Luxor (Passeio de balão de manhã e Vale dos Reis) 27/10 - Luxor (Templo de Karnak e rolê de feluca) 28/10 - Luxor (Templo de Luxor e Museu de Luxor) 29/10 - Luxor / Trem para o Cairo 30/10 - Cairo (janela de roteiro) 31/10 - Cairo / Alexandria 01/11 - Alexandria 02/11 - Alexandria / Cairo (no final do dia só pra dormir no Cairo) 03/11 - Cairo / Vôo para Casablanca Vamos lá: 1º) Quero saber se compensa mais ir do Cairo pra Assuã / sentido Luxor ou ir pra Luxor / sentido Assuã, ou tanto faz; 2º) Não tenho pretensão de ir pra Hurgada ou Sharm El Sheik, por isso não inclui (imagino que alguém irá sugerir); 3º) Quando eu coloco "janela de roteiro", significa que dá pra modificar (se precisar excluir um dia dali e aumentar de cá, essas coisas) 4º) O que acharam do roteiro? Quais mudanças eu deveria fazer? Obrigado desde já!
  9. Cara, aí eu já não sei porque não fui em nenhuma loja, a única coisa que fiz em Pequim foi ir á Muralha. Sobre inglês ruim, lá quase ninguém falava inglês, era quase na mímica, até no restaurante que almocei eu passei sufoco, mas no final a comunicação acaba saindo. Sobre dinheiro, fiz câmbio no aeroporto, não sei se era a melhor cotação mas pelo menos é seguro, levei dólar e troquei lá. E claro, sempre é melhor andar com dinheiro local do que dólar.
  10. DIA 33 - 19/11 - Ao Nang Era meu último dia em Ao Nang, a agenda estava livre então faria apenas algumas caminhadas pela praia, de boa, no relax. Deixei minha mochila mais ou menos no jeito, coloquei a chave/cartão no pescoço (ela tinha um cordão) e saí sentido à praia. Primeiro fui até a praia e resolvi primeiro seguir a orla da praia para o lado direito até o final dela, onde chega num ponto em que a avenida sai da praia e vai por dentro, se seguir esse caminho direto vai acabar no píer onde fiz o passeio do dia anterior e que eu achava que era de onde saía o ferry boat pra Phi Phi. Ali tem uma espécie de uma galeria grande com algumas lojinhas e muitos pequenos restaurantes. Voltei e no caminho aproveitei e comprei a passagem de ferry boat para Phi Phi, tem vários lugares que vendem, a média era entre 350 e 400, mas tinha até mais caro, sinceramente acho que não existe diferença no serviço, pois a empresa é uma só, então fui no mais barato mesmo. Voltei ao hostel pra guardar o tíquete, almocei e depois retornei à praia, agora indo pro lado esquerdo, e acabei achando um caminhozinho que levava a uma escadaria de madeira. Continuei seguindo a trilha, que passava pelo morro e logo fui parar na praia vizinha chamada Pai Plong, onde ficava um hotel chamado Centara, uma espécie de resort bem chique, essa praia ficava entre Ao Nang e Tonsai. Fiquei um tempão lá curtindo aquele visual, com um enorme paredão atrás, e resolvi voltar pela mesma trilha, que depois descobri que chama Monkey Trail, devido ao enorme número de macacos que existem ali (eu não vi nenhum, mas parece que lá é abarrotado), e quando cheguei do outro lado notei que estava sem o cartão do hostel, lembrei que havia tirado tudo para entrar na água e deixado na areia (chinelo, camisa, só fiquei com a bolsa estanque com o celular e algum dinheiro que levei). Tanto na ida quanto na volta, eu fiz o trajeto bem demorado, porque a escadaria era um pouco judiada, tinha ir na manha (além do fato de eu ser cagão pra tudo). Pensa num peão que fiz aquele caminho de novo mais rápido que o Usain Bolt, imagina se eu perco aquilo, 500 pila de prejuízo no bolso. Voltei à praia e nada, andei por todo o lado e não encontrei, perguntei até pro guarda que ficava na praia se ele achou algo, a única coisa que eles fez foi pedir pra eu assinar o livro de visita da praia que eu não havia assinado quando estive lá (nem sabia que tinha que assinar algo). Voltei puto da vida, queria matar um de raiva, tive que voltar pro hostel, explicar o caso pra moça da recepção, que me deu outra chave. Dei a ela com uma dor no coração os 500 baths, e fui até o quarto pra fazer as minhas contas e fiz uma descoberta que terminou de fuder com meu dia: havia sumido 250 dólares da minha mochila. Vou explicar melhor essas parte: o que costumo fazer com meu dinheiro, eu levo sempre dólares e vou trocando aos poucos na viagem, conforme a necessidade, e eu deixo os dólares guardados numa espécie de zip lock, que fica entocado numa parte da mochila que é quase um fundo falso, mesmo que alguém mexesse dificilmente encontraria aquilo, até pra eu mexer é difícil, fica muito no fundo, enquanto que o dinheiro que troco, eu guardo uma parte numa doleira que uso embaixo da roupa e uma parte em outro lugar da mochila. Quando o quarto tem armário, eu guardo a mochila dentro e pronto, mas quando não tem, deixo do lado da minha cama e pronto, nunca aconteceu nada...até aquele momento. Quando fui pegar o zip lock pra olhar, só tinha 50 dólares em trocado e eu sabia que tinha 300 dólares ainda, portanto faltava 250, eu tenho uma desconfiança que fui furtado em Bangcok, pois lá não tinha armário e minha mochila ficava do lado da cama; em Ao Nang, tinha aqueles armários embaixo do beliche e eu deixava ela o tempo todo trancada. Bom, pra resumir, a raiva era tanta que nem vontade de chorar eu conseguia ter, tava puto com a situação toda e com a minha cabacice. Daquele dia em diante, caso não tenha armário pra mochila, vou por a capa de viagem na mochila e botar cadeado. Sai do hostel, procurei um caixa ATM e saquei 2000 baths, pelas minhas contas seria o suficiente até o final da viagem (na Tailândia, quando você faz um saque, é cobrada uma taxa de 220 baths, independente do valor). Descansei um pouco para esfriar a cabeça, sai pra jantar e, como já tava fodido mesmo, resolvi colar no Boogies Bar novamente pra tomar uma caneca de chopp (no mesmo esquema do "double") e ouvir um bom rock’n roll pra desanuviar. Pra fechar com chave de bosta a noite, ainda rolou outra bagunça dos coreanos no quarto (quando subi, eles estavam sentados na entrada conversando), eram 2h30 e eu abri a cortina da cama olhando tortaço pra eles, que me olharam com cara de assustados (pensa na cara de puto que eu devia estar) e pararam. Depois descobri que eles haviam feito check out de madrugada mesmo (será que foi por minha causa?) Assim são os pontos de ônibus de Ao Nang Noppharat Beach Indo até Monkey Trail Começo da escadaria Pai Plong Beach (a praia do hotel Centara) Pai Plong Beach Pegando a trilha de volta Cardápio do Boogie Bar, quem disse que não existe caipirinha na Tailândia...mas...com açucar mascavo? GASTOS DO DIA Ferry para Phi Phi: THB 350,00 7-Eleven: THB 48,00 Almoço + Coca: THB 80,00 Coco: THB 30,00 Chave perdida: THB 500,00 Jantar c/ Coca: THB 77,00 Cervejas: THB 250,00 (2 por 1) Saque: THB 1000,00 + THB 220,00 de taxa TOTAL: THB 835,00 ** (não computei o custo da chave, explicarei o porquê no relato do dia seguinte) Continua...
  11. DIA 32 - 18/11 - Ao Nang Assim como no dia anterior, levantei cedo e aguardei na recepção, hoje faria um tour chamado Four Island, onde visitaria 4 ilhas (ah vá), mas na verdade não é bem assim, mas contarei melhor sobre isso durante o relato. Ao contrário do dia anterior onde o guia foi pontual, nesse ele atrasou bastante, se não me engano o combinado eram 8h30 ou 9h (não lembro exatamente), mas o horário passou e nada, tanto que o rapaz da recepção ficou preocupado, pegou meu voucher e ligou duas vezes durante minha espera pra saber se viriam mesmo. Após um bom atraso ele chegou, o carro estava lotado, eu fui pego por último, mas tudo bem, o importante era ir, e seguimos para outro píer chamado Ao Nam Mao, era meio velho e distante. Demorou um pouquinho até o barco sair, a primeira parada era em Tup Island, uma ilha pequena com duas praias separadas por uma estreita faixa de areia, nessa ilha você paga uma taxa de 400 baths (tailandeses pagavam 40) e dava direito a entrar nas outras ilhas que iríamos depois. Ficamos uns 40 minutos e seguimos para Chicken Island, uma ilha com uma formação rochosa que lembra a cabeça de um frango, daí o nome. Aqui não desceríamos, o barco para na costa e temos 30 minutos para fazer snorkel. Se eu já tinha pirado no dia anterior, nesse dia foi mais foda ainda, os corais daqui ainda eram mais bonitos que em Hong Island, dava vontade de ficar o dia inteiro ali. Voltamos ao barco e seguimos rumo à Poda Island, lá poderíamos ficar 1h pois era o local do almoço. A atração principal da praia, além da beleza dela, é uma imensa pedra que fica “flutuando” no mar, é algo realmente incrível. Terminamos de almoçar e fomos pro barco, onde foi servida a mesa de frutas. Aliás, só pra fazer um adendo, ao contrário do dia anterior, o guia desse passeio foi bem fraco: tava sempre de cara emburrada, era pouquíssimo simpático, falava muito mal inglês (tá, sei que não tenho muita moral pra falar do inglês de alguém, mas o do guia do dia anterior, por exemplo, mesmo eu não entendendo tudo, dava para assimilar algo, o desse não, nem os gringos que falavam inglês entendiam muitas coisas que ele falasse), dava pouquíssimas explicações dos lugares, enfim, mas o passeio compensou muito. No começo eu disse que o papo de visitar 4 ilhas não era bem assim, pois então, a última parada era numa praia chamada Phra Nang, que nada mais é do que uma praia mais afastada de Ao Nang, um tanto depois de Railay Beach, mas talvez por não ser acessível por terra (não sei há alguma trilha para lá), eles vendem o passeio como sendo para uma ilha. Bom, sendo ilha ou não, paramos o barco lá, você fica 40 minutos nesse lugar, é uma praia sensacional e tem algumas cavernas nela, sendo a mais famosa a Caverna da Princesa, que nada mais é do que uma caverna cheia de...pintos. Isso mesmo, pintos, jebas, trolha, piroca, chamem do que quiser, tinha várias, de todas as formas, cores, tamanhos, materiais, até uma de ouro tinha, e tinha também uma espécie de altar no meio. Pelo que li na Internet, parece que tem algo a ver com a deusa Shiva, que representa a fertilidade e também sorte. A origem dessa caverna tem histórias meio controversas, mas o fato é que dizem que o local trás sorte (hã), enfim, não é uma atração que me apeteceu muito, mas não deixa de ser curioso. Como fazia parte do tour, dei uma olhada rápida e sai pra explorar as outras formações rochosas de lá. Voltamos pro barco e chegando no píer, dividiram as turmas em alguns veículos e nos levaram de voltas pras respectivas hospedagens. À noite, sai pra comer uma pizza e acabei voltando cedo, pois estava bem miado por lá. E quando estava quase dormindo chegou um grupo de asiáticos (pareciam coreanos) e fizeram mó bagunça no quarto: falavam alto, abriam e fechavam malas, deixavam cair coisas, e já era meio tarde. Píer de onde partimos O guia mal-humorado Tup Island Tup Island (nessa região tem muitos muçulmanos, e eles entram de roupa no mar) Tup Island Tup Island Chicken Island Chicken Island Chicken Island Chicken Island Chicken Island VID_20181118_122036.mp4 Chicken Island Poda Island Poda Island Poda Island Poda Island (a famosa pedra flutuante) Phra Nang Beach Phra Nang Beach Phra Nang Beach Phra Nang Beach (Princess Cave ou caverna das jebas) Phra Nang Beach Phra Nang Beach Phra Nang Beach Phra Nang Beach Phra Nang Beach VID_20181118_180119.mp4 Time lapse com o pôr do sol da minha varanda Esse é o ônibus que sai do terminal de Krabi pra Ao Nang Mesquita de Ao Nang GASTOS DO DIA Taxa da ilha: THB 400,00 Pizza + Pepsi: THB 215,00 Cartões: THB 50,00 Sorvete: THB 15,00 TOTAL: THB 680,00 Continua...
  12. DIA 31 - 17/11 - Ao Nang Acordei bem cedo pois faria o primeiro dos passeios: o tour de Hong Island. Mas antes de começar a falar desse dia, uma dica pra quem foi ficar no Sleeper Hostel: escolha o quarto de frente pra rua, a vista da varanda é animal (vocês verão pela foto). Aguardei na recepção e no horário combinado o transporte chegou para me buscar. O barco parte do píer de Nopparat, e após um boa “caminhada”, ele para na ilha de Hong, onde ele entra por uma fenda e para dentro de uma lagoa horrível e poluída... mentira, o lugar era absurdo de bonito, takiu pariu, parece de mentira. A lagoa era bem rasa, você pode ficar ali nadando por 15 minutos, depois todos de volta pro barco e seguimos para a próxima ilha chamada Pak Ka (só pra constar, a palavra Koh que aparece no nome das ilhas da Tailândia significa justamente ilha em tailandês, portanto não precisa escrever a precisa escrever a palavra Koh pois já ficará entendido que se trata de uma ilha) e nessa ilha é o ponto para fazer snorkel. Nessa hora bateu o desespero, pois eu nunca mergulhei, fiz snorkel e nada do gênero, pois não sei nadar e sempre fui cagão pra essas coisas. Vi todo mundo botando o colete, a máscara e o tubinho na boca e caindo com gosto naquele mar verde “horrível” e eu lá pensando no que fazer. Foi aí que o guia, que por sinal era muito bom, um dos melhor que já tive, veio e falou: vamos lá, é seguro, desce aqui pela escada e vai devagar. Não foi exatamente com essas palavras, mas algo próximo disso. Tomei coragem e fui, parecia um doente descendo aquela escada, fui bem na manha, soltei a escada e deixei rolar. Galera, na boa, fui uma das experiências mais fantásticas da minha vida, a hora que coloquei a cara na água e vi todos aqueles corais, aquela vida toda correndo por baixo da água, incrível, fiquei pensando no tempo que perdi de não ter aquilo antes por um medo bobo, pois a parada é bem segura. Ah, claro, antes de eu cair na água o guia me explicou como funcionava aquilo, o esquema de respirar certinho, de eliminar a água que entrasse pelo tubo, foi tudo muito profissional. A única coisa ruim, só pra dizer que tinha algo ruim naquilo, é que meu celular deu pau na hora de tirar as fotos. Eu tava usando aquelas bolsas estanque para celular e protege muito bem o celular, mas o botão não aciona embaixo da água, eu tinha que apertar fora da água e quando ligava eu mergulhava, as fotos e vídeos saíram uma m..., mas o importante é o que o cérebro registrou. Ficamos por uns 30 ou 40 minutos, não lembro bem, e de lá seguimos para a próxima ilha chamada Lao Lading, lá era onde almoçaríamos e teríamos uma área separada por boias na praia para fazer mais snorkel, claro, aproveitei para tirar a barriga da miséria e me esbaldei ali, depois almoçamos, com direito a mesa de frutas e uma garrafa de água. Nessa ilha ficamos por 1h e de lá seguimos novamente para Hong, mas dessa vez fomos pelo outro lado, onde fica a praia. Quanto sofrimento! Ficamos mais 1h ali e depois começamos a volta, foi um belíssimo passeio, recomendo muito. A única coisa ruim é que fiquei com um pouco de dor de ouvido por conta de tanto ficar embaixo da água, mas nada de muito zoado. Aproveitei pra dar uma cochilada, pois não havia dormido muito bem de noite (a cama era um pouco dura e desconfortável, e isso era quase um padrão na Tailândia) e sai pra dar um peão, mas tava bem miado. Dei uma passada numas barraquinhas que ficavam na calçada da mesquita (só um adendo, aquela região da Tailândia tem predominância muçulmana), comi algumas coisas e voltei cedo, até porque tive um leve piriri (mas nada que um Imosec não resolvesse). Essa é a vista que eu tinha da varanda do meu quarto. Feia, não! O nosso guia era esse de bandana vermelha Entrando na lagoa de Hong Island Lagoa de Hong Island Lagoa de Hong Island Pak Ka Island, local onde fizemos o primeiro snorkel (aqui não rolou fotos por causa da câmera) Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Lao Lading Koh Hong Koh Hong Koh Hong Koh Hong Koh Hong Koh Hong Koh Hong (depois do tsunami de 2004, todas as ilhas e praias da Tailândia tem rotas de evacuação em caso de novo desastre) Koh Hong Koh Hong Koh Hong Koh Hong Koh Hong VID_20181117_141627.mp4 Koh Hong Koh Hong GASTOS DO DIA Taxa da ilha: THB 300,00 Hot dog: THB 30,00 Lula: THB 30,00 Milk Shake: THB 40,00 TOTAL: THB 400,00 Continua...
  13. DIA 30 - 16/11 - Ao Nang Já de manhã cedo, o ônibus parou na cidade de Surot Thai e descobri que ali era o destino final do nosso ônibus e algumas pessoas ficaram por ali, ele para junto ao píer pra quem vai atravessar para as ilhas do lado leste (Koh Samui, Koh Pha Ngan, entre outras), e quem iria a Krabi, como eu, pegaria outro ônibus. Demorou um pouco mas chegou o outro, era um pouco mais zoado que o outro, mas curiosamente cochilei melhor nesse. Normalmente os ônibus param no terminal de Krabi, já tinha feito toda a minha logística baseado nisso, mas de repente ele entrou em um lugar estranho, com cara de abandonado e parou, ali era o ponto final. Pra ajudar, o GPS do meu celular deu pau e não localizava onde eu estava, tava mais perdido que jujuba em boca de banguela, mas por sorte o lugar tinha WiFi. Descobri que estava num terminal chamado Andaman Wave Master, pensa num lugar com cara de cenário do RoboCop, que lugar zoado. Caso ônibus parasse no terminal de Krabi, eu sabia que tinha van pra Ao Nang por mais ou menos 60 baths e tinha um ônibus que saía de lá pra Ao Nang, não sabia exatamente o preço mas sabia que era mais barato ainda, já nesse terminal só tinha umas vans que cobravam 100 baths, era a única opção. De lá até Ao Nang foi mais ou menos 1h, ele passa pela avenida principal, e parou praticamente na frente do meu hostel. O problema é que cheguei umas 10h, e o check in só abriria às 14h e não podia fazer antes, pelo menos deixaram eu guardar o mochilão num quarto atrás da recepção e fui dar um peão pra fazer hora. Aproveitei pra ver alguns passeios para fazer na região, agência e opção de passeio é o que não falta e vale a pena entrar em várias, tem algumas pequenas variações mas algumas podem oferecer algum desconto se fechar mais de um. Aproveitei para almoçar, enrolei mais um pouco e voltei, ainda faltava uma meia hora, mas deixaram eu fazer o check in. Preenchi os papéis que precisava, e a moça de recepção me deu um cartão de acesso da porta do quarto e da entrada do hostel e me informou que a perda acarretaria numa cobrança de 500 baths. Isso me traria uma puta dor de cabeça mais tarde... Descansei um pouco (estava bem cansado da viagem e da canseira que tomei) e sai, fui em direção à praia, que em si era apenas OK (só pra constar, uma praia OK na Tailândia é melhor que a da minha cidade, mas digo OK porque perto dos cartões postais que vemos pela TV ou Internet, não é nada excepcional). Lá, tem os barcos que te levam para várias praias ou até pra as ilhas, tem um lugar onde compra o tíquete e tem uma tabela com os preços, comprei o barco para Tonsai, uma praia vizinha, custava 100 baths cada trecho, não tem pier, você entra pela água mesmo. No meu barco, conheci um casal brasileiro que morava na Austrália e estava de férias por lá, conversamos um pouco, eu desci em Tonsai e eles seguiram pra Railay Beach, que é a próxima praia. Ali sim começava a Tailândia que eu sonhava, que praia animal. Fiquei um tempo ali e depois peguei uma trilha que ia pra Railay Beach, é de boinha pra fazer. Mesmo esquema, fiquei um tempo na praia lá e aproveitei pra dar uma volta pelo lugar, sinceramente me lembrou muito a Ilha do Mel, no Paraná, é bem legal, só que as coisas são um pouco mais caras por lá que em Ao Nang. Quase no final da tarde peguei o barco de volta pra Ao Nang, aproveitei e passei em uma agência que eu já tinha visitado e fechei dois passeios nela: o de Hong Island e o Four islands. Tomei um banho e dei uma boa cochilada, depois sai pra jantar (fui no mesmo restaurante do almoço) e na saída trombei com o casal brasileiro que conheci no barco, começamos a procurar algo pra fazer, e quase na avenida da praia vimos, numa espécie de galeria, um barzinho que tocava rock chamado Boogie Bar, tinha uns caras muito bons mandando um som lá, sentamos e pedimos uma jarra de cerveja (era no esquema "double", pede uma, ganha outra), o casal pediu também uma porção de camarão e mais algumas coisas pra eles, mas eu fiquei só na breja, pois estava de barriga bem cheia, fora que os trem eram bem caro. Na hora de fechar a conta, o cara não quis que eu pagasse alegando que ele havia pedido uma pá de coisas e só tinha tomado cerveja, e mesmo eu fazendo questão de pelo menos pagar algum valor ele pagou sozinho. OK, já que insiste, valeu kkkk Praia de Ao Nang (é desse ponto que partem os barcos) Praia de Tonsai Praia de Tonsai Praia de Tonsai Trilha para Railay Beach Praia de Railay Beach Railay Beach Railay Beach Railay Beach Railay Beach Praia de Railay Beach Praia de Tonsai Entre as praia de Tonsai e Ao Nang Praia de Ao Nang Praia de Ao Nang Praia de Ao Nang Agência onde fechei os dois tours GASTOS DO DIA Van: THB 100,00 Hostel: THB 1040,00 (THB 100,00 depósito) Almoço: THB 49,00 Coca: THB 28,00 Barco: THB 200,00 (2 * THB 100,00) Tour: THB 1200,00 (THB 700,00 em um e THB 600,00 em outro, com desconto de THB 100,00 no total) Jantar: THB 49,00 Coca: THB 28,00 Gorjeta p/ músico: THB 20,00 TOTAL: THB 2714,00 Continua...
  14. DIA 29 - 15/11 - Bangcok / Ao Nang Acordei cedo, tomei café da manhã, deixei minha mochila na recepção e fiquei aguardando, logo chegou um cara e me chamou, a van estava parada na esquina e seguimos até uma rua onde ela parou e tinha outras vans ali, onde eles separaram as pessoas de acordo com o passeio que fariam (uns iam andar de elefante, outros no mercado flutuante, outros na Ponte do Rio Kwai e por aí vai) e realocaram nas correspondentes vans, foi bem confuso e demorado. Tudo certo e nada resolvido, a van que eu estava partiu e a guia que foi conosco começou a explicar o esquema do passeio, os horários de começo e saída para ir para o mercado do trem e tal, até aí tudo bem. Chegamos lá umas 9h15, quem iria ficar só no mercado poderia ficar até 11h30 para fazer o que quisesse lá (seja passear de barco ou dar um rolê a pé pelas lojinhas, havia um caminho entre elas sem precisa ir pela água); já quem iria para o mercado do trem ficaria só até às 10h25 e nesses horário nos encontraríamos para seguir adiante. Quando fechei o passeio, perguntei ao cara da agência como era o esquema, ele disse que tinha dois tipos de barco: o barco a remo, mais lento; e o "speed boat", que era o barco a motor; e que este era incluso no pacote, que eu não precisava pagar nada. Aí começou o problema. Quando chegamos no local onde embarcava, a mulher falou dos horários e tal e quando falei do barco ela simplesmente disse que precisava pagar 150 baths para andar no barco, questionei falando que na agência disseram que era incluso mas ela disse que seria só o speed boat, mas ele era mais demorado porque fazia um tour maior e não daria tempo, só daria pra fazer o barco a remo que percorria só uma parte do mercado, mas esse era pago. Ficamos discutindo por um tempo mas nada, eu tava puto da vida, mas como já estava ali e não ia adiantar eu ficar em pé com cara de bunda decidi pagar (até porque 150 baths, nas contas que fiz, dava R$ 18,75) e depois cobraria do cara da agência. A guia estava visivelmente sem graça, ela até tentou me ajudar, tanto que eu nem tretei tanto com ela, sabia que não era culpa dela, mas disse que brigaria com o cara depois. Entrei no barco, estava eu na frente, um casal atrás e um coroa no fundo, além do barqueiro lá atrás, e seguiu pelo canal, que estava abarrotado de barcos, formava vários congestionamentos, e particularmente estava achando o nosso barqueiro lento, pois quando atolava todo mundo conseguia passar e ele ficava parado esperando, fora que ele parava em todas as barracas no caminhos, além dos barcos que vendiam coisas. O tempo ia passando e comecei a perceber que o passeio iria atrasar, pois o cara era muito devagar, e fiquei com receio do tour que eu estava acabar saindo sem mim, e eu e o coroa começamos a pedir para ela dar uma acelerada, mas o cara só dava risada. Eram quase 10h30 e não estávamos nem perto de voltar, comecei a ficar agoniado, e junto do coroa, que estava visivelmente irritado, começamos a reclamar com o cara, que parava a todo instante e ficava plantando no meio do rio. Chegamos de volta às 10h45 e a guia ficou lá me esperando, e para minha surpresa ela me devolveu o dinheiro do barco, disse que ligou para a agência e o cara falou para reembolsar, mas ele iria querer conversar comigo quando retornasse. Ela me levou até uma van que iria me levar até o mercado do trem, no caminho ele parou pra pegar um grupo num hostel e seguimos para lá. Quando chegamos, o cara falou que teríamos apenas 20 minutos no lugar, achei bem pouco mas OK. Você basicamente passa no meio de um grande mercado e logo vê a linha do trem, que passa exatamente no meio. De repente, você ouve o barulho do trem e as pessoas começam a recolher tudo bem rapidamente. Nisso, fiquei parado num lugar ao lado de um pequeno restaurante, e o quando o trem começou a se aproximar, o dono começou a querer nos expulsar dizendo (deduzi isso ) que não poderíamos ficar ali, somente quem era cliente, mas não estávamos dentro do restaurante, apenas colados nele, eu simplesmente ignorei o cara que gritava e, provavelmente, nos xingava (não era só eu) e continuei ali, até que o trem passou e tudo voltou ao normal. Aí você dá uma caminhada rápida pelo mercado e volta pro ponto de encontro, sinceramente achei meio perda de tempo, valeria mais a pena ficar mais tempo no mercado ou fazer outro tour combinando, mas tudo bem. Voltamos a Bangcok, o ponto final é na Khao San Road, aproveitei e almocei na Rambutri e depois segui pro hostel. Assim que passei pela porta, escutei uma batida no vidro, era o cara da agência, que devia estar de plantão me aguardando, ele me chamou pra conversar, e quando entrei já veio meio que reclamando, daí argumentei que combinamos uma coisa e quase aconteceu outra, resumindo, ele meio que tentou tretar comigo mas não conseguiu porque fui firme, ele deu um sorrizinho amarelo e falou OK. Aqui é 013 filho, nem tenta! O resto da tarde se resumiu a eu ficar no sofá da recepção fazendo hora até dar o horário de partir. Umas 18h um cara veio me buscar, era um taxista, que ainda parou em mais dois lugares e pegou mais duas pessoas, e depois nos deixou num ponto na avenida do monumento da democracia, perto da Khao San Road, onde o ônibus estava parado e uma galera aguardava pra embarcar, ele ainda estava fechado. Embarcamos e umas 19h o ônibus saiu, era um modelo novo, parecia muito bom, mas o WiFi não funcionava, e além disso achei bem desconfortável com o passar do tempo, seriam 14h de viagem. Aproveitei e comi uns sanduíches que comprei num 7-Eleven de tarde e tentei cochilar um pouco. Por volta de 1h, ele parou em pequeno restaurante na estrada para jantarmos, e depois seguiu viagem. Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado flutuante Mercado do trem Mercado do trem VID_20181115_112930.mp4 Mercado do trem Mercado do trem Mercado do trem GASTOS DO DIA Almoço: THB 70,00 7-Up: THB 20,00 7-Eleven: THB 60,00 Coca: THB 20,00 Jantar: THB 60,00 Coca: THB 30,00 Água: THB 20,00 TOTAL: THB 280,00 Continua...
  15. DIA 28 - 14/11 - Bangcok Aproveitei nesse dia pra ir até a agência do hostel e fechar os passeios para o dia seguinte, minha idéia era fazer o check out no hostel, deixar minha mochila guardada lá, fazer os passeios e enrolar até o final da tarde para pegar o ônibus o ônibus para Ao Nang. Conversa vai, conversa vem, chora daqui, negocia de lá e no final fechei o tour para o mercado Flutuante de Damnoen Saduak junto com o tour do Mercado do Trem de Mae Klong, que saiu por 300 baths; e também já fechei o ônibus para Ao Nang, que saiu por 900 bahts, até achei mais barato, mas a vantagem é que vinham me buscar no hostel e a saída seria na avenida do Monumento da Democracia, enquanto muitos saíam de um terminal meio longe. Só que na hora que fechei o passeio do mercado flutuante, fiz algumas perguntas sobre como seria o passeio e recebi uma afirmação positiva sobre um detalhe que me causaria problema, mas isso relatarei mais adiante. Tinha deixado esse dia livre para visitar algo que me interessasse ou simplesmente para descansar um pouco, sai pela rua com calma e decidi visitar o Templo de Mármore (Wat Benchamabophit), é realmente muito bonito lá dentro, vale a pena conhecer Continuei a caminhar pela rua, passei em frente à sede do governo, mas não me aproximei muito até porque era uma área militar (a Tailândia atualmente é governada por militares depois de um golpe em 2014), depois encontrei um grande mercadão de rua lotado de gente, esse não era um lugar turístico, você via somente os locais. Ainda no caminho, vi um templo que pareceu interessante e entrei, era grátis mesmo, e acabou sendo uma grata surpresa. Descobri depois que o nome do templo era Wat Bowonniwetwiharn, fica próximo da Rambutri e da Khao San Road, ele é bem legal e ainda por cima descobri que foi nesse templo que o falecido rei Bhumibol foi ordenado monge e depois coroado rei, além de ser um dos locais que receberam as suas cinzas. Não costuma aparecer nos roteiros de Bangcok, mas recomendo a visita. Aproveitei e fui até a Khao San Road para trocar dinheiro e depois almocei em um restaurante na Rambutri, pedi um pad thai (que era bem picante por sinal) e uma coca, dei uma circulada por lá, comprei mais algumas coisas numa galeria bem simpática que tem por lá, e segui em direção ao templo do buda reclinado para pegar a balsa até o Templo do Amanhecer (Wat Arun). No caminho ainda passei por um grande parque onde estava tendo uma apresentação de uma espécie de bandinha de jovens, assisti um pouco e segui caminho para pegar o barco. A travessia é rápida, você já desembarca praticamente na entrada dele, por fora já dá pra ver bastante coisa, mas quis entrar pra subir nele e ver como era a vista, tem umas escadarias, mas só pode subir até o primeiro nível, o resto é bloqueado. Gostei bastante de lá. No final da tarde, resolvi voltar de ônibus pois havia andando bastante e estava cansado, deixei minha mochila pronta, sai para jantar no mesmo lugar que almocei e fiquei pela Rambutri curtindo um rockzinho que tocava pelos bares, tomei uma gelada pra relaxar e voltei cedo, precisava dormir legal, pois acordaria cedo pro passeio e no final do dia ainda faria um deslocamento noturno. Uma coisa que gostei é que o rapaz disse que poderia fazer o café da manhã mais cedo pra mim. Templo de mármore Templo de mármore Templo de mármore Templo de mármore Templo de mármore Templo de mármore Palácio do Governo Um mercado de rua qualquer Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn (ao centro, a imagem do rei Bhmubol ainda jovem) Wat Bowonniwetwiharn Wat Bowonniwetwiharn Khao San Road de dia, bem diferente, não? Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun Wat Arun GASTOS DO DIA Tour p/ mercados: THB 350,00 Ônubus p/ Ao Nang: THB 900,00 Água: THB 6,00 Sorvete: THB 15,00 Templo de mármore: THB 50,00 Câmbio: US$ 1,00 - THB 32,70 US$ 200,00 = THB 6540,00 Almoço: THB 50,00 Coca: THB 25,00 Lembranças: THB 180,00 Coca: THB 20,00 Barco: THB 8,00 (2 * THB 4,00) Templo Arun: THB 50,00 Ônibus: THB 9,00 Jantar: THB 50,00 Coca: THB 25,00 Cerveja: THB 56,00 Água: THB 20,00 TOTAL: THB 1814,00 Continua...
  16. DIA 27 - 13/11 - Bangcok / Ayyuthaya / Bangcok Levantei bem cedo pois o dia seria longo, iria fazer um bate-volta em Ayyuthaya. Antes de sair, renovei mais uma diária no hostel e parti para começar a viagem. Tinha estudado todo o trajeto: teria que pegar um ônibus (linha 47) próximo ao Monumento da Democracia até próximo da estação de metrô Sam Yan, pegar o metrô e andar uma estação até Hua Lamphong, descer e caminhar até a estação de trem que tem o mesmo nome (assim que sai do metrô já segue um caminho direto por dentro mesmo, sem precisar sair pra rua). Mais uma vez o 7-Eleven me salvou e trocou uma nota de 1000, que era minha filha única de mãe solteira, e fui para o ponto pegar o ônibus. O ônibus demorou um pouco pra passar, mas também não demorou muito até o metrô, e por consequência logo estava na estação de trem. Existem 3 classes de trem, comprei o da terceira que custava apenas 15 baths, a diferença pra segunda era enorme (algo em torno dos 300 baths) e como era uma viagem de umas 2h o desconforto não seria problema. Além disso, havia um trem que sairia em 5 minutos. Fui para a plataforma, tendo um pouco de dificuldade de saber onde era a correta, pois os trens são todos iguais e no bilhete eu não conseguia identificar o número dela, pedi ajuda a algumas pessoas até que encontrei o trem, por sorte ele atrasou um tanto e deu tempo. O vagão onde fiquei era naquele esquema de um banco de frente para o outro, o espaço era apertado, o banco era duro, seria bastante desconfortável caso a viagem fosse muito longa, como para Chiang Mai, por exemplo, e havia uma espécie de bagageiro para colocar as coisas acima. Sentei de frente a um casal de senhores, e logo que o trem partiu o senhor puxou assunto, perguntou de onde eu era e eu disse que do Brasil, mas ele entendeu Barcelona, daí expliquei que não e tal e a conversa se desenrolou, ele fez muitas peguntas do Brasil, mostrei no celular dele algumas fotos de lugares bonitos daqui, ele gostou muito, mas o curioso é que ele cismou com Barcelona, até desencanei hahahaha. Ele era do Vietnã mas morava na Tailândia, também estava indo para Ayyuthaya com a mulher, e durante a viagem ele me deu muito boas dicas do país, perguntei, por exemplo, o que ele recomendaria entre Krabi, Ao Nang ou Railay Beach, ele disse na lata que Ao Nang era a melhor opção, por questão de preço e de logística. Também me deu as dicas sobre aluguel de bike em Ayyuthaya, onde era melhor e tal e como fazia pra chegar no parque. Chegamos em Ayyuthaya umas 11h30, e ele me acompanhou até a saída da estação, me mostrando o local onde se alugavam as bikes, logo que você sai da estação, atravessa a rua e vai para a direita, tem uma rua onde tem bastante lugar pra alugar, eles só pedem o passaporte, tiram uma cópia e guardam com eles (quando você devolve a bike, eles te entregam a cópia), é bem fácil assim como foi em Sukhothai, custa 50 baths e pode devolver no final da tarde. Para chegar nas ruínas, você pega a bike e segue a avenida principal até chegar onde fica a ponte, mas o acesso a ela é bastante confuso, você precisa fazer uma rotatória meio doida para poder subir na ponte, e é uma bela subida, haja perna kkkk, daí basta seguir a avenida que vem depois (precisa ter cuidado, pois quando sai da ponte vai sair numa parte que junta o trânsito dela com o local e é bem perigoso para ciclistas, requer muita atenção, fora a questão da mão inglesa que embanana o cérebro). A rua que deve entrar é a do segundo semáforo (ou farol, sinal, sei lá como se chama na sua região) à direita, basta descer e logo você verá o parque. No guichê você compra o bilhete para cada lugar que você vai, diferente de Sukhothai, onde você compra um único ingresso e entra no parque. No final das contas, paguei apenas para visitar dois, os considerados principais, os demais apenas vi por fora, dava pra ver legal, e no final das contas era quase mais do mesmo. Fora que tem alguns que não precisa pagar, como o Wihan Phra Mongkhon Bophit e o que eu mais queria ver: o famoso Buda do Street Fighter. Para quem não sabe do que estou falando, Street Fighter é um famos jogo de lutas que tem personagens de alguns países, e existe um lutador tailandês chamado Sagat, e o cenário dele foi inspirado em um buda reclinado localizado em Ayyuthaya, pra quem quiser visitar procure no Maps por Wat Lokayasutharam. Devolvi a bike umas 15h30, estava cansado do sol, queria almoçar e não queria voltar muito tarde para Bangcok, acabei almoçando num restaurante na rua onde aluguei a bike, pedi um fried rice chicken com curry verde, tava gostoso mas era bem apimentado, tanto que pedi até outra coca pra acompanhar. Fui á estação e descobri que só haveria trem classe 3 às 18h48, e ainda eram 16h20. Até tinha um de segunda classe que sairia antes (umas 17h e pouco), mas pela diferença de preço preferi enrolar mais um pouco e esperar o de terceira mesmo, comprei o tíquete e fui dar mais uma caminhada pelas redondezas, e como estava muito calor entrei num 7-Eleven para comprar algo para beber. Vi uma maquininha com um negócio que parecia uma raspadinha, estava escrito que era de melancia (obviamente só identifiquei o sabor pela figura), mas o negócio tinha um gosto estranho pra cacete, não era ruim, mas também não era bom. Retornei pra estação e fiquei na plataforma sentado usando o WiFi (que era liberado e até bom) e aconteceu algo que até então eu ainda não tinha visto na Tailândia: a tal música do rei. Explicando: todos os dias, às 18h, tem uns alto falantes espalhados pela cidade que executam o hino real, e a população para o que está fazendo para escutar respeitosamente, para ver como é o respeito e a admiração que eles têm pelo rei. E às 18h em ponto começou a tocar a tal música, quem estava sentado se levantou e ficou um silêncio no lugar. O trem chegou no horário, e assim como na ida ele fez várias paradas no caminho, inclusive, pra quem interessar, ele para perto do aeroporto de Dom Mueang, que é o aeroporto de vôos domésticos de Bangcok. Chegamos na estação Hua Lamphong umas 21h30, de lá sai pra rua e fiquei procurando onde era o local que passava o tal ônibus que voltava pro hostel (se não me engano era 29) e quase me perdi, fiquei um bom tempo procurando qual era a rua certa que ele entrava, até que vi ele passando meio ao longe, dei um sinal achando que não ia parar mas ele parou para mim. Estação de trem de Bangcok Estação de trem de Bangcok Estação de trem de Ayyuthaya Buda do Street Fighter Uma rotatória qualquer da cidade GASTOS DO DIA Hostel (+1 diária): THB 120,00 Ônibus: THB 6,50 Metrô: THB 16,00 Trem: THB 30,00 (2 * THB 15,00) Bike: THB 50,00 Entradas: THB 200,00 (2 * THB 100,00) Smoothie: THB 40,00 Almoço: THB 50,00 Coca: THB 30,00 (2 * THB 15,00) Bebida 7-Eleven: THB 19,00 Ônibus: THB 6,50 Jantar: THB 50,00 Coca: THB 17,00 TOTAL: THB 635,00 Continua...
  17. Acredito que sim, quando fui tive um pouco mais de tempo, fiz por conta própria (trem do aeroporto pra cidade, metrô e trem para Badaling, a única das entradas com acesso por transporte público), e deu tempo, só que foi hiper corrido. Acredito que de carro seja mais rápido, só que precisa saber a respeito do trânsito, se é complicado ou não, o horário que o cara vai te buscar no aeroporto, porque a muralha é muito grande e leva muitas horas pera conhecer, eu por exemplo fiquei umas 2h30 e nem andei muito.
  18. DIA 26 - 12/11 - Bangcok Nesse dia resolvi conhecer talvez o maior cartão postal de Bangcok: o Grand Palace. Vi, como sempre, que dava pra ir a pé e fui, deu pouco mais de 2km. No caminho, avistei o que parecia um templo branco e entrei para ver, era o Bangcok City Pillar, outro lugar que não estava no roteiro e me surpreendeu muito, é um complexo que tem um templo e nesse fica uma espécie de pilar (que dá nome ao lugar) e alguns pavilhões, num deles tava rolando uma apresentação meio que folclórica deles, foi bem legal. Chegando no Grand Palace, avistei uma enorme fila pra entrar, mas no final foi até rápido, e lá dentro você antes de entrar precisa entrar num sala onde deve colocar uma calça, eu tinha uma na mochila, mas caso não tenha eles arrumam lá (não lembro se é cobrado ou não), e só depois você entrar no complexo. Não posso negar, o lugar é fantástico, foi o rolê mais caro da viagem (500 baths, uns 57 reais), mas compensa, só que tem um problema: é absurdamente lotado de gente, é difícil se locomover, tirar uma foto, entrar nos lugares, foi bem estressante. Fora que, uma coisa que não curto muito, é essa história de certos lugares não poder fotografar, como no Templo do Buda de Esmeralda (Wat Phra Kaew) que, sinceramente, nem é tudo isso. É uma estátua de buda que fica bem no alto e é bem pequena e seus olhos são duas esmeraldas, é bonita, mas nada de absurdo. O lugar é bem grande e tem vários santuários para se visitar, e depois você sai por uma porta (e depois não pode voltar mais) e vai até a atração principal: o tal do palácio real, que na verdade não era mais, mas foi por muito tempo a residência dos reis de lá. De lá você já sai pra rua e acaba o rolê. Valeu a pena? Até valeu, mas fiz rolês bem melhores que esse. Ah, e tem um detalhe: quando você compra o tíquete, eles dão dois bilhetes, e só um fica na entrada, o outro fica contigo, mas como é igualzinho desconfio que na verdade você pode entrar duas vezes lá, não pesquisei a respeito e também pra mim uma vez já foi o suficiente. De lá almocei num Subway que ficava bem na frente e depois segui para o Templo do Buda Reclinado (Wat Pho), é bem próximo ao Grand Palace. O lugar também é bem grande, mas não estava tão lotado e eu acabei gostando muito mais desse lugar. A atração principal é, claro, a enorme estátua do buda deitado, ela é imensa. Outra coisa que gostei é que o ingresso dá direito a uma garrafa de água, você pega numa espécie de quiosque lá dentro do complexo. Saindo de lá, fui até a rua de trás do templo para pegar a balsa e passear pelo rio Chao Phraya e descer num lugar chamado Asiatique, é uma espécie de pier onde tem muitos barzinhos, um bom calçadão pra caminhar e ver o pôr do sol. Só que chegando no píer onde pega o barco ele só ia até o Templo do Amanhecer (Wat Arun) que fica do outro lado do rio, tem a opção do tour turístico que custava 1000 baths. Já estava puto quando descobri que na verdade o barco do passeio saia de trás do Grand Palace, e lá fui eu, e de fato, lá era de onde saiam os barcos. São 4 tipos: o laranja, que custava 15 baths; o amarelo, que custava 20 baths; o verde, que custava 30 bahts; e o azul, que era o turístico e custava 50 baths. Na prática eram todos a mesma coisa, o que diferenciava era uma bandeira com a cor na parte de trás, e os horários que eles faziam, o azul ficava até mais tarde. Esses barcos param em vários píers ao longo do rio e o "ponto final" é em Taksin, que fica ao lado de uma estação de BTS com o mesmo nome, e de lá você um barco Shuttle (custo 0800) até Asiatique. Comprei, obviamente, o laranja, e esperei, mas pensa numa desorganização, a fila mó bagunçada, uns caras falando num megafone algo incompreensível, e conforme os barcos chegavam o povo embarcava, o laranja demorou bastante pra vir. O passeio é bem legal, a vista do rio é bacana, você vê a região mais desenvolvida de Bangcok, um prédios enormes. Descemos no pier final e esperamos o Shuttle, demorou um pouquinho mas logo embarquei e rapidinho ele chegou em Asiatique. O lugar é bem bonito mesmo, tem bares, restaurantes, fast foods, uma grande galeria de compras (aproveitei e comprei uns presentes), estava lotado de gente, é o local onde os tailandeses fazem seu "happy hour". Fiquei um bom tempo lá, vi o pôr do sol e decidi voltar cedo para pegar o último barco laranja (era ás 19h), desci no píer próximo à Kaoh San Road, jantei por ali mesmo e voltei pro hostel, estava cansado e com algumas assaduras por conta do calor. Bangkoc City Pillar Bangkoc City Pillar Bangkoc City Pillar Bangkoc City Pillar Bangkoc City Pillar Bangkoc City Pillar Bangkoc City Pillar Grand Palace Grand Palace Grand Palace Grand Palace Grand Palace Grand Palace Grand Palace Grand Palace (Templo do Buda de Esmeralda) Grand Palace Grand Palace Grand Palace Grand Palace Grand Palace Grand Palace Grand Palace Grand Palace Grand Palace Grand Palace (O famoso palácio real) Grand Palace (O famoso palácio real) Wat Pho Wat Pho Wat Pho Wat Pho Wat Pho Wat Pho Wat Pho Wat Pho Wat Pho Wat Pho Wat Pho Wat Pho Wat Pho Wat Pho Wat Pho Wat Pho Wat Pho Wat Pho Píer onde pega o barco Barco laranja Rio Chao Phraya Rio Chao Phraya Rio Chao Phraya Fila para o barco shuttle Rio Chao Phraya Rio Chao Phraya Asiatique Asiatique (horários do barcos) Asiatique Asiatique Asiatique Asiatique Asiatique Asiatique Asiatique Asiatique GASTOS DO DIA Grand Palace: THB 500,00 Almoço (Subway): THB 188,00 (combo) Buda reclinado: THB 100,00 Cartões postais: THB 20,00 Limonada: THB 50,00 Pepsi: THB 16,00 Barco: THB 30,00 (2 * THB 15,00) Canecas: THB 300,00 (3 * THB 100,00) Jantar: THB 50,00 Água: THB 13,00 Sorvete: THB 30,00 TOTAL: THB 1297,00 Continua...
  19. DIA 25 - 11/11 - Bangcok Acordei até que cedo, tomei o café da manhã que serviam lá, que consistia em café, um suco de laranja feito na hora, duas torradas, geléia, manteiga e uma banana; e depois parti pra conhecer o mercado. O sistema de ônibus de Bangcoc é bastante confuso, mas baixei os mapas off line das linhas e estudei bastante, e com o tempo acabei pegando a manha de usar. Segui em direção ao Democracy Monument e lá peguei o ônibus 44 (segundo mapa era o que ia pra lá), era um ônibus bem melhor que o peguei no dia anterior, que era bem velho. Esse tinha até ar condicionado, e era um pouco mais caro ("ridículos" 15 baths, o que dava mais ou menos 1,70 real). Como cheguei cedo, o lugar ainda não estava lotado, o que faz muita diferença.Pensem num labirinto, o lugar é enorme, não por acaso é considerado o maior mercado do gênero do mundo, e fica a dica: se achar algo que quer com um preço ótimo, compre na hora, porque se resolver andar mais um pouco pra voltar depois dificilmente achara a loja de novo (aconteceu isso comigo). Ali você vai encontrar de tudo: lembranças, decoração, comida, vestuário, ferramentas, itens de coleção, enfim, tudo mesmo que imaginarem, e digo mais, é o lugar mais barato para comprar lembrancinhas e roupas que achei em Bangcok, é parada obrigatória na cidade. Por volta da hora do almoço o lugar começa a lotar de uma forma que fica quase intransitável, por isso é bom chegar cedo. Comprei bastante coisas lá, inclusive uma coisa que queria muito um chapéu daqueles estilo vietcong, custou 100 baths, na Khao San Road vi por 150 e no mercado flutuante não lembro o valor mas era mais caro. Fiquei mais ou menos umas 3h lá, inclusive almocei lá. Depois peguei outro ônibus até o também famoso MBK Center, uma espécie de shopping que dizem ter de tudo e ser o paraíso dos eletrônicos, não que eu quisesse comprar algo, era mais pra conhecer mesmo. Ah, já fui num ônibus velho igual ao do sábado (linha 29). É um shopping com 4 ou 5 pisos, não lembro bem, e realmente tem bastante coisas, não só eletrônicos, mas também roupas, lembranças. Mas claro que os eletrônicos são o carro chefe do lugar. Andei bastante pelo lugar e depois decidi conhecer um lugar que a princípio não estava no roteiro mas chegando em Bangcok eu ouvi falar bem dele: o Templo Dourado (Wat Saket). Como vi pelo Maps que não era tão longe, eu decidi ir a pé, Caminhei um bocado até chegar próximo, ele fica numa espécie de morro, a bilheteria fica lá embaixo, você compra a entrada e sobe uma escadaria, é uma boa subida mas nada de muito pesado. Do alto você tem uma vista privilegiada da cidade, vale muito a pena, e ainda pude ver um belo pôr do sol. Assim que anoiteceu, voltei para o hostel (caminhei mais um bom bocado), e mais tarde fui para a Kaoh San Road tentar achar alguma agência para fechar algum passeio (pensava no mercado flutuante e talvez no mercado do trem) e também achar ônibus para Ao Nang. Entrei em umas duas, uma delas me interessou bastante os valores (não lembro agora de cabeça e nem anotei), mas quando retornei ao hostel lembrei que havia uma agência anexa a ele e pensei em depois ver quanto sairia com eles (eles já estavam fechados). No meu quarto ainda conheci uma mineira que estava viajando sozinha pelo Sudeste Asiático e ficaria uns 2 dias em Bangcok. Em todos os pontos de ônibus está escrito quais linhas passam lá e seus trajetos Mercado Chatuchak Mercado Chatuchak Mercado Chatuchak Mercado Chatuchak Mercado Chatuchak Mercado Chatuchak Mercado Chatuchak Mercado Chatuchak Mercado Chatuchak Mercado Chatuchak Mercado Chatuchak Mercado Chatuchak MBK Center MBK Center MBK Center MBK Center MBK Center MBK Center MBK Center MBK Center MBK Center Templo Dourado Templo Dourado Templo Dourado Templo Dourado Templo Dourado Templo Dourado Templo Dourado Templo Dourado Templo Dourado Templo Dourado Templo Dourado GASTOS DO DIA Ônibus: THB 15,00 Chapéu: THB 100,00 Flâmula: THB 120,00 Imã e chaveiro: THB 200,00 Camisa: THB 130,00 Almoço: THB 50,00 Coca: THB 20,00 Ônibus: THB 6,50 Waffle: THB 20,00 Coca: THB 20,00 Templo: THB 50,00 Jantar: THB 50,00 Coca: THB 17,00 Smoothie: THB 40,00 TOTAL: THB 838,50 Continua...
  20. DIA 24 - 10/11 - Sukhothai / Bangcok Acordei 6h30, tomei café com as coisas que comprei no dia anterior, me arrumei com calma e uns 15 minutos antes do horário do ônibus sai em direção à rodoviária, afinal, bastava atravessar a rua. Às 8h05 o ônibus partiu, seria uma longa viagem, mas pelo menos era um ônibus confortável, com ar e serviram uma garrafa de água, um suquinho de caixinha e um kit com café solúvel, um creme para colocar no café, um copo, açúcar e um bolinho estilo aqueles Bebezinhos (nem sei se existe isso ainda, mas já acusei a idade). Após algumas paradas no caminho, cheguei por volta das 16h no Terminal Mo Chit, na parte norte da cidade. Era um terminal bem precário e aparentemente desorganizado, mas achei que fosse perto da estação de BTS (o metrô deles) que também chamava Mo Chit, mas na verdade tinha que dar a volta num enorme parque onde ficava o gigantesco Mercado Chatuchak (falarei deles depois), andei que nem um corno velho. Finalmente achei a estação, tinha que subir uma escadaria até lá e pensei que tudo estava resolvido. Só que não! Comprei o token (um tipo de moedinha de plástico) e entrei no vagão sem entender muito se estava no lugar certo (ninguém me entendia quando perguntava), mas no final estava sim e desci, conforme orientado pelo hostel no e-mail, na estação Victory Monument. Aí veio o perrengue. Passei a catraca e perguntei a uma fiscal do metrô como eu pegava o ônibus 12 (linha que me mandaram pegar no e-mail e que passava próximo ao hostel), ela disse que era do outro lado e mandou eu retornar pela catraca mesmo, só que quando cheguei do outro lado precisava passar por uma catraca e eu já havia usado o token (assim como na Malásia, você paga conforme o trecho percorrido e o token fica na estação final), retornei e falei com a mesma fiscal, mesmo ela não me entendendo muito bem me ajudou. Ela me levou até o guichê que vendia tíquete e chamou uma moça, eu, com meu "belo" inglês (não que fizesse diferença, porque percebi que elas não falavam nada de inglês) expliquei, mostrei até o e-mail pelo celular, elas se olharam, pensaram e apontaram juntas para uma direção, daí ela me acompanhou até a catraca, liberando pra mim e eu segui achando que finalmente deu certo. Calma filhão, quem manda comemorar antes? Quando chego no final, a passarela bifurcou e avistei o tal monumento, era uma praça enorme e uma passarela seguia para um lado e a outra para outro, e tinha uma amontoado de gente e de ônibus lá, tive que escolher qual o caminho seguir, se errasse tinha que voltar tudo de novo. Fui olhando nos pontos e avistei o número 12 em um deles, era ali. Mais ou menos, porque na verdade eles param onde dá, fazem até fila dupla, e o povo corre pela rua pra pegar. Ah Bangcok, sua louca! De repente, do nada, vejo o 12 passando e parando em fila tripla, praticamente no meio da rua, corri feito um imbecil mas consegui pegar, daí entro no busão e pergunto pro cobrador se passava pelo templo Wat Tri Thotsathep (ponto de referência que me passaram no e-mail), mas ele não conhecia. Foi então que uma mocinha me perguntou, em um ótimo inglês, para onde eu queria ir e quando respondi ela me disse que passava perto e até onde deveria descer. Lá pelas 17h cheguei ao hostel, bastante cansado mas aliviado e feliz por conseguir me virar, fui para o quarto, tomei banho e descansei um pouco, aproveitando o ar condicionado. À noite, decidi conhecer a famosa Khao San Road, que era próximo de lá, e no caminho decidi jantar num carrinho que tinha próximo do hostel, tinha umas mesinhas e tudo e pedi um Fried Rice com camarão. O prato era bonito e vinha um baita camarão, pensei que tinha me dado bem, maaaaaaassss... Após começar a comer e mandar uns dois camarões pra dentro, achei o gosto meio estranho e fui olhar (estava com tanta fome que comi sem olhar mesmo) notei que os camarões estavam inteiros, ou seja, com tudo: cabeça, merda, rabo, tudo. Percebi que as pessoas em volta que estavam comendo é que tiravam as coisas no prato, e eu comendo tudo aquilo. Confesso que me preparei psicologicamente para uma noite de rei (mas até que não me deu nenhum revertério). DICA: quando pedir um prato com camarão na Tailândia, olhe antes, tem lugares que servem limpo, mas tem lugares que não. Dei uma passeada pela Khao San Road, uma rua onde você encontra de tudo: balada, barzinhos, comida de rua, lojinhas de lembranças, agências de passeios, 7- Eleven (são 4 ao todo) e as famosas lady-boys, fora o povo que fica te aporrinhando pra entrar nos bares deles. Paralela a ela tem uma outra rua chamada Rambutri, que também é bastante agitada mas tem uma pegada mais "de boa", tem muitos barzinhos tocando rock, uma galera fazendo algum tipo de apresentação de rua. Como estava bastante cansado da viagem, voltei cedo pro hostel, até porque no dia seguinte não acordaria tarde pois queria conhecer o famoso Mercado Chatuchak, conhecido como Weekend market, pois só abre finais de semana, e seria domingo já. Faça seu pedido... Monumento da Democracia Khao San Road Khao San Road Rambutri Rambutri Rambutri Khao San Road Khao San Road Khao San Road Khao San Road GASTOS DO DIA BST: THB 33,00 Ônibus: THB 9,00 Hostel: THB 480,00 (4 diárias) Cerveja: THB 39,00 Jantar: THB 50,00 Bandeirinhas p/ mochila: THB 90,00 (3 * 30,00) Espetinho: THB 20,00 TOTAL: THB 721,00 Continua...
  21. DIA 23 - 09/11 - Sukhothai Pedi o café da manhã deles, vinha 2 torradas, um suco de laranja doce que só a desgraça, mamão, melão e manga, que apesar de ser uma fruta que não sou muito fã, gostei, porque era bem azedinha, diferente da nossa que é muito doce pro meu gosto. Achei um pouco fraco pelo preço (100 baths), e era o mais barato, já comi muito melhor gastando menos na Tailândia, mas ok. Próximo passo seria alugar uma bike para ir ao sítio arqueológico da cidade, ele fica na parte velha de Sukhothai, pra chegar lá, saindo ao New Sukhothai, onde eu estava, tem que pegar uma estrada e percorrer uns 15 Km, não é muita coisa, ou você aluga uma bike ou pega o transporte público. No hostel alugava, mas acho que a comunicação não foi muito boa entre eu e o cara da recepção, porque pelo que entendi ele queria 60 baths POR HORA, e pelo que pesquisei era absurdamente caro, pois lá próximo ao parque tem lugares para alugar e não passaria de 50 baths O DIA TODO. Agradeci e sai caminhando, o problema é que apesar que estar de frente pro terminal, eu estava longe de tudo e pra chegar na cidade mesmo, tipo na avenida principal, onde passa o transporte, eu tive que andar por uma outra estrada, percorri, segundo o Google Maps, 2.5 km até o ponto onde pegava o ônibus, ele fica em frente a um 7-Eleven (sim, tem desse mercadinho lá mais que bar e igreja evangélica juntos aqui), na verdade é uma caminhonete bem velha e os passageiros vão atrás, custa 30 bahts e ele te deixa na porta do parque (é o ponto final dele). Assim que chega você já avista os lugares que alugam bike, custava apenas 30 baths e tem que devolver até às 17h, muito fácil alugar, e eles ainda te fornecem a corrente e o cadeado. Para entrar no parque, você compra a entrada e tem que pagar uma taxa para entrar com a bike, e começa a percorrer o circuito das ruínas, tem bastante coisa pra ver lá dentro, e em todas as ruínas tem placas em inglês e tailandês com as explicações, o lugar é bem estruturado. Em determinado momento, chegou a pingar um pouco, mas ficou só na ameaça da chuva, durante todo o rolê fez um calor da peste. Além dos lugares que ficam no parque, dá pra sair (óbvio que depois não pode voltar) e visitar outros templos que ficam espalhado por lá, mas sinceramente não vi nada muito legal por fora. Aliás, pra resumir a experiência, de todos os templos que vi, só um era muito bem conservado, mas vale a pena conhecer o lugar, não por acaso é tombado pela UNESCO. Aproveitei e dei uma pedalada pela cidade, que não tem nada demais, e como estava ameaçando um toró, devolvi a bike umas 15h e fui almoçar, comi um noodle de vegetais muito gostoso, peguei o transporte na frente da entrada do parque e voltei pro hostel. No caminho, o bagulho lotou demais, encheu de crianças saindo da escola e até de monges, e eu estava sentado bem pra dentro, pra descer foi sofrido. No caminho pela estrada, acabei achando um RG de uma menina local, parecia um cartão de crédito, era bem bonito. Deixei na recepção do hostel, mas depois achei a menina no Facebook e avisei ela, que foi buscar no dia seguinte (eu já havia partido). No meu quarto, o suíço havia vazado e fiquei conversando com um português que estava no seu lugar, e à noite quando fui sair pra jantar tive uma infeliz surpresa: os restaurantes que ficavam na rua fechavam muito cedo e tive que caçar lugar pra comer. Fui até a cidade, mas estava bem deserta, e na estrada que dava acesso a ela, vi apenas dois restaurantes com buffet, um era bem caro pros padrões tailandeses (239 baths), e o outro custava 99 baths, era de frutos do mar, mas quando olhei para as bandejas, confesso que achei meio bizarro o rango, e olha que não sou nojento pra comer. A solução foi ir até o 7-eleven "perto" do hostel e comprar algumas coisas, e ainda tive que trocar uma nota de 1000, achei que teria problema mas trocaram de boa (gastei só 151). Terminei a noite mandando uma Chang gelada e vendo o "sensacionante" campeonato tailândes que passava na TV, não sei quem estava jogando, mas o time de azul ganhou de 7x0 do de vermelho. E antes de dormir aproveitei pra fechar um hostel em Bangcok e pedir informações pra eles de como ir do terminal até o hostel, já que pelo mapa vi que o metrô não passava perto. Essa informação me salvaria no dia seguinte... Entrada do parque VID_20181109_133359.mp4 VID_20181109_133359.mp4 Um rolê de bike pelo parque A bike que eu aluguei Esse é o glorioso transporte público de Sukhothai O RG que achei Tailandesão 2018 GASTOS DO DIA Café da manhã: THB 100,00 Ônibus: THB 60,00 (2 * THB 30,00) Aluguel de bike: THB 30,00 Entrada: THB 100,00 + THB 10,00 pela bike Almoço: THB 40,00 Suco: THB 50,00 Cartões postais: THB 20,00 Imã: THB 30,00 7- Eleven: THB 151,00 Cerveja: THB 37,00 TOTAL: THB 628,00 Continua...
  22. Salve galera, desculpem meu sumiço, mas andei numa correria e não tive tempo de escrever mais, vou tentar dar uma acelerada pra concluir logo o relato: DIA 22 - 08/11 - Chiang Mai / Sukhothai Acordei umas 6h30 pra me arrumar com calma, me despedi do Peter e sua mulher, que me desejaram boa sorte na viagem, fui no Tesco rapidão comprar algo para comer e fui para o ponto esperar o ônibus, o horário seria às 8h mas ele atrasou 20 minutos, mas isso não me atrapalhou, pois era muito cedo e o trânsito estava de boa, cheguei no terminal em uns 20 minutos. Achei que teria problemas, pois percebi que minha passagem molhou um pouco com meu suor, mas eles não se importaram e umas 9h50 o ônibus partiu rumo a Sukhothai. A viagem foi tranquila, o ônibus era bom e confortável, rolaram várias paradas no caminho, e por volta de umas 16h cheguei no terminal de Sukhothai. O hostel que escolhi ficava exatamente na frente do terminal, bastava atravessar a rua e pronto, fiz o check in, ganhei uma garrafa de água e fui para o quarto, e lá conheci um suíço que falava espanhol, ficamos conversando bastante, depois voltei ao terminal e aproveitei, pois sabia que só ficaria 2 dias por lá, para já comprar a passagem pra Bangcok, havia duas empresas que faziam, a própria Wintour e uma outra, os preços eram os mesmos, a diferença é que uma tinha a primeira saída às 7h50 e a outra às 8h. Ah, o terminal tem Sukhothai tem wifi aberto e com um sinal de fazer inveja. Aproveitei e parei pra comer em um restaurante bem simples que ficava na rua do hostel sentido quem vai para a estrada, achei bem fraco o rango e depois, mais tarde, tive que ir num 7-Eleven para comprar algo pra complementar, era mais ou menos uma boa caminhada, mas uma tia do hostel me emprestou uma das bikes que eles alugavam para eu ira lá. Fiquei jogando dardos com o suíço no terraço, depois sentei um pouco nas mesinhas que ficavam na parte externa, pois o Wi-fi no quarto era horrível, o problema é que ficar lá fora tava complicado porque tinha muito pernilongo por lá. Terminal de Chiang Mai Esse era o busão da viagem Esse é o guichê da empresa que faz o trajeto. Cuidado! Elefantes na pista! Além das fotos do rei, as da rainha também são bem comuns de se ver. E o respeito é o mesmo. Terminal de Sukhothai Horários do ônibus para Bangkoc GASTOS DO DIA Café da manhã (Tesco): THB 50,00 (2 sanduíches, 1 coca e 1 bolacha) Ônibus p/ terminal: THB 20,00 Hostel: THB 240,00 (cartão) Passagem p/ Bangcok: THB 310,00 Jantar: THB 40,00 Coca: THB 15,00 Sanduíche (7-Eleven): THB 20,00 Salgadinho (7-Eleven): THB 30,00 Coca no hostel: THB 15,00 TOTAL = THB 500,00 Continua...
  23. Pegando o gancho do tópico, qual a média de preços dos tours de Marraquexe para o Saara? E é possível seguir de Merzouga para Fez com o próprio tour ou tem que fazer por conta?
  24. Olá Kelly! Quanto custou o tour para Abu Simbel? Você disse que o visto é pego em bancos no aeroporto, é fácil identificar (tem placas sinalizando)? Sobre o tour das pirâmides, é viável fazer tudo no mesmo dia (Gizé, Saqqara e Memphis), ou fica muito corrido? E quanto custou esse tour?
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