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julio_lana

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  1. Olá, Igor! Não. Esse valor foi pago pelo trecho. Quando cheguei no aeroporto de Guarulhos, ao fazer o check in para embarcar para La Paz, a atendente me disse que eu teria que comprar a passagem de volta para entrar na Bolívia. Então tive que comprar num escritório da Boliviana de Aviación no próprio aeroporto. Na verdade, não sei se costumam sempre pedir isso. Esses valores se referem ao ano de 2012 e comprando tudo de última hora (provavelmente mais caro do que se tivesse comprado com antecedência). Sugiro que você dê uma olhada nos preços atuais, que devem estar bem salgados pela alta do Dolar. Abraço!
  2. Obrigado, Bruna! Boa viagem para você! A Bolívia tem coisas sensacionais para se fazer. Não deixe de conhecer o Lago Titicaca e o Salar de Uyuni. Abraço!
  3. Valeu Rafael! Infelizmente deixei de anotar o preço de algumas coisas, mas já dá pra ter uma ideia bacana dos valores. Sugiro que você também dê uma olhada nos relatos de quem foi há pouco tempo, pra ter uma noção ainda melhor dos preços mais atualizados. Qualquer coisa, estamos ai. Abraço!
  4. Olá, Rodrigo! Então, como demorei para fechar esse relato, creio que os preços podem sim terem dado uma mudada. Entretanto, já vai sabendo que a Bolívia é o mais barato dentre esses três países. Disparado! O Peru e o Chile são mais caros, principalmente por não haver uma diferença significativa entre o valor das moedas se compararmos com o Real. Para você ter uma ideia mais atual sobre os preços, sugiro que leia também alguns relatos de quem viajou pra lá mais recentemente. Tem vários relatos bacanas de outros colegas. Mas qualquer dúvida, pode perguntar que estamos ai pra ajudar no que for possível. Abraço!
  5. Informações gerais Alter do Chão é uma vila localizada às margens do Rio Tapajós, a cerca de 38km da cidade de Santarém-PA. O acesso a partir de Santarém pode ser feito por via terrestre, em estrada asfaltada, por onde passam os ônibus coletivos que fazem de hora em hora o trajeto entre Alter-Santarém-Alter (Preço da passagem R$ 2,50). O local, apesar de pequeno, possui boa estrutura voltada ao turismo e conta com uma razoável rede hoteleira e de pousadas, supermercados, farmácia (onde fica o caixa eletrônico), lojas de artesanato, restaurantes, etc. A principal atração em Alter são as belas praias de água doce e morna, de coloração azul escuro/esverdeado, provenientes do Rio Tapajós. A melhor época para ir é de Junho a Novembro, quando é a temporada vazante dos Rios do norte do país. Durante Dezembro a maio, época em que normalmente os rios estão em seu nível mais alto, diversas praias ficam submersas, inclusive a Ilha do Amor. Relato Dia 1 – 31/10/2014 (sexta-feira) Estava voltando de uma viagem de 15 dias pelo Rio Amazonas (a trabalho) e meu voo a partir de Santarém com destino à BH partiria somente dentro de 2 dias. Logo, aproveitei essa oportunidade para conhecer um pouco mais da região. E, nesse local, não existe melhor opção do que Alter do Chão. Saí do hotel em que estava hospedado (Hotel Barão – em Santarém) por volta das 09:00 h, peguei um ônibus (que passava próximo ao hotel) com destino a Alter do Chão. A viagem dura cerca de uma hora e meia (dependendo do número de paradas que o ônibus faz no caminho) e termina no centro da Vila de Alter do Chão, onde desembarquei e aproveitei para já procurar alguma hospedagem. Fui ao Hotel Mirante da Ilha, talvez um dos maiores hotéis de Alter do Chão, mas infelizmente não havia vaga. Então encontrei a pousada oriental, localizada muito próximo à praça central, onde decidi me hospedar. A pousada é extremamente simples. Entretanto, talvez seja uma das mais baratas do local. Paguei R$ 90,00 reais a diária em um quarto de casal com 3 camas, pois não haviam mais quartos individuais que, creio eu, são ainda mais baratos. Bem, após fazer o check in e deixar a mochila no quarto, decidi fazer um passeio mais curto nesse dia. Dessa forma, a melhor opção era a Ilha do Amor. A ilha do Amor é a atração turística mais acessível de Alter do Chão, uma vez que está localizada exatamente em frente ao Vilarejo. Para chegar, basta atravessar um canal com cerca de 1,5 m de profundidade. O que pode ser feito por conta própria (a nado) ou por meio de barcos a remo que ficam disponíveis no local a um custo de R$ 5,00 a travessia. Na Ilha do Amor, existem alguns quiosques que vendem bebidas e oferecem um cardápio variado de comidas, especialmente peixes. Optei por uma mesa praticamente dentro da água, onde é possível apreciar a beleza local e se refrescar ao mesmo tempo. Fiquei na Ilha até o pôr do sol que é uma atração imperdível, diga-se de passagem. Após o pôr do sol, voltei para a Pousada Oriental, tomei um banho, descansei um pouco e sai para curtir um pouco a noite local. Durante a noite, a melhor atração são os restaurantes localizados na praça central: O Arco Íris da Amazônia e Café com Arte. Ambos os restaurante são muito bons e oferecem boas opções no cardápio a um preço justo. Entretanto, creio que o Café com Arte seja um pouco mais barato, mas não deixa nada a desejar. O Arco Íris da Amazônia é um restaurante um pouco mais sofisticado. Nesse dia, houve uma apresentação bem interessante de um grupo de Carimbó no restaurante Café com Arte. Como já estava a muitos dias comendo peixe, decidi variar um pouco e pedi um filé a parmegiana que estava muito bom (R$ 26,00). Entretanto, recomendo os peixes da região! Dia 2 – 01/11/2014 (sábado) Nesse dia, acordei cedo, tomei o modesto café da manhã da pousada e fui até a orla do vilarejo para pesquisar sobre os passeios da região. Nesse local, é comum a presença de guias e funcionários das agências de turismo que executam os passeios. Normalmente os passeios via aquática são realizados em grupos de até 5 pessoas, devido a lotação das voadeiras. Portanto, para não pagar um passeio sozinho, teria que encontrar no mínimo mais 2 pessoas dispostas a fazer o mesmo roteiro, já que eu já que um colega de trabalho estava junto comigo. E isso não foi problema. Achamos um casal de MG, que mora em SP e fechamos o roteiro que vai até a praia Ponta de Pedra e retorna no final da tarde para a Ponta do Cururu, de onde é apreciado o pôr do sol. Saímos às 10:00h da orla da vila, que fica de frente para a Ilha do Amor. Nesse dia, o Rio Tapajós estava agitado e a voadeira sofreu para vencer a marola, ou banzo, como dizem os moradores locais. Uma dica para quem vai fazer esse passeio é deixar aparelhos eletrônicos, documentos, ou outras coisas que não podem molhar de jeito nenhum, dentro de sacolas plásticas devidamente fechadas, pois certamente você e seus pertences irão se molhar durante a travessia do rio. A paisagem do passeio é fantástica! Rio de água azul-esverdeada, praias de areias finas e clarinhas. Quase na metade do caminho, é feita uma breve parada na Ponta do Cururu, que nada mais é do que um banco de areia que se estende para dentro do canal do Rio. Nesse local, ficamos por cerca de meia hora, onde foi possível tirar algumas belas fotos do local, além de se refrescar nas águas do Rio Tapajós. O passeio continua rumo à Ponta de Pedra, que é um “sub-vilarejo” de Alter de Chão. Em Ponta de Pedra, existem diversos quiosques que oferecem um bom atendimento, cardápio com boas opções de comidas e bebidas regionais a um preço justo. Logo na chegada, deixamos encomendado o nosso almoço, que seria um pirarucu ao molho de leite de coco. É importante deixar o almoço reservado com antecedência, porque tudo é feito na hora e, portanto, demora um pouco para sair. Enquanto isso é possível dar uma volta pelo local e curtir as belas praias e paisagem da região. Almoçamos às 13:00 h, descansamos um pouco enquanto apreciávamos a paisagem e o bom papo do dono do quiosque, que nos contou sobre a vida na região, os programas de televisão e cenas de novelas que já foram gravados no local, os artistas que as vezes dão as caras em Alter do Chão... No final da tarde, por volta das 17:00 h, nosso guia (e piloto de voadeira), nos convidou para partir novamente rumo à Ponta do Cururu. No caminho, o sol já estava se pondo e foi possível avistar diversos botos cinza (Tucuxi). Chegando à ponta do Cururu, haviam diversas embarcações ancoradas e aquele lugar calmo, vazio e tranquilo que vimos na ida para Ponta de Pedra já não existia mais. Mesmo assim, a imagem do pôr do sol naquele local vale muito à pena. Após o pôr do sol, todos entram novamente em suas respectivas embarcações, que partem de volta para a vila de Alter do Chão. Chegando no vilarejo, a fome já apertava e então aproveitei para saborear a deliciosa tapioca da “Barraquinha da Tapioca”, localizada na orla de Alter do Chão. Sem dúvida a melhor tapioca que já experimentei! De barriga cheia, meu destino foi o ponto de ônibus, onde embarquei em um dos coletivos rumo à Santarém, pois no outro dia, voltaria novamente para BH.
  6. Finalmente resolvi finalizar meu roteiro de viagem. Afinal, antes tarde do que nunca! Apesar do grande número de informações disponíveis sobre esse roteiro, que é talvez o mais famoso da América do Sul, espero poder ajudar os amigos mochileiros de plantão. Nota: Ao longo da descrição do roteiro, as dicas são precedidas da inscrição “Dica” entre parêntesis. Fiz isso, pois sei que, assim como eu, algumas pessoas optam por buscar apenas algumas informações específicas e não leem todo o relato. Então, basta ativar a ferramenta de busca do seu navegador (Ctrl F – para quem não sabe) e buscar por “Dica”. Além disso, segue abaixo um resumo das principais informações para essa viagem. Creio que isso vai facilitar a vida de muitos leitores. Apesar de ter viajado sozinho, tive companhia de outros viajantes em praticamente toda a viagem, como vocês lerão no relato. Por isso, não se estranhem quando eu usar algumas palavras no plural (fomos, esperávamos, etc...). A viagem foi realizada em outubro de 2012. Resumo Dia 1 - 18/10/2012 - BH/São Paulo - São Paulo/La Paz Dia 2 - 19/10/2012 - La Paz (City tour) Dia 3 - 20/10/2012 - La Paz (Down hill estrada da morte) Dia 4 - 21/10/2012 - La Paz (Pico Chacaltaya) Dia 5 - 22/10/2012 - La Paz (Tiwuanaku) Dia 6 - 23/10/2012 - La Paz (Museus - dia que houve paralisação nas estradas) Dia 7 - 24/10/2012 - La Paz/Copacabana - Copacabana/Isla del Sol Dia 8 - 25/10/2012 - Isla del Sol (Passeio pela ilha)/Copacabana - Copacabana/Cuzco Dia 9 - 26/10/2012 - Cuzco (Início da trilha Inca jungle - Down hill e rafting) Dia 10 - 27/10/2012 - Trilha Inca Jungle (Santa Teresa - águas termais) Dia 11 - 28/10/2012 - Trilha Inca Jungle (Tirolesa e chegada em Águas Calientes) Dia 12 - 29/10/2012 - Águas Calientes/Machu Picchu/Águas Calientes/Cuzco Dia 13 - 30/10/2012 - Cuzco (City Tour) /Arequipa Dia 14 - 31/10/2012 - Arequipa (City Tour) Dia 15 - 01/10/2012 - Arequipa/Tacna/Arica/San Pedro do Atacama Dia 16 - 02/10/2012 - San Pedro do Atacama (Laguna Cejar) Dia 17 - 03/10/2012 - San Pedro do Atacama/Uyuni (Traslado rápido pelo salar) - Uyuni/La Paz Dia 18 - 04/10/2012 - La Paz (Descanso) Dia 19 - 05/10/2012 - La Paz (Descanso e preparativos para a volta) Dia 20 - 06/10/2012 - La Paz/São Paulo - São Paulo/BH Dicas e considerações gerais Símbolos monetários locais: Bs. (Bolivianos); S/. (Nuevo Sol - Peru); $ (Peso Chileno). Dica principal: Estude bem o seu roteiro antes de fechá-lo e não o mude pela opinião dos outros durante a viagem. Afinal, seu roteiro foi feito de acordo com seus gostos e condições pessoais e uma mudança de planos poderá te trazer arrependimentos futuros. Em suma, o que é bom para uma pessoa, nem sempre é bom para outra. Documentos: Passaporte dentro do prazo de validade ou RG em perfeito estado de conservação, emitido há no máximo 10 anos. Também é necessário o cartão internacional de vacinação contra febre amarela. O cartão pode ser emitido gratuitamente em qualquer posto da ANVISA. Se você já tiver tomado a vacina e ela ainda estiver dentro do prazo de validade, basta levar seu cartão de vacinação ao posto que eles fazem o cartão internacional e te entregam na hora (pelo menos comigo em Belo Horizonte foi assim). Para sair do Brasil precisei apresentar a passagem de volta (exigência do governo boliviano). Não sei se funciona para todos, mas pode ser que aconteça com você. Quando ir: Se puder, não vá durante a estação chuvosa (novembro à fevereiro). Inclusive já aconteceram algumas situações desagradáveis com alguns turistas devido a enchentes e deslizamentos que fecharam estradas. Eu particularmente recomendo setembro ou outubro, que são épocas menos frequentadas. Portanto, os locais ficam mais vazios e sua viagem fica mais barata também. Não acho que seja necessário efetuar reservas de hospedagem, passeios e passagens de ônibus, a menos que você vá durante feriados locais ou alta temporada. Viajar com tudo reservado pode ser mais confortável, porém engessa seu roteiro e, caso aconteça algum imprevisto, você pode perder seu dinheiro. Dinheiro: Leve Dólares! Eles são amplamente aceitos nos comércios bolivianos (hotéis, lojas, agências de turismo...). Troque em casas de câmbio do Brasil apenas uma pequena quantidade de moeda do país de destino, suficiente para tomar um taxi ou fazer alguma refeição. As casas de câmbio possuem taxas muito salgadas. Você poderá trocar dólares no próprio comércio a taxas menores. Entretanto, cuidado com as notas falsas!!! Os preços no Chile são em milhares, o que dificulta muito a percepção de barato e caro para nós brasileiros. Se tiver smartphone, recomendo que baixe algum aplicativo de conversão de moedas que funcione off-line e tenha-o sempre a mão. Passeios e agências: Em todos os locais que passei nesse roteiro, existiam inúmeras agências de turismo que costumam vender os mesmos passeios. Além disso, é possível adquirir também as passagens de ônibus nesses locais. Entretanto, como é de se esperar, o preço varia de agência para agência. Se for fazer vários passeios no mesmo lugar, recomendo que você contrate todos na mesma agência e peça um desconto. Aliás, estando na Bolívia, sempre peça um desconto. Principalmente no comércio de artesanatos. Em San Pedro do Atacama, não recomendo a agência Pamella Tours. Procure mais um pouco que com certeza encontrará agências melhores. Em La Paz, se for fazer o Down Hill na Estrada da Morte, recomendo que faça com a Xtreme Down Hill. É a melhor agência para esse passeio! Possui bicicletas novas e ótimos guias. Se for fazer o passeio de três dias no Salar de Uyuni, leve lenços umedecidos para “tomar banho”. A água é muito fria no deserto, principalmente durante a noite. Transporte: Esse roteiro pode ser feito tranquilamente por via terrestre (ônibus). Entretanto, as viações bolivianas oferecem serviços inferiores às Peruanas e Chilenas. No Peru, recomendo a viação Olturza. Se possível, reserve alguns dias extras no seu roteiro para serem “queimados” em caso de imprevistos, principalmente se for à Bolívia. Tive uma experiência negativa quanto a isso, que será relatada adiante. Segurança: De maneira geral a viagem é segura. Entretanto, La Paz é uma capital um tanto quanto desorganizada. Não custa tomar os mesmos cuidados que tomamos nas grandes cidades brasileiras. Resumo dos albergues La Paz – Hostel Loki: Albergue muito bem localizado, instalado em um casarão de três andares, com diversos quartos coletivos e individuais. O Staff é bom e alguns deles são os próprios viajantes que optam por ficar um tempo maior na cidade. O albergue conta com bom restaurante, bar bastante movimentado, área para descanso semelhante a um jardim de inverno, banheiros limpos e individuais cujos chuveiros variam um pouco a temperatura. Os quartos são grandes, as camas são boas, com roupas de cama limpas. Copacabana/Isla del Sol: Pelo que me lembro, na ilha não existem grandes albergues, somente hospedagens simples gerenciadas pelos moradores locais (a grande maioria delas sem nome). A que eu me hospedei se localizava aproximadamente na metade da escadaria que liga o porto onde os barcos atracam até o alto da ilha. Cuzco – Hosteling International: Albergue simples, pequeno, localizado na Avenida del Sol, uma das principais de Cuzco. Fiquei hospedado apenas uma noite e, portanto, não conheci o hostel suficientemente para opinar com mais precisão. Entretanto, creio que cuzco possua melhores albergues. Arequipa – Hostel The Point: Albergue simples, porém bem localizado (próximo à Plaza de Armas). Também fiquei hospedado apenas por uma noite e creio que Arequipa deva ter albergues melhores. Mas de qualquer forma, esse não é ruim. Quando fiquei hospedado, fui presenteado com um chaveiro abridor de garrafas e um adesivo com o logotipo do hostel. San Pedro do Atacama – Residencial Villacoyo: Local desorganizado e com aparência “suja”. Entretanto, foi o único local que consegui me hospedar em San Pedro. Ainda bem que fiquei apenas uma noite. Não recomendo! Dia 1 - Quinta-feira (18/10/2012) Embarquei em BH no voo das 07:00h rumo ao aeroporto de Guarulhos em São Paulo. No aeroporto de São Paulo, aproveitei o tempo de conexão para trocar alguns reais por Dólares e Bolivianos. Como era de se esperar, a cotação no aeroporto não é das melhores. Entretanto, existem diversas casas de câmbio disponíveis. Pesquise antes de trocar. (Dica). São Paulo - La Paz (Voando BOA - Boliviana de Aviación) Saí de São Paulo às 14:40 h rumo à La Paz. O Voo faz escala de uma hora (17:00 às 18:00 h - horário local) em Cochabamba, onde carimba-se o visto na imigração. Chegada em La Paz no início da noite (18:30 h). O aeroporto de La Paz fica longe do centro da cidade e, portanto foi necessário tomar um táxi até o Albergue Loki (cerca de $ 70,00 a diária em quarto com 6 camas), que é um dos mais famosos albergues da América do Sul. Conheci um grupo de 5 amigos que estavam indo para o mesmo albergue e aproveitamos para dividir o taxi, que custou no total $ 60,00. Chegando ao hostel, fiz o check in num quarto compartilhado (6 camas) e aproveitei para descansar após um dia muito cansativo de viagem. Tomei umas Paceñas (cervejas de La Paz) e fui dormir. Gastos do dia Passagem BH - São Paulo: R$ 323,00 Lanche em Guarulhos: R$19,00 Passagem São Paulo – La Paz: US$ 276,00 (R$ 746,00) Taxi Aeroporto – Hostel Loki (compartilhado): Bs. 10,00 (R$ 3,86) Cervejas: Bs. 36,00 (R$ 13,80) Total: R$ 1.105,66 Dia 2 - Sexta-feira (19/10/2012) Senti um pouco de dificuldade para dormir por causa da altitude. Tive náuseas durante grande parte da noite. Após tomar café no hostel (Pão, café, leite, chá de coca, manteiga), fui fazer um Tour pela cidade e reservar os passeios para Tiwuanaku, Chacaltaya e Down Hill na Estrada de La Muerte. No centro de La Paz existem diversas agências de turismo que guiam os passeios. É interessante comprar todos na mesma agência para conseguir desconto (estando na Bolívia, nunca se esqueça de chorar um desconto!!!) (Dica). Em todos os passeios a agência de turismo passa pelos hotéis e albergues para buscar as pessoas, não se preocupe! (Dica). Aproveitei para comprar um cartão de memória para a minha câmera fotográfica e fazer algumas compras no mercado de Las Brujas. O albergue possui um bar interno que fica muito movimentado durante as noites. Frequentemente acontecem festas temáticas que reúnem inclusive mochileiros de outros albergues. Além disso, o menu do restaurante do hostel conta com diversos pratos e sanduíches com ótimo custo-benefício. Aproveitei para comer no hostel esse dia. Gastos do dia Passeios: Bs. 570,00 (R$ 220,00) Compras: US$ 80,00 (R$ 216,21) Cartão de memória: Bs. 170,00 (R$ 65,63) Refeições: Bs. 46,00 (R$ 17,76) Total: R$ 519,60 Dia 3 - Sábado (20/10/2012) Saída para o Down Hill às 07:15 h. A van busca o pessoal nos albergues e hotéis. Recomendo que façam o passeio na agência chamada Xtreme Down Hill. Ela é a melhor disparada!!!! (Dica). O passeio leva o dia inteiro e é simplesmente incrível. Está certamente entre os melhores passeios de toda a viagem. Antes de iniciar a descida, a van para em um local onde é servido um café da manhã com direito a pão, leite, manteiga e chá de coca, é claro! Após o café, os instrutores dão as instruções gerais sobre segurança, distribuem as bikes e então começa a diversão! O down hill passa por uma região chamada Unduavi que cobra cerca de $ 25,00 para entrar. Portanto, leve uma grana para o passeio (Dica). Após cerca de 64km de descidas, o passeio termina em Coroico, onde é possível almoçar. O Retorno é feito por meio de vans e chega a La Paz por volta das 19:30 h. À noite comi um frango com batatas fritas no albergue e ao retornar do jantar, conheci um Colombiano (Felipe) que tinha acabado de chegar ao albergue e iria ficar hospedado no mesmo quarto que eu. Aproveitamos para tomar umas cervejas e bater um papo no bar do albergue. Gastos do dia Entrada em Unduavi: Bs. 25,00 (R$ 9,65) Cervejas no Down Hill: Bs. 32,00 (R$ 12,35) Jantar: Bs. 38,00 (R$ 14,67) Cervejas no albergue: Bs. 36,00 (R$ 13,90) Total: R$ 50,57 Dia 4 - Domingo (21/10/2012) Passeio para o monte Chacaltaya, um dos pontos mais altos da região. Assim como os demais passeios, a agência passa de Van nos hotéis e albergues para apanhar os turistas. O passeio se inicia com uma parada em um local onde é possível avistar os montes Chacaltaya e Illimani. Após essa pausa, a van sobe até a casa dos guarda-parques, a partir de onde existe a opção de subir até o topo do monte caminhando. Apesar de curta, a subida é dura, devido à altitude local. Ao descer, aproveitei para conhecer a casa dos guarda-parques, onde existem algumas peças que explicam um pouco sobre a geologia da região. É servido um chá de coca aos interessados por $ 5,00. Após a visita ao monte, segue-se para o Vale de la Luna, onde a entrada é paga a parte. O retorno se dá às 15:30 h. Ao chegar no hostel, aproveitei para comprar a passagem para Copacabana na agência que ao lado do albergue, com saída prevista para terça-feira pela manhã. Conheci no hostel um brasileiro (Rodrigo) que acabara de chegar no albergue e também se hospedará no mesmo quarto que eu. À noite fui a um restaurante especializado em Pollos (frangos) próximo ao albergue chamado Rocky Pollo’s a la Blasa, onde comi um frango assado na brasa com batatas fritas. Após o jantar, aproveitei para tomar umas cervejas no albergue com Rodrigo. Gastos do dia Entrada Vale de La Luna: Bs. 30,00 (R$ 11,60) Lanche: Bs. 16,00 (R$ 6,17) Chá de coca: Bs. 5,00 (R$ 1,93) Passagem para Copacabana: Bs. 55,00 (R$ 21,23) Jantar: Bs. 44,00 (R$ 16,98) Cervejas: Bs. 36,00 (R$ 13,90) Total: R$ 71,80 Dia 5 - Segunda (22/10/2012) Às 07:15 h partimos para o passeio à Tiwuanaku, que são ruínas de uma cidade construída por uma civilização pré-Inca. Após o passeio, almoçamos comida típica da região, com direito à sopa de quinoa e carne de lhama. Cheguei ao albergue às 16:00h e aproveitei o restante do dia para comprar alguns presentes na Calle Sagarnaga. À noite, paguei o hostel e fui comer no restaurante do albergue com o Rodrigo. Gastos do dia Entrada no parque: Bs. 80,00 (R$ 30,88) Almoço: Bs. 30,00 (R$ 11,58) Presentes: Bs. 65,00 (R$ 25,09) Águas: Bs. 16,00 (R$ 6,17) Albergue (4 diárias): Bs. 280,00 (R$ 108,10) Jantar: Bs. 30,00 (R$ 11,50) Total: R$ 193,32 Dia 6 - Terça-feira (23/10/2012) As estradas da região foram bloqueadas por protestos e, portanto, não foi possível seguir para Copacabana. Dessa forma, foi necessário ficar mais um dia em La Paz. Repito: ao viajar para a Bolívia, esteja preparado para possíveis imprevistos como protestos e falta de combustível. Nesse dia, pela manhã aproveitei para conhecer melhor a cidade e visitar o Museu do Folclore e Etnia e depois fui almoçar num restaurante natureba chamado Sol e Luna. À noite, fomos (Felipe e eu) ao mirador Kili-Kili, que possui uma vista muito interessante de La Paz. Basta pegar um taxi que eles te deixam lá. Não recomendo ir a pé, principalmente à noite. Após chegarmos do mirante, fomos comer pizza com uma galera do albergue. Como tive que ficar mais um dia no albergue por causa dos protestos nas estradas, paguei mais uma diária e fui dormir. Gastos do dia Museu: Bs. 20,00 (R$ 7,72) Almoço: Bs. 54,00 (R$ 20,84) Taxi: Bs. 8,00 (R$ 3,08) Água: Bs. 2,50 (R$ 0,96) Pizza: Bs. 30,00 (R$ 11,58) Cervejas: Bs. 18,00 (R$ 6,94) Diária: Bs. 56,00 (R$ 21,62) Total: R$ 72,73 Dia 7 - Quarta-feira (24/10/2012) Saída às 07:30 h para Copacabana. O ônibus passa em vários hotéis para apanhar mais passageiros (turistas). A viagem dura cerca de 4 horas e é preciso atravessar o lago Titicaca de balsa para chegar à Copacabana. Esta é a principal cidade localizada às margens do lago e principal ponto de partida para a Isla del Sol (principal e maior ilha do lago). Chegando a Copacabana (12:00h), comprei as passagens para Cuzco e para a Isla del Sol. Enquanto aguardávamos a saída do barco para a ilha, fomos almoçar. Comemos uma truta ao alho muito boa! O barco que leva à ilha parte do porto da cidade e a viagem dura cerca de 1:30 h. Ao chegar na ilha, é necessário subir uma escadaria imensa, onde se localizam diversas hospedarias. Apesar das instalações serem muito simples, o lugar é um dos mais belos de toda a viagem! Após o check in na hospedaria, conhecemos dois amigos (Paolo e Dourivan, um argentino e um brasileiro) que já viajam juntos há um tempo. Fizemos uma pausa para tirar algumas fotos desse lugar fantástico e às 17:00 h fomos dar uma volta para conhecer o povoado. Aproveitamos a linda vista para apreciar o pôr do sol do alto do morro e tomar uma cerveja, claro! Rs Ao chegarmos a hospedaria, tomamos um banho e saímos para comer um pizza. Gastos do dia Tarifa da balsa: Bs. 1,50 (R$ 0,57) Passagem para Cuzco: Bs. 130,00 (R$ 50,19) Passagem para a Isla del Sol: Bs. 20,00 (R$ 7,72) Almoço: Bs. 50,00 (R$ 19,30) Lanches e água: Bs. 20,00 (R$ 7,72) Hospedagem: Bs. 30,00 (R$ 11,58) Cervejas: Bs. 20,00 (R$ 7,72) Pizza: Bs. 40,00 (R$ 15,44) Total: R$ 120,24 Dia 8 - Quinta-feira (25/10/2012) Acordamos bem cedo para apreciar o nascer do sol no Lago Titicaca e sair para a caminhada rumo à porção norte da ilha. Além de a paisagem ser belíssima, é possível visitar algumas ruínas incas. Na porção norte existe um povoado onde é possível tomar um barco para voltar à porção sul da ilha (Saída às 14:00h). Ao chegarmos à porção sul, pegamos as bagagens no hostel, pagamos mais uma diária e partimos de volta à Copacabana (Saída às 16:00h). Às 18:30 h nosso ônibus saiu para Cuzco. Ao sair de Copacabana cruza-se a fronteira com o Peru e nesse local é preciso passar pela imigração. Recomendo trocar alguns dólares por Soles (moeda peruana), mas não muitos, pois as taxas de câmbio na fronteira não são as melhores. A viagem faz uma parada em Puno, onde Felipe e eu tivemos que descer para pegar um outro ticket para Cuzco. Entretanto, ao chegarmos ao guichê, descobrimos que a agência de Puno havia vendido nossos lugares para duas pessoas que iriam embarcar em Puno. Dessa forma, fomos trocados para um ônibus não turístico e, portanto, bem menos organizado. Gastos do dia Entrada no parque: Bs. 15,00 (R$ 5,79) Almoço: Bs. 28,00 (R$ 10,93) Barco para retornar à parte sul da ilha: Bs. 15,00 (R$ 5,79) Hospedaria: Bs. 20,00 (R$ 7,72) Barco para retornar à Copacabana: Bs. 20,00 (R$ 7,72) Total: R$ 37,95 Dia 9 - Sexta-feira (26/10/2012) Chegada em Cuzco por volta das 06:30 h. Na própria rodoviária existem diversas pessoas representantes das agências de turismo oferecendo os diversos passeios existentes na região. Apesar de inicialmente meu roteiro não contemplar essa atividade, Felipe me convenceu a fazer um passeio de 4 dias pelas trilhas Inca que saia naquela manhã de Cuzco e chegaria em Águas Calientes/Machu Picchu, ou seja, só iria conhecer Cuzco na volta do passeio, 4 dias depois. A agente que vendeu o passeio era funcionária do albergue Hosteling International (Avenida del Sol), então aproveitei para fechar também minha estadia em Cuzco. Chegando ao albergue, tive tempo apenas de pegar algumas roupas e acessórios para levar para o passeio. O restante das coisas ficou guardado em armários no albergue. A van passou no hostel e saiu rumo à Ollantaytambo, onde é feita uma pausa para o café da manhã. Terminado o café a van sobe por uma estrada muito sinuosa de visual deslumbrante até uma altitude de 4.300 m, onde partimos para o Down hill de bicicleta até Santa Maria, a 1.200 m do nível do mar. Após o Down hill é servido um almoço e então partimos para o rafting no rio Urubamba. O percurso dura cerca de 2 horas e é uma experiência incrível. Após o rafting segue-se para o abrigo onde ocorre o primeiro pernoite. Não há água quente para banho. É importante ressaltar que o pacote adquirido para a trilha Inca Jungle contempla: • Hospedagem nos abrigos existentes ao longo da trilha • Refeições • Entrada no parque de Machu Picchu • Subida ao Waynapicchu (opcional) • Hospedagem no albergue em Águas Calientes (vilarejo base para ida a Macchu Picchu) • Passagem de trem e ônibus de volta a Cuzco (Águas Calientes – Cuzco) O pacote não contempla: • Tirolesa • Rafting Essas atividades são pagas a parte diretamente no local de realização. Gastos do dia Trilha Inca Jungle: US$ 185,00 (R$ 500,00) Diária no Hosteling International: US$ 11,00 (R$ 29,72) Café em Ollantaytambo: S/.15,00 (R$ 13,15) Rafting: S/.75,00 (R$ 65,78) Total: R$ 608,65 Dia 10 - Sábado (27/10/2012) Continuação da trilha Inca Jungle. Nesse dia o caminho passa por uma das vertentes do Rio Urubamba e dos pontos mais altos é possível ter uma visão panorâmica do vale sagrado dos Incas. A paisagem é fantástica! A caminhada desse dia se inicia com uma subida muito dura que é compensada no final pelo visual da parte alta do morro. Na metade do dia, há uma parada para almoço em um pequeno restaurante existente em um dos vilarejos da região. Após o almoço, a caminhada continua praticamente às margens do rio Urubamba, onde é possível fazer paradas estratégicas para se refrescar nas águas geladas. No fim da tarde, a caminhada termina nas termas de Santa Teresa, onde é possível se banhar nas piscinas naturais de águas quentes. Ficamos até as 18:30h nas piscinas e então tomamos uma van (paga a parte) que nos deixou no hostel em Santa Teresa. A cidade é pequena, porém organizada e conta com alguns restaurantes típicos voltados para o turismo. Após um banho no hostel, saímos para jantar e mais tarde fomos para um bar local que estava bem vazio, onde ficamos até por volta das 02:00h. Gastos do dia Baños Termales Cocalmayo (Santa Teresa): S./5,00 (R$ 4,38) Total: R$ 4,38 Dia 11 - Domingo (28/10/2012) Pela manhã toma-se uma van com destino à tirolesa Cola de Mono (que significa rabo de macaco, em espanhol). A tirolesa é composta por 6 cabos atravessados transversalmente em um vale com aproximadamente 1 a 2 Km de largura. O pacote dá direito a atravessar todos os cabos. Após a tirolesa, segue-se para um restaurante localizado às margens da ferrovia que liga Ollantaytambo a Águas Calientes, onde é servido o almoço. Durante a tarde, é feita uma caminhada ao longo da ferrovia com destino à cidade de Águas Calientes (ponto de partida para Machu Picchu). Nesse caminho é possível observar algumas construções da cidade Inca localizadas no topo das montanhas. Ao chegar a Águas Calientes (sob chuva fina) fomos direcionados para um Hostel (Não lembro o nome), onde foi possível tomar um banho antes de sair para jantar e conhecer a cidadezinha. Águas Calientes é um vilarejo pequeno, porém muito organizado. Por ser a base para chegar-se a Machu Picchu, o local conta com boa infraestrutura voltada ao turismo. Gastos do dia Tirolesa - US$ 25,00 (R$ 67,56) Total: R$ 67,56 Dia 12 - Segunda-feira (29/10/2012) MACHU PICCHU, um dos pontos altos da viagem! A subida para Machu Picchu pode ser feita a pé (pelas exaustivas escadarias – 45 min) ou de ônibus (que custa uns US$ 10,00). A entrada no parque custa S./152,00 (cerca de R$ 133,00), mas já estava inclusa no pacote da trilha Inca Jungle. Por preferência pela aventura, apesar de estar cansado, decidi subir a pé. Entretanto, se voltasse a Machu Picchu novamente, preferiria subir de ônibus, já que a subida não tem grandes atrativos, comparada com as ruínas da cidade perdida dos Incas. Além disso, indo a pé, você se desgastará muito subindo as escadarias e, dependendo do seu preparo físico, chegará a Machu Picchu já cansado demais (Dica). O mais importante é: indo de ônibus ou a pé, acorde cedo (madrugue!) para chegar antes de o parque abrir. O parque abre as 6:00 h e os primeiros ônibus saem de Águas Calientes por volta das 5:30 h (Dica). O porquê de acordar tão cedo??? Por ser uma importante unidade de conservação, Machu Picchu possui limite máximo de visitantes por dia. Dessa forma, se você não for cedo, pode correr o risco de chegar à portaria do parque e não poder entrar, se o limite máximo de visitantes já tiver sido atingido. Além disso, chegando cedo você conseguirá ter visões das ruinas ainda vazias, sem turistas, e poderá tirar belas fotografias (Dica). A subida ao Waynapicchu tem horário definido pelo parque, na tentativa de não superlotar as trilhas e o topo da montanha. Eu subi às 10:00 h. A subida do topo do Waynapicchu é extremamente cansativa e é feita quase que exclusivamente por degraus. Entretanto, apesar de desgastante, do topo da montanha tem-se uma visão panorâmica da cidade de Machu Picchu por um ângulo menos comum do que a maioria das fotos que você encontra por aí. Então, na minha opinião, vale muito a pena o esforço! No final da descida do Waynapicchu, existe a opção de seguir outra trilha que vai para a montanha Machu Picchu, que é consideravelmente menor que o Waynapicchu. A subida é bem menos cansativa (cerca de 15 min de caminhada) e a vista lá de cima também é interessante. Se tiver tempo, vale a pena. Se não tiver, pode descartar sem medo (Dica). Após a descida do Waynapicchu, fomos embora do parque, a pé novamente, rumo a Águas Calientes, aonde chegamos por volta as 15:30 h. Após uma merecida refeição, fomos ao hostel para fazer o check out e retirar as bagagens. Se você estiver viajando com orçamento curto, não se esqueça de levar lanches para Machu Picchu. Existe uma lanchonete/restaurante na portaria do parque. Entretanto, como era de se esperar, os preços são salgados. Entretanto, não é permitido se alimentar dentro do parque. Dessa forma, quando for comer, é necessário sair do parque. Ainda dava tempo de fazer um city tour pelo vilarejo, então fomos tomar uns drinks típicos do Peru. Por volta das 18:30 h nos deslocamos para a estação de trem. Embarcamos e partimos em um trem muito confortável até Ollantaytambo (2 horas de viagem). Em Ollantaytambo toma-se um micro ônibus até Cuzco (mais umas 2 horas de viagem). Chegamos a Cuzco por volta das 21:30 h (exaustos!) e fomos direto para o hostel onde estavam guardadas nossa bagagem. Aí, foi banho e cama! Gastos do dia Total: R$ 00,00 Dia 13 - Terça-feira (30/10/2012) City tour em Cuzco. Aproveitei para comprar a passagem para Arequipa, meu próximo destino. Cuzco possui belíssimas praças com igrejas típicas da arquitetura espanhola, museus e bons restaurantes. O almoço foi no mercado central de Cuzco, onde comemos um Ceviche acompanhado do famoso refrigerante peruano chamado Inca Cola. Tudo no mercado é preparado da maneira mais simples possível, sem grandes preocupações com higiene. Pessoas com estômago fraco não devem comer nesse local...rsrsrs Após o almoço fomos ao museu inca, onde é possível observar algumas múmias. Saindo de lá, passamos no hostel para pegar alguns agasalhos, já que a noite de Cuzco é um pouco fria, e partimos para a Plaza de Armas, onde tomamos algumas cervejas Cusqueñas. À noite parti para Arequipa, com saída às 20:30 h. Recomendo a viação Olturza. Serviram um lanche e o ônibus era muito bom! Entretanto, não consegui dormir bem durante a viagem, porque a estrada era muito perigosa (cheia de curvas) e eu acordava a cada freada do ônibus. Além disso, tinha um sujeito roncando muuuuito alto no ônibus. Portanto, se vai fazer um mochilão ou qualquer outro tipo de viagem, sempre leve um aparelho para ouvir músicas ou um protetor auricular (Dica). Gastos do dia Passagem para Arequipa: S/.90,00 (R$ 78,94) Almoço: S/.8,50 (R$ 7,45) Museu: S/.8,00 (R$ 7,00) Cervejas: S/.10,00 (R$ 8,77) Total: R$ 102,16 Dia 14 - Quarta-feira (31/10/2012) Chegada às 06:30 h em Arequipa. Consegui algumas indicações de hostels no balcão de informações turísticas e aproveitei para já comprar as passagens para Tacna (cidade na fronteira com o Chile) com saída para o dia seguinte às 07:00 h. Peguei um taxi e fui direto ao hostel The Point. Esse albergue é bem localizado e oferece bons serviços. Aproveitei o dia para fazer um city tour pela cidade. O Peru comemora o Halloween e à noite a praça fica lotada de pessoas fantasiadas. Arequipa é uma cidade belíssima, com um grande centro histórico formado por construções imponentes e bem conservadas. O hostel estava se preparando para uma festa de Halloween que aconteceria a noite, porém, como iria viajar no outro dia pela manhã acabei não participando. Preferi dormir. Infelizmente não pude ficar por mais tempo em Arequipa. Gostaria de ter conhecido o Canion del Colca. Gastos do dia Passagem para Tacna: S/.32,00 (viação Olturza) (R$ 28,07) Taxi Rodoviária-hostel The Point: S/.7,00 (R$ 6,14) Diária no Hostel The Point: S/.22,00 (R$ 19,29) Almoço: S/.24,00 (R$ 21,05) Jantar: S/.30,00 (R$ 26,30) Total: R$ 100,85 Dia 15 - Quinta-feira (01/11/2012) Saída de Arequipa para Tacna às 07:00 h. A viagem é longa e são feitas algumas paradas em pedágios e postos de fiscalização, onde é solicitado o documento de identidade (ou passaporte). Chegada em Tacna às 13:30 h. Essa cidade se localiza próximo à fronteira com o Chile e de lá saem diversos ônibus para Arica (cidade na fronteira com o Peru). Comprei passagem e parti às 14:00 h. No caminho passa-se pelas imigrações peruana e chilena, onde é necessário descer do ônibus e passar as bagagens na esteira de raio-x. Chegada em Arica por volta das 15:20h, ou 17:20 h no horário local. Aproveitei para comprar passagem para San Pedro do Atacama com saída às 22:00 h. Só há uma saída por dia! Deixei as malas no guarda-volumes da rodoviária, tomei um banho no banheiro da rodoviária e fui dar umas voltas. A cidade não possui grandes atrativos. Apenas o litoral do Pacífico, que nesse local não é grande coisa. Achei uma lan house e aproveitei para conectar à internet e mandar um sinal de fumaça para os familiares. Como no Chile são duas horas a mais que no Peru, houve uma diminuição relativa no meu tempo de espera. Parti para San Pedro por volta das 22:15 h. Durante a viagem passa-se por um posto de controle onde é solicitada a documentação e por uma Aduana que fiscaliza as bagagens em esteira de raios-x. Se você vai viajar para essa região, não leve produtos não industrializados como, frutas, carnes, legumes, verduras, e coisas do tipo. Esse local sofreu e sofre com infestações da mosca-da-fruta, que causa grandes prejuízos à agricultura. Portanto, em uma das esteiras de raios-x, eles verificam se existem produtos desse tipo nas malas e, em caso positivo, você terá que descarta-los. Eu estava com uma maçã na mochila e tive que jogá-la fora (Dica)! Rsrsrs Gastos do dia Taxi Hostel The Point – rodoviária: S/.7,00 (R$ 6,14) Passagem Tacna – Arica: S/.12,00 (R$ 10,52) Almoço em Arica: $ 8.000,00 (R$ 33,61) Guarda-volumes: $ 3.500,00 (R$ 14,70) Banho: $ 600,00 (R$ 2,52) Internet (lan house): $ 600,00 (R$ 2,52) Passagem para San Pedro do Atacama (infelizmente não anotei) Total: R$ 70,01 (sem passagem para San Pedro do Atacama) Dia 16 - Sexta-feira (02/11/2012) Antes de San Pedro do Atacama, o ônibus faz uma parada de cerca de 2 horas em Callama por volta de 06:30 h. De Callama até San Pedro são cerca de uma hora de viagem. Chegada em San Pedro às 0930 h. Era feriado de Halloween (finados) e a cidadezinha estava lotada! Como não tinha nada reservado, demorei muito para achar algum lugar para me hospedar. Passei a noite em um quarto compartilhado em um albergue denominado Residencial Villacoyo (Péssimo!). Portanto, se for a San Pedro do Atacama, pesquise antes se há algum feriado ou faça reserva de sua hospedagem (Dica). San Pedro do Atacama é uma cidadezinha simpática, com estilo velho oeste e possui boa infraestrutura turística. Há diversas opções de passeios no local. Aproveitei para contratar um transfer para Uyuni, com saída no dia seguinte, e um passeio na Laguna Cejar, com saída às 16:00 h. Devido à paralisação ocorrida na Bolívia, que me fez “perder” um dia de viagem, não havia mais tempo suficiente para fazer a travessia de três dias pelo Salar de Uyuni. Portanto, minha única opção era pegar um transfer até Uyuni e de lá seguir de ônibus para La Paz. Deixei as coisas no albergue e aluguei uma bicicleta para dar umas voltas nas redondezas. O lugar é desértico com algumas paisagens fantásticas como, por exemplo, os vulcões que rodeiam a cidade. O passeio à Laguna Cejar é muito bom! As paisagens são belíssimas e a sensação de entrar na água e não afundar devido à grande concentração de sal dissolvido na água é fantástica. Gastos do dia Diária no Residencial Villacoyo: $ 7.000,00 (R$ 29,41) Transfer para Uyuni: $ 25.000,00 (R$ 105,04) Passeio na Laguna Cejar: $ 15.000,00 (R$ 63,02) Aluguel da bicicleta: $ 3.000,00 (R$ 12,60) Total: R$ 210,07 Dia 17 - Sábado (03/11/2012) Saída de San Pedro às 08:20 h. Houve um atraso de uma hora que me deixou um pouco preocupado, pois caso não houvesse esse transfer, atrasaria minha viagem e provavelmente não conseguiria achar hospedagem novamente em San Pedro. Não recomendo a agência de viagens Pamella Tours. Pareceu-me muito amadora e desorganizada. O traslado se inicia com uma van que nos leva até a fronteira com a Bolívia. Há uma parada na imigração Chilena para carimbar a saída do país. No caminho, paramos para tirar fotos aos pés do vulcão Illimani. É servido um café (incluso no valor da passagem) na fronteira e nesse local carimba-se a entrada na Bolívia. A casa de imigração é muito simples. Os guardas da fronteira são simpáticos e nesse local foi o único ponto em toda a viagem em que foi solicitado o cartão internacional de febre amarela. Nesse local, embarca-se nos jipes que fazem o traslado pelo deserto até Uyuni. A viagem é longa e parece um rally, passando por lugares incrivelmente bonitos. Chegada em Uyuni às 16:00 h. Chegando a Uyuni, aproveitei para comprar passagem para La Paz nesse mesmo dia (viação Todo Turismo), pois não havia passagens para o dia seguinte devido ao feriado. Aproveitei para trocar os pesos chilenos que ainda tinha, já que não voltaria mais ao Chile nessa viagem. Encontrei uma cotação razoável numa farmácia (esqueci o nome). Ao sair da farmácia, encontrei um brasileiro que também estava viajando sozinho (Jeferson). Ele foi muito gentil e guardou meu mochilão no quarto em que ele estava hospedado para que eu não tivesse que carregar aquele peso todo até a hora de embarcar. Aproveitamos para tomar umas cervejas enquanto não dava a hora do meu embarque. Embarquei às 20:00 h para La Paz. O ônibus não era dos melhores e a viagem é bem cansativa. Antes da partida eles servem comida (macarrão) e bebidas (água, chá de coca). Gastos do dia Cervejas: Bs. 54,00 (R$ 20,84) Passagem Uyuni - La Paz (Viação Todo Turismo) - Bs. 230,00 (R$ 88,80) Total: R$ 109,64 Dia 18 - Domingo (04/11/2012) Chegada em La Paz às 06:00h. Antes de chegar ao centro de La Paz (próximo à rodoviária), o ônibus passa no aeroporto para deixar alguns passageiros. Então, para vai viajar no mesmo dia, não é necessário ir até La Paz para depois voltar até o aeroporto, o que economiza tempo e dinheiro. Após desembarcar próximo ao terminal rodoviário municipal, peguei um taxi para o Hostel Loki. Chegando ao albergue, tive que esperar o staff que é responsável pelas reservas chegar (ele chega às 07:00 h). Isso porque durante a noite, ficam apenas alguns seguranças de plantão. Para não ter de esperar muito tempo sem fazer nada antes de efetuar o check in, o segurança permitiu que eu tomasse um banho para dar uma relaxada. Isso foi excelente, porque estava precisando muito de um banho! Heheh... Após o banho, fiz o check in, deixei as mochilas no quarto e desci para tomar o café da manhã. Como esse dia era livre e estava extremamente cansado por causa da viagem, almoçei no hostel mesmo (que tem uma comida excelente a um preço justo) e passei o restante do dia descansando. Gastos do dia Almoço: Bs. 35,00 (R$ 13,50) Cervejas: Bs. 18,00 (R$ 6,94) Taxi: Bs. 10,00 (R$ 3,86) Total: R$ 24,30 Dia 19 - Segunda (05/11/2012) Acordei às 08:30h após uma boa noite de sono. Após tomar o café da manhã aproveitei para ir ao Mercado de Las Brujas para comprar mais alguns souvenirs. Retornei ao hostel por volta das 13:00h, almocei e passei o restante do dia arrumando minhas coisas para retornar para casa no dia seguinte. Como meu voo no dia seguinte era muito cedo, aproveitei para fazer o check out e deixar reservado com o staff um taxi para partir às 04:30 h. Isso evitou que eu perdesse tempo de madrugada procurando taxi. À noite, como de costume, fui ao bar do hostel para tomar umas cervejas, conversar com algumas pessoas antes de dormir. Gastos do dia Infelizmente não anotei nesse dia Dia 20 - Terça (06/11/2012) Acordei às 04:00 h, terminei de fechar a mochila e parti rumo ao aeroporto. O taxi já estava me esperando na porta, como combinado. Chegando ao aeroporto, antes de fazer o check in, é necessário pagar a taxa de embarque (Não lembro o valor). O Voo partiu de La Paz e fez uma conexão em Santa Cruz de La Sierra. Como estava chovendo muito em Santa Cruz, o voo demorou a decolar rumo a São Paulo. Enfim, cheguei a São Paulo e peguei um voo para Belo Horizonte, dando por encerrada essa fantástica experiência de vida: meu primeiro mochilão internacional. E sozinho! Gastos do dia Taxi Hostel - Aeroporto: Bs. 50,00 (R$ 18,77) Taxa de embarque: Não lembro o valor Passagem São Paulo-BH: R$ 273,00 Total: 291,77 (Sem a taxa de embarque da Bolívia) Considerações finais Esse mochilão, além de ter sido uma experiência incrível na minha vida, serviu como lição para planejar as próximas viagens. Dessa forma, resumi abaixo as principais considerações sobre os lugares, serviços e passeios. Os melhores Melhor albergue: Hostel Loki (La Paz) Cidade mais bonita: Arequipa Atração mais bonita: Lago Titicaca e Machu Picchu Melhor passeio: Down hill na Estrada de La Muerte Melhor agência: Xtreme Downhill Os piores Pior albergue: Residencial Villacoyo (San Pedro do Atacama) Cidade menos bonita: Uyuni Atração menos bonita: Vale de la Luna Pior passeio: Tiwuanaku e Vale de la Luna Pior agência: Pamella Tours (San Pedro do Atacama) O que faria diferente Não trocaria tanto dinheiro no aeroporto Não faria a trilha Inca Jungle Faria o passeio de 3 dias no Salar de Uyuni Não faria o passeio de Tiwuanaku Não iria ao Valle de La Luna
  7. Olá Daniel! Cara, primeiramente desculpa pelo excesso de perguntas. Mas como seu relato além de muito completo é bastante recente, está sendo minha principal fonte de consulta para a programação da minha viagem. Você acha que vale a pena fazer compras na zona franca de Punta Arenas? Tanto de roupas técnicas, quanto eletrônicos? Mais uma vez, obrigado! Abs.
  8. Olá, Daniel! Tenho mais uma pergunta pra você, rsrs. Como você fez para armazenar seus arquivos durante a viagem (fotos e vídeos)? Principalmente os vídeos, que normalmente são arquivos bem grandes. Muito obrigado, mais uma vez! Abs!
  9. Daniel, Primeiramente parabéns pelo relato! É um dos mais bem escritos e completos que já vi aqui no site. Seu vídeo e suas fotos ficaram incríveis! Estou indo para a Patagônia em abril e meu roteiro está muito parecido com o que você fez. Inclusive me baseei muito no seu relato. Entretanto, tenho algumas dúvidas e gostaria que você me ajudasse: 1- Em relação à Torre Del Paine, você acha que é necessário reservar os refúgios antes? Estou lhe perguntando isso porque não gostaria de reservar e correr o risco de perder a reserva (e o dinheiro) em caso de imprevistos ou mudança de planos no meio da viagem (algo muito comum em mochilões, rsrs); 2- Estou pensando em chegar em Ushuaia e ir direto para Puerto Natales/Torres Del Paine, você sabe se existe algum ônibus direto de Ushuaia para Puerto Natales? Eu não gostaria de ficar hospedado em Punta Arenas. 3- Em abril o dia dura até mais ou menos que horas, você lembra? Desde já lhe agradeço! Um abraço!
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