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  1. Pessoal, reparei que esta parte do forum anda um pouco parada, então não sei se o povo já não tem mais nenhuma dúvida sobre roteiros, ou se desistiram.. risos De qualquer maneira, vou compartilhar meu roteiro completo, depois de 7 meses de vivência no Japão. Num período de férias lá, peguei 10 dias pra andar com o trem bala/shinkansen pra cima e pra baixo. Em resumo, 10 dias é pouco para o Japão, sem sombra de dúvidas. Por outro lado, vejam a quantidade de coisas que é possível de se fazer pra quem só tem 10 dias! risos Passei por: - Tokyo - Osaka - Himeji - Nara - Kyoto - Hiroshima Se ajudar alguém: https://www.novocalculodarota.com.br/roteiro-pelo-japao-10-dias/ Abraço! bob.
  2. Em 2017 eu voei com a Ethipian para o Japão, com escala em ADD. O melhor de tudo, foi que peguei bem a época da reforma do aeroporto. Na ida, ainda estava tudo meio desorganizado. Na volta, outra vida, já estava "quase" tudo no lugar. É claro que não dava pra esperar um atendimento de primeiro ainda. Pelo preço, vale muito a pena. Geralmente pra voar em outubro, mesmo agora em 2018 apareceram promoções. Quem sabe pra 2019 também não seja uma opção válida. Fiz um relato completo dos preços, aeroporto e o voo com a Ethiopian: https://www.novocalculodarota.com.br/como-e-voar-com-a-ethiopian-airlines/ Abraço! bob.
  3. Vou atualizar esta postagem, pq descobri uma segunda estátua do Hachiko em Tokyo. Tão empolgante quanto esta! Um grande abraço pessoal!
  4. Sabe aquele lugar que você pesquisa na internet, fecha o roteiro e quando chegar é uma surpresa porque o lugar é muito mais espetacular do que você imaginava? Infelizmente já tinha planejado o roteiro com apenas um dia ali, mas se soubesse tinha ficado no mínimo 2. Um dia é o suficiente pra conhecer, mas não é o suficiente pra curtir com a calma que esta ilha merece. O tópico completo está em: https://www.novocalculodarota.com.br/miyajima-ilha-sagrada-hiroshima/ Miyajima é uma pequena ilha localizada em Hatsukaichi na cidade de Hiroshima. Os principais atrativos são os veadinhos selvagens que andam soltos pela ilha, o gigante torii vermelho instalado no mar e o Santuário de Itsukushima que também foi construído sob a água. Outro ponto muito visitado é o Monte Misen onde fica o templo Daishō-in, o mais importante da seita budista Shingon. Este monte com altitude de 500 metros acima do mar é o ponto mais alto de Hiroshima e é possível observá-lo de Miyajima. Uma lenda diz que em 806, Kobo Daishi ficou 100 dias meditando nesta montanha sagrada e deu inicio a uma chama que continua acesa até hoje. Esse fogo foi utilizado para acender a chama eterna do Memorial da Paz de Hiroshima. Ficamos tão encantados com esta ilha que prometemos voltar em breve – e com mais calma – para curtir mais. Em geral, Hiroshima e a Ilha de Miyajima são destinos que dá pra conhecer em apenas um dia. Mas, se você puder, faça igual a Dilma e dobre a meta. O Ferry Boat para chegar na Ilha de Miyajima A ilha é acessível via ferry boat e duas empresas prestam este serviço. Achamos mais fácil pegar o da JR, que fica ao lado da estação Miyajima da Sanyo Line. A passagem de ida e volta com o ferry boat custa ¥ 360 e é grátis para quem está usando o JR Pass. Veja ali no cantinho à esquerda o gigante torii. O Ferry Boat da JR que te leva de Hiroshima até a ilha de Miyajima Os arredores da estação Miyajima já tem alguns atrativos, como esta linda escultura de um guerreiro vestido de Bugaku, uma antiga dança tradicional japonesa. Guerreiro com a vestimenta de Bugaku no ferry de Hiroshima para Miyajima Provavelmente você já viu esta dança, marcada por movimentos lentos e precisos (parece que estão em câmera lenta). Durante um milênio inteiro ela era exibida apenas para a nobreza. Tornou-se popular somente após a segunda guerra mundial, quando foi apresentada ao público e posteriormente com apresentações também ao redor do mundo. Este guerreiro está numa rotatória em plena rua e logo atrás dela já é possível ver a estação do ferry. Super confortável, a viagem de balsa leva menos de 30 minutos. As embarcações saem da estação a cada meia hora, basta chegar e comprar seu ticket. O barco é aberto e você pode ir na área externa desfrutando a viagem ou no ambiente interno confortavelmente sentado, com algumas TVs que exibem um vídeo sobre a ilha. A Ilha de Miyajima Logo na nossa chegada à ilha, este rapaz pediu para tirar uma selfie. Quem resiste a uma selfie, não é mesmo? hahaha Ele insistiu pra fazer esta selfie em Miyajima… A ilha apesar de pequena tem até um grande hotel, várias ruas com lojinhas vendendo souvenires, comidas típicas da região e lembrancinhas. A rua do comércio em Miyajima O doce típico de Hiroshima e Miyajima é o momiji manju. Tem o formato da folha de momiji (a mesma folha famosa do Canadá – o mapple) e vem recheado de feijão azuki doce. Também pode ser vendido frito ou com outros recheios (chocolate, macha, custard, etc). E é super baratinho (¥ 90 – menos de R$ 3). O doce típico de Hiroshima e Miyajima: momiji manju Outra iguaria que você encontra facilmente é a ostra grelhada com manteiga na própria concha. Hiroshima é a maior produtora de ostras do Japão. Outra curiosidade envolve o Ōshakushi. O maior símbolo de Miyajima. É uma gigante colher de madeira para arroz (gohan). Uma lenda conta que ela foi usada em 1614 para distribuir arroz aos soldados. Hoje é tida como um símbolo da compaixão de Amitabha ou Amida – o buda celestial, para salvar a humanidade e trazê-la para a terra pura. Ōshakushi – a gigante colher de arroz, símbolo de Miyajima Além da colher gigante, em várias lojinhas ao redor você encontra chaveiros e miniaturas para guardar de lembrança. O que é um Torii (ou Tori)? Para quem adentra um templo Xintoísta, o Torii representa um portal. É a separação entre o mundo físico e o espiritual. Geralmente construído em madeira de lei (Momiji, Cedro, Pinheiro Negro, etc) e é formado por duas colunas que sustentam o céu e por vigas transversais que representam a terra. Chegando na ilha, para ir até o grande torii vermelho já passamos por outro imenso torii no caminho, mas este feito de concreto: Torii de Miyajima O gigante torii no mar de Miyajima Andando mais alguns metros, chegamos até o grande torii vermelho que está na água. Ele é imenso. São 16 metros de altura e 60 toneladas. O gigante torii vermelho no mar de Miyajima Quando a maré baixa, é possível caminhar até a sua base. Do melhor ponto de observação, várias cervos ficam passeando entre os turistas. Dei a sorte de conseguir flagrar um deles fazendo pose com o torii: O veado de Miyajima fazendo pose com o torii gigante na água Os veadinhos são famintos e tentam comer de tudo (panfletos, bolsas, guarda chuvas.. risos). Mordem seus bolsos, mochilas e tudo mais o que encontrarem pela frente. Na nossa viagem para Nara, vimos o pessoal vendendo o shika sembei para alimentar os bichinhos. Aqui na ilha não encontramos. Chegada na Ilha de Miyajima em Hiroshima Algumas construções da ilha tem uma arquitetura de arrasar. A quantidade de detalhes nos telhados e as cores desta madeira me chamaram a atenção: Um pouco da arquitetura de Miyajima Até este trecho que caminhamos, a entrada é totalmente gratuita sem contar o transporte, é claro. Mas o grande destaque da ilha é o templo de Itsukushima. Santuário de Itsukushima O Santuário de Itsukushima (厳 島 神社, Itsukushima Jinja) ficou muito famoso por seu torii flutuante, mas todo o santuário também foi construído sob a água! Desde 1996, Itsukushima faz parte da lista dos patrimônios da humanidade da UNESCO (veja outros que já visitamos) e também é considerado um tesouro nacional do Japão. As primeiras construções aqui datam do século 6. Porém, o Santuário propriamente dito foi erguido em 1168! Já são 850 anos de história e o seu trabalho de conservação na água não é uma tarefa simples. Observando o gigante torri no Santuário de Itsukushima A visita a este santuário foi a que mais rendeu fotos, foi até difícil selecionar depois. Uma das suas famosas estruturas é Sori-bashi, a ponte arqueada. Sori-bashi: a ponte arqueada de Itsukushima O acesso aos pedestres não é permitido, e fica bloqueado por um portão. Mas, dali do portão mesmo dá pra admirar a ponte: Sori-bashi: a ponte arqueada de Itsukushima Uma estátua do leão guardião também é uma grande atração para os turistas. Ao fundo também dá pra observar uma das pagodas da ilha. O leão guardião da Ilha de Miyajima no Santuário de Itsukushima Mas a pagoda principal é esta de 5 andares, que é acessível pela parte de trás do santuário. Mais plataformas e a pagoda de 5 andares do Itsukushima Neste santuário acredito que a cada passo eram umas 5 fotos tiradas… risos Detalhe das lanternas a Sori-bashi ao fundo A ilha sagrada e sem fim! Antes de ir até Miyajima, tinha pesquisado e todo mundo falava que era uma pequena ilha. A gente andava e ela parecia não ter fim e tudo ao redor é muito lindo, muito mesmo! Indo até o fim das plataformas, você chega na parte terrestre. Ali há mais uma sequências de lojinhas, comidas típicas e mais dezenas de cervos. A parte de trás do Itsukushima em Miyajima Numa destas lojinhas da parte de trás, fui experimentar o milho assado do Japão, que é muito diferente do nosso, ele é mais adocicado e vem com um molho de churrasco. Infelizmente só conseguir comer a metade, porque comecei a ser cercado pelos veadinhos e tive que compartilhar com eles… hahaha Existem mais outros salões, ritual de purificação e outros atrativos na ilha. Na ilha de Miyajima Por isso que disse que com 1 dia é suficiente para visitar tudo, mas num ritmo muito acelerado. Não tivemos tempo de sentar e apreciar os detalhes e curtir. Logo já tomamos a balsa pra voltar para Hiroshima e ir até o parque memorial da paz. O Santuário de Itsukushima que parece estar flutuando em Miyajima Fui me despedindo dos novos amigos, mas prometendo voltar em breve, para passar um dia inteiro na ilha e curtindo tudo com mais calma! Os novos amigos de Miyajima
  5. Olá amigos Mochileiros, Replico aqui minha visita a cidade de Hiroshima, na minha segunda viagem ao Japão. O post completo fiz em: https://www.novocalculodarota.com.br/hiroshima-conhecendo-a-cidade/ Hiroshima (広 島) é mundialmente conhecida por um triste fato: em 6 de agosto de 1945 foi alvo da primeira bomba atômica. Lançada estrategicamente sobre a cidade – a princípio – como um teste. Afinal, nem os americanos criadores tinham noção exata do seu poder. Muitas pessoas relatam uma certa tristeza ao visitar a cidade. Porém, confesso que minha impressão foi totalmente diferente. Eu enxerguei: superação, reconstrução, dedicação e amor! Afinal, quem seria capaz de transformar Hiroshima no que é hoje, depois da bomba devastar quase dois quilômetros ao redor do seu epicentro? Os dedicados japoneses, é claro! Muitos relatos dizem que mesmo com as escolas destruídas, as aulas continuaram em Hiroshima ao ar livre um dia após o ataque! Educação sempre foi a base japonesa. Agora em 2017, vi estas pequenas indo pra escola numa das grandes avenidas de Hiroshima. Outro fato chocante para nós brasileiros: a segurança. As crianças pequenas vão em duplas para a escola (pelo menos). Sem a supervisão de um adulto. Uma cuida da outra. Pequenas estudantes indo para a escola em Hiroshima no Japão Os uniformes e chapéus ajudam a identificar mais facilmente os estudantes. Os menores carregam no pescoço um apito, e o tocam caso algum estranho faça uma aproximação má intencionada. Bomba atômica e a guerra: superação Esta não é uma história para ser esquecida. É para ser superada e aprendermos com ela para nunca MAIS repetirmos estes atos covardes. Durante a II Guerra Mundial os Estados Unidos desenvolveram o Projeto Manhattan: pesquisas para criação de um armamento poderoso sob a fissão do átomo. Muitos europeus de países que já tinham perdido a guerra, estavam também neste projeto que inicialmente tinha a Alemanha como alvo. Um primeiro teste desta bomba já havia sido realizado no deserto de Alamogordo no Novo México (EUA). Os Estados Unidos propuseram ao Japão uma rendição. O Japão não aceitou. E o resultado disto todos sabem. Nos jardins do Castelo de Hiroshima Em 6 de agosto de 1945 foi lançada a bomba atômica de urânio sob Hiroshima, que explodiu a 570 metros do chão. Uma imensa bola de fogo se formou no céu com uma temperatura maior do que 300.000 graus celsius que gerou a imensa nuvem no formato de cogumelo, esta nuvem alcançou mais de 18 km de altura. O resultado da bomba chamada de “little boy” lançada pelo bombardeiro B-29 apelidado de Enola Gay (que ninguém sabia o poderio até então) foi a devastação de mais de 2 km de área terrestre, causando a morte de 70.000 pessoas instantaneamente. O número total de vítimas com a radiação fez este número aumentar para mais de 200.000. Posteriormente também houve uma bomba lançada sobre Nagasaki, mais poderosa ainda. Porém, erros de cálculo para determinar o alvo a fizeram atingir uma área montanhosa (causando mesmo assim milhares de mortes). O Japão – através do seu Imperador – assinou a rendição em 2 de setembro de 1945. Irasshaimase! O que aprendemos com a Segunda Guerra Mundial? É difícil falar que houve algum aprendizado com um fato que dizimou milhares de pessoas em todo o mundo. Mas, podemos dizer que foi o último ato de destruição em massa. Com minha visita ao Japão, entendi que também se aprende com a dor. É incrível a devoção, dedicação e superação dos japoneses. Um povo que tinha de tudo para aderir ao coitadismo, e pelo contrário, tornaram-se uma potência mundial! É um povo que tem orgulho do que faz. Seja qual for a área, o japonês entra pra fazer o melhor! Desde o atendente de uma lojinha até o presidente de uma empresa. Você como cliente ou como turista percebe o prazer em ser bem recebido. Ao adentrar um comércio no Japão, você é recebido pela frase: “Irasshaimase” (いらっしゃいませ). Por TODOS os funcionários. TODOS! Em tradução livre, Irasshaimase significa “Bem vindo” ou “Prazer em recebê-lo.” Era nítida a satisfação em lhe atender bem no Japão. Apesar de óbvio, afinal, cliente feliz se torna fiel. Volta sempre, gasta mais e fica bom pra todo mundo. Num mercado cheguei até a ficar sem graça, porque todo funcionário que cruzava comigo cumprimentava-me com um Irasshaimase. E isso foi um choque, porque tinha acabado de vir do Brasil, onde a área de serviços em geral sofre. Alguns atendentes são trabalhadores temporários que estão esperando uma oportunidade para migrar para outra função. É lógico que existem exceções e já fui muito bem tratado aqui. Mas, confesso que é rara exceção. Já perdi a conta da quantidade de vezes no Brasil chego a uma caixa de supermercado, dou um boa noite e como resposta recebo uma bela cara emburrada ou ouço a pessoa se lamentando de quanto tempo falta pra encerrar seu expediente! No Japão há um orgulho. Estou aqui para fazer o meu melhor! Recebo o meu salário e vou fazer de tudo para tornar sua experiência na minha loja o melhor possível! E isso funciona! Eu AMO ouvir Irasshaimase toda vez que entro num comércio ou casa de lamen. Sua experiência começa boa desde a porta de entrada! Cidade de Hiroshima Bom, voltando ao assunto do tópico, vamos falar de Hiroshima! Uma cidade que tinha recebido o título de inabitável devido à radiação, hoje abriga mais de um milhão de habitantes. Desde a nossa chegada, achei a cidade organizada e encantadora! A reconstrução da cidade foi muito bem executada. É um lugar com muitos canais e várias pontes. Uma das principais pontes da cidade inclusive foi o alvo da bomba atômica, para cercar a população e seu exército. Alguns monumentos que haviam sido destruídos foram reconstruídos. Como é o caso do Castelo de Hiroshima que também visitamos. O bonde de Hiroshima Um meio de transporte muito comum para circular pela cidade é o bondinho, também chamado de tram. Símbolo da resignação, voltou à circulação 3 dias após o ataque da bomba atômica! Até hoje a linha e os bondes cinza, verde, azul e marrom estão em circulação em Hiroshima, já são mais de 70 anos de história. Tram – Bondinho de Hiroshima em circulação a mais de 70 anos! E não é um transporte apenas turístico. Encontramos vários executivos indo ao trabalho nestes bondes! O baixo custo também ajuda a explicar esta adoração. Você sobe no bonde e desce em qualquer estação atendida por ele, por apenas ¥ 160 (o pagamento é na saída e existe uma máquina dentro que troca suas notas por moedas dentro do bonde). Outra opção é comprar o one-day pass que custa ¥ 600 e você pode usar livremente o dia inteiro. Na saída do nosso hotel inclusive, vimos um bonde todo estilizado e comemorativo: Bonde de Hiroshima Uma das nossas primeiras paradas com o bonde, foi o parque do Memorial da Paz. Parque Memorial da Paz de Hiroshima O Hiroshima Peace Memorial (広島平和記念碑 Hiroshima Heiwa Kinenhi) é um parque construído no local onde foi lançada a criminosa bomba atômica. Hoje em dia, dezenas de esculturas, edificações e obras que remetem à paz neste parque. É um passeio que pode levar horas e horas para refletir sobre o ocorrido. Uma das pontes que foi o alvo da bomba atômica O principal destaque é o A-Bomb Dome (原爆ドーム Genbaku Dōmu), a cúpula da bomba atômica. Em 1996 foi reconhecida como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO (vejas outros que já visitamos). É a única construção que resistiu ao ataque no seu epicentro e até hoje está preservada. Muitos imaginam que ela era uma construção militar, mas na verdade era um edifício da Prefeitura de Hiroshima relacionado ao conglomerado das indústrias e construído em 1915. A-Bomb Dome em Hiroshima Todos os anos, em 6 de agosto, precisamente as 08:15 hs (momento exato da detonação) é realizada uma cerimônia com um minuto de silêncio em homenagem as vítimas da bomba atômica. Ao todo, mais de 200.000 vidas foram ceifadas – incluindo as vítimas da radiação. Detalhes da cúpula do Atomic Bomb Dome em Hiroshima O Japão faz um trabalho recorrente de manutenção para manter este edifício em pé, corrigindo infiltrações e fazendo tratamento com resina. É um importante símbolo da resistência. Na mesma praça, visitantes também são convidados para tocar o Sino da Paz. Chegamos no mesmo momento de uma excursão, e os estudantes balançaram juntos o grande pendulo que batia no sino, resultando num relaxante som: Sino da Paz em Hiroshima Ao circular pelo parque, encontramos vários senhores e voluntários que contavam a história da guerra em vários idiomas. O acesso ao parque é totalmente gratuito, apenas é cobrada entrada para visitar o museu da paz. Como chegar ao Parque do Memorial da Paz Utilize o bondinho e desça na estação Genbaku-Domu Mae. É uma viagem de 15 minutos a partir da Hiroshima Station. Dias e horário de funcionamento: Parque: todos os dias, 24 horas por dia Hiroshima Peace Memorial Museum: todos os dias, 08:30 hs a 18:00 hs Taxa de visitação: Parque: totalmente gratuito Hiroshima Peace Memorial Museum: ¥ 200 Hiroshima-jo: o Castelo de Hiroshima Caminhamos para as proximidades do Castelo de Hiroshima (広島城, Hiroshimajō) num lindíssimo dia de sol. O céu de Hiroshima é surreal e fantástico. Em todos os dias da minha visita fiquei impressionado. As nuvens são diferentes. É difícil achar uma palavra para descrever. Também conhecido como o Carp Castle: Castelo da Carpa, foi construído em 1589! Porém, foi destruído pela bomba atômica e posteriormente reconstruído. Logo na chegada conhecemos o Ninomaru, esta belíssima casa de guarda e segundo círculo de defesa. Todo o terreno é protegido por um fosso que rendeu este belo reflexo: Ninomaru – A casa de guarda do Castelo de Hiroshima Assim como foi comum em alguns lugares que visitamos no Japão, o lugar estava passando por pequenas reformas. Por este motivo, decidimos não entrar e seguir nossa viagem! O exterior do Castelo de Hiroshima já pagou a visita, é impressionante! O Castelo de Hiroshima Muito próximo ao castelo (10 minutos de caminhada) vale a pena conhecer o Shukkeien Garden, também conhecido por “shrunken-scenery garden”. Um jardim com montanhas e florestas em miniatura. Outro marco da cidade é o Mazda Museum, localizado até hoje no mesmo lugar da criação da empresa em 1920. Lá existe um museu com vários carros antigos, que infelizmente não visitamos porque já estávamos de partida para a incrível ilha de Miyajima. Saindo do Castelo de Hiroshima Como chegar ao Castelo de Hiroshima Caso esteja com o bondinho, desça na estação Kamiyacho-nishi ou Kamiyacho-higashi. O castelo também está a uma caminhada de dez minutos do Shukkeien ou do Parque da Paz. Dias e horário de funcionamento: Todos os dias 09:00 hs a 17:30 hs (de abril a setembro) 09:00 hs a 16:30 hs (outubro a março) Taxa de visitação: ¥ 370 (para entrar no castelo) O jardim e os arredores são totalmente gratuitos. Veja também o site oficial do Castelo de Hiroshima. A lenda dos 1000 tsurus Para entender a lenda dos tsurus (origamis), faço um resumo da história de Sadako Sassaki (que possui uma estátua em sua homenagem no Parque da Paz). Sadako era uma criança sobrevivente da bomba atômica que nunca perdeu sua ternura e não faltou nenhum dia na sua escola primária. Chegou a tornar-se atleta no ensino médio, mas viu sua saúde diminuir com uma leucemia aos 12 anos de idade. Seus amigos então, fizeram 1000 origamis/tsuru no formato de grou (uma grande ave). Os 1000 grous em papel colorido (um pássaro que se assemelha a uma cegonha ou uma garça) enfeitaram o quarto de Sadako e então lhe foi dita a lenda: “Se fizer 1000 grous de papel, seu desejo se tornará realidade” Cheia de esperança, ela começou a dobrar os origamis. Passava noites com dor e febre, dobrando seus tsuru na esperança de sobreviver. Muito fraca, infelizmente não teve forças para dobrar seus mil pássaros. Faleceu aos 12 anos, dez anos depois da explosão da bomba atômica. Seus amigos da escola dobraram os tsuru que faltavam para que fossem enterrados com ela. Desde então, é muito comum ver tsurus por todo o Japão e especialmente em Hiroshima. Aqui vimos esta homenagem na calçada de um famoso hotel nos arredores do parque: A lenda dos 1000 Tsurus de Hiroshima Ao invés de guerra, vimos momentos de muita paz e aprendizado na visita. É sabido que a guerra tira o discernimento da pessoas. O lado japonês também estava fora de controle, você conhece a história do americano que foi enjaulado no Zoo de Ueno? Como chegar na cidade de Hiroshima no Japão? Viemos diretamente de Tokyo com o Shinkansen Nozomi / Kodama (trem bala). A distância entre Tokyo e Hiroshima é de 810 km. Mas a viagem leva em torno de 5 horas por incríveis paisagens. Você pode utilizar o JR Pass para economizar nesta viagem, que vou explicarei num tópico a parte. Outras cidades próximas: – distância entre Hiroshima e Osaka: 330 km – distância entre Hiroshima e Kyoto: 360 km Confira também o mapa da região central da cidade. Obrigado Hiroshima, por tudo que nos ensinou! Vocês serão um exemplo que carregaremos para toda vida! Arigatou gozaimasu! Hiroshima! Arigatou gozaimasu! (obrigado)
  6. Galera, abaixo meu relato da visita ao Zoo de Ueno em Tóquio (Tokyo). Foi fantástico conhecer a família de Pandas, mas também descobri 2 histórias tristes que assolam este zoo por causa do período da segunda guerra mundial. O post do blog onde vou atualizando sempre as informações está aqui: https://www.novocalculodarota.com.br/panda-zoo-ueno-tokyo/ O panda gigante de Tokyo ou melhor, a família de ursos panda gigantes que vivem no zoológico de Ueno são a principal atração deste zoo! Sou contra a exploração de qualquer tipo de animal, mas aqui a história é outra. O urso panda gigante esteve na lista de animais em risco de extinção por várias décadas e finalmente em 2016, graças a um grande esforço da China, o panda diminuiu seu real risco de extinção. Foi com o apoio dos chineses e as tentativas de procriação de pandas em cativeiro, que em 1972 os primeiros pandas gigantes vieram da China para o Ueno Zoo. O projeto é uma cooperação que envolve também o San Diego Zoo (Estados Unidos) e o Beijing Zoo (China – Pequim). Por um período, um único panda gigante habitava o Zoo de Ueno, Ling Ling viveu até seus 22 anos e foi também o mais velho panda gigante do Japão. Com sua morte em 2008, um casal de pandas passou a viver em Ueno. Ri Ri e Shin Shin chegaram ao zoológico em 2011 e são o grande charme desde então. Primeiro filhote de Panda a nascer no Zoológico de Ueno Em 12 de Junho de 2017, a população japonesa teve uma incrível notícia! O primeiro filhote de panda havia nascido e vingado no zoológico! Era uma linda filhote panda de panda que estava crescendo saudavelmente! Minha visita ao zoo foi em Agosto de 2017, então, o bebê panda ainda estava na “maternidade” numa área restrita junto com sua mãe Shin Shin. Apenas o Ri Ri, o pai orgulhoso estava na área aberta ao público: Ri Ri – O panda gigante de Ueno em Tokyo Um grande telão exibia videos e imagens da filhote para o público. Esta foi a foto que divulgaram para a imprensa da mais nova moradora: Foto da panda gigante Xiang Xiang ainda com 10 dias de vida em 2017 Shin Shin, a panda mãe, agora com 11 anos, perdeu em 2012 um filhote com apenas seis dias de vida. Foi tanta comoção com a nova filhote, que Zoo bateu recorde de visitação das últimas décadas. Houve até uma votação pública para decidir o nome da filhotinha. A bebê panda recebeu o nome de Xiang Xiang e em 2018 fará sua primeira aparição para o público. Mais sobre o Zoo de Ueno Inaugurado em 1882 é o mais antigo zoológico do Japão. Abriga hoje 3000 animais de 400 espécies diferentes. Visitei também a área dos pássaros, que é enorme e tenta recriar um espaço mais parecido possível com a natureza Pássaro azul no Zoo de Ueno Pássaro no Zoo de Ueno O panda Ri Ri é realmente um charme. Mas é um panda dos mais preguiçosos. Prepare-se para ficar horas ali torcendo para ele aparecer. Eu tirei quase 300 fotos antes de conseguir acertar esta fotografia abaixo. O panda gigante Ri Ri no Zoo de Ueno A impressão que dá é que ele fica entediado de ver tanta gente ali na frente do seu espaço. Até quando vai comer bambu o panda virava as costas pros visitantes (que nem foram convidados por ele). Será que estes bichinhos são felizes? Tenho sentimentos mistos quanto a isso. Os animais tem acompanhamento veterinário, ótimos cuidados, boa alimentação e limpeza excepcional. As jaulas ao longo do tempo foram substituídas por ambientes que tentam recriar seu habitat natural. Há muito estudo e profissionais envolvidos para cuidar do bem estar dos animais. Porém, eles não deixam de estarem presos e isso me incomoda. Não no caso do urso panda, que é criado em cativeiro na tentativa de preservação e a entidade tem um trabalho sério quanto a isso e a soltura de animais na natureza (na China). Por outro lado, se pensarmos, nós humanos também vivemos em escritórios fechados e comendo comida enlatada.. Temos nossa liberdade subtraída tendo que fugir dos bandidos que assolam as grandes metrópoles.. Não vi nenhum animal sofrendo maus tratos, como por exemplo, o absurdo do zoológico na Argentina que seda os tigres e leões para os turistas tirarem fotos. Um lugar destes eu tenho certeza que nunca visitaria – ou visitaria com o intuito de realizar um protesto. As vezes eu olhava para algum animal na sua jaula e tinha a impressão de que eram eles que tentavam observar o comportamento maluco dos humanos.. risos Ueno Zoo – De que lado da jaula estão os animais? O causo da Segunda Guerra com o Zoo de Ueno O lindo lugar que hoje abriga o panda, passou pela segunda guerra mundial e pelo menos 2 episódios tristes. Na época, por precaução os animais mais perigosos foram mortos para evitar que fugissem pelas ruas e causassem pânico na população. Mas, a tristeza não acaba aí. Como a imbecilidade humana não tem limites, em 1945 logo após o bombardeio em Tóquio, o soldado americano Ray “Hap” Halloran foi capturado e exposto nu na jaula do tigre no Zoo de Ueno. Assim, a população podia passar pela frente da jaula e ver o prisioneiro do avião B-29 utilizado nos bombardeios. Este episódio já foi superado e serviu inclusive de incentivo para a “reconciliação” entre as nações envolvidas. Ray foi devolvido para as tropas americanas e décadas depois inclusive visitou o Japão e reencontrou seus captores. Em 2011 ele faleceu aos 89 anos em sua terra natal.
  7. Agora com o provável surto de Febre Amarela em 2018, deu aquela correria danada aqui em São Paulo pro povo tomar a vacina. O problema é que eu estava com viagem marcada e não encontrava mais nem em clínicas particulares. Filas de 6 horas nos postos de saúde, tava tudo um caos! E outro problema é este site da ANVISA que tem uma programação ridícula pra gente fazer o pré-cadastro e o agendamento para ir retirar o CIVP. Hoje eu consegui tomar minha vacina em SP e também ir até o Aeroporto de Congonhas e emitir minha CIVP. Escrevi um tratado completo sobre todas as documentações e procedimentos necessários aqui: https://www.novocalculodarota.com.br/febre-amarela-vacinacao-e-civp-no-mesmo-dia-em-sp/ Grande abraço!
  8. @Juliana Champi você deu sorte que eu a Yumi não estavámos lá pra atrapalhar seus 15 metros rasos até a pedra.. uhahuahuahuahu
  9. Pessoal, Kyoto foi uma surpresa por ser muito maior do que eu esperava.. foram muitos lugares incríveis e também muita correria! Rendeu também esta divertida história e mico, dentro de um dos templos mais visitados de Kyoto! O tópico completo com outras informações está aqui: https://www.novocalculodarota.com.br/templo-kiyomizudera-em-kyoto/ Templo Kiyomizudera em Kyoto O Templo Kiyomizudera ou Kiyomizu-dera (清水寺, literalmente “Templo da Água Pura”) foi fundado no ano de 780, ou seja, possui mais de um milênio de história! Desde 1994, o local faz parte dos patrimônios mundiais da UNESCO (veja outros que já visitei). O templo é muito conhecido por ter sido construído numa das mais altas montanhas de Kyoto junto a cachoeira de Otowa, por isto a origem do seu nome com a queda de água pura. Além disto, seu saguão e salão principal está a 13 metros de altura da encosta e toda esta construção não utilizou um único prego sequer. O templo foi originalmente denominado à seita Hosso (uma das escolas mais antigas do budismo japonês), mas uma própria seita foi formada após em 1965: Kita Hosso. O salão principal do Kiyomizu-dera em reforma até março de 2020 A única surpresa que tivemos ao chegar no local, foi descobrir que o salão principal do templo estava em reforma! Ele permanecerá coberto entre fevereiro de 2017 e março de 2020. Há um ritual de purificação logo na entrada do templo: O ritual de purificação na entrada do Templo Kiyomizudera É nítido que a reforma tirou grande parte da beleza do local na visita, mas o acesso ao interior do salão e todo o restante do templo estava liberado. E tem muito o que admirar ainda! A arquitetura do Templo Kiyomizudera Do alto das colinas é possível observar toda a cidade de Kyoto. Fomos no outono – em Setembro – e a vegetação ao redor estava linda por causa da coloração amarelo avermelhada das folhagens. Templo Kiyomizudera: a pagoda de 3 andares e a cidade de Kyoto ao fundo A melhor época para visita, porém, é na época dos sakuras (cerejeiras) – geralmente em abril. Do topo do saguão também é possível ver a cachoeira de Otowa, onde foram canalizados 3 fluxos separados para os visitantes “pescarem” e beberem a água. Dizem que cada fluxo possui um benefício diferente: longevidade, sucesso na escola ou uma vida amorosa afortunada. Não recomenda-se, porém, a ganância de beber dos 3 fluxos. A cachoeira de Otowa no Templo de Kiyomizudera Outro salão dedicado, são para as quase 200 estátuas de Jizo, o protetor das crianças e viajantes. Um atrativo de muita procura no templo é o Santuário de Jishu. Dedicado à divindade do amor e da correspondência no amor e aqui vem a mais engraçada etapa da nossa viagem. A pedra no caminho e a melhor história da viagem Depois de termos passado pelos salões da entrada, fomos até a parte de trás do templo onde havia um imponente Torii na entrada do Santuário de Jishu. Acesso para o Templo Jishu no Kiyomizudera A Yumi que me acompanhou durante toda a viagem, apesar de brasileira foi alfabetizada em japonês e fala fluentemente o idioma. Inclusive, mora lá no Japão. Ela me fez algumas traduções ali da entrada e fomos subindo a escadaria, que tem algumas lojinhas de souvenires e lembranças. O local estava lotado. Tentei sair do meio da multidão e queria entender o que era todo aquele vai e vem. Vi que uma parte da multidão estava se dissipando e indo embora. Fui prum cantinho e comecei a fazer algumas fotos. Neste momento tomei um enorme esbarrão nas costas. Olhei para trás e havia uma turista européia, de olhos fechados me tateando e tentando passar pelo meio do povo. Ela balbuciou um pedido de desculpas em algum idioma que eu não entendi e foi tentando ir em frente tateando as outras pessoas. Num reflexo em menos de 2 segundos, eu olhei pro caminho que ela estava tentando ir e havia uma enorme pedra no chão!!! Não tive dúvidas, puxei a Yumi e gritei: – Yumiii!! A moça é cega!! Deficiente visual!! Ajuda!! Ela vai tropeçar na pedra!! Ajuda!! Ajuda!! A Yumi correu até ela e a salvou, pouco antes de chegar até a tal pedra! Havíamos feito a boa ação do dia! Somos heróis! A moça abriu os olhos, agradeceu com um sorriso meio amarelado…. Me juntei com a Yumi novamente e não estava entendendo nada! A moça era sonâmbula? Estava passando mal? O que foi aquilo?! O ritual da pedra do amor Tiro mais algumas fotos, inclusive da pedra que a moça ia tropeçar: O local que a turista quase tropeçou e salvamos! Chegando mais perto, vejo uma placa em inglês e começo a ler algo como: “Este é o ritual da Pedra do Amor. Se você conseguir andar desta pedra para a outra com os olhos fechados seu desejo será atendido em breve! Caso não consiga, levará mais tempo para encontrar seu amor. Você também pode pedir ajuda para alguém te guiar.” O ritual para encontrar seu amor no Kiyomizudera Fomos de heróis para personas non gratas em 1 minuto! Estragamos o ritual do amor da turista e ela não encontrará seu par tão breve! A Yumi olhou novamente para a turista que ainda estava num cantinho do Templo e recebeu aquele olhar de fuzilamento.. hahahaha Fomos embora rapidinho! (e cruzamos esta turista novamente do outro lado da cidade… risos) Um cantinho pra você fazer pedidos especiais no Templo Kiyomizudera
  10. O Japão não se resume apenas a todas aquelas arquiteturas fantásticas, templos antigos e jardins super bem cuidados! Eles são apreciadores de uma ótima gastronomia (e tem muito orgulho disso). Pouco antes da minha viagem, tinha recebido no Facebook um vídeo de um pessoal em Kyoto que preparava um lamen (prato típico de macarrão japonês). Como eu iria passar por esta cidade, tentei incluí-la no meu roteiro. E deu super certo, porque o restaurante ainda era próximo a um dos pontos turísticos que eu mais queria visitar! No tópico do blog eu criei um vídeo com a preparação do prato: https://www.novocalculodarota.com.br/kyoto-fire-ramen/ Vou tentar inserir o vídeo direto aqui também: Kyoto Fire Ramen Enquanto as mais tradicionais casas de lamen se preocupam em elaborar sua receita com base no caldo: geralmente a base de porco, peixe e frango ou shoyu ou então, apenas água com sal. Esta casa tem o foco na pirotecnia! Esta casa usa a pirotecnia para chamar a atenção, porém, o fogo tem papel fundamental no sabor do lamen! Como foi a visita ao Kyoto Fire Ramen? Com apenas 2 dias em Kyoto, nosso roteiro estava bem enxuto, mas não poderíamos deixar esta experiência gastronômica de lado. Planejando o mapa, descobri que o restaurante fica praticamente ao lado do Nijo Castle, um dos pontos turísticos que iríamos visitar. E foi lá que fizemos nossa pausa para o almoço! Chegando ao local, que geralmente tem filas, você poderá retirar uma senha automaticamente numa máquina. Basta digitar o número de pessoas que está contigo. A parte externa do Kyoto Fire Ramen Enquanto espera sua vez, você pode xeretar o cardápio ou tentar espiar o ambiente interno pela janelinha. Como era a tarde de um dia de semana, não pegamos muita fila e logo o atendente nos convidou a entrar. No começo a surpresa, aquele lugar praticamente preto de tanto fogo que já pegou! Um balcão em volta da cozinha assim como já é tradicional nas casas de lamen. “No ramen No life! ” – esse é o lema do restaurante. A cozinha do Kyoto Fire Ramen e os pau de selfie Ao sentar-se no balcão, temos a visão da cozinha com seu caldeirão de caldo, água fervendo, o fogareiro para aquecer o óleo, mas a coisa mais inusitada é um amontoado de paus de selfie pendurados junto com escumadeiras e hashis para registrar o show “pirogastronomico”! O chef é uma mistura de bom samaritano com um tempero de ogro (hahahahaha). O cardápio deixa claro, você não come cebolinha? Então vá para outro lugar! O lamen tem sabor suave e não é gorduroso. Vale a experiência !!! O cardápio é simples, seu lamen você pode complementar com gyoza (o famoso pastelzinho), frango frito e yakimeshi (arroz) também frito. Kyoto Fire Ramen – No Ramen No Life É possível comer apenas o lamen, ou sets completos que acompanham até um botton da casa (não que isso seja um brinde muito extraordinário). O restaurante também vende camisetas e tigelas de lamen com o mote: No Ramen, No Life! Vale a experiência? Sim!! Vale a experiência. No sabor não foi a melhor casa de lamen do Japão, mas conquistou pelo menos uma nota 8/10. Além disso, o ambiente da casa torna a experiência bem agradável. É tudo bem rústico e sem preocupações. Os atendentes conversam contigo logo na entrada, querem saber de onde você vem e sempre tentam engatar uma conversa. A casa comporta no máximo umas 25 pessoas por vez, então o atendimento é sempre personalizado. Pouco antes do lamen ser colocado no balcão pegando fogo, eles dão instruções. O interessante desta parte, é que são instruções no seu idioma, por isso perguntam seu país na entrada. Usando plaquinhas escrito em português, dizendo para na colocar as mãos para frente, não usar o celular, etc.. Assim ninguém dá uma vacilada e acaba se queimando.. risos Como chegar ao Kyoto Fire Ramen? Localizado na província de Kyoto e muito, muito próximo do Nijo Castle! Conheça o site oficial. Endereço 757-2, Minamiiseyacho, Kamigyo-ku, Kyoto-Shi, Kyoto, 602-8153, Japan
  11. Juliana, que viagem memorável! Lugares lindos!!! Rachei de rir com a epopeia pra tirar o visto e todos os perrengues! ahhahahaha São partes da história que depois que termina a viagem a gente cai na gargalhada pq vê que tudo deu certo ne? risos Delicia de viagem! Parabéns!!
  12. Claudia, é maravilhosa a história e o filme também né! O povo lá realmente tem muita adoração por ele! Eu tinha cortado este pedacinho no post daqui e deixado completo só no blog, mas vou replicar porque vale a pena! Os filmes são estes: "Em duas versões japonesas, sendo o primeiro de 1925 e uma nova filmagem em 1987 (que já assisti e recomendo muito: Hachi-ko).Hollywood também fez sua versão estrelado por Richard Gere, chamado Sempre ao seu Lado, que talvez seja a mais conhecida." O primeiro filme japonês tb chama Hachiko, mas é bem raro de encontrar. O próprio IMDB não tem muita informação sobre! Mas, este segundo de 1987 é incrível! Eu recomendo!
  13. Pessoal, compartilhando com vocês a visita ao castelo que me deixou mais emocionado na viagem ao Japão em 2017! Confira o relato completo no blog e outras fotos: https://www.novocalculodarota.com.br/castelo-de-himeji/ O Castelo de Himeji sobreviveu a tomadas de poder, batalhas e até à Segunda Guerra Mundial. Hoje é um Tesouro Nacional e desde 1993 é considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. É o mais visitado do Japão e junto com Matsumoto-jo (o mais próximo de Tokyo) e o Kumamoto-jo formam os Três Famoso Castelos do Japão. Composto por 83 edificações (algumas apenas de madeira), é exemplo de um dos mais elaborados mecanismos de defesa. Seus confusos labirintos no acesso que conduz até a fortaleza principal, portões, muralhas e fossos estão organizadas de maneira a confundir as forças invasoras. A espiral em volta do castelo possui muitos caminhos sem saída para criar uma emboscada aos possíveis invasores que eram observados por cima. Como chegar ao Castelo de Himeji? Localizado a pouco mais de 100 km de distância de Osaka e aproximadamente 500 km de Tokyo. Possui acesso direto via Shinkansen (trem bala) a partir das principais cidades! Ao chegar na Himeji Station, descendo do trem você já verá o castelo ao fundo! É fantástico! Uma longa e reta avenida (lembrando vagamente a Champs-Élysées ao Arco do Triunfo) liga a estação até o Castelo, basta uma caminhada de aproximadamente 2,5 km e você estará no seu destino. A saga Por causa de alguns imprevistos com a nossa velocidade da viagem e os deslocamento entre as cidades, o Castelo de Himeji estava ficando fora dos planos. Havíamos passado direto pela cidade de Himeji e já estávamos até Osaka. Porém, o Castelo de Himeji era um dos meus sonhos de consumo e não gostaria de deixar para uma próxima viagem. Como já havíamos passado um dia em Osaka, durante o almoço decidimos botas as mochilas nas costas, pegar um Shinkansen e retornar até Himeji para visitar o castelo! A viagem é rápida, porém, dependíamos do deslocamento até Osaka e torcer para o próximo horário disponível de trem bala até Himeji. Conseguimos! O trem bala nos deixaria em Himeji por volta das 15:30 hs. Sabíamos que o acesso ao interior do castelo ficava aberto só até as 16 hs. Então optamos por pegar um táxi e chegar mais rápido até lá. Descemos do táxi, enfiamos as mochilas nas costas e começamos a correr pelos jardins de acesso: Jardins ao redor do Castelo de Himeji Durante o percurso, escutamos o sistema de som anunciando em japonês e inglês que o acesso ao castelo iria fechar em 5 minutos e que os interessados deveriam passar pelo portão de acesso rapidamente! Ainda faltavam algumas centenas de metros pra chegar até a bilheteria, comprar os ingressos (¥ 1000 aproximadamente R$ 36,00) e atravessar o portão. Nesta hora você perde a sede, a vontade de ir ao banheiro e só fica pensando em todo o deslocamento que fez pra chegar até o castelo e ficar ali de fora no portão por causa de 1 minutinho… risos Mas, deu tudo certo e fomos os últimos turistas a acessar o castelo naquela tarde! Agora tínhamos mais 1 hora lá dentro pra curtir todo o interior do castelo de Himeji e subir até o seu último andar e olhar pela última janelinha! Um pouco da história do Castelo de Himeji Planejado e construído nos meados de 1300, no período Muromachi, quando ainda recebia o nome de Himeyama-jo. Em 1331, Akamatsu Sadanori planejou um castelo na base do Monte Himeji. Porém, neste local já havia a construção do templo de Shomyoji. Por um curto período, os planos do castelo mudaram de mãos durante a Guerra de Kakitsu; e a família Akamatsu regressou após a Guerra de Ōnin. Em 1580, com o castelo já bastante mal tratado, Toyotomi Hideyoshi tomou seu controle e Kuroda Yoshitaka construiu uma nova torre com três andares. Após outras batalhas, em 1601, o Castelo de Himeji foi concedido a Ikeda Terumasa, o qual deu início a um projeto de expansão que durou quase 10 anos e o qual trouxe ao castelo, sua forma atual. O Castelo de Himeji ainda sofreu com diversos ataques durante as batalhas dos próximos anos. A estrutura externa do Castelo de Himeji Em 1871, foi vendido em leilão por um valor de 23 yenes (atualmente 153 dólares). No entanto, o custo de desmantelar o castelo era irrisório e como resultado o complexo foi completamente abandonado. A torre principal foi restaurada em 1910, ao custo de 90.000 yenes retirados dos fundos públicos. Porém, em 1945 no final da Segunda Guerra Mundial, a cidade de Himeji foi bombardeada. Apesar da maior parte da área circundante ter sido completamente incendiada, o castelo sobreviveu sem sofrer danos. Os últimos esforços para restaurar o castelo começaram em 1956. Neste processo foram usados apenas equipamentos e métodos tradicionais, concluído em 1964 para o deleite de nós visitantes! Em 2015 seu exterior passou por uma grande reforma onde ficou coberto por tapumes. Agora em 2017 quando fomos, todas as suas áreas já estavam totalmente disponíveis para visitação! As belezas do Castelo de Himeji Infelizmente não pude ir até o Castelo durante a época da primavera, onde os sakuras (cerejeiras) adicionam muita beleza aos imensos jardins externos ao redor de todo o castelo! Mesmo assim, peguei uma incrível paisagem de outono que era observada pelas dezenas de janelas do castelo: O Castelo de Himeji durante o outono A avenida que mencionei anteriormente, é possível de ser vista de dentro do castelo também. Todos estes jardins e área externa são acessíveis ao final do passeio. Alguns deles, mesmo após o horário de encerramento, por não estar numa área reservada. Castelo de Himeji – Os jardins e a grande avenida de acesso O interior do Castelo de Himeji Com a visita ao interior, é possível imaginar o tamanho e a densidade desta fortaleza. Prepare-se para tirar seus sapatos e subir vários degraus para ter acesso completo ao castelo! As escadarias internas do Castelo de Himeji Em diversos pontos do passeio ao interior do castelo, encontrei senhores japoneses estupefatos e orgulhosos com a beleza do castelo. A cada passo que davam pararam para admirar os cantos e detalhes da arquitetura. Alguns chegavam a caminhar até estas fortes estruturas e bater nas madeiras maciças, imediatamente retornando com um sorriso de satisfação! A bonita e robusta arquitetura interior, mesmo o objetivo principal sendo a defesa A última janelinha Depois de vários lances de escada, com as pesadas mochilas nas costas chegamos ao topo! Vista do topo do Castelo de Himeji O sol já estava se pondo, e era hora do castelo fechar as portas… Durante nossa descida, funcionários iam fechando as janelinhas e mantendo a organização do lugar. Os guardas que encontrávamos, faziam uma referência um-a-um em sinal de respeito e agradecimento a visita! De volta aos jardins do Castelo Ao final do passeio, você estará novamente nos jardins. A cada cantinho que você olha, é possível se emocionar com a beleza da arquitetura. O Castelo super branco, estava amarelo graças ao brilho do pôr-do-sol. Durante a saída é possível observar a imensidão do Castelo de Himeji O Castelo de Himeji a noite Outro cartão postal famoso do Japão, é este castelo durante a noite. Como pegamos o pôr-do-sol, em poucos minutos pudemos observar as luzes iluminando o brilhante castelo. Também conhecido por Hakuro-jō ou Shirasagi-jō, em menção à uma Garça (por causa da sua coloração totalmente branca). O anoitecer no Castelo de Himeji Fomos gratificados por toda esta beleza e valeu cada segundo da correria para entrar a tempo no Castelo! Acredito que este sorriso seja um ótimo resumo do passeio: A saga ao Castelo de Himeji, concluída com sucesso!
  14. Antes de ir ao Japão, eu já conhecia a história de Hachiko porque o mais famoso cachorro do Japão já teve sua história contada em 3 filmes. Mas, uma das coisas que eu mais queria visitar em Tokyo, era a estátua em sua homenagem localizada no bairro de Shibuya! Aqui vai o tópico completo sobre o Hachiko no blog de viagens que mantenho, depois de quase 6 meses turistando no Japão! Dizem que traz sorte tocar as patas da estátua de bronze de Hachiko, e elas já até mudaram de cor devido a isso! Quem foi Hachiko? Hachiko nasceu numa fazenda próxima à província de Akita, no Japão em 10 de novembro de 1923. Em 1924, foi enviado a casa de seu futuro proprietário, o Dr. Eisaburo Ueno, um professor do Departamento Agrícola da Universidade de Tóquio. Foi uma espécie de “amor à primeira vista”, pois, se tornariam amigos inseparáveis! O professor Ueno morava em Shibuya, subúrbio de Tóquio, perto da estação de trem. Como fazia do trem seu meio de transporte diário até o trabalho, Hachiko acompanhava seu dono todas as manhãs. Caminhavam juntos da casa até à estação de Shibuya. Hachiko parecia ter um relógio interno, e sempre por volta das 15 horas retornava à estação para encontrar o professor. Dr Ueno desembarcava as 16 horas e juntos voltavam para casa. Hachiko e o Dr. Hidesaburo Ueno Em 21 de Maio de 1925, o professor Ueno sofreu uma espécie de um AVC durante seu trabalho na faculdade e faleceu. Hachiko, que na época tinha pouco menos de 2 anos de idade no horário previsto, esperou seu dono pacientemente na estação. Naquele dia a espera durou até a madrugada… Na noite do velório, Hachiko (que estava no jardim) quebrou as portas de vidro da casa e foi para a sala onde o corpo foi colocado. Passou a noite deitado ao lado de seu mestre, recusando a despedida. Hachiko e sua lealdade Após sua morte, a esposa do professor deu Hachiko para alguns parentes do que moravam em Asakusa, no leste de Tóquio. Mas ele fugiu várias vezes e voltou para sua casa em Shibuya. Um ano se passou e ele ainda não tinha se acostumado à nova casa. Foi então, dado ao ex-jardineiro da família que conhecia Hachi desde que ele era um filhote. Mas Hachiko continuava a fugir, aparecendo frequentemente em sua antiga casa. Depois de certo tempo, aparentemente Hachiko se deu conta de que o professor Ueno não morava mais ali. Todos os dias ia até a estação de Shibuya para esperar seu dono voltar do trabalho, como sempre fazia. Fez isso dia após dia, ano após ano, em meio aos apressados passageiros. Estes começaram então a trazer petiscos e comida para aliviar sua vigília. Em 1929, Hachiko contraiu um caso grave de sarna, que quase o matou. Devido aos anos passados nas ruas, ele estava magro e com feridas das brigas com outros cães. Sua aparência miserável, não parecia mais com a criatura orgulhosa e forte que havia sido uma vez. Um novo suspiro para Hachiko Um dos alunos do professor Ueno viu o cachorro na estação e o seguiu até a residência dos Kobayashi, onde aprendeu a história da vida de Hachiko. Coincidentemente o aluno era um pesquisador da raça Akita, e logo após seu encontro com o cão, publicou um censo de Akitas no Japão. Na época haviam apenas 30 Akitas puro-sangue restantes no país, incluindo Hachiko da estação de Shibuya. Ele retornava sempre para visitar o cachorro e por anos publicou artigos sobre a lealdade de Hachiko. Sua história foi enviada para o Asahi Shinbun, um dos principais jornais do país, onde foi publicada em setembro de 1932. Quando um grande jornal contou a história de Hachiko, todo o povo japonês soube sobre o cão e ele se tornou uma espécie de celebridade, uma sensação nacional. Sua devoção à memória de seu mestre impressionou o povo japonês e se tornou modelo de dedicação à memória da família. Pais e professores usavam Hachiko como exemplo para educar crianças. Em 21 de Abril de 1934, uma estátua de bronze de Hachiko (ainda em vida), esculpida pelo renomado escultor Teru Ando, foi erguida em frente ao portão de bilheteria da estação de Shibuya, com um poema gravado em um cartaz intitulado “Linhas para um cão leal”. A cerimônia de inauguração contou com a participação do neto do professor Ueno e uma multidão de pessoas. Hachiko esperou seu dono por 9 anos Hachiko envelheceu, tornou-se muito fraco e sofria de problemas no coração. Na madrugada de 8 de março de 1935, com idade de 11 anos e 4 meses, ele deu seu último suspiro no mesmo lugar onde por anos a fio esperou pacientemente por seu dono. A duração total de seu tempo de espera foi de nove anos e dez meses. A morte de Hachiko estampou as primeiras páginas dos principais jornais japoneses e muitas pessoas ficaram inconsoláveis com a notícia. Um dia de luto foi declarado. Seus ossos foram enterrados na sepultura do professor Ueno, no Cemitério Aoyama, Tóquio. Durante a 2ª Guerra Mundial, para aplicar no desenvolvimento de material bélico, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, e, infelizmente, entre elas estava a de Hachiko. Hachiko e sua nova e definitiva estátua Em 1948, formou-se a “The Society For Recreating The Hachiko Statue” entidade organizada em prol da recriação da estátua de Hachiko. Tekeshi Ando, o filho de Teru Ando foi contratado para esculpir uma nova estátua. A réplica foi reintegrada no mesmo lugar da estátua original, em uma cerimônia realizada no dia 15 de agosto. A atual estátua de Hachiko em Shibuya A história de Hachiko atravessa anos, passa de pai para filho, sendo até mesmo ensinada nas escolas japonesas – no início do século para estimular lealdade ao governo, e atualmente, para exemplificar e instilar o respeito e a lealdade aos anciãos. Todos os anos, no dia 8 de março, ocorre uma cerimônia solene na estação de trem de Shibuya, em Tóquio. São centenas de amantes de cães que se reúnem em homenagem à lealdade e devoção de Hachiko. Ao nascimento de uma criança, a família recebe uma estatueta de Akita como desejo de saúde, felicidade e vida longa. O objeto também é considerado um amuleto de boa sorte. Quando há alguém doente, amigos dão ao enfermo esta estatueta, desejando pronta recuperação. Por causa desse zelo, a raça Akita se tornou Patrimônio Nacional do povo japonês, tendo sido proibida sua exportação. Se algum proprietário não tiver condições financeiras de manter seu cão, o governo japonês assume sua guarda. Como chegar à estátua de Hachiko em Shibuya? O que muitos não sabem é que a estátua de Hachiko está imersa dentro de outro cartão postal de Tokyo. Shibuya é conhecida por possuir a maior e mais concorrida travessia de pedestres do mundo, e a pequena praça com a estátua fica bem ao lado desta travessia, veja abaixo: Como chegar à estátua de Hachiko em Shibuya? Se estiver de trem, basta descer na Estação Shibuya. Além disso, você verá um lindo mosaico em homenagem à Hachiko logo na saída da estação: Painel do Hachiko na saída da estação Shibuya Não se assuste com a quantidade de pessoas que você verá na frente do painel. Hoje em dia ele virou um famoso ponto de encontro das pessoas! É isso aí pessoal, deixo aqui a dica pra quem quiser ver mais passeios da região de Tokyo, Kyoto e Osaka! Um grande abraço!
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