Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

anderstain

Membros
  • Total de itens

    11
  • Registro em

  • Última visita

Reputação

0 Neutra
  1. Travessia da Serra Fina em 3 dias De 16/112015 à 18/11/2015 Inicio: Toca do Lobo em Passa Quatro/MG Final: Garganta do Registro em Itamonte/MG Percursso: 30km Uma clássica travessia de montanha, a Serra Fina é considerada uma das travessias mais duras e difíceis do Brasil. Situada no coração da Serra da Mantiqueira, constitui alguns dos picos com mais de 2.000 metros de altitude, dentre alguns, o Alto do Capim Amarelo, Pedra da Mina e Pico dos Três Estados, este, marco da divisa entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Geralmente percorrida em quatro dias, exige do montanhista um bom preparo físico, uma boa noção de navegação e logística (no que se refere à alimentação e água). Bom, como comentado, esta travessia é geralmente realizada em quatro dias, mas é possível realizá-la e até um dia, mas vai depender de seu preparo físico e projeto e realização pessoal. Já havia realizado esta travessia no feriado de Corpus Christi (Junho/2014). Nesta ocasião, por se tratar de feriado, a Serra Fina estava cheia de montanhistas, mas mesmo assim foi muito bom, apesar de ter que alterar os horários de caminhadas para conseguir área de camping disponível. Desta vez, resolvi realizar em três dias, um desafio a mais, pois teria de caminhar um pouco mais, para render um dia a menos de caminhada. Assim, resolvi me juntar aos amigos Gustavo e Vanderlei, estes, que estavam realizando a travessia da Transmantiqueira assim que eles iniciassem a etapa da Serra Fina. Sai de São Paulo dia 1511/2015 (Domingo) por volta das 23:30 com destino à Passa Quatro/MG. Alguns dias antes já havia acertado o transfer com a Patrícia que reside em Passa Quatro, para me levar até a toca do lobo (inicio da travesia) e onde iria se encontrar com os amigos e depois no final, a mesma me resgatar lá na Garganta do Registro em Itamonte/MG. Tudo certo, chego em Passa Quatro dia 16/11/2015 (Segunda – feira) às 04:00, passo uma mensagem para a Patrícia, ela chega e vamos em direção à Toca do Lobo. Por ter chovido alguns dias a estradinha que dá acesso ao refugio Serra Fina e mais a frente a Toca do Lobo estava bem ruim e escorregadia. Cheguei à Toca do Lobo as 5:30, onde o Gustavo e o Vanderlei já estavam de prontidão me esperando. Tomei um breve café só para enganar o estomago e borá começar a caminhada. 1° dia de travessia: Toca do Lobo – Pedra da Mina (2.798m) 16/11/2015 Após atravessar um trecho de rio começa a subida. Uma subida bem forte, mas que é recompensada a partir do momento que se pode apreciar alguma belas paisagens do nascer do Sol enquanto avança montanha acima. Sempre com umas breves paradas para respirar fundo, em uma destas, chegamos a um ponto onde é possível observar uma longa crista no qual passaremos. Comento aqui sobre esta paradinha para repor as energias e registrar alguns momentos, pois aqui aconteceu uma parada muito engraçada e que foi lembrada até o final de nossa aventura. O Gustavo estava tão animado por estar naquele lugar, tirou a máquina fotográfica da mochila para registrar algumas imagens e soltou um “Brigadú Serra Fina!!!”. Só que antes de ele terminar, o mesmo tropeça em uma pequena pedra e sai todo cambaleando, retrucando logo em seguida com um “caraka!!! Nós (eu e o Vanderlei) que estávamos sentados observando, assim que vimos a cena, caímos a dar risada. Foi muito engraçado. Não que curtimos dar risada da desgraça alheia, mas é que a partir daquele momento, todo e qualquer capote, escorregão ficava registrado com um “Brigadú Serra Fina!!!” e foram vários até o final da travessia. Eu mesmo levei um escorregão no último dia enquanto estávamos descendo a trilha das bromélias. Um belo escorregão digno de se comparar a um passo de dança de rua, estilo break rsrsrs. Bom, mas continuando, após beber um pouco de água, como estávamos em um bom ritmo de caminhada, por volta das 10:30 já estávamos no Alto do Capim Amarelo. Paramos para um lanche, assinamos o livro de Cume e partimos em direção à Pedra da Mina. Um longo sobe e desce, sendo recompensado com magníficas paisagens de vales imensos. Um pouco depois de chegar ao rio vermelho, onde é possível abastecer de água, começa a chover. O Gustavo que estava preparado, abre uma lona, esticamos a mesma e esperamos a chuva passar embaixo dela. Após a chuva dar uma trégua, resolvemos voltar a caminhar. Quando estávamos próximos à base da Pedra da Mina, eis que a chuva volta a cair mais forte. Decidimos subir mesmo assim, cada um em seu ritmo, pois este era o último trecho forte de subida e destino final do dia. A subida da Pedra da Mina não foi fácil. Subida forte, pesada e com a chuva caindo forte, certamente foi um último teste diário de resistência, visto que já havíamos caminhado umas 11 horas. Cheguei primeiro ao cume e como estava bem cansado, me sentei próximo a uma área para montar a barraca e aguardei o Vanderlei que chegou logo em seguida e o Gustavo após, mesmo com a chuva caindo fortemente. Resolvemos acampar ali mesmo no Cume e por algumas áreas de camping estarem alagadas, ficamos um pouco longe. O Gustavo e o Vanderlei juntos em uma área e eu sozinho em outra área. Montamos as barracas na chuva, correndo para não molhar muito nossos pertences. Após montar a barraca, deitei e rapidamente cai no sono. Acordei umas 19:00 e como ainda estava chovendo, resolvemos preparar algo para comer dentro da barraca mesmo, jantamos e bora dormir de novo, já que com chuva, nada de apreciar paisagem. Acordei lá pelas 03:00, percebi que não estava mais chovendo, então resolvi sair da barraca para ver como estava o tempo lá fora. Eis que ao olhar para o céu, que visual incrível, sem nenhuma nuvem, todo estrelado. Fiquei por um breve momento sozinho apreciando aquele céu. Voltei para a barraca e só acordei com o celular despertando às 5:30. Pela manhã o tempo estava incrível. O sol estava para surgir no horizonte, pintando o céu com tons alaranjados e um mar de nuvens abaixo dos cumes e forrando os vales. Lindamente. Fiz alguns registros, chamei o Gustavo e o Vanderlei que ainda estavam na barraca. Preparamos um café e logo mais iniciamos a organizar as coisas para partir rumo ao Três Estados, mas não antes de fazermos alguns últimos registros e assinar o livro de cume. Neste momento, curto ficar lendo as mensagens, dedicatórias e pensamentos de cada um que já passou por ali. Certamente cada um que decide encarar uma subida em montanha tem um motivo especial e pessoal. Em apenas algumas linhas dá para perceber algum sentimento. Compartilhar algum pensamento, um sentimento, é com certeza, compartilhar um pouco de sua felicidade. Neste momento me recordo da frase de Christopher McCandless no livro “Na Natureza Selvagem” “...a felicidade só é verdadeira se for compartilhada...”. Compartilhei um pouco de minha felicidade por estar mais uma vez naquele lugar. Mochilas nas costas. Eu, o Gustavo e Vanderlei apertamos as mãos em cumprimento, desejamos uma boa caminhada e partiu Vale do Rua. 2° dia Pedra da Mina – Pico dos Três Estados – Base do Bandeirante 17/11/2015 Após uns 40 minutos de descida, eis que chegamos ao Vale do Ruah. Um lugar tomado por uma espécie de campim com altura até a cabeça. Aqui é importante ter uma boa noção de navegação, pois ao adentrar a trilha por dentro deste vale, a chance de se perder é muito fácil, caso não esteja atento, principalmente se as nuvens baixarem por este vale, fazendo com que se perca a noção de pontos de referências para localização e rumo a tomar. Ter um GPS nestes casos é bom para auxiliar, caso venha a sair da rota e precisar voltar a trilha normal. Paramos em um trecho do rio que segue lateralmente o caminho da trilha, abastecemos de água e seguimos caminho. Após chegar no trecho final do Ruah, eis que iniciamos uma pequena subida, saímos em uma pequena e boa área de camping, depois vários lances de cristas e uns dois lances fortes de sobe e desce até chegar ao Pico dos Três Estados com seus 2.656m de altitude. Como o próprio nome diz, Pico dos Três Estados, onde neste situa-se a faixa divisória dos três estados (SP, MG e RJ), com um marco localizando a linha imaginária da divisa. Chegamos por aqui por volta das 12:30. Paramos para comer algo e repor um pouco a energia. Registramos alguns momentos. O Gustavo achou uma caneca que mais para frente seria bem útil. Aqui conversamos se deveríamos montar acampamento por ali mesmo ou seguir caminho para adiantar a travessia, visto que ainda era 12:30. Comentei que haveria área de camping um pouco mais a frente, então decidimos render um pouco mais a caminhada. Assim, após mais umas três horas de caminhada, sobe e desce, chegamos a uma pequena área, logo abaixo de um pequeno cume antes dos Ivos. Mal começamos a montar acampamento e uma leve chuva começou a cair, nada de mais. Montamos uma tenda para cozinhar com a lona que o Gustavo levou. Preparamos a janta, ainda estava cedo, umas 17:30. Estávamos conversando sobre se a água que tínhamos daria para suprir até o final do outro dia. Estávamos economizando, então começou a chover forte. Aí tivemos a idéia de captar a água da chuva que se acumulava na lona. A chuva estava tão forte que rapidamente enchia as garrafas. Agora com água sobrando, estávamos despreocupados. Conversamos sobre acordar mais cedo, tomar café e já sair por volta das 06:00. Foi o que fizemos. Mais uma vez, nos cumprimentamos, desejamos boa caminhada um para o outro e iniciamos a caminhada sentido à Garganta do registro e destino final. 3° dia Base do Bandeirante - Ivos – Garganta do Registro Após, sairmos as 06:00 do acampamento, realizamos dois lances de subida e descida até chegar ao Alto dos Ivos. Aqui é o último trecho de cume, o restante do caminho se faz por dentro de crista, descidas constantes e passando por trechos de bambus muito molhados. No Alto dos Ivos, às 7:00, mandei uma mensagem para Patrícia, comentando mais ou menos o horário que estaríamos lá na Garganta do Registro. Uma das dificuldades do último trecho é o caminho tomado por bambus, as vezes fechando o caminho. Um trecho que testa a paciência, pois em algumas vezes te segura, você dá dois passos para frente e um para trás para se soltar desses bambus e além do mais tudo encharcado. Chegamos à bifurcação que dá acesso ao Pierre (caminho onde a maioria segue) e à Garganta do Registro. Nossa meta era seguir até a Garganta do Registro, então seguimos por este Caminho. Após uma caminhada por uma estrada desativada, tomada pela vegetação, chegamos a um mirante onde já era possível avistar a Garganta do Registro. De frente para o Planalto de Itatiaia, fizemos alguns últimos registros e descemos por uma trilha. Aliás, uma bonita trilha, com muitas bromélias. Chegamos a uma estrada de terra e logo mais a frente a um hotel. Cumprimentamos o porteiro, este abriu o portão e terminamos a travessia bem em frente à entrada da estrada que dá acesso ao Parque Nacional de Itatiaia. Ali, fomos ao estabelecimento do Amigo do Vanderlei, onde ele havia deixado alguns mantimentos. Pedimos pastel, umas cervejas e brindamos à nossa aventura. Ficamos um tempo conversando sobre nossa travessia, rindo de alguns casos, refletindo um pouco, quando lá pelas 13:00 a Patrícia chega, me despeço de meus amigos, pois eles ainda seguiriam para o parque do Itatiaia para iniciar mais um trecho de travessia e eu seguiria caminho de volta para São Paulo. De volta a Passa Quatro, o próximo ônibus só sairia às 17:00. Ainda era 14:00, então comprei a passagem antecipado para garantir e esperei até o horário de embarcar para São Paulo. Notas: Agradecimento à Patrícia e sua família pela recepção enquanto aguardava o horário para embarque. Se precisarem do contato para algum Transfer me solicitem que passo o contato. Só há uma coisa chata de ir para a montanha. Carregar lixo que estão pelo caminho deixado por outros. Mas relevo aqui que nem todos aqui deixam de propósito, as vezes cai sem querer. Bom, carregamos uma sacola de lixo que fomos apanhando pelo caminho. Uma travessia difícil, não recomendada para iniciantes ou pessoas que não tenham um bom conhecimento do preparo adequado. Uma travessia digna de estar no Currículo de todo montanhista.
  2. SAlve Galera, ano que vem pretendo realizar essa trip. Sobre a melhor época para ir, alguem pode dr uma dica. Abrass..._/\_.
  3. trekking-pico-da-bandeira-parna-caparao-03-07-a-06-072014-portaria-minas-gerais-t98669.html Segue link do relato que fiz. Não sou bom para relatar, mas decidi compartilhar, pois foi muito irado. Abrass a todos que me deram dicas.
  4. rsrs. Os brigadistas lá comentaram que estavamos no pique, pois quase ninguém se atreve a encarar aquela trilha. Foi Irado.
  5. Salve Galera, compartilho aqui com vocês meu primeiro relato no Mochileiros.com de uma trip que para mim é uma das melhors que já fiz. Para quem está afim de pernoitar no parque, deve-se primeiramente entrar em contato com a administração das portarias do parque por telefone ou pelo link “Reservas” no site do parque http://www.icmbio.gov.br/parnacaparao/. O parque dispõe de quatro áreas para acampamento, sendo assim: - portaria Alto Caparáo em MG (Tronqueira e Terreirão) Tel: (32) 3747-2086 - portaria Pedra Menina em ES ( Macieira e Casa Queimada) Tel: (28) 3559-3096 Vale lembrar que a reserva deve ser feita com antecedência pois nestas épocas de Inverno a procura é grande por parte dos visitantes do parque. Já fazia um tempo que estava afinzão de conhecer o 3° maior pico do Brasil, o Pico da Bandeira com seus 2.892m de altitude além de do Pico Calçado e Pico do Cristal que junto a outros picos do PARNA Caparaó compõe algumas das montanhas com mais de 2.000m de altitude. Assim, a primeira etapa foi decidir junto ao meu Brother Sioney qual seria a melhor data para encarar essa aventura. Trocando ideias sobre qual data seria melhor para ambos decidimos reservar duas noites para acampamento (4 e 5/07/2014). Assim entrei em contato por email com a Admnistração do parque solicitando as reservas para o camping Terreirão (MG). Após 2 dias recebo a notificação que as mesmas foram efetuadas com sucesso. A próxima etapa seria decidir se iriamos de carro ou busão. Decidimos ir de Buso e como era nossa primeira ida ao Bandeira pesquisei como chegar ao Município de Alto Caparáo. Verificamos que deveriamos comprar as passagens para Manhumirim-MG e chegando lá, embarcar em um outro ônibus com sentido a Alto Caparaó. Foi o que fizemos. Saimos de Sampa/Tietê em um Buso da Viação Itapemirim às 19:05 do dia 03/07. Após 13 horas de viagem chegamos no Terminal Rodoviário de Manhumirim por volta das 07:20 do dia 04/07. Lá mesmo, no Terminal rodoviário, compramos as passagens com destino a Alto Caparaó (Viação Rio Doce). Esperamos e embarcamos às 08:30. Durante o caminho observamos várias plantações de café. Chegamos em Alto Caparaó às 09:20. Paramos em um barzinho para tomar um café até que um senhor nos perguntou se iriamos subir ao Pico. Respondemos que sim e o mesmo soltou: “ué e não vão ver o jogo do Brasil?” (Brasil x Chile pela Copa Do Mundo/2014). Depois dessa o mesmo comentou: “ vão passar um frio brabo lá em cima heim!”. Com já havia pesquisado bem sobre as temperaturas, principalmente durante a noite, já fomos preparados. Até em relação a comida. Dividimos bem o rango para os três dias e as duas noites que iriamos passar na montanha. Fome e frio não iriamos passar. Chegamos na Portaria do parque às 10:00, efetuamos o pagamento da entrada e das pernoites, ajeitamos as botas e mochilas e perna para cima da montanha. Nota: encaramos desde o inicio a pé. Assim, após 6km de uma subida forte de estrada chegamos ao camping Tronqueira por volta das 12:30. Chegando lá paramos um pouco para descansar, tomar um pouco de água e comer algo para repor as energias. Como não havia ninguém a vista, resolvemos dar uma vistoriada onde se monta as barracas e encontramos o Lelio e se filho Vitor. Coincidência a parte o Sioney reconheceu o Lelio lá de Mogi das Cruzes. Trocamos umas ideias e decidimos continuar caminho por mais 3,7km até o camping Terreirão. Essa parte da caminhada é bem sinalizada. Subida forte em terreno desnivelado mesclando entre partes planas e subidas. No meio do caminho entre o Tronqueira e o Terreirão avistamos uma Araucária que é referência do caminho certo. Chegamos no Terreirão às 15:40. Para nossa surpresa não havia nenhuma barraca. Fomos os primeiros a chegar na parada. Cumprimentamos os brigadistas que ficam por lá e largamos as mochilas em umas das mesas que há no camping. Enquanto o Brother Sioney capotou em um dos bancos para descansar um pouco, resolvi vistoriar o acampamento. Fui em um mirante de onde ó possível avistar o Pico do cristal, entrei na casa de Pedra, onde a noite a galera prepara um rango dahora e quente. O sol já estava se pondo, então resolvemos montar a barraca em um canto bacana para proteger dos ventos fortes. Neste momento começa a chegar mais galera, chegando também o Lelio com seu filho. Apanhamos um pouco para montar a barraca. Arrumamos as tralhas dentro da barraca, colocamos mais roupas para nos protegermos do frio e junto ao Lelio esquentamos um pouco de água para preparar um capuccino dahora. Comemos e lá por volta das 20:00 resolvemos dormir, pois iriamos acordar às 02:30 da matina para seguir com a caminhada, ainda de madrugada, em direção ao Pico da Bandeira. Acordamos às 02:30, comemos um lanche reforçado e às 03:30 partimos em direção ao Pico da Bandeira. O céu limpo se mostrava lindamente todo estrelado e os ventos fortes faziam com que as temperaturas caissem ainda mais. Um frio du karaka. A subida do Terreirão ao Pico da Bandeira consiste em 3,2km de distância. Bem sinalizada, porém como subimos a noite, caminhamos com utilização de lanternas e prestando bastante atenção para não deixar passar batido nenhuma sinalização. No meio do caminho, como estavamos em um ritmo forte, passamos à frente de uma galera que tinha saído antes de nós. Durante a caminhada, dava para observar as luzes das lanternas da galera que seguiam a frente. Quando chegamos na placa que indica 500 metros para o Pico, nos deparamos com uma galera que vinha pelo lado de Espírito Santo. Chegamos no Pico por volta das 05:20. Fazia um frio brabo. Os dedos das mãos, mesmo com luvas doiam pra karaka. Procuramos um lugar para nos abrigarmos do frio (sem sucesso rsrs) e sentamos atrás de uma pedra esperando o Nascer do Sol (segundo um brother lá, a temperatura estava em torno de -3,7°C). Lá pelas 06:15 o Sol começa a dar o ar de sua graça. Um espetáculo, magnifico. Registramos alguns momentos do sol nascer e ficamos observando o mesmo subir no horizonte. Ventava muito, mas mesmo assim resolvemos ficar até às 08:00, quando iriamos partir rumo ao Pico do Calçado (2.849m) e depois Pico do Cristal (2.770m). A caminhada até o Pico do Calçado segue-se pelo caminho de volta ao camping Casa Queimada – ES (obrigatório passar por ele) onde também é bem sinalizado. Caminhamos mais alguns metros a frente do calçado e chegamos em uma rocha sinalizada com uma Cruz. Decidimos que a partir dali seguiriamos para o Pico do Cristal. Este caminho não é sinalizado como os outros, há alguns totens e passagens por lages. Com o Pico do Cristal a frente de nós, era só seguir em frente. Após uma caminhada de mais ou menos uma hora e meia chegamos na base do pico. Subida mais ingrime e mais técnica (escalaminhada). Aqui digo, se não tiver confiança não suba, pois vai ter que descer de volta. Chegamos ao Pico do Cristal, sentamos ao lado do marco do cume, comemos uma barras de cereais e registramos alguns momentos. Para voltar era só seguir o caminho de volta, porém como avistamos o terreirão lá de cima, decidimos seguir pela crista oposta, descer até a base da montanha e seguir em direção ao Terreirão. Pagamos um preço alto por essa decisão. Ao chegar lá embaixo na base, não avistamos um caminho demarcado e subir de volta pela crista do Cristal não estava em nossos planos, então resolvemos seguir em linha reta por entre a vegetação de bambus e arbustos até um rio que cortava o vale (caminho difícil). Chegando no rio, abastecemos nossas garrafas, descansamos e após atravessar esse rio, demos de cara com uma pequena trilha (coberta pela vegetação mas visível). Decidimos seguir por ela, pois a mesma seguia em direção ao Terreirão. As vezes ela sumia entre a vegetação e tinhamos que varar mato para achar de volta, até que depois de umas duas hora de caminhada chegamos ao mirante do terreirão (por volta das 15:30). Largamos as mochilas ao lado da barraca e resolvemos comer uns lanches. Um cara que estava por lá, passou perto de nós e iria jogar fora metade de um Saco de pão Pullman e uma lata de atum. Comentei que era “mó desperdício”, aí o cara deixou conosco (caiu bem esse pão heim!). Nós, muito cansados, resolvemos descansar dentro da barraca. Enquanto estavamos dentro da barraca escutavamos chegar mais galera. Um grupo se instalou ao lado de nós. Aí o tempo virou, começou cair um garoa fina, mas que não parava. Aí resolvemos não sair da barraca. Decidimos dormir. Ao longo da noite foi chegando mais galera e lá por volta das 02:30 escutava a galera saindo em direção ao pico. Lá por volta das 03:30 resolvi encarar o frio e ver o que rolava lá fora. Um céu lindo estrelado, havia parado de chover. Fiquei contente pois a galera que estava subindo iria presenciar um belo nascer do sol. Porém, engano meu, logo às 6:30 descia uma galera comentando que, mal o Sol começou a surgir no horizonte, as nuvens tomaram conta de tudo e não se enxergava mais nada. Logo mais as nuvens tomaram conta do camping. Com já haviamos decididos de desmontar acampamento e partir às 08:00 do Domingo, nos despedimos da galera que ainda estavam por ali e seguimos em direção ao Tronqueira em ritmo forte. Levamos uns 40 minutos. Comemos a última bolacha e continuamos a descida até a portaria. Levamos mais ou menos uma hora e vinte minutos. Durante a descida do Tronqueira e a portaria, um brother Chamado Anderson também nos cumprimentou. Esse brother deu várias dicas bacanas para mim ante da ida ao Bandeira. Porém lá no Parque não nos encontramos. Mas esse breve momento deu para agradecer as dicas do brother. Demos baixa na saída do parque às 11:00 e seguimos em direção à Cidade. Como já haviamos comprado a Passagem de Volta a Sampa e o Buso só iria chegar em Manhumirim às 17:40, resolvemos almoçar em Alto Caparáo. Após o almoço resolvemos ir até o portal da Cidade para registrar algumas fotografias. Durante a descida pela Av. Pico da Bandeira, eis que um maluko dentro de um carro (acho que era um Monza), pergunta para eu e o Sioney onde estava acontecendo um encontro de comunidades chamada “ENCA” (acho que era assim). Quando me abaixo para responder, “ o maluko” era nada mais, nada menos que o Ventania (o mesmo dos “cogumelos azuis” e “só para loucos” rsrsrsrs). Como não sabiamos de encontro nenhuma, não soubemos responder a ele onde era essa parada de encontro de “ENCA”. Acho que por causa de estarmos de mochilas e barracas o Maluko nos parou para perguntar. Comentei a ele que eramos de Sampa e estavamos dua noites na montanha. O mesmo perguntou: “vocês acamparam aí de noite?”. Respondi que sim e o mesmo falou: “que loko mano”, “que doidera”. Foi muito loko essa breve trocação de ideias. Não pedi para tirar foto com o maluko, pois o mesmo estava dentro do carro e não quis ficar perturbando com tietagem. Nos despedimos, cumprimentei, meu Brother Sioney também e seguimos nosso caminho. Devido a essa brincadeira perdemos o buso que seguiria de Alto Caparaó a Manhumirim, mas ainda estava em tempo. Embarcamos às 14:00. Chegamos em Manhumirim às 15:00 e ficamos esperando até às 17:40 quando embarcamos sentido à São Paulo. Durante toda viagem de volta só dormimos, e quando acordavamos, trocavamos algumas ideias reflectivas sobre esse rolê sensacional. Obs: um fato que me deixou um pouco chateado é o fato de enquanto subia ou descia a montanha, recolhia alguns lixos deixados pelo caminho. Gente que não respeita a montanha não deve voltar nunca mais.
  6. SAlve Artur, deu tudo certo minha ida ao PARNA CAparaó. Subi nos três picos, sendo o cristal por último fiz o circuito, subi o mesmo pelo lado mais ingrime e desci pela crista oposta indo sentido ao terreirão. A última parte difícil pois Tive que passar por mata fechada, sempre seguindo em direção ao Terreirão, até que atravessei um Rio e dei de cara com uma trilha bem fechada ( alivio rsrs ). Segui pela mesma. Alguns trechos desta trilha bem fechada mesmo. Alguns Bambus secos fechavam o caminho. Mas ultrapassei de boa até que eu e meu brother chegamos no mirante logo atrás do camping terreirão. Foi irado. Grato pelas dicas. Em uma próxima ida ao Bandeira preyendo realizar a travessia Es x MG. Grande abrass.
  7. Legal Artur. Mas pretendo voltar pelo mesmo caminho. Não disponho de GPs nem celular com esses aplicativos. Mas usarei um Mapa e Bussola por precaução para a volta. Queria saber mais ou menos quanto tempo se leva do Bandeira até o cristal. (horas, minutos). Não quero voltar de noite. Só vamos eu e mais um amigo, então vamos andar um pouco mais rápido. Grato pelo retorno..._/\_.
  8. Legal Otávio, Artur. Tudo se acertando para minha ida ao PARNA CAparaó. Ida por MG. Pretendo sair de Sampa dia 3/07 (Quinta-feira), chegar dia 4/07 (Sexta-feira) pela manhã e seguir a pé até o Terreirão. Subir pela noite ao Bandeira de MAdrugada do dia 05/07 (Sábado), ver o nascer do Sol e, neste mesmo, dia logo pela manhã seguir para o Pico do Calçado e Cristal. Será que rola de boa em um só dia (no caso dia 5/07) atacar o Calçado e Cristal logo após o Bandeira? Quero voltar ao acampamento, descansar a noite e dia 6/07 (Domingo) sair bem cedo para voltar a Sampa. Sugerem algo?
  9. SAlve Otávio Luiz. Vou Ao Bandeira dias 3 e 6/07. Também estou pesquisando qual é o melhor caminho. DE são Paulo à Manhumirim ou de São Paulo à Carangola. Mas vi no google maps que Alto jequitibá é bem mais próximo de Alto caparaó do que os anteriores.
  10. Legal esse relato. Vou em Julho entre os dias 3 e 6/07. Subirei pelo lado de Minas.
×
×
  • Criar Novo...