Ir para conteúdo

thsouthier

Membros
  • Total de itens

    6
  • Registro em

  • Última visita

Reputação

0 Neutra

1 Seguidor

Outras informações

  1. Grato pelos comentários, pessoal! Bom, finalmente terminei o relato. E postei umas fotos, como prometido. Abraço!
  2. Caros Amigos, Pegamos a estrada rumo ao Uruguai. Sem paradas definidas, nem hotéis reservados. Nada muito programado, coisa que não me é comum. Fomos decidindo tudo pelo caminho. E foi bem massa. Bom. Em 7 dias rodamos mais de 2.300km, o que pra mim é bastante. Entusiasmado em poder compartilhar desta incrível história contigo, e na companhia das boas lembranças que trouxemos, dedico um pouco do meu tempo a escrever um breve e sincero relato da nossa viagem ao Uruguai. Espero que goste. Pois nós gostamos. Pega carona com a gente! Vai ser legal! 1º dia - Sexta Arrumamos as malas, enchemos o tanque a R$ 3,54/litro, calibramos os pneus em 32 libras, fizemos um estoque de sobrevivência no auto e partimos de farol aceso. Pode ficar tranquilo meu querido, que a carta verde tá na mão. Fiz a carta diretamente numa corretora de seguros aqui na cidade. Custou algo em torno de USD 31 (R$ 104) pra 7 dias de cobertura. Olha só: pra 8 dias o preço disparava pra USD 45. Muito caro esse oitavo dia. Tudo certo? Bora. Coloca o cinto. Saímos de Chapecó-SC tendo como primeiro objetivo chegar em Pelotas. Não deu. Já escurecendo, passamos por Santa Maria bem no horário de pico. Andamos mais um pouco e paramos na metade do Rio Grande: jantamos e dormimos no Hotel do Trevo, em São Sepé. Até aqui rodamos uns 500km. Ali em São Sepé tem um fogo de chão que está aceso há mais de 200 anos, sem apagar. Duzentos anos, cara! Não fomos. Fica pra próxima. 2º dia - Sábado Acordamos mais cedo, tomamos café e seguimos viagem. Hoje vamos até Punta. Não deu. De novo. Chegamos ao fim do Brasil: Chuí. Fronteira Brasil-Uruguai. Cidade mais meridional do Brasil. Ali tem a praia mais fria do país: a Barra do Chuí, que fica ao lado da maior praia do mundo, que é a Praia do Cassino. Que coisa. Quem nasce em Chuí é chuiense. No caminho passamos com cuidado pela Estação Ecológica do Taim. Nesse trecho há vários radares com limite de 60 km/h pois alguns bichos, principalmente as capivaras, atravessam a pista e acabam sendo atropeladas por seres humanos em seus veículos. Vimos várias delas caídas na beira da estrada. Tem que cuidar. As estradas ali no sul são pouco movimentadas, principalmente entre Rio Grande e Chuí. É praticamente uma reta infinita e o limite é 80 km/h. Uma baita de uma reta, ninguém na estrada, oitenta por hora. Cansa... Cuidado pra não dormir. Minha esposa dormiu, mas ela tava de carona. Aí pode. Ah, olha só: Abastecemos ali perto de Canguçu a R$ 4,17/litro. Quanto mais se desce, mais cara é a gasolina. Chegamos no Chuí lá pelas 3 horas da tarde. Trocamos reais por pesos em uma casa de câmbio a 8,70 pesos por real. Boa cotação. Trocamos tudo. Obs: A cotação em Punta del Este estava em torno de 8,30-8,50 pra 1; já em Montevideo observamos desde 7,50 até 8,80 pra cada real. Passamos o resto da tarde gastando nos free shops. Mentira. Só dando uma olhadinha. Dormimos no Turis Firper Hotel. 3º dia - Domingo O dia amanheceu bem bonito. Tinha que ver. Enchemos o tanque a R$ 4,04 o litro e seguimos. Passamos a fronteira, que é tipo uma linha imaginária, e chegamos no Uruguai. Pronto. Missão cumprida. Já podemos voltar. Mas vamos em frente. As estradas no Uruguai também são praticamente retas infinitas pouco movimentadas. Mas lá se pode andar muito mais, pois o limite não é de 80 km/h como no Brasil. Lá sim é bom: lá é 90. Entramos à esquerda pra conhecer o Parque Nacional de Santa Teresa, que tem mais de 2 milhões de árvores. O pessoal acampa por lá. Nós não. É muito frio no inverno. Queríamos conhecer a Fortaleza de Santa Teresa, mas estava fechada. Abre das 10h as 17h. Fica esperto na próxima. Bom. Voltamos pra estrada e fomos até Punta Del Diablo pra conhecer. Tem umas casinhas pequenas e bem interessantes por lá, mas a praia tava deserta. Cara, tinha uns pescadores em jalecos de couro tipo de açougueiro limpando e cortando uns peixes enquanto fumavam, a imagem foi meio sinistra, me lembrou do filme O Albergue e depois disso fomos embora. Mas a praia é bonita. Bem legal. Diferente. Viu, mas os caras tavam só trabalhando. As facas eram bem afiadas pelo jeito. Tipo, só pareceu sinistro, foi tranquilo. Não foi perigoso. Tava de boa. Tinha uns cachorros soltos por lá também, seguiram a gente. Os caras nem falaram nada pra gente. Na verdade tinha uns caras estranhos por lá, recostados nas paredes das casas tomando café da manhã com a cara no sol, observando a gente, mas normal, porque tipo, nós éramos forasteiros na terra deles, a praia é bem bonita. Vamos. Entra no carro. Certo. Seguimos viagem até José Ignacio, onde paramos num posto pra abastecer 300 pesos. A gasolina é tabelada no Uruguai: estava 42,50 pesos por litro. Pelo câmbio que conseguimos, dá algo em torno de R$ 4,88/litro de gasolina bem boa. Ali, conhecemos um farol muito bonito: o Farol de José Ignacio. Por 250 pesos se pode subir lá no alto: o farol tem uns 26 metros de altura e a vista é bem bonita. Ficamos um pouco ali, tiramos umas fotos e seguimos. Passamos também na Ponte Laguna Garzón, que é uma ponte redonda. Olha no Google as fotos. Bem legal. Na verdade, é só uma ponte redonda. Mas é legal. Depois dessa, rodamos mais um pouco e finalmente chegamos em Punta del Este. Muito bela. Parece que estamos em outro país. Ruas e avenidas largas, mansões luxuosas e casas sem grades nem muros, prédiões... Frequentada por artistas, famosos, milionários, membros da alta sociedade... e nós. Almoçamos arroz e bife num boteco ali no centro por 140 pesos. Esse foi barato, por que achamos a comida um pouco cara no Uruguai. Ficamos no Hotel Florinda, que é bem localizado. Bom custo-benefício. Fizemos o check-in perto das 3 horas da tarde, pegamos duas bikes no hotel e fomos pedalar. Pedalar em Punta é muito bom. Melhor em Punta com sol do que em Chapecó com chuva. Pedalamos por boa parte da península e voltamos. Ventava um vento frio. À noite fomos na missa, na bonita igreja de Nsa. Sra. da Candelária, pra conhecer como é que é a missa no Uruguai. É em espanhol. E depois da missa fomos jantar em um restaurante perto do porto. Os restaurantes no Uruguai costumam cobrar pelo cubierto, que é tipo uns pãezinhos de tira-gosto, e também uns 10% pelo servicio: uma gorjetinha. Restaurante muito bem recomendado no TripAdvisor, então acho que erramos na escolha dos pratos, porque tava mais ou menos. Bebemos uma água com gás e a conta ficou em 860 pesos, algo em torno de 100 pilas, sem servicio nem cubierto. Cá entre nós, depois daquela noite, concluímos que a comida era um pouco cara, mas era bem servida. Quase não vencemos a janta. Diante do exposto, dali pra frente adotamos nova estratégia: pede-se apenas um prato e dois pratitos pra compartir. Se for pouco, pede-se outro. Boa ideia. Pra nós funcionou. Com o dinheiro que economizamos do servicio, compramos um sorvetinho bem bom na Freddo. Tem várias sorveterias da Freddo lá em Punta. E pra dar ainda mais a impressão de que estávamos em outro país, o pessoal vinha falando em espanhol. Pra que? Entender a gente entende, tranquilo. Responder é um pouco mais complicado, mas a gente aprendeu espanhol na escola, então dava pra se virar: Oi é hola; Tudo bem é todo bien; Água é água mesmo; Pra pedir uma Coca é só dizer Cueca Cuela. Eles entendem. Tá tudo certo. 4º dia - Segunda O clima não ajudou: Tempo meio chuvoso, frio e com bastante vento. Não deu pra pedalar. O jeito foi passear de carro, conhecer o porto e os cassinos. O tempo fechado foi sinal do que viria pela frente: Perdi 100 pesos no cassino. Fomos no Conrad, um dos maiores cassinos da América. Chique demais. Bote massa. Nós não jogamos, mas poderia ficar horas só observando. Gostei mesmo é da roleta. O pessoal jogava em dólares. Milhares deles. Nos caça-níqueis os ser humanos ficam ali sentados apertando um botão a noite toda. Pelo que observei, não importa se ganham ou perdem, as pessoas gostam mesmo é de apertar o botão e ver a coisa acontecer. Passam horas apertando o botão. Sei lá. A roleta é mais legal. Tem várias mesas de baralho e de dados ali também. Tem salinhas exclusivas e tudo o mais. Tipo Las Vegas, mas eu não conheço Las Vegas ainda. O ambiente todo é pensado pra você ficar jogando o máximo possível. Eu venci a tentação e não joguei. Queria jogar, mas minha esposa não deixou... poderia ter ficado milionário e comprado uma Mercedes... ou poderia ter falido. Ainda bem que não joguei... já tinha deixado 100 pesos no outro cassino. Devia ter deixado esses 100 pesos no Conrad. É bem mais massa. Droga. Perdi 100 pesos. Dava pra comprar uma Cueca Cuela. Falando em droga, lá no Uruguai a maconha é meio que legalizada. Pensando aqui com meus botões: eu não jogo, não fumo, bebo pouco... deveria ter ficado em casa. Bom. Voltando com o relato: Pela manhã fomos no porto, onde alguns pescadores vendem seus peixes e fumam ao mesmo tempo. Bá, o pessoal fuma bastante no Uruguai. Em Montevideo mais ainda. Ali tem bastante gaivota tentando pescar uns peixes pra ganhar o dia. Os lobos marinhos também chegam por ali pro pessoal alimentá-los, principalmente perto do meio-dia. São grandões. Naquele dia tinha 4 deles. O povo pega os restos dos peixes dos quiosques, entranhas e tudo o mais, e alimenta os lobos, filmando e tirando selfie. Coisa de turista. Tão bem mal acostumados esses lobos. Em Punta tem a Isla de Lobos, onde moram milhares de lobos marinhos. Barcos de passeio saem diariamente do porto pra lá. Nós não fomos. O tempo tava ruim. De acordo com a nossa estratégia de alimentação sustentável, almoçamos um omelete de salmão num fast sea food ali no porto de Punta, que servia tranquilamente duas pessoas que não queriam comer muito, tipo nós. Acertamos no pedido. Depois fomos dar umas voltas de carro e conhecemos o shopping. É normal, igual no Brasil. Saímos logo e voltamos pra península. Já era de tardinha. Vamos tomar um café e comer um lanche numa padaria bacana? Cara, sério, o café com leite custava tipo uns 220 pesos: Dá mais de 20 conto por uma xícara de café. Saltamos fora de imediato. Melhor tomar café no Brasil. E aí acabamos encontrando uma promoção de 2 hamburguesas con papas fritas por 330 pesos em outro restaurante. Aliás, se come muita carne e batata por lá. Voltamos pro hotel, tomamos um banho e fomos pro Conrad como contei agora há pouco. Mais tarde, deslumbrados e desnorteados depois de visitar o Conrad, esquecemos da nossa estratégia alimentícia e pedimos dois pratos num bom restaurante na Av. Gorlero. Cara, veio comida pra umas 4 pessoas, e já eram umas 10 horas da noite. Custou uns 1.200 pesos. Comemos tudo, mas demoramos pra dormir depois dessa. 5º dia - Terça Mais um dia nublado. Bem que a moça do tempo avisou. Era chegada a hora de nos despedirmos da praia mais bonita do Rio Grande do Sul. Tchau, Punta! Antes de partir, tiramos a tradicional foto em La Mano, possivelmente o principal ponto turístico de Punta del Este. Uma mão gigante saindo da areia. Não sei bem o que significa, mas é interessante. Punta é uma península, o que também é interessante. La Mano fica na Praia Brava, em mar aberto. Do outro lado fica a Praia Mansa, banhada pelo Rio da Prata, onde o sol se põe. No caminho a Montevideo está Punta Ballena, onde fica a icônica Casapueblo. Dizem que o pôr do sol ali é inesquecível. Não tem como não ir a Punta e não visitar a Casapueblo. Passamos direto, o tempo tava ruim. Fica pra próxima.... O trecho entre Punta del Este e Montevideo é praticamente todo duplicado. Tipo uma BR-101, só que uruguaia. E no meio do caminho fica Piriápolis. Entramos. Dizem que foi o balneário mais famoso do Uruguai antes de Punta. A cidade tava deserta, o vento ventava frio, o mar tava brabo... A praia é bonita. No verão. Nossa passagem se resumiu a uma foto em frente ao grandioso Hotel Argentino, símbolo do balneário de outros tempos. Ah, mas ainda tem o seguinte meu querido: Ficamos sabendo que ali tem um castelo muito massa, que foi residência do fundador da cidade, Francisco Piria. Dica quente de um cara que encontramos no hotel lá no Chuí, e que gosta muito de Piriápolis. Bá... Perdemos um tempão procurando o castelo. Até que desistimos. Deveria ter pedido informação na cidade, mas fui teimoso. Mas olha como são as coisas. Na saída da cidade, voltando pra BR rumo a Montevideo, eis que surge um castelo ao lado da estrada. Sério. Que sorte! Achamos o castelo! Foi como achar dinheiro no bolso da calça. Tem poucas coisas melhores do que achar dinheiro no bolso da calça. Só que tava fechado. Tudo bem, o importante é que achamos o castelo. Orgulhosos, tiramos uma foto ali na frente e fomos embora. Mas a vida é uma caixinha de surpresas... já em Montevideo, pesquisei sobre o castelo, e as fotos do Google não batiam com as nossas. Cara, tem 2 castelos em Piriápolis; e nós achamos o errado. Que decepção. Foi uma choradeira. Mentira. Foi normal. Tipo, essas coisas acontecem. Outra hora a gente volta e conhece o castelo, e também a Casapueblo... E aí vamos ficar lá no Conrad também... Tá tudo certo, não chora, vem, vamos tomar um sorvete. Ok. O tempo de repente melhorou. Céu azul. Do nada. Chegamos em Montevideo lá pela uma da tarde, e fomos direto no shopping Punta Carretas pra almoçar. O trânsito ficou mais complicado. Até ali, dirigir no Uruguai foi molezinha. Eu tava de pé no jipe. Mas aí a coisa ficou séria: estávamos na capital dos uruguaios no horário de pico. Concentração total. Foco, força e fé. De repente uma buzinada, opa. Não vi quem era. Talvez alguém conhecido, alguém de Chapecó passeando no Uruguai... nunca vou saber. Apesar de não termos nada reservado, pesquisávamos potenciais hotéis na noite anterior no Booking e no TripAdvisor. Facilitou muito. Atenção: Muitos hotéis no centro de Montevideo não possuem garagem. E aí cobram de USD 12 a 15 por dia pra guardar o carro num estacionamento conveniado. Bom, ficamos no Hotel Lafayette. Já tinha me hospedado ali com o pai, dois anos atrás. Bem localizado, no centro. Pertinho da Av. 18 de Julio e da cidade velha. Guardamos o auto na garagem e deixamos ele lá, quietinho. Fomos caminhar sem pressa pela Av. 18 de Julio, passamos pela Plaza Independencia, descemos no Mausoleo a Jose Artigas, que é meio sinistro, cruzamos a Puerta de la Ciudadela e entramos na cidade velha. Chegando na Catedral, entramos pra conhecer. Muito linda. Eu não entendo nada de arquitetura, mas a arquitetura interna da Catedral é impressionante. Iluminação direcionada, som ambiente daqueles órgãos, sabe?. Parece mesmo que estamos numa igreja clássica. Uma das igrejas mais bonitas que tive a oportunidade de conhecer até agora. A próxima missa diária seria em 15 minutos. Ficamos. Valeu a pena. Entendemos praticamente toda a celebração. Tava deitando no espanhol já. Após a missa, passamos no McDonalds pra lanchar. Experimentamos o Mushroom Dijon e pegamos um cappuccino pra levar. Já estava escurecendo. Voltamos pro hotel, tomamos banho e saímos pra jantar no bem recomendado El Fogón, pertinho do hotel. Tem um espelho que ocupa toda a lateral do restaurante. Dá a impressão de ser enorme e lotado. Tava lotado, mas não era enorme. Pedimos a carta ao garçom e ficamos ali, por um bom tempo, decidindo. Muitas opções e o cardápio em espanhol complica um pouco mais... O garçom voltou. Nada decidido ainda. 'Baby beef con ensalada verde. Es lo mejor', disse ele. Ok, então vamos de baby beef. Com saladinha. Ah, e dois pratitos, viu. Pra beber, hoje vamos fazer uma extravagância. Queremos uma sangría o clericot. Era assim que tava na carta: sangria o clericot. 'Sangria o clericot?', ele perguntou. 'Si'. Amigo, 'o' em espanhol quer dizer 'ou' em brasileiro. Que burro. Dá zero pra eu. Tá. Caiu a ficha. Entendi. 'Qual a diferença?', perguntei. 'Sangria es mejor.' 'Ok, mas qual a diferença da sangria pro clericot?' 'Sangria es mejor.' Ok, traga uma sangria. O garçom trouxe uma jarra com frutas picadas e um pouquinho de suco, deixou na mesa e saiu. Olhei pra aquela jarra, não tinha praticamente nada pra beber ali. Que bucha, pensei. Devia ter pego uma Coca. Decepcionado, peguei a jarra e comecei a mexer e misturar aquelas frutas todas, como se fosse uma caipirinha. Tava pronto pra servir na minha taça quando ele voltou com uma garrafa de vinho tinto na mão, olhou pra mim com uma cara meio de pena por ver que eu não sabia nada, meio de quem não tava entendendo por que raios eu tava fazendo aquilo, pegou a jarra de frutas, abriu o vinho e a encheu. Tava feita a sangria. Que fiasco. Bom, nós praticamente nunca tomamos vinho, eu nunca tinha visto uma sangria o clericot na frente. Como ia saber que faltava o vinho? Triste porém real. Bá, mas era muito boa aquela bebida. Bebemos tudo. E ainda comemos umas frutinhas da jarra. A carne tava muito boa também. Macia. Show de bola. Veio o garçom: 'Satisfechos ou querem outro prato?'. 'Mucho satisfeitos...' 'Postre?' Postre é sobremesa em espanhol. Olha que nome feio. Bom, estamos dentro do orçamento. Vamos aproveitar essa noite maravilhosa na capital uruguaia. Queremos postre. Olhamos a carta por um bom tempo... Ele voltou e ainda não tínhamos decidido. O garçom percebeu que a gente tava perdido, nos explicou umas 3 sobremesas e indicou a 'Postre degustacion para dos. Es lo mejor'. Se es lo mejor é claro que queremos, compadre. Cara, veio um prato retangular com 4 tipos de sobremesa. Bota degustação nisso. Servia a família inteira no almoço de domingo. Tinha uma que era mais ou menos. As outras eram muito boas. Enfim, comemos mais sobremesa do que carne, enchemos a cara de vinho. Tá bom por hoje. Vamos embora pro hotel. 6º dia - Quarta Comemos ovos mexidos com bacon no café da manhã. Bá, não é todo dia que se come bacon... principalmente no café da manhã. Era nosso último dia na capital uruguaia, então vamos caminhar. Caminhamos um monte. Uns 30 quilômetros, eu acho... Montevideo é uma cidade incrível. Você tá andando e, do nada, aparece um museu, um prédio histórico, uma exposição de arte ou um McDonalds. Foi assim, meio que de repente, que conhecemos o Museu da Moeda e do Gaúcho, na Av. 18 de Julio. Chegamos bem na hora em que uma turma de pequenos estudantes uruguaios assistia a uma palestra sobre a história e a vestimenta do gaúcho. Show. Ficamos e assistimos também. Depois, seguimos até o Museu do Governo, na Praça Independência, onde se conta a história da presidência. Saindo do museu, do nada, nos deparamos com a troca da guarda do Mausoleu a Jose Artigas, ao som da banda dos guardas. Vamos assistir. Nunca tinha visto coisa igual ao vivo. Achei bem interessante. Encerrada a cerimônia, seguimos sem direção. Pra cá, pra lá, subindo e descendo, descendo e subindo, to perdendo a linha, e assim fomos desbravando as estreitas ruas da cidade velha. De repente, uma porta aberta, opa, mais um museu. Vem. Achamos o Museu Histórico Nacional, na Casa Rivera. Nossa, tinha bastante coisa antiga lá. Ficamos um bom tempo ali olhando as coisas. Bem massa. E outra: tem banheiros limpos. Virou parada estratégica. Nessa tarde, visitamos 2 vezes o mesmo museu. Depois, fomos almoçar num restaurante barato ali perto da Catedral. Almoçados, seguimos rumo ao porto. No caminho, encontramos a Igreja de São Francisco. Entramos. A igreja tava em reforma, vazia, meio assustadora. Não ficamos muito. Lá fora, a monumental sede do Banco Republica. Grandona. Entramos só até onde era permitido. Viemos em paz, não queremos confusão. Em seguida, já estávamos chegando no porto. E aí descobrimos que lá em Montevideo tem um Bus Turistico, que passa pelos principais pontos turísticos da cidade, e você pode descer em qualquer um deles e depois subir no próximo Bus Turistico com o mesmo bilhete. Tipo a Linha Turismo de Curitiba, só que mais cara. Era uns 80 conto cada um. Bom, já era passado da metade da tarde, não ia dar tempo de descer em muitos lugares, então não embarcamos no Bus. Fica pra próxima. Enfim, chegamos ao famoso Mercado del Puerto de Montevideo. O pessoal fala muito na internet coisas como: "amigo, não deixe de ir ao Mercado do Porto, é maravilhoso, imperdível, inesquecível etc." Não achamos o bicho, não. É um lugar com vários restaurantes que servem a tradicional parrillada uruguaia, assim como a maioria dos restaurantes de Montevideo. Dizem que a carne do El Palenque é sensacional. Não sei, não comi, não posso opinar. Talvez seja mesmo. Ou talvez seja igual às outras. Vai saber. Aproveita-se melhor o Mercado indo ao Mercado pra comer. Como já tinhamos almoçado, saímos logo e seguimos nossa jornada. Dali, caminhamos novamente por entre as ruas da cidade velha até a Rambla, a avenida que contorna o Rio da Prata. Nosso destino agora era o charmoso Teatro Solis, pois às 16 horas tinha a última visita guiada do dia. Antes, conhecemos rapidamente o Museu do Correio Uruguaio. Chegamos ao Teatro Solis em tempo. Na quarta-feira a visita é gratuita. Fica a dica. A sala principal do teatro é bem chique, então vale a visita. Depois voltamos pra Av. 18 de Julio e entramos numa exposição fotográfica de gente pelada: nú artístico. Saímos. Passamos pela Plaza del Entrevero e descemos pela Rio Negro. O objetivo era chegar até olha lá aquele negócio que parece turístico, vamos lá ver o que é. Era o Palacio Legislativo. Mas não deu. Paramos na metade do caminho, numa lancheria dum posto da Ancap, pra tomar uma água e comer uma empada. Uma só, porque a empada era muito cara. Voltamos pra 18 de Julio e entramos numa feirinha de artesanatos ali perto da Plaza de Cagancha. Esse é o nome: Praça da Cagancha. Eu queria sair logo da feirinha, mas minha esposa queria ver tudo, então tive de ficar um pouquinho. Aí saímos e caminhamos mais, até chegar na Fonte dos Cadeados, onde comemos um churro bem gostoso. A placa dizia que custava 35 cada churro. "35 reais cada um?", pensei alto. Pesos. Então pode. Seguimos pela avenida até uma esquina onde na outra esquina na diagonal da nossa tinha mais um prédio que talvez fosse algo que poderíamos conhecer, mas já estava escurecendo e as pernas já estavam travando... então desistimos e pegamos nosso rumo de volta ao hotel. Era a Intendencia de Montevideo. Antes, paramos numa pizzaria chamada El Candil pra comer uma mussarela e beber um café. O cara parecia que não tinha muita vontade de atender, mas a pizza era bem boa. E antes ainda de chegar no hotel, desviamos à direita por que eu queria ver a programação do bem comentado no TripAdvisor Baar Fun Fun, que era na rua do hotel. Minha esposa não queria ir até lá por que já tava cansada de tanto caminhar, mas não me deixou ir sozinho por que é uma boa esposa e tem sentimentos por mim, e não queria que eu chegasse lá sozinho e tomasse umas e outras e não voltasse nunca mais... então foi junto comigo. As ruas são bem escuras por ali. O bar parecia perto, mas não chegava nunca. Então chegamos e estava fechado. Que bucha. Perdóname querida. Finalmente voltamos pro hotel. Mortos a pau. Caminhamos praticamente uma maratona naquele dia. Vamos tomar banho, descansar um pouquinho e depois vamos sair jantar. Esse era o plano. Aham, senta lá Cláudia. Capotamos na cama. Até amanhã. 7º dia - Quinta Comemos ovos mexidos com bacon no café da manhã de novo... Já tava me acostumando com a vida boa. Pegamos o carro na garagem, nos despedimos das 1 milhão e meio de pessoas que moram em Montevideo e partimos pro norte pela Ruta 5. Tchau, gente! Era dia de greve geral. Muita coisa não funcionou naquele dia, como algumas lojas, lotações, o Bus Turistico e os pedágios. Opa. Economizamos 2 pedágios no caminho de volta. Que beleza. As cidades no interior do Uruguai são bem distantes umas das outras, inclusive sem postos de gasolina e paradas de apoio entre elas. É prudente ter combustível suficiente no tanque. O pai já tinha me dado a letra uma semana antes: 'Deixa o tanque sempre cheio. Se te roubarem as coisas, ou algo der errado, pelo menos tem gasolina pra voltar até a fronteira'. Feito. Tanque sempre cheio. Paramos pra almoçar num restaurante na entrada da cidade de Durazno. Durazno é pêssego em português. Comemos uma parrillada e tomamos um bom vinho ao lado da lareira. Pra que mentir. Tá bom... Comemos um entrecot, uma saladinha e uma água com gás. Um almoço fitness ao lado da lareira. Voltamos pra estrada e, ao fim da tarde, chegamos em Rivera. Rivera faz divisa com Santana do Livramento, no Brasil. E como lá no Chuí e nas demais cidades de fronteira, tem bastante free shops e camelôs e tendéu. Fizemos nosso check-out na Aduana, e nos despedimos do Uruguai. Mas não sem antes comer o tradicional chivito. A Confiteria City ali na Av. Sarandi em Rivera serve um chivito muito bom. Os hotéis em Livramento praticam mais ou menos os mesmos preços. Pesquisamos em uns 4. A maioria cobra estacionamento à parte. Ficamos no Hotel Acropolis, o melhor preço que achamos, bem bom e muito bem localizado. Boa noite. 8º dia - Sexta Acordamos, tomamos um bom café da manhã no hotel, guardamos as malas no auto e fomos às compras nos free shops. O pessoal do hotel nos permitiu deixar o carro na garagem enquanto estávamos por lá. Gracias. Os free shops principais são grandes, completos e muito bem organizados. A cotação do dólar nas lojas estava entre R$ 3,33 a R$ 3,38, o que acaba encarecendo um pouco as coisas. Mesmo assim, tem muita coisa que vale a pena comprar lá: cosméticos, perfumes, bebidas e roupas boas, por exemplo, são mais baratos do que no Brasil. Saímos de Livramento depois das 15 horas. Pelos meus cálculos, íamos chegar em Frederico Westphalen perto da meia-noite. Adivinha... Exatamente às 00:00 estávamos no trevo de Frederico. E é por aqui que encerramos a nossa jornada. Rodamos bastante, conhecemos lugares novos em um país diferente e trouxemos boas lembranças com a gente. Obrigado pela tua companhia. Espero que tenha gostado do passeio. Nós adoramos. Na próxima vê se me ajuda com a gasolina. Até breve, Uruguai.
  3. Amigos, Com grande satisfação compartilho com vocês nosso sincero relato de viagem, na certeza de que a lembrança do passeio levará às lágrimas os que já visitaram os lugares extraordinários pelos quais passamos. No resumo: saímos de Chapecó-SC, passamos por Curitiba, Morretes, Ilha do Mel, Guaratuba, Balneário Camboriú, no Beto Carrero World em Penha e na Serra do Rio do Rastro, em Lauro Muller, numa aventura de sábado a sábado, em abril de 2014. 1º dia: Sábado na estrada. Arrumamos as malas, enchemos o tanque, calibramos os pneus, fizemos quatro sanduíches de mortadela pra viagem e embarcamos no auto rumo à liberdade com grande alegria. Saímos de Chapecó-SC ao meio-dia e meio, precisamente, com destino à capital do Paraná. Viajamos a tarde inteira e não chegamos. Estávamos quase lá quando o sol se pôs. Como estava escurecendo, decidimos passar a noite em Campo Largo-PR, cidade vizinha da capital, e nos hospedamos no ótimo Hotel Campo Largo. Confortável, limpo, bonito, barato e com um bom atendimento. Sendo sábado, conseguimos um desconto bacana num quarto executivo. Que maravilha. Jantamos por lá mesmo, no restaurante do hotel, com música ao vivo e o pessoal dançando tango. Bem legal. 2º dia: Domingo na capital. Acordamos sem pressa de acordar, tomamos um excelente café da manhã colonial no Hotel Campo Largo, e nos despedimos. Entramos no auto rumo à Curitiba. Sendo domingo, trânsito tranquilo. Pela localização em frente à Rodoferroviária, preferimos o Hotel Novo Vernon. Igualmente confortável, limpo, bonito e barato. A recepção estava em reformas para melhor nos atender em breve. O café da manhã não era muito variado, mas cumpria com a sua função. Deixamos o auto na garagem e saímos passear. Era quase meio dia. Passamos no Mercado Público, ali pertinho, assistimos uma bonita apresentação gratuita do grupo que representa a cultura polonesa em Curitiba, que, diga-se de passagem, é a segunda maior colônia de poloneses no mundo, e almoçamos um delicioso pastel frito na hora, barato e muito bem servido por um garçom sincero, gente fina e careca. De sobremesa, um gelato Diletto. Saímos correndo pra alcançar o ônibus da Linha Turismo que para ali na frente, para passar a tarde fazendo um tour pela capital mais verde do país. Este ônibus é o seguinte: você paga um embarque e tem direito a outros quatro. O ônibus passa pelos principais pontos turísticos de Curitiba e você pode descer ou subir em quais quiser. Entenda melhor aqui: http://www.curitiba.pr.gov.br/idioma/portugues/linhaturismo. Interessantíssimo. Tem que se fazer. Como a Ópera de Arame estava fechada e o Museu Oscar Niemeyer não era muito a nossa praia, descemos no Parque Tanguá, que é um parque bem legal assim como todos os outros parques de Curitiba; no Centro Histórico, que é... histórico; no Museu Ferroviário, onde também fica o shopping Estação; e no Jardim Botânico, lógico. Curitiba é uma cidade bem bacana. 3º dia: Segunda de trem. Acordamos cedo com pressa de acordar, ou perderíamos o trem que sai exatamente às 8:15h da Rodoferroviária. É o mundialmente famoso Trem da Serra do Mar, que desce até Morretes. Mais informações aqui: http://www.serraverdeexpress.com.br/site/Index.aspx. Se você for a Curitiba, precisa fazer este passeio. Embarcamos no vagão turístico, que inclui alguns biscoitos e uma água ou um refri. Não menos importante que o lanche é o guia que nos acompanha e explica o que está acontecendo, conta histórias, imita o canto de passarinho e nos mostra essa paisagem à esquerda em 1, 2, 3 e... passou... Quem viu, viu. O passeio é muito legal. Imperdível. Passa pela Mata Atlântica em uma ferrovia centenária, com pontes de ferro, com estações abandonadas e tudo o mais. O problema é que demora, e aí a gente vai cansando. Mas tudo bem. O trem chega em Morretes perto do meio-dia e aí o pessoal sai louco para experimentar o famoso barreado, que também experimentamos e não achamos nem bom nem ruim. Há muitos restaurantes na cidade que servem o legítimo barreado, alguns com vista para o rio que corre sem cessar. Feito o passeio e comido o barreado, se você for voltar pra Curitiba tem o seguinte, querido: você pode voltar de trem, de ônibus, de táxi ou de van. Nós optamos por voltar de ônibus, com a Viação Graciosa. O bus é bom e veio cheio. A volta dura cerca de 1:30h até a Rodoferroviária e a passagem custou 20 e poucos pilas. À noite fomos no shopping Estação. Minha noiva decidiu comer um prato feito. E comeu mesmo. Já eu estava curioso pra saber como era o best burger in the world e por este motivo e não querendo mais nada, fui ao Madero e comi muito bem. Senhores, experimentem uma vez na vida. 4º dia: Terça na ilha. Saímos de Curitiba com destino à belíssima e rústica Ilha do Mel. No caminho passamos em Paranaguá pra conhecer, que é uma cidade histórica e tem o segundo maior porto do Brasil. Nunca vi tanto caminhão graneleiro todos juntos reunidos. Passeamos de carro pela cidade histórica, que é realmente histórica, mas não paramos. Bastante poeira. Seguimos em frente. Não vou contar o que aconteceu pelo caminho porque não aconteceu nada. Certo. Chegamos em Pontal do Sul pelo meio-dia. Deixamos o auto num estacionamento duvidoso por R$ 10. Passei a tarde com dúvidas. Corremos e subimos no barco para Encantadas, que é uma das vilas na Ilha do Mel. No barco, só nós, uma mulher e os pilotos do barco. Praticamente vip. O passeio é tranquilo. Chegamos na ilha e fomos almoçar umas iscas de peixe. Minha noiva quis um prato feito outra vez. Depois de satisfeitos, fomos passear e conhecer o máximo que podíamos no pouco tempo que ficaríamos na ilha. Estava deserta. Não achamos bike pra alugar, então fomos caminhando até a Gruta das Encantadas, que, sinceramente, é só uma gruta de frente pro mar. Subimos e descemos uns morros, caminhamos pra lá e pra cá, tiramos algumas fotos e curtimos o visual bacana da ilha. A praia é bonita mesmo! Outra hora vamos com mais tempo. Pegamos o penúltimo barco pra voltar ao continente, ansiosos, com dúvidas se o auto ainda estava lá no estacionamento. Como sou muito esperto, bolei uma tática e disse exatamente o seguinte: 'minha querida e amada noiva que tanto amo, você fica aqui e eu vou buscar o auto sozinho. Se eu demorar mais do que 10 minutos você chama ajuda e vai me buscar'. Não precisou. O auto estava bem. Pode ficar tranquilo querido. De volta para a estrada. Passamos o ferryboat em Guaratuba e ficamos no Hotel Santa Paula, que é um hotel bem bonito. O hotel me pareceu um pouco antigo, mas é um ótimo hotel. Boa estrutura, confortável, limpo, bom e barato. Estava lá também hospedada uma excursão de senhoras, curtindo uma prainha. 5º dia: Quarta jantamos galeto. Acordamos tarde, tomamos café e fomos dar uma volta na praia. Só que o dia estava nublado. Então subimos o Morro do Cristo pra dar uma olhada, e foi isso. Almoçamos num buffet por kg e seguimos viagem. No caminho, entramos em Itapoá para ver como é que é. É uma praia que nem as outras praias: tem a areia e tem o mar e tem o porto que eu queria ver mas não vimos. Certo. Seguimos em direção a Balneário Camboriú pela BR-101 que é uma boa estrada pra se dirigir. Nem lembro onde almoçamos. Talvez nem almoçamos. Em Balneário Camboriú ficamos no Hotel Melo, que é um hotel muito bom de se ficar. Confortável, limpo, bom e barato. Aí achamos uma baita oferta, que foi o passaporte e o transfer pro Beto Carrero World no balcão de uma agência de viagens que fica no andar térreo do BIG. Cara, por um preço ótimo. Passeamos de bondindinho pela linda e bem iluminada Av. Atlântica e jantamos na Cantina Dilda. Amigo, o galeto primo canto de lá é bom demais. De entrada tem pão caseiro com vinagrete, e o galeto vem acompanhado de massa seca-barriga, polenta frita diet, maionese light e rúcula com bacon. Sempre somos muito bem atendidos lá. Comemos até envergar e fomos embora satisfeitos. 6º dia: Quinta na Firewhip. Como combinado no dia anterior lá na agência de viagens, a van apareceu e nos levou segura e confortavelmente até a entrada do Parque Beto Carrero World. Pra você ter uma ideia, tinha até um alerta que disparava quando a van passava de 90km/h. Interessante, me senti ainda mais seguro. Cara, aqui vai a dica mais preciosa que você pode precisar: se você estiver em Balneário, vá de van ao Beto Carrero. Penso que não te vale a pena ir de carro, e de ônibus é muito demorado. Fomos e voltamos tranquilos, sem o stress de trânsito e sem pagar estacionamento. Perfeito. O Parque é muito legal e se você não conhece, precisa conhecer. Sendo quinta-feira e com o tempo nublado, acredite meu amigo: não pegamos fila nenhuma, a não ser na Firewhip, montanha-russa que me fez tremer a base. Minha noiva gostou e queria ir de novo, e depois ainda queria me levar junto pra passear na Big Tower, hahaha. Vê se pode. Não fui. Demos muita sorte. Conhecemos o parque inteiro, fomos em todos os shows que queríamos, e não perdemos tempo em filas. Parabéns. Obrigado. Cara, não perca o Velozes e Furiosos Show. É muito fera, bicho. Tem o seguinte também: os restaurantes da praça de alimentação estão todos combinados. O almoço livre estava em R$ 32. Eu comi uma fatia de pizza por uns R$ 9 e minha noiva um prato cheio de yakisoba por R$ 19, muito bom por sinal, segundo ela. Às 19h, depois do espetáculo Sonho de Cowboy, a van nos esperava no mesmo lugar onde nos havia deixado, para um retorno tranquilo. De volta à Balneário, como se não houvessem outras opções, jantamos no Madero. Depois de experimentar um pedaço do best burger in the world lá em Curitiba, minha noiva não quis mais saber de prato feito. 7º dia: Sexta na Serra. Acordamos cedo, tomamos um ótimo café da manhã no Hotel Melo, nos despedimos com lágrimas nos olhos de Balneário Camboriú, e seguimos para o sul. Almoçamos um xis salada muito bom no Panifício e Lanchonete Real, lá em Tubarão, e pegamos a estrada até Lauro Muller. A gasolina estava um pouco cara em Lauro Muller. Subimos a Serra do Rio do Rastro com tempo nublado. Encontramos alguns caminhões e ciclistas pelo caminho. Até que deu um friozinho na barriga pilotar naquelas curvas. No Mirante, tiramos fotos e curtimos o visual. A Serra é coisa mais linda. É um negócio incrível. E bem gelada também. Lá em cima venta muito e é frio pra caramba. Pegamos a estrada novamente até Campos Novos. Dormimos no Bebber Hotel. Confortável, limpo, bom e barato também. Seguindo a dica do recepcionista do hotel, jantamos uma picanha gaúcha no Restaurante Candelábro. Bá, que coisa bem boa. 8º dia: Sábado em casa. Depois de tudo isso, cheguei a conclusão de que todos os hotéis que ficamos eram confortáveis, limpos, bons e baratos também. Se você leu até aqui, muito obrigado.
×
×
  • Criar Novo...