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mariameiroz

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Sobre mariameiroz

  • Data de Nascimento 28-09-1986

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    Jornalista!

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  1. Oi, vi sua mensagem e resolvi responder... sim, Bs As é uma cidade incrível que merece dez dias de sua atenção. Tem muita coisa para fazer e se ver. Se por acaso ficar muito entendiado, você ainda pode ir para Tigre, La Plata ou ainda San Isidro que são cidades lindas onde rola um bate volta. Até!
  2. Oi pessoal dos mochileiros! Ano passado eu fiz uma viagem maravilhosa pelo Peru e pela Bolívia junto com o meu irmão - e que se tornou ainda mais incrível por causa das dicas que eu coletei aqui. Agora estou indo morar três meses e meio na Argentina... e no dia 23/12 meu querido irmão mais uma vez estará junto Ai eu pergunto: quem já esteve pelas terras argentinas tem alguma boa dica para me dar? Obrigada amigos
  3. =) Fico feliz que você tenha gostado!! Espero que ajude vocês e muitos outros!!! Um beijão e boa viagem!
  4. Sucre O cansaço era tanto que o que parecia seis horas foram na verdade 25 min. Chegamos pela manhã em Sucre, em uma rodoviária estranha e pequena e ficamos esperando o Rafa decidir o que ele queria da vida. O plano dele era pegar o trem da morte em Santa Cruz de La Sierra no dia seguinte, às 13h00. Ele não sabia muito bem o que fazer, se ia de ônibus, nem quais eram os horários. Uma das melhores dicas que eu peguei aqui no mochileiros e que eu faço questão de passar é a seguinte: compre uma passagem de avião se deseja ir de Sucre para Santa Cruz de La Sierra. Eu comprei aqui no Brasil pela BOA (http://www.boa.bo/bienvenido) e foi a melhor coisa que eu fiz na vida. Custa cerca de R$ 100 e dá para comprar pela internet. O trajeto feito de avião dura 35 min. De ônibus são cerca de 15 horas. A estrada deve ser caótica e no meio daqueles penhascos. Essa dica não é apenas uma dica, é um conselho de sobrevivência!!! Nós deixamos nosso número com o Rafa e fomos para o nosso hostel. Eu estava quase chorando querendo tomar um banho. Dividimos o táxi com 2 neozelandeses o que foi uma puta falta de sacanagem porque o taxista cobrou 5 Bs por pessoa! A corrida foi muito curta....!!! Nosso hostel era o Hostal CasArte Takubamba (J.M.Serrano Nro 256, Sucre 001, Bolívia) que é um hostel bonito, arrumado, meio artístico... mais adequado para casais na real. Mas caiu que nem uma luva para mim e o Henrique porque a gente precisava muito de sossego. Ficamos em um quarto para 8 mas não tinha ninguém. O banheiro era limpo e organizado. Foi sensacional. A única reclamação que eu tenho foi na hora de pagar: eles não aceitavam dólares mas fomos cobrados em dólares. A moça usou a cotação 7 Bs para 1US$ apesar do hostelworld dizer que é combrado 6,9 Bs para 1 US$. Parece pouco mas no final deu uma diferença de uns 10Bs. Depois de um bom banho e escovar os dentes finalmente caímos na cama. Dormimos até quase 11 da manhã. Ai o Rafa mandou mensagem que ele tinha comprado a passagem da Boa para Sucre no nosso vôo e que estava em um hostel alemão mais para o centro. Uma coisa legal de se saber: a loja da Boa no aeroporto não aceita dólar, somente a do centro. O Rafa teve que ir e voltar. Eu e o Henrique nos arrumamos e saímos para fazer câmbio pela última vez antes de encontrar com ele. Perguntamos para o amigo do hostel que nos deu algumas indicações. Lá em Sucre foi onde mais sentimos o peso de não termos levado dólares. Eles não queriam trocar poucos reais... nossas economias estavam ficando escassas e precisávamos dos dólares para irmos embora. Rodamos bastante até trocar em uma barraquinha por 1 real/2,60 Bs que aceitou trocar nossos reais. Depois, encontramos o Rafa. Ele tinha conhecido um taxista que parecia um guia e combinado com ele de nos levar no aeroporto... ia custar 60 Bs essa viagem. Sucre é uma cidade que não parece que faz parte da Bolívia. É linda, cheia de nuances, arrumada, com casinhas com reboco, ruas com calçada, gente diferente andando na rua... parece uma cidadezinha histórica. Almoçamos no hostel dele mesmo, 25Bs a refeição que era o valor médio. Eu e o Henrique dividimos. Depois, subimos em direção a La Ricoletta. Subimos bastante, eu fui arrastando o Henrique e o Rafa. Mas valeu a pena. Chegamos em um lugar bem legal, uma pracinha com a igreja La Ricoletta (nome comum nos países latinos americanos) com um pátio imenso na frente. Dava para ver Sucre inteira de lá, com suas 7879 igrejas. Sentamos em um café super confortável, chama Café Mirador e pedimos uma Paceña. A moça surgiu com um copo geladinho, delícia. Quase choramos de felicidade. Depois andamos por ai, meio sem rumo. Sucre tem vários museus mas a gente só queria ficar de bobeira mesmo. Na praça principal chegamos na Casa da Liberdade que não entramos por falta de verba. Mas lá descobrimos que Sucre é a capital constitucional da Bolívia, onde foi assinada a independência! Oficialmente, a capital do país é Sucre!!! FIcamos boquiabertos. Pergunta do UM MILHÃO. Nessa altura do campeonato já sabíamos que a Bolívia é um país um tando excêntrico. Mas isso já era demais hahaha como a sede do governo ficava em outra cidade e e ninguém nunca ouviu falar disso? Pois é, viajar realmente te mostra outros parâmetros!!! Afasta a ignorância. O cara do hostel tinha dito que tinha um mosteiro muito legal que tinha um Pôr do Sol muito louco. Queria mais aquele para a minha coleção de Pores do Sol magníficos bolivianos. Mas a gente simplesmente não conseguia achar o local. Subimos e descemos a rua umas 8712897 vezes e nada. Cansamos e sentamos em uma pracinha para descansar. Compramos uma batata e uma pipoca de um cara bizarro e com higiene altamente questionável e ficamos ali, observando um cara que estava sendo empurrado do banco por uma chola. Descobrimos o mosteiro mas tinha que pagar para subir e naquele momento não tínhamos condição de pagar absolutamente nada. O Henrique estava muito puto que a gente tinha pago uns 350 reais de taxas para a Gol no vôo de volta para o Brasil. Se a gente tinha realmente de pagar aquela taxa de 24 dólares, para que servia esses 350 reais??? Resolvemos parar em uma agência de viagem e questionar. Qual foi a nossa alegria quando eles disseram que desde abril de 2014 a taxa de embarque estava inclusa nas nossas passagens? Ou seja, a gente já tinha pago esse valor????? (Detalhe que compramos nossa passagem no dia 01 de abril). UHU tínhamos 50 dólares sobrando agora!!!!! Que alívio!!!! Então, demos uma sondada em qual bar íamos bebemorar. Resolvemos fazer um pub crawl em todos os bares da rua principal da cidade. Sucre não tem apenas uma rua, mas é bem pequena. De boa para ir e voltar a pé. Super charmosa e acolhedora. Lindinha, mesmo. Imperdível. Escolhemos alguns bares e voltamos para o nosso hostel para nos arrumarmos...e então, no meio do caminho, reencontramos a Annie, nossa amiga francesa que conhecemos em MP!!! Nos abraçamos e ela nos contou que estava esperando a roupa dela ficar pronta, que ela tinha mandado lavar em um estabelecimento e que os caras tinham marcado para ela buscar as 16h00 e não tinha ninguém!! E ela estava indo embora!!! Esperamos com ela a moça da lavanderia contando empolgados sobre o passeio de Uyuni... ela estava indo para uma cidade conhecer a Amazonas Boliviana. Depois, fomos andando até o hostel em que ela estava hospedada. Ela nos contou um pouco sobre o Toni e o Nicco e depois pegou um táxi e foi embora de novo. Eu e o Henrique voltamos para o nosso hostel, depois encontramos com o Rafa, jantamos em um bar, depois bebemos em outro e fechamos a noite em um terceiro. Umas 23h00, eu e meu irmão caminhamos (confesso que com certo receio) até o nosso hostel e dormimos. No outro dia, as 6h00 o taxista estava nos esperando. Ele realmente era um guia.. contou a história de Sucre, como que teve um golpe que levou o governo para La Paz e que tiveram inúmeras revoltas para tentar resgatar o governo de volta. Disse que alguns guerrilheiros pró-Sucre pediram asilo em um seminário e os manisfestantes a favor do governo em La Paz entraram à noite e mataram todas as pessoas que estavam lá, inclusive, os padres. Cortaram as orelhas e os corpos estão todos enterrados em Sucre. "E o Bolíviar?" . Segundo o taxista, tanto ele quanto o General Sucre, que ajudou na independência da América espanhola, estão sepultados na Venezuela. Fiquei com medo de não dar tempo de pegar o vôo mas deu. No aeroporto de Sucre, despachamos nossas malas e pagamos a taxa em um guichê separado (custa 11Bs) e voamos para Santa Cruz de La Sierra. A BOA é bem confortável, visivelmente melhor do que a Star Peru. Deram um lanchinho de frango que demos para o Rafa que ia encarar ainda o trem da morte. E o vôo durou 35 minutos cravados. Santa Cruz de La Sierra Assim que chegamos em Santa Cruz fomos na Gol descobrir se realmente a taxa para sair da Bolívia estava inclusa nas taxas que já tínhamos pago e depois de uns 20 minutos disseram que SIM!!! FIcamos muito felizes!!! Pensamos até em comemorar no Hard Rock Café! O táxi foi bem caro, cobraram 80 Bs para levarmos o Rafa no terminal intermodal e depois nós para nosso hostel. Dava para pegar ônibus mas como íamos ficar exatamente 24 horas em Santa Cruz achamos que valia a pena. Deixamos o Rafa, demos uma boa viagem dupla para ele, e fomos para nosso hostel. Fiquei em choque com Santa Cruz. Era visivelmente uma cidade perigosa. Perguntamos para o taxista qual era o nível de perigo e ele nos informou que não devíamos pegar táxi a noite. Esse nível de perigo. Estava quente, muito quente. Fazia em torno de 37 graus...Foi uma viagem de extremos, do nível do mar em Lima para 5000 metros de altitude no meio do deserto de Siloli, de menos dois graus Celsius para o calor de Santa Cruz. Chegamos no nosso hostel, combinamos do taxista nos buscar no outro dia lá pelas 10 da manhã. Nosso hostel chamava Loro Loco (avenida Suarez Arana, 134 | Entre 1ro y 2do Anillo, Santa Cruz UV3, Bolívia) e era pouco para o quanto pagamos pelo quarto individual. Estava muito quente e não tinha sequer um ventilador no quarto. Admito que achei o clima meio estranho... parecia que estávamos em Porto Rico em uma cidade de praia. Os gringos todos andando de biquini... tinha uma piscina.... foi inusitado. Acho que devido a aproximação de Santa Cruz com o Brasil as pessoas lá parecem conosco. O café era Nescafé, tinha pão francês em vez daquele duro que normalmente comemos nos desayunos. Nos arrumamos e saímos. Fomos até a Praça 24 de setembro, comemos em um restaurante muito muito legal e meio barato chamado Lorca (http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g297317-d1068090-Reviews-Lorca-Santa_Cruz_Santa_Cruz_Department.html) e tentamos comprar umas lembrancinhas já que a viagem estava acabando e nosso dinheiro estava sobrando. Isso foi díficil porque tudo era caro e feio. Nós entramos em uma feirinha e uma das lojas vendia umas cholinhas de barro bem bonitinhas... a moça disse que era 3 por 10 Bs e eu disse que queríamos comprar muitas e se não rolava um desconto. A moça disse que já era muito barato, qeu custava 0,25 dólares e que nós estrangeiros queríamos explorar o povo boliviano! Fiquei olhando, incrédula, apara a cara da mulher e disse "eu não ganho em dólar" e ela disse "isso é problema seu". Eu sou muito calma mas fiquei com muita raiva! Pensei em falar um monte de coisa mas avaliei e sinceramente, não valeria a pena. Então, fui na barraca ao lado, comprei exatamente as mesmas cholas e passei com a sacola na frente dela. Bom, nossa viagem estava chegando ao fim. Embaixo do sol causticante, voltamos para nosso hostel as 16h00 mas antes passamos no supermercado para comprar nossa janta. Compramos uns hamburgueres, pão e queijo animados com o primeiro hostel que ficamos que tinha cozinha. Ainda compramos algumas Passeñas para dar para nossos amigos aqui no Brasil e uma caixa de coca para levar para nossa mãe. Comemos, reservamos os 60 Bs e decidimos que íamos encher a cara ali mesmo no hostel com o resto do dinheiro que nos restava. Afinal, nossa viagem tinha sido muito sensacional e perfeita para estragarmos nos 45. Eu peguei uma Passeña e o Henrique, saudosista, escolheu Brahma que já vendia por lá. Depois de analisamos os rótulos, descobrimos que todas as cervejas da Bolívia são produzidas pela....Ambev. Ai parti para a Brahma mesmo que era mais barata... Fiquei feliz de ter tomado a decisão de ficar no hostel. Uns gringos resolveram dar uma volta e foram assaltados.... chegaram brancos por lá. Quando fomos dormir, umas duas da manhã, deitamos na cama com a sensação de dever cumprido. Começamos a nos despedir mentalmente da Bolívia e ser inundado pela felicidade de voltar para casa, para nosso Brasil, ouvir português, sentir o cheiro de Campinas, comer feijão e pão de queijo. O outro dia, rumo ao aeroporto. Depois dos trâmites da imigração, fomos preencher os cartões da embaixada boliviana que perguntam quais eram nossos objetos de valor e se estávamos levando mais de dez mil dólares em dinheiro. Nós resolvemos contar o que tínhamos: 20 dólares, uma caixa de coca, 9 Passeñas, dois gorros de Cusco e um pingente da Pacha Mama. Isso era o que restava de uma viagem incrível. Além de ótimas lembranças e muitas histórias para contarmos. Dizem que viajar é a única forma de gastar dinheiro e enriquecer. Para os futuros viajantes, eu fiquei com algumas pendências em relação a Bolívia e o Peru. A costa do Peru é sensacional. Paracas é um refúgio no meio do nada. Nazca e suas linhas misteriosas tem um quê de imperdível. E Arequipa que poderia ter trocado por Puno. Na Bolívia, faltou Potosí - a cidade de prata mais alta do mundo. O tempo nunca vai ser suficiente mas é uma desculpa para prometer que um dia íamos voltar. Agora, próx mochilão: Leste europeu em agosto com mais dois amigos. Agora que terminei esse relato, vou começar as pesquisas. Quem quiser me ajudar, fique a vontade.
  5. Deserto de Siloli - 2º dia Cinco da manhã, o despertador toca para mais um dia de deserto e paisagens de outro mundo. Acordamos atrasados porque no dia anterior o Rossando tinha atrasado mas dessa vez ele estava pontualmente ao lado do coche e de mau humor. Comemos correndo e partimos para os geisêres Sol de Mañana que aparentemente tem esse nome porque ficam ativos apenas pela manhã. Eles não pareciam nem perto de ficarem inativos, na real. O Henrique pirou nos geisêres - achou a coisa mais impressionante do mundo. O Rossando disse rosnando (acho que ele tava de ressaca de novo hahaha.. esqueci de comentar que uma das coisas que o 'Tiago" afirmou quando fomos contratar a empresa era que os motoristas não bebiam em serviço!! Que bom que isso é um diferencial não?) que uma das características do antiplano boliviano era a atividade vulcânica intensa e uma das mais "belas manifestações do Planeta Terra são esses geisêres dos Vulcões de Puna". Era um monte de piscina de barro fervendo, subindo e descendo, e várias fumaças meio estranhas e coloridas por causa dos minerais. Ainda tava muito frio e ficar perto dos geisêres acalmou o coração. Depois disso, passamos pelos banhos termais mas eu não sei o qeu dizer sobre eles. Não entramos, não deu a menor vontade de entrar e tinha uns gringos malucos dando bombinha na água. E ai corremos porque o Caio ia ficar na fronteira do Chile e o transporte dele saia as 10h00 da manhã. O Rossando queria nos convencer a não passar pelas lagoas porque elas estavam congeladas. Ele prometeu que ia mostrar outras coisas mais legais mas a gente não arredou o pé, queríamos as lagoas!!! Isso contribuiu para o mau humor dele. Passamos ainda por umas pedras, umas paisagens estranhos e estávamos com fome porque o café tinha sido bem escasso. Em um momento ele parou o coche para ir ao baño e os meninos aproveitaram. Nisso, o bombeiro já estava tendo alucinações... que nem quando em desenho animado o cara vê alguém como um cachorro quente gigante. Ele olhou para umas moitinhas marrons, apontou e exclamou: nossa é um deserto de coxinhas!!!! A gente realmente achou que ele ia sair correndo e tentar comer uma.Todos mundo caiu na gargalhada.... com gosto de saudades de casa e coxinha na boca. Paramos em um lugar que ao meu ver foi a coisa mais incrível dessa viagem. Acho que talvez, seja o cenário mais sensacional que eu me deparei nesses 15 dias de trip, talvez na minha vida inteira. Chamava Deserto Dalí, O nome segundo um Rossando carrancudo e lacônico foram os gringos que deram porque as montanhas parecem as pinturas do pintor espanhol. Eu sou apaixonada por Dalí e desde aquele dia, sou apaixonada pelo deserto no meio da Bolívia que leva seu nome. Não posso dizer mais e nem tenho palavras. Tem que ir lá e ver com os próprios olhos. Pausa para fotos... estava perto da hora de dizer adeus. A penúltima parada da viagem foi nas Lagunas Blanca e Verde. Nós paramos em cima de um morro e teve muito pouco tempo para tirar mais fotos...mas as duas era maravilhosas. Coisa de louco, essas lagoas coloridas do deserto de Siloli. Andamos até a fronteira. Abraçamos o Caio e desejamos uma ótima viagem. E ele se foi... para o Chile. E nós... ficamos entregues ao Rossando. Dentro do coche, ele arrumou o retrovisor e disse "Agora temos sete horas de viagem até Uyuni novamente. Com poucas paradas". Paramos apenas um um monte de pedras que ele achou que devíamos achar interessante. Era legal mas... nós queríamos pizza, cama e um banho quente!!!!!! Realmente, essa foi a hora de meditar, respirar fundo e segurar o cansaço, a vontade de tomar banho, de dormir, de fazer xixi em um lugar limpo, de trocar de roupa (acreditem, tinha esquentado nesse dia. DO NADA), de comer decentemente, de um guia bem humorado... enfim. Sete horas pelo deserto adentro. Ainda bem que estava em boa companhia. Olha, foi cruel essa viagem de volta. Lá pelas tantas a gente parou finalmente para comer. A comida foi virando precária... nesse almoço do último dia o Rossando nos deu um pouco de arroz duro, um pouco de legumes e uma lata de atum. UMA LATA DE ATUM para dividirmos em cinco! O Alessandro, o bombeiro, quase chorou. Juro, os olhos dele encheram de lágrimas. Ele e o Henrique tinham passado muito mal por causa da maionese que eles sabiamente tinham colcado um quilo no almoço do dia anterior. Mas só com muita maionese zuada e catchup aguado par engolir aquele arroz. Foi osso. Não sabemos muito bem o porquê mas o Rossando começou a ficar felizinho. A gente acha que ele estava perto de voltar para casa ou encontrar com algumas das amantes dele. Só sei que na pressa dele de voltar a gente terminou chegando muito antes do tempo - a gente desenvolveu uma teoria de que ele tinha que retornar as 17h00. Resumo da ópera, 15h00 a gente estava muito perto de Uyuni. Então ele resolveu parar de boa, em uma vila chamada São Cristovão, para matarmos essas duas horas sem fazer absolutamente NADA! Ficamos parados, ao lado do coche, olhando por duas horas uns para a cara dos outros. Quando estávamos voltando para Uyuni, acho que ele notou nosso mau humor. No nada ele freia, abre a porta, vai no porta malas e pega um saco de pirulito! O cara sabia que nós éramos baratos. Ele comprou nossa felicidade com um pirulito. Chegamos em Uyuni exaustos e com fome. Colocamos as mochilas nas costas (que estavam na sede do Tiago Tours... nós levamos apenas uma mochila para o deserto) e procuramos a pizzaria mais próxima. Os mineiros que encontramos em La Paz estava indo no sentido ao contrário do nosso e tinham recomendado uma pizzaria que servia carne de lhama. Estava louca para comer essa pizza mas meus companheiros de viagens, famintos e esgotados, só pensavam em peperonni. Uyuni também só tem uma rua com 8 pizzarias e acho que todas tem o mesmo precinho meio salgado que nem o Salar. Justo. Comemos em uma que estava no Trip Advisor. E comemos como ogros com grande canecas de cerveja. Os bombeiros pegaram o ônibus para La Paz. Desejamos boa sorte para eles. Recentemente, eu vi no Facebook que eles ficaram noivos. Comentei: "Aposto que depois de terem sobrevivido a Bolívia vocês viram que sobrevivem a tudo". Eles riram. Se tenho uma preciosa dica para um mochilão pela América Latina é: Pegue dicas com quem você encontra. Faça amigos. Fizemos um bom amigo naquela ida ao Salar: O Rafa ficou conosco alguns dias e ainda nos falamos todos os dias no whatsapp. Nós seis, os sobreviventes do Salar, combinamos um dia de irmos para São Tomé das Letras. Espero que isso aconteça. Apesar de talvez nunca nos encontremos novamente, fica aquela máxima: três dias dentro de um coche sem revisão, com um guia boliviano de mau humor, vendo paisagens enigmáticas e estonteantes, passando frio, fome e cansaço é o suficiente para lembrar de alguém para sempre. Então, eu, Henrique e o Rafa fomos esperar em uma das esquinas o nosso ônibus para Sucre. Essa passagem nós compramos na hora (Aleluia!) e pagamos 60Bs para um. A viagem era de 6 horas. Entramos no ônibus e em dez segundos estávamos dormindo. O descanso dos guerreiros. E então...rumo a capital da Bolívia, que acreditem ou não, não é La Paz.
  6. julirosacarvalho e RoxaneOliveira vc vão se apaixonar pela Bolívia. É a coisa mais insana que eu vivenciei... só tomar aquele cuidado que estamos habituados a ter que tudo vai sair bem!!! Ainda bem que vcs estão gostando...=) Vou correr para terminar antes que vocês viajem!!!!
  7. Deserto Siloli Depois que nos despedimos do Salar, subimos uma montanha muito louca o que permitiu que víssemos as coisas de cima. Era uma visão muito... inusitada. Parecia que estávamos em outro planeta. Quando chegamos no hostel de sal, umas 18h00, onde passaríamos a noite, o sol estava se pondo. E olha, nos meus 28 anos de existência, foi o pôr do Sol mais grandioso que eu vi na minha vida. Surreal. Como todas as paisagens que eu vi nesse passeio. Chegamos no hostel, instalações confortáveis, limpas e quentes. O casal ficou com um quarto só para eles, eu e o Henrique ficamos sós tbm. Eu tinha lido tanta coisa ruim dessa viagem, tanto perregue - desde pulgas no colchão até não ter onde tomar banho. Nesse lugar, rolava tomar banho por 10 Bs. Teve um chá da tarde com biscoito e chá. Foi essencial porque a gente tinha acabado com os Cheesitos no carro e estávamos morrendo de fome.E ficamos jogando conversa fora. Depois rolou o jantar, que acho que foi uma sopa, e ficamos bebendo cerveja (a Passeña custava 30 Bs). Lá pela meia noite fomos dormir. No outro dia, saímos umas 7h00 da manhã depois do desayuno rumo ao segundo dia do passeio. O Rossando chegou atrasado com cara de ressaca. Mencionou que não teria bebida no próximo hostel, perguntou se queríamos comprar alguma coisa, olhou para o céu, e afirmou despretensiosamente: hoje vai nevar. AHN???? Que nevar o quê? A gente tava no deserto, tava quente!!! Mas por via das dúvidas, compramos duas garrafas de 1,5 de vinho. Primeiro, paramos em um local onde tinha um trilho de trem com destino ao Chile. Fotos. Rossando xingando o Chile porque roubaram a passagem da Bolívia para o mar. Fotos. Sol estranho do Dragon Ball Z. Fotos. Pedras rochosas feitas de lava do vulcão Uturuncu. Fotos. Laguna Celeste com os flamingos. Fotos. Fotos. A laguna é linda, os flamingos são flamingos e nessa hora o vento cortava o rosto da gente. Fazia muito muito muito (e mil vezes muito) frio. A gente não conseguia andar. Almoçamos em um lugar atrás do coche, tremendo, a comida escapando da mão. Foi pollo e macarrão em quantidades bem menores do que no dia anterior - relembrando que tínhamos quatro homens, eu e uma menina que era bombeira comendo. E uma mexerica para cada. Ficamos com fome. Ai andamos cerca de uma hora e meia deserto a dentro. Frio, frio... frio... frio... e de repente: NEVE. Sim, começou a nevar. Rossando desgraçado. Foi a primeira vez que eu vi neve na vida. No deserto. Na Bolívia. O limpador de para-brisa não funcionava. O Rossando colocou a cabeça para fora e começou a dirigir que nem o Ace Ventura. A gente deu muita risada. Ficamos tremendo, cada parada era um sacríficio. Paramos em mais uma laguna e também na famosa Árvore de Pedra - que foi moldada devido aos ventos da região. Acho que sentimos na pele esse vento. Ventava tanto, fazia tanto frio, que os passeios foram encurtados. Não demorou muito para pararmos na porta da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa - o local onde custa 150Bs para entrar. (Lembre-se de guardar o ticket porque eles pedem para sair, no dia seguinte). Depois, chegamos na Laguna Colorada que é incrível mas naquela hora, a única coisa que a gente pensava era nas duas garrafas de vinho. A sensação térmica era de menos dois. Chegamos nas nossas instalações às 15h00 quando o previsto era as 18h00. Estava ventando muito.... (já mencionei que estava ventando e frio?? ) Rossando disse que tínhamos que sair às 5h00 do outro dia para pegar os gêiseres pela manhã. Essa hospedagem era aceitável. Era o mínimo do conforto possível mas parecia limpa levando em consideração que estávamos no meio do deserto. Jantamos macarrão e sopa e eles ainda nos deram gentilmente mais uma garrafa de vinho (quase choramos de emoção). Ficamos conversando uma boa parte da noite nos lamentando por não ter comprado mais duas (ou trinta) garrafas de vinho. Lá pelas 21h00, vieram e retiraram o gerador! 4600 de altitude, -2 graus, escuro. Levemente embriagados, limpos com lenços umedecidos apenas, fomos dormir as duas horas que nos restavam. Dica a fica para quem for fazer o passeio, não esqueçam de colocar na mala: Lenços umedecidos, muita roupas de frio e uma mantinha extra!!!
  8. Salar de Uyuni ou de Tunupa O Rossando, o nosso guia, era um cara peculiar. Ele tinha cara de boliviano malandrão, com vários dentes de ouro na boca, e disse que fazia aquele percurso há 15 anos. Depois perguntamos a idade dele e ele não conseguiu responder, fez umas contas malucas nos dedos, e disse que achava que tinha 40 anos. Achava. Ele enrolou um pouco, passou em uma casa aleatória, falou mais um pouco e deixou a gente em uma feirinha que vendia algumas coisas feitas de sal. Eu comprei um imã que está na minha geladeira e eu notei esses dias que está se desmanchando... Já na feirinha eu percebi que nosso grupo era um tanto quanto excêntrico. O Henrique se juntou com o Rafa e os dois começaram tramar uma compra de um vinho de marca duvidosa das cholas e o Caio quase não falava com a gente, só tirando fotos e mais fotos. O casal estava de lua de mel. Ficavam andando com sua GoPro e com o pau de selfie para cima e para baixo. E o pior, sempre que descíamos do carro, era isso que acontecia: Henrique e Rafa procuravam bebida, o casal tirava fotos com a GoPro e ficavam se amando, o Caio tirava umas 7000 fotos e fumava um cigarro e eu anotava tudo que via. Depois disso, o Rossando deixou a gente no Cemitérios de Trens. É um local onde abandonaram alguns trens de carga e era ok mas ficamos mais tempo que o necessário porque ele foi buscar a nossa comida Deus sabe onde. Daí vimos que o casal tinha escalado o trem com uma velocidade impressionante e descobrimos que eles eram bombeiros. Foi interessante viajar com brasileiros. Nos relatos que eu li disseram que essa viagem dependia das companhias e do guia. Como compatriotas, nós nos sentimos unidos contra qualquer coisa que podia acontecer. Brasileiro sempre cuida de brasileiro fora do país. E o melhor: podíamos falar português compulsivamente. Rossando voltou com as nossas marmita e entramos no coche, rumo ao Salar. Ele disse que aquilo tudo era um mar e se você olhar para as montanhas dá para ver a marca da água. Não sei muito bem o que era, não vi a tal da marca, mas posso dizer o que é hoje em dia: alguma coisa bem diferente do que você já viu. É sal a perder de vista. E a vista, não tem um fim. Estava seco então não rolou aquelas fotos de quando está com aquela lâmina de água que reflete o céu. Mas mesmo assim, é impressionante. O Rossando explicou: o Salar de Uyuni na verdade chama Salar de Tunupa é a maior planície de sal do mundo, com 10.582 Km² (ele falou o número preciso como se fosse uma enciclopédia) e está a uma altitude de 3.656 metros acima do nível médio do mar. O grande lance do Salar de Tunupa é que tem uma crosta de sal de mais ou menos um metro. Essa crosta, além de ser rica em cobre e lítio, permite que o Salar vire uma planície gigante. Como a área é muito grande, o sol incide diretamente e o nivelamento da superfície é excepcional o Salar é um objeto ideal para calibrar os altímetros de satélites de observação da Terra. Fiquei imaginando aquele lugar visto do espaço. Eu e o Henrique tínhamos esquecidos os óculos escuros e o cara do Tiago Tours emprestou dois para nós. Disseram que era insuportável ficar sem mas sinceramente.. foi mais tranquilo do que pensei. Fiquei sem alguns momentos. Claro que é mais confortável usar então fica a dica: Protetor e óculos!!! O Rally Dakar teve uma edição em Uyuni em janeiro de 2014 e acho que vai ter esse janeiro tbm que é quando o deserto alaga. O slogan é "nunca antes do Dakar foi no céu". Acho que resume bem a sensação de estar ali. Depois de 700 fotos, hora do almoço. Decidimos almoçar dentro do Hotel de Sal desativado onde sentamos em uma mesa e comemos pollo com arroz e alguns legumes. Ainda rolou uma banana de sobremesa e uma coca quente. O Rossando disse que era para a gente deixar comida para ele e ficamos na dúvida se ele estava falando sério. Estava muito quente, abafado, uns 30ºC dentro do hotel. Comemos e fomos tirar fotos com as bandeiras... fiquei feliz que tinha duas do Brasil novas. Depois entramos no coche e fomos para a Ilha do Pescado que é um dos poucos pontos com alta concentração de seres vivos no Salar. É cheia de cactos com até dez metros de altura com mais de 600 anos de idade segundo o Rossando. Não sei o que é verdade ou não mas temos sempre que acreditar no guia. Custa 30Bs para entrar nessa ilha e ir nos baños mas eu não vi necessidade de ver ainda mais cactos do que estávamos vendo. Então nosso grupo fez o que cada um sempre fazia quando descia do carro. Henrique o o Rafa descobriram que tinha cerveja mas custava 15Bs a long neck então... apenas os gringos estavam tomando. Os latinos americanos, como nós, apenas sentavam na sombra e esperavam. A gente encontrou os brasileiros da fronteira, que tinham cruzado por Corumbá com as muambas, e ficamos literalmente, chorando de rir. Depois disso, fomos embora. Andamos mais um pouco e então o Rossando parou o coche e disse: "Tirem suas últimas fotos do Salar porque vocês não irão mais vê-lo". Fiquei surpresa porque achei que o passeio de três dias era todo dentro do Salar. Mas não é. Os outros dias são dentro do Deserto Siloli - que é como chama o deserto do Atacama do lado da Bolívia. Então, após 6531263 fotos nos despedimos do Salar.
  9. mariameiroz

    Potosí e Sucre

    Sucre é linda. Nem parece a Bolívia!!! Ainda não cheguei lá no meu relato tbm =( mas estou indo... hahaha Tem várias coisas para fazer mas acho que dois dias bastam viu... Eu tbm fiz apenas o trajeto ao contrário (Uyuni - Sucre) e foi tranquilo. Custa 60bs. E me arrependi de não ter parado em Potosí. É a cidade mais alta do mundo. Eu não terminei ainda o meu relato mas se quiser dar uma olhada.... mochilao-peru-bolivia-15-dias-t105068.html
  10. Uyuni O busão para Uyuni era precário. Sentamos, pegamos nossas mantinhas empoeiradas e tentamos nos acomodar nas poltronas para aguentar as 12 horas de viagem. Entrou um casal de franceses reclamando e dois brasileiros que nós já tínhamos visto em algum lugar. O engraçado dessa viagem é que como o roteiro e o tempo em cada cidade é parecido, as pessoas se encontram em várias cidades diferentes. Esses dois nós já tínhamos visto em Cusco, no Wild Rover. Um barbudo e um cara com o boné do Rappa. Lá pelas tantas entrou um funcionário pedindo os tickets das taxas de embarque (aquelas que pagamos separadamente em outro guichê e que ninguém comenta que existe) e dois japoneses não tinham nem ideia do que o cara estava falando porque ninguém avisa que você precisa pagar a taxa. Demoramos um pouco para sair por causa disso porque os japas não foram os únicos. A viagem em si é no limite entre o de boa e o suportável. O problema é a poeira que entra pelas frestas e vai inundando o ônibus. A estrada é de terra na maior parte do caminho e balança demais. Uma gringa que estava ao nosso lado começou a passar mal... vomitou a viagem inteira. Desesperador. Quando chegamos em Uyuni nós entendemos o que era Uyuni. Assim que abre a porta, você é atacado por pessoas oferecendo passeios com panfletos e acenando na sua cara. Eram 7h00 da manhã de um noite bem mal dormida e eu não consegue entender nada do que está acontecendo. Um te puxa para cá, outro para lá, o Henrique correu para pegar nossas mochilas (esquece que existe papelzinho para pegar as bagagens. Tem que ficar de olho e correr na hora que desembarca) e aquela confusão, todo mundo que nem zumbi, falando falando naquela rapidez que ninguém entende, o bagageiro estava perto do tanque do banheiro e tinha uma gringa com os pés embaixo do ônibus - o mijo do busão começou a escorrer na menina e ela não percebeu. Eu estava tentando avisar ela, um cara abanando um panfleto na minha frente, outro puxando meu braço, o Henrique acenando que tinha conseguido pegar as mochilas, eu tentando avisar a menina, os brasileiros conhecidos estavam perto... conversando com uma das vendedoras, eu consegui avisar a menina finalmente e ela ficou em choque, e no meio da confusão eu só consegui ouvir: "Café forte que nem vocês tomam no Brasil". Eu virei a cabeça na hora. A mulher de uma das agências tinha comprado meu irmão e os dois brasileiros com apenas uma xícara de café (mochileiro se vende por pouco...) e eles já estavam seguindo ela...eu fui correndo junto. A companhia chamava Tiago Tours. Quando entramos tinham vários bilhetes agradecendo os guias e o Tiago - que segundo eles, era brasileiro e morava em San Pablo. Ok. Era um companhia especializada em brasileiros, tinha bandeira em quase todo canto e canecas com o Fuleco. A moça nos deu café que era, digamos, médio mas de longe o melhor que tomei na viagem. Pelo menos não era aguado. Chegou um cara para nos explicar a viagem. Conversa para cá, conversa para lá ele disse que o passeio dos três dias, com hospedagem, comida e água, custava 700 bs fora os 150 Bs que vc paga para entrar na reserva nacional. Claro que eu dei uma choradinha, contei que não sabíamos da taxa de embarque, que estávamos sem dinheiro e ele "ligou" para o Tiago que ficou com dó dos seus compatriotas e fez um desconto de 70Bs. Foi 630 Bs então. Fechamos. No carro estava eu, Henrique, o Rafa (o cara do boné do Rappa) e o Caio (o barbudo). Faltava mais dois. Em pouco tempo, entrou um casal de Brasília que o cara achou que encaixava perfeitamente no nosso coche de brasileños. Fechado nossa turminha, nós pagamos 1Bs para entrar no PIOR BANHEIRO QUE EU USEI NA MINHA VIDA e esperamos. Eu, o Henrique e o Rafa andamos pela cidade para comprar comida, achamos uma barraquinha que vendia salgadinho por 1Bs. Compramos água e esperamos. E esperamos. E esperamos. Lá pelas 11h00 chegou nosso guia, o Rossando com todos os dentes da frente de ouro. E ai, partiu maior deserto de sal do mundo.
  11. pedroliveira2066, eu também pretendo ir para a Europa em agosto pela segunda vez e já anotei umas dicas do pessoal aqui...rs... essa troca de informação é muito valiosa. Minha dica para quem vai pela primeira vez para a Europa é: não se iluda. Você vai sentir aquela falsa segurança de princípio, acho que é a sensação mais chocante que temos porque é muito distinta da nossa realidade.Você realmente se sente seguro porque você vê que as pessoas se sentem seguras. Eu cheguei em Londres e no decorrer da viagem fui ganhando confiança. As pessoas deixavam os Ipads em cima da cama nos hostels.... Mas a realidade é que homem é homem em todos os lugares. Acabou que eu e meus amigos fomos furtados em Barcelona.; Abriram nosso armário e tiraram todo o nosso dinheiro. Sorte que não levaram também o passaporte e o VTM. Meu primo é casado com uma inglesa e ela disse algo que nunca esqueci. Ela acha que São Paulo é tão perigoso quanto Londres mas a diferença é que nós, brasileiros, sabemos disso. Acredito que seja um certo exagero da parte dela mas fique sempre esperto. Cuidado seus pertences em metrôs, nos lugares públicos...Doleiras na cintura são muito manjadas, as pessoas levam na coxa ou em outro lugar. Separe seu dinheiro em várias partes e coloque em lugares diferentes em você. Não deixe nada na mala ou em sacolas. Sempre leve seu dinheiro e seu passaporte junto contigo. E uns cinquenta euros no bolso para não ficar tirando dinheiro em público. Eu fui para o Peru e para a Bolívia e levei todo meu dinheiro em cash e deu certo. Mas admito que seja arriscado. Agora, em julho, eu vou levar 50% em dinheiro vivo e os outros 50% eu vou sacar uma única vez. Não sei ainda se vou levar VTM porque geralmente eles cobram cerca de 0,20 centavos a mais para colocar o dinheiro no cartão e vou comparar com as taxas dos cartões. E evite fazer muitos saques: eles cobram 2,50 euros por cada saque. Quando eu fui, em 2012, isso era quase dez reais. Imagina agora. se quiser ler sobre o que aconteceu comigo está nesse link: furtada-no-hostel-buba-house-em-barcelona-t99876.html Boa viagem!!!
  12. La Paz Tenho certeza que outro relatos poderão inspirar mais as pessoas acerca de La Paz do que o meu. Primeiro porque nós ficamos apenas 24 horas lá. Depois, porque de fato, a cidade estava no nosso roteiro apenas para servir de ponte para Uyuni porque as passagens diretamente de Copacabana são bem mais caras. Foi aquela coisa: se está no meio do caminho, por que não? Chegamos em La Paz com as passagens para Uyuni compradas no famigerado Tickets Bolívia. Fomos tá o guichê trocar... e depois de um tempão fuçando nas pastas, a moça achou achou uma passagem e mandou eu tirar xerox. Nessa altura do campeonato eu não achava mais nada estranho. Que nem minha vó dizia "Em terra de sapo, de cócoras com ele". Voltei com o xerox e a moça me entrega: "Essa é a sua passagem". E então eu olhei e o nome estava em coreano. Eu perguntei se ela tinha certeza. Ai ela disse que sim e eu disse que aquele não era meu nome pensando "Eu tenho cara de coreana?" "Não???" ela exclamou assustada e começou a fuçar em inúmeras pastas até achar a nossa - obviamente escrita a mão. Eu olhei e estava com a data errada. "Não é essa data, é para amanhã". E ela: "Não pode ser". Eu saquei o comprovante da internet,ela fez alguns telefonemas, duvidou de mim mais alguns minutos e então ela resolveu: passou corretivo no dia e mudou de 18/10 para 19/10. Simples assim!!!! Era sábado e pegamos um táxi até o Loki e o cara nos disse 10 Bs. A gente aceitou porque no mapa parecia que era realmente longe. Mas foram só duas quadras. O hostel mudou de lugar, do centro, para perto da rodoviária. E ainda não atualizaram o endereço no site do hostelworld, pelo menos na época que fomos. Tinha acabado de mudar, as paredes estavam sendo grafitadas (uns desenhos muito loucos por sinal) e como tudo acontece por uma razão, o taxista cobrou caro mas nos salvou de ir para outro lugar. O Loki em La Paz é sensacional (Av. Las Americas #120, La Paz, Bolívia). É um prédio de sete andares e no último fica o bar com uma vista insana da cidade. La Paz, como tentar descrever? Uma cidade pobre, com construções monótonas, casas mal acabadas e montanhas lindíssimas e cobertas de neve em volta. Quando voltei um amigo descreveu como 'O buraco do caos". É isso mesmo, o caos com os andes majestosos em volta. Eu fiquei acho que uns cinco minutos boquiaberta olhando para todos aqueles morros com luzes piscando e uma montanha imensa me olhando. "Estou no topo do mundo", pensei. O Henrique resolveu mandar mensagem para as meninas de Aracaju. Qual a surpresa quando elas disseram que tinham sido SEQUESTRADAS em La Paz? Lembra que eu tinha dito que achei estranho ter comprado as passagens de Copa para La Paz às 13h30 apenas? Então, porque esse é o primeiro horário dos ônibus oficiais e os que são vendidos no site. Você consegue ir mais cedo para La Paz mas se for com os ônibus clandestinos que saem de lá da pracinha no meio da cidade e deixam as pessoas e algum cemitério X no centro de La Paz. O problema com as meninas não foi o ônibus propriamente dito. Elas pegaram um táxi até o hostel e, segundo elas, foram abordadas por um "policial" que disse que estavam procurando brasileiras com notas falsas. Lá pelas tantas o cara entrou no táxi que ficou com elas por cerca de duas horas rodando a cidade e levaram todo o dinheiro e a GoPro. Deixaram apenas 80 bs e o cartão para elas voltarem para casa. Lamentamos muito. De verdade. Elas eram gente finíssima. Mas disseram que não tiveram que pagar nada para sair da Bolívia. Ficamos com um pouco de esperança apesar de termos confirmado a informação no site do consulado boliviano. Então, naturalmente, eu e o Henrique ficamos com medo de sair à noite. E ficamos no bar do Loki mesmo. Encontramos uns mineiros muito engraçados, super gente fina, e... bebemos como se estivéssemos em um prédio de sete andares, em uma cidade enorme, caótica, curiosa, muito interessante, localizada a 3660 metros de mil metros de altitude. Outro dia, 20/10: RESSACA! Das piores, daquela que consome você. Com um litro de água na mão, o Henrique olhava para mim perguntando como iríamos sobreviver... hahaha E pior: ainda tínhamos que fazer câmbio afinal o dinheiro estava acabando e Uyuni com certeza não nos ofereceria alternativas boas. As sergipanas ainda nós deixaram com um endereço valioso de uma casa de câmbio perto do Loki que tinha uma cotação legal. Só que não contávamos com uma condição: era domingo. "Nenhuma casa de câmbio abre hoje" disse a moça da recepção. No entanto, vou repassar a dica: a casa fica na Avenida Illampu na quadra que fica entre as duas Santa Cruz e Sagarnaga em frente a uma loja chamada Tattoo. Dizem que a cotação do dólar é de 1/6.95Bs. Mas tinha que rolar algum câmbio em algum lugar. TINHA. Então eu arrastei um Henrique de mau humor e reclamão pelas ruas de La Paz, subindo e descendo ladeira, os dois com medo de roubarem todo nosso dinheiro, abrindo o mapa na surdina para não parecer turista demais. Fomos na casa de câmbio e realmente estava fechada. Mas ali por perto tinha várias casas de câmbio então pedimos algumas referências, fuçamos um pouco, vimos dois ou três gringos com máquinas fotográficas imensas sem nenhum receio (destemidos ou sem noção?) e chegamos em uma casa de câmbio que tinha um velhinho muito estranho mas que trocou nosso dinheiro por 1/2,67Bs!!! Vitória!!!! La Paz ficou bem mais colorida depois disso. Voltamos para o hostel e ficamos.... no bar. Conhecemos um casal gay que o cara tinha pegado uma mega bactéria comendo a comida inclusa no passeio do Down Hill e que tinha ficado três dias no quarto sem poder sair. O companheiro dele disse que insistia para ele ir para o hospital mas que ele ficava dizendo que não queria ir para o hospital na Bolívia (imagino o porquê). No entanto, eles disseram que ligaram para o seguro (o que não deu certo) mas o hostel tinha o telefone de uma clínica (o que deu certo) e veio uma médica atendê-los lá no Loki e cobrou quase nada, alguma coisa tipo 25 dólares! Ela sabia exatamente qual bactéria era e receitou o remédio adequado e cerca de seis horas depois o nosso amigo moribundo já estava querendo beber e fumar a protestos do namorado dele!!! E o coitado do namorado ainda tinha tido um problema com o dente do siso e foi parar em um hospital para gringos em um lado da Bolívia que disseram que era tipo Miami (mas que ficou fora do nosso alcance) e foram super bem atendidos. Hospital para gringos.... Ficamos tomando litros de água até a hora de irmos para a rodoviária. Nosso ônibus era as 19h00. Resolvemos ir a pé porque como disse antes, era muito perto. Andamos no meio de uma festa bem comemorativa e desconfiamos que estava acontecendo alguma coisa diferente. Google. O Loki fica na frente da Praça que foi fundada La Paz no dia... 20/10! Fomos até a rodoviária em clima de comemoração! Chegamos na rodo, falamos oi para a moça do balcão de passagens que já era nossa amiga, fomos obedientemente procurar o guichê que vende a taxa de embarque que eu sabia que não estava inclusa (estava me sentido boliviana já tentando ainda ler as placas em quéchua) e esperamos nossa hora de ir para o que nos disseram que parecia o céu: o Salar de Uyuni. Mas o céu não é perto. Ainda faltava 12 horas de viagem em uma estrada de terra com uma gringa vomitando ao nosso lado para chegarmos lá.
  13. hahaha sandro foi muito tranquilo!!! mas foi engraçado.. o jeito que eles fazem as coisas acontecer!!! Não sabia que chamava Estreito de Tiquina!!! Obrigada pela informação!!!!! =)
  14. De volta a Copa... Quando eu comecei a pesquisar sobre o relato eu achei interessante que a cidade chamasse Copacabana. Achei que eles tinham copiado a nossa ideia.... Quanta presunção!! Depois que eu fiquei sabendo que na verdade, a santa Nossa Senhora de Copacabana é originária da Bolívia e foi levada para o Rio pelos portugueses que resolveram construir uma capelinha para abrigá-la na famosa praia carioca. Fiquei fascinada pela santa... caramba, ela devia ter uma história muito legal. Devia ter aparecido no lago Ttiticaca que nem Nossa Senhora Aparecida!!! Não sei porque eu inventei essa história na minha cabeça porque a verdade foi extremamente decepcionante. Claro que fomos na Basílica da padroeira da Bolívia e sim, é muito bonita. A realidade é que a imagem da santa foi talhada por Francisco Tito Yupanqui, que era de linhagem real inca. Ele esculpiu uma santa semelhante a Nossa Senhora de Lurdes, mas com uma pele morena que nem os habitantes da região e enfeitada com várias pedras preciosas, ouro e prata. O seu manto é trocado de tempos em tempos, assim como suas joias. E ai começaram os milagres na cidade. A santa ficou famosa. Não tem que pagar nada para entrar na Igreja. Eu, as duas sergipanas e o Henrique fomos da Basílica para o mercado que tinha perto. Encontramos todos os tipos de coisas estranhas para se vender, inclusive, bebês lhamas mumificados que para os andinos é sinal de sorte. Nós andamos bastante pela cidade, entrando em cada ruela, dando risada e impressionados com a cultura boliviana. Em uma agência de viagem, perguntamos quanto que era o passeio do Salar de Uyuni... uma moça muito mal encarada disse que era 850Bs fora uma taxa que tem que pagar de 150Bs para entrar em uma reserva. Eu sabia que esse preço era exagerado...mas a descoberta da taxa extra para entrar no parque nacional era novidade. Ficamos impressionados, fazendo os cálculos de cabeça de quanto dinheiro ainda tínhamos. As meninas tinham aparecido com uma notícia cruel: para sair da Bolívia de avião é cobrado uma taxa de US$ 24 por pessoa!!! Não contávamos MESMO com isso!!!! Fiquei um pouco deprimida, pensando como fui pega tão de surpresa depois de ler tantos e tantos relatos de viagem. Pois é, não importa quanto a gente acha que está preparado, na Bolívia nada é previsto. O país é desorganizado ao extremo. Totalmente maluco. A saída é respirar apenas e curtir. e a partir daquele momento, economizar. Entramos em um barzinho que fica na frente do lago para vermos o pôr-do-Sol na laje. Não lembro se consumimos algo, acho que apenas pedimos a senha do wi-fi Economia! haha Sem comentários para o pôr-do-Sol de Copacabana na Bolívia. Sensacional. Como um país pode ser tão caótico e tão lindo??? Estava começando a ficar com saudades de casa.... Combinamos com as irmãs de jantarmos. Elas estavam em La Paz, iriam voltar no dia seguinte assim como nós, e combinamos de nos encontrar no Loki - nosso hostel. Assim poderíamos ir juntos para Uyuni e tentarmos um desconto juntos. Eu tinha comprado as passagens no site aqui no Brasil (http://www.ticketsbolivia.com/) e o nosso ônibus era as 13h30... achei estranho ter comprado para tão tarde... Antes eu e o Henrique tínhamos trocado ainda um pouco de dinheiro com uma chola, em uma das esquinas da rua principal, perto do local onde saem os ônibus. Ficamos felizes porque ela fez a cotação de R$ 1 - 2,65Bs. Jantamos em um dos restaurantes da rua principal (sim, Copacabana tem apenas uma rua principal...rs...) e dividimos o prato como já tinha virado de praxe para nós dois. E ainda ganhamos um drink horroroso que deu para matar a abstinência de álcool resultado de tantas taxas inesperadas... Adicionamos as meninas do whatsapp e fomos dormir. No outro dia acordamos e fomos na guichê da Trans Titicaca, que para variar, fica em uma das esquinas da rua principal tentar trocar o nosso comprovante de pagamento por uma passagem. (Custa US$ 5.88 esse trecho). A moça disse que não precisava trocar era só estar ali no horário. Detalhe que ninguém pegou a nossa passagem do trecho de Puno para Copacabana, do motorista traficante... então esperamos para ver. A esquina era o centro da suposta rodoviária e tinham outras empresas perto. Eu e o Henrique ficamos nos divertindo vendo as maluquices do povo boliviano.. ali ao lado, onde estavam um milhão de mochileiros gringos esperando um busão ser consertado, uns caras estavam erguendo um luminoso por duas cordas precárias. A chance de dar merda era altíssima mas a santa da cidade é forte...rs.... deu tudo certo. O ônibus atrasou bastante e quando fomos embarcar a moça recolheu o meu comprovante e pronto. Não sei porque, naquele momento, alguma coisa me disse que eu precisava pedir uma cópia. Será que foram os relatos que eu li aqui no mochileiros? A moça respondeu curta e grossa que não tinha como me dar um comprovante. Bom, se lá não tem nem bilhete impresso imagina compras pela internet???!!! Mas eu insisti. Disse que precisava de uma comprovação de que eu tinha comprado a passagem. Ela não arredou o pé. O Henrique nessa altura já tinha descoberto como funcionava o Bolívia´s way of life... perguntou se podia tirar um xerox e a moça assentiu. O mais maluco dessa confusão toda foi que na metade do caminho, o motorista parou o ônibus e disse que a gente teria que atravessar o lago Titicaca por balsa, que não cabia todo mundo na balsa, então teríamos que descer e entrar em uns barquinhos de pescadores e pagar dois Bs pela travessia. E que na outra margem, ele ia verificar os comprovantes para embarcarmos novamente. Eu e o Henrique caímos na gargalhada ao vermos aquele bando de gringo se espremerem em um barquinho precário para atravessar o lago e esperamos o busão na outra margem. A resposta para as perguntas "Por que não cobram esse valor direto na passagem?!, "Por que eles não avisam que vai essa travessia de balsa na hora que embarcamos?" "Por que a moça não ia nos dar um comprovante sabendo que ia acontecer isso?" ou "Por que não constroem uma ponte para atravessar os 650 metros de lago na estrada principal que liga o Peru a capital do país?" é: porque é a Bolívia. Eu achei que estava expert em Bolívia e achava que tinha vivenciado toda sua desorganização. Até chegar em La Paz.
  15. Isla del Sol - parte II Enfim, continuando a pedidos No alto da Isla del Sol tem alguns monumentos muito legais. Tem uma pedra sagrada que para os povos primitivos foi onde o deus Viracocha inventou o mundo. Claro que para eles, a pedra tinha forma de puma... assim como tudo naquela região. Se você virar a cabeça e entrar no clima talvez pareça... O guia apressadinho ficou horas mostrando o rosto do próprio deus na rocha e depois todo mundo foi convidado a colocar as mãos e trocar energia com a pedra sagrada. Tinha outros monumentos importantes como uma mesa para sacrifícios... no final da trilha, tem algumas ruínas deixadas pelo povo quechua bem antes dos Incas, antes de Cristo e antes de tudo. Esse lugar é mágico. Tem uma energia muito diferente, a brisa é deliciosa e dá uma vontade de sentar em um dos muros e passar a tarde lá. É uma sensação muito boa. O guia ensinou que era um templo sagrado de um dos povos pré-incas e claro que devia estar lotado de grandes estátuas de ouro... em um determinado momento, já no final da excursão, o guia disse que tinha uma fonte da juventude... ele entrou em um buraco e saiu de lá com uma água fresquinha... deu um pouco para cada um tomar e passar no rosto! Ficamos mais jovens? Não sei... mas a beleza custa...rs... ele pediu uma contribuição com o preço estabelecido de 10 Bs pela ajuda. Ou seja, nessa altura, o preço real da parte Norte da Isla del Sol já custava 50 Bs por pessoa. Na volta, conhecemos duas irmãs de Aracaju que ficaram nossas amigas. A volta foi difícil assim como a ida mas o guia tinha dado um matinho com cheiro de Vick que ajudava a respirar se colocarmos no nariz.... Algumas pessoas pegaram o acesso da trilha que corta a ilha no meio e vai até a parte Sul... dura mais ou menos três horas.... os outros, mais folgados - como eu e o Henrique - voltam para o barco enquanto isso. Assim, voltamos para a parte Sul para esperar os aventureiros. Eu e Henrique decidimos ir em cima do barco para dar uma olhada na vista. Tava ventando muito, muito mesmo. Reparem que apesar do Sol, do calor e do esforço nós estávamos com roupas de frio. O Titicaca castiga... estava mais ou menos uns 10ºC essa hora. Chegamos na parte Sul da ilha e pagamos mais 5 Bs para entrar. Não tinha muita coisa para ver e eu e as irmãs jogamos a toalha e sentamos em um restaurante. O Henrique topou subir um outro monte, tirou umas fotos mas disse que não tinha nada demais por aquelas bandas. Lá pelas três da tarde, voltamos para Copa. Na parte Sul da Ilha tem uns hostels e umas hospedagens para quem deseja passar a noite por lá. Deve ser bem pacato mas é gosto de cada um.. Eu e o Henrique já estávamos pensando em uma cervejinha vendo o Pôr do Sol instalados em um dos bares na beira do lago que parece mar.
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