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Mari D'Angelo

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Tudo que Mari D'Angelo postou

  1. Aqui em Portugal voltamos quase como em março e abril, tudo fechado exceto supermercados, farmácias e afins e as escolas (que ainda estão estudando se manterão abertas ou não). Já é obrigatório usar máscara nos lugares fechados há muito tempo e agora também na rua. Pode sair para fazer exercício ao ar livre mas a ordem geral é ficar em casa, os bancos das praças já estão até bloqueados outra vez, porque muitas pessoas não estavam respeitando. Eu acho sensato porque os números estão crescendo muito, principalmente depois do Natal, que muita gente se juntou. Os hospitais estão cheios e os médicos já tendo que selecionar pacientes para receber tratamento. Tenho a sorte de poder trabalhar de casa e claro que, como todo mundo, também não aguento mais, mas seria muita falta de empatia priorizar a minha vontade de sair, encontrar amigos, viajar, quando tem tanta gente morrendo, perdendo pessoas queridas, tanta gente que não tem escolha e precisa se expor... Acho que é hora de pensar um pouco no coletivo. A vacina tá aí, daqui a pouco a gente sai dessa!
  2. @D FABIANO A Mata do Bussaco é um parque, mas fica localizado na vila de Luso, onde fica a fonte e o spa termal.
  3. Obrigada @gustavo.woltmann Foi umas das experiências mais incríveis que já vivi! Espero que seu sonho se torne realidade um dia, tenho certeza que vai amar!
  4. Obrigada @Hassan Mouhou e @Moha Ouyahia, o país de vocês é espetacular! ❤️
  5. Oi Julia, Pelo tempo que você vai ter disponível, e como deu destaque a esses destinos, eu focaria só nas duas ilhas (Irlanda/Irlanda do Norte e Reino Unido), deixando a França para uma outra viagem. Se for pensar na questão financeira, são lugares bastante caros para se hospedar e comer. Em compensação, a Ryanair, Aerlingus e outras cias low cost costumam ter voos baratos entre esses destinos, então dá uma sondada em valores de hostels, voos etc pra ver se se encaixa pra você. Sobre o clima, prepare-se para chuva, frio e vento (leve capa de chuva, guarda-chuva é quase inútil com o vento, pelo menos na Irlanda rs). Sobre os destinos, vou deixar aqui minhas opiniões: Edimburgo: Cidade linda e histórica. A atração principal (o castelo) é pago e a entrada não é barata, mas em compensação é um daqueles lugares em que explorar a cidade em si já é um ótimo programa, sem ter muitos museus ou atrações pagas "obrigatórias". Eu fiquei 2 dias inteiros e acho que foi um tempo OK. Roteiro Edimburgo: http://www.queroirla.com.br/2-dias-em-edimburgo/ Londres: Lugar incrível mas extremamente caro, com muitas atrações pagas. Embora Londres tenha uma infinidade de coisas pra ver e fazer, 7 dias é um bom tempo, dá até pra fazer um bate-volta em Liverpool se curtir Beatles. Acho que a maior dica aqui é escolher bem as atrações pagas. Vai ser impossível visitar todas, então tenta priorizar as que você quer muito conhecer e deixa as outras para uma segunda visita. Roteiro Londres: http://www.queroirla.com.br/roteiro-londres-5-dias/ Roteiro Liverpool: http://www.queroirla.com.br/roteiro-3-dias-liverpool/ Irlanda: Sou muito suspeita pra falar da Irlanda, morei lá e sou completamente apaixonada! Dublin é legal mas acho que não representa o melhor da Ilha Esmeralda, se tiver oportunidade e interesse visite Cork (uma Dublin menor, mais autêntica e com menos brasileiros rs). A Irlanda é fantástica no quesito natureza, para isso recomendo o Cliffs of Moher e/ou o Ring of Kerry. Enfim, tem muitos outros lugares incríveis mas não tão viáveis caso você não esteja de carro (se juntar mais 2 ou 3 pessoas já vale a pena alugar um e fazer uma roadtrip). Não deixe de ir em um pub ouvir música e dança tradicional enquanto toma um pint de cerveja irlandesa, essa é a alma do país! ❤️ Vários destinos da Irlanda: http://www.queroirla.com.br/irlanda/ Espero ter ajudado, qualquer dúvida me fala.
  6. Oi Juliana, Todas elas são lindas! Eu acho que Veneza é mais exótica, mais diferente do que estamos habituados, mas considerando que seu objetivo é conhecer pessoas e interagir, imagino que talvez Florença te ofereça mais opções nesse sentido. Concordo com a @isisi, 3 dias é bastante coisa pra Veneza. Acho super válido conhecer Roma sim, é capital, cidade caótica, muitos golpes rolando, mas é linda e transborda história e arte. Vou deixar aqui minhas experiências. Já faz algum tempo (2012), mas espero que possam te ajudar! Qualquer coisa me fala. Roteiro de 11 dias de trem pela Itália: http://www.queroirla.com.br/italia-de-trem-roteiro-de-11-dias/ Roteiro 2 dias em Veneza: http://www.queroirla.com.br/italia-de-trem-roteiro-de-11-dias/
  7. Foi a segunda vez, na anterior conheci Sevilha (e me apaixonei!), mas com certeza ainda faltam muitos lugares, já estão na minha wishlist!
  8. 📸 Texto original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/andaluzia-jerez-de-la-frontera-pueblos-blancos-e-cadiz/ O Sul da Espanha tem uma aura especial. Deixa a gente com aquela sensação boa de viagem mas ao mesmo tempo é acolhedor e nos faz sentir em casa. Foi assim em Sevilha, na nossa primeira vez na Andaluzia e depois em Jerez de la Frontera, uma viagem despretenciosa que acabou surpreendendo pelas paisagens de contos de fada. Nossa base foi no centro histórico de Jerez, um pequeno studio dentro de um tradicional pátio andaluz que já nos fez entrar no clima da Espanha. Fizemos um roteiro rápido de 3 dias no começo de novembro. Conhecer a região fica muito mais fácil se estiver de carro. RESUMO DA VIAGEM - 3 DIAS NA ANDALUZIA Destinos: Jerez de la Fronteira, Zahara de la Sierra, Ronda e Cádiz Hospedagem: Apartamentos El Patio Andaluz Época/Clima: Começo de novembro. Clima agradável, levemente frio Locomoção: De carro na estrada e a pé nas cidades Moeda: Euro Dia 1 - Zahara de la Sierra e Ronda (Pueblos Blancos) Desde que descobri os Pueblos Blancos, uma série de charmosos vilarejos na região da Andaluzia, tinha um roteiro em mente para conhecer o máximo possível deles. As distâncias são curtas e as cidades pequenas, então não é difícil passar por vários em um só dia. Mas, a beleza de viajar sem obrigações é justamente ter liberdade para mudar os planos. Começamos o dia em Zahara de la Sierra, a pouco mais de uma hora de distância de Jerez de la Frontera. Chegando perto da pequena vila, vê-se um morro salpicado com árvores e casinhas brancas e um castelo no topo. Traduzindo: cidade fofa com vistas incríveis! As charmosas ruas nos levam intuitivamente até a praça central, onde a Igreja de Santa María de la Mesa divide as atenções com a "varanda" com vista para o Rio Guadalete. Com sapatos confortáveis e algum ânimo chega-se à Torre del Homenaje, que oferece vistas ainda mais espetaculares da cidade e do rio. De volta ao vilarejo, é difícil resistir ao clima animado dos bares e restaurantes com mesinhas na calçada, e foi aí que o plano de conhecer mil aldeias em um dia mudou para passar a tarde comendo tapas e tomando cervejas espanholas. Seguimos depois para Ronda, que já é maior e mais conhecida. Foi difícil achar vaga e mais ainda andar pela cidade, abarrotada de turistas! A grande atração é sem dúvidas a Puente Nuevo, uma maravilhosa construção do século 18. Ela fica incrustada em um desfiladeiro e tem uma cascata correndo aos seus pés, dá para imaginar? Há algumas trilhas relativamente simples que levam à base, de onde se tem a melhor vista da ponte. Outro bom lugar para admirar a idílica paisagem andazul é o Miradouro de Ronda. O horário do pôr do sol é concorrido, mas vale a vista. A cidade é uma graça, cheia de ruas charmosas e terraços com vistas fantásticas, mas talvez por estar tão cheia não foi a minha preferida da viagem. Dia 2 - Jerez de la Frontera No dia seguinte ficamos em Jerez para explorar a cidade com calma. Começamos levando o Banoffe para uma voltinha no Parque González Hontoria, um pouco afastado do centro histórico mas um lugar bem agradável. Depois deixamos ele no apartamento para andar sem rumo pela cidade. Já era começo da tarde então muitos lugares estavam fechados para a siesta (sim, isso é uma realidade. Não sei se as pessoas realmente descansam nesse período mas muitos estabelecimentos fecham). Conseguimos conhecer rapidinho o Mercado Central de Abastos, que fecha às 14:45, e paramos para umas tapas, porque, né? Estamos na Espanha! Passamos pela Catedral de Jerez, que é bem bonita por fora, mas não entramos. Ali perto fica uma das maiores atrações da cidade, a Bodega Tio Pepe. Jerez de la Frontera é conhecida por suas bodegas e a González Byass, famosa pelo vinho Tio Pepe, é a mais procurada. A visita dura em torno de 1h30 e a entrada mais barata custa 16€, dando direto a um tour guiado (em inglês ou espanhol) e degustação de dois tipos de vinho. Foi essa que fizemos e acho que é suficiente, a não ser que seja um grande conhecedor de vinhos ou não tenha um orçamento limitado. O lugar é lindo e sua história envolve personalidades de vários países do mundo, incluindo nosso brazuca Senna, que passou por lá quando participava do Circuito de Fórmula 1 de Jerez de la Frontera. Os vinhos jerez (ou sherry), que só podem ser produzidos naquela região da Espanha, são bebidas fortificadas com um processo de envelhecimento único chamado solera. À noite, saímos sem rumo para tapear e depois fomos ver uma apresentação de flamenco em um lugar indicado pela dona do apartamento. Já tínhamos visto um show de flamenco em Barcelona e estávamos com medo de cair em um pega-turista, mas foi uma surpresa entrar no apertado e característico Tabanco El Pasaje e encontrar o lugar lotado de espanhóis! As animadas apresentações acontecem duas vezes por dia, de domingo a domingo, e tem entrada grátis, mas recomendo reservar mesa ou chegar cedo porque realmente enche. Acho que uma das coisas que me fazem gostar tanto da Andaluzia é isso, poucos lugares são dominados por turistas, no geral a atmosfera é sempre bastante autêntica, cheia de barulhentos e festeiros espanhóis (quem somos nós, brasileiros, para julgar, não é mesmo?). Dia 3 - Cádiz No dia seguinte, antes de voltar para Lisboa, fomos conhecer a pequena Cádiz, situada em uma península. A cidade é porto de cruzeiro e tivemos o azar de chegar junto com um deles, tornando a visita um pouco confusa. Cádiz é uma das cidades mais antigas não só da Espanha mas de toda a Europa, o que significa que por lá já passaram muitos povos, como fenícios, romanos e muçulmanos. Isso se reflete de forma clara na arquitetura e nos monumentos do centro histórico. Não tinha pesquisado nada sobre Cádiz então o roteiro foi 100% intuitivo e despretencioso. Começamos a explorar a cidade pela Plaza de San Juan de Dios, a praça principal, repleta de bares e restaurantes. É lá que ficam a prefeitura e a Iglesia de San Juan de Dios. Caminhamos um pouco pelo Paseo del Vendaval, beirando o mar, e chegamos ao Teatro Romano. A entrada é grátis e as informações são claras e interessantes, estão preservados os corredores e um pedaço da arquibancada. Ali pertinho fica a menor rua de Cádiz, um inusitado beco cheio de lendas e mistérios chamado Callejón del Duende. Paramos para um petisco em um bar de esquina bem em frente, não me lembro o nome mas as comidinhas vegetarianas eram boas e o espaço bem alternativo, alinhando com a vibe do beco. Continuamos vagando pelas ruelas até a Catedral de Cádiz e o Mercado Central, onde muita gente para para comer alguma coisa nas várias banquinhas espalhadas ao seu redor. Ficamos pouquíssimo tempo na cidade, então não sinto que possa dar um veredito final justo. Mas no geral achei gostosa para passear à toa pelas ruas estreitas, sentar em um bar nas várias pracinhas tão características dessa região e ver a vida acontecer em uma cidade tão histórica. Por outro lado senti um clima um pouco confuso, um ar meio Nápoles em algumas áreas, mas nada que tenha estragado o charme de mais uma cidade Andaluz. Já quero voltar para a Espanha! 📸 Texto original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/andaluzia-jerez-de-la-frontera-pueblos-blancos-e-cadiz/
  9. 📸 Texto original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/andaluzia-jerez-de-la-frontera-pueblos-blancos-e-cadiz/ O Sul da Espanha tem uma aura especial. Deixa a gente com aquela sensação boa de viagem mas ao mesmo tempo é acolhedor e nos faz sentir em casa. Foi assim em Sevilha, na nossa primeira vez na Andaluzia e depois em Jerez de la Frontera, uma viagem despretenciosa que acabou surpreendendo pelas paisagens de contos de fada. Nossa base foi no centro histórico de Jerez, um pequeno studio dentro de um tradicional pátio andaluz que já nos fez entrar no clima da Espanha. Fizemos um roteiro rápido de 3 dias no começo de novembro. Conhecer a região fica muito mais fácil se estiver de carro. RESUMO DA VIAGEM - 3 DIAS NA ANDALUZIA Destinos: Jerez de la Fronteira, Zahara de la Sierra, Ronda e Cádiz Hospedagem: Apartamentos El Patio Andaluz Época/Clima: Começo de novembro. Clima agradável, levemente frio Locomoção: De carro na estrada e a pé nas cidades Moeda: Euro Dia 1 - Zahara de la Sierra e Ronda (Pueblos Blancos) Desde que descobri os Pueblos Blancos, uma série de charmosos vilarejos na região da Andaluzia, tinha um roteiro em mente para conhecer o máximo possível deles. As distâncias são curtas e as cidades pequenas, então não é difícil passar por vários em um só dia. Mas, a beleza de viajar sem obrigações é justamente ter liberdade para mudar os planos. Começamos o dia em Zahara de la Sierra, a pouco mais de uma hora de distância de Jerez de la Frontera. Chegando perto da pequena vila, vê-se um morro salpicado com árvores e casinhas brancas e um castelo no topo. Traduzindo: cidade fofa com vistas incríveis! As charmosas ruas nos levam intuitivamente até a praça central, onde a Igreja de Santa María de la Mesa divide as atenções com a "varanda" com vista para o Rio Guadalete. Com sapatos confortáveis e algum ânimo chega-se à Torre del Homenaje, que oferece vistas ainda mais espetaculares da cidade e do rio. De volta ao vilarejo, é difícil resistir ao clima animado dos bares e restaurantes com mesinhas na calçada, e foi aí que o plano de conhecer mil aldeias em um dia mudou para passar a tarde comendo tapas e tomando cervejas espanholas. Seguimos depois para Ronda, que já é maior e mais conhecida. Foi difícil achar vaga e mais ainda andar pela cidade, abarrotada de turistas! A grande atração é sem dúvidas a Puente Nuevo, uma maravilhosa construção do século 18. Ela fica incrustada em um desfiladeiro e tem uma cascata correndo aos seus pés, dá para imaginar? Há algumas trilhas relativamente simples que levam à base, de onde se tem a melhor vista da ponte. Outro bom lugar para admirar a idílica paisagem andazul é o Miradouro de Ronda. O horário do pôr do sol é concorrido, mas vale a vista. A cidade é uma graça, cheia de ruas charmosas e terraços com vistas fantásticas, mas talvez por estar tão cheia não foi a minha preferida da viagem. Dia 2 - Jerez de la Frontera No dia seguinte ficamos em Jerez para explorar a cidade com calma. Começamos levando o Banoffe para uma voltinha no Parque González Hontoria, um pouco afastado do centro histórico mas um lugar bem agradável. Depois deixamos ele no apartamento para andar sem rumo pela cidade. Já era começo da tarde então muitos lugares estavam fechados para a siesta (sim, isso é uma realidade. Não sei se as pessoas realmente descansam nesse período mas muitos estabelecimentos fecham). Conseguimos conhecer rapidinho o Mercado Central de Abastos, que fecha às 14:45, e paramos para umas tapas, porque, né? Estamos na Espanha! Passamos pela Catedral de Jerez, que é bem bonita por fora, mas não entramos. Ali perto fica uma das maiores atrações da cidade, a Bodega Tio Pepe. Jerez de la Frontera é conhecida por suas bodegas e a González Byass, famosa pelo vinho Tio Pepe, é a mais procurada. A visita dura em torno de 1h30 e a entrada mais barata custa 16€, dando direto a um tour guiado (em inglês ou espanhol) e degustação de dois tipos de vinho. Foi essa que fizemos e acho que é suficiente, a não ser que seja um grande conhecedor de vinhos ou não tenha um orçamento limitado. O lugar é lindo e sua história envolve personalidades de vários países do mundo, incluindo nosso brazuca Senna, que passou por lá quando participava do Circuito de Fórmula 1 de Jerez de la Frontera. Os vinhos jerez (ou sherry), que só podem ser produzidos naquela região da Espanha, são bebidas fortificadas com um processo de envelhecimento único chamado solera. À noite, saímos sem rumo para tapear e depois fomos ver uma apresentação de flamenco em um lugar indicado pela dona do apartamento. Já tínhamos visto um show de flamenco em Barcelona e estávamos com medo de cair em um pega-turista, mas foi uma surpresa entrar no apertado e característico Tabanco El Pasaje e encontrar o lugar lotado de espanhóis! As animadas apresentações acontecem duas vezes por dia, de domingo a domingo, e tem entrada grátis, mas recomendo reservar mesa ou chegar cedo porque realmente enche. Acho que uma das coisas que me fazem gostar tanto da Andaluzia é isso, poucos lugares são dominados por turistas, no geral a atmosfera é sempre bastante autêntica, cheia de barulhentos e festeiros espanhóis (quem somos nós, brasileiros, para julgar, não é mesmo?). Dia 3 - Cádiz No dia seguinte, antes de voltar para Lisboa, fomos conhecer a pequena Cádiz, situada em uma península. A cidade é porto de cruzeiro e tivemos o azar de chegar junto com um deles, tornando a visita um pouco confusa. Cádiz é uma das cidades mais antigas não só da Espanha mas de toda a Europa, o que significa que por lá já passaram muitos povos, como fenícios, romanos e muçulmanos. Isso se reflete de forma clara na arquitetura e nos monumentos do centro histórico. Não tinha pesquisado nada sobre Cádiz então o roteiro foi 100% intuitivo e despretencioso. Começamos a explorar a cidade pela Plaza de San Juan de Dios, a praça principal, repleta de bares e restaurantes. É lá que ficam a prefeitura e a Iglesia de San Juan de Dios. Caminhamos um pouco pelo Paseo del Vendaval, beirando o mar, e chegamos ao Teatro Romano. A entrada é grátis e as informações são claras e interessantes, estão preservados os corredores e um pedaço da arquibancada. Ali pertinho fica a menor rua de Cádiz, um inusitado beco cheio de lendas e mistérios chamado Callejón del Duende. Paramos para um petisco em um bar de esquina bem em frente, não me lembro o nome mas as comidinhas vegetarianas eram boas e o espaço bem alternativo, alinhando com a vibe do beco. Continuamos vagando pelas ruelas até a Catedral de Cádiz e o Mercado Central, onde muita gente para para comer alguma coisa nas várias banquinhas espalhadas ao seu redor. Ficamos pouquíssimo tempo na cidade, então não sinto que possa dar um veredito final justo. Mas no geral achei gostosa para passear à toa pelas ruas estreitas, sentar em um bar nas várias pracinhas tão características dessa região e ver a vida acontecer em uma cidade tão histórica. Por outro lado senti um clima um pouco confuso, um ar meio Nápoles em algumas áreas, mas nada que tenha estragado o charme de mais uma cidade Andaluz. Já quero voltar para a Espanha! 📸 Texto original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/andaluzia-jerez-de-la-frontera-pueblos-blancos-e-cadiz/
  10. 📸 Texto original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/a-mata-a-agua-e-o-vinho-motivos-para-visitar-o-luso/ Conforme ficamos mais velhos, vamos descobrindo alguns prazeres que aos vinte e poucos anos são inimagináveis; comer queijo brie com geléia, passear pelos corredores da Leroy Merlin e viajar para descansar, por exemplo! E foi esse último o nosso objetivo quando partimos para um fim de semana na pequena vila de Luso, no Centro de Portugal, famosa por suas termas e pela exuberante Mata Nacional do Bussaco. Onde se hospedar no Luso? Para esses dias preguiçosos nos hospedamos no Alegre Hotel, um palacete de 1859 que parece saído diretamente de um livro de Eça de Queiroz. O atendimento familiar e acolhedor, a localização central e o café da manhã no terraço foram pontos muito positivos, mas a melhor parte (e o motivo da nossa escolha) foi a piscina! Em dias de verão português, com temperaturas rondando os 35ºC, não dá para desejar nada melhor do que um mergulho e um banho de sol! Importante ressaltar que, por causa do COVID-19, o hotel está tomando várias medidas de precaução, além de reduzir sua capacidade e fechar algumas áreas como o bar e o restaurante. O que fazer no Luso? Menos de cinco minutos de caminhada separam o hotel do centro da vila, pertencente ao município de Melhada, que consiste basicamente em uma rua principal com alguns poucos bares, restaurantes e lojas. Os casarões do século XIX dão ao Luso um ar bem diferente da maioria das cidades portuguesas. A região atrai visitantes especialmente por causa de suas águas termais, seja para um dia de spa nas Termas de Luso ou para encher os garrafões na Fonte de São João, onde a água sai fresquinha e à vontade para quem quiser pegar. Embora a água da torneira seja limpa e potável na maior parte de Portugal, ninguém vai te julgar se chegar lá com uma garrafa (ou duas, ou três…), é o costume! Ao redor da fonte há painéis em azulejo contando um pouco da história da vila. Um dos lugares mais agradáveis do Luso para petiscar ou tomar um café é o Rosa Biscoito. O prédio em si já é um belo exemplar arquitetônico de estilo art nouveu, com curvilíneos portões em ferro e janelões envidraçados. Lá dentro, o espaço aconchegante convida para experimentar delícias como a bruscheta de cogumelos e a farta tábua de queijos, servida com uma geléia de abóbora com pinhão que é simplesmente divina! Também é possível levar para casa produtos artesanais da região como doces, cervejas e cosméticos. E falando em sabores locais, há duas coisas muito tradicionais da Bairrada, região do Centro de Portugal onde se localiza a vila de Luso: o leitão e os vinhos e espumantes. O primeiro não provei por ser semi-vegetariana, mas é um prato típico onde o porco é servido assado, com a pele dourada e acompanhado por rodelas de laranja. Já o segundo, o que era para ser uma taça se transformou em uma garrafa inteira de espumante degustado em uma tarde na Mata do Bussaco. Aprovado! Mata Nacional do Bussaco A Mata do Bussaco (ou Buçaco) é um complexo natural e arquitetônico que ocupa 105 hectares. No coração do parque fica o estrelado Bussaco Palace Hotel, um magnífico palácio de arquitetura neomanuelina para quem quer se hospedar literalmente no meio da natureza. O prédio foi desenhado pelo italiano Luigi Manini, o mesmo arquiteto que projetou a Quinta da Regaleira, em Sintra. Os simétricos e bem cuidados jardins e o Convento de Santa Cruz completam o conjunto. Outro ponto alto é a Fonte Fria, uma enorme escadaria que emoldura uma queda d’água natural. O que tem lá em cima? É uma pergunta que alguém menos preguiçoso do que eu precisará responder porque acabei ficando pelos primeiros degraus. Entre um monumento e outro, a natureza se esparrama por entre lagos, flores e árvores de tamanhos descomunais. Há um mapa com algumas trilhas pré-definidas mas a sinalização não é das melhores. Sem planejar, nos despedimos da mata junto com o pôr do sol, que a cada curva ficava mais magnífico! Saímos pela Porta das Ameias e nos demoramos na mureta da estrada para assistir o dia acabando sobre a bucólica vila de Luso. Quem entra na mata a pé ou de bicicleta não paga nada (não é longe da cidade, mas é preciso encarar uma subida), já motos e carros pagam €2 e €5 respectivamente. Lá dentro há estacionamento, café, loja de souvenirs e produtos típicos e centro de informações. Para quem está só de passagem pelo Luso, pode combinar a viagem com cidades próximas como Coimbra (26Km), Aveiro (49Km) e Porto (107Km). 📸 Texto original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/a-mata-a-agua-e-o-vinho-motivos-para-visitar-o-luso/
  11. @poiuy Muito obrigada! Ajudou demais! :)
  12. Olá! Moro em Portugal e tenho uma viagem marcada para a Bósnia em setembro. Não consegui encontrar informações se eles já estão abertos para turistas, alguém sabe me dizer? Obrigada!
  13. 📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/viagem-pela-croacia/ Com paisagens paradisíacas, baladas famosas e cidades históricas a um custo relativamente baixo, a multifacetada Croácia, de onde vieram os dálmatas e as gravatas, vem cada vez mais chamando a atenção do Brasil e do mundo! O país, que faz parte da região dos balcãs, dividia até pouco tempo atrás espaço com Eslovênia, Sérvia, Bósnia e Herzegovina, Macedônia e Montenegro sob o nome de Iugoslávia. A Croácia se tornou independente em 1991, mas as guerras por territórios ainda se estenderam por mais alguns anos, deixando marcas até hoje visíveis nas fachadas das casas de seus habitantes. A Croácia foi incorporada a União Européia em 2013, se tornando o 28º membro do bloco. O país ainda não aderiu ao euro, a moeda oficial continua sendo o Kuna croata e os valores praticados são em geral mais baratos do que outros países da Europa. O idioma oficial é o croata, mas a língua não chega a ser um problema para os turistas. Embora a maioria das palavras seja impronunciável, muitos locais falam inglês, ou se esforçam para serem entendidos de alguma outra maneira, já que são um povo simpático e acolhedor. Gastronomicamente falando, a Croácia é um deleite! Uma cozinha mediterrânea com particularidades em cada região e forte influência italiana, como nas deliciosas pizzas! Pratos com carne de porco são comuns em muitos restaurantes, além é claro de peixes e frutos do mar na região costeira. Para os vegetarianos também não faltam opções, queijo, cogumelos e trufas, por exemplo, são estrelas em algumas receitas! A cerveja e vinho nacional não deixam nada a desejar. Nos dias de calor é prática comum beber vinho branco misturado com água gaseificada naturalmente. Parece estranho, mas é bom! Ao incluir a Croácia no roteiro, muita gente se limita a conhecer Dubrovnik, a chamada Pérola do Adriático, e Split, de onde saem barcos para as paradisíacas ilhas. Mas se o interesse não for apenas as famosas baladas, a Croácia tem muito mais a oferecer! Uma boa maneira de desbravar um pouco mais a fundo esse pedaço tão fantástico do globo é alugando um carro. Pode não ser a opção mais barata, mas além da liberdade, as paisagens nas estradas são motivos bem convincentes para optar por esse meio de transporte entre as cidades. Arquitetura e história na capital Zagreb A capital Zagreb é um pouco contrastante, enquanto na região mais turística segue um padrão bem típico de cidade histórica européia, em suas regiões mais periféricas a arquitetura comunista é bastante presente. Embora não seja muito agradável aos olhos, esses prédios remetem a um período que alguns croatas viam com bons olhos, sendo que o líder da época, Marechal Tito é ainda uma figura bastante popular. A cidade é dividida entre a parte alta e baixa e é perfeitamente possível conhecer a maior parte das atrações a pé. Entre os destaques da chamada Cidade Alta, está a Igreja de São Marcos, famosa por seu telhado de mosaicos, o curioso Museu das relações partidas, com objetos que contam inusitadas histórias o sobre fim de relacionamentos amorosos, e a Torre Lotrščak, construção medieval de onde todos os dias ao meio dia estoura-se um tiro de canhão. Ainda nesse lado da cidade, fica a Catedral da Assunção da Virgem Maria, a Porta de Pedra, passagem medieval que foi transformada em local de orações e agradecimentos e a Tkalčićeva, uma agradável rua de pedestres com bares e restaurantes. Na parte baixa da cidade ficam o Mercado Dolac, colorido conjunto de bancas com alimentos, flores e artesanato e a principal praça de Zagreb. O cemitério de Mirogoj é um pouco mais afastado, mas vale a visita pela arquitetura da entrada. Há poucos quilômetros de carro ainda é possível conhecer fantásticos castelos medievais e pequenas vilas que nos transportam ao passado. Uma das maiores preciosidade da Croácia é o Parque Nacional de Lagos de Plitvice, um surreal conjunto de lagos em tons de azul e verde ligados por cascatas. Há algumas opções de trilhas porém é preciso ter cuidado, as placas não são muito informativas e há uma grande possibilidade de se ver perdido em meio às florestas e passarelas sobre as águas. É Possível se hospedar dentro do parque ou apenas fazer uma day-trip partindo de Zagreb, o impossível é deixar de passar por esse lugar tão fantástico que se tornou inclusive patrimônio da UNESCO! Paisagens paradisíacas pela costa da Croácia Já na costa da Dalmácia, mais ao sul do território croata, fica a pequena Split. A parte turística da cidade concentra-se dentro do Palácio do imperador romano Diocleciano, que é a atração principal junto com a procura pelos passeios às ilhas. Por ter estado sob domínio veneziano durante 377 anos, a arquitetura nessa região é fortemente influenciada pelo estilo italiano. Subir na torre da Catedral de São Domnius para apreciar a vista, passear pelo calçadão e se perder pelas muitas ruelas de pedras brancas são alguns dos meios de conhecer essa charmosa cidade. Assim como Split, Dubrovnik é parada certa de quem vai à Croácia. A cidade, que já foi cenário da série Game of Thrones, sofreu num passado recente com conflitos violentos, mas hoje o que se vê é só beleza e história. A old town é cercada pela muralha conservada do período medieval, de onde se vê o impressionante azul do mar adriático! As ruas dessa pequena cidade são um convite para passar algumas horas agradáveis, parando para uma refeição, um drink ou um sorvete em alguma das muitas vielas com ares italianos. Os passeios de barco até as ilhas são muito procurados. A Ilha de Lokrum é uma das mais próximas e uma ótima opção para passar o dia rodeado por pavões, os simpáticos habitantes locais. O país ainda guarda alguns segredos como as paradisíacas praias de pedra de Brela e Baska Voda, um órgão marítimo que emite sons com o movimento das ondas do mar, pontes para ursos e outras curiosidades interessantes! E com essa diversidade cultural e histórica e exuberantes belezas naturais, a Croácia começa a ser descoberta como um dos países mais incríveis do Leste Europeu! Sugestão de roteiro pela Croácia Nosso roteiro de 7 dias de carro pela Croácia começou por Zagreb e acabou em Dubrovnik. As distâncias são curtas e as estradas são boas, com vistas espetaculares da costa. Para fazer o último trecho é preciso passar pela fronteira com a Bósnia. A carta de motorista brasileira é aceita no país. Se a ideia é contratar uma agência para ajudar na viagem, recomendo muito a Kamauf Tours, da simpática Marilia do blog Uma brasileira na Croácia. Dia 1 – Zagreb Dia 2 – Zagreb Dia 3 – Zagreb (Bate volta ao Parque Nacional dos Lagos de Plitvice) Dia 4 – Split (Parada em Zadar para conhecer o órgão marítimo) Dia 5 – Brela e Baska Voda Sugestão de hospedagem em Baska Voda: House Bilic Dia 6 – Dubrovnik Dia 7 – Dubrovnik (Bate volta a ilha de Lockrum) Sugestão de hospedagem em Dubrovnik: Hotel Vis 📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/viagem-pela-croacia/
  14. Oi @Silvana Almada, acho que Setembro é bom porque em alguns lugares ainda tem um restinho de verão (como em Portugal), dependendo dos seus destinos dá pra incluir praias, enfim. Outubro também é bom, começa a paisagem linda de outono mas já é mais friozinho, especialmente em Paris e Amsterdam. Aliás, todas as vezes que fui pra Holanda só choveu hahaha, mas dá pra conhecer tudo mesmo assim. Moro em Lisboa, se quiser dicas de de Portugal me fala!
  15. Oi @Kauan Nascimento Silva, infelizmente (ainda) não conheço muito a Bahia, mas já viajei para Morro de São Paulo e achei o paraíso! Se vocês ainda não foram é uma boa ideia. Não dá pra chegar de carro até lá, mas pode deixar em alguma cidade próxima e pegar a balsa. Aqui tem algumas dicas que podem ser úteis: http://www.queroirla.com.br/morro-de-sao-paulo-dicas-praticas/ . Espero ter ajudado!
  16. 📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/guia-viagem-estocolmo/ Estocolmo é daquelas cidades que parecem ilustração de lata de biscoito, sabe? Um skyline de prédios baixinhos preenchendo as ilhotas formadas entre os canais que cortam a capital. Pelas janelas avistam-se apartamentos aconchegantes e escritórios bem decorados. As ruas, seguras e limpas, são ocupadas por pessoas praticando atividade física (mesmo no frio congelante do inverno) e muitas famílias com crianças. Trânsito? Quase que só o de bicicletas na hora de saída do trabalho. Também não há superlotação de habitantes ou turistas, o que torna a cidade muito agradável de conhecer. A Suécia, terra de gigantes como IKEA, H&M e Spotfy, já figura há um tempo no topo da tabela do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mundial, e não é difícil perceber o porquê. O país tem políticas muito avançadas em relação a temas como licença parental, igualdade de gênero e diversidade sexual. E embora cobre impostos altíssimos de seus habitantes, isso tudo é refletido de forma muito positiva no bem estar e na qualidade de vida dos suecos. Claro que, como em qualquer lugar do mundo, tem também seus pontos negativos. Embora o salário dos suecos seja em média muito bom, para turistas Estocolmo é uma cidade bastante cara. Além disso, o clima frio e o fato de ter poucas horas de luz nos meses de inverno (em Janeiro por exemplo o sol se põe em por voltas das 15h30) pode não agradar a muita gente Informações básicas Moeda: Coroa sueca (1€ = 10SEK aproximadamente). Prefira levar cartão de crédito ou cartões multimoedas como o Revolut pois é o meio de pagamento mais comum. Muitos estabelecimentos inclusive nem aceitam notas e moedas, estando identificados como “Cash Free Zone“. Língua: Sueco, mas a maioria da população fala inglês fluentemente. Fuso horário: A Suécia está 4 horas adiantada em relação ao horário de Brasília (+1h no horário de verão sueco) e 1 hora adiantada em relação à Portugal continental. Política: O regime sueco é o de monarquia constitucional. O rei Carl XVI Gustaf é o atual chefe de estado para funções cerimoniais. Como chegar do aeroporto ao centro de Estocolmo Para ir do Aeroporto de Arlanda ao centro da cidade há algumas opções disponíves, sendo essas as principais: Arlanda Express: A opção mais rápida, pois é um trem expresso que liga o aeroporto ao centro da cidade. O valor é aproximadamente 30€ e a viagem dura 20 minutos. Confira aqui o site oficial com mais informações. Trem Convencional: Parte dos terminais 4/5 (é possível chegar a pé, por dentro do aeroporto mesmo) e custa por volta 18€. O trajeto até a Estação Central é de aproximadamente 40 minutos. Como é um transporte convencional, os trens têm diferentes destinos, por isso é preciso ter atenção à plataforma e o horário de partida. Ônibus: O ônibus é a opção mais barata e também a mais demorada. O custo é de aproximadamente 9€ e o tempo em média 50 minutos. Taxi: A opção mais confortável mas também a mais cara. O valor é em média 60€ e o tempo aproximadamente 40 minutos. Para informações mais detalhadas consulte o site do Aeroporto. O que fazer em Estocolmo? A capital sueca é na verdade um arquipélago composto por 14 ilhas banhadas pelas águas do mar Báltico e ligadas entre si através de pontes. Vou deixar aqui sugestões de coisas para fazer em algumas delas e um mapa para entender melhor as divisões. Muitas empresas também oferecem passeios de barco prometendo mostrar a cidade por outro ângulo. Considero 3 dias um bom tempo para conhecer o principal, mas se tiver oportunidade de ficar mais um pouco, é definitivamente um daqueles lugares onde vale se perder sem pressa! Eu fiz tudo a pé, mas se o tempo for curto pode apelar pelo transporte público, que é bastante eficiente, ou alugar uma bike, já que a maior parte da cidade é plana. Se a ideia for entrar em muitas das atrações turísticas pode valer a pena comprar o Stockholm Pass. ▸ Norrmalm e Östermalm Norrmalm é o centro comercial de Estocolmo, aquela parte da cidade mais cosmopolita, com lojas de redes internacionais e a movimentação dos turistas. Kungsträdgården, a praça central da cidade, é rodeada por cafés, lojas, restaurantes e hotéis e é palco para eventos ao ar livre no verão e pista de patinação no gelo no inverno, além de dar um show na primavera, com a floração das cerejeiras. As vias próximas à Estação Central também são bastante movimentadas, como a Drottninggatan, famosa rua de pedestres cheia de lojas e restaurantes, e a praça Hötorget, onde rola uma feira bem eclética, que vende desde apetitosas frutas e legumes até flores e antiguidades. O bairro vizinho, Östermalm, já é bem mais sofisticado, destino de quem pretende fazer compras em lojas de luxo. Mas mesmo para os pobres mortais é uma área bem agradável de conhecer, e dois bons motivos são o parque Humlegården e o mercado Östermalms Saluhall, parada perfeita para quem quer experimentar os sabores locais. ▸ Gamla Stan É o centro velho de Estocolmo, uma das partes mais interessantes da cidade. Entre as atrações estão o Palácio Real, o Museu do Prêmio Nobel e a Catedral de São Nicolau. A encantadora Praça Stortorget, um dos cartões postais de Estocolmo, é o coração da região. A maior delícia de Gamla Stan é se perder por suas ruelas medievais, que durante o dia são cheias de vida e à noite calmas e silenciosas. É só entrar em qualquer loja de souvenir para notar algumas figuras que fazem parte da cultura sueca e da mitologia nórdica, como o delicado Dala Horse e as réplicas de pedras rúnicas escandinavas. Tudo isso tem histórias interessantíssimas que só dão mais vontade ainda de explorar a Suécia! Gamla Stan também é um bom lugar para comer. Entre as muitas opções de restaurantes, minha sugestão para quem quer conhecer a culinária tradicional sueca é o Aifur, que tem todo um ar medieval ornando perfeitamente com a região! Para mais dicas de restaurantes em Estocolmo e comidas típicas da Suécia veja este post! ▸ Djurgården Essa é a ilha dos museus e parques temáticos. Para os fãs de Abba, há um museu interativo todo dedicado à banda. Já o Skansen Museum é um espaço à céu aberto que recria a vida na Suécia através de casas típicas e encenações. Um zoológico também faz parte dessa atração, por isso não visitei. Ainda em Djurgården fica o incrível Vasa Museum, dedicado à embarcação do século XVII que naufragou em sua primeira viagem e ficou 300 anos no fundo do mar. O navio foi resgatado, restaurado e colocado em exposição para que o público conheça em detalhes sua fascinante história. Quem tem crianças ou tempo de sobra, ainda pode explorar o Gröna Lund, parque de diversões mais antigo da Suécia. ▸ Södermalm Esse é o pedaço mais hipster de Estocolmo! Andando pela rua Götgatan e arredores dá pra sentir essa vibe nos suecos e gringos estilosos que frequentam os muitos cafés, galerias e brechós espalhados por lá (aliás, se é do time das roupas de segunda mão, Estocolmo é o paraíso!). Há também alguns museus interessantes como o Fotografiska, para os apaixonados por fotografia e o Stockholm City Museum, que é grátis, e conta de forma bem didática um pouco da história da cidade. Mas talvez o mais impactante dessa ilha seja a vista absurdamente incrível que se tem a partir do Monteliusvägen, uma trilha quase escondida com alguns mirantes espalhados pelo caminho. Pode não ser tão central ou próximo das atrações turísticas, mas garanto que vale muito a pena! Outros dois lugares para ver Estocolmo do alto são o terraço do Södra Teatern e o topo do Katarinahissen, um elevador que liga a parte baixa a alta da cidade e onde funciona o restaurante panorâmico Eriks Gondolen. ▸ Kungsholmen A maior atração dessa ilha é o Stadshus, o prédio da prefeitura, que além da sua função governamental é importante por ser o local do jantar de cerimônia dos Prêmios Nobel. Mesmo que não faça a visita interna, é possível conhecer sem custos a parte externa, que tem um jardim lindo e vistas interessantes para as outras ilhas. ▸ Skeppsholmen e Kastellholmen A pequena Skeppsholmen é acessada pela Skeppsholmsbron, a ponte-cartão-postal de Estocolmo famosa por suas coroas douradas. Embora não tenha muitas atrações além do Museu de Arte Moderna, a ilha e sua adjacente, Kastellholmen, são lugares perfeitos para uma caminhada tranquila a beira-mar! ▸ Bônus: Arte no metrô de Estocolmo Não é só na superfície que a capital sueca encanta e surpreende. Seu subterrâneo também atrai curiosos para conhecer a exposição de arte mais longa do mundo, o metrô de Estocolmo! As cem estações vem sendo decoradas por artistas desde 1957, seja com pinturas, esculturas ou instalações. Como não usamos o metrô para o transporte, compramos um bilhete unitário, válido por 75 minutos, só para explorar as intervenções. Apesar de ter feito um roteiro maior, houve uma interrupção por tempo indeterminado na terceira estação e acabamos não conhecendo o resto, mas destaco a T-Centralen (linha azul) e a Stadion (linha vermelha). O site Visit Stockholm tem informações mais completas sobre as obras. Para informações oficiais sobre os bilhetes, clique aqui. O que comer em Estocolmo? Provavelmente as almôndegas sejam a iguaria mais famosa do país, assim como as salsichas e carnes exóticas (para nós), como a de alce. Mas a gastronomia sueca também é muito baseada no mar, com pratos de peixe como salmão e bacalhau fresco. Os acompanhamentos costumam ser purê de batata, a típica geléia de lingonberries, legumes e vegetais. Talvez ainda mais importante que as refeições seja a hora do cafézinho, que tem até nome – Fika! Os pães geralmente tem versões saudáveis como integrais ou com sementes ou o knäckebröd, preferência nacional, que é bem fininho e pode ser consumido no café da manhã ou como entrada. Já os doces não são lá muito fitness, as vitrines apresentam uma enorme variedade de opções como o bolo da princesa ou o rolinho de canela com cardamomo. Veja aqui um post especial sobre a comida típica da Suécia e sugestões de restaurantes em Estocolmo. 📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/guia-viagem-estocolmo/
  17. @Taciano Bahia É, acho que vamos tentar porque parece tudo muito lindo, deve valer a pena dar uma corridinha se for preciso pra conhecer tudo! Obrigada!
  18. @juliabm Muito bom seu relato! Eu e meu namorado teremos 6 dias inteiros na Bósnia, pensamos em ficar alguns dias em Sarajevo e depois alugar um carro para conhecer outros lugares, mas ainda estou meio perdida. Quantos dias você acha ideal para conhecer Sarajevo? Separei alguns lugares que parecem interessantes mas provavelmente não conseguirei ver todos: Mostar, Blagaj, Pociteli, Kravice Waterfalls, Jajce e Travnik. Tem algum que você acha imperdível? Alguma sugestão de roteiro? Obrigada!
  19. @D FABIANO Em Marraquexe e no acampamento do deserto algumas pessoas até arranham um espanhol sim, mas também dá pra se comunicar em inglês sem problemas. Eu fiquei no inglês/francês e deu tudo certo. Nas cidades menores é mais difícil, aí acaba sendo mais o francês mesmo, mas as pessoas são bastante simpáticas e arrumam um jeito de se comunicar. Não sei se falam espanhol na imigração mas não achei muito rígido não. Só fizeram algumas perguntas simples e tivemos que preencher um papel com alguns dados (todos os passageiros de todos os voos precisam). O aeroporto de Casablanca é muito muito confuso, mas fora isso não tive grandes problemas. Caso você saia do aeroporto e precise entrar de novo tem que passar as malas por um raio x.
  20. @Silvana Almada Já peguei um voo curto, Lisboa - Casablanca e achei tudo muito bom! Não sei como é se for só fazer uma escala em Casablanca, mas o aeroporto de lá é terrível e não gostei nem um pouco da cidade! Se tiver tempo, só o que vale mesmo a pena visitar, na minha opinião, é a Mesquita Hassan II (mas tem horários específicos). :)
  21. @Viviane F Moraes Eu não conheço esses hostels mas vi que são pelo centro (e o Selina tem um na Vila Madalena também acho), o que é bom por estar perto de grande parte do seu roteiro, mas tem que andar bastante atenta - especialmente à noite. Não acho que vale a pena pegar perto do Aeroporto de Guarulhos pq é muito longe da cidade.
  22. @Michellemcalves Em Lisboa é como o @poiuy falou, a maioria dos bares fica no bairro alto e também na região do Cais do Sodré (bares e baladas). Mas eu definitivamente não recomendo ficar lá pq é muita zona mesmo, galera gritando na rua até no mínimo 2h da manhã. Tirando essa parte, o centro (Baixa, Chiado, Rossio, Avenida da Liberdade...) é bom de ficar, mas as opções costumam ser um pouco caras. Na parte velha como Alfama, Mouraria, Castelo também tem algumas opções, mais de apartamentos, aí só precisa ter em conta que provavelmente vai ser na subida rs. Se quiser algo mais barato e ainda assim perto do centro (uma caminhada boa ou rapidinho de metrô) tem bastante opção perto das estações Anjos, Arroios (fechada temporariamente) e Alameda. Depois disso já começa a ficar meio distante demais. Não recomendo ficar em Belém pq é longe de todo o resto. Em Porto fiquei em 2 hostels bem legais, o Canvas Atelier e o Rock'n'Porto. Uma opção pra baratear também é ficar em Vila Nova de Gaia, mas é bom ver algo perto do metrô pq senão também fica um pouco difícil se locomover.
  23. @lydiaazevedoo Em Lisboa está um friozinho, mas não é nada demais. Durante o dia um casaco quentinho é suficiente (se estiver sol nem precisa muito), e a noite pode adicionar uma bota e um cachecol pq as vezes venta e isso que dá mais sensação de frio. Se você for pro Norte, como em Porto, já é mais frio. Como você tem pouco tempo sugiro escolher como base Lisboa ou Porto e dependendo dos seus interesses fazer um bate e volta. Se ficar em Lisboa sugiro um roteiro mais ou menos assim: Dia 1: Chiado, Rossio, Praça do Comércio, Bairro Alto Dia 2: Belém, LX Factory, Mercado da Ribeira (esse pode incluir no primeiro dia também se preferir) Dia 3: Alfama, Mouraria e Castelo Dia 4: Bate volta em Sintra Está tudo bem detalhado aqui. E se quiser mais dicas de Portugal tenho aqui. Se ficar no Porto dá pra ver a cidade em 2 ou 3 dias e ir até a Serra da Estrela e/ou região do Douro que são lugares lindos! Ah, fica sempre atenta à mochila, celular etc pq em lugares com muita gente tem bastante batedor de carteira. Espero ter ajudado, qualquer coisa é só falar!
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