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gabriela.duarte04

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Sobre gabriela.duarte04

  • Data de Nascimento 04-08-1991
  1. De nada! Se vc tiver tempo, é bom mesmo parar um dia em Barreirinhas. A travessia é bem cansativa (pelo menos p mim, que não tenho mt preparo físico) e mesmo pernoitando em Santo Amaro, vc acordará na madrugada p pegar transporte (e ele não é nada confortável). Então descanse um dia, conheça a cidade, veja algum passeio relax e aí vc reforça as energias p seguir sua viagem. Tenho vontade de fazer a rota das emoções um dia. Aproveite! Beijos
  2. Olá, Andreia. Muito obrigada! Fico feliz que meu relato esteja ajudando. Então, acho que às 9h da manhã já estávamos em Barreirinhas. Eu te aconselho a já deixar um transfer reservado de lá p Parnaíba, caso haja esse serviço. Não sei quanto tempo deve ser de Barreirinhas p Parnaíba, mas se for um destino comum vc deve conseguir um transfer p lá no mesmo dia que chegar a Barreirinhas. Vc pode também ligar pra lá antes de ir pra saber se esse serviço tem horários fixos. O que eu não recomendo muito é ir de ônibus se tiver van, pq como coloquei no relato a experiência de Barreirinhas p São Luis não foi muito boa, então eu optaria por van se possível. Boa sorte na sua viagem. Um abraço.
  3. Alguém indo para a Chapada dos Veadeiros dia 21/01 que possa dar carona a um casal? Ou alguém para rachar aluguel de carro talvez.
  4. Que relato legal! Vou para Veadeiros no fim de janeiro e seu relato ajudou muito. Você poderia me passar o link do grupo de caronas do Facebook? Procurei e não achei. Obrigada
  5. Que relato maravilhoso! Fiquei com mais vontade ainda de conhecer Chile e Bolívia. Confesso que tenho receio da Bolívia, pois todo mundo que conheço e já foi diz que é meio tenso, mas o salar parece tão incrível, que vou juntar coragem. =)
  6. DIA 7 – SÃO LUÍS - RETORNO RIO DE JANEIRO Bom, nosso vôo estava marcado para a madrugada seguinte, então tínhamos ainda um dia todo livre em São Luís. Planejamos ir à Alcântara e o rapaz da recepção da pousada nos disse na noite anterior que poderíamos ir para o local das barcas A PARTIR de 7:15 da manhã. Erroneamente, interpretei que “a partir” significava que haveria barcas saindo a intervalos regulares para Alcântara, mas estava enganada. Chegamos quase às 9h e a última barca tinha saído às 8h (precedida de uma que saiu às 7). A próxima sairia às 11 e aí não valeria a pena, pois chegaríamos tarde em Alcântara e teríamos que voltar à tarde. Então, frustrados, não fizemos o passeio. Demos mole mesmo Fomos então até o mercado municipal (que não tem nada de mais) e fizemos hora andando pelo centro até dar a hora do almoço. Almoçamos no Restaurante Senac, que tem comida muito boa (!!!). Para mim foi o grande achado de São Luís. O buffet livre é R$38 (um pouco caro, mas a comida é muito boa e tem direito a sobremesa). Fomos numa quinta-feira e era dia de comida nordestina, então me senti sortuda, porque que comida maravilhosa!!! <3 No resto da tarde compramos lembrancinhas, voltamos para a pousada, arrumamos nossas coisas e descansamos. À noite pedimos uma pizza e esperamos o táxi nos buscar para irmos para o aeroporto (R$40 o translado). Não fizemos muita coisa em São Luís, justamente porque a ida à Alcântara não deu certo, então senti que passamos tempo demais lá. Na verdade, a experiência dos lençóis foi tão incrível, que seria difícil algo superá-la. Os Lençóis como um todo são maravilhosos, você não acredita na beleza e na imensidão e, apesar de todo o cansaço e dor, você se sente privilegiado por ter a oportunidade de presenciar tudo aquilo. Me questionei diversas vezes sobre essa ideia louca de fazer algo nesse nível, já que nem preparo físico tenho, mas a experiência compensa demais e marcou muito mais por cada paisagem que pude observar durante esses dias e cada pessoa que conheci do que pelos perrengues que passei. Em cada canto que chegávamos, recebíamos atenção e acolhimento de pessoas de grande coração. Víamos como aquela gente é feliz com muito menos do que estamos acostumados. Para quem cresceu em uma metrópole, ter contato com um modo de vida tão distinto traz reflexões profundas sobre o que é de fato essencial na vida. Hoje recomendo a travessia a qualquer pessoa que venha me perguntar o que achei da viagem. Espero que o relato possa ajudar quem quiser se aventurar pelos Lençóis também!
  7. DIA 6 – BARREIRINHAS – SÃO LUÍS O ônibus que nos levou para São Luis era velho, não tinha ar condicionado, demorou anos para sair de Barreirinhas e tive a impressão de que de van seria muito mais rápido, porque ele parava às vezes no meio da estrada. E ainda parou na hora do almoço para o pessoal comer, sendo que faltava menos de 1h para chegar a São Luis. Melhor deixar para parar só quando chegasse lá, né? E teve gente almoçando!!!! Como íamos nos hospedar no centro histórico e ônibus não circula pelas estreitas ruas de lá, o ônibus nos deixou em um táxi, que nos levou até a Pousada dos Leões (previamente reservada pelo Booking, R$240 duas diárias). O valor do táxi foi acordado entre o rapaz do ônibus e o taxista, nós não pagamos nada além dos R$50 do ônibus, não. Chegamos debaixo de um temporal, fizemos check-in, nos instalamos, esperamos a chuva passar e fomos almoçar. Já passava das 14 horas, rodamos o centro inteiro e foi muito difícil achar um local aberto para comer. Acabamos almoçando em um self-service caro e com a comida nem tão boa assim. Acabou que nem visitamos museus em São Luis, só umas lojinhas de artesanato mesmo e ficamos andando pelo centro. Meu namorado estava meio que passando mal, então voltamos para a pousada para descansar e ver se ele melhorava. À noite fomos ao estádio Castelão assistir ao clássico do futebol maranhense Sampaio Correa x Moto Club hahahaha. O estádio fica bem distante do centro e fomos de ônibus comum mesmo (R$2,60 se não me engano). Pegamos na orla, descemos no terminal Praia Grande e fizemos baldeação. Apesar de falarem que São Luis é bem perigoso e de ter lido que no centro à noite não era nem recomendado sair, decidimos voltar de bus (às 22h), descer na orla e pegar um táxi (não queríamos morrer em uma fortuna de táxi do estádio para o centro). No entanto, não passava nenhum, então subimos a rua da pousada a pé mesmo e foi tranquilo. No dia seguinte planejávamos ir a Alcantara, mas abaixo conto o porquê de não termos ido (infelizmente).
  8. DIA 5 – SANTO AMARO – SANGUE – BARREIRINHAS A Toyota acabou passando quase às 4h da manhã, e veio já cheia (éramos os últimos, eu, meu namorado e o guia). A viagem até Sangue durou umas duas horas e custou R$20 por pessoa. E como aquele treco sacolejava! Estava caindo de sono, mas não tinha como dormir por conta do balanço. Além disso, os últimos bancos são bem desconfortáveis porque nos nossos pés tinha um monte de mercadoria (encomenda, bagagem, etc.) que o pessoal transporta de uma cidade para outra. A Toyota te deixa no meio da BR, ali você atravessa para o outro lado e espera alguma van que esteja indo para Barreirinhas. Não lembro o tempo exato de Sangue a Barreirinhas, mas acredito que não chegue a duas horas. Custo: R$ 10 por pessoa. A van nos deixou no albergue onde nossa bagagem tinha ficado. Nos despedimos do nosso guia, descobrimos que o albergue estava sem água (lá ia eu para o banho de balde novamente) e fomos dormir um pouco. Acordamos na hora do almoço, saímos para comer no centro, andamos um pouco por lá depois e voltamos para o hostel no início da noite. A dona do hostel ficou de fechar o nosso transporte até São Luis. Aceitamos, mas depois me arrependi de não ter ido na van do seu Jorge [(98) 99969-4544], o mesmo que fez nosso translado de São Luis para Barreirinhas e custava também R$ 50 por pessoa. Ficamos no hotel "Em boas mãos", também conhecido como Albergue da Cineide. R$35 por pessoa, dormimos em quarto privado, porém o banheiro era compartilhado. O hostel é bem simples e fica um pouco afastado do centro, mas como a cidade é pequena, acaba não sendo tão longe assim. O café da manhã é bem simples também (pão, tapioca, frios, manteiga e suco). Se não fosse o problema da falta d'água, teria sido mais de boa. Mas para quem gosta de maior conforto, não recomendo. A oferta de hospedagem em Barreirinhas é alta, mas como já tinha deixado minha bagagem lá, fiquei sem graça de ir procurar outro canto. Deu para aguentar por um dia, mas não ficaria mais.
  9. DIA 4 – QUEIMADA DOS BRITOS – SANTO AMARO Último dia de caminhada e eu reuni toda a coragem e os Dorflex que me restavam (embora no fim não tenha precisado tomar nenhum) e partimos às 3h da manhã para o último dia de travessia. Escuridão total, estou até agora me perguntando como Fagno não se perdia no meio daquela imensidão de areia. Quando subimos na primeira duna, foi possível avistar ao longe uma área iluminada, que era a cidade de Santo Amaro, nosso destino. Ventava bastante e chuviscou um pouco, mas por pouco tempo. Nesse trecho descemos muitas dunas, algumas enormes, então galera que fizer a travessia no sentido contrário ao que fizemos (ou seja, de Santo Amaro para Atins) preparem-se, porque vocês enfrentarão subidas puxadas. Para minha surpresa o último dia foi o mais tranquilo para mim, embora também tenhamos andado 11 horas (com pausa para banhos). O sol continuava castigando e senti algumas dores nos pés também (nesse dia descobri algumas bolhas), mas nada nem de perto comparado com os dois primeiros dias. Como era o último dia e não tínhamos hora para chegar a Santo Amaro, fizemos em um ritmo tranquilo, paramos mais vezes do que nos dias anteriores e sem pressa seguimos até nosso objetivo. Demos uma acelerada apenas enquanto não amanhecia, aproveitando a ausência de sol quente sobre nós. Eu não saberia descrever a emoção que senti quando subi a última duna e à nossa frente havia uma área plana e vegetada que nos levaria a Santo Amaro. Depois de tanto cansaço, de ter pensado mil vezes que não ia conseguir, enfim tínhamos encerrado nossa jornada pelos lençóis. Da última duna até a pousada que ficamos, no centro de Santo Amaro, caminhamos mais uma horinha. Aí sim eu já estava esgotada, mais me arrastando do que andando, com fome, etc. Já estava sem paciência porque andamos a cidade toda e nada da pousada chegar. Mas quando finalmente chegou, fiquei extremamente feliz. O guia nos levou para a Hospedaria São José (Rua das Flores, nº 4, Centro, próximo à igreja católica. (98) 3369-1074 ou (98) 88447651). Fomos super bem recebidos (até ganhamos um lanchinho enquanto nosso almoço não chegava, já que ligamos para encomendar em algum restaurante da cidade, indicado pela proprietária da pousada, dona Marineide. As acomodações eram muito boas, com ar condicionado e banheiro privado (pensem na minha felicidade quando vi um chuveiro). A diária custou R$ 100 para duas pessoas. O almoço nesse dia foi cerca de R$ 15 por pessoa. À noite saímos para comprar algumas coisas para comer e dar uma olhada na cidade. Voltamos e dormimos cedo, pois a Toyota que nos levaria de Santo Amaro para Sangue passaria às 3:30 da manhã.
  10. DIA 3 – BAIXA GRANDE – QUEIMADA DOS BRITOS O segundo dia de travessia é o que se anda menos (apenas 4/5 horas) mas, na minha opinião, foi o mais difícil para mim. Fiz o percurso todo mancando, andando bem devagar e em poucas horas estava esgotada. Acordamos às 6h e saímos às 7h e a saída de Baixa Grande foi feita em uma balsa improvisada com isopor e pedaços de madeira. Jurava que aquilo ia virar ou afundar, mas transportou quatro pessoas de boa hahaha. O cansaço do dia anterior e as dores musculares eram imensos e eu continuava preocupada com o último dia de caminhada, que novamente exige cerca de 10 horas de esforço. Nesse dia conhecemos a Lagoa do Boi, uma lagoa linda, da qual eu não queria sair de jeito nenhum. Chegamos em Queimada dos Britos e ficamos novamente na primeira casa, até porque se eu tivesse que andar mais 10 metros, eu caía no chão. Novamente almoçamos galinha caipira (também muito boa, mas a do primeiro dia era imbatível), tomamos banho (de balde again) e fomos relaxar na rede embaixo de um grande pé de jatobá no quintal. Novamente choveu no fim da tarde, então nada de pôr do sol. Essa casa estava com o gerador ruim, então a iluminação à noite foi na base de lamparina. O marido da dona Maria chegou da pescaria cheio de peixes e à noite pedimos que ela fritasse um para nós. Não desejávamos um jantar completo, só o peixe mesmo para experimentar. Acho que no final das contas ela cobrou R$10 reais apenas por esse peixe. À tarde, conversando com ele, percebi que ele tentou me persuadir a desistir da travessia hahahaha. O guia já havia falado conosco que ele tinha o contato de um quadriciclo que poderia nos buscar e levar até certo ponto e de lá para Santo Amaro seriam poucas horas de caminhada. Recusamos a oferta feita pelo guia, pois quando saímos do Rio nem sabíamos da opção de desistir no meio, então fui com a ideia de que desistir não era uma alternativa, a não ser que eu estivesse totalmente impossibilitada de continuar. Mais tarde, o marido da dona Maria reforçou a oferta e contou vários casos de pessoas que chegavam ali e não conseguiam seguir em frente. Me senti desafiada, então naquele momento tive a certeza que ia terminar a travessia de qualquer jeito. Além disso, meu namorado estava bem e seria sacanagem fazer ele não completar a travessia apenas por medo meu. Depois disso fomos dormir, pois sairíamos às 3h da manhã de novo para o último dia de aventura. Pernoite R$25 por pessoa, almoço idem, 3 garrafas de água de 1,5 (acho que era 6 reais cada), peixe 10 mais ou menos.
  11. DIA 2 – INÍCIO DA NOSSA TRAVESSIA – CANTO DO ATINS – BAIXA GRANDE Às 2h da manhã acordamos e nos preparamos para o início da nossa travessia. O café foi bem simples e até decepcionante, apenas duas fatias de pão de fôrma duro com manteiga e leite. A dormida foi R$30 por pessoa e o café estava incluso. Às 3h partimos, em plena escuridão. Andamos cerca de seis horas pela praia e nesse período tive a oportunidade de assistir o mais lindo amanhecer. Andamos e andamos e andamos e a entrada para as dunas que levaria a Baixa Grande nunca chegavam. Encontramos pescadores no caminho em suas barracas na beira da praia, vimos muitos cabritinhos e ficamos impressionados com a quantidade de objetos trazidos pelo mar. Até carcaça de TV tinha. O mar ali é bem agitado e nada convidativo para um mergulho. A escolha pelo sentido Canto do Atins – Santo Amaro se deu após sabermos que esse sentido facilita a caminhada, já que o sol fica a todo tempo nas costas (ou na lateral do corpo após meio dia), as subidas das dunas são bem menores e o vento fica a favor. Nesse primeiro dia, então, andamos a maior parte do tempo com o sol batendo em nossas costas. No meio da manhã meu joelho começou a doer muito e eu comecei a ficar preocupada, pois era apenas o primeiro dia e eu já estava com dores. Meu namorado ajudou carregando minha mochila por algumas horas e tomei um dorflex que, para meu alívio, ajudou na questão da dor do joelho. Algum tempo depois, no entanto, meu pé começou a doer. DICA CALÇADO: O guia recomendou que fizéssemos a travessia alternando entre o uso de havaianas e os pés descalços. Caso a pessoa sinta que o pé está formando bolhas ou ficando assado, pode usar meias. Eu usei as minhas muito pouco, porque nessa de ficar entrando e saindo de lagoa que tínhamos que atravessar, eu não queria ficar tirando e botando as meias, nem queria molhá-las. Então fiquei no duo havaianas – pés descalços mesmo. Depois de muitas horas de caminhada chegamos na primeira lagoa onde paramos para tomar banho! Felicidade sem tamanho, que só durou até eu lembrar que ainda tinha 3h de caminhada até Baixa Grande e meu pé e meu joelho gritavam novamente. O que mais me desanimava era pensar que estávamos apenas no primeiro dia e eu já estava esgotada. Mas seguimos em frente. Depois que entramos na parte do oásis de Baixa Grande, andamos cerca de 1h até chegarmos de fato na casa onde ficaríamos. Essa 1h parecia uma eternidade, areia fofa, muitos gravetos no chão, alagados de água super quente para atravessar, fome batendo, sol forte, água tinha acabado e essa casa não chegava nunca. Já estava irritada, porque sempre perguntava se faltava muito, o guia dizia que não, mas nunca chegava. Quando finalmente cheguei na casa em Baixa Grande após 11 horas de caminhada (com parada para banho em lagoas), mal conseguia pisar no chão. Cheguei mancando, chorando (hehe) e com a cara toda queimada. Sentei em um banco embaixo da árvore e não conseguia mais sair dali. Com muito esforço resolvi alongar e massagear os pés para ver se melhorava. Bebi uma coca cola e fiquei ali na sombra sem saber o que pensar do que viria pela frente. O almoço era galinha caipira, mas como o guia não confirmou com a dona da casa (infelizmente esqueci o nome dela, mas foi muito legal conosco e nos recebeu muito bem. É a primeira casa de Baixa Grande), o almoço ainda iria demorar mais de 1h para ficar pronto. Deu tempo de tomarmos banho (de balde) e tirarmos um sonequinha. A galinha estava maravilhosa e foi servida com macarrão, arroz, feijão e farinha. O guia perguntou se queríamos ver o pôr do sol nas dunas, mas no fim da tarde choveu (o que segundo ele era bom, pois deixaria a areia das dunas mais firme, facilitando a caminhada do dia seguinte). Além disso, eu estava mancando e com dores, não iria de qualquer forma. Dormimos muito cedo, acho que deitei às 18, levantei às 20 para colocar celular e a câmera para recarregar, e voltei a dormir, acordando apenas às 6h do dia seguinte. A dormida foi em rede, uma delícia! Pernoite R$25 por pessoa e almoço idem. Cada garrafa de água de 1,5l custava R$8 e a coca R$5.
  12. Dia 1 – BARREIRINHAS - CANTO DO ATINS Como marcamos de encontrar nosso guia (segue contato dele ao fim do post) em Atins (e de lá seguir andando por duas horas até Canto do Atins, onde começaria nossa aventura no dia seguinte), decidimos aproveitar para fazer o passeio do Rio Preguiças (R$ 70 por pessoa). O passeio passa por Vassouras, Mandacaru e Caburé e é possível combinar com o guia o transporte de barco de Caburé até Atins (nos foi cobrado R$10 por pessoa, então o total do passeio foi R$80 para cada um). Um carro nos buscou no albergue uma hora depois de nossa chegada a Barreirinhas (8h e 30min) e nos levou até o rio, onde encontramos o guia desse passeio e as outras pessoas que iriam conosco. O passeio é bem legal, o guia vai mostrando as principais espécies vegetais presentes no rio, diferentes tipos de mangue, pássaros, etc. A primeira parada foi em Vassouras, onde tem aqueles macaquinhos que todo mundo acha fofo, mas eu pessoalmente nem curto. Na verdade, eles são bem abusadinhos. Se der mole com comida, ou algo pequeno em cima das mesas, eles pegam mesmo. Em Vassouras você já vê umas dunas e tinha uma lagoa também, pudemos circular por lá durante uns 40 minutos para tirar fotos, tomar banho, etc. Há pequeno comércio no local. Em seguida, fomos para Mandacaru, onde há um farol com pouco mais de 100 degraus e de onde se tem uma vista linda do rio, do mar e do povoado. Logo na chegada, há uma barraca que vende caipirinhas muito boas! Tomamos uma de abacaxi com limão que foi R$8. A entrada no farol é gratuita. Por fim, nos dirigimos a Caburé. Inicialmente pensamos em não almoçar lá, pois havia lido que era mais caro do que Atins, mas estávamos com tanta fome, que não aguentamos. Almoçamos na Cabana do Peixe, onde um peixe para 2 pessoas (com acompanhamentos, arroz, feijão, farofa, batata frita) custou R$75. O suco de cupuaçu era simplesmente maravilhoso (como todos que bebemos ao longo da viagem). No total, a conta passou dos 100 reais, mas era tanta comida, que acabou valendo a pena. Após o almoço, demos um pulinho na praia de Caburé (poucos metros caminhando). Mar agitado, água quentinha, sol escaldante. Por volta das 14h o guia veio nos chamar para seguirmos até Atins. Em poucos minutos estávamos lá e o nosso guia Fagno (mais conhecido como Grandão) já estava na praia nos aguardando. SOBRE O GUIA: Peguei o contato do Fagno em algum relato que li aqui no Mochileiros. Ele cobrou R$150 a diária para duas pessoas. Fagno é muito gente boa, tranquilo, gosta de conversar sobre suas andanças pelos lençóis e não é aquele guia que te apressa. Combinei previamente de encontrá-lo em Atins e de lá seguir andando até Canto do Atins (2h de caminhada +-). A saída de Atins é meio chata, pois a areia é fofa e quente, você tem a sensação de que anda e não sai do lugar, além de cansar rápido. Ali eu já senti que não ia ser tão fácil fazer essa travessia como eu pensava. Passamos por poças e alagados na saída de Atins, ate chegarmos em uma área que era apenas areia. Fagno nos levou até uma lagoa e aproveitamos para assistir ao pôr do sol. Naquele momento me caiu a ficha de que eu estava realmente ali e que tinha 3 dias de puro esforço físico pela frente, mas com a certeza de que valeria a pena. Ele não cobra por esse trecho Atins – Canto do Atins, mas achamos de bom tom dar um dinheiro extra a ele quando realizamos o pagamento, já que não pesaria tanto em nosso orçamento. Contato do Fagno (98) 99967-7961 Após o pôr do sol, seguimos caminhando mais alguns minutos até a casa onde pernoitaríamos para, na madrugada seguinte, iniciarmos nossa caminhada. Chegamos na casa já à noite e o gerador tinha dado problema, então escuridão total. Aliás, levem lanterna!!! As casas possuem gerador, mas na madrugada, quando levantamos, não havia luz nenhuma, então uma lanterna ajuda muito. Eu não levei, mas por sorte o flash do meu cel funciona como lanterna, então foi o que salvou. Eu o recarregava sempre que possível. O banheiro da casa era do lado de fora e sem luz foi meio complicado de tomar banho, mas consegui. Ali já foi o primeiro choque para mim, pois sou do tipo que preza pelo menos por um banheiro razoável para tomar banho. Mas eu embarquei nessa sabendo que conforto muitas vezes não seria uma realidade, então não podia reclamar. O que me chateou de verdade foi o sofrimento com os mosquitos nessa noite, somado ao calor que fazia. Como mencionei antes, passei muito repelente por incontáveis vezes e não adiantou. Juntando a coceira + barulho dos mosquitos no ouvido + calor, fui dormir bem aborrecida. A cama tinha um mosquiteiro, mas ele tinha um cheiro tão forte e tão ruim, que eu me recusei a dormir com aquilo em cima de mim. Essa casa foi a única onde não me senti acolhida e nem achei as pessoas simpáticas. Fomos “dormir” muito cedo (8h da noite) porque acordaríamos às 2h da manhã, mas após um cochilo, acordamos com as altas risadas do pessoal que estava vendo novela (o gerador tinha voltado a funcionar). A partir daí não sei o quanto consegui dormir, porque a batalha com calor e mosquitos continuou a noite toda.
  13. Saímos do Rio de Janeiro (Galeão) às 22:34 do dia 16/04/2015 e retornamos dia 24/04/2015 às 2:50. Viajamos pela Gol e pagamos R$ 382 com taxas. Chegamos em São Luís às 2h da manhã. Agendamos previamente com o Jorge da Levatur um translado do aeroporto para Barreirinhas. A van passa ás 4h da manhã no aeroporto e custa R$50 por pessoa. A viagem até Barreirinhas demora cerca de 3 horas, com uma parada rápida na estrada para tomar café. Mais ou menos às 7:30 estávamos no albergue onde o guia que contratamos para a travessia disse que poderíamos guardar nosso mochilão (maiores informações sobre o albergue de Barreirinhas mais à frente). Para a travessia de três dias eu e meu namorado fizemos cada um uma mochila menor, com tudo que julgamos ser essencial. No mochilão, que ficou em Barreirinhas, deixamos somente roupas que usaríamos no restante da viagem, quando voltássemos dos lençóis. As mochilas pequenas foram bem cheias, porém foi bem melhor do que carregar uma mochila grande. Levei três mudas de roupa (acabei fazendo a travessia toda com a mesma, pois todo dia era possível lavá-la e secava a tempo da saída no dia seguinte) e um pijama (que foi desnecessário, era tão quente que poderia ter dormido com qualquer short e blusa leve), além de dois biquínis, embora também só tenha usado um. Levei uma canga que salvou meus ombros do atrito da mochila e do sol forte nos braços e um chapéu que acabei quase não usando porque suava demais e coçava a testa, mas me custou uma queimadura linda na orelha, que descascou dias depois. LEVEM MUITO(!!!!!) REPELENTE E PROTETOR! Eu sofri muito com os mosquitos de Canto do Atins. Sou alérgica e já sabia disso, mas mesmo tomando banho de repelente, não adiantava. Quanto ao sol, você sabe que ele está quente, mas não sente ele queimando, pois o vento ameniza a sensação de calor. Passava protetor no início da caminhada e reforçava depois, mas menos do que deveria. Ao fim do dia, eu percebia o quanto ele tinha castigado minha pele. Ficava com aquela marca horrível de óculos de sol e no primeiro dia esqueci completamente de passar protetor labial. Resultado: acordei na madrugada seguinte com a boca MUITO inchada. Fiquei apavorada, achava que demoraria dias para voltar ao normal e, embora tenha voltado algumas horas depois, foi horrível acordar e sentir a boca daquele jeito. Então protejam-se do sol o máximo que puderem. Quanto à comida, acho que levei roupa demais e comida de menos. Na verdade, levei só alguns biscoitos e maçãs que compramos em Canto do Atins. Apesar de adorar maçã, ela abre o apetite, então não sei se foi a melhor ideia, porém não queria frutas que estragassem mais rápido ou fossem fáceis de amassar, tipo banana. Pensei em levar bolo ou sanduíches, mas o recipiente ia tomar espaço demais na mochila, então desisti. Os povoados onde dormimos durante a travessia não têm oferta de lanches para comprar, então o que fazíamos era levar uma tapioca que sobrasse do café ou algum biscoito. Mais à frente explico melhor. Continuarei com o relato em ordem cronológica.
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