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mayraaraujo

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  1. Parte III Dia 6: Fechamos um passeio por MZN 3.000 para passear por Maputo, mas meio que já tínhamos conhecido tudo. Fomos então conhecer Matola, a cidade vizinha, que não tem nada, na verdade. Almoçamos no Mimmo's e à noite fomos no Clube Naval, o lugar mais luxo e mais caro em que comemos (MZN 2300 p/2). Dia 7: KRUGERRRRRRRRR Pagamos MZN 5000 para um motorista nos levar até o Pestana Kruger. De Maputo até o Pestana deu umas 3 horas de viagem, acho, passando pelas fronteiras e tudo o mais. A diária do Pestana é de USD130 com café da manhã E jantar (e um senhor jantar, diga-se de passagem). E, caras, que hotel. A recepção dele dá de cara pro Kruger, o ambiente todo é lindo, piscina ótima, chalés individuais incríveis, tudo muito certo e bonito. O passeio pelo Kruger é USD170 por pessoa fechando no próprio hotel. Dia 8: Saímos do Kruger para o safári às 5:30. O hotel prepara um café-da-manhã para levar. O Kruger é tudo o que esperamos: o verdadeiro set de filmagem do Rei Leão. Vimos crocodilos, impalas, zebras, girafas, elefantes, rinocerontes, um monte de aves...só ficou faltando o leão e o leopardo. Mas a gente não pode pedir para os animais aparecerem quando a gente, quer, né? É a diferença do zoológico. Passamos horas procurando os bichos, mas também se está muito quente eles se escondem nas sombras e aí é bem difícil vê-los (ainda mais com períodos intensos de seca ) Chegamos no hotel às 13h e já era hora de irmos embora. O carro nos buscou e lá fomos nós, saindo desse paraíso chamado Kruger A fronteira é um porre, ponto. Quente, desagradável...tivemos que comprar um visto novo. Apesar do intenso estresse e da preocupação com a corrupção (que está em cada centímetro de Moçambique) ou de talvez não liberarem nosso visto por motivos de eu estava puta pra caralho e nenhum pouco educada, acabamos pagando mais barato pelo novo visto do que se tivéssemos comprado o múltipla entrada. Das duas opções, não sei qual a melhor, honestamente. (MZN 5300 p/ 2 os vistos). É impressionante a diferença de energia e estado de espírito entre os dois países. Foi tudo tão perfeito na África do Sul, e foi só chegar na fronteira de Moçambique que já senti o peso do lugar, a sufocação que dá vontade de se esconder, o sobrepeso nas pessoas que parece pesar o ar. Se eu tivesse dinheiro e o visto de múltipla entrada, sem dúvida voltaria correndo e me esconderia no Pestana.
  2. (PARTE II) Dia 1: Saímos do Galeão na quinta à tarde. De lá fomos para SP Guarulhos, onde ficamos 1:30 estacionados, depois fomos para Luanda, onde trocamos de avião, e finalmente Maputo. O total da viagem foi de 14 horas. O avião até Luanda era espaçoso e gigante. A comida no jantar era horrorosa, a do almoço e café da manhã era OK. O aeroporto de Luanda é mínimo e não tem nada pra fazer. Chegando no aeroporto de Maputo (sexta à tarde) já tem vários caras se oferecendo para carregar sua bagagem no carrinho. Não aceite, é óbvio que eles estão ali para te cobrar. Fique atento também à revista: mochilões e malas de mão costumam passar, malas de rodinha são pedidas para serem revistadas, e é nessa hora que começa a corrupção: o policial te deixa tenso, diz que tal coisa não pode entrar no país (o que provavelmente será mentira), você não conhece as regras do lugar, dali a pouco ele te pede um dinheiro pra te deixar ir. Se acontecer de você ser o sortudo a ter a mala revistada, fique muito de olho no que o cara está fazendo e conteste (com muita educação e amor no coração) se ele disser que está levando algo proibido. Não tente crescer pra cima dos caras que acho que não dará muito certo. Eu e minha mãe tivemos a maior sorte do mundo: um conhecido foi no mesmo vôo que a gente com um amigo, e a prima dele mora em Maputo. Ela e o marido tem uma van, e foi nessa van que fomos conhecer a maioria dos lugares. Eles foram nos deixar no nosso hotel (Taka-Taka) mas, chegando lá, vimos que não era em uma boa região, e decidimos abandonar o hotel ali mesmo (imagina, depois de 14 horas de vôo, cansadas, chegar em uma área tensa, sem conhecer nada, na África....minhas crises de ansiedade começaram ótimas). Fomos para o Hoyo-Hoyo, um hotel mais simpático, apesar de achar o preço caro (acho que era algo em torno de R$300 a diária para duas pessoas) para o tamanho micro do quarto. O preço é mais pela localização, que é numa área bacana da cidade. Pois bem, dali fomos em uma casa de câmbio trocar os USD300 que levei em espécie (aprox. 12000 MZN) e fomos comprar chips para meu celular (a internet lá é bem boa e bem barata, vale a pena já que poucos lugares tem conexão boa de wi-fi). Como era sexta feira, fomos à um bar chamado 96, onde às sextas rola música brasileira ao vivo. Ficamos um pouco, comemos alguns aperitivos locais, tomamos a cerveja local (2M é como Antartica, Laurentina Premium e Preta são mais fortes e Manica é bem forte) e conhecemos uma moça que aluga um quarto na casa dela. Ali mesmo fechamos de ir pra casa dela no dia seguinte. Aqui no Brasil tínhamos fechado de ir para Tofo, Província de Inhambambe, mas no Bar descobrimos que um FUCKING CICLONE tinha atingido a Província, e que Tofo não estava lá muito maneiro para se ir. Cancelamos a reserva no hostel e ficamos meio à deriva, colando nessa galera para ver o que faríamos. 3 balas desviadas, e ainda era só o primeiro dia em Moçambique. Dia 2: Tomamos café-da-manhã, fizemos o check out e esperamos nossa van da alegria. Quando ela passou, deixamos nossas malas em nossa nova casinha e saímos com o pessoal para conhecer um pouco de Maputo. Fomos na Estrada de Ferro (estação de trem que ainda funciona), onde aos sábados rola uma feirinha, comidinhas, agitação. De lá fomos para a Fortaleza (20 MZN), lugar onde a cidade começou a partir. Demos um passeio pela costa e fomos no Mercado do Peixe. M E U A M I G O E M I N H A A M I G A QUE SITUAÇÃO O Mercado do Peixe é um lugar gigantesco. E, antes que eu comece a falar qualquer coisa, saibam: frutos do mar é muito barato em Moçambique. Foi um choque real para mim. Mas bom, como eu ia dizendo, o lugar é enorme, vendem todo tipo de frutos do mar ali. Você negocia, compra, pede pra eles limparem (sempre bom ter alguém por perto vendo se eles não vão tirar alguma coisa e te deixar com menos do que você comprou), depois leva em um dos vários quiosques e os caras preparam para você. Nós éramos 7 pessoas e compramos OITO QUILINHOS DE COMIDA , sendo que 5 eram só de camarões gigantescos que você nunca vai ver em nenhum lugar do Brasil (alguns eram do tamanho de lagostas, REAL). O preço para eu e minha mãe, incluindo comprar no Mercado, levar pra fazer, bebidas e acompanhamentos saiu à MZN 2280 (algo em torno de R$120, talvez). Só de escrever isso já me dói o coração em pensar que eu nunca vou comer essa quantidade de comida por aqui por R$60. À noite os meninos queriam sair, mas como ainda estava me ajustando ao fuso (5 horas de diferença + crises de ansiedade) decidi ficar quietinha. Dia 3: Como os meninos estavam em um tal ~~passeio de homens~~, fomos na FEIMA, a feira de artesanato. Lá tem muitas coisas bonitas mas é insuportável o assédio desesperado dos vendedores. Sério, é cansativo só de lembrar. Lá tem dois restaurantes, e comemos um Frango À Zambeziana que, se você for em Maputo, você não pode deixar de comer. Que saudade desse frango, sério! É delicioso demais. Ficamos ali conversando, nosso total (sempre pra duas pessoas, ok?) foi de MZN 1280. Não compramos nada na Feima (ainda voltaríamos lá algumas vezes); à noite fomos em uma pizzaria chamada Mimmo's. Fiquei muito surpresa em como a pizza moçambicana é melhor do que qualquer pizzaria que já fui aqui no Rio. Dia 4: Tentamos ir à uma cidade chamada Catembe, mas a fila para cruzar a balsa de carro estava gigante (Catembe é como Niterói, pra quem conhece o Rio, em termos de chegar - só que sem ponte, só barco). Fomos então visitar à Coalizão, onde um brasileiro trabalha; a Coalizão é uma ONG tutelada pela ONU, onde jovens trabalham na disseminação de informações sobre saúde e sexo, empoderamento feminino, uso de camisinhas, etc. Aproximadamente metade da população moçambicana está afetada pela AIDS hoje, muito devido à cultura e informações erradas. Da Coalizão visitamos Mafalala e Xipamanine. Não são lugares maneiros de visitar, assim como a favela não é um lugar maneiro - mas é importante ver como as pessoas realmente vivem. São lugares muito pobres - Xipamanine é como uma feira gigantesca e tumultuadíssima onde não é nem recomendado você andar por ali pois provavelmente vai perder todos os seus pertences; Mafalala é uma parte da cidade onde jovens usam muitas drogas e bebem muito). Eu geralmente amo tirar fotos de todas as coisas, mas nessa viagem tirei poucas; não é seguro ficar com celular na rua, tirando fotos e tals. E, nesse passeio por Mafalala e Xipamanine, a vontade de tirar fotos daquelas pessoas, como se eu estivesse em um safári humano, era 0. À noite jantamos em uma pizzaria chamada Pirata (MZN 1300 p/ 2). Dia 5: A fila para Catembe estava maior ainda, mas estacionamos o carro e fomos de barco mesmo (MZN 10 por pessoa). Em menos de 10 minutos você está lá. Assim como Niterói, a melhor coisa de Catembe é a vista para Maputo Fomos comer n'O Farol, um lugar bem gostosinho para sentar, comer com calma, apreciar a vista (MZN 1700 p/ 2). Soubemos que existe um hotel onde você pode pagar para passar o dia, com piscina e tudo o mais, mas ele era distante, só de carro para chegar. À noite comemos em casa, mesmo. É bom ter esses momentos (se eu estivesse viajando sem minha mãe, certamente eles seriam mais recorrentes).
  3. (PARTE I) Olá nação mochileira! Como vários aqui, aproveite a promoção da Taag no fim de 2016 e comprei passagens por R$600 ida e volta + taxas (total de R$1400 por pessoa) para Moçambique. Antes de falar da viagem vou dar as dicas do pré-viagem: - Visto: http://www.mozambique.org.br/ - R$250 entrada única e R$600 múltiplas entradas. Isso significa que, no primeiro, você pode entrar apenas uma vez (quando chega no país), enquanto que no segundo você pode sair pelas várias fronteiras, conhecer outros países e voltar. Eu paguei o visto simples e acabei saindo pra ir pro Kruger. Quando voltei tive que comprar um visto simples novo na fronteira - o que acabou saindo mais barato do que ter comprado o múltiplo, na real, mas a dor de cabeça, olha...não sei se vale muito a pena. - Dinheiro: O metical (MZN) é uma moeda bastante desvalorizada. Com passagem + hospedagem + fazer tudo o que fiz + refeições saiu R$5000. Poderia ter economizado mais, mas estava com minha mãe e ela não quer ter trabalho de lavar a louça ou se preocupar com isso enquanto viaja, então saímos pra comer todos os dias. Compre dólar, leve o máximo possível em espécie; nós levamos o Travel Money Card, mas cada saque (em Maputo tem ATMs por tudo quanto é canto) cobra uma taxa de USD20. Ou seja, a gente meio que se fodeu (médio, já que pra comer, pelo menos, todos os lugares aceitavam cartão). - Hospedagem: procure AirBnB. Ou pesquise muito sobre os lugares onde estão os hoteis. Maputo é uma cidade muito pequena, a mesma rua pode começar em uma área super tranquila e terminar em um lugar meio esquisito. Os mais caros ficam em áreas melhores...mas são mais caros. - Comunidade brasileira: existe uma por lá, vale a pena pesquisar e procurar pessoas que moram por lá e podem te ajudar com o básico (onde ir, onde não ir, etc). Eles salvaram a gente logo quando a gente chegou. A maioria dos brasileiros em Moçambique hoje são missionários, mas tem uma parte que vive há anos por lá que não é e pode te dar dicas valiosíssimas. - Doenças: pra sair do Brasil precisa do cartão internacional contra Febre Amarela. Isso vão te pedir várias vezes (como nosso vôo fez escala em Luanda, acredito que tenham pedido pelo menos umas 4 vezes ao longo do percurso). Malária e cólera são doenças reais lá: a cólera é passada por alimentos e água contaminada (então evite saladas em restaurantes e não caia na água a menos que te digam que é própria para banho), a malária por mosquito (repelente normal dá conta do recado). Com os cuidados certos você pode voltar inteiraço, que nem eu. - Segurança: Money belt (aquelas pochetes que ficam dentro da calça) SEMPRE. Cópia do passaporte ali dentro SEMPRE. Mochila virada pra frente SEMPRE. À noite prefira andar de táxi (e, assim como no Rio, prefira táxis de pontos ou recomendações - lá tem algumas pessoas que trabalham como taxistas em carros de passeio, como Uber -, evite pegar na rua), sempre combine o preço da corrida antes de começar. Lá não existe roubo à mão armada (armas de fogo são raras fora do Exército e da Polícia), mas furtos são uma constante. Olho aberto. É impossível tentar se passar por local quando 98% da população é negra de pele bem escura, então nem tente ser malandro. Abrace o turista que existe em você e siga em frente. - Roupas: África é quente né queridos, nem precisa dizer. Mas às vezes venta, e o vento é bem fresquinho, até. Sou do Rio e estou acostumada com calor, mas o sol de lá é realmente diferente: ele queima MUITO. Passe protetor solar, vai por mim. Agora, as pessoas em Moçambique são muito reservadas. Shorts e roupas curtas na rua só pra quem é turista, galera lá anda de calça jeans, saias longas e homens de terno o tempo todo, não importa o clima. Como eu disse ali em cima, você não vai conseguir se passar por local, o que significa que pra você usar uma bermuda é OK, mas evitemos shorts, saias e blusas muito curtas, ok? Por respeito à cultura local.
  4. Camila, você estará do-la-di-nho da minha casa! Podemos beber sim como não só chamar!
  5. OI GENTES! Desculpa a demora pra responder, não recebi nenhum e-mail avisando que tinham respondido no tópico .____. Diuceia, eu particularmente me amarro na Tijuca. Agora são quatro metrôs que tem lá (Saens Pena, Uruguai, Afonso Pena e São Francisco Xavier), acredito que qualquer lugar que você fique esteja segura em relação a isso. Veja o endereço certinho da sua amiga e procure no Google Maps. Não recomendo se for muito próximo ao Maracanã, lá é meio tensinho pra quem não sabe andar pela cidade, mas se for mais pra Tijuca mesmo é tranquilo. Tem várias opções de comida e bebida por lá, e são bem mais baratas que Zona Sul. Tem uma música muito boa do Planet Hemp sobre o Rio de Janeiro (zerovinteum) que diz "a vida boa mas só vive quem não tem medo / olho aberto malandragem não tem dó". É bem por aí mesmo: a maioria dos lugares que você provavelmente irá é relativamente tranquila, mas tem que estar esperta, atenta ao que acontece à sua volta. Também não vai andar a esmo pela Tijuca de madrugada, né? É só ter senso. Não recomendo agência. Como a amiga disse aqui em cima dá pra comprar pela internet, ou então na hora mesmo. Pro Corcovado vende no shopping Rio Sul - que, olha que legal, é super perto do Pão de Açúcar. Mesmo sendo feriado é abril, baixa temporada, não acredito que terão filas enormes no Pão de Açúcar não. Existem tantas, mas TANTAS outras coisas maneiras a serem feitas além de Pão de Açúcar e Cristo...tire um dia pra andar pelo centro. CCBB, Igreja da Candelária, Palácio Tiradentes, MAR, Biblioteca Parque Estadual, SAARA (melhor lugar do mundo), Cinelândia e Theatro Municipal (se informe sobre visitas guiadas por lá). Tire outro dia pra praia, lógico; eu prefiro Ipanema, acho mais seguro, mais bonita e (BEM) mais limpa que Copacabana. Como a amiga falou, uma boa pode ser caminhar pela orla, é um super programa. Terceiro dia eu faria Jardim Botânico (7 ou 14 reais, acho) ou Parque Lage (gratuito, ao lado do Jardim Botânico, nem 1/100000000 do bem cuidado JB), Lagoa Rodrigo de Freitas...sei lá mais o quê. A amiga aqui em cima deu a dica de praia da Barra; essa do Pepe ainda é movimentada, mas existem mais distantes (Prainha, Restinga) que são desertas e paradisíacas. Feira de São Cristóvão e Quinta da Boa Vista também são bem maneiros. Não recomendo o tour pelo Maracanã porque ele passou pela reforma e agora é só mais um estádio padrão FIFA (literalmente). Também não sou fã de Zoológicos e não recomendaria.
  6. Oi gente! Como eu amo o Mochileiros e adoro ajudar turista (vai saber por quê), decidi fazer esse relato de fim de ano pra ajudar quem chega ou quem pensa em vir pro Rio nessas férias. Moro aqui minha vida toda e sei mais sobre essa cidade do que sobre mim mesma, então vai lá: 1) Como está o Rio? - Quente. Muito quente. Nem cogite roupas de frio, nem se você estiver pensando em ir pra Petrópolis, Teresópolis, etc. - Caro. Sempre que chega o verão as coisas tendem a dar uma inflacionada, principalmente no quesito praia. Graças à +qd+ Copa do Mundo, as coisas inflacionaram ano passado e quando chega o verão acontece a inflação sobre a inflação. Certamente isto está acontecendo por todo o Brasil, mas acredito que o Rio (e os cariocas, Deus me livre) tem sofrido mais. 2) E a segurança? Não anda muito boa, mas até março a segurança é reforçada em alguns pontos da cidade (a saber: zona sul, lapa à noite, cinelândia pela manhã/tarde, outros lugares turísticos e alguns de muito movimento, como em alguns pontos do metrô). Você que é turista não tem muito mais o que fazer além da área da zona sul/centro/tijuca/barra, mas nós reconhecemos turistas há quilômetros de distância. Tem coisas que só turista faz (do tipo entrar numa rua deserta que mais NINGUÉM está entrando só pra ver qual é da parada), e aqui se vacilar o jacaré abraça. Copacabana, por exemplo, é um dos bairros da zona sul com maior número de assaltos, porque é o lugar com maior concentração de turistas. Minhas dicas são: só ande com máquinas fotográficas em lugares mais movimentados e turísticos. Acabou de usar, coloque na bolsa, não fique caminhando enquanto olha a paisagem ou as fotos. Use doleira. Se voltar da balada, pegue um táxi, de preferência de companhia ou usando o easy taxi (ou app similares). Preste atenção ao seu redor quando pegar algo de valor da bolsa ou mochila, e confie no seu instinto: achou que alguém está te olhando demais ou vindo com muita firmeza na sua direção, atravesse, saia de perto. Melhor prevenir, nunca se sabe. Preste atenção nos ônibus, em quem está nele, em quem está entrando. Arrastão na praia costume acontecer aos fins de semana, então, se der, vá durante a semana e use o fim de semana para conhecer algum outro lugar (tem vários!). De qualquer forma, não acontece o tempo todo, então se acontecer com você, amigo mochileiro, você vai ter dado um azar danado. 3) Ai, mas não sei andar na cidade! Todo mundo vai ver que eu sou turista. Quem tem boca vai à Roma. Pergunte, todo mundo gosta de dar informação, seja de ônibus, de qual é a melhor estação do metrô pra ir à tal lugar, de como sair de um ponto a outro. Quando não sabem já chamam o amigo do lado que está passando pra descobrirem todos juntos. Pegue as informações no hotel, veja mais ou menos os lugares próximos que dá pra fazer em um dia, sei lá, e encare a rua. Acho que a experiência é inclusive mais interessante. Dica: COUCHSURFING! A comunidade carioca no Couchsurfing é enorme, tem sempre alguém ali pra tirar suas dúvidas, te falar qual a boa, te chamar pra tomar uma cerveja e te ajudar no que der. https://www.couchsurfing.com/ 4) Todo mundo fala pra ficar na zona sul, mas é muito mais caro que tudo! É verdade, mas você terá mais segurança e estará mais perto da maioria dos lugares que você irá visitar. Da zona sul também saem ônibus e metrô pra vários outros lugares do Rio, então o dinheiro acaba compensando em táxis e conduções. 5) Onde comer? Vai ficar em hostel? Compre em algum mercado próximo e faça, é o mais barato. Se não, procure nos restaurantes por menu executivo, sempre tem um prato por até 20 reais, na maioria das vezes com alguma bebida. Nos shoppings sempre tem vários, então qualquer coisa só cair lá. Onde ir? Essa é uma pergunta difícil, já que vai do perfil de cada um. Tem de tudo: praia, praia longe (como as depois da Barra, pouquíssimo frequentadas), museus lindos e 5843094687958 paisagens pra se admirar. Onde comprar coisas? Saara (mais perto) e Mercadão de Madureira (mais longe). Fim. Não compre souvenirs em mais nenhum outro lugar, a menos que você seja uma dessas pessoas que se amarre em gastar dinheiro sem muita necessidade. E balada? Também é muito pessoal. Tem pra quem goste de música brasileira, quem goste de eletrônica, hip-hop, funk, trap, pop, héteros, LGBTs, quem não se importa, quem se importa até demais, gastando pouco, esbanjando nos combos...vai do seu estilo. Vou no carnaval! Qual a boa? A boa é seguir a agenda oficial e não oficial dos blocos, fazer sua lista e cair na folia (compre coisas no Saara!). Pra quem quiser se informar sobre o Carnaval da Sapucaí, com o desfile das escolas de samba, não saberei responder por razões de: não curto e não tenho informações (mas nada contra, só não é minha praia). Agenda dos blocos: http://diariodorio.com/agenda-2015-dos-blocos-de-rua-rio-de-janeiro/ (geralmente esse é o site mais completo) ...acho que fico por aqui. Quem tiver qualquer dúvida pode perguntar. Lembrando que obviamente cada um tem sua visão sobre (um)a cidade, essa é a minha nesse momento bem específico do Rio de Janeiro. Aproveitem! (e me chamem pra beber!)
  7. SIMM, Li! Quando eu vi que tinha uma mensagem nova no tópico dei uma relida rápida em tudo passando pelas fotos. Quero voltar já comofas
  8. Obrigada gentes (: marbarda, é sim. Até a base da subida é muito tranquilo, essa última hora (que pra mim foram 2) é que é intensa demais. Mas assim, foi a primeira vez que eu fiz algo remotamente parecido, não sou nenhuma atleta com boa preparação física e fui. É tenso? É. Parece que cê vai morrer? Parece. Mas dá. Recomendo levar bastão de trekking pra ajudar no apoio, quiçá até dois, apesar de ter uma mão livre ajuda bastante. E boa sorte :'>
  9. Obrigada! Não se dizer quanto foi o trecho, já que paguei tudo de uma vez (Rio-BsAs / BsAs-Ushuaia / Calafate-BsAs-Rio). Para Ushuaia - Calafate vi que, em cima da hora, estava mais de 400 reais aaacho (mas lembro que não era barata), então acredito que não deva ser muito maneiro. Se você quer ir até lá de ônibus é melhor mochilar seu caminho até lá, como vi muita gente fazendo. Só de Ushuaia a Calafate de ônibus foram quase 24h, imagino descer tudo de uma vez. Acho que 10 dias foi muito, mas ainda faltaram algumas coisinhas preu fazer. Às vezes você marca o Canal Beagle e tira o dia contando com ele, só pra chegar 2 horas antes e cancelarem o passeio por conta dos ventos, por exemplo. Então talvez seja interessante ver o que você quer fazer lá e acrescentar uns 2 dias pra imprevistos climáticos. Levei (fora as roupas pra BsAs e roupas de baixo, que tem um clima parecido com o do Rio nessa época do ano): - casacão corta-vento - 1 calça jeans (que agora terá lama pra sempre, obrigada Laguna Esmeralda) - 3 blusa segunda pele - 2 fleecee - 1 calça térmica - 1 calça quente (que eu só usei uma vez pra TDP) - Luva térmica que não serviu de muito e tive que comprar uma de lã de alpaca em Punta Arenas - Gorro - Meias térmicas e algumas daquelas grossonas + - Bastão de trekking - Tênis específico para trekking Acho que foi isso. O que eu gostaria de ter levado: - lenço pra cobrir o nariz - fones ou lenços ou faixas específicas para proteger as orelhas (são as duas áreas que eu mais sinto frio) - calça impermeável - outro par de jeans, já que eu usei quase todo dia por cima da calça térmica Acho que só também, Lala. E peguei tudo emprestado, obviamente que eu nunca tive necessidade de comprar roupas de frio aqui no Rio. Espero ter ajudado!
  10. Oi marbarda! Pode perguntar quantas quiser, é sempre bom ajudar os companheiros de mochila Sobre o câmbio: fiz metade dele em Buenos Aires, naquela agência que coloquei ali, Câmbio Justo. Se não for pra Buenos Aires, os hostels fazem sim, procure saber qual a cotação de cada cidade pra fazer a maior parte do câmbio lá (quando eu fui era em Ushuaia, quando eu saí de lá já estavam começando a abaixar, então é sempre bom mandar e-mail perguntando qual a cotação blue na cidade). Quando fui pra Ushuaia paguei meus passeios em dólar na Brasileiros em Ushuaia e eles me devolveram o troco em pesos na cotação blue. Acho que fazem isso em todos os lugares, quando existe efectivo (= dinheiro vivo): hostel, loja, restaurante, só não vale em mercado. Sobre os trekking em Chaltén: pareceu? Desculpe, não era pra parecer. São trekkings diferentes, é impossível fazer no mesmo dia. Pra Laguna Torres você passa por vários miradores incríveis, e a Laguna em si é maravilhosa; Na Laguna de Los Tres você passa pela Capri, lá de cima consegue ver a Madre y Hija. Cada uma te consome um dia. Não lembro o nome da empresa do transfer, mas não é difícil descobrir: são 2 ônibus e esse transfer que fazem esse trajeto, cada um no seu horário. O transfer é o único que faz às 10:30, só passar na rodoviária algum dia e dar uma olhada. O único lugar que comi fora foi em Buenos Aires, de resto só comi no hostel mesmo (e nos couchsurfers). El Chaltén me pareceu mais barato pra comer, apesar de Calafate ter obviamente mais opções, por ser uma cidade bem maior. Só não comi em El Chaltén e El Calafate porque não tinha companhia e não ia pagar 160 pesos prum prato provavelmente grande que eu teria que comer sozinha ou levar pro hostel. Mas em Calafate pedi num delivery um sanduíche de bife à milanesa por 70 pesos que era GIGANTE - eram dois sanduíches bem grandes, na verdade, com mais um monte de batata frita. Foi meu jantar e meu almoço no dia seguinte :'> :'> :'> :'> Qualquer outra coisa estamos aí (:
  11. Calafate Para chegar lá peguei um transfer saindo de Chaltén às 10:30h, pagando 260 pesos. Calafate é uma cidade maiorzinha dentre as que eu fui, cheia de coisas que farão você querer ter muito mais dinheiro na mão pra gastar. Muita loja de roupa especializada em trekking e montanhismo, muita loja de souvenir, chocolate, eteceteras. Não tinha comprado nada nem me importado muito com isso....até chegar em El Calafate. Lá fiquei no hostel Nakel Yumi, que é um hostel bem maneiro, pessoal que trabalha lá é cheio dos dreads, é uma vibe bem roots. Tem que subir uma ladeirinha pra chegar nele, mas descendo ela você já está na San Martin (todas as ruas principais do Centro na Patagônia tem esse nome). Em Calafate fiz (todos os passeios são pagos, não há opção de fazer coisas gratuitas): 1) Full Day Torres Del Paine (1000 pesos + 32 dólares para a entrada do parque): (não tem foto porque a esperta aqui deixou a bateria da câmera no sofá do hostel ) O ônibus te busca às 5:30 e deixa às 22h. Daí você pensa, bem, é um full day mesmo, irado. Só que o full day é praticamente no ônibus, já que são 5 horas pra ir e 5 pra voltar, passando por fronteirzzzzzzz e tudo o mais. O passeio em si, acho que começa lá pelo meio dia e termina um pouco antes das 4. Conhecer TDP era uma prioridade minha em Calafate, mas se tivesse a oportunidade, não faria de novo desse jeito. Você vai em um ônibus cheio de pessoas bem mais velhas e casais, o ônibus pára em uma vista bonita, o pessoal tira 758468956780495 fotos, você entra de novo no ônibus, vai pra próxima vista bonita, tira outras 75894697487658 fotos e assim por diante. Depois de ter encarado trilhas de 7 e 10 horas, fazer uma parada turísticazona desse jeito acabou comigo. O lance é que eu de fato não tenho aptidão física pra fazer as trilhas com todo o peso de comida e roupas nas costas, mas eu prefiro treinar por dois anos, sei lá, e depois tentar encarar essa jornada, do que fazer um full day dessa forma. 2) Glaciar Perito Moreno (250 de transfer, acho, mais 150 de entrada para Mercosul - leve o passaporte) Depois do dia mega turístico que eu tive no outro dia, não quis fazer mini trekking ou big ice. Escutei muitas coisas positivas e negativas de cada um, então não saberia dizer qual é melhor. Pra mim, o melhor mesmo foi só entrar no Parque e andar pelas passarelas tirando foto, admirando a paisagem que eu achasse mais bonita e caminhasse no meu tempo. Lá faz um belíssimo de um frio, então esteja preparado com luvas, calças e blusas certas, além de um gorro ou lenço pra cobrir orelha. Não sei exatamente quanto eu gastei no total em El Calafate sem os presentes, mas vou chutar que deve ter sido algo em torno de 1900 pesos ITINERÁRIO 08 à 11 - Buenos Aires 11 à 21 - Ushuaia 22 à 26 - El Chaltén 26 à 29 - El Calafate Passagem Rio-BsAs / BsAs-Ushuaia / El Calafate-BsAs (conexão)-Rio = R$ 1500 FIM! Espero ajudar os que querem fazer essa viagem incrível. Eu certamente descobri vários outros pontos e várias outras cidades por lá que eu quero conhecer
  12. El Chaltén OBS: de Buenos Aires à Ushuaia fui de avião. Para ir à El Chaltén peguei o ônibus (800 pesos) até El Calafate. O ônibus sai às 5 da manhã e chega lá às 2 da manhã do outro dia. É bem chato, tem que passar por 4 fronteiras (sair da Argentina, entrar no Chile, sair do Chile, entrar na Argentina). De Calafate pra Chaltén consegui ir de carona, muito tranquilo, muito molezinha. Saber falar o mínimo de espanhol é quase um essencial, acho, porque os caras querem é conversar pelas longas 4 horas de chão. OBS: A fronteira chilena é um saco. Não se entra lá (mesmo que só de passagem de ônibus) com frutas, legumes, verduras, alguns tipos de queijo e presuntados (a depender do bom humor do fiscal). Se você não declarar e for pego, tem que pagar uma multa altíssima, então pelo sim, pelo não, declare. OBS2: Os mercados de El Chaltén não tem NADA. Mesmo. Frutas e legumes e vegetais podres, uma variedade mínima de coisas. Se der tempo, passe no La Anônima de Calafate e compre algumas coisas antes de ir pra lá. Vai compensar o peso de carregar comida, juro juro juro. Em El Chaltén fiquei 3 noites e 4 dias, me hospedei no Patagônia Hostel. Achei bem ok, um pouco chato porque a própria estrutura do hostel não permite muito um ambiente onde você possa conhecer e interagir com os outros hóspedes. Pra quem vai sozinho que nem eu, pode acabar sendo um empecilho. Por sorte uma brasileira chegou no dia seguinte e ficou no mesmo quarto que eu, mas senão...sei lá. E não tem café da manhã. Soube depois de outros hostels perto que eram o mesmo preço ou até mais baratos e que tinham café da manhã, então eu iria nesses. O que eu fiz lá: 1) Miradores Condores e Águilas Como eu cheguei umas 13h ficaria um pouco corrido fazer qualquer trilha, então fui pros miradores. A visão de lá é linda, dá pra se ver a cidade toda (que é minúscula) e os cerros que cercam. 2) Laguna Torres Aconteça o que acontecer, faça a trilha. Não é nenhum pouco exigente, mas são em média 3 horas pra ir e 3 pra voltar. Eu fiz em um total de 7h, parando lá por um tempo, tirando fotos na volta e parando algumas vezes pra abastecer minha garrafinha. Toda água em El Chaltén é potável, até da torneira, então não seja um otário e leve uma daquelas garrafas de 2 litros e vá enchendo em qualquer lugar, sempre. Em Ushuaia enchi no Martial e El Calafate não me arrisquei, mas em El Chaltén é MUITO de boas. Enfim, até a Laguna são paisagens incríveis e muitas vistas de tirar o fôlego. A própria Laguna foi a paisagem mais linda que vi na viagem toda, sem sombra de dúvidas. 3) Laguna de Los Tres Olha....não é fácil. Já tinha lido vários relatos e decidido que não ia fazer essa porra nem que me pagassem, mas na hora cê já tá ali, já andou por 3 horas, que mal que vai ter, né? TODO. O. MAL. QUE. HOUVER. NESSA. VIDA. Não me entendam mal, eu fiz. Fiz em 2 horas o que dizem que é feito em 1. Milhares de pessoas passaram na minha frente, e em dado momento eu sentei e chorei achando que não ia conseguir, e que sequer ia conseguir descer depois. Essa última parte da trilha é toda ultra inclinada em zigue-zague. Em pedra. Solta. Sem absolutamente nenhuma proteção enquanto você sobe pelo menos 1km pra cima.Pisou na pedra errada e ela rolou pro lado, escorregou, amigo, a descida vai ser bem rápida. É muito - MUITO - tenso. A vista quando você chega no topo é bem bonita, você tá pertinho do Fitz Roy (apesar desse bonitão ainda ter mais 1km que só profissionais sem medo de morrer encaram escalar), mas o mais maneiro é a sensação de "caralho, consegui". É a superação mesmo. Vi gente ensopada trocando de roupa, gente deitada quase dormindo, gente como eu que mal teve força pra tirar foto, só conseguindo sentar e olhar pro próprio medo vencido. Até lá você passa pela Laguna Capri, lá de cima dá pra ver as lagunas Madre y Hija e na volta você pode passar ou não pelo Mirador do Fitz Roy (que eu não achei nada demais, considerando que olhei bem ali pra ele) e pelo Mirador Piedras Blancas, que eu acabei pegando uma saída errada e teria que voltar pra conseguir ir até lá, mas, sério? Depois de 5h de trilha, sabendo que são outra 5h pra voltar, e sabendo que pra esse Mirador mal sinalizado você tem que escalar pedra (sim, escalar, não só subir nelas soltas), eu não sofri nenhum pouco em deixá-lo pra trás. Laguna de Los Tres 4) Chorrillo Del Salto Depois de encarar duas trilhas longas dois dias consecutivos, é bom deixar as pernas não sofrerem um pouco. Essa cascata fica a 3km da cidade, e a andança até lá é sem trilha, só estrada empoeirada e muito vento mesmo, praticamente tudo plano. E ela é bem linda, bem grandiosa, bem igualmente imponente como todas as outras coisas de El Chaltén. Se chegar de manhã em El Chaltén daria até pra fazer os miradores e ela, são duas coisas bem tranquilas. Ainda existem outras coisas pra fazer, como ir até o lago del desierto (37km da cidade, tem que pegar um transfer ou ir com agência), fazer uns trekking no glaciar viedma/torre, e outras trilhas. Mas como eu não tinha mais tempos por lá, fiz só essas mesmo, e não me arrependo nenhum pouco. Total gasto em El Chaltén: 390 pesos
  13. Ushuaia Assim que cheguei em Ushuaia, descobri que as passagens para Punta Arenas e Puerto Natales eram mais caras do que eu tinha previsto (600 pesos cada trecho, saindo de Ushuaia), então cancelei as reservas dos hostels de lá e em Ushuaia acabei ficando por 10 dias (queria ter ido pra El Chaltén mais cedo, mas isso não rolou porque a vida é assim mesmo). Passei 3 noites no Antarctica Hostel e, olha, não sei como são os outros, mas digo: FIQUEM NESTE. É incrível, a energia é ótima, o staff é sensacional, os banheiros são ótimos, os quartos, o bar, as pessoas que vão pra lá...não tenho absolutamente nada para contestar. Mesmo que vocês se interessem por Couchsurfing, passem umas noites nesse hostel. Não tem como se arrepender. Fiz amigos incríveis que me proporcionaram momentos ainda melhores lá. Importante saber que na Patagônia você pode passar pelas 4 estações em um dia: pode amanhecer ensolarado, nevar horrores e ter uma noite estrelada, ou qualquer coisa que a Natureza decidir. Às vezes passeios pelo Canal Beagle são cancelados de uma hora pra outra por causa dos ventos. Às vezes você planeja uma ida ao Parque Nacional de Ushuaia em um dia de sol, e no dia seguinte cai uma nevasca horrível (como foi o meu caso, mas fui do mesmo jeito e foi ótimo). Tenha isso em mente sempre. As agências têm preços tabelados, então minha dica é ir no Brasileiros em Ushuaia: https://www.facebook.com/BrasileirosemUshuaia?fref=ts. Os caras são gente fina e se você pagar em dólar eles te devolvem em pesos na cotação não oficial, o que é bom, já que eu nem sei onde tem casa de câmbio por Ushuaia que faça a cotação blue (como eles chamam essa cotação paralela). Lá também tive várias dicas de passeios que poderia fazer de graça. Em Ushuaia não comi fora do hostel nenhuma vez, só comprando em mercado, então não posso dizer muito, mas acho que restaurantes não são muito baratos. Fiz dois passeios pela agência: 1) Canal Beagle (450 pesos) Vista de Ushuaia na volta do passeio Fui pensando: irado, vou fazer o trajeto que Darwin fez quando brotou nele as primeiras sementes da teoria evolucionista. O que aconteceu na prática: aquela parte da Baía de Ushuaia fica entre duas placas tectônicas que se movem em direções opostas, então qualquer coisa pode acontecer lá. E o que rolou é que eu saí de Ushuaia com um tempo relativamente OK, com o mar tranquilo, e voltei parecendo o Titanic, com pessoas gritando que iam morrer e 70% mega enjoadas e vomitando. Tomei dois Dramins e vomitei do mesmo jeito. E pra quê? Pra ver um monte de bicho que parece pinguin, se veste como pinguin, come que nem pinguin mas não é pinguin, o farol e vários leões marinhos dormindo. Pra mim o melhor foi ver a cidade da Baía, com todos os Cerros que a cercam, mas depois descobri que se você andar atéééééé o final do Canal pela Av. Maipú (uma das principais), você consegue ter a mesma visão. Pra mim (e pra muita gente que estava no catamarã comigo) não valeu a pena. 2) Dia de Estância (1300 pesos) Lagos Fagnano e Escondido Não é a Estância Harberton, onde você vê os pinguins. Esse passeio só é oferecido pela agência. Nele você passa por um mirador onde pode ver todos os cerros que cercam Ushuaia de cima, depois pára no mirador onde consegue-se contemplar os lagos Escondido e Fagnano e depois vai para essa estância, às margens do Lago Fagnano (o lago em si possui mais de 100km de extensão), onde é recebido pelos próprios donos, um casal super simpático e seus filhos. O pai do dono foi um dos primeiros a desbravar aquelas terras, e ele mesmo já foi prefeito de Rio Grande (ou Rio Gallegos, sei lá), trabalhou na fronteira Argentina com o Brasil e tem ZILHÕES de histórias e conversas incríveis. Você é recebido com um lanchinho, café, chá e vinho, tem almoço e vários lanchinhos ao longo do dia. Lá rola um passeio de quadriciclo maneiríssimo, uma cavalgada curta e uma caminhada menor ainda até uma castoreira. O transfer te busca às 9h e te devolve às 17h. Existe o 4x4 nos lagos por 1100 pesos, mas acho que esse é mais completo, te dá mais coisas pra fazer. Sei lá, vai de cada um. Só tem brasileiros no passeio. Vá com calças e tênis impermeáveis, já que o quadriciclo entra no lago e às vezes, com a maré, você pode se molhar (apesar deu ter ficado tranquila) Às margens do Lago Fagnano Além desses passeios, fiz: Glaciar Martial (gratuito) Não tem muito o que dizer. É lindo, estar lá é lindo, a trilha (que não é bem uma trilha, é só subida) é muito tranquila (2h pra quem faz tudo a pé, uns 40 minutos pra quem vai até o começo de táxi), não consegui ver o glaciar porque havia muita neve, mas isso não diminuiu nenhum pouco a maravilhosidade e a boa energia do local. Fui cedo, então quase não havia pessoas, mas tinha muita gente subindo quando desci. Dica: leve protetor solar. Laguna Esmeralda (gratuito, apesar de ser um pouco longe, fora da cidade. Dá pra ir andando ou pegar o táxi/transfer até lá) LAMA. MUITA LAMA. POR TODA PARTE, LAMA. Não estava preparada pra isso e estava sozinha, o medo bateu mais forte faltando uns 20 minutos, talvez menos, pra chegar até lá, e voltei (não há indicadores de quanto tempo falta ou distância). Me disseram que a Laguna estava congelada, então foi um pouco frustrante pra quem completou. Leve bastões de trekking, vá com roupa adequada e se prepare para lama até o joelho. Não é brincadeira. Já coloquei minha calça pra lavar 3 vezes e ainda não saiu toda a lama. Trilha até a Laguna PN Tierra Del Fuego (350 - Transfer + Entrada) No dia que fomos estava uma nevasca terrível, então o caminho que podíamos fazer era bem curto. Mesmo assim o Parque estava lindo, as paisagens com neve eram maravilhosas. Valeu super a pena (mas vá bem agasalhado se estiver nevando, pois os ventos que vêm dos lagos são tensíssimos). Ainda dá pra fazer alguns passeios igualmente bacanas e gratuitos, como Cerro Medio, Playa Larga ou a Trilha dos Prisioneiros (que eu tentei fazer mas tinha muita lama e eu já sofri de lama suficiente na Laguna Esmeralda :'> ). Não sei porque não fiz as outras duas, acho que porque estava meio cansada e preguiçosa pra fazer sozinha, sendo que Playa Larga também é meio distante da cidade. Parque Nacional com quase nada de neve Total gasto em Ushuaia para 10 dias: 4129 pesos
  14. Oi gente maravilhosa, Como eu só fiz essa viagem graças ao site do Mochileiros, nada mais justo do que compartilhar minha experiência com vocês, né? Pois bem, cheguei ontem de uma viagem de 20 dias na Argentina, onde gastei US$900. Li muitos relatos e muitas pessoas me disseram que a Patagônia era caríssima, um dos destinos mais caros, não tem como fazer com menos de R$4000, etc, etc...provei por A + B que dá sim, e dá tranquilamente até, dependendo do seu perfil de viagem. Se você: - Vai com família - Vai para uma viagem mais romântica - Gosta de privacidade - Não gosta de pedir ou depender de outras pessoas - Não pensa em pedir ou depender de desconhecidos - Quer apreciar iguarias locais e gastronomia em restaurantes - Não é muito ligado em Trekking, e se faz prefere fazer com guia; Aí não dá. Dicas da Amiga: 1) Leve dólar. Acho que isso serve pra qualquer lugar do mundo. Acompanhe a cotação, e quando o dólar abaixar, faça o câmbio. Mesmo que você acabe viajando pelo Brasil, a probabilidade de você conseguir trocar depois pra Real valendo mais é grande, então não tem porque não, né? Peguei na Argentina cotações variadas: no aeroporto de Buenos Aires, onde troquei um pouco para conseguir sair de lá, estava 8 e pouco; em Buenos Aires, no câmbio paralelo (troque na agência de brasileiros https://www.facebook.com/pages/Cambio-justo/376773005751719?fref=ts, o preço é justo, os caras são maneiros, a agência fica perto dos pontos turísticos do microcentro) consegui por 13,60; em Ushuaia estava 14, em El Chaltén, 11, e em El Calafate, 12. Mande e-mail pros hostels antes de viajar perguntando sobre a cotação e escolha a melhor cidade para fazer o câmbio maior. 2) Couchsurfing: amizades, se vocês querem viajar pagando pouco e não conhecem essa maravilha, então a vida não é bonita para vocês. Entrem no http://couchsurfing.com/ e sejam felizes. Com o Couchsurfing você não só tem um sofá (às vezes um colchão inflável ou até um quarto e uma cama), como tem a oportunidade de viver a cultura local no seu mais íntimo, e descobrir uma cidade toootalmente diferente do turístico. Foi assim em BsAs e Ushuaia, onde consegui fazer Couchsurfing. Em Ushuaia fiz em dois hosts diferentes, e lá fizeram comida pra mim, me ofereceram vinhos patagônicos, me davam carona de carro a todos os lugares que queria ir, e até passei o dia das mães (19/10 na Argentina) com um almoço na casa de uma mãe e filha incríveis, que receberam várias outras pessoas igualmente maravilhosas. Ficar em hostel é super divertido, mas às vezes o couchsurfing te proporciona uma experiência muito mais real sobre um lugar. É só se perguntar: qual a experiência que um turista teria em um hostel e qual a experiência que teria se ficasse na sua casa, com sua comida, suas dicas, você levando pros bares com seus amigos? É totalmente diferente, e igualmente rico. 3) Carona: no sul da Argentina se faz muito e é bem tranquilo. Não consegui em muitos trechos porque as pessoas não estavam indo para onde eu precisava ir, mas consegui de Calafate para Chaltén rapidinho. Em Ushuaia conheci uma menina de Israel que vaga pela América Latina a dois anos, e a mais de um ano não pega outra condução que não carona, já tendo ido por toda a Argentina, Peru, Bolívia. Em Calafate conheci dois meninos que fizeram Ushuaia - Punta Arenas - Puerto Natales - Calafate, passando por várias outras pequenas cidades e fronteiras, tudo de carona, e foram pra Chaltén do mesmo jeito (e provavelmente conseguiram). Sou menina e estava indo sozinha, então é claro que o medo bateu forte, mas, honestamente? Quando eu saio aqui pelas ruas do Rio eu tenho medo de um crackudo me assaltar e me matar de bobeira, como tem acontecido muito. Viver é jogar uma moeda pra cima sempre, a gente corre riscos sempre. Pelo menos dessa vez tinha uma aventura maneira envolvida (mas mesmo assim fiquei segurando minha faquinha no bolso a viagem toda, pois sou dessas). 4) Segurança: andando pela Patagônia percebi o quanto a cidade grande me deixou insegura. Em Buenos Aires há muito furto, então o melhor é deixar seu dinheiro, passaporte e celular no money belt e o resto espalhado por bolsos de jaquetas e calças. Levando bolsa e mochila, deixe sempre perto do seu peito. Lá não existe mão armada. Na Patagônia a vibe é outra, não há perigo nenhum de nada, e em vários hostels vi gente deixando bolsas com toda a vida sem cadeado fora dos lockers, e ninguém nem prestava atenção. Na Patagônia (pelo menos nas cidades que fui), desencane. Buenos Aires Fiz couchsurfing lá em um bairro não turístico, 100% residencial, chamado Belgrano. Foi o lugar que achei mais legal na cidade. De resto, honestamente? Achei uma grande metrópole, cheia de gente sacando que você é turista pronto pra qualquer deslize seu (em Palermo pelo menos me senti assim), um monte de rua nada demais (comparado com Rio de Janeiro, nada diferente), um espaço destinado pra turistas (onde estão o Teatro Colón, a Galeria Pacífico, a Calle Florida, a Casa Rosada, etc), a Galeria Pacífico e a Calle Florida são lugares bem engana brasileiro trouxa, já que não são tão baratos quanto San Telmo (pelo que me disseram lá, já que não tive tempo de ir) ou algumas lojas da Av. Santa Fé, o Cemitério da Recoleta é bonito, mas caras, é um cemitério, tem caixões expostos ali e zilhões de turistas indo e vindo em um lugar sagrado e mórbido. Passei 3 dias em BsAs, só tive 2 pra conhecer a cidade, e minha impressão foi só: OK. Gastei: 628,10 pesos, comendo sempre fora em lugares relativamente baratos. Em Belgrano há lugares onde por até 80 pesos você come uns pães de entrada, um prato gigantesco, uma sobremesa e uma bebida. Na maioria dos lugares você ganha desconto se for comer fora do restaurante. De resto gastei com metrô, transfer aeroporto (ezeiza) até Belgrano e o táxi para o Aeroparque, além de provar o tal do sorvete Freddo e comprar um saco de Havana pros amigos. Belgrano Belgrano II
  15. Belbaleira, é exatamente o que irei fazer. Vou passar 3 dias em BsAs, chego em Ushuaia no dia 11 de outubro e vou subindo (Punta Arenas, Puerto Natales, El Chaltén) até El Calafate. (Y) Acho que o preço está tranquilo, mas pense em dólar sendo convertido pra peso (em BsAs tem cotação de dólar por até 11 pesos).
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