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maycarvalhocc

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  • Data de Nascimento 03-10-1989

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  1. A gente nasce, cresce e morre. E nem sempre é necessariamente nessa ordem. E então se nem essa certeza temos, com o que podemos contar? Eu diria: Escolhas. Porque não são nossas palavras que definem quem somos, mas sim nossas escolhas. Nem sempre são fáceis, mas igual nossa mãe costuma dizer: Um dia você vai entender. Isso aconteceu comigo antes e durante as minhas viagens para a Ásia. Na verdade tenho duas histórias diferentes para um mesmo continente. A minha primeira viagem para a Ásia já foi arrebentando a boca do balão, direto pra Índia. Já a segunda viagem foi para a Tailândia, paraíso do turismo no mundo. Minha primeira viagem sozinha no estilo mochilão foi para a África do Sul em 2013 e logo que voltei já comecei a planejar uma viagem para a Índia, o que era o meu sonho. Fiquei mais de um ano planejando e aprendi até a desenhar o mapa do país. A Índia é um país muito grande e por isso concentrei meu roteiro no norte e deixei para outras oportunidades ir para as outras regiões. Com a Tailândia foi o contrário, vi uma promoção maluca em um site de passagem aérea em Setembro e comprei meio que por impulso já para Fevereiro do ano seguinte quando seriam minhas férias. Depois de comprar as passagens que comecei a me planejar para conhecer e fazer tudo que sempre tive vontade na Tailândia, incluindo abraçar um elefante. Já dando um spoiler do que vem a seguir, quando me perguntam sobre esses dois países eu já jogo de cara que a Tailândia eu recomendo pra todo mundo: casal, casal com criança, sozinho ou com amigos. Já a Índia é hardcore, precisa ter sangue nos olhos, não é pra qualquer um. A Índia é o país com a maior imersão cultural do mundo, nada que você já viu ou verá será igual a Índia. Eu falo isso porque como disse antes, me planejei por mais de um ano, e quando digo me planejar é mergulhar em blogs de viagens, artigos e comentários de quem já foi. E mesmo assim quando cheguei lá levei um banho de água fria do rio ganges, foi uma surpresa a cada esquina. Para começar temos um transito maluco cheio de tuk tuks e buzinas, muita, mas muita buzina. Depois as roupas, o idioma, os cheiros, a comida e os temperos. O que mais te deixa chocado é o contraste, barracos muito humildes do lado de palácios exuberantes. Um belo exemplo é o Taj Mahal que tem um dos jardins mais lindos que já vi na minha vida, é simplesmente encantador. Mas fica ao redor de uma cidade afundada em lixo. Como era o meu sonho ir pra Índia decidi conhecer os lugares e não fazer trabalho voluntário – que é algo que eu amo – mas de qualquer forma, fiz uma campanha no facebook antes de ir e consegui arrecadar alguns brinquedos e roupas para doar em um hospital infantil de lá. As crianças foram uma das minhas partes favoritas nessa viagem. Não só no hospital, mas nas ruas e em todos os lugares. Me planejei para ir durante o Holi festival, que é um festival onde todo mundo joga pó colorido no outro, dança e se diverte. Nessa festa não existe rico ou pobre, empregado ou patrão, são todos iguais compartilhando a celebração. É algo encantador. Mas não só de festa e pó colorido vive o homem, e nas minhas últimas semanas na Índia caí de doente, só conseguia comer batata frita e milk shake. Não sei dizer ao certo o que me deixou assim, se foi a agua, a comida, ou um chai que tomei na rua (gênia). E mesmo quanto a água que é regra universal da índia “Jamais tomarás agua da torneira”, uma coisa é você ficar atento ao que vai beber, mas você também vai precisar escovar os dentes e tomar banho, então nunca estará 100% seguro. Grande surpresa eu tive na Tailândia. É muito semelhante a Índia com seu transito semi-maluco, seus tuk tuks e comidas exóticas. Diferente da Índia, a Tailândia tem uma cultura um pouco mais ocidental e por isso você ainda consegue encontrar supermercados e se virar com um croissant pra matar a fome (supermercado não existe na Índia). Eu acho que se fosse colocar em escala de loucura o Brasil seria nível 2, a Índia nível 10, e a Tailândia seria nível 6. Tendo isso em mente, dá para entender porque me adaptei tão rápido na Tailândia. Na Tailândia o que eu mais queria era ver elefantes então com um mês de antecedência já reservei uma visita a um parque de elefantes. Antes de escolher esse local eu pesquisei muito porque não queria cair no risco e visitar um local que maltratam os elefantes. No meio da viagem fui para essa reserva e foi mágico, entrei no rio com os elefantes, dei fruta na boca deles, e ainda descobri que eles têm programa de voluntário. Quem sabe da próxima! A religião predominante na Tailândia é o Budismo e na Índia o Hinduísmo. Não sei se tem alguma influência dessas religiões no comportamento das pessoas, mas eu passei a amar o budismo por causa dos tailandeses. São absolutamente educados e isso me conquistou. Os templos são lindos assim como os do Hinduísmo na Índia, mas é tudo mais limpo e organizado. Por falar em limpo, essa é outra diferença entre os dois países, os hotéis na Tailândia são muito limpos. Fiquei em um hotel em Chiang Mai no norte da Tailândia por 25 reais a diária, e se eu quisesse poderia comer no chão de tão limpo. Por mais que as praias da Tailândia sejam famosíssimas (e com toda a razão, porque são lindas), o que mais me encantou foi o norte. Andar de bicicleta e me perder pelas ruas da cidade velha cheia de seus templos foi uma experiência que acho que todos deveriam ter uma vez na vida, e por isso recomendo absolutamente separar alguns dias para conhecer o norte. Em um mesmo continente os dois países têm diferenças muito distintas e semelhanças muito gritantes. Acredito que sofri mais na Índia porque quis fazer um roteiro muito minucioso, o oposto do que aconteceu na Tailândia, ou talvez nós é que nunca estamos 100% preparados para aquilo que buscamos. Uma pessoa pode ser considerada rica porque tem roupas de marca e eletrônicos de última geração, ou uma pessoa pode ser considerada rica porque atravessou o mundo em uma viagem fora do normal. Eu fico com a segunda opção, mas não por achar que quem faz isso é rico, na verdade você sempre tem que abrir mão de algo, independente da escolha. Mas acredito que a experiência que você adquire viajando é impagável, e a única coisa negativa que vejo em viajar é que deveria ser proibido voltar com a bagagem cheia de saudade.
  2. Não sei porque sempre que tento responder os comentarios aparece só como citação, e super estranho rs (sorry ser caipira) Então vou responder tudo por aqui rsrs 1) Eu fui por trabalho volutário através de uma agencia la da Africa do Sul, as agencias no Brasil cobravam quase o dobro então economizei horrores. Passei um mês lá por R$ 3000,00 (Tirando passagem aerea). A agencia se chama: Southern Ambition Africa. Mas no meu blog arrumandoamochila.com tem um post que fiz falando de trabalho voluntario onde indico algumas agencias. 2) Eu fui duas vezes pra lá, uma como voluntária primeiro com animais e depois com crianças ,nessa primeira vez eu passei um mês lá. E depois de dois anos eu voltei pra lá pela minha empresa por conta de um projeto e fiquei três semanas lá, e graças a isso pude visitar as crianças da escolinha onde dei aula e fazer outras atividades de voluntariado no meu tempo de folga (essa foto é dessa última vez que eu fui, no primeiro dia que fui ver mesmas crianças com as quais eu havia trabalhado dois anos antes <3) 3) Quando vou fazer trabalho voluntário procuro procurar uma agencia da região, assim fica mais em conta! 4) Não sei se eu respondi tudo, mas qualquer coisa pode me mandar um e-mail ([email protected]) ou olhar outras dicas no meu blog (arrumandoamochila.com).
  3. Obrigada pelos comentários! Fico feliz que gostaram A África do Sul é o meu lugar no mundo, e se tiverem alguma dúvida só me escrever! Abraços!!
  4. Oi Alexandre! Obrigada, fico feliz que gostou Se tiver dicas fique a vontade! Abraços!
  5. Se eu pudesse te dar um conselho sobre a África do sul seria: Não vá para a África do sul! E sabe por que?? Depois de ir para a África do Sul sua vida nunca mais será a mesma, as coisas, as pessoas, os cheiros e as comidas vão perder o sentido. Nos meses seguintes ao seu retorno você vai perder a graça da vida, e vai se pegar todos os dias em um estado deprimente querendo voltar. Seu papo será chato, pois sempre vai ter um “puts lá na África…” e isso vai cansar as pessoas. Não vá para a África do Sul porque lá você vai aprender a não ter preconceito contra cor, etnia, religião e tantas outras coisas que mesmo não sendo preconceituoso fazem parte do seu dia a dia. E não faça amigos na África do Sul! Porque essas pessoas vão partindo semana á semana deixando um vazio enorme. Não seja voluntário com leões e tigres na África do Sul, porque quando você estiver morando na reserva, você corre o risco de acordar a noite com o rugido do leão, tirar fotos incríveis durante o dia, e conhecer gente de todo lugar do mundo. E também não seja voluntário com crianças! Porque você vai passar a enxergar a vida de outra forma, vai sentir falta das brincadeiras, e nunca vai deixar de tentar imaginar como eles estão. Não mergulhe com tubarão branco na África do Sul, porque você corre o risco de passar a comparar todas as suas aventuras e acha-las pequenas. Não vá ao pôr do sol de Camps Bay em Cape Town, pois depois dele todo pôr do sol vai perder um pouco do brilho. Não suba a Table Mountain, porque você vai querer subir toda semana. Não pegue as vans clandestinas! Pois você vai ser obrigado a dar risada sempre que ouvir o cobrador da van te chamando de sistah, ou chamando por passageiros na rua por: Hey mama! Hey Brotha! Come on! Não vá ao Stones no Observatory, pois você corre o risco de fazer muitos amigos e suas noites de quarta perderão a graça. Não more em uma residência estudantil, pois você corre o perigo de ter amigos espalhados em tudo que é continente. E se depois de tudo isso você não mudar de ideia, quando você voltar depois de algum tempo esse vazio vai passar, eu acho que passa! Não sei quanto tempo ao certo pois lá se vão 3 anos que voltei e todos dias acordo com saudade da minha linda África do Sul! http:// https://arrumandoamochila.com/2015/04/29/nao-viaje-para-a-africa-do-sul/
  6. Já dizia o ditado: “Quem vê cara, não vê coração”. Passando para o contexto do viajante eu diria que: Quem vê foto de viagem bonita, não vê o perrengue que foi planejar tudo! Eu descobri que amo viajar. E descobri também o quanto é DIFÍCIL encontrar informações dos lugares que você quer tanto conhecer. Faltam detalhes, quanto custa, onde ficar, o que fazer, o que não fazer, se da pra ir sozinho, se é seguro…enfim, um mundo de perguntas! E quando acabam os sites em português la ia a Mayarinha buscar ajuda do seu BFF Google tradutor para encontrar informações em sites com outros idiomas. Pensando nisso, depois de um tempo de enrolação planejamento decidi criar um blog para compartilhar as minhas experiências de pré, durante e pós viagem ou trabalho voluntário. Espero ajudar no planejamento de vocês e ler muitas histórias das suas viagens! https://arrumandoamochila.com/
  7. Oi Pessoal bom dia, Pretendo ir para a India em Março do próximo ano (2015), tenho 30 dias de férias então a minha idéia é fazer por volta de 17 dias no norte da Índia, 3 dias Nepal e o resto na Tailandia. Gosto bastante de viajar, ja fui para a Italia, Africa do Sul (sózinha), Estados Unidos, Uruguai e Colombia, e costumo ler bastante sobre os lugares para onde vou pra poder aproveitar melhor a viagem. Por uma questão cultural a mulher é absolutamente desvalorizada e por isso é bastante perigoso, e eu sei que viajar sózinha pra lá não vai ser a mesma coisa de viajar sózinha na Africa do Sul. Pode parecer estranho e é para a maioria das pessoas, mas o meu sonho sempre foi conhecer a Índia, por toda a sua cultura e história...e por isso não quero abrir mão de ir, é dificíl conciliar férias com os amigos por isso se for preciso ir sózinha quero ter tudo bem planejado para não levar nenhum susto e perder a viagem (ou coisa pior)! Por isso eu gostaria de pedir dicas e informações para quem ja foi, e se alguma mulher aqui nesse grupo ja viajou sózinha por lá e puder compartilhar sua experiencia eu agradeço muito! Obrigada pela atenção! Abraços
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