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flaviodagli

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  1. Cara, sabe qual é o mais triste? Deixei de fazer a viagem por Copacabana para economizar uns 10 soles Mas beleza, valeu a experiência, principalmente a solidariedade que tive do pessoal do ônibus. E tô nessa com você: Bolívia é demais, apesar dos perrengues.
  2. Na verdade, Edu, eu gostei muito da Bolívia, tanto que tenho planos de fazer o sul do país nos próximos anos (nessa viagem, só conheci de La Paz pra cima). Acho que esse tipo de experiência pode acontecer em qualquer país pobre como o Brasil ou a Bolívia. Foi o que quis dizer no final do relato.
  3. De repente, eu não estava mais preocupado com a minha carteira roubada, com o atraso da viagem, com a total inoperância da polícia boliviana ou mesmo com o fato de eu já não ter um centavo no bolso. Tudo o que eu queria ali, em Desaguadero, cidade boliviana na fronteira com o Peru, era reencontrar o meu ônibus, que simplesmente havia desaparecido de vista enquanto eu fazia um boletim de ocorrência da delegacia. Toda a viagem havia sido um equívoco, de certa forma. Ao escolher a empresa de ônibus na rodoviária de Cusco, acabei comprando gato por lebre - no guichê de uma companhia, reservei o ônibus de outra. Eu não sabia, mas a visão do coletivo estacionando na plataforma com aquele ar de veículo dos anos 1970 era um enorme mau presságio. A viagem foi tranquila até a chegada à fronteira. Depois de passar pelos enfadonhos trâmites legais de apresentar RG, assinar papel aqui, xerocar outro ali, me deparei com uma multidão junto à cancela que bloqueava o caminho que me levaria até a Bolívia. Entre as fronteiras, na “zona mista”, os guardas realizavam uma cerimônia que mais parecia um daqueles protestos contratados por presidentes ultrapopulistas: palavras de ordem, discursos de exaltação aos líderes dos Executivos dos países hino nacional do Peru e da Bolívia, não necessariamente nessa ordem. À minha volta, centenas de pessoas, a maioria delas com a aparência pobre da gente do campo dos países andinos - poucos dentes na boca, pele castigada pelo inclemente sol das altitudes e com as roupas tradicionais dos países andinos, cheias de coloridos que contrastavam com o escuro tom de pele dos locais. Mais ao longe, uma fila enorme de ônibus que esperava o fim da cerimônia para finalmente cruzar ao lado boliviano. A cidade era simplesmente horrível. Pelo que pude observar depois, era um clone do que havia do lado boliviano: casas mal conservadas pintadas em cores já há muito desbotadas, ambulantes vendendo todos os tipos de comida disputavam espaço com a multidão, um comércio degradado. Na confusão, tentei me manter próximo aos demais passageiros do meu coletivo, a maioria israelenses, para não me sentir perdido. Quando as cancelas finalmente se abriram, quase 40 minutos depois de nossa chegada, a multidão se atirou rumo ao lado de lá. Pensei que bastaria aguardar o ônibus passar por aquela rua principal e seria fim da história, mas perguntando aqui e acolá descobri que um novo trâmite fronteiriço me aguardava. Dessa vez, porém, a fila era simplesmente gigantesca. Bolivianos presos pela tradicional cerimônia das manhãs de sexta-feira aguardavam ansiosamente para ir trabalhar do lado peruano. Encontrei os isralenses já no meio da fila (até hoje não sei como chegaram lá tão rápido) e, mesmo com inúmeros protestos dos locais e tentativas frustradas de negociação, me juntei aos meus “companheiros”, furando a fila. Foram mais quase duas horas até finalmente chegarmos ao posto de fronteira. Aqui começou efetivamente o desespero. Eu conversava com os israelenses e um canadense despreocupadamente. Na correria de pegar documentos, caneta e preencher inúmeros formulários, acabei cometendo um erro que, eu, nascido e criado em São Paulo, nunca, jamais, em hipótese alguma cometo: deixei a carteira no bolso da frente da calça. Não demorou até que um senhor de uns 50 anos, não mais de 1,60m, muito acima do peso, cabelos grisalhos e olhar arguto se aproximou e começou a me empurrar. Pensei que o filho da puta queria furar fila e o empurrei de volta. Assim ficamos por alguns segundos até que me aproximei do guichê de imigração para pegar os formulários. Já com os papeis em mãos, ainda vi o safado saindo, com olhar baixo e um sorriso malicioso nos lábios. Uns 10 minutos depois, com os devidos carimbos em mãos, quando finalmente fui guardar meu RG, que por sorte estava na minha mão, descobri que minha carteira havia sido roubada. - Fuck! Fuck! Filho da puta! Eu gritava em todos os idiomas, porque não sabia como expressar minha raiva. Saí correndo atrás da polícia de fronteira, mas me informaram que eu deveria prestar queixa na delegacia, a poucas quadras dali. Falei ao pessoal do ônibus o que ia fazer e, já prevendo que o que era ruim poderia piorar, implorei para que me esperassem. Eles concordaram. No meio do caminho, encontrei o David, um rapaz de uns 23 anos que trabalhava como uma espécie de comissário de bordo do ônibus em que estava. Expliquei o que havia acontecido, implorei para que me esperasse terminar o B.O. antes de seguir viagem. Ele anuiu e eu segui até a delegacia. Lá, tive que explicar as circunstâncias do roubo aproximadamente cinco vezes, enquanto um policial que não tinha lá muita prática na arte das letras escrevia a mão o relato do acontecimento – isso depois de muita insistência minha, pois os policiais alegavam que não poderiam registrar a ocorrência por que a impressora estava quebrada. Já se haviam passado uns 30 longos minutos, eu desesperado com o ônibus e o policial ainda terminava o que mais parecia ser uma nova versão de Dom Quixote, a julgar pelo tamanho. O policial finalmente marcou o ponto final, leu seu relato em voz alta e eu assinei. Depois, tirei uma foto da obra-prima literária com meu celular e já estava pronto para correr atrás do ônibus quando outro “tira” me disse: - La denuncia cuesta 20 bolivianos. Incrédulo, apenas olhei para a cara dele, abri os braços em sinal de “seu imbecil, contei 10 vezes que roubaram a minha carteira!”, dei-lhe as costas e fui embora. Saí correndo atrás do ônibus. Nada. Procurei o David no posto de imigração onde disse que me esperaria. Nada. Eu estava perdido no meio do nada, sem dinheiro, sem ônibus, sem minha mochila com minha preciosa câmera fotográfica e todas as fotos da viagem de até então 17 dias. Nada. Por algum motivo, eu mantive algum tipo de calma. Olhei à minha volta, e vi aquela desolação, aquela cidade no meio do nada, aquele lugar pobre, árido, totalmente tomado por gente que andava para lá e para cá eternamente cabisbaixa, como que de mal com a vida, com o mundo. Sabia que a única coisa que tinha a fazer era procurar meu ônibus. Saí correndo. Comecei a perguntar às pessoas se haviam visto o veículo da companhia tal. - Sí, pasó hace 15 minutos. - Sí, fue p’alla! E eu seguia adiante. Caminhei uns 500 metros, até chegar a uma esquina. Virei à direita, perguntei mais umas duas vezes e vi, lá no final da rua, umas duas centenas de metros adiante, o ônibus parado. Continuei correndo até encontrar os israelenses. - You made it! Depois de lhes contar a história, tive um dos maiores gestos de solidariedade que já havia visto. Gente totalmente desconhecida me oferecendo dinheiro para continuar a viagem. E não foi apenas uma vez, nem apenas uma pessoa. Os rapazes viram meu desespero, sabiam que eu não ia conseguir pagá-los e mesmo assim queriam ajudar. Agradeci de coração, mas algumas “verdinhas” que tinha no meu porta-dólar deveriam aguentar até eu chegar ao Brasil, em mais três dias. Os israelenses me explicaram que deveríamos ainda esperar, já que havia um conhecido deles parado na fronteira. Depois de 30 minutos, a segunda etapa do pesadelo havia começado. O David havia ido atrás do rapaz, mesmo assim o motorista insistia em deixar os dois para trás e seguir viagem, já que estávamos horas atrasados, dizia ele. Uma das garotas do grupo falava um pouco de espanhol, mas logo pediu a minha ajuda para convencer o condutor de esperá-los. Os 30 minutos seguintes foram marcados por uma sucessão de gritos, ameaças de partir, mais gritos, partidas no ônibus, deslocamentos curtos, muito mais gritos e paradas. Até que o David finalmente chegou, sem o rapaz. Aí não teve mais papo, o ônibus seguiu rumo a La Paz. Ali dentro, começamos a conversar. Um rapaz boliviano me disse que era comum que as companhias de ônibus do país largassem os passageiros por aí em caso de imprevisto. - Já aconteceu comigo duas vezes. A viagem seguiu tranquila até outro clone de Desaguadero: El Alto, a cidade que abriga o aeroporto de La Paz, a 40 minutos da capital boliviana. No meio do trânsito caótico formado pelas centenas de minivans paceñas que disputavam espaço sem nenhum tipo de ordem, o ônibus ficou parado muitos minutos. Ali, de repente, o israelense perdido entrou no veículo como em uma aparição milagrosa. Contou que uma lotação o havia levado até o local, onde ele ficou esperando o carro salvador que o havia deixado para trás. Quando finalmente alcançamos a avenida que nos levaria até a cidade de Evo Morales, chegou a terceira etapa do meu pesadelo. Um enorme palco estava sendo erguido no meio da via. Do nada. Sem nenhum tipo de planejamento, de polícia pondo ordem no trânsito, de agentes da prefeitura. Nada. Apenas trabalhadores que não davam a mínima para se os veículos poderiam ou não passar pelo minúsculo espaço que deixavam entre as caixas de som e a “ilha” da avenida. A essa altura do campeonato, eu já estava rindo, mas não de alegria. De desespero. Os israelenses estavam a ponto de matar alguém. Gritavam em todas as línguas conhecidas. O rapaz canadense se mostrava incrédulo. E eu ali, parado. Não demorou muito para que o motorista simplesmente desistisse. - Vocês vão ter que descer aqui. - E como vamos a La Paz? – perguntei. - Peguem um táxi. - Como eu vou pegar um táxi se me roubaram minha carteira? -, gritei. - Ah, fala com o David. O motorista havia passado a batata quente ao “estagiário”. Ocupado em descer as mochilas do bagageiros, David não parecia se preocupar muito com a nossa situação. Todos nós tentávamos fazer com que alguém da empresa tomasse alguma atitude, mas eles não estavam nem aí. Comecei a gritar: - David, me roubaram, não tenho dinheiro e vocês são responsáveis por nos levar até La Paz! Ele pediu que eu me acalmasse, mas diante da exaltação de todos, ele finalmente concordou em pagar 50 bolivianos a uma minivan, que foi “fretada” até o terminal rodoviário de La Paz. Chegando lá, nos despedimos. Voltei a agradecer pelas ofertas de dinheiro e eles faziam promessas de nunca mais voltar à Bolívia. Eu não. Aparentemente, era o único que conhecia a realidade de viver em um país pobre.
  4. Oi, Drymophila. Antes de fechar com a Aita Peru, eu consultei o escritório de turismo de Cusco e eles confirmaram o cadastro com o órgão regulador da área. Eles também olharam a lista de reclamações e não acharam nenhuma. Foi o que eu disse antes: problema sempre pode haver, já que muito do passeio depende do guia (os tours contam com pessoas de diferentes agências). Mas enfim. Minha experiência com a Aita foi excelente e espero que a sua, caso você feche com eles, seja boa também. Abraços
  5. Oi, Ariadne. Desculpa a demora, não costumo entrar muito aqui no fórum. São duas coisas distintas: Salkantay e a entrada pra Machu Picchu. Com relação a Salkantay, há saídas diárias em alta temporada, então dá pra comprar lá tranquilamente, sem reserva prévia. Já Machu Picchu depende. Dá pra comprar em cima da hora, tipo na noite anterior, só que você terá acesso apenas às ruínas. Caso você queira subir em Huayna Picchu ou na Montaña (estamos falando de duas montanhas altíssimas que te dão visão panorâmica da cidade), tem que comprar antecipado, já que o número de visitações diárias é limitado. Eu comprei Huayna Picchu com um mês de antecedência em alta temporada e mesmo assim quase não consegui pro dia que eu queria. Lixo e banheiro: durante o caminho, fazemos algumas paradas para comer e/ou descansar onde tem uma infraestrutura honesta de banheiro e lixo. Dá também pra encher as garrafinhas de água, sempre usando o hidrosteril! Claro, no meio do caminho não tem nada e a gente acaba recorrendo ao matinho mesmo Leve papel higiênico, lenços umedecidos e álcool em gel. Vão salvar a sua vida. Saco de dormir: meu, eu aluguei e achei ótimo. Era quente, espaçoso (e olha que tenho 1,85m) e cheirava bem melhor do que eu no final do dia haha Sério, achei bem higienizado e aguentou o frio de -4 que pegamos na primeira noite. Como eu não acampo muito, menos ainda num frio desses, não valia a pena comprar. Então o aluguel acabou sendo um excelente negócio. Um abraço, Flávio
  6. Galera, antes de fazer Salkantay entre os dias 23 e 27 de agosto, li TODAS as então 46 páginas deste tópico. Ou seja, basicamente TODO o meu preparativo veio das informações que encontrei aqui. Por isso, me sinto na obrigação moral de colaborar com vocês com o máximo de informações possível. Então vamos lá, que isso aqui vai ficar enorme ESCOLHA DA AGÊNCIA Escolher agência é uma loteria, mas podemos evitar alguns contratempos. Como dito antes aqui, fazer a reserva em Cusco é bem mais barato. As saídas em alta temporada são diárias, então dá pra fechar tudo em cima da hora (eu fechei com mais tranquilidade, quatro dias antes). No entanto, vocês têm que ficar atentos a alguns detalhes 1) Há trajetos alternativos. No terceiro dia, por exemplo, fomos de ônibus até Santa Teresa (S/ 10, não incluídos) e no dia seguinte, outra vez busão até a Hidrelétrica (incluído). Para alguns esses trechos em transporte tiram um pouco o brilho do passeio. Eu também achava isso, mas a real é que esses dois trechos são bem sem graça em termos de visual. Além disso, meus joelhos estavam detonados depois da baixada vertiginosa da tarde do segundo dia e da manhã do terceiro. De qualquer forma, certifiquem-se com a agência se haverá trajetos em transporte alternativo. Além disso, comparem os trajetos ofertados e vejam o que parece mais interessante. 2) A volta de Machu Picchu Pueblo (Águas Calientes) pode ser feita em trem ou ônibus. O ônibus é cerca de US$ 50 mais barato, no entanto sai bem mais cedo, comprometendo o tempo de permanência em Machu Picchu. Eu recomendo a volta por trem. O preço varia de acordo com o horário. Há um que sai por volta das 19h, resultando em chegada a Cusco por volta das 21h30. Eu peguei o trem das 21h50, chegando em Cusco 1h10 - isso me saiu US$ 20 mais barato e eu tava ficando curto de grana. 3) Eu paguei US$ 200 (já tinha as entradas de Machu Picchu). Havia agências oferecendo por US$ 175. Minha decisão foi por puro instinto. Senti muita firmeza na menina da agência. Me pareceu uma pessoa séria. No final, descobri que minha decisão foi mais do que acertada. Normalmente, preços inferiores resultam em serviços inferiores, principalmente no que diz respeito a alimentação e barracas. Pagar mais significa necessariamente serviço melhor? Não! Como disse antes, é uma loteria. Eu segui meu instinto e me dei bem. Fechei com a Aita Peru (www.aitaperu.com), rua Plateros, do lado da Plaza de Armas. As barracas eram ok, a comida ótima e o guia muito gente boa (Steven). ACLIMATAÇÃO Gente, altitude não é brincadeira. Eu corro, ando de bike e faço yoga e mesmo assim senti o ar rarefeito nos primeiros dias. Tenho amigo professor de educação física que também sofreu com UM MÊS de dor de cabeça. Chegar pelo menos uns 5 dias antes é FUNDAMENTAL pra não ter problemas (na Bolívia, por onde cheguei, todos dizem que só se sabe se a pessoa vai sofrer ou não com o mal de altitude (soroche) depois do quarto dia). Dica: tomem Ginkgo Biloba por uma semana antes da viagem e sigam tomando na altitude. Li essa dica aqui no fórum, mandei um e-mail pra minha médica e ela autorizou. Tudo o que senti foi um pouco de falta de ar, mas as tradicionais dores de cabeça passaram de longe. O QUE LEVAR O peso é realmente uma preocupação. Eles pesam a mochila antes da saída e enchem o saco se estourar o limite (em torno de 6 ou 7kg). Então, apostem em roupas leves, porém quentes. Na mochila de ataque, apenas o necessário. Eu estava com a minha câmera DSLR, que com sua lente extra pesava 3kg. Com outras coisas básicas, tipo água, hidrosteril, comidinhas, repelente e protetor solar, além da roupa de frio que vamos tirando à medida que o corpo e o tempo esquentam, o peso total chegou a uns 7kg. Pesado pra ca*****! Mas não tinha jeito. Não abria mão da minha câmera e tive que aguentar o fardo por 5 dias. Abaixo coloco meu checklist: 1) Geral - Sachezinho sílica gel (para a câmera) - Garrafinha de goró (aquelas metálicas, tipo de detetive de filme americano. Levei uma cachacinha que fez bastante sucesso na confraternização que rolou na terceira noite. Ajuda também a esquentar nas noites frias, principalmente na primeira, quando dormirmos a -4°C ) - Canivete - Chapéu/boné - Garrafa térmica (opcional. Não usei) - Capa de chuva (FUNDAMENTAL!) - Protetor solar - Protetor labial - Lanterna - Hidrosteril (comprem no Brasil! No Peru, eles só vendem umas pastilhas que além de pouco práticas, pois servem para 20L de água, demoram 2h para surtir efeito. Com o hidrosteril, que vocês compram em qualquer farmácia, 2 gotas bastam para 1L e em 15 min a água está boa para beber). - Lenços umedecidos (para "tomar banho" nas primeiras noites. Foi realmente uma mão na roda, pois tirou a terra do rosto, braços e pernas, além de ser um adianto na limpeza das partes íntimas ) - silver tape (salvou um colega argentino que teve o tênis arrebentado no rolê) - tesoura - linha de costura e agulha - colírio - hidratante de mãos - chinelo - mosquetões (para pendurar coisas na mochila de ataque. Ajuda) - Protetor solar (fator 30 para cima. Não vacilem. A altura aumenta a incidência de radiação dos raios solares. O sol lá não é como nas praias do Brasil. Ele assa a sua pele em dois minutos) - repelente (fundamental no 3o dia. Comprei um Off lá mesmo e funcionou estupendamente bem) 2) kit de primeiros socorros - Dorflex/gelol - Band aid - Esparadrapo - Floratil ("piriris" são muito mais comum do que vocês imaginam. LEVEM!) - Gase - Álcool em gel 3) Roupa - 5 camisetas leves (eu transpiro muito, então tinha que ir trocando diariamente pois não aguentava o cheiro no dia seguinte) - 5 meias - 1 meia de esqui/lã (para dormir) - 5 cuecas - segunda pele de calça - 1 calça de trekking - 1 segunda pele térmica (paguei S/ 20 em Cusco. Salvou minha vida) - 2 fleece (já disse, transpiro muito) - 1 anorak LEVE (vocês irão tirá-lo no caminho e carregá-lo na mochila!) - tênis/bota de trekking (recomendo que seja impermeável, pois o caminho é bem úmido, principalmente nos últimos dias) 4) Comida - frutos secos - bala de coca (ajuda!) - chocolate Tudo o que está aí foi usado por mim ou emprestado a alguém. O pessoal tirava uma onda comigo, dizendo que a minha mochila era de borracha, do tanto de coisinhas úteis que eu sacava dela. Brincadeiras à parte, salvei a vida de muita gente, a minha inclusive, com esse monte de bobageira que no final não pesa tanto. PREPARO FÍSICO É aquela coisa: melhor ter. Eu particularmente tô muito bem, mas tinha gente que era fumante e ocioso e mesmo assim completou o trajeto. A pior parte, de longe, é a DESCIDA do segundo dia. Isso foi consenso entre todos no rolê. Os joelhos ficam moídos e a última hora de caminhada se transforma num verdadeiro calvário para quem não está tão acostumado assim com trekkings longos, como eu. Bastões de caminhada, mesmo aqueles vagabundinhos de madeira que podem ser comprados a S/ 5 ajudam BASTANTE, mas não resolvem. O que salvou meus joelhos foi o banho de águas termais em Santa Teresa no terceiro dia SUBIDA PARA MACHU PICCHU Gente, NÃO VÃO A PÉ! Simplesmente não vale a pena. O busão é caríssimo, mas compensa. Eu subi a pé. Saí do hotel às 4h, cheguei na checagem às 4h30. O portão que libera para as escadas abre às 5h, então fiquei fazendo fila. Uma vez liberada a passagem, subi tudo em uns 45 minutos de escadas em ritmo alucinante. Foi uma façanha épica, que comprometeu a apreciação das ruínas porque eu já estava MORTO de cansaço. Além do mais, cheguei 10 minutos mais cedo do que o pessoal que foi de ônibus. Ou seja: o custo x benefício da aventura é péssimo. Chegar mais cedo proporciona uma foto de Machu Picchu com menos turistas, mas esses 10, 15 minutos de antecedência com relação ao pessoal do primeiro ônibus me garantiu apenas uns 3 minutos a mais de paz na cidade sagrada dos Incas. Não vacilem! Gastem uma graninha a mais e vão de ônibus. Na volta, podem ir a pé tranquilos. Acho que é isso. Se lembrar de algo a mais, posto depois. Bom rolê pra vocês. E quem tem dúvidas sobre Salkantay, digo apenas uma coisa: FAÇAM! É lindo demais!!! Abraços, Flávio
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