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Renatinha.Souza

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Sobre Renatinha.Souza

  • Data de Nascimento 30-12-1988
  1. Rodrigo, pagamos mais 150 bols na entrada da Reserva. Não estava incluído nos 750 bols que pagamos para a agência. O preço das agências oscila muito de acordo com a época. Como dia 1º foi feriado e ficou sem ônibus para Uyuni, ninguém conseguiu fazer tour tanto no dia 1º como no dia 2. Assim, dia 3 tava bombado de gente querendo fazer e os preços sobem muito. Também é bem mais caro no reveillon e quando o Dakar está acontecendo, por exemplo.
  2. 9º dia – 03/01/2015 – Salar de Uyuni Sei que já disse sobre todos os passeios anteriores que eles são incríveis e não dá para deixar de ir, mas vou ter que dizer de novo: o Salar de Uyuni é a coisa mais impressionantemente linda que já vi na minha vida! Se tivesse que escolher apenas um passeio para fazer na Bolívia, seria o Salar. É tudo isso que vcs veem nas fotos e muito mais! Já li todo tipo de relato aqui no mochileiros, uns dizendo que amaram o salar, outros que odiaram, gente contando que passou muito perrengue, frio, falta de banho, e problemas com o motorista ou a agência. O que posso adiantar do relato que vcs vão ler a seguir é que não tinha como nossos três dias no Salar terem sido mais perfeitos! Foi tudo incrível, sem defeitos! Talvez eu seja um pouco otimista demais, com um alto nível de tolerância a perrengue, e só veja o lado bom das coisas, mas qual o sentido de embargar numa trip dessa e ficar de bode? O que, realmente, faz diferença nesses 3 dias do Salar são: 1) dividir o carro com uma galera legal, sem frescura e com bom humor 2) ter um motorista/guia tranquilo e gente boa 3) estar todo mundo na vibe do lugar, todo mundo disposto a fazer desse passeio algo incrível E adivinhem? Para nossa sorte, muita sorte mesmo, tivemos os 3. Chegamos em Uyuni e a cidade realmente parece uma cidade fantasma, até que chegam muitos ônibus, todos lotados de turista para fazer o Salar. De cara já vem um monte de gente te oferecer o tour pela agência deles. Saimos de La Paz com o nome de uma agência indicada pelo Diego, que estava no downhill e no reveillon com a gente e já tinha feito o Salar pela Tiago’s Tour. Ele nos deu as melhores recomendações dessa agência. Mas chegando lá, fomos nela e ela era muito cara e não queria abaixar o preço, e mesmo com todas as recomendações do mundo, não dava para pagar 850 bols, quando muita gente tinha nos dito que o normal era pagar entre 600 e 700 bols. Quando digo que o melhor de mochilar é fazer amigos muito facilmente e por onde vc passa, Uyuni foi exemplo disso. Como montamos nosso grupo do carro: Lá na noite do dia 1º, quando voltamos da pizzaria, subimos para o bar do Loki, e ficamos de papo com o Luixxxx, que conhecia do grupo do whasts e tinha feito dos os outros passeios com a gente. Como eles conheciam o Luixx, três pessoas do Rio, a Nati, a Mari e o Mateus sentaram na mesa com a gente. Tomamos uns refris, conversamos um pouco e fomos dormir. Nada demais! Depois voltamos a ver os três no terminal de buses no dia 2 a noite, tentando conseguir passagem para Uyuni e quando nos encontramos pela terceira vez, já em Uyuni procurando agência para fazer o tour, pareciamos amigos de inafância!!! É mais ou menos assim, se vc já viu aquelas pessoas antes em algum momento do seu mochilão, quando vc volta a encontrar aquelas pessoas, vc faz uma festa parecida com a de encontrar um velho amigo. Sei lá, acho que é pq está num país estranho, onde vc não conhece ninguem, e quando ver alguem conhecido já transforma em família. Não sei explicar! Juntamos todos e fomos atrás de agência, com um numero maior de pessoas pensamos que poderiamos conseguir um preço melhor. Voltamos no Tiago’s Tour, e eles não queriam abaixar o preço de jeito nenhum. Mas foi bom ter voltado, pq lá completamos a galera do nosso carro! Vi dois meninos que já tinha visto no terminal de buses de La Paz, e perguntei eles se não queriam ir com a gente tentar um preço melhor, afinal, quanto maior o grupo, menor o preço! Eles ficaram meio desconfiados, voltaram para dentro da Tiago’s Tour para tentar de novo um preço melhor, não deram bola pra gente. Fomos para outra agência, ai eles chegaram e falaram que topavam. Eles são o Thiago e o Leo, amigos de Araxá-MG, e assim o nosso grupo do Salar estava fechado! Acho que o ideial é formar um grupo e contratar o tour juntos, caso contrário, vc vai fechar com uma agência, e ficar empacado até eles conseguirem completar o carro, e correr o risco de todo mundo no seu carro ser chato, mal humorado, só falar alemão, ou frances, ou japones, ou serem 3 casais e você. Sei que nosso grupo foi top por sorte, poderia ser todo mundo anzinza ou sem noção e os 3 dias serem um inferno, mas acredito muito que vc atrai o que transmite! Positividade, então!!! Depois que fechamos o grupo, ficamos negociando com várias agências até que uma fizesse um preço razoavel. Tava tudo bem caro, e ficamos naquela brincadeira de quem dá menos, uma agência dava menos, ai a gente ia para ela, ai a outra vinha atras da gente e baixava o preço, ai a gente ia para a outra. No fim, o menor valor que conseguimos foi 700 bols para quem voltaria para Uyuni, e 750 bols para quem pegaria o transfer até San Pedro de Atacama. A agência chama Siloli. Fechado o tour, eles botaram nossas mochilas em cima do carro e nos levaram para a sede agência deles, que fica em outro lugar, numa avenida principal (tem algumas agências no lugar que os ônibus nos deixaram, mas a maioria fica nessa outra avenida). Chegamos lá, guardamos as mochilas na agência, a mulher nos explicou o que faríamos em cada um dos 3 dias, pagamos e pegamos os recibos. Quando ela estava explicando o que o tour incluía, café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar, quarto duplo num hotel de sal e banho quente no primeiro dia , quarto coletivo e banho frio no segundo dia, eu ri e falei para a galera não acreditar, que não tem banho no segundo dia! Perguntei se ela devolveria a nossa grana se não cumprisse o prometido e ela riu. E adivinhem? O banho do primeiro dia era frio e não tinha banho no segundo dia. Já ir com essa mentalidade de que nada será como prometido, de que a estrutura seria péssima, fez a gente ficar feliz e contente com cada coisinha boa que encontrávamos pelo caminho. Depois de combinar tudo com a agência, fomos atrás de um lugar para tomar café antes do tour sair. Bem de frente a agência, do outro lado da rua, tem um restaurantezinho bem bom! Comida gostosa e wifi grátis por 20 minutos. Comemos um sanduíche bem quentinho de pão, presunto e queijo e tomamos um chá de coca e uma coca-cola. Também compramos umas águas para levar no tour. Sei que a agência diz que fornece água, mas não é toda hora. Então, tem que levar água para ir bebendo no carro, para beber a noite no hotel de sal (é bom levar umas comidinhas tb, tipo biscoito, pra quando a fome aperta). Depois de comermos, descobrimos um lugar do lado do restaurante que cobrava 10 bols pelo banho quente e considerando o que nos esperava, era bom tomar um banhozinho pra prevenir. Era 10 bols por 20 minutos de banho. Eu e Igor pagamos só 10 bols e dividimos o tempo. Foi mais que suficiente! Valeu muito a pena! Todos prontos, entramos no carro e começamos nosso tão esperado tour. Essa agência tinha 3 carros, o nosso com 7 pessoas (eu, Igor, Nati, Mari e Mateus do Rio, e Leo e Thiago de Araxá), um com o Fabricio e a Thais, os irmãos de BH, um casal que eles conheceram em La Paz, e mais 3 bolivianos, e um outro carro com os Japas ou Chineses ou coreanos, não lembro, que tinha só 6 pessoas. Eles andavam em comboio para um ajudar o outro. Geralmente, os tours são só com 6 pessoas. Uma vai sentada na frente com o motorista, 3 sentadas no banco do meio, e duas sentadas no banquinho do fundo, que é bem pequeno e apertado. Mas a mulher da agência botou 3 pessoas nesse banquinho do fundo. Fomos igual sardinha! Mas valeu a pena pra não separar a galera. ãã2::'> Nosso guia/motorista era o Rafael, e como disse, ele fez toda a diferença para o tour ser o mais top de todos. Apelidamos ele de Rafael Dakar, pq ele sempre fazia rotas alternativas e diferentes das que os outros guias faziam, corria como piloto de fuga, tinha todos os esquemas com as cholas das paradas, resolvia o problema de todos os outros guias, deixava a gente botar nossas músicas no carro dele, aumentava o volume do som quando pediamos, parava para tiramos foto sempre que pediamos. Enfim, Rafael era o cara!!! Saimos da agência e fomos para o cemitério de trens. Lá é um depósito de trens ao ar livre, tipo ferro velho de trens. Dá para tirar umas fotos legais, mas nessa altura tudo que vc quer é ir logo para o deserto de sal. Descemos, tiramos algumas fotos, coisa de uns 20 minutos e voltamos para o carro para seguir viagem. Voltamos para a cidade, Rafael parou num lugar para pegar umas comidas e guardou na parte de tras do carro. Nessa hora eu tive noção do quão hilário e desconfortável seriam esses 3 dias dentro do carro. Depois que Rafael botou as comidas lá atras e saiu, senti uma coisa gelada nas minhas costas. Para quem não sabe, esse ultimo banquinho da 4x4, é bem pequeno mesmo. Não foi feito para 3 pessoas. Eu estava sentada em uma das pontas e o encosto do banco não vai até o final, ele acaba antes das minhas costas acabarem, se é que me entendem! Fica um buraco, e por esse buraco passou um saco de carne crua que estava gelando minhas costas!!! Sério, isso só acontece comigo! Contava e ninguem acreditava que tinha uma carne nas minhas costas! Dai acabei de puxar o saco pelo buraco e mostrei para o pessoal do carro, que riu muito. Joguei ele lá atras de novo e, problema resolvido! Logo na saída par ao Salar, paramos em um vilarejozinho, o Pueblo de Colchani, onde tem um museu de sal, com umas coisas bem feias e sem graça e muita barraca de artesanato para vc gastar seu dinheiro. Estava tudo muito caro e não compramos nada, só uma coca gelada, a última coca gelada antes de encarar o deserto! Nessa hora quase aconteceu uma merda e serviu para deixar todo mundo esperto! Leo parou numa barraquinha para ver alguma coisa e esqueceu a câmera fotográfica lá, quando se deu conta voltou lá para buscar e o cara da barraquinha disse que uma outra menina tinha dito que a câmera ela dela e carregado. Fala sério, que mau carater! Mas dai o dono da barraquinha levou o Leo até a tal menina, que já estava dentro do carro saindo com o tour dela. Ele só enfiou a mão no carro, pegou a câmera da mão da menina e saiu. Muita sorte! O time foi perfeito, e a boa-vontade do dono da barraca foi essencial. Fala sério, quem pensa que os bolivianos que são desonestos, ta ai uma turista filha da p. e mau caráter. Tudo resolvido, seguimos viagem. A medida que o carro vai seguindo pela estrada, a paisagem vai mudando daquela terra marrom e meio arenosa para um branco sem fim! Nesse momento eu olhava pela janela e não conseguia acreditar que eu estava realmente lá. Sabe um lugar que vc já viu mil vezes em fotos e sempre quis conhecer e, de repente, vc está dentro daquele lugar! Não dá para explicar, só sentir! Depois de rodar por um tempo, o Rafael parou para a gente tirar fotos naquele lugar onde tem a escutura do Dakar e as bandeiras e enquanto isso ele foi preparar nosso almoço. Fomos tentar tirar aquelas fotos de perspectiva e acabamos esquecendo do tempo, até que o Leo veio chamar a gente para almoçar, pq tínhamos que sair em 20 minutos. A comida estava deliciosa! Pollo, para variar, mas estava muito bem temperado, arroz, tomate e banana! Esse lugar onde comemos é um antigo hotel de sal desativado, todas as agências param lá para comer, é muito quente, insuportável ficar lá dentro, mas é bem legal, todo de sal. Para acompanhar o almoço, Rafael nos serviu uma coca-cola quente, muito quente mesmo e a diversão ficou por conta da Mari, que perguntou ao Rafael se não tinha um gelinho! Ele achou tanta graça da Mari pedir gelo no deserto que até foi contar para os outros guias! Sempre que precisávamos voltar para o nosso carro, no meio daquele um milhão de 4x4 parecidas, ficávamos meio perdidos e o jeito que encontramos de identificar nosso carro foi: ele era o único que tinha um adesivo escrito FUCK YOU. Fala sério! Seguimos viagem e Rafael nos disse que a próxima parada seria a Ilha de Cactos Gigantes (Ilha do Pescado), lugar onde poderiamos tirar fotos de perspectivas muito melhores. A Isla del Pescado é coberta por milhares de cactos gigantes, é muito lindo, mas para subir temos que pagar e só o Leo e o Thiago resolverma subir. Nós ficamos lá embaixo naquela imensidão de sal tirando milhares de fotos de perspectiva, batendo papo e rindo. As fotos de perspectiva são as mais tradicionais do Salar. Antes de viajar tinha pegado algumas ideias na internet, junto com a criatividade da Mari e as ideias do Fabricio, tiramos muitas fotos legais! São várias tentativas até dar certo, mas é tudo muito divertido! No final estávamos tipo carne de sol lá do norte de minas, cheios de sal e curtidos no sol. Vou postar só uma foto de perspectiva aqui, para não atrapalhar a leitura, na sequência vou fazer um post com várias fotos de perspectivas legais para inspirar vcs! Essa foto abaixo é a mais bombada de todas, foi postada no insta da Timberland Br e dos Melhores Destinos. Demais né! Antes de irmos embora, também tiramos algum\s fotos nos cactos, sem precisar subir a ilha. Todos prontos, entramos no carro e ficamos esperando nosso motorista, Rafael voltar. Tínhamos visto Rafael pela última vez lá perto dos cactos, quando ele sai do banheiro que tem lá. O tempo foi passando e nada de Rafael. Criamos várias teorias, de que Rafael estava com dor de barriga e voltou para o banheiro, ou ele tinha arrumado uma chola e estava namorando! Rafael virou nosso herói! Ao invés de ficarmos putos da cara com ele, na nossa cabela ele virou o melhor guia de todos, o fodão do Salar! Rafael Dakar, nosso piloto de fuga, pegador de Cholas! Nossa última parada do dia foi o hotel de sal onde passaríamos aquela noite! O lugar era bem arrumadinho e bonitinho! Fomos um dos primeiros a chegar, escolhemos nossos quartos, eu e Igor pegamos um com cama de casal bem bom, e ocupados a única tomada disponível para carregar nossos eletrônicos. Enxemos a tomada de Ts (benjamins) e botamos os celulares, câmeras e ipodes para carregar. A galera dos outros carros foi chegando e ficando meio brava pq tínhamos ocupado a tomada, mas assim que nossas coisas carregaram, nós fomos tirando e abrindo espaço para a galera. Nesse hotel descemos nossas mochilas, guardamos nos quartos, e Rafael nos serviu um lanche da tarde com biscoitos e chá, nada demais! Fomos tomar banho e, adivinhem??? Banho gelado e o pior, no escuro! Molhava um braço, lavava, enxaguava e secava com toalha, ai lavava outro braço, ai a perna, e por ai vai. Tinha que ir lavando e secando, porque se ficasse molhada, iria congelar. Mas deu para dessalgar o corpo. Vejo muita gente reclamando do frio no salar, lá fora a noite pode até fazer frio, mas dentro do hotel é bem quentinho e olha que sinto muito frio, mais que a maioria das pessoas. Para verem que não estou mentindo, depois do banho, fomos jantar e jogar baralho e eu estava de short. O jantar era um sopa de entrada, bem gostosinha, mas como tomei banho por ultimo, quando cheguei já estava acabando. O prato principal, pra varias, pollo!!! Mais uma vez, estava bem temperadinho e gostoso. Não podemos reclamar da comida no salar, comemos muito bem, mas não dava para enxer a barriga. Era meio regrado. Fiquei querendo mais um pedaço! Nessa hora do jantar conhecemos o José, um menininho boliviano muito lindo e carinhoso que ficou o tempo todo na nossa mesa observando a gente! Thiago comprou um vinho ou dois, não lembro, e Nati pegou o baralho e nos ensinou a jogar Presidente. Todo mundo foi dormir e só a gente ficou até bem tarde nessa brincadeira! Nessa hora me dei conta que eu seria uma daquelas pessoas sortudas, que conseguem fazer o salar com um grupo legal e guardam as melhores lembranças dessa experiência. Era um grupo muito homogêneo, todo mundo com o mesmo espirito de “tô nem ai para os perrengues” e “só quero me divertir”. Enquanto jogavamos, observamos José abraçar e fazer carinho n os meninos, mas nunca chegar perto demais das meninas da nossa mesa. Ele é uma criança muito mais carinhosa que as crianças do Brasil, e também respeita muito as mulheres, tanto que não tem coragem de nos abraças sem nosso concentimento. Foi muito legal ver um pouco da cultura deles. Muita gente critica o fato das crianças bolivianas sempre estarem trabalhando, ajudando seus pais no negócio da família. Não quero aqui ter uma opinião muito inflexivel ou julgadora sobre isso, o que posso dizer é, sou totalmente contra essas crianças ficarem só trabalhando e não terem tempo para estudar ou para brincar, mas não sei se isso acontece lá. Mas não vejo nenhum mal em ajudar seus pais no negócio da família, pelo contrário, meus pais sempre buscaram envolver eu e meu irmão no trabalho deles, e isso só ajudou a nos tornar pessoas melhores, mais conscientes e batalhadoras. Então, sem julgamentos e pré-conceitos! Depois de beber todo o vinho e alguns se cansarem de perder todas as partidas, fomos dormir felizes! Que lugar lindo! Gastos do dia (para o casal): Tour 3 dias pelo Salar (com transfer para SPA): 1500 bols Café da manhã em Uyuni; 42 bols Águas: 15 bols Banho em Uyuni: 10 bols Coca-cola gelada no Pueblo: 10 bols
  3. Voltei!! Depois de um bom tempo sem conseguir postar, por causa da correria do trabalho. Segue o relato de dois dias bem tranquilos, mas essenciais para aguentarmos os perrengues do Salar. A noite, quando chegar em casa, completo o relato com fotos, ok? 7º dia – 01º/01/2015 – O dia em que não fizemos absolutamente nada Na nossa programação original, usaríamos esse dia para rodar em La Paz, conhecer alguns lugares legais da cidade, nos despedirmos e a noite partiríamos para Uyuni. Porém, como a nosso planejamento era praticamente inexistente, não sabíamos que não tinha ônibus saindo de La Paz nesse dia. Feriado né! Resultado: só conseguiríamos ir para Uyuni dia 02/01 a noite. Tentamos de tudo, todas as alternativas imagináveis, mas não rolou. Realmente tivemos que ficar mais um dia em La Paz. Por isso é importante não ter um roteiro muito apertado, imprevistos acontecem (tá certo que esse era bem previsível). Por causa desse dia perdido, ficamos um dia a menos em San Pedro de Atacama e estava tudo resolvido. Desde o dia 31/12, quando descobrimos que não teria ônibus no dia 01/01, começamos a conversar na recepção para estender nossa diária no Loki por mais um dia. Estávamos num quarto privado há 6 dias e muito bem instalados, com bagunça para todo lado, e não queríamos ter que mudar de quarto, muito menos de hostel. Num primeiro momento a recepcionista tinha dito que seria impossível. Insistimos, voltamos na recepção mil vezes para ver se não surgia uma vaga e nada. Ai no dia 1º cedo, voltamos a perguntar, ela consultou o gerente, e autorizou estendermos a estadia, simples assim. Vai entender. Como disse, esse dia foi leseira total. Estávamos cansados da correria dos dias anteriores, sempre acordando 4h, 5h da madruga para fazer algum passeio, neve, lama, chuva, altitude, e toda noite bar do Loki para tomar umas pacenas. Resolvemos nos dar um dia de folga. Até pq ia vir pedreira pela frente, ou vc pensa que 3 dias atravessando o deserto é moleza? Nessa trip queremos fazer tudo que temos direito, correr uma cidade para o outra, conhecer o máximo de lugares possíveis, mas se você não tomar cuidado, adoece e fode todo o resto da viagem. Era o tempo todo tomando muito cuidado com o que comíamos, tomando só água engarrafada e coca (nunca sucos naturais), sempre super agasalhados, sem contar os remédios, começou uma dor na garganta, anti-inflamatório, espirrou, remédio para gripe ou alergia. Geral que conhecemos estava um coquetel brabo de remédios para não cair na cama e perder o resto da viagem. Passamos boa parte desse dia dormindo. Nessa hora, um hostel legal é fundamental. Cama top, roupa de cama limpinha, banho quente. Fomos na recepção bem cedo, para tentar estender a diária, na hora que recepcionista disse que sim, era o que precisávamos para voltar para a cama e dormir o resto do dia. Também deixamos algumas roupas na lavanderia do hostel, principalmente a da noite do réveillon, que estava fedendo cigarro e ia passar cheiro para o resto das roupas da mochila. Enquanto a moça da lavanderia não aparecia e eles concertavam o vidro do telhado, que alguém havia quebrado na noite anterior na festa de reveillon, ficamos um tempão batendo papo com o boliviano que trabalha na agência do Loki. Ele é bem engraçado (esqueci o nome dele), tem um inglês muito bom, e não se parece com os bolivianos que estamos acostumados a ver. Ele não é índio, é negro do cabelo cacheado. Descobrimos que uma pequena parte da população boliviana é negra e a grande maioria é indígena, com aqueles olhinhos puxados e cabelo preto liso. Ele é super gente boa e engraçado, disse que queria que o povo dele fosse bonito e misturado como os brasileiros. Depois disso, voltamos para o quarto e dormimos, dormimos e quando acordamos, dormimos mais um pouco. Levantamos umas 17h e fomos para o bar do Loki comer algo. Lá encontramos a galera numa disputa ferrenha de ping-pong. Ficamos um bom tempo assistindo, até que a galera finalmente desistiu de tentar ganhar de um espanhol que deve passar a vida jogando ping-pong, pq ninguém ganhava dele, ele era muito bom. Pegamos algumas blusas de frio e fomos todos rodar em La Paz atrás de um lugar para comer. Nossa última noite na cidade. A rua estava bem deserta, vimos alguns monumentos legais, igrejas, museus, achamos uma pizzaria aberta e ficamos por lá. A pizza estava bem gostosa, a coca tinha gelo, comemos até não aguentar mais e voltamos para o hostel para dormir mais um pouco. Engraçado que na Bolivia as pessoas só comem pollo, tudo é pollo. Mas não tem pizza de pollo. Vai entender!!! Outra coisa legal, na praça, todos os dias tinham uns palhaços fazendo graça. Mas o mais engraçado é que geral na Bolívia para para assistir. É tipo um teatro ao ar livre, ou melhor, um circo ao ar livre. Todo mundo parado, em pé, vendo os palhaços e gargalhando. Umas duas ou três vezes passamos por esses palhaços e eles zuaram nossa cara, vieram atrás da gente fazendo graça. Viramos a piada para os bolivianos rirem, mas foi legal! Como disse, esse foi um dia bem do atoa, não fizemos nada e acho que não tenho foto de nada, mas foi bem legal passar o dia assim! Gastos 01/01/15: (Lembrando que tudo é para o casal) Lavanderia – 50 bols Pizza – 54 bols 8º dia – 02/01/2015 – Dia de compras e de conhecer a parte rica de La Paz Nesse dia acordamos cedo para aproveitar o que La Paz tem de bom. Mentira, acordamos tarde e com a mesma preguiça o dia anterior. Fomos para o mercado das Bruxas fazer umas ultimas compras antes de ir embora. Queríamos uma mochila ou bolsa para carregarmos as coisas extras que compramos e não cabiam na mochila. Rodamos, rodamos e eu comprei uma mochila artesanal de 55 bols e Igor comprou uma de 80 bols. Me arrependo muito de ter comprado essa mochila porque queria muito a mochila de couro que eles vendem lá e não comprei de pao-duragem. Ela custava um 200 bols. Mas se tivesse comprado a de couro, eu estaria usando ela muito aqui no Brasil, já essa ai que comprei, nem sei onde ta. Economia burra. Quando for para o Peru vou comprar minha sonhada mochila de couro, eu juro! Nessa hora, como não tínhamos tomado café da manhã, eu estava com muita fome. Nos separamos da galera, que seguiu com as compras e paramos num restaurante bem pequeno, mas delicioso, provavelmente o melhor que comi em toda a Bolivia. Não foi barato, mas valeu a pena, especialmente considerando a alimentação precária que teríamos nos próximos dias no Salar. Lá eu comi um bife de lhama com papas fritas e salada. Como assim eu iria embora sem experimentar carne de lhama? Tinha que comer. E escolhi o lugar certo, pq a moça fez o melhor bife de lhama da história dos bifes de lhama. Super bem temperado e bem preparado. Deu até água na boca agora. A carne de lhama é mais dura que a carne que estamos acostumados (de boi), mas é muito saborosa. Voltamos par ao Loki e tínhamos uma hora para arrumar nossas mochilas, tomar um banho e fazer check-out. Fizemos milagre para as coisas caberem na mochila. Depois de 8 dias instalados num quarto, você se sente em casa e nossas coisas estavam todas espalhadas. Mas deu tudo certo, fizemos check out e pagamos um total de 1311 bols (960 bols de diárias e o restante de consumação todos esses dias no bar do Loki: comidas, bebidas, bebidas e bebidas). Não sei se falei antes, mas quando você se hospeda no Loki eles te dão uma pulseirinha, tipo pulseira de balada, onde escrevem seu nome e o nº do seu quarto. Assim, toda vez que consome algo no bar, eles lançam na sua comanda. Sério, 1311 bols para duas pessoas, é muito barato! Que saudades da Bolívia! Fizemos check-out, guardamos nossas mochilas num depósito do Loki (eles tem umas prateleiras bem organizadinhas, etiquetam sua mochila e tudo) e nos despedimos da galera que estava com a gente desde o primeiro dia em La Paz. Agora cada um iria seguir para um lugar. A tarde fomos passear na parte rica de La Paz. Pegamos um táxi do hostel até o teleférico, dai pegamos a linha verde do teleférico e cruzamos La Paz até a zona sul. O teleférico em La Paz não é uma atração turística, é um meio de transporte muito rápido e eficiente, que te leva de um lado ao outro da cidade, fugindo do trânsito caótico da cidade. Ele tem uma estrutura muito boa e nova, tudo bem organizado e com umas 3 linhas diferentes. É muito usado pelos bolivianos mesmo, não vimos muitos turistas lá. Quando mais você sobe ruma à zona sul, mais fica nítida a desigualdade social. Estávamos no centro de La Paz, onde tudo é bem antigo e histórico, o que justifica não ser muito bonito. Mas também passamos por outras regiões, onde as casas são sem reboco (por causa do imposto, com falei antes), e o povo muito pobre. Mas quando você chega na zona sul, vê mansões hollywoodianas. Coisa de cinema mesmo! Nem parece a mesma cidade! Descemos na última estação e fomos passear no shopping que tem lá na zona sul. Um pouco de conformo e mordomia antes de encarar o Salar. Lá compramos alguns biscoitos e água no supermercado para levamos no Salar, fizemos um lanche num fast food boliviano e Igor comprou um óculos de sol (pq não dá para encarar o deserto de sal sem). Rodamos no shopping por um tempo e achei muita graça de duas coisas: 1 - tem um quiosque vende leite no shopping, tipo leite em pó, leite de caixinha, leite! Não entendi, mas respeito! Vai ver eles gostam muito de leite né. 2 – a organização do shopping é tipo sem organização. Você sobe um andar, ai ele não tem nada, nenhuma loja, e vc pensa que o shopping acabou, mas ai você sobe outro andar e tem várias coisas. É muito zuado, não tem muitas lojas legais, mas o supermercado é top. Tem uma loja de carros lá dentro! Bolívia, Bolívia! Não tente entender, só ame! Voltamos para o teleférico, íamos pegar outra linha, mas a fila estava imensa e resolvemos voltar para o centro. Chegando no centro, pegamos um táxi de volta para o hostel, pegamos nossas mochilas e fomos para o terminal de buses. Lá no terminal era aquela zueira típica! Pessoas gritando nomes de cidades para informar que sairia um ônibus para aquele destino em minutos. Compramos nossa taxa de embarque, esperamos um bom tempo numa fila bem zoneada e embarcamos. O ônibus da omar turismo era ótimo. Leito top, com poltronas largas, super confortável, com o cobertor prometido. Saiu com uma hora de atraso, mas isso é normal na Bolívia. Passamos toda a noite viajando e amanhecemos em Uyuni, quando iniciamos o tour pelo Salar. Mas isso vou contar no próximo post (e prometo não demorar muito para fazê-lo). Gastos 02/01/15 (para o casal): Minha mochila: 55 bols Mochila de Igor: 80 bols Almoço: 124 bols Check out hostel (diárias e consumo): 1311 bols Taxi até o teleférico: 25 bols 4 Passes no teleférico (ida e volta): 12 bols Compras no supermercado: 82 bols Lanche no fast food boliviano: 15,50 bols Táxi até o terminal de buses: 15 bols Taxa de embarque: 4 bols
  4. Eiii Ney!! estou postando para ajudar a galera com dicas e tb para eu poder reler mil vezes e relembrar!! daqui 10 anos ainda vou vir aqui reler tudo e morrer de saudades! fique a vontade para complementar as coisas que eu disse, já que vc estava com a gente toda essa primeira parte da viagem, até o reveillon em la paz. tá foda de ir para o Peru agora. Dolar tá matando nossos sonhos de mochileiros. o máximo que estou conseguindo ir é para a chapada dos veadeiros aqui do lado de Brasília mesmo. e agora que tenho uma colega de trabalho argentina, estou pegando umas dicas para conhecer o país dela.
  5. Valeu!!! vou voltar a postar. até domingo terá post novo. Faça mesmo! É demais!! sou apaixonada pela Bolívia! ah, e anote mesmo, pq eu li milhares de relatos aqui no mochileiros bem no inicio da organização da viagem, não anotei nada. depois fiquei com preguiça de voltar e reler para anotar as dicas. não anotei nada. cheguei lá e não sabia nem para que lado da isla del Sol ir.
  6. Luiza, vou voltar a postar sim. kkkkk é que estou no meio de duas semanas mto crazy no trabalho. não estou tendo tempo nem para almoçar. foi mal. os próximos dias do relato serão o Salar. prometo que vou postar até domingo.
  7. curtindo seu relato... os videos estão demais.. dúvida: se vcs pegaram tanta chuva e tempo nublado, qual é a época ideia para ir, vc sabe? pra pegar esse solão da primeira foto?
  8. Que bom que está gostando! Obrigada!!! Confesso que amei o bar do Loki e ficávamos bebendo muito por lá mesmo, mas foi legal conhecer a boate! Levamos a Nikon D3100 e a GoPro. Aqui no relato tem fotos delas, mas tb tem foto de celular, das câmeras da galera que conhecemos e dos guias. Mas quando é da Nikon dá para ver facilmente! acho ela muito top. Uma viagem dessa merece uma câmera boa. Vc vai passar por lugares incríveis e guardar de recordação uma foto top faz diferença. Vi gente viajando só com a câmera do celular e não teria coragem! esse vídeo aqui tem dicas legais de qual câmera comprar:
  9. 6º dia – 31/12/2014 – Chacaltaya – Mercado das Bruxas – Reveillon no Loki e fim de noite numa boate boliviana Todo dia de relato começo dizendo: esse dia foi o melhor! Foi sensacional! Esse passeio não dá para perder!!! Desculpa, gente! É que a Bolívia é incrível demais! Não dá para escolher! Tem que ficar lá muitos dias e fazer tudo! Eu queria ter ficado mais, mas 11 dias já deu para conhecer algumas coisas. Tem um monte de cidade que meu Cruzeiro já jogou jogo da Libertadores, ou tá jogando esse ano, que eu queria muito conhecer e não deu, como Potosi e Sucre. Quem sabe um dia eu volte. Não sei como ainda tem parente que pergunta: meu filho, mas o que é que vc vai fazer na Bolívia?? Fala sério! A Bolívia é linda, com um povo feliz (apesar de mentiroso e espertinho – devem ser amigos dos brasileiros né), uma cultura encantadora! Tem que ir! Esqueci de dizer no relato do dia anterior que comprei gorro, cachecol e luva para enfrentar a neve! A galera do Loki que já tinha ido no Chacataya nos dias anteriores disse que dava para aguentar o frio, que o pior mesmo eram as mãos. Ai comprei uma luva profissa para a neve. Custou 135 bols. Meio carinha, mas dúvido que ache mais barata no Brasil. Então, no dia 31 acordamos cedo e subimos para o bar do Loki para tomar café, mas acabamos tendo que cancelar nossos omeletes. Demorou demais e a van chegou para nos buscar. Fico impressionada com a nossa capacidade de errar em tudo! Tipo calouro na faculdade, num acerta uma! Saimos para o Chacaltaya, pra enfrentar, frio, neve, altitude, de barriga vazia. Ainda bem que o guia parou numas vendinhas para compramos um chocolates, folha de coca e águas. Não dá para subir sem. O Chacaltaya é encantador, a paisagem mais linda que vi durante toda a trip! Tudo branquinho de neve! É a Cordilheira dos Andes! De tirar o folego! Nenhuma foto é capaz de demonstrar, mas essa chega perto: Li vários relatos aqui no mochileiros antes de viajar e vi muita gente dizendo que esse passeio no Chacaltaya não tem nenhuma graça, que o cara para a van num determinado ponto, depois você tenta subir o resto a pé, volta para a van e acabou. Dica: pegue dicas aqui antes de viajar, mas não deixe de fazer algo pq pessoas disseram que não é bom. Vai muito do estilo de cada um, do gosto, da vibe que vc tá, as companhias! E posso dizer, no dia 31/12/2014 a vibe era a melhor possível! Que energia boa! A ida até o Chacaltaya foi meio sofrida! Primeiro o onibus só tinha brasileiro, e isso não foi algo bom! Uma galera de SP tava cantando sem parar, mas não de um jeito legal! Tava chato! Estavam fazendo de deboche, tentando descobrir que musica a gte gostava, pq não estavamos cantando junto com eles. Posso dizer, passaram longe de acertar, cantaram pagode ai cismaram que a gte era roqueiro e odiava pagodeiros, depois cantaram sertanejo só pq somos de Minas e mineiro só deve ouvir sertanejo. Para saber: curto reggae, mas acho dificil vcs cantarem um Bob, então, não cantem! Quando chegou naquela parte mega estreita e acidentada da estrada, para muitos começou o desespero, para mim foi um alívio, pq eles ficaram com o c.. trancado e pararam de cantar! A estrada é bem ruim mesmo, isso sim é estrada da morte! O onibus passa no limite da estrada e parece que vai desabar a qualquer minuto. Mas desencanei, pensei, esses caras fazem isso todo dia, não vai ser hoje que vai dar errado! E correu tudo bem! O ônibus vai até uma certa parte, depois para, todos descem e quem quiser subir tem que seguir a pé. É uma subida hard, principalmente por causa da altitude, dá muita falta de ar, mas tem que persistir, pq a vista lá do topo é sensacional! Quando começamos a subida estava nevando, foi lindo, filmei, tirei a luva e fiz bolinha de neve, comi um pouquinho de neve (foi mal, meu país não tem isso tá). Mas o guia ficou preocupado de a nevasca piorar e pediu para nao enrolarmos para subir. Acabou que depois o sol abriu e foi tranquilo. Na subida encontramos muitos mineiros, a gente abria a boca e alguem reconhecia nosso sotaque, e dizia que era de Minas Gerais também. E o tanto de cruzeirenses, geral estava tirando foto com a camisa do cruzeiro. Fomos subindo bem devagar, subia um pouco, parava, sentava, dizia: “não dá mais, podem ir sem mim, morri”. Dai 3 minutos recuperava e continuavamos a subir. Não era mentira, na hora que parava realmente achava que tinha chegado no limite físico, mas dae a recuperação era rápida e dava para continuar. O Guia disse que é pior parar porque quando vc para os batimentos aceleram e é dificil controlar a respiração novamente, mas foi o jeito que encontrei para aguentar e deu certo, chegamos ao topo e fomos presentados com a vista mais linda de todas. Engraçado que tenho amigos que já viajaram o mundo e nunca viram neve. Fui ali na nossa vizinha Bolivia e vi e posso dizer que é lindo demais! Lá no topo parei para admirar! Fiquei curtindo um silêncio bom pra pensar e agradecer por ter tido a chance de ver algo tão maravilhoso! Sério, poucas pessoas tem esse privilégio! Tenho muita sorte nessa vida! Depois ainda paguei meus burpees de aniversário lá em cima, pq estar a 5300m de altitude, com graus negativos e neve não ée suficiente. E fiz isso com um monte de marmanjo dizendo que a galega ia dar teto preto e apagar! A descida foi meio lenta, pq como o sol abriu o gelo começou a derreter e as pedras estavam molhadas e escorregadias. No caminho de volta uma galera que estava lá atras começou a cantar “NÓS SOMOS LOUCOS, SOMOS CRUZEIRO”, ai vários cruzeiresenes no meio do caminho começaram a cantar tb até chegar na gente e foi demais!! Que último dia do ano, poder cantar meu Cruzeiro no meio da Bolívia, vendo neve, encantada pela magnitude da Cordilheira! É muita sorte na vida! Inacreditável! Vou contar isso para os meus netos. Obrigada papai do céu. I'm blessed! Na volta, quando entramos no onibus começamos a sentir o mal d altitude. Foi o único momento de toda viagem que a altitude nos afetou. Sentimos muita vontade de vomitar, muita tonteira, mas ai comemos chocolate, bebmeos águas e melhoramos. De lá o onibus ia para o Vale de la Luna, mas optamos por descer em La Paz mesmo, porque queriamos comprar algumas lembranças antes de seguir para Uyuni, e no dia 01/01 tudo estaria fechado. Ah, na ida o guia nos contou varias coisas sobre La Paz e a Bolívia. Disse que as casas em La Paz não são terminadas, a maioria é no tijolo, sem reboco e pintura, pq o imposto para casas terminadas é muito, muito mais caro. Contou que Sucre é a capital da Bolívia, apesar de todos pensarem que é La Paz, que, na verdade, é só a sede do governo e concentra algo como 90% da população da Bolívia. Não sei a veracidade das informações, só estou reproduzindo, ok? Descemos em La Paz e fomos às compras. O mercado das Bruxas é bem legal, tem de tudo que vc pensar, comida, roupas, fetos de lhamas! Sim, vc leu certo! Tem uma tradição, algo como enterrar esse feto debaixo da contrução da casa para trazer sorte. Compramos blusas de frio de alpaca, gorros, cachecois e cartão de memória. Também tentamos comprar nossas passagems para Uyuni para o dia 1º a noite, mas no terminal de buses descobrimos que nenhum onibus sai nesse dia. Merda, merda, merda! Mais dois dias (dia 1º e 2) atoa em La Paz. Só conseguimos passagem para o dia 2 a noite, compramos leito pela Omar Turismo por 200 bols para cada e adianto que foi top! Compras feitas, lojas começando a fechar, voltamos para o hostel, tomamos banho e subimos para a festa de reveillon no bar do Loki. Estava completamente lotado e, nesse dia, conhecer a galera do grupo do whatsapp foi mto bom, pq formamos um grupo que passou o reveillon junto, bebemos, dançamos em cima das cadeiras e mesas, e brindamos o novo ano! Teve uma guerra bem engraçada entre brasileiros e argentinos esse dia. Os argentinos cantavam as musiquinhas deles de futebol para provocar os brasileiros, os brasileiros cantavam de volta! Os argentinos iam na Dj e pediam musica argentina, a gente ia e pedia música brasileira. Foi engraçado, principalmente pq não estavamos na argentina ou no Brasil, mas sim na Bolívia! Lembro de uma hora, depois de muitas doses de vodka, eu botando a mão na cara de um Argentino, mostrando os 5 dedos, das 5 copas do mundo do Brasíl e cantando (gritando) “se vc é Argentino, então vai tomar no cú, tem apenas 2 copas, igualzinho o Cafú!! se vc é Argentino, então diz como é que é, tem apenas 2 copas, uma a menos que o Pelé!!” Ah, legal que no Loki o DJ é qualquer pessoas que está trabalhando no bar. Você vai lá, pede a música, eles botam no youtube e ela toca. Se você for lá e pedir, sei lá, Boate Vermelha, vai tocar. Isso é bom, pq pedimos uma sequencia de funks, tipo Catra, ludmila, e nos acabamos no passinho, mas é ruim pq latinos tem musicas estranhas, com danças mais estranhas ainda e vc é obrigado a suportar. Exceto Bailando, é claro! Essa música do Enrique Iglesias é A MÚSICA da viagem, por onde vc passa ela é tocada! “ Yo quiero estar contigo, vivir contigo, Bailar contigo, tener contigo una noche loca, Con tremenda nota, Bailando, bailando, bailando, bailando” A galera foi ficando insana no Loki, pendurando nos picas-picas da decoração, dançando nas mesas! Ficamos brother do Gigi, um frances que estava trabalhando no bar do Loki em troca de hospedagem free (isso é bem comum, a galera toda que trabalha no bar lá é mochileiro viajando). No dia anterior, na comemoração do meu aniversário, Gigi já tinha nos dado algumas doses de uma bebida grátis (no Loki quando vc compra uma cerveja, tem direito de jogar a tampinha num cesto lá, e se acertar, ganha uma dose dessa bebida, eu errava todas, mas como era meu aniversário ele dava as doses mesmo assim, e ainda bebia junto). Ele que ele não quis dizer o que era, só disse que deixava muito muito louco! Ficou nosso brother e isso facilitou pegar bebida no bar, que estava lotado, e pedir músicas. Engraçado que nem precisamos falar, Gigi já disse: “you're Brazilian, of course”. Como a gente se denuncia??? Não sei pq todo mundo sabe que somos brasileiros! Quando tava ficando bom, todo mundo louco, a festa acabou! Fala sério, que festa de ano novo acaba 3h da manhã! Eles desligaram o som e mandaram a gente pra casa! Como brasileiro não se satisfaz com festa pouca, copo pequeno e falta de alcool e música em pleno reveillon, entramos todos num táxi e fomos para a Mitology, boate bombada de La Paz. Chegamos na porta da boate, um friooo da porra e eu de sainha (na festa do Loki tava quentinho, oras). Eles queriam cobrar muito caro para entrar, algo tipo 60 bols sem nada incluído ou 50 dolares opem bar. Nessa hora os brasileiros lembraram dos últimos acontecimentos da pátria-mãe e resolveram fechar a porta da boate até eles abaixarem o preço! Fala sério: #nãoésópor20centavos #vemprarua #nabolívia Os gringos europeus, americanos, doidos para pagar a ninharia de 50 dolares e curtir a festa, e os brasileiros fechando a entrada e gritando “ SE JO NO ENTRO, NINGUEM ENTRA, SE JO NO ENTRO, NINGUEM ENTRA!” Mais uma vez, tenho que agradecer meus companheiros de viajem. Sem vocês seria só mais uma boate na madrugada bolivia, mas graças a vocês essa noite foi épica, digna de contar para os netos. No final, cada um pagou 30 bols para entrar!!! Ganhamos a batalha com a força do povo unido! Lá dentro ainda ganhei um agwa bomb, pq falei que era meu aniversário!!! Depois de pintar a cara com tinta neon, tomar umas bebidas bolivianas e dançar umas músicas de gosto duvidoso, dividimos taxi com um casal de australianos e voltamos para o hostel bebacos e felizes! Dormi sorrindo, com a sensação de estar vivendo as melhores esperiências da minha vida! Gastos (para o casal): Gorro e cachecol no dia anterior: 68 bols Luvas para neve no dia anterior: 270 bols Chocolates e água: 36 bols Entrada no Chacaltaya: 30 bols Blusas de alpaca, gorros, cachecois (p/ nós e presentes): 915 bols Cartão de memória: 100 bols Passagem onibus La Paz/Uyuni – leito (Omar Turismo): 400 bols Bebidas no bar do Loki: eu estimo que uns 170 bols Taxi ida boate: 12 bola Entrada boate: 60 bols Taxi volta boate: 15 bols
  10. aaah, não acredito que está só começando! Posta mais!! li o relato dos mendigos machos na Bolivia, Peru e Chile todinho em um dia! Me ajudou demais na trip que fizemos agora em dezembro/janeiro. Ai comecei a ler aqui e ainda está no inicinho... quero muito fazer essa trip, mas é meio cara né? passagem aérea quase metade do custo da viagem. Dúvida: é complicado se comunicar lá? meu inglês é meia boca (voltei para as aulas e estou no intermediário novamnete ). Na bolívia e chile deu para sobreviver, mas fico preocupada de passar mais perrengue que o normal com esse meu Inglês safado na Tailândia e Indonésia. mais uma coisa, como você faz o vídeo? que programa? estou quebrando mto a cabeça para tentar fazer o da minha viagem e não consigo. burica!
  11. Dani, obrigada!! Continue acompanhando! Assim que der vou postar o relato do dia 31. Foi um dia mto especial e de mta festa tb, vimos neve pela primeira vez, festa de ano novo no hostel, boate boliviana! Vou tentar postar hoje a noite ou amanhã! vlw!
  12. se no dia anterior vc pedir, eles levam um capacete com aquele supote para gopro para você. um dos meninos da nossa van tinha pedido e eles levaram. a gte não tinha pedido, mas como tinhamos um suporte, colamos ele no capacete de Igor lá na hora. só é ruim pq perdemos o nosso, né. deixamos de presente para a agência. mas valeu a pena!
  13. Rodrigo, se vc alugar uma bike e for fazer por conta própria (não sei se isso é possível, mas passavam algumas pessoas pela gente que não estavam com nenhuma agência), pode levar o que quiser com vc. mas pela agência, eles não deixam levar, por questão de segurança mesmo. com aquela roupa, chuva, lama, carros na estrada, é meio perigoso . fomos com a gopro no capacete, o que é bem legal. mas um menino que tb foi e ficava tirando a mão da bike toda hora para desligar e ligar a câmera no capacete, os guias reclamaram com ele. dá pra levar a câmera na van e pegar ela para tirar foto nas paradas sim. A questão é as paradas para descanso, quando a van está com a gente para fornecer água e guardar casacos, nem sempre coincidem com os lugares que paramos para tirar as fotos legais. paradas para foto são diferente das paradas de descanso, entende? mas se a van estiver perto na hora das fotos, pode ir lá e pegar sua câmera, sem problema. no nosso caso, a namorada de um dos meninos não fez a descida de bike, ficou só na van. ela tirou algumas fotos nossas da câmera deles em algumas paradas. tem umas bem legais que todos tiraram, fingindo que estavam enchendo a garrafa de água na cachoeira (foto de perspectiva). detalhe: todo mundo da van tem o contato um do outro, só não temos o contato desse casal do Rio que tirou essas fotos na câmera top deles. vou tentar capturar algumas imagens dos vídeos da gopro. mas como estava chovendo, está tudo meio embaçado. a verdade é que dá pra pegar a câmera lá na hora (se a van estiver perto) e tirar umas fotos. mas esse passeio é tão demais, e os guias já estão tirando fotos, que a gte acaba desapegando de foto. é muita adrenalina. vc esquece do resto do mundo. só quer curtir. as fotos da câmera dos guias são bens ruins, né. vc viu ai a diferença das fotos da nossa câmera nos posts anteriores.
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