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Thay Cavalcante

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  1. RELATO – ARGENTINA DE LÉVS & TORRES DEL PAINE DE PESÁDS – OUT/NOV 2018 Amigas, vou contar meu relato aqui sabendo que, quando pesquisamos, não encontramos tanta informação e nem tantos relatos atuais de torres del paine, que foi o foco principal da viagem. Espero contribuir com outros rolês! Se quiserem perguntar algo, me procurem no instagram (perfil: _thayoba) pois eu não fico olhando o mochileiros. Lá é certeza que eu vou olhar a mensagem. Eu fui com meu companheiro, parceiro, namorado e melhor amigo Daniel, que compôs grande parte do roteiro porque ele já conhecia e porque eu tava sem condições de olhar isso a fundo na época. Dá pra ir só, mas é recomendável caminhar acompanhada pela trilha, por questões de segurança, caso aconteça acidente, coisa assim. A BASE DO ROTEIRO: 1 DIA: CHEGAR EM BUENOS AIRES (de Brasília/DF) 2 DIAS EM BUENOS AIRES (Circus Hostel) (avião) 2 DIAS EM EL CALAFATE (America Del Sur Calafate Hostel) (busão) 1 DIA EM PUERTO NATALES (Mia Loft) (busão) 5 DIAS EM TORRES DEL PAINE (grey/paine grande/francês/torre central) (busão) 1 DIA EM PUERTO NATALES (Toore Patagonia) (busão) 1 DIA EM PUNTA ARENAS (Hostel Sol de Hivierno) O QUE LEVAR: Vick vaporub – pra boca ressecada. No frio tudo resseca, pele, cabelo, etc, mas quando chega na boca ela racha, sangra, dói. Vick resolve quase instantaneamente, aprendi com um boliviano Jaqueta corta vento impermeável +capa de chuva – na patagônia chove quase todo dia e venta muuuito! Botas impermeáveis – você atravessa riacho várias vezes, e em várias delas não tem jeito de ir pulando por ciminha pelas pedras não; Luvas, meias, gorrinhos, cachecóis, fleeces, segundas peles e tudo o que protege do frio extremo que faz lá. Conheço quem só chegou ao primeiro camping e precisou voltar porque teve hipotermia. Fica esperta! Protetor solar – INDISPENSÁVEL. A incidência UV lá é altíssima, se não me engano a região às vezes fica dentro do buraco da camada de ozônio. O tanto de gringa tostada que você vê terminando a trilha não é brincadeira. Elas aparentavam quase fritas na cara, sério mesmo, a coisa é séria. Azeite/óleo, Sal, alho em flocos e pimenta – não levei e senti falta na hora de cozinhar. Comida de astronauta – arroz de saquinho, sopa de saquinho, coisas que não pesam etc. Rola de levar macarrão também! Dizem que é mais complicado você passar pela fronteira com alimentos na mochila. Se não quiser arriscar, vale a pena comprar tudo em Puerto Natales. Tem uma marca chamada “trattoria”, do rótulo preto, que faz um bom arroz de astronauta e um excelente espaguete colorido; Remédios clássicos: dor de barriga, antialérgico, analgésico, anti-inflamatório, etc Bastão de caminhada – eu diria que é indispensável, mas sei que tem gente que não gosta. Eu gosto de usar 1 só ao invés de 2, porque prefiro ter uma mão livre pra me aparar caso eu tropece, sei lá kkkk Clorin não precisa, pq a água lá é muito pura, potável e deliciosa, mas se vc for dessas, não custa nada levar né AO RELATO: BUENOS AIRES: Em 2 dias dá pra fazer muita coisa, mesmo!!! Conosco foi assim: Buenos 01 - Plaza de Mayo: casa rosada, catedral, livraria el ateneo, bond street, café tortoni, Obelisco, La bomba del tiempo. a Bond Street é equivalente à Galeria do Rock, em SP. A El Ateneo é considerada a segunda livraria mais bonita do mundo. Vou descrever só o la bomba del tiempo, que é o menos roteirão desse roteirão. É um grupo FANTÁSTICO de percussão que, segundo o pessoal do hostel, se apresenta toda segunda feira com alguma convidada diferente. Tivemos o grande privilégio de estar na cidade ao tempo da apresentação deles. Muito legal MESMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO Claro que um vídeo gravado não tem a menor emoção perto do show ao vivo, mas lá vai: 20181022_210804.mp4 Buenos 02 – La boca, Caminito, Cemitério la Recoleta, Floralis Generica (aquela frozinha prateada), obelisco, puerto madero. No Cemitério da REcoleta, a tumba mais visitada é com certeza a da Eva Perón. A frozinha abre e fecha,simulando os movimentos de uma flor natural. Caminito EL CALAFATE: o glaciar Perito Moreno Contamos um dia pra chegar (fomos de avião) e descansar e o outro dia pra fazer um passeio ao glaciar Perito Moreno. O passeio ao perito moreno: só tem uma empresa que faz, que se chama Hielo y Aventura. O Trekking tem o nome de “Big Ice”. Dizem que é bom fazer a reserva com antecedência pela internet, e assim foi feito. Achamos um pouco estranha a forma de pagamento, em que, depois de preenchido um formulário pela internet, te enviam um email com mais formulários pra você imprimir, preencher (incluindo os dados do seu cartão de crédito), escanear e responder. Bom, até agora Daniel não identificou nenhuma compra esquisita no cartão. O passeio é proibido pra quem está grávida, quem tem problemas ou já fez cirurgia do coração e quem tem menos de 18 ou mais de 50 anos, bem como desaconselhado para quem está com sobrepeso, mas não achei pior do que torres del paine não. Dá uma cansadinha, mas acho que essas restrições são mais pra empresa se resguardar de eventuais problemas jurídicos. Afinal eles podem abrir mão desses clientes, são os únicos lá mesmo... Ah, mas esse passeio é maior caro... vale a pena? Amiguinha, esse passeio é caro pra chuchu. Pagamos o equivalente mais ou menos a 750 reais cada. Acho superfaturado sim, mas só tem uma empresa que faz e aproveita, os guias são alpinistas experientes, tudo é organizadinho e a experiência foi única também. Vou descrever e você julga se pra você vale a pena: No mirante é proibido dançar funk, mas eu sou transgressora. A gente acorda cedinho e o busão busca a gente no hostel. Leva pro mirante do el calafate (tem gente que faz o passeio versão simples e vai só pro mirante. É top, mas cara, vc já pagou passagem, já tá pagando estadia, deu trabalho pra chegar lá, faz pelo menos o minitrekking se você puder). Dão mais ou menos 1 hora pra gente caminhar, admirar, fotografar e claro, torcer pra um pedação de gelo cair na água rererererer Em seguida, a gente pega um barco, que leva a gente pro ponto de descida do trekking no gelo. As pessoas do minitrekking seguem até essa parte eu acho. A gente caminha com umas subidinhas consideráveis até um domo onde está o equipamento da empresa. No primeiro, colocamos cadeirinha (caso aconteça acidente, já fica mais fácil resgatar), no segundo, os guias medem os crampões certos pra gente carregar até a beira do glaciar. Na beirinha da neve, um bolão de luvas, que são obrigatórias nesse passeio. Quem não tem, pega com eles emprestadas. A melhor parte dos crampões é quando a gente tira ele dos pés e qualquer chão duro e pedregoso fica parecendo nuvens fofinhas. Começa o trekking! Alguns passos na neve lamacenta e chega a hora de colocar os crampões nos pés. São pesados e desconfortáveis, mas sem eles fica impossível caminhar. Os guias dividem os grupos e dão um mini tutorial de como subir, descer e caminhar em ladeira lateral na neve compactada. A paisagem, que já é incrível, vai ficando ainda mais bonita a cada hora de trekking. Lá mais pra dentro, o acúmulo de água forma lagos em vários tons de azul. Nem achei tão frio quanto parecia, porque não ventou muito enquanto estávamos lá em cima. E a trilha é meio pesada, o corpo esquenta também. Uma pausa para comer algo, tirar foto, admirar a paisagem e começamos a volta. Eu fiquei um pouquinho frustrada porque a empresa anuncia em todos os veículos umas cavernas lindíssimas azuis azuis azuis e quando chega lá, não vai ter caverna, já estamos voltando. Mas a formação do gelo é mutante, o glaciar chega a caminhar mais de 2 metros por dia, faz sentido às vezes não ter caverna pra entrar, né?. Só que eles podiam avisar isso antes, pq dá impressão que a gente foi iludida, tanto que o site da empresa anuncia “Já na geleira e com os crampons colocados, o mundo toma uma nova perspectiva: lagoas azuis, profundas falhas, enormes sumideiros, mágicas covas, e a sensação única de estar no centro da geleira.” A gente se sente uma formiguinha em uma torta de limão gigante. fotão do Daniel. Antes de ir embora a gente faz uma pausa numa casinha pra tomar um café. [ALERTA SPOILER] Você volta com todo luxo e glamour no barco, olhando o glaciar, o vento acariciando o seu rosto e soprando suavemente seus cabelos, o sol refletindo no pedaço de gelo patagônico que foi colocado no seu whisky. A vida é bela, você diz. Enfim, voltamos, cansadinhos e felizes, e compramos a passagem pra Puerto Natales (800 pesos cada) no hostel mesmo, comemos, fomos dormir. Mais detalhes sobre esse passeio no site da empresa: http://www.hieloyaventura.com/HIELO2015/bigice-glaciar-perito-moreno-port.html PUERTO NATALES – 01 dia pra chegar (de busão), comprar insumos, se preparar para o trekking A cidade é pequena e fofinha, então é possível dar umas voltinhas, tomar um café por aí, ir até o píer e assistir o por do sol, soprar milhões de dentes de leão que brotam em toda rua, em toda esquina, admirar as papoulas que as pessoas plantam em seus jardins, as casinhas de madeira, etc etc... Compramos os ingressos de ida e volta até o parque torres del paine na rodoviária mesmo. A senhorita que nos alugou o loft havia recomendado FORTEMENTE uma empresa chamada Buses maria José, que apesar de ser um titiquinho mais cara que as outras, trabalhava muito melhor. Ela relatou que vários clientes compravam a passagem pelas outras empresas e, quando ia ver, os ônibus não saíam porque estavam esperando encher mais, deixando todo mundo na mão, só pra sair no dia seguinte. Que o Maria José sai independente do número de passageiros. Não íamos arriscar não poder sair só pra economizar uns 2 mil pesos né. Buses Maria José, sem nem pensar. Deu tudo perfeitamente certo e também deu pra perceber que trabalham bem! aqui eles: http://www.busesmariajose.com/ aproveitamos para comprar os ingressos para acesso ao parque nacional torres del paine ainda na rodoviária. Lá a moça pediu pra gente mostrar todas as reservas de acampamento antes de vender os ingressos. Não sei se direto no parque eles também fazem essa exigência. Também tivemos que assistir um vídeo rapidinho de poucos minutos de “por favor não incendeie o parque”. É que houve um grande incêndio causado por negligência de humanos que queimou praticamente tudo e vai levar muito tempo para o parque se recuperar. COMEÇA TORRES DEL PAINE O mapa oficial é esse aqui: http://www.parquetorresdelpaine.cl/es/mapa-oficial-1 (eu achei que tem algo meio bagunçado e falho perto do acampamento central, mas no geral tem boas informações e dá pra usar de base sim) CONSIDERAÇÕES GERAIS: o trekking você meio que escolhe em quanto tempo faz, até onde vai, quantos dias leva... o mapa oferecido pelo CONAF indica distância entre pontos e tempo médio de caminhada entre eles. Há, porem umas falhazinhas, especialmente ao redor do camping central, onde os pontos não parecem muito bem medidos e tal. Mas deu tudo certo. Calculávamos o tempo do mapa + 30%. Não somos corredores de montanha e gostamos de parar pra tirar foto J Fizemos o circuito W invertido. Lê que você entende. Muita gente vai pra fazer o circuito O, que leva uns 10 dias, que consiste no W mais uma volta em cima. Até onde descobri por lá, o circuito O só abre em novembro. Tá, mas por que o W invertido? – porque pareceu ter menos subidas, pra deixar as torres pro último dia e pra ter uma vista melhor no caminho, especialmente do camping francês até o torre central. Reservas: foram feitas com alguma antecedência (umas 2 semanas, talvez) no site da vértice patagônia e da fantástico sur. O primeiro dia em refúgio, os outros, em camping. Sim, é caro. Tudo é pago separado, saco de dormir, café da manhã, etc etc... entra lá nos sites dessas duas empresas que vc confere. Levar barraca: pensamos, montamos, balançamos, vimos relatos por aí e optamos por não levar barraca, mas alugá-las em cada camping. Primeiro, porque qualquer 100g a mais no lombo esse tempo todo faz diferença. Segundo, porque sabíamos que os campings teriam barracas melhores e adaptadas para o frio. Foi a melhor decisão de todas, ainda que no último camping ela não era 100% vedada. Levar saco de dormir: igualmente, optamos por alugar os sacos de dormir (20 dólares em um dos campings), porque nosso saquinho véio de clima brasileiro obviamente não ia aguentar o rojão do frio patagônico. O saco que a gente alugou, se eu fosse botar dentro da minha mochila quéchua de 60 litros, com certeza ocuparia mais da metade do espaço, de tão volumoso que era. Tava lá que aguentava até -24ºC em situação extrema. Pra gente não pegar as bactérias gringas, compramos liners na decathlon. Você também pode costurar um lençol no formato de um retângulo fino pra usar dentro do saco de dormir que dá certo. Ao todo foi assim: Dia 1, parte 1: busão até pudeto. Chega umas 9, 10h 1.2: Catamarã até paine grande. Como fomos na segunda leva, chegamos perto de 13h Larga a mochila grande em paine grande (cobram 2 mil pesos pra guardar). 1.3: só com mochila de ataque, andamos até o grey. Dorme lá (aqui rolou refúgio porque tava maisem conta do que pagar o camping e alugar barraca + saco) 2.1: Subir até o glaciar Grey: valeu muito a pena! 2.2: Volta tudo até o paine grande. Dormimos no camping. Barracas TOP da north face, excelente vista, excelente estrutura, etc 3.1: Anda até o italiano, deixa as mochilas grandes largadas no chão de terra (todo mundo faz isso) (pareceu seguro porque ficava um guardaparques lá) (mas é sempre um risco) 3.2 sobe até os miradores francês e britânico. Desce, dorme no camping francês. 4 – caminhar até o Paine grande. Não parece, mas é muita coisa, chegamos umas 21h. Frio congelante. 5.1 – Subir até as torres em si. Descer. 5.2 – Busão pegou a gente em pudeto umas 19:40. Voltamos pra cidade. Mais detalhado abaixo: PUERTO - PARQUE De Puerto Natales, o ônibus sai da rodoviária às 7h. Descemos em Pudeto umas 9h, ponto de conexão com o catamaran, que, salvo engano, sairia às 11h (20 mil pesos, paga lá na hora de desembarcar, só aceita em espécie). Como chegamos muito cedo, sentamos, entramos em uma cafeteria que tem por ali, tomamos calmamente nosso cappuccino de maquininha de 2 mil pesos, usamos o banheiro... formou-se uma longa fila no píer, dava pra ver pela cafeteria. Carregamos um pouquinho os telefones, trocamos ideia... CATAMARÃ E na hora de embarcar a disgrama do catamarã deu overbooking. Então a recomendação é: pra chegar em paine grande 12h, tem que ir pra fila CEDO e ficar lá até o catamarã chegar, ou então você chega umas 13h e algo. Levou mais 1h pra ele ir, descer as pessoas, subir outras, voltar e levar a gente. Deu problema com uns gringos que marcaram rolê mas perderam a hora por conta do atraso do catamarã. O overbooking. A solução pro overbooking. Vale meditação, reiki, yoga, mindfulness e sair tirando foto dos arredores. Quando compramos o ingresso para o parque nacional, somos avisadas que o catamarã custa 20 mil pesos, que só aceitam dinheiro e que a cobrança é feita lá dentro, e assim foi. Chegamos em paine grande, largamos as mochilas grandes (2mil pesos) e fomos só com a mochila pequena até o grey. Caminho é de boas. REFÚGIO GREY O refúgio grey, como todos os outros, é bem bonitinho, de madeira, tem uma área comum com bar e várias mesas, onde são vendidos lanchinhos caros, café da manhã caro, almoço caro, essas coisas. Não sei se pode servir de índice, mas eu lembro que, convertendo para reais, uma taça de vinho custava em média 30 dinheiros. Uma lata de coca cola, uns 25. Levamos comida para cozinhar no camping, que era uma casa separada, a uns 50m de distância. Achei meio esquisito que, nos quartos, não havia cobertor, lençol, nada. As camas eram cobertas com uma espécie de lençol de elástico fofinho de microfibra e só. Sorte que levei o liner! Lá eu tomei o pior banho do rolê. Chuveiro só gotejava, e mesmo assim não esquentava de jeito nenhum. Foi um suplício! GLACIAR Vale muito a pena subir do refúgio grey até o glaciar. Há bons miradores pelo caminho, mas venta muitíssimo, a ponto de você precisar ter cuidado pra não ser derrubada, tropeçar e cair do penhasco. Há 2 pontes suspensas, mas acho que se a pessoa já está se aventurando a fazer torres del paine, não vai ter medo de altura desse jeito, né? não parece, mas venta muito forte. Tem um passeio que anda por cima desse glaciar, mas não faço idéia se vale mais a pena do que o perito moreno. o preço era parecido. PAINE GRANDE Volta-se tudo até paine grande. A caminhada é longa, mas suave, sem grandes inclinações. O camping é o maior, melhor, mais bonito e com mais estrutura do rolê. As barracas eram iglus da north face, os sacos de dormir eram também da north face, havia uma construção só para as pessoas cozinharem e jantarem, a vista era maravilhosa, os banheiros eram bons, tomei banho decente, enfim, toppsterson. Paine grande. Pagamos meio caro no aluguel do saco de dormir (20 dólares), mas não me arrependo de jeito nenhum. Dormir bem faz toda a diferença! O aluguel dos colchonetes foi 8mil pesos, salvo engano. MIRADORES FRANCÊS E BRITÂNICO A subida é forte, se você não está fitness, vai sofrer bastante. Caminhamos com mochilão até o camping italiano, onde largamos as coisas e subimos com a mochila pequena. A gente até fica com medo de largas as mochilas num canto pra subir, mas vimos que todo mundo faz a mesma coisa e que tem um guardaparques lá. Não aconteceu nada com nossas coisas na volta J Há um horário de fechamento dos mirantes. Quando chegamos ao italiano, vimos uma lousa branca com a previsão do tempo e o horário de fechamento. Saímos 12h30, algo assim. Já era meio dia e a subida demorou bastante, então, basicamente pulamos o almoço e arriscamos chegar depois do horário. Deu certo, passamos pelo francês, fizemos uma pausa rápida, continuamos, chegamos 15h40 no britânico e estava aberto, mas colega, não arrisque, agora você tem informação, acorde cedo, e se você está fatness e anda devagar, acorde mais cedo ainda. Sobe lá, é top! Desce, pega mochila, anda até o camping francês. Esse dia foi bastante cansativo, chegamos mortinhos da silva, por volta de 20h. Ainda estava claro, pois em novembro anoitece bem tarde, mas parece que todo mundo chegou em hora parecida. As barracas ficam em umas estruturas de madeira ao longo da costa da montanha. Dá preguicinha subir esses metros tão tão cansada, mas era o que tinha rerere. As barracas eram menos cabulosas e bem menores, apertadinhas eu diria, mas os colchonetes eram melhores. Camping francês. Os banheiros estavam lotados e a água quente do lugar havia acabado. Não que a água estivesse gelada, mas segundo o staff, ela não passaria de “tíbia” (morninha) enquanto as pessoas não terminassem seus banhos. Cozinhamos macarrão e uns 40 minutos depois eu arrisquei o banho. Deu certo, a água estava maravilhosamente quente, a estrutura era muito boa e deu tudo certo. Ah sim, em todos os campings existe um horário máximo de água quente (geralmente 22h, 21h) e um horário máximo de eletricidade (geralmente meia noite). do francês ao CAMPING CENTRAL Amanheceu NEVANDO. Não tivemos coragem de acordar 6h como o planejado. Esperamos o sol esquentar um pouquinho mais. Não me arrependi disso kkkkk. Essa parte do caminho é cheia de subida e descida, mas acredito que, no sentido do W invertido, havia mais descida do que subida. Fora que você vai margeando o lago Nordenskjöld, que é muito muito bonito, olhando também as montanhas ao fundo. Eu e minha Quechua de guerra. Cuidado aventureira, Quechua é porta de entrada para coisas mais perigosas. Quando você percebe, já está vendendo a TV da sua casa pra comprar as coisas da Sea2summit, mochila da osprey... enfim. O dia foi todo dedicado à caminhada, então não tivemos tanta pressa. Cozinhamos almoço no Los Cuernos e andamos, andamos, andamos... chegamos bem tarde no camping central. Na verdade, você ve umas casinhas de madeira ao longe e acha que já está chegando, mas anda infinito pra alcança-las, e quando finalmente consegue, descobre que o camping está longe pra caramba (tipo mais 1h andando). Essa parte é meio frustrante, mas o caminho é bem lindinho, tem uns cavalos, coelhos, montanha ao fundo, ainda é bonito. Esse último camping foi o menos estruturado. A barraca não era totalmente vedada, então entrava um vento frio de madrugada e isso foi ruim L. Lá pegamos temperatura negativa, tava bem bem frio mesmo, e acho que não foi só da previsão do tempo, porque o terreno é uma espécie de plano cercado pelas montanhas. Não tive coragem de tomar banho kkkkk AS TORRES EM SI Dia seguinte, acorda cedo, toma umas sopas pra esquentar (tem camping que pode cozinhar no avanço da barraca, tem camping que proíbe), arruma tudo, deixa as mochilonas no refugio , bora torres. Mais uma subida pesada, mas achei menos cabulosa do que do mirador britânico, apesar de o altímetro indicar maior inclinação. O caminho é bem pedregoso, daquelas pedras secas que tem poeira em cima, então é também perigoso, tanto de escorregar e torcer o pé, bater cabeça, etc, quanto de cair no penhasco. Recomendo subir com bastão de caminhada. Pit stop no refúgio chileno, almoçamos o sanduíche caro deles (+- 60 reais, convertendo), dos quais os insumos chegam a cavalo, mas estava bem gostosinho. Bora subir! Por favor um minuto da sua atenção para admirar meu sanduíche caro. Obrigada. Há muita gente que se hospeda no chileno (dá pra chegar a cavalo) só pra subir até as torres e ir embora no outro dia, sem fazer o trekking. Então esse é o dia mais cheio do circuito. Chegando às torres em si, havia muita, muita gente. Mas como o espaço era amplo, as pessoas se espalham e isso não atrapalha taaaaaaaaaaaanto assim na hora de tirar as fotos. Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee are the chaaaaaaaaaaaaaaaaaampionnnnnnnnnnnsssssssssss, my frieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeend... Não daria tempo de conhecer o vale do silêncio, pois o tempo estava apertado, então das torres, descemos tudo, chegamos por volta de 19h, e esperamos o busão Maria José da volta, que nos buscou por volta de 20h. Volta pra cidade, comemora que deu tudo certo, que está todo mundo inteiro. Tchau, torres del paine, um dia eu volto pra te escalar! O RESTAURANTE LENGA Antes de sair, havíamos feito reserva nesse restaurante, pois a agenda deles é meio cheia e tal. A reserva foi feita pro dia da volta, às 22h30. Voltamos pra cidade, pegamos um taxi até o loft da vez (Toore patagônia. MARAVILHOSO), largamos as mochilas, atravessamos a pista e chegamos ao Lenga às 22h34. O sorriso de quem chega no restaurante chique e vê que tem menu vegetariano e vegano. ÔNIBUS ATÉ PUNTA ARENAS Quando compramos o busão Maria José até o parque nacional, demos uma olhada no traslado até punta arenas, e percebemos que havia ônibus praticamente toda hora. Então, nos demos ao luxo de dormir sem despertador. Acorda devagar, arruma as coisas devagar, rodova, compra o próximo bihete, partiu punta arenas. Dura umas 3, 4 horas a viagem. PUNTA ARENAS Queríamos conhecer uma zona franca que tem no centro da cidade, mas parece que chegamos em um feriado (finados, aparentemente) e não rolou. Ficamos no hostel Sol de Hivierno (por pouco tempo, pois o vôo de volta para o brasil sairia naquela noite), e o rapaz da recepção foi maravilhoso conosco, nos deu todas as dicas do que fazer em poucas horas na cidade e me ajudou muito na operação de resgate do meu celular que conto a seguir. Em punta arenas tem um cemitério no estilo da recoleta, em Buenos aires, mas o que é atrativo mesmo são as BARRAQUINHAS de comida que encontramos fora do cemitério. Parecia uma estrutura mais permanentezinha, estilo feira de semana. Não perca a oportunidade de comer um completo (dogão chileno) (dá pra pedir um descontinho do completo de guacamole sem a salsicha) e de experimentar uma sobremesa que já esqueci o nome, que consiste basicamente em grãos de trigo hidratados em calda de pêssego, com o próprio pêssego em cima. Suavemente doce e muito gostosinha. Na cidade há também um mirante bem bacana, de onde dá pra apreciar o por do sol e a bela vista para o mar e para a terra do fogo. De noite, comemos em uma hamburgueria chamada Bulnes, que o maps indicava ser muito perto do hostel, mas era na realidade menos perto. Tem brejas, tem pizza no metro, tem ambiente descontraído, etc. Nossa pizza estava “ok”. Na volta, eu me aventurei de deixar o celular no banco do táxi para poder testemunhar sobre a gentileza dos chilenos. Já no aeroporto, precisando fazer o check in, 3 da manhã, tempo correndo, avião se preparando, e lá estava eu, pedindo para um taxista aleatório ligar para o hostel (que havia agendado nosso táxi), para ligar para a empresa de táxi, para ligar para o taxista, pedindo que retornasse ao aeroporto com o aparelho. O taxista respondeu positivamente para a empresa, que respondeu para o hostel, que respondeu para o taxista que eu encontrei no aeroporto, que respondeu para mim que ele viria. Eu tinha 15 minutos até o horário de decolagem do vôo. Deu certo. Paguei outra corrida, lógico, mas muito feliz. É isso. Eu descrevo esse rolê de forma menos brutona, mais lúdica, talvez, no meu instagram, se quiser, vai lá: _thayoba Espero que essas informações sejam úteis e boa viagem!
  2. Tu é o cara, irmão antropólogo! Me ajudou com o México e vai me ajudar com a Argentina. Abraço
  3. Juzinha, As melhores fotos estavam em uma câmera profissional Nikon e uma Go pro hero 4 que foram roubadas. Mas ficam a emoção, a integridade física e as boas lembranças! No Mundo Joven todos subiam de escadas, mas tinha quartos a partir do primeiro andar, e o Massiosare, só escada também, instalação muito antiga, e o hostel inteiro era no 4º andar, então vc não tem opção de subir menos que isso
  4. MÉRIDA, pueblo mágico Hostel com yoga Salsa ao vivo Aerolito Fiquei no Hostal Nômadas, que era grande, limpo, café da manhã era bom e tinha fruta, e tinha aula de yoga, salsa e de culinária, piscina e redes em cima da piscina fomos bestas e ficamos na piscina até mais tarde um dia, e perdemos o ônibus pras ruínas de Uxmal (eles pronunciam úshmál). O último saía ao meio dia, e o rolê pelos tours era bem caro (700 pesos). Eles incluíam o luz y sonido, um espetáculo com projeção nas ruínas. Conversando com uma estadunidense no hostel, ela disse que a primeira parte é legal e depois fica chato... e pelo preço alto e dificuldade de locomoção pra voltar pro hostel de noite, que não tem ônibus, resolvemos ir só de dia. Enfim, Mérida fica na península de Yucatán, onde caiu o meteoro que destruiu os dinossauros. O mundo inteiro recomenda o tal do restaurante Chaya Maya, mas achei a comida meio sem gosto, muito melhor é a do Café La Habana, gente. E tem um sorvete reverso lá no zócalo que eles te servem de ponta cabeça, é o maior barato Lá tem o Paseo de Montejo, cheio de mansões do século XIX, bom pra fazer uma caminhada. Lá tem também o Gran Museo de La Culura Maya, que é muito legal e interessante, e te explica as eras geológicas, o meteoro e a diferença entre ele e o aerolito hahaha até chegar nos povos tradicionais. Os Mayas ainda existem e falam Maya, no museu tem uma grande amostra de como é mais ou menos a cultura. Eu lembro que era mais caro que o padrão dos rolês, mas tinha vários recursos audiovisuais, salas com projeções, etc, etc. Muito legal mesmo! Pra ir até lá vc pega uma van na rua 62. Informe-se com o povo do hostel. As ruínas de Uxmal são maravilhosas, hiper detalhadas e super bem preservadas. Uma peculiaridade do local é que lá não enche, por ser distante e grande, sei lá. Tem um museo de chocolate caro ali perto na entrada e um restaurante caro com comida cara também. Tem gente que gosta mais de Uxmal do que de chichen Itza, cartão postal mais conhecido do México e uma das sete maravilhas modernas. CHICHEN ITZA, cartão postal do México Tem cenote Futebol Pague Guia Calor O plano era ir e voltar no mesmo dia e depois seguir direto pra Tulum, mas como perdemos o dia que ficamos na piscina, resolvemos fazer Merida – Chichen – Tulum (conselho do dono do Hostel), o que deu super certo, chegaríamos na hora do almoço pra sair umas 16h. Na verdade tivemos o problema logístico bem brasileiro de estarmos bastante atrasados pra chegar na rodoviária e não passar nenhum taxi ali na porta. Pedimos pro pessoal da recepção chamar taxi pra gente, a hora passando, ninguém aparecia, mas aí VEY: o dono do hostel simplesmente pegou o carro dele e levou a gente lá na rodova!! Mil estrelinhas douradas pro Nomadas Hostel!! Reservem com uma certa antecedência pq ele esgota rápido Enfim, Chichen Itza. Fomos de Mochilão, mas tem guarda volume gratuito escondido no fim do corredor depois do corredor que fica depois do banheiro. Tem que pagar 2 bilhetes, o estadual e o nacional, ou seja, sai trezentos e poucos pesos pra entrar (ai). Os guias (não tinha nenhumaaaa guia) tem preço tabelado: 650 em espanhol e 700 pesos o resto. Dói no bolso, então ficamos na porta esperando juntar um grupo. Esperamos cerca de 30 min. Sabíamos que valeria a pena, e valeu. Fomos em 8. Tava um calor desgraçado e um sol desgraçado também. Vc já dá de cara com a pirâmide principal... e vê uma galera batendo palma na frente da escada, mas não é porque quer lisonjear o templo (tem também gente batendo palma em Teotihuacán) e não vou falar o motivo aqui. Já falei que tava um calor desgraçado? Vc aprende também por que o México nunca foi campeão mundial de futebol rerererererere enfim, vai lá e paga guia. Logo ali a uns 3 km do templo tem um cenote maravilhoso, o Ik-kil! Deu pra ir e voltar de taxi (acho que deu 80 pesos o trecho, mas junta gentes e divide que dá certo) e é a melhor coisa do mundo depois da caminhada sob o sol torrante de Chichen Itza. Era barato pra entrar e foi muito, muito refrescante <3 de Chichen Itza mesmo saía o ônibus pra Tulum TULUM, pueblo mágico: sua mochila desaparece diante dos seus olhos! Ruína na Praia Cenote Fode os turista Pagar em dólar pode ser melhor daqui pra frente Tulum tem ruínas na beira do mar! De novo vc enfrenta sol e calor, mas pode dar um mergulho no mar mais azul cintilante bonito do mundo em seguida. Ficamos no DayTripper Hostel, que era maneirinho, as camas eram embutidas na parede e tinham cortinas pra vc ter sua privacidade, tinha hora pro ar condicionado funcionar e o staff se esforçava bastante mas não conseguia muito manter uma limpeza perfeita do lugar. O esquema de Tulum, se vc não tem dinheiro sobrando pra ir de taxi, é alugar bike. Só que em todos os lugares que alugam bikes eles te dão umas coisas enferrujadas sem marcha e eu peguei então as bikes mais fudidas que eu já vi na minha vida. 4 km pra lá tem o gran cenote, que te cobra 180 pesos pra entrar, mas vale a pena demais porque é uma formação maravilhosa. Eles alugam snorkel pra vc mergulhar, mas ai que nojo, arrumei um no brasil mesmo e fui levando ele no mochilão. Não pode passar protetor solar lá, viu? Tem que passar antes se não o povo não deixa vc entrar na água. Pessoal também recomenda o cenote “dos ojos”... mas cenote é o que não falta por lá. Rola de fazer cenote – ruínas – praia, na boa. Depois do cenote, ruínas, depois das ruínas, praia. Fiquei na praia do hotel Mezzanine – hotel de gente rica, praia de gente rica – todo mundo rico, qualquer drink simples era mais de 100 pesos, todo mundo largava as coisas na areia e ia pro mar, mas desviei o olhar das mochilas por pouco tempo e me levaram tudo: dinheiro, celular, powerbank, óculos de grau, roupa, o papelzinho da migração (tive que pagar 400 pesos por ele no aeroporto depois e não, não pediram o BO), documentos, go pro e as memórias da viagem inteira. A “sorte” é que o passaporte tinha ficado no hotel. Voltamos pra casa só de roupa de banho, bem mais pobres, quase entrando em depressão, dia antes do meu aniversário. Presentão! No centro da cidade tem uma loja de penhores, mas como eles não são idiotas, certamente esperaram um tempo pra exibir as coisas roubadas lá. Passei na frente e tinha mesmo um monte de objeto com cara de roubado de turista... Vc pensa que a polícia ajudou? Eles só estão ali pra atrapalhar e se fingir de idiotas, se pá estão até metidos nesse esquema sujo e fedido. Enfim, dia seguinte (o do meu aniversário) passei o dia inteiro registrando um maldito BO que não serviu pra porra nenhuma. Me deixaram 3 horas esperando, no dia do meu aniversário, pra ter um papel que não valia nada. Valeu aí Tulum (y) Ainda sobrou um pouco de tempo pra ir a Playa de Carmen e Cozumel. Deu pra ver o por do sol na ilha, tomar uma breja e voltar. Playa só vi o flash, mas tava bem cheia e tinha vários resorts grandes lá, coisa que não tinha em Tulum. Não sei dizer muita coisa de Cozumel, só que estive lá e que as máscaras de luchadores eram horríveis, mal feitas e super caras. Se eu pudesse voltar atrás, alugava um carro em Tulum pra dar os rolês em Playa, Cozumel, Xcaret, e, se possível, devolver em Cancun. Mesmo com o risco de o guarda parar e pedir propina. Li relatos de gente que ameaçou comunicar os superiores deles e foi liberada. Enfim, tem os parques aquáticos pra ir, o Xcacel e o Xcaret. Não creio que valha a pena ir nos dois, até porque a entrada do Xcaret, por exemplo, tava mais de 1200 pesos. Lendo os encartes e as coisas que cada parque incluía, escolhemos o Xcaret, que era mais caro mas tinha mais coisa incluída. Acredito que foi uma boa escolha! Tem passeio no rio de água corrente, tem almoço rico incluído – depende do tipo de pacote, tá? - tem praia, tem rede, tem mergulho de snorkel (o snorkel que eu levei foi roubado, então passei toda uma dificuldade psicológica pra usar o snorkel deles e depois descobri que o canudo era descartável e eles te dão ele de presente), tem flamingo, tem arara, tem arraia mutilad...ahm, digo, sem ferrão, tem aquário, apresentação de cavalo e de dança durante o dia e no fim da noite tem um espetáculo de dança simplesmente maravilhoso. Eles começam encenando um futebol maya – e fizeram um gol de verdade! – e passam por várias fases da cultura maya até os dias atuais do México, com diversos povos, culturas, músicas e danças. CANCUN Estadunidenses queimades Tem mais prato vegetariano que no resto dos lugares Água mais bonita que no photoshop Estupradores Cancun é o quintal dos Estados Unidos, então as pessoas param de te abordar em espanhol e já chegam no inglezão. Hostel: Mundo Joven. Pessoal gente boa que chama pra festa, muito bem localizado, café da manhã razoável, dá pra ir andando da rodova, tem bar no terraço e bedbugs nas camas. Eca. Enfim, Cancun tem duas áreas principais: a cidade mesmo e a zona costeira/hoteleira, que é uma alça de terra no mar, onde ficam os grandes resorts. O hostel fica no centro da cidade, mas o ônibus pra zona costeira (um branco escrito R1) passa toda hora e chega lá rapidamente. Pessoal recomenda a playa de delfines, que é mais tranquila, pública e tal. Mas lá não tem nenhuma lanchonete, restaurante nem nada, então leve comida. Tem na verdade um monte de resorts all-in, e eu lembro que pra uma pessoa de fora almoçar em um deles era algo equivalente a 120 reais. Aliás, conversando com um brasileiro do hostel ele disse que a pior coisa foi ter ficado num desses resorts all-in, porque de comida eles só serviam aquela comida oleosa de carne processada que estadunidense gosta. Uma resenha do Parrila Mexican Grill falava o mesmo... dizia algo tipo “tava no resort e cansei de comer comida sem gosto então fui lá e achei muito bom”. Enfim, a água é boa e linda, mas tava meio perigosa, cheia de bandeirinha vermelha e salva vida brigando. De noite o povo do hostel chama pra uma baladinha muito legal no Mambocafé, era algo tipo 60 pesos pra um rolê com banda ao vivo (salsa, cumbia e um pouquinho de bachata) alternada com música eletrônica e open bar foi muito bom! De restaurante eu recomendo o La parilla Mexican Grill. Comida e ambiente espetaculares e dá pra ir andando do hostel. Lá tem a maravilhosa e sensacional Isla Mujeres. Vc paga um busão ou taxi coletivo até o Puerto Juarez e de lá vc contrata um tour. Eles queriam cobrar 600 pesos por cabeça, mas conseguimos chorar 450. Barco te leva até lá, te dá umas 2 horas pra vc ficar na praia e/ou tomar um drink, vai pra uma zona de mergulho onde vc desce com snorkel e vê uma infinidade de peixes coloridos nos corais, e vc termina num restaurante comendo um peixe assado ou frango com tortilha, arroz e macarrão que eles fazem lá. Tem tubarõezinhos enjaulados, se você for uma pessoa má o suficiente pra incentivar a galera a encarcerar os bichinhos num cubículo de 2x2 metros vc pode tirar uma selfie com eles. Pessoal também faz mergulho de cilindro, e em Isla Mujeres tem até um museu subaquático. Mas vc precisa ter a certificação, não há a possibilidade de fazer o “batismo” que eles fazem aqui em arraial d’ajuda, na Bahia, por exemplo. Tem hostel por lá e os preços das comidas e bebidas não são a coisa mais absurda do mundo não. A água é maravilhosa, a Isla é maravilhosa, tem vários cafés e lojas de artesanato e dá pra ver o por do sol no mar <3 A vida noturna de Cancun é bem agitada. Quem via o desenho do máscara quando era criança vai querer ir ao Coco Bongo, que não tem só em Cancun. A entrada é meio salgadinha, acho que era algo tipo 70 dólares. O lugar é open bar e te dá um brindezinho quando vc entra, o meu foi uma daquelas sacolas de pano de botar nas costas, bem útil, uma vez que minha mochila foi roubada e eu tava usando um troço feio e rasgado no lugar. Trata-se de uma boate meio teatro, onde vc escuta as músicas, bebe todo o álcool que você conseguir e entre uma música e outra tem uma apresentação. Dançarines e malabaristes fazem performances de filmes e cantores famosos uma atrás da outra com uma técnica impressionante. Os atores em sua maioria usam máscaras e capas (Darth Vader, galera do tron, Michael Jackson, Elvis Presley, malabaristas, etc) e as atrizes e dançarinas estavam todas seminuas. Quando você pede água no bar, a pessoa que te atende olha pra sua cara e te julga. Se vc for mulher, a pessoa te obriga a tomar um shot de álcool pra você ter acesso à água não importa o quanto você implore e não importa o quanto você diga que não quer o shot deles, eles não vão te dar a água enquanto vc não beber. Eles também têm funcionários que saem empurrando/puxando as mulheres pelo braço para subir no palco - ainda que elas não queiram e digam que não querem cinco vezes seguidas - especialmente as que estão de saia e/ou afins. Homens que sobem no palco pra se divertir são empurrados pelos funcionários e obrigados a descer. O palco central, quando não está sendo usado, vira um bar. E rapidamente eles o fecham e tampam pra virar palco na música seguinte. E assim vai durante toda a noite. Como eles incentivam a imagem de mulher como pedaço de carne disponível a quem quiser, no caminho até o banheiro, se você for mulher, vc vai ser “abordada de forma ilegalmente intensa” pelo menos três vezes. Se você for estuprador, vai se sentir confortável no coco bongo. Se vc for piranha, vai ter a noite garantida. Se você for mulher não-estupradora e não-piranha, me manda seu nome pro meu email pra eu acender uma vela pro seu anjo da guarda. O relato é esse, pessoal, de Cancun -> Cidade do México novamente e de lá para casa. Não percam o papelzinho da imigração (400 pesos e uma hora perdida no aeroporto), cheguem sim com 3 horas de antecedência e divirtam-se!
  5. TAXCO, a fofinha Fofinha Tem paleta mexicana gostosa a 10 pesos (menos de 3 reais) Cheia de morro Cheia de loja de bugiganga Casinhas brancas Não deu pra ficar muito tempo em Taxco, mas o monte de coisa que eu não vi e que você pode ver são: Igreja de Santa Prisca, Casa Borda, Igreja de Guadalupe, Mercado, Mirante do Cristo Monumental, Museu Virreinal, Monte Taxco. Lá tem a Gruta de Cacahuamilpa, essa sim eu vi e achei muito curiosa, porque é considerada uma das cavernas mais impressionantes do mundo, tá em área de proteção ambiental mas o passeio é no nível “minha vó de pé quebrado faz”. “Como assim?” Você me pergunta. Quem manja de caverna sabe que elas normalmente são difíceis para newbies e que não é recomendável esse tipo de programa para vovós de pé quebrado. O que acontece é que tiraram uns espeleotemas para construir uma passarela de concreto que atravessa a caverna por 2 km. Se você reparar bem, dá pra ver uns espeleotemas que foram virados pra dar lugar à passarela. E havia também holofotes por todos os lados. Fucking holofotes Auehauehauheuahe! Eles te possibilitam lindas fotos, mas danificam as formações, então em cada salão o guia saía na frente, acendia, voltava, apagava. As explicações do guia são no mínimo muito engraçadas. PUEBLA, a fria Meio européia Tava chuviscando e super fria Tem vulcão Coma esquites Muita gente fica em Puebla pra visitar o vulcão Popocatepl, ali perto. Infelizmente não tinha muito tempo pra isso, não achei facilmente as informações de como ir lá e o clima não tava favorável, mas tem como ver a previsão do tempo pro vulcão aqui http://www.cenapred.gob.mx. Dá pra ver ele da janela do ônibus ^^ Se você é católique vai se sentir bem em Puebla, cidade fundada em 1531. Tiveram a grande idéia de construir 365 igrejas na cidade, que nem é tão grande assim, uma para cada dia do ano, então vc tropeça, aparece uma igreja na sua frente, só que na maioria delas não te deixam tirar foto :’( . A cidade também destruiu o curso de um rio, que consta no mapa em azulejos no centro da cidade :’( . Pra ver tem: Catedral, Zócalo, Callejón de los Sapos, Casa del Alfeñique, Ex-Convento de Santa Rosa, Capilla del Rosario, Paseo Bravo,... Não deixe de visitar a Rua 5 oriente, que tem várias e várias e várias casas de doces mexicanos diferentes :9 e não deixe de experimentar glórias (bombons gostosos que parecem um doce de leite com alguma castanha). Coma esquites em alguma banquinha que te pareça limpinha e entregue-se à culinária local, os pueblanos são orgulhosos dela! E tome rompope, é uma espécie de licor de vários sabores, o que eu experimentei lembrava amarula À noite teve um lindo espetáculo audiovisual chamado “mosaicos poblanos”, com projeções na Catedral de Puebla (procure por esse nome no Google para ver o calendário deles). Aliás, a cidade de Puebla à noite fica super, super charmosa <3 OAXACA, a colorida. Artesanato Grilo seco com limão Cachu petrificada Hostel: Cielo Rojo. Dá pra ir andando da rodoviária (não é perto nem longe), perto do centro, chuveiro bom, espaço bonito, tem cozinha, limpinho, povo legal que te ajuda. A Cidade é muito linda, com suas ruas estreitas e casinhas coloridas <3. O centro da cidade de Oaxaca é cheio de banquinhas de feirantes vendendo artesanatos coloridos, balões de hélio, uma espécie de gelo raspado com saborizante que eu esqueci o nome, grilo seco com limão e chile.... Inclusive, por aqui alguns vendedores começam a encher o saco, te seguem, te imploram pra vc comprar, jogam o pano em você pra ver se você se interessa, etc. Tem lavanderia perto do hostel e vc pode pagar só pra usar as máquinas Lá também tem várias, várias, várias feiras! Tem uma perto do zócalo que tinha uns bons sandubas que eu já esqueci o nome :9 e tinha seiva de copal também, me arrependi de ter comprado pouco. À noite Oaxaca é super viva e cheia de cultura. Mais e mais lojas de artesanato e camisetas legais pra comprar . Mariachis no zócalo, etc, etc. Tem o rolê de árbol Del tule + Mitla + teotitlan Del vale+ hierve el água, que leva o dia todo. No hostel mesmo eles vendem o pacote, acho que algo em torno de 650 pesos. Vimos no centro de informações ao turista da praça como faz pra ir de ônibus, e era um trem tão complicado e dispendioso que concluímos que o pacote era melhor. Sai 10h da manhã, vai ver a árvore mais larga do mundo (árbol Del tule), as ruínas incríveis e especiais de Mitla, aprende como faz mezcal (e tem degustação), como faz tapete desde o processo da extração de lã, fiação, coloração natural e tecelagem (podendo comprar alguns deles) e toma banho na cachoeira petrificada (vá com roupa de banho). Tem o Monte albán também, que dá pra ir de busão tranquilamente, só pedir informação no hostel. Se não me engano, o último ônibus volta às 17h, então tem que ir algumas horas antes disso. É um bom rolê, mas das 9367487509437 ruínas que visitei, se eu fosse obrigada a cortar uma, eu talvez cortaria essa. TUXTLA, não fique aqui. Nada Tudo bem, você quer porque quer visitar o Cañon Del Sumidero. Mas não precisa ficar em Tuxtla, porque lá não tem nada além da “Plaza de La Marimba”, que eu nem vi, e afinal de contas a gente já tava de boas de praças... fique em San Cristóbal De Las Casas. Em Tuxtla fiquei no hostal Três Central, o atendimento era ótimo, o lugar era organizado, limpo, tinha um terraço com uma vista maravilhosa, mas o quarto era pequeno (banheiro era minúsculo e de cortina – molha tudo - ), tava muito, muito calor, o ar condicionado tinha hora pra ligar e desligar e tinha um cobertor de poeira no filtro :’( (isso na carinha não é uma lágrima, é uma meleca escorrendo do meu nariz de rinite alérgica) Mas lá é fácil pegar informação pra descer em Chiapa de corzo, onde fica o Cañon... tinha que andar umas 5 ruas prum lado, 3 pro outro e dava pra ver uma garagem de vans indo pra lá... tava cerca de 45 pesos. CHIAPAS DE CORZO, pueblo mágico Cañon Del Sumidero Colares de miçanga Paleta mexicana com chilli Lá tem o Cañon Del Sumidero e muita gente querendo te empurrar um monte de coisa. Logo na descida da van a galera vai te abordar pra te empurrar o tour deles. Até aí tava mais ou menos oquei... mas depois de um histórico de gente enchendo o saco a gente começa a ficar irritada. Enfim, dissemos “não” de cara pro tour do moço (e pelo que percebi tem um tour mais longo que vai até uma caverna, acho que dura 5 horas) e fomos descendo até o píer. Lá sim, contratamos o tour menor, de aproximadamente 2 horas. Tava 300 pesos. Eles dão umas pulseiras laranja de controle lá. Achei lindo e legal *_* Na subida do píer mesmo tem um monte de restaurante com comida regional, e onde almocei tinha uma TV, e nessa TV tava passando justamente o episódio do suco do chaves <3 um deles não era de groselha como traduziram, mas sim água de Jamaica (falei dela lá em cima)! Em rolêzinho descobrimos que era tranqüilo ir de lá pra San Cristóbal de Las Casas (+-50km), que tinha ficado no roteiro reserva. SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS, pueblo mágico Frio Cafeterias, pubs etc Cidade linda Good vibes Não tenho muito o que dizer, visto que só passei algumas horas lá, mas com certeza eu adoraria ter trocado Tuxtla por San Cristóbal. Clima tava muito melhor (altitude bem maior), a cidade era mais linda, tinha vários pubs, restaurantes e cafés pela rua e com certeza havia muita coisa a fazer por lá. E feiras, claro. E Igrejas. Não deixe de visitar o templo de Santo Domingo e ficar de cara com a fachada. PALENQUE, pueblo mágico Ruínas do Pakal Não precisa dormir Calor de novo De Tuxtla dá pra pegar o ADO pra Palenque e no mesmo dia dá pra ir pra Mérida. Em Palenque vc vê as Ruínas do Parque Nacional de Palenque. 65 pesos e eles dão a mesma pulseira do Cañon Del Sumidero. O plano era ir pras cascadas de água azul, na real, mas lá no hotel de Tuxtla nossos companheiros de quarto estavam voltando de lá e disseram que a água não tava azul, que lá era pequeno, que era perigoso, que tinha um cara encarando eles, enfim, trocamos pelas ruínas, que também estavam no roteiro reserva. Incríveis! As ruínas estão bem no meio da selva, e cara, são maravilhosas e fantásticas. Cada ruína conta uma história de um povo diferente, então não, elas não são todas iguais e não, elas não enchem o saco. Só subir escadas enormes naquele calor que cansa bastante. Não paguei guia porque haja dinheiro, mas deu pra escutar uma coisa ou outra dos guias alheios, acho que vale a pena pagar guia nesse passeio. Aqui você está em uma das partes mais importantes da cultura Maya. Use repelente (natural de cravo curtido, por favor - ) ou tome vitamina B. Nas paredes dos templos há inscrições com desenhos perfeitos e bem preservados, inclusive com resquícios da tinta original que eles usavam... e pra aliviar o calor tem uma cascata na entrada, mas não deu pra ir lá. Os preços das comidinhas e da água de coco do lado de fora estavam um absurdo. Tem uma lanchonete de um Italiano muito gente boa ali perto! Chama I’khofi. Enfim, de lá para Mérida.
  6. Vamos ao relato : CIDADE DO MÉXICO, a cosmopolita Bem policiada; Terceira maior do mundo; Fede esgoto com tortilha mas vc se acostuma; Barraca de comida pra todos os lados. Tem bike pra alugar mas não peguei. Hostel: O Massiosare é super bem localizado, dá pra ir a pé até o centro, tem uma boa estrutura (salvo chuveiros – sai um filete de água, no máximo 2, um em cada direção - , mas eles devem ter consertado) staff super massa, tem cozinha, bar no terraço, etc, mas vc sobe 4 andares de escada e quando vc anda mais de 20km dando rolê na cidade e ainda tem que chegar lá de noite, olhã.... O metrô da CDMX merece um capítulo exclusivo: em primeiro lugar, são várias linhas que te levam pra todos os lugares que vc quer ir (sou de Brasília, o metro aqui é um pedaço de linha reta, então fiquei ). Em segundo lugar, tem um aplicativo do metrô que te informa as linhas e o horário de funcionamento delas. Não baixei, mas acho recomendável. Ou então tirar uma foto do mapa e ter no celular. Em terceiro, quase nunca esperei mais de 2 minutos na estação... é uma coisa linda. Dentro do metrô a coisa é muito etnografável. Há toda espécie de desvalides e desafortunades pedindo esmola, vendedores de um monte de coisa, bandas fazendo pocket shows e vendendo o CD, mexicanões bigodudos de chapéu e mexicanas com a franja da Betty a feia passando uma generosa camada de maquiagem no rosto. Sem falar que algumas estações também são galerias de arte e museu de ciências! 5 pesos a passagem  Perto do hostel tem um mercado de artesanato maneiro, o La ciudadela. Vc pode comprar coisas de cerâmica, artesanato em miçanga (chaquira), camisetas maneiras, roupas mexicanas (que não vi ninguém usando, nem mesmo es mexicanes) e máscaras de luchadores (+-80 pesos). Há caveiras (calaveras) de diversas cores, formas e tamanhos pra você. A zona rosa, como o nome já diz, é gay. Mas olha, não achei nada tão maneiro assim, achei a estação de lá meio perigosa e não vi muitas opções de lugares por lá. É uma rua de boteco, mas parei em um dos primeiros bares pra pedir a maior batata frita do rolê. O centro da cidade do México é cheio de coisas pra fazer. Dá pra matar em um dia: Museo do Templo Mayor (não pode entrar com água nem comida, tem uma fila pra guardar água/comida e outra pra entrar), Palácio Nacional, Catedral, Zócalo, Rua Madero, Palácio Postal, Palácio de Bellas Artes, Alameda (praça), Torre Latinoamericana, Casa de Azulejos, Monumento à Revolução, Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe... Leiam as dicas do Michradu no mochileiros! Depois de caminhar horrores o dia todo, faça uma boa refeição no Sanborns e/ou tome uma boa michelada de chopp no “La cerveceria de barrio”. Aos sábados você vê as ruas e praças cheeeias de gente dançando salsa e cumbia <3 e tem uma feira no centro da cidade, em que você pode encontrar um carrinho com o MELHOR CHURROS DO PLANETA. A Catedral é um trem colossal e inacreditável, vale a pena a visita mesmo se você não é católique. Eles não deixam tirar fotos durante a missa, mas vai lá e escuta a galera fazendo os cânticos. De arrepiar! E de arrepiar também é saber que os espanhóis fizeram questão de construí-la bem em cima do Templo Mayor (colonização cultural começa assim mesmo, e termina na pop music (y)), ou seja, tem altas galerias mexicas que nem foram exploradas embaixo da Catedral e sabe-se-lá-Deus o que tem lá dentro. A torre latinoamericana te vende a entrada pelo dia! Então você pode ir visitá-la de manhã e voltar ao por do sol ou à noite até 22h com o mesmo ingresso que ta tudo certo! Se não me engano são 65 pesos (como a maioria das entradas no México) mas o moço aceitou minha ISIC card porque ele era legal e eu paguei um pouquinho a menos. Casa da Frida: não deu pra ir, mas me disseram que em 30 minutos vc vê tudo e lê tudo e que ela é realmente bem pequena. E fecha 17h45. O palácio de Bellas Artes por si só já é um espetáculo, especialmente à noite, quando fica iluminado <3. Eles têm um espetáculo de dança (pelo que entendi, permanente) com danças folclóricas do México. Cadeira razoável por 300 pesos e valeu muito a pena! Mas se vc for pro Xcaret e tiver orçamento meio limitado, vc deixa pra ir lá e economiza esses 300 Xochimilco: Não estava nos planos principais, mas nos planos reserva. Acontece que fomos serelepes pro museu de Antropologia e.... FECHADO! Cara, era segunda-feira!!!! O que fazer, sentar e chorar? Não, fomos pra Xochimilco mesmo Olha só, foi legal e rendeu boas fotos, mas eu recomendaria o passeio só pra quem está em um grupo de 4 ou mais amigos, senão fica um rolê muito silencioso e sóbrio... para ir a Xochimilco você deve descer na estação de metrô Tasqueña e pegar o trem ligero para lá (desce na última estação). Xochimilco é conhecida como a “Veneza” mexicana, e você vai num passeio de Trajinera, um barco de cores fortes que passeia pelos canais. Durante o rolê vários barcos passam por você vendendo comida, flores, música de mariachi (eles são incrivelmente profissionais em Xochimilco), breja, etc. Eu achei meio caro... queriam me cobrar 400 pesos por hora (você escolhe se faz o rolê longo até a ilha das bonecas ou mais curto, só conversar com o barqueiro) mas rolou de pagar 350 por 1h30, e mesmo assim eu achei meio caro... :T Pra quem não quer fazer todo o rolê até a ilha das bonecas, saiba que eles fizeram uma réplica ali no caminho mais curto. Tem também loja de flores e plantas, pequenas reservas com animais, etc. O passeio é dispensável pra quem tá com o tempo mais apertado. Museo nacional de antropologia: Olha, não é porque sou antropóloga não, mas o museu é uma das coisas mais maravilhosas do México. Parada obrigatória, tá? Não interessa se vc não gosta de história nem de ler. Vc vai gostar do museu. São 65 pesos pra entrar (como sempre) e o pessoal revista as bolsas e mochilas pra você não entrar com comida nem água (não se preocupe, o guarda volumes é gratuito), então vá bem alimentade (lá dentro não tem lanchonete). Eu passei 6 maravilhosas horas lá dentro. O museu começa lá no aparecimento da primeira forma de vida e evolui desde lá para diversos povos mexicanos com seus trabalhos riquísismos. São muitas informações. Muitas meeeeeeeeeesmo, e a parte mais legal é do meio pro fim, então minhas dicas são: reserve muitas horas, e se não puder, dê mais atenção pra exposição do meio ao fim. Lá você descobre que o calendário azteca não era exatamente só um calendário e você vê uma réplica da tumba e a máscara de jade original do glorioso, imperioso, astronauta Pakallllll *fundo sonoro de revelação* Lá vc aprende quem era o cabra Na frente do museu tem umas barraquinhas vendendo artesanato, comidinhas e sucos do chaves, e o dia que eu fui, numa terça, assim que saí do museu vi uma apresentação de voladores de papantla! Não sei dizer com que freqüência eles se apresentam, mas se não for no museu, também tem apresentação no Xcaret, explicação lá embaixo. Vamos partir para o capítulo da Lucha Libre. Entendi poucas coisas, mas é o seguinte: Quer ver lucha libre, vá pro arena México (http://www.arenamexico.com.mx/). Se não me engano, tem lutas às terças e aos sábados, sendo terças os dias de turistas, segundo uma amiga que estava morando lá. Ingresso na frente custa 170 pesos e acho que não vale muito a pena ficar atrás. Do lado de fora do arena México tem várias barraquinhas vendendo máscaras (de 80, 120 a infinitos pesos) e camisetas. Se liga: um luchador (não vi nem ouvi falar de luchadoras) pode lutar com “cabelera” (cabelo comprido <3) ou então máscara. E se o luchador com máscara a perde durante a luta (tem que ser perdida, não pode arrancar a máscara do coleguinha) ele nunca mais na vida poderá lutar de máscara novamente. Cada luchador tem um pseudônimo (estilo “Blue demon”, “ultimo guerrero”, “mephisto”, etc) e tem sua própria mascara ou máscaras. Cada luta é de 3 contra 3 luchadores. Eu sei que os mexicanos meio que acreditavam na veracidade das lutas, foi isso que percebi oO A Basílica de Nossa senhora de Guadalupe é especial <3 diferentona e no final da missa, quando chegamos, um monte de índio saiu do meio da igreja e foi fazer uma dança tribal no caminho até o pátio externo. Tem um mercado ali do lado com artesanato católico (terços de fio colorido, imagens, camisetas etc) e comidinhas mexicanas. As gorditas (tipo uns bolinhos secos) são deliciosas. E a basílica versão mais antiga, ali do lado, ta bem, bem bem bem torta, pq tá afundando Teotihuacán também é obrigatório pra quem está na CDMX. Só vai. Guia vale a pena. Tem um pacote com uma explicação de coisas que se faz com agave + degustação de mezcal e tequila (acho que tinha pulque também, não lembro) + guia + carona do templo até o restaurante e do restaurante até o templo... acho que foi uns 180 pesos, demorou um pouquinho pra acharmos pessoas que topassem se juntar pra reduzir os custos (não lembro o preço inicial que o guia deu, foi bem caro), mas achei que valeu a pena. Recomendo umas 4 horas ou até um pouco mais pra esse passeio. Prepare-se para ser fitness como os mexicas, porque haja escada! Também vendem muito artesanato por lá, vários em obsidiana, jade e “jade” (pedra descaradamente pintada de verde kkkkk). No almoço há muitos grupos de mariachis e de danças tribais que fazem apresentações nos restaurantes. Pra chegar até lá vc desce na estação de metrô Autobuses Del Norte e perto do portão 8 tem uma empresa que vende a passagem até as pirâmides
  7. Querides do meu Brasil Varonil, isto é o relato das coisas que eu lembro, mas sem cronograma definido. As imagens serão um misto de fotos que tirei com imagens do Google (você vai entender). Foram 23 dias em solo mexicano. Agradecimentos à comunidade do mochileiros (em especial ao Michradu) e ao Dani Vamos às considerações gerais: *Ônibus: As estradas dos trajetos que fiz estavam em boas condições. Viajei sempre pela ADO e deu tudo certo. É mais barato comprar com antecedência pela internet, cada ônibus oferece uma passagem (só uma ) com um bom desconto e é ainda mais barato comprar em algum guichê espalhado pelas cidades. * Mexicanes: sempre muito gentis e solícites viva México <3 Não se preocupe caso você se perca entre ônibus e metrôs, es mexicanes vão te perguntar pra onde você quer ir só de ver sua cara de perdide. * Comida I- pimenta: sempre me perguntavam o quanto picante eu queria, isso quando a pimenta não vinha separado... então, sussa (mas se tiver o adjetivo “bravo” depois do nome da comida é por sua conta e risco) * Comida II - aminais: são super carnívoros e adoram carne de porco (puerco, cerdo, jamón). Passei em vários restaurantes sem nenhuma ou com uma só opção vegetariana e acho que só vi um item de um cardápio de um restaurante com o selo vegano. E nem sei se era vegano de verdade mesmo kkkkk mas tem restaurante vegano no centro da Cidade do México * Comida III - variedades: água de Jamaica é um chá gelado de hibisco bem gostoso. Água de horchata é de arroz e é bem gostosa. Esquites é um copo de milho cozido com uma erva lá, maionese, queijo, limão e chilli e é a coisa mais deliciosa que já inventaram. Eles comem grilo seco também, os chapulines. Deixe pra comê-los em Oaxaca. E michelada é cerveja com limão sal e pimenta. Muitos acrescentam suco de tomate, que lá se chama clamato. Mezcal é o mesmo que Tequila, só tiveram que botar outro nome por questões de registro. Os tacos AL pastor (porco) e de suadero (gado – res) fazem muito sucesso. E tamales são tipo pamonhas adiferentadas. Rola tamarindo pra todo lado: suco, doce, doce com pimenta, etc * Dinheiro: vi câmbio de reais em Cancun, e tava muuuuuuito ruim. O esquema é levar dólar e trocar por peso mexicano no segundo andar do aeroporto, entre o portão 6 e 8, salvo engano, do T1. Melhor cotação mesmo (em fev/2016, 1 dolar valendo 17.23 pesos) Pra 23 dias, 1500 dólares foram mais que o suficiente. * Isic card :ninguém aceitava. Os moços do museo de Templo Mayor e da Torre latinoamericana só aceitaram porque eles eram legais. * Acapulco: todos amamos o Chaves, mas Acapulco foi cortada dos planos porque era meio contramão e porque dizem que não é mais como antigamente, que já foi alguma coisa nos anos 70, que tem muita violência lá, etc. O hotel do Chaves ainda tá lá. * Hospedagem: Fiquei em quarto coletivo de hostel, sempre checando no tripadvisor e reservando pelo booking.com na cidade anterior. Deu tudo certo, em cada cidade falo sobre o lugar em que fiquei. * Domingos: Aos domingos os museus do país são de graça para os mexicanos, isso quer dizer que estão mais cheios! E segunda feira normalmente uma boa parte deles nem abre. * Dica geral pra mochileires sem muita experiência: Faça seu plano de viagem dia-a-dia. Você deve encontrar mil coisas legais que não vai dar tempo de fazer (não abra mão de pelo menos 1 dia livre sem nada planejado), então coloque no plano reserva. Diante de contratempos ou adiantamentos, você resgata o plano reserva... eu mesma usei metade do que fiz, lê o relato que vc entende!
  8. ÖLAND Ilha pertinho de Kalmar no mar báltico. Evidências arqueológicas apontam que ela começou a ser habitada em 8.000 ANTES de cristo! Vikings também viveram ali. Tem várias ruínas de castelos, igrejas etc, vários parques e me disseram que os piratas costumavam esconder os tesouros lá Achei o máximo, mas fui já no começo da “noite” e as coisas estavam fechando/fechadas. NORKÖPING Não vi nada, só pernoite pra voltar pra Estocolmo. Mas o Vox Hotel já é atração. Rapaizë, pense num café da manhã quase brasileiro? Tinha inclusive o tal do peixe fermentado com ervas que eles comem no natal, na páscoa, no ano novo e em tudo que é ocasião. Peguei um pedacinho bem pequenininho e… ERA DOCE!!!!! eeeuuuuggghhh!! canastra.zipIMG_20150729_180234164_HDR[1].jpg[/attachment] THE ICE BAR O bar é de gelo. Paredes, balcão, copos, tudo de gelo. A temperatura lá dentro é -7ºC. Você paga acho que 210 coroas pra entrar, eles te emprestam um superponcho com chapeuzinho + luvas e você ganha um dos drinks do menu lá. IMG-20150802-WA0000[1].jpg[/attachment] LISBOA Chego aqui com o fim do meu relato. Passei 15 horas de conexão em Lisboa, mas foi super tranquilo. Tem uma estação de metrô dentro do aeroporto e o centro da cidade tem hostel pra todo canto. É um centro boêmio também, todo o álcool que eu não vi nos países nórdicos eu vi sendo engolido sem pudores nas esquinas lisboetas. Claro que me sentei às margens do mar, pedi um vinho alentejano e fui ver a lua refletindo nas ondas! Tem muites brasileires trabalhando por lá, e todes que vi tinham nosso espírito solidário brasileiro uma moça linda e simpática me indicou a rua rosa, que consegue reunir toda a boemia do lugar. Deu pra curtir umas horinhas de portugal
  9. HEDDAL STAVECHURCH Mais estrada, mais belezas indescritíveis, mais Noruega, mais noruegueses, mais túneis enormes por dentro das montanhas e surgiu finalmente a oportunidade que nos escapava nesse trajeto todo: visitar uma das várias igrejas de madeira do cristianismo primitivo espalhadas pelo país Heddal simplesmente apareceu (no caminho pra Gotemburgo) e resolvemos dar uma parada. Calhou de pararmos na maior igreja de madeira da Noruega toda, e ela nem grande não era hahaha GOTEMBURGO Não vimos nada, só ficamos lá o pernoite, descansamos o que precisava descansar do trolltunga e meus anfitriões voltaram pra Estocolmo. Aluguei um carro com Shadi e prosseguimos pra Dinamarca. Acho que era uma sexta, e o aluguel pra devolver o carro segunda em Estocolmo foi 2 mil coroas. (O nome da empresa era AVIS). Pedimos um carro pequeno e o cara veio com um Peugeot 308 com GPS, teto solar e tudo o mais. Okay né! A Shadi dirigiu oficialmente, pq minha carteira era brasileira, mas parece que é possível traduzir nossa carteira aqui no Detran por cento e alguma coisa e vale por 1 ano worldwide. KOPENHAGEN - DINAMARCA Bem diferente dos outros países, tava mais quente, as pessoas eram menos louras, as casas eram diferentes, não sei explicar, o ar era diferente. Um broder me recebeu na casa dele Foi massa porque fizemos programas caseiros, do tipo fazer wraps e assistir séries depois de um rolê básico no centro da cidade e dar um passeio no shopping tomando cafés em diversas combinações e temperaturas. KRISTIANIA Ir a Kopenhagen sem conhecer Kristiania não dá, meu povo. Não dá. Não. Dá. Por mais que você seja coxinha, vale a pena a experiência. Não darei mais detalhes. LEGOLAND Era longe, então fomos em uma lojinha normal de Lego no centro da cidade, que também foi legal A PEQUENA SEREIA Parece que foi decepada várias vezes, furtada outras e a que consta ali é a cópia da copia da cópia. Meu anfitrião dinamarquês me falou que ela nem era assim monumental nem nada, então não tivemos interesse. DE VOLTA À SUÉCIA - KALMAR KALMARSLOTT Surpresa da mais alta magnanimidade. O castelo de Kalmar foi construido em 1180 pra defender a cidade dos piratas (que frequentavam a ilha ali perto, öland), e hoje é museu, centro vivo da cultura medieval, local de shows e apresentações e conferências e as pessoas se casam lá também. Acho que paguei 130 coroas e me surpreendi logo nos primeiros passos pois eu achei que fosse ser só mais um dos milhões de museus por aí.
  10. RØLDAL Que nome legal, com o ó cortadinho, que fofinho, o que tem lá? Nada. É um nada na beira da pista no meio do lugar nenhum, ficamos lá (no Røldal Booking, recomendadíssssssimooooo leve vinhooooo) porque foi o mais próximo que conseguimos da entrada do Trolltunga na última hora. O TROLLTUNGA - A LÍNGUA DO TROLL A famigerada trilha do Trolltunga. Graças a Yemanjá eu não vou morrer sem tê-la feito!!! Foi uma das coisas mais legais que já fiz em toda minha vida (pau a pau com o Downhill da morte na Bolívia) e não me arrependo de nada. Aqui algumas informações que vale a pena saber INFORMAÇÕES ÚTEIS PROS TREKKERS: *Não pagamos entrada, só estacionamento; acredito que não há horários de fechar e abrir, pelo menos nenhum nativo dos lugares próximos sabia informar isso; *A escada de madeira tava interditada pq desmoronou; *Chove sempre e tem muita lama; * Tem gente que acampa lá em cima; * Tem gente que MORA lá em cima * Sempre vai ter neve, porque olha, se no ápice do verão tinha altos morros nevados imagina no resto do ano; *Vale a pena sim todo o esforço de subir 1 km praticamente na vertical na lama escalando e escorregando com o peso extra de câmera profissional, ainda que ela pese 5 kg; * Não vi ninguém do climb por lá; * Achei médio-difícil. Levei 5h pra ir e 5h pra voltar (11 km o trecho), ida mais rápida e volta na manha parando pra foto; * Apesar de nós estarmos sofrendo pra subir e pra descer, vários velhotes de walking sticks e acompanhados por cachorros passaram a gente com a cara mais descansada do mundo em alta velocidade e com roupas limpas; * Bastão de caminhada vai MUITO bem; * Estavam colocando umas tábuas de madeira em uma parte do trajeto, então acho que vai ficar mais de boa a trilha; * Molha o pé todinho. Vai de Macboot pra ver se tu não fica com dois sacos dágua no pé. Galera lá tava de tenis de boas mesmo. (eu e as meninas ensacamos o pé depois da meia e antes do tênis pra não molhar a meia e deu certo) Um solado um pouco mais granulado evita escorregões e salva canelas, bundas, etc; * Quem tem problema de joelho: vá pro preikestolen mesmo. * Venta bastante. Então, como explicar o inexplicável?
  11. O CAMINHO ATÉ FLÅM - NORWAY IN A NUTSHELL Pra quê comprar uma pá de passagem de busão e trem públicos se você tem anfitriões com carro e espírito desbravador? Peguei o roteiro, tracei as cidades e nosso GPS nos levou pela viagem de carro mais linda de toda a história de todos os locais do planeta. O lado bom é que você pode parar, gritar “caray vey” quantas vezes quiser, tirar quantas fotos quiser e seguir quando quiser. A ADORÁVEL FLÅM E O ROLEZINHO DE BARCO Flåm é lindíssima! Se soubéssemos o tanto que a cidade era estruturada pros turistas a gente não teria feito o lanche lixento que fizemos numa cidade próxima (já estava ficando tarde e a gente não sabia se ia ter restaurante em flam). Pois bem, tem vários pacotes de rolezinho de barco, desde os que duram 15 horas com degustação de queijo de cabra e parada nas cidades antigas até o simplão de 1h30, que foi o que a gente fez (acho que foi umas quatroscentas e tantas coroas). Tem uma “barcoviária” no meio da cidade onde você escolhe seu pacote, imagina sua vida junto com a do atendente e compra a passagem. Se vc for fazer o do queijo e tal recomendo marcar pelo menos no dia anterior O rolê foi Lindo lindo lindo frio lindo frio lindo frio. Pega-se um busão até o fim e de lá você volta de barco até o meio de Flam, onde você estava antes. BERGEN Pessoal fala que é um must-see mas pelo que consta no tripadvisor você esgota a cidade rapidinho. Pra variar, é cheio de museu aqui museu ali museu acolá. Mas quando a atração numero 2 de um lugar é o “museu da lepra”, você desconfia. Anyway, o mercado de peixes é imperdível e tem bichos com patas em números primos em aquários lá (não que isso seja relevante pra sua vida, mas foi a forma que eu encontrei de dizer o tanto que os bichos são estranhos e parecem aliens). Tem carne de baleia também. E o clássico salmão norueguês em várias combinações de pratos. A cidade é linda, o porto é lindo, tem lugar pra sair de noite, tem um bar country maroto, mas não ficamos muito tempo também. Ficamos um dia no Victoria Basic Hotel e nos consideramos sortudos pois o lugar era bom, bonito, perto e barato. Não há estacionamentos naquela cidade esquisita!!! Na verdade tem sim, mas tudo absurdamente caro. Rodamos mais de uma hora certa ocasião pra descobrir que era melhor ter deixado o carro onde estava e ter ido à pé.
  12. O PARQUE VIGELAND Massa demais! A escultura principal é um monolito esculpido em uma única peça de granito com mais de 14 metros de altura. Se você é da arte vai ver a representação do circulo da vida e da ânsia inerente ao ser humano de alcançar o espiritual/ divino, tudo com um realismo muito bonito e com uma estética/arranjo espacial que você nunca, jamais, veria por aí. A PREFEITURA DE OSLO - OSLO RADHUS Foi um prédio que brotou no meio do caminho. Entramos, achamos lindo, admiramos as pinturas colossais nas paredes colossais, levamos uns 30 minutos, saimos. OPERA HOUSE É. Diferente. Mas eu moro em Brasília, cara, tou acostumada com prédios torcidos e concreto armado em todas as direções. Talvez se eu tivesse assistido uma ópera no ópera house…
  13. Kungsträdgården - O JARDIM DO REI Não parece nem é jardim, mas uma praça cheia de árvores lindas, fontes e cafés espalhados ao redor e atrações no centro (pelo menos no verão). O plano era ir ao show do Robert Plant, mas ao passar pelo Kungstradgarden eu vi que tava rolando uma banda maravilhosa de Jazz, vi as pessoas dançando e aprendi que existe uma parada muito linda e encantadora chamada Lindy Hop. Nem fui ao show. Me julguem. IMG_20150715_141232068[1].jpg[/attachment] CINEMA. Claro que não é nada turístico e excepcional, mas eu preciso dizer que ganhamos ingressos extra porque a qualidade da imagem naquela sessão ficou ligeiramente abaixo do esperado. Eu mesma não percebi nada, mas enfim, ganhamos ingressos extra e isso jamais aconteceria na nossa terra. NORUEGA Fomos de carro eu, meus anfitriões e uma convidada Iraniana/Sueca amiga. A gasolina custava em torno de 15 coroas norueguesas (uns 6 e pouco na época). Dividimos os custos, obviamente Nunca vi tanta gente bonita em toda essa a vida maravilhosa que a Mãe Divina me deu. E flores. Flores por todos os lado, flores em tudo o que eu via. OSLO Já tinha lido que oslo não tem muita coisa pra fazer, então a ideia era só pernoitar por ali porque é meio caminho pra Flam, o próximo destino. Mas rolou passeio mesmo assim. Oslo estava toda em obras, acho que faz parte de um super projeto de revitalização.
  14. O VASA - VASAMUSEET Não, não é um navio viking- como ouvi dizer-. Nada de viking. Mas é um must-see, lindo, espetacular, fantástico, colossal, cabuloso, paguei 100 coroas. Tinha desconto de estudante. Fica-se lá dentro uma média de 1h45. (variando pra mais ou menos a depender de quanto fôlego intelectual você tem). Tem uma wi-fi no lugar pra você conectar no site do Vasa e ir ouvindo as explicações em cada posto do museu, então recomendo levar fones de ouvido O museu tem uns 4 andares e junta inclusive os restos de esqueletos dos corpos encontrados no navio + as roupas + exame de DNA e diz pra você quem era a pessoa, quantos anos tinha, estatura, o que tinha entre as pernas, doenças que teve e faz uma projeção do rosto através do crânio e do que a pessoa foi fazer lá. E fala também por que o navio afundou e foi a maior vergonha do mundo no reinado do rei Gustavo Adolfo.
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