Ir para conteúdo

Renaldo Souza

Membros
  • Total de itens

    30
  • Registro em

  • Última visita

Tudo que Renaldo Souza postou

  1. É a minha barraca, que uso para todas as minhas expedições. Para transporte, ela é um pouquinho mais pesada do que as tops do mercado. E, até você pegar o jeito, é um pouco chatinha pra dobrar também. Mas os negativos se encerram aí. O espaço dentro dá para duas pessoas dormirem em um conforto razoável sim, ainda sobrando lugar para guardar as mochilas. Ela tem um ganchinho no teto que eu uso para deixar a lanterna pendurada. Isso facilita bastante! Além do mais, já peguei tempestade com vento forte, e só tenho elogios a fazer à lona. Não apenas não entra água, como a barraca fica bem fixa ao solo (isso dependendo de você prender, claro). A montagem também é facílima. Depois que pegar a prática, em 5min já estará dentro da sua. Compre, pois a barraca é muito boa e o custo-benefício é o melhor de todo o mercado!
  2. Além de diversas opções ecológicas, Curitiba tem muitos bons bares. Famosa por concentrar diversas cervejarias, com destaque para a Bodebrown, o que não falta na capital paranaense é lugar para tomar uma gelada e saborear um bom petisco. Um dos mais conhecidos da cidade, talvez o mais famoso entre turistas, é o Schwarzwald Bar do Alemão, no Largo da Ordem. Os destaques da casa são a carne de onça e o chope submarino, uma caneca que, em seu interior, vem com uma bebida destilada dentro de um copinho menor, se misturando ao sabor do chope. Em São Francisco, você encontra O Torto Bar. Parada obrigatória para apaixonados por futebol (em especial botafoguenses). O estabelecimento é todo decorado em homenagem a Manoel dos Santos. Não conhece? O Anjo das Pernas Tortas. Ou, simplesmente, Garrincha. O bar é pequeno e não tem mordomia. A única mesa em seu interior é uma de sinuca, com a galera bebendo no balcão e nas calçadas. Mas a cerveja é bem gelada, os salgadinhos são gostosos e o atendimento dos balconistas é ótimo e muito bem-humorado. Outro bar barato e indispensável de ser conhecido caso você esteja em Curitiba fica no Água Verde e se chama Bek’s. Com garçons que não dormem no ponto, dificilmente você ficará sem cerveja na mesa. Como tira-gosto, a especialidade da casa é o bolinho de carne (é bem parecido com um quibe tradicional, mas tem seu sabor particular), servido tanto em unidade, vindo grande dentro do pão francês em formato sanduíche, como em porções de bolinhos pequenos. No Rebouças, você acha o Boteco de Sampa. Um local com boa música, bem decorado e que serve a melhor carne de onça que eu já comi. Para quem não é do Paraná, um aviso: carne de onça tem o felino apenas no nome. Na verdade, é do boi. O que muda é o modo de preparo, que, aliás, no Boteco de Sampa é feito na sua frente. Um funcionário especializado leva a tábua com rodinhas ao lado da sua mesa e você vê todo o preparo, indicando os ingredientes que quer acrescentar ou não. Muito bacana! Se optar por ir até o Mercês (ou “as” Mercês, como insistem os curitibanos), é fundamental uma parada no Choripan. O bar tem um chope maravilhoso da Gaundenbier, além de ser especializado em linguiças recheadas. Tem um dos melhores cardápios de Curitiba. Do outro lado da rua do Choripan, você encontra o DamaDame. Um bar de amigos que cresceu e virou um grande ponto cultural da cidade. Contando com exposições e shows de rock, o DamaDame abriga, ainda, venda de produtos antigos, como mobiliário e LP’s. A decoração do local é bem alternativa, vide o cinzeiro de vinil: O bairro mais badalado de Curitiba é o Batel, onde ficam muitas das melhores boates. Mas a área também sabe atrair a nós: a galera do bar. O Mustang Sally, por exemplo, serve uma batatinha maravilhosa com cheddar e goiabada. Há, ainda, o Madero, local que se vangloria por servir o que eles descrevem como “melhor hamburguer do mundo”. Confesso que ainda não provei o sanduíche, mas já almocei lá e posso afirmar que a carne é muito bem preparada. Outra coisa bacana do Madero é que, dependendo da cerveja que você pedir, eles te servem em um copo próprio da marca, como essa Franziskaner que me deixa com tanta saudade de tomar: Quem gosta de futebol deve saber que o Alto da Glória não se resume ao Estádio Major Antônio Couto Pereira. Há outra arena no bairro. Uma arena de hidratação: o Premier Sport Bar, todo decorado e com diversas televisões, possibilitando assistir vários jogos ao mesmo tempo. No Juvevê, tem o Jacobina. Local bem aconchegante, com garçons gente boa e uma tábua de frios gostosa demais, além de um maravilhoso sanduíche redondo com pão sírio. Chegando ao meu bairro, o Portão, vamos começar as recomendações pelo Bom Scotch (o nome é um trocadilho envolvendo uísque e Bon Scott, ex-vocalista do AC/DC). O bar tem uma decoração bem rock’n’roll, com diversos quadros de bandas e personalidades do gênero musical, além de uma longa varanda, com parte coberta. Os petiscos de lá são todas maravilhosos. Seja a isca de peixe, a carne de onça ou os saborosíssimos pasteizinhos de siri. Na mesma Rua Morretes, do outro lado do Bom Scotch, está o Zé, dono do Bola 7. Local perfeito para competições de sinuca. Seja a nível profissional ou amador. A porção de coraçãozinho da casa é indescritível, vindo acompanhada de molho tártaro e farofa. E a cerveja, sempre trincando! O Portão tem, ainda, o Nagarage, outro barzinho rock’n’roll, mas que conta com música ao vivo. Bem legal! A pedida lá é a tábua de frios, com boa variedade e destaque para o queijinho. Retornando ao Batel, vamos agora para a hidratação de rua. Existe uma feirinha tradicional no bairro que, todo sábado, leva várias barracas com comidas e bebidas típicas de diversos países. Um bom exemplo é a barraca alemã, onde você encontra esse chope preto maravilhoso e essa porção de linguiças/salsichas típicas do país. Vale a pena, também, uma passada na barraca mexicana para saborear esse delicioso taco: Outra feirinha a conferir para comprar bebida é a do Largo da Ordem, que ocorre no domingo e é a maior em extensão do Brasil (contando apenas com produtos artesanais). Sabendo vasculhar, você encontra um senhor muito bem-humorado e criativo, que batizou sua barraca de “Batidas Largo da Ordem” e sua principal bebida de “Tanto Faz”. “Eu abordava as pessoas e perguntava se elas queriam provar alguma batida. Quando perguntava o sabor, elas respondiam ‘tanto faz’. Aí, fiz uma com esse nome” – diz ele, sempre animado. A Tanto Faz é a base de chocolate branco e é deslumbrante. É essa coisa linda abaixo: In memorian Não poderia excluir deste relato dois locais que não existem mais fisicamente, mas que serão para sempre lembrados em nossos fígados. O primeiro é o Casablanca Café. Cafeteria sim, mas que tinha um freezer de cervejas artesanais com uma variedade bem legal. O segundo é o bar onde conheci a Dezinha e uma porrada de amigos: a Confraria. ------- Relato do site barcadaideia.com . Post original em: http://barcadaideia.com/curitibapr-bares/
  3. --- Estava na hora de falar dessa cidade mágica, que me encantou ao ponto de me fazer voltar por quase todo mês. Tudo bem que é onde a Dezinha mora. Mas Curitiba tem muito mais encanto. Tanto de natureza como de bar, não há do que se reclamar. Vamos, aqui, tratar de alguns dos maravilhosos parques e áreas de lazer que essa capital estadual oferece a seus cidadãos, visitantes e a mim, que virei um meio termo entre os dois primeiros. O parque mais famoso da cidade, e também o maior, é o Barigui. Lotado em finais de semana, mas tranquilíssimo em dias úteis. O local é o bastante equilibrado entre o urbanismo e a natureza. É uma imensa área verde com uma baía e 4 pistas em volta. Uma para andar de carro, outra para ir de skate ou bicicleta, uma para correr a pé e outra para caminhar normalmente. Todas muito bem sinalizadas. Ao lado das pistas, você encontra o maravilhoso Rio Barigui. É tanta diversidade de vida que até na ponte sobre ele a gente observa… Ainda mais dentro do rio… Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians, dizia que o pato é um bicho “aquático e gramático”. Os gansos do Paraná não poderiam ser diferentes… Além da água, fazem festa na grama. A felicidade é ainda maior quando chega uma alma caridosa para alimentá-los. Briga boa, mas divertida de se ver. Dá até vontade de participar… Da área das aves, é só caminhar (correr ou andar de skate/bicicleta) mais um pouco apreciando o cenário. Até que as pistas (exceto a de carros) se interligam na Ponte dos Cadeados, onde casais, se espelhando em Paris, trancam os objetos na estrutura de ferro e arremessam as chaves no rio para simbolizar união eterna. Do outro lado da ponte, mais nativos… Um dos vários grupos de capivara que habitam o local. Perguntei se eram uma família, mas o macho alfa não quis me responder. Só queria saber de cheirar o passarinho. Literalmente… Enquanto isso, seus filhotes (até que o DNA me prove o contrário), brincavam de alguma coisa “capivaresca”. Pedimos licença e entramos na brincadeira… Até promovermos uma caminhante a fotógrafa para que eu e Dezinha pudéssemos sair juntos nas fotos. A baía (lagoa ou lago no popular local) é fascinante. Perfeita para inspirar leituras e reflexões… O istmo é indescritível… Para apreciar o visual com uma boa hidratação, o parque conta com uma bela área para churrascos. É só chegar, despejar o carvão e começar a assar a carne. Identifiquei umas trilhas acima da área das churrasqueiras. A Dezinha me proibiu de subir, mas fica o registro para quem quiser explorar. Diz uma lenda que as árvores de lá “falam” à noite: Aceito convites para churrascos no local. Podemos até fazer o nosso próprio, convidando os amigos leitores a hidratar admirando esse visual: Para os miúdos, o Barigui também conta com área de brinquedos. Bosque Alemão O Bosque Alemão, no Jardim Mercês, é um lugar ideal para passar um dia em contato com a natureza, admirando a arquitetura, tomando um café e, para quem tem filho, entretendo as crianças. O início do passeio se dá pelo monumento Oratório Bach. O monumento é lindo, e sua arquitetura rende bons registros observada de qualquer ângulo. Infelizmente, ainda não conseguimos pegar o local aberto. Mas, com jeitinho, dá pra ver seu interior… Já a vista lá de cima pode ser apreciada sem problemas. Tanto da porta trancada como das cascatas artificiais ao lado da estrutura. A beleza das cascatas eu não preciso nem descrever. As fotos falam por si: Antes de partir para exploração do restante do bosque, pode ser uma boa tomar um suco na cafeteria que é praticamente um mirante. Seguindo adiante, é necessário passar por uma ponte bem bacana sobre as quedas d’água. O visual é perfeito. Na descida, todas as crianças têm uma surpresa bem legal. Até as adultas, que voltam a se sentir miúdas se lembrando da estorinha de João e Maria. A trilha leva o nome do conto. E não apenas isso. Nela, você acompanha uma versão ilustrada ao longo do caminho. Simplesmente sensacional! Eu iria colocar mais fotos dos quadrinhos, mas, para não ser acusado de spoiler, aí vão apenas 2! O imaginário infantil continua na próxima parada: a Casa Encantada, perfeitamente descrita nas placas abaixo: O local oferece, gratuitamente, contação de estórias por atores vestidos de personagens como a bruxa: A decoração é também muito bacana! A Dezinha chegou a tentar se passar por bruxa. Fez até uma maldição para brilhar o olho. Mas continuou bonita… O próximo destino é um lago cheio de vitórias-régias. Prosseguindo, um já não tão enfeitado. Mas que vale o registro! A Trilha de João e Maria chega ao fim na Praça da Cultura Germânica, com seus vários campinhos de flores. Por trás da flora, o monumento Réplica da Casa Alemã. É claro que tivemos que subir… Encerrando, a foto que Dezinha achou que ficaria clichê. Mas ainda penso que ficou bem romântica. Quem aí concorda?? Praça do Japão Oficialmente é uma praça, mas, de tão bela, podemos considerar um mini-parque. A Praça do Japão, em Água Verde, só nos deixa uma dúvida: se quem gosta mais de lá são as pessoas ou os vários cães que por lá vão paquerar e passear, como a Dali, essa loira gostosa que vai lá todos os dias atrás do Zé, seu companheiro shih-tzu pelo qual é apaixonada. Pena que o Zé andou aprontando com outra menina, deixando a Dali bem chateada… No centro da praça, fica essa estrutura oriental. Dentro dela, uma lojinha de souvenires, com uma atendente que fala o idioma fluentemente e oferece cursos como origami e diversos outros relacionados à cultura japonesa. Infelizmente, os andares superiores da casa são fechados à visitação, sendo destinados apenas a alunos. De frente para a estrutura, se chega na primeira cascata artificial. Acima, antes da água cair, ela se acumula no lago principal, oriunda de outra cachoeirinha, fazendo a alegria de dezenas de peixes. O lago conta, também, com uma bela estátua de Buda. O espaço de lazer é bem aconchegante. Tem outros lagos… E outras cascatas… Local perfeito para levar o totó, ler um livro e passar uma tarde. Parque Tanguá O Parque Tanguá é outro maravilhoso. A cachoeira em seu interior é digna de aplausos. O local conta com uma ponte que dá para um restaurante e um mirante para comer e ir apreciar a queda d’água. Tem, também, esse morrinho aí, onde dá para se sentar e passar o dia em tranquilidade… Parque das Pedreiras A Pedreira Paulo Leminski é um famoso local de shows e grandes eventos de Curitiba. A acústica natural para espetáculos musicais é elogiada por todos os artistas que lá se apresentam. Foi lá, também, que ocorreu essa festa aí em 2014: O interior do parque tem um lago bem bonito. Parque Bacacheri Outra bolsa de água maravilhosa de se observar fica no Parque Bacacheri. O equilíbrio do urbanismo com a natureza também é destacável. Jardim Botânico Encerrando o post, um dos principais cartões postais de Curitiba: o Jardim Botânico. --- Relato do blog barcadaideia.com . Post original em: http://barcadaideia.com/curitibapr-parques/
  4. Relato do blog barcadaideia.com . Post original em: http://barcadaideia.com/paratyrj-trindade/ Em plena noite de sexta-feira 13, saí de Itaboraí para encontrar o guia Laésio e seu grupo da Adrenalina. Nosso destino? A paradisíaca Trindade, uma de tantas áreas maravilhosas desse município encantador chamado Paraty. Chegamos ainda de madrugada, abandonando os carros e indo direto para o Hostel Che Lagarto, que iria nos abrigar no fim de semana. Nos arrumamos, fizemos a tradicional higiene de chegada de viagem e preparamos as mochilas de ataque para as explorações do dia. Como todas as lanchonetes estavam fechadas, ficamos trocando ideia no albergue, aguardando algum canto abrir para tomarmos café. Até que partimos para A Cabana, onde fomos muito bem atendidos pela Gabriela, gerente do local que conta com ótimas opções para o desjejum… Pança cheia, pegamos uma trilha tranquila, de cerca de 20min, em direção à Pedra que Engole. A rocha é famosa por receber uma queda d’água em seu “interior”, fazendo com que quem escorregue pela cascata desapareça e “surja” 10 metros rio abaixo. De lá, descemos até um poço pelo qual já tínhamos passado. No entanto, se estávamos secos na subida para a Pedra que Engole, era hora de manter-se molhado e explorar a pequena gruta por trás da cascata. E chega o momento de voltar à belíssima trilha… Mas não retornamos ao hostel. Seguimos para a Praia do Meio. Além da belíssima faixa de areia, o local tem essa rocha maravilhosa: Que dá para um visual igualmente incrível: Fechando a tarde na praia, como não poderia deixar de ser, hidratação: Após uma soneca, hora de retomar a hidratação, prestigiando o show de reggae no próprio Che Lagarto. Acabou o som, e fomos procurar onde tinha. Mas não precisamos andar muito. Bastou ir ao lado, no Laranjas Bar, para passarmos para o rock’n’roll. Fechamos o local, e seguimos para um samba em um bar na Praia do Rancho. Digo samba, pois, independentemente da música que estivesse tocando, estávamos tão felizes que ficamos sambando para lá e para cá. Chegou o domingo e, disposição renovada, fomos até a Praia do Cachadaço, em uma trilha leve de 20min. Não chegamos a mergulhar, pois estávamos indo em direção às Piscinas Naturais. Mas deu para dar um “oi” para os nativos: Ao término da faixa de areia, nova trilha. Morrinho de cerca de 25min de percurso. Mas, lá chegando, a vista renova qualquer esforço. Renovado mesmo, estava o Caramelo, um totó super brincalhão que esperava alguém pular das pedras para sair nadando atrás da pessoa. Era como uma legítima brincadeira de pique. Ele só trocava de “melhor amigo” quando um cidadão diferente dava outro salto. Me vendo cansado de tanto brincar e nadar com o Caramelo, os amigos Dani e André vieram me acudir… Em seguida, trilha de volta para a Praia do Cachadaço. E chega a hora do almoço. Como ficamos com saudades do Laranjas, o bar de rock da noite anterior, retornamos lá para encher a pança. O cardápio do local é bom de mais, o que nos deixou indecisos sobre o que pedir. Mas decidimos por esse peixe ao molho de camarão e com milanesa de siri. Tão bom que torcemos para as amigas da mesa ao lado, que pediram a mesma coisa, deixarem sobrar. Almoçados, era tempo de fazer check-out no Che Lagarto e dar uma caminhada pela aconchegante vila. Por fim, não poderia faltar registro do Chitão, esse labrador maravilhoso, filho de um casal que vende artesanato em uma Kombi na região. Relato do blog barcadaideia.com . Post original em: http://barcadaideia.com/paratyrj-trindade/
  5. Post original no blog barcadaideia.com , no link: http://barcadaideia.com/rio-de-janeirorj-praias-selvagens/ Ainda na madrugada, saí de Itaboraí para encontrar o grupo da Adrenalina, liderado pelo guia Laésio, no Centro do Rio de Janeiro, de onde partiríamos em uma van para Guaratiba, na Zona Oeste da cidade. No caminho, recebemos umas “mijadas de São Pedro”. Mas quando chegamos, a chuva já tinha ficado no passado… Em uma linda manhã cinzenta, chegamos à Praia da Barra de Guaratiba. Tempo para cafezinho, preparação e falação de bobeiras. Até que começamos o percurso, subindo uma longa escadaria na ladeira que fica ao término da praia. Para nós, trilheiros, tranquilaço. Mas fico pensando em quem mora lá em cima e precisa subir e descer aquilo toda hora. Ao menos tem dois pontos positivos: pode dispensar a academia e passar o dia contemplando essa vista: A trilha se inicia e a maior dificuldade é uma grande rocha que precisa ser atravessada. No entanto, uns degrauzinhos estão lá para ajudar e impedir que seja problema para quem tenha o mínimo de preparo em trekking. Seguindo adiante, os cenários vão aparecendo e nos deixando apaixonados por aquele lugar. Uma bifurcação nos faz optar por seguir rumo à Praia do Perigoso ou a do Meio. Laésio decidiu pela segunda. E para lá fomos, mas tendo uma bela vista da primeira: Destaque, também, para o monumento conhecido como Pedra da Tartaruga: O término do caminho para a Praia do Meio pode dar um pouco de aflição em quem tem medo de exposição à altura. O terreno é bem inclinado e em dois momentos é recomendável segurar uma corda lá fixada para improvisar um rapel. A chegada, no entanto, após cerca de uma hora, vale quase qualquer sacrifício. Quase porque a bandeira vermelha da foto abaixo não fica lá por acaso. As ondas são fortes e chegam facilmente aos 3m, com o mar puxando bastante de volta, não sendo o banho nem um pouco recomendável. Na sequência, fomos à Praia Funda. Cerca de 40min, sem dificuldades até o destino, onde fiquei impressionado com duas coisas: uma monstruosa e outra maravilhosa. A tristeza ficou por conta da quantidade de lixo deixada lá por porcos ignorantes. A alegria foi estar ao lado de um monte de bebês cães. Um mais lindo do que o outro. Tive até que me apressar para sair dali antes que me apaixonasse de vez e levasse todos para casa… As ondas da Praia Funda são igualmente fortes, mas a beleza vale seu destaque particular. No retorno, pausa para dois registros. Da Ilha Rasa: E do Jamming. Esse, em primeira mão! Senti o cheiro de bar e fui apurar o que seria, quando descobri que um novo palco para hidratação estava sendo gerado (e, aliás, com uma vista maravilhosa ao fundo). Disse que voltaria lá após a inauguração e tirei uma foto com o dono, que prometeu me dar uma cevada de cortesia no retorno. Fica a lembrança ao amigo. Promessa é dívida! Post original no blog barcadaideia.com , no link: http://barcadaideia.com/rio-de-janeirorj-praias-selvagens/
  6. 5 dias é um período muito curto para você explorar várias cidades. Sugiro, primeiro, decidir se vai ficar na capital ou preferir ir para a Região dos Lagos, que é onde ficam Arraial do Cabo e Búzios.
  7. Do Centro de Paraty tem ônibus pra Paraty Mirim. De lá, você tem que pegar um barco. Mas as saídas não são regulares. Tem que ver lá quando tem..., tentar contato com algum nativo que faça o transporte.
  8. Paraty é um dos municípios mais belos do Brasil. Além dos já citados Centro Histórico e Trindade, os quais eu reforço qualquer elogio, há, também, lugares como o Saco do Mamanguá, o único fiorde do nosso país. Para chegar lá, você precisa deixar o carro em Paraty Mirim e seguir de barco. O local é bem selvagem: sem sinal de telefone ou mesmo energia elétrica. Eu fiquei no Camping do Seu Orlando, um lugar que, de tão isolado, o cara botou o nome da praia de Praia do Seu Orlando e assim ficou hahah Se interessar, tem um relato no meu blog sobre essa viagem: http://barcadaideia.com/paratyrj-saco-do-mamangua/. Voltei de Trindade agora em março. Em breve vou postar o relato de lá também.
  9. Confira o relato abaixo também em nosso site: http://barcadaideia.com/arraial-do-caborj/ ----- Já fazia cerca de 10 anos sem eu ir na cidade onde fui criado. Meu padrinho tem um apartamento na Prainha e, sempre que possível, papai me levava para lá a fim de passar férias e fins de semana. Foi nessa praia, inclusive, que eu aprendi a nadar. Logo, nada mais natural do que retornar a ela para apresentar esse município paradisíaco à Dezinha. De Itaboraí, contando com uma breve parada no Graal de Rio Bonito, estimamos umas duas horas e meia de ônibus até nosso destino final. Confesso que estávamos enganados. Um engarrafamento em Cabo Frio adicionou uma horinha em nosso percurso. Mas chegamos! Nossa pousada, que já estava reservada, foi a Seven. De frente para o mar, onde você já sai pisando na areia da Prainha. A destacar, também, o atendimento do dono Carlos, um cara bem simples e simpático, que, filho de suíço, fala vários idiomas fluentemente. Deixando nossas coisas “em casa”, e, já por volta das 23 horas, fomos fazer o óbvio: caçar um bar. Não queríamos ir longe para podermos acordar cedo no dia seguinte e explorar a cidade. Andando para lá e para cá, achamos o Bar do Zé Carlos. O resultado foi isso aí: Amanheceu o sábado e lá estávamos nós, decididos a ir até a marina para fazermos o tradicional passeio de barco de Arraial. No caminho, conseguimos uma companhia que nos fez o preço de 100 reais pelo casal. A embarcação seria a Miss Júlia. Ressalto que o atendimento foi longe de 5 estrelas. Após pagarmos o barco, tivemos que enfrentar mais de uma hora em uma fila para pagar a taxa que a Prefeitura cobra individualmente para o passeio. Um dos tripulantes de nossa embarcação também era bem ignorante, o que chegou a fazer umas pessoas desistirem. Nós cogitamos a possibilidade. Mas acabamos indo. E valeu a pena! O primeiro destino foi a Ilha do Farol, com sua praia sempre classificada entre as mais limpas e belas do mundo. O local fica sob gerência da Marinha, que delimita a área turística, punindo com multas severas as pessoas que ultrapassam a corda que faz a demarcação, contando com vários militares a paisana na fiscalização. Obviamente respeitei, mas deu para explorar essa estrutura aí: As rochas também estavam nos aguardado para nos dar a oportunidade de observar esse paraíso: Isso tudo sem falar nas águas cristalinas e “cristalindas”… De volta ao barco, hidratação e a vista maravilhosa de uma imagem de santa em meio a dois paredões: E fomos contornando a ilha, observando o continente: E o Atlântico: A parte praiana da ilha, voltada para o continente, ficou para trás, dando vez à parte rochosa, voltada para o Leste. A próxima parada ocorreu na famosa Gruta Azul. Mas, infelizmente, talvez por recomendação de segurança, não foi permitido o mergulho. De pé, fui segurando uma madeira central que me fazia ter a sensação de, mesmo no barco, estar surfando, cada vez que a embarcação quicava nas ondas. Mais bacana ainda foi o destino seguinte: as Prainhas (sim, em Arraial temos a Prainha, que é uma coisa, e as Prainhas, no Pontal do Atalaia, que são outra coisa). O lugar é tão maravilhoso que queríamos ficar o dia inteiro por lá. Mas logo o barco chamou para irmos embora. No entanto, tivemos tempo para curtir a caipirinha e o visual (além dos mergulhos, é claro!). Até na despedida o local consegue ser maravilhoso. Loucura! Em seguida, fomos à Praia do Forno. Mas, em pleno sábado de janeiro, as proximidades da faixa de areia estavam tão lotadas de embarcações que tivemos de parar lá longe. E mergulhamos de lá mesmo. Falo na primeira pessoal do plural, mas me referindo a mim e a uma galera do barco, porque a Dezinha preferiu ficar lá em cima conversando, sem fazer questão nem de tirar foto do bobo que vos escreve. Reclamem com ela! Atracados, paradinha na histórica pedra de 1503: O fim de tarde não poderia ser em outro lugar que não fosse a Praia Grande. Primeiro, almoço. Depois, hidratação. Abastecidos, corrida para a faixa de areia para contemplar um pôr do Sol maravilhoso, com a estrela dando a impressão de que se esconde dentro do oceano. Só o Sol se pôr que a Dezinha já passou a morrer de frio, enquanto eu me aventurava nas águas congelantes do local. Depois do cansativo dia, fomos para “casa”, onde permanecemos até o amanhecer, que transformou a Prainha em um legítimo “formigueiro”. Fiz questão de ir até o prédio do meu padrinho para rever o zelador Nivaldo, amigo de papai. Fiquei feliz sabendo que ele está bem e prometi voltar mais vezes. Buscando mais tranquilidade, trilhamos rumo à Praia Miúda, deixando a Prainha para trás. Até que chegamos a uma maravilhosa (e pequenina) faixa de areia, de onde se pode observar a Prainha ao fundo. E esses cenários à frente: No retorno à Prainha, conseguimos uma disputada mesa. E lá ficamos, hidratando, saboreando as deliciosas Empadas Praianas e os mais diversos petiscos, como esses camarões lindos: O check-out na pousada já tinha sido feito desde a manhã, quando, gentilmente, Carlos deixou nossas mochilas guardadas em um quarto. Antes de irmos embora, fomos tomar banho em um chuveiro que nos foi disponibilizado na área da piscina, da qual, claro, eu não poderia me despedir sem um mergulho… Confira o relato acima também em nosso site: http://barcadaideia.com/arraial-do-caborj/
  10. http://www.barcadaideia.com Aqui, a ideia principal não é fazer manuais de como você chega a tal lugar ou indicar o que de óbvio se deve explorar em algum destino. A Barca simplesmente se lança ao mar (ou ao bar) e descreve a rota de maneira bem descontraída. Bem-vindo a bordo! http://www.barcadaideia.com
  11. 23/12/2014. Em meio a um dia nublado, saímos eu e meu nobre amigo Gomes de Itaboraí para pegar um ônibus com destino a Cachoeiras de Macacu. Chegando lá, uma forte chuva tentou nos intimidar. Mas decidimos fazer um lanche, esperar a água baixar e seguir a aventura, em direção aos poços do Valério e outros sem nome (ao menos conhecidos por nós e pelos nativos que perguntávamos pelo caminho). O Poço do Valério é acessível por qualquer cidadão que ande, fale e respire. Tem bares ao lado e fica a menos de 200m de um ponto de ônibus. Tudo o que você tem que fazer é andar em uma rua de paralelepípedo até chegar já na margem do rio. Pra quem gosta de pular, tem uma pedra bem alta por lá. Já pra quem gosta de mergulhar, se quiser chegar até o fundo, vai ter trabalho. A profundidade no local é tanta que dizem ter vagão de trem submerso por ali e mesmo assim não é fácil avistá-lo. Após vários mergulhos, demos sequencia à exploração seguindo a estrada rio acima até o início de uma trilha com uma bifurcação. Primeiro, fomos pela esquerda até esse paraíso: Em seguida, retornamos à bifurcação e seguimos pela direita, em um trajeto mais difícil, ainda mais pela forte chuva que acabara de cair. Mas valeu cada esforço, até se pendurar sobre uma pedra, pra chegar nessa coisa linda: Dalí, continuamos avançando rio acima. Porém, sem registros, vide que tivemos que deixar a câmera por não ser à prova de água. Chegamos em outro poço, mergulhamos e voltamos à estrada. Na rua, fomos subindo até parar de ouvir a música feita pelas quedas d'água do rio. Não avistando mais trilhas no caminho, retornamos ao Valério para hidratação. Na mesa de bar. Outros poços que costumo visitar na cidade são o Defumados (conta com ótimo bar, restaurante e pousada às margens do rio), dos Cachorros e das Bruxas (este nas fotos abaixo, com direito a participação de Dezinha na segunda):
  12. 06/12/2014. Saindo de casa bem cedo em pleno sábado pra encontrar com Laésio e a galera do Adrenalina em Manilha. O destino: Armação dos Búzios, onde passaríamos o fim de semana em meio a locais e pessoas maravilhosos. A primeira parada foi na Praia de João Fernandinho, essa coisa linda abaixo: Andando pelas pedras laterais da direita, outra bela vista: Depois uma manhã de mergulhos, papos e, claro, hidratação cervejal, hora do almoço no Pinguim. Tenho que dizer que a comida demorou bastante, mas estava tão perfeitamente gostosa que até hoje sonho com esse salmão com alcaparras: Na sequencia, todos mais gordos, fomos a um mirante contemplar esse visual maravilhoso: Destino seguinte: Praia Brava, local que conta com esse barzinho branco da foto que deixa o som tocando alto pra contagiar toda a faixa de areia. O estabelecimento (de cor branca) aproveitou bem a ladeira que dá para o mar, transformando suas mesas em camas. Essa praia conta, ainda, com uma trilhazinha na sua lateral esquerda que dá para essas vistas "horrorosas": De noite, higienização corporal no Hostel Che Lagarto, local que nos serviu de casa, hidratação cervejal e comemoração do aniversário do Laésio na Rua das Pedras, centro noturno de Búzios. Depois de energizantes duas horas de sono, a missão foi acordar correndo para não perder o café da manhã, que já estava sendo retirado. Em seguida, duas praias de uma vez: Azeda e Azedinha, nos concentrando na segunda: Sem esquecer, é claro, da primeira: Aproveitando o post, como é da mesma cidade, acrescento a Praia da Tartaruga, que explorei em maio de 2014. O local, que foi o cenário do falecimento (leia-se casamento) do meu amigo Raphael, conta com essa ilhota vulcânica incrível: Mais um registro "feio" da praia: De lá, estendi para a Tartaruguinha, uma faixa de areia mínima que você encontra após seguir as rochas da ponta esquerda da praia principal. Se o lugar é pequeno no tamanho é, contudo, inversamente proporcional na beleza: E haja foto pra tentar descrever: É equipado até com uma banheira pra repor as energias: --- Mais fotos em: http://www.barcadaideia.blogspot.com
  13. Opa! O trecho de Caxadaço pra Santo Antônio tem uns 8km (de caminhada, não em linha reta). Em um ritmo legal, você faz em pouco mais de duas horas. O início tem uma área de mata bem fechada. Na sequência, você pega uma subida bem desgraçada. Depois, são oscilações com algumas descidas bem inclinadas. Vale a pena dobrar a atenção, mas não é nada de outro mundo não. O trecho de Dois Rios pra Caxadaço já é bem mais tranquilo. Uns 7km que você faz em aproximadamente 1h30min. Talvez a única dificuldade seja já na chegada, quando você tem que abraçar e rodar um tronco lá e tem uns espinhos chatos na frente. Mas também nada que assuste. Tem até um riacho com água potável pra se hidratrar antes da praia...
  14. O trecho Caxadaço x Santo Antônio tem em torno de 7km. É de difícil orientação, tanto que não consta nem no mapa de trilhas da ilha. Há partes em que a mata fecha e tampa a visibilidade. As sugestões são: contratar um guia ou, em caso de experiência, dobrar a atenção e seguir umas fitas pretas espalhadas pelos troncos de árvores no caminho. Quanto ao esforço físico, também é pesado. Apesar de que eu fiz o trecho pernoitado e já estava com cansaço acumulado desde Abraão, onde iniciei o dia passando ainda por Dois Rios. Mas você vai encontrar uma subida bem desgastante no início e umas ladeirinhas chatas pelo caminho. Outra sugestão é reabastecer os reservatórios de água antes de iniciar o trajeto, em um riacho ali no Caxadaço, onde a água é potável. Abraço aos amigos!
  15. Cara, bacana a ideia. Foge totalmente dos meios convencionais. Mas é aquele esquema: a gente se vira, mas e o cavalo? Vai deixá-lo descansando à noite onde? Alimentação dele, cuidados para o animal não ficar exausto, etc. Já planejou tudo? Deixo só minha preocupação, até por ser algo fora do comum. No mais, boa viagem! Tenho certeza de que será inesquecível.
  16. 14 de novembro. Conhecida como "Cidade das Flores", Holambra é um destino turístico que recebe muitas mulheres, casais apaixonados e eu. Afinal de contas, não poderia deixar de experimentar o visual e os bares do local, que recebeu colonização e caracterização holandesa, tendo até hoje muitos naturais do país europeu por lá. Saímos de madrugada da Rodoviária Novo Rio, no Rio de Janeiro. O bobo que vos escreve, o guia Laésio e a turma, dividida em um carro e uma van. Foram longas 8 horas de viagem até nosso destino final, já na manhã do dia 15. Boa parte do percurso desviando das rotatórias que a cidade possui (umas 17 por cada habitante). Mas vale a pena quando se chega a esse maravilhoso portal: E também quando, nele, olhamos para trás e vemos essa linda fileira de tuyas: Vale destacar, ainda, que lá tivemos a honra de conhecer a inesquecível Derci: Em seguida, paramos no Pronta Flora. Um local com uma cacetada de espécies de plantas, flores e artesanatos. Abaixo estão as pimenteiras por quem eu me apaixonei. Pena que elas não quiseram papo comigo e preferiram ficar por lá... Após o lanche, seguimos para o campo de flores, onde fomos recebidos pela guardiã do local: Agora, sim, as flores. Rosas de todas as cores: Destaque para esse materialzinho abaixo, que eles põem em cada flor para ajudá-la a desabrochar corretamente. O local é tão lindo... ... que não é só a coruja que passeia por lá... Dali, fomos observar mais flores em outro lugar. Por mais que me disseram, no entanto, eu não consegui me recordar do nome dessa espécie. Joguei no Google "gerdária" e o mais próximo que achei foi "gardênia". Então, aí vão as gardênias: Em seguida, fomos andar pela cidade. E as primeiras coisas que me fizeram parar para fotografar foram essas placa de trânsito abaixo super estilizadas. Muito bacana! E estão espalhadas por todo lado. Além delas, destaque para os orelhões (sim, ainda existem): E os sapatinhos, típicos dos holandeses para aquecerem os pés no inverno, também encontrados em todos os lugares: Agora, uma foto inédita: o galpão. Aqui está previsto para ser um local de eventos. Me senti muito honrado em ter estado lá com a obra ainda em andamento. Destaque, também, para outros pontos bacanas da cidade: Antes de irmos ao museu local, ficamos sabendo de um festival de carros antigos que ocorria em Holambra justamente naquele fim de semana. E tive o privilégio de fotografar um em movimento: O museu cobra 2 reais para ajuda de manutenção. Mas vale a pena. O lugar é pequeno, mas bem rico em material, tanto em documentos quanto acervos e curiosidades. Aprendi até que a C&A é holandesa, coisa que eu nem imaginava... O museu tem, também, uma exposição de veículos agrários lá da "época antiga": Na sequência, como não poderia faltar, o festival de carros antigos. Um modelo mais lindo e conservado do que o outro. Tinha até baratinha: E, claro, Fuscas. Com mala atrás e tudo: É tanto carro que me cansou a vista e tive que tomar uma para me renovar. Pena que não lembro o nome do chope. Muito bom! Enfim, fomos ao zoológico. Ou melhor, à nossa Pousada Europa. Não que fosse ruim. Muito pelo contrário. Tanto os quartos como as áreas de lazer são nota 10. Piscina, campinho de futebol, de vôlei, enfim, tudo o que tem direito. Mas tinha, também, coelho, jabuti, calopsita, etc. Aliás, que saudades deles!! Depois do almoço, hora do Empório do Rancho. Alambique 100%, com sabores maravilhosos (o melhor é o de caraguatá). Além da bebida, o lugar conta com essa mesinha com uma vista indescritível: Em seguida, nova perambulação pela cidade, com direito a invasão dos belíssimos chalés abandonados com vista para o rio: Destino final: Schornstein Bar. Hora da hidratação! Veio o dia seguinte e hora de conhecer o Arurá, sítio que cria jacarés para comercialização da carne. O instrutor, antes de apresentar os animais, dá uma palestra bem legal exibindo algumas partes retiradas do corpo do bicho. Antes da criação dos jacarés, um papo com os outros amiguinhos que habitam por lá e dos quais eu já estou com saudades: Agora, sim, os "arurás" (é, é jacaré em tupi). Em média, eles são abatidos para alimentação aos 2 anos. Mas até lá até que têm uma vida boa, com piscininha particular e tudo: De tanto vê-los, tive que pegar em um filhotinho: Agora o "momento com a cobra" hahah. Até que era bem geladinha: http://3.bp.blogspot.com/-5JnG_lzB5Sk/VIonBqXkbXI/AAAAAAAAAng/RqwHXbx6ziQ/s1600/IMG_20141116_104609.jpg De lá, retornamos ao Moinho dos Ventos: Já havíamos passado por lá no dia anterior, mas encontramos o local fechado, o que se repetiu devido a uma greve dos funcionários por falta de acordo com a Prefeitura. O problema é que só soubemos disso quando já havíamos subido uns 3 andares e encontramos o "deck" fechado. Mas deu para ir fazendo fotos no caminho... Em seguida, almoço, pausa para a galera comprar flores, artesanatos e eu sapatinhos pra mamãe e Dezinha, retorno ao Pronta Flora e uma paradinha no orquidário ao lado pra ver esse aquário super bacana: Já no longo caminho de volta à Itaboraí, registro para o cansaço do totó, provavelmente depois de correr por tantas rotatórias... ----- Mais fotos em http://barcadaideia.blogspot.com.br/
  17. 7 de novembro. Saímos da Rodoviária Novo Rio, na capital estadual, com a missão de chegar à Mangaratiba a fim de pegar a última barca da sexta-feira, que sairia às 22 horas rumo à Ilha Grande. E assim fomos, em um grupo de cerca de 30 pessoas guiadas pelo mestre da Adrenalina Laésio, que nos dividiu em uma van e dois carros. Já no limite do continente, observamos uma multidão disputando os melhores lugares da barca. Acabei dando sorte e improvisando um camarote próximo ao banheiro, na única área aberta ao mar. A travessia é demorada. São cerca de duas horas, tempo que aproveitei para trocar ideia com um nativo e outras turistas, além de apreciar a Lua e as paisagens que ela me mostrava. Chegando à Praia do Abraão, tivemos de andar bastante do trapiche até o Che Lagarto, hostel que seria a nossa casa durante o fim de semana. Até tomarmos banho e comer alguma coisa já eram duas e pouca da manhã. Até eu dormir, 3. E, às 4h50min, toca o despertador para nos prepararmos para os mais de 23 quilômetros que nos aguardavam. De cara, alguns já desistiram da trilha para dormir. Outros nem conseguiram acordar. Mas lá fomos nós. Eu já com o meu primeiro problema: tive de deixar o celular carregando em cima da pia, que era o único local da suíte que tinha tomada, e o encontrei com água dentro, todo embaçado. Fica esclarecido aqui o motivo de eu não ter tirado mais fotos, vide que mal dava para ver as imagens. Mas fiquem tranquilos porque o amiguinho eletrônico sobreviveu. Não eram nem 6 da manhã e lá fomos nós, privilegiados pelo maravilhoso amanhecer da Praia do Abraão. Fica o registro, também, da famosa igrejinha do local, próxima ao início da trilha. O caminho para Dois Rios, segunda praia que iríamos explorar, é bem liso. Uma verdadeira estrada, sem qualquer obstáculo. São apenas duas distrações: o cântico dos macacos, que você ouve durante boa parte do percurso, e essa abertura maravilhosa em meio às árvores: Após o "aquecimento" de 9km, finalmente estávamos próximos à Dois Rios. Mas a deixamos esperar um pouquinho para conhecermos o histórico presídio. O problema é que o museu carcerário só abre para visitação às 10 horas. Ainda eram 8 e não poderíamos esperar para não atrasar o percurso. Nos restou conversar com a guarda e fotografar esses entulhos abaixo, que foram o que sobraram da implosão do local, que contou com mais de 200kg de dinamite. Vale o registro, também, desse boi, que teve uma história tão bela que merecia até ter um nome. Segundo a segurança que nos atendeu, ele foi encomendado para um churrasco dos profissionais que atuavam no presídio. Mas acabaram ficando com pena do animal, e o deixaram por lá. Na saída, passamos em frente ao Centro de Estudos e Desenvolvimento Sustentável da Uerj. E, por fim, Dois Rios. Esse cenário deslumbrante no qual ficamos por cerca de 1 hora: Nadar, mergulhar, comer, trocar ideia, e, claro, registrar. Dá vontade de ficar o dia todo por lá... É tanta coisa pra fazer nesse paraíso que temos que dar uma pausa pra relaxar... O local é tão completo que, como diz o nome, não tem apenas praia, mas também água doce. E, claro, tive que me banhar nesse riozinho espetacular, quase sem correnteza e bem rasinho. Parte do grupo, já cansada ou encantada com o local, decidiu ficar por ali mesmo. Antes, tiramos a foto do time junto: Seguimos rumo à Praia do Caxadaço com menos da metade dos viajantes iniciais. Éramos uns 15 loucos para saber o que viria pela frente. E a surpresa não poderia ter sido melhor. A faixa de areia é pequena. Durante as duas horas que ficamos por lá, muitas pessoas chegavam e saíam. Sempre de barco. Talvez para evitar a descida final da trilha, que é um pouco chatinha. Mas a beleza do local compensa qualquer sacrifício. Antes de seguirmos ao próximo destino, paramos para reabastecer o estoque de água no riacho próximo à praia. Deu até pra dar uma relaxada novamente na água doce. Seria, aliás, tudo o que precisaríamos antes de encarar o "pedaço" mais difícil do dia. A trilha que liga Caxadaço à Praia de Santo Antônio tem um pouco de tudo, incluindo pedaços de mata fechada e descida com alto grau de inclinação. O trecho, de cerca de 8km, não consta nem no mapa de trilhas da ilha. Mas lá fomos nós. Na chegada à Santo Antônio, o cansaço já batia forte. A noite não dormida se somava com as dores e o esgotamento físico. A maior parte do grupo, na qual me incluí, preferiu, ao invés de se aventurar no mar, o que já estava ficando difícil, sentar e descansar ali mesmo pela areia, observando esse cenário "horroroso" abaixo. A próxima praia foi Lopes Mendes, talvez a mais famosa da Ilha Grande. Por lá já encontramos vários vendedores ambulantes e conseguimos até tomar uns Gatorades curtindo o visual. Pode ser paradoxal, mas o trecho mais complicado acabou sendo o mais fácil. De Lopes Mendes à Praia do Pouso é apenas 1km. Uma trilha bastante tranquila que qualquer senhor pode fazer (inclusive avistamos muitos pelo caminho). Mas os reflexos da aventura já eram tantos que ficamos imensamente felizes quando chegamos ao nosso destino final. Principalmente eu. Nos jogamos no chão e festejávamos a cada minuto que o barco ficava mais próximo de sair. Já nele, era só alegria. De volta ao hostel, alguns com melhor preparo físico se programavam para curtir o Festival Gastronômico que ocorria ali perto do trapiche, com vários frutos do mar em promoção e show do Flávio Venturini. Mas eu não tinha mais energia e precisava fazer o que não fazia há tempos: dormir. Antes, tempo apenas para um lanche e apreciar a vista indescritível que o deck do Che Lagarto nos proporcionava: O problema é que, com o falatório dos meus 5 companheiros de quarto que chegavam de madrugada, acordei antes das duas da manhã, cheio de fome. Ia comer meu lanche, mas sabia que se eu fizesse isto, perderia a oportunidade de conhecer um pouco da ilha à noite. E lá fui explorar o local... Segui uma recomendação de lanchonete de um funcionário do hostel, a Brasileirinhas, que, segundo ele, seria a única que estaria aberta naquela hora. E era mesmo. Talvez eu tenha sido o único turista por lá. O estabelecimento é bem simples, e as pessoas que lá estavam pareciam moradoras. Comi meu hamburguer e perambulei pelo trapiche, até ser expulso pelos mosquitos e retornar para "casa" para a segunda parte do sono. Não poderia me esquecer, contudo, desse sapo abaixo, no qual eu tropecei ao chegar na pousada: Veio o domingo, e fomos saudar o dia. Após o café da manhã bem simples, fui dar um "oi" para os caranguejos. Em seguida, saudar a "piscina natural" do Che Lagarto, onde eu havia tropeçado no sapo no dia anterior. O local é mais lindo do que eu imaginava. No entanto, a multidão de peixes avistada pela noite parecia ter saído para passear... Na sequência, fomos à Praia da Júlia, onde a galera aproveitou para dar uns mergulhos e fazer stand up paddle. Mas as dores musculares me fizeram optar por ficar no quiosque apreciando a paisagem e me "hidratando". Entre um bate-papo e outro com a Amélia, dona do bar, acabei encontrando dois amigos de Itaboraí pra me ajudarem na hidratação. Mais tarde, almoçamos próximo ao trapiche. Comi um maravilhoso peixe com pirão, e, não satisfeito, ainda pedi uma sopa de linguado. Sensacional. Dali, foi só aguardar a barca e partir para mais duas horas de conversa, fotos e paisagens paradisíacas.
  18. Pessoal, eu sou meio maluco por um "lado B" do turismo. Não me contento só com os cartões postais, gosto também de explorar as pequenas cidades. Afinal, todas elas têm algo a se admirar. Nem que seja uma cachoeira escondida ou mesmo um barzinho bacana... Estou, porém, com muita dificuldade em achar informações de hospedagem na mesorregião Norte do nosso estado. Porciúncula, Varre-Sai, Natividade, Bom Jesus do Itabapoana, etc. Não acho nada nem no Google nem em sites de turismo. Quem conhecer umas pousadinhas ou campings por essa área, compartilhe com a gente aí! Se quiserem dar dicas de roteiros nessas e nas demais cidades da região, ninguém vai reclamar não... hahah
  19. Oi, Karina. Acampei lá no fim de semana retrasado. Por coincidência, postei ontem mesmo um relato sobre a experiência aqui no Mochileiros e no meu blog http://barcadaideia.blogspot.com . De repente te ajuda em alguma coisa... Eu fiquei lá no Camping do Seu Orlando. Pra te falar a verdade, o local é simples demais. Apenas dois banheiros, sendo um masculino e um feminino e sem luz elétrica (um gerador deixa os banheiros acesos até as 22h). Quanto à cozinha, só tem a do restaurante de lá, que não permite que você faça sua comida. Você vai pagar 25 reais pelo PF... Lá tem algumas casas que uns nativos alugam por diária, mas camping mesmo só conheço esse que fiquei. Repito que é bem simples, mas o local é privilegiado. De frente pra praia, com uma torneira puxando água potável direto da cachoeira e ao lado das trilhas para o Pico do Pão de Açúcar e da "Praia do Crepúsculo". Recomendado! Além do mais, você vai poder relaxar ouvindo os contos do seu Orlando, um coroa gente boa à beça... haha
  20. PARATY/RJ - Saco do Mamanguá 10 de outubro. Parti para o Rio de Janeiro a fim de encontrar o guia Laésio, que levaria eu e mais cerca de 20 pessoas até o Saco do Mamanguá, um fiorde maravilhoso na cidade de Paraty. Se não entendeu uma certa palavrinha na última frase, não se culpe! Quase ninguém sabia que fiorde é um golfo encurvado e profundo que se situa entre cadeias de montanhas. Mas isso é o de menos! Pouco depois da saída da Rodoviária Novo Rio, o ponto de encontro, já passamos pela primeira cena de Adrenalina (em maiúscula por analogia à empresa turística do Laésio). Foi na Avenida Brasil, quando ficamos em meio a um tiroteio e fomos obrigados a retornar e pegar um caminho alternativo. Após mais de quatro horas de viagem, incluindo uma parada para uma leve urinada coletiva em um posto de gasolina, já na estrada de chão podíamos observar os primeiros sinais da manhã que viria. Chegando ao limite de onde os carros poderiam ir, descemos para apreciar a maravilhosa Praia de Paraty Mirim. Em seguida, fomos apresentados ao seu Orlando, um nativo mitológico que iria nos abrigar em seu camping. Primeiro entramos em um pequeno barco, com capacidade para umas 5 pessoas. Só em seguida subimos ao "barcão", onde ficamos esperando toda a turma para partir. Foram cerca de 30 minutos avistando esses cenários inexplicáveis: Até que atracamos, nos dirigindo ao camping para armar nossas barracas e nos preparar para a subida do Pico do Pão de Açúcar, que se esconde por trás desse abaixo: A trilha é bastante cansativa. Tive que parar várias vezes para dar uma respirada. É uma hora de subida, sendo 400 metros com 90% do caminho bem inclinado. São raras as vezes que você dá dois passos seguidos na horizontal. Mas, chegando próximo ao pico, compensa. E muito! De lá, era possível observar todo o fiorde. Uma vista sensacional que não pode ser descrita. O mais próximo que posso fazer é mostrar a vocês. Permanecemos um tempo lá em cima para apreciar aquela obra de arte e fazer vários registros. Na descida, mais sacrifício. Devido ao terreno bem inclinado, era preciso atenção constante para não escorregar. E muito contato das mãos com as árvores para apoio. Até que chegamos à Praia de Seu Orlando, na frente do nosso camping. Águas rasas, sem ondas e cheia de peixinhos. Infelizmente eles eram tímidos demais para sair nas fotos... Em seguida, almoço, papo e mergulho por ali mesmo. Mais à tarde, fomos andando, passando pelo trapiche no qual atracamos pela manhã. Mas, cansados da noite sem dormir engatada na subida do pico, logo voltamos, acompanhados do nosso guia Totó, um cãozinho super dócil, de quem eu já estou com saudades. Paramos para fazer uma hidratação no Bar do Cruzeiro. Com a cerveja quente, fomos obrigados a tomar realmente umazinha só. Mas até que a decoração do local é bem bacana... Já mais tarde, quando arrumamos gelo, retornamos lá pra comprar mais latinhas, as quais bebemos até as 22, horário no qual é desligado o gerador elétrico do camping. No escuro, fomos dormir. Eram 5 da manhã quando acordei e levantei após uma bela noite de sono em minha barraca. Fui premiado com esse cenário do amanhecer, embora estivéssemos voltados para o oeste. Invertendo o ângulo, temos a vista dormitória do camping. Tomei café e fui com três amigas em direção ao final do fiorde, mesma trilha a qual abortamos no dia anterior devido ao cansaço. O início do caminho, que dá para umas pousadinhas, é até cimentado. Em seguida, acaba a urbanização e começam os esquilos. Essa é uma das fotos frustradas, nas quais eu tentei pegar o bichinho, mas não deu. E começamos a observar, por entre as árvores, locais privilegiados. No caminho, passamos por umas duas vilas de pescadores. Segue abaixo uma foto das amigas Cintia, Érika e Raquel por lá: A minha, claro, mais bonita. Com fundo para o fiorde e uma pequena ilha: Conforme íamos andando, fomos cruzando, também, algumas praias com vistas deslumbrantes, como essa: Chegamos, enfim, ao aniversário do Fernando. Um botafoguense que não tivemos a oportunidade de conhecer, mas que valeu pelo papo com os convidados da festa dele. E pelos registros em frente à sua casa. Infelizmente, devido ao horário, não poderíamos mais avançar. O Laésio havia marcado o início das atividades para 9 da manhã, quando rumaríamos a uma praia do lado oposto ao qual estávamos. E, após mais de uma hora andando, precisávamos retornar para chegar a tempo. De volta, partimos para o outro lado, agora com o grupo. Mas o guia não foi Laésio, foi o Totó, que nos levou à praia do seu amigo Tobi. De início, fui em direção às pedras mergulhar junto aos peixes. Na sequência, pausa para foto nessa mansão. Se você acompanhou a saga Crepúsculo, a conhece. Foi a casa de praia que o Edward levou a Bella. De lá, fui explorar o outro lado, novamente contornando pedras e chegando a uma praia pequena, mas maravilhosa, de pouco mais de 15m de extensão. Pena minha máquina não ser à prova d'água para eu registrar o visual espetacular... No retorno, para o almoço, o mesmo prato do dia anterior: filé de peixe. Uma delícia! Após um papo, hora de "implodir a casa". Na despedida, mais histórias (e estórias) de seu Orlando, que nos levou à Paraty Mirim, de onde reencontramos os carros. Já em Angra dos Reis, uma pausa para alimentação de pasteis no Bar do Chuveiro. A fome era tanta que não deu para registrar. Mas juro que eram gostosíssimos!
  21. 16 de setembro. Já com a pousada reservada, partimos, eu e minha namorada, rumo à Ilha do Mel. Uma novidade para mim e uma nova experiência para ela, que já havia visitado o local outras vezes há alguns anos. Nosso destino, após uma medição de prós e contras pesquisando e ouvindo uns amigos, foi Encantadas, um dos três bairros da Ilha, magnífico em todos os quesitos! Existem barcos diretos da parte continental de Paranaguá para a Ilha. Mas levam cerca de 1h30min e os horários são bastante escassos fora da alta temporada. Nisso, a melhor opção é se dirigir ao município de Pontal do Paraná, mais precisamente em Pontal do Sul, onde as saídas são regulares, de hora em hora. O preço da travessia é inferior a 30 reais, já se referindo a ida e volta (não dá para comprar um trecho só, e o bilhete tem validade de 20 dias para retorno). Como na Ilha do Mel não existem automóveis, deixamos nosso carro no estacionamento da Pousada Estrela do Mar, onde ficamos hospedados. A vaga já estava incluída no pacote e contou até com um motorista para nos levar da garagem ao trapiche de embarque para a Ilha. Como não poderíamos deixar de fazer, cantamos um pouco do reggae "Barca Para a Ilha", da banda Djambi, durante a travessia, que durou pouco mais de 20 minutos. Chegando ao trapiche de Encantadas, pedimos informação ao Barba, um nômade figuraça que fazia tarrafas, sobre onde seria nossa pousada. Para lá fomos, deixamos o excesso das mochilas e fomos aproveitar a tardinha. O primeiro banho de mar, claro, foi na Praia de Encantadas, a orla do trapiche e a praia mais agitada do bairro. As águas são da baía de Paranaguá, logo as ondas não existem. Perfeita para um banho mais tranquilo e para levar as crianças (no entanto, em baixa temporada, não vimos muitas. A Ilha do Mel parecia restrita a casais). Exploramos a Praia de Encantadas até uma trilha quase fechada em seu término, que depois fui saber que dava para um farol. Como minha namorada não é muito fã de mata fechada, tentamos fazer um registro em meio aos pequenos (mas vários) peixes que tinham por ali. Não conseguimos devido às limitações das nossas humildes câmeras, mas valeram as tentativas... Nossa primeira trilha teve como destino um morro que deu para uma "praia de pedras". Começamos a driblá-las e avançar para ver onde dariam, com a Débora me surpreendendo ao ser bem rápida. Porém, ao atravessarmos uma parede rochosa, notamos que havia muito ainda a se percorrer sobre as rochas. E, com a maré subindo, fomos aconselhados por um guarda ambiental que estava por ali a retornar. De volta à Praia de Encantadas, caçamos outra trilha. E fomos rumo à Gruta de Encantadas, essa caverna maravilhosa que vocês verão logo abaixo. Descobrimos, aliás, que lá seria o nosso destino se conseguíssemos avançar via pedras na outra trilha. Um local que traz uma paz de espírito maravilhosa, e que conta até com uma passarela de madeira para permitir o acesso a qualquer pessoa. Para quem é católico, aliás, vale até rezar de frente a uma pequena imagem de Nossa Senhora que habita a gruta. De lá, fomos à Praia da Boia, que fica ao lado. Ali já são águas de mar aberto, com placa alertando o perigo de correnteza e ondas boas para surfistas. Não faço parte do grupo que sabe ficar em pé na prancha, mas fiz questão de dar um mergulho revigorante. O primeiro dia de exploração terminou na Pousada Ilha do Mel com uma janta de frente para o pôr do Sol. Nosso cardápio foi risoto de frutos do mar acompanhado da melancia atômica, uma bebida típica que mistura suco de melancia, vodka e leite condensado, sendo servida na própria fruta (dá cerca de 5l e normalmente serve quatro pessoas ou mais, mas fomos guerreiros e a matamos sozinhos). O restaurante tem uma boa variedade de refeições e o atendimento é muito bom. Recomendadíssimo! Já na quarta-feira, dia 17, nossa primeira manhã na ilha se iniciou com um simples, mas saborosíssimo café-da-manhã da pousada, na qual pudemos conversar melhor com os atendentes que foram bastante simpáticos desde a nossa chegada. Ao pôr os pés na "rua", decidimos ter como missão caminhar até Nova Brasília. Pegamos uma trilha bem ao lado da pousada e seguimos até seu término, no Mar de Fora, uma belíssima praia com uma longa faixa de areia que já havíamos avistado no dia anterior (fica bem ao lado da Praia da Boia). Ao invés de seguir pela areia fofa, preferimos ir andando paralelamente ao horizonte, em meio à "grama". No caminho, uma elevação rochosa que, claro, eu tive que subir. No fim da praia você tem duas opções: subir o Morro do Sabão ou contornar as pedras rumo à Ponta do Nhá Pina. Decidimos pelo primeiro, e tivemos dois visuais maravilhosos como presente: um do Mar de Fora, que já havia ficado para atrás, e outro da Praia do Miguel, nosso destino quando descemos. Cansado de andar tanto sem um mergulho (não me banhei no Mar de Fora), fiz questão de pular na Praia do Miguel assim que chegamos. O local, maravilhoso, diga-se de passagem, estaria deserto se não fossemos nós e um pequeno grupo de pessoas que encontramos no fim da praia, que acabava em pedras. Tentamos passá-las, mas, novamente, com a maré subindo e sem conhecer a área, abortamos. Procuramos alguma trilha via mata que pudesse nos levar a Nova Brasília. Achamos várias aberturas, mas todas levavam a lugar nenhum. Encontramos apenas locais de limpeza de mariscos e trilhas aparentemente abandonadas, fechadas pela mata. A Praia do Miguel é paradisíaca. Poderíamos perfeitamente ficar o resto do dia nela, mas não era nossa missão. Nem a de um casal de amigos que fizemos por lá, o Bernardo e a alemã Katja, que se uniram a nós para pensar em como avançar ao outro lado. E eis que, após muito vasculhar nas proximidades das rochas, encontramos uma passagem. Era uma trilha nada bem sinalizada. Por várias vezes paramos para observar se realmente nos levaria a algum lugar ou se nos faria apenas perder tempo e energia. Mas fomos recompensados pela teimosia. E após algum tempo mato a dentro, eis que surgiu uma loira na direção oposta. Nossa felicidade em vê-la e trocar uma rápida ideia com a mulher foi nítida: estávamos, realmente, no caminho certo. E nele seguimos até o término da trilha: não na praia, mas ainda sobre as rochas. E tivemos que driblá-las lentamente. Para os amigos montanhistas e/ou aventureiros, é moleza. Mas não dá pra dizer que qualquer pessoa possa fazer aquele caminho... Por fim, chegamos à Praia Grande, a primeira de Nova Brasília. Se fossemos olhar ao pé da letra, já havíamos cumprido nossa missão. Mas queríamos mais. Não tanto quanto o casal de amigos que pretendia chegar a Fortaleza. Tínhamos em mente que o horário já era avançado para ir tão longe (por volta de 2 horas da tarde). E, ao nos despedir deles, tive, claro, que correr para dar um mergulho na minha nova praia. Por lá, observamos um urubu (ou algo parecido) devorando uma carcaça de tartaruga. É algo nojento. Repugnante para muitas pessoas, mas é a essência da natureza. Afinal, a cadeia alimentar é parte da vida. Os animais não têm miojos e yakisobas para se alimentar... Da Praia Grande (que faz jus ao nome) encontramos uma trilha. Passamos por algumas pousadas e restaurante e chegamos à Praia de Fora. Outro local paradisíaco. De lá, já avistamos de perto o famoso Farol das Conchas. E, após trocar uma ideia com um surfista da região (e dar um mergulho, claro), para lá fomos. O farol data de 1870 e foi construído a mando de Dom Pedro II para auxiliar na proteção do território brasileiro. Para chegar, você pega uma longa escadaria cimentada e bem sinalizada. No topo, você tem uma visão simplesmente espetacular. Gostaríamos muito de ver o pôr do Sol de lá, mas seria impossível refazer todo o trajeto já percorrido à noite. E descemos, junto, novamente, ao Bernardo e Katja, que também desistiram de ir à Fortaleza devido ao horário... Na descida, chegamos à Praia do Farol, local onde já tinha mais gente se banhando. Avistando a Ilha de Palmas, seguimos nosso lindo trajeto, molhando os pés à beira-mar entre um banho e outro. Após cruzar um córrego, lá estávamos nós no istmo. Local privilegiado, onde você avista tanto a Baía de Paranaguá quanto o Oceano Atlântico aberto, onde, neste lado, a área se chama Praia do Istmo Se seguíssemos nesse percurso a leste, iríamos à Fortaleza. Mas não tínhamos tempo e já havíamos andado demais. Cruzamos o istmo e chegamos à Praia de Brasília, onde fica o trapiche do bairro. Dalí pegamos um barco e voltaríamos nele rumo à nossa pousada, se não fossemos almoçar e tomar umas cervejas no genial Toca da Ilha, já na Praia de Encantadas, com outro casal que conhecemos em meio a este longo dia: Paulo e Mariana. Merecidíssimo após os cerca de 7km percorridos durante o dia... Em nosso terceiro dia na Ilha, decidimos fazer um passeio de barco. Com a Dezinha Menina louca para ver golfinhos, partimos nós em direção à "baía deles". Embarcamos em uma lancha voadeira com um casal e duas agradáveis senhorinhas, e fomos quicando em meio ao mar. Contornando a ilha a oeste, fomos avistando as praias do Limão e Cedro, até passarmos pela Ponta D'Oeste, um local remoto onde não há nem energia elétrica e nem água corrente. Quem vive lá são alguns pescadores, embora estejam instalados em meio à Estação Ecológica. O primeiro local em que o barco atracou, após avistarmos a área militar da ilha, foi a Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, que seria nosso destino no dia anterior se tivéssemos mais tempo. Lá, avistamos todo o cenário de canhões preservados, o paiol e a prisão que lá havia. Conhecemos, também, a lenda local do homem que sonhou que havia um pote de ouro escondido dentro da espessa parede (de mais de 1m), um dia foi lá, quebrou e achou a riqueza. Segundo o barqueiro Rafael, que nos conduziu, foi exatamente neste local: Na sequência fomos rumo à Baía dos Golfinhos, onde pudemos ver imagens encantadoras com os mamíferos subindo para respirar e procurar alimentos. Atracamos, em seguida, na Ilha das Peças, um local com um trapiche privilegiado para observar os golfinhos. Retornando, fomos rumo à indicadíssima Pousada Fim da Trilha, que contém chef de cozinha e pratos mais refinados. Reservamos nosso prato para a janta, fomos em nossa "casa" tomar banho e descansar e retornamos para comer, encontrando todo o grupo que havíamos conhecido na Praia do Miguel no dia anterior. Nosso quarto dia na ilha, que começou com chuva, mas felizmente deu trégua, teria como missão explorar o centro de Nova Brasília. Pegamos um barco até lá, e nele descobrimos que a viagem seria particular. Éramos apenas eu, Débora e o barqueiro. Chegando a Brasília, decidimos avançar até Fortaleza pelo leste, área oposta ao que havíamos feito via barco um dia antes. E do trapiche, chegamos à nossa já conhecida Praia do Istmo, e fomos andando, novamente com a Ilha de Palmas ao fundo. Uma caminhada de 4km em direção à Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres. Na volta, tudo de novo... Chegando à Praia de Brasília, onde íamos dar o último mergulho antes de almoçar no bairro, recebemos um presente espetacular: um banco de areia se abriu em meio a baixíssima maré que tomava conta do local. Caminhamos por uns 500m mar a dentro, praticamente reeditando o milagre de Jesus. Olhando de longe, na posição oposta (e desconsiderando a ciência, claro), seria fácil de acreditar que caminhávamos sobre as águas. O cenário era tão deslumbrante que tomou tanto tempo nosso que, quando fomos olhar o relógio, já não valeria mais a pena almoçar em Nova Brasília. E, quando fomos caminhando rumo ao trapiche, ouvimos as buzinas do barco. Corremos e, quando vimos, era o mesmo homem que havia nos trazido. Ele estava nos esperando, pois, para nossa surpresa, seríamos novamente os únicos no barco. Fomos e voltamos na hora em que escolhemos e sem mais ninguém na nossa "nave". Se este é o conceito de viagem particular, acho que, mesmo sem querer, podemos dizer que alugamos o barco só pra nós... De volta à Encantandas, o banquete foi no Tata, com panquecas maravilhosas. À noite, fomos explorar a vida boêmia da ilha. Rumamos ao Bar do Capitão, da Pousada Bob Pai e Bob Filho. Um lugar genial, muito bem decorado e com atendimento bastante simpático. Tão bom que só saímos de lá quando fechou. Acompanhados de um novo casal de amigos: Marujo e Andrea, o fim de noite se deu no Cavalo Marinho, um meio-termo entre bar e boate ao som de reggae e forró. ---------- Mais fotos em: http://barcadaideia.blogspot.com.br/2014/10/paranaguapr-ilha-do-mel.html
  22. Minha dica contraria grande parte dos colegas. Eu aconselho a não se planejar demais. Isto mesmo! É claro que é essencial pesquisar e quanto mais informações tiver sobre o destino, melhor. Mas se você esquematizar demais, você perde o principal da viagem: a possibilidade de desfrutar dela. Vejo muita gente fazendo trilhas longas em um espaço curto de tempo. Vai da cabeça de cada um, mas eu prefiro explorar mais os lugares. É até uma crítica que uns amigos me fazem por me chamarem de devagar, mas eu não consigo passar em uma praia sem mergulhar, em uma cachoeira sem respirar a sensação de estar alí, ou mesmo em um barzinho sem entrar, tomar alguma coisa e fazer, quem sabe, uma nova amizade. Resumindo: aproveite sua viagem, amigo! Não faça dela uma rota "maquinizada" que você só vai do início ao fim com algumas fotografias. O melhor da bagagem são as vivências, histórias e amizades que você vai levar para sempre!
  23. Só pra evitar qualquer confusão na cabeça da amiga, eu afirmei que o serviço de trem não chega ao Corcovado, pois estava me referindo à rede ferroviária da Supervia, que é quem opera os ramais regulares no Rio. No entanto, vi que há um pequeno trecho de ligação direta entre a base e a proximidade do topo do Corcovado, que é operado por outra empresa. Perdoe-me se, ao querer ajudar, acabei confundindo. Já estou pensando também em pegar esse trem um dia pra ver como é... haha
  24. Sempre sugiro o rodízio de massas da Estação Gourmet, em Botafogo. É menos de 20 reais por pessoa e tem pizza, crepe e outras coisas. Muito bem servido. E, pela localização privilegiada, vale estender para uma volta na enseada de Botafogo, que fica logo em frente.
  25. Partindo de Curitiba, sugiro descer cerca de duas horas de carro rumo a Pontal do Paraná e, de lá, atravessar de barco para a Ilha do Mel. É um local paradisíaco com inúmeras opções de praias, demais atrações e também de hospedagem, de excelentes pousadas a campings.
×
×
  • Criar Novo...