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Marcus Martins

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  1. Já a algum tempo Ibitipoca, distrito do município de Lima Duarte, estava entre os destinos que eu tinha como prioridade para fazer uma visita, ou melhor, para conhecer o lugar e ver se era tudo aquilo que falavam em relação as belezas naturais do lugar. Estava focado nas trilhas do Parque Estadual do Ibitipoca. Após fazer uma pesquisa sobre as pousadas, resolvi ficar na Pousada das Bromélias (R$150 com bom café da manhã), que é a que fica mais próxima da entrada do parque, cerca de 10min caminhando. Então no dia 28set18 saí de casa, do bairro de Realengo RJ, às 06:00h, após tomar um farto café da manhã, pois pretendia chegar a pousada e de imediato seguir para o parque para fazer dois dos três circuitos.Eu faria o Circuito das Águas e o Pico do Pião, que eram os menores, e no dia seguinte faria a Janela do Céu, que é uma trilha maior que as outras duas. Eu disse que faria e fiz, mas, alguns contratempos atrapalharam e dificultaram um pouco. Como disse anteriormente, saí de casa às 06:00h e peguei a BR 040 (RJ/BH), paguei três pedágios de R$12:40, segui até a placa que indica "Lima Duarte, Caxambu,São Lourenço", cerca de 200km de onde saí. Como indicado na placa dobra-se a esquerda pegando a mesma BR voltando, mas logo a uns 200m a frente vira a direita na BR 267, que apesar de ser uma rodovia de mão dupla, é muito bem conservada e sem pagamento de pedágio. Cerca de 50km depois cheguei na cidade de Lima Duarte. Cidade pequena e com várias placas indicando o caminho para Ibitipoca. A estradinha de 27km estava em boas condições, tendo uma parte sem asfalto e outro trecho com lajotas. Cheguei ao centro da Vila de Ibitipoca, que resume-se a uma rua com cerca de 200m onde fica todo o comércio do local, ou seja, barzinhos, restaurantes, padaria, mercado, etc. Três km a frente fica a entrada do parque. Cheguei pouco antes de 11:00h, fiz o check-in e pretendia fazer um lanche na própria pousada e partir de imediato para o parque. O primeiro problema: a pousada não serve refeições e nem lanches. Sem problemas. Lembrei que no interior do parque tem um restaurante e resolvi que lancharia lá. Este foi o segundo problema. Ao comprar o ingresso (R$20,00) o porteiro informou que o restaurante estava sem funcionar a algum tempo com problemas de licitação. Outro fato que me chamou a atenção foi quando pedi um mapa no Centro de Visitantes, com o roteiro das trilhas, e o atendente falou que não tinha, que tinha acabado e não foi reposto. Este atendente foi muito solícito comigo, tentando me explicar em um mapa na parede o roteiro que eu faria. Cheguei a conclusão que o parque, assim como outras coisas públicas, encontra-se sem recursos para manutenção. Resumo: estava sem lanches e somente com o café da manhã. Mas, como gosto de desafios, resolvi fazer o Circuito das Águas e ver minhas condições físicas para fazer o Pico do Pião, que é uma trilha bem mais puxada em subidas e mais longa. Estava levando somente uma garrafa de 1,5l de água. Como as atrações do Circuito das Águas são bem próximas umas das outras, ainda eram 13:00h, e eu estava empolgado, falei; "_ Nada como um bom desafio, vou subir o Pico do Pião." Subi. Não me arrependi, mas também não é tão legal como eu imaginava. É um local sem muitos atrativos, com muitas subidas bem íngremes, sendo os principais atrativos a ruína de uma capela e a visão 360º. Quando estava chegando lá, comecei a sentir os efeitos da falta de alimentação e fiz a última subida na raça. Fiquei no cume uns 15min tirando fotos e descansando. Como para descer dizem que "todo santo ajuda", pode até ajudar mas meus joelhos dizem que não, rsrsrs, cheguei a portaria sem maiores problemas por volta das 16:30h. Como a pousada fica bem próximo ao parque, cheguei rapidamente, assim como rapidamente tomei um banho, peguei o carro e fui para o centro (3km) para almoçar, estava morrendo de fome. Tem algumas opções, mas escolhi o lugar onde você se serve a quantidade desejada, com direito a dois pedaços de carnes (frango, peixe, carré), ao preço de R$18,00. Comi como se fosse um rei. Boa comida com preço honesto. Passei no mercadinho e comprei uns petiscos para comer a noite na pousada, bem como água para a trilha do dia seguinte. Não consegui dormir muito bem como de costume, apesar do conforto da cama, mas deu para descansar bastante. Acordei cedo, tomei um bom café da manhã na pousada, com bastante variedades, e segui para o parque, que abre as 07:00h. Minha missão era fazer a trilha da Janela do Céu, cerca de 15km ida e volta. A temperatura estava agradável, levei meu 1,5l de água, e o sol sumia constantemente entre as nuvens. Na primeira metade do percurso é só subida, com alguns atrativos (cruzeiro, grutas), depois tem uma descida acentuada constante, que logicamente vai se transformar em subida na volta. Fiz esta trilha calmamente e antes das 10:00h já estava na Janela do Céu. Lugar lindo. Transmite uma paz inimaginável. Deve ser porque eu estava lá sozinho, só escutando o barulho das águas e o canto dos pássaros. Deu para refletir muito sobre como faz bem você estar num lugar desses, curtindo a simplicidade e beleza da natureza em contraponto as pessoas, que cada vez mais, e por mais tempo, se colocam na frente de um computador, sem nem pensar em interagir com a natureza. Após a Janela do Céu você não pode deixar de seguir um pouco mais a frente e encontrar a Cachoeirinha. Vale muito a pena. Passei um tempo na cachoeira e depois dei início a volta. Agora o sol estava inclemente. Como abasteci minha garrafa de água na cachoeira, a volta foi tranquila. Na volta foi que encontrei alguns casais que estavam indo para lá. Cheguei na pousada perto das 13:00h. A tarde fui ao centro para almoçar, comprei o tradicional pão de canela da região, que várias residências vendem e voltei para pousada. No dia seguinte após o café da manhã, fiz meu check-out e segui rumo a Teresópolis onde faria as trilhas baixas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, mas isso é outra história...
  2. Parabéns Marcio, ótimo relato. Eu fiz a travessia no grupo do OliveiraL, no início de maio, no qual vc iria também. Fomos em três, e com certeza vc , pelo modo que narrou, agregaria bastante ao grupo. Você vai ter que voltar, rsrs, pq faltou ver o por do sol do cruzeiro do Açu, e o nascer do sol no Açu. Ir na verdadeira cachoeira Véu de Noiva e subir a Pedra do Sino ao anoitecer e ao amanhecer. Bons motivos para voltar. Eu gostei tanto que estou me preparando para voltar lá em julho, e me desafiar, tentando fazer toda a travessia em um dia. Foi muito bom ler seu relato, seu estilo de escrever ajuda muito.
  3. Oi Victor. Já fiz a Trilha Inka, e lendo seu relato pretendo fazer esta. Queria saber alguns detalhes importantes: Nos custos vc não incluiu o valor das entradas para Macchu Pichu e a subida da montanha Wayna Picchu, certo? Vc também não relatou se foi caminhando ou de ônibus de Águas Calientes até Machu Picchu, bem como sua volta de Aguas Calientes até Cusco, Vc pegou o trem e depois uma van? Aí somando isso, em quanto ficou? No mais parabéns pelo relato, o melhor que li sobre esta trilha. Acho que faltou vc colocar os gastos
  4. Dos poucos lugares que já fui, estes são inesquecíveis: Ter a visão de MachuPicchu sentado na pedra mais alta da montanha WaynaPicchu. Ilha Grande. Praia da Santo Antonio, que fica "escondida" na trilha que leva a famosa praia de Lopes Mendes. O por do sol visto do cruzeiro do Castelo do Açu, na travessia Petro X Tere
  5. É uma pena, mas valeu. Durante a semana tiro algumas dúvidas.
  6. Show. Um dia só é para poucos, parabéns. Vc vai na semana que vem, com o grupo que o OliveiraL formou? Faremos em três dias (9, 10, 11) e seus conhecimentos podem ajudar. Abraços.
  7. carloshenriq94 vc foi com guia ou por conta própria? É seguro ir lá? Valeu.
  8. Sem querer entrar em polêmica com vc Renato, mas cada um curti a trilha de uma forma única. Para alguns (muitos) basta as dificuldades que o local apresenta e o que puder fazer para amenizar o "sofrimento" é válido. Já para vc e muitos outros, quanto mais dificuldades melhor. Boas trilhas e travessias.
  9. Não precisa de guia não. Entre no site da ilhagrande.org que tem todas as informações sobre todas as trilhas.
  10. Durante a semana marcamos, eu, meu irmão Vitor e meu sobrinho Marlon, filho dele, de fazermos a trilha das praias selvagens no sábado 02Abril16. Eu já vinha estudando o lugar a algum tempo e após verificar o tempo no final de semana, achei que havia chegado a hora. Para minha surpresa meu irmão me liga 6 h da matina, se desculpando, dizendo que não acordou bem e por isso não iria. Marlon me pegou em casa e acessamos a Av. Brasil, saindo da mesma em Campo Grande, até pegar a Estrada Velha de Barra de Guaratiba que leva até a praia do mesmo nome, onde se inicia a trilha. A estrada está em ótimas condições pois foi recapeada recentemente. Também nesta estrada se encontram vários restaurantes especializados em frutos do mar, dos mais sofisticados ao mais humildes, tipo o quintal de uma casa, o que não quer dizer que a qualidade seja menor. Para quem vai de ônibus o que eu conheço é o 867 (Campo Grande/Barra de Guaratiba), que sai da rodoviária de Campo Grande, que fica em frente a estação ferroviária, e faz ponto final na praia, onde é só se informar sobre o início da trilha, que começa no canto da praia. Então vamos a trilha propriamente dita. Já começamos, às 09:30h, com subidas pela rua de acesso a trilha, bem como uma escadaria. Após a última casa se inicia a trilha de terra, depois de uns quarenta minutos de um sobe e desce suave chegamos em uma bifurcação, descendo a direita iríamos para Praia do Perigoso, Praia dos Búzios e Pedra da tartaruga. Pegamos a direita para irmos logo na Pedra da Tartaruga, de onde pode se avistar todas as praias que pretendíamos ir. (Perigoso, Praia do Meio, Praia Funda e Praia do Inferno). Uns cinco/dez minutos descendo já avistamos a Pedra da Tartaruga e a Praia dos Búzios, que fica a direita . No final desta descida para a esquerda vai para a Praia do Perigoso e para a direita Praia dos Búzios e subida para Pedra da Tartaruga, uma subida puxada mais não muito longa, e da "cabeça da tartaruga" se tem uma visão das quatro praias restantes. Perigoso, que fica logo abaixo da cabeça, do Meio, Funda e do Inferno, todas separadas por rochas que avançam sobre um mar límpido, ora esverdeado, ora azulado. Muito bonito. Lá em cima tinha cerca de 80 pessoas fazendo rapel em umas dez cordas penduradas na cabeça da tartaruga. Descemos e voltamos a bifurcação na trilha principal, e não fomos a Praia do Perigoso pois pretendíamos parar ali na volta para entrar no mar, sendo que é a praia mais frequentada por ser a mais próxima. Uns vinte minutos depois chegamos na Praia do Meio sendo a trilha por dentro da mata, e na chegada uma descida ingrime sobre uma grande pedra, onde tem uma tira para auxiliar na descida. A Praia do Meio é a maior em extensão de areia, tem uns 300m. Tinham umas 10 pessoas na praia. Andamos até o final dela e começamos a subir nas rochas para atravessar até a Praia Funda, sendo que não se consegue atravessar exclusivamente pelas pedras, tendo que entrar em uma trilha na mata e andar mais uns 15 min. Não tem como errar é tudo muito bem marcado. Na Praia Funda as ondas são mais fortes e tinha cinco surfistas na água. Passamos batidos para atravessar as últimas pedras e chegar a Praia do Inferno, que é a menor de todas e muito linda. Como havíamos chegado ao final paramos um pouco para fazer um lanche e tomar água iniciando nossa volta. O que era descida para chegar nas praias na ida, agora na volta era subida, e o sol estava castigando, tanto que os 3 litros de água que levamos foi pouco. Fizemos todo o caminho de volta e ao chegarmos naquela primeira bifurcação da ida, descemos para a Praia do Perigoso, pois íamos tomar banho de mar ali. Ah, na chegada a praia tem um ambulante vendendo cerveja(R$10), refrigerantes (R$6) e água (R$4) e aceita até cartão. Ficamos uns 30 min. tomando banho de mar e olhando as pessoas fazendo rapel na cabeça da tartaruga. Visual maravilhoso. A água estava numa temperatura muito boa e deu para relaxar legal. Após esta meia hora resolvemos ir embora pois a fome já havia dado o ar de sua graça, hehe. Seriam mais uns 40/50 min até o carro e o sol estava inclemente, mas o banho de mar ajudou a recuperar as forças. Chegamos as 14:00h, o que deu no total 4 horas e meia, sendo que curtimos cada lugar sem pressa e tirando fotos. Como não somos de ferro, na volta pela Estrada de Barra de Guaratiba paramos para fazer uma refeição e tomar duas cervejinhas, para comemorar esse dia perfeito. Obs: não consegui colocar as duas últimas fotos no lugar correto.
  11. Blz Augusto? Gostaria de saber quanto tempo leva para atravessar de Aventureiro para Parnaioca, pela área proibida? Calculei umas três horas pelo seu relato. Estou certo? Se tiver algum outro companheiro para responder também agradeço. Valeu.
  12. Pô Naomi, brigadão pela gentileza. Eu já tinha alinhavado um roteiro e agora estou fazendo uns ajustes, e suas informações estão sendo muito importantes. Eu tenho dúvida neste dia aqui: Saio de Parnaióca, vou até Dois Rios (visita ao antigo presídio), sigo para o Caxadaço onde fico um tempinho para fotos e descanso, e logo em seguida volto para Dois Rios onde almoço e pego a trilha para Abraão, passando na Piscina dos Soldados. Acho que vai ficar muito puxado então pretendo refazer esta parte. O que vc acha? Eu tenho um ritmo razoável de caminhada. Obrigado mais uma vez.
  13. nnaomi obrigado! Esbocei um roteiro e deu 9 dias nas trilhas, incluindo o Papagaio. Vou ler mais alguns relatos e dicas pq tem um dia aqui q estou achando muito puxado e posso dividi-lo em dois. Com relação a data estou querendo ir em setembro ou outubro. Valeu.
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