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Felipe.CWB

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  1. Que bom que o meu relato foi útil de alguma forma. Eu também adorei Seattle e pretendo voltar algum dia.
  2. Eu ainda quero separar uma tarde para ler o seu relato com atenção, até porque eu fui pra Florida mas é como se não tivesse ido (não fiz absolutamente nada). Não prestei muita atenção nas praias de Key West porque o meu foco era a viagem, não o destino. Também por isso não fiz muita coisa por lá - andei pela ilha com o carro, estacionei o carro perto do Southernmost Point, peguei o Old Town Trolley, completei o tour, voltei ao estacionamento e fui embora para Miami. Acho que aquele dia pode ser dividido assim: 1/3 no trajeto de ida, 1/3 conhecendo a ilha e 1/3 no trajeto de volta. A viagem foi legal. Por azar (ou sorte) eu viajei em um dia que estava tendo uma dessas convenções de moto clubs. Um pouco depois de Marathon eu alcancei um grupo com muitas Harleys (mais de 100 fácil) e é óbvio que não conseguia passar e tinha que ir mais devagar para não fazer um strike. O resultado é que eu tive mais tempo de apreciar a paisagem, que é sensacional. A volta foi interessante: à noite com uma baita tempestade, eu não enxergava absolutamente nada. Não sei como cheguei em Miami naquele dia. A placa do meu carro era da Georgia. Quando cheguei no estacionamento, o cara que estava cuidando veio me cumprimentar feliz da vida, porque finalmente estava vendo um conterrâneo. Quem disse que eu convencia o cara que eu não era de lá? Eu acabei tendo de dizer que tinha acabado de me mudar pra Atlanta e ainda não tinha tido tempo de conhecer nada (aí ele acreditou). O cara que dirigia o trolley era muito gente boa. Só estávamos eu e um casal simpático de Indiana, então o tour ficou meio personalizado. O cara achou legal eu ser do Brasil e tal. Antes de voltar para Miami eu parei em um posto de gasolina para abastecer. Quem aparece no posto? O motorista do trolley! Quando ele viu a placa do meu carro ficou me perguntando por que eu disse que era do Brasil e dizendo que era impossível porque o meu carro era da Georgia. Como eu tava um pouco sem paciência, falei pra ele acreditar no que quisesse e fui embora. Enfim, é o que eu tenho pra contar da viagem pra Key West.
  3. Já que você vai passear pela 5th Avenue, recomendo ir até o final e dar uma olhada nos arredores da Washington Square. Se ainda tiver disposição, dá mais uma esticada e dá uma olhada nos arredores da Union Square. Se você for à Union Square e quiser comer uma boa pizza nova iorquina como um nova iorquino, recomendo o Joe's (só aceita pagamento em $), na 150 East 14th Street (quase esquina com a 3rd Avenue). Talvez esse dia fique corrido, mas veja se consegue dar uma passada no City Hall Park.
  4. Olá, Valeu pela dica. havia pensando em fazer isso na segunda, mas vai depender do humor da mulher né... No trajeto Orlando --> Miami, pensei em passar pela NASA. Chegou a ir lá, vale a pena. Abs. A minha experiência na Florida é bem limitada. Não fui a Orlando e mesmo em Miami não fiz tantas coisas, tirando a viagem de carro que eu recomendei. Abs
  5. Se você conseguir encaixar 1 dia para fazer um bate-volta de carro entre Miami e Key West, não vai se arrepender. É uma das viagens mais bonitas que eu já fiz.
  6. Parabéns pelo relato! Eu sempre quis conhecer o Alaska mas nunca tive muita ideia do que fazer por lá (eu pensava em ver aurora boreal e andar de sled dog basicamente). Você me ajudou a ter uma ideia mais clara, e eu tenho certeza que essa trip vai ficar martelando no meu subconsciente um bom tempo.
  7. A parte da tarde estava reservada para Fremont e Ballard. Eu sabia que seria muito puxado mas estava disposto a tentar mesmo assim. Fremont é um bairro intelectualizado, com arte de rua alternativa e uma cultura propositadamente esquisita. Eu acho que deve ser mais divertido para quem tem imaginação fértil e gosta de viajar na maionese, porque essas pessoas conseguem entrar no universo paralelo que Fremont tenta criar. Se você decidir ir pra lá, não vá sem saber a história e o contexto dos pontos turísticos. Apesar de achar o bairro interessante no pouco tempo que andei lá, não demorou muito para eu ficar com a sensação de estar em uma armadilha para turistas (algo como um Caminito alternativo), apesar de ter me interessado pelo significado de algumas coisas que estão lá. Eu respeito e admiro o contexto político que deu origem às intervenções populares eventuais na escultura Waiting For The Interurban (que tem até um cachorro com cara de gente). Fora isso, a única coisa que funcionou para mim foi o Fremont Troll esmagando um Fusca de verdade. Como essa sensação me incomodou, acabei desistindo de Ballard e resolvi fazer uma longa caminhada por Wallingford, às margens do lago Union, até o University District (que eu já tinha riscado do meu roteiro durante a viagem, com muito aperto no coração, porque vi que não ia conseguir fazer tudo). Poucos minutos adiante do Fremont Troll fica o Gas Works Park, uma antiga planta produtora de gás transformada em parque. Nessa hora caiu a chuva mais forte que eu peguei em Seattle (mais incomodava do que molhava), que prejudicou a vista de South Lake Union do outro lado do lago Union e esvaziou o propósito da minha ida até lá. Algum tempo depois, já mais preocupado em achar um ponto do ônibus 43 para voltar para casa, acabei entrando no caminho do último apartamento do Layne Staley, do Alice In Chains. Fiquei satisfeito por ter passado lá, e foi nesse momento que eu tive um sentimento de dever cumprido. Aquela chuva chata, que tinha parado, voltou e eu acabei não andando muito pelo University District, mas fiquei com a impressão que é um lugar bem legal de explorar. Para finalizar, vale mencionar o voo de Seattle para Washington. Se você ficar no lado esquerdo do avião vai ver o Mount Rainier (vulcão inativo e ponto mais alto do Estado de Washington) bem de perto – ele fica mais ou menos na altura da asa do avião, acima das nuvens. Também tem a diversidade de paisagens ao longo do caminho.
  8. Apesar de não ter ingresso comprado, resolvi tentar ver o jogo do Seattle Sounders (futebol), que começava às 13:00. Por isso, quando cheguei em Alki Beach, resolvi voltar para a doca para embarcar no ferry assim que possível. O “problema” é que eu não conseguia andar muito tempo sem parar para admirar a vista e quando cheguei na doca embarquei no ferry sem olhar o horário. Só quando cheguei no Pier 50 de novo vi que não ia dar tempo de ir ao estádio. Depois de andar mais um pouco pelo centro, resolvi voltar para Capitol Hill para explorar o Volunteer Park. Mais um acerto. Depois de contemplar o Black Sun (escultura que inspirou a música Black Hole Sun, do Soundgarden) com o Space Needle ao fundo e o Asian Arts Museum, tomei coragem para subir a Water Tower e dar uma espiada na vista de lá para encerrar o sábado. Como eu separei a tarde de domingo inteira para ver o jogo de beisebol, que começava às 13:00, resolvi que ia passar a manhã no pub da Pyramid (cervejaria local), que fica em frente ao Safeco Field, no outro lado da 1st Avenue South, e não me arrependi. Tomei a Pyramid Broken Rake Amber Ale (excelente) até quase a hora do jogo. Comi o Diablo Burguer que também estava muito bom. O ambiente é legal e, mesmo com a casa cheia, o atendimento é muito bom. Recomendo mesmo. O jogo de beisebol foi bem legal, me diverti muito. Como o jogo era decisivo para o Seattle Mariners, o ambiente do estádio estava sensacional - pelo menos até terminar o jogo do Oakland Athletics, que tinha que perder para o Seattle continuar na briga mas acabou ganhando. Do meu lado sentaram duas senhoras (uma mulher experiente, Gail, e sua mãe idosa, Charlotte), que eram pessoas extraordinárias. Conversamos muito antes do jogo começar, um pouco enquanto o jogo ainda valia alguma coisa e muito depois que o jogo não valia mais nada. Nós nos demos tão bem que a Gail até se dispôs a ver se conseguia um emprego para mim onde ela trabalha, se eu quisesse, e me deu um souvenir do jogo quando nos despedimos. A Charlotte chorou quando nos despedimos, e eu realmente fiquei triste em perceber que nunca mais veria essas pessoas tão especiais. Na segunda, último dia que eu tinha para explorar Seattle, decidi ver o lado leste da cidade. Desci a Madison Street até o final e achei a caminhada bem legal. No final você encontra a Madison Park Beach, de frente para o lago Washington. De lá desci a McGilvra Boulevard East e depois a Lake Washington Boulevard East. A caminhada é muito legal, tem muitas casas bonitas no caminho (inclusive uma que parece um castelo, um pouco antes do Denny Blaine Park. Um pouco depois do Denny Blaine Park fica a última casa do Kurt Cobain. Do lado tem o Viretta Park, que é um parque pequeno com um banco de madeira com algumas mensagens de fãs do Nirvana. No outro extremo do parque tem um mini memorial que os fãs fizeram, e próximo ao morro tem uma escada que não sei exatamente onde dá, e não me importei em investigar isso porque estava sob os efeitos do momento que eu estava vivendo. Passar por lá foi uma experiência especial para mim. Peguei uma garoa chata o caminho inteiro, desde que saí da Madison Park Beach, mas a garoa parou quando cheguei na frente da casa do Kurt Cobain. Senti um misto de felicidade e muita paz interior, o que me surpreendeu positivamente (eu imaginava que sentiria um clima pesado lá). Quando estava saindo do Viretta Park cruzei com um casal que certamente estava lá com o mesmo objetivo que eu. Trocamos um sorriso e um olhar de cumplicidade e segui o meu caminho. Quando me afastei da casa voltou a garoar - foi quando eu percebi que o sorriso do meu rosto ainda não tinha ido embora, e talvez estivesse lá antes mesmo daquele casal passar por mim. Eu ainda ia ver o Madrona Park e passear um pouco por Madrona antes de ir almoçar, mas estava tão satisfeito com a sensação que ainda estava tomando conta de mim que resolvi ficar com isso e voltar para casa. A subida no caminho de volta foi cruel.
  9. No terceiro dia eu decidi pegar o water taxi para West Seattle, e essa foi a melhor parte da viagem. A vista que você tem do Waterfront no ferry boat é sensacional, e já dá uma pista do que te aguarda do outro lado da baía. O water taxi é um ferry boat só para pessoas, que serve os locais no seu dia-a-dia mas também foi pensado para os turistas - na parte superior há alguns bancos voltados para a parte de trás da pequena embarcação, para você degustar a paisagem à medida que ela vai se afastando. A travessia é confortável e leva mais ou menos 15 minutos. Eu fui num sábado, quando as travessias acontecem uma vez por hora - por isso, veja os horários com antecedência e se programe para não perder muito tempo esperando. Preste atenção para não entrar no Pier 52 (Colman Dock), de onde saem os ferrys para a península Kitsap e para as ilhas que ficam no caminho. Para entrar nessa doca, você tem que subir algumas escadas. Se você fizer isso, está no caminho errado para o water taxi. Para pegar o water taxi, ignore o Pier 52, atravesse o acesso dos carros ao Pier 52 e caminhe poucos metros no Pier 50 (um píer mesmo, bem mais modesto que o Pier 52) até o ponto de espera para embarque. Eu cheguei relativamente cedo, e só tinha um grupo de 3 pessoas na minha frente na fila. Nós achamos esquisito que não tinha nenhum funcionário da empresa que opera o ferry no local e não tinha nem sinal da embarcação fazendo a travessia de ida ou de volta, mas esperamos mesmo assim. Quando o ferry chegou, um funcionário desembarcou, ancorou o barco e veio nos atender. Para quem tem o ORCA, basta encostá-lo em uma máquina parecida com aquelas usadas para cartão de crédito, que o funcionário segura em uma das mãos, e embarcar. Chegando em West Seattle as coisas ficam ainda mais interessantes. Resolvi caminhar pela Alki Trail desde a doca onde o ferry atraca até Alki Beach (saindo do ponto de desembarque, é só virar à direita), e acertei em cheio. O caminho é lindo, com vários lugares espetaculares para tirar muitas fotos - as melhores vistas de Seattle, na minha opinião. Considero uma parada obrigatória para qualquer pessoa visitando Seattle.
  10. A caminhada até o Seattle Center pela 4th Avenue em Belltown é muito legal. Me arrependo de não ter tirado nenhuma foto antes de chegar na Tilikum Place, outro lugar simpático, onde tem uma estátua do Chief Seattle (o cacique que dá nome à cidade). No Tilikum Place já dá para ver o Space Needle bem de perto. No Seattle Center, além das atrações óbvias, tem mais um totem, logo na entrada, e uma fonte do tipo “águas dançantes” nos fundos, em frente ao ginásio onde o Seattle Sonics jogava. Acabei não subindo no Space Needle porque o dia estava parcialmente nublado em Seattle e tinha muitas nuvens encobrindo as montanhas tanto no leste quanto no oeste, e eu não queria o ótimo (vista da cidade e da baía) se podia ter o espetacular (vista das Olympic Mountains, das Cascades e do Mount Rainier). Eu acreditei na previsão do Weather Underground de céu limpo nos dias seguintes e me dei mal. Para apreciar um pouco mais da baía e amenizar a subida do morro, resolvi pegar a John Street até a Western Avenue para então enfrentar uma subida mais curta até o Kinnear Park. Para isso dar certo, eu tinha que entrar na West Mercer Place e voltar um pouco o caminho. Acabei me distraindo e não vi a West Mercer Place. Resultado: tive que andar um tempão até achar uma rua onde eu pudesse virar à direita para subir o morro (por incrível que pareça, não é tão fácil assim) e fiz o dobro do esforço que eu queria evitar. Do alto de Queen Anne Hill dá para tirar umas fotos bem legais de Seattle. Como eu estava cansado, com fome e sem muita paciência, tirei algumas fotos aleatórias e cancelei a ida aos parques do bairro que eu tinha programado. Na parte alta do morro o bairro é bem residencial, mas em Lower Queen Anne tem uma área mista que é legal de caminhar. Depois de subir e descer Queen Anne Hill (a descida também cansa porque é muito íngreme) eu não tinha pernas para mais nada.
  11. No segundo dia útil acordei disposto a explorar Pioneer Square e andar de lá até Queen Anne Hill. A partir desse dia passei a pegar o ônibus 12 para ir para o centro, e sempre descia na esquina da Madison Street com a 2nd Avenue. Escolhi a 1st Avenue para chegar na Pioneer Square e tive uma boa surpresa. Achei o caminho bem legal, e gostei de chegar já com vista para o totem (que eu saiba, o único legítimo, feito verdadeiramente por índios, em Seattle). Continuei na 1st Avenue até a South Main Street, onde entrei para ver o Occidental Park, que achei bem legal também. Poucos metros adiante estava o Waterfall Garden Park, que é um dos meus lugares favoritos em Seattle. Uma pena que essa região tem uma concentração muito grande de moradores de rua e maloqueiros. Como não tinha muito movimento nas ruas, não me senti seguro lá e fiquei o menor tempo possível, voltando ao centro pela 2nd Avenue com alguma pressa. Não tive nenhum problema em cancelar a subida da Yesler Way (a Skid Row original), até porque sabia que ainda tinha um longo dia pela frente e ia precisar das minhas pernas menos cansadas. A subida depois da Smith Tower é sinistra (na foto não dá para ter muita noção). No caminho para a biblioteca pública, na Columbia Street, dá para ver o Columbia Center. Tirei uma foto do prédio na 2nd Avenue mesmo. Quando cheguei na Spring Street me animei a encarar a subida para ver de perto a Seattle Public Library.
  12. Subindo as Harbor Steps, no final do primeiro lance à esquerda eu vi o Post Alley, que também é um jeito de chegar ao Pike Place Market. Subindo o Post Alley eu achei sem querer o famoso muro dos chicletes mascados. Explorei o Pike Place Market e, para ser sincero, não achei nada de mais. Valeu a pena para comer um sanduíche de salmão e degustar uma Black Raven Trickster Northwest IPA (cerveja local deliciosa) observando a baía. O negócio de jogar o salmão de um lado para outro é legal de ver uma ou duas vezes se você já estiver lá – se você quiser tentar segurar o seu próprio salmão, boa sorte. É claro que o lugar vai estar cercado de turistas tirando foto dos salmões sendo arremessados. [Voltei no sábado para degustar uma Pike Kilt Lifter Scotch Style Ruby Ale no pub que a Pike (cervejaria local) tem no Pike Place Market, que parece bem legal, mas era dia de jogo do Washington Huskies e estava impossível conseguir um lugar] Saindo do Pike Place Market encontrei o Victor Steinbrueck Park, que tem um totem e a vista para a baía. Na frente do parque, em um canteiro, tem uma escultura de um guarda chuva que lembra uma rosa, no estilo de arte de rua alternativa que você vai ver em Fremont. Ali o cansaço bateu e eu declarei as atividades turísticas do dia encerradas.
  13. Depois de andar de Capitol Hill até o Westlake Park, no primeiro dia inteiro que eu teria para explorar a cidade, resolvi começar a cumprir uma parte do meu roteiro e fui até o Olympic Sculpture Park. Parece um lugar legal para fazer um picnic no café da manhã. Em um dia ensolarado, a vista de West Seattle no outro lado da baía deve ser sensacional. Mesmo com a chuva acabei tirando umas fotos: No Olympic Sculpture Park, de costas para a baía, dá para ver o topo do Space Needle bem de perto. Dá para tirar uma foto com o Space Needle ao fundo tranquilo. Eu postaria o meu selfie aqui se não fosse a minha cara de 1 dia inteiro de viagem, que não sumiu de uma noite para outra. Do Olympic Sculpture Park andei pela Alaskan Way até o Pier 66, na Bell Street, para ver o Rooftop Plaza, que também deve ser muito legal em um dia com sol. Continuei andando na Alaskan Way até a altura do Pier 52 (Marion Street), de onde saem os barcos para algumas ilhas do outro lado da baía, quando senti fome e resolvi subir para a Western Avenue e voltar em direção ao Pike Place Market. Na altura da University Street eu vi o Hammering Man trabalhando no Seattle Arts Museum. Quando parei para tirar a foto do Hammering Man vi as Harbor Steps, e desci até o final para tirar foto delas também.
  14. Do Westlake Park peguei um ônibus para Capitol Hill (o 43, para University District via Montlake, nunca me deixou esperando muito), onde ficava o studio que eu aluguei. Eu fiquei a umas 10 quadras da Broadway, que é o coração da vida noturna de Capitol Hill. Não sei se os clubes e bares são legais, mesmo – não me interessei em ir, pois é um reduto da comunidade GLS (nenhum preconceito, só não é a minha praia). Eu achei o Secret Garden Studio no AirBNB. Ele é uma espécie de edícula-kitinete, mas com entrada independente pelos fundos do terreno, através de um beco. Todas as necessidades de um viajante podem ser atendidas a poucos metros dali. A Anne, dona do studio (mora na casa que fica naquele terreno), me recebeu com muita simpatia, muitas dicas e um prato de cookies. Nos encontramos outras vezes durante a minha estadia, e sempre foi legal conversar com ela. Se você quiser uma experiência mais genuinamente local ao invés de reservar um quarto de hotel na região mais turística da cidade, recomendo. O distrito de Capitol Hill onde eu fiquei (Stevens) parece uma cidade do interior, não só pelo jeito das ruas mas também pelo comportamento das pessoas. Quando eu estava chegando no studio com a minha bagagem fui abordado pelo Doug, um senhor grisalho muito simpático com um colete verde marca-texto, membro da vigilância comunitária (neighborhood watch), me perguntando se eu estava perdido. Eu falei para ele onde estava indo e ele fez questão de me acompanhar até o studio, apontar o flat onde ele morava com a esposa e se colocar à disposição para me ajudar com o que eu precisasse. No domingo, quando eu voltei do jogo de beisebol, vi os vizinhos reunidos em uma mesa enorme montada na calçada, onde todos tinham almoçado. Eles até me convidaram para participar, mas já eram quase 17:30 e já ia começar o Sunday Night Football, então agradeci mas não me juntei a eles. A leste da Broadway, com exceção de um pedaço da 15th Avenue East (que concentra bares e restaurantes, e com isso atrai alguns moradores de rua), Capitol Hill é um bairro residencial. Apesar de ficar só a uns 15 minutos do centro (de ônibus), realmente parece outra cidade. A caminhada até o centro pela East Pine Street é uma descida leve e agradável. Se você caminhar no lado direito da rua e virar à direita na Broadway, vai dar de cara com uma estátua do Jimi Hendrix. Se o momento for propício, você pode fazer um desvio até a 13th Avenue East, entre a East Pike Street e a East Madison Street, e dar uma conferida no pub da Elysian (cervejaria local). Eu fui adiando até que não deu mais tempo.
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