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Ebony Viola

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Sobre Ebony Viola

  • Data de Nascimento 18-09-1989

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    Cientista Social

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  1. Quando estávamos programando a viagem para Londres minha mãe disse que queria ir ao Greenwich, um distrito de Londres por onde “passa” o famoso meridiano de mesmo nome que divide a terra em leste e oeste, que você deve ter aprendido nas aulas de geografia. A idéia não me chamou atenção, mas aparentemente temos que fazer o que as mães querem...eu não tinha idéia que elas nos carregaram por nove meses na barriga, então é melhor não contrariar hahaha. Mas eu não sabia de nada, inocente! Foi uns dos lugares que mais gostei na vida. Começa que lá é Patrimônio da Humanidade e um dos bairros mais charmosinhos de Londres. Então fica a dica: se a mãe de vocês quiser ir ver uma linha imaginária, vai que será sucesso! Hahaha. Conto tudo lá no blog como foi o meu passeio por lá : http://cadacontodomundo.blogspot.com.br/
  2. OPA OPA! GOD SAVE THE QUEEN! Relato dos meus dias em Londres: terra da rainha, do trânsito ás avessas e do café da manhã que parece almoço! Big Ben, muito amor e outras coisinhas mais!
  3. Galêre, já está no blog todos os posts sobre essa cidade tão louca e tão linda: Amsterdam! Tem post sobre o famoso Distrito da Luz Vermelha e das moçoilas semi nuas sensualizando nas vitrines... Post sobre a liberação da maconha, a famosa verdinha, cannabis, charuto da paz e afins hahaha.... O melhor fast food da Holanda e do mundo (e deve ser o mais cancerígeno também) E todos os outros rolêzinhos que fiz por lá! Confiram: http://cadacontodomundo.blogspot.com.br
  4. Seus lindos, já tem post novo no blog, o primeiro relato dos meus dias em Amsterdam!
  5. Meu último dia em Berlim, e o mais legal de todos! Me encontrei com a minha nova amiga e fomos bater perna pela cidade. E eu pude finalmente lembrar o que era o sol, aleluia! Começamos o dia no Portão de Bradenburgo, e de lá demos uma caminhadinha até o Reichstag, o Parlamento Alemão. E sem brincadeira, essa é a construção mais linda que eu já vi na vida. É monumental, surreal, sensacional hahaha. Nem a Torre Eiffel me emocionou tanto quanto o Reichstag.Sem palavras, amor para vida toda!!! Foi no Reichstag que em 1933, houve um incêndio que foi usado como pretexto pelos nazistas para iniciar a perseguição aos seus oponentes. A cúpula e o terraço do prédio podem ser visitados, porém você deve fazer a inscrição online, com dia e data agendada para entrar. Site: http://www.bundestag.de/kulturundgeschichte/architektur/reichstag/ Andamos também pela avenida Unter den Linden, que é a cara da riqueza. Fomos parando em lojinhas, cobiçando vitrines com coisas que não poderíamos comprar, pirando em livrarias, andando sem rumo. É tanta coisa linda pelo caminho!Essa avenida é para Berlim, como a Champs-Élysées é para Paris, puro luxo, sexy sem ser vulgar hahaha. Mas como pobre, é pobre em qualquer lugar do mundo, foi pelos pontos de ônibus que eu me surpreendi haha. Eles tem painéis que marcam em contagem regressiva, quantos minutos e segundos o ônibus vai passar. Gente, sério! Para mim que dependo de ônibus seria como viver um sonho dourado hahaha. Faria muito bem não sofrer de ansiedade com a eterna dúvida: o busão já passou ou não? Chegamos á praça Alexanderplatz, uma área bem movimentada da cidade, com várias opções para compras, e a Torre de TV, uma das mais altas construções da Europa, em que é permitido subir para ver Berlim de cima.São 203 metros de altura pra subir de elevador e quando chegamos lá em cima, é de cair o queixo. Dá para ver Berlim inteira, em 360ºgraus, e é incrível. Quando descemos, descobrimos que estava rolando uma Mini Oktoberfest ali perto: A Berliner Oktoberfest. Sim, eu fiz uma dancinha de alegria, quando descobri. Tinham várias barraquinhas, tendas, assim como a de Munique, e rolava da mesma forma, com as gigantes canecas de cerveja. Entramos em uma para almoçar, e dividimos uma mesa com uma família alemã. Quando a garçonete chegou, minha amiga perguntou que parte da carne de porco era a do prato que ela ia pedir, e o alemão da nossa mesa levantou e deu umas batidinhas na bunda, para informar para gente, na língua universal dos glúteos, que era o traseiro do porco hahaha.Pedimos então este filé de traseiro alemão, digo, de porco, acompanhado de purê de batatas e repolho refogado. Estava muito bom! A caminho do hostel parei em mais lojas, e pirei muito na H&M e na Urban Outfitters. Ó Pai, porque meu salário não é em euros? Porqueee? Quando começou a anoitecer, fui encontrar minha amiga no hostel dela, o St. Christopher, pertinho do meu, pois ia passar um jogo de futebol importante (não lembro qual, sorry). Só sei que bar do hostel dela estava bombando de moçoilos, e é por isso que eu falei que o Circus Hostel, em que eu estava hospedada, não tinha tanta curtição e movimento, quanto o St. Christopher, que com certeza seria minha opção se eu voltasse a Berlim. Fizemos amizade com um português, assistimos o jogo e comemos uns nachos com tudo em cima, supimpas! Site do St. Christopher Berlim Hostel: http://www.st-christophers.co.uk/berlin-hostels Última noite em Berlim. Alemanha, te amo muito!
  6. Acordei, e ainda chovia (terceiro dia de friaca intensa em Berlim em pleno outubro). Fui de novo para a frente do Portão de Bradenburgo para pegar o Free Tour para o Campo de Concentração, o Memorial e Museu de Sachsenhausen, também pela SANDEMANs. Tomei uns bons drinks de café na Starbucks, e quando estava esperando a turma se organizar conheci uma brasileira, que também ia no tour e fizemos amizade. Daí em diante não fiquei mais sozinha, jogada as traças e abandonada! Ahh lelek lek hahaha. E o melhor é que ela também ia para Amsterdam no mesmo dia que eu, para nooooossa alegria! Bom, antes de tudo, o guia nos recomendou a comprar um ticket do metrô ABC, pois este está habilitado para áreas fora de Berlim, onde fica o campo de concentração. Foi uns 40 minutos de trem até chegar em Oranienburg, depois pegamos um ônibus e em dois palitos, chegamos lá. O Campo foi construído em 1933, onde a princípio, eram enviados apenas os presos políticos, os “comunistas”, e depois foram enviados os judeus, os gays, ciganos e opositores em geral, ao total, uma estimativa de 200.000 mil prisioneiros. Na entrada tem um lugar para informações, compras de livros, e etc. De lá, paramos na entrada do Campo, onde está escrito no portão: “ARBEIT MACHT FREI” (O trabalho liberta). Essa era a propaganda enganosa que a Alemanha passava: de que lá as pessoas iam para trabalhar, serem alimentadas e tratados dignamente. Lá é um grande descampado, com algumas instalações que restaram, pois boa parte dos barracões foram destruídos. Sachsenhausen era tido com um "Campo Modelo", era onde ficava a administração dos demais Campos de Concentração na Alemanha, e onde os soldados passavam por treinamentos. A primeira parada foi no pavilhão dos judeus, um dos barracões que ainda está em pé. No dormitório, os presos eram amontoados nas beliches, e cada cama era dividida por muitas pessoas, e segundo o guia, muita gente morria durante a noite, e os que dividiam as camas acabavam por não perceber, e dormir com os mortos. Sem contar os fluídos corporais dos mortos que desciam para as camas debaixo. Muita gente morria por doenças, frio e desnutrição, e os demais acabavam por morrer nas câmeras de gás, fuzilamento ou experimentos médicos. O banheiro só podia ser usado duas vezes ao dia, e para se lavarem os presos usavam umas bacias, de água gelada, e que por vezes era usadas pelos guardas para afogá-los. Em outro pavilhão, é onde ficavam os presos de guerra. Os quartos tinham as janelas fechadas, o que os obrigava a ficarem no escuro por incontáveis dias. A Zona Neutra, era onde quem pisasse era fuzilado imediatamente. Os prisioneiros que desejavam serem mortos, acabavam pisando ali com a esperança de colocarem fim ao sofrimento, mas os soldados sabendo disso, acabavam atirando nas pernas ou pés, afinal somente eles saberiam quando os prisioneiros deveriam morrer. Depois disso paramos no meio do campo para algumas explicações do guia, e eis que fomos pegos pela maior ventania da minha vida. O tempo escureceu de repente, começou uma chuva muito, mais muito forte e um vento anormal que quase me carregou embora. Totalmente ensopada, cheguei a Estação Z, que é a mais tocante de todas as instalações. O nome faz alusão a entrada do campo, a Torre de Comando A, e a Estação Z, última letra do alfabeto, que seria o fim de tudo, a morte.Ali seriam mortos por fuzilamento, e onde eram cremados. Aqui foi o que sobrou dos crematórios. Passamos também pelo depósito de corpos, um lugar escuro com cheiro forte, que nos causou uma sensação muito angustiante ao entrar, não sei explicar. A ida ao campo de concentração é bem triste, pesada, mas única. A todo momento, somos forçados a pensar em todas as crueldades que ocorreram durante o Holocausto, em uma experiência para nos defrontarmos com tudo o que isso significou para a história humana, até onde a loucura dos homens pode chegar. Escrevendo este relato, e relembrando tudo, sinto o mesmo sentimento de tristeza e pesar. Na volta, quando chegamos a estação de Bradenburg Tor, estávamos exaustas, chapiscadas de chuva e mortas de fome, e comemos um Big Mac esperando o metrô mesmo. Detalhe que no Museu não há lugar para comprar bebida ou comida, então esteja preparado ou leve alguma coisa. Para mais informações, site do Memorial: http://www.stiftung-bg.de/gums/en/
  7. E chovia. Eu acordei meio tarde e tomei um café da manhã delicinha, que no Circus Hostel é pago a parte, por 5 euros, mas que vale super a pena. Peguei o metrô, e vamos as explicações de como funciona na Alemanha: Você compra o ticket mas não precisa passar em nenhuma catraca, nem mostrar para ninguém. PASMEM! Eu não tenho certeza se é só lá que funciona dessa forma, só sei que na Alemanha é assim. Existe a confiança de que você irá comprar o bilhete e validá-lo, independente de não ter que apresentar em lugar nenhum, pelo simples fato que é errado andar de metrô sem pagar, nééé gente?! Essa é a confiança do primeiro mundo na rapaziada. Mas se você for dar uma de espertão e quiser dar um gato pegando o metrô sem comprar o ticket você pode ser surpreendido pelo o que eu nomeei como “Esquadrão Ariano de Fiscalização de Delinquentes Safadenhos”. De vez em quando entra um fiscal no vagão, e você corre o risco dele pedir seu ticket, e se você não tiver, BANG! Paga uma multa, se não me engano de 40 euros (Mais de 120 reais) e vai passar MUITA vergonha com um sermão em alemão. Desci na estação Bradenburg Tor, portando meu ticket, claro, porque eu tenho muito caráter haha. Na frente do Portão de Bradenburgo, começou a chover de novo e eu tive que correr para comprar um guarda-chuva, antes de pegar uma pneumonia, ou pior, ficar com o cabelo ruim haha. OH, MEIN GOTT (Meu Deus, em alemão), o Portão é muito lindo! Na frente, mais lindos ainda, estavam dois rapazes com os uniformes da Segunda Guerra, para tirarem fotos. Quando eu falei da onde era, além de ganhar uma bitoca na bochecha, eles cantaram o Hino Nacional do Brasil, mais conhecido como “Ai, se eu te pego”, do compositor Michel Télo hahaha. Também houve uma tentativa de sambar. Do lado do Portão, não menos importante, fica o hotel em que o Michael Jackson chacoalhou seu filho na sacada, lembram? Um dia histórico em Berlim haha! Apesar do tempo de nhaca, eu decidi fazer o free tour mesmo assim, porque eu sou macho pra caramba e não é uma chuva que vai me impedir de ser feliz (ahaaam). O guia era muito legal, e nos contou a história do Portão, que antes representava a Alemanha dividida, e hoje é o símbolo da unidade alemã. Atrás, estava tendo um show de uma banda alemã, que eu até fiquei com vontade de prestigiar, mas a vontade de aprender história me motivou mais hahaha. Passamos por onde havia o muro de Berlim, e eu quis colocar um pé de cada lado, só por diversão, vai...e porque sou boba mesmo A uma quadra dali, está o Memorial do Holocausto, dedicado aos 6 milhões de judeus mortos durante o regime nazista. São grandes blocos de concreto, idealizados pelo arquiteto americano Peter Eisenman, e segundo ele o Memorial foi feito dessa forma “para produzir uma atmosfera confusa e intranquila, e toda a escultura visa representar um sistema supostamente ordenado que perdeu o contato com a razão humana”. A poucos metros dali, paramos em um mercadinho e quem quisesse podia comprar petiscos, ou até garrafinhas de champagne que o guia indicou, para um pequeno pic nic no Bunker do Hitler. Lá era um abrigo subterrâneo, onde ele passou seus últimos dias, até que em 30 de abril de 1945, ele e sua esposa Eva Braun, se suicidaram. O bunker foi demolido, e hoje é um estacionamento com alguns banquinhos. O que Hitler pensaria se soubesse que hoje tem um parquinho onde era seu bunker? Aposto que o Sr. Bigodinho ia ficar #boladão. O lugar poderia passar despercebido se não fosse por um painel informativo, colocado em 2006, que indica que o bunker ficava ali. Parece que o local ficou assim meio sem relevância, porque os alemães não queriam que pessoas favoráveis ao nazismo ficassem cultuando o lugar e a memória de Hitler. Depois passamos em uma parte do muro que ainda está inteiro, e no Checkpoint Charlie, um posto militar na fronteira entre a Berlim Ocidental e Oriental durante a Guerra Fria, que servia como um ponto de controle para registrar a passagem de membros das Forças Aliadas entre os dois lados da capital alemã. Por último, passamos pela Universidade Humboldt de Berlim, onde estudaram pessoas poucos relevantes para a história do mundo, só uns caras aí chamados Einstein, Hegel, Schopenhauer, Friedrich Engels e Marx. Em 1933, livros de grandes autores, que eram considerados como opositores ao regime nazista foram retirados da Universidade e queimados na Opernplatz (Praça da Ópera). Os estudantes acreditavam que a literatura da Alemanha deveria ser limpada, ser livrada de qualquer idéia que pudesse vir daqueles livros, e que alienariam os alemães. Aô, idéia de jirico! Já estava escurecendo quando o tour acabou, e ao final você paga o que acha que vale o passeio. Terminado o tour, eu não fazia idéia de onde estava. Aí comecei a andar na direção que o guia apontou, com a esperança de achar o metrô e voltar para “casa”. Andei por uma hora, até que encontrei o metrô na Alexanderplatz, bem próximo a Torre de TV, que dá para subir e ver Berlim inteira de cima (conto nos próximos capítulos). No hostel, rolou a noite do Karaokê, no bar que tem embaixo do albergue, e foi bem divertido, pois eu fiz amizade com uma colombiana e o seu irmão e a gente dominou o Karaokê (não que cantássemos bem, mas não demos chance pra ninguém tirar nosso microfone haha).
  8. Meu relato dos 4 dias em que passei em Berlim. Tem mais fotos no meu blog, e vocês podem conferir em : http://cadacontodomundo.blogspot.com.br/ VAMOS LÁÁÁ! Como ia de Praga a Berlim de bus, no dia anterior da viagem , eu muito precavida que sou, fui checar onde ficava a Estação Florenc, pois meu ônibus saia bem cedo e eu não queria ficar locona e perdida por Praga de madruga a procura da Estação. Não achei muita informação na net sobre ela, e nem no hostel eles souberam me informar. Fui meio no rumo, peguei o metrô, troquei de linhas umas três vezes, e quando sai estava relativamente próxima da Estação. Aí de novo, eu rodei, rodei e não achava a bendita e nenhum tcheco me dava informação. Sentei num banco de praça, já cabisbaixa, e eis que senta um senhor do meu lado e pergunta alguma coisa em tcheco (espero que não tenha sido uma cantada sensual). Como eu não entendi nada, respondi que só falava inglês e perguntei sobre a “Florenc Station”. Incrivelmente ele entendeu, e me explicou com mímica e um pouco de inglês ruim, um “turn right, and then left” e bingo! Pude descansar meu coraçãozinho, com a certeza que eu ia conseguir pegar o busão no dia seguinte. Cheguei na estação umas 5 da matina, toda pimpona, e o ônibus saia as 7 horas. Sim, eu sou precavida e eu sou muito, mais muito antecipada haha. Como diria Cid Moreira: “O seguro morreu de velho” (não foi ele que disse isso, mas gosto de imaginar essa frase na voz dele hahaha). A estação é pequenininha e não tinha muito o que fazer. Entre “ler” revistas em tcheco e ficar comendo, eu escolhi encher o bucho. Eu estava milionária de moedas tchecas, e como elas não iam me servir de nada na Alemanha, resolvi pirar e gastá-las loucamente. Devo ter me abastecido com umas quatro garrafas de água, um suco estranho, um iogurte, uns dois paninis e um donuts, uns biscotinhos para a viagem e lembrancinhas. Ainda sobraram moedas que eu devo ter dado por aqui no Brasil, sem querer, misturadas aos reais hahaha. E foi no primeiro raio de sol, quando ele, imponente, nasceu no horizonte, que eu me despedi de Praga. Poético, não. Na verdade foi quando amanheceu e o busão chegou mesmo hahaha. O bus era da Agency Student, (http://www.studentagencybus.com/) e também custou muito barato, uns 27 euros, e jovens abaixo de 26 anos, tem 10% de desconto. Ahhh, os benefícios da jovialidade. A viagem durou 5 horas e foi agradável porque um mocinho bonito sentou do meu lado. Rá! Quero deixar aqui registrado uma coisa que me deixou Barbie na caixa: pegamos um pouco de trânsito na pista, quase chegando em Berlim, e não é que apareceu no mostrador do ônibus que devido ao congestionamento nossa chegada ia se atrasar em 23 minutos e 43 segundos? E foi exatamente o tempo que levou, na contagem regressiva do painel! Como isso, produção? Cheguei na estação de Berlim, e tive que sucumbir ao táxi. Estava chovendo muito, e o metrô ficava um pouquinho longe. Peguei um taxista muito legalzão, que veio me falando de todos os pontos turísticos da cidade e me deu um mapinha. Até aí, tudo muito bom, tudo muito bem. Não lembro quanto ele cobrou na corrida, só sei que quando eu dei o dinheiro ele não me devolveu o troco, e falou alguma coisa no sentido de “Vamos arrendondar a corrida, pode ser? E ah, você me dá mais 10 euros pelo mapa”. Na hora, eu muito da bocó de mola, fiquei sem entender direito e acabei dando mais 10 euros, já que não ia bater boca nem quebrar o barraco, porque sou phyna. A rua do hostel não passava caro, e ele me deixou meio longe, apontou mais ou menos para eu saber onde era. Que ódio! Desci com muita raiva de mim mesma,na chuva, maldizendo o taxista, e me molhei toda até chegar no hostel. Fiquei no Circus Hostel (http://www.circus-berlin.de/), e eu achei o albergue bem bacana e bem estruturado. Mas ele não é tão curtição, quanto aparenta ser pelo site. Mais pra frente, explico. Quando cheguei eles me deram um cartão que acionava o elevador para chegar no meu andar. Depois precisava do cartão para acessar a porta dos corredores dos quartos daquele andar, e por último você precisava do cartão para acessar a porta. Achei esse esquema bem seguro. Só ferrou a noite que eu fui tomar banho e percebi que tinha esquecido o cartão do quarto. Fiquei de pijama no corredor esperando alguém do mesmo quarto aparecer para passar o cartão para mim hahaha. Outra sacada boa do hostel: cada cama tinha luz individual e dentro do locker havia tomada. Ou seja, você poderia deixar seu celular carregando, trancadinho dentro do locker, e largar lá, sem ter que ficar de zóião, vigiando possíveis gatunos gringos que poderiam me roubar. Depois de superar o golpe do taxista, me instalar no hostel, me secar da chuva e domar os cabeulos rebeldes, resolvi dar uma volta nas redondezas.Quando anoiteceu achei um restaurante sensacional de comida italiana para jantar na rua do hostel, o Vino i Libri (http://vinoelibri.de/). Lá você pode pegar qualquer livro exposto da prateleira, ficar lendo de boa com uma taça de vinho, ao som de piano. Ahh,aí eu vejo vida! O dono só falava italiano e alemão, mas a gente se entendeu. Comi um macarrão muito bom, com molho de legumes, que estava ó, sensa! Honesto ou não? Fui dormir bem feliz porque sabia que teria muito o que explorar no dia seguinte, fizesse chuva ou sol. E adivinha?
  9. Ahhh Alemanha!A terra dos salsichões, da cerveja e onde peguei muita chuva! Relato completo no blog sobre meus dias nessa cidade incrível e minha visita ao Campo de Concentração de Sachsenhausen!
  10. Obrigada Edu pela mensagem! Grande Abraço!
  11. Berlim, sua linda! Primeira parte do relato no blog! Pela foto dá pra perceber como estou feliz, né? Bora, conferir? http://cadacontodomundo.blogspot.com.br/
  12. Uma noite para jamais esquecer. Nada do que eu fiz em Praga se compara a maravilha que foi jantar no Krčma U Pavouka. É um restaurante estilo taverna medieval, e fica super perto do Old Prague Hostel. Já tinha visto esse restaurante pela internet mas não imaginava que ficava tão perto. O que foi ótimo porque havia lido que era meio complicado mulheres ficarem andando soltas a noite pela cidade, que poderia ser perigoso, e li também sobre golpes de taxistas. Em 2012 o jantar saiu por 1.000 coroas tchecas, algo em torno de 100 reais. Mas valeu cada centavo. O ambiente era todo a luz de velas (esbarrei na vela com a manga do vestido e quase me incendiei)e eu me senti dentro de Game of Thrones, e durante o show estava tão feliz e emocionada por estar ali que pela segunda vez, rolou um “balanga beiço” e eu chorei em Praga de emoção. A comida estava divina! Pelo valor pago você pode escolher entre as opções de frango, porco ou vegetariano. Tem 2 entradas, prato principal e sobremesa, e direito a 2 bebidas, a sua escolha. Eu peguei o menu vegetariano que tinha direito a: entrada com pães, mousse de queijo e manteiga de ervas, panquecas de espinafre, batatas assadas com cogumelos, omelete de vegetais e salada e de sobremesa bolos caseiros. Eu amo música medieval, e a apresentação foi sensacional, com tambores e gaita de fole e com direito a dançarinas do ventre. Durante o show também teve duelo de espadas com atores vestidos de piratas e outros artistas que interagiam com o público, como ciganas que tiravam a sorte nas cartas para quem quisesse. Amor eterno por esse lugar! Pra encerrar a noite, fui ao banheiro e quando voltei tinha um guardanapo desenhado com um coração e uma carinha feliz. Não descobri quem era meu admirador. Voltei pro hostel feliz da vida e seguindo uma senhora que levava o cachorro pra passear, porque estava com medo de andar sozinha por aquelas ruas mal iluminadas hahaha. Para quem não sabe o filme de terror “o Albergue” foi gravado em Praga, então dá pra entender né. Gente, por favor assistam esse vídeo da Taverna, para vocês entenderam o quão demais é esse lugar: E para quem se interessar este é o site: http://www.krcmaupavouka.cz/en/
  13. Galera, me hospedei no Old Prague Hostel em 2012, e gostei bastante. É bem localizado, pertinho da Old Town Square, e perto do Hostel tem alguns bares e restaurantes legais.Fiquei em um quarto compartilhado de 12 pessoas, que era um pouco apertado, mas nada que incomodasse, e tem uns lockers grandes para guardar a mala. Recomendo!
  14. Meu relato dos 3 dias em que passei em Praga. Tem mais fotos no meu blog, e vocês podem conferir em : http://cadacontodomundo.blogspot.com.br/ De Munique fui para Praga de busão, porque estava mais em conta do que ir de trem. Eles saem da frente da Estação central, a Hauptbahnhof, e estava uma pechincha: 30 euros. O ônibus saia bem cedo então deixei pra tomar café lá na estação, e comi um panini sensacional num quiosque por lá e um café na Starbucks. Foram 4 horas de viagem até Praga, e o ônibus era super confortável, com direito a chocolate quente, café e água a vonts. A única coisa chata foi um turco do meu lado que não parava de falar,com um inglês que não dava para entender. Fui obrigada a fingir que estava dormindo para ele ficar quieto hahaha. Empresa de ônibus: http://www.expressbus.de/en/homepage/ Assim que cheguei em Praga, fiquei em choque. Confesso que me assustei com a entrada da cidade, tão medieval que parecia até uma cidade-fantasma. O ônibus parou em frente a Estação Principal de Praga, (Hlavni Nadrazi) e eu descobri que tinha um brasileiro no ônibus que ia para o mesmo hostel que eu, porém ele ia a pé. Eu estava com uma mala gigantesca e optei pelo metrô. Fui comprar o ticket na maquininha e demorei um tempinho para a entender, e como só aceitava moedas e ninguém quis trocar o dinheiro para mim eu tive que comprar 3 águas pra sobrar o troco certo. Comprei o passe simples de 30 minutos, que era o tempo de chegar no hostel. Detalhe muito importante: Depois que comprar seu bilhete de metrô você tem que validá-lo em alguma maquininha amarela que tem pela estação, que irá marcar data e hora no bilhete, senão está sujeito a multa e vergonha pública se um fiscal te pegar. O metrô de Praga não tinha escada rolante, e eu sofri muito para subir e descer escadas com a mala pesadíssima para trocar de linha por duas vezes. Nenhuma alma masculina caridosa veio me salvar, acreditam? Quando sai do metrô e já estava super perto do hostel, eu me perdi. Fiquei rodando em círculos nos quarteirões do lado do hostel e nada de achá-lo. Não achei placas em inglês e por duas vezes, pedi informações para dois tchecos que também não falavam o idioma. Enfim cheguei no Old Prague Hostel, e incrivelmente, antes do que o brasileiro que veio a pé. Vitória! O atendente era super legalzão, tentou cantar “Ai se eu te pego” e disse que colocaria meu nome quando ele tivesse uma filha (era um xaveco?). Reservei um quarto misto de 12 pessoas, com banheiro coletivo. O quarto era bem apertado, bem diferente do outro em Munique. O que eu gostei foram dos lockers gigantes que dava pra trancar a mala inteira dentro. Todos os hostel tem lockers, que são como armários que você pode trancar suas coisas com um cadeado. Normalmente são lockers pequenos para guardar somente o mais importante, como dinheiro, passaporte e celular, porém esse de Praga cabia a mala toda. Cheguei e fiz amizade com dois brasileiros do Rio que estavam no quarto, e que me deram várias dicas sobre a cidade. Fui jantar num restaurante/pub do lado do hostel que eles já conheciam. Muito legal, e tinham uma porção de batatas fritas deliciosas e mais de 300 tipos de cerveja para servir. Curiosidades: Em Praga a cerveja é mais barata que água e lá a galera pode tomar absinto com altíssimo teor de álcool, que em muitos países não é permitido. Também pode-se fumar dentro de qualquer ambiente. No dia seguinte, fui andar pela Old Town Square, a Praça da Cidade Velha, pertinho do hostel, onde tem o famoso relógio astronômico, construído em 1410 (sim, antigo pra burro) montado na parede da Prefeitura Municipal da Cidade Velha. O coitadinho do relógio foi bombardeado na 2ª Guerra Mundial mais alguém muito inteligente conseguiu restaurar a máquina original, e agora ele continua lindo e imponente lá na Praça. A cada troca de hora sai uns bonequinhos do relógio representando os apóstolos, e isso eu achei meio sinistro. A Praça Velha é lindíssimaaaa! Foi nela que eu tive as duas primeiras emoções em Praga: de um lado, um grupinho de artistas de rua tocando música medieval com gaita de fole, do outro um cara cantando minha música preferida do Elvis: My Way. Sim, eu chorei. Desta praça saem os free tours, os trenzinhos que circulam pela cidade e levam até o castelo e as carruagens. Queria brincar de ser princesa e fazer o passeio de carruagem, mas custava 800 coroas, uns 80 reais, aí achei caro e desisti. Já era tarde e eu estava desesperada para almoçar. Gente, eu sou a louca do “arroz e feijão”, sério. Aqui não consigo passar mais que dois dias sem, e eu precisava comer comida brasileira. Vi no Google que tinha um restaurante brasileiro perto da Old Town Square, aí fui procurar. Não vou nem colocar o nome do restaurante aqui, uma porque não lembro e outra porque odiei e não quero recomendar. O lugar era lindo, estava tocando MPB e eu me animei. Era self service e você podia pedir porção de arroz e feijão, separadas. O self service tinha tudo menos cara de Brasil, até ostra tinha pra se servir, ecaaa! O feijão e o arroz vieram duros, frios e horríveis, e o preço foi caro!!!! E volta o cão arrependido.... Depois da decepção, tomei um café num lugarzinho super fofo na Old Town Square, e como estava morrendo de gripe, decidi voltar pro hostel para descansar um pouco e arrumar minhas coisas. A noite mais uma tristeza gastronômica. Fui provar o prato típico de Praga, o goulash, num restaurante perto do hostel. Eram pedacinhos de carne com um molho escuro muito ruim, acompanhado de pão. Ecaaa² A carne era totalmente estranha. E eu viajei um pouco pensando que poderia ser carne de gente, sério, porque era realmente muito estranha. Não sei se o goulash é ruim por si só, ou se era o restaurante. De qualquer forma, não tentei descobrir. No dia seguinte eu fiz o free tour da SANDEMANs ( http://www.newpraguetours.com/) pela cidade e foi bem legal. O guia nos levou pra almoçar numa lanchonete que serviam mexican fast food. Tipo um MC Donads mas de comida mexicana, com lanches de guacamole e muita pimenta. Na segunda parte do tour, eu queria usar o banheiro e achei que dava tempo de usar um daqueles químicos, que tinha na praça, até que o guia terminasse de falar. Fui usar e fiquei trancada por tempo suficiente para me perder do grupo, que sequer notou minha falta, e foi embora hahaha. Já que estava sozinha e abandonada (que dó!) peguei um trenzinho que deu um rolê pela cidade e desci no Castelo de Praga, o maior do mundo. Lindo! Passei também pela Rua do Ouro, apertadinha, com casinhas bem pequenas, onde moravam os ourives e os operários do Castelo. E onde, diz a lenda, moravam os alquimistas, os doidões que tentavam transformar metais em ouro a mando do imperador Rodolfo II. Foi nessa rua que Franz Kafka também morou por certo tempo. Encerrei a noite com uma macarronada a bolonhesa, que estava bem boa! Até que enfim, só tinha passado fome em Praga! Eu tenho uma exigência doida sobre macarrão que eu queria dividir com vocês: Eu vivo em uma busca eterna pela macarronada perfeita, então onde eu vou eu provo uma. Nenhum macarrão nunca foi bom o bastante para mim, nunca me satisfez enquanto mulher hahaha. Restaurante: http://www.potaufeu.cz/index.php/en/. Continuo a procura, mas aquele entrou para os meus favoritos, só perdendo para um que comi em Paris. Praga é realmente uma cidade íncrivel, e você com certeza deve incluir no seu roteiro!
  15. Meu relato da minha visita ao Castelo. Tem mais fotos no meu blog, e vocês podem conferir em : http://cadacontodomundo.blogspot.com.br/ Se você for a Munique e tiver um tempinho, vá ao Castelo de Neuschwanstein, que fica a duas horas de trem da cidade. O castelo é tão incrível que até serviu de inspiração para o Castelo da Bela Adormecida, dos estúdios da Disney. Sua construção foi iniciada na segunda metade do século XIX, por Luís II da Baviera, ou como eu gosto de chamá-lo “Lulu muitcho doido”. Parece que o cara era locão, idealizou o castelo e gastou até as cuecas reais neste projeto. Diz a lenda que apenas para se fazer o seu quarto de dormir foram necessários 14 carpinteiros que demoraram 04 anos para terminar. Ele também desistiu de um casamento com uma duquesa, decidindo que jamais se casaria e foi deposto com um diagnóstico de insanidade. Morreu antes do castelo ficar totalmente pronto, de forma inexplicada, pois ele e seu médico foram encontrados mortos em um lago raso, sem água nos pulmões e nenhum ferimento. Mistérios da meia noite! Eu pirei nessa história e recomendo, quem estiver a fim, a pesquisar mais. Vamos ao passeio! É possível chegar ao castelo por conta própria, mas eu decidi ir através da agência SANDEMANs (http://www.newmunichtours.com/). Eu comprei o passeio pelo site, já com data agendada. Reserve um dia todo, ok. No dia, peguei o metrô e desci na Estação Central de trem, a Hauptbahnhof e encontrei com o pessoal na frente da Starbucks e bastou apresentar o voucher da reserva. De lá pegamos um trem até a cidade de Füssen. Que delícia de paisagem, com muitas casinhas linduxas, vaquinhas e lenhadores. E chegando na cidade, eu me apaixonei! Fofuxíssima! De Füssen, pegamos um ônibus que já estava reservado pra o grupo até a vila de Hohenschwangau, ao pé da colina do castelo. O ticket para entrar dentro do Castelo deve ser comprado logo na entrada da vila e atenção: se você não comprar lá, não será possível adquirí-lo quando você chegar na porta do Castelo. Advinha se não foi exatamente o que aconteceu comigo? Dei bobeira e não comprei. Depois de 30 minutos de caminhada quando cheguei lá em cima descobri que não vendia lá e não daria tempo de descer pra comprar e subir pra visitação junto com o grupo. Sim, tomei na tarraqueta! Não repitam minha tontice. Lado bom que agora eu tenho uma desculpa para voltar lá! Ainda lá embaixo tem algumas lojinhas e lugares para comer lanches. Eu comprei um dogão show, com uma salsicha gigante saindo pra fora do pão, ketchup e mostarda, e uma porção de fritas. Depois de estar entupida de salsichão alemão, comecei a caminhada até o topo do cume. (Frase de efeito duvidoso haha) É possível subir de van ou se quiser de charrete, like a boss. Mas a caminhada foi gostosa, pois a trilha é bem estruturada no meio da floresta local, e pelo caminho o guia contou vários causos de Neuschwanstein e do “rei louco da Bavária”, e na metade do percurso tinha outro castelo, o Schloss Hohenschwangau, bem do bonito também. Chegando ao Castelo, enquanto eu, cabeçuda, esperava a visitação da galera, fiquei olhando umas lojinhas de badulaques, tomei chocolate quente, brinquei com uns cachorros que estavam por lá e fiquei boba admirando esta paisagem. Terminada a visita, andamos um pouquinho e chegamos em uma ponte onde é possível ver a magnitude do castelo de longe. De tirar o fôlego! De longe ele é mais perfeito ainda, ele é tudo, ele é a vida da Bavária! Hahaha Tá, me empolguei!Aí só foi ter forças nas perninhas para descer e voltar até o ônibus. Na volta, peguei o trem e voltei conversando com um francês que era a cara do Harry Potter, que me ofereceu um pacote de salgadinhos que eu comi quase que inteiro. Coitado! Encerrei meu último dia em Munique, no Hard Rock Café com um hambúrguer gigante e depois fiquei sentada um tempo na Marienplatz, praça no centro de Munique, fundada no ano de 1158, admirando a beleza do povo alemão (Ô lá em casa).
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