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anfranca

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  1. Hoje vou começar a contar sobre a viagem que fizemos para a Chapada dos Veadeiros - Goiás. A verdade é que esse roteiro não era um dos meus favoritos, então nem estava na minha wishlist de viagens. Mas certo dia, Lipe me ligou dizendo que a Gol estava com promoção para Brasília, com passagens por R$ 70,00 o trecho e me perguntou o que eu achava de conhecer a Chapada. Eu respondi: "Não tinha pensando em conhecer a Chapada, mas por esse preço, vamos!!!" Ele comprou e eu comecei a pesquisar sobre o lugar. Descobri algumas coisas interessantes enquanto programava o roteiro: 1. É necessário alugar carro para ir até lá, pois as cidades de São Jorge, Alto Paraíso e Cavalcante ficam bem distantes de Brasília (3 horas aproximadamente). Ah! De preferência um bom carro, por causa das estradas de terra e dos riachos que tivemos que atravessar. Nós alugamos um Jeep, mas vimos pessoas corajosas com carros populares e elas conseguiram chegar ao destino!!! 2. O ideal é não ficar somente em São Jorge, mas passar um dia em Cavalcante para conhecer a melhor cachoeira da região que é a Santa Bárbara. Cavalcante fica a 2 horas de distância de São Jorge. A dica que peguei na internet era ir para Cavalcante no final do dia, dormir lá e no dia seguinte ir bem cedo para a Cachoeira Santa Bárbara, que fica há 1 hora do centro de Cavalcante. Assim, nós conseguimos ser os primeiros a chegar na cachoeira e ter aquele paraíso exclusivo para nós por algum tempo. 3. Tinha lido que era necessário levar dinheiro em espécie e cheque, pois os lugares não aceitavam cartão de crédito. Mas a verdade é que quase todos os lugares aceitavam cartão de crédito, alguns poucos só aceitavam débito. Então, vamos ao relato: DIA 1 - 02 de Novembro Acordamos bem cedo e meus pais nos levaram ao Aeroporto Santos Dumont. Geralmente, gosto de embarcar pelo Galeão pq é mais perto da minha cidade, mas voo promocional não dá pra escolher muito, então fomos para lá mesmo... Fizemos check-in, despachamos nossas malas, e fomos aguardar o embarque.Na hora certinha, às 08h, nosso voo partiu rumo a Brasília. Por volta de 09:30h desembarcamos em Brasília e fomos pegar a van da Localiza que passa em frente ao aeroporto para nos levar até a loja para buscarmos o carro alugado. Quando chegamos lá, como sempre acontece quando alugamos carro, tivemos problemas. A reserva do carro foi feita no meu nome, e o seguro que iríamos usar era no cartão de crédito do Lipe. A Localiza não aceitou e queria cobrar um valor superior pelo aluguel do carro. Uma confusão só! Por fim, depois do Lipe negociar muuuuito, pagamos um valor bem parecido com o que eu tinha reservado, ganhamos a possibilidade de ter um condutor adicional (então eu e Lipe poderíamos dirigir) e ainda nos deram um upgrade de categoria (reservei um Duster, mas pegamos um Jeep). Um ótimo negócio! Ainda em Brasília, passamos em um Carrefour para comprar água, biscoitos e algumas coisinhas, pois fiquei com medo de ser muito mais caro em São Jorge, mas se soubesse teria deixado para comprar lá. Não achei a cidade tão cara! Traçamos a rota no Google Maps, ligamos o Spotify nas alturas e seguimos para a Chapada! A estrada é super tranquila, bem sinalizada, sem pedágios e com um visual incrível! Durante a viagem passamos por um assentamento do Movimento dos Sem Terra, não deu tempo para eu tirar foto, mas fiquei pensando: "Nossa, como estou no interior mesmo do país! Nunca tinha visto um assentamento assim..." Logo depois, uma placa me avisou que o próximo posto ficava a 220 km de distância!!!! E aí pensei: "Putz! Como assim 220 km sem um posto de gasolina?????" Depois de 2 horas de viagem chegamos na primeira cidade da Chapada, São João da Aliança. Essa cidade tem um posto de gasolina com o combustível mais barato da região, então aproveitamos para completar o tanque do carro. Nesse mesmo posto tem uma Subway, nós não quisemos comer mas depois nos arrependemos pq chegamos muito tarde em São Jorge e tivemos dificuldade para encontrar um restaurante aberto. Depois de mais 1 hora na estrada, chegamos em Alto Paraíso, que é a cidade com melhor estrutura na Chapada, mas fica bem distante dos principais passeios que eu tinha programado. Então, optei por ficar na Vila de São Jorge, que é na entrada do Parque Nacional da Chapada. A Vila de São Jorge é super pequena, tem apenas 800 habitantes e se resume a duas ruas de chão batido, tudo muito simples! Para chegar em São Jorge, levamos mais uns 25 minutos. Depois de tanta estrada, por fim, chegamos! Reservei a melhor pousada da vila, pois sabia que iria precisar de muito conforto após as andanças nas trilhas. A Pousada Baguá é realmente incrível! Ela tem várias opções de hospedagem, eu escolhi um Bangalô super charmoso, que tem uma parte externa com uma jacuzzi. O calor era infernal, mas o quarto tinha até lareira!!! Após nossa chegada, fomos conhecer o Vale da Lua, que é um região onde as rochas se assemelham a crateras lunares. Para chegar até lá, dirigimos por cerca de 3km até a entrada do parque. Deixamos o carro no estacionamento, pagamos a entrada (R$ 20,00 por pessoa) e começamos a caminhada de 600m até a região das pedras. Eu estava toda feliz, andando calmamente, com meus cabelos presos com lindas flores, quando comecei a ouvir os trovões e o céu foi ficando cada vez mais escuro! Começamos a andar mais rápido, até que chegamos na região das pedras e a chuva já estava caindo forte. Só temos fotos com a Gopro pq todo o resto teve que ser guardado. Por causa da chuva, as pedras ficaram super escorregadias e os vãos entre elas começaram a servir de escoamento da água. Então estava impossível caminhar pelo parque. Resolvemos voltar e tentar negociar para irmos outro dia, sem pagar uma nova entrada. Conseguimos! O rapaz da entrada marcou nossos nomes e disse que poderíamos voltar outro dia. O resultado de tanta chuva foi meu cabelo todo murcho, as flores despedaçadas e a roupa completamente molhada! Saímos do parque e aí fomos procurar um restaurante para almoçar, detalhe que já era por volta de 16h, estávamos morrendo de fome. Qd chegamos na vila, o único restaurante ainda aberto era o Restaurante da Nenzinha, um self-service bem simples, mas muito gostoso. Além disso, era super barato! Depois do almoço, voltamos para a pousada, ligamos nossa jacuzzi, colocamos nossa playlist para tocar e ficamos aproveitando nosso super quarto até o sol se pôr! Já tarde da noite (isso lá na Vila de São Jorge é por volta de 21h kkkk) saímos para jantar. O restaurante escolhido (e o único mais sofisticado da Vila) foi o Santo Cerrado Risoteria. O lugar é super agradável, com uma iluminação linda. A gente podia escolher se queria sentar em mesas normais, ou em almofadas no chão, com mesinhas mais baixas. Nós, que já estamos ficando velhinhos, preferimos as mesas normais para não dar dor de coluna kkkk!!! A especialidade do restaurante é risoto. Escolhemos um risoto de pequi, que é uma fruta da região que eu nunca tinha ouvido falar. Mas experimentei e gostei muito. Lipe tb quis comer um medalhão de filé mignon que estava delicioso. O lugar era super fotogênico! Um dos funcionários me viu fotografando e me convidou para voltar no dia seguinte no horário do pôr do sol, ele disse que o visual iria render ótimas fotos. Saímos dali e voltamos para a pousada. Nosso primeiro dia terminou mas estávamos ansiosos pelo segundo dia, em que faríamos a trilha mais difícil da viagem... DIA 2 - 03 de Novembro Acordamos cedo, por volta de 7:30h, e fomos tomar um café reforçado, afinal seriam 14 km de caminhada! A área do café da manhã tinha uma vista linda para a Chapada. Fiquei um tempo ali contemplando, refletindo, e pensando na grandeza do mundo e na minha pequenez diante de tamanha imensidão. Depois os pensamentos ficaram mais fúteis, pensei: "Pq eu aceitei vir pra esse lugar??? Eu não vou aguentar andar tanto hj....". Mas, resolvi focar no resultado de conhecer um lugar incrível, encher a barriga de comida pra aguentar a caminhada e seguir em frente rsrsrsrs! Após o café, pegamos o carro e fomos até a entrada do parque que fica a 600m da Pousada. Apesar da pequena distância, preferimos ir de carro, pois na volta não conseguiríamos andar mais nenhum metro... Ao chegar na entrada do Parque, tivemos que assistir um vídeo institucional de 3 minutos, com algumas instruções sobre as trilhas. Não é necessário ir com guia, pois a trilha é toda sinalizada com setas vermelhas para a ida e brancas para o retorno. A entrada é gratuita. O Parque possui várias opções de trilhas, eu escolhi fazer a mais simples, chamada Cânion e Cariocas, com trajeto que dura 6 horas aproximadamente. A segunda opção, a Trilha dos Saltos, tem uma distância menor em quilometragem, mas um grau de dificuldade maior, pois o caminho não é tão plano. A terceira opção, que nem lembro o nome, tinha que dormir na mata, são 2 dias de caminhada! Essa estava completamente fora de cogitação! Cada opção de trilha tem uma cor de seta, a trilha para os Cânios e Cariocas era sinalizada pela cor vermelha. Começamos a seguir... Tudo era muito bem sinalizado! Durante o caminho, começamos a ver as belezas do cerrado brasileiro. Em meio à sequidão, a beleza de poucas flores. E foi aí que o Lipe começou a ouvir o celular tocar! Por incrível que pareça, na pousada a Vivo não pegava, mas no meio da trilha ela pega muito bem! Como era uma ligação do trabalho, paramos a trilha e ele foi atender a ligação... Após 1 hora de caminhada, chegamos em uma parte com uma boa sombra. Paramos um pouco para beber água e descansar. Até que depois de 1:30h, chegamos em uma bifurcação: Canion ou Cariocas. Escolhemos começar pela Cachoeira do Canion. E seguimos caminhando... E chegamos no paraíso! Fiquei sentada ali admirando o Rio Preto abrindo seu caminho por entre as pedras. Eu não sabia o que fotografar primeiro, de tão lindo que era o lugar! Voltamos para as pedras e fomos descendo pelo caminho indicado pela trilha, até que chegamos em uma grande piscina, com águas calmas, logo após a grande cachoeira. Depois do descanso, retornamos para a trilha, agora era a vez de conhecer as Cariocas. Assim que começamos a ouvir o barulho percebemos a grandeza da cachoeira. Essa parte da trilha é a mais difícil, pq temos que descer por um caminho bem estreito e com muitas pedras. É uma longa descida... mas vale a pena o esforço! Quando chegamos lá embaixo, percebemos nuvens negras no céu. Lembramos do dia anterior que começou a chover enquanto estávamos no Vale da Lua e pensamos que era melhor irmos embora. Pegar um temporal naquela cachoeira não era uma boa ideia. Só enchemos nossa garrafa de água e começamos a subir.... Foi bem difícil a subida... Meus joelhos não estavam preparados para aquilo tudo... Enfim, voltamos a trilha. Como o tempo estava nublado a caminhada foi mais amena do que com sol na cabeça. Mas ainda assim, eu estava muuuuuito cansada... Quando eu achei que já estava acabando, ainda faltava 1,2km... uma placa nos avisou sobre isso... É um desespero que não tenho palavras para descrever rsrsrsrs! E por volta de 15h, enfim, chegamos na saída! Passamos pela recepção do Parque e demos os nossos nomes, precisamos avisar que estávamos saindo do parque. Isso deve ser para eles terem o controle se alguém se perdeu na trilha. Mas no vídeo eles já tinham avisado que o parque não possui serviço de resgate, é cada um por si mesmo! Que bom que chegamos a salvos! Voltamos para o hotel e descobrimos que a Vila toda estava sem energia elétrica. Lipe disse que era por causa das naves dos extra-terrestres que estavam aterrissando na região. Ele pesquisou e descobriu que ali é um reduto de ufólogos que acreditam nos ET's e que eles dão essa explicação para as constantes interrupções da energia elétrica! Eu fiquei desesperara, pq tudo o que eu queria era um banho quente, na verdade fervendo! A sorte é que o box era imenso e tinha dois chuveiros, um elétrico e outro a gás. O a gás estava funcionando e consegui tomar meu banho relaxante. Depois fomos almoçar no mesmo restaurante do dia anterior, que a propósito é o único que funciona até tarde. E voltamos para curtir a piscina do hotel. E aí eu lembrei do pôr do sol no restaurante e fomos correndo para ver se ainda dava tempo. Tínhamos almoçado há pouco tempo, então só beliscamos algumas coisas e ficamos esperando o sol se pôr... De fato o funcionário tinha razão, a paisagem é linda! A cidade estava toda sem luz, o restaurante providenciou algumas velas e o ambiente ficou ainda mais aconchegante. Um boa lembrança... Depois disso tudo, voltamos para o hotel e a energia ainda não tinha voltado. Na recepção havia gerador, então fiquei lá carregando todos os meus aparelhos (computador, celular, câmeras fotográficas). Eu monopolizei todas as tomadas possíveis!!! Naquela escuridão, os mosquitos começaram a me atacar ferozmente! Fiquei nervosa, não podia voltar para o quarto por causa dos aparelhos, mas estava impossível ficar ali... Até que um francês me emprestou um repelente que ele disse que era melhor do que o Off. Passei o repelente do francês, depois passei mais off, e só assim os mosquitos me esqueceram. Depois de tudo carregado, voltamos para o quarto e para nossa felicidade, a luz tinha acabado de voltar! Que felicidade que eu senti! E assim terminou nosso segundo dia na Chapada! DIA 3 - 04 de Novembro Esse dia era o nosso aniversário de casamento e por isso programei um dia com trilhas mais tranquilas. Após o café, ficamos curtindo a piscina do hotel, pois esse era nosso último dia ali, nos próximos estaríamos em outros locais. Aproveitamos a água clara da piscina para tentar usar nosso novo brinquedo da Gopro: um dome! Ele tira fotos com metade fora d'água e metade dentro. Uma geringonça bem legal! Mas é super difícil conseguir tirar as fotos pq o disparador tinha que ser feito através do Iphone. Conseguimos poucas fotos boas. A piscina tinha uma borda infinita com vista para a Chapada. Fiquei ali um bom tempo admirando tudo... Foi uma manhã de descanso bem agradável! Por volta de 12h fizemos check-out na Pousada Baguá e seguimos com as malas no carro em direção a Fazenda São Bento, que fica no caminho para Alto Paraíso. A Fazenda surgiu em 1840 e hoje funciona como pousada, restaurante, além de ter acesso a três cachoeiras. Logo na entrada pagamos o valor de R$ 30,00 por pessoa para conhecer as três cachoeiras, mas quem quer conhecer só a primeira, que fica na entrada da Fazenda paga o valor de R$ 10,00. Eu queria conhecer todas e ainda almoçar no restaurante. Então, pagamos, ganhamos nossa pulseira e fomos reservar o almoço no restaurante. O valor é de R$ 60,00 por pessoa, podendo de servir à vontade. Agendamos nosso retorno para 15:30h e seguimos para a primeira cachoeira. A primeira parte do caminho pode ser feita de carro, são uns 3 km de terra batida. Aproveitando o clima do interior em que estávamos, Lipe me pediu para colocar a música "Evidências" no som e aí foi só diversão imitando Chitãozinho e Xororó! Chegamos em um estacionamento, deixamos o carro e seguimos caminhando para a Almécega I. A trilha é de 1 km aproximadamente, fizemos bem rapidinho, em 30 minutos estávamos chegando no Mirante. Parei para descansar as pernas, que estavam cansadas do dia anterior ainda.... E ficamos contemplando a imensidão da Cachoeira. Do Mirante era possível ver umas piscinas formadas na parte de cima, antes da queda d´água e outra piscina formada lá embaixo após a queda. Escolhemos descer para conhecer a parte de baixo. Durante a descida, eu já pensava no sofrimento da subida, mas como sempre, foquei no resultado e segui literalmente ladeira abaixo! Começamos a subir as pedras novamente e paramos de novo no Mirante para admirar aquela linda cachoeira pela última vez. Depois pegamos novamente a estrada de terra e seguimos para a próxima cachoeira: Almécega II. Após estacionarmos, seguimos caminhando pela trilha, que é bem mais tranquila do que a anterior. Em apenas 5 minutos já estávamos na cachoeira. Tinha um lugar super alto para pular, fiquei com vontade de pular com a Gopro, mas vi que tinha umas pedras no fundo. Vi uns meninos corajosos pulando, mas achei melhor não arriscar. Fiquei só contemplando a paisagem mesmo. Começamos a descer e percebi que a cachoeira não tinha uma piscina tão boa quanto a anterior, então nem entrei na água. Lipe, como sempre, quis aproveitar tudo! Eu preferi ficar observando a vista e pensando na vida... Depois de ficarmos um pouco, voltamos para o carro e seguimos em direção ao restaurante. E aí, fiquei muito triste... quando fui procurar minha calça para colocar, percebi que ela não estava na bolsa. E todas as outras roupas já estavam guardadas na mala. Fiquei reclamando com o Lipe: "como vou entrar no restaurante de biquini para almoçar???!!" Lipe, que não se importa com essas regras sociais, ficou rindo de mim, e me mandou ir assim mesmo almoçar. Eu fui... morrendo de vergonha, mas a fome era maior... Entrei, coloquei minha comida correndo e sentei para comer! Lipe comeu desesperadamente! A comida era realmente muito boa! Pedimos mais picanha e eles nos trouxeram bem quentinha, até eu repeti a carne! Saímos do restaurante e bem em frente tinha uma capelinha feita entre as árvores de bambus. Eu não quis entrar na capelinha pq como já disse estava sem as calças kkkkk!!! Não sou católica, mas respeitei o lugar religioso, acho que eu não estava vestida de forma apropriada... rsrsrs. Fiquei do lado de fora esperando. Depois disso, voltamos para o carro e fomos para a última cachoeira - São Bento. Caminhamos por menos de 5 minutos pela trilha. E chegamos em uma espécie de "piscinão de Ramos"!!! Estava super cheia, não era tão bonita, e as pessoas eram esquisitas.... Enfim, ficamos menos de 5 minutos! Seguimos de volta para o carro pela trilha. Nessa hora comecei a perceber que eu estava queimada, minhas costas começaram a arder, mas era só o princípio das dores... Dali, voltamos para o carro e seguimos para a cidade de Cavalcante, levamos aproximadamente 1:30h de viagem. No caminho, Lipe sentiu sono e eu tive que dirigir. Nossa! Como é bom dirigir um carro automático! Já tinha dirigido na Vila, mas ainda não tinha pego a estrada, foi muuuuito bom! Acho que preciso de um carro desse kkkk! Chegamos em Cavalcante e fomos fazer check-in na Pousada Morro Encantado. A pousada é uma gracinha, mas achei o quarto um pouco apertado e muito simples. Fomos aproveitar a sauna e depois tomar banho de piscina. A água da piscina vem direto da cachoeira e por isso é bem escura, mas os funcionários garantiram que estava limpinha. Descansamos um pouco da viagem e a noite fomos jantar na Pizzaria Encanto da Pizza. Dizem que é o melhor restaurante da cidade, e de fato a pizza estava deliciosa. Foi o restaurante mais simples que já fomos em um aniversário de casamento, mas foi super especial! Voltamos para nossa pousada e assim terminou nosso terceiro dia. Durante essa noite percebi que eu estava muuuuuito queimada (esqueci de passar protetor na nuca), e tive dificuldades para dormir, estava ardendo muuuuito. Lipe tentou me ajudar, passou um creme refrescante, fez compressa com água gelada, fez tudo para me ajudar... mas mesmo assim, a ardência era terrível.... Até meu couro cabeludo estava queimado, tudo pq não usei chapéu... No dia seguinte iria me encher de protetor em todas partes do corpo e usar um boné! DIA 4 - 05 de Novembro Acordamos às 06:30h pois precisávamos chegar ao Quilombo Kalunga bem cedo e fomos tomar café. Seguimos por uma estrada de terra por 1 hora até chegar ao Quilombo. No caminho paramos em um Mirante Nova Aurora para tirar fotos e contemplar toda a Chapada. Durante o caminho tivemos que atravessar alguns riachos. Ficamos com medo, mas na hora um motoqueiro passou e disse que era tranquilo para passar. Fomos e tudo deu certo! Chegamos no Quilombo e descobrimos que éramos os primeiros a chegar. Lá funciona assim: Temos que pagar a entrada de R$ 20,00 por pessoa. Além disso, é obrigatório contratar um guia que cobra R$ 70,00, mas pode levar até 6 pessoas no grupo. Como só tinha eu e Lipe por enquanto, resolvemos esperar por um casal que encontramos no Mirante para dividirmos o serviço do guia. Ficamos ali no Quilombo esperando pelo casal e conversando com os moradores. Nosso guia nos sugeriu reservarmos um almoço em um dos restaurantes dali mesmo, custava R$ 30,00 por pessoa para comer à vontade. Assim que o casal chegou, começamos nossa viagem rumo à Cachoeira Santa Bárbara. Até 3 meses atrás, as pessoas ainda tinham que alugar um 4x4 para atravessar um rio, mas agora já construíram uma ponte e com o nosso Jeep mesmo conseguimos seguir pelos 4 km até bem próximo à Cachoeira. Tivemos que caminhar por 1km. E aí, começamos... Caminhamos até chegar na Santa Barbarinha, que é uma versão menor da tão esperada Cachoeira Santa Bárbara. Ela tem a cor turquesa, mas o tamanho é bem reduzido. Mesmo assim, é linda. Tivemos que atravessar por um tronco de árvore e seguimos em direção à Santa Bárbara. Escolhemos não ficar muito tempo ali, nem entramos na água. Queríamos conhecer a grande atração do dia com o máximo de urgência! E foi nessa hora que um acidente aconteceu. Lipe estava subindo pelas pedras com a Gopro na mão filmando, qd de repente escorregou e caiu na água. Ele não se machucou, era uma área bem rasa, mas o problema é que ele estava com a mochila com carteira, documento, dinheiro, comida e o pior... o Iphone estava no bolso. Conclusão: tudo molhado e o Iphone mortinho! O guia estava me ajudando a subir, e desceu correndo para ajudar o Lipe. Ele sentiu dores no braço, mas depois ficou tudo bem. Seguimos por menos de 5 minutos quando avistamos a Santa Bárbara. Ficamos encantados com a cor da água. Qd eu via as fotos dessa cachoeira pela internet, achava que as pessoas editavam as fotos, mas não! A cor da água é exatamente assim! Como chegamos bem cedo, tivemos o privilégio de ter esse paraíso somente para nós, por um bom tempo. E por fim, depois de 1 hora nesse paraíso, tivemos que ir embora. Esse é o prazo máximo para permanecer na Cachoeira. Quando estávamos nos arrumando, um grande grupo de pessoas começou a chegar. E depois não parou mais de chegar gente. O paraíso estava arruinado! Ainda bem que chegamos muuuuito cedo! Voltamos para o carro, e seguimos em direção à Cachoeira Capivara. A trilha para chegar até ela é mais complicada por causa das pedras na descida, mas nada impossível de se fazer. A cor da água, ao contrário da Santa Bárbara que é azul, aqui era verde. Também muito bonita, mas ainda estávamos impactados com o azul turquesa! O guia nos informou sobre o perigo das pedras que eram muito escorregadias. Ele orientou a entrar na água sentado, escorregando pelas pedras, para não cair. Lipe já foi entrando e tirando várias fotos na cachoeira, eu fiquei com mais medo e fui aos poucos. Voltamos para o restaurante e eu estava com tanta fome que esqueci de fotografar. Mas logo depois do almoço seguimos de volta para São Jorge. Depois de 1:30h, chegamos na Vila e fizemos check-in na Pousada Cristal da Terra. Assim que chegamos pedimos na pousada um pouco de arroz para colocar o Iphone do Lipe e assim tentar secar a água. Até aquele momento, ele não estava funcionando ainda... Descansamos um pouco e de noite saímos para jantar. Aproveitei e fotografei a pousada. Tinha uma piscina com água gelada e outra aquecida, mas nem usamos a piscina. Estávamos cansados demais! Seguimos para a Vila e escolhemos comer no Buriti. Eles tinham uma opção de massa parecido com o Spoleto. Podíamos escolher o tipo de massa, de molho e vários ingredientes e se quiséssemos poderíamos repetir uma vez. Tudo isso por R$ 18,00! A comida era bem gostosa, mas não chegamos a repetir, pq achei tudo muito bem servido! Depois desse longo dia, fomos descansar. E assim terminou o nosso quinto dia! DIA 5 - 06 de Novembro Acordamos mais tarde, tomamos café com calma, arrumamos nossa mala, fizemos check-out e seguimos para revisitar o Vale da Lua. Tínhamos visitado no primeiro dia, mas começou a chover muito forte e desistimos. Então voltamos lá e pedimos para entrar sem pagar, conforme tínhamos negociado. E começamos novamente a trilha... Eu já estava muito cansada, mas queria conhecer esse lugar que é tão famoso na região. Fotografei alguns lugares, mas não tive coragem de entrar na piscina. Achei que era pouca água e muita gente junta! Fiquei com certo nojinho rsrsrsr! Sentei pra descansar pq já estava pensando em ter que fazer a trilha toda de volta, sem ter nem mergulhado para melhorar o calor. E aí, acabou nosso passeio. Voltamos para o carro e seguimos em direção à Brasília. Mais umas 3 horas dirigindo... E novamente a placa nos avisando sobre os bichinhos do cerrado. Chegamos em Brasília e fomos direto para o Hotel Base Concept, ele fica exatamente em frente ao Aeroporto. Nossa! Como eu gosto de conforto! A rusticidade é muito legal, mas nada como um bom hotel!!!! Da janela do nosso quarto já conseguíamos ver o aeroporto! Descansamos um pouco e depois fomos dar uma voltinha em Brasilia. Estava chovendo muito, então foi um passeio bem rapidinho pelos principais pontos turísticos. Aproveitamos para comer em um bom restaurante, pois estávamos com saudade rsrsrsr! Escolhemos o Outback que ficava em um shopping bem pertinho da Esplanada dos Ministérios. Resolvemos então entregar o carro nesse mesmo dia, ao invés de entregar no dia seguinte pela manhã antes do voo. Assim poderíamos dormir mais tranquilos e usar o transfer gratuito do hotel para o aeroporto. Assim fizemos e fomos descansar. No dia seguinte acordamos por volta de 5:30h, fomos para o aeroporto, pegamos o voo às 7h e chegamos ao Rio às 08:30h. Já era uma segunda-feira e ainda fomos trabalhar, mesmo estando mortinhos! O balanço da viagem é o seguinte: conhecer a Chapada foi incrível! Tirei fotos lindas, vi paisagens que nunca esquecerei, andei como nunca! Não voltaria lá, acho que é uma experiência maravilhosa para se ter uma única vez na vida (assim como fazer a travessia do Deserto do Atacama). Apesar disso, hoje, meu amado marido, já me fez outro convite: "Vamos conhecer a Serra da Canastra?" E mesmo depois disso tudo que passei, eu pensei: "Pq não?"!!!! E lá vamos nós, pensar no próximo destino rsrsrs! Relato completo com fotos incríveis no meu blog: http://www.analisedeviagem.com.br/2016/11/2016-chapada-dos-veadeiros-go.html
  2. Daniel, não vi outra agência, somente essa mesmo q li q era confiável para fazer a travessia do deserto. Qto à época para fazer o passeio acho q a própria agência pode te informar. Eu realmente não sei... Qto a loja de roupas tb não lembro o nome mas fica na rua do hotel berlina e do hotel colonial, é uma rua bem movimentada em la paz e tem uma loja do lado da outra.
  3. Daniel, além da sugestão do Aletucs sobre a parte da Bolívia, outra opção é contratar passeios de apenas 1 dia, assim vc não precisa dormir na ilha como eu fiz. Aletucs, minha dificuldade em encontrar restaurantes em La Paz foi pq decidi no dia anterior q passaria um dia na cidade e estava sem internet no celular. Então a falta de tempo e a falta da internet complicaram minha pesquisa. Mas tenho certeza q poderia ter encontrado outras opções de restaurantes se tivesse me organizado com mais antecedência. Qto ao Valle de lá Luna, obrigada pelo toque, nem tinha percebido meu erro...
  4. Mais relatos com fotos no blog: http://www.analisedeviagem.blogspot.com.br PERU 2 dias em Cusco 1 dia em Machu Pichu 2 dias nas Ilhas do Titicaca (Uros, Amantani, Taquile) 1 dia em Puno BOLÍVIA 2 dias em La Paz 1 dia em Uyuni 3 dias no Deserto CHILE 1 dia em Calama Eu vou informar os valores para 2 pessoas, pois todo o meu planejamento foi com essa quantidade, já que viajamos eu e meu esposo. Então, se quiser saber quanto fica para 1 pessoa, é só dividir o valor total. Obs: estou usando a cotação do dia 19 de agosto de 2014, que foi quando fiz a compra do dólar que usei para a viagem. Comprei dólar por 2,34. TRANSPORTES (para 2 pessoas): R$ 2760,80 - Passagem aérea Rio x Cusco + Calama x Rio: R$ 1760,00 - Passagem de trem Ollantaytambo x Águas Calientes x Ollantaytambo: U$ 228,00 = R$ 533,52 - Passagem de ônibus Águas Calientes x Machu Picchu x Águas Calientes: U$ 38,00 = R$ 88,92 - Passagem de ônibus Cusco x Puno: 150 soles = R$ 131,11 - Passagem de ônibus Puno x La Paz: 60 soles = R$ 52,44 - Passagem de ônibus La paz x Uyuni: U$ 74,00 = R$ 173,16 - Passagem de ônibus San Pedro de Atacama x Calama: 5000 pesos chilenos = R$ 21,65 HOSPEDAGEM (para 2 pessoas em quarto duplo com banheiro privativo): R$ 678,60 - Cusco (Monte Horeb, 1 diária): U$ 45,00 = R$ 105,30 - Águas Calientes (Adelas Hostal, 1 diária): U$ 55,00 = R$ 128,70 - Puno (Mirador del Titikaka, 1 diária): U$ 80,00 = R$ 187,20 - La Paz (Berlina, 2 diárias): U$ 55,00 = R$ 128,70 - Calama (Dom Alfredo, 1 diária): U$ 55,00 = R$ 128,70 PASSEIOS (negociados para 2 pessoas): R$ 1020,83 - City Tour Ruínas de Cusco: 48 soles = R$ 41,95 - City Tour Vale Sagrado: 90 soles = R$ 78,66 - Passeio de 2 dias e 1 noite com transporte, hospedagem e alimentação pelas ilhas Uros, Utama, Amantani, Taquile: U$90,00 = R$ 210,60 - Passeio Chacaltaya e Valle de la Luna + Passeio de 3 dias pelo Deserto do Sal com transfer até San Pedro del Atacama: Bs 1860,00 = R$ 689,62 INGRESSOS (tb para 2): R$ 581,00 - Boletim Turístico de Cusco: 260 soles = R$ 227,26 - Entrada Machu Picchu: 252 soles = R$ 220,27 - Ingresso de parque no deserto: Bs 360,00 = R$ 133,47 TOTAL DA VIAGEM PARA 2 PESSOAS: R$ 5041,23 TOTAL DA VIAGEM PARA 1 PESSOA: R$ 2520,61 Dia 1 - Embarque Após a viagem para os EUA, tivemos 1 dia de descanso no Rio e logo chegou o grande dia: embarcar para uma viagem por Peru, Bolívia e Chile. No total, percorremos quase 2.000km durante 15 dias, e nos utilizamos vários meios de transporte: avião, ônibus, trem e barco. Ao contrário da viagem para os EUA, em que precisamos de muitas malas, para essa viagem preferimos levar um mochilão. Essa decisão foi tomada por diversas razões: Primeiro, pq ficaríamos pouco tempo em cada hotel, pois iríamos rodar por muitas cidades. Segundo, pq utilizaríamos transportes sem muito espaço para bagagens. E terceiro pq compramos um voo na decolar.com na promoção e estava na promoção pq teríamos que fazer duas conexões para chegar em Cusco, uma em São Paulo e outra em Lima. E quanto mais conexões, maior a chance da mala ser extraviada. Então, como queríamos praticidade para locomoção e segurança, optamos pelo mochilão, que não precisamos despachar. E então, nesse primeiro dia, às 15:00h, embarcamos no Galeão para São Paulo. Nesse voo fomos de TAM, a ponte aérea é sempre tranquila e o serviço de bordo é inexistente. Tudo é vendido! Sempre que voo na ponte aérea lembro da época em que ia para o estágio no Hospital Quinta D'Or, eu ia de Nova Iguaçu até São Cristóvão de trem do ramal Japeri, e a venda que existe no trem é bem semelhante da venda que existe no avião! Olha que a diversidade de opções e o preço no Japeri é ainda melhor do que na Tam!!! Chegamos em São Paulo e aguardamos um pouquinho até nosso próximo voo, rumo à Lima. Enquanto isso, aproveitamos para relembrar nossa viagem para Buenos Aires e tomamos um café com Alfajor na Havanna. E chegou a hora do voo tão esperado: São Paulo x Lima. Voamos de Lan e tivemos uma incrível surpresa: adoramos o serviço de bordo dessa empresa. Ainda não conhecíamos a Lan e adoramos tudo! Tivemos travesseiro, cobertor, jantar, bebidas, sobremesa, tudinho!!!! Depois do jantar, eu dormi muuuuuuito e o Lipe ficou aproveitando de toda a interatividade que essa tela oferece. Tem músicas, filmes, séries, jogos, gps, etc. Lipe nem conseguiu dormir de tantas opções que tinha! O voo até Lima foi super tranquilo, chegamos por volta de 22h em Lima e aí que foi um pouco cansativo. Nosso próximo voo, Lima x Cusco, só sairia às 05h da manhã. Pesquisamos antes se dava tempo de ir para um hotel, mas não valia a pena. A única opção era ficar no aeroporto e tentar descansar por lá mesmo até a hora do voo. Encontramos uma Starbucks, que sempre nos salva nas viagens, e ficamos lá comendo e usando o Wi-fi. Depois de algum tempo, foi ali mesmo que tirei meu primeiro cochilo. Depois que já estava toda dolorida, resolvemos ir para a sala de embarque de Lima e nos arrependemos de não ter ido mais cedo. A sala é ótima! As cadeiras não tem braços entre elas, então, elas viram uma cama bem confortável. E foi ali que eu e Lipe passamos a noite. Dormi tanto que cheguei a sonhar... zzzzzzzz.... E no horário agendado, acordamos, pegamos nosso mochilão e pegamos nosso voo para Cusco... e assim, terminou nosso primeiro dia... Dia 2 - Cusco Chegamos por volta de 6h da manhã em Cusco, desembarcamos no aeroporto fomos pegar um táxi até o hotel. Há três opções de táxis saindo do aeroporto com valores diferentes. A primeira opção é mais cara e mais cômoda, é um táxi credenciado pelo aeroporto, com guichês dentro do local, o valor até o centro de Cusco era de 35 soles. A segunda opção é um táxi que fica estacionado no pátio do aeroporto, os taxistas ficam abordando os turistas na saída oferecendo o serviço por 25 soles. A terceira opção é andar até a rua em frente ao aeroporto e pegar um táxi na rua mesmo, mas aí tem que dar a sorte de encontrar um táxi disponível e que pare para fazer a corrida. Dizem que o preço médio é de 15 soles. Bem, é claro que eu e Lipe queríamos pagar pelo mais barato, mas assim que desembarcamos sentimos um choque térmico: estava muuuuuuito frio! Dentro do aeroporto já estava frio, mas quando saímos o frio estava ainda pior. Então, assim que fomos abordados pelos taxistas na porta negociamos com um deles e pagamos 20 soles até o hotel. Assim que o taxista nos deixou na porta do Hotel Monte Horeb ele nos disse que não era um bom hotel e nos ofereceu um outro, mas resolvemos ficar nesse hotel mesmo, pois já havíamos reservado e tb achei que o motorista só estava querendo lucrar com a indicação do novo hotel. O Monte Horeb é bem simples, mas gostamos bastante do nosso quarto, era bem grande e confortável. Além disso, era de frente para a rua e tínhamos uma bela vista da varanda. Chegamos bem antes do horário do check-in no hotel, mas mesmo assim a funcionária nos levou até o quarto e ofereceu café e chá de coca. Até o momento eu não estava sentindo absolutamente nada de mais por causa da altitude, mas o Lipe já estava com dor de cabeça. Depois de alguns instantes, a funcionária trouxe até o quarto o chá, o Lipe experimentou e achou horrível, mas botou pra dentro! Para enfrentar o mal de altitude, o famoso soroche, nada melhor do que chá de coca e descanso. Então, como não tínhamos dormido muito bem durante a noite e a cidade estava vazia pq ainda era 6h, resolvemos tirar um cochilo até às 9h. Acordamos, tomamos um banho quentinho, nos agasalhamos e fomos passear pela cidade de Cusco. A programação era conhecer a cidade e museus pela manhã e a tarde fazer o City Tour pelas ruínas próximas. Reservamos esse City Tour no próprio hotel e custou 48 soles para 2 pessoas, marcamos da agência nos buscar as 14h no Hotel. Então começamos pela Plaza Regocijo, que era bem próxima ao hotel. Nela estava tendo uma exposição de fotos, passeamos, tiramos fotos e continuamos nosso roteiro. Nossa próxima parada era o Escritório de Informações Turísticas http://www.cosituc.gob.pe/ para comprar o nosso Bilhete Turístico. Esse bilhete não é barato, ele custa 130 soles, mas é um bilhete que dá direito a entrar em vários museus e sítios arqueológicos na região de Cusco. Nós já tínhamos agendado o City Tour pelas ruínas próximas a cidade e para entrar nessas ruínas iríamos precisar desse boleto. Além disso, tb usamos o boleto no dia posterior, qd fomos para o Vale Sagrado. Então, é bem melhor comprar um único bilhete do que comprar um ingresso para cada sítios e museu. Andamos até a Av. El Sol, 103, e compramos nossos Bilhetes Turísticos. A Av El Sol já é uma atração turística, uma rua com muitas lojas de artesanato e lojas de câmbio. Foi lá que fizemos a troca do dólar pela moeda local. Queríamos trocar no mesmo banco que trocamos no aeroporto de Lima, mas o banco estava super cheio e tinha uma certa burocracia para o câmbio, então trocamos em uma lojinha pequena mesmo. As notas são carimbadas pelo funcionário da loja e é isso que garante que a nota não é falsa. Se tiver algum problema em repassar a nota é só voltar na loja e resolver com o funcionário. Bem, pelo menos foi isso que fomos informados, mas não precisamos voltar lá, todas as notas foram aceitas normalmente. Nessa rua, encontramos um mercado de artesanato bem interessante. E foi lá que vi os itens com o melhor preço de Cusco, pena que nesse momento eu ainda não sabia. Então, tive que comprar depois com um preço mais alto. Ainda na El Sol, encontramos o primeiro templo que queria conhecer: Qorikancha. Mas iríamos ter uma visita guiada nesse templo no City Tour da parte da tarde. Então só passamos em frente, tiramos umas fotos e continuamos nosso passeio. Depois disso, fiquei ainda mais curiosa para conhecer o Qorikancha. Voltamos pela El Sol em direção à Plaza de Armas, que é a mais famosa de Cusco. Nessa praça estão as duas principais Igrejas da cidade: A Catedral e a Igreja da Companhia de Jesus. Além das Igrejas, a praça é super linda. Ficamos sentadinhos no banco acompanhando as idas e vindas das pessoas e desfrutando de estar no "umbigo do mundo" que é a tradução da palavra Cusco. E começamos a andar pelas ruelas de Cusco... Nossa próxima parada foi o Museu Inka, depois o Museo de Arte Precolombino. Passamos rapidamente pelo Museo Coca e terminamos as andanças no Centro Artesanal. Após tanto andar, fomos procurar um local para almoçar, mas como precisava ser algo bem rápido pois já estávamos atrasados para o City Tour, optamos pelo Mc Donalds, que encontramos em uma esquina bem escondida, dentro de um prédio histórico. Já era quase 14h, então voltamos correndo para o hotel e ficamos aguardando a agência nos buscar. Geralmente não fecho City Tour nas viagens que faço, mas esse de Cusco vale muito a pena pq percorre sítios arqueológicos que ficam fora da cidade que eu não conseguiria visitar por conta própria, e mesmo se conseguisse não teria as informações que somente os guias nos passam. Então, no horário certinho, a guia chegou e fomos andando para a primeira parada do passeio: a Catedral de Cusco (ainda dentro da cidade, na Plaza de Armas). Após a Igreja, fomos andando até Qorikancha (aquele templo que eu havia visto mais cedo e não entrei). Para entrar nesse templo tivemos que comprar um outro ingresso, pois o Bilhete Turístico não vale para ele. O ingresso custou 10 soles. O Qorikancha é verdadeiramente incrível! O nome significa Templo do Sol, e reza a lenda que na época dos Incas, o Templo era revestido de folhas de ouro. É claro que os espanhóis enlouqueceram quando encontraram né! Tudo foi saqueado! E para demonstrar poder e domínio, destruíram parte do templo e construíram um Convento Dominicano literalmente em cima do antigo templo. Andando por Qorikancha dá pra perceber nitidamente a diferença entre as duas arquiteturas. Depois de todas as explicações, a guia nos levou para a parte mais alta do Templo, e aí temos uma visão privilegiada. Quando saímos do Templo, fomos andando até um microônibus que estava nos aguardando para começamos a sair do centro de Cusco em direção ao primeiro sítio arqueológico. Nesse caminho, encontramos uma procissão que estava passando e ficamos impressionados com as máscaras que os homens estavam usando. Chegamos no ônibus e fomos em direção á Sacsayhuaman, que era uma fortaleza militar e que impressiona pelas grandes pedras polidas que foram usadas para sua construção. Essa era a principal entrada para a cidade de Cusco. E aí, nesse momento, que senti o soroche! A sensação é terrível! Minhas pernas ficaram fracas, senti um cansaço imenso, faltou o ar... precisei me sentar nas pedras e descansar um pouco. Em questão me minutos eu já estava melhor e continuamos nosso passeio. Saímos desse sítio e fomos em direção à Q'enqo, que consiste em uma rocha talhada de forma que mantém a temperatura constante em seu interior. Dentro dessa pedra tem uma mesa que era utilizada para sacrifício à Pachamama (mãe terra) e também era onde os Incas preparavam suas múmias. Era então uma espécie de portal para o outro mundo. Quando terminamos esse sítios o sol já estava quase se pondo, conforme a foto abaixo. Então, não conseguimos conhecer Pukapukara... Fomos então para o último sítio: Tambomachay. Quando descemos do ônibus percebemos que esse era o local mais alto do passeio, e o soroche resolveu atacar novamente.... Esse é o templo das águas e é possível visualizar algumas fontes de águas. Dizem que a água cura todos os males, só não sei pq nao cura o soroche rsrsrs. Bem, mas para chegar às fontes ainda teríamos que andar uns 10 minutos. Eu pensei em desistir, confesso! Mas depois, pensei que talvez nunca mais na vida iria voltar àquele lugar, então esse era o momento de conhecer Tambomachay. Peguei coragem, caminhei os 10 minutos, e valeu a pena! Após toda essa overdose de conhecimento, o ônibus nos levou para uma lojinha e depois para o hotel. Após um banho e um descanso, saímos para curtir a noite em Cusco, fomos jantar e tirar fotos na praça com a iluminação da noite. Estava muuuuuuito frio, então não ficamos muito tempo nas ruas. Mas ficamos tempo suficiente para perceber como Cusco é preparada para o turismo. Até mesmo de noite vemos policiais pelas ruas, em todos os momentos nos sentimos super seguros em andar pelas ruas da cidade. Após esse dia cheio de passeios legais, fomos descansar, pois no dia seguinte iríamos para a Vale Sagrado. Dia 3 – Vale Sagrado Nesse dia iríamos conhecer vários sítios arqueológicos distantes de Cusco e no final do dia, ficaríamos no último sítio - Ollantaytambo - para pegar o trem rumo à Machu Picchu. Então, arrumamos nossas malas, fizemos check-out no hotel, tomamos café-da-manhã e ficamos aguardando a van da agência que viria nos pegar. Quando eles chegaram, pagamos o valor de 90 soles para 2 pessoas e embarcamos em um micro-ônibus. Nossas malas foram guardadas em um compartimento do ônibus e fomos tranquilamente só com a bolsa de mão. E a viagem começou... depois de alguns minutos paramos para pegar mais alguns turistas em outro hotel e uma vendedora de balas de coca entrou no ônibus oferecendo. O Lipe ainda estava se sentindo mal com a altitude, então comprou um pacotinho de balas e foi comendo durante a subida. Vale lembrar que assim como o chá da coca, a bala tb não é alucinógeno. Nossa primeira parada foi no povoado de Pisac, que fica há 36 km de Cusco. Esse povoado é dividido em duas partes: uma feira de artesanato na base na montanha e no alto da montanha tem o sítio arqueológico. Paramos primeiro na feira e ficamos durante 30 minutos andando pelas ruas, olhando as lojinhas e barracas e comprando várias coisas. Descobrimos que os vendedores não podem perder a primeira venda do dia. Eles dizem que o primeiro cliente que chega na barraca deles tem que comprar, senão, o dia não terá sorte. Então, como chegamos bem cedo, conseguimos negociar bons preços. E foi ali que compramos um jogo de xadrez muito lindo, as peças são formadas pelos espanhóis e pelos incas. Esse jogo faz sucesso na decoração da minha casa! Olha só! E andando pelas ruas, descobrimos uma padaria no estilo de Pisac! Era um padeiro que assava os pães ali mesmo na rua, em um forno imenso. Achamos super interessante e pedimos para tirar uma foto. Não tive coragem de pedir o pão, pq achei o lugar meio sujinho rsrsrs. Já estávamos atrasados para a saída do ônibus, mas o Lipe viu uma barraca que vendia chapéus, e ele é viciado nessas compras. Então, compramos correndo os chapéus e voltamos para o ônibus. Assim que chegamos lá, vimos que várias outras pessoas não tinham chegado. Então, fomos comer um milho, e olhem o tamanho do milho!!! É imenso!!! O sabor é delicioso, esses grãos são super macios. Nunca tinha comido nada igual. E ficamos ali, esperando o ônibus, comendo nosso milho e conversando... Até que umas meninas chegaram com essas ovelhas e pediram para tirar uma foto. É claro que não é de graça! Eles pedem umas moedinhas em troca da foto. Elas são tão bonitinhas! Não resistimos, e tiramos uma foto com elas! Depois dessa parada, era o momento de subir para as ruínas de Pisac. Para a entrada nesse sítio utilizamos o nosso Boleto Turístico comprado no dia anterior, mas lá também havia bilheteria para a compra. Pisac é caracterizado por ter grandes terraços de agricultura, que fica bem visível nas fotos feitas do local. Esses andares que vemos são de diferentes altitudes, então isso fazia com que crescessem diferentes tipos de espécies do mesmo legume, por exemplo da batata. Eles tem mais de 3 mil tipos de batata! Além dos terraços, outra curiosidade de Pisac é que aqui ficava o maior cemitério Inca. Infelizmente, as tumbas foram saqueadas, mas era aqui que os incas eram enterrados em posição fetal, pois eles acreditavam que a morte era um renascimento e que precisavam renascer nas montanhas de onde vieram. Após essa visita, voltamos para o ônibus e fomos almoçar. O guia nos levou para uma rua em que haviam vários restaurantes e dividiu o grupo de forma que cada casal ou grupo ficasse em um restaurante. Assim, eles garantem que todos os proprietários tivessem clientes. Eu e Lipe ficamos no El Maizd e gostamos muito. Na verdade assim que chegamos soubemos que era um buffet, pagaríamos um valor fechado e comeríamos a vontade com direito à sobremesa. Esse tipo de restaurante não é vantajoso para mim, pois como sempre muito pouco. Mas como só havia essa opção (todos os outros restaurantes funcionavam da mesma forma), fomos almoçar. Eu adorei a comida, e as sobremesas então, nem se fala! Após o almoço, nossa próxima parada era Ollantaytambo. Esse sítio não estava plenamente construído na época da invasão espanhola, então até hoje, está inacabado. Sabe-se que esses degraus eram para cultivo de alimentos, mas essa região acabou servindo de fortaleza na época da invasão, pois foi onde os incas se refugiaram para lutar. E começamos nossa subida... A partir da montanha com esses degraus é possível perceber a construção da foto abaixo na montanha em frente. O guia explicou que funcionava como um frigorífero para estoque de alimentos, pois como é muito gelado, era possível estocar alimentos sem a chance de estragar. A vista da parte debaixo mostra a estrutura da cidade que funcionava nesse local antigamente, e incluía residências, templos, depósitos de alimentos, etc. Descemos com o sol se pondo e pudemos contemplar a grandeza desse local. De todos os sítios em que fomos, esse foi o que mais chamou minha atenção. Talvez pelo mistério, pois alguns locais do sítio são inexplicáveis até para os guias mais experientes. Talvez pela grandeza, pois é uma montanha toda esculpida com pedras formando terraços incrível. Talvez pela história de luta e resistência de um povo que não se deixou escravizar, mas lutou bravamente para defender sua terra, sua cultura, sua religiosidade. E era a partir de Ollantaytambo que os incas fugiram para Machu Picchu por uma trilha super escondida na selva. Quando eles perceberam que estavam perdendo a batalha e que a fortaleza iria ser invadida pelos espanhóis, eles fugiram de Ollanta através dessa trilha e foram destruindo também a trilha, para que os espanhóis não chegassem até a cidade sagrada de Machu Picchu. E os incas conseguiram! Os espanhóis invadiram Ollanta em 1536, mas Machu Picchu só foi descoberta em 1911. Nosso grupo iria continuar o tour até Chinchero e depois retornar a Cusco, mas nós ficamos em Ollantaytambo para pegar o trem até Águas Calientes. Do local em que o guia nos deixou até a estação de trem, andamos cerca de 10 minutos (com o mochilão nas costas rsrsrs). Também havia a possibilidade de ir de tuc-tuc, mas como estávamos com um outro casal de brasileiros que conhecemos no passeio e faltava muito tempo para a saída do trem, resolvemos ir andando, conhecendo a cidade e conversando. Chegamos na estação da Peru Rail super cedo, por volta de 16h. Tentamos adiantar nossa ida para um trem mais cedo, mas não conseguimos. Então, escolhemos um restaurante com wi-fi, pedimos um lanchinho e ficamos fazendo hora até o momento da partida, agendada para 19h. Havia comprado a passagem de trem pela internet pelo site http://www.perurail.com/ . Havia lido sobre algumas dificuldades com cartão de crédito no momento da compra, mas para mim foi super tranquilo. Imprimi o voucher e mostrei junto com o passaporte na entrada, e entramos sem problemas. A Peru Rail oferece duas opções de trens: O Vistadome e o Expedition. O primeiro parece que é mais luxuoso e com o teto todo de vidro para que os passageiros consigam ver melhor a paisagem. Nós iríamos de noite, então não faria diferença o vidro, estaria tudo escuro, então, optamos pelo bom preço do Expedition. Esse é mais simples, mas sinceramente, eu adorei! Talvez pq meu conceito de trem seja o do Rio de Janeiro, que é terrível!!!! Pois bem, o Expedition é lindo e super confortável. Tem um local apropriado para guardar as malas, servem lanchinhos, e tem tb um vidro no teto, mas só vimos escuridão... Eu estava super curiosa com essa viagem, pois dizem que é uma das mais lindas do mundo, então no dia seguinte eu comprei a passagem de volta à tarde para poder contemplar as paisagens. Às 19h nosso trem partiu e às 20:40 chegamos em Águas Calientes. Pernoitar no povoado é uma excelente opção para quem quer chegar cedo à Machu Picchu, pois ele fica no pé da montanha. Não há hotéis em Machu Picchu, então esse povoado é a única opção para os viajantes. Assim que chegamos, descemos do trem e percebemos várias pessoas com plaquinhas com os nomes dos passageiros. Nosso hotel também enviou um representante para nos buscar. Descemos, encontramos esse funcionário do hotel e pensamos: "pra ter enviado um funcionário é pq esse hotel deve ser longe pra caramba...". Pois bem, o trem partiu, olhamos para o outro lado da plataforma, e lá estava nosso hotel! Era exatamente em frente a estação! Parece que a cidade toda cresceu em volta da linha do trem, então a cidade realmente funciona sobre os trilhos, eu achei até meio perigoso isso, mas para eles é super normal. E então, depois de muito cansaço, entramos no nosso quarto do Adelas Hostal. Era um quarto simples, mas super confortável e limpinho. Estava doida pra tomar um banho e descansar mas ainda tínhamos duas metas para a noite: jantar e comprar o bilhete para o ônibus que sobre para Machu Picchu para o dia seguinte. Bem, deixamos as malas no hotel e fomos direto até a bilheteria pois só funcionava até 22h. Compramos os ingressos por 19 dólares ida e volta por pessoa e perguntamos o horário do primeiro ônibus: 6h da manhã. Depois fomos procurar uma pizzaria que o Lipe havia escolhido através do tripadvisor: Chez Maggy. Gostamos muito da pizza desse local, era super saborosa e fresquinha. O pizzaiolo prepara a massa e o recheio bem na nossa frente e coloca para assar em um forno que fica no meio do restaurante. Enquanto esperávamos ficamos tomando um refrigerante, conversando e tirando várias fotos. Depois do jantar, andamos um pouco pelo povoado, que é super pequeno e resolvemos voltar para o hotel. Nesse momento conseguimos o impossível: nos perdemos em Águas Calientes! Não conseguíamos achar o caminho de volta de nenhuma maneira! Fiquei preocupada pq estava ficando tarde e as ruas estavam vazias. Até que um policial nos mostrou o caminho correto e assim chegamos no Hotel em segurança... mas foi um baita susto rsrsrs! Chegamos no hotel, tomamos um banho e caímos na cama para descansar, afinal no dia seguinte teríamos um grande dia: Machu Picchu! Dia 4 – Machu Pichu E enfim chegou o dia de conhecer Machu Picchu! Os dias anteriores foram de preparo para esse momento, afinal nos mostraram toda a história do povo inca através de vários outros sítios arqueológicos. Conhecer Machu Picchu fecharia com chave de ouro nosso roteiro pelas terras incas. Compramos o nosso ingresso com antecedência de 2 meses por 126 soles por pessoa pela internet através do site: http://www.machupicchu.gob.pe/. Não tive dificuldades em comprar, recebi o voucher por email e imprime duas cópias de cada voucher, conforme vem solicitando o email. Existem várias opções de ingresso, uma delas é a entrada do parque junto com a entrada para escalar a montanha Huaynapicchu. Eu não quis fazer essa escalada, então comprei somente a entrada no parque. Assim, estava tudo pronto para conhecer o Santuário. Acordamos por volta de 5h da manhã para tomar café e fazer check-out no hotel. Conseguimos deixar as malas no locker e ir para Machu Picchu sem o mochilão nas costas. Quando chegamos por volta de 05:45h para pegar o ônibus a fila já estava IMENSA!!!! Não conseguíamos ver o final da fila, então fomos andando, subindo uma rua íngreme rumo ao nosso lugar. Eu já estava triste pq não conseguiria ver o sol iluminando Machu Picchu pela manhã bem cedo... Até que encontramos na fila o casal de brasileiros que conhecemos no dia anterior no passeio do Vale Sagrado e furamos fila rsrsrsrs!!! Além de furar fila, ainda contratamos o serviço do guia que estava com eles. Afinal ir a Machu Picchu sem um guia para explicar sobre o santuário é impossível. Iríamos fazer isso lá, logo na entrada do parque, mas resolvemos fechar logo com esse guia e ficar junto com os brasileiros durante todo o passeio. Pagamos o valor de 15 soles por pessoa para o tour, logo eu e Lipe pagamos 30 soles. Depois de uns 15 minutos no micro-ônibus chegamos à Machu Picchu! Na entrada o parque perguntamos aos guias disponíveis o valor do tour, só para saber se tínhamos feito um bom negócio. E descobrimos que tínhamos feito um excelente negócio, pois o valor dos guias era na média de 150 soles por pessoa. Isso pq esses guias ofereciam um tour exclusivo, seria somente eu, Lipe e o guia e não um grupo imenso como estávamos. Na bilheteria mostramos nosso voucher e um guarda nos revistou, e avisou que não poderíamos entrar com nenhuma comida, apenas com água. Então, escondemos nossos biscoitos e entramos no parque. Depois de alguns minutos descobrimos que a cidade sagrada é lindíssima! De tirar o fôlego! Entramos no parque por volta de 06:30 e vimos o sol iluminar a cidade aos poucos... Bem na entrada do parque tiramos a foto mais famosa de Machu Picchu. Aquela para porta-retrato! Machu Picchu é uma cidade que fica a 2400 metros de altitude, isso é alto, mas não tão alto quanto Cusco que fica a 3400 metros. Percebemos a diferença na temperatura, pois MP é um pouquinho mais quente do que Cusco, mas mesmo sendo mais baixa, o soroche me pegou. E nesse momento, precisei descansar um pouco para continuar a subida. Machu Picchu tem duas áreas. A primeira que visitamos é a área agrícola, caracterizada pelos terraços em que eram cultivados os alimentos. Essa parte é bem parecida com os degraus que vimos em outros sítios. Depois começamos a conhecer a parte urbana, que era onde os incas viviam, moravam, faziam seus rituais, etc. A foto abaixo é o Templo do Sol, o sol entra por essa janela e incide diretamente sobre o altar. Assim os incas acreditavam que o Deus Sol recebia as oferendas. A foto abaixo mostra o interior de uma residência inca. Essa espécie de janela fechada na parede servia para colocar os ídolos. As pedras de Machu Pichu não são todas originais. Apenas 30% da cidade é uma construção original.. uma pena... o restante foi reconstruído. A construção original é formada por pedras maiores e com encaixe com pouco espaço. Uma das vantagens de ir com guia é que ele nos mostra detalhes que jamais veríamos se estivéssemos sozinhos. Por exemplo, ele nos mostrou essa réplica da montanha. Não se sabe se ela foi talhada ou se é original... mais um dos mistério de Machu Picchu... Outro mistério de Machu Picchu é a água canalizada. Os incas, a frente do seu tempo, conseguiram desenvolver uma estratégia para que a água proveniente da neve no alto da montanha conseguisse chegar à cidade. E até hoje percebemos a água escorrendo pelas pedras. Depois de todas as explicações do guia, já era por volta de 8:45h. Algumas pessoas do nosso grupo iria subir a montanha Wayna Picchu, mas eu e Lipe não compramos o ingresso com essa opção, pois não temos um espírito tão aventureiro. Já tinha lido relatos sobre essa subida e não me identifiquei muito, então ficamos somente no parque passeando e tirando várias fotos. Começamos a explorar por conta própria os vários cantinhos que passamos mais rápido com o guia. No meio de tantas andanças encontramos as funcionárias mais ilustres do governo peruano em Machu Picchu, são as lhamas! Elas trabalham comendo a grama do parque para que nos cresça. Assim o mato fica sempre bonitinho, graças as nossas amigas lhamas! E descobrimos que as lhamas de Machu Picchu são condicionadas. Elas ouvem o barulho do saco plástico, associam à comida e vem em direção à pessoa que fez o barulho. Era muito engraçado, pq o Lipe ficava mexendo no saquinho e onde a lhama estivesse ela voltava e quase avançava no nosso lanchinho. Então, se você quiser tirar uma foto bem pertinho da lhama, leve um saquinho de biscoito e faça bastante barulho, mas lembre-se: não alimente a lhama! Por volta de 13h já tínhamos andado bastante pelo parque. Então nos despedimos de Machu Pichu e fomos pegar o ônibus de volta para Águas Calientes. Na saída do parque fomos carimbar nosso passaporte para registrar e guardar com carinho esse momento tão especial. Pegamos o ônibus, descemos e fomos almoçar em Águas Calientes. Andamos um pouco pelo povoado e achamos ainda mais charmoso do que de noite. As cores, a montanha ao fundo, os moradores, tudo nos encantou! Encontramos um restaurante muito bom, mas eu não lembro o nome, lembro apenas que ficava na rua principal de Águas Calientes. Lá era pago um preço fixo por pessoa e dava direito a uma sopa de entrada + prato principal + sobremesa, somente a bebida era a parte. No final das contas, eu e Lipe pagamos apenas 45 soles por tudo isso!!! E tudo estava super saboroso! Após o almoço, voltamos ao nosso hotel para buscar nossos mochilões. Enquanto o Lipe buscava as mochilas fiquei no restaurante do hotel, que funciona no primeiro andar, e percebi um volume embrulhado muito grande nas costas de uma peruana. Alguns instantes depois percebi que era uma criança! Aquela mulher estava trabalhando normalmente carregando nas costas seu filho de aproximadamente 2 anos de idade todo embrulhadinho dormindo. Achei super interessante e fiquei conversando com ela sobre a criança, ela me perguntou se já tinha filhos e eu disse que ainda não. Quando chegou nossa hora de ir para a estação, ela me presenteou com uma lembrancinha, foi um gesto tão carinhoso que fiquei até emocionada. Ela desejou que eu tivesse muitos filhos! E então, estava na hora de voltar para Cusco, mas tínhamos um longo caminho de volta... Pegamos o trem e aproveitamos para tirar fotos por dentro, pois ele é super bonito! E por fim conseguimos ver as lindas paisagens do trajeto até Ollantaytambo, ao contrário do dia anterior em que pegamos o trem à noite. O Lipe dormiu a viagem inteira, então acho que ele está vendo a paisagem através das fotos desse post rsrsrs. Pegamos o trem às 14:55 e chegamos à Ollanta às 16:30h. Ainda tínhamos que chegar em Cusco e aí escolhemos a opção de uma van que tem o ponto bem perto da estação de trem. É só ir andando pela rua principal em frente à estação e aí tem um terreno com várias vans estacionadas e motoristas gritando "Cusco"!!! O valor da van é de 10 soles por pessoa. As malas vão em cima da van, amarradas de forma meio perigosa. Mas como estávamos com mochilas, demos um jeitinho delas irem conosco dentro da van, achamos assim mais seguro, mas tb foi mais desconfortável. O trajeto durou cerca de 2:30h e foi bem cansativo, por causas das curvas e da altitude. Lipe passou mal novamente e ainda ficou muito preocupado pq o motorista da van disse que estava muito cansado e sem comer desde de manhã. Ele estava dirigindo igual um doido pelas estradas para fazer o maior número de viagens no dia. Eu dormi igual um anjinho... Chegamos por volta de 19h em Cusco, a van nos deixou próximo à Plaza de Armas. Mas nossa viagem não tinha acabado.... ainda tínhamos uma outra viagem, iríamos passar a madrugada no ônibus rumo à Puno. Compramos com antecedência de 2 meses a passagem pelo site: http://www.cruzdelsur.com.pe/ e custou 75 soles por pessoa. Tinham várias outras opções de passagem, tinha uma mais barata (29 soles), na parte de cima do ônibus, com uma cadeira que não reclinava muito. Mas sabíamos que estaríamos muito cansados, então investimos na melhor poltrona e pagamos um pouco a mais. Então pegamos um táxi na Plaza de Armas até o terminal de ônibus da Cruz del Sur, que é muito próximo ao centro e o táxi nos cobrou apenas 6 soles pelo trajeto. A empresa tem seu próprio terminal, é ótimo, bem confortável, tem banheiro, lanchonete, só não tem wi-fi. Mas enquanto estávamos no táxi ouvimos sobre um terremoto no sul do Peru, justamente para onde estávamos indo e aí ficamos muito preocupados. Mas percebemos que para os peruanos isso não é uma grande novidade, eles estão acostumados com abalos sísmicos! Enfim, chegamos ao terminal da Cruz del Sur e fomos perguntar sobre o terremoto, mas os funcionários nos informaram que a cidade para a qual iríamos - Puno - não tinha sido atingida e que a viagem seria tranquila. Passado o susto, fomos descansar até o horário do nosso embarque no ônibus. Gostamos muito do ônibus, a poltrona era confortável e reclinava bastante, tinha uma televisão interativa na frente, serviram jantar, refrigerante, nos deram travesseiros e lençol. O ônibus tb tinha aquecedor, então não sentimos nenhum frio durante a noite. Enfim, foi uma viagem bem tranquila. E assim, terminamos nosso dia... Dia 5 – Islas: Uros, Utama e Amantani Chegamos por volta de 5 horas da manhã em Puno, o ônibus nos deixou no Terminal Rodoviário da cidade e Giovani, responsável pela empresa Titicaca Tour (http://www.titicacatour.com/) já estava nos aguardando. Tinha reservado anteriormente com ele pela internet o tour de dois dias e uma noite pelas ilhas de Uros, Amantani e Taquile e ele nos cobrou 45 dólares por pessoa. O passeio dá direito à transporte, alimentação e alojamento na casa de nativos. Tinha lido anteriormente sobre esse tour, sabia das dificuldades, da falta de luxo, mas mesmo assim, eu e Lipe decidimos conhecer essas ilhas. Pois bem, chegamos ao terminal, encontramos o Giovani, e ele nos levou para tomar um café-da-manhã em uma das lanchonetes do terminal. Essa primeira refeição já foi paga por ele, nem sabíamos que já estava incluída. Mas a verdade é que não gostei muito do local e a partir desse momento eu sabia que teria que ter muito cuidado com a água e com a comida, pois não queria ter dor de barriga. Giovani nos orientou a deixas os mochilões na agência, que funciona dentro do próprio terminal, e ir para o passeio com uma mochila menor, carregando somente o que precisaríamos para esses dois dias, pois iríamos caminhar muito. Então, compramos uma mochila pequena em uma das lojinhas por 30 soles, arrumamos nossos pertences, deixamos os mochilões na agência e pagamos o passeio. Nesse momento, fomos enrolados pela primeira vez na viagem. Giovani não tinha troco para 100 dólares, ele disse que tinha apenas uma nota de 20 dólares. Então, eu, inocentemente, ofereci dar 110 dólares e pegar os 20 de troco. Enganação! Depois de dois dias, tentamos usar os 20 dólares mas a nota não foi aceita em nenhum outro lugar de Puno! Tentamos voltar na agência para trocar a nota e a agência estava fechada. Tentamos ligar para Giovani, ele disse que estava indo nos encontrar mas nunca apareceu... Um prejuízo... mas depois na Bolívia conseguimos trocar a bendita nota rsrsrs! Depois disso tudo, um táxi nos levou do terminal até o porto para pegar o barco. Pegamos o barco e zarpamos... em 30 minutos chegamos na primeira ilha: Uros. É uma ilha flutuante, foi toda construída com material retirado do próprio lago chamado totora. Os Uros amarram essa totora no fundo do lado e constroem suas casas sobre o rio. Por isso a ilha é chamada de ilha flutuante e realmente dá pra sentir a ilha se movendo conforme o movimento das águas. Fomos recebido pelo presidente da comunidade que nos explicou no idioma local como funciona o dia-a-dia dos nativos. Toda a explicação era traduzida pelo guia para espanhol e inglês. Após a explicação, os Uros nos ofereceram um passeio no barco até uma outra ilha chamada Utama. Chegamos em Utama, que fica a menos de 5 minutos de Uros. Em Utama tem um restaurante, banheiro e um local para carimbar o passaporte, assim como Machu Picchu. Mas eu não tinha lido nada a respeito desse carimbo e fiquei preocupada, então carimbei meu passaporte. Tiramos algumas fotos em Utama e ficamos contemplando a grandiosidade e beleza do lago Titicaca. Saímos de Utama e fomos em direção a Amantani, que seria a ilha em que passaríamos a noite. Esse trajeto durou 2 horas, mas fiquei contemplando o lago que fica a 3810m de altitude e é maior lago navegável do mundo. A paisagem é incrível, mas os efeitos da altitude começaram a aparecer novamente. Meu nariz ficou completamente seco e chegou a sangrar, a sorte é que tinha comprado um genérico do neosoro em Cusco e isso aliviava um pouco o ressecamento. Chegamos em Amantani por volta de 13:00h. Assim que chegamos o nosso guia que era uma pessoa um pouco enrolada demorou para fazer a divisão dos turistas para cada família de nativo. No nosso grupo não tinha um brasileiro... uma pena... a maioria eram europeus e aí a comunicação ficou bem difícil pq eu não conseguia entender uma palavra do inglês falado pelos franceses... pelos alemães então... até a comunicação com nosso guia estava difícil, pq ele era nativo da ilha e falava espanhol com um sotaque que era super difícil de entender. Em alguns momentos, eu entendia melhor o inglês dele do que o espanhol. Por fim, ficamos com a família da mama Paola. Ela nos levou até sua residência, fomos subindo, subindo, subindo e ficando cada vez mais cansados e com mais falta de ar. Mas o visual compensava. Chegamos na residência, e Paola nos mostrou nosso quarto. Era tudo muito simples, muito simples mesmo. Ficamos somente eu e Lipe nessa residência, então tivemos um quarto só para nós dois. Assim que chegamos Lipe avistou um banheiro do lado de fora e foi logo fazer um xixi. Depois, Paola nos mostrou um outro banheiro, dentro da casa, mas também não era lá grandes coisas. Não tinha chuveiro nem descarga nem água na bica... enfim... bem precário. Deixamos a mala no nosso quarto e enquanto Paola preparava nosso almoço fomos dar uma volta na ilha. Encontramos paisagens incríveis! Retornamos para a casa e almoçamos uma comidinha bem simples, à base de legumes. O menu é sempre vegetariano, não tem carne alguma. Comemos queijo, batatas, arroz, e outros legumes que não me lembro. Logo depois do almoço fomos nos encontrar com nosso grupo e com o guia para subirmos até o topo da ilha. O roteiro era ver o pôr-do-sol no templo da Pachamama, que é considerada a Mãe Terra. A subida foi terrível! Nunca passei tão mal... dava alguns passos e já parecia que meu coração ia explodir! E nosso grupo era formado por super atletas que conseguiam suportar a altitude tranquilamente. Eles foram na frente e eu e Lipe bem atrás do grupo, perdemos várias explicações do guia, pq não conseguíamos acompanhar o grupo. E por fim, depois de muitas andanças, e quase 1:30h de subida, chegamos ao topo da ilha. Assim que chegamos, encontramos uma feirinha de artesanato, bem na entrada do Templo. A vista lá de cima é bem bonita. Eu já estava bem irritada nessa hora, confesso.... o visual lá de cima é bem bonito, mas acho que não valeu a pena tanto esforço. Além do cansaço, havia o frio que estava insuportável... Vimos o pôr-do-sol, descemos já na escuridão e o filho de Paola estava nos aguardando na quadra de esportes para nos levar de volta até a residência deles. Nesse trajeto tivemos que usar nossas lanternas pois não havia energia elétrica e a noite já tinha caído. Após o jantar, Paola nos ofereceu para ir conosco até uma festa que ocorreria na aldeia, mas estávamos muito cansados. Resolvemos dormir cedo, e por volta de 20h já estávamos na cama para a noite mais fria que tínhamos passado até o momento. Naquela noite, pela primeira vez senti saudade de casa... senti saudade do meu Rio de Janeiro com 40º, saudade da minha cama quentinha, saudade do meu chuveiro, saudade... Dia 6: Islas: Amantani e Taquile ; Puno Depois de uma noite mal dormida, pq estava muuuuuito frio. Acordamos cedo, arrumamos nosso humilde quartinho e fomos fazer nossa higiene matinal... Bem, não havia água encanada nem para escovar os dentes. Então usei água mineral da minha própria garrafinha para fazer isso. Fiquei com nojo do balde cheio de lodo que havia no banheiro...Bem, como já disse no post anterior, não havia chuveiro para tomar banho e isso me deixou muuuuito irritada. É claro que eu já sabia que teria que ficar sem tomar banho, mas não imaginei que seria tão terrível. E o mais interessante é que nossos amigos europeus não estavam nem um pouco preocupados com isso! Como eles são porquinhos!!! Deixamos nosso quarto e fomos tomar café-da-manhã. A filha da Paola preparou umas panquecas, queijo, pão, café e chá. Além disso, como sempre, tinha batatas.. não aguentava mais batatas e legumes e só pensava em um maravilhoso Big Mac! Estava muito ansiosa para ir embora daquele lugar, essa era a verdade... Nos despedimos da família de Paola que era composta por ela, o esposo, a filha, o genro e uma netinha que ficava olhando para nossa comida doida para comer aquelas guloseimas. A verdade é que a comida deles é diferente da nossa, é bem mais simples. Bem, começamos a descer em direção ao porto para encontrar com nossos companheiros de viagem e partirmos para a última ilha do lago Titicaca que conheceríamos nesse passeio: Taquile. Durante essa descida, fiquei contemplando pela última vez a isla Amantani e pensando no modo de vida dos habitantes da ilha. Tudo é compartilhado entre eles, até mesmo o turismo é feito de forma que todos da ilha possam hospedar turistas e assim obter uma renda. Amantani me fez pensar e agradecer a Deus por tudo que tenho, pelas coisas simples e pelas maiores. Enquanto descia a Ilha, agradeci a Deus pela minha casa, pela luz elétrica, pela água encanada, pelo meu emprego, pela minha família, por tudo... Vou confessar que detestei Amantani, que nunca mais volto naquele lugar, mas que tive um momento muito especial naquela manhã, senti um nó na garganta, uma vontade imensa de chorar, de estar em casa. Chegamos ao porto e ficamos esperando pelos nossos amigos enquanto tirávamos várias fotos. Até que todos chegaram e tivemos um momento de despedida das nossas mamas. Todas estavam no porto, vestidas com o mesmo traje típico. Confesso que demorei para encontrar a mama Paola, pq todas ficam muito parecidas com essas roupas rsrrs. Entramos no barco e levamos 1:30 para chegar até Taquile. Nesse momento, nosso guia mais uma vez se enrolou com as explicações. Ele disse que poderíamos conhecer uma parte da ilha e se não quiséssemos andar durante 40 minutos até chegar ao outro lado poderíamos ir de barco e encontrar o restante do grupo lá. Ele DISSE isso! Pois bem, eu e Lipe acreditamos nele, descemos, e conhecemos essa parte da ilha... Taquile é uma ilha que é um patrimônio protegido pela UNESCO, devido à importância história desse povo que guarda muito da sua cultura e dos seus costumes. Durante uma pequena subida até a praça principal passamos por vários arcos construídos e vimos vários moradores cuidando da terra e dos animais. Uma vida bem tranquila... E aí, chegamos na praça principal em que vimos um pequeno comércio, uma igreja e algumas casas. Depois desse passeio, o grupo foi conhecer outra parte da ilha, eu e Lipe já estávamos muito cansados da andança do dia anterior, quando subimos Amantani por quase 1:30 para ver o pôr-do-sol mixuruca da ilha. Então, pedimos para voltar para o barco para atravessar a ilha de barco e não andando, conforme o guia tinha explicado. E aí, veio a notícia terrível: o barco já tinha zarpado para o outro lado da ilha! Ficamos desesperados! Eu não aguentava mais andar! Eu não aguentava mais a altitude! Eu não aguentava mais o Lago Titicaca! Tivemos que ir com o grupo e até que a caminhada não foi tão terrível pq não era uma subida, era um caminho plano, reto, contornando a ilha até o seu lado oposto. E nesse caminho, nós decidimos fazer uma modificação no nosso roteiro de viagem. O programa até então era conhecer mais uma ilha do lago Titicaca, a Isla del Sol na parte da Bolívia do Lago. Iríamos no dia seguinte para Copacabana e depois para essa ilha. Mas já tínhamos visto muito desse lago, as paisagens eram bem parecidas e então, desistimos de ir para Copacabana e para Isla del Sol. Uma das vantagens de viajar por conta própria, sem agência, é a possibilidade de alterar o roteiro a qualquer momento, de acordo com o nosso desejo. Depois que alteramos nosso roteiro, fiquei mais tranquila. E comecei a olhar aquela paisagem e pensar nas belezas naturais do meu país. Estava muito saudosista nesse dia... Sinceramente, Arraial do Cabo é muito mais bonito do que essas ilhas... fiquei pensando nas praias que adoro... no calor do Rio.... E isso me deixou ainda mais calma... Chegamos em uma residência de um dos moradores e ele ficou nos explicando sobre os chapéus que cada nativo usa de acordo com o estado civil. Após a explicação, foi oferecido um almoço com comidas típicas pelo valor de 35 soles por pessoa. Eu não aguentava mais aquela comida, então, eu, Lipe, uma chilena e uma equatoriana, continuamos a descer a ilha rumo ao porto. Ficamos no porto por 1 horas aguardando os outros e quanto isso tiramos várias fotos. Estávamos muito cansados, então deitamos no chão mesmo, e ficamos descansado... Então, finalmente chegou a hora de voltar para Puno. Estava muito ansiosa para chegar na cidade e ir para o Hotel Mirador del Titikaka. Como eu sabia que estaríamos doidos por um quarto bem confortável reservei com antecedência o melhor hotel de Puno! Ele fica afastado do centro, fica no alto de uma colina e tem uma vista espetacular da cidade. Chegamos à Puno por volta de 16h, fomos até a agência buscar nossos mochilões e depois fomos comprar a passagem para La Paz para o dia seguinte. A empresa que faz esse trajeto é a Tour Peru, mas ela já não tinha ingressos disponíveis, então tivemos que escolher uma outra empresa (que agora não me lembro o nome, acho que era Titicaca Bolívia), compramos as duas passagens pelo valor de 60 soles e escolhemos o horário de 14:30. Parece que só tem dois horários de saída, um pela manhã e esse de 14:30h. Como queríamos aproveitar bastante o hotel de Puno escolhemos a saída na parte da tarde. Com as passagens compradas, procuramos um táxi para nos levar até o hotel. Já tinha lido que a média do valor do táxi era de 15 soles, mas os taxistas nos cobraram 35 soles pela corrida. Desistimos e fomos para o outro lado do terminal procurar por outros táxis. E aí, encontramos o tuc-tuc que nos cobrou 10 soles pela corrida. É claro que o tuc-tuc não é tão confortável quanto o carro, ele é pequeno, apertado, barulhento, além de andar mais devagar, mas por 10 soles valia a pena! Chegar ao Mirador del Titikaka não é fácil, o caminho é bem complicado e o motorista não conhecia. Ele teve que parar diversas vezes para perguntar até encontrar o caminho certo. Quando chegamos, o Lipe deu até uma gorjeta mais gordinha para o motorista pq vimos que realmente o trajeto foi bem mais complicado do que ele imaginava. Chegamos e ficamos encantados com o hotel! Ele é lindíssimo!!!! Fomos muito bem recebidos pelos funcionários e eles nos acomodaram no melhor quarto que já tínhamos experimentado durante toda a viagem! A vista do quarto é espetacular! Assim que entrei no quarto fiquei pulando igual criança de felicidade, afinal, depois de dois dias de sufoco nas ilhas do Titicaca, era muuuuito bom estar em um lugar confortável e limpinho. O quarto é super grande, quando eu fui reservar só tinha a opção com 2 camas de casal, então como queria muuuuuito ficar nesse hotel, reservei assim mesmo. O quarto tem tb um item muito importante para o inverno: aquecedor. Pela primeira vez não precisei ficar com várias camadas de roupas para enfrentar o frio da noite! Após conhecer o quarto todo, tomei um banho bem quente de quase 1 hora! Se vc acompanhou o post anterior vai perceber que eu não havia tomado banho na Isla Amantani, pois na casa da mama Paola não havia chuveiro... então, precisava ficar de molho nesse banheiro lindíssimo rsrsrs. Estávamos com muuuuuita fome, e o hotel tem um restaurante maravilhoso, pedimos dois pratos bem saborosos e eles nos serviram no quarto. Foi uma refeição muito agradável, enquanto comíamos, ficamos observando o entardecer e as luzes da cidade... Definitivamente, estávamos adorando o Mirador! Foi a nossa melhor escolha! Ainda bem que pensei com antecedência que precisaria do melhor hotel de Puno após o passeio de dois dias pelas Ilhas! Valeu a pena investir nesse luxo! Dia 7: Hotel Mirador Del Titicaca e ida para La Paz Acordamos mais tarde nesse dia, afinal precisava repôr as energias e fomos tomar café-da-manhã no restaurante do hotel. Com a iluminação da manhã percebemos que o hotel é ainda mais bonito! O café é servido individualmente na mesa, não é aquele estilo buffet em que cada um se serve. Eles ofereceram de tudo nesse café, gostamos muuuuito! Após o café, fomos passear pelo terreno do hotel que tem uma trilha que percorre uma grande distância. Mas é claro que eu não queria ficar andando, só tiramos algumas fotos e ficamos apreciando a vista. A parte de fora do hotel tb é muito bonita. Percebemos a arquitetura do hotel que é feita de forma que todos os quartos tenham vista para a cidade e para o lago. Esse hotel estava funcionando há apenas 2 meses, mas já estava fazendo o maior sucesso! O check-in deveria ser feito às 11h da manhã, mas como nosso ônibus só sairia às 14:30h, pedimos para ficar mais um pouco no hotel e o dono nos permitiu. À propósito, ele é uma pessoa muito solícita e que procurou nos agradar em todos os momentos. Por volta de 13:30, o hotel chamou um táxi para nos levar de volta ao Terminal de ônibus de Puno. Dessa vez, fomos de táxi tradicional, nada de tuc-tuc e o valor cobrado foi bem justo, 15 soles. Chegamos ao terminal e ficamos aguardando nosso ônibus. No horário agendado, pegamos o ônibus rumo à La Paz. Na verdade o ônibus não é direto para La Paz. Tivemos que fazer uma baldeação em Copacabana, e pegar um outro ônibus para La Paz. Ficamos preocupados com as malas, mas o funcionário nos explicou que estava guardando a bagagem de todos os passageiros que fariam a baldeação no mesmo compartimento. Então ficamos tranquilos. O ônibus era confortável, nada de muito luxo como na Cruz del Sur, mas para uma viagem de aproximadamente 3 horas (até Copacabana), era algo possível. Durante o trajeto, vimos paisagens incríveis, pois o ônibus vai beirando o Lago Titicaca durante quase todo o tempo. Até que depois de algumas horas, chegamos à fronteira entre Peru e Bolívia. O ônibus pára, todos tem que descer e seguir a pé até o posto da polícia e depois andamos mais uns 300 metros até o posto da imigração. Nesse trajeto é que encontramos esse ponto turístico do Peru. Tiramos uma foto com um pé em cada país e assim nos despedimos do Peru... No posto da imigração havia uma fila imensa. Eu e Lipe fomos um dos primeiros a serem atendidos, mas muita gente correu o risco de perder o ônibus por causa da burocracia. O motorista do ônibus deu 20 minutos de prazo, quem não voltasse para o ônibus nesse período, ficaria para trás e teria que pegar o próximo ônibus. Passaportes devidamente carimbados, era a hora de tentar passar nossa nota de 20 dólares que ninguém aceitou no Peru. Então, tinha uma barraquinha que vendia doces, salgados, água e que tb trocava dinheiro. E foi ali, que conseguimos trocar nossa nota! Fiquei super feliz!!! rsrsrs Entramos no ônibus novamente e fomos até o centro de Copacabana. Lá, o ônibus que iria até La Paz já estava nos aguardando. Pegamos as malas, corremos até o ônibus, guardamos as bagagens e entramos. E aí, que começou o terror... Não havia poltrona marcada na passagem, eu pensei que a poltrona seria a mesma do ônibus anterior, só que não! O ônibus já estava lotado e só havia duas poltronas sobrando, quando sentei, percebi que elas estavam quebradas, pois o banco não reclinava. Eu e Lipe encaramos mais 3:30 de viagem em 90º e o pior, o passageiro da frente desceu o banco, e aí ficou ainda mais apertado... Depois de algumas horas de viagem, paramos na cidade de Tiquina e tivemos que descer do ônibus. Nesse local, o ônibus atravessa o lago em uma balsa imensa e nós passageiro, tivemos que comprar o ingresso no valor de 2 bolivianos por pessoa para atravessar o lago em um barquinho. Nesse momento, já era noite, e foi um pouco assustadora essa travessia, pois o barco era bem rudimentar. Além disso, fazia um frio inexplicável.... estava com vários casacos, luva, gorro, tudo, e nada passava o frio... Mas lembro de ter olhado para o céu e ter visto uma imagem que nunca vou me esquecer, nunca vi algo tão lindo, estrelas tão coloridas, brilhantes, próximas da gente, formando desenhos incríveis no céu da Bolívia... Descemos do barquinho e fomos procurar nosso ônibus e nesse momento ficamos mais preocupados ainda, pq eu não lembrava qual era o nosso ônibus. Havia dois ônibus da mesma empresa parados e eu não sabia qual era o nosso. Até que percebemos um grupo de jovens americanos e reconhecemos como sendo nossos companheiros do ônibus e fomos atrás deles! Ainda faltava muuuuito até La Paz, a partir desse momento a viagem foi ficando cada vez mais difícil, pq La Paz é uma cidade muito alta e a altitude começou a me fazer muito mal... me senti muito enjoada, com dor de cabeça... Quando começamos a ver sinais de civilização o ônibus parou e um casal de bolivianos entrou no ônibus, eles ficaram em pé mesmo, pq não tinha lugar. O boliviano ligou o celular na maior altura e ficou cantando várias músicas enquanto tentava conquistar a boliviana. Eu só queria tentar dormir um pouco, mas ele não me permitiu... eu e Lipe ficamos prestando atenção na conversa deles e no final já estávamos até torcendo pra eles ficarem juntos, pq o boliviano estava investindo alto na cantada rsrsr. Até hoje o Lipe imita o boliviano cantando suas músicas de amor e fazendo várias caras e bocas!!!! Por volta de 21:30h chegamos em La Paz... A cidade é assustadoramente feia! Parece que estamos em uma grande favela! De noite então, o cenário é ainda pior! O ônibus nos deixou no terminal rodoviário e eu tinha que ir na Todo Turismo para buscar as passagens para Uyuni, que eu já tinha reservado pela internet, mas a loja da empresa que fica em frente à rodoviária já estava fechada. Pegamos um táxi até o Hotel Berlina e pagamos Bs 12,50. O quarto era bem grande e espaçoso, e além disso tinha meu objeto favorito: aquecedor! Só achei a decoração um pouco brega, tinha uma pintura na parede super cafona, mas de resto era um excelente hotel. Estávamos com fome, então pedimos uma pizza indicada pelo próprio hotel e gostamos bastante. Depois de um banho quente e de uma pizza gostosa, ficamos vendo a Globo Internacional e em poucos minutos dormimos... Dia 8: La Paz Tínhamos programado de conhecer o Chacaltaya e o Vale de la Luna nesse dia. Já tinha combinado tudo com a agência Colque Tour por email, mas a funcionária pediu que eu ligasse pela manhã somente para confirmar o tour. Pois assim que acordei, liguei para a agência, mas a funcionária me informou que não havia fechado grupo para o passeio. Combinei então de fazer o passeio no dia seguinte, pois ela me confirmou que o grupo já estava confirmado. Já que não faríamos o passeio, subimos para o último andar do hotel para tomar café-da-manhã com bastante calma. O hotel disponibiliza mesas na parte coberta e também do lado de fora, no terraço. Mas o frio estava muito intenso, então só tiramos umas fotos do lado de fora e voltamos correndo para o quentinho! Adoramos a vista do hotel, dá pra ver toda a cidade! Após o café-da-manhã fomos conhecer a cidade e resolver algumas questões de ingressos e vouchers que precisaríamos para os próximos dias. Nossa primeira parada foi no escritório da Colque Tours, e lá pagamos dois passeios: Chacaltaya e Vale de La Luna que faríamos no dia seguinte e o passeio de 3 dias pelo Deserto partindo de Uyuni com translado até San Pedro de Atacama, incluindo alimentação e hospedagem. O valor dos dois passeios para duas pessoas ficou no total de Bs 1860,00. Além disso, já separamos os valores das entradas (que não estava incluído no pacote com a agência). Para o Vale de la Luna gastaríamos Bs 30,00 por pessoa e para o Deserto gastaríamos Bs 180,00 por pessoa. Depois nossa outra parada burocrática foi no escritório da Todo Turismo. Eu já tinha reservado as passagens por email, através do site: http://www.todoturismo.bo/. Quando chegamos ao escritório percebemos que se tivéssemos deixado para comprar na hora, sem reserva, não teríamos encontrado passagens. Elas esgotam super rápido! Pagamos o valor de 37 dólares por pessoa, pegamos nossa passagem e voltamos caminhando em direção ao centro de La Paz. Aí fomos curtir a cidade, mas eu não tirei muitas fotos, pois não levei minha máquina fotográfica. Não me senti segura para andar com uma máquina profissional pela cidade, achei que seria muito arriscado. Depois de muitas andanças e algumas comprinhas de artesanato, escolhemos o hotel Sol e Luna para almoçarmos. O restaurante ainda estava vazio quando chegamos, pois era exatamente 12h. Por volta de 13h, percebemos que ele ficou mais cheio e que o público que o visita é predominantemente de turistas. Comemos uma sopinha de abóbora de entrada, que estava uma delícia. E depois pedimos os pratos principais. O restaurante oferece comida de vários países, o cardápio não tem como não agradar a todos! E de sobremesa pedimos um sorvete de nozes com mousse de chocolate. Encontrar um bom restaurante na Bolívia é uma árdua tarefa, isso pq eles não tem muita preocupação com a higiene. Como a comida é muito barata, inclusive em bons restaurantes, optamos por escolher os melhores, assim garantiríamos a qualidade da comida e evitaríamos problemas com infecção intestinal, que é algo muito comum em turistas na Bolívia. Um bom restaurante, como esse Sol e Luna, não tem um preço tão impossível. Gastamos ao todo (com entrada, prato principal, sobremesa, refrigerante e gorjeta) o valor de Bs 200,00, equivalente a R$ 73,00. Esse preço para um casal em qualquer restaurante do Rio já é uma pechincha e tanto! Após o almoço, fomos para o centro histórico de La Paz. Conhecemos uma praça em que não conseguimos ficar nem 10 minutos nela. Ela é infestada de pombos! São centenas, milhares, sei lá! E as pessoas ficam brincando com eles, deixando eles pousarem na cabeça, no ombro! Terrível! Perto dessa praça tem o Museu Nacional de Arte, que tem entrada gratuita. Conhecemos as salas, mas é um museu bem pequeno, rapidinho o passeio termina. E conhecemos o prédio da Polícia Boliviana e pudemos perceber os buracos de tiros na fachada do prédio, fruto de uma manifestação popular. Conhecemos o prédio do Governo. E depois disso, rodei pelas lojas de La Paz a procura de um casaco específico para o frio, pois sabia que no Deserto eu iria precisar. Encontrei um da The North Face por Bs 240,00 que era impermeável, térmico e que ainda cortava o vento. Sei que no calor do Rio eu jamais usarei o casaco, mas ele me salvou no deserto! Compramos também outras luvas, meias e passamos no mercado para comprar um estoque de guloseimas e de água. Compramos muuuuuita coisa no mercado e pagamos apenas Bs 40,00!!! Eu estava me sentindo rica na Bolívia!!! Tudo é muuuuito barato! Assim, abastecidos, voltamos para o hotel e descansamos um pouco. À noite, fomos jantar no Restaurante Tambo Colonial que funciona dentro do Hotel Colonial, que ficava bem pertinho do nosso Hotel. Nesse restaurante comemos muito bem, mas o atendimento não foi dos melhores... Voltamos para o hotel e fomos descansar para no dia seguinte conhecermos o tão sonhado Chacaltaya. Dia 9: Chacaltaya e Valle de La Luna Acordamos bem cedo, tomamos café e descemos para aguardar a agência nos buscar para o tour. No horário agendado o funcionário chegou ao hotel, entramos na van e seguimos buscando outros turistas. Nesse passeio fomos junto com mais três brasileiros, adoramos quando encontramos conterrâneos nos passeios pois fazemos a maior bagunça na van. Falamos sobre política, sobre o clima do Brasil, sobre a liberação da maconha (tema arduamente defendido por um dos brasileiros), sobre a folha da coca rsrsrsr! Foi bem divertido! Depois de alguns minutos, percebemos que a cidade ficava cada vez mais distante e estávamos entrando em uma área desabitada. E de repente, ele surgiu! Era difícil acreditar que chegaríamos até o topo dessa enorme montanha que estava atrás de nós! Mas continuamos a subir... e a montanha ficava cada vez mais próxima. Essa montanha é o símbolo da Paramount, que aparece em todos os filmes bem no início. Continuamos a subir e meu nariz começou a sangrar... já estava cheio de casquinhas, eu estava toda entupida, foi terrível! Mas o visual valeu a pena cada esforço! A van parou bem no pé do topo da montanha, mas ainda tivemos que andar um bom pedaço a pé. Nesse local já funcionou a mais alta estação e esqui do mundo, mas por causa do aquecimento global a neve aqui está bem escassa. Depois de vermos a antiga estação da esqui, começamos nossa subida... Precisávamos parar de 5 em 5 minutos para respirar e descansar, é realmente muuuuito difícil encontrar oxigênio nessa altitude. E a cada parada, era uma sessão de fotos. Até que pisamos na tão sonhada neve e chegamos ao cume do monte. Lá de cima, percebemos a mistura entre deserto, neve, lagos, montanhas... para cada lado em que olhávamos, ficávamos ainda mais encantados com o lugar. Depois de tudo isso, sentimos muita fome e fizemos um pique-nique no alto da montanha. Quando pegamos nossa batata ela estava toda estufada por causa da altitude! Depois do nosso lanchinho, começamos a descer a montanha e aí ganhamos um incrível presente: começou a nevar! O tempo fechou rapidamente, tudo ficou muito diferente de como estava e flocos de neve caíram do céu! Esse momento ficará para sempre na nossa memória! O guia rapidamente desceu a montanha e ficamos de dentro da van observando esse incrível fenômeno da natureza... nunca vi nada tão lindo! Atravessamos toda a cidade de La Paz, pois o Vale de la Luna fica no lado oposto ao Chacaltaya. Chegamos no Vale, compramos nosso ingresso e fomos passear por esse parque que é extremamente curioso. Esse sítio arqueológico tem esse nome pq as formações rochosas aparentam o solo da Lua. O passeio dura 45 minutos e é uma trilha pelo parque acompanhada pelo guia que vai explicando cada detalhe. No final do passeio tem uma lojinha, banheiro limpinho e uma estátua esculpida. Após esse longo dia, voltamos para o hotel, descansamos um pouco, fizemos nossas malas e partimos rumo ao Terminal da Todo Turismo para pegar o ônibus às 21:30h. A empresa não funciona no Terminal de Ônibus, ela tem sua própria loja que fica em frente. Lá entregamos nossas mochilas e entramos no ônibus, que é super confortável, tem calefação, travesseiro, lençol, jantinha, café-da-manhã, tudo bem direitinho. A viagem dura 13 horas até Uyuni. A primeira metade do trecho está asfaltada e dá pra dormir tranquilamente. Por volta de 2 horas da manhã o ônibus fez uma parada em uma cidadezinha, eu desci para ir ao banheiro no escritório da própria empresa e depois voltei para o ônibus. O trecho seguinte foi bem mais complicado, pq a estrada é de barro, mas eu estava bem cansada, então dormi mesmo assim. Dia 10 - Uyuni Chegamos em Uyuni por volta de 10:30h e fomos direto para o Hotel . Tiramos esse dia somente para conhecer a pequena cidade de Uyuni e descansar, afinal enfrentaríamos três dias no deserto e isso merecia um baita preparo. Percebemos que muita gente desceu do ônibus e foi direto para o passeio no deserto e ficamos bem assustados, mas já tinha percebido que nossos amigos europeus não são muito chegados em banho, então para eles é tranquilo ficar vários dias sujinhos. Nós brasileiros gostamos de água, de banho, de limpeza, então nada melhor do que ficar uma noite em Uyuni e partir para o deserto bem limpinho, para aí sim, aguentar ficar sem tomar banho. O hotel que ficamos era bem agradável, chamado Le Ciel d’Uyubi, mas não tinha elevador e nosso quarto ficava no quarto andar. Subir e descer com a altitude era sempre um desafio, chegava no quarto sempre quase morrendo! A vista que tínhamos do hotel era da rua principal de Uyuni. A cidade é minúscula e vive basicamente do turismo na região do deserto. Tirei apenas duas fotos na cidade rsrsrs... Almoçamos no restaurante Sal Negra e gostamos muito da comida. Tinha gosto de comida caseira! Comemos uma sobremesa de banana com chocolate tb muito gostosa. E voltamos para o hotel para dormir. Dormimos a tarde toda... zzzzzz.... acordamos e já era de noite! Escolhemos uma pizzaria que é a número 1 do Trip, a Pizzaria Donna Isabella. Foi bem difícil de achar o local, pq é em uma casa muito simples, não tem um grande letreiro, nada muito chamativo. Funciona na verdade dentro de uma residência. Achamos estranho um local tão simples e escondido ser a pizzaria mais famosa da cidade. Mas aí começamos a entender. O dono da pizzaria que é neto da fundadora, D. Isabela, nos atendeu e preparou a pizza na nossa frente, colocou no forno e ficamos conversando e esperando a pizza ficar pronta. Quando ele nos serviu nós experimentamos uma das melhores pizzas que já comi! É muuuito boa! Voltamos para o hotel e novamente dormimos... Dia 11 – Deserto do Sal Acordamos mais tarde, afinal a saída para nosso passeio estava marcada para 11h. Tomamos café com calma, tomamos um BOM banho (como se pudéssemos estocar limpeza rsrsrs), fizemos check-out no hotel e fomos caminhando até a Colque Tour. No caminho, compramos água, lenço umedecido para bumbum de nenê (acredite, você vai precisar), e mais biscoitos. Alguns itens são indispensáveis para o tour no deserto, são eles: água potável, biscoitos, protetor solar, protetor labial, Neosoro, colírio, manteiga de cacau, óculos de sol e saco de dormir (alugamos o nosso na própria agência.) Nosso guia chegou e nos levou até o Jeep 4x4 em que faríamos a travessia. No carro já estava um casal de chilenos, a Marlene e o Erick e dois espanhóis, o Raul e o Manuel. Rapidamente nos apresentamos e ficamos felizes por estarmos em companhia de pessoas tão agradáveis, afinal passaríamos os próximos 3 dias juntinhos! A primeira parada do dia foi no Cemitério de Trens que é um ferro velho com trem abandonados. Engraçado que é tudo muito velho e ao mesmo tempo muito lindo! Fizemos fotos incríveis! Saímos do Cemitério e fomos em direção a um povoado onde tinha sal pra todo lado! Encontramos também o Museu de Sal, tudo nele é feito de sal! Fomos em direção ao deserto. Conforme nos afastávamos começamos a ver a areia ficando cada vez mais branca, é pq não era mais areia, era sal! A cor do sal nessa parte do deserto ainda não era tão branquinha, tinha muita sujeira. Mas conforme fomos entrando no deserto, o sal foi ficando cada vez mais branco. Tínhamos que usar óculos escuros durante todo o tempo pq a claridade incomodada a vista. Nossa próxima parada foi em um restaurante no meio do deserto, em que tem esse monumento imenso do Dakar. A fila para tirar essa foto era imensa, e depois de alguns minutos de espera, conseguimos nossa foto. Além do restaurante e do monumento tb tem esse local com bandeiras do mundo todo. É claro que o Brasil tb está representado. E no meio de bandeiras de várias nações, eis que encontramos uma bandeira nação rubro-negra! Nem somos flamenguistas, mas tivemos que registrar esse momento. Voltamos para o Jeep e nossa próxima parada foi na Ilha Incahuasi, ela de fato parece uma ilha no meio do deserto. Antes de conhecermos a ilha, nosso guia preparou o nosso almoço e comemos ali em um dos bancos da ilha. Após o almoço ficamos no deserto tirando as tradicionais fotos com efeitos. Descobri que é extremamente difícil fazer isso, pq tive que me deitar no chão para conseguir os ângulos apropriados para que as fotos ficasse legais. Ficamos com o casal de chilenos tentando milhões de vezes até que as fotos ficassem do jeito que imaginamos. Eles tiravam as nossas fotos e nós tirávamos as deles. Depois das fotos, começamos a subir a ilha com cactos gigantes de até 12 metros. A ilha é muito linda! Tem paisagens surpreendentes e uma vista panorâmica do deserto de tirar o fôlego. Depois da ilha, viajamos mais 2 horas para chegar até nosso destino para passar a noite, chegamos no Hotel de Sal. Tudo nele é de sal, as paredes, as camas, o criado mudo, tudo! Achamos bem confortável, eu e Lipe ficamos em um quarto, mas não tinha cama de casal, apenas cama de solteiro. Nessa noite consegui tomar um banho bem quentinho e trocar de roupa. Nesse ponto do deserto o frio não é tão intenso, então a água não congela. Precisava tomar banho pois eu já sabia que na próxima noite, não haveria água, já que estaríamos em um lugar muito frio. Após o banho fomos jantar. O jantar foi um frango, batata, legumes e coca-cola. Eu não quis comer nada com medo de ter dor de barriga, já que não sabia as condições higiênicas em que prepararam aquele jantar. Comi apenas uma batatinha cozida... e fui dormir. A noite não foi tão fria quanto eu imaginava, nem precisamos do saco de dormir, pois o quarto estava com uma temperatura agradável. Dormimos... Dia 12 – Deserto do Atacama Acordamos cedo, por volta de 7 horas da manhã e eu comecei a me sentir mal... minha barriga estava muito estranha, parecia que tinha um bicho vivo dentro dela rsrsrs. Enfim, encurtando a história, tive uma dor de barriga terrível! E tudo por conta de uma batata cozida, a única coisa que comi na noite anterior. Depois de momentos de quase-morte, eu me lembrei que havia levado na minha caixinha de medicamentos um Imosec. E esse remédio foi a minha salvação! Depois dê mandar um comprimido para dentro, fui tomar café com o grupo, mas a partir desse momento não comi mais nada que o guia oferecia. Minhas refeições eram a base de biscoitos e chocolates, a única coisa que aceitava do guia era coca-cola. Entramos no Jeep e começamos nosso passeio. Nossa primeira parada foi para ver uma linha de trem, pois achamos que ali conseguiríamos boas fotos. O guia aceitou a paramos por alguns instantes. Nossa segunda parada foi em uma lagoa com vários flamingos, o visual era muito lindo! Nossa terceira parada foi em outra lagoa, essa com águas mais claras e com outra espécie de flamingos. Nessa lagoa, nosso guia nos convidou para almoçar. Montamos nossa mesinha e comemos de frente para essa paisagem. Depois do almoço, ainda ficamos mais um tempo tirando fotos, mas o guia nos avisou que estávamos atrasados com o roteiro. Então só tiramos mais uma foto e seguimos para o Jeep. Eu estava desde de manhã sem fazer xixi e no almoço eu não consegui ir ao banheiro pois achei muito sujo. Já era quase 15:30h, eu estava muuuuito apertada. E aí perguntei ao guia onde seria nossa próxima parada e se haveria banheiro. Ele disse: "em 20 minutos". Aguardei ansiosamente os 20 minutos passarem.... De repente, o carro parou e o guia me mostrou as pedras da foto abaixo e disse que ali era o banheiro!!!! Olha, eu sei que nem me importei! Fui para atrás das pedras, e cada companheiro de viagem procurou o seu cantinho tb para fazer xixi, rsrsrsr! Lipe até hoje fica me chamando de "regadora de deserto" pq fiquei um tempão fazendo xixi rsrsrsr!!! Depois dessa pequena parada, andamos mais um pouco e paramos em um lugar que tem a Árvore de Pedra. É essa formação rochosa atrás do Lipe. Parece realmente uma árvore! E por fim, chegamos nessa lagoa que tem águas vermelhas por causa de uma alga que habita nela. Quase não dá pra acreditar que é verdade! Ficamos tão curiosos que descemos para chegar mais perto das águas e conferir a cor. Nesse momento percebemos que o frio estava aumentando, e a explicação era que nós estávamos na parte mais alta do deserto. Fomos em direção ao hotel em que passaríamos a noite, e o guia nos avisou que seria muuuuito fria... uma média de 30º abaixo de zero. Chegamos no Hostal Turistico San Bernardo e logo percebemos a diferença em relação ao Hostal de Sal da noite anterior. Esse era bem mais simples, com quartos para 8 pessoas. Mesmo sabendo que não conseguiria, eu não deixei de tentar... tentei conseguir um banheiro para tomar banho, mas a resposta foi a que eu já sabia: o frio era muito grande e a água congelava, ou seja, nada de banho! Tomei um banho mixuruca, com minha água de garrafinha e lenços umedecidos. Mas o frio estava muito intenso, estava doida pra me encher de roupas novamente. Depois do banho de gato, lanchei meus biscoitinhos e ficamos conversando com os outros hóspedes do hostal. A noite foi caindo e o frio aumentando.... eu comecei a colocar mais roupas e mais meias nos pés, mas nada adiantava. Cheguei ao ponto de estar com 4 meias, ficar na frente do aquecedor e meus pés ainda estavam muito gelados! Nada adiantava e comecei a ficar muito irritada. Por volta de 21h, o gerador de luz elétrica foi desligado e ficamos no escuro. Fomos então tentar dormir. Eu usei o saco de dormir e mais cinco colchas e nada fazia meu frio parar... Nunca senti tanto frio na vida... Foi a pior noite que já tive. Até consegui adormecer, mas na madrugada meu nariz ficou muito ressecado, eu procurei meu remédio que tinha deixado debaixo do travesseiro, mas ele tinha sumido. Foi um desespero! Eu estava com um frio inexplicável, cheia de roupas em cima de mim ao ponto de realmente ficar pesado, e para piorar não conseguia respirar. Acordei o Lipe e ficamos procurando o remédio, mas era difícil se mexer com tanta roupa... até que senti algo me incomodar e descobri que o remédio tinha ido parar dentro do saco de dormir. Para meu alívio, encontrei! Pinguei muitas gotas no nariz e tentei dormir mais um pouco. Nosso horário para acordar era às 4h da manhã e nossa saída do hotel seria às 5h... Resumo da noite: Foi horrível! Um dos pontos para eu nunca mais voltar para esse deserto, com certeza, foi essa noite. Dia 13 – Deserto e San Pedro Del Atacama Acordamos às 4h da madrugada, escovamos os dentes e lavamos o rosto com muuuuuita coragem (pois a água é congelante), tomamos café (eu não comi nada), e fomos conhecer um vulcão em atividade. Sair do hotel foi um grande desafio para mim, pq o lado de fora era ainda mais frio, mas eu não via a hora de abandonar aquele deserto e chegar ao Chile. E nesse dia iríamos fazer isso! O que me dava forças era saber que por volta de 12h eu estaria chegando em San Pedro del Atacama. Começamos por uma área em que sai vapor do chão, chamadas Geyser. Dá pra ir nesse local o dia todo, mas a beleza fica maior indo de manhã bem cedinho, então por isso que chegamos aqui por volta de 6h. Depois fomos chegar ainda mais perto para ver as lavas vulcânicas. Aqui dava para ver as bolhas. Tudo é muito bonito, mas o cheiro de enxofre é muuuuito forte. Depois, voltamos para o Jeep e fomos para uma piscina de água termal, a temperatura da água era de uns 30º, bem quentinha. O frio era muito intenso, mas as pessoas estavam dentro da piscina tranquilamente. Lipe não conseguiu entrar na piscina, faltou coragem de tirar a roupa naquele frio. Só conseguimos tirar as luvas para tocar na água e realmente ela é muuuuito quentinha. O nosso amigo Raul até me deu a idéia de colocar meus pés na água para ver se esquentava, já que com as quatro meias eu não tinha conseguido. Nossa última parada antes de atravessar para o Chile foi nessa lagoa que reflete a montanha que está bem ao lado dela. Nessa hora eu já estava sonhando com o Chile, que é um país que eu amo muito. Enfim, o passeio havia acabado... que alívio! Enfrentamos mais 1h no Jeep para chegar até a fronteira, chegamos às 10:10 na fronteira e nosso ônibus (também da Colque Tour) sairia às 10:30h rumo à San Pedro del Atacama. Na fronteira passamos pelos trâmites de imigração. Achei muito curioso que tivemos que pagar uma taxa para sair da Bolívia no valor de Bs 15,00 por pessoa! Nunca vi um país cobrar para um turista sair dele, mas estava tão ansiosa para sair dali que paguei com muito gosto! Terminados os trâmites burocráticos, nos despedimos dos nossos companheiros e pegamos nosso ônibus para San Pedro del Atacama. Assim que saímos da Bolívia e entramos no Chile já percebemos a diferença entre os dois países por um pequeno detalhe: as estradas do Chile são todas asfaltadas, em ótimo estado, com sinalização e tudo mais. Comecei a sentir calor e tirei alguns casacos... estávamos descendo... meu nariz descongestionou.... eu me senti bem, eu me senti feliz... Chegamos na imigração do Chile, e novamente descemos do ônibus com nossas mochilas. Tudo foi revistado, passado em RX. Além disso, um agente parou o Lipe e pediu para revistas a mochila dele. Revistou, não achou nada de mais e nos liberou. Voltamos para o ônibus e pedimos para ficar perto do terminal rodoviário de San Pedro, pois queríamos pegar um ônibus para Calama (cidade em que fica o aeroporto). Chegamos no terminal e lembramos que não tínhamos dinheiro chileno, apenas dólar e um restinho de Bolivianos. Procuramos uma casa de câmbio e a mesma estava fechada. O centro de San Pedro era bem distante e se fôssemos até lá, iríamos perder o ônibus. Meu super marido me deixou sentadinha em um banquinho com as malas e disse para eu não me preocupar que ele iria resolver tudo. E realmente resolveu! Alguns minutos depois ele voltou com uma argentina que se prontificou a trocar 10 dólares para a moeda chilena só para nos ajudar. Ele me contou que chegou no meio da sala de espera do terminal e gritou: "algum brasileiro aqui que possa me ajudar????" Pois bem, brasileiro não tinha, mas tinha essa argentina que falava português perfeitamente e se compadeceu da nossa história rsrsrs. Dinheiro trocado, fomos comprar a passagem que custou 2500 pesos chilenos por pessoa. No terminal de San Pedro tem três ou quatro empresas que fazem o trajeto San Pedro x Calama. Escolhemos a Intertrans pois tinha horário às 11:30h. Nossa viagem durou cerca de 2h. Chegamos em San Pedro del Atacama e fomos procurar uma loja para trocar dinheiro, encontramos uma bem no centro, mas a cotação estava muito desfavorável. Como precisaríamos de pouco dinheiro local,afinal nossos gastos seriam somente táxi e alimentação, pois o hotel seria pago em dólar mesmo, resolvemos trocar uma pequena quantia de dinheiro. Pegamos um táxi para o Hotel Don Alfredo, e fomos no caminho torcendo para ser um bom hotel, pois estava precisando de conforto, banho quente e uma boa cama para dormir. E nossas preces foram atendidas rsrsrsr! O hotel era ótimo! Tudo bem novinho, o quarto era grande, tinha água bem quente, uma cama bem confortável, tudo excelente! Tomamos um bom banho para tirar todas as crecas do deserto rsrsrs! Colocamos uma roupa fresquinha, pela primeira vez nessa viagem usei uma camiseta e fomos para o Shopping Mall Plaza que fica bem ao lado do hotel e dá pra ir andando. Lá eu não encontrei o sonhado Mc Donalds, mas encontrei a TelePizza que é bem famosa no Chile, escolhi uma pizza e me deliciei com essa iguaria que há muito tempo não comia. Lipe escolheu KFC e comeu um sanduíche que veio com guacamole, ele não sabia disso. Mas acabou gostando! Depois do almoço tomamos um sorvete com calda de caramelo, andamos um pouquinho no shopping e voltamos para o hotel para dormir. Dormimos a tarde toda... Quando acordamos por volta de 20h, esquentamos o restinho do almoço no microondas, tinha sobrado pizza, batata frita e nuggets. Começamos a arrumar nossas malas, afinal no dia seguinte embarcaríamos de volta para nossa casinha... Depois das arrumações, dormimos... Dia 14 – Retorno ao Rio Acordamos por volta de 7h, tomamos café, arrumamos nossas últimas coisas, fizemos check-out no hotel e pegamos um táxi até o aeroporto El Loa. O trajeto dura uns 15 minutos e o valor do táxi foi de 7000 pesos chilenos. Chegamos ao aeroporto com bastante antecedência e ficamos tirando umas fotos pois ele é realmente muito bonito. O dia não estava tão frio, mas nossos casacos não cabiam na mochila, então tivemos que levá-los no corpo mesmo rsrsrs. Fomos fazer check-in na Lan, e a funcionária nos colocou em cadeiras separadas em alguns voos que iríamos pegar. Só vimos isso depois, e aí tentamos trocar as poltronas, mas não foi possível. O primeiro voo era Calama x Santiago, nesse voo estávamos juntos. Foi um voo tranquilo, sem atraso, com serviço de bordo muito bom para um curto trecho! Chegamos em Santiago e nosso próximo voo era: Santiago x Buenos Aires. Antes de embarcar, passamos pela imigração para sair do país, e tudo correu bem. Assim como o anterior, foi um voo tranquilo, um pouco mais longo, mas com a qualidade da LAN, nem sentimos o tempo passar. Chegamos em Buenos Aires e assim que descemos do avião uma funcionária da TAM estava nos aguardando. Ela levou todos os passageiros que só estavam em conexão em Buenos Aires para uma sala e fizemos os procedimentos de imigração. Foi bem rápido e tranquilo. Ainda sobrou tempo para irmos ao Dutty Free e comprar alguns itens da nossa listinha. Por fim estava na hora do nosso último voo: Buenos Aires x Rio de Janeiro! Nossa terrinha!!! Embarcamos felizes da vida!!! Quando chegamos ao Rio, por volta de 21h, novamente passamos pela imigração e foi muito bom ouvir um "boa noite" no nosso bom e velho português, significava que estávamos em casa, e isso era bom demais!
  5. Sim, é essa estação mesma, mas tem a parte do metrô e a parte do trem. Vc tem que ir para a parte do trem chamada Path.
  6. Relato com fotos: http://www.analisedeviagem.blogspot.com Antes de fazer o relato, vou informar sobre os valores e compras da viagem. Ressalto que todos os valores são para 2 pessoas, pois viajamos eu e meu esposo. Passagem pela Gol com conexão em São Paulo: R$ 4900,00 Hospedagem pela hoteis.com no The Floridian Hotel and Suites: R$ 808,00 Ingressos Disney pela decolar.com (5 dias em parques temáticos + 2 dias em parques aquáticos): R$ 1692,00 Ingressos da Universal pela decolar.com (2 dias em 2 parques): R$ 742,00 Aluguel de carro Captiva na Sixt: R$ 494,00 Passagem Orlando x NYC x Orlando pela Delta: R$ 1000,00 Hotel Carter em NY: R$ 420,00 Entrada no Empire States: R$ 135,00 Entrada na Estátua da Liberdade: 85,00 Entrada no Madame Tussauds: 140,00 TOTAL PARA 2 PESSOAS: R$ 10.416,00 Além disso, deve-se calcular uma média de 50 dólares de alimentação por pessoa por dia. Mas confesso, que consegui gastar bem menos que essa cota por dia. Agora, vamos ao relato: Dia 1 - Embarque no Rio Nossa viagem começou no dia 04 de Agosto de 2014. Embarcamos às 22:13 no Aeroporto Santo Dumont com destino à São Paulo. Estávamos muito animados e ansiosos. O voo para São Paulo estava super vazio e era o último voo da tripulação naquele dia. Então, eu e Lipe aproveitamos e pedimos para tirar uma foto na cabine de voo. O comandante foi super simpático e nos permitiu tirar a foto. E em alguma hora da madrugada (não me lembro qual) embarcamos novamente. Agora sim! Próximo destino: Orlando!!!! Nos surpreendemos muito com o serviço da Gol. Estávamos esperando um avião apertado e um lanchinho mixuruca, mas para nossa surpresa tudo foi muito confortável! O espaço entre as poltronas era bem satisfatório, até travesseiro e cobertor nos ofereceram! (Bem que o Thiago falou que tinha, mas ninguém acreditou nele rsrsrs). Enfim, foi um voo muuuuuuito tranquilo! E assim terminou o nosso dia, roncando nas poltronas do avião da gol... (com exceção do Lipe, que não conseguiu dormir e ficou super mal-humorado). Dia 2 - Chegada e Compras Amanhecemos vendo da janela do avião o lindo mar do Caribe. Nunca vi águas tão claras! Depois dessa cena já temos o roteiro da nossa próxima viagem rsrsrsr! Por volta de 07h da manhã, o avião pousou em Santo Domingo, na República Dominicana. Por ordens do país, todos tiveram que desembarcar e esperar 1h no aeroporto para depois voltar para o mesmo avião. Enquanto isso, Lipe comprou uma blusa e um prato da República Dominicana (colecionamos de todos os lugares que vamos), pois já que paramos lá, por mais que seja somente no aeroporto, já podemos dizer que fomos né rsrsrs! Voltamos para o avião e em menos de 3 horas desembarcamos em Orlando. E agora sim, começa a nossa viagem! Passamos pela imigração com muita tranquilidade, não tinha quase ninguém na nossa frente e fomos os primeiros do nosso voo a serem atendidos. Pensávamos que poderíamos passar os quatro juntos por sermos da mesma família, mas não pudemos. Eu e Lipe fomos em uma cabine e Thi e Dai em outra. A agente que nos atendeu nos perguntou quantos dias ficaríamos, a nossa profissão e depois nos liberou para entrar nos EUA!!!! Fomos pegar nossas malas e depois esperar o monorail que nos leva para a saída do aeroporto. Alugamos um carro pela Sixt através do site decolar.com. A Sixt é super barata se comparada a outras empresas, pois a retirada do carro não acontece dentro do aeroporto. Temos que pegar uma van gratuita da própria Sixt que nos leva até a loja deles. A van chegou rapidinho no aeroporto e o trajeto dura uns 5 minutos. Chegamos à loja da Sixt, e foi super rápida a retirada do carro. Tivemos que passar o cartão para uma reserva de limite, é tipo um cheque-calção. Eu não lembro o valor, mas acho que foi em torno de 400 dólares. Depois na retirada do carro eles cancelariam esse valor do cartão. Pegamos uma Captiva liiiinda! Os meninos adoraram!!! Eles entregam com o tanque cheio e temos que devolver o carro com o taque cheio também. Havíamos reservado a retirada do carro para 13h, mas chegamos por volta de 11:30. Eles deixaram que pegássemos o carro antes, mas a entrega no último dia de viagem também seria 11:30 e não 13h, como havíamos solicitado na reserva. Enfim, gostamos muito do serviço prestado pela Sixt! Assim que pegamos o carro fomos direto para o Florida Mall pq queríamos comprar nosso Iphone na loja da Apple. Chegando lá, vimos o preço e pedimos desconto, afinal compraríamos vários produtos, e a Apple nos negou. Então decidimos ir à Best Buy que era bem próximo para chorar desconto (como bons brasileiros). Adoramos a Best Buy!!!! Aquilo é um paraíso!!!! Tem tudo que vc imaginar de tecnologia!!! Qd chegamos lá ficamos tristes pois o nosso querido Iphone estava 50 dólares mais caro que na loja da Apple, mas conversamos com uma vendedora brasileira e ela nos deu desconto. Na Best Buy, compramos um chip da T-Mobile com crédito para usar durante 10 dias. Assim teríamos internet em um dos nossos celulares para usar o GPS e o Google Maps e assim se locomover na cidade. Não é vantagem alugar GPS junto com o carro, e tb não achamos vantagem comprar um GPS. Financeiramente, a escolhe pelo chip da T-Mobile foi a melhor opção. Passamos uns 2 horas nessa loja e saímos de lá com todos os nossos sonhos de consumo realizados rsrsr! Mas fica a dica: o estacionamento da Best Buy está muito perigoso, então na saída, o Lipe foi buscar o carro e parou exatamente em frente da porta da loja, e aí o Thiago levou as bolsas para o carro. Nunca ande pelo estacionamento com bolsas, pois tem ladrão mesmo. Depois da Best Buy, a próxima parada foi o Shopping Premium da International Drive. E pra terminar o dia, mortos de cansados, ainda tivemos forças para ir no tão falado Walmart. Lá compramos alguns itens para o dia seguinte. É importante comprar protetor solar, protetor labial, água, biscoitos e lanchinhos. É claro que compramos tudo isso e mais um pouco rsrsr! Parece que esse dia teve mais de 24h! Depois disso tudo, fomos para o Hotel The Floridian Suites. E assim, acabou o nosso dia! Dia 3 - Magic Kingdom O melhor parque para iniciar a maratona de parques de Orlando é, sem dúvida, o Magic Kingdom. Nesse parque realmente entendemos que a Disney é o lugar onde os sonhos se tornam realidade. Acordamos bem cedo, tomamos café no hotel e seguimos rumo ao Magic Kingdom. A entrada do parque já é um sonho! Quando chegamos ao estacionamento do parque, tiramos um foto de onde deixamos o carro. Isso é muito importante, pq no final do dia, nem sempre conseguimos lembrar e o estacionamento é mega grande. No estacionamento há três opções de transporte até a bilheteria: o monorail (que não estava funcionando), o ferry boat e o ônibus. Nem vimos a opção do barco, queríamos muito ir de trem, mas como não era possível, a multidão toda estava indo em direção ao ônibus e fomos também. Como tínhamos comprado o nosso ingresso pela decolar.com, tínhamos que trocar o voucher pelo cartão magnético. E aí, passamos pelo primeiro sufoco da nossa viagem! Eu que sou super organizada, tinha separado o voucher, mas na hora de entregar na bilheteria eu não achava de jeito nenhum o bendito papel! Procurei em todos os lugares e não achei! Então pensei: "devo ter esquecido no carro". Resolvemos voltar no carro, mas era suuuuuper longe, tinha que pegar o ônibus de novo, um tormento. Foi aí que lembrei que tinha enviado para todos os emails possíveis todos os vouchers que seriam usados na viagem. Essa foi a minha grande sorte!!!! Peguei o celular do Lipe, que era o único com internet por causa do chip da T-mobile que havíamos comprado, e busquei o email. O atendente da bilheteria aceitou o voucher no celular e nos deu os dois cartões magnéticos. Então, fica a dica: envie para o seu email todos os documentos da viagem, para poder acessar a qualquer momento, em caso de perda do documento impresso. Pensei que o sufoco havia acabado e andei tranquilamente rumo a entrada do parque para apresentar o cartão magnético.... E aí... de repente... depois de alguns segundos andando.... pergunto: "kd os cartões????" E o meu cartão havia sumido!!! Olha.... que horror!!! Ficamos procurando o cartão e eu não achava. Voltei na bilheteria pensando que havia esquecido lá e o atendente me disse que não havia esquecido, que havia me entregue! Entrei em desespero! Até que os meninos me avisaram que tinham encontrado: estava dentro da mochila, no mesmo lugar que procure milhões de vezes... Tiramos essa foto após o sufoco pra registrar esse momento. Então, resumo da história: cansaço do dia anterior + ansiedade pelo dia do Magic Kingdom + um esposo que perde tudo = Déficit de Atenção! Depois, no final do dia, por volta de 01h da madrugada, o Lipe pediu ao Mickey para dar um autógrafo a ele. E adivinhem qual papel ele entregou ao Mickey?????? O voucher da entrada nos parques!!!!!!!! Estava com ele o tempo todo.... Por algum motivo inconsciente, ele não queria entrar no Magic Kingdom rsrsrsr, só Freud explica! Depois desse sufoco, começamos nosso dia no parque. A verdade é que é impossível ir a todos os brinquedos. Antes da nossa ida, eu fiz um roteiro com os brinquedos mais interessantes e nós andávamos pelo parque com o mapa em uma mão e o nosso roteiro em outra. Assim, conseguimos ir na maioria dos brinquedos que escolhemos, mas ainda assim, não fomos em alguns brinquedos e não vimos todas as paradas do dia. Vou dividir o Parque em algumas áreas e dizer o que vimos em cada uma delas: MAIN STREET Essa área é uma enorme rua, a Main Street, com lojas lindas. Tem loja de roupa, de doce, de tudo da Disney. Enquanto caminhávamos pela rua, sentimos cheiro de doce, é incrível! E no final da rua chegamos ao Castelo da Cinderela. Essa é uma das melhores áreas para tirar fotos.Na Disney tem o serviço de Photopass, que é um serviço de fotógrafos profissionais espalhados pelo parque. Eles tiram a sua foto e te dão um cartão com um número, nesse cartão ficam armazenadas todas as suas fotos tiradas por qualquer fotógrafo do Parque. É só entregar esse cartão nas próximas fotos, é claro! E depois pegamos essas fotos (que são pagas) no site da Disney Experience. TOMORROWLAND Depois da Main Street seguimos no sentido anti-horário do parque. A maioria das pessoas conhece o parque no sentido horário, então, nós fomos no sentido inverso e pegamos os brinquedos mais vazios. Isso só deu certo no início da manhã, pq depois tudo ficou tão cheio que não fez mais diferença a direção que estávamos seguindo. Nessa área fomos em dois brinquedos: 1. Space Mountain: uma montanha-russa em um espaço fechado e no escuro. Foi sem dúvida um dos melhores brinquedos que fomos. Tanto que no final do dia voltamos nela! No final de cada brinquedo, tem uma televisão que mostra a sua foto. Essa foto é vendida pela Disney. Mas como brasileiro dá jeitinho em tudo, tiramos a foto da foto rsrsrs! Esse é o resultado: 2. Buzz Lightyear’s Space Ranger Spin: É bem bobinho, mas gostamos da experiência. Cada um ganha uma arma com laser e o objetivo é matar os inimigos. No final tem uma pontuação. Esse não tiramos foto. FANTASYLAND Nessa área fomos em algumas atrações: 1. Mickey’s PhilharMagic: um cinema em 4D com vários personagens da Disney. Adoramos!!!! 2. Prince Charming Regal Carrousel: É um carrossel lindo! Li em um blog que a tinta usada é de ouro de verdade e que todas as noites quando o parque fecha, os funcionários retocam a pintura. 3. Seven Dwarfs Mine Train: a famosa e novíssima montanha-russa dos sete anões. Pegamos mais de 1 hora de fila nesse brinquedo. 4. Restaurante da Bela e a Fera: Esse foi um dos pontos altos desse dia. Estávamos aguardando ansiosos por esse momento. Chegamos no restaurante e ganhamos um cartão com a hora que devíamos voltar: 12:45h. Assim, pudemos andar mais um pouco no parque até a hora agendada para o almoço. Quando voltamos, ficamos em uma pequena fila, e já começamos nossa sessão de fotos, pois o Castelo é lindo!!! Cada detalhe nos lembra do filme. Na sala fazemos o nosso pedido, podemos escolher do cardápio as mais variadas opções. Após escolher os pratos, ganhamos uma flor, que na verdade é um localizador. Fomos para o salão principal, escolhemos uma mesa e ficamos esperando. Qd nossa comida ficou pronta, a funcionária nos localizou através da flor e levou os pratos exatamente para a mesa em que estávamos sentados. E aí, foi só apreciar a maravilhosa comida. Eu e Dai escolhemos um misto-quente com batata frita, o Lipe escolheu uma carne com aspargos e o Thiago escolheu um pão com carne dentro. É claro que os nomes não são simples assim como eu escrevi, mas basicamente é isso! O preço não é tão caro, e pelo visual que tivemos, vale suuuuuper a pena investir nesse almoço. Durante o almoço a vista que temos é incrível, dá pra perceber que a neve está caindo do lado de fora do Castelo. É claro que é um truque, mas na hora, parece que estamos realmente no Castelo da Fera. ADVENTURELAND Nessa área fomos em uma única atração: Pirates of Caribbean. Ficamos quase 2 horas na fila e eu já não estava aguentando mais... o brinquedo teve algum problema e por isso a fila não andava. Mas a experiência vale muito a pena. Após essa longa espera, experimentamos o Pineapple Float, no Aloha. É um suco de abacaxi misturado com sorvete de creme. Uma delícia!!!!! Compramos e fomos sentar em uma mesinha que tinha tomada do lado para aproveitarmos e carregarmos nossos celulares e a bateria da máquina fotográfica. Qd o Lipe chegou com o copo e colocou em cima da mesa, o Thiago mexeu na mesa e o nosso copo caiu todo no chão! Eu não tinha nem experimentado ainda! E aí, meu super esposo, meu google tradutor, meu advogado, foi lá contar para a vendedora o que tinha acontecido. E acreditem... eles nos deram um novo Pineapple de graça!!! Esses pequenos gestos me fazem amar a Disney! Eles estão sempre preocupados com a gente e fazem de tudo para que nossa experiência seja incrível! E realmente foi! FRONTIERLAND Nessa área fomos em duas atrações muuuuito boas: a Big Thunder, que é uma montanha-russa em uma mina abandonada. A decoração é super legal! E depois fomos na Splash Mountain, que é outra montanha-russa que desce em um tanque de água, então nem preciso dizer que nos molhamos né! Mas nada impossível de continuar o passeio (como acontece nos parques da Universal) LIBERTY SQUARE Nessa área fomos em uma atração que eu não acreditava que seria tão legal, ela nos surpreendeu e gostamos bastante: Haunted Mansion. É um trem-fantasma, só que claro, com todo o luxo da Disney. No final, aparecem uns fantasmas na nossa cabeça, é super divertido! Nessa área vendia um doce que queria muito experimentar: é o Funnel Cake with Strawberry topping and Whipped Cream que vende no Sleepy Hollow. Como havia acabado de tomar o Pineapple não consegui comer o Funnel Cake... mas me arrependo muuuito. Depois tive a oportunidade de comer esse doce no Hollywood e eu amei!!!! Depois de toda essa maratona, já estava quase da hora de ir para a Main Street ver a Eletrical Parade. ELETRICAL PARADE Esse é um desfile que acontece na Mais Street. A rua em si já é um espetáculo à noite, pois fica toda iluminada. É linda!!! Chegamos quase na hora da parada e foi difícil conseguir um lugar para ficar. Por fim, conseguimos um cantinho e assistimos. WISHES NIGHTTIME Após o desfile, fomos nos posicionar no melhor lugar possível para assistir ao show de fogos, o Wishes nighttime spectacular. Antes da viagem, procurei em vários blogs qual era o melhor local para assistir a esse show, e descobri que era no meio da rua entre o Casey’s Corner e o Ice Cream Parlor. Então fizemos isso. Assim que chegamos nesse local percebemos que os funcionários estavam fechando a rua que corta a Main Street, então ficamos exatamente no isolamento feito. Foi ótimo, pois não tinha nenhuma cabeça na nossa frente, a rua transversal estava fechada então ninguém podia ficar. A única coisa chata foi um menininho indiano que ficou atrás de mim, reclamando que não conseguia enxergar nada pq eu estava na frente... mas... infelizmente, quem chega primeiro, pega o melhor lugar! E eu estudei muito pra saber que aquele era a melhor localização para assistir ao Wishes. Após essa sequência linda, meu amor me fez uma surpresa: ele me presenteou com uma joia da Minnie! Foi super emocionante!!!! Ele me entregou uma caixinha e eu abri sem imaginar o que era. E adorei o presente!!! Aquele momento ficará guardado para sempre no meu coração. Eu te amo, meu amor! Depois disso tudo, achamos que nosso dia tinha terinado. Começamos a andar para sair do parque e aí descobrimos que o MK estava com horário estendido, que só fecharia 1h da madrugada. E aí, é claro, que resolvemos ficar mais um pouco. Usamos esse tempo extra para tirar fotos com a Sininho e depois, encontramos o dono da casa, nosso amigo Mickey. Pra terminar a noite, só faltava mais um pouquinho de adrenalina. Então, resolvemos voltar na Space Montain, aquela que é no escuro! E fechamos a noite com chave de ouro! Dia 4 - Universal Studios Nesse dia, antes de irmos ao Universal Studios, passamos no Walmart pois tínhamos que comprar algumas coisas (não me lembro agora o quê). A verdade é que não tenho noção de quantas vezes fomos ao Walmart, adoramos aquele lugar!!! Então chegamos no CityWalk que é uma área parecida com o Downtown Disney, com vários restaurantes, lojas etc. É aberta ao público, não precisa ter ingresso. No final dessa rua, tem a entrada dos dois parques. Bem no início tem a famosa bola da Universal. Chegamos com o parque com ele já aberto. O que não é muito indicado. E então pagamos o preço pelo nosso atraso. Quando chegamos tudo já estava super cheio! A nossa regra de andar no sentido anti-horário não funcionou e ficamos meio tristes. O indicado no nosso roteiro era ir direto para a área do Herry Potter, mas desistimos... Conhecemos a primeira parte do parque: PRODUCTION CENTRAL Assim que entramos no parque ficamos maravilhados com a decoração! Parece que estamos em um cenário de cinema. Aí avistamos um táxi, um fusca amarelo. E eu pensei: "vai dar uma ótima foto". Quando chegamos para tirar a foto, tinha um funcionário da Universal com a câmera profissional dele. Assim como na Disney, com o Photopass, pedi para que ele tirasse uma foto com a máquina dele, me desse o cartão e depois pedi para tirar na minha câmera. (fiz isso direto na Disney e sempre fui bem tratada). Pois bem... aqui na Universal, o funcionário fez a MAIOR grosseria. E tirou a foto com tanta má vontade que ficou esse lixo que está aqui embaixo, ele nem enquadrou o fusca! Enfim... não achem que terão o mesmo tratamento da Disney na Universal... pois não terão... Decidimos então, conhecer o brinquedo que estava com a maior fila (quase 2 horas), e que é o primeiro brinquedo do parque: 1. Hollywood Rip Ride Rockit. Essa montanha-russa é assustadora! Assim que entramos no carrinho podemos escolher uma música pra ouvir individualmente na sua cadeira. Após, a escolha, o carrinho começa a andar... e de repente ele vira e sobe em 90º rumo ao infinito. Depois da subida, só lembro de gritar muuuuuito e rodar várias vezes. Incrível!!!!! Nessa mesma área, mas no final do dia (pois as filas estavam imensas) também conhecemos 2. Shrek 4-D: um simulador com um filme do Shrek muito legal. Fomos nesse brinquedo no final da tarde, após um desfile que tem na mesma rua. E por sorte, não pegamos fila. 3. Transformers The Ride-3D: também um simulador incrível!!! A sensação é que somos um robô que está no meio de uma guerra. E parece realmente que somos um deles!!! Adorei!!! Também fomos no final do dia, mas ainda pegamos fila. 4. Despicable Me Minion Mayhem: Esse brinquedo nós não conseguimos ir. Tentamos por várias vezes entrar na fila, sempre acompanhando pelo app o tempo de espera, mas era muuuuuuito alto. Se fôssemos nesse brinquedo iríamos comprometer todo o nosso roteiro. Até o último minuto no parque tentamos ir... mas não deu... Esse ficará para a próxima visita. NEW YORK E aí, fomos conhecer essa outra área: Como já estava chegando a hora do almoço, paramos para comer alguma coisa. Thi e Dai foram na Starbucks e eu e Lipe fomos experimentar essa deliciosa coxa de algum-bicho-que-não-me-lembro. É super gostosa e dá pra dividir para duas pessoas tranquilamente. E aí, fomos em dois brinquedos dessa área: 1. Twister: vc anda pelos cenários do filme. No início eu achei bem chatinho, mas depois tem uma apresentação bem real de um furacão. Tive até que guardar minha câmera pois molha muito as pessoas que estão na frente. 2. Revenge of the Mummy: Essa montanha-russa tb entrou pra lista dos melhores brinquedos de Orlando. Tem momentos em que vc sente o calor do fogo, o frio, a água, enfim... muuuuuito legal!!!! SAN FRANCISCO Aqui fomos somente em um brinquedo: 1. Disaster: é a gravação de um filme, algumas pessoas são selecionadas para participarem. Não pegamos muita fila. E aí, sem mais demoras, fomos para a área tão esperada do Parque: THE WIZARDING WORLD OF HARRY POTTER – DIAGON ALLEY Antes mesmo de entrar no Beco Diagonal, já encontramos a estação de trem que nos leva para o outro parque. Tentamos ir, mas a fila estava grande e ainda tínhamos coisas para ver nesse parque. Então deixamos para conhecer a estação de trem no dia seguinte. E enfim, entramos no Beco. Essa é a parte mais cheia do Parque, quase não dava pra andar direito. A primeira parada foi no Restaurante Leaky Cauldron. Não almoçamos lá, pois a coxa imensa do bicho ainda estava bem viva na minha barriga rsrsrs. Mas o lugar surpreende pelas similaridades com o cenário do filme. Nessa área só há um brinquedo, que funciona dentro do Banco, mas quando chegamos estava quebrado. Então deixamos para conhecê-lo no dia seguinte. Ao sair dessa área, fomos para: HOLLYWOOD Essa é uma área bem pequena, e o único brinquedo que fomos foi: 1. Terminator 2: 3-D: É um teatro com o Exterminador do Futuro, mistura cinema 3 D com teatro ao vivo. É legal, mas nada tão incrível. WORLD EXPO Essa área foi uma das melhores do parque, após Harry Potter, é claro. A decoração é lindíssimo!!! E os brinquedos então! Nem se fala! Quer dizer, vou falar sim! 1. Man in Black Alien Attack: cada um ganha uma arma e tem que atirar nos alienígenas. 2. The Simpsons ride: Esse simulador é o melhor que fomos!!!! Parece realmente que estamos em uma montanha-russa passando pelos cenários dos Simpsons!!! Esse está na lista dos melhores de Orlando para mim!!! E foi após esse brinquedos que passamos pelo nosso segundo sufoco da viagem. O Thiago perdeu o Iphone novíssimo dele dentro do simulador, mas felizmente uma boa pessoa encontrou e entregou para as funcionárias do parque. Tudo resolvido, continuamos nossa sessão de fotos, pois nessa área, tudo é lindo!!! WOODY WOODPECKER KIDZONE Nessa área só um brinquedo nos interessava, pois o restante são atrações bem infantis: 1. E.T. Adventures: É uma atração bem tradicional do parque, fiquei procurando o local para dar meu nome, mas não encontrei... acho que mudaram um pouco o brinquedo... mas mesmo assim, valeu a pena! SHOW NOTURNO Para os amantes de cinema, como eu e Lipe, foi um show super emocionante. Eles contam a história do cinema nos últimos 100 anos. Lindíssimo! E assim, lá penas 23h, acabou o nosso dia... Dia 5 - Adventure Island E chegou o dia de visitarmos o aguardado "Parque do Harry Potter"! Esse parque abria 1 hora mais cedo que os demais. Então nos programamos para chegar na abertura do parque a corrermos para a área mais famosa. E conseguimos! THE WIZARDING WORLD OF HARRY POTTER Chegamos e fomos direto para os brinquedos tem filas enormes: 1. Harry Potter and the Forbidden Journey: É um simulador incrível!!!! Parece que estamos voando na vassoura!!!! Esse brinquedo é tão legal quanto o do Simpsons!!! Antes de chegar no simulador, passamos por todo o Castelo. Mesmo quem não gosta do filme, como é o caso do Lipe, acaba gostando muito do passeio e do simulador! 2. Dragon Challenge: uma montanha-russa muuuuuuito boa! 3. Hogwarts Express: esse é o trem que liga os dois parques. Para utilizá-lo é necessário comprar o ingresso que dá direito a conhecer os dois parques - Park-to-Park. Não conseguimos conhecer o trem no dia anterior, quando estávamos no Universal pq estava muito cheio. Então, resolvemos pegar o trem até o parque da Universal, ir no Harry Potter and the Escape from Gringotts que estava fechada no dia anterior e voltar para o Adventure Island. A entrada da estação é linda, e dentro entramos em uma cabine que cabem 6 ou 8 pessoas, não lembro ao certo. Da janela vemos vários cenários super reais. E a estação de retorno é ainda mais bonita. O trem de ida e volta já é um brinquedo e tanto, mas ainda queríamos muito ir no novo brinquedo: Harry Potter and the Escape from Gringotts. No entanto, novamente, não conseguimos ir... estava quebrado de novo... E aí, o Lipe achou a tão famosa cerveja de manteiga, que não é uma cerveja mesmo, é na verdade um suco muito gostoso bem adocicado. Adoramos!!! JURASSIC PARK Quando entramos, parece que estamos no Parque dos Dinossauros mesmo! Nessa área fomos apenas em uma atração: Jurassic Park River Adventure. É um barquinho que vai navegando pela mata, e aparecem vários dinossauros. Até que uma hora ele despenca em uma corredeira. Nem preciso dizer que ficamos muuuuuito molhados! TOON LAGOON Chegamos nessa área completamente molhados do último brinquedo, e aí, emendamos no próximo brinquedo que também molha bastante: Dudley Do-Right’s Ripsaw Falls. Essa é uma montanha-russa na água. Ela molha muuuuuuito mais do que a atração anterior. Pra fechar a maratona de brinquedos que molham, fomos ainda no Popeye & Bluto’s Bilge-Rat Barges. Depois dessa enxurrada, eu troquei de roupa, e nós continuamos o nosso passeio. Nessa mesma área tiramos muitas fotos legais. Parece que estamos em uma história em quadrinhos. MARVEL SUPER HERO ISLAND Nessa área fomos em três atrações: 1. The Amazing Adventures of Spider-Man: é um simulador do homem-aranha. No final do brinquedo teve um problema e ficamos vendo apenas o cenário, não estava projetando as imagens. Mas valeu a pena! O Lipe até encontrou esse personagem na rua. 2. The Incredible Hulk Coaster: essa montanha-russa é terrível!!! Daiana teve medo e desistiu de ir, mas depois quando olhou para o lado, tinha uma velhinha de uns 70 anos, de cabelo branco e tudo, toda animada para ir. Então, a Dai repensou e aceitou o desafio. Acabou indo no mesmo carrinho que a velhinha rsrsrsrs!!! Depois dessa assustadora montanha-russa, é claro que passei mal... e o Lipe nem respeitou meu momento... ficou tirando fotos e rindo de mim! E a velhinha estava boazinha rsrsrsr! 3. Doctor Doom’s Fearfall: como já havia passado mal na montanha-russa, não arrisquei esse último brinquedo. Eu e Dai ficamos esperando os meninos irem nessa espécie de Kabum. SEUSS LANDING E aí, fomos nessa área mais infantil do parque. Não tinha nenhum brinquedo legal, mas valeu pelas fotos. Dessa área temos uma linda vista para o Castelo do Harry Potter. THE LOST CONTINENT Não fomos em nenhuma atração dessa área. Na verdade, chegamos nessa última parte do parque por volta de 14:30h. Estávamos cheios de fome e muito cansados. Então tiramos somente algumas fotos e depois fomos embora. Quando saímos do parque resolvemos ir almoçar no Olive Garden, o que foi um dos achados dessa viagem. Adoramos o restaurante!!! Voltamos lá várias outras vezes e recomendamos muuuuito. Comemos de entrada uma salada e depois uma massa com camarão deliciosa! A verdade é que achávamos que só iríamos comer lanche por ser mais barato, mas a comida nos EUA tb é barata. Então vale a pena investir em um almoço saudável. É claro que tem dias que não dá tempo, que estamos na correria do parque e acabamos comendo fast food, mas a opção dos restaurantes foi uma agradável surpresa. E a conta sempre dava quase o mesmo preço que pagávamos em lanches. Depois disso voltamos para o hotel e descansamos um pouco. De noite fomos conhecer o Downtown Disney. Lá fomos na loja da Disney e compramos nosso Woody e a Jessie. Os dois primeiros da nossa coleção para o Benjamim e Valentina. Fomos também na loja da Lego, mas já estava quase fechando. E por fim, fomos no T-Rex, que é um restaurante incrível!!!! É lindíssimo!!! E assim, depois de um delicioso sorvete, voltamos para o nosso hotel e terminamos mais um dia de aventura. Dia 6 - Compras e mais compras Nesse dia, eu e Lipe quisemos experimentar o tradicional café-da-manhã americano. Então, acordamos cedo e fomos no Perkins, que é um lugar super charmoso e pedimos o breakfast. Dai e Thi não quiseram se aventurar e foram na já conhecida Starbucks. A comida estava deliciosa!!! É claro que é tudo super calórico, mas adoramos as panquecas, os ovos com bacon e o refrigerante refil. Após nosso café, fomos para a loja que todos nos indicaram: ROSS. Disseram que encontraríamos roupas de marca bem baratas, mas a verdade é que não gostamos da loja. Chegamos lá bem cedo, tinha acabado de abrir, então tudo estava super organizado e vazio, no entanto, não encontramos roupas bonitas. A única sessão que eu gostei muuuuuuito foi a de bolsas e sapatos, e foi nela que eu e Dai fizemos a festa!!!! Encontramos bolsas da Tommy e da Guess por 30 dólares!!! Óbvio que compramos muuuuuitas!!! Os sapatos tb estavam super baratos, comprei Vans por 15 dólares!!! Como não gostamos muito da Ross, saímos de lá bem rapidinho e fomos direto para o Kissimmee Clearance Center (http://www.kissimmeeclearance.com), que é um Outlet meio desconhecido pelos brasileiros. E quanto mais desconhecido de brasileiros, melhor, pq brasileiro é uma raça bagunceira! O shopping é bem pequeno, mas tem a MELHOR LOJA DA TOMMY!!!! Essa loja não tem muita variedade para as meninas, as blusas são aquelas básicas. As roupas que eu queria (blusa social e vestido) eu não encontrei lá, depois eu comprei na loja do Premium. Mas para comprar as blusas básicas, calças jeans e casacos, sem dúvida, essa é a melhor loja. Compramos blusas femininas por 12 dólares e os meninos encontraram até casaco por 9 dólares. Depois da Tommy, fomos na loja da Hurley, que tb é uma maravilha!!! E por último na loja da Nike, que é horrível! Não gostamos nem do clima da loja, umas pessoas estranhas andando. Ficamos com medo e fomos embora. Antes de continuar nossa maratona de compras, descobrimos mais um maravilhoso restaurante: T.J.Friday. E nele almoçamos uma costela maravilhosa! Após o almoço, fomos para o Premium da International Drive. Olha, eu sabia que ia comprar bastante coisa, mas eu comprei MUUUUUUITO. O dinheiro lá rende muito!!!!! Tudo é muuuuito barato. Antes da viagem eu fiz um mapa do shopping com todas as lojas que queríamos ir (pq o shopping é imenso e não dá pra ir em todas), então fomos seguindo o roteiro das lojas. Às vezes, nós nos perdíamos no shopping, às vezes nós nos perdíamos uns dos outros, e às vezes nós nos perdíamos nas compras rsrsrsr! Uma loucura total! No Premium encontramos as marcas mais famosas. Eu particularmente gostei muuuuito da Forever 21! Comprei vestidos por 20 dólares, calças jeans por 7,90, blusas por 13,00 e sapatos por 9,00. Uma maravilha! A variedade de roupas dessa loja é enorme, tem pra todos os gostos, mas eu tive que experimentar todas as roupas pois algumas eram lindas, mas no corpo não ficavam legais. Uma loja que eu me decepcionei um pouco foi a Aeropostale, pois a qualidade das blusas não é muito boa. As blusas são muuuuito baratas, todas estavam por 8,00 dólares. Eu comprei algumas para usar nos parques pq como o material é bem fininho, era uma boa opção para os dias quentes. Mas sei que depois de algumas lavagens, aquele material vai ficar horrível. Mas pelo preço, valeu a pena. A verdade é que o Premium é um sonho, e no final do dia, o shopping já estava fechando e nós ainda não tínhamos ido em todas as lojas que queríamos. Eu terminei o dia na Victoria's Secret, comprando lingerie por 14 dólares e a promoção de 5 cremes por 30 dólares. É claro que fiz a festa e fui para o hotel dormir um sono tranquilo e super feliz!!! Dia 7 - Animal Kingdom Começamos o dia bem: tomando café na Starbucks!!! Isso sempre nos faz feliz!! Escolhemos esse sábado para ir ao Animal Kingdom estrategicamente. No dia seguinte iríamos acordar bem cedo para irmos à New York, e como tinha lido que esse parque é muito tranquilo de conhecer, escolhi para irmos nesse dia. De fato, o parque é tranquilo até demais! Não gostamos muito dele e acabamos indo para o hotel por volta de 14h. O visual do parque é lindo, muito arborizado e com um clima bem diferente dos outros parques. A primeira atração que escolhemos foi o Kilimanjaro Safaris, que é um passeio em uma caminhonete passando bem de pertinho por vários animais. E depois, nosso safari acabou.... Escolhemos ir nessa outra atração - Rafiki's Planet Watch, mas nos arrependemos MUUUUUUITO. É super chato, e foi aí que começamos a perceber que esse parque não era muito legal.. Nós pegamos esse trenzinho e ficamos olhando o local em que os bichos ficam, só isso. Depois conhecemos a Árvore da Vida, que é super linda! E aí, começamos a procurar brinquedos legais, pq nosso corpo já estava com abstinência de adrenalina. E achamos alguns: 1. Expedition Everest: é a montanha-russa do Pé Grande. A fila já é uma atração a parte! 2. Kali River Rapids: é uma corredeira. Mas quando entramos na fila começou a fechar o tempo. Por causa dos relâmpagos o brinquedo foi fechado.... Uma pena... 3. Dinosaur: Não lembro muito bem desse brinquedo... só lembro da entrada dele... Depois de muitas andanças e poucas emoções, comprei um sorvete maravilhoso de morango para tentar adoçar meu dia. E para terminar o dia bem, depois desse parque chatinho, nada melhor do que almoçar novamente no Fridays! Só variamos o pedido, para não comer sempre a mesma coisa rsrsrs. E depois, fomos descansar para no dia seguinte realizarmos mais uma parte desse sonho: NEW YORK! Dia 8 - New York E finalmente chegou o grande dia: conhecer New York!!!! Acordamos às 4h da manhã, tomamos banho, pegamos nossa pequena mala de roupas, guardamos as malas grandes com cadeados dentro do armário do hotel, deixamos a luz do quarto acesa e saímos do hotel em Orlando sem fazer check-out (afinal voltaríamos para Orlando). Optamos por ir com o carro alugado até o aeroporto e deixá-lo lá até nosso retorno. Fizemos as contas e pagaríamos por volta de 30 dólares, e isso é mais barato do que pagar táxi de ida e volta. Assim, por volta de 5h chegamos ao aeroporto de Orlando. O aeroporto de Orlando é lindíssimo! Fizemos nosso check-in e passamos pela segurança. E nesse momento o Lipe, que estava levando um gel na mala, foi parado pelo agente. Depois de um esporro em inglês por causa do gel e de ter que deixá-lo por lá, seguimos a nossa viagem. Detalhe: o Lipe ficou super triste por ter perdido o gel e depois, para se vingar, comprou mais 4 no Walmart. No voo um dos passageiros da primeira classe passou muito mal, chegaram a avisar que faríamos um pouso de emergência em algum lugar antes de NY. Mas por fim, não precisou e chegamos por volta de 9h na Big Apple. Chegamos pelo La Guardia, que é mais próximo ao centro de NYC. E fomos tentar pegar um táxi. Por azar, o nosso taxista era um indiano que falava muito mal inglês. Tivemos uma briga dentro do carro e até pedimos para descer, mas ele não permitiu, o que nos deixou mais assustados ainda. Depois que ele conseguiu finalmente entender o endereço do nosso hotel, seguimos nosso trajeto. O táxi do LGA até a Times Square dá aproximadamente 45 dólares. Depois de todo o stress ainda demos gorjeta para o taxista e foi o único momento em que o vimos sorrir. Chegamos muito cedo ao hotel, antes da hora do check-in, então deixamos as malas por lá e fomos começar nosso roteiro pela cidade, afinal, tínhamos muita coisa para conhecer. O hotel que ficamos era na esquina da Times Square, então, fomos tomar café na nossa amada Starbucks. Definitivamente, a Times Square é linda!!! E ficamos muito felizes de estarmos tão bem localizados no nosso hotel. Depois do café, ficamos sentados nas escadarias, curtindo o ambiente e tiramos várias fotos. Pena que não conseguimos curtir o wi-fi, nenhum deles funcionou e ficamos sem contato com o mundo virtual. Depois da Times Square, fomos visitar algumas lojinhas ali perto, enquanto caminhávamos em direção ao Rockfeller Center (que seria nossa próxima parada). E encontramos a loja de brinquedos Toys R us, que é super linda e tem uma roda gigante dentro. Depois encontramos a loja M&Ms, que tem tubos de chocolates. E aí continuamos nossa caminhada rumo ao Top of the Rock, e enquanto isso não parávamos de fotografar. No caminho, por acaso, encontrei a Magnolia Bakery, eu tinha super curiosidade em conhecer pq adoro o seriado Sex and the City, e nele as personagens sempre comem nessa doceria. Não consegui entrar pq nosso tempo estava super corrido, mas tirei uma foto para registrar o momento. E finalmente, chegamos ao Rockfeller Center, a caminhada é super tranquila, devemos ter feito em uns 10 minutos, mas nem sentimos, pq estávamos adorando o clima de NY. O Top of the Rock tb tem um observatório, mas não subimos, pq já tínhamos comprado o ingresso para o Empire States, e iríamos no final do dia para ver o pôr-do-sol. De lá, fomos conhecer a St. Patrick's Cathedral, que eu estava super animada para ver. Ela é a maior catedral católica dos EUA, e é super linda. Mas quando chegamos vimos que estava em obras... tanto por fora quanto por dentro... Mesmo com andaimes e obras, a Igreja estava lá, uma belíssima construção estilo neo-gótico. Nossa próxima parada era a Biblioteca. Andamos mais uns 10 minutos até chegar à New York Public Library. Nem preciso dizer que não foi sacrifício nenhum andar né? A biblioteca por dentro é imensa, mas ficamos tristes pq a sala mais famosa e super bonita, aquela que aparece em filmes, estava em obra... não pudemos visitá-la...Depois da Biblioteca, andamos uns 5 minutos em direção à Gran Central Terminal, que é um importante terminal ferroviário de NY e foi inaugurada em 1903. O cenário me lembrou de váááários filmes, foi um momento muito especial. Deu vontade de dançar e fazer um Flash Mob como no filme Amizade Colorida! Quando terminamos de conhecer todos esse lugares, já era por volta de 15h e estava na hora de fazer o check-in no hotel e almoçar. Então, voltamos andando para o hotel, e no caminho, conhecemos o Bank Savings Bank. Não sei do que se trata, mas é claro que o Lipe quis fazer graça e tirar uma foto com a estátua! Na rua atrás do hotel tinha um Mc Donalds maravilhoso, então foi lá mesmo que almoçamos, pq não dava tempo pra ir a um restaurante. Os lanches no Mc Donalds são super baratos, o Lipe pedia um lanche completo e eu só o sanduíche, já que o refrigerante é refil, então dividíamos. O sanduíche que eu pedia era de 1 dólar, então foi uma mega economia! E aí, voltamos para a Times Square para ir para o hotel. E então, chegou o momento de fazer check-in e conhecer o Hotel Carter, que já sabíamos que era super bem localizado. Pegamos nossa mala no locker (que foi pago, o hotel cobra 5 dólares por mala), fizemos check-in e fomos para o quarto. O quarto era bem pequeno, com duas camas de casal e banheiro privativo, mas eu não gostei do banheiro. Achei velho, com aparência de sujo, mas estava limpinho. Enfim, pelo preço que pagamos e com essa localização, esse era o único hotel que encontramos. E como ficamos pouco tempo na cidade, valeu a pena. Após uma pequena pausa para o descanso, continuamos nosso passeio. Agora a tarde, era a vez de pegar o metrô e ir até a Ponte do Brooklyn. O metrô de NY é incrível, tem várias linhas e corta a cidade inteira. Antes de ir, eu já sabia qual linha pegar e onde soltar, tudo já estava programado. Mas na hora de pegar o metrô na estação eu não sabia qual o sentido do trem, fiquei um pouco confusa. Tivemos que perguntar e logo acertamos a plataforma. Foi bem simples, mas não consegui tirar fotos pq achei o lugar bem estranho e perigoso. Como tudo em NY nos lembra um filme, nas estações de metrô eu só lembrava das cenas de crimes em filme policial... um pesadelo... Mas chegamos na Ponte do Brooklyn. A ponte é imensa, então combinamos de não andar até o Brooklyn, mesmo pq não dava tempo. Tirar uma foto sem que os transeuntes apareçam é impossível. A ponte é mega cheia, tem gente andando sem parar. E ela é dividida no meio, tem uma parte para quem anda de bicicleta e outra para quem anda a pé. Por diversas vezes eu me pegava andando do lado errado e aí o Lipe me puxava. Saímos da ponte e pegamos novamente o metrô, nosso destino agora era o Distrito Financeiro. Começamos pelo Museum of the American Indian, que fica bem perto da saída da estação do metrô. E aí, fomo tentar tirar foto com o Bowling Green. Olha... que dificuldade... o lugar é super cheio, é a maior disputa pra tirar uma foto! Além da disputa para tirar foto sozinho, tinha uma criança mal criada em cima do touro. Ela não saía de jeito nenhum, ficou lá brincando. E os pais nem se mexeram! E eu pensando que só no Brasil que tinha criança mal criada e pais sem noção! Por fim, ela ficou na foto do Lipe tb! Eu como não queria entrar na disputa pela face do touro, fui tirar uma foto com as bolas do touro rsrsrsr. Foi o que me restou rsrsrsr! Bem no meio do distrito financeiro, tinha outra Igreja que queria conhecer: a Trinity Church. Ela fica em meio aos arranhas-céus de NYC. Reparem que o endereço dela é na Wall St com a Broadway. Essa é uma Igreja Anglicana construída no século XVIII mas que foi destruída pelo Grande Incêndio de 1776. O que hoje vemos, é uma reconstrução da Igreja feita em 1846. A igreja por dentro é belíssima! E quando saímos, percebemos que bem ao lado da Igreja tem um cemitério tb do século XVIII e XIX. É incrível essa mistura desse cantinho de NY, o antigo e o novo convivendo e nos fazendo lembrar das origens dessa cidade.Dali, seguimos pela Wall St para conhecer o Bank of NY e a Bolsa de Valores. Conhecer a Wall St foi incrível! Terminado o Distrito Financeiro, fomos visitar a área do World Trade Center. Essa foi uma parte triste da viagem, pois relembrar aquela tragédia nos faz sentir tristeza e dor. Lemos os nomes das pessoas que faleceram gravados nessa pedra... muito triste... Percebemos pessoas tirando fotos tão felizes, que pareciam estar na Estátua da Liberdade, e achamos isso muito estranho... Para nós, foi impossível estar ali e não sentir tristeza, e não pensar nas famílias daquelas pessoas que estávamos lendo os nomes. Nossa memória nos levou e relembrar do que estávamos fazendo naquele dia 11 de Setembro. Eu estava em casa, na sala, estudando para o vestibular, e tive certeza naquele dia, que eu estava presenciando um fato histórico importantíssimo, que mudaria o mundo, e de fato o tempo veio a confirmar minha suspeita. Estar nesse cantinho de NY foi importante para mim, mas saí dali com um nó na garganta, o mesmo que senti quando vi os prédios caírem, o mesmo que sinto quando presencio cenas de intolerância e ódio. Nesse momento, já era 19h. A noite cai bem tarde no verão novaiorquino, então o dia rende e dá pra fazer muita coisa durante o dia. Queríamos muito ver o pôr-do-sol no Empire States e já tínhamos comprado o ingresso pela internet ( http://www.esbnyc.com/pt/comprar-ingressos) para adiantar. Compramos o ingresso Main Deck Only (86º andar) e custou 29 dólares por pessoa. Então, pegamos o metrô e fomos para o imponente prédio! Eles nos dão um aparelho para nos distrair durante a grande fila. Nesse aparelho, podemos ouvir a história do Empire States e ver diversas outras coisas. Eu não fiquei olhando muito, mas os meninos gostaram do aplicativo. Bem, mesmo comprando o ingresso pela internet, a fila é IMENSA!!!! Ficamos muito tempo na fila, eu já estava preocupada de não conseguir ver o pôr-do-sol e perder esse importante momento da nossa viagem. Então, esse é o primeiro motivo para na próxima viagem, ir ver o pôr-do-sol no Rockfeller Center. Mas, para nosso alívio, depois de muita espera, chegamos ao elevador, e subimos, subimos, subimos muito, até o 86º andar! Chegando lá em cima, encontramos com o King Kong, que no filme escala o Empire States. Lá estava ele, paradão! Então, pensei eu: "É um boneco" e fui toda feliz tirar a foto. Mas na verdade ele era uma pessoa vestida de King Kong, e ele agarra as pessoas que estão tirando foto, assim como no filme!!! Olha, é um susto imenso!!!!! E depois de muito sofrimento, finalmente, vimos NY do alto! E ela é linda! Depois de muitos clicks, tiramos nossa última foto no Empire States e descemos! Felizes, suados, cansados, famintos... mas aproveitando cada instante! Dia 9 - New York Nesse dia acordamos cedo e fomos tomar café da manhã na Dunkin Donuts. Adoro essas rosquinhas, mas aqui no Brasil o preço é super caro! Lá, compramos por menos de 1 dólar cada uma! Depois do café, pegamos o metrô até a estação South Ferry para conhecermos a Estátua da Liberdade. Já tínhamos comprado o ingresso pelo site http://www.statuecruises.com/choose_tickets.aspx e escolhemos a opção "Reserve with Pedestal Access" que custou 18 dólares por pessoa. Quando compramos o ingresso já escolhemos o horário de 8h para pegar o barco. Por causa do nosso café, chegamos 20 minutos atrasados, mas não tivemos nenhum problema ao entrar. Não tinha nenhuma fila para entrar no barco, mas chegamos à conclusão que foi tranquilo pq estávamos pegando o primeiro barco. Toda a estrutura montada no pier nos fez pensar que geralmente há uma grande aglomeração de pessoas. E o barco zarpou.... e vimos a beleza da Ilha de Manhattan mesmo nesse dia cinzento. Antes da viagem, li em um blog uma dica sobre o melhor lugar do barco para tirar fotos. E de fato, esse lugar existe! É o seguinte: ao embarcar ficamos na parte de trás da balsa. Para fazer isso, subimos as primeiras escadas que encontramos. E depois que chegamos ao topo, fomos para a parte de trás do barco. Quando fizemos isso, percebemos que outras pessoas tb já sabiam dessa preciosa dica rsrsrsrs! E aí que começou uma briga por lugar. Nós ficamos em pé, mas tinha uma novaiorquina que estava sentada e não queria que ninguém ficasse na frente dela e começou a reclamar que estávamos tapando a sua visão. Brigar em inglês até que é uma coisa boa, pois como ela estava nervosa e falando super rápido, eu não consegui entender boa parte da conversa rsrsrs, com exceção dos palavrões rsrsrsr! E então, depois de uns gritos e palavrões em inglês, surgiu a visão que eu tanto esperava e que por ela tanto briguei. E para se redimir, a tal novaiorquina viu nossa dificuldade em tirar uma foto juntos e se ofereceu para tirar essa foto. Eu até pensei que ela fosse pegar minha super câmera e jogar na água, fiquei super preocupada. Mas por fim, ela só tirou a foto e devolveu a câmera. Muitas pessoas só fazem esse passeio de barco e não desembarcam na ilha, nós preferimos fazer o passeio completo. Descemos na ilha e fomos conhecer mais de perto a estátua. No desembarque a visão que temos é das costas da estátua. Como nosso ingresso dava direito à subir até o pedestal, entramos para começar nossa subida. São muuuuuitos andares, até chegar ao pedestal. Agradecemos a Deus por não ter comprado o ingresso que dava direito a ir até a coroa, pois não iria conseguir mesmo subir até lá. Começamos a subir e percebemos que a a vista do pedestal é muito bonita, mas o ângulo da estátua não é dos melhores. Resolvemos descer e explorar o pátio que fica em volta da Estátua. É um lugar super bonito, com várias pessoas caminhando e aproveitando a vista. Definitivamente, o melhor lugar para tirar fotos da Estátua é esse pátio em volta dela. Voltamos para o barco e fomos em direção à Ilha de Ellis. Não ficamos muito tempo nessa Ilha, nosso horário estava apertado, e ainda tínhamos muita coisa para fazer nesse dia. Então só tiramos umas fotos e voltamos para o mesmo barco em que estávamos. Desembarcamos próximo ao Monumento Castle Clinton que foi a primeira estação de triagem de imigrantes de NY. Pegamos novamente o metrô e descemos na famosa Fith Avenue. Logo ficamos encantados com a loja da Apple, ela é linda!!! É um cubo gigante de vidro no meio da rua e a loja mesmo é subterrânea. É claro que entramos para aproveitar o wi-fi gratuito e fazer umas comprinhas para nossos Iphones! Ao lado da Apple, tem a FAO, uma loja de brinquedo imensa em que foi gravado o filme "Quero ser grande". Nesse filme o personagem brinca no teclado gigante da loja. E depois de ter conseguido brincar no teclado, com direito a gravação de vídeo e tudo, Lipe ficou super feliz! Bem em frente à essas duas lojas, tem o famoso Central Park. Então foi nossa próxima parada. O Central Park é imenso, ele sozinho já precisa de um roteiro bem definido. Tínhamos esse roteiro, e começamos pelo Zoológico, aquele do filme Madagascar. Não entramos para ver os animais, mas só passamos em frente e tiramos algumas fotos. Seguimos pela rua principal do Central Park, ela é toda arborizada, muito linda. Encontramos o anfiteatro onde são realizados vários eventos, mas nesse dia em que estávamos lá, não tinha nada agendado... uma pena... E por fim, encontramos a Water Angel, que é essa fonte de água. Eu me impressionei com o tamanho, não imaginava que fosse um espaço tão grande e tão bonito. Fique pelas escadarias contemplando a vista, uma das mais bonitas de NY. E ali, naquele espaço, acontece de tudo! Vimos um lindo casamento e um grupo de música sacra que mais parecia anjos cantando! Fomos para mais perto da fonte, como se quiséssemos comprovar que tudo aquilo era real, e nesse momento, em que contemplávamos as águas da fonte, começou a chover... não era o agitar das águas da fonte feita pelo anjo, era chuva mesmo. E corremos, guardamos os celulares e a máquina e caminhamos em direção à saída do parque. E então eu lembrei: "ainda não tiramos fotos no IMAGINE". Tivemos que perguntar, pq eu não sabia a direção, mas finalmente encontramos e tiramos várias fotos. Sei que não deu tempo para conhecer todo o Central Park, mas no futuro voltaremos para terminar o passeio. A verdade é que em uma tarde é impossível conhecer todo o lugar com a devida atenção que ele merece. Então, saímos do Parque e fomos pela 5º avenida em direção ao hotel. E foi nesse instante que encontramos a maravilhosa Lindt!!! Depois de um dia de andanças, nada melhor do que chocolate!!!! Compramos esses bombons de vários sabores diferentes, e levamos para o hotel para experimentar um de cada vez. Já era por volta de 17h e decidimos interromper o passeio e tirar uma soneca. Estávamos muito cansados, e precisávamos renovar as energias para enfrentar a noite na Times Square. Então, fomos para o hotel e zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz..... Por volta de 20h acordamos e nos deliciamos com Lindt... foi tudo de bom!!!! Depois disso, estávamos novinhos em folha pra curtir a night rsrsrsrs! E fomos para a Times Square!!!! Lá, fomos fazer comprinhas em algumas lojas. A primeira foi a loja da Disney e a segunda foi a MAC: nessa loja maravilhosa eu encontrei batons que estavam esgotados no mundo inteiro!!! Flat Out Fabulous!!!! Eu comprei vários e ainda trouxe muuuuitas encomendas rsrsrsr! Para fechar a noite, nada melhor do que Mc Donalds!!! E não foi qualquer Mc Donalds, foi o Mc Donalds da Times Square!!!! Dia 10 - New York Nesse dia tínhamos combinado de tomar café em uma doceria muito famosa. Na verdade, eu nunca tinha ouvido falar, mas Dai é super fã do dono dessa confeitaria e acompanha todos os programas dele pela televisão. Então acordamos cedo, e fomos pegar o trem para Hoboken. Tivemos que andar algumas ruas, pq esse trem só tinha estação na 33St. O trem é bem confortável e estava super vazio. Depois de 15 minutos já estávamos na estação de Hoboken. A cidade é super bonitinha e tinha uma vista privilegiada de NY, mas nesse dia estava garoando. E então, andamos menos de 5 minutos e chegamos na famosa Cake Shop!A loja é bem pequenina, e dizem que rola filas imensas, mas como chegamos lá por volta de 07:30h, conseguimos entrar sem filas, e escolher com calma nossos doces. Os doces são muuuuitos lindos, dá vontade de comer tudo! Logo depois do nosso café-da-manhã voltamos para a estação de trem e pegamos o trem de volta para NY. De lá, pegamos o metrô até a Estação do Museu de História Natural, que é tão importante que tem sua própria estação de metrô. Chegamos antes do museu abrir. Agora vai uma dica preciosa: o ingresso do museu tem um preço sugerido de 22 dólares, mas esse é somente um preço sugerido. Você pode chegar lá e escolher quanto quer pagar pelo ingresso, mas isso não vale para os ingressos comprados pela internet. Então, deixamos para comprar nosso ingresso lá na hora, Lipe pediu 4 tickets e pagou 10 dólares por todos!!! Uma incrível economia!!! Com ingressos super baratos na mão, começamos nosso tour no Museu que ficou famoso com o filme Uma Noite no Museu. Após a incrível visita, ficamos com gostinho de quero mais! Queria ter tido mais tempo para visitar todas as salas com mais calma. O museu é muito grande e tem muita coisa interessante para ver, mas nosso tempo era curto. E tínhamos que ir para nossa próxima atração. Então, pegamos novamente o metrô e fomos para o Museu Madame Tussauds. Depois de várias fotos com artistas, voltamos para o hotel para pegar nossas malas para irmos para o aeroporto. Descobrimos que o sistema de trens de NY é tão incrível que poderíamos ir para o La Guardia de trem e pegar uma integração com um ônibus, tudo isso por menos de 3 dólares. Levando em consideração que o táxi seria por volta de 40 dólares, seria bem mais em conta ir de transporte público. Como estávamos com uma mala pequena, isso seria possível. Então fizemos o seguinte: pegamos o metrô da Linha N/Q amarela em direção à Astoria Blvd e pedimos na hora da compra que a funcionária habilitasse o ingresso com a opção de integração-ônibus para o Aeroporto. Dica: Sejam bem claros na hora de pedir isso e confirmem, pois depois descobrimos que a funcionária habilitou essa opção nos ingressos da Dai e do Thiago e não habilitou no meu e do Lipe. Então, pegamos o metrô e fomos até Astoria Blvd, ali descemos e fomos pegar o ônibus que passa em uma rua logo abaixo da estação de trem. Em frente ao ponto de ônibus tem uma máquina que troca o seu ingresso do metrô pelo ingresso do ônibus. É bem simples, mas foi nessa hora que a máquina informou que meus ingressos não estavam habilitados. O Thi e a Dai trocaram tranquilamente e ficaram aguardando o ônibus chegar. Eu e Lipe tivemos que comprar um novo ingresso e aí foi um problema, pq a máquina só aceitava moedas e não tínhamos moedinhas. Aí avistamos uma loja da Dunkin Donuts e resolvemos comprar uma rosquinha de 0.89 cents para trocar o dinheiro. Compramos a rosquinha, com o troco compramos o ingresso do ônibus e tudo ficou resolvido. Assim que acabamos de fazer tudo isso, o ônibus surgiu e entramos nele. Chegamos ao Aeroporto La Guardia com bastante antecedência, mas não adiantou nada... nosso voo marcado para 22h estava com atraso e só sairia 00h... uma pena... ficamos lá à toa podendo estar aproveitando mais da cidade. Mas depois de muita espera pegamos nosso voo e chegamos em Orlando por volta de 02:30h... mortinhos de cansados.... pegamos nosso carro no estacionamento e fomos rumo ao hotel dormir.... zzzzzzz Dia 11 - Blizard Beach Acordamos mais tarde nesse dia, pois fomos dormir quase 3h da madrugada chegando de NY. Então, dormimos tranquilamente, afinal o dia de hoje era reservado para relaxar no parque aquático Blizard Beach. O parque é bem bonitinho, tem neve cenográfica pra todo lado, mas o calor é claro que é intenso! Tem uma piscina com ondas muito boa e vários brinquedos radicais. Alugamos um locker para guardar as bolsas e podermos brincar sem preocupação com os pertences. Fomos em vários brinquedos, mas não dava pra tirar fotos pq nossa câmera não é à prova d'água. Então, foi um dia com poucas fotos... Por volta de 13h, o tempo fechou muito e o parque também fechou. Então fomos para o hotel, mas antes passamos em um Mc Donalds muito bom que tem perto do parque para almoçarmos. Quando chegamos no hotel, o tempo ainda estava ruim, mas não estava chovendo. Então o Lipe aproveitou a piscina do hotel que ainda não tinha dado tempo de experimentar. No final da tarde, fomos ao shopping e o Lipe teve seu momento de fama ao lado da apresentadora Eliana que ele encontrou no shopping. Depois desse dia tranquilinho, voltamos para dormir, pois ainda estávamos muito cansados... Dia 12 - Hollywood Studios Nesse dia começamos bem cedo, mesmo com a chuvinha que estava caindo. O rumo era o Parque da Disney Hoolywood Studios, que estávamos super curiosos para conhecer. Na entrada do parque já avistamos o chapéu do Michey que é super lindo e tiramos logo nossa foto oficial. Achamos o parque um pouco confuso para andar, não dava para fazer um único sentido e ir do início ao fim. Nossa primeira opção foi ir logo no Muppets Vision 3D, pois a fila estava muito pequena. Essa atração é legal, mas não é das imperdíveis. Depois começamos a seguir o roteiro que já havíamos feito. SUNSET BLVD Nessa área fomos em três atrações: 1. Rock’n Roller Coaster Starring Aerosmith: uma montanha-russa de alta velocidade ao som de Aerosmith!!! Incrível!!! 2. The Twilight Zone Tower of Terror: Essa atração é muuuuito boa!!! O elevador desse hotel cai lá de cima, despenca!!!! Um baita frio na barriga. 3. Beauty and the Beast live on stage: O melhor show que vi na Disney, fiquei super emocionada. HOLLYWOOD BLVD + ECHO LAKE Nessa área fomos nas atrações: 1. The Great Movie Ride: um passeio pela história do cinema, para quem gosta, é muito legal! 2. Star tours: um simulador de uma guerra do espaço. 3. Indiana Jones Epic stunt spectacular: um show que é uma gravação de um filme. Eu particularmente achei meio cansativo pq o diretor para toda hora para dar explicações sobre as cenas. Logo que saimos do Indiana Jones tinha lojinha chamada Oasis Conteen onde vende o Funnel Cake com calda de morango. Eu ainda não tinha experimentado e aproveitei a oportunidade. É INCRÍVEL de bom!!!! ANIMATION COURTYARD / PIXAR PLACE / MICKEY’S AVENUE Nessa área fomos: 1. Voyage of the Little Mermaid: um show da Pequena Sereia muito lindo! 2. Toy Story Mania: esperamos quase 2 horas para ir nessa atração e confesso que ela não é tão incrível! Estava muito cheia pq é o mais novo brinquedo mas ela é bem infantil. Na verdade gostei mais da fila e da decoração do que do brinquedo em si. STREETS OF AMERICA 1. Lights, Motors, Action! Extreme Stunt Show: um show muito legal com carros que fazem manobras super radicais. 2. Honey I Shrunk the Kids Movie Set Adventure: não é uma atração, é apenas um cenário para tirar fotos legais nas cenas do filme Queria, encolhi as crianças. E então, andando pelas ruas do parque descobrimos uma balada com os personagens. Os funcionários ficaram brigando conosco, pois somente as crianças poderiam participar e a regra era que tinha que dançar! Então, se era a condição pra tirar fotos, aceitamos fomos nos divertir com as crianças e com nossos amiguinhos rsrsrs. Depois de tudo isso, fomos cedo para o teatro em que acontece o show noturno. Pegamos um Fast Pass para essa atração para nos garantir o melhor lugar e gostamos muito dessa escolha. Ficamos bem no centro do show e assistimos tudo com muita qualidade. Sem dúvidas, esse é o melhor show noturno da Disney! E depois desse show emocionante, nossa noite se findou... Dia 13 - Epcot Começamos o dia indo ao shopping para trocar alguns itens que havíamos comprado errado. Por exemplo, o Thiago tinha comprado dois pés direitos do mesmo tênis e o Lipe tinha comprado um Vans masculino para a irmã dele. Então, aproveito para falar sobre o excelente serviço que todas as lojas nos prestaram no pós-venda. Definitivamente, os americanos sabem fidelizar os clientes, eles são super atenciosos com os clientes, ao contrário aqui do Brasil, qd sempre somos mal tratados em momentos de trocas de mercadorias. Após a manhã no shopping e o almoço corrido no Mc Donalds, nosso próximo destino era o Epcot. Assim que entramos no parque logo avistamos a Speaceship Earth, que é aquela bola. Esse cenário fica muito bonito para fotografias tanto de dia quanto de noite. FUTURE WORLD Assim que chegamos ao parque uma chuva muito forte começou a cair, então entramos logo na primeira atração que vimos: 1. Speaceship: um passeio pela história da comunicação dentro da bola. Sentimos até uns pingos de chuva e percebemos que a bola da Disney estava com algumas goteiras rsrsrs. 2. Soarin: ficamos 1 hora e meia nessa fila, mas valeu muito a pena. Parece que estamos voando de verdade pelas paisagens de São Francisco!!! Tinha lido em um blog que o melhor local é na fila B1 e pedimos à funcionária para ficarmos nesse lugar. De fato é o melhor lugar pq ficamos bem de frente para a tela do simulador. Muuuuuito bom!!! 3. Mission Space: esse simulador de uma viagem espacial é bem real. Ficamos em uma nave espacial com 4 lugares, mas dá um certo nervoso pois é muuuuuito apertado. E além disso, balança muuuuito, eu fiquei um pouco enjoada e demorei à voltar ao normal. 4. Test Track: tentamos várias vezes ao longo do dia ir nesse brinquedo, mas não estava funcionando. Acho que foi por causa da forte chuva que caia... mas não sei ao certo. 5.Club Cool: não é um brinquedo, é uma loja que tem refrigerantes do mundo inteiro e podemos experimentar de graça! Eu experimentei o Inca Cola e achei horrível, e depois tomei o nosso guaraná pq já estava com saudades. Além desses refrigerantes, tem tudo que se imaginar da Coca-cola, objetos de decoração, bolsas, sapatos, tudo, tudo, tudo! ENCONTRO COM PERSONAGENS Nesse parque tivemos a sorte de encontrar com vários personagens. Eles estavam espalhados por vários locais do parque, e em todos a fila estava razoavelmente pequena, então tiramos muuuuitas fotos: 1. A Bela Adormecida é minha princesa favorita, afinal ela dormiu muuuuito. Adoro dormir... zzzzzz 2. Depois encontrei a Bela, na verdade fiquei um pouco decepcionada. Quando vi na plaquinha que ela iria chegar ali fiquei esperando por aquela princesa com um lindo vestido pomposo amarelo... mas... quando ela chegou estava com uma roupinha simples... 3. E agora foi a vez do anfitrião, nosso amigão, nosso parceiro, aquele que nos fez gastar rios de dinheiro só para conhecê-lo rsrsrs. 4. E o mais simpático e brincalhão de todos, Pateta!!! Ele sempre aceitava todas as nossas brincadeiras na foto!!! 5. E a queridíssima Minie, que estava até de sombra nos olhos, toda arrumada para nos receber. 6. Encontramos o Tico e Teco. Um deles, a quem vou chamar de Tico pq nao sei a diferença, estava super animado. Animado até demais! Achamos que ele ficou de "saliências" com a Dai rsrsrsrs! Tico safadinho! Em compensação o outro, o Teco, estava jururu, triste... 7. E então, chegou a hora da Branca de Neve, que sinceramente, tem um cabelinho bem ruinzinho! Parecia que com a chuva ele tinha encolhido todo rsrsr! E aí nesse momento o Lipe queria ganhar um beijo da princesa, eu pedi a ela, mas a resposta foi: "meu príncipe não deixa" kkkkk e aí ela sugeriu que eu o beijasse e ela iria fazer o coração. 8. Por último encontramos Jasmine e Aladin. Nessa foto não aparece, mas o sapato do Aladin era incrível, o Lipe até perguntou onde ele tinha comprado, e ele disse que tinha sido feito por ele mesmo rsrsrs. Acho que essa princesa é a mais peladinha da Disney, detalhe para a barriguinha dela! WORLD SHOWCASE Essa área tem vários pavilhões, na verdade são 11 países representados com monumentos, brinquedos, comida típica, danças, música, etc. É uma viagem à vários países sem sair do Epcot! 1. Canadá: tem um restaurante Le Cellier, mas nós não experimentamos. O cenário é todo muito bem cuidado, com flores lindas e uma arquitetura bem típica do país. 2. Reino Unido: Mais uma vez tiramos foto em uma réplica desse telefone... até quando??? Temos que ir logo em Londres para tirar foto no original rsrsrs. Além disso, encontramos com a personagem Mary Poppins, mas foi bem de longe, não conseguimos tirar fotos com ela. 3. França: não vimos nada de muito curioso na França, só uma pracinha para tirar fotos. 4. Marrocos: essa área tem ótimos objetos de decoração. É muito legal também caminhar pelos becos e sentir o cheiro dos aromas do local. E o Lipe encontrou um lugar que escreveu nossos nomes em árabe. 5. Japão: eu achei um dos pavilhões mais bonitos! Tem um restaurante e vários monumentos para tirar fotos legais. 6. Estados Unidos: não tem nada de mais... afinal já estamos nos Estados Unidos. 7. Itália: o cheiro de pizza no ar é enlouquecedor!!!! Tem uma pracinha com monumentos bem interessantes. 8. Alemanha: nesse país eu encontrei a melhor loja de doces que já vi: Karamell-Küche!!! Comprei uma maçã do amor com caramelo e castanha que nunca vi igual. Pena que não consegui comer toda, mesmo dividindo com o Lipe, pois ela é imensa! 9. China: uma das melhores decorações assim como o Japão. Aproveitamos para tirar fotos com os chapéus chineses. 10. Noruega: nesse país tem o único brinquedo de todos os pavilhões que é legal, chama-se Maelstrom, um barco vikings cheio de emoções! 11. México: tem ótimos locais para tirar fotos. SHOW NOTURNO É um show com fogos e eles estouram muito perto de nós. Tanto que depois do show, quando chegamos ao hotel percebemos que nossa pele e nossa roupa estava manchadas de algo que não consegui identificar, mas com certeza foi por causa dos fogos. Após o show, ainda tivemos um tempinho para comprar nossas tão sonhadas canecas do Mickey e da Minnie. E então, voltamos à Spaceship para tirar fotos com a iluminação da noite. Ela é linda em qualquer hora do dia! E assim, terminou nosso dia... Dia 14 - Typhoon Lagoon + Magic Kingdom Nesse dia acordamos cedo e fomos para o Typhoon Lagoon que significa "lagoa do tufão". A lenda diz que uma tempestade muito forte passou por esse local e tirou tudo do lugar. Inclusive vemos um barco no alto de uma montanha! Assim como no outro parque aquático (Blizard Beach) não ficamos com nossa máquina pois estávamos com medo de molhar. Então, temos poucas fotos do parque. Depois desse parque, retornamos para o hotel, tomamos um banho, trocamos de roupa e fomos passear na área da International Drive que era bem pertinho do hotel. Estava na hora de comprar algumas lembrancinhas de Orlando e procurar o nosso objeto de coleção de viagens: pratos decorativos. Encontramos uma lojinha que vendia tudo bem baratinho e fizemos a festa. Logo depois, a barriga já estava roncando, então fomos procurar um local para comer e encontramos a já amada e conhecida: Pizza Hut. Comemos muuuuito bem, uma massa deliciosa! E de sobremesa pedimos uma pizza que já havíamos visto em uma propaganda na TV americana, é uma pizza de hershey's. É maravilhosa!!!!! Nunca comi nada igual!!! E agora mesmo, enquanto escrevo esse post, minha boca está salivando.... Logo quando saímos da Pizza Hut encontramos um ponto turístico que havíamos procurado a viagem inteira e não encontramos: A Casa Invertida. Ficamos um tempão observando os detalhes da casa, realmente dá pra acreditar que ela é de verdade. Depois dessa sessão de fotos, tínhamos um ingresso extra da Disney para usar em qualquer parque que quiséssemos visitar novamente. Então fomos para o Magic Kingdom, que é o melhor parque da Disney. Como já havíamos visitado o parque, escolhemos visitar as lojas, as atrações menos concorridas e aproveitar o parque com calma. E assim foi ótimo! Assim que chegamos ao estacionamento conseguimos ir até o parque com o Monorail. Na primeira visita, o trem estava quebrado e tivemos que ir de ônibus. O trem demorou um pouco, estava muito cheio, mas o passeio foi legal. Ele passa por dentro de um Resort da Disney e logo depois chega ao Parque. E usamos nossos ingressos pela última vez... Assim que entramos no parque, era 15h, ou seja, hora da parada diária. Então, nos esprememos na multidão e ficamos lá nos divertindo com nossos personagens favoritos! A parada é bem longa, e são muitos os personagens que participam, mas nem sentimos o tempo passar.Depois da parada, fomos passear pela Main Street e conhecer melhor todas as lojinhas da rua. Resolvemos fazer uma coleção de fotos com chapéus engraçados. Lipe adora chapéu e já que não podemos comprar todos, tiramos fotos para registrar esse pequeno momento em que usamos esses adereços tão engraçados! Nas lojinhas da Main Street conhecemos uma linda doceria, deu vontade de experimentar todos!!! Parecia um cenário de filme! E ainda tinha o cheirinho de doce.... huuuum....Além da doceria, a Main Street tem muitas outras lojas com coisas super legais. O dia estava muito quente, então adoramos ficar nas lojinhas curtindo o ar condicionado e tirando fotos com os objetos. Encontramos também uma loja que vende objetos de Natal durante todo o ano! Depois de aproveitarmos o fresquinho das lojas, fomos aproveitar a brisa do lago passeando de barco pelo parque. É um mini-cruzeiro bem tranquilo. O barco é muito bonito e a vista é sempre surpreendente. Quando saímos do barco, novamente encontramos os personagens dançando com as pessoas e o Lipe, é claro, entrou na dança com eles. Nesse momento já era por volta de 17h, então vimos também essa parada que é bem mais simples do que a anterior de 15h. E depois disso tudo, só podíamos ficar tristes por ir embora... Nossa próxima parada do dia foi Downtown Disney, uma área gratuita da Disney que tem restaurantes, bares, lojas, etc. Dentro do Downtown Disney tem o Planet Hollywood e fomos conhecer. Depois fomos na Loja da Lego, pq no primeiro dia que fomos já estava fechada. Então precisávamos retornar para conhecer por dentro. Para finalizar a noite, fomos experimentar o lanche na lanchonete Wendy's e gostamos muito!!! Dia 15 - Retorno ao Rio e Alfândega E nossas férias em Orlando estava acabando.... Nesse dia tínhamos poucas horas para desfrutar dessa cidade que nos fez tão feliz. Acordamos cedo, terminamos de fazer as malas, fizemos check-out no hotel e começamos uma árdua missão: arrumar as malas no carro! Definitivamente, não havíamos pensado nessa missão quando compramos mais do que podíamos carregar. Enchemos a mala do carro e tivemos que fazer a maior logística para colocar o restante das malas no banco de trás do carro. Ficamos muito preocupados pq nos EUA existe uma lei de trânsito que impede os motoristas de carregarem bagagem no banco traseiro. Se fôssemos pegos pela polícia iríamos pagar uma árdua multa. Assim, saímos em direção ao Aeroporto por volta de 10h. A entrega do carro alugado na Sixt estava marcada para 11:45. E aí começou uma grande saga para chegar ao aeroporto, pois nos perdemos vááááárias vezes! Descobrimos que as estradas de Orlando não tem muitas saídas e retornos, então a cada vez que entrávamos na pista errada, demorada muito tempo para podermos voltar ao caminho certo. Isso tudo ocorreu pq estávamos sem internet no celular, logo sem GPS. Já tínhamos ido ao aeroporto dias antes para pegar o voo pra NY, então pensamos que já sabíamos o trajeto... puro engano... erramos, rodamos, pagamos muitos pedágios, gastamos mais gasolina e tivemos que abastecer novamente o carro para entregar com o tanque cheio.... foi uma manhã bem estressante, mas chegamos à Sixt exatamente 11:45! Na Sixt entregamos o carro sem nenhum problema e pegamos a van para o Aeroporto. Depois de uns 5 minutos, chegamos ao aeroporto, almoçamos em um restaurante de lá mesmo e depois fomos fazer check-in. Com as malas despachadas, passeamos um pouco no Dutty Free e por volta de 16:00h embarcamos para o Rio. Chegamos em São Paulo na manhã do dia seguinte e passamos pela tão temida alfândega. Eu e Lipe passamos na fila "nada a declarar" afinal não tínhamos comprado eletrônicos que ultrapassassem o valor de 500 dólares. As compras de roupas são consideradas bens pessoais, desde que estejam sem etiquetas, logo tivemos o cuidado de tirar as etiquetas de todas as roupas, sapatos, etc. Até os presentes foram trazidos dessa forma. Outro cuidado que tivemos foi não misturar as roupas nas malas, as minhas vieram na minha mala e as roupas dele vieram na dele. Somente dessa forma essas compras são consideradas itens pessoais. Eu não poderia dizer que uso um tênis tamanho 41 nunca né! Os celulares que compramos tb são autorizados pela alfândega, independente do valor do aparelho, desde que a pessoa traga apenas um (eu trouxe um e o Lipe outro). Então, deixamos nossos celulares velhos em casa e viajamos sem aparelho algum. Minha máquina fotográfica profissional tb é autorizada pela alfândega, independente do valor, desde que seja apenas um equipamento. Considerando tudo isso, nenhum dos itens acima entrou na cota dos 500 dólares. Então, aproveitei essa oportunidade para trazer um notebook baratinho, de menos de 500 dólares. E assim passei pela alfândega cheia de coisas mas dentro do permitido pela lei! Se eu fosse parada pelo fiscal, nenhuma multa teria que pagar. É claro que na hora da fila dá um certo frio na barriga, mas tomei mais um cuidado nessa hora: fiz questão de passar pela alfândega junto com a multidão de gente que sai do avião. Assim a possibilidade de ser parada é menor. Quando saímos do avião nossa mala foi a última a chegar na esteira, então quando pegamos a mala já não tinha quase ninguém passando pela alfândega. Tivemos que abortar a ideia de ir ao Dutty Free e ir direto para a fila, para passarmos junto com a última família. Tudo deu certo para mim e para o Lipe.... Já Thiago e Daiana tiveram que declarar pois as compras deles ultrapassavam a cota de 500 dólares e aí passamos o maior susto. Eu e Lipe fomos fazer check-in para o próximo voo para o Rio e eles não chegaram a tempo. Pegamos o voo sem eles para o Rio e sem saber o que estava acontecendo na alfândega, pq a sala em que eles estavam é separada. Somente quando cheguei ao Rio consegui contato telefônico com eles e fiquei sabendo da demora na declaração de bens. Só tinha um fiscal para fiscalizar muita gente e por isso o atraso e a perda do voo. Sorte que a Gol os colocou no próximo voo para o Rio e depois de 1 hora eles chegaram à Cidade Maravilhosa. Todos chegamos bem! Confesso que senti uma felicidade imensa em voltar para minha terrinha e ver meus pais e meu sogro no aeroporto nos esperando. Como é bom voltar pra casa!
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