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MARCELO.RV

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Tudo que MARCELO.RV postou

  1. Minha rota para o Peru inclui tb alguns dias no Atacama novamente, o lugar é fantástico. Penso tb na Bolívia, mas não queria ir de carro, penso numas férias futuras pegar um voo e alugar um 4X4 para rodar por lá uns 15 dias, um Suzuki Jimny atenderia perfeitamente. Quanto ao Cruze é turbo sim 1.4, em relação a gasolina chilena só abasteci o suficiente para rodar por lá, estava bem cara, não cheguei a completar o tanque em nenhum momento, então fiquei meio sem referência. Na média da quilometragem total ele deu 14.4km/l, mas em alguns trechos inclusive bem longos ele chegou a fazer 16km/l, achei muito bom considerando ar condicionado a maior parte do tempo e carro relativamente carregado, apesar de 3 passageiros tínhamos muita bagagem, como referência, no Cruze anterior 1.8 aspirado quando fui para o Atacama a média total foi de 12.8km/l, que também pelo motor não foi mal.
  2. Olá pessoal, começando aqui mais um relato da minha segunda viagem pela América do Sul, rodamos 30 dias, saímos de casa dia 22/12 e chegamos dia 21/01, somos eu, minha esposa e minha filha de 13 anos, vou tentar detalhar o que for mais relevante para os viajantes. Em relação a preços, por onde passamos tem hotéis, hostels e campings para todos os gostos e preços, então esta parte aconselho uma boa pesquisa para adequar melhor o orçamento ao estilo da viagem, o que foi bom e barato pra mim talvez não seja para outra pessoa e vice-e-versa, todas as minhas reservas foram feitas pelo Booking e pelo AirBnB, e outros não reservei, cheguei na hora e procurei ou pesquisei antes pela internet e já fui como uma referência. Vale lembrar que viajo com criança, então todo meu planejamento tento considerar no máximo 2 dias seguidos de estrada, senão fica desgastante demais, na parte final da viagem tocamos 6 dias direto, mas não tivemos muita alternativa e vou contar no decorrer do relato. Todos os valores que eu colocar serão em reais, abaixo algumas informações: Equipamentos: cambão, extintor, kit primeiros socorros, 2 triângulos, carta verde(Argentina e Uruguai, fiz com a Sul América, 156,00 para 30 dias), Soapex(Chile, faz no site da HDI, super tranquilo a 11 dólares) e colete reflexivo, levem todos, fui roubado em 100,00 por causa do colete, situação que vou narrar abaixo. Gasolina: Na minha região o preço estava 4,79 o litro, abasteci em São Paulo a 3,83, em Gramado o preço chegou a 5,00, então não abasteci lá, voltei a abastecer novamente a 4,69 depois de descer a serra. Na Argentina região de Federación 4,59 e descendo rumo a patagônia por volta de 3,35, na patagônia o governo dá um subsídio para a gasolina, então é mais barata. Nossa rota principal foi : Gramado/Canela, Federación, Bariloche, Pucón, Puerto Varas, El Chaltén e El Calafate, mas ao longo de toda a rota tivemos diversos lugares interessantes. 1º dia 22/12 – Cons. Lafaiete – MG X Curitiba – 1000km – Apenas deslocamento, sem nada de atrativo na estrada, ficamos preocupados em passar por São Paulo sendo véspera de feriado, mas correu bem, sem congestionamento que era o meu medo. Basicamente saindo da minha cidade pego a Fernão Dias em Carmópolis de Minas e depois de São Paulo a Régis até Curitiba. 2º dia 23/12 – Curitiba X Canela – 734 km – Dia também para deslocamento, sem muita coisa, apenas estrada. 3º dia 24/12 – Canela – Coloquei no planejamento ficar em Canela e passear em Gramado que estava espetacular por causa do Natal Luz, conseguimos uma apartamento montado por 710,00 as 2 diárias, pela época o preço foi razoável, e o lugar muito bom. Subimos a serra que é muito bonita e pouco antes de Canela a estrada começa e ficar florida com belas plantações de hortênsias. Apart em canela https://booki.ng/2G1d7yq
  3. Obrigado @hlirajunior, exatamente o Peru. Tenho uma rota muita parecida com a que vc fez, tudo dando certo talvez precise de seus grande conhecimentos e trocaremos informações. Mas é para o final do próximo ano. Como o tempo não dá trégua vai chegar rápido. Dando uma geral nos meus e-mails hoje na minha caixa ainda tem aqueles que trocamos em meados de 2015, quando no final daquele ano seguimos quase juntos para o Atacama, de lá vc seguiu para o Peru, lá se vão quase 4 anos, e parece que foi ontem.
  4. 28º dia 18/01 – Porto Alegre X Balneário Camboriú – 520km – Depois de praticamente 6 dias de tocada resolvemos curtir e descansar um pouco em Balneário Camboriú, 1 dia e meio de descanso merecidos. Chegamos em Balneário por volta das 13:hs então deu para aproveitar bem o resto do dia. 29º dia 19/01 – Balneário Camboriú – Dia de descanso e curtir uma praia. 30º dia 20/01 – Balneário Camboriú X Cambuí - MG – 770km – Dia de estrada, apenas dormimos em Cambuí porque para tocar direto seriam 1200km, aí é pesado. 31º dia 21/01 – Cambuí X Conselheiro Lafaiete - 438km – Enfim chegamos em casa, aí vem aquele sentimento fantástico de felicidade e satisfação que não tem como explicar, passa um filme em sua cabeça dos locais maravilhosos que visitamos, das estradas que rodamos, das conversas com outros viajantes, enfim simplesmente de tudo que vivemos nestes praticamente 31 dias. Como viajo com a família procuro fazer um longo planejamento, reservo hotéis antecipadamente sempre que posso, verifico as condições das estradas, documentos, os locais que vamos visitar, troco informações com outros viajantes através de sites de viagens, facebook, youtube, pesquisas pelo Google Maps, e tudo mais, tento minimizar ao máximo qualquer problema que possa ocorrer ao longo de uma jornada como esta. Apesar de alguns apertos que fazem parte, no final deu tudo certo. Para os que pensam em pegar o carro, tem vontade, mas têm receio de viajar pela América do Sul aqui vai meu incentivo, não pensei duas vezes, façam um planejamento, uma boa revisão e caiam na estrada, não vão se arrepender. Sempre tenho na mente que viagem de carro você está por sua conta e risco, apesar de tentarmos minimizar os problemas eles podem acontecer como aconteceu comigo, mas que na verdade foi até tranquilo de resolver. Mas como disse no relato, temos que ter calma e serenidade para tentar uma solução da melhor forma possível, desespero não vai ajudar em nada. A Patagônia é linda e deixou saudades, e com certeza, disso eu não tenho dúvidas, voltaremos um dia(a menos que aconteça imprevistos),tem muita coisa para ver ainda e vamos voltar para ver. Deixo aqui um agradecimento a todos do mochileiros que de alguma forma me forneceram alguma informação, e espero que as informações do relato possam ajudar futuros viajantes. Grande abraço.
  5. 27º dia 17/01 – Colônia Del Sacramento X Porto Alegre – 946km – Saímos de Colônia para mais um dia de estrada, da vez anterior que fomos preferimos passar pela Ruta 9, muito boa também por sinal, mas estávamos em Montevidéu, então foi a melhor opção. Desta vez optamos por pegar a Ruta 8, pista também excelente, apesar de passar por vários povoados dá pra andar numa boa, a maior cidade que passamos foi Treinta y Tres, o resto só povoado mesmo, a estrada tem alguns pedágios, uns 4 na casa de 15,00 cada um. Na fronteira foi tranquilo, carimbamos a saída e enfim Brasil, bom estar de novo em terras brasileiras. Sem muitas novidades neste dia, basicamente estrada até Porto Alegre pela BR 116. Fronteira em Jaguarão Treinta Y Tres Treinta Y Tres Treinta Y Tres Ruta 8
  6. 26º dia 16/01 – San Carlos de Bolívar X Colônia Del Sacramento – Uruguai – 773km – Partimos rumo a Colônia, ficamos meio preocupados com a polícia pois neste caso iríamos cruzar a fronteira por Fray Bentos, então pegaríamos um trecho da Ruta 14 novamente na província de Entre Rios, basicamente depois de 9 de Julho seria a mesma rota até Gualeguaychú, Ruta 5 passando por Lujan, um trecho da 12 e depois a 14. Aproveitamos pra completar o tanque do carro em Gualeguaychú que fica a uns 30km antes da fronteira pois no Uruguai a gasolina é mais cara, beeemmmm mais cara. Tem um posto Axion bem perto da entrada da cidade, então vale a pena completar. A ideia inicial também era de ficarmos 2 dias em Colônia, chegar à tarde, passar o outro dia todo e sair no dia seguinte, mas tivemos que adiantar. Antes da aduana tem um pedágio e preparem o bolso, aproximadamente 45,00, isto mesmo, 45 pila, já vi relatos de muita gente reclamando do valor e com razão, bem caro. Outra situação interessante é que vc saindo da Argentina por Gualeguaychú não tem carimbo de saída, somente de entrada, informaram que quem sai por aquela fronteira é somente a entrada no Uruguai mesmo, fiquei meio preocupado mas perguntei para todo mundo e informaram a mesma coisa, então, bora. Esqueci da hora e perdi o por do sol no cais da parte histórico, então não tem muitas fotos pois passamos apenas a parte da tarde lá, mas o ideal acho que seria ficar um dia inteiro. Detalhe para quem não sabe e talvez não seja avisado, todo pagamento em restaurante em dinheiro no Uruguai é cobrado o IVA mais a taxa de serviço, nosso almoço(ou janta, pois já era tarde), estava ficando em aproximadamente 180,00, muito caro para nada demais, 2 bistecas com salada e batata, um polo a-milanesa somente, sem batata nem nada, apenas para completar pois estávamos com fome, uma cerveja e 2 refri, bem caro. Pagando no cartão ficou em 125,00, boa diferença. Parece na Argentina e Chile esta opção é apenas para hotéis e não em restaurantes, teria que pesquisar melhor para saber da legislação. Na Argentina em Santa Rosa pagamos o hotel no cartão e tive o desconto do IVA conforme já informei. Sobre o preço da gasolina no Uruguai, tinha alguns pesos argentinos então resolvi abastecer com eles, parece que o peso argentino não vale nada por lá, o que já era caro ficou mais caro ainda, na conversão o litro da gasolina saiu a absurdos 8,30, abastecendo com peso Uruguaio saiu a aproximadamente 7,00, um pouco mais em conta mas ainda assim bem caro. Abasteci o suficiente para cruzar a fronteira. Este foi nosso último dia em terras argentinas, e aqui deixo um comentário sobre os postos da YPF, os caras são foda, mesmo nos locais mais distantes, a maioria das estruturas são invejáveis, normalmente tem de tudo pra comer e beber, sempre tudo fresco ou feito na hora, internet livre em alguns postos, um show, a logística deles é de dar inveja, todos os produtos muito bem feitos e frescos em lugares que a gente menos espera. Às vezes estávamos rodando a horas e ficávamos doidos para ver um YPF pela frente, quando chegávamos tinham tudo que precisávamos, quando saímos da Argentina sentimos até falta. Em Colônia ficamos na Pousada Del Bosque, muito bem localizada e fomos muito bem atendidos, o café começava às 8 da manhã, mas como iríamos sair às 6:30, fizeram o café completo para nós sem ao menos pedirmos, só comentamos que iríamos sair mais cedo que o horário do café, estão parabéns, pagamos 350,00. Pousada em Colônia : https://booki.ng/2S2QRpj
  7. 25º dia 15/01 – Puerto Madryn X San Carlos de Bolívar– 1010km – Dia de Jornada puxada, mais uma vez saímos cedo pois tínhamos 1010km pela frente, a sequência das estradas é a seguinte, pega-se a Ruta 3, depois 251, depois a 22, em Bahia Blanca pega-se a 33 e por fim a 65, ufa!!!! Pegamos algumas obras e em determinados trechos estava no esquema pare/siga, isto cansa um pouco mas... faz parte. Enfim, algumas dezenas de kms antes de San Carlos de Bolívar a estrada vai margeando plantações de girassóis espetaculares, desculpem por faltar fotos, é que estávamos tão ansiosos pra chegar e descansar que nem lembramos de fotografar, apenas contemplamos o visual, que é realmente espetacular. Chegamos em San Carlos de Bolívar até que enfim, não tinha reservado nada lá, até porque pesquisei no Booking e o site não me retornou nenhum hotel, tinha pego apenas algumas referências pelo Google Maps mesmo. Então fomos no primeiro da nossa lista, lotado, segundo da lista lotado, terceira da lista lotado, e este a senhora que me atendeu me desanimou, não vai achar vaga na cidade, somente em 9 de Julho, 100km mais a frente, pra quem já tinha rodado pouco mais de 1000km, mais 100 parece pouco, mas estávamos cansados, então seria um martírio pra nós 3. Foi aí que lembrei que vi uma pousada no Google, muito bem avaliada mas o pessoal reclamava um pouco do preço, bom, vamos procurar a tal pousada, torcer para ter vaga, e torcer para não estourar nosso orçamento. Chegamos, Hotel La Posada de Bolívar, perguntei se tinha vaga, a moça respondei, só tenho uma suíte de 40m² completa com hidromassagem, bla, bla, bla, pensei, me quebrou nuns 1000 reais, mas vai, perguntei quanto é, 3500 pesos, hein???? 3500 pesos, como tinha pouco pesos perguntei se podia pagar em real, sim, 350,00, na hora falei, onde eu assino. Eu estava comprando peso na média 1 real igual 9,3 pesos, ela converteu 1 real a 10 pesos, melhor impossível. Como a coisa estava fluindo bem explorei mais um pouco, é possível cambiar 200,00? A resposta foi sim e pagou a mesma cotação, me deu 2000 pesos. Que achado, depois foi só tomar um bom banho e ir comer um bife de chorizo com uma Quilmes bem gelada. Apesar do susto fechamos o dia com chave de ouro. Se alguém for passar por lá indico a pousada, tem piscina e tudo mais. Para nós três com tudo que ofereceu, sem mais opções na cidade, cansados, o preço foi excelente, se fosse apenas o casal seria 300,00, cobraram mais 50,00 para colocar um colchão para minha filha. Como disse faltou as fotos, coloquei 2 mapas, o do trecho entre as duas cidades, e outra onde mostra a localização da pousada. Mas mais uma vez, pista sem comentários, continuava show.
  8. 24º dia 14/01 – Caleta Olívia X Puerto Madryn– 517km – Seguimos na Ruta 3 até Puerto Madryn, nossa intenção era de ficar 2 dias por lá e fazer um passeio até a Península Valdez, mas encurtamos a viagem em 3 dias por causa das férias de minha esposa, como eu tinha emendado Natal e Ano Novo então eu tinha mais dias, mas tivemos que atender esta necessidade dela e só dormimos por lá. Ficamos no hotel Muelle Viejo, muito bem localizado, basicamente fica a um quarteirão antes avenida beira mar e praticamente em frente ao cais, pagamos também aproximadamente 250,00. Chegamos cedo então ainda deu pra passear na praia que por sinal estava lotada, tomar uma cerveja e comer um polo com papas, passamos uma tarde extremamente agradável por lá, a cidade nos surpreendeu pelo ambiente muito tranquilo. Alguns hotéis estavam lotados, demos sorte de achar vaga neste que ficamos, a região é bem turística por causa da península e também pela própria praia e passeios que oferecem, quando vimos a cidade do alto na chegada ficamos meio assustados pois a visão era de uma cidade grande e centro com transito caótico, não tínhamos reservado nada e colocamos no GPS a avenida principal, mas foi tranquilo. A estrada até aqui continuava top. Passamos por Trelew onde tem um imenso dinossauro na beira da rodovia, a foto não ficou muito legal não, outra cidade que também parece ser bem turística. Na verdade é uma região que com tempo merece ser explorada pois tem muitas atrações, basta uma pesquisa na internet pra ver tem muita coisa boa por lá.
  9. Exatamente isto, penso muito no tempo de reação caso apareça algo como vc citou, em alguns momentos estiquei um pouco mais, mas por períodos curtos de tempo, e tem outro detalhe, quanto mais alta a velocidade menos vc curte o visual. Nada de muito especial, uma Canon T6 com lente do kit 18-55 e uma lente zoom básica 75-300mm, para tempo muito fechado e a noite ela é escura, mas para o tempo claro dá boas fotos com velocidades do acima de 250 do obturador. Uso sempre no modo manual pra brincar com ISO, diafragma e obturador, não sou profissional mas gosto de brincar. As vezes sai boas fotos. Queria tentar umas longas exposições a noite, mas como escurece tarde ficava desanimado de sair para procurar um lugar bom para fotografar, levei um tripé que nem usei. Isto, eles ocupam sim, mas Caleta Olívia é o lugar mais comum e mais fácil de avista-los(acho eu), tem também as colônias de pinguins que não fomos, acho que tem várias ao longo da Ruta 3 mas algumas acho que tem bons trechos de rípio.
  10. 23º dia 13/01 – El Calafate X Caleta Olívia – 945km – De carro limpo caímos na estrada de novo, basicamente começando nosso retorno, mas com algumas coisas a mais para ver, deixamos El Calafate rumo a Ruta 40, depois saímos da 40 e entramos na Ruta 5, aqui algumas observações, após uns 160km + ou – de El Calafate vimos um YPF no trevo da 5 com a 7 só que do lado contrário, resolvemos não parar pois estava de tanque bem cheio ainda, como rendeu bem a percepção foi de que tínhamos saído a pouco tempo e meu carro dava uma autonomia ainda de aproximadamente 600km, não busquei muita informação sobre este trecho a respeito de combustível, mas imaginei que tivesse um YPF salvador da pátria(apesar de o Google não ter me mostrado nenhum) no trevo que segue para Rio Gallegos 270km após El Calafate, afinal é um trevo de encontro da Ruta 3 que desce de Buenos Aires com a 5 que é sequência da 40 de quem desce de Bariloche, El Chaltén e região. Enfim, chegamos no trevo e nada, não vimos nenhum posto, Rio Gallegos fica a 30km aproximadamente do trevo, não justificava rodar esta distância ida e volta somente para abastecer, fazer um pipi e comer alguma coisa, temos uma geladeira veicular que liga na tomada 12 volts, não gela mas mantém a água/refrigerante bem resfriado, melhor do que quente, então pensamos, temos o que comer e beber, gasolina roda bastante ainda, pipi na beira da estrada em caso de necessidade extrema, então, bora!!!! A partir dali fomos sem parar até Comandante Luis Piedrabuena, mais de 300km depois. Resumo deste trecho, da saída de El Calafate até Comandante Luis Piedrabuena foram 480km de pista top, fizemos estes 480km em aproximadamente 4:20min, velocidade sempre constante de 120km/h medida pelo GPS, e basicamente sem parada pois também não tinha onde parar. Em relação a velocidade sempre usei como referência o GPS, o velocímetro do carro sempre joga a mais, e 120km/h acho uma boa velocidade, nem rápido demais nem devagar demais, qualquer viagem que você consiga médias gerais em torno de 100/110km/h está excelente, e nossa média foi até superior. Dificilmente conseguimos fazer isto aqui no Brasil. E tem outra, quanto mais rápido maior a tensão e consequentemente o cansaço também. Chegamos no posto fica na rodovia após a cidade, mas sem querer entramos no começo dela e vimos uma avenida toda enfeitada e muito bem cuidada, detalhe, cheia de homenagens para o Papa Francisco, muito legal. Depois de abastecermos, comermos e fazermos as necessidades rodamos mais 466km até Caleta Olívia e fizemos mais uma parada, mas sinceramente não lembro onde. Chegamos cedo e tínhamos pesquisado um hotel no dia anterior por lá, não reservamos mas anotamos, Hotel Patagônia, na avenida principal e sem trabalho para encontrar, pagamos 250,00 a diária com café manhã, simples mas nos atendeu bem, tem um restaurante onde aproveitamos para jantar por lá mesmo. Chamou a atenção na entrada da cidade a quantidade de lixo espalhado pela rodovia, aliás vimos isto em alguns locais desta região, parece que tem alguns lixões a céu aberto e o vento como é muito forte espalha o lixo para todos os lados, principalmente sacolas plásticas, o visual fica realmente horrível. Mas enfim, nossa intenção em parar em Caleta Olívia foi de ver a colônia de lobos marinhos e não lixo, então fomos lá ver, e que bacana o visual, a colônia fica a aproximadamente 5 km da cidade subindo pela 3, ficam por lá o ano todo e convivem bem com as pessoas que frequentam a praia. Mas nem sempre foi assim, há informações de que foram caçados durante anos e a colônia era muito maior, hoje a caça é proibida e estão se recuperando. Foi muito legal vê-los ali tão de perto, o cheiro não é dos melhores quando se está contra o vendo na frente deles, mas valeu a experiência. Mais uma vez cuidado com os guanacos e nandús, todo o trecho de pista top com longas retas, as fotos Comandante de Luis Piedrabuena não ficaram boas pois tiramos com a máquina compacta de dentro do carro foi, só para registrar mesmo.
  11. 22º dia 12/01 – El Calafate – Tiramos este dia para conhecer o Glaciar Perito Moreno, o Glaciar fica a aproximadamente 77km de El Calafate, pega-se a Ruta 11 que praticamente é a sequencia da rua principal (Av. Del Libertador) e segue direto, demos carona para um casal de argentinos que estavam na beira da estrada e fizemos eles economizarem as passagens. Na entrada do parque paga-se o ticket no valor aproximado de 70,00 por pessoa, no nosso caso 210,00. Dica que o funcionário do hotel que ficamos me deu, levem o que comer e beber, dentro do parque tem um restaurante/cafeteria, mas lotada e com preços a absurdos, como tínhamos uma mochila térmica passamos no centro e compramos uns sanduiches prontos, refrigerantes e água, dá pra economizar uma grana. Não fizemos o passeio de barco ou mini-trecking, pois no nosso caso todo valor temos que multiplicar por 3 e por pessoa não é barato não. Agora, não fez falta estes passeios, o Glaciar é espetacular mesmo só vendo das passarelas, a visão é fantástica, e o barulho que faz quando o gelo se desprende parece até um trovão. Muito bonito mesmo. Ficamos aproximadamente 3 horas por lá, mais aproximadamente 1 hora para ir e outra para voltar então é um passeio que se faz tranquilo em 5 horas. Como chegamos cedo fomos dar uma passeada no centro e depois fomos para o hotel. Como ainda estava dia e tinha uma mangueira na entrada do hotel (e água por lá não falta) dando bobeira perguntei ao rapaz da recepção se podia tirar a poeira do carro, ele disse claro, pode usar a vontade sem problemas. Opa, aí foi a hora de dar uma geral pois ainda tinha um bom tempo de sol, a lavagem foi com sabão em pó mesmo, mas é só não deixar espuma e secar rápido para não manchar, a coisa estava feia, tirei os tapetes, lavei por fora, por dentro, agora sim estava dando gosto de andar, ponto para o hotel, tentei dar uma limpada em Pucón mas não permitiram. Em El Calafate ficamos no hotel Tierra Tehuelche Hostería y Aparts, pagamos 280,00 a diária, ele fica a aproximadamente 2km da rua principal, dá para ir a pé tranquilo. O Café da manhã deixou um pouco a desejar, acabaram algumas coisas e demoram a repor, inclusive nem esperamos. Mas o hotel é bom, prédio novo, quarto confortável e funcionários atenciosos. E deixaram eu lavar o carro. Apart em El Calafate : https://booki.ng/2SgxMnV
  12. Olá conterrâneo viajante, com certeza precisamos nos encontrar, serão muitas histórias. Só mandar um mandar e-mail [email protected] ou zap 31-99213-7660 que combinamos. Será um prazer.
  13. 21º dia 11/01 – El Chaltén X El Calafate – 223km – Começo com um comentário sobre El Chaltén de um sentimento compartilhado por mim e minha esposa, claro que pessoas são diferentes e outros podem ter opiniões diferentes, mas El Chaltén deixou saudades, o lugar é mágico, o clima do lugar(não quis dizer no sentido meteorológico), as pessoas, os locais, extremamente acolhedor, simplesmente tudo, ficaríamos lá fácil por mais uns 5 dias, mas infelizmente tivemos que seguir. Por uma coincidência trágica poucos dias depois que saímos tivemos a notícia de que 2 brasileiros morreram tentando escalar o Fitz Roy, e provavelmente eles estavam lá quando também estávamos, triste mas... Então chegou a hora de partir, noite tensa, não dormir direito pensando se a solução no carro iria resolver definitivamente, um vento absurdo a noite toda que até balançava o quarto que estávamos hospedados, apesar de ter andado no carro por lá e ido até a estrada para fazer um teste e estava tudo normal, fiquei ansioso. Mas enfim deu tudo certo, chegamos El Calafate sem problemas, aí desencanei de vez, vida que segue, pensei comigo e comentei com minha esposa, só olho para isto agora quando chegar em casa, e assim foi. El Calafate é muito bacana, cidade pequena e a rua principal é onde tem as principais atrações, inclusive o bar gelado que fomos a noite, vários restaurantes e casas de câmbio por ali também, no bar gelado pagamos aproximadamente 28,00 por pessoa e ficamos lá dentro por cerca de 25min, tem mais 2 bares iguais, um na mesma rua e outro a 8km do centro onde tem o museu, mas os bares são praticamente idênticos e os valores não mudam, como não tínhamos interesse no museu ficamos no centro mesmo. Tem várias opções de restaurantes para todos os gostos e lanchonetes. Tem opções em conta em que 2 pessoas comem bem uma porção de polo com papas por exemplo, em muitos restaurantes estas porções são bem generosas e paga-se em torno de 40,00 a porção, então para 2 pessoas que não comem muito fica até barato. No nosso caso estávamos em 3, então sempre pedíamos 2 porções, era mais que o suficiente para nós.
  14. 20º dia 10/01 – Mais uma Trilha em El Chaltén, o segundo o dia amanheceu nublado, frio, chuviscando e com muito vento, ainda bem tiramos as fotos no dia anterior. Resolvemos eu e minha esposa fazer a laguna Capri, minha filha não quis ir então ela ficou no apto na internet, coisa de adolescente, não vi problema pois El Chaltén é muito tranquilo. Como amanheceu muito feio o tempo optamos por ir na parte da tarde, compramos uns lanches e comemos antes de ir, neste caso levamos somente uma mochila com água. Queria fazer a trilha da laguna de Los Três que vai até a base do Fitz Roy, mas são 20km ida e volta e aproximadamente 9 horas, não arrisquei pois meu joelho não estava lá grandes coisas, como tinha que dirigir muito ainda, com dor seria um problema, levamos alguns analgésicos, mas vai que... De qualquer forma como o dia amanheceu ruim acredito que o visual não estaria tão bonito. Para a Laguna Capri é mais tranquilo, a subida é meio punk, são uns 2km de subida, não muito íngreme, mas subida constante, eu e minha esposa ficamos felizes com uma situação que ocorreu, demos passagens para 3 jovens brasileiras na faixa dos 20, falei para minha esposa deixa passar senão vamos ficar travando elas, 200 metros depois estavam elas sentados e nós na casa dos 45 anos passamos. Comentamos, não estamos tão mal assim, resultado, elas chegaram na Laguna Capri 20 minutos depois de nós, ficamos satisfeitos com nossa performance, são aproximadamente 4 horas de caminhada ida e volta, talvez um pouco menos. A volta é tranquila pois é só descida, o motivo para a maioria começarem a trilha para o Fitz Roy a partir da Hosteria Pilar é justamente esta, começando por El Chaltén já se começa com uma boa subida, e pela hosteria não tem esta subida, e tem outro detalhe que pela hosteria você vai por uma trilha e retorna por outra. Em El Chaltén fiquei no apart Toro, um apto montado na rua principal, todo montado e perto de tudo, na verdade lá tudo é perto de tudo. Achei um pouco caro, na verdade o mais caro de toda viagem, mas pelo lugar e pela temporada foi razoável, pagamos 400,00 a diária. Economia nas fotos pra compensar o post anterior. Apart em El Chaltén : https://bit.ly/2BcTdwu
  15. Realmente sua tocada foi bem "punk". Mas não rem preço que pegue para uma experiência destas, e na verdade o lugares que não visitamos estará nos esperando na próxima. Te informando o valor do pedágio na fronteira por Fray Bentos, aproximadamente R$45,00, um absurdo. E também estranhei esta de não ter carimbo de saída da Argentina na aduana por Fray Bentos, perguntei e todos falaram que não precisava, então bora tocar.... Parabéns pela trip.
  16. 19º dia 09/01 – Trilha básica em El Chaltén, como perdi toda a tarde do dia anterior resolvendo o problema do carro, só começamos a andar pela cidade neste dia. Fomos para a cachoeira Chorillo del Salto e ao Mirador das Águias, céu azul e dia espetacular, total de 10km, trilhas tranquilas para quem está com criança quase adolescente, sempre reclamando que tudo está doendo, reclama mas vai. El Chaltén é basicamente uma vila encravada num vale rodeada de montanhas, várias delas com os picos nevados, a rua principal tem Hostels, restaurantes, campings, hotéis, padarias e mercados, além de algumas belas construções, tudo gira praticamente ali. Para a cachoeira é praticamente tudo reto, segue direto até o final da rua principal e depois estrada de rípio, ao longo da caminhada passa-se bosques com belos visuais, a cachoeira é muito legal, mas o que mais agrada mesmo é a caminhada em si, belas imagens dos rios e a visão de El Chaltén são fantásticas. Na volta subimos por uma trilha que sai no topo de um morro de onde se tem uma visão privilegiada da cidade também, ao descermos demos de cara com um ônibus de excursão de Maringá-PR com 44 passageiros, eles estavam hospedados em El Calafate e foram fazer trilha em El Chaltén, os motoristas nos disseram que fazem esta excursão todo ano. Não ficamos sabendo a faixa etária, agora com certeza deve ser muito bem organizada uma excursão dessas, senão dá não, é muito tempo dentro de ônibus com tantas pessoas!!!! Depois fomos ao Mirador das Águias, tem uma boa subida mas dá para ir tranquilo, também com belo visual e as águias voando bem perto de você. Show. Neste mesmo dia peguei o carro para fazer um teste e pegar a saída da cidade até o lago Viedma para tirar umas fotos, que na verdade do lago mesmo não tiramos, mas o visual do Fitz Roy é show, passamos meio tensos por ali no dia anterior. Demos muita sorte com o tempo, já vi relatos de viajantes que chegam lá com céu encoberto e não conseguem ver nada, o dia estava espetacular. Na volta paramos no mirador que tem antes da entrada da cidade e também rendeu boas fotos com o Fitz Roy ao fundo, e fomos ao posto de combustível abastecer, o posto é basicamente um contêiner da YPF, o único por sinal, às vezes tem uma certa fila. Pensamos que seria o lugar que mais gastaríamos com refeição e para nossa surpresa não foi, para almoço não vi muitas opções pois a cidade durante o dia fica meio morta, tem movimento mas pouco, as pessoas estão nas trilhas, então as padarias montam os kits para quem vai para os trekkings, o kit seria um enorme pão com presunto e queijo ou de carne, as duas opções com salada, uma fruta, um suco, água e acho que um iogurte também, se não me falha a memória este kit custa 35,00 aproximadamente, dá para 2 pessoas tranquilo, não compramos o kit completo pois sobraria, mas compramos o generoso pão que vende separado também, 2 pães comemos nós 3 e ainda sobrou, o pão custa aproximadamente 22,00 e por sinal muito gostoso. A noite jantamos num restaurante que não lembro o nome, na verdade fomos tão bem atendidos e comida tão boa que só jantamos lá todos os dias, nossa janta ficava em aproximadamente 100,00 com bebida, e tem opções de carnes, macarrão, pizza e sanduiches, preço dentro da média que estávamos pagando, dando uma volta percebemos que os preços não eram muito diferentes, por ser um lugar tão isolado achamos até bem em conta. Resultado do teste do carro, entrei debaixo de novo e observei a conexão, sem vazamento, carro normal. Mais aliviado. Desta vez acho que exagerei nas fotos.
  17. Não posso nem reclamar. Consegui resolver sem maiores problemas e segui viagem normalmente. Deveriam asfaltar, tanto asfalto bom e só aquele trecho deste jeito.
  18. Rapaz, o pior vc não sabe, sou extremamente enjoado, tenho mais produtos para o carro do que minha esposa produtos de beleza. Lava jato nem pensar, só pra lavar a parte de baixo, o resto é comigo mesmo. Mas neste caso a vontade de conhecer falou mais alto aí não tem jeito, neste momento tem que desapegar. Claro que todo cuidado e dor no coração. E alguns trechos é isto mesmo que vc citou, é bem fofo mesmo, carro baixo como o meu se parar dependendo do lugar pode atolar no cascalho. Exatamente, conforme comentei tivemos sorte de não quebrar a conexão toda, eu e minha esposa sempre comentávamos que tivemos foi muita sorte. Talvez um pequeno azar pelo perrengue.
  19. 18º dia 08/01 – Gob. Gregores X El Chaltén– 300km – Aqui começa o segundo trecho que mais me preocupava, pois depois de Gob. Gregores tem 72km de rípio que não sabia ao certo as condições, conversando com muitos viajantes todos me falaram que passa tranquilo deste que não esteja chovendo, como puderam ver meu carro é Cruze Hatch, bem baixo, daí minha preocupação, alguns chegaram a me falar, passa mas é bem ruim. Bom, não tínhamos opção a não ser encarar, saímos por volta das 8 da manhã, 60km depois aproximadamente começa o rípio. Minha preocupação era, rasgar um pneu, afetar alguma parte embaixo do carro, mangueira de freio, combustível, cabos elétricos, meu carro a bateria é no porta malas juntamente com toda central eletrônica, então existe cabo que passa por baixo do carro que vai até compartimento do motor, era para preocupar ou não??????? Pois bem, seguindo pelo rípio começamos a perceber o seguinte, alguns trechos bons, anda-se com segurança a 50/60km/h, outros muitos ruins que praticamente paramos, muitas pedras grandes e facões que dependendo de onde entrar esbarra o fundo do carro. Na maioria cascalho solto que bate o tempo todo no fundo do carro, coloquei o computador de bordo na pressão dos pneus que era minha maior preocupação, deixei de lado a quilometragem pra não ficar contando quantos kms ainda estavam faltando. Às vezes passavam algumas caminhonetes ou SUVs 4X4 em velocidades mais elevadas, neste caso tentei manter a maior distância possível para evitar alguma pedrada no para brisa ou qualquer outra parte do carro. Acompanhando os pneus, devagar e alguns trechos, quase parando em outros, um pouco mais rápido em outro, e finalmente fim do rípio, alegria total, passamos ilesos(#SQN). No final do trecho encontramos com 2 motociclistas brasileiros parados receosos em enfrentar o rípio, quando viram nossa placa nos pararam, estavam pensando em dar uma volta enorme só para evitarem o rípio, parece que planejaram pouco e não tinham a mínima ideia de quanto tempo gastariam e estavam com medo de atravessar, também tenho moto e falei pra eles, se estão com medo ótimo, vão com medo mesmo, assim você não ganha confiança, acelera demais e vai pro chão. Gastamos aproximadamente 1:40min, eles nos informaram que tiraram o dia para fazer a travessia, informei a eles para irem tranquilos, com medo e que dando tudo certo atravessariam com no máximo 2:30min, trocamos algumas informações, desejamos boa sorte e eles seguiram. Achamos um absurdo pois assim que sai do rípio pega-se uma pista extremamente lisa e top demais de asfalto, uma vergonha não terem continuado a obra, existem várias placas de obras mas parece que não trabalham lá a muito tempo, só tem as placas, nada de máquinas ou alguma coisa que indique algum trabalho. Bom, seguimos por mais 165km até El Chaltén, a cada km que passava o visual ficava cada vez mais bonito, foi aí que parei o carro para tirar algumas fotos, quando parei e abri os vidros veio um cheiro forte de gasolina, minha esposa e filha também comentaram mas não dei muita importância, o carro estava normal, então seguimos. Mais uma parada para fotos e novamente cheiro de gasolina, pensei, será que furou o tanque????? Olhei por trás debaixo do carro e nada de vazamento, bom menos mal, mas o carro estava desligado, então fui ligar pra ver, aí ferrou, tinha um vazamento na conexão da mangueira de combustível que passa embaixo do carro, só vi que estava vazando, neste momento faltava 20km para El Chaltén, então seguimos praticamente direto com mil coisas passando pela cabeça. Cheguei, parei o carro e olhei por debaixo, uma pedra quebrou a conexão do cabo de combustível, e para minha sorte foi que só quebrou a ponta da conexão e não ela toda, tanto é que rodamos pelo 165km deste jeito sem notar nenhuma diferença no carro. Bom, enfim, agora buscar uma solução, mas como???? Procurei saber com a dona do apart que alugamos e em El Chaltén só existe um borracheiro que também é mecânico, pensei, ferrou mais ainda, entrei debaixo do carro e observando de perto o problema vi que o vazamento vinha de uma trinca que deu na conexão quando quebrou a trava, com isto o tubo de gasolina que encaixa estava frouxo, aí a mente começou a funcionar, talvez uma abraçadeira resolva levando em consideração que as peças não se separaram. Sai então em busca da abraçadeira, chegamos em El Chaltén por volta das 13:hs, então estava na bendita hora da sesta até as 16:hs, tudo fechado, tem uma ferreteria chamada El Volcan onde eu conseguiria a abraçadeira(ferramentas eu tinha), mas foi um suplício esperar até as 16 para comprar, tentar resolver e saber se realmente o que eu pensei em fazer iria dar certo, até que enfim deu as 16:hs, fui lá e comprei e eu mesmo fiz a solução caseira, entrei debaixo do carro meio sem posição mas consegui abrir e encaixar a abraçadeira do jeito que imaginei e fui apertando bem de leve até um determinado limite, não podia apertar demais pois poderia quebrar a conexão, aí sim iria ferrar de vez. Resultado da solução estilo Magyver, antes quando ligava o carro estava jogando gasolina a vontade para fora, depois da abraçadeira problema resolvido, mas a tensão foi grande, perdi a tarde nesta brincadeira. Detalhe, o vazamento era grande com o carro parado e o motor ligado, andando em rotação mais elevada acredito que não vazava tanto, tanto é que não percebi o marcador de combustível descer de forma considerável. Agora respondendo aqui algumas perguntas que fiz para vários viajantes e vivi a experiência por conta própria: Passa qualquer tipo de carro pelo rípio depois de Gob. Gregores? Passa, desde que não chova vai tranquilo, alguns trechos bem devagar outros andando um pouco mais. Se chover esquece, até 4X4 pode ter dificuldade. As condições são muito ruins? Alguns trechos são péssimos, com pedras grandes, e com outros cascalhos que formam um facão que esbarra no assoalho do carro, outros são melhores. Corro o risco de ter algum problema? Sempre vai correr, eu preocupei muito com um furo ou rasgo de pneu, mas também preocupei com as conexões que passam por debaixo do carro, e justamente ali foi meu problema, posso ter dado azar mas é fato que quanto mais baixo o carro ou pesado esteja, maior o risco principalmente quando se tem cabos/tubos vitais embaixo do carro. Em alguns momentos mesmo estando devagar o carro tem vontade própria, você não consegue fazer ele sair da direção que está, por isto a possibilidade de algum facão de cascalho com pedras maiores esbarrar no assoalho é grande. Faria novamente a travessia? Com certeza, até porque não tem outro caminho se for descer pela 40, e valeu a pena, El Chaltén é fantástico, minha situação pode ter sido isolada mas o risco sempre vai existir, então vai dica, ir sem pressa, com cuidado e se tiver algum problema lembre-se de manter a calma e tentar resolver com tranquilidade e paciência, o desespero não ajudar. Abaixo as fotos do problema e da solução e 2 vídeos curtos do trecho.
  20. Cara, muito bom mesmo, fora os trechos ruins o visual é fantástico. É mais ou menos isto mesmo. Cuidado com os guanacos. Percebi que são mais inteligentes que os nandús, quando nos veem tem tendência a correr para fora do asfalto, os nandús ficam no meio da estrada, bicho burro. rsrsrsrs rsrsrsrs Dei nada, a foto foi perfil então só pareceu mais limpo. rsrsrsrs Dei uma lavada em El Calafate pois já estava inabitável.rsrsrsrs Estratégia para enfrentar o rípio o mais cedo possível e chegar em El Chaltén o mais cedo possível também, um lugar razoável para dormir antes seria Perito Moreno, mas aí pegaria o rípio à tarde se resolvesse passar direto, e entre Perito Moreno e Gob. Gregores não tem muita coisa. Por sinal foi uma boa decisão.
  21. 17º dia 07/01 – Esquel X Gob. Gregores – 890km – Este era um dos 2 trechos que mais me preocupava, pois era longo, teoricamente mais sem recursos, e consegui poucas informações atualizadas sobre ele, basicamente imagens do Google Maps que eram antigas e perguntas a vários outros viajantes pelo YouTube, Facebook e até algumas informações aqui no mochileiros mesmo, todos dizendo que a 40 estava boa, o outro trecho que também me preocupava conto abaixo. Na verdade tentei mapear pelo Google Maps os trechos de rípio existentes na Ruta 40 entre Bariloche e Três Lagos, depois de Três Lagos já tinha boas informações de que as condições da 40 estavam excelentes, e o Google me mostrava o rípio 22km antes de Los Tamariscos, 5km antes de Rio Mayo, e os tensos 72km depois de Gob. Gregores até Tres Lagos, então seguimos para os 890km que nos esperava. Saímos por volta de 07:30 de Esquel, primeira parada no YPF em Gob. Costa 180km para abastecer e pipi, até aqui pista top. Depois seguimos para Perito Moreno 360km mais abaixo, aí duas surpresas boas, os trechos de rípio que havia mapeado não existem mais, em Los Tamariscos nem percebi passar, e em Rio Mayo tem uma base do exército Argentino que acho que é nova, então tem muito asfalto novo antes e depois da cidade, parece que deram geral na região em relação a estrada. As imagens do Google são mais antigas então pra mim foi realmente uma boa surpresa pois até Perito Moreno fomos direto sem parar desde Gob. Costa, em Perito Moreno paramos num posto na entrada da cidade, um Axion(acho), entrando na cidade tem um YPF mas sem estrutura nenhuma, e queríamos comer alguma coisa melhor e lá não tinha, então voltamos para o Axion, tinha de tudo inclusive internet livre. Depois de Perito Moreno a 40 continua boa, mas com alguns trechos com buracos e asfalto irregular, inclusive peguei alguns buracos que pensei ter perdido pneu e roda, mas nada aconteceu, então no trecho de Perito Moreno até Gob. Gregores é bom ir devagar e com atenção, num determinado trecho vi 2 motociclistas vindo em direção contrária, eles estavam com a visão melhor que a minha então um deles passou pela ponte que íamos passar e apontou para baixo, neste momento reduzi a velocidade e dei de cara com a ponte bem esburacada, ele foi super gente boa. Além de alguns buracos e trechos com asfalto irregular, tem também os guanacos e nandús(uma ave da região que parece uma ema e andam em bandos) que atravessam a pista sem avisar, demos de cara com um monte. O problema do Guanaco é que a cor dele confunde com a vegetação, então muitas vezes quando se enxerga ele já está em cima, vimos vários atropelados pela estrada e digo que se atropelar um deles o estrago via ser grande, provavelmente a viagem acaba, andam também em bandos, então quando se avistar um fique atento que tem mais. Então vai a dica de novo, de Perito Moreno até Gob. Gregores, pista boa mas com ressalvas, atenção redobrada. Notei que neste trecho mais especificamente, nas partes ruins não há nenhum sinal de trabalho para arrumar, então imagino que se tivesse um trânsito mais intenso estaria muito pior, por outro lado os trechos bons são relativamente novos, espero que estejam aos poucos arrumando. O visual da estrada nesta parte da Patagônia é incrível, temos uma visão tão ampla e distante do horizonte que vimos o horizonte em um tom azulado incrível, em alguns momentos vimos formar uma tempestade a direita e à esquerdo um céu azul, só estando lá mesmo para se ter uma noção da beleza. Em Gob. Gregores ficamos no hotel Canadon Leon, hotel e restaurante, o mesmo preço de Esquel 255,00, como tinha restaurante nem saímos de lá, comemos por ali mesmo, preço mais salgado que o anterior mas não tinha muita opção, pagamos 117,00 o jantar. Vista do nosso quarto em Esquel ao amanhecer.
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