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sresralao

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Sobre sresralao

  • Data de Nascimento 05-09-1983

Bio

  • Ocupação
    Somos Sr. & Sra. Lao, um casal viajando o mundo.

    Ele: Leandro Lao, o senhor dos roteiros. Jornalista especializado em boa gastronomia, companhias aéreas, mapas e tweets.

    Ela: Michelle Lao, a senhora das hashtags. Jornalista especializada em conforto, beleza, instagram e arrumação de malas.

    Nós: Casados, vacinados e conectados. Em busca do nosso lugar no mundo ou de um mundo com muitos lugares nossos.

    Vem com a gente!

Outras informações

  1. Nova York está entre as melhores cidades do mundo para se visitar. E não importa quantas vezes você vá, sempre há algo novo para se conhecer. Cinco dias – a média que o brasileiro fica na cidade – é pouco. Uma semana é pouco. Um mês, um ano, uma vida… A Big Apple é inesgotável e se reinventa a todo instante. Não se preocupe em abraçar o mundo na primeira viagem. Conheça a cidade ao seu ritmo, priorize seus lugares preferidos e já organize a agenda: não faltarão motivos para voltar! Para uma boa estreia, preparamos um roteiro com os principais pontos turísticos e cantinhos imperdíveis que a metrópole oferece. Primeiro dia: Outlet e Empire State Fazer compras é um bem necessário e cansativo. Aproveite a energia extra do primeiro dia para conhecer pelo menos um outlet na cidade. Além de eliminar essa deliciosa missão, você vai poder aproveitar alguns itens na sua viagem, principalmente se for no outono-inverno. Um casacão apropriado será sempre mais barato lá do aqui nos trópicos. Portanto, compre em NYC! O Jersey Gardens é um dos mais cobiçados. Tem a vantagem de estar localizado perto de Manhattan e o único que tem a loja da queridíssima Abercrombie (infantil e adulto). Provavelmente você vai passar o dia todo por lá, mas quando sair, coragem, já aproveite e compre seus eletrônicos na B&H, maior loja do segmento em Nova York, ou Best Buy. Depois de deixar todas as sacolas no hotel, tome um banho e se prepare para morrer de amores por Nova York a noite! Vá ao Empire State e compre tíquetes para os dois observatórios (um fica no 86º andar e o outro no 102º). O monumento tem até um site em português, para informações e venda de ingressos online. A cidade iluminada, vista do alto, será um dos pontos altos da viagem. No final da visita, aproveite para jantar no Heartland Brewery, um restaurante descolado, com ótima comida e boa carta de cervejas, que fica bem ao lado do Empire State. E, se ainda tiver pique para compras, a loja de um quarteirão da Macy’s, fica a duas quadras dali. Segundo dia: Rockefeller Center, 5ª Avenida, Times Square e musical na Broadway Depois da vista noturna, chegou a vez de apreciar a Big Apple de dia. Comece a manhã com o visual maravilhoso do observatório Top of the Rock, que fica no Rockefeller Center. De lá, pode-se ver a cidade toda, inclusive o Empire State Building e o lindo Central Park. Em seguida, se apaixone pela Quinta Avenida. Lá estão as melhores marcas do mundo, do vestuário aos eletrônicos, das joalherias aos brinquedos. Uma das maiores lojas de departamento de Nova York, Saks Fith Avenue, está logo em frente ao Rockefeller Center. Desça a avenida, no sentido oposto ao Central Park e desbrave as lojas “menos famosas” primeiro. Uma boa opção de almoço na região é o Eataly (W 23rd St esquina com a 5th Ave), um complexo gourmet voltado à gastronomia italiana. Depois do almoço, volte andando no sentido oposto e pare para agradecer a viagem na maior catedral gótica do país, a Saint Patricks Cathedral. Continuando o caminho pelas majestosas vitrines da avenida, até chegar ao Museu de Arte Moderna de Nova York, MoMa, um dos mais importantes e influentes do mundo. Mais adiante, está a famosa loja de vidro da Apple Store, aberta o ano inteiro, 24 horas por dia. Ao anoitecer, após um pequeno descanso no hotel, corra para o show das luzes da Times Square, com seus painéis e multidões. Até canais de notícias, como ABC e NBC, têm telões transmitindo a programação em tempo real. De lá, vá para um espetáculo na Broadway. No escritório da TKTS, que fica na própria Broadway com 47th Street, os ingressos são vendidos com até 50% de desconto, para as sessões realizadas no mesmo dia. No final da peça, saboreie um dos melhores hambúrgueres da terra do fast food: Shake Shack! Fica bem pertinho, na esquina da 44th Street com a 8ª Avenida. Indicamos o Shack Burger para os marinheiros de primeira viagem. Se ainda sobrar alguma energia, termine a noite no Sky Room! Os bares ficam no 33º e 34º andar do hotel Fairfield Inn and Suites. Além de vários ambientes, a vista para o Rio Hudson é incrível. Um ótimo lugar para ver gente bonita e descolada. Terceiro dia: Central Park, American Museum of Natural History e Rooftop 230 Fifth Tire a manhã para descansar e conhecer, pelo menos uma parte, do enorme Central Park. Antes de entrar, tome um majestoso café da manhã no restaurante Sarabeth’s, que fica em frente a entrada ao sul. Dentro do parque, cada pedacinho é encantador. Vale andar de charrete, deitar sob as árvores, alugar um barco ou bicicleta… São 50 quarteirões de área verde, com mais de 90 quilômetros de calçadas para pedestres. Tem até um zoológico por lá! No lado oeste, fica a Strawberry Fields, onde você vai tirar aquela famosa foto com o mosaico no chão e o letreiro “imagine”, uma homenagem de Yoko Ono para John Lennon. Na mesma rua, do lado de fora do parque, está o Dakota Building, prédio onde o cantor morou e foi assassinado, em 1980. Após o passeio, aproveite para lanchar ali perto, na Gray´s Papaya, que tem o cachorro quente mais famoso de Nova York, estranhamente acompanhado com suco de mamão papaia. De lá, siga para o American Museum of Natural History (Museu de História Natural), conhecido pelos esqueletos dos dinossauros e animais empalhados. O Museu ocupa quatro quarteirões e a entrada tem valor sugerido de US$ 22 como colaboração, mas podendo o turista pagar o quanto quiser. Terminando a visita, desça até a Columbus Circle, conhecida rotatória da cidade, que fica em uma das entradas do Central Park. Lá estão os gigantescos prédios do Time Warner Center, com lojas chiquérrimas e ótimos restaurantes. Se o orçamento permitir, é um bom lugar para jantar. Para quem animar um bar com gente bonita e com visual incrível, a pedida noturna é o 230 Fifth, que fica no topo do prédio localizado no endereço que leva o nome do bar (e em frente ao Empire State). Como quase todos rooftops de Nova York, tem a fama de ter a vista mais bonita de Manhattan. Além de enorme, o bar é preparado para todas as estações do ano. No verão, oferece enormes guarda-sóis e, no inverno, aquecedores e mantas estão à disposição dos visitantes. Se puder escolher apenas um rooftop para conhecer, vá ao 230. Quarto dia: Estátua da Liberdade, Financial District e One Trade Center O dia começa no fofo Battery Park, onde saem as balsas para a Estátua da Liberdade. Se não quiser encontrar uma enorme fila, já garanta os ingresso pela venda online aqui. A visita custa US$ 18 para passeio simples ou US$ 21 para subir até a coroa. Saindo do parque, caminhe pela rua Broadway, sim, ela de novo! uma das mais longas de Manhattan, até chegar ao Bowling Green Park, onde fica o Charging Bull, o famoso touro de bronze do Financial District. Reza a lenda que passar as mãos nos testículos da escultura garante fortuna e prosperidade. Na dúvida, se atreva! Vai que… Após as disputadas e famosas fotos com o touro, ande por mais dois quarteirões pela Broadway e conheça Wall Street, o coração financeiro de Nova York. Lá estão a Bolsa de Valores e o Federal Hall National Memorial, palco da posse de George Washington, como primeiro presidente dos Estados Unidos, em 1789. Se ainda não conhece uma igreja anglicana, aproveite e visite a Trinity Church, que fica no caminho. Continue a caminhada pela rua até chegar no Zucotti Park, dois quarteirões a esquerda dele está o One Word Trade Center. O prédio foi construído no terreno onde ficavam as Torres Gêmeas e tem um mirante com mais de 380 metros de altura. De lá é possível ver além de Manhattan, o Brooklyn e até a cidade de Nova Jersey. Os ingressos podem ser comprados a partir de US$ 32 para adultos e US$ 26 para crianças. Saindo do observatório, ainda no Financial District (225 Liberty Street), você pode comer outro famoso hambúrguer da cidade, na Umami Burger. A rede, da costa oeste do país, já conquistou a gente Nova York inteira. O sabor é bem diferente de todos os outros hambúrgueres que já experimentamos e, talvez por isso, tão sensacional. Não deixe de pedir as “truffle fries” de acompanhamento (uma porção servem duas pessoas) e o “ice cream sandwich” para sobremesa. Finalize o dia na Brooklyn Bridge, umas das pontes mais famosas da cidade, que fica a poucas quadras do Marco Zero. Após atravessá-la, jante com a vista mais linda de Manhattan. Confira o post completo em http://sresralao.com/nova-york-para-iniciantes-roteiro-de-5-dias-para-a-primeira-viagem/
  2. sresralao

    Barcelona

    Leia o post com todas as dicas em http://sresralao.com/a-barcelona-de-gaudi/ Barcelona fascina. Moderna e vibrante, cheia de belezas naturais e com uma parte histórica de tirar o fôlego. A segunda maior cidade da Espanha ainda conta com a sorte de ter um gênio que transformou sua paisagem: Antoni Gaudí. O arquiteto fez da capital da Catalunha sua imensa obra prima. E a cidade que o acolheu ganhou novos ares. Antoni Placid Gaudí i Comet nasceu em Reus, cidade próxima a Barcelona, em 1852. Mudou-se para a capital ainda jovem e lá começou sua carreira como arquiteto. Defendia a autonomia da Catalunha e chegou a ser preso por conversar no idioma local – o que era proibido na época. Foi o maior expoente do modernismo catalão, uma variante local do art noveau, produzindo uma controversa mistura que de longe pode parecer esquisita, mas de perto, soa genial. A primeira obra do arquiteto na cidade foi a Casa Vicens. Sem nenhuma experiência em grandes obras, recebeu a encomenda de Manuel Vicens, dono de uma fábrica de tijolos, e projetou a casa, onde mistura vários estilos. Na fachada, azulejos em formato xadrez com um tom ocre predominante. Na porta, um arco mourisco e na discreta grade de ferro, uma palmeira, símbolo da religião muçulmana. Suas torres lembram uma mesquita, mostrando que o estilo árabe foi a grande inspiração no começo de sua carreira. Essa não foi a única casa construída por Gaudí em Barcelona. Duas de suas mais famosas obras estão próximas, na belíssima Passeig de Grácia: Casa Milà e Casa Batló. Também conhecida como Casa dos Ossos, a Casa Batló foi construída entre 1875 e 1877, por encomenda de uma abastada família da cidade. O arquiteto a projetou cheia de detalhes e com muitas ondulações, principalmente na colorida fachada que, vista da rua, parece esculpida a mão, com sacadas que lembram crânios humanos. Do outro lado da avenida, está a Casa Milà, mais conhecida como La Pedrera, um dos mais famosos cartões postais de Barcelona. O edifício, que não possui linhas retas, lembra uma duna. Traz a genialidade de Gaudí em cada um dos ondulados traços, onde a imponência remete muito mais a uma obra de arte do que a um prédio residencial – sua finalidade. No interior dessa escultura, que brota em uma movimentada esquina da cidade, móveis da época guardam a casa decorada. Preste atenção nas grades de ferro das sacadas e no terraço do edifício, onde as famosas chaminés com mosaicos lembram rostos e figuras monstruosas. Quando Barcelona e Gaudí já pareciam formar uma dupla inseparável, um nome aparece para fazer a cidade ganhar obras de valor ainda maior: o conde Eusebi Güell. Rico empresário e amante da cultura, foi o grande mecenas de Gaudí. Sua primeira encomenda ao arquiteto foi o Palácio Güell. Construído entre 1885 e 1889, possui o tratamento sinuoso nos ferros, importante marco na carreira do catalão. Em 1900, a soma “dinheiro sobrando e interesse cultural” deu asas a uma nova ideia: a construção de um parque. Na tentativa de revitalizar uma área que estava completamente abandonada, surgia o Parque Güell. Gaudí buscou integrar suas obras com a natureza. Construiu colunas de pedras em formato de árvores e encontrou soluções que marcaram o aperfeiçoamento de seu estilo. Novamente os ângulos retos foram esquecidos e obras de grande originalidade feitas, como as reconstituições de cavernas e um imenso banco, de 150 metros de comprimento, todo coberto por coloridos e delicados mosaicos . No hall de entrada, em uma bela escadaria, encontramos a escultura da salamandra, que transformou-se no símbolo de Barcelona. Mais a frente, está a imponente Sala das Cem Colunas que, projetada para ser o mercado do bairro, ganhou o título de Patrimônio Mundial, pela Unesco. E caminhando pelos floridos caminhos do parque, cortados pelas estranhas e fascinantes criações de Gaudí, encontramos a casa que serviu de habitação para o arquiteto até sua morte. Hoje, o local é um museu onde encontram-se vários móveis desenhados por ele.
  3. Leia o post completo em http://sresralao.com/todos-os-caminhos-levam-a-colonia-del-sacramento/ Uma ida a Colonia pode entrar em uma viagem, obviamente, pelo Uruguai. A cidade fica a 180 quilômetros de Montevidéu, por uma estrada quase toda duplicada, com um pedágio (baratinho) em cada sentido. Como a Ruta 1 é quase toda em linha reta, a viagem de cerca de duas horas, tende a ficar um pouco monótona para os motoristas. Quem quiser ir de ônibus, não vai ter dificuldades para pegar o coletivo da COT, que sai do terminal de Tres Cruces e faz a viagem em duas horas e meia. Outra maneira muito popular de chegar em Colonia é por Buenos Aires, atravessando o rio da Prata. Três empresas fazem o trecho. O Buquebus é o mais conhecido, com um número maior de horários e a possibilidade de fazer o trajeto em uma ou em três horas. Os barcos são maiores (tem até free-shop) e bem mais confortáveis. A Seacat usa embarcações menores, que fazem a viagem em pouco menos de uma hora, com três saídas diárias. A terceira opção fica por conta da Colonia Express. Essa viagem de cerca de uma hora de barco até Colonia faz com que muitos viajantes incluam a cidade apenas como um bate-volta a partir de Buenos Aires, indo de manhã e voltando a noite. O que nós consideramos um desperdício. Colonia deve ser conhecida sem pressa, andando sem rumo pelas arborizadas ruas da cidade, curtindo o casario colonial, aquele “jeito Ouro Preto” de ser. Passar a noite também é uma ótima pedida, perfeita para incluir um jantar a luz de velas no roteiro. Um dos mais conhecidos pontos de Colonia é o Farol. Construído em 1857 e com 34 metros de altura, é aberto para que os visitantes possam contemplar a cidade e o rio da Prata vistos do alto. Ao lado, estão as ruínas do Convento de San Francisco que foi destruído por um incêndio dez anos depois sua inauguração, em 1964. Ali surgiu uma das mais conhecidas lendas da cidade. Dizem que com a chegada dos espanhóis, os monges e freiras que viviam no convento foram expulsos. Apenas uma “monja” resistiu por um tempo. Quando ela finalmente foi expulsa, teria rogado uma praga na cidade. Desde então, a maldição se manifesta em dias de festas, com uma torrencial chuva que sempre estraga tudo. Conheça também a Igreja do Santíssimo Sacramento, de 1808, adornada com obras originais jesuítas. Todo o estoque de pólvora da cidade era guardado no forro da igreja. Ótima ideia para evitar roubos, até o dia em que um raio caiu ali, causando uma grande explosão que destruiu parte do prédio. Ele foi recuperado, mantendo a mistura dos estilos português e espanhol na construção. Perto da Plaza Mayor fica a Puerta de la Ciudadela, erguida em 1745, durante o governo português. Era o pórtico de entrada da cidade e funcionava como um forte militar que a protegia de ataques de piratas e espanhóis. Lá é possível ver as antigas muralhas de pedras e os velhos canhões que guardavam a cidade, tão disputada no passado. Para sair do circuito casarões-igrejas-ruas de pedras, vá conhecer algo raro no continente: a Plaza de Toros. Isso mesmo, Colonia já teve touradas. Inaugurada em 1910, foi ideia de empresários argentinos, que construíram o local depois que o “esporte” foi proibido no país vizinho. Os hermanos invadiam Colonia para assistir as disputas, com touros trazidos da Espanha. Mas a festa durou pouco e, em 1912, a arena foi fechada pelas autoridades uruguaias. Tornou-se um dos lugares mais visitados da cidade, embora, por razões de segurança, o interior da construção seja fechado ao público. Para admirar o prédio, de estilo mourisco, pelo lado de fora, é preciso pegar um taxi, já que fica um pouco afastada do centro.
  4. Leia o post completo em http://sresralao.com/paris-onde-hospedar A capital da França é dividida em 20 arrondissements (pronúncia: arrôndisman), no formato de uma espiral, que começa na região do Louvre. A partir daí, os distritos são numerados, sentido horário, dentro do “caracol”. A primeira conclusão é a mais óbvia: quanto mais baixo o número, mais no “miolo” da cidade você vai estar. Por outro lado, quanto mais alto, mais longe você ficará dos principais pontos turísticos. Lembrando que Paris não tem um “centro” propriamente dito, como as cidades brasileiras. Os parisienses costumam usar o rio Sena para se orientar, com o lado direito e esquerdo da margem. Podemos dizer que os melhores locais estão entre os arrondissements 1 e 8. Cada um tem suas características próprias, com vantagens e desvantagens. Pra ajudar nossos leitores, vamos dissecar os principais e facilitar a escolha: Arrondissement 01 – Louvre, des Halles, Place Vendôme O primeiro arrondisement é a região luxuosa “onde-todos-queriam-estar”. Por ali, fica o museu do Louvre, o Jardin de las Tuileries e o Palais Royal, além de alguns do melhores hotéis da cidade, como o Hotel du Louvre (da rede Hyatt), o Mandarim Oriental e o Le Meurice, com diárias astronômicas. Os restaurantes são de alta gastronomia. A badalada rua Saint Honoré também fica nesse arrondissement, com suas lojas de luxo e seus agradáveis cafés, principalmente os próximos ao Palais Royal, em uma das principais galerias a céu aberto da cidade. Escolha a região se… o dinheiro estiver sobrando e você gostar de um ar cosmopolita-chique. Arrondissement 02 – La Bourse, Vivienne É a região “acima” do 1° arrondissement. Discreto, destaca-se pelos bares e restaurantes. Não deixe de conhecer a Montorgueil, uma das mais badaladas ruas gastronômicas da cidade, e a Galerie Vivienne, certamente a mais bonita das passagens cobertas de Paris. Aberta em 1823, tem elegantes lojas e galerias de arte, tudo com decoração sofisticada e um belo piso de mosaicos. No local, fica a famosa casa de chá A Priori Thé, com deliciosas mesinhas no corredor. Escolha a região se… gostar de um ar boêmio e não se importar em pagar caro pela hospedagem. Arrondissements 03 e 04 – du Temple, Hôtel de Veille, Marais Uma das regiões mais agradáveis de Paris, esses dois arrondisements são uma boa pedida para hospedagem. É uma parte mais cool e jovem de Paris, com restaurantes moderninhos e gente interessante pelas ruas, principalmente no descontraído bairro Marais. É também forte a presença gay, com lojas e restaurantes para o público GLS. Locais também de importantes marcos turísticos, como a praça mais antiga de Paris, a simpática Place des Vosges, rodeada por casarões onde moraram franceses ilustres, como o escritor Victor Hugo. No 4°, também estão a ilha Saint Louis e a ilha de la Cité, onde ficam algumas das mais imperdíveis construções históricas da cidade, como a Conciergerie, a Saint Chapelle e a famosa Catedral de Notre-Dame. Escolha a região se… gostar de um agito e de gente jovem espalhada pelas ruas e bares. Arrondissements 05 e 06 – Quartier Latin, la Sorbonne, Saint-Germain-des-Prés Esses dois arrondissemnets são dominados pelo Quartier Latin, em uma das mais bacanas regiões da cidade, que já mereceu um post inteirinho aqui no blog. Por ali fica o Palácio de Luxemburgo, com seus incríveis jardins, o Pantheon e a Sorbonne. E a presença de uma das universidades mais conceituadas do mundo dá um ar jovem ao bairro, com estudantes de várias nacionalidades andando pelas ruas ou nos bares espalhados pelo Boulevard Saint-Michel. Escolha a região se… gostar de terminar o dia em uma mesa na calçada, aproveitando a noite ao lado de estudantes. Arrondissement 07 – Invalides, l’École Militaire Por um belíssimo motivo, você certamente vai passar pelo 07°: Torre Eiffel. O mais famoso monumento de Paris (e um dos mais conhecidos do mundo) fica ali, em frente ao Champ de Mars e o Trocadero. Leia aqui nosso post sobre a torre. Nessa região, você também vai conhecer o Les Invalides que, com sua cúpula dourada, é uma das mais belas construções da cidade. Nele fica o imponente túmulo de Napoleão Bonaparte. No 7° ainda estão ótimas patisseries e cafés com mesas ao ar livre. Escolha a região se… você tiver o sonho de ficar próximo a Torre Eiffel para poder admirar o monumento de manhã, de tarde, de noite… e, até mesmo, da janela do quarto. torre eiffel Arrondissement 08 – Champs-Élysées, Etoile Essa parte de Paris também guarda um ponto turístico imperdível: a Champs Elysées. Uma das mais conhecidas avenidas do mundo, é sinônimo de luxo e sofisticação. Lojas de grifes famosas disputam espaço no lugar, que tem um dos metros quadrados mais caros do planeta. Na avenida e em seu entorno, é possível torrar euros e mais euros em lojas como Louis Vuitton, Chanel, Prada, Dolce & Gabana, YSL, Dior, entre tantas outras. Uma caminhada por ali é fundamental. Comece no Arco do Triunfo e siga em direção à Place de La Concorde, passando pelo Petit Palais e pela belíssima ponte Alexandre III. No quesito hospedagem, a região também não deixa por menos. Alguns dos mais tradicionais hotéis de Paris estão no 8°, como o George V, Plaza Athenee e Royal Monceau. Diárias baratas por ali? Quase impossível. Escolha a região se… quiser estar no meio do luxo e não se importar com as multidões de turistas e preços altíssimos de tudo. champs elysees
  5. Gláucia, muitíssimo obrigada! Vou editar agora! Pura distração mesmo!
  6. Bondinhos, piers, ruas cheias, uma das pontes mais famosas do mundo, morros e mais morros… Quanto mais se fica, mais se quer ficar e mais coisas tem para se ver. Três dias é o mínimo, apesar de ser a média que o turista brasileiro reserva para a cidade, quando roda a Costa Oeste. Então a dica é fazer uma lista de preferências e já agendar a volta. Dia 1 Comece o passeio pela rua mais sinuosa do mundo. Pegue o bondinho e desça na Lombard Street. Apesar de cruzar a cidade, o ponto turístico está entre as ruas Hyde Street e Leavenworth Street: um quarteirão residencial com oito curvas bem fechadas, em um trecho íngreme. É um “zig-zag” de carros. A velocidade máxima permitida é de 8km/h e tem até fila de corajosos motoristas querendo arriscar a descida. Em seguida, desça caminhando por três quarteirões, com a vista maravilhosa da Baía de Alcatraz, até o Fisherman’s Wharf. O lugar é fantástico: cheio de lojinhas, restaurantes, bares com mesas na rua. Ótimo para comprar algum souvenir, tomar uma cervejinha gelada e comer um caranguejo barato e delicioso. Passear pela orla é uma delícia! Do Fisherman’s ande até o Pier 39, o mais famoso da cidade. O local ficou conhecido pelas focas e leões marinhos, ilustríssimos anfitriões que tomam banho de sol, enquanto recebem os visitantes. É uma ótima pedida para um bom almoço e uma tarde de compras. Para quem gosta e não se empanturrou no Fisherman’s, o Crab House também serve caranguejos gigantes divinos e ainda tem uma vista linda para a Golden Gate. Quando sair do Pier 39, já na parte da tarde, pegue o bondinho amarelo (é bom ter moedas trocadas, porque não tem cobrador) e desça no Pier 1, onde fica o Ferry Building, que é outra delícia de lugar. Um mercadão incrível com barzinhos, restaurantes, vendinhas, jardins. Termine a tarde por lá. Compre pães, queijos e doces, monte seu lanche e sente na loja de vinho Wine Merchant. Consumindo uma bebida da casa, você pode levar a refeição. O ambiente e público são super descolados. Dia 2 Aproveite a manhã para conhecer a prisão de segurança máxima mais famosa do mundo. Alcatraz abrigou, por 29 anos, os condenados mais perigosos dos Estados Unidos, como o mafioso Al Capone. Localizada em uma ilha a dois quilômetros da costa de San Francisco, “A Rocha”, como também é chamada, recebe cerca de 1,3 milhões de turistas por ano. Para evitar imprevistos, compre o ingresso pela internet antecipadamente. Há um pacote que inclui áudio tour (tem em português), que vale a pena. Voltando do cruzeiro, pegue um ônibus no próprio pier e vá à Marina de São Francisco. A caminhada pela praia é uma delícia! Para o almoço, escolha um dos charmosos restaurantes da Chestnut Street, uma rua super badalada na região. Ali perto, fica a praia Crissy Field, preferida pelos banhistas, apesar das águas geladíssimas. Vale o passeio. Próxima parada: Golden Gate, cartão postal mais famoso de San Francisco. Se não estiver de carro, alugue uma bike ou vá de Ferry Building até Sausalito. Após cruzar a ponte, suba a montanha e vá à Hawk Hill. Termine o dia por lá. Do topo, a vista é privilegiada: as luzes da cidade dividem o cenário com a ilha de Alcatraz e a majestosa ponte. Lindo! Para jantar em Sausalito, indicamos o famoso The Spinnaker. Dia 3 Comece o terceiro dia agradecendo essa viagem maravilhosa na Grace Cathedral, inspirada na Catedral de Notre Dame de Paris. Independente de sua religião, é um passeio imperdível. Exuberante por fora, seu interior também merece várias fotos com estilo neogótico, vitrais coloridos e dezenas de velinhas simbolizando os pedidos de fiéis. Não deixe de fazer o seu! A entrada é franca. Próximo à igreja, tire alguns minutos para relaxar no Huntington Park, na California Street. Em seguida, pegue um bondinho e vá as compras na Union Square (apesar de ser pertinho, são cinco quarteirões de subida íngreme). A praça reúne lojas de grife e hotéis badalados, mas ficou famosa por seus corações! Nos quatro cantos da praça, há esculturas de corações que são trocadas anualmente. A tradição já existe desde 2004 e, a cada ano, as obras são leiloadas e o dinheiro doado para o Hospital Geral de San Francisco. Para o almoço, uma boa opção é a Cheese Cake Factory, um dos restaurantes mais tradicionais da cidade. A tarde, vá à maior e mais antiga Chinatown dos Estados Unidos. Lugar ideal para pechinchar, o bairro é cheio de lojinhas e fábricas. Algumas delas, que merecem a visita, são a fábrica de biscoitinhos da sorte, a fábrica de pipas e a padaria Golden Gate. Em seguida, descanse na deliciosa Alamo Square, uma pracinha fofa que tem como vista as casinhas vitorianas de um lado e a baía de outro. Passe no mercadinho Bi-Rite, compre seu lanche e faça um piquenique delicioso na praça. Termine a viagem com a fantástica vista panorâmica da Coit Tower. Para chegar ao topo da torre, de 64 metros de altura, você pega um claustrofóbico elevador. Mas a vista é recompensadora. Para mais dicas e dúvidas sobre San Francisco: http://sresralao.com/san-francisco-3-dias-no-coracao-da-california/!
  7. Ficamos 13 dias, mais 2 para os voos. Com o dólar alto assim, imagino sua dificuldade.
  8. Obrigada, Paulo! Com a instabilidade das economias do Brasil e Argentina, sempre precisamos dos viajantes para atualizar valores!
  9. Queridinha dos brasileiros que buscam o contato com a neve, Bariloche é o pedaço dos Alpes mais perto de casa que podemos ter. Ruas fofas, comida deliciosa, montanhas encobertas de neve, lagos deslumbrantes e paisagens de tirar o fôlego. No mês de julho, invadimos a cidade e o português é falado em todos os cantos, fazendo jus ao apelido de Brasiloche. E, justamente por isso, é um passeio acessível, mesmo em tempos de desvalorização cambial. Pra quem quer encarar (e se encantar) um dos pedaços mais bonitos do nosso continente, seguem algumas dicas importantes. Rua Mitre: onde tudo acontece. O “centrinho” de Bariloche atende pelo nome de Centro Cívico. É uma pracinha, meio sem graça, onde ficam alguns prédios municipais, como prefeitura e correios. A grande atração ali é a parada para uma sessão de fotos com os explorados simpáticos cachorros da raça São Bernardo. Paga, é claro. Nessa pracinha, começa a rua Mitre, principal e mais agitada da cidade. É nela que você vai encontrar as lojas de chocolates, restaurantes, alugar roupas, fazer o melhor câmbio, comprar lembrancinhas e acertar os passeios. Com cara de ter saído de algum vilarejo da Suiça, a Mitre é o melhor lugar de Bariloche para bater perna sem pressa. O lago sempre presente. O lago Nahuel Huapi se estende por toda a cidade. Tem 550 quilômetros quadrados e uma profundidade média de 157 metros, mas que chega a 430 em certos pontos. Essa água toda vem do derretimento das geleiras, o que garante o tom claro. Ele é circundado pela avenida Bustillo, uma das principais da cidade e onde ficam alguns dos melhores hotéis. E a neve? A temporada oficial da neve começa no final do mês de junho. Mas como o tempo no planeta anda pra lá de instável, quanto mais para o fim de julho você programar a viagem, maior a certeza de encontrá-la. Em agosto, a possibilidade é enorme, já que, teoricamente, neva até setembro. Mas nós, que fomos no final do mês, só vimos o gelo no alto das montanhas. Em Bariloche, mesmo durante o verão, faz aquilo que habituamos a chamar de “friozinho”. Mas no inverno, se preparem, os termômetros chegam ao negativo. Onde se hospedar Os hotéis de Bariloche se concentram em dois lugares: no centro e ao redor da avenida Bustillo, em frente ao lago Nahuel Huapi. A vantagem de ficar no centro é estar perto das lojinhas, dos restaurantes e das agências que vendem os passeios, mas geralmente são hotéis mais velhos, por isso escolha com cuidado. Já os da Bustillo são mais novos, quase sempre com piscinas térmicas, spas e outros luxos. A desvantagem é depender, o tempo todo, de remises ou taxis. Nos hospedamos no Design Suites, logo no começo da avenida, e recomendamos. Boa estrutura, quartos confortáveis e quentinhos (com direito a chão aquecido) e café da manhã com vista para o lago. Se estiver com grana, não pense duas vezes e vá ao icônico LLao LLao, um dos mais luxosos e tradicionais hotéis da Argentina. Comida, muita comida. Prepare-se, você vai engordar. Em Bariloche come-se muito bem. Fondues, peixes e carnes estão no cardápio dos principais restaurantes. E ainda tem os deliciosos chocolates em lojas espalhadas pelo centro. É uma cidade calórica e isso não se discute. Alguns dos restaurantes mais conhecidos são o El Boliche de Alberto (não, não é um boliche), onde são servidas porções tiranossáuricas das excelentes carnes argentinas, a preços bem camaradas. O tradicionalíssimo Família Weiss é especializado em cozinha patagônica, em um ambiente agradável, próximo ao lago. A truta e os pratos com carne de javali e cervo (Sr. Lao provou e aprovou) são alguns dos mais pedidos, assim como as fartas sobremesas. Pra não deixar a tradição de lado e experimentar um fondue, vá ao La Marmite, um simpático restaurante de arquitetura típica dos alpes, na Mitre. Quando fomos, provamos os fondues salgados e os doces. Se quiser botar a mão no bolso, experimente o El Patacon, que fica em um casarão na avenida Bustillo. O restaurante, de ambiente refinado, serve deliciosas carnes e variados pratos locais, além de uma gigantesca carta de vinhos. A Sra. Lao se apaixonou pela carne de kobe, considerada a mais macia do mundo, servida com fartura. Cerro Campanário! Prepare-se para uma das mais belas vistas que você vai ver em sua vida. Do alto dos mil metros do cerro (cerro=serra), a visão é panorâmica dos lagos, matas e montanhas que formam a linda paisagem. É aquele momento em que você vai ficar horas fotografando o lugar. Pra completar, ainda tem uma deliciosa confeitaria, com enormes janelas para apreciar a natureza. A subida é feita por um teleférico, por lá conhecido como aerosilla, que sobe a montanha em meio a vegetação nativa. Cerro Catedral, um charme a parte. Um dos centros de esqui mais antigos da América do Sul, com mais de 70 anos, o Cerro Catedral é um passeio para um dia todo, onde você vai ter contato com a neve e com os esportes praticados no local, como esqui, snowboard, tubing (descida da montanha em bóias) e o famoso “esquibunda”. São mais de 50 pistas, 39 meios de elevação, com capacidade para levar até 35 mil pessoas, por hora, até o alto da montanha e 19 restaurantes atendendo os turistas. Doze escolas de esqui ensinam aos iniciantes até a alunos com mais experiência, que querem se aventurar. A base conta com uma completa infraestrutura de hotéis, restaurantes e lojas de aluguel de roupas e equipamentos. Para chegar ao alto da montanha, é preciso comprar os ingressos para os teleféricos. E é aí que entra a parte complicada, a escolha de qual ponto você quer chegar. Para quem não pretende praticar nenhum esporte, aconselhamos a subir até um dos pontos mais altos da montanha: o Refúgio Lynch. São dois teleféricos até chegar ao lugar, que tem uma belíssima vista das montanhas branquinhas e do lago, além de um restaurante com janelas panorâmicas e um charmoso deck, frequentado pelos esportistas. Outros passeios na neve. Quem quiser aproveitar mais um pouco a neve, pode fazer outros dois passeios tradicionais de Bariloche: Cerro Otto e Piedras Blancas. Na verdade, os dois ficam no Cerro Otto, a 5 km do centro. A ideia lá é se divertir, sem obrigação de ser “profissional” em neve. Tanto que o esporte mais popular em Piedras Blancas é o “esquibunda”, com cinco pistas de mais de três quilômetros de extensão. Já no Cerro Otto, a grande atração é a Confeitaria Giratória, que dá uma visão 360 graus da paisagem, girando bem devagar durante o dia. Passeios no Lago. Com um lago daquele tamanho e presente em todas as paisagens, claro que passeios por ele fazem parte da viagem. O mais tradicional é a ida a Isla Victoria e ao Bosque de Arrayanes, uma excursão que dura quase o dia todo. A saída é em Puerto Pañuelo, que fica a 25 km do centro, próximo ao hotel Llao Llao. Normalmente, o trânsfer até o porto está incluso no passeio e os guias te buscam no hotel. Os barcos navegam pelo lago sem muita pressa, tendo como companhias as gaivotas, que comem nas mãos dos turistas biscoitos oferecidos por eles. A primeira parada é na Isla Victoria, onde percorremos trilhas em meio a sequoias gigantescas. Os guias contam toda a história do lugar (em castelhano), orientados por pinturas rupestres, deixadas em pedras, pelos índios, primeiros habitantes da ilha. A paisagem é encantadora. Não deixe de passar pelas “praias” de areias formadas por pedras vulcânicas e de águas claras. Depois, seguimos o passeio de barco até o Bosque de Arrayanes, que teria inspirado Walt Disney na criação da floresta do filme Bambi. Arrayanes são as árvores que cercam o bosque, algumas com mais de 300 anos de idade, todas com um tom alaranjado bem bonito, diferente do habitual. A floresta é percorrida em passarelas de madeira, que se por um lado não deixam ninguém se perder, por outro podem deixar o passeio meio tumultuado, já que barcos lotados chegam sem parar. Câmbio Câmbio na Argentina é aquela velha história: no oficial não vale a pena, então, faça no “paralelo”. Ao andar pela rua Mitre, certamente você vai ser abordado por vendedores de lojas que trocam os Pesos pelos Reais. Quando estivemos na cidade, fizemos o câmbio, sempre de maneira segura, em diferentes lojas e com o valor de cinco Pesos para cada Real. Não faça, de maneira alguma, câmbio no meio da rua, além de inseguro, a chance de pegar nota falsa é muito grande. E vale aqui aquele alerta: lembre-se que essa operação é ilegal, apesar de totalmente tolerada pelas autoridades. Transporte Algumas das principais atrações de Bariloche ficam afastadas e distantes uma das outras, ou seja, quase nada pode ser feito a pé. Os taxis são baratos e cobram o preço do taxímetro. Já os remises trabalham com preços fechados, que devem ser combinados antes da corrida. A diferença de preço entre taxis e remises é pequena. Existem ainda ônibus que rodam pelos principais pontos turísticos, mas não chegamos a andar neles. Mais dicas e fotos de Bariloche, você encontra aqui: http://sresralao.com/bariloche-a-preferida-do-inverno/
  10. Paris é uma cidade para ser admirada aos poucos, com muita atenção aos detalhes e sem nenhuma pressa. Talvez o principal passeio da capital da França seja flanar entre um ponto turístico e outro. E, justamente em um desses caminhos, é possível conhecer mais do bairro que guarda importante parte da história parisiense em poucos quarteirões. De um lado, a Catedral de Notre-Dame. Do outro, o Palácio de Luxemburgo. Seguindo o caminho entre os dois pelo Boulevard Saint Michel, sejam bem vindos ao Quartier Latin! Foto: Internet/Creative Commons Um dos bairros mais antigos de Paris, o Quartier Latin tem esse nome por ter abrigado várias instituições de ensino que lecionavam em latim. Ali a cidade nasceu e viu o bairro se transformar em importante centro cultural e gastronômico. Comece o passeio pela Ilê de la Cité, o centro geográfico da cidade e onde Paris foi fundada, na época medieval. Nessa Ilha do rio Sena, vários prédios formam um belo conjunto arquitetônico e histórico, como a Conciergerie, que começou a ser construída em 1391 e abrigou o primeiro relógio público da França. O prédio parece um castelo e serviu de prisão para vários revolucionários, durante o antigo regime francês. A mais famosa detenta foi Maria Antonieta, que permaneceu no local até ser levada para a guilhotina na Place de la Concorde. Na cela da rainha, bonecos reproduzem as condições em que ela ficou presa. A entrada custa € 8,50 e inclui uma visita ao Gens d’Armes, o grandioso salão que servia de refeitório aos mais de dois mil soldados que trabalhavam no local. La Conciergerie – Foto: Internet/Creative Commons A poucos metros da Conciergerie está a Saint Chapelle, construída por Luís IX no século XIII para abrigar o que ele acreditava ser a coroa de espinhos usada por Jesus Cristo na crucificação. Toda em estilo gótico e com uma belíssima ornamentação em seu teto, a Capela surpreende com seus vitrais que iluminam e dão cor ao interior. Foto: Internet/Creative Commons Depois de dar um mergulho na história de Paris, uma caminhada de menos de cinco minutos nos leva ao mais importante templo religioso da França: a imponente Catedral de Notre-Dame. Sua construção foi iniciada em 1163, em homenagem à mãe de Jesus (Notre-Dame = Nossa Senhora). Na época, os religiosos acreditavam que erguer catedrais cada vez maiores e mais suntuosas aumentaria a fé dos fiéis. A ideia original era construir enormes vitrais, que permitissem uma maior passagem de luz para o interior da igreja e fizessem com que as pessoas sentissem mais de perto a presença de Deus. Foto: Internet/Creative Commons A construção da catedral demorou cerca de 170 anos e o resultado de tanto trabalho deve ser admirado. Do lado de dentro, seus mais de 200 vitrais iluminam o cenário da igreja onde Napoleão foi coroado imperador em 1804 pelo Papa Pio VII. Do lado de fora, a fachada merece atenção especial em seus detalhes. Os gárgulas celebrizados no conto de Victor Hugo dividem espaço com a beleza da ornamentação do portal de entrada, que mostra a ascensão de Cristo aos céus. Fotos: Sr. & Sra. Lao Depois de admirar a Igreja, é hora de sentir um pouco da aura do Quartier. Boulevard Saint Michel é a principal avenida do bairro e começa na fonte de mesmo nome, toda feita em mármore rosa. Seguindo pela rua, podemos sentir o clima jovem que toma conta do lugar, com tanta história. Aproveite para curtir os bares e restaurantes, a maioria com mesas nas calçadas, atmosfera agradável e preços plausíveis. Devidamente abastecidos, vá pelo Boulevard até o museu de Cluny, dedicado à história da arte medieval. Com um rico acervo, o espaço tem como maior atração as termas Galo-Romanas, do século 1 d.C., que é um dos mais importantes e bem conservados sítios arqueológicos da França. A entrada custa € 8 e é uma excelente opção para aqueles que curtem uma volta no tempo. Foto: Internet/Creative Commons Outra atração imperdível do Quartier Latin nos remete à sua fundação e ao seu nome. É nele que esta localizada uma das mais prestigiadas instituições de ensino do mundo, a Sorbonne. Fundada em 1257, por suas salas de aula já passaram alunos como São Tomás de Aquino, o antropólogo Claude Lévi-Strauss, o cineasta Jean-Luc Godard, o filósofo Jean Paul Sartre, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e até mesmo Joseph Ratzinger, antes de virar o Papa Bento XVI. Foto: Internet/Creative Commons No bairro também está o Pantheon, um monumento em estilo neoclássico, que surgiu como pagamento de uma promessa do rei Luís XV para Santa Genoveva, em 1790. Hoje é serve de cripta para importantes personagens da história francesa como René Descartes, Victor Hugo, Voltaire e Alexandre Dumas. Foto: Sr. & Sra. Lao Já no final de nossa visita, chegamos à outra pérola do bairro: o Palácio de Luxemburgo e seus maravilhosos jardins. Atual sede do Senado, foi o primeiro grande exemplo da arquitetura clássica francesa. Foto: Sr. & Sra. Lao Nos jardins, um clima legitimamente parisiense toma conta do local. É comum ver estudantes e moradores aproveitando as sombras das macieiras para descansar ou ler. Outros preferem as quadras esportivas para jogar basquete e tênis. No lago, crianças se divertem com barquinhos à vela. Frequentado, em sua maioria, por jovens universitários, os jardins coloridos ganham um clima de informalidade, que encanta os visitantes. Foto: Sr. & Sra. Lao Veja o post completo aqui: http://sresralao.com/quartier-latin-o-latino-de-paris/
  11. Falta menos de um mês para o carnaval e a nossa dica não poderia ser outra: vá Sapucar! Não por acaso, a festa carioca ganhou a fama de ser “o maior show da terra”. Cada escola investe cerca de R$ 6 milhões por desfile e, acredite em nós, você precisa assisti-los, pelo menos uma vez na vida! Para os mais animados, o conselho vai além: invista em uma fantasia e caia na folia. O Rio de Janeiro recebe no carnaval mais de um milhão de foliões. Em 2015, serão 456 blocos arrastando multidões em todos os cantos da cidade. Além disso, as doze principais escolas de samba vão desfilar no domingo e na segunda pela Marquês de Sapucaí. E, para completar, ainda tem os bailes de gala e as feijoadas. Ou seja, cerveja! Opções não faltam para se jogar nos dia do reinado de Momo! Pra quem quer curtir a folia ao ar livre, os blocos fervem por toda a cidade. Alguns, como o Monobloco e o Bloco da Preta, atraem mais de 400 mil pessoas em seus desfiles. O Cordão da Bola Preta, o mais famoso e antigo de todos, chega a arrastar mais de 1,5 milhão de foliões pelo centro da cidade. Nos últimos anos, o bloco Sargento Pimenta, que toca músicas dos Beatles no ritmo de carnaval, e o Bangalafumenga, têm se destacado e atraído milhares de pessoas em suas apresentações no Aterro do Flamengo. Há também os tradicionais, que desfilam ao som de marchinhas pelas ruas da zona sul, como a Banda de Ipanema e o Suvaco do Cristo; e o diferenciado Cordão do Boitatá, nosso preferido, que se apresenta parado, em um palco, poupando o “trabalho” de ir atrás da banda. Quem quiser ficar no meio da muvuca, pode ir todos os dias para o bairro da Lapa. Tradicional reduto boêmio do Rio, por ali, a folia não para. Em qualquer horário, está sempre cheio de pessoas nas ruas e nos bares, que têm programação especial durante esses dias, com apresentações de músicos ao vivo. Ok, os blocos são bacaninhas para quem gosta de um agito e trazem “aquele” clima de carnaval e tal. Mas, marchinhas à parte, o espetáculo mesmo é na Marquês de Sapucaí! No sambódromo, acontecem as apresentações que deram fama à cidade e se tornaram marca registrada do Brasil. Agremiações de enorme tradição na cultura popular brasileira, como Mangueira, Portela e Salgueiro, atravessam os quase 800 metros da pista em busca do tão sonhado título de melhor do ano. Os desfiles começam na sexta-feira, com apresentações das escolas do grupo de acesso, que saem também no sábado. A grande campeã garante o direito de desfilar no grupo especial, no ano seguinte. Escolas tradicionais como Império Serrano, Estácio de Sá e Caprichosos de Pilares desfilam nesse grupo. No domingo e na segunda, começa o show das grandes escolas. Pontualmente às 21h30, as agremiações do grupo especial iniciam seus desfiles. Muito samba, vibração, alegorias e fantasias de encher os olhos. Para assistir, pode-se comprar o ingresso diretamente com a Liga das Escolas de Samba, por telefone. Porém, a essa altura do campeonato, eles já estão esgotados e a melhor opção passa a ser a compra direto com agências de turismo. Ao todo, são 13 setores de arquibancadas, divididos em lados pares e ímpares. Para quem quer conforto, as frisas são espaços fechados, para seis pessoas, que ficam no mesmo nível da pista. Mas, se você quiser cacifar um pouco mais, vá de camarote. Alguns oferecem open bar, massagens e outros mimos para quem compra a entrada. E, se quiser participar da festa, desfile! É mais fácil do que se imagina. As escolas (menos Grande Rio e Vila Isabel) possuem alas comerciais, que vendem fantasias, sem a necessidade de participar de ensaios. Você paga, busca a fantasia (algumas alas até entregam nos hotéis) e garante a participação no maior espetáculo da Terra. Mas, fique atento, a compra da fantasia não dá o direito de assistir aos desfiles do dia, apenas participar da apresentação da escola escolhida. A maneira mais prática e segura de achar as alas comerciais é pelos sites de cada escola. Evite as páginas picaretas que vendem fantasias de várias escolas. São voltados para gringos e costumam cobrar até três vezes do valor real. Mais dicas para o carnaval do Rio e todos os links para compra de fantasias você encontra no nosso blog: http://sresralao.com/carnaval-no-rio-de-janeiro/
  12. Os voos são diretos, saem de diversas cidades, por várias companhias. Os pacotes são os mais baratos para o exterior e podem ser divididos em prestações a perder de vista. E tem mais: nosso dinheiro vale muito por lá! Por essas e outras razões, Buenos Aires torna-se, cada vez mais, o destino da primeira viagem internacional da maioria dos brasileiros. Sem contar que é um lugar para voltar muitas vezes e descobrir, a cada visita, uma nova cidade. Para quem vai conhecer a cidade pela primeira vez, seguem aqui algumas dicas importantes para tornar o passeio ainda mais inesquecível. A chegada Buenos Aires tem dois aeroportos que recebem os voos do Brasil. O de Ezeiza (EZE) é o maior e mais longe, a quase uma hora do centro. A melhor opção é pegar um táxi até o hotel, há vários quiosques que oferecem o serviço logo no setor de desembarque, e que vão cobrar cerca de 50 dólares. Já quem chega pelo Aeroparque (AEP), tem a comodidade de desembarcar quase no centro da cidade, o que barateia a ida para o hotel. Lembrando que não é preciso visto e nem passaporte para entrar na Argentina. Uma carteira de identidade em bom estado de conservação e com uma foto que permita a clara identificação da pessoa é suficiente. O câmbio Nossa moeda vale muito em Buenos Aires, principalmente no câmbio “não-oficial”. Em nossa última viagem à Argentina, em agosto de 2014, trocávamos nossos reais por 5 pesos, ou seja, com mil reais, você leva 5 mil pesos. Valor válido apenas para trocas no mercado paralelo, já que nas casas de câmbio o valor é bem diferente. Essa cotação pode se conseguida nas ruas, com abordagens de pessoas oferecendo a troca. Nos locais de maior movimento, é quase certeza que alguém vai te parar. Geralmente, os pesos são entregues em lojinhas, evite o fazer o câmbio no meio da rua. Tome cuidado para não cair em algum golpe ou pegar notas falsas, e tenha sempre em mente que você está fazendo uma operação ilegal, apesar de totalmente tolerada pelas autoridades argentinas. E o hotel? Hospedar-se no bairro da Recoleta pode tornar sua viagem bem mais agradável. É uma das regiões mais bacanas da cidade, com vários restaurantes, comércios e aquele clima europeu que os brasileiros tanto procuram. Considere também ficar na região de Palermo, lugar com algumas das melhores opções gastronômicas de Buenos Aires, com restaurantes badalados e culinária experimental, além de um comércio cheio de lojinhas descoladas. Ok! Cheguei, troquei dinheiro e me hospedei. Já pode passear? Comece pelo centro da cidade. Vá até um dos principais cartões-postais de Buenos Aires: o obelisco da avenida nove de julho, que tem quase 70 metros de altura e foi erguido no local onde, em 1812, hastearam pela primeira vez a bandeira da Argentina recém-independente. A avenida é considerada a mais larga do mundo, com 18 faixas de rolamento e 140 metros de largura. Ali perto está o Teatro Colón, principal casa de ópera da Argentina e uma das mais importantes do mundo. O imponente teatro é aberto a visitação todos os dias, de 9h às 17h, com grupos saindo para visitas guiadas (e pagas) a cada 15 minutos. Algumas delas são feitas com guias que falam português. Para assistir a uma peça ou ópera, compre os ingressos no site do teatro. Seguindo nosso roteiro, pegue a avenida de Mayo, um lugar cercado por edifícios elegantes e com gente bonita passando com pressa. Nela, fica outro ponto obrigatório de visitação: o café Tortoni. Fundando em 1858, viu o tempo passar sem perder a classe e com vários dos principais nomes da cultura argentina sentados em suas cadeiras. Em poucos quarteirões, chega-se à Plaza de Mayo. Palco de históricas manifestações do povo argentino e onde as “Mães de Mayo” fizeram história. O grupo de senhoras, cujos filhos sumiram durante o violento regime militar argentino, se reúne, todas as tardes de quinta-feira, para compartilhar seus dramas nas buscas pelos desaparecidos. Na praça, a catedral metropolitana chama a atenção com sua fachada em estilo grego. No interior da igreja, onde o então cardeal Jorge Mario Bergoglio celebrava missas antes de se tornar o Papa Francisco, está o imponente túmulo do general San Martin, herói da independência argentina, e um belíssimo piso de mosaicos. Mas a grande atração da Plaza é a construção que guarda o centro do poder argentino: a Casa Rosada. Sede do governo desde 1873, tem a cor que lhe deu fama graças à mistura de cal e sangue de boi usada para sua impermeabilização. Dizem também que o rosa foi a escolha por ser a mistura do vermelho e do branco, cores dos principais partidos políticos argentinos. As visitas guiadas (inclusive em português) acontecem todos os sábados, domingos e feriados, com entradas a cada 10 minutos e duração de uma hora. Outro passeio imperdível é pelo bairro La Recoleta, onde fica o mais famoso cemitério da capital. Perca qualquer tipo de receio e conheça um dos lugares mais fascinantes da cidade, com belas esculturas adornando túmulos e mausoléus. Quando se deparar com uma concentração de pessoas, junte-se à elas: é o túmulo de Evita Perón, a eterna primeira dama argentina e mito do país. A poucos metros dali está a Floralis Genérica, uma gigantesca flor de metal que se abre pela manhã e vai fechando, devagarinho, ao longo do dia. Aproveite para fazer uma caminhada pela elegante avenida Alvear e, se estiver com tempo e dinheiro, participe do brunch do chiquérrimo hotel Alvear, o Copacabana Palace deles. Acontece todos os dias, entre 16:30h e 19h. Para conhecer mais da Buenos Aires histórica, vá até La Boca, o bairro que soube transformar a pobreza em ponto turístico e é parada obrigatória de sua visita. Não deixe de passear pelo Caminito, uma viela com coloridas casas feitas de zinco, que abrigam restaurantes com apresentações de tango ao ar livre, galerias de arte e lojas de lembrancinhas. Perto dali, imigrantes italianos fundaram uma das maiores paixões dos argentinos: o Boca Juniors. Nascido no cais do porto, o clube é absolutamente venerado no bairro em que nasceu e onde fica La Bombonera, seu mítico estádio. Assistir a uma partida em suas arquibancadas, ao lado de seu fanáticos hinchas, é experiência para nenhum amante do futebol esquecer. Conhecer o museu do estádio, em um tour com acesso aos vestiários e arquibancadas também é um ótimo programa. Ainda na vibe Buenos Aires antiga, conheça San Telmo, o primeiro bairro da capital, que preserva ruas de pedras e resquícios da antiga linha de bonde que cruzava a cidade. Lá acontece a tradicional feirinha de antiguidades, uma ótima pedida para a manhã de domingo, com boas pechinchas e performáticos artistas de rua. Não deixe de ir também a Puerto Madero. Um dos mais bem sucedidos projetos de revitalização urbana do mundo transformou, no final da década de 1980, armazéns abandonados do cais do porto em um espaço refinado, com alguns dos melhores restaurantes de Buenos Aires. A badalação começa tarde nos bares, boates e até em seu Cassino flutuante. A Ponte de las Mujeres, construída pelo renomado arquiteto espanhol Santiago Calatrava, representa o movimento de um casal dançando tango e homenageia as mulheres, que também dão nome às ruas do bairro. Deu fome, e agora? Comer bem é quase uma obrigação em Buenos Aires. A cidade oferece uma quantidade enorme de bons restaurantes, dos mais variados tipos. Se sua preferência é por uma boa carne, aproveite para se esbaldar. O churrasco argentino é feito de um maneira diferente da que estamos acostumados, com o uso de espetos ao invés de grelhas. Além disso, os cortes das carnes são diferentes das brasileiras, o que torna as parrilas (diga “parrijas”) ainda mais fundamentais nessa viagem. Os preços são atraentes, geralmente mais baratos do que pagaríamos pela mesma refeição no Brasil. Para comer uma carne de qualidade, experimente o Cabana Villegas (Puerto Madero); o tradicionalíssimo La Brigada (San Telmo), todo decorado com pôsters de times de futebol; o La Cabrera (Palermo Soho), onde é servido o bife de kobe, a carne mais macia do mundo; o El Pobre Luis (Palermo) e o badalado Cabana Las Lilas (Puerto Madero). Conheça a região de Belgrano, conhecida como Las Cañitas, onde vários restaurantes se concentram em poucos quarteirões. Pegue um táxi e peça para descer na calle Baez, esquina com Arévalo, o ponto nevrálgico da badalação. Os destaques ficam por conta do bacaninha Novecento e do especializado em comida mexicana Lupita, que fica ao lado do peruano Lima Mia. Para curtir uma boa noite regada a muita cerveja, o Van Koning é ótima opção, assim como o Jackie O., que ainda tem uma baladinha no andar de cima. Com essa cotação, não dá pra segurar o dinheiro na carteira. Onde posso gastar? A desvalorização do peso faz com que as compras não fiquem de fora de nenhum roteiro pela capital portenha. Um dos endereços mais conhecidos é a rua Florida, um calçadão com mais de dez quarteirões, em pleno centro. Lá você vai encontrar de tudo um pouco, mas vá com calma, pois algumas compras podem ser feitas com melhores preços em outros pontos da cidade. A principal atração da Florida é a Galerias Pacífico, um shopping com belíssima arquitetura e várias lojas de marcas consagradas. Não deixe de conhecer a praça de alimentação, que tem um teto ornamentado com delicadas pinturas. O mais charmoso bairro da cidade é também um ponto para ótimas compras. O que vale em Palermo Soho é o diferencial dos produtos. Lojas moderninhas, em casas com varandas, de ótimas marcas locais e preços justos. Excelente lugar para paquerar vitrines e bater perna. Peça para o taxista te deixar na esquina da Malábia e Costa Rica, por ali estão algumas das principais lojas. A moda infantil é forte, com destaque para Mimo & Co., Félix para Niños e a Complot, que também vai agradar em cheio aos pais das crianças. Roupas femininas são encontradas a bons preços nas vizinhas Lupe e DelaOstia. Para objetos de decoração, a Reina Batata é tiro certo. Verdadeira obsessão de quem procura bons preços, os outlet’s estão cada dia mais concorridos na capital argentina. A maioria dos que realmente valem a pena ficam na rua Córdoba (altura do número 4.000) e no bairro de Villa Crespo. Nessa região, você vai encontrar lojas de marcas conhecidas como Puma, Cacharel, Lacoste, Chistian Dior, e Brooksfield. Especialidade argentina e objeto desejado por muitos, os artigos em couro são encontrados em Buenos Aires com preços muito abaixo dos cobrados no Brasil. Resista aos insistentes vendedores das lojas da rua Florida e vá até a Villa Crespo, na calle Murillo, altura do número 600. Por ali, são muitas as lojas especializadas em jaquetas, luvas, carteiras e todo produto imaginável feito de couro. Mais dicas e fotos de Buenos Aires você encontra aqui: http://sresralao.com/2014/12/22/buenos-aires-para-iniciantes/
  13. Quando eu, Sra. Lao, optei por estudar e trabalhar, durante seis meses, em Minnesota, só sabia duas coisas sobre o lugar: que nevava um semestre inteiro e que lá ficava o maior shopping dos Estados Unidos. E vamos combinar que, para uma consumista que ama o frio, já era suficiente. Fui sem grandes expectativas. A ideia era conhecer um estado fora da rota turística e fugir das universidades repletas de brasileiros de Nova York ou Califórnia. Dois erros: fiz amizades com dezenas de conterrâneos e me apaixonei por um dos lugares mais incríveis e visitados da terra do Tio Sam. Resumo da obra: fiquei dois anos por lá. Minnesota fica na região centro-oeste dos Estados Unidos, faz divisa com o Canadá e os estados de Dakota do Norte, Illinois e Wisconsin. E, mesmo sendo conhecida pelos tornados e tempestades de neve, é o lugar perfeito para você passar uma semana ou dois anos. Juro. E quer saber o que essa terra encantada tem de imperdível? Eu conto. Lagos! Não por acaso Minnesota é conhecida como a terra dos 10 mil lagos (na contagem oficial já passam de quinze mil). Eles estão em toda parte e são cercados de jardins, pistas de corrida, quiosques e restaurantes. No verão, os moradores aproveitam o sol, que brilha até às 21h, para praticar esportes ao ar livre, fazer piqueniques, andar de barcos (apesar de não ter praia, há um barco para cada seis habitantes no estado) e, claro, refrescar nas águas constantemente geladas. Já o inverno não fica para trás: patinadores e trenós (puxados por cachorros) invadem as pistas de gelo. As famílias levam as crianças até às margens para brincarem na neve e os jovens se reúnem em torno de fogueiras, regados à boa música e marshmallow. Se visitar o estado no semestre do gelo, que vai de outubro à abril, aproveite para visitar não apenas os lagos, mas também uma cachoeira congelada. A Minnehaha Falls fica bem no centro de Minneapolis e tem um visual fantástico. Entre os lagos, o Lake Calhoun é o maior de Minneapolis e tem um pôr do sol incrível! Independentemente da estação em que você for, reserve um tempinho pra ele! Minneapolis Apesar de não ser a capital, é onde o agito acontece. A cidade tem uma das ruas mais incríveis para compras do estado, a Nicollet Mall (comparada à Rodeo Drive e Quinta Avenida), além do maior shopping americano, que merece um tópico a parte, claro. Um dos melhores estádios do país está lá. O Target Field é palco de jogos, shows e concertos de astros da música internacional. O bairro mais descolado é Uptown, repleto de galerias, restaurantes subterrâneos e bares nas coberturas dos prédios. Quer ver gente bonita e tomar um bom drink? Separe um fim de tarde para a varanda do Stella’s. Já Downtown, o coração de Minneapolis, é o point das baladas. As casas noturnas ficam lotadas de jovens. Na região, está meu bar preferido na cidade: The Shout House! O piano-bar é super divertido e minha dica é ir às quarta-feiras, quando há um duelo de músicas dos anos 80. O preço das bebidas sai por menos da metade e vários americanos vão ao local vestidos à caráter. É hilário! Alguns músicos famosos que moram em Minneapolis, como Bob Dylan, The Replacements e Prince, elegeram a casa noturna First Avenue (que ficou conhecida com o filme Purple Rain), como o melhor clube de rock do país, em 2011. Além da First, outros dois clubes de Minneapolis, a 7th Street Entry e The Cabooze, estão na lista dos melhores estabelecimentos do mundo, feita pelo site Pollstar. Um dos maiores jardins de esculturas do país também fica na cidade, o Minneapolis Sculpture Garden. São mais de 40 obras fixas e dezenas de outras instalações itinerantes. A preferida dos turistas é a famosa “colher-ponte e a cereja” (Spoonbridge and Cherry), cartão postal da cidade. Mall of America Talvez nem com um dia inteiro, você consiga desbravá-lo. O espaço agrupa mais de 500 lojas, um aquário enorme, uma cidade feita de Lego e nada mais nada menos que um parque de diversões da Nickelodeon, com montanha-russa e tudo mais! A área equivale a 35 campos de futebol e o shopping recebe, por ano, o dobro de visitantes do Magic Kingdom, na Disney. Tá bom ou quer mais? Se quiser, pode preparar a sola do sapato: está em construção uma área anexa, que vai dobrar o tamanho do complexo. St. Paul Vizinha de Minneapolis e capital do estado, a cidade gêmea St. Paul, tem uma vida cultural agitada e praças deliciosas, quem valem a visita! Entre os museus, o da ciência (Science Museum) e os das crianças (Children’s Museum) ganham destaque. Já o histórico Como Park encanta com suas áreas externas, que inclui um pequeno zoológico e um conservatório. No centro da cidade, fica o Rice Park, famoso por suas esculturas da Turma do Charlie Brown. O beagle mais amado do mundo é de Minnesota! O cartunista criador do desenho, Charles Schutz, nasceu em Minneapolis e encantou o estado e o mundo, com seus personagens. Snoopy dá as boas vindas até no aeroporto das Twin Cities. Projetado pelo arquiteto Cass Gilbert, o Capitol também fica em St. Paul e é o coração político de Minnesota. Se programe para conhecê-lo por dentro, é lindo! Na região, outra visita imperdível é à Cathedral de St. Paul. A arquitetura é imponente, o estacionamento é gratuito e a sensação de paz interior é incrível! Seguindo pela Selby Avenue, contemple a vizinhança em um dos trechos mais bonitos da cidade. Com casarões no estilo vitoriano, é quase um pedacinho da Europa dentro dos Estados Unidos. E, para relaxar, no fim do dia, jante no Wild Onion. Além de boa comida e bebida, o restaurante tem área externa, transmissão de jogos e até uma pista de dança, badaladíssima nos finais de semana. Nascente do Rio Mississippi! O segundo maior rio dos Estados Unidos surge no Parque Estadual de Itasca e percorre por mais de mil quilômetros em Minnesota antes de descer até o sul do Golfo do México. Segundo a lenda dos índios americanos, quem faz a trilha de pedras que cruza a fonte do Mississippi, terá uma vida longa, afortunada e feliz. O que não custa tentar, né? Outra programação imperdível é o cruzeiro ou a prática de canoagem. A Above the Falls Sports (em Minneapolis) oferece passeios de 2,5 horas, meio dia ou dia inteiro. Lago Superior O maior lago de água doce do mundo e um dos lugares mais incríveis de Minnesota. Alugue um carro na capital, St. Paul, e dirija pelas lindas estradas, rumo ao Canadá. Tendo como base a linda cidade de Duluth (terra de Bob Dylan), passe de dois a três dias, na região. De Duluth até a fronteira do Canadá, são magníficos 240 km, margeando o lago. A Highway 61 ficou conhecida como All-American Road, ou seja, a “estrada tipicamente americana”, por ser um destino por si só. E, claro, não deixe de parar no farol Split Rock Lighthouse e conferir uma das paisagens mais incríveis da viagem. Mais fotos e dicas em: http://sresralao.com/2014/12/17/minnesota-a-fantastica-terra-do-snoopy-dos-lagos-e-do-gelo/
  14. Califórnia é um dos destinos mais procurados pelos brasileiros nos Estados Unidos. E a proposta é quase uma unanimidade entre os viajantes: atravessar o estado de carro. Possível? Claro. Possível e fácil. O aluguel do carro não é burocrático. A idade mínima é 21 anos na maioria dos estados americanos (em Nova York e Michigan pode-se alugar a partir dos 18). É necessário ter uma carteira de motorista (a brasileira vale até três meses por lá) e um cartão de crédito. Menores de 25 anos pagam algumas taxas adicionais e o valor final sai bem mais caro. Uma simulação realizada no site Alamo (que possui uma versão em português) mostra a diferença de preços no aluguel de um conversível, por uma semana. A pesquisa foi feita com a retirada do veículo no aeroporto de San Diego e entrega no aeroporto de San Francisco. No momento da retirada do carro, as empresas bloqueiam no cartão de crédito o preço total, além de um valor extra de calção, que varia entre as locadoras. A maior parte delas também cobra uma quantia adicional caso uma segunda pessoa queira dividir a direção. Imprescindível é levar (ou alugar) um gps. Nos Estados Unidos, em geral, a qualidade das estradas é muito boa. Mas, apesar da maioria das rodovias ser duplicada, a famosa Highway 1 (também conhecida como Route 1 ou The Pacific Cost Highway) tem pista única e perigosa, com várias curvas e penhascos. São pouco mais de mil quilômetros (660 milhas) margeando o Pacífico e algumas das paisagens mais bonitas do mundo. Durante o trajeto é possível parar nos diversos mirantes (vista point) para apreciar e registrar a beleza local. Optei por começar a viagem em San Diego e “subir” a rodovia até San Francisco. Para se aproveitar bem as paisagens calcule uma média de três dias de estrada, sem contar o tempo gasto dentro das cidades (San Francisco e Los Angeles, por exemplo, merecem pelo menos mais três a quatro dias cada). Meus pontos de apoio foram: San Diego – Los Angeles (com Hollywood e Beverly Hills) – Santa Mônica (com Venice e Malibu) – Carmel (com Monterrey) – San Francisco. E de Los Angeles ainda fui em Vegas e Canyon. Mais fotos e dicas em: http://sresralao.com/category/estados-unidos/california-estados-unidos/
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