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beatrizz

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Tudo que beatrizz postou

  1. A minha bota é da Columbia (water proof) apesar de ser um pouco mais cara, vale a pena o investimento. Principalmente se você vai fazer uma trilha ou travessia de vários dias. Ela é super confortável, impermeável. Caminhei 10 dias com ela e foi fantástica!
  2. Queridos mochileiros. É com grande alegria que faço esse relato, pois ele se refere a um dos trekkings que eu mais desejava na vida: Torres del Paine. A minha viagem ao Chile, foi exclusivamente para fazer o Circuito O (deveria ter reservado mais dias para ir a Cafalate e El Chaltén...) e mais dois dias de intervalo em Punta Arenas e Puerto Natales. Em todos os relatos eu falo sobre a facilidade e aprendizado de se viajar sozinho. Mas essa foi minha primeira viagem fora do Brasil sozinha, e estou ainda meio sem palavras para conseguir expressar aqui o que significa. Eu não quero dizer que em alguns momentos realmente não possa se sentir sozinho, isso acontece. Mas eu posso dizer que em 90 % do tempo está cercado de pessoas muito abertas para conversar e trocar ideias. Bom, a primeira coisa que precisa para fazer o Circuito O sem stress é a organização. Pois se pretende vir entre Dezembro e Fevereiro, é alta temporada (bom tempo), e os campings e refúgios ficam cheios. No Circuito O, quase todos os lugares em que você fica tem duas opções para dormir: Camping (com sua própria barraca, ou alugada) ou Refúgio (cama quentinha para quando sentir que merece). Coisas importantes: * Imprimir suas reservas, * Ter comida suficiente. * Um bom saco de dormir e uma barraca com boa camada para chuva. * Uma bota que seja sua amiga. * Como eu estava sozinha, e tendo que levar todo o peso (cerca de 14 kg), eu optei por comprar algumas refeições. Nos refugios'campings, eles fazem almoco-cafe-janta (sim, é caro), mas depois de um dia de muitos kms isso vale ouro. Aqui vai o meu roteiro em Torres Del Paine: 1 dia: peguei um ônibus em Puerto Natales as 07:15 para Torres del Paine (chegamos umas 09:45 na entrada principal). Na primeira portaria você precisa assistir um video sobre as normas do parque, mostrar seu ticket de entrada (ou comprar), é melhor já comprar no site da CONAF e levar o comprovante. Recebe o mapa do parque, e pode pegar um tranfer (3.000 pesos) até o cientro de bien venida (sao 07 km você pode ir caminhando também, eu fui de transfer porque nessa primeira parte não tem nada de mais e você vai precisar de mais energia em outros dias, acredite). No transfer já é possível ver algumas montanhas. Depois de tudo isso, iniciei os primeiros kms do circuito. Camping Serón. Nesse primeiro dia a vista das montanhas ainda é bem restrita, porem passa por florestas e rios com água cristalina. A cor é como se fosse um azul royal, lindo. O terreno em si é tranquilo. Como cheguei cedo no parque e logo comecei a travessia, eu não encontrei ninguém no caminho, tipo nem uma pessoa nos primeiros kms. Ai teve um misto de satisfação com preocupação haha. Mas logo aparecem alguns (poucos). Nesse camping nao há refúgios, quando cheguei era umas 14:00 ainda, normalmente os check in s{ao as 14:30. Começou a chover e ventar um pouco quando estava arrumando minha barraca (chamam carpa aqui). Foi uma noite difícil pois choveu muito e fez frio (cerca de 5 graus). Nesse primeiro dia, eu passei muito frio, no outro dia as montanhas aparecerem branquinhas, nevou. 2 dia: essa caminhada você já começa a ficar mais perto das montanhas, chegando no refúgio Dickson a vista é fantástica. Fiquei em refúgio, porque algo me disse que quando fui fazer a reserva, fiquei muito feliz pois chovia e estava uns 2 graus. 3 dia:ida até los perros, nesse lugar que você começa a sentir os ventos fortes. Nesse camping não tem refúgio , e só tem banho gelado! O camping fica do lado do rio e abaixo da montanha, tem como ser ruim isso? 4 dia: foi o dia mais cansativo, porque precisamos passar pelo Paso John Garden, que é uma montanha de gelo. É fantaaastico. Nesse dia tem que sair cedo tipo 6 da manhã, porque no Paso o tempo muda muito e depois das 11 da manhã o pessoal fala que tem um tipo de chuva e vento que não se pode passar, muito perigoso. Até o topo do Paso demora umas 4 horas. E depois a descida mais 4. Eu fui direto ao camping Grey, então foi bem cansativo, mas todo o caminho é maravilhoso. Nesse dia tem a visão do glaciar. 5 dia: indo para o camping paine grande, contato com a civilização. Aqui você pode se dar ao luxo de uma comida diferente, tem várias pessoas, que chegam aqui e ficam apenas para fazer a trilha até o mirador britânico. 6 dia: aqui você encontra muitas pessoas no caminho também, ida até o Francés, o Mirador Británico fica no caminho. Você pode deixar a mochila no Italiano e subir mais leve. 7 dia: ida até o Central. 8 dia: trilha base de las torres. A trilha em si é linda, muitos rios e pontes. Você passa pelo acampamento chileno e depois desse ponto a trilha fica mais pesada, porque ganha elevação muito rápido. Resumo : 1. Cientro de bienvenida p/ Seron: 13 km, 4 horas. 2. Seron p/ Dickson: 18 km, 6 horas. 3. Dickson p/ los perros: 12 km, 4.5 horas. 4. Los perros p/ Grey: 15 km, 11 horas. 5. Grey p/ Paine grande : 11 km, 3.5 horas. 6. Paine grande p/ Francés : 9.5km, 3,5 horas. 7. Francés p/ Central : 15 km, 6,5 horas 8. Central p/ ida e volta base das torres: 20 km, 7 horas Total de 114 km apx, considerando que essa distância distribuída em 8 dias, não é nada de outro mundo. As trilhas são suuper bem demarcadas, então mesmo se estiver sozinho não vai se perder não. Com certeza a Patagônia é o lugar mais fantástico que já estive, porque a energia das montanhas e a conexão com a natureza é algo que não se consegue assim tão fácil. Em Punta Arenas cidade vizinha de Puerto Natales, você pode fazer um passeio com empresa especializada e chegar até a Ilha Magdalena e Marta, onde tem os pinguins e Lobos marinhos, é obrigatório pra quem passa por aqui. Depois de 3 dias de volta, ainda não consegui voltar, é como se eu ainda estivesse lá. Meu corpo e minha alma ficaram conectados as montanhas de Torres del Paine.
  3. Saudações! Esse pequeno relato é pra contar e sugerir que conheçam um lugar fantástico! Fica em Palhoça /SC, cidade próxima a Florianópolis... Sabe que falar em praia pra montanhista as vezes é estranho, porque é outra vibe. E esse negócio de um monte de gente sentada da areia o dia todo bebendo cerveja não é bem o que podemos considerar aventura... Mas enfim, isso é de cada pessoa. O fato é que eu gosto do mar, e depois que conheci a Praia do Rosa (já fiz um relato aqui), descobri o que é um bom lugar pra aproveitar o mar e suas maravilhas. Então nesse final de ano fui com meu irmão, mais o @darlyn E @Dionathan Biazus para Palhoça, em um lugar chamado Guarda do Embau. É uma vilazinha muito charmosa, tem um centrinho onde pode comer algo bom e comprar algumas coisas. Na Guarda, ficamos em um camping suuper recomendado, Beira Rio, muito bem estruturado, com chuveiros a gás, vom espaço e tem até um barzinho que comidas bem gostosas. Tem umas duchas no meia dos bambus também, água gelada pra refrescar. Da pra ir a pé do camping para a cidade e praias. No final do ano pagamos 45 pilas por cabeça. Pra chegar no mar, você precisa atravessar um lago enorme, mas bate no máximo no pescoço é uma delícia, dá pra atravessar de barco também. Chegando do outro lado tem o mar, água bem transparente, lindo. Dali, você pode seguir uma trilha de uns 40 minutos e chegar na prainha. Lá tem menos pessoas, e da pra aproveitar muito bem o visu do verde ao redor. Depois dali se você seguir mais uns 30 minutos você entra em alguns vales. Chamam de Vale da Utopia, e tem vários caminhos pra fazer as trilhas e pode-se chegar a outra Praia também. Nesses lugares tem muito verde com montanhas e o mar ao fundo. É lindo. Tem pessoas que acampam por aqui também.. E o outro lugar que vale a pena conhecer é a Pedra do Urubu. Num ritmo normal, 30 minutos de trilha. Mas dá pra fazer em 10 haha ( experiencia própria). Porque fomos ver o nascer no sol lá no dia 01 de janeiro, valeu o esforço de fazer a trilha correndo pra conseguir pegar o sol chegando rsrs. Enfim, com certeza é um lugar que quero voltar!! Se vc ficar uns 4 dias, consegue coisas pra preencher, da pra conhecer toda a região. Ah, nessa cidade também tem a montanha Cambirela, é a maior de SC, mas essa fica pro próximo relato hehe. Abraços, e bons ventos e aventuras!
  4. @Waldir Sant'Anna olá. As trilhas não precisam de guia. Porque são muito tranquilas e bem demarcadas. Apenas você teria que descolar um transporte até a entrada, e estiver a pé. Mas isso qualquer empresa de lá faz, por um preço bem camarada.
  5. @Rodolfosouza88 olá. Também estou pensando em fazer algo nesse sentido. Porém meu roteiro é no Chile Pucon e seguir para torres del pine. O valor é alto, porque no parque se for fazer uma trilha mais longa como o circuito W, precisa de uns bons pilas pro guia. Se tiver interesse me manda msg inbox, vou sozinha pra lá em Fevereiro de 2019.
  6. Olá. Eu já fiz uma travessia entre o Canyon do Laranjeiras e Funil, em contato com o Sr. Miguel você pode acertar tudo com ele, e na primeira fazenda. A travessia dura cerca de 3 dias e vale a pena.
  7. Saudações! Esse relato é sobre a subida ao Monte Crista em Garuva, que fica perto de Joinville. A chegada em Garuva foi na sexta dia 07 de Setembro, no fim da tarde. Optamos por passar a noite no Espaço de Vivência Monte Crista. Que não faz parte da trilha oficial pra montanha, mas fica a 2 km da recepção. Sobre esse espaço tem muito a compartilhar, é um lugar místico, onde acontecem diversas vivências, como meditação, temascal, e outros. Há chalés do ladinho do Rio que você pode passar a noite ouvindo o barulho da água. A comida (3 refeições) está inclusa na diária e é vegetariana, deliciosa. Fica em torno de R$ 350 pra 2 pessoas. O espaço compartilhado tem muitos pássaros comuns da região e um local de oração e Cerimônia construído por índios nativos, ali há uma energia muito clara. No sábado acordamos cedinho e tomamos um café reforçado, depois partimos até a recepção do Monte Crista. A entrada sem estacionamento é de 4 pilas. Logo no início você passa por uma ponte pênsil legal. A subida é pesada, porque o terreno é muito parecido em todo o percurso, subida íngreme e ganho de elevação rápido. Vários pontos com escadas de pedras construídas pelos jesuítas. É muito bonito. Diferente do Pico Paraná por exemplo, não há um grau de dificuldade tão grande com raízes e pedras, mas prepara o corpo pra resistência. Enfim chegamos ao cume após 4:30, é importante seguir a trilha principal porque não há placas, e é fácil se perder. No cume do monte encontramos vestígios de acampamento, porém não havia ninguém lá. Achamos estranho porque na recepção nos falaram que muitas pessoas haviam subido... Arrumamos nosso acampamento e o tempo estava fechado, não dava pra ver um palmo na frente, isso também dificultou pra tentar ver onde as outras pessoas estavam. Em função do horário decidimos ficar por ali mesmo. Não estava frio, nem tinha vento. Mais a noite o céu abriu e ficou maravilhoso, aí conseguimos ver as lanternas em um ponto um pouco abaixo de onde estávamos, depois descubrimos que lá encontra-se um marco do Monte Crista, que é onde deve acampar kkkk. Também é um lugar mais protegido do vento. Por sorte o tempo nos ajudou e não fomos lançados montanha a baixo. A noite o bixo pegou, a temperatura caiu muuuito de uns 15 graus para cerca de 4. E não estávamos preparados, ou seja, a noite foi tensa quase não dormimos de frio..... De manhã estava nublado, o sol não mostrou as caras, mas mais tarde alguns raios nos presentearam e deu pra fazer algumas pics. Arrumamos as coisas e descemos a montanha, com quase metade do tempo, em menos de 3 horas chegamos a base. Ps. Esqueci de levar panela, a caneca de metal de café, virou panela e chaleira, improvisos hehehe. Enfim, voltamos ao Espaço de Vivência e conseguimos ainda descolar um almoço antes de pegar a estrada. Ps2. Não é legal subir a montanha pelo espaço de vivência, primeiro pq há uma trilha por ali, mas pouco demarcada, a probabilidade de se perder é bem maior, segundo porque o espaço não tem controle e formulário de subida, e se algo acontecer será um transtorno para eles e para quem está na trilha. O objetivo do espaço é relaxar mesmo. Por isso sempre comece a trilha pela base. No final da experiência há sempre saldo positivo, qualquer montanha 🗻 tem algo a ensinar, cada uma é diferente, especial, única. Aprendemos o que fazer e o que não fazer. Vamos captando os sinais do universo, sobre nossa missão. Aprendemos a ouvir o coração, e não a personalidade. Quero voltar ao Monte Crista com objetivo de fazer a travessia do Quiriri. Mas esse é outro relato. Avante, viver o que precisa ser vivido.
  8. Continuando os relatos do Oeste de SC... Essa é a trilha mais bem estruturada de Chapecó. O acesso é fácil pela SC que liga Santa Catarina ao Rio Grande do Sul. Cerca de 5 km de estrada de chão vc chega a propriedade onde o Pitoco (cachorro da família) morava. Foi ele que desbravou o local, e seu neto ainda acompanha os trilheiros no caminho todo. Mostrando por onde vai, é uma coisa doida, ele vai na frente e fica de esperando em algum ponto.. A taxa é de 10 pila. No início da trilha tem o memorial do avô Pitoco haha. A trilha é simples, tem apenas alguns pontos onde a gente atravessa o rio, e quase toda a extensão é na encosta desse riozinho, cheio de belezas. Ao todo são 5 cachoeiras que você passa. Cada uma tem seus encantos, hoje a trilha tava seca, quando chove fica um pouco escorregadio. Também tem lugar pra passar o dia. Vale a pena conhecer!
  9. @Gustavo Back de Souza muitas pessoas sobem e descem o PP no mesmo dia. Mas minha sugestão pra aproveitar o lugar é com certeza acampar. Visto que uma das coisas mais legais é ver o nascer do sol do cume, e ver o nascer da lua e por do sol. Ir ao PP e não contemplar isso, vai faltar alguma coisa aí. Fora que o PP é uma trilha bem puxada e o cansaço vai bater demais. Da pra subir de boa em 6 horas parando e indo tranquilo. Não sei qual seu ritmo, sei que tem gente que faz em bem menos. A trilha é bem demarcada, só bem no início logo que sai da fazenda e depois na primeira subidinha tem uma placa ' fazenda pico parana' vai a direita subindo, não segue pelo caminho reto que da numa outra trilha, mas é bem tranquilo só teria que voltar um pouco. No resto, bem demarcado. Pontos de água, vai bem equipado com água, tem uma bica com água e uma pedra ao redor, melhor ponto pra água, no meio da trilha, mais a frente tem um corrego, mas se não chover, tem pouca água lá. Depois pra cima não tem mais nada, no A2 não está tendo água. Fui com uma mochila de 1.5 litros e mais uns 2 litros. E abasteci no caminho. Boa sorte, vale a pena.
  10. @Rogerio K C com certeza existe muuitos lugares. Eu encontrei pelo site da prefeitura mesmo.
  11. Saudações mochileiros! Temos um mundo de possibilidades, há milhões de lugares pra conhecer. O mundo a desbravar. Mas a proposta é conhecer primeiro a sua região. E o conhecer não se resume a saber os pontos turísticos de cada cidade, porque isso qualquer pesquisa no Google vai te informar. Eu acredito que o Espírito aventureiro é o Desbravar, procurar experimentar. Todas as cidades, sem exceção, tem alguma coisa pra ser desbravada. Porém, muitas vezes as próprias autoridades e secretarias dos municípios não investem em mostrar suas próprias riquezas, os valores do seu povo, as belezas naturais, e as vezes esses lugares ficam escondidos em propriedades particulares e poucas pessoas tem acesso.. Ta aí uma dica, pra quem dá valor a isso, incentivar seus municípios a mostrar às pessoas o que tem de melhor. Esse relato é pra mostrar um pouquinho sobre a cidade de Passos Maia. Fica cerca de 1:30 de Chapeco. Fui pra lá no fim de semana, e em um dia e meio consegui aproveitar muito e ver lugares maravilhosos. Fiquei hospedada na casa da Dona Cleusa e seu Mario, que são um casal fantástico, que trazem muito a ideia que expus no início desse texto. A casa é no interior do município e tem um ar bem rústico, com muita natureza, criação de animais, na beira do Rio do Mato. Na propriedade você pode fazer uma caminhada que já é muito legal. Ali na cidade tem o Parque das Araucárias, com 2 trilhas que levam pra Cachoeira dos Xaxins, que tem plantas centenárias, e o Poço da Espuma, um lugar onde o rio é bem forte, e cria um poço bem profundo. Todo o caminho é repleto de árvores nativas.. Dá pra ficar umas 3 horas caminhando. Também há uma trilha noturna, que o pessoal costuma fazer em noite de lua cheia. Na cidade você também pode passar pelo clube de Caça. Onde a entrada não é permitida para turismo, mas a estrada pra lá é linda também e dá pra ver o cervos. Também se der sorte pode ser javalis pelos lugares. Além disso tem cafés coloniais, e várias pessoas fazem doces caseiros e vinhos pra venda. Enfim, é uma cidade aconchegante que vale a pena conhecer. Muitas pessoas fazem observações de pássaros, o papagaio de peito roxo mora por lá. As fotos mostram um pouco do sentimento. E você, conhece seu chão, sua região, já desbravou o interior da sua cidade? Ou prefere ir pro outro lado do mundo pra ver coisas belas sem notar a beleza ao seu redor? @simplicidades_velho_oeste
  12. É com imensa satisfação que escrevo esse relato sobre a segunda e sucedida tentativa de subida ao Pico Paraná. Fiz um relato aqui no mês passado pra contar uma trip maravilhosa de ida ao PP. Porém naquela ocasião o clima não foi tão amigo assim. E o destino foi o A2, o segundo acampamento do Pico Paraná. Dessa vez pegamos um fim de semana com previsão de sol, o que se cumpriu. Tempo ótimo, não muito frio e com um sol sensacional. A trilha de subida ao PP é bem desafiante, mas é daquelas coisas que te fazem crescer, é como começar tomar café sem açúcar. Depois do PP você fica exigente pra trilha, e qualquer coisa não te satisfaz, precisa ser desse nível e além. Uma dica pra quem teve medo dos grampos a primeira vez é que na segunda fica bem mais fácil hehe. Relato aqui então a parte do A2 até o cume! O acampamento foi no A2, e o por do sol é lindo, uns 20 minutos de subida do A2 já da pra ter uma vista maravilhosa. A noite deu pra ver a Via Láctea! A subida ao cume começou as 05:30 da manhã com lanternas, e em torno de 1 hora chega-se ao Cume. Comparado com o restante da trilha essa última etapa é bastante íngreme, então tome um bom café antes de começar. E o espetáculo do nascer do sol é uma coisa de outro mundo. Então, eu só tenho cada vez mais admiração e carinho pelo Pico Paraná, sou fã, meio suspeita a falar, porque nesse ano já é a terceira vez que fui pra fazenda. E ta a uns 600 km de distância de casa, e todo esforço vale a pena pra quem já foi picado pelo bicho da montanha. Obs. No A2 não está tendo água nesses tempos, se abastece nos pontos de subida! VID-20180717-WA0009.mp4
  13. Verdade! Mas mesmo assim valeu a pena, e vamos voltar em breve hehe.
  14. VID-20180603-WA0046.mp4 Saudações mochileiros/aventureiros! Fico sempre muito feliz quando começo um novo relato. Porque é o registro e uma forma de reviver cada momento de uma trip. E graças a Deus, todas as que tenho feito, me trazem as melhores lembranças e vivências possíveis. A bastante tempo eu tinha o anseio de fazer a trilha do PP. A maior montanha do Sul do Brasil. A primeira pessoa (de acordo com relatos) a conquistar o pico Paraná foi o Reinhard Maack, em julho de 1946, o que dá a trilha (de grosso modo) seus 72 aninhos. Fico imaginando quantas pessoas já tiveram o privilégio de passar pela trilha do PP e agradecendo aos que facilitaram o caminho. Enfim, nossa missão começou na quinta, dia 31 de Maio, quando saímos de carro de Chapecó /SC, e fomos até Campina Grande do Sul, na Fazenda Pico Paraná. Chegamos na fazenda perto das 7 da manhã do dia 01, e começamos a trilha perto das 09. Logo no começo já deu pra entender o desafio, pois nunca antes tinha feito uma montanha com cargueira. E o peso mostrou sua presença. Fomos parando nos vários pontos, apreciando a vista e pegando fôlego. Tivemos muita sorte com o tempo, o céu estava azul e o sol brilhando. Paramos no primeiro pico, o Morro do Getúlio, onde a vista já mostra uma pontinha do que viria pela frente. Depois de passar pela bifurcação que separa a trilha do Caratuva (que já fiz um relato aqui no final do ano) seguimos rumo ao PP. Ali a trilha começa a ficar um pouco mais difícil com muitas raízes, pedras e alguns pontos com cordas e grampos. Seguimos até chegar no A1, que é um ponto onde é possível acampar. Ali foi nosso primeiro contato com a vista do PP, e a emoção nos chegou. Todos ficaram abismados com a majestade da montanha e nos deu um up pra continuar o caminho. Que como os colegas que encontramos no caminho nos disseram, o pior estava a frente. Decidimos que iríamos acampar no A2. Depois do A1, a trilha desce e chega a parte que pra mim foi a mais desafiante, as paredes de grampos! Com a mochila então, foi bem tenso, que bom que estava com companheiros tão legais que içaram minha mochila com cordas até lá em cima haha. Isso foi decisivo pra que eu tivesse coragem pra subir. Depois dessa parte mais o cansaço físico mesmo.. Chegamos finalmente ao A2, querendo jogar as mochilas de lado e apenas contemplar. Arrumamos nossa casinha e fizemos o merecido miojo. Nesse ponto o vento já estava forte e o frio chegando. Quando estávamos de boa já era noite e o céu nublado. Infelizmente não pegamos o por do sol, mas a vista tava linda mesmo assim. A noite ficamos com medo de voar por causa do vento forte que vinha da montanha. As rajadas! No outro dia iríamos subir até o cume as 6 da manhã, pra ver o sol nascendo, mas logo cedo veio a chuva e o vento, e não conseguimos. Ali do A2 mesmo deu pra curtir um nascer do sol pra lá de especial! Tivemos que voltar pras barracas porque a chuva chegou com tudo, e esperamos acalmar. Colocamos as capas na preparação pra descida. E depois de organizar tudo, começou a missão da volta. Pegamos quase todo o caminho com chuva, a trilha estava escorregadia e alguns pontos alagando. Mesmo assim encontramos muitas pessoas indo e voltando. Que bom! Isso mostra que por mais desafiante que sejam as condições, a vontade de estar em contato com a Montanha é sempre maior. Chegamos de volta cerca de 14 horas, super cansados, com as costas, joelhos, braços e pés doendo haha. Mas com o coração ♥ leve e a alma revitalizada. Estar na Fazenda do PP já te leva pra outro mundo. Ou seria o mundo real? Começar uma trilha, mexe com o psicológico, tira da zona de conforto, traz mil aprendizados, desapegos, te conecta com algo maior. Não tem explicação nem preço. Vocês sabem do que eu estou falando né?! Logo estaremos de volta, com a esperança de um dia cheio de sol, pra conseguirmos ficar mais tempo no PP e estar no cume. Quando a gente sai, já da vontade de voltar. Video relato feito pelo nosso querido @darlyn Montains are calling! @darlyn @Dionathan Biazus VID-20180603-WA0046.mp4
  15. Que sensacional!!! Maravilhoso relato. E esse bicho da montanha eiiin! Hahahaha acho que pica todos que estiveram em um cume antes! Coisa linda Parabéns.
  16. @lucband olaaa! Passamos quase 3 dias com os pés molhados kkkk. Uma bolha só pra contar história. Mas nada grave ou que impacta no trekking. Se tiver vontade vai em frente. Vale muiito a pena.
  17. Saudações meus queridos! É com muito prazer que começo esse relato. Afinal, relatar não é apenas descrever, mas é REVIVER! Bom. A história da travessia começou no Mirante da Serra do Rio do Rastro, onde eu, @darlyn e @Dionathan Biazus encontramos o senhor Miguel. Fizemos 6 horas de estrada desde Chapeco até o Mirante. O Miguel é o proprietário das terras onde a travessia acontece, então é com ele que tem que combinar as paradas. Cara super gente fina, de uma simplicidade enorme. O próprio mirante já é um ponto de partida (mas longe de ser o ápice da trip). Mirante da serra do rio do Rastro: o mirante tem um murinho onde as pessoas ficam contemplando o visu da estrada da serra, cercada por suas montanhas. E tem sempre visitas dos quatis... É bom pontuar que aqui é sempre cheio de pessoas, se você quer ficar em contato com a natureza, não apenas olhe a mata, mas entre nela. Não só olhe a montanha mas vá até o topo! Seguindo então, encontramos nossos outros dois parceiros dessa empreitada @dumelo39 e o Lucas, que vieram do Rio de Janeiro! Assim juntou toda a piazada haha. Fomos com o Miguel de 4x4 até a primeira fazenda. Ele cobra cerca de 150 pila o transfer (total) e 30 por dia pra acampar nas terras. Pra entrar nessa primeira fazenda mais 10 pilinha por cabeça. Começamos então a subida até o primeiro destino: canyon Laranjeiras, daí foi cerca de 2 horas. O caminho é relativamente tranquilo, apenas umas partes com barro (fichinha perto do que viria a frente). Canyon Laranjeiras: maravilhosamente lindo, o canyon tem 3 pontos principais pra parar. A parte mais do fundo é onde fomos pra descansar um pouco e comer. Estávamos nessa função quando do nada o tempo se armou e caiu um mundo de água. Ainda bem que deu tempo que fazer uma casinha com uma lona grande que o querido Dihonatan levou. Ficamos um tempo ali até que passou a chuva e seguimos. Nos tracklog tem uma parte que direciona pra fazer a borda do laranjeiras. Mas como estava muito úmido resolvemos seguir a dica de um guia que estava por ali, e cortamos reto saindo do laranjeiras. Nessa primeira parte já tivemos contato com nossos amigos que apareceram muito nessa travessia: OS CHARCOS! Isso mesmo, lemos tanto sobre eles nos relatos que já chegamos meio preparados. Mas quando começou de verdade, que o pé afundou no barro ou na água que nos demos conta do que eram esses caras. Foi só até acostumar. Chegamos então na entrada de uma floresta, onde começou uma trilha punk. Íngreme, floresta fechada, terreno encharcado (a mochila ficando presa nos galhos uhuuull) coisa linda! Depois de atravessar e subir pelo mato conseguimos ver uma abertura e chegamos a uma plantação de pinheirinhos americanos. Dali passamos uma cerca e entramos na pior parte de charcos. Apareceu outro desafio. A Viração, que é uma neblina densa que cobre tudo. Decidimos acampar ali na plantação mesmo. Arrumamos as coisas, fizemos nosso super miojo e descansamos o corpo pro outro dia, nesse primeiro dia fizemos uns 7 kms. O dia amanheceu com um sol tímido e seguimos viajem, andamos uns 10 kms nesse dia, passando por vários picos de tirar o fôlego. Chegamos ao canyon do Funil cedo, as 15:30, e resolvemos ficar por ali pra aproveitar a vista e continuar no outro dia. Armamos acampamento e logo veio a chuva. Mas já estávamos preparados, ali perto tem um córrego que da pra tomar um banho massa. Era umas 18 e a gente já estava dormindo, porque o corpo estava pedindo. Umas 2 da manhã olhamos pra fora esperando ver uma chuvarada, que o barulho lá fora tava de arrasar, mas era só o vento chegando. O céu estava limpando e lua deu seu espetáculo. Depois de um bom chá /café deu pra olhar as estrelas um tempo até o sono voltar. Aí dormimos até umas 5 e pouco, quando o vento aumentou e o sol começou a chegar. Demos muita sorte, porque o amanhecer foi coisa de outro mundo. Começamos a desmontar o acamps umas 8 e demoramos porque o vento tava do caramba. Caminhamos mais uns 8 kms pelas bordas dos canyons até o final da travessia onde chegamos na porteira final saindo no asfalto, perto da sub estação. Mais alguns kms no asfalto uns 3 e voltamos ao Mirante... Super cansados, mas já querendo voltar e começar tudo de novo. Tivemos um almoço dos deuses lá no Mirante. Depois de quase três dias a base de miojo, uma lasanha caiu super bem. É muito difícil traduzir em palavras o que é uma travessia ou trilha com montanha. Porque o sentimento só pode ser sentido, todo o desafio, desde o peso, o cansaço, o medo, até ficar deslumbrado olhando a imensidão e tendo um pouco de consciência de como somos pequenos nesse universo e como a natureza é perfeita, com respeito, prudência e amor pela natureza, concluímos com sucesso a travessia. Super recomendado. 🙏👏🌲🌲🌲
  18. @lucband @lucband olaaa! Que bom encontrar aventureiros no Velho Oeste hehehe. Então nesse feriado de Páscoa vou fazer uma travessia entre o Canyon Laranjeiras e Funil. Em Bom Jardim da serra. Mas vamos combinar umas trilhas sim. Tem várias cachoeiras aqui no Oeste, em que se pode ir até um ponto de carro e fazer até 20 km a pé. Qualquer coisa me manda msg inbox e aí vamos combinando. Abraços
  19. Olá Ludmila! 10 dias você consegue fazer sim. Nossa! Dá pra fazer várias trilhas, mesmo pq a ilha não é tão grande, então dá pra se deslocar entre os lugares bem tranquilo. Eu fiquei no hostel Floripa Surf Hostel. Curti bastante o lugar...
  20. Olá @luaurea você pode usar a empresa Santo Anjo que tem bus de Torres a Imbituba. De Cambará eu não lembro, mas pode dar uma ligada na rodo de lá. É bem acessível o pessoal lá 05432511567
  21. Esse relato começa aqui mesmo no site do mochileiros hehe. Onde conheci minha companheira dessa empreitada ao Monte Olimpo. @Adeline Simão Nos encontramos na rodoviária de Curitiba, de onde pegamos um bus da empresa Graciosa até Morretes. Conseguimos por sorte ir as 07:45, que o bus vai pela estrada da Graciosa mesmo. Então já deu pra começar a sentir um gostinho do que seria essa pequena trip... Cerca de 2:30 chegamos em Morretes, bem loucas no final do ônibus olhando as montanhas de longe e tentando identificar qual seria qual haha. Em Morretes pegamos um taxi até a base do IAP, onde se faz o primeiro cadastro. A gente já tinha feito reserva (importante, pois nesses dias lota). Esse caminho tbm pode ser feito a pé, cerca de 7 km. Chegamos a base, e iniciamos nossa caminhada morro acima até o parque. Nisso eram umas 10 e pouco da manhã, o sol estava de rachar e o peso das cargueiras nos pegou. Tivemos que parar algumas vezes pra pegar um ar. A subida começa por uma estrada normal, chega até a antiga estação Eng. Lange, dali à direita, você passa por um caixa de água antiga e sobe mais 885 metros até o Parque. Chegando lá fizemos o cadastro completo e montamos nosso acampamento. Fizemos um miojo dos deuses haha. E perto das 15:00 fizemos a primeira trilha : 1. Trilha do Rochedinho: a trilha é bem tranquila, cerca de 40 minutos. E ali já da pra soltar um 'uauu que massa'. Dali depois vc volta pelo mesmo caminho (não seja imprudente como nós que achamos que a trilha continuava, descemos uma ribanceira e chegamos ao trilho do trem, isso é proibido, e foi sem querer rsrsr, nos perdemos, mas acabamos chegando na base pelo outro lado haha). Voltamos ao acampamento descansamos e as 19:00 já estávamos dormindo, pra começar a trilha do Olimpo no outro dia cedinho. Acordamos as 5:30 pra se organizar. E as 06:30 estávamos iniciando a trilha já: 2. Monte Olimpo: o conjunto Marumbi, é de 9 montanhas no total. A maior delas é o Monte Olimpo com seus 1539 metros. Existem duas vias: vermelha (bem punk) e branca (punk). A diferença entre as duas é a distância e a dificuldade principalmente em função da quantidade dos temidos grampos! Fomos e voltamos pela branca (que de branca paz e tranquilidade não tem nada haha). A trilha é sensacional começa tranquila, na primeira parte você passa por um cachoeira muito chamativa, estávamos focadas em subir, não paramos. Depois começa uma parte de mais raízes, depois uma parte mais pesada com muita corda e partes altas de dificuldade moderada a alta. Depois você chega a uns paredão de rocha. Essa com certeza com a pior parte, pra quem tem um pouco de medo de altura, com certeza é um desafio dos grandes. A parede é extensa e alguns grampos são longes. Depois tem uma parte de grampo de correntes onde desce muita água e fica escorregadio. Enfim, partes mais tensas da trilha : grampos e correntes. Concluímos em 3:15. Mas chegando no topo o sentimento de gratidão e contemplação apaga todo o cansaço, medo, e tensão da subida. A vista é magnífica e o coração bate forte. Pico é pico, quem foi uma vez, quer sempre ir, e só quem foi entende o sentimento de estar no topo de uma montanha. Com certeza a montanha nos acolheu, deu força e coragem pra concluir. Ficamos quase 2 horas lá em cima. Depois descemos com bastante cautela os desafiantes grampos e encaramos a tensão dos músculos. Na volta quase chegando a cachoeira caiu como uma luva. Aliviando o cansaço e limpando a alma. Ficamos ali um bom tempo o corpo leve. Concluímos a descida e chegamos perto as 16:30 de volta na base. Com o sentimento de desafio cumprido. No parque mesmo você pode conhecer a Cachoeira cemitério dos grampos (15 min) e subir até a pedra lascada (2 min). Como estávamos a toa lá deu pra dar um role pelo parque. Voltamos então no domingo, caminhando do Parque de volta a base do IAP. No parque mesmo o pessoal ligou pro taxi pra gente. E fizemos o mesmo percurso da ida. Chegamos em Curitiba de volta pra pegar nossos bus e voltar pra nossas casinhas (inclusive estou fazendo isso agora rsrs). (ps. Rodoviária é meio que um lugar vazio no espaço). E preciso comentar sobre a frieza e mal humor das pessoas que encontramos na rodo (motoristas, ajudantes, atendentes). Que coisa! Enfim... Mas o que ficou dessa trip foi: superação, desafio, contemplação. E claro, aquele sentimento que a gente tem quando acaba um role desse tipo: quero maaaaaais! The mountains are calling! Subir montanhas nos mantém vivos por dentro, conscientes da fragilidade da vida, gratos pela natureza e pela nossa terra. Somos seres humanos melhores após subir uma montanha. Não melhores que outros, mas melhores que nós mesmos, melhores do que quando colocamos nosso pezinho na estrada. Já dizia Bilbo Bolseiro do Condado, 'você pisa na estrada e se não controlar seus pés não há como saber até onde você pode ser levado'. Que nosso pés nos levem sempre por caminhos de luz e superação! Ahooooo!🌻🌱✌🏽😊😊💞
  22. @carolinaleal muito bom encontrar pessoas que também pensam assim. Agora em Março vou novamente pra fazenda com a intenção do Pico Paraná, com direito a por e nascer do sul como manda a tradição. Já anotei seu número aqui, logo te chamo para conversarmos. Abração.
  23. Olá meus queridos! Esse relato é pra lá de especial! Digamos que essa foi a melhor trilha que já fiz na vida. E em um momento massa.. Último /primeiro dia do ano! Fazenda Pico Paraná é o lugar. Peguei um bus de Chapecó para Curitiba no dia 30. Cheguei em Curitiba de manhã no dia 31. Peguei um Uber até a Fazenda Pico Paraná, é a forma mais fácil de chegar pra quem está de bus. Chegando lá, armei minha barraca e me preparei pra subir o Pico Caratuva! O início da trilha é tranquilo algumas raízes, mas não muito elevação. A primeira chegada é no Morro do Getúlio, ali já dá pra sentir um pouco do que é a trilha e ter um gostinho do visual. Cerca de 1:30 a 2:00. Dali você segue mais um pouco até chegar no local da placa que divide as trilhas do Pico Caratuva e Pico Paraná. Deu até uma dorzinha no coração. Porque todos querem fazer o Pico Paraná, mas era tarde e o tempo não estava bom. Além disso, achei que conhecer o Caratuva primeiro valia a pena. Segui então para o Pico Caratuva. Seguindo pela trilha você chega a um rio onde pode se abastecer de água e descansar um pouco. Daí pra frente o bicho pega. A trilha se torna mais difícil, muita elevação, raízes, pedras, e haja fôlego! Chegando lá de um lado você vê o rio e o Morro do Getúlio. E do outro lado o sonhado Pico Paraná. Imponente e majestoso! Quando cheguei a neblina estava cobrindo tudo e não tinha visibilidade nenhuma, em um momento sentei e fui pegar algo na mochila, quando olhei pra frente, a neblina tinha sumido, e aí eu chorei! Porque o sentimento de estar no topo da montanha. Simplesmente a segunda maior do Sul. Ouvir o som da montanha, o vento... Gostaria que mais pessoas pudessem ter essa experiência. Em uma parte da trilha, me perguntei se conseguiria, mas lá em cima, não há dúvidas. Era ali que eu deveria estar naquele momento. Completa! Depois de contemplar e de me emocionar, comecei a decida. É preciso ser cauteloso, tinha chovido e a trilha estava escorregadia. Eu fiz a trilha sozinha. É tranquilo, mas precisa ter cuidado. Cheguei de volta na Fazenda Pico Paraná, depois de 6 horas. Só queria deitar e descansar, com o coração leve. Conheci lá o pessoal da Fazenda. Família maravilhosa, que me acolheu como um deles. Jantei com eles e depois da Ceia ficamos olhando a Lua, maravilhados. O guia deu digas de grande valia, o que me possibilitou fazer a trilha tranquila. Conheci muitos montanhistas, tenho muito a aprender nessa jornada. No outro dia fiz uma trilha simples de 20 minutos até uma cachoeira, pra receber a energia da água da cachoeira.. Só tenho que dizer: gratidão. Ao universo, por essa experiência. Pelo desafio, pelas pessoas que encontrei, e pela Montanha!! Sem explicação, sentimento grandioso! Março /Abril partirei ao Pico Paraná! Instagram : simplicidades_velho_oeste (fotos)
  24. @Taatazzinha olá! Fui sozinha sim heheh em Floripa o pessoal é bem acolhedor, e ficando em hostel você sempre conhece pessoas. Acaba que sozinho mesmo você fica pouco tempo. E a experiência de viajar sozinha é fantástica
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