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alinebarreto

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Sobre alinebarreto

  • Data de Nascimento 24-12-1991

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  1. ***RESUMO DOS GASTOS*** Moeda: Pagamos R$1 = 0,32 rands (trocamos R$4000) Cotei no site melhorcambio, fiz oferta e a casa de câmbio que aceitou fez tudo por whatsapp e entregou o dinheiro na minha casa. Custos (pagos antes da viagem): Passagens: R$4254 pela Taag Angola (não gostamos do atendimento, das aeronaves e do aeroporto em Luanda) Aluguel do carro + seguro: R$832 (+R$53 de IOF) pelo site Rentalcars com a locadora First. AirBNB e hostel: R$2094 (+R$14 de IOF) TOTAL: R$7247 Combustível (como "regra" tentamos abastecer sempre que chegava a meio-tanque): Bredasdorp: R310 Plettenberg Bay: R358 Addo: R417 Oudtshoorn: R417 Stellenbosh: R357 Aeroporto: R315 TOTAL: R2174 (aproximadamente R$600) por 2800km rodados com o carro. Pedágios: Chapmans Peak Drive: R47 Tsitsikamma toll plaza: R53 Tunnel toll plaza: R39,50 TOTAL: R139,50 (aproxidamente R$44) Clima: nos primeiros dias fez 16ºC durante o dia. Como no outono em São Paulo, de manhã e à noite esfria, tendo feito uns 11/12ºC, chegando a 30ºC durante o dia. Se você também for em março, prepara-se para grandes variações de temperatura. Dia 11 - Chegada Saímos de SP no dia 10/03, depois de 8h+- de vôo fizemos escala em Angola (não recomendo - aeroporto pior que rodoviária, sem wifi que funcione, sem nenhuma rede de fast-food "conhecido", não aceita cartão de crédito em lugar nenhum, só dólar ou euro se você quiser comer algo e embarque extremamente bagunçado [a nível de conhecimento, não deixaram o pessoal que ia entrar na sala de embarque destino SP porque ainda estava cedo, mesmo sendo o horário que constava no nosso cartão de embarque, mas chamaram todos que iam para Joannesburgo e vejam só... entramos no avião e a galera pra Joannesburgo ainda estava lá na sala de embarque esperando o avião que não tinha pousado!]). Chegamos em Cape Town no dia 11/03 no início da tarde e no aeroporto mesmo compramos um cartão do Myciti de viagem única até nosso destino final por 100ZAR cada (que no final saiu mais caro que pegar um táxi e dividir por 2 o valor). Disseram que estavam sem sistema e por isso não conseguimos comprar o cartão recarregável, apenas quando desembarcamos na estação Civic Centre para conexão é compramos por 35ZAR cada cartão e carregados com 300ZAR cada um (um exagero, descobrimos depois que não usamos nem 80ZAR cada um). Aluguei um AirBNB no centro da cidade (11 a 18/03 por R$961 https://www.airbnb.com.br/rooms/5301821) e descemos na estação Adderley, bem pertinho. O custo-benefício foi incrível! Era muito perto de tudo, há uns 20min de caminhada de Waterfront, barato para pegar Uber e fácil para o transporte público. O único ponto negativo é que por ser centro, à noite fica bem deserto e nos recomendaram muito não andar por ali a pé, sempre pedir Uber para ida e volta por questões de segurança. Nesse dia, apenas andamos ali perto do apartamento e jantamos no KFC (que tem milhares de lojas espalhadas pela África do Sul, nunca vi tanto!) e não recomendo! Fomos no que conhecíamos achando que seria menos erro e acabamos nos arrependendo. Dia 12 - Walking tour Nossa prioridade era o hiking para a Table Mountain, mas como conseguia visualizá-la do apartamento e a previsão do tempo era de dia nublado, decidimos fazer o walking tour que funciona com gorjetas ao final de cada tour e tem saída de frente ao Motherland Coffe Company, que era bem perto do nosso apartamento. O primeiro tour que fizemos foi o Historic City Tour que sai às 11h e termina no Green Market Square, um lugar onde você pode comprar suas lembrancinhas e artesanatos, mas precisa pechinchar MUITO! Nas lojas ao arredor dessa praça e mesmo ao lado do Motherland Coffe Company você encontra os mesmos produtos e por preços mais em conta, então não caia na lábia dos vendedores e pesquise antes de comprar o que você quer. Bem ao lado da praça temos o Food Lovers Market, super recomendado no tripadvisor e que tem uma variedade muito boa de lanches e buffet self-service. Almoço para 2 + 1 Coca saiu por menos de ZAR100 e a comida é bem boa (tirando o arroz deles que parece ser cozido só em água, sem tempero algum). Esse foi nosso tour preferido e fica mais fácil enxergar o país com outros olhos quando você conhece um pouco de tudo o que aconteceu. Aproveitando a vibe da caminhada e a proximidade, resolvemos sair no tour das 14h com a mesma empresa para conhecer o bairro Boo Kaap. Gostamos menos desse tour apesar de toda a história, mas é um bairro bem famoso pelas casinhas coloridas e valeu o passeio. Continuando na empolgação, decidimos esticar até Waterfront e paramos no V&A food market, mercado com muitas opções e preço justo e depois fomos até o prédio African Trade Port que têm lojas de lembrancinhas e artesanatos, e acredite, pagamos mais barato aqui do que na feira de rua que tínhamos ido na hora do almoço. Perambular pelo Waterfront e ver o sol se pôr por ali é uma delícia! São muitos artistas de rua fazendo apresentações, muita gente de todo lugar do mundo e uma vista linda da Table Mountain. Dia 13 - Aquário, Waterfront e Robben Island Como a previsão era de tempo nublado novamente, caminhamos até Waterfront para comprar os tickets de Robben Island e só tinha ida para às 15h (chegamos era umas 9h na bilheteria) e pagamos 360ZAR cada um. Aproveitando o tempo livre, fomos para o Aquário (175ZAR cada ticket), gastamos umas 2h30min lá e gostamos demais! Almoçamos no shopping Waterfront mas não lembro o que comemos além do Cinnabon e se você não sabe o que é isso, você precisa conhecer! Partimos para Robben Island numa viagem que demora uns 30min. Lá fomos recebidos em ônibus que fazem pequenos tours na ilha enquanto um guia explica e ao final desse mini tour somos deixados com o guia que nos mostra a prisão por dentro. A maioria dos guias são ex-detentos de Robben Island, como foi conosco. Entretanto, nos foi dito que estão treinando novas pessoas, já que os guias são pessoas de mais idade, para no futuro ter quem continue passando a história adiante. E que história! Além da visão linda de Cape Town que se tem até chegar na ilha, a história é tão viva, tão recente e tão triste que eu não tenho nem como descrever. Em determinados momentos do relato do nosso guia eu só tive vontade de chorar pensando que o Apartheid terminou depois que eu já tinha nascido e que os negros, principalmente, ainda sofrem as consequências de tudo isso. Vale cada dinheiro que pagamos para ir conhecer! Dia 14 - Kirstenboch Botanical Garden e Table Mountain Finalmente o dia de subir a montanha! Decidi fazer a trilha que inicia no Jardim Botânico porque 1-a ida seria diferente da volta e 2-gosto de jardins botânicos! rs Pedimos um Uber até lá (R$30) porque o Myciti não tem ônibus até lá. No site ele mostra outras formas de chegar, mas preferi evitar a fadiga. A entrada para o Jardim custou ZAR70 cada e como lá é grande demais, escolhemos ir na parte das Proteas, flores típicas e lindas da África do Sul e conhecer o Tree Canopy Walkway, as famosas passarelas acima do nível das árvores (linda visão, mas bem menor do que eu imaginava). De lá, iniciamos a trilha Skeleton Gorge rumo à Table Mountain. O único relato que eu li sobre essa trilha foi no blog http://www.adreamoverland.com/blog/table-mountain-via-trilha-skeleton-gorge-cape-town/ e confesso que achei bem pior do que ela relatou. P.S.: Nós fizemos de tênis todas as trilhas, mas me arrependi horrores de não ter levado bota e recomendo que você não faça como eu! Vá com botas de trekking que elas facilitam muito! Ponto positivo: a trilha é auto-guiada, fácil de localizar (pelo menos no início) e tem no Google Maps, então qualquer dúvida, é só abrir no celular e ver se você está no tracejado da trilha por lá (fizemos isso algumas vezes, principalmente quando estávamos chegando no topo, quando a trilha estava mais difícil de enxergar e a vegetação um pouco alta). Só não esqueça de fazer o download da área no Google Maps para conseguir usar offline caso não compre chip de internet. A trilha começa no meio da mata o que é ótimo para proteger do sol e não tão ótimo quando pensamos em animais! rs O início é basicamente percorrendo o lado de uma pequena cachoeira, mas o negócio vai ficando íngreme e mais íngreme e o solo vai molhando por causa dessa pequena cachoeira que às vezes cruza a trilha e em determinado momento você precisa de uma pequena escalaminhada nas pedras dessa cachoeira para prosseguir, além de alguns trechos terem umas escadas de madeira enormes para subida. Até o final da "Skeleton Gorge" nós levamos 1h30. Lá tem uma plaquinha sinalizando as outras trilhas e rumos que você pode ir (inclusive uma que passa por um lago) e seguimos a subida em direção ao Maclears Beacon. Até esse ponto, encontramos pouquíssimas pessoas (contei apenas 10 que nós ultrapassamos ou que passaram por nós) e o que parecia uma subida interminável, acabou com mais 1h+- de caminhada e 5,5km até esse ponto (segundo smartwatch da MiBand) e não se engane, são 5,5km de lindas vistas, porém foram possivelmente os piores da minha vida. Chegamos no Maclears Beacon e paramos lá uns 30min para almoçar, tirar fotos e apreciar a vista. Mas... Ainda falta um tanto para chegar no bondinho ou no café que tem lá perto. Gastamos mais 1h (~2,6km) até o café, onde paramos para usar o banheiro e comprar bebidas porque a subida praticamente acabou com toda nossa água. Mais um tanto de fotos e vistas bonitas por lá e iniciamos a descida pela trilha Platteklip Gorge, a mais conhecida e também recomendada lá (algumas trilhas necessitam de equipamentos de escalada/segurança) e meu Deus, que bom que nós só descemos essa trilha, porque subir por ela deve ser ainda pior do que pelo jardim botânico! Várias pessoas que subiam nos pararam para perguntar se faltava muito para chegar ao topo e uma moça estava quase desistindo, até que meu marido disse que lá tinha um café e que ela poderia descansar tomando alguma bebida/comendo e ela se animou. Essa trilha é basicamente uma subida/descida íngreme, com terreno extremamente pedregoso (nunca senti tanta falta da minha bota de trekking) e por isso bem perigoso e fácil de escorregar, além de ter poucos lugares com sombra. Gastamos 1h30min só descendo (+-7km segundo MiBand) e resumindo: só suba por essa trilha se seu condicionamento físico estiver em dia e vá preparado com muita água e cedinho, já que são poucos lugares com sombra. De lá, ainda caminhamos na estrada até chegar no Lower Cable Station, onde um shuttle gratuito do Myciti passa e te deixa na parada Kloof Neck onde você pode pegar as linhas de ônibus que vão até o centro de Cape Town. Paramos numa Debonairs Pizza (duas pizzas grandes por 129ZAR) próxima ao nosso apartamento, pegamos para viagem e levamos para comer por lá e descansar. Resumo 2 - se você tiver dinheiro sobrando, recomendo que suba e desça de bondinho. Você pode caminhar lá em cima e pegar alguma trilha menor por lá para apreciar diferentes visões da cidade. Dia 15 - Lion's Head e praias Tempo bom e mais um trekking! Pegamos a linha 107 do Myciti na Longmarket Street, descemos na parada Kloof Neck (a mesma que leva à Table Mountain) e seguimos para a Lion's Head. O início da trilha é bem no começo da estrada (também possível de ver no Google Maps) e boa parte da trilha não tem sombra. Ela foi relativamente fácil, gastamos 1h30min para subir e 1h para descer num percurso de ~7km ao todo. Entretanto, apesar de "fácil", achamos um tanto perigosa, porque em vários trechos você fica basicamente à beira de precipícios e não há corrimão ou qualquer corrente de segurança no caminho. Em um determinado momento, você pode escolher pelo caminho fácil (por pedras) ou subir com emoção um paredão com cordas e grampos presos para auxílio. Decidimos pelo caminho fácil (e recomendado segundo as plaquinhas), mas na volta perdemos esse caminho e tivemos que descer essa parte pelas cordas e grampos. Gostaríamos de ter ido na Wally's Cave, mas vi no Google que ela foi fechada permanentemente e que existia fiscalização e multa, então nem arriscamos. A subida da trilha é um 360º pela montanha, então antes mesmo de chegar no topo já é possível ver todo o arredor. A vista das praias e dos 12 apóstolos foi a minha preferida. No mesmo ponto de ônibus que descemos, pegamos a linha 107 e descemos em Camps Bay. Que praia gostosa! Andamos até o canto direito dela, onde você tem uma vista melhor dos 12 apóstolos e se tiver sorte, consegue uma sombra entre as pedras (o sol estava ardido demais!) A água dessa praia faz jus à fama que tem e eu não consegui nem andar na beira da água porque meus pés ficaram dormentes super rápido de tão gelada que é! Vimos poucos corajosos entrarem e o calor nesse dia beirava 30ºC. De lá, pegamos a linha 108 e descemos em Clifton 3trd, que nada mais é do que uma praia dividida por grandes pedras e por isso eles chamam de 1ª, 2ª, 3ª e 4ª. Água igualmente gelada e praias lindíssimas! Amamos! Voltamos com a linha 108 até Adderley, próxima ao nosso apartamento. Dia 16 - Walking around Esse dia era destinado à Devils Peak e Woodstock Caves, mas como tivemos que mudar a ordem do roteiro nos primeiros dias por conta do tempo nublado, todos os trekkings ficaram nos últimos dias e resolvemos pegar leve e deixar esse de lado (tinha lido relatos de que devils peak era o menos impressionante dos 3) já que as dores musculares se intensificaram depois da Lion's Head. De manhã, nós saímos andando pelo centro da cidade sem destino certo. Almoçamos no Eastern Food Bazaar, bem famoso pelo excelente custo-benefício e as porções ofertadas são gigantescas! Nós não demos conta dos pratos que pedimos e acabou sobrando muita comida. Como não tínhamos muito o que fazer, pegamos o ônibus e fomos até Waterfront, onde descemos e fomos ver o estádio que sediou alguns jogos da Copa do Mundo. Continuamos a caminhada até o Green Point Park, um parque muito bonito e agradável, com campo de golfe e uma linda visão para o estádio. Saímos em frente ao Greenpoint Lighthouse, um farol super fotogênico e voltamos para Waterfront beira-mar por See Point Promenade. Jantamos no V&A e ficamos por lá curtindo os artistas de rua e a visão da Table Mountain. Dia 17 - Cape of good hope, Boulder beach, Muizenberg beach Andamos cedinho até a First, locadora de carros onde já tinha reservado e pago um categoria mini. Não pediram habilitação internacional, apesar do meu marido ter tirado para essa viagem. Fizemos a inspeção do carro, explicaram algumas coisas e hora de dirigir! Meu marido ficou como motorista principal porque li muito a respeito da polícia da África do Sul e ele foi o único que tirou a PID, então preferimos não arriscar. Foi bem díficil dirigir em mão inglesa, uma tensão constante se estava no lado certo da pista, as conversões, a seta do lado contrário... mas depois de um tempo fica menos ruim! rs Para essa viagem, baixamos os mapas offline do Google Maps e usamos como GPS. Não tivemos problemas quanto à isso. Nossa ideia era pegar a Chapmans Peak Drive, uma rota com lindas vistas da praia (joga no google e veja por si só), mas o tempo estava super nublado e acabamos não vendo nada. Pagamos R47 se não me engano de pedágio para trafegar nessa rodovia e paramos antes na Hout Bay, que é uma praia muitíssimo bonita (os ônibus Myciti chegam até ela), mas como estava frio, acabamos só olhando e indo embora. Seguimos viagem a Boulders Beach, onde pagamos R304 a entrada para os dois. Essa é a famosa praia dos pinguins e apesar de não tirado nenhuma foto pertinho deles, vimos até um casal copulando! Andamos com calma por lá e pegamos a estrada para o Cabo da Boa Esperança e que estrada bonita! Têm alguns mirantes no caminho que valem a parada. Pagamos R606 de entrada (para os 2). Recebemos um mapa do parque e dirigimos até Cape Point onde subimos até o farol pelas escadas mesmo (não acho que vale a pena subir de funicular, a subida é rápida e tranquila pelas escadas) e de lá continuamos por uma trilha que leva ao antigo farol. Retornamos para Cape Point e lá pegamos a trilha para Cape of Good Hope que passava por Dias Beach, na minha opinião, a praia mais bonita do parque. Acredito que levamos menos de 1h, mas não encaramos a descida até a praia de águas tão agitadas porque ainda tínhamos dores musculares. Pegamos nosso carro e dirigimos até o Cabo da Boa Esperança, apenas para tirar foto com a placa, já que tínhamos visto o Cabo de cima, pela trilha que fizemos antes. Vale lembrar que esse parque é conhecido por babuínos. Vimos poucos na estrada, mas vale tomar cuidado quando for comer e sempre tranque seu carro! Dentro do parque existem lojinhas, com bons preços de souvenirs e um restaurante com uma vista muito bonita. Não comemos por lá, então não sei dizer sobre os custos. Partimos para Muizenberg Beach, mas antes paramos para comer em um Pick'n Pay que encontramos no caminho. Muizenberg Beach é famosa pelas casinhas coloridas que servem como vestiário para os surfistas. Apesar disso, não achamos nada demais, mas gostamos da cidadezinha de Simon's Town. É possível chegar até lá de trem - a praia fica bem ao lado da estação - no entanto, não achamos que valeria a visita à Muizenberg só por isso. Como já estava em nosso roteiro e no nosso caminho de volta para CT, paramos, mas se decidir ir até lá, tire um tempo para andar também pela cidade. Dia 18 - Cape Town -> Cape Agulhas -> Mossel Bay Nos despedimos de Cape Town e seguimos para Cape Agulhas, o local onde o Oceano Atlântico encontra-se com o Pacífico. Tinha visto relatos dizendo que não valeria o deslocamento até lá para tirar foto com uma placa, mas discordo completamente. Agulhas é um parque nacional com entrada gratuita e conta com o Cape Agulhas Lighthouse que funciona como museu e por um valor simbólico (que eu não me lembro quanto foi), você pode subir no farol e ter uma visão 360º, além de ver de perto o tamanho da luz/farol de verdade. Paramos na cidadezinha de Bredasdorp na volta para abastecer o carro e comer alguma coisa. Não almoçamos, fomos direto para Mossel Bay, onde inicia a Garden Route. Lá, vimos as piscinas naturais, o farol, a caverna e fomos até o comecinho da trilha St. Blaize. Dia 19 - Mossel Bay -> Buffels Bay -> Knysna -> Plettenberg Bay Eu tinha colocado no roteiro duas opções de parques para ver nesse dia: Witfontein Nature Reserve ou Wilderness National Park. Entretanto, não fomos para nenhum dos dois, seguimos para Buffels Bay e meu Deus, uma das praias mais bonitas da minha vida eu conheci nesse dia. Ela não tem nome, fica antes de chegar em Buffels Bay propriamente dito, mas é impossível não vê-la da estrada (só tem uma para ir e voltar). Essa área é uma reserva natural chamada Goukamma, onde ostras negras se reproduzem e é possível ver centenas delas nas pedras por ali. Lagartixamos ali no sol até não aguentarmos mais e fomos até Buffels Bay, um pequeno e charmoso distrito, com uma praia até "cheia" no dia em que visitamos. O curioso aqui é que muitos falaram conosco em Afrikans ou Dutch mesmo, e ouvimos muitos "Danke". A maioria das pessoas que vimos por ali eram claramente descendentes de holandeses e os negros, minoria. Partimos para Knysna, mas antes paramos no Margaret's view point e fomos para Brenton on sea, onde é possível avistar baleias na temporada. Não era temporada e o tempo também não colaborou e chegou um nevoeiro daqueles de filme que não nos deixou ver absolutamente nada. Chegamos no Waterfront de Knysna, bem pequenininho, com muitas lojas de souvenirs e restaurantes. Comemos numa pequena lanchonete que claramente faz muito sucesso ali porque estava sempre com fila e não nos arrependemos. Custo-benefício excelente. Sei que Knysna tem muito a oferecer, como passeios de barco/escuna, mas nosso foco era chegar em Plettenberg Bay então lá fomos nós. Curtimos um pouco a praia de Sanctuary Beach, fomos ao AirBNB fazer o check-in e saímos para jantar. Fomos conhecer a Central Beach e o Beacon Island e jantamos numa pizzaria chamada Full Circle. Gastamos R68 apenas! (Pizza de margerita por R50 e uma coca de 300ml R18) e fomos dormir. Essa noite não foi muito fácil para mim porque como todo viajante que se preze, tive um desarranjo intestinal rsrs. Dia 20 - Robberg Nature Reserve O dia amanheceu com uma garoa fina, mas aceitando a sugestão da nossa host de que não continuaria assim o tempo todo, fomos fazer a trilha em Robberg. Pagamos R100 na entrada para os dois. A dica é chegar bem cedo, porque o estacionamento é pequeno e mesmo nesse dia que não estava sol, ficou super cheio e muitos tiveram que estacionar próximo da entrada do parque e não do início da trilha. Levamos 3h45 para fazer o maior percurso do parque (9km), no sentido proposto por eles (anti-horario). Não havia muita sombra durante a trilha, apenas nos primeiros minutos de caminhada. Apesar de termos demorado bastante, fizemos em ritmo bem lento, parando para muitas fotos e vídeos e para comer (lembrando que eu não estava 100% por causa do desarranjo da madrugada). Não achamos a trilha pesada ou difícil. É necessário um certo cuidado e condicionamento físico próximo ao "the point" quando a trilha vira cheia de pedras e fica um pouco complicado. Toda a trilha é sinalizada com plaquinhas com focas. Apesar de ter sido altamente recomendada no tripadvisor, não achamos tuuuudo isso que as pessoas falaram mas valeu a experiência. Pegamos o carro e partimos para Stormsrivier. Almojanta foi no Marilyn's 60's Dinner, onde pedimos filé de frango empanado acompanhado por arroz (sem tempero nenhum), milho e ervilhas. Não existem muitas opções por lá e os restaurantes fecham cedo. Gostamos do ambiente e do preço (~R200 os 2 pratos + 1 Coca). Dia 21 - Stormsrivier e Tsitsikamma A ideia era ir para Tsitsikamma, acredito que o parque mais famoso da Garden Route, mas o dia amanheceu super fechado e com garoa, por isso decidimos fazer a trilha gratuita no próprio vilarejo chamada Fynbos Walks (2km circular) e minha dica é: não faça! rs A segunda parte da trilha estava com mato praticamente fechado e trata-se apenas de uma caminhada em meio aos finbos, sem nada "demais" para olhar. Depois de perder um tempo nisso, decidimos ir para o Tsitsikamma com chuva mesmo e não é que depois o tempo melhorou? A entrada do parque é bem salgada (R470 para os dois), mas valeu muito a pena! Fizemos duas trilhas por lá: 1 - Mouth Trail - A mais famosa, é uma trilha fácil, de aproximadamente 900m (levamos menos de 15min ida) praticamente todo o caminho de madeira. No final encontramos as 3 pontes suspensas e o encontro do rio com o mar, um visual lindo! 2 - Waterfall trail - Trilha de ida fácil, com 2,9km (marcamos com smartwatch) e 1h para completar. No final somos recompensados com uma cachoeira enorme e lindíssima, com um poço bem grande (e fundo!) para refrescar. É necessário saber nadar. Não há locais rasos para se apoiar e não há salva vidas. Boa parte da trilha é feita na sombra, e o terreno é de grandes pedras. Não é difícil, mas é necessário certa flexibilidade e condicionamento físico. Recomendo uso de botas de trilha porque o terreno é escorregadio. Em todo percurso há pegadas e setas amarelas indicando o caminho. Existem algumas entradas de outras trilhas, então é preciso ter cuidado para não ir para outro lugar, entretanto, você pode acompanhar a trilha demarcada pelo Google Maps (só fazer download do mapa para usar offline). Não é recomendado iniciar essa trilha após às 15h. A maré sobe e uma parte da trilha com grandes pedras começa a ficar "inundada". Ficamos impressionados porque na ida estava tudo seco e o mar bem longe e quando voltamos parecia outra trilha! De volta ao vilarejo, jantamos novamente no Marilyn's 60's Dinner, só que dessa vez pedimos um hambúrguer para cada + porção de batatas fritas (não sabíamos que o lanche já vinha acompanhado de batata frita) e 1 Coca, o que foi demais para nós dois mesmo após as trilhas. A conta deu ~R200. Dia 22 - Stormsrivier e Port Elizabeth A programação era a trilha Plaatbos Walks, gratuita e que fica no próprio vilarejo. Deixamos o carro no escritório do SanParks, pedimos informação e para nossa surpresa, nem o pessoal que trabalhava lá sabia informar direito onde era o início da trilha! Tinha visto na internet que eram 3 rotas diferentes (amarela, vermelha e verde) e queríamos ter feito a amarela, que era a maior com 8km, mas não encontramos a entrada da trilha em lugar nenhum. As poucas pessoas que passaram por nós (correndo) estavam em treinamento para bombeiros e não souberam informar nada também. Desistimos e pegamos estrada para Port Elizabeth. No caminho, paramos na Storms River Bridge para apreciar a vista. Também pegamos um pequeno desvio para conhecer uma praia chamada Paradise Beach em Jeffreys Bay, entretanto, não curtimos. Achamos uma praia bem comum, nada parecida com as demais que nos conquistaram nessa viagem. Dia 23 - Addo Elephant Park Entramos no Addo pelo portão Matyholweni (o mais próximo de Port Elizabeth) às 7h da manhã, horário de abertura do parque e pagamos R614 a entrada para os 2. Já na entrada do parque vimos muitos macacos e em menos de 5min andando encontramos javalis. Fomos seguindo os "loops" conforme eles apareciam no mapa e foi onde encontramos mais bichos. Nos demoramos umas 4h30 no parque e passamos por quase tudo de sul ao norte. Saímos pelo portão principal, bem ao norte, para não precisar voltar todo o caminho por estrada de terra. O parque não é tão grande e como o nome sugere, tem muiiiitos elefantes. Encontramos a maior parte deles nos loops da parte norte e vários passaram tão próximo do nosso carro que achamos que eles encostariam! Para nós, valeu muito a pena a experiência do self drive. Após o parque fomos conhecer a orla de Porth Elizabeth e jantar. Dia 24 - Kragga Kamma Game Park Esse é um parque bem pertinho de Porth Elizabeth que tem boas avaliações no tripadvisor. A entrada custa R100 por pessoa e trata-se de um parque bem pequeno, onde os predadores ficam isolados/presos. A única vantagem que vimos nesse parque é que é mais fácil ver os animais e que eles têm girafas (o Addo não tem). Gastamos ~1h30 para fazer todo o percurso e mesmo estando num ambiente isolado, não vimos a cheetah, o grande atrativo desse game parque, mas vimos leão, que segundo a internet são animais resgatados. Fomos no Shark Pier conhecer a praia e almoçamos no restaurante Angelo's, que tem um preço super justo por tratar-se de um restaurante a beira-mar. Dia 25 - Cango Caves Esse era um dia basicamente de estrada. Saímos de Port Elizabeth e nosso destino era Stellenbosch, mas adicionei Cango Caves "no meio" e fizemos esse desvio. Apesar de termos chego antes do meio-dia, só conseguimos comprar o Heritage Tour das 13h, por isso, almoçamos no restaurante que tem lá mesmo (comida e atendimento bem mais ou menos, trouxeram o pedido errado do meu marido). O tour teve 1h de duração e valeu super a pena! A caverna é imensa e as explicações são bem detalhadas. Também existe o adventure tour, mas pelo que nossa guia disse, consiste em passar perrengue, então não nos arrependemos de ter feito o regular (no adventure você passa por câmaras beeem estreitas e ela disse que já houve casos em que pessoas ficaram entaladas e o socorro demorou quase 12h). Seguimos para Stellenbosch pela R62, que descobrimos ser uma rota turística e muitíssimo bonita! A estrada segue em meio à montanhas, com alguns pontos panorâmicos para parada um total de zero pedágios (fiquei impressionada porque se fosse no Brasil teríamos falido de tantos pedágios que temos). Dia 26 - Stellenbosch Stellenbosch é uma cidadezinha histórica encantadora que faz parte das Winelands, cercada por lindas montanhas, e possui mais de 200 vinícolas. Nos perdemos pelo centro histórico, sem roteiro definido, e entramos no jardim botânico da Universidade de Stellenbosch, pequeno, mas muito bonito e bem conservado (cobram R20 pela entrada, se não me engano). Depois do almoço fomos conhecer a vinícola Neethlingshof. Não marcamos horário, só chegamos e pedimos a degustação mais simples que eles tinham (5 vinhos diferentes) e pagamos R75 por pessoa, se não me engano. Adoramos o atendimento e os vinhos e os preços da lojinha deles estavam excelentes! O mais caro que compramos saiu por R70. Dia 27 - Jonkershoek Nature Reserve Entrada por R50 por pessoa. Fui convencida pelas fotos na internet e decidida a fazer o Panorama Circuit, uma trilha circular de 17km. Acontece que esse foi o pior parque que encontramos na África do Sul. Ele é administrado pelo Cape Nature, que não tinha mapa disponível na recepção e as sinalizações da trilha eram praticamente inexistentes. Tivemos que cruzar um córrego pequeno sem sinalização nenhuma, seguindo apenas a trilha traçada pelo Google Maps e dessa forma, perdemos muito tempo tentando achar o caminho olhando no celular, já que a trilha não tinha placas ou marcações. Depois de uns 5km, entramos em mata mais fechada e aí ficou ainda pior para nos localizarmos. Como tínhamos que chegar em outra cidade nesse mesmo dia, decidimos abandonar a trilha e voltar. As trilhas da primeira e segunda cachoeiras também achamos que não valia a pena 1: a primeira cachoeira é bem pequena e decepcionante; 2: a segunda cachoeira tem uma descida sinistra e bem perigosa, por isso só vimos de longe e mesmo ela não é tão grande. O parque é lindíssimo com as montanhas ao redor e as Proteas no caminho e tudo mais... infelizmente não está bem sinalizado e não tínhamos tempo para tentar uma trilha tão longa só com a ajuda do celular. Duas horas dirigindo e chegamos na nossa última cidade: Langebaan, um caribe perdido na África do Sul, a 100km de Cape Town. Nesse dia, visitamos a Langebaan Lagoon e as fotos falam por si! Dia 28 - West Cost National Park Entrada R174 para os dois. Não é um parque muito grande, mas é possível pescar, fazer observação de pássaros, andar de barco e fazer trilhas. Dispensamos a trilha (bem longa e em dunas) e só fomos apreciar a beleza desse lugar mesmo. Visual super lindo, valeu a pena! Dia 29 - Saímos de Langebaan cedo para ir no V&A Waterfront gastar nossos últimos rands, partimos para o aeroporto onde devolvemos o carro pegamos nosso vôo de volta. Resumindo: Recomendo muito a África do Sul! Povo simpático, natureza exuberante, trilhas em abundância, moeda que vale menos que a nossa... vale muito a pena!
  2. Não fui no tour dos glaciares porque para estância cristina já tinha uma navegação de 2h pelo lago argentino avistando 2 ou 3 glaciares diferentes e também não vi nada sobre ovelhas quando pesquisava sobre passeios, mas a estância cristina conta a história da família que trabalhava com ovelhas e no museu tem todas as ferramentas que eles utilizavam.
  3. Comprei as passagens em setembro/2017 e paguei R$2000,00 em SP-BUE; BUE-FTE; FTE-BUE-SP. Levei R$5000 para todos os gastos em 15 dias e voltei com R$800. DIA 01/01/2018 Saí de São Paulo bem cedo, num vôo da Copa muito tranquilo, mas sem nenhum entretenimento a bordo e com um bolo de laranja e uma barrinha de cereal como lanche. Não há suco disponível, apenas chá, café, água ou refrigerante. Chegando no Aeroparque em Buenos Aires, bem próximo ao desembarque internacional, esperei séculos na fila do Banco de La Nacion Argentina para trocar dinheiro. Nesse dia, a cotação era de R$1 = 5,7ARS. Troquei R$1000 achando que a cotação estava ótima, comprei o cartão SUBE por 25ARS, carreguei + 125ARS num quioste do open25hours (tem vários no aeroporto). No lado oposto do aeroporto, não lembro se desembarque ou embarque nacional, peguei o Arbus (arbus.com.ar) sentido centro. Custou 75ARS e foi pago com o cartão SUBE. Em menos de 25min o motorista avisou a parada do Obelisco e ali eu desci na avenida Corrientes e fui andando até o hostel. 06 Central Hostel (1375ARS por 6 noites) Hostel muito bem localizado, tem funcionários brasileiros e quartos e espaço de convivência amplos. Peca no wifi instável e no café da manhã super pobre. Recomendo pela localização que é excelente! Deixei tudo lá depois do check-in e saí sem rumo sentido Obelisco procurando um lugar para comer. Na Avenida Corrientes, 965 encontrei uma pizzaria que vendia combos de empanadas e comendo no balcão era mais barato. Paguei 75ARS em 2 empanadas + copo de refrigerante e ali perto comprei uma garrafa de 1,5L num quiosque open25h e paguei 45ARS. Vale a dica que a água da torneira é potável, só TEM sabor (no Chile é pior), o que é de se estranhar para nós. Decidi que faria diferente nessa viagem e fui andando perdida pela cidade sem nenhum destino. Passei pelo centro, Florida, Casa Rosada, Manzana de Las Luces, seguindo para San Telmo (e passando por uns lugares meio estranhos, mas felizmente policiados) e fui parar em Puerto Madero, que estava bem suja por conta da virada do ano. Decidi voltar para o hostel e dormir cedo porque tinha acordado de madrugada para o vôo. Gastos do dia: 25 pesos cartão sube 125 recarga (sendo 75 do arbus) 1375 hostel 06 central 75 empanadas + coca (corrientes 965) 45 pesos água 1,5L (open25h) Avenida 9 de Julio e entradinha da Corrientes ↑ Avenida 9 de julio ↑ Museu Fragatta Sarmiento em Puerto Madero ↑ Casa Rosada ↑ Dia 02/01/2018 Às 10h30, em frente ao Teatro Colón, saem grupos de Free Walking Tour para a Recoleta (http://www.buenosairesfreewalks.com/). Os guias ficam de camiseta laranja, não tem como errar. Começaram separando os grupos em espanhol e inglês e como tinha muita gente, foram 2 grupos só de inglês com umas 40 pessoas em cada. As paradas não são muitas, mas os guias explicam muito sobre a história da cidade, dos prédios e a cultura e o tour acabou sendo bem leve e menos cansativo do que eu imaginava só que mais longo também, finalizando no no cemitério da Recoleta (o meu acabou às 14:30, mas o previsto era 14h). A programação "Aline" era voltar para o centro e ir no City Center Tour da mesma empresa que começa às 15h. Como a caminhada de volta seria bem longa e eu estava com fome, desisti e fui andando sentido hostel. Descansei um pouco à tarde e à noite jantei no restaurante La Cabrera, indicação do taxista, porque o restaurante bem avaliado e escolhido antes estava fechado. Gastos do dia: 7ars 1maçã XXars tips free tour 139ars combo Mc Donalds 1300ars jantar para 2 no La cabrera Teatro Colon ↑ Dia 03/01/2018 Como o city tour do Centro no dia anterior não deu certo, decidi tentar com uma empresa diferente que tinha saída às 11h do Congresso Nacional (http://www.bafreetour.com/) com grupos apenas em inglês (antes passei na calle Lavalle que tem várias lojinhas de souvenirs). Foi um grupo menor com menos de 10 pessoas se não me engano, mas também muito leve. A guia era muito simpática, explicava super bem e de fato, deu dicas sobre a cidade e os portenhos. Depois do almoço que já era lanche da tarde (no mesmo restaurante do dia anterior - El Rey - Corrientes 965), fui para Puerto Madero novamente. Me apaixonei por esse contraste de novo e antigo da cidade e achei lindo o Parque de las Mujeres Argentinas. Gastos do dia: 199ars globo de neve (lavalle 969) 100ars por 2 bandeiras/patches para o mochilão 45ars sorvete XXars ba free tour 40ars água 500ml 60ars 2 pedaços pizza + refri (el rey) Congresso Nacional ↑ Obelisco ↑ Parque de las Mujeres em Puerto Madero ↑ Dia 04/01 O dia começou na caminhada até a livraria El Ateneo Gran Splendid e que coisa maravilhosa são livros dentro de um teatro! Fiquei apaixonada, nem um pouco envergonhada de tirar mil fotos e fazer vídeos porque tinham muitos turistas lá também. De lá, segui para a faculdade de direito de Buenos Aires, passei pela Floralis Generica e acabei no Museo Nacional de Bellas Artes (gratuito). Gastei umas 2horas andando ali dentro e quando bateu a fome, fui até o SanJuanino (Posadas 1515) almoçar (lanche da tarde já). Pedi uma empanada que estava deliciosa e depois uma massa, mas vi muitas pessoas que pediram apenas as empanadas, sem prato principal. À noite era dia de tango e decidi escolher um menos turístico, mais simples e optei pelo Centro Cultural Borges que fica dentro das Galerías Pacífico. Começou as 20h, com duração de 1h10, misturando o tango de 4 casais, performance de músicos e um cantor - tudo ao vivíssimo. Superou minhas expectativas! De volta ao centro (porque a Galería e a praça de alimentação fecham as 21h), jantamos no restaurante com melhor custo-benefício da viagem e porque quando eu gosto, gosto de verdade, repito muito mesmo e conto e levo todo mundo que encontro. Gastos do dia: 250ars almoço empanada + massa + Pepsi 430ars tango CC Borges 40ars pão de queijo Starbucks 147ars jantar pizza no El Rei El Ateneo ↑ Faculdade de direito de Buenos Aires ↑ Floralis Generica ↑ San Juanino Empanadas ↑ Dia 05/01 Planejamento de parques, dia incrível, ansiedade a mil e... chuva! Triste, mas estamos sujeitos a isso em qualquer viagem. O roteiro que eu deveria ter feito era esse, mas nada deu certo e junto com mais 2 brasileiros, fomos ao Malba (atente-se ao horário de abertura, porque, como nós, muitos turistas tiveram a mesma ideia e deram de cara com as portas ainda fechadas). Sobre o Museu: prefiro o Bellas Artes, mas tem quem ache incrível, então melhor ver com os próprios olhos. Saímos dali e fomos até o Il Quotidiano (Uber), restaurante de massas super aconchegante, com pratos muiiiito bons. De lá, pegamos o metrô para tentar a visita guiada do Congresso Nacional e chegando lá fomos informados que as visitas estavam suspensas até fevereiro por conta das férias. Não fez sentido algum porque a cidade estava cheia de turistas, mas enfim, eram férias dos portenhos também. Paciência, mais um negócio do roteiro que não deu para fazer. Fomos até a Calle Lavalle comprar o restante das minhas lembrancinhas e lá descobri a Bomboneria Royal Lavalle (número 951) com preços bem camaradas para alfajor (me empolguei um pouco). Das marcas que experimentei, os que mais gostei foram: Milka sabor Mousse; Negro (chocolate ao leite com recheio de doce de leite e coberto com castanhas); Jorgito da embalagem azul (chocolate branco por fora e recheio de doce de leite). À tarde/noite fomos na Florida e nas Galerías Pacífico novamente. Gastos do dia: 25ars uber 120ars Malba 18ars uber 209ars Il quotidiano 282ars alfajor 120ars 2 imãs geladeira 180ars 2 chaveiros mafalda 150ars 2 chaveiros 50ars lanche avulso mc donalds Brazucas no restaurante Il Quotidiano ↑ Dia 06/01 Impressões sobre Buenos Aires: maior do que eu pensava, mais limpa, mais bonita. A impressão que tive é de que tudo é muito grande - ruas, praças, parques e numa arquitetura linda de estilo europeu (minha sogra por ex não curtiu e achou tudo com cara de velho), com muito mais para ver do que eu tinha planejado. Fiquei 5 dias quase completos e me arrependo de não ter colocado mais 2 para ver tudo com mais calma ainda, voltar aos locais que não consegui por causa da chuva e fazer as visitas guiadas nos prédios que tinha programado. Não tive muito contato com os portenhos, mas o pouco que vi, mostraram-se bem educados, sempre simpáticos e ainda mais ao saber que eu era brasileira. Apesar de não ser o estilo de viagem que eu curto, gostei e voltaria com certeza! Esse dia foi praticamente perdido indo para El Chaltén. Saí do aeroparque às 12:50 e chegando no aeroporto de El Calafate, comprei o transfer Aeroporto FTE-Chalten e Chalten-Centro de Calafate com a empresa Las Lengas, que solicita a data de retorno, o hostel da saída e pede para confirmar um dia antes na rodoviária de El Chaltén sua partida. O transporte demorou aproximadamente 3h, com uma parada na La Leona, um hotel/restaurante/banheiro e mais duas paradas em miradores para o Fitz Roy. Cheguei já noite, deixei tudo no hostel e saí para jantar e tirar fotos no mochilão símbolo da cidadezinha. O mais impressionante foi jantar no Patagonicus com vista para as montanhas vendo o pôr-do-sol e as cores do céu depois das 22h. Incrível como os dias são longos! Gastos do dia: 110ars Uber para o Aeroparque 220ars Almoço no Hard Rock aeroparque 1300 Transfer FTE-Chalten e Chalten-calafate (las lengas) 2250ars Hostel La Luna Country 35ars kiwi e pêssego 40ars pão 120 Pizza no Patagonicus Chegando em El Chalten ↑ Parador La leona ↑ Uma das paradas que o motorista faz no caminho ↑ Mochila símbolo de El Chaltén ↑ Dia 07/01 Usei o aplicativo Windguru para a previsão do tempo porque é o mais recomendado para esse clima de montanha e o que mais acerta, pelo que eu ouvi dizer, fora que lá todo mundo usa esse. Havia previsão de chuva depois de meio-dia, então decidi acordar cedo e fazer a trilha para Laguna Torre porque tinha lido que eram só 14km e o sendero sai bem pertinho do hostel em que fiquei. Saí às 7h15 e em 2:30 cheguei na Laguna. A trilha não tem uma dificuldade alta e depois do km 5, vira praticamente uma reta só. Nos km 2, 7 e 8 você encontra pontos onde pode encher a garrafinha e no percurso vi 3 banheiros (recomendo fortemente que você fique apertado e não use, porque o cheiro é TENSO!). Chegando na Laguna (9km) e seguindo para o lado direito dela, a trilha continua por mais 3km (gastei 1h) até o Mirador Maestri, quando você chega bem mais perto do Glaciar. Essa continuação tem chão de pedrinhas soltas, uma desgraça que dificulta o percurso, mas a recompensa vale o esforço. Poucos viajantes continuam subindo até lá (encontrei apenas 2 voltando enquanto eu subia) e recomendo que você apenas faça isso se não houver ventos, porque é alto, em vários pontos estreito e fácil de escorregar. Qualquer ventinho que te desequilibre pode causar um acidente. Pausa para fotos, para contemplar aquela vista maravilhosa - SÓ PARA MIM, tempo fechando no Cerro Torre e decidi voltar. Enquanto voltava, o tempo fechou mesmo e começou a garoar um pouquinho. Essas mudanças são muito frequentes, então é importante ter um saquinho para proteger câmera, celular, passaporte e coisas de valor e um casaco de prefência impermeável. De volta ao hostel, depois de tomar banho e descansar um pouco, fui atrás de um mercado (achei 2 na cidadezinha), jantar e dormir. Gastos do dia: 55ars Frutas 84ars 3 iogurtes 270ars Jantar no La Estepa (+30ars gorjeta) Cerro Torre ao fundo ↑ Mirador para o Cerro Torre ↑ Laguna Torre ↑ Caminho para o Mirador Maestri: pirambeira de um lado e de outro também ↑ Vista do Mirador Maestri ↑ Dia 08/01 Previsão de chuva e ventos muito fortes, deixei de lado do plano de ir para Laguna de Los 3 e fui numa trilha mais de boas, sendo que cada trecho tem 3.5km. Saí umas 9h para o Chorrilo del Salto e tirando o vento forte que peguei na estrada aberta e dificultou muito a caminhada, a trilha é bem tranquila. Cachoeira linda só para olhar, com água congelante e queda muito forte para banhos. Depois do almoço, fui para outra trilha fácil que era Mirador de Los Condores (1km) e Las Aguilas (2km), que tem saída próxima da rodoviária. Começando pelo Mirador de Los Condores, a trilha é uma subida não muito íngreme que dá uma vista muito bonita para o cordão de Adela. Como ventava muito, acabei não continuando para Las Águilas mas me disseram que a vista de lá é ainda mais bonita, com alcance até o Lago Viedma. Gastos do dia: 300ars Almoço La Tapera Jantar no hostel (sobra do dia anterior) Caminhando contra o vento ↑ Chorrillo del Salto ↑ Vista de El Chaltén do Mirador de Los condores ↑ Dia 09/01 Com tempo favorável, reservei no dia anterior no próprio hostel o transfer para Hosteria Pilar, que me buscou às 8h e foi passando em outros hoteis pegando turistas. O percurso leva uns 30min, com uma parada num mirador para o Fitz Roy. Esse trajeto tem uma subida menos puxada que a trilha que sai direto da cidade e te possibilita ir e voltar por caminhos diferentes, com visões diferentes, com 10km em cada trecho. O caminho de ida é por bosques dentro da floresta que dão a sensação de filme, um cenário surreal, meio mágico, com pequenas subidas e descidas e o Fitz Roy te acompanhando do lado direito em boa parte do caminho. O brinde desse trajeto fica por conta do Glaciar Piedras Brancas - lindão lá no meio do nada. Depois ou um pouco antes do acampamento Poincenot, não me lembro bem, me deparei com umas 3 pequenas trilhas no caminho. Não reparei que uma delas tinha troncos pequenos colocados em cima e segui um pouco até perceber que tava estranho pois não havia ninguém na minha frente e nem atrás, então não pensei duas vezes e voltei. Não sei para onde elas iam, mas entravam mais na floresta, quando a trilha certa nesse ponto passava por um descampado. Minha dica então: sempre vá pela trilha mais batida e se encontrar pequenos troncos cruzados em alguma, essa não é a correta. Se estiver na dúvida, espere que algum turista vai chegar e você pode ir junto. O desespero começa mesmo no km 9 (levei umas 2h30 para chegar nesse ponto), quando você se depara com uma placa dizendo que falta 1km, com trilha de alta dificuldade desnível de 400m. Coma um alfajor, um gel de carboidrato ou qualquer coisa que dê energia e se tiver bastões de caminhada, não pense 2x e use muito! A subida é desgraçada, você começa achando que tá indo bem, aí os degraus de pedra começam a ficar cada vez maiores e mais molhados, você olha para cima achando que já andou bastante e vê umas formiguinhas se mexendo lá longe no alto. Nessa hora confesso que bateu o desespero, diminuí o ritmo, parei algumas vezes para respirar e apreciar a vista e uns 40min depois, cheguei na Laguna de los 3. Sério, nem todas as fotos da internet que eu tinha visto retratam o que é esse lugar! Pena que o Futz Roy tava meio tímido e encoberto durante todo o tempo que estive lá (e durante a trilha ele tava lindão todo se mostrando). Sentei, comi, quase chorei, continuei para o lado esquerdo e me deparei com a Laguna Sucia, do mesmo lindo tom de azul da sua vizinha maior. A volta foi punk, porque meus joelhos já podres (tenho condromalácia nos 2), resolveram que não era suficiente o problema que eu já tinha e me deram um novo no ligamento colateral lateral. Comecei a descida bem devagar, tentando não forçar muito (ilusão) e no final da descida (quase 1h depois, ou seja, mais tempo descendo que subindo esse trajeto), eu mal conseguia dobrar a perna esquerda. Continuei num ritmo tranquilo e dando graças a Deus que tudo virou uma reta quase infinita, passando por lugares lindíssimos. Depois de um determinado tempo você se depara com uma bifurcação que te dá a opção de contornar a Laguna Capri ou ir direto para Chaltén. Acredito que a distância seja a mesma, então vale a pena ir pela Laguna e ver uma paisagem linda e diferente. Nos últimos 3km mais ou menos, a reta dá lugar à descida (para o meu desespero e dor no joelho), mas nada muito íngreme. No último quilômetro temos o Mirador Rio de Las Vueltas com um visual lindíssimo que vale a parada. No final da trilha você chega no "finalzinho" do vilarejo, próximo a uma das ruas principais. Mortos de fome como estávamos (eu e mais um brasileiro), paramos no famoso restaurante Rancho Grande, com pratos bem servidos, wi-fi bom e preços bem razoáveis. Chegando no hostel, notei que meu joelho esquerdo estava muito inchado, então comecei a colocar gelo e tomar antiinflamatório torcendo para que não fosse nada sério. Gastos do dia: 150ars transfer hosteria el pilar 280ars almojanta no Rancho Grande No comecinho da trilha, perto da Hosteria Pilar ↑ Glaciar Piedras Brancas ↑ Laguna Capri vista de uma parte da trilha ↑ Finalzinho da trilha para Laguna de los 3 (quando vc acha que a subida acabou, percebe que ainda falta mais um tanto) ↑ Linda Laguna de los 3 e o Fitz Roy escondido ↑ Laguna Sucia ↑ Panorâmica da Laguna Sucia e de Los 3 ↑ Trilha de volta para EL Chalten ↑ Vista do Fitz Roy na trilha de volta (lembre de olhar para trás de vez em quando!) ↑ Laguna Capri ↑ Mirador Rio de las Vueltas ↑ Dia 10/01 O planejamento era fazer a trilha Lloma del Pliegue Tumbado, uma das mais bonitas segundo li e com aproximadamente 20km de percurso. Entretanto, nem tudo sai como planejado e ao acordar, meu joelho ainda doía muito, então decidi ficar de molho no hostel só tomando remédio e colocando gelo, já pensando em me poupar para o Big Ice que tinha reservado para fazer em Calafate. Saí apenas para almoçar, comprar frutas e alfajor. Gastos do dia: 140ars almoço (pizza) no Patagonicus 100ars 4 alfajor Milka 40ars Kiwi, banana e maçã Dia 11/01 Dia de terminar de arrumar o mochilão, fazer checkout e partir para El Calafate com o transfer que eu já tinha reservado quando cheguei no aeroporto na vinda. Logo de cara, percebe-se que El Calafate é uma cidade maior, mais bem estruturada para o turismo e com mais opções. Fiz checkin no Hostel Bla Guesthouse (recomendo pela qualidade do serviço, wifi e café-da-manhã muito bons, mas possuem poucos banheiros para a quantidade de quartos disponíveis) e fui para a avenida principal pagar pela reserva do Big Ice com a Hielo y Aventura (se você não possuir cartão de crédito ou não quiser pagar IOF, manda email para eles para reservar e pagar até 1 dia antes da data escolhida) e procurar as demais excursões que eu faria. Com o joelho ainda doendo muito e o esforço físico requerido para o Big Ice, achei melhor mudar a reserva e acabei pagando para o Mini Trekking. A única pergunta que fizeram foi porque da mudança e quando respondi, perguntaram se eu achava que estava bem o suficiente para o Mini. Na Chaltén Travel, na avenida principal, fechei o passeio Full Day para Torres del Paine e quase em frente, na própria agência da Estância Cristina, fechei o pacote Discovery. Jantei uma omelete gigante no Pietro's e depois tomei o famoso e delicioso sorvete de calafate (frutinha típica da Patagônia que parece uma blueberry) no Helados Tito. Sério, não vá embora sem experimentar o sorvete, porque a geleia não é tão boa quanto! Passei no Green Market, ao lado do Pietro's e comprei uma empanada para levar na excursão do dia seguinte. Eles tem sucos, empanadas, lanches naturais e várias opções de compra para levar aos passeios. Gastos do dia: 1412ars Hostel Bla Guesthouse 3300ars Mini trekking com Hielo y Aventura 2700ars Full day Torres del Paine com Chalten Travel 4280ars Estância Cristina Discovery 4x4 + 500ars pela entrada do Parque Nacional (cobram junto porque no local não há fiscais que recolham o dinheiro) 125ars Almojanta de omelete no Pietro's 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete de calafate no Helados Tito Hostel Bla Guesthouse ↑ Dia 12/01 Dia de mini trekking no Perito Moreno! Se não me engano, eles pegam no hostel às 9h. Quase 1h de estrada até a entrada do parque nacional, onde todos os veículos param e o fiscal cobra a entrada de todos presentes no ônibus. Eu tinha lido muito que residentes do Mercosul pagam mais barato que demais estrangeiros, entretanto, isso não é mais válido e apenas argentinos tem desconto no valor. Quase 30min depois andando pelo parque vemos a imensidão de gelo que é o Perito Moreno em algumas curvas que o ônibus faz (para essa visão, sente do lado esquerdo do veículo). Quando chegamos às passarelas, uma guia nos explica o percurso e por quais deveríamos andar e ter melhor visão dos descolamentos de gelo e quais eram melhores para o tempo que tínhamos disponível. O tempo estava horrível, uma chuva grossa, muita gente abrigada na plataforma principal que tem uma pequena cobertura... mas como o clima na Patagônia é bem variável, pouco depois depois já tinha parado e um leve sol surgiu (que também não durou muito tempo). No período em que estava andando por lá e observando, vi um descolamento gigante (mas não estava com a câmera fácil para gravar) e muitos outros pequenos. Esse é o motivo porque tantos turistas esperam nas passarelas, mas é um pouco triste saber o porquê de tais rupturas acontecerem. Uma hora e meia depois, voltamos ao ônibus para ir até o porto de onde sai o barco que nos leva até a base para os trekkings. A navegação leva uns 15min e chegando lá, você encontra um abrigo com banheiros onde pode deixar seus pertences para levar apenas o essencial. Uma caminhada rápida de 5min nos leva às cabanas onde são colocados os grampones e separados os grupos por idioma (inglês ou espanhol). Daí começa o mini trekking de verdade: próximo às cabanas, já subimos no gelo onde a guia nos explica como andar, subir e descer e todas as demais recomendações. Nos informes da Hielo y Aventura, é explicado que o tempo caminhando no gelo é de 1h30, entretanto, nosso grupo ficou quase 2h, o que eu achei suficiente e nem um pouco arrependida de ter mudado do Big Ice, visto que dá trabalho caminhar com os grampones e requer um esforço dos joelhos (talvez você não sinta se não estiver com o joelho machucado, como eu estava). Durante todo o caminho, são 2 guias que dão suporte, se oferecem para tirar fotos, falam sobre os glaciares e o Perito Moreno e ao final, chegamos no famoso whisky com gelo diretamente do glaciar. Eu passei a bebida (não gosto), mas peguei uma trufa de chocolate regional que eles deram como surpresa. Um bônus: naquele mesmo dia mais cedo, uma caverna de gelo se abriu bem perto das cabanas dos grampones e nossa guia nos levou para ver. Que negócio incrível! Achei bem legal da parte dela porque já tinha passado do nosso horário e outros grupinhos do mini trekking não viram o que o meu viu. Considerações sobre o mini trekking: posso dizer apenas sobre aquilo que vivi, então aqui vai: achei o mini trekking excelente! Não fiquei com vontade de fazer o Big Ice e pelo que eu entendi e um colega brasileiro que fez me contou, a grande diferença entre os dois (além do preço, claro), é o tempo caminhando no gelo e as cavernas de gelo que se pode visitar no Big Ice. Como eu dei sorte e vi uma caverna de gelo no mini trekking, fiquei super satisfeita. Além disso, toda a estrutura e o respeito que os profissionais tem com o lugar fazem com que o preço tenha valido cada centava pago. Mais 15min de navegação de volta, quase 1h30 de ônibus e cheguei no hostel por volta das 19h. Jantei no restaurante San Pedro na avenida principal e não anotei quanto paguei, mas comi uma pizza (para variar). Comprei umas empanadas para deixar no hostel umas bolachas para levar para Torres del Paine no dia seguinte. Gastos do dia: 500ars Entrada no Parque Nacional 70ars Empanadas no Green Market 85ars Bolachas num quiosque Vista do ônibus ↑ Nas passarelas, setor azul se não me engano ↑ Observe o tamanho das pessoinhas lá embaixo perto da geleira ↑ Outro grupo lá embaixo começando o mini trekking ↑ Com os grampones nos pés (use calçado impermeável!) ↑ Toda felizinha passando frio ↑ Caverna de gelo ↑ Esperando o barco chegar para ir embora ↑ Dia 13/01 Às 5h30 da manhã a empresa Always Glaciar me pegou no hostel depois de um pequeno susto - meu nome não constava na lista e aparentemente não tinha mais lugar disponível. Os locais de parada podem ser vistos no site da Chalten Travel (http://www.chaltentravel.com/main.php) e mesmo sabendo que seria extremamente cansativo por conta do tempo dispendido no ônibus eu quis arriscar e minha opinião: não vale a pena! hahahaha As paisagens são incríveis mas o parque é imenso e de fato vale a pena perder muito mais que 1 dia por lá. Fiquei com vontade de ver mais e não recomendaria a excursão porque além dos fatores já citados, tem o clima também. Pegamos um vento absurdamente forte, não conseguimos fazer a trilha de 1h até o Mirador para os Cuernos del Paine e tivemos que voltar. Não recomendo essa empresa pois o guia que estava conosco simplesmente saiu andando sem olhar para trás enquanto todos os outros estavam sentados sem conseguir andar por causa do vento e um jovem senhor americano caiu e cortou o rosto nessa empreitada. Quando chegamos na van, o guia soltou um: "eu avisei" e foi isso! Achei muito desrespeito, sério! O almoço é o ponto alto da excursão (já incluso no preço): num restaurante lindo ao lado de um lago lindo com vista para os Cuernos, com entrada (filé de peixe empanado), prato principal (uma carne que não reconheci e purê de batata) e sobremesa (pudim de leite), além de vinho ou refrigerantes. Cheguei em Chaltén em torno de 21h (o retorno deveria ser às 23h se tivéssemos feito a pequena trilha até o mirador) e fui jantar no Pietro's novamente (porque tinha wifi, era próximo do hostel, preço bem ok e eu gostei da comida). Gastos do dia: 200ars Pizza no Pietro's Cerro Castillo ↑ Vista ainda de fora do parque ↑ Vicuñas ↑ Lago impossível de escrever o nome e Cuernos del Paine ↑ Cachoeira Salto Grande Pequena demonstração do vento patagônico (fiquei com medo de perder o celular e saiu isso aí) ↑ Dia 14/01 Não sei o que dizer sobre a Estância Cristina além de "VÁ!", SIMPLESMENTE VÁ! Uma das coisas mais incríveis que meus olhos viram até hoje foi esse lugar. Existem 3 tours diferentes e eu escolhi o 4x4 porque um era mais barato mas não via tudo e outro era mais caro e tinha um trekking de 14km, então meus joelhos decidiram por mim e escolhi o conforto do carro. O tour começa te buscando no hostel às 7h e você leva mais ou menos 1h (não lembro com certeza) para chegar no porto Punta Bandera, onde pega uma linda embarcação e navega por quase 3h pelo Lago Argentino, com muitas pausas para foto e icebergs pelo caminho. Depois de tanto tempo, parabéns! você praticamente chegou no fim do mundo (ou foi assim que me senti). A estância foi criada em 1914 pela família Masters, que veio da Inglaterra quando ouviu falar sobre um lugar inóspito onde praticamente davam terras de graça a quem se interessasse. Hoje, tudo que era da família faz parte do Parque Nacional Los Glaciares, visto que não sobraram herdeiros. O tour começou num pequeno museu onde o guia explica sobre a história da família e você pode ver itens originais usando tanto na casa principal como itens que eles utilizavam na criação das ovelhas e para retirada da lã. De lá, um pequeno passeio em torno da propriedade principal, mostrando detalhes da flora e construções da família. Depois tivemos 1h para o almoço (custa 800ars se você reservar no barco e acredito que 500ars se você comprar junto com a excursão), mas não se apavore: muita gente não compra o almoço (como eu que levei minhas empanadas e alfajor) e pode comer junto com todo o restante no restaurante, sem problemas. Pelo que eu lembro, era oferecido uma entrada, um prato principal e sobremesa, além de água diretamente do glaciar da propriedade (bebidas são cobradas a parte). A melhor parte então: o 4x4! São dois carros que fazem um percurso de mais ou menos 40min só ida e o guia vai explicando muito sobre a história, sobre a fauna e a flora. Quando você acha que viu tudo, chega-se no Mirador do Glaciar Upsala e meu Deus, quase chorei de tão bonito! Ele delimitava a parte norte da propriedade dos Masters e eu só conseguia pensar em como eles conseguiam fazer tudo que faziam há 100 anos atrás, sem a tecnologia que temos hoje e num lugar de clima tão difícil. Uns 40min depois de ficar só apreciando (dica: prendam os cabelos o máximo que puderem, porque o ventinho patagônico não dá trégua e tudo vira um bolo infinito de nós), voltamos no 4x4 e pegamos o barco de volta para Punta Bandera, que não faz paradas para foto e portanto leva umas 2h, além do ônibus do porto até Chaltén, chegando por volta das 18h, quando fui bater perna no centrinho, comprar as geleias que eu queria e tals. Não jantei, só comi uma empanada e tomei um sorvetinho para me despedir. Consideração sobre o passeio: vale cada mísero centavo. Desde a organização, até a distância percorrida, você vê que tudo é extremamente bem cuidado, bem feito e sente que vale tudo que pagou. Recomendo mil vezes e voltaria com certeza! PS: eles tem um hotel e pelo que pesquisei, as diárias custam em torno de 500 dólares (sonho meu!) Gastos do dia: 35ars Empanada no Green Market 60ars Sorvete no Helados Tito 160ars Por 2 geleias de calafate 96ars Por 3 alfajor Iceberg no Lago Argentino ↑ Iceberg diferentão no caminho (não lembro da explicação sobre a cor dele) ↑ Parte das hospedagens da Estância Cristina ↑ Pequena capelinha ↑ Moinho construído pela família Masters e rio de degelo dos glaciares ↑ Chegando no Mirador Upsala ↑ Glaciar Upsala (todo esse lago foi glaciar ainda em meados de 1950) ↑ Completamente apaixonada por esse lugar! ↑ Dia 15/01 Arrumei minhas malas e às 11h o transfer que reservei pelo próprio hostel passou para me pegar. Como fui a única passageira, o trajeto levou só uns 20min até o aeroporto. Fiz o ckeckin para o vôo que saia depois das 13h, almocei e fiquei esperando a hora de voltar para casa. Gastos do dia: 150ars transfer até o aeroporto 230ars almoço no aeroporto Sobre os hostels: Recomendo todos que eu fiquei, apesar dos pontos negativos já citados, todos tinham excelente localização e só isso já me conquista. Sobre comidas: Principalmente em Buenos Aires, existe opção para todos os gostos e bolsos. Eu comi a famosa carne argentina só uma vez porque de fato, não sou muito carnívora. As empanadas são outra coisa que você precisa comer pelo menos uma vez (e para isso, recomendo fortemente o restaurante San Juanino). Na região da Patagônia você tem que provar o cordeiro. Particularmente, achei a carne muito gordurosa e não gostei, mas valeu a experiência. Alfajor: Experimentei várias marcas e minhas preferidas foram Negro e Jorgito da embalagem azul marinho (super baratinho e me conquistou). Simplesmente esqueci de comprar doce de leite, mas tinham me recomendado a marca San Ignacio. Fim do meu relato e de mais um sonho realizado!
  4. O hostel é super animado, gostei muito de lá! Tirando o wifi que não é dos melhores e a água fria do chuveiro (comum na ilha), recomendo mesmo, principalmente para quem vai viajar sozinho.
  5. Oi Diogo! Pelo que eu vi, essa infestação aconteceu no meio do ano passado. Fui agora em fevereiro e tá tudo maravilhosamente bem por lá!
  6. Passagem aérea: R$1670 pela COPA (comprada 26 dias antes da viagem, não achei tão cara), com escala na cidade do Panamá tanto na ida quanto na volta. Na volta escolhi uma escala de quase 1 dia porque a ideia era sair do aeroporto para conhecer um pouquinho da cidade. Hospedagem na Ilha: 7 diárias em quarto compartilhado e banheiro privativo no El Viajero Hostel por 426300 COPs. Dinheiro: levei 500 dólares (R$ 1715) para pagar tudo (inclusive o hostel). A cotação quando estive na ilha foi de 1 dólar = 2700 COPs. Troquei 420 dólares e os outros 80 usei na escala no Panamá. Sobre o vôo com a COPA: só levei bagagem de mão, fiz checkin antes pela internet e apesar do vôo sair de madrugada, a fila no aeroporto de Guarulhos estava absurda. Levei uma hora para passar no balcão e pegar o ticket de embarque e comprar o boleto turístico para entrada na ilha (R$125). No vôo foi servido um pequeno lanche (salgadinho de banana frita + bebidas) e um "pequeno almoço", como eles chamaram, com opção de omelete ou crepe de nozes. No vôo para San Andres teve um pequeno lanche (pão com frios). Na volta de San Andrés um lanche quente de queijo com carne e para Guarulhos, o jantar era massa de espaguete à bolonhesa ou arroz com frango + um lanchinho de batata (salgadinho) com bebidas. Não tive do que reclamar sobre o serviço e atendimento que recebi nesses vôos, mas também não despachei bagagem (pelo que vi na internet muitas são extraviadas ou arrombadas e tem produtos furtados). Sobre o hostel: a localização é excelente, fica a uns 5 minutos caminhando da praia, além de ter café da manhã incluído, o que não é comum na ilha. Tem atendimento 24h, tem balcão de turismo onde você pode comprar os passeios com preços iguais ou menores aos praticados pelas agências e é super animado. Tem festas ou aulas de dança todos os dias a partir das 22h, o que pode ser um problema se você quiser dormir, porque a música é ouvida de qualquer lugar no hostel. Levei uma máscara de olhos e tampões para o ouvido e quando dormi cedo, usando esses dois itens não tive problema algum. O quarto era limpo todos os dias (pedem para deixar o quarto livre entre 11 e 14h), mas achei que a limpeza do banheiro deixou a desejar. Tem depósito de bagagens e computadores disponíveis. O wifi é muito instável, principalmente nos horários onde a maior parte dos hóspedes está no hostel (pela manhã, durante o café e no final da tarde e começo da noite, quando praticamente todos voltam da praia para o banho). Para mulheres: o assédio é uma coisa que me incomoda muito. Os nativos não chegam a encostar em você, mas estão sempre mexendo, sempre olhando e chamando você querendo conversa. Não dei bola e sempre continuei andando. Sugiro que você faça o mesmo. 1º dia - 06/02 Cheguei em San Andrés por volta das 11h e logo de cara, vi porque todos chamam o aeroporto de rodoviária! rs Ele é super pequeno e no atendimento da imigração tinham apenas dois atendentes, o que gerou uma fila absurda com todos saindo do avião. Fui trocar uma parte do meu dinheiro na casa de câmbio dali, mas estava sem sistema e o taxista que me pegou disse que seriam 7 dólares a corrida. Aceitei, mas quando chegou no hostel, ele não tinha troco, então me levou na frente do bancolombia para trocar o dinheiro e me levou de volta ao hostel. Paguei 15000 pela corrida (sendo o aeroporto a menos de 1,5km do hostel). Fiz o checkin, paguei o hostel, mas teria que esperar até 14h para entrar no quarto, então me troquei e fui para a praia do centro, Sprat Bright, maravilhosa de bonita. Almocei no Subway (única coisa que eu conhecia e era barata) umas 15h e paguei 13000COPs pelo lanche do dia + batata + Coca de 600ml. Na volta da praia fui andando por umas lojinhas para ver os souvenirs e comprei um globo de neve por 25000COPs. Parei no mercado (Supertodo) na rua do hostel mesmo e comprei um sacão de 5L de água por 2150COPs. Também na rua, comprei a sapatilha para usar nas praias e proteger os pés dos corais por 12000COPs. Minha janta foi bolacha clube social com o restante da Coca que eu não consegui tomar de uma vez e fui dormir cedo porque tava podre de cansada. 2º dia - 07/02 Conheci alguns brasileiros no meu quarto, sendo que um deles chegou no mesmo dia que eu, então decidimos dar a volta na ilha juntos. Fomos até a praia e um colombiano nos encontrou e ofereceu uma mula por 110000COPs + gasolina e fechamos por 100000 (50000 para cada + 7000 da gasolina que colocamos na volta). Saímos para o lado sul da ilha e não fizemos a volta completa, fomos e voltamos aos lugares que mais gostamos. Nossa primeira parada foi West View, onde pagamos 4000COPs para entrar. Lá tem estrutura para bebidas e comidas, aluguel de colete salva-vidas e onde deixar seus pertences. Usamos apenas o toboágua e o trampolim. Amei o toboágua, mas o trampolim eu fui até a beirada e não tive coragem de pular. Voltei de costas #shameonme. Usamos o snorkel (levei o que eu já tinha em casa), mas não tinha tantos peixes como eu imaginei. Saímos de West View e voltamos sentido La Piscinita, onde também pagamos 4000 para entrar. Lá é muito mais tranquilo, tem menos gente e mais peixes. Gostei demais e ficamos umas 2h por lá, só nadando e com a cara na água. Voltamos mais, sentido Praia de San Luís procurando um local para almoçar. Encontramos um restaurante bem nativo, onde nos serviram sopa + prato com bolinho de peixe, arroz, feijão, salada e mandioca frita por 11000COPs. Apóso almoço, ficamos na praia de San Luís, em frente o restaurante Dona Francesca. Umas 2 horas depois continuamos no sentido sul para dar a volta na ilha, mas não estávamos gostando da cor do mar (mais bonita perto do centro e San Luís) e decidimos dar meia-volta e ir pelo mesmo caminho da ida. Achamos um local lindo ainda em San Luís com uma pequena barreira de pedras/corais na faixa de areia, criando uma piscininha natural. Ficamos ali até umas 17:30, quando saímos para deixar a mula na frente hostel e a chave na recepção, onde o colombiano iria buscar. Na volta vimos Rock Cay, uma pequena ilha onde se pode ir andando, mas não podíamos parar por causa do tempo. Decidimos jantar pizza com um pessoal do quarto (eu, o brasileiro, um chileno e um israelense) e pedimos indicação no hostel e nos recomendaram o Don Aníbal, bem perto da praia do centro e do café Juan Valdez. Uma pizza gigante de 16 pedaços custa em torno de 55000 a 59000, dependendo do sabor. Uma só foi suficiente para nós 4 e como bebida pedi a famosa limonada de coco (7000 cops) que amei muito. A conta com propina deu menos de 21000 COPs para cada um. 3º dia - 08/02 Comprei o passeio só para Johnhy Cay no hostel mesmo por 15000cops, com saída às 9:30 da casa Muelle de la cultura, na beira da praia, de onde saem praticamente todas as agências. O embarque é meio bagunçado, mas em menos de 15min já estávamos na ilha, onde é cobrada uma taxa de 5000COPS para preservação da mesma. A empresa que eu fiz o passeio (Bethoveen), não vai com lancha rápida e mesmo assim eu enjoei por causa das batidas nas ondas. Deitei um pouco e o enjoo passou rápido. A volta na ilha tem aproximadamente 1,5km segundo nosso guia e todos ficam livres até o horário de retorno (às 14:40). Lá você pode agendar seu almoço e usar os bancos e mesas disponíveis entre a sombra das árvores. O mar na frente da ilha, onde chegam os barcos é um pouco agitado, por isso poucos se arriscam no snorkel. Eu fui desbravar o outro lado da ilha e achei muito bonita. Confesso que achei uma sombra e lá fiquei a maior parte do tempo, porque sol do dia anterior já tinha me deixado vermelha e o dia estava muito, muito quente. Na volta, o embarque consegue ser ainda mais bagunçado e o mar agitado leva muita gente pro chão, sem conseguir subir nos barcos. Almocei de novo no Subway por 13000COPs (lanche do dia + batata + Coca de 600ml), comprei um protetor solar de 475ml Fator 50 por 24500COPs ali nas lojinhas do calçadão mesmo (protetor solar lá é muito barato! O Fator 85 custa cerca de 30000COPS, então compre o seu por lá, vale muito a pena) e fiquei na praia Sprat Bright até o final da tarde. Passei no mercado e comprei duas nectarinas, uma maçã e um iogurte com "sucrilhos" por 5500COPs, se não me engano, e esse foi meu jantar. 4º dia - 09/02 O pessoal do hostel tinha marcado de ir fazer parasail e como eu não dei certeza, quando disse que queria, o Fábio disse que estaria cheio e não daria para me encaixar. Com recomendação dos brasileiros, fui com eles até onde saem os barcos para conversar lá na hora e tentar a sorte e não é que deu certo? Paguei 150000COPs pelo vôo, que dura em média 20min e pode ser feito em duplas ou trios. Na lancha estávamos em 7 no grupo do hostel e ainda tinham mais 4 brasileiros de outros hoteis. Fiz com o Igor, um brasileiro do El Viajero também e foi incrível! Acredito que essa é a melhor visão do mar que você pode ter e lá de cima contei 5 cores diferentes. O balanço por causa do vento me deixou enjoada, mas passou logo. O problema foi quando descemos e o balanço do barco me enjoou mais e acabei vomitando. Fiquei feliz porque não fui a única e um dos brasileiros que não era do nosso grupo estava passando mal desde que entrou no barco, vomitando inclusive quando estava no ar, voando. Se você é como eu, não sabe quando vai enjoar ou não, recomendo que tome um dramin antes para aproveitar melhor. Na volta, encontramos com outros brasileiros (que estavam no grupo de whatsapp) na praia Sprat Bright e ficamos lá conversando. Por volta das 16h fomos comer e levei a galera para o Don Aníbal. Estávamos em 5 pessoas, pedimos uma pizza gigante e a conta deu por volta de 19000COPs para cada. Voltamos para a praia e ali ficamos até que alguns começaram a dispersar para ir às compras e eu voltei pro hostel. Se não me engano, nesse dia teve aula de salsa, que o professor mudou para bachatta, porque todo mundo estava achando difícil! rs Foi muito bom! Eu não bebo, mas os drinks no hostel custam em média 10000 ou 12000, sendo que você compra um e ganha o outro. 5º dia - 10/02 Marquei snorkel na barreira de corais com o Fernando da Caribe Extreme (+57 3112030259), porque tinha visto boas recomendações a respeito dele no grupo do Facebook. Como a galera foi pro Coco Loko no dia anterior, estavam todos mortos e dormindo, só consegui a companhia de um brasileiro (Igor) pra ir comigo. Saímos às 9h do Kalú Shop, quase em frente ao Decameron Aquario. O Fernando explica tudo, fornece os pés de pato e máscara profissional com snorkel. No dia em que fomos, a maré estava agitada e ele só perguntou se sabíamos nadar e se queríamos ir mesmo assim. Custou 60000COPs por pesssoa mais 30000 COPs das fotos que ele entrega no dia seguinte gravadas num Cd. Ao todo foram mais ou menos 1h45min e vale a pena cada minuto e centavo! Vamos de barquinho até a barreira de corais e lá o Fernando vai guiando por onde vamos nadar. Vimos muitos peixes diferentes e corais enormes, mas não tivemos a sorte de ver arraiais ou tartarugas. Depois do snorkel, fomos encontrar um grupo de brasileiros que estava no restaurante Dona Francesca, na praia de San Luís. Pegamos um táxi do hostel até lá (10000COPs para cada) e o almoço demorou uma eternidade! Não sei exatamente o que aconteceu, mas meu pedido demorou mais de 1h30 para chegar. Tomei uma Coca e pedi Atúm acompanhado de arroz branco e foi o melhor atum da minha vida! A posta tinha uns 400g, com um molho maravilhoso cercado de gergelim preto. Após dois cumpleaños estrangeiros sem graça, o pessoal decidiu que os gringos precisavam ver como se fazia no Brasil e decidiram que era meu aniversário. Ganhei um pedaço de bolo com sorvete e uma vela e, obviamente, o parabéns brasileiro parou o restaurante que olhava atônito para nós. Ficamos ali na praia de San Luís e na volta pegamos um ônibus para o centro (2200COPs) e ficamos um pouco ali na praia. Nesse dia também teve festa no hostel à noite. 6º dia - 11/02 Como todos os brasileiros já tinham feito El Acuario, comprei o passeio no hostel e fui sozinha. El Acuario tem aquele tom de água que parece uma piscina gigante e muitos corais com peixe, mas pouquíssima faixa de areia. Não me impressinou muito, porque como eu tinha feito snorkel no dia anterior, vi muito mais do que tinha ali. Fui andando até uma ilha próxima e fiquei lá até que abri minha bolsa estanque para pegar o protetor solar e uma onda me pegou desprevenida e molhou tudo que estava lá dentro, inclusive meu passaporte e o boleto turístico que pedem tanto na entrada como na saída de San Andrés. Passei o restante do meu tempo disponível ali sentada na areia, no sol escaldante, com os documentos e dinheiros em cima da canga esperando secar. Cheguei na ilha de volta acho que era 13:30 e fui almoçar no El Parqueador, um restaurante pertinho do hostel que serve sopa + prato de peixe frito, com batata frita, arroz e salada por 14000COPs. Confesso que o local não é bonito, mas a comida estava muito boa e o preço excelente. Fiquei um tempo no hostel esperando os documentos acabarem de secar e fui novamente pra Sprat Bright onde fiquei até o final do dia. Na rua do hostel comprei uma arepa de queijo por 3000COPs, depois no mercado, nectarina, maçã, água, lâmina para depilação e chocolate por uns 13000COPs e fui pro hostel. Meu jantar foi arepa, as frutas e o chocolate de sobremesa (eu era uma das únicas brasileiras que não saía para jantar, porque não tenho esse hábito e como almoçava bem tarde, não sentia muita fome à noite). 7º dia - 12/02 Decidi dar a volta na ilha de novo (dessa vez, uma completa) e com mais dois brasileiros e uma colombiana de Bogotá, alugamos uma mula por 40000COPs para cada + 5000 de gasolina que colocamos na volta. Nossa primeira parada foi Rock Cay, a ilha que eu não tinha ido da primeira vez. Eu e a colombiana fomos até lá, mesmo sem sapatilhas e em muitos pontos a água não dava pé para mim (1,52m), então recomendo que você saiba nadar se for se arriscar a ir até lá. Tiramos fotos e saímos porque a próxima parada era a Piscinita, mas ela estava fechada porque era domingo. Começamos a procurar um lugar para almoçar e achamos tudo muito caro. Paramos na frente de West View e comemos lá, com uma espera de 45min pelo prato (felizmente avisaram antes e decidimos esperar do mesmo jeito). O atendimento é excelente, garçons que adoram brasileiros e até falam um pouquinho de português, muito simpáticos! Minha parte do almoço, um prato gigante de arroz com coco, frango frito, salada e batata frita + uma Coca de 600ml deu 28000COPs. Entramos no West View (4000COPS) e foi aí que a única e maior merda da viagem aconteceu: minha capa à prova dágua onde estava o celular, de algum jeito falhou (após 6 dias usando e afundando muito na água) e meu celular ficou inundado. Bateu um desespero, tirei o cartão de memória e chip, deixei ele no arroz, mas nada adiantou. Ele morreu mesmo. Continuamos a volta na ilha, até passarmos pelo aeroporto, praia do centro e entregamos o carrinho às 18h. Tomamos banho e fomos jantar no Don Aníbal (mesmas pessoas do dia todo) e minha conta deu 19000COPs. À noite subimos para festa e nossa companheira colombiana me ensinou a dançar as músicas típicas de lá. NÃO TENHO FOTOS DESSE DIA PORQUE FOI QUANDO MEU CELULAR MOLHOU E AINDA NÃO TINHA MANDADO NENHUMA PARA A FAMÍLIA 8º dia - 13/02 Acordei cedo para levar o celular na assistência técnica, onde paguei 25000COPs só para avaliação e 1h30min depois, o cara me disse que tinha dado PT, pois queimou tela, memória interna, bateria, processador, além de outras coisas que eu nem sabia o que era. Bateu um desespero, porque eu estava indo para o Panamá, não saberia como me localizar lá sem o GPS e ainda corria o risco de perder todas as minhas fotos. Fiquei bem mal por causa disso, mas decidi aproveitar e tentar esquecer. Peguei celulares emprestados, usei o computador do hostel e fui dando notícias pelo facebook pra família. Nosso dia (meu e do Igor e Felipe, primo dele e meus companheiros nos últimos 3 dias) foi praticamente para arrumar as malas, fazer checkout do hostel e andar para comprar lembrancinhas. Comprei um imã de geladeira de cerâmica por 5000COPs, um globo de neve pequenininho por 7000COPs, um imã de geladeira de goma e dois chaveiros por 33000COPs (loja centro artesanal, na rua do hostel. Mais cara, porém tinham lembrancinhas que outras lojas não tinham, como imãs de geladeira de goma/borracha). Numa lojinha na frente, comprei um chiclete americano por 5000COPs e um lenço demaquilante também por 5000Cops. A convite do Igor, fomos almoçar no La Regatta (terceira vez deles e a minha primeira), como forma de despedida da ilha. Como tenho alergia a frutos do mar e essa é a especialidade do restaurante, pedi um spaghetti com molho branco e frango, que estava divino! O preço desse prato (um dos mais baratos) é de 33900 COPs. Fui para o hostel e fiquei esperando até as 16h, quando dividi o táxi para o aeroporto (7500COPs para cada) com a Isa, uma carioca que pegaria o mesmo vôo que eu para o Panamá. Na chegada ao aeroporto, abri um pouquinho a minha porta e um doido que vinha super próximo do carro, pegou a porta do táxi. Fez o maior barulho, aquele clima tenso e eu já pensando no quanto teria que pagar pro táxista arrumar a porta que não estava abrindo por fora, apenas por dentro... Foram minutos estressantes. Sorte que a maioria dos carros na ilha são bem antigos e aparentemente eles não ligam muito para a conservação dos mesmos. O taxista percebeu que teria que desencaixar a porta e não tinha sido nada sério, então abriu o porta malas e nos deixou ir embora. Na entrada do aeroporto alguns vieram perguntar se estava tudo bem e se tivemos que pagar pelo prejuízo. Depois da perda do meu celular, meu estado de espírito não era dos melhores e essa foi mais uma prova que eu passei! rs O vôo para o Panamá foi super tranquilo (1h de duração) e cheguei no Panamá às 20h. A ideia era pegar o transporte público (US$1,25), descer no multicentro e caminhar até o hostel, mas sem celular com mapa e GPS, sozinha e à noite, eu desisti, porque sabia que não seria muito fácil. Peguei um táxi, tabelado em ABSURDOS US$30, que em menos de 20min me deixou no hostel Lemmon Inn, onde fiz o checkin num quarto feminino compartilhado de 4 camas com café da manhã por US$13. Gostei do atendimento, das instalações e do quarto. Sei que tinham duas redes de wifi disponíveis porque fui avisada no checkin, mas como não tinha celular pra usar, não posso dizer se eram boas. Tomei banho e fui dormir num quarto delicioso, bonitinho, com ar condicionado, SOZINHA (depois de 8 noites na bagunça do El Viajero eu até fiquei feliz por isso! rsrs). 9º dia - 14/02 Acordei umas 7:30, tomei banho, arrumei a mala e desci para tomar café, que era bem simples, mas no mesmo nível de todos os hostels que eu já fiquei. Fiz o checkout e perguntei se tinha mapa da cidade para comprar no hostel. Obviamente e para minha tristeza, não tinha. A moça que estava na recepção me deu algumas dicas do que fazer e eu decidi ir até o Casco Viejo andando (uns 6,5km), já que não tinha o bilhete do ônibus e eles não aceitam dinheiro. Saí sentido multicentro (menos de 5min do meu hostel) e lá achei um posto do Hip on Hip off, onde consegui uma revista com uma mapinha bem mais ou menos da cidade. Fui perguntando e caminhando e cheguei na Cinta Costera, um "parque"/calçadão na beira do Pacífico, muito tranquilo e bem conservado. Quando cheguei próximo ao Casco Viejo, tive uma vista deslumbrante dos prédios enormes do outro lado. Comprei uma garrada de 625ml de água por US$1. A melhor impressão que tive da cidade do Panamá, além das pessoas muito solícitas, foi o tamanho dos edíficios (mesmo os residenciais - cheguei a contar mais de 40 andares!) e a limpeza das ruas. Fiquei apaixonada e queria ter tido mais tempo para visitar outros lugares, como o Panamá Viejo e o Canal do Panamá, além de querer ir para outras províncias. O Casco Viejo ou Casco Antiguo é hoje o bairro mais seguro da cidade do Panamá, graças ao policiamento e obras de restauração que estão sendo feitas por lá desde 2004. Antes disso, era o mais perigoso, pois era todo invadido pela população de baixa renda e onde o tráfico de drogas rolava. O Casco Viejo é uma cidade amuralhada, construída após a queima do Panamá Viejo, quando o governante da época preferiu ver a cidade queimar do que ser invadida pelos piratas. Ela também foi invadida algumas vezes, com intuito de se roubar tudo de valor dali, como o altar de ouro, só que um padre muito inteligente, ao saber da ameaça dos piratas, pintou o altar todo de preto e quando o Morgan chegou lá para roubá-lo, não desconfiou de nada e assim o altar foi salvo. Essa região é riquíssima em história, muito bonita e cheia de restaurantes fofos e lojas de lembranças. Comprei um globo de neve por US$10, dois imãs de geladeira por US$5 e 3 chaveiros por US$10. Ainda dei a sorte de ir tirar foto num cantinho meio escondido e achei uma sacolinha cheia de lembrancinhas que alguém esqueceu. Como ninguém estava por perto, peguei para mim. Saí de lá e fui caminhando até a 5 de Mayo, onde me disseram que eu conseguiria comprar a tarjeta do metrobus para voltar ao hostel. Custou US$2 e coloquei mais US$2 de recarga. Peguei o Metrobus e desci no Multicentro, onde almocei no Mc Donalds (US$ 5,65, paguei com cartão) e depois fui buscar minha mochila no hostel. Comprei uma capinha para o meu passaporte por US$3 dólares. Do multicentro, peguei o ônibus Tocumen Corredor Sur que custa US$ 1,25 e demorou 20min até o aeroporto (no hostel me disseram que esse percurso demorava 1hora. Não sei se foi o horário tranquilo, por volta das 14h, mas imagino que no horário de pico demore muito mais). A imigração do Panamá é mais rígida do que eu pensava e mesmo de Havaianas, tive que tirar o chinelo para passar no raio-X. Não carimbam o passaporte na volta, mas perguntei para 2 oficiais e me disseram que é assim mesmo. Peguei o vôo para São Paulo às 18:22 e assim acabou a viagem. Dica: se você vem a São Paulo e não quer pagar uma fortuna de táxi, do desembarque do terminal 2, no canteiro central, sai um ônibus da EMTU com letreiro de metrô tatuapé e custa R$5,95. Do metrô, você pode ir para qualquer canto da cidade, pagando muito barato. Dica 2: Faça backup das suas fotos em nuvem ou outro cartão de memória e JAMAIS confie em capinhas à prova d'água. Aprendi do pior jeito. GASTOS TOTAIS: R$1670 - passagens R$125 - boleto turístico de San Andrés R$1715 ou 500 dólares - pagaram hospedagens e todo o resto R$50 - coisas pequenas que acabei passando no cartão de crédito
  7. Também gostaria de saber como você fez com o combustível, já que a Biz roda muito, mas tem o tanque bem pequeno! Fez o planejamento de todos os postos nas estradas antes? Também tenho uma Biz 125 e morro de vontade de cair no mundo com ela, mas todo mundo me chama de louca! rsrs
  8. Oi Ana! Queria saber quais os valores que você pagou no Mini Trekking e no passeio de catamarã. Quero ir em fevereiro e os valores que encontrei na internet estão beeeem caros. Sei que são caros mesmo, mas queria ter uma ideia se comprar lá na hora sai mais em conta. Achou tranquilo então fazer as trilhas sozinha? Tenho um pouco de receio por ser mulher, sem muita experiência em trilhas longas. Parabéns pelo relato! Beijo :*
  9. Oi Crys! Vou pra Arraial em dezembro. Saio de São Paulo capital e vou de moto sozinha. Você acha as estradas muito perigosas no sentido de buracos, poucas faixas, sinalização, curvas? Rola muito assalto e esse tipo de coisa (como aqui em sp que vive tendo gente com vidros quebrados porque os bandidos jogam pedras)? Obrigada!
  10. Olá! Pretendo ir para Arraial em dezembro. Já reservei hostel e vou sozinha, mas de moto, saindo de SP capital. A dúvida é: você achou perigoso passar pelo Rio? Acho que é a única alternativa né? To com receio de ir sozinha e ter que passar por lá pelas notícias que sempre vemos na tv. Outra coisa: reparou se nos pedágios as motos são isentas? Obrigada!
  11. Como eu disse no relato, acho muito melhor ir só no Sol de Manana, porque ele é bem maior, não tem tanta gente e você pode circular livremente entre os gêisers. O mesmo não acontece no Tatio. Aproveita o dia para fazer outros passeios pelo Atacama. Acho que vale mais a pena!
  12. Eu já tinha entrado em contato com a empresa aqui, mas fechei quando cheguei lá em Santiago. Super tranquilo, porque não é um passeio disputado.
  13. Que bom que gostou! Vamos lá: o passeio do Embase normalmente acaba no final da tarde, ou seja, o dia todinho. As agências fazem todo o percurso de carro, não tem trilhas. O único porém é que a estrada é bem perigosa e ninguém recomenda ir sozinho a menos que tenha muita experiência no volante e estradas de terra. Se eu fosse vc, faria o primeiro dia todo andando e inverteria um pouco a ordem, porque dá pra vc adicionar mais coisas aí no centro histórico. Você pode começar pelo cerro Santa Lucia, ir para o bairro Paris Londres, depois ir mais para o centro: plaza de armas, palácio la moneda, catedral metropolitana e depois ir andando pela avenida balmaceda (se não me engano o nome é esse) até o cerro san Cristóbal. Aproveitar o final da tarde ou noite no Pátio Bellavista, que tem muiiitos restaurantes e bares. Dá tempo de ver muita coisa porque é tudo bem perto. Acho que no terceiro dia vc consegue visitar também algum parque se estiver de carro. Eu iria no valle nevado pela manhã. Na hora do almoço voltaria, já ficaria pelo shopping costanera pra almoçar e subir no Sky e a tardezinha iria no parque bicentenário ou das esculturas que são próximos ao shopping. É isso!
  14. Acredito que dá tempo sim! Nenhuma viagem que eu fiz com esse ônibus demorou mais de 40min, mesmo no horário de pico. As paradas que ele faz são pouquíssimas (levando em consideração meu parâmetro que é São Paulo capital). Só acho importante você considerar que você pode ter atrasos saindo do aeroporto, tipo: a fila da imigração pode estar muito grande, as bagagens demorarem a sair e coisas do tipo...
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