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rodolfoelizeu

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  • Data de Nascimento 26-05-1989

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  1. Essa sua viagem me parece familiar... Muito massa ver seu ponto de vista dessa viagem. Quem sabe na próxima estaremos juntos denovo.
  2. 18/12/2014 La Paz Esse dia, tínhamos de pegar o terceiro membro da gangue e colega de ensino médio, Jonny Pablo, que chegaria de viagem nesse dia. Saí do hotel em torno das 8:00 e por problemas de comunicação, eu não sabia direito o horário de chegada dele. Fui perguntar no balcão do TransCopacabana sobre o horário de chegada do bus de Santa Cruz de La Sierra. Me disseram que chegaria somente as 11:00. Desanimado, voltei pro Muzungu e desayunei. Em torno das 11:00 fui com a minha esposa buscá-lo. Esperamos por mais de mais uma hora até que o bendito bus chega, e tive uma dupla surpresa. A Bete estava nesse bus que chegou e o Jonny não. Depois dessa, eu liguei o foda-se e fui pro albergue. No meio do caminho, o 3g ressuscita e eu recebo uma mensagem dele. - Eu estou aqui no hotel - Caminhei putamente até ao albergue, onde o encontrei. Rimos, fizemos bagunça, coisa de turista. Levei-o para conhecer o DELICIOSO "Chifa Shanghai" na "Calle Illampu". E dessa vez eu peguei o "pollo agridoce". Mano... Era tão gostoso quanto o cerdo agridoce. "Chifa Shanghai" não tem erro. No período da tarde fomos aos mercados de rua, na "Plaza Murillo" e procurar agencias de turismo. Na Freebikes, localizada na "Calle Illampu", fechamos nossos pacotes de Death Road + Chacaltaya + Vale de la Luna, tudo por menos de 400 Bs por pessoa se não me engano. Sem nada muito interessante no dia, fomos para o albergue. Lá, nos arrumamos para ir ao albergue, onde estavam o mesmo pessoal do dia anterior, mais o Juan Andres, o chileno e mais uns 2 BRs. Conversei bastante com o Andres, que era um senhor MUITO gente fina. Disse que morou por um bom tempo no "meu" estado, na cidade de Primavera do Leste, e portanto o português dele era muito bom. Aproveitei a boa vontade do senhor para treinar meu portunhol. Também havia um alemão muito chapado, que temos alguns esportes radicais em comum, e pretendo fazer alguns que ele já pratica. Aprendi também a jogar truco argentino com Damian, que hoje já não me recordo em nada. Não entendo o motivo de querer dificultar um jogo que já não é muito fácil. Fomos mais cedo para cama, pra termos energia de sobra para o "Death Road" do dia seguinte. Fotos do dia
  3. Caramba! Eu não sabia, mas eu gosto de escrever. Espero que a leitura não esteja muito cansativa, porque a escrita está. Estou tentando colocar o maior nível de detalhe possível, sem tornar o texto cansativo. Espero que as pessoas não entendam mal as piadas que faço. Bolívia foi um país maravilhoso e estou completamente apaixonado por ele. Não me arrependo em nada dessa viagem e acredito que esses "perrengues" de viagem servem para deixá-las mais divertidas. Depois de escrever todo o relato vou colocar uma compilação de vídeo que pretendo fazer em breve. Valeu Aletucs, jaci13, yurinouse e RoxaneOliveira. alexandresfcpg, as duas únicas coisas que eu amo mais que essa maionese, é picanha e minha esposa. Nessa ordem. Rodolfo91, bacana encontrar um chupador de bocaiuva aqui. Você é de que região? W Braga, não era o trancapecho, próximo ao teleférico rojo? Peguei uma fila considerável. julirosacarvalho e Robertausf, espero que aproveitem algo do meu relato. E uma futura boa viagem pra vocês! Vale a pena.
  4. 17/12/2014 La Paz Acordamos cedo e fomos "desayunar". O desayuno era muito bom. Havia dois pães, margarina e geleia, uma xícara grande de café/café com leite/"té", um copo pequeno de suco de laranja e em dias intercalados "huevo" cozido ou banana. Nos preparamos para um dia cheio de ânimo e aventura. Nos agasalhamos e fomos para rua. Estava um clima agradável de morte por congelamento, garoando e ventando. Ficamos 7,5 segundos do lado de fora do hotel, olhamos um para o outro e dissemos. -NEM FODENDO!!- Ficamos dentro do quarto esperando a garoa e o frio passar um pouco. Saímos para comer no mercado, localizado na "Plaza Murillo", que por sinal foi o lugar menos sofisticados que eu comi na minha vida. Depois de tentar achar uma barraquinha mais "bonitinha" dentro do mercado, uma "chola" super simpática insistiu para entrarmos e comermos uma "trucha" e não pudemos resistir. Num lugar que era simplesmente menor que meu quarto, funcionava a cozinha/estoque/mesa de almoço. Foi meio tenso ficar sentado espremido com um monte de gente do lado, mas já que estava lá, queria viver ao máximo aquela cultura. Logo veio a minha "trucha" e o "pollo dorado" de minha esposa. Sinceramente, a truta não estava lá aquela Gisele Bundchen e o arroz estava bem empapado e sem graça, porém a truta estava gostosinha. Já que o almoço não foooi dos melhores, resolvi pressionar o "Foda-se!" e pedi o assustador "mocochinchi". É basicamente uma bebida refrescante doce, de cor amarronzada e transparente, feita a base de canela e pêssego ressecado. Como se a bebida não fosse difícil de engolir, NA MINHA OPINIÃO, ainda poderíamos comer o pêssego ressecado que fica no fundo do copo. Não sei se não gostei, por já beber a bebida com minha opinião praticamente formada antes mesmo de beber, mas meu amigo bebeu e disse que gostou. Sei lá, vale a pena tentar. De lá, fomos caminhando até o teleférico "rojo" pela Av. Montes. A Macumba Subimos, o que eu acredito ser a "Calle Pucarani", e logo pudemos ver uma subida muito íngreme. Não nos intimidamos, e quando pegamos o fôlego para começar a subir, ouço uma voz velha e roca dizendo". - Ayuda-me! Ayuda-me! - Bem, pelo menos isso eu já conseguia compreender com meu espanhol ilimitado. Olhei para minha esquerda, e havia um senhor aparentando entre 50 a 60 anos. Era difícil dizer, na verdade. Ele estava muito debilitado. Ele nos chamou e disse que não conseguia caminhar por causa da perna dele. Pediu para que levássemos até a "Avenida Montes" para que pudesse pegar a "condución" para casa. Ao ver o tio naquele estado, o coração partiu. Eu e minha esposa colocamos ele entre nosso ombro e fomos caminhando. Eu comecei a pensar, se isso fosse um esquema pra pegar turista besta, e portanto fiquei bem atento a todos os lados, como se isso fosse fazer alguma diferença. Independente, eu resolvi arriscar. No meio do caminho ele pede para pararmos, pois estava com muita dor na perna. Paramos conversamos com ele, e falamos que iríamos mais devagar. Eu já calculava meia hora pra conseguir chegar com ele até a avenida. Menos de um minuto depois ele pede para pararmos de novo. Dessa vez, ele ergue as mãos ao céu mandando beijos, agradecendo, chorando, ele nos mostrou a perna dele, dizendo que tomou facadas, e nesse momento comecei a perceber que ele estava embriagado ou sofria de alguma deficiência mental, se é que posso dizer assim. Ele nos abraçou individualmente e disse algo incompreensível para nós, não parecia espanhol. Ele colocou a mão na jaqueta e tirou uma colher torta 180 graus, já comecei a ficar "cabreiro". No outro bolso, ele tenta tirar algum outro objeto, mas não conseguia, pois sua falta de coordenação somente poderia ser comparada ao de um bebê de 3 meses, ou de alguém que bebeu mais que um Viking comemorando St. Patrick's Day na Rússia. - O que merda eu disse agora? - Nesse momento ele tira a mão do bolso, sinalizando como se fosse uma arma, e apontando para mim e depois para minha esposa. Completamente desorientado, ele volta com a mão no bolso enquanto ri, pensando que a piadinha dele tivesse nos deixado extremamente confortáveis. Esse é um daqueles momentos que a adrenalina vai ao topo e você sente suas costas esfriarem. Olhei pra Fran e sinalizei para ela dar o fora dali. Rapidamente coloquei a colher de volta no bolso dele o coloquei encostado numa van próxima a nós. Caminhamos aquela ladeira, como se eu houvesse ganhado na loteria do oxigênio. Só depois de subir olhamos um para o outro e pensamos na merda que tinha acabado de acontecer. La Paz De volta ao normal, chegamos ao teleférico "rojo". Subimos no teleférico e no meio do caminho, eu pensei. - E se aquele filho da puta me jogou uma macumba? - Naquele momento, eu fui cantando mentalmente tudo quanto é música de igreja, com medo do capeta. Para minha felicidade, o teleférico "rojo" era duas vezes o tamanho do "amarillo" tanto horizontalmente quanto verticalmente. Chegamos lá anoitecendo, e aparentemente não havia nada de muito interessante para se fazer. Comemos um arroz doce muito gostoso lá em cima e tomamos um café, estava bem frio nesse dia. Pegamos o teleférico de volta e seguindo a rua da praça, vejo um lugar escrito "trancapechos" e uma senhora fazendo uns lanches na chapa, parecia muito gostoso. Perguntei do que era, e ela disse que vinha, arroz, "hamburguesa", tomate com cebola, papas, e uns molhos. CARA! QUE DELÍCIA!! EU QUERO COMER TRANCAPECHOS PRO RESTO DE MINHA VIDA E MORRER DE DIABETES!!!!! Seguimos a caminhada até o hotel, onde nos arrumamos para ir ao bar de novo. Dessa vez haviam 3 israelenses, com nomes de israelenses, era de se esperar que eu não fosse decorar seus nomes. Mais uma vez pude ver Ruan, o húngaro e Damian, o argentino. Joguei duas partidas de sinuca com os israelenses, que me ensinaram a jogar o jogo que, até então, eu dominava tão bem quando eu domino física quântica. E pude perceber o quanto eu sou travadão. Preconceito à parte, aqueles 3 israelenses eram visivelmente mais descolados que eu. Qual é?! Os caras são de israel. Depois de perder humilhantemente e papear com o Ruan, que estava bem mais comunicativo dessa vez, e com Damian, eu fui dormir. Fotos do dia
  5. 16/12/2014 La Paz Acordamos cedo, e infelizmente não havia "desayuno" no Full Hostel, e como achamos MUITO frio o quarto, resolvemos achar um outro lugar para dormir. Entre os vários albergues que visitamos, o que mais nos chamou a atenção foi o Muzungu, na Calle Illampu. Até então eu não sabia, mas eu iria me apaixonar por aquele albergue. Havia desayuno, baño compartido, restaurante e bar, onde poderíamos escolher um drink free, por um preço de 110 B$ o casal. Voltamos, fizemos a mala e fomos dar check-in no Muzungu. Almoçamos em algum lugar não muito característico, tanto que nem lembro onde almoçamos. Pedimos informações sobre o mirante ao recepcionista do hotel, e fomos informados sobre o mirante do teleférico "Amarillo". Saímos mais tarde em caminhada para o teleférico, que olhando agora aqui no G Maps são 2,5km, que para a altitude foi como uma maratona. Exaustos, compramos as passagens por 3B$ cada. Na subida a vista era maravilhosa, podia-se ver toda a cadeia de montanhas, o "Chacaltaya", "Huayna Potosi", Illimani", entre outras que não conhecia. Chegamos na estação de "El Alto", que para a minha infelicidade era mais frio e o ar era mais rarefeito que o centro de La Paz. Procurando o mirante sem sucesso, fomos informados que o mirante estava desativado. Desanimados, saímos e fomos procurar ao redor do teleférico, algum lugar onde havia uma boa visão das montanhas, e para minha surpresa, eu fiquei feliz do mirante estar inativo. Que vista era aquela?! Era um ambiente de favela com as montanhas de fundo. Estava tudo maravilhoso, ainda mais com a companhia da minha esposa e de um cachorro. Sim, enquanto curtíamos a paisagem, um cachorro chegou na boa e sentou-se do nosso lado. Ficamos ali, eu, minha esposa e o cachorro. Quisera eu ficar ali o dia todo. Mas estava começando a escurecer, e por mais que fosse dura a dor do parto, tínhamos de partir e dar Adeus para "Rex". Descemos o teleférico e seguimos nosso caminho para o hostal a pé. No meio do caminho comemos umas besteirinhas também não muito características. No hostal tomamos um banho e subimos para o bar. Lá, a festa já estava armada, todos nos gritaram e nos abraçaram nos recepcionando. Havia a Miri Am, a alemã, Ruan Estrada, o húngaro, Ludimila, a baiana, Damian, o argentino, Fernando, o português e Cesar, o barman Cubano. Ruan, era o mais característico. Ele ficou lá sentado, enquanto a Ludimila falava com ele, e ele simplesmente em silêncio. O pessoal muito gente fina, mas infelizmente muitos estavam de partida, e portanto não os veria no dia seguinte, foi o único momento que ouvi a voz de Ruan. Fotos do dia
  6. 14/12/2014 La Paz Acordei cedo, não me recordo que horas. Acordei um pouco ofegante, mas extremamente enjoado. Tomei minha pilula "soroche" e fiquei por mais de duas horas suando frio. Passamos por "El Alto" quando minha esposa me mostrou a montanha, ainda não sabia, mas era o majestoso Illimani. Nessa hora mesmo, eu estava me fodendo. Podia ser o Everest, eu só queria morrer naquele momento. Ao FINALMENTE chegar na rodoviária, eu não aguentei e fui ao banheiro do ônibus e chamei o palhaço. Me arrependo até hoje daquele "charquekan". Voltei do banheiro até saltando, estava zerado, bem... pelo menos até a primeira ladeira. Pegamos um táxi até "Calle Juan XXIII", em um hotel indicado por ele. Entramos perguntamos o preço e saímos correndo, eram 200B$ a noite. Encontramos o "Free Hostal" na mesma rua, infelizmente free era só o nome. Ainda sim, a um preço de 110B$, resolvemos ficar lá por uma noite. Saimos para almoçar, e a dez passos dali estava a "Calle Illampu", onde haviam vários restaurantes. Depois de meia hora de caminhada chegamos a "Calle Illampu", sem fôlego. Não havia oxigênio naquele país! Juro, que em alguns momentos pensei em matar minha esposa para roubar a cota de oxigênio dela. Lá, encontramos o "Chifa Shanghai", um restaurante meio que oriental. O melhor restaurante da Bolívia! Caralho!!!! Como a comida de lá era boa! Aquele talharim... Temo que nunca mais comerei um talharim tão gostoso. Infelizmente combinamos de não repetir restaurantes. Cada prato custava menos de 20 B$, isso dá menos de 8 R$. Depois de descansarmos um pouco, saimos para explorar a cidade, descemos a famosa "Calle Sagarnaga" que eu sinceramente não achei nada demais e conhecemos a "Plaza Murillo", um lugar mais do que interessante. Havia o mercado, a igreja de San Francisco, o museu e um espaço aberto com uma escadaria cheia de espectadores. Me aproximando mais da escadaria, eu vejo o que parece ser um ator fazendo uma apresentação de stand-up. Ele poderia estar fazendo um ritual satânico, que eu não saberia dizer com o espanhol que tenho, mas presumo que pela risada da platéia, era uma apresentação de comédia. No caminho de volta, enquanto caçava moléculas de oxigênio, paramos para comer "hamburguesa" com papas, algo em torno de 10B$, bebemos também uma "SIMBA", sim, caros amigos cuiabanos, um "SIMBÃO" de maçã verde. Fomos para o hostal, e dentro do quarto fui perceber como estava frio. Depois de minha esposa brigar comigo, tomei banho contrariado. Entrei de baixo da coberta, e tremi até pegar no sono. Fotos do dia
  7. 14/12/2014 Santa Cruz de la Sierra Acordamos cedo no domingo para o "desayuno", e percebemos que a porta estava trancada. Descemos na recepção para perguntar sobre o "desayuno" e fomos informados que ele não era servido aos domingos. Entrei no quarto e chorei por meia hora. Fizemos o check-out e pegamos um micro para o Terminal Bimodal para comprar a passagem com antecedência, já que fomos informados que as passagens podem se esgotar algumas horas antes do embarque. Lá, com fome, resolvemos dar uma outra chance à "salteña", que dessa segunda vez, não estava tão ruim, mas ainda longe de ser boa. Tomamos um café, que eu achei extremamente saboroso, apesar de ser pouco amargo. Compramos fones de ouvido para ouvir durante a viagem, pilulas "soroche" para o mal de altitude e "assaditos" para a nossa fome. Depois de explorar um pouco os arredores da rodoviária, paramos para comer em frente a rodoviária. Foi a primeira comida que tivemos medo de comer, um "charquekan" e um "cerdo al horno". Aquilo tinha uma cara medonha, um milho branco gigante, ovo cozido com casca, batata doce com casca, banana frita com casca, carne de charque frita e carne de porco frita eram uns dos ingredientes dos pratos. Olhamos aquele prato por alguns segundos, olhamos um pro outro e eu pensei. - Já que estamos aqui, vamos viver esse país direito. - A comida era tão gorda, que a densidade do meu sangue quase entupiu minhas veias. O charque frito parecia com "dread locks" fritos, e eu sinceramente não saberia dizer se houvessem cabelos na minha comida, tanto que rezei pro cozinheiro não ser um hippie de "dreads". Mesmo assim a comida era impressionantemente gostosa. Voltamos a rodoviária e ficamos sentados papeando e esperando o momento do embarque, que era umas 4 horas depois. De repente, um senhor com calça de militar aparece dizendo ser da Polícia Federal, pensei. - Perdi meus órgãos. - Pediu nossos documentos e eu como gostava muito do meu rim, prontamente atendi. Ele olhou os documentos, olhou para nós, nos devolveu e foi embora. Até hoje espero a carta do SPC/Serasa boliviano das contas feitas no meu nome. O ônibus chegou depois de muita espera, mas a placa era diferente do bus que estava na passagem. Perguntamos ao motorista se era o nosso, e ele disse que tinha que perguntar na "mecânica", e o rapaz da mecânica disse que era. Quando voltei, o motorista disse que viria outro bus, que seria o nosso. E o outro bus chegou, porém também não era a placa da passagem. Depois de atuar como bola de ping-pong atrás da informação correta, subi no segundo bus. Então, sobe uma mulher no bus com uma lista de nomes, com o nosso nome entre eles. Tivemos que trocar de bus. Enfim, percebi que tudo é MUITO desorganizado na Bolívia. Partimos em direção a La Paz, e Graças a Zeus, tivemos uma viagem tranquila. Na parada para janta, pude experimentar o delicioso "manjadito", um arroz temperado com muita pimenta, com um zóião e mandioca. Tocamos viagem assistindo "A Prova de Fogo" em espanhol, e esses filmes ficam muito mais dramáticos dublados em espanhol. Choramos e depois dormimos. Fotos do dia
  8. 13/12/2014 Santa Cruz de la Sierra Acordamos cedo, algo em torno de 07:00, e fomos para o "desayuno", onde fomos servidos dois pães típicos da região, com uma bandeja de geleia e margarina mais um copo de leite com café. Lá, conhecemos Anthony, O Inglês, e uma Austríaca que não sei o nome. Após o "desayuno" pegamos um micro para a "feria del barrio lindo". Lá, caminhamos, caminhamos, caminhamos, caminhamos, caminhamos, compramos uma mochila cargueira por 110B$, caminhamos, caminhamos, compramos um bolinho de carne, caminhamos, compramos salada de frutas e churros, caminhamos, caminhamos, caminhamos, compramos alguns acessórios pra frio e por fim, andamos. Porra!!! Como aquele lugar era imenso. Pelo menos na cidade de Cuiabá, não temos áreas para compra tão grande como aquela. A manhã inteira caminhado e não vi metade do galpão principal, e haviam mais 3 ao redor. Subimos um andar do galpão principal para almoçar, lá havia um tumulto de gente e como não havia cardápios, garçons, tampouco tradutores, pegamos nomes aleatórios no quadro escrito a giz. Comida dentro do padrão, pollos a milanesa, papas, arroz, e uma variedade de salada muito boa, cada prato custando 12B$, equivalente a aproximadamente R$ 5,00. Percebi então que o pessoal da Bolívia come MUITO bem, todos os restaurantes servem um prato muito farto e com bastante verduras. Higiene não é algo que você vai querer levar em conta, se isso fosse uma preocupação minha, eu teria voltado a Cuiabá, com basicamente nenhuma refeição. Continuamos nossa caminhada até cansarmos e pegamos um micro para a "plaza", novamente. Descendo do micro, ouvimos a distância um barulho de tambores, e como não tinha porra nenhuma pra fazer e estava curioso, caminhamos até a parte de trás do museu localizado na "plaza", lá havia um grupo afro/boliviano/venezuelano/cubano se apresentando. Percebi que realmente sou preto, quando meu tom de pele acompanhava o mesmo de boa parte das dançarinas e dos músicos. Caminhamos até a "7 Calles" onde comi um dos pratos que mais me encantou na Bolívia, a "Arepa". Quando eu pedi, a massa parecia um ovo mexido com queijo, a simpática chola pressionava contra a chapa quente e aquilo tomou a forma de um omelete. Não sei descrever, mas parecia um pão de queijo frito, MUITO GOSTOSO! Infelizmente não encontrei mais "Arepas" por toda a minha viagem. Voltando ao hotel, descansamos e tratamos de ir procurar um lugar para jantar. Fomos indicados pelo funcionário do hotel a ir a um restaurante mexicano. No restaurante, pedimos um prato chamado "plato de nada", um dos mais caros, que vem de tudo um pouco, mas quando eu digo pouco, é pouco mesmo. Felizmente, havia recém comido. Tiramos a noite para caminhar um pouco a noite, e pudemos reparar como Santa Cruz de la Sierra é um lugar EXTREMAMENTE sujo. Você pode ver lixo por todo lado na rua, água de esgoto empoçada na rua, uma dessas poças pisadas pela minha esposa, que por sinal estava de chinelo. Lutei bravamente para não rir enquanto caminhávamos, e ela reclamava que o pé estava pregando até que, passando por uma barraquinha de espetinho, minha esposa pula gritando, - Tem algo quente na minha perna - e quando viramos vemos um pequeno diabinho boliviano, olhando para nós com o pintinho de fora, enquanto a sua mãe segura, a uma distância não maior que 5 metros da barraquinha. Neste momento comecei a rir até quase cair no chão. No mesmo momento voltamos ao hotel, enquanto eu tentava coordenar meu corpo para rir e caminhar ao mesmo tempo. Depois de um dia cansativo e não muito interessante, dormimos. Fotos do dia
  9. 12/12/2014 Santa Cruz de La Sierra Acordei igualmente surrado, já chegando em Santa Cruz de La Sierra por volta das 8:00 local. Fomos deixados em um lugar qualquer, digo isso porque aquilo não parecia uma rodoviária. Para me situar pegamos um táxi até a estação Bimodal junto com a Bete. Chegando na estação Bimodal, não pude deixar de reparar um pastelzinho um tanto quanto "amigável", e perguntei o que era e de que era. - pelo menos eu acredito ter perguntado isso - Das poucas palavras que pude entender eram "salteña" e "pollo", e ao menos "pollo" eu sabia do que se tratava, então pedi um pra mim e outro pra minha esposa. Era o meu primeiro contato com a culinária e a expectativa era grande. Logo dei minha primeira mordida, e até hoje eu acredito que a ciência deveria estudar os bolivianos. Havia uma FUCKING sopa dentro do pastel, e quando eu digo sopa, eu digo sopa mesmo. Eu, sinceramente, não sei como eles fizeram para colocar aquilo dentro do pastel. Minha roupa já suja de barro, neste momento, ainda estava suja com aquela sopa de cor escura com pedaços de batata e fiapos de frango de sabor levemente apimentado envolto por uma massa doce. Minha viagem acabou ali. Já procurava por formas de voltar ao Brasil o mais rápido possível, mas depois de muito chorar no ombro de minha esposa resolvi levar essa viagem até o final e viver ao máximo essa cultura diferente. De lá, fomos indicados a pegar um táxi até a "Plaza 24 de Septiembre", que era o centro da cidade, onde haviam muitos hotéis, casas de câmbio, restaurantes, lojas e afins. Os hotéis nessa região estavam todos cerca de 200B$, então resolvemos procurar uma lan house para informar que ainda seguíamos vivos e para procurar endereços de hotéis baratos. Após aproximadamente uma hora, saímos com alguns endereços em busca de hotéis mais baratos. A primeira coisa que fui fazer, era pedir informações aos moradores da região. Eu estava tão destruído que as pessoas tinham medo de falar comigo, houve um caso de um senhor, simplesmente, olhar para mim com cara de assustado e sair apertando o passo. Percebi que estava na total merda, e apertamos o passo para chegar o mais rápido possível em um hotel para podermos descansar. Encontramos o hotel chamado "El Turista". Não era muito barato(140B$), mas no cansaço pegamos a primeira coisa que parecia agradável, no caminho. Tomamos banho e descansamos até, aproximadamente, 13:00. Saímos com alma renovada e muita vontade de explorar, dessa vez limpos, descansados, sem mochila nas costas e com fome. Na rua, dividimos um bolinho de carne com mandioca cozida e uma maionese industrial de sabor limão, que sinceramente, foi uma das maiores paixões culinárias que tive no país. No meio do caminhos vimos muitas pessoas com um carrinho arredondado escrito "Somó", guiados pela curiosidade perguntamos a uma das senhoras o que se tratava, ela falou mais um monte de palavras ininteligíveis por mim, mas aquilo parecia um refresco branco muito agradável, até ela, com uma concha, mexer a bebida, que subiu alguns caroços do fundo do carrinho. Juro que não pude disfarçar a cara de nojo, e até hoje me sinto mal por isso. Agradecemos a senhora e continuamos a caminhada. Paramos em algo parecido com um pequeno shopping quase em frente a "Plaza" para almoçar, e então tive minha primeira surpresa culinária positiva. Fui de carne de "res" a milanesa enquanto a Fran foi de Pollo. As carnes ocupavam facilmente 60% do prato, era MUITA carne acompanhado de um arroz "integral" um pouco diferente do arroz brasileiro ou uma macarronada com umas "papas" também diferentes, e uma salada de tomate com cebola. Saímos de lá rolando, e rolamos por mais de 3 horas ao redor da cidade, e da famosa "7 Calles". - Que na minha conta, eram apenas 6 Calles - Após muita dor na panturilha, pés e nas costas resolvemos ir para o hotel descansar. No hotel pedimos informação sobre alguma feira e fomos informados sobra a "Feria del Barrio Lindo". Não me lembro de ter jantado esse dia. Depois pudemos REALMENTE descansar desses dois dias cansativos. Fotos do dia
  10. Olá, meu nome é Rodolfo, sou um Cuiabano de 25 anos, e sou muito bem casado com Franciele. E resolvi nos dar de presente de 3 anos de casamento, uma viagem um tanto quanto aventureira. Como a trip foi um pouco fora de nossas expectativas e um tanto quanto fora do comum, comecei a registrar os acontecimentos do dia-a-dia. Eu estarei postando UM dia de trip por post, de forma bem-humorada e também contribuindo com alguns dados para os que desejam fazer o mesmo. Nosso orçamento para a trip foi de R$ 1500,00 por cabeça. E começamos assim: 11/12/2014 Cuiabá Saímos de Cuiabá para Cáceres ás 07:00 pela empresa Meira-Tur. A passagem custou R$ 55, que foi pago na hora. A viagem durou 3 horas, o suficiente para pegar o bus das 12:00 para a fronteira. Cáceres Chegamos em Cáceres por volta de 10:00 e fomos deixados na porta da Polícia Federal, onde retiramos o nosso "Permission" para saída do Brasil. Caminhamos até a rodoviária do Centro. Foi uma caminhada gostosa, conversávamos e discutíamos nossas expectativas. Me sentia, neste momento, um mochileiro das galáxias. Chegando na rodoviária, descobrimos que a empresa TransBolívia já tinha reservado as 3 últimas passagens das 12:00 para San Mathias. Faltando aproximadamente 1:30 para nosso embarque, iniciamos o teste de paciência do funcionário. Faltando aproximadamente 45 minutos, uma das pessoas que reservou a passagem chegou. Intensíficamos o teste de paciência do funcionário, até que faltando 30 minutos, ele libera a passagem. Embarcamos as 12:00 e felizmente, as pessoas que reservaram as duas últimas passagens, não compareceram. Seguimos uma viagem de aproximadamente 2 horas até a fronteira entre Corixa-Brasil e San Mathias-Bolívia. San Mathias Na fronteira, fomos brevemente revistados pelo GEFRON, nada demais. Ao terminar, havia uma fila de táxis impecavelmente destruídos já a nossa espera. Em um ato de roleta-russa, escolhemos um táxi e fomos para a "Imigración" para dar entrada na papelada. Rapidamente recebemos uma papelada e voilà, estavamos legalmente na Bolívia. Continuamos em caminhada para o "Centro" da cidade, onde encontramos um ônibus de "luxo" na beira da rua e fomos pedir informações sobre a compra de passagens. Depois de muita falha de comunicação, comprei a passagem com eles mesmos. Após esperar por meia hora a saída do ônibus, eles me chamam e falam "Não vai pegar o ônibus?". - Isso é o que eu acho que eles disseram, já que entendia tanto de espanhol quanto entendo de mandarim - Foi então que fomos informados que teríamos de ir até a rodoviária. Com medo de perder o bus corremos atrás de um táxi para nos levar até lá. Chegando na rodoviária, descobrimos que na verdade ganhamos uma hora com o fuso horário. Lá, encontramos Bete e Jaqueline, que estavam no mesmo bus de Cáceres a Corixa. Deixei minha esposa falando com elas enquanto eu tomei a maior distância possível, pois elas falavam mais que meu cérebro podia processar. Ônibus da Morte As 15:30 embarcamos no ônibus da morte - apelido carinhoso dado por mim - com destino a Santa Cruz de La Sierra, e antes que pudéssemos partir, observei que não havia a PORRA DE UM BANHEIRO!!! A viagem que duraria 16 horas, ainda veio com o desejo de prisão de ventre, desejo esse que nunca pensei que teria em minha vida. Seguimos a trip com um motorista, que poderia facilmente ter suas habilidades comparadas a um piloto de Rally de velocidade, onde em alguns trechos podíamos ouvir galhos batendo em ambos os lados do bus. Com nossa mochila de suprimento de lipídios, fomos comendo e conversando enquanto admirando a paisagem. De repente o bus para no meio do absoluto nada e 40% do bus desce, eu guiado pela preguiça e falta de curiosidade fiquei sentado. Uns minutos depois resolvi levantar para ver o que acontecia, e descobri que era a parada do "banheiro", digo "banheiro" porque o objeto mais próximo que havia do ônibus era uma árvore a 20mts. Os 40% subiu no bus e seguimos viagem até um vilarejo com 3 lanchonetes e duas residências, lugar esse que não me lembro o nome e sinceramente, não faço questão. Depois de muita procura, encontramos um banheiro, esse sem parênteses. Banheiro esse de 3 muros de madeira, - se fizer as contas verá que está faltando muro - telhado de palha e uma "privada" de madeira que fedia tanto, que os urubus da região voavam com uma asa e a outra tapavam o nari. Continuamos viagem até o anoitecer. O motorista faz outra parada, e dessa vez eu desci, já que era a última da noite, provavelmente. Caminhando sobre uma terra fofa, procuro por uma região com mais "privacidade", na volta reparo que aquela terra fofa, na verdade estava verde, graças a Deus. Eu espero até hoje que aquilo seja de cavalo. O Susto No meio da noite, praticamente dormindo, sentimos o ônibus rampando sobre uma ondulação na pista, perdendo o controle e QUASE capotando no lado direito da estrada. Sinceramente, não sei dizer se fiquei travado por 2 segundos ou 2 minutos, quando então vejo pessoas pulando pela janela do lado esquerdo. Fiz um cálculo de engenharia rapidamente e pensei. - "Essa porra vai desbalancear e tombar pra direita" - Rapidamente pedi pra minha esposa pular, joguei minhas mochilas e pulei logo atrás. Após a adrenalina baixar eu pensei. - "Que foda!!! Eu quero de novo!" - Ajudei a descer o restante das pessoas do ônibus, as cargas, contamos piadas, rimos, gravamos videos, tiramos fotos, até que a chuva começa a cair e ouço um anônimo fazendo uma pergunta genial. - "E agora?" - Eu, novamente, em outro cálculo rápido pensei. - "Fodeu!". Mas meu cálculo não levou em consideração que o nosso motorista era um piloto de Rally. Logo em seguida, apareceu um ônibus ultrapassado pelo nosso querido filho da puta de um motorista. Embarcamos sujos, suados, molhados e fedidos, e seguimos viajem para Santa Cruz de La Sierra. E enfim, consegui dormir. Fotos do dia
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