Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

rodrigovix

Colaboradores
  • Total de itens

    597
  • Registro em

  • Última visita

  • Dias Ganhos

    9

rodrigovix venceu a última vez em Janeiro 12

recebeu vários likes pelo conteúdo postado!

Reputação

186 Excelente

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Argentina, Bolívia, Chile, França, Indonésia, Peru, Singapura, Tailândia, Turquia e Uruguai.
  • Meus Relatos de viagem
    Bolívia + Chile + Peru (26 dias - abril/2015) TUDO por 1.600 dólares!
    https://www.mochileiros.com/topic/37110-bol%C3%ADvia-chile-peru-26-dias-abril2015-tudo-por-1600-d%C3%B3lares/?page=1
    .
    Indonésia + Singapura + Tailândia (36 dias – out e nov/2017) A viagem dos SONHOS!
    https://www.mochileiros.com/topic/72647-indon%C3%A9sia-singapura-tail%C3%A2ndia-36-dias-%E2%80%93-out-e-nov2017-a-viagem-dos-sonhos/
  • Ocupação
    Publicitário e fotógrafo nas horas vagas.
  • Meu Blog

Últimos Visitantes

O bloco dos últimos visitantes está desativado e não está sendo visualizado por outros usuários.

  1. Capítulo 12: O espetáculo do sol: adeus Nusa Penida! 12º dia (22 de outubro) Pouco depois das 5h da manhã já estávamos de pé. Afinal, o tão aguardado momento havia chegado. Estávamos na expectativa de um belo esfregão da natureza na nossa cara, daqueles que dizem "olha como eu sou linda pra caralho, humanos" rs. E não nos desapontamos. Fomos os primeiros a botar a cara pra fora na (ainda) resistente escuridão. Mas não os únicos. Poucos minutos depois, um outro casal nos seguiu subindo para o alto de uma pequena colina de onde observaríamos melhor o espetáculo. O sol começou a romper a madrugada, e o céu foi se pintando de um azulado. Algum tempo depois, um guia e mais três turistas surgiram - ao que tudo indica, não é incomum que as pessoas acordem de madrugada e venham até essa parte da ilha presenciar o nascer do sol. Eis que ele surge. No seu tempo, imponente. Cada vez mais belo. Eu havia planejado tantas fotos, mas não fiz nem a metade. É que às vezes me pegava parado admirando aquela beleza toda, quase sem reação. E não me arrependo nem um pouco disso. Preciso falar alguma coisa? Não, né? Ainda sonho com esse momento. Aproveitamos pra fazer algumas fotos nas casas das árvores (uma delas ilustra a capa de abertura desse relato). Esse local, de 2017 pra cá, inevitavelmente se tornou um dos principais motivos pelos quais muitos turistas vêm até essa parte da ilha. A maioria sequer dorme aqui ou presencia o nascer do sol. Só vem, faz umas fotos, e vai embora. Eu nunca vou me esquecer desse lugar. Lembro que acordei à noite na casa da árvore e fiquei olhando um tempo pro teto de palha, ouvindo o barulho das ondas batendo nos paredões e ecoando longe. Lembrei na hora da sensação de quando estava numa viagem pelo Peru e passei uma noite numa cabana dentro do Canyon del Colca. "Meu Deus, olha onde eu tô!". Sem palavras. Eu agradeço demais nessas horas. Pegamos nossas coisas, subimos nas motos e seguimos viagem de volta ao centrinho de Nusa Penida, do outro lado da ilha. Havíamos combinado de devolvê-las às 8h e não queríamos atrasar. Compramos outro protetor solar no mesmo local da vinda, porque estava bem barato (Rp. 55.000) e a gente tava usando bastante. Ainda paramos pra fotografar umas paisagens das plantações de alga, uma das principais fontes econômicas em Nusa Penida. Eles exportam bastante para o Japão. Devolvemos as motos e fomos tomar café no lugar de sempre. Isso porque decidimos manter essa diária no bangalô que estávamos, pois deixamos todos os nossos pertences e mochilões lá, levamos apenas as mochilas de ataque pra noite na casa da árvore. Foi uma decisão bem prática. Voltamos ao bangalô, tomamos um banho gelado e arrumamos os mochilões. Fizemos o check-out com aperto no peito. Recomendo muito o Jati Bungalows para quem for se hospedar em Nusa Penida. A Jati é muito atenciosa, prestativa e o lugar é incrível e com um preço justo. Fomos almoçar e gastar um pouco do tempo, pois nosso barco só sairia às 16h. Almoço: 2 noodles, 2 cocas, 2 panquecas de batata, 3 tipos de doce e uma garrafa de água (total Rp. 115.000). Trocamos 50 dólares (não trocamos muito porque a cotação em Bali seria melhor), pegamos nossos mochilões e fomos para o barco. Lá no local de onde nosso barco saia, não estavam localizando nossos nomes. Liguei para o Roby pelo whatsapp (com quem eu havia combinado as passagens) e ele resolveu com o atendente. Pagamos Rp. 250.000 cada no barco de retorno de Nusa Penida para o porto de Sanur, em Bali, mais o transfer de Sanur para o nosso hotel em Kuta, região do aeroporto onde passaríamos uma noite para então pegar o nosso voo cedo no dia seguinte. Chegando em Kuta, fizemos check-in no nosso hotel (Rp. 218.050) e saímos para conhecer a região. Honestamente, achei uma região bem feia. Não sei se era porque eu tinha vivenciado lugares paradisíacos e mágicos até então, mas achei a região de Kuta muito muvucada, a praia feia, suja, e o local com a sensação de ser muito perigoso, com vendedores te abordando na rua o tempo todo. Enfim, não demoramos nem 20 minutos na rua e já quisemos voltar para o hotel. Quando foi de noite, pegamos um táxi até a região de Seminyak (Rp. 75.000), conhecido por ser um bairro mais "nobre". Queríamos conhecer o Motel Mexicola, um restaurante super descolado e com uma decoração mexicana SENSACIONAL. Tava lotado de gringos, tinham vários ambientes, e vez ou outra eles pegavam alguns clientes e levavam pra cima de uma espécie de ringue que tem no meio do restaurante e lá rolava altas brincadeiras. Galera bem animada. Realmente, o lugar era incrível, porém com preços muito acima dos nossos padrões mochileiros mão-de-vaca naquele momento hehehe. Fizemos umas fotos e logo fomos embora. Eu fiz no celular mas acho que perdi as fotos, então vou deixar algumas imagens da internet aqui: Na saída, compramos um milho doce (Rp. 15.000) e depois enchemos a pança numa promoção de um Burger King pelo qual passamos (Rp. 100.000). Pegamos o táxi de volta para o hotel (Rp. 70.000). Foi nossa última noite em Bali. Mas nem deu pra ficar muito triste, porque já estávamos na expectativa do dia seguinte. Pegaríamos um voo para Singapura, onde encontraríamos um casal de amigos e com eles passaríamos a semana lá. E um detalhe: já chegaríamos direto para uma inesquecível (e nada econômica) diária no lendário Marina Bay Sands. SALDO DO DIA (por pessoa): Rp. 27.500 - protetor solar Rp. 10.000 - coca-cola Rp. 57.500 - almoço Rp. 250.000 - barco + transfer hotel Rp. 218.050 - diária hotel Kuta Rp. 72.500 - táxi ida e volta Rp. 7.500 - milho doce na brasa Rp. 50.000 - burger king TOTAL: Rp. 693.050 (USD 51) PRÓXIMO CAPÍTULO: Olá, Singapura! Um dia no lendário Marina Bay Sands.
  2. Muito obrigado, @JanainaB. Fico feliz em ter ajudado. Já corre com essa trip pra Ásia porque você vai gostar demais!!!
  3. @h.flavioborges Boa, Flávio! A Indonésia é espetacular e eu certamente voltarei lá um dia. Muita coisa pra conhecer, ainda. Se tiver um calendário mais flexível, sugiro que vá em outubro, pois novembro em Bali já é o início da estação molhada, e as chances de pegar dias com chuva aumentam. Depois dá uma ollhadinha da tabela climática que eu montei, lá na primeira página. Abraços!
  4. Capítulo 11: Goa Giri Putri, Atuh Beach e uma casa na árvore. 11º dia (21 de outubro) Após acordar e tomar nosso café da manhã, fomos direto atrás de alugar duas scooters, essas motos automáticas típicas da região e, arrisco dizer, o principal veículo de locomoção do sudeste asiático. Fomos perguntando pela rua e logo nos deparamos com dois moradores dispostos a alugar as próprias motos. Pagamos Rp. 80.000 pela diária em cada uma delas. Abastecemos com 2 litros de gasolina em cada uma (Rp. 16.000 o litro), ali mesmo, no meio da rua, com garrafa pet, funil e peneira (hahaha segurança mil). Paramos numa farmácia para comprar protetor solar (Rp. 55.000) e hidratante (Rp. 28.000) e seguimos rumo a nossa primeira parada: Goa Guri Putri (ou o Templo da Caverna). Estacionamos as motos próximo à escadaria que da acesso ao templo e ali mesmo alugamos as sarongs (Rp. 5.000 cada), de uso obrigatório. Chegando lá em cima, estava acontecendo uma cerimônia. Aguardamos o fim da cerimônia e deixamos nossa doação de Rp. 20.000 cada. Entramos na fila e descemos por um pequeno buraco, que só cabe uma pessoa por vez. Depois de passar por debaixo de uma fresta na pedra, nos deparamos com uma caverna imensa. Muito grande mesmo. Lá também estavam acontecendo outras cerimônias. Percorremos em silêncio por todo o local e depois fomos embora. Continuamos viagem pela encosta. Nosso destino era a praia de Atuh Beach, no extremo oposto da ilha. Esse trajeto é um dos momentos que guardo com carinho na memória. Os locais acenando com alegria para nós enquanto passávamos em frente suas casas. A cada curva, uma paisagem deslumbrante. Aquele sol e vento no rosto, num lugar autêntico e acolhedor. Sensações que marcam a gente vale a pena cada esforço pra estar ali. A estrada até Atuh Beach não era muito pavimentada, o trecho final meio "off-road". Pode ser que hoje já tenham pavimentado, do jeito que a ilha tá ganhando cada vez mais fama. A praia é linda, o acesso é por escadas. O mar tem bastante pedra, não é fácil se banhar. Mas a areia é branquinha e há algumas barracas e quiosques servindo bebida e comida. Pedimos 2 fried rice, 1 coco e 3 coca-colas, totalizando Rp. 75.000. Ficamos lá por volta de 3 horas, aproveitando cada segundo daquele paraíso. Abastecemos as motos (Rp. 20.000) e seguimos viagem até o nosso destino final, a Rumah Pohon "Treehouse". São 3 incríveis casas na árvore localizadas próximas a penhascos numa das paisagens mais deslumbrantes da ilha. Desde o primeiro instante que li sobre esse lugar, quis passar uma noite lá. E que decisão maravilhosa. Experiência única, bem rústica, e num lugar que prometia o nascer do sol mais lindo de todos. Chegamos ao local, onde nos receberam numa espécie de "restaurante". Estacionamos nossas motos e descemos por umas escadas feitas na encosta até as casas na árvore. O banheiro é externo. O quarto tinha uma cama e um ventilador. Quando entramos, fomos recebidos por um lagarto enorme na parede do nosso quarto, que logo se assustou e fugiu haha. Guardamos nossas coisas, carregamos nossos equipamentos e subimos pra jantar. Compramos 2 cervejas, 2 coca-colas, 3 pacotes de salgadinhos e 1 sabonete, e depois fomos jantar 2 fried rice. Tudo isso ficou por Rp. 117.000. Tomar cerveja comendo uns petiscos ouvindo uma musiquinha ambiente que vinha do restaurante, numa mesinha de madeira e cobertura de palha com a vista do mar aberto em pleno crepúsculo. Conseguiu visualizar a cena? Incrível demais. Fomos dormir, porque no outro dia acordaríamos cedo para o espetáculo tão aguardado. Foi uma noite incrível, e a trilha sonora ficou por conta das trovoadas que as ondas provocavam ao se chocarem nos paredões do penhasco a poucos metros de nós. Eu não tenho palavras pra descrever o quanto eu amei Nusa Penida. SALDO DO DIA (por pessoa): Rp. 40.000 - diária scooter Rp. 32.000 - 2 litros de gasolina Rp. 41.500 - protetor solar + hidratante Rp. 5.000 - aluguel sarong Rp. 20.000 - doação Templo da Caverna Rp. 37.500 - almoço + bebidas em Atuh Beach Rp. 58.500 - bebidas + sabonete + jantar TOTAL: Rp. 234.500 (USD 17) PRÓXIMO CAPÍTULO: O espetáculo do sol: adeus Nusa Penida!
  5. Sei que eu tô relapso com esse relato, galera. Mas não desistam de mim hehe. Até 2050 ele termina.
  6. Coisa boa de ler, Iago! Obrigado mesmo. Vou tentar retomar esse relato aqui o quanto antes. A correria do dia a dia atrapalha nessas horas rs.
  7. Gostei de ver, @Rezzende. Muito boa menção ao @Sorrent. Relato foda! Foi um dos pioneiros no relato desse roteiro e de fundamental contribuição quando eu estava planejando minha viagem. Valeu mesmo! É natural que a gente vá procurando sempre os relatos mais recentes e atualizados, mas importante lembrar da galera lá de trás que foi dando condições pros que vieram em seguida.
  8. Fala, @Rezzende. Que beleza de relato, cara. Parabéns!!! Muito feliz por sua trip. Era essa aí mesmo haha. Lembrei bem dela. Me salvou. Muito engraçado como ela se tornou famosa aqui no mochileiros. Foi realmente uma salvadora da pátria naquele momento de frio congelante em que eu não tinha ideia de pra onde ir. Pode ser também que várias senhorinhas façam esse trabalho e a da Mary tenha sido uma outra. O importante é tirar a gente do frio haha. Abraços!
  9. Capítulo 10: Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay. 10º dia (20 de outubro) Nusa Penida é a maior das ilhas Nusa. Por esse motivo, ao contrário das suas irmãs Nusa Lembongan e Nusa Ceningan, não é possível conhecer toda sua beleza em apenas um dia. Algo muito comum em Nusa Penida é a contratação de motoristas/guias particulares que te levam até os principais pontos da ilha. Isso porque boa parte das estradas (ainda) não possui boas condições, e contar com motoristas locais experientes nessas horas pode te poupar muita dor de cabeça. Sem falar que o preço é acessível, ainda mais se você estiver dividindo com uma ou mais pessoas. Os passeios na ilha costumam ser divididos por região, de acordo com a logística geográfica dos pontos. O tour OESTE passa pelos pontos de Kelingking Beach (a parte mais famosa da ilha, que vocês viram no capítulo anterior), Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay. O tour SUL visita Tembeling Forest, Banah Cliff e Perguyangan Steps. Já o tour LESTE vai até Atuh Beach, Suwehan Beach, Goa Giri Putri e 1000 Island Viewpoint. Como nos relatos que havíamos lido diziam que a estrada até Angel Billabong e Brooken Beach era bem ruim (o que nos desencorajou a ir lá de scooter, como fizemos até Kelingking Beach no dia anterior), optamos por contratar um motorista. Fechamos com um amigo do Roby, por indicação dele. Não sabíamos se ele seria um motorista/guia tão bom quanto Roby, mas a indicação já nos passava mais confiança. Acordamos cedo nesse dia e fomos tomar o café da manhã. A Jati nos entregou uns vouchers que nos davam direito ao café numa lanchonete que fica na frente dos bungallows. Aproveitamos para comprar mais algumas coisas para reforçar o café e nos alimentar durante o dia, como biscoitos, chips e água (Rp. 47.000). O motorista já estava nos esperando, e ele estava companhado. Na verdade, acabou que o carona que era o contato do Roby, e ele agia como intérprete, já que o motorista de fato não falava inglês. Já vou resumir aqui dizendo que nós, particularmente, não faríamos esse roteiro com motorista novamente. Primeiro porque as estradas já não estavam TÃO ruins assim como eu havia lido. Daria pra fazer de scooter, e nós adoramos a experiência com as motos. Segundo porque nosso motorista e guia não tiveram nem de longe a mesma qualidade que tivemos em Bali com o Roby, o que ao menos justificaria o gasto. Eles só nos levaram aos lugares, nada além. Porém, se vocês querem conforto e praticidade, não há problema nenhum fazer os passeios com motoristas e carro com ar condicionado. Nós já preferimos aqueles pequenos perrengues de se aventurar sozinhos. Seguimos até a primeira parada, Kelingking Beach. Como já havíamos visitado aqui no dia anterior, aproveitamos apenas para avistar o local do alto mais uma vez (nunca é demais), fazer algumas fotos e seguir viagem. O próximo ponto era Angel Billabong, uma espécie de piscina natural de borda infinita, criada pelas fortes ondas do mar que ali batem. Estava LOTADO quando chegamos lá. Até desanimamos de tentar alguma foto. Logo seguimos caminhando para o ponto seguinte, que fica bem ali do lado, a Broken Beach. Uma bela paisagem moldada pela natureza, cuja força da água criou uma espécie de ponte. Também estava bem cheio, mas deu pra fazer umas fotos legais. Na volta, passamos novamente por Angel Billabong, e estava vazio. Aprovei a oportunidade pra correr e fazer umas fotos. Quis chegar o mais perto da borda possível, mas eles não aconselham ir até a beirada porque já teve caso da onda bater ali e puxar os turistas para o mar. Um rapaz chegou a morrer afogado ao tentar salvar a namorada, que foi puxada. Portanto, CUIDADO. A última parada do dia foi Crystal Bay, a praia mais famosa de Nusa Penida. Mesmo sendo a mais visitada, ela não estava muito cheia, o que foi ótimo. É realmente uma praia bem agradável. Eles nos deixaram ali às 12h e disseram que retornariam para nos buscar às 15h. Aproveitamos para almoçar em uma das barraquinhas. Comemos atum assado na palha de coco por Rp. 55.000 cada. Compramos cerveja e água por mais Rp. 35.000. Aproveitamos para relaxar, tomar um bom banho de mar e fazer algumas fotos. No horário combinado, voltamos a região de Toyapakeh, encerrando o dia de passeio. Pagamos Rp. 650.000 a eles, conforme combinado. Aproveitamos para passar numa tenda de frutas e comprar Pitaya. O valor era Rp. 25.000 o quilo, mas uma outra vendedora, já mais esperta, vendo que éramos turistas, disse que o preço era Rp. 25.000 a unidade. Antenor, sem perceber a sacanagem, pagou. Fomos feitos de trouxa e pagamos 6 reais numa única Pitaya, quando ela custava 4 vezes menos haha. Fomos jantar novamente no Warung Citiz. Queríamos carne bovina, então pedimos hambúrguer, mas não estava lá essas coisas. Pedimos uma panqueca doce de sobremesa e tudo, junto com os refrigerantes, ficou por Rp. 148.000. Na volta pro hotel, compramos cup noodles (sabíamos que aquele hambúrguer não iria segurar a fome por muito tempo rs), pão, café e água (Rp. 75.000). O planejamento para o dia seguinte era novamente com motorista/guia privado. Mas devido à experiência do dia anterior, e já de olho grande pra cima da economia que faríamos, decidimos mudar os planos, alugar duas scooters, e fazer o roteiro por conta própria. A ideia era ousada, já que iríamos para uma parte bem afastada da illha, praticamente o outro extremo. Mas topamos o desafio. Finalizaríamos o dia na Rumah Pohon Tree House, uma casa na árvore num dos lugares mais incríveis que eu já visitei na vida, e onde, acreditem, passaríamos a noite. Foi a melhor escolha que fizemos. Vocês verão no próximo capítulo. SALDO DO DIA (por pessoa): Rp. 47.000 - biscoitos, chips e água Rp. 55.000 - almoço em Crystal Bay Rp. 17.500 - água e cerveja Rp. 325.000 - Motorista privado Rp. 12.500 - Pitaya Rp. 74.000 - hambúrger, refigerante e panqueca Rp. 37.500 - miojo, biscoito, pão, café e água TOTAL: Rp. 568.500 (USD 42) PRÓXIMO CAPÍTULO: Goa Giri Putri, Atuh Beach e uma casa na árvore.
  10. Cara, boa pergunta. Não creio que tenha nenhum tipo de fiscalização (infelizmente), mas também nunca li nada a respeito disso. Aliás, nem sei como o mar se comporta à noite por ali, porque as ondas são bem fortes.
  11. Quando descemos, creio que umas outras 8 pessoas espalhadas. Depois foi reduzindo. Tá cada vez maior o número de pessoas que se aventuram na descida.
  12. Capítulo 9: Nusa Penida, o melhor lugar do planeta! 9º dia (19 de outubro) Acordamos cedo e já aproveitamos para fazer o check-out, pois não sabíamos a hora certa que voltaríamos do passeio de snorkeling. Antes que pudéssemos pedir o nosso café da manhã, duas motos vieram nos buscar para nos levar pra agência. Deixamos os mochilões guardados na recepção do hotel e partimos. O snorkelling foi tranquilo e bem bonito. Nós havíamos fechado o seguinte percurso: Mangroove Point > Buddha Point > Crystal Bay e Manta Point. Paga-se um pouco a mais para incluir o Manta Point, pois ele é mais distante. E só é possível visitá-lo caso o mar não esteja agitado. Na primeira parada, já vimos o porquê das ilhas Nusa serem consideradas um dos melhores lugares para mergulho no mundo. Água cristalina e muita vida marinha. O Mangroove Point é lindo, com corais vivos e muito coloridos. Foi o melhor ponto de snorkelling, na nossa experiência. Já o Buddha Point foi bem decepcionante. Eu já estava imaginando conseguir fazer aquelas fotos incríveis ao lado das estátuas, mas Antenor estava com tampões nos ouvidos devido a uma lesão no tímpano, e não podia mergulhar muito fundo por conta da pressão. E também, nem se pudesse, porque havia tanto turista, mas tanto agito, que a água estava "embaçada", turva, ficava difícil chegar lá no fundo pra ter uma visão mais nítida. Obs.: os Budas foram colocados naquele local, de mar calmo, justamente com o propósito turístico de atender visitantes asiáticos, principalmente os chineses, que chegam às centenas em navios cruzeiro (a maioria não sabe nadar). Para nossa infelicidade, fomos informados de que não era possível visitar as mantas porque o mar estava muito agitado. Para compensar, eles nos levaram em um ponto chamado Gamat Bay, mas não gostamos muito. A água era mais gelada, e eles nos soltaram próximos a um paredão e nos pediram pra ir seguindo o barco. Como eu estava mergulhando sem colete e o mar estava mais agitado, achei bem cansativo. Quase não aproveitei o mergulho porque tive que ficar nadando atrás do barco. Algumas fotos no Mangroove Point: Na volta do passeio, contratamos um motorista para nos levar de volta ao hotel para pegar nossos mochilões e, em seguida, para a Yellow Bridge, a famosa ponte amarela que une as ilhas de Nusa Lembongan e de Nusa Ceningam. É lá que ficam os barcos que te levam até Nusa Penida, somente acessada dessa forma. Todos os dias às 6h sai um barco público da ponte amarela para Nusa Penida, com passagens a Rp. 50.000. Como era por volta de 12h, sabíamos que seria necessário contratar um barco privado. Pagamos Rp. 300.000 para que nos levassem, pois queríamos aproveitar a tarde e noite desse dia por lá. O trajeto é rápido, coisa de 15 minutos. Nusa Penida Aqui eu preciso fazer uma pequena observação. De todos os inúmeros lugares a se conhecer que planejei nessa viagem, Nusa Penida era, sem dúvidas, o momento que eu mais aguardava. Desde quando comecei a planejar o roteiro, em 2015, poucas informações estavam disponíveis na internet. E as poucas que eu achava eram em sites gringos. Isso porque Nusa Penida, apesar de tão próxima de Bali, é (era, até então) uma ilha pouco explorada, apesar de incrivelmente linda. Isso me fascinava. Era ali que estava a "verdadeira Bali" que a gente idealizava. E quanto mais eu descobria sobre ela e sobre suas belezas, mais eu ficava ansioso por conhecer, com medo de que de repente ela se tornasse popular e o "boom" daqueles turistas sem noção estragasse tudo por lá, como fizeram em Bali. E depois dos dias que passei na ilha, posso dizer que ela já estava um pouco diferente da que eu conheci pelos relatos 2 anos antes. E tenho certeza que atualmente ela deve estar ainda mais diferente. Como muitos viajantes famosos no instagram passaram por lá, ela ganhou muita popularidade, e isso se refletiu em sua estrutura. Hotéis e restaurantes começam a surgir nos pontos turísticos antes quase selvagens e inexplorados. Mas acho que isso tudo faz parte. Chegando em Nusa Penida, fomos caminhando até nossa hospedagem, o Jati Bungalows. Possuía uma ótima avaliação e um bom preço. Todos elogiavam muito a Jati, dona do lugar. A Jati é uma australiana (ou seria sul-africana? agora não lembro haha) que largou sua antiga vida para morar na ilha. Ela é demais! Nos ajudou muito. Logo nos deu um mapa e nos explicou como funcionavam as coisas por ali. Ela nos ajudou a alugar duas scooters por Rp. 50.000 cada. Afinal, não tínhamos tempo a perder. Eu queria logo conhecer o ponto que eu tanto havia sonhado: Kelingking Beach. Pagamos Rp. 20.000 em 2 litros de gasolina (1 pra cada moto) e abastecemos ali mesmo, na base da garrafa pet e do funil haha. Segurança em primeiro lugar, só que não. Partimos rumo a Kelingking beach. Nos relatos que eu lia, todos falavam de como muitas estradas da ilha eram ruins por conta da baixa estrutura turística. Mas achamos até bem tranquilo o caminho até lá. Chegando no local, foram Rp. 5.000 cada moto pelo estacionamento. Eu já fui apressado querendo chegar até a beira do penhasco e avistar aquele lugar. E quando vi... UAU! A emoção bateu forte. Era tão lindo quanto eu imaginava. Fiz muitas fotos, mas já afoito porque o que eu queria mesmo era iniciar a descida. Eu queria chegar lá naquela praia quase inexplorada, de ondas fortes. Antes, almoçamos numa barraquinha que havia ali (até onde eu tinha pesquisado, antes não havia nada, mas o turismo está avançando rápido por lá) por Rp. 20.000 cada, mais Rp. 10.000 por uma água de coco. De barriga cheia e devidamente hidratados, preparamos nossas mochilas com biscoito, frutas e água, e iniciamos a descida. O caminho até a praia é bem famoso por sua periculosidade. São trechos íngremes, em muitos momentos é preciso praticamente escalar. Não é pra qualquer um, mas também não é nada impossível. Use um bom tênis e vá com calma, certificando-se de cada lugar que pisa, e se as cordas e as cercas de apoio estão firmes. Logo no início da descida há uma placa avisando para NÃO descer, porque é perigoso. Mas nem todos obedecem ao aviso. Quando eu cheguei lá em baixo, eu fiquei sem palavras. Sensação de um sonho realizado. Eu curti cada momento. Cada segundo. Eu estava na praia dos meus sonhos, no lugar mais lindo que eu já tinha visto. Era uma coisa meio surreal. Antes eu ficava imaginando o que poderia acontecer de errado que me impediria de descer aqui. Mas finalmente eu estava lá, curtindo aquilo tudo. Ficamos até o por do sol, e foi o por do sol mais foda de todos. Bem no meio do mar. Aquele mar de ondas revoltas. Eu até arrisquei entrar na água (claro que eu não ia perder essa chance), mas não recomendo pra quem não saiba nadar bem. Porque é bem forte, ondas grandes e puxa bastante. Mas valeu cada instante, cada expectativa, cada sonho. Só aquele lugar já valeu por toda a viagem. Kelingking Beach, você já é o meu lugar preferido no mundo. Quando a luz do dia começou a cair, era a hora de iniciar a subida. Ainda levaríamos mais uns 40 minutos até o topo, e não podíamos fazer isso no escuro. Pegamos nossas motos e voltamos para a região de Toyapakeh (o "centrinho" de Nusa Penida, onde os barcos param e onde estávamos hospedados). Eu estava em êxtase. Que dia! Jantamos no Warung Citiz, um restaurante bem simples, porém gostoso e barato, que ficava próximo ao Jati Bungalows. Rp. 30.000 cada prato que pedimos. Mais dois smoothies de Rp. 25.000 cada, e uma coca-cola de Rp. 5.000. Fomos dormir em seguida. No dia seguinte, um motorista privado (indicação do Roby, lá de Bali) viria nos buscar para nos levar em alguns outros pontos da ilha que nos disseram ser melhor fazer de carro porque a estrada não era tão boa. SALDO DO DIA (por pessoa): Rp. 75.000 - transfer hotel + yellow bridge Rp. 150.000 - barco privado para Nusa Penida Rp. 50.000 - aluguel de scooter Rp. 10.000 - litro de gasolina Rp. 10.000 - água Rp. 5.000 - estacionamento scooter Rp. 20.000 - almoço Rp. 15.000 - água de coco Rp. 30.000 - jantar Rp. 25.000 - smoothie Rp. 5.000 - coca-cola TOTAL: Rp. 395.000 (USD 29) PRÓXIMO CAPÍTULO: Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay.
  13. Que beleza ler o seu relato aqui, @Amanda Sfair Gonçalves. E pelo visto será um daqueles em alto nível. Fico feliz em ter ajudado de alguma forma. Já tô aqui rindo dos perrengues de começo de viagem hahaha. Parabéns!
×