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rodrigovix

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    Bolívia, Chile, Indonésia, Peru, Singapura e Tailândia.
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    Bolívia + Chile + Peru (26 dias - abril/2015) TUDO por 1.600 dólares!
    https://www.mochileiros.com/topic/37110-bol%C3%ADvia-chile-peru-26-dias-abril2015-tudo-por-1600-d%C3%B3lares/?page=1
    .
    Indonésia + Singapura + Tailândia (36 dias – out e nov/2017) A viagem dos SONHOS!
    https://www.mochileiros.com/topic/72647-indon%C3%A9sia-singapura-tail%C3%A2ndia-36-dias-%E2%80%93-out-e-nov2017-a-viagem-dos-sonhos/
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    Publicitário e fotógrafo nas horas vagas.
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  1. Capítulo 6: Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha. 6º dia (16 de outubro) O horário combinado para a saída com o Roby era bem cedo. Teríamos muito caminho a percorrer e locais a visitar. Infelizmente, o café da manhã só seria servido depois de já termos saído. Entretanto, ao saber disso, a Putu fez questão de acordar mais cedo que o habitual, ir ao mercado local (ela faz isso todos os dias para preparar o café da manhã pros hóspedes junto com seu filho), e preparar um delicioso lanche deixado gentilmente numas embalagens para que pudéssemos levar. Aí que eu pergunto, é ou não é pra ter uma avaliação alta desse jeito? Um cuidado de mãe com a gente. (Imagem tirada de um vídeo de stories, desculpem a qualidade rs): Ubud é repleto de templos e locais a se conhecer. Nós havíamos decidido dividir os nossos curtos 2 dias aqui (o nosso foco em Bali era outro, que vocês verão nos próximos capítulos, mas quem puder ficar mais dias aqui, eu recomendo) entre locais mais distantes, a se visitar com o auxílio de um motorista e guia particular; e locais mais próximos, que visitaríamos por conta própria, alugando uma scooter. O roteiro do dia ficou assim: - Partida do nosso hotel em Ubud; - Templo do Lago (Pura Ulun Danu Bratan); - Kopi Luwak (Café Luak, o "café mais caro do mundo"); - Pausa pro almoço; - Templo das Águas Sagradas (Pura Tirta Empul); - Templo de Pedra (Gunung Kawi Temple); - Templo da Caverna do Elefante (Goa Gajah); - Finalizamos no nosso hotel em Ubud. Templo do Lago O Pura Ulun Danu Bratan, que em balinês significa "início do lago", é, muito provavelmente, o principal cartão postal de Bali junto com o Templo do Mar. Quem pesquisou viajar por essas bandas certamente já se deparou com sua mística imagem pela internet. Levamos algum tempo por vilarejos no interior de Bali até chegar lá. Talvez aqui nessa região a ilha tenha um clima mais próximo daquele que habita o nosso imaginário, tão diferente da corriqueira Bali repleta de estrangeiros em busca de diversão pelas áreas mais badaladas. Chegamos lá antes mesmo do templo abrir para visitação. O tempo estava fechado, chuvoso, e eu já havia desencanado de que não conseguiria fazer a foto que eu havia há muito tempo idealizado. Decidimos, então, atravessar a rua até uma lojinha e comprar capas de chuva por Rp. 20.000 cada. No horário previsto, pagamos as Rp. 50.000 cada pela entrada e seguimos para visitar o famoso templo. Estava completamente vazio, inteiramente pra gente. A área é grande, muito bonita, e o templo em si é tão pequeno perto daquilo tudo que te faz pensar como uma boa foto num bom ângulo podem criar uma fantasia na nossa cabeça. Estávamos com sorte. Um tempo depois de fazer algumas fotos naquele nevoeiro, o tempo abriu do nada. O sol avançou pelas nuvens de um jeito quase poético, e eu não desperdicei a oportunidade de fazer a foto que eu queria. Outras turistas começaram a chegar. Mas nós já tínhamos visto o que queríamos. Demos mais uma volta pelo local antes de reencontrar com Roby no estacionamento. Aproveitei para visitar umas lojinhas e comprar uma Sarong muito bonita, e um Udeng bem estiloso (aquela faixa que os balineses usam na cabeça) por Rp. 115.0000, o que eu, particularmente, achei uma pechincha, dada a riqueza do tecido. Se eu usei depois? Nunca mais rs. Café Luwak Nossa próxima parada era algo pelo que eu, um bom consumidor de café, esperava bastante. Era hora de conhecer o famoso "café mais caro do mundo", ou, como o Roby gostava de chamar, num português próprio, o "café de merda". O preço tão caro desse café se deve ao luwak, um mamífero peludo silvestre que aqui conhecemos como civeta. Ao se alimentar dos grãos, o animal não é capaz de digeri-los por completo. As enzimas do seu sistema digestivo agregam propriedades únicas ao grão, o que interfere no sabor. Os fazendeiros colhem os grãos das fezes do animal, fazem todo o processo de higienização, torra e moagem, e vendem o produto. Como o luwak tem sua limitação de consumo diário, não é possível produzir em larga escala, o que acaba justificando o alto preço do produto. Em alguns países, onde é visto como iguaria, uma xícara do café chega a ser vendido de 70 a 120 dólares. A visita ao local onde é produzido o café é gratuita. Uma guia te leva pela fazenda mostrando o processo de torra e moagem artesanal (o que eu não acredito muito ser realidade, parece mais uma coisa pra turista ver). Ao final da pequena caminhada, sentamos nas mesas onde nos será servido diversas amostras de bebidas, entre cafés e chás. Nenhum deles, entretanto, é o café Luwak, que é opcional, e vendido a Rp. 50.000 a xícara. Pedimos uma para experimentar ao final da degustação. Sobre o café luwak: de fato, é um café muito bom. Porém, é tão bom como qualquer café premium que temos aqui no Brasil. Acredito que o preço seja alto pela dificuldade em produzi-lo, não necessariamente por ser um sabor dos deuses. Mas, sim, quem costuma tomar um pouco mais de café saberá perceber a qualidade. Sobre a experiência e o local de produção em si: antes de visitar o local, eu não havia pensado nisso. Mas fiquei um pouco decepcionado (desiludido, talvez) com a forma de produção. Eu pensava, na minha inocência, que os animais viviam soltos, numa área grande, e as fezes eram recolhidas naturalmente. Mas li algumas matérias dizendo que eles vivem geralmente enjaulados, em condições precárias e com uma vida bem explorada. Existem as fazendas mais conceituadas e fiscalizadas que fazem a forma de coleta 100% silvestre, mas não creio que seja a maioria dos casos, ainda mais num país como a Indonésia. Então, fica aí a informação para quem não gosta de visitar esses locais que exploram a vida animal. Na saída, passamos na lojinha local para comprar alguns produtos. Eu ia comprar o café Luwak e levar de presente pra minha irmã, mas desisti. Muito caro. Comprei um chá de uma flor rosada que gostei de degustar (Rp.80.000) e um café balinês (sem ser o luwak) que gostamos de tomar no nosso hotel (Rp. 60.000). De lá, fomos almoçar. Pausa para almoço Pedimos ao Roby que nos levassem a um outro restaurante de comidas típicas. Dessa vez, ele não foi muito econômico, e nos levou a um lugar com um precinho um pouco acima dos nosso padrões mochileiros. Ok, a vista para um belo campo de arroz compensava bastante, e a comida estava uma delícia. Pedimos um prato que vinha repleto de comidas locais, como se fosse para degustação. Pagamos o almoço do Roby, e a conta saiu por Rp. 107.000 por pessoa. Templo das Águas Sagradas Seguimos nosso passeio rumo à próxima parada, o Pura Tirta Empul (Templo das Águas Sagradas). Muitos balineses acreditam que a água daqui tem poderes de cura e restauração, motivo pelo qual diversos locais e turistas se concentram para realizar o ritual de passagem pelas fontes de água. A entrada custou Rp. 15.000 para cada pessoa. Antenor não quis entrar na água, então somente eu entrei, o que custou mais Rp. 10.000 pelo aluguel da roupa própria e uso dos armários do vestiário para se trocar. Roby me disse que as fontes de número 11 e 13 (se não estou enganado) são específicas para rituais relacionados aos que já faleceram, então que é para evitá-los caso esse não seja o caso. Em cada fonte, a gente vai mentalizando algo positivo, algum problema que precisamos resolver, algum agradecimento que queiramos fazer, enfim, o que você achar apropriado no momento. A ideia é deixar o pensamento fluir junto com a água e sair de lá mais leve. Não sei se é só o nosso psicológico, não sou cético a esse ponto. Mas é verdade é que eu sai de lá me sentindo, de fato, espiritualmente mais leve. Vale a experiência. Templo das Pedras A penúltima parada do dia foi no grandioso Gunung Kawi Temple, o Templo das Pedras. E entrada foi Rp. 15.000 cada. Logo na chegada, uma grande escadaria repleta de artesanatos desce para o acesso ao local. O Templo das Pedras nos surpreendeu. Não só pela beleza daquelas esculturas todas esculpidas nos paredões rochosos, mas pela imensidão do lugar. É uma mistura mágica de pedras, florestas e até um rio que corta o local. Andamos muito por lá, subindo e descendo escadas, deu pra cansar bastante. Na saída, compramos mais água (Rp. 15.000) e seguimos com Roby para a última parada do dia. Templo da Caverna do Elefante A entrada neste templo também foi Rp. 15.000 por pessoa. Roby nos explicou que essa caverna, embora datada de muitos séculos atrás, foi acidentalmente descoberta apenas na década de 70 por conta de um tufão que passou no local. Sua fachada tem esculturas de diversas criaturas místicas do hinduísmo. A garganta de uma delas serve de entrada. Um corredor de uns treze metros de comprimento leva a um cruzamento em forma de T. No lado esquerdo, há uma estátua com cerca de um metro de altura de Ganesha, o deus-elefante hindu da sabedoria, da inteligência, da educação e da prudência, padroeiro das escolas e dos profissionais ligados ao saber, um dos deuses mais conhecidos e cultuados do hinduísmo. Daí veio o apelido de "caverna do elefante". No lado esquerdo, há três estatuetas que representam as figuras de Lingam e Yoni, simbolizando a fonte da vida e as sexualidades masculina e feminina. De volta para o hotel Finalizado o roteiro do dia, voltamos para o nosso hotel. Pagamos os Rp. 650.000 pela diária do Roby. Ele se despediu da gente dizendo palavras muito bonitas sobre sua cultura, sua família e seu povo. Achei aquilo bem bacana. Prometi a ele que o indicaria a outros mochileiros, porque o serviço prestado foi realmente um diferencial. E que um dia nos encontraríamos novamente. Eu volto a Bali, aaahhh se eu volto. Há muito o que explorar pela Indonésia ainda. Chegando no hotel, pegamos as roupas limpas que havíamos deixado para lavar no dia anterior (foram 3kg por Rp.60.000). Compramos alguns cup noodles e amendoins na vendinha da esquina para jantar no quarto (Rp. 40.000 o casal). Depois disso, banho e cama, porque o dia foi bem puxado, e a viagem estava só começando. SALDO DO DIA (por pessoa): Rp. 50.000 - Entrada Templo do Lago Rp. 20.000 - Capa de chuva Rp. 115.000 - Sarong e Udeng Rp. 50.000 - Xícara de café Luwak Rp. 140.000 - Compras na loja de café Rp. 214.000 - Almoço Rp. 15.000 - Entrada Templo Águas Sagradas Rp. 10.000 - Banho Águas Sagradas Rp. 15.000 - Entrada Templo das Pedras Rp. 15.000 - Águas Rp. 15.000 - Entrada Caverna do Elefante Rp. 650.000 - Diária Roby Rp. 30.000 - Lavanderia Rp. 20.000 - Jantar TOTAL: Rp. 1.359.000 (USD 99) PRÓXIMO CAPÍTULO: Da Floresta dos Macacos aos belos campos de arroz.
  2. Valeu, @alexandresfcpg! É um bom período pra se fazer caso você consiga combinar outubro pra Indonésia/Singapura e Novembro pra Tailândia. Espero que o relato te ajude. Abraços!
  3. Sim, a @Maryana Teles é foda. Uma amiga querida, generosa e do bem. É muito foda acompanhar o crescimento dela no @vidamochileira e todas as aventuras em que ela e o Mark se jogam de cabeça. O site dela tá muito completo, também. Vale a pena a galera dar uma conferida.
  4. Grande Diego! Não sabe minha felicidade quando vejo a galera retornando aqui e contribuindo com relatos como esse. Tá foda! Promete ser um daqueles bem completos. Parabéns, cara!!! Continua aí.
  5. Capítulo 5: Templos e praias de Bali, a ilha mágica. 5º dia (15 de outubro) Acordamos um pouco antes do horário combinado com o Roby, pois nosso hotel não tinha café da manhã. Caminhamos uns 10 minutos pela beirada do asfalto até uma dessas vendinhas locais, e ali já deu pra sentir melhor o clima mágico de Bali. Pagamos Rp. 20.000 cada nuns biscoitos de gosto diferente e um café adoçado com leite condensado. Não foi a coisa mais gostosa do mundo, mas se alimentar como os locais era um dos nossos objetivos nessa viagem, e isso era empolgante demais. Roby nos mostrou pontualidade quando encostou seu carro em nosso hotel às 7h55. Após uma breve apresentação, para o que se tornaria uma grande amizade de viagem, seguimos para a primeira parada do dia: o templo de Uluwatu. Antes de continuar, vou deixar o roteiro do dia conforme havíamos combinado por e-mail. Toda a conversa sobre os melhores locais a se visitar foi feita com antecedência. Eu disse os locais que queria conhecer, e ele me deu os conselhos de melhor ordem e possibilidades. Fiquei muito satisfeito com o planejamento final, porque em nenhum momento ele quis me empurrar locais ou me desencorajar de outros - pelo contrário, ele foi muito sincero e realista, tentando ao máximo satisfazer nossas vontades. Afinal, é para isso que se contrata um motorista/guia particular. O roteiro do dia ficou assim: - Partida do nosso hotel em Uluwatu; - Templo de Uluwatu (lê-se "Uluatú"); - Padang Padang beach (a praia que Julia Roberts gravou cenas pro filme "Comer, Rezar e Amar"; lê-se "Padãn Pandãn", quase engolindo o som do "g"); - Dreamland Beach (uma praia que pertence a um resort); - Pausa pro almoço - Green Bowl Beach (acredito que tenha esse nome "tigela verde" por conta das pequenas cavernas que ficam nos paredões); - Nusa Dua Beach; - Tanah Lot (o famoso templo no mar; lê-se "Tána Lót"); - Finalizamos no nosso hotel em Ubud. Templo de Uluwatu Começamos pelo famoso templo de Uluwatu. Já na entrada, dezenas de macacos nos recepcionavam, fazendo a alegria da gringaiada. Nós já estávamos espertos com nossos pertences, porque a fama deles por aqui não é muito boa rs. Costumam afanar as coisas em busca de comida, então todo cuidado é pouco. A entrada do templo custa Rp. 30.000 por pessoa, e inclui o empréstimo do "sarong" (lê-se "sarõn", engolindo o "g"), uso obrigatório no local. O local é grande e muito bonito, e pudemos presenciar uma aula de música para meninos balineses, a trilha sonora perfeita para a ocasião. Enfim, chegamos à parte do penhasco, onde era possível avistar o templo de Uluwatu (cuja entrada é restrita) bem na ponta, e toda a "orla" a ser percorrida pelos visitantes. Lindo demais! Em nosso roteiro original, não fosse o vôo que perdemos em Bangkok, teríamos vindo aqui no dia anterior, por conta própria, presenciar o por do sol, que dizem ser muito bonito, e participar do famoso espetáculo de dança que acontece no final da tarde, e custa Rp. 100.000 por pessoa. Então fica a dica para quem tiver tempo. Padang Padang Beach Seguimos viagem para a praia de Padang Padang, que ficou famosa após a gravação do filme Comer, Rezar e Amar, estrelado por Julia Roberts. Pagamos Rp.10.000 cada na entrada, que acredito ser uma pequena taxa de preservação. A praia não é muito extensa, mas é bem bonita. Combinamos de ficar ali por 1 hora, então aproveitamos para relaxar, tomar uma água (Rp. 10.000) e, é claro, uma Bitang bem gelada (Rp. 40.000). Dreamland Beach Nosso destino seguinte foi a Dreamland Beach, uma praia que pertence a um resort, porém permite acesso ao público de não hóspedes. Roby nos deixou num estacionamento, que era o ponto limite de onde os carros podiam ir. A partir dali, somente os carrinhos de transporte do resort podiam transitar, e para isso pagamos Rp. 10.000 cada (ida e volta), para que nos levassem até a praia. Logo na chegada, havia uma feirinha, onde na volta compramos uma camiseta (Rp. 50.000) e duas águas de 500ml (Rp. 5.000 cada). Essa feirinha fica ao lado de uma água suja, não muito convidativa, mas que não tira a beleza da praia, até porque não faz contato com o mar (acredito eu). Percorremos pela praia fazendo fotos, subimos um morrinho na entrada pra ter uma visão mais ampla, e depois fomos embora. Não quisemos gastar muito tempo ali. Pausa para o almoço O carrinho do resort nos levou de volta ao encontro do Roby, e era hora de uma pausa para o almoço. Pedimos a ele que nos levasse num lugar onde os locais almoçavam, e assim ele fez. Antes, paramos para comprar um chip de internet para Antenor (Rp. 80.000 para 4GB de internet), que aguentou bem os quase 10 dias que ficamos em Bali. Eu ainda estava usando o meu chip da EasySIM4U, embora não estivesse funcionando muito bem. No caminho, aproveitamos para trocar mais uns dólares na melhor cotação que achamos (Rp. 13.300 por dólar), não muito diferente do que pegamos no aeroporto. O "restaurante" para onde ele nos levou (com muitas "aspas") era bem o que queríamos. Comida local e barata. Foram Rp. 20.000 por um prato de frango frito, arroz e um molho apimentado, e mais Rp. 5.000 numa garrafa de refrigerante local que parecia mais um chá. Valeu a experiência! Pagamos o almoço do Roby, também. Green Bowl beach A parada seguinte foi Green Bowl Beach, uma praia que prometia ser muito bonita pelas fotos que eu havia pesquisado. E ela não decepcionou. Pagamos Rp. 10.000 cada na entrada, e aproveitamos pra comprar uma garrafa de 1L de água por Rp.10.000. Afinal, seria necessário descer e subir muitos degraus por aqui. E sol tava daquele jeito! O visual da descida é deslumbrante! A praia não é muito longa, e os turistas ficam concentrados nas pequenas "cavernas" que dão nome ao lugar, creio eu. O mar é bem raso, com muitas pedras, uma leve correnteza, e uma água muito quente. Ideal para ficar relaxando e curtindo a vibe das férias. Nusa Dua Beach Seguimos para a última praia do dia, Nusa Dua. Ficamos cerca de 40 minutos por lá, o suficiente para dar um mergulho e aproveitar a paisagem. Nessa praia, não pagamos nada para entrar, e também não quisemos ficar muito tempo, pois o objetivo era pegar o por do sol no Tanah Lot e a tarde já estava quase no fim. Lembrem-se: o trânsito em Bali pode ser caótico, então se antecipem a isso. Tanah Lot Chegamos ao último ponto a ser visitado no dia, o "Templo no Mar". O Tanah Lot é o principal cartão postal de Bali, e isso ficou claro tão quando descemos do carro. Estacionamento, feirinhas, e muitos turistas na entrada do local. O por do sol é bem famoso por aqui, então espere sempre o lugar cheio. Pagamos Rp. 60.000 cada de entrada, e mais Rp. 10.000 numa água de 1L. Demos uma rodada pelo lugar e fizemos algumas fotos, mas não demoramos muito, porque eu queria mesmo era me posicionar bem para o por do sol. Avistei uns restaurantes numa parte mais alta, e subimos até lá. Era preciso consumir (quase uma obrigação moral, visto que os garçons já te abordam quando você chega), então pedimos uma Bitang (Rp. 38.000). Se valeu a pena? Bom, deixo vocês concluírem pelas fotos rs. Só sei que foi o tempo exato, pois, logo após o sol se por, começou a chover. Juntamos as nossas coisas e fomos ao encontro do Roby no estacionamento. Era hora de seguir para Ubud. Antes, decidimos experimentar um "milho doce" na brasa por Rp. 15.000. Pedimos para o cara não colocar muita pimenta, mas foi o mesmo que nada. Tava tão apimentado que ficou impossível comer haha. Compramos uma água por Rp. 5.000 e partimos! Ubud Combinamos com Roby de que ele nos deixasse no nosso hotel em Ubud ao final do dia. Isso foi essencial para o nosso roteiro, visto que ganharíamos um precioso tempo com locomoção. A ideia original era usar o dia seguinte para conhecer as proximidades de Ubud por conta própria, de scooter alugada (aquelas motinhas automáticas) e, no outro dia, usar os serviços do Roby novamente para conhecer algumas regiões mais afastadas. Ele nos perguntou se podíamos inverter os dias (provavelmente porque havia cliente querendo agendar com ele também no mesmo dia). O serviço dele foi tão satisfatório que não hesitamos em aceitar. Ele agradeceu demais pela ajuda! Fizemos check-in no Angga Homestay, um dos poucos hotéis dessa viagem em que não foi preciso pagar tudo com antecedência. Foi uma das melhores hospedagens dessa viagem. Não à toa tem uma nota tão boa no booking. A dona, Putu (lê-se "Putú") nos tratou como filhos. Sem falar na arquitetura, linda demais! Bem típica do lugar. É como se você estivesse hospedado na casa de um balinês (o que não deixa de ser). Aproveitamos para deixar umas roupas com ela para serviço de lavanderia e saímos para jantar. Ubud é um charme, e não foi preciso a luz do dia para perceber isso já no primeiro contato. A rua principal é repleta de restaurantes e um milhão de scooters estacionadas. É o principal meio de locomoção local. Ubud me deu uma sensação semelhante ao que senti em San Pedro de Atacama, no Chile. É como visitar Búzios, porém na versão cultural do país em que estamos haha. Não à toa é o lugar preferido da maioria dos que visitam Bali. Jantamos num restaurante "melhorzinho" por Rp. 144.500 o casal. Depois de um dia cansativo, a gente merecia. Combinamos com Roby de nos pegar às 8h no dia seguinte. Muitos templos nos esperavam, e a nossa viagem estava só começando. Mapas Vou deixar aqui a imagem do mapa da ilha e de alguns dos principais pontos turísticos locais que achei no carro do Roby. Quebra um bom galho pra gente se organizar no roteiro a ser visitado. SALDO DO DIA (por pessoa): Rp. 20.000 - Café da manhã Rp. 30.000 - Entrada Uluwatu Temple Rp. 10.000 - Entrada Padang Padang Beach Rp. 25.000 - Cerveja e água na praia Rp. 10.000 - Entrada Dreamland Beach Rp. 5.000 - Água 500ml Rp. 50.000 - Camiseta na feirinha Rp. 50.000 - Almoço de 2 pessoas com bebida Rp. 80.000 - Chip com 4GB de franquia de internet Rp. 10.000 - Entrada Green Bowl Beach Rp. 10.000 - Água 1L Rp. 60.000 - Entrada Tanah Lot Rp. 10.000 - Água 1L Rp. 19.000 - Cerveja Rp. 15.000 - Milho doce apimentado Rp. 5.000 - Água Rp. 650.000 - Diária do Roby Rp. 144.500 - Jantar em Ubud TOTAL: Rp. 1.203.500 (USD 88) PRÓXIMO CAPÍTULO: Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha.
  6. Obs.: postei um comentário antes da hora e depois não soube apagar. Se alguém souber como faz, me avisa aqui. Tô um pouco perdido nesse formato novo do fórum rs.
  7. Capítulo 4: Roby, o motorista mais gente boa de Bali. 4º dia (14 de outubro) As 4h15 do voo de Bangkok a Bali passaram com tranquilidade. Para quem havia experimentado as intermináveis horas do Brasil até aqui, isso era como um passeio no parque. A ilha vista de cima é tão deslumbrante quanto sua fama. E, considerando que o piloto precisou dar várias voltas por ela até obter autorização para o pouso, pudemos constatar isso com propriedade. Quando descemos do avião, o famoso por do sol de Bali já estava em seus instantes finais. Conseguimos uma rápida selfie, e partimos para os trâmites de bagagem e imigração. No nosso roteiro original, não fosse o imprevisto da chuva em Bangkok e o voo perdido, estaríamos naquele momento curtindo a hora dourada no templo de Uluwatu, depois de passar a tarde toda desbravando a região nas scooters alugadas. Preenchemos os formulários de imigração e fomos pra fila. Cães farejadores inspecionavam cada passageiro, cada bagagem, e, na nossa vez, bateu aquele paranoico medo de "e se alguém colocou droga escondido na minha mochila?". Para a minha sorte, não foi o caso. Fosse isso, eu nem estaria aqui escrevendo esse relato. O tráfico de drogas é punido com a morte na Indonésia. Seguimos para trocar alguns dólares. Bastou uma nota de 100 para nos tornarmos milionários pela primeira vez na vida. (VIU, MÃE? EU DISSE QUE CONSEGUIRIA!!!). Com a cotação de Rp. 13.100 por dólar, pegamos Rp. 1.310.000, mais que o suficiente para o Uber até o hotel, a diária e o jantar. Eu disse Uber? Que inocência a minha. A gente não conseguia localizar o ponto de encontro nem por decreto. Não bastasse isso, cerca de setecentos e vinte e nove motoristas ficavam nos abordando num frenesi diabólico oferecendo corrida. Mas não era uma simples oferta, era uma aporrinhação do c*ralho. Eles enchem o saco com FORÇA. Ficam te seguindo, insistindo, e quando você se livra de um, vem outro. Eu e Antenor já estávamos a ponto de cair na porrada com um deles, quando enfim nos demos por vencidos. Não seria possível achar o Uber. Fechamos por Rp. 120.000 o trecho do aeroporto até o nosso hotel em Uluwatu (não era um trecho muito pequeno), um pouco mais caro que o que pagaríamos no Uber, porém não reclamamos depois que nos demos conta da distância percorrida. Chegando no nosso hotel, o Batu Kandik Homestay (simples, prático, e que nos serviria apenas para uma noite), pagamos a diária de Rp. 305.490, conforme reserva do booking (reservamos praticamente todas as hospedagens dessa viagem pelo booking, e todas com a opção de cancelamento gratuito). Pedimos um jantar na recepção, e eles foram a um restaurante buscar para a gente. Junto com uma Bitang 600ml, a famosa cerveja balinesa, ficou por Rp. 134.000 o casal. Fomos para a área da piscina relaxar e tomar nossa cerveja. O céu completamente estrelado. Aquela cerveja gelada. A noite quente, mas com uma brisa agradável. "Meu Deus, eu estou em Bali". Foi um daqueles bons momentos em que nos damos conta do quão abençoados somos por essas experiências vividas num mundo tão injusto e desigual. "O jantar de vocês chegou", disse o garoto da recepção num inglês de sotaque engraçado. Seguimos para o quarto e abrimos as sacolas de comida. Isso mesmo, SACOLAS haha. Como pedimos às escuras, sem saber o que cada nome daquele significava no cardápio, nos deparamos com algumas sopas rs. Se a apresentação não estava lá essas coisas, o gosto estava. Bem apimentado, porém delicioso. Aliás, "apimentado, porém delicioso" seria uma constante em nossas refeições durante essa viagem rs. Era hora de dormir. Havíamos combinado com o Roby, nosso motorista, de nos levar cedo para um passeio pelos principais templos e praias daquela região da ilha. E não poderíamos ter escolhido pessoa melhor para isso. SALDO DOS DIAS (dividido por pessoa): Rp. 60.000 - Táxi Rp. 152.745 - 1 diária no Batu Kandik Homestay Rp. 67.000 - Jantar e cerveja TOTAL: Rp. 279.745 (USD 21) _______________________________________________ Roby, o motorista mais gente boa de Bali. Eu precisava fazer um capítulo a parte para esse cara. Durante o planejamento dessa viagem, eu me convenci de que, devido ao tempo que tínhamos disponível e a quantidade de coisas que queríamos fazer, precisaríamos contratar um motorista/guia privado em Bali. Pesquisando bastante pela internet, cheguei ao nome/e-mail de uns três que eu julguei confiáveis, dados os relatos apresentados. Apenas dois me deram o retorno. Nas negociações, o Roby foi o que me transpareceu mais confiança. E como eu estava certo! Roby é um balinês como eu quero guardar na memória. Solícito, atencioso, esforçado, trabalhador e sorridente. Tratou a gente com a máxima educação, honestidade e cuidado. O melhor de tudo foi quando, de repente, ele começou a arriscar um português com a gente. Quase não acreditamos. Mas logo depois lembramos que estávamos em Bali, o paraíso dos surfistas, e o Brasil é bem forte no surf, então muitos brasileiros vem pra cá. Fazia sentido. Com isso, Roby acabou se tornando um motorista e guia particular especializado em viajantes brasileiros e portugueses. Isso mesmo! Não bastasse conhecer a ilha como a palma de sua mão, ser um excelente profissional, ainda se esforçava para se comunicar em português. Detalhe: aprendeu por conta própria, de tanto atender a brasileiros e portugueses. Nós, que havíamos planejado apenas 1 dia de motorista privado, decidimos contratar 2, de tão satisfeito que ficamos. Ele nos deu altas dicas de roteiro, indicando os melhores lugares, melhores caminhos e a ordem que deveria ser feito, mas isso sem jamais querer forçar um lugar que a gente não queria ir. Ele fez de tudo para atender nossas vontades. Porém, como o trânsito em Bali pode ser caótico nos horários de pico, ele sabia exatamente que ordem seguir e quais horários evitar em determinadas regiões, pois isso poderia resultar em horas preciosas perdidas em engarrafamentos. O preço médio para as diárias de um motorista particular em Bali é de 50 dólares americanos. E isso inclui o carro 4x4 confortável, com ar condicionado (ESSENCIAL EM BALI), gasolina e etc. Foi o que pagamos (Rp. 650.000) na diária do primeiro dia, vez que visitaríamos a região Uluwatu, depois passaríamos por várias praias subindo pela costa, até terminarmos o dia com um por do sol no famoso Tanah Lot (templo do mar), e ele ainda nos deixaria no nosso hotel em Ubud, região central da ilha. Isso totalizaria umas 10 horas de serviço. No dia que nos despedimos de Roby, disse a ele que o indicaria para os demais viajantes brasileiros. Ele me agradeceu como se eu tivesse fazendo um favor filhos dele. Achei aquilo bem bacana. Já aqui no Brasil, perguntei a ele se ele toparia uma parceria. Eu indicaria os serviços dele, e ele, em contrapartida, ofereceria um preço mais camarada para os leitores aqui no mochileiros. Ele topou na hora!!! E não apenas me ofereceu preços mais baixos, como disse que fará um desconto de 10% para os que mostrarem a ele essa imagem abaixo: Isso mesmo!!! Se vocês forem a Bali e quiserem contratar o Roby como motorista e guia particular (um guia de verdade, que explica as coisas em detalhes, e não apenas finge ser guia), ele cobrará Rp. 600.000 pela diária que envolva distâncias maiores (apresentando essa imagem-cupom, o preço ainda cai pra Rp.550.000), e Rp. 500.000 para diárias em locais mais próximos ou de direção única (e com o desconto do cupom, cai pra Rp. 450.000). É muito mais barato do que o que eu mesmo paguei!!! Para entrar em contato com ele, é só procurar por Wayan Roby Parwanto Roby no facebook. O e-mail dele é o [email protected] Eu não vou ganhar 1 centavo sequer com isso. Apenas a certeza de estar indicando um excelente profissional para a galera mochileira, e ajudando um cara super trabalhador a sustentar sua família. Quem por acaso tiver a chance de conhecer o Roby e usar o cupom, não esquece de avisar aqui no tópico. Aproveitem pra me dizer como foi a viagem de vocês. Até a próxima! PRÓXIMO CAPÍTULO: Templos e praias de Bali, a ilha mágica.
  8. Faaaala, galera. Desculpa o "sumiço". Tava colocando umas coisas em ordem, e agora acho que dá pra continuar escrevendo o relato (cada capítulo me consome o tempo livre de um dia inteiro ou mais rs). Comecei a escrever aqui, e acho que amanhã já consigo postar o Capítulo 4. Abraços!!!
  9. Pessoal, enfim consegui editar o índice do tópico com os links pras páginas de cada capítulo. Espero que o mochileiros não mude o layout do site tão cedo, senão os capítulos mudarão de página tudo de novo hahaha. Abraços!
  10. É, gente. Esse relato tá mais difícil ainda de escrever que o anterior. Tempo corrido demais. O jeito é eu começar a escrever menos nos capítulos, ser mais objetivo e menos narrativo. Assim tá pra postar mais capítulos e de forma mais rápida.
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