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rodrigovix

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Posts postados por rodrigovix

  1. Capítulo 14: Chinatown, Gardens by the Bay e a Singapore Flyer.

    14º dia (24 de outubro)

    Acordamos e fomos aproveitar o café da manhã. Dessa vez, chegamos logo que abriu e, obviamente, comemos e repetimos até não aguentar mais. Aproveitamos os últimos instantes da diária na piscina, e fomos fazer o check-out (pegamos os S$ 200 de volta).

    Pegamos um Uber até o Hotel 81 Gold (S$ 5,40), que seria o nosso hotel "de verdade" em Singapura. Fizemos check-in para 3 diárias (S$ 190) e deixamos nossas malas nos quartos.

    Pegamos outro Uber em direção ao bairro de Chinatown, pois eu havia lido que a cotação era boa por lá, e também porque queríamos conhecer o local. Acabou que a cotação da rua não estava muito diferente daquela que conseguimos no aeroporto, o que é bem incomum.

    Obs.: como estávamos em 4 pessoas, o Uber ficava bem barato nos deslocamentos. Às vezes os meninos que pagavam, outras a gente, e assim foi.

    Trocamos uns dólares, e em seguida fomos almoçar. O nosso destino seria o Hawker Chan, que foi considerado o restaurante mais barato do mundo a receber uma estrela do guia Michelan.

    Honestamente, não sei se a expectativa estava alta demais, ou se comemos o prato errado, ou se o restaurante mudou muito após a fama da estrela Michelin (quando ganhou a estrela, era apenas uma barraca de rua), mas achamos a comida péssima. Antenor sequer aguentou comer o dele. Uma carne de porco quase crua e com cheiro forte. Felizmente hoje em dia já me livrei do mal da carne. Gastamos S$ 13,80 o casal.

    Depois do almoço, retornamos de metrô à estação do Marina Bay Sands (S$ 2,40 cada), pois nosso objetivo era visitar o Gardens by the Bay, o emblemático parque de Singapura. Passamos pelo shopping que fica dentro do hotel, pensando como deve ser bom ter dinheiro e poder comprar o que quiser nessas lojinhas humildes rs.

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    O complexo Gardens by the Bay foi parte de uma estratégia do governo singapurano para aumentar a qualidade de vida com a introdução de mais espaços verdes na cidade. Segundo eles, trata-se de "uma peça de horticultura e jardinagem artística que apresenta o reino vegetal de uma forma totalmente nova, entretendo e educando os visitantes com plantas raramente vistas nesta parte do mundo, variando de espécies em climas frios e temperados a florestas tropicais e habitats".

    O complexo é dividido em 3 partes: a Bay South Garden, que é a parte principal, onde ficam localizadas as Supertrees, as estufas e são realizados diversos eventos; a Bay East Garden, que fica do outro lado da baía, e proporciona uma vista de cartão-postal da cidade (fomos lá no outro dia só pra eu poder fazer a foto, obviamente); e a Bay Central Garden, todos devidamente contornando a baía, como o próprio nome já sugere.

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    Nosso foco hoje era a parte da Bay South Garden. Lá ficam duas estufas gigantescas, a Flower Dome e a Cloud Forest. A ideia é que as estufas usem energia de forma eficiente como exibição do potencial de arquitetura e construção sustentáveis, disponibilizando um local permanente para entretenimento educativo. Tecnologia, aliás, é a palavra ordem em Singapura. Tudo é eficiente e moderno.

    O ingresso foi S$ 28 por pessoa (dá direito a visitar as duas estufas). 

    Fomos primeiro à Cloud Forest. De cara já sentimos o impacto: o clima. Saímos do calor de Singapura e entramos no clima fresco-quase-frio da estufa. Lá dentro, uma montanha de 35 metros com queda d'água. Inúmeras espécies de plantas tropicais que rende lindas fotos.

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    Em seguida, fomos à Flower Dome. Nessa estufa encontramos milhares de espécies de plantas, flores, árvores (algumas extremamente antigas), abóboras gigantes e etc. Um jardim gigante.

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    Quando compramos os ingressos para as estufas, aproveitamos para comprar também o ingresso do OCBC SKYWAY (S$ 8 por pessoa), pois pretendíamos usá-lo no dia seguinte. Esse ingresso te permite caminhar pelas passarelas suspensas que interligam as Supertrees, sobre as quais falaremos agora.

    Supertree Groove é o conjunto das árvores gigantes artificiais e tecnológicas que marcam esse parque. É quase um símbolo de Singapura. Elas são, literalmente, um espetáculo à parte. Mais precisamente, todos os dias, às 19h45 e às 20h45, um show de luzes e música que você não irá esquecer. Tudo isso, é claro, utilizando energia da própria captação solar das árvores.

    Estavamos famintos, então fomos lanchar num McDonalds lotado ali dentro do parque (S$ 24.85 o casal). Em seguida, nos posicionamos para o show das Supertrees. As fotos falam por si.

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    Seguimos para a última atração do nosso dia, na região da Bay Central. Fomos dar uma volta na Singapore Flyer, uma roda-gigante de 165 metros de altura (equivalente a um prédio de 42 andares). Para se ter uma ideia, a volta completa demora 30 minutos, e vale muito a pena. Um visual lindo lá de cima, e as cabines são bem grandes. Pagamos S$ 33 por pessoa no ingresso.

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    Pegamos um uber de volta para o nosso hotel (S$ 3,40 por pessoa), e passamos numa 7Eleven (ô lojinha abençoada), onde compramos uns cup noodles e umas bebidas para jantar (S$ 9,95 total).

    Voltamos bem cansados para o quarto, mas aquele cansaço bom de viagem, sabe? E era bom descansar, mesmo, porque o dia seguinte era de mais bateção de perna.

    SALDO DO DIA (por pessoa):

    S$ 2,70 - Uber
    S$ 95 - 3 diárias Hotel 81 Gold
    S$ 6,90 - almoço
    S$ 2,40 - metrô
    S$ 28 - ingressos Flower Dome + Cloud Forest
    S$ 8 - ingresso OCBC SKYWAY
    S$ 12,45 - lanche McDonalds
    S$ 33 - ingresso Singapore Flyer
    S$ 3,40 - uber
    S$ 5 - 7Eleven

    TOTAL: S$ 196,85 (USD 145)

     

    PRÓXIMO CAPÍTULO: A Orchard Road, o Merlion e uma pausa para fotografar.

    • Gostei! 1
  2. Capítulo 13: Olá, Singapura! Um dia no lendário Marina Bay Sands.

    13º dia (23 de outubro)

    Acordamos, pegamos nosso café da manhã para viagem e fomos para o aeroporto de táxi (Rp. 60.000). Tomamos 2 capuccinos pra zerar as rúpias restantes (Rp. 99.000). Embarcamos para Singapura, já naquela expectativa boa. 

    Após uma viagem tranquila, chegamos lá e passamos pelos procedimentos de imigração. Encontramos com Lucas e Luiz, um casal de amigos nossos que também estavam em viagem pelo Sudeste Asiático, e fomos trocar uns dólares. Para nossa surpresa, a cotação lá nem estava tão ruim assim quando depois comparamos com os demais locais da cidade.

    Compramos nossos tickets para o metrô (S$ 2,40 cada) e seguimos direto para a estação do Marina Bay Sands. Olha que chique, um hotel que tem sua própria estação.

    Quando decidimos viajar para Singapura, a única certeza que eu tinha era a de que queria passar uma noite que fosse no Marina Bay Sands. Eu lembro de assistir sobre esse lugar no Globo Repórter e ficar fascinado com aquela imponência toda. Sei que não é algo muito "mochileiro", mas era uma vontade que eu tinha, e que não queria desperdiçar.

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    Depois de muito pesquisar, escolhemos o quarto com vista para a cidade, e já num andar intermediário, que permitia acesso para tomar o café no Club 55, incluso só a partir da categoria intermediária. O custo da diária foi de S$ 664,50 o casal (quase R$ 1.700,00 na cotação da época) e, para ser sincero, não nos arrependemos 1 real sequer.

    Chegando no hotel, fomos para a fila do check-in. Por conta da categoria do quarto, nós fomos direcionados para uma espécie de "sala vip", um check-in na poltrona, sem filas, com café, suco, etc. Já comecei a me sentir nutella ali hahaha.

    Pagamos a diária de S$ 664,50 + S$ 200,00 caução que seriam devolvidos ao final. Subimos para o nosso quarto e fomos nos encontrar com os meninos naquela que é tida como a piscina de borda infinita mais alta do mundo. Ela é emblemática, de fato, e LOTADA. Porém só pode ser acessada por quem se hospeda no hotel (existe uma opção de você não se hospedar e pagar um ingresso para subir até o topo do hotel, porém não te permite acesso à piscina).

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    Estávamos lá curtindo nosso por do sol quando eu e Antenor decidimos ir aproveitar um pouco do café da tarde no Club 55. Como só havíamos lido "canapés e drinks" no site do hotel, se referindo a esse café, nem demos muita confiança, mas decidimos de última hora ir lá conferir. E NOS ARREPENDEMOS DE NÃO TER IDO ANTES. Era um banquete. Comidas que eu nunca vi na vida. Experimentei caviar pela primeira vez hahaha. E na hora de pedir o cardápio das bebidas, não havia, pois tinha qualquer bebida que você quisesse. Tomamos champange, cerveja, água mineral fiji, levantamos umas 5 vezes pra ir ao buffet encher nossos pratos, enfim, LAVAMOS A ÉGUA, como dizem no interior. Já que era pra pagar caro, iríamos aproveitar cada centavo haha.

    Voltamos para o quarto, fizemos umas fotos com a paisagem noturna (eu não havia feito questão do quarto com vista para a cidade numa torre de ângulo específico à toa, né? rs), descansamos um pouco, e fomos pro Cassino. Sim, havia um Cassino no hotel.

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    Eu nunca havia ido a um Cassino antes. Estrangeiro não pagava para entrar, então lá fomos nós. Como se trata de jogo de azar, e nós não somos bestas, combinamos de gastar NO MÁXIMO 5 dólares cada um. Quando perdéssemos, a gente iria embora. O melhor de tudo era que havia máquinas de bebidas não alcoólicas liberadas pra gente (refrigerante, mocca, capuccino, água, suco etc.). Tomamos tanta, mas tanta mocca que teve uma hora que deu caganeira em todo mundo kkkk. E o banheiro era daqueles que você se mexia e o sensor já acionava a descarga, então imagina a crise de riso e desespero.

    Ficamos numa maquininha que era 1 centavo por jogada, então daria pra gastar um bom tempo lá. Eu consegui ganhar 12 dólares hehehe, então recuperei os 5 dólares investidos. Só que Antenor quis bancar o diferentão e jogar em outra máquina. Resultado: perdeu tudo o que eu tinha lucrado em uma única jogada hahaha. Pelo menos não ficamos no prejuízo. (Obs.: no final de 2018 passamos por Punta del Este numa viagem com nossas mães e visitamos um cassino. Lembramos dessa história na hora, e logo que ganhamos um troco numa maquininha, resgatamos o dinheiro e fomos embora. Nada de continuar até perder tudo kkkk).

    Nesse dia, se a gente dormiu 3 horas foi muito. Estávamos convencidos a aproveitar ao máximo cada segundo daquela diária de ricos rs. E aproveitamos!

    SALDO DO DIA (por pessoa):

    Rp. 60.000 - táxi
    Rp. 49.500 - capuccino
    S$ 2,40 - metrô
    S$ 332,25 - Diária Marina Bay Sands

    TOTAL: S$ 334,65 (USD 255)

     

    PRÓXIMO CAPÍTULO: Chinatown, Gardens by the Bay e a Singapore Flyer.

    • Gostei! 3
  3. 1 hora atrás, Vinicius de Souza Silva disse:

    Muito bom e detalhado seu relato (ainda não li tudo, mas to gostando muitoTenho uma dúvida, ultimamente tenho tido o interesse de fazer esse mochilão Chile-Bolívia-Peru e tenho pesquisado muito a respeito, e todos os relatos que encontro basicamente tem o mesmo roteiro.. começam no Uyuni, depois Atacama, Peru e finaliza em La Paz , basicamente é isso. E eu estava pensando em fazer um pouco diferente, começar pelo Chile (Santiago e depois Atacama), Uyuni, La Paz e ir para Lima, parando nas cidades que ficam no caminho, mas como não tenho visto nenhum relato com esse roteiro me surgiu uma dúvida, é inviável fazer dessa maneira? Ou somente uma preferência mesmo?

    Não chega a ser inviável, Vinicius. O roteiro conforme a maioria faz é frequente por uma facilidade logística. A aclimatação acontece de forma gradativa, dando tempo para o corpo se habituar. É sempre algo a se analisar. Caso você já comece por um local de altitude elevada, reserve um tempo no roteiro para se aclimatar, pois os efeitos variam muito de pessoa pra pessoa - uns quase não sentem nada, outros sentem muito.

    Considere, também, as distâncias. Santiago para Atacama é uma boa distância. Se for de ônibus, perde 1 dia inteiro de viagem. Se for de avião, encarece. Então vai da sua vontade e disposição financeira, mesmo. Mas seu roteiro pode, sim, ser realizado.

    Abraços!

  4. Fala, meu povo! Como vocês estão?

    Alguém tem aí guardado o pdf deste relato? A @Fernanda Arruda que fez, se não me engano.

    Mas é que muitos viajantes vem me pedir o pdf porque já não está funcionando mais o arquivo lá da primeira página, e eu não tenho esse arquivo gravado, só upei o que a Fernanda fez.

    Se alguém ainda tiver, e puder me enviar pra atualizar lá no anexo, agradecerei muito. 

    Abraços! 

  5. Fala, @victorh! Blz?! Rapaz, quanto tempo eu não venho aqui nesse fórum da América do Sul. Deu até saudade dessa viagem.

    Seu roteiro está muito bom, e o @_Umpdy já respondeu suas dúvidas perfeitamente.

    Aqui vão os meus complementos:

    - O passeio no último dia de Salar termina na parte da manhã, mesmo. E lá, nesse lugar chamado Tríplice Fronteira, você fica esperando o seu transfer para SPA. A agência deve falar que termina às 17h porque é o horário de chegada à Uyuni para aqueles que fazem o passeio e retornam para lá. Não será o seu caso.

    - O passeio das Piedras Rojas dura o dia todo (termina entre 18h e 19h, geralmente), porém nada que te impeça fazer o Tour Astronômico no mesmo dia, já que ele começa mais tarde. Porém, deixe tudo já fechado com antecedência, assim que você chegar em SPA. Fechar tudo numa agência só pode te garantir mais desconto.

    - Sim, os transportes funcionam normalmente no domingo por conta da constante demanda turística.

    - Arequipa é uma cidade bem legal (eu achei). Gostei de ficar andando por lá, conhecer o Mercado Central, a praça principal, etc. Seu "day trip" será bem gasto. Apenas curta a cidade sem compromisso com algum passeio específico (minha sugestão).

    - Você saindo de Arequipa x Ica no dia 09 à noite, chegará em Huacachina no dia 10, e poderá fechar o passeio pelas dunas + sandboard + por do sol para tarde. No dia 11 você irá conhecer as Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas, voltando a tempo de pegar o ônibus noturno em Ica para Cusco. Assim você chega lá pelo fim da tarde no dia 12, mesmo.

    - Lembrando que o "City Tour" em Cusco é na verdade uma visita às ruínas mais próximas da cidade. Caso seu interesse seja conhecer a cidade Cusco em si, faça por conta própria, ou então seja específico na agência caso vá fechar um daqueles ônibus panorâmicos por lá.

    - Eu achei bacana fazer o Chacaltaya, é uma oportunidade mais fácil de ter contato com a neve e se desafiar numa altitude tão elevada. O Valle de la Luna não tem muita graça, mas costumam incluir no pacote do passeio. Só deixaria pra fazer primeiro o Chacaltaya e por fim o Downhill, porque é um dos melhores (se não o melhor) passeio da viagem no sentido de diversão.

    - Sim, fechei todos os passeios lá na hora, não é necessário fechar antes. Porém, é preciso que você tenha ao menos um dia antes nas cidades em que irá fechar os passeios para pegar as agências abertas e poder negociar normalmente. A única coisa que eu diria pra você fechar com antecedência, além de MP, é o ônibus noturno de Sucre para Uyuni, senão bagunça o seu roteiro.

    - Eu levei maior parte em dólar. Real usei apenas quando achei que a cotação valia mais trocar em real. E creio que só em Arequipa que senti essa necessidade, de resto o dólar era mais vantajoso. Eles aceitam tanto dólar quanto real normalmente, só que na maioria das vezes a cotação do real será menos vantajosa.

    Obs.: todas essas informações são baseadas na minha experiência em 2015. Pode ser que algumas coisas tenham mudado de lá pra cá.

    Abraços! E boa trip!!!

     

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  6. Em 31/01/2019 em 15:42, RamonRego2 disse:

    Que Incrível o Relato Rodrigo! 

    Honestamente você e o Tanagushi (não sei se é assim que escreve) são os caras dos planejamentos e relatos!

    Você ajudou muito na minha experiência do primeiro mochilão e depois que a gente sente o gostinho nunca mais quer parar! 

    Curto de mais sua escrita e suas fotos, Faz a gnt se sentir junto a vocês e sentir as emoções. é fantástico! 

    Vou acompanhar daqui e agora das redes suas histórias e aventuras! já estou aguardando novos capítulos! kkkk 

    Grande Abraço! Sucesso ai !!!

     

    Que bacana ler isso, @RamonRego2. Muito obrigado! Também fui muito inspirado pelos relatos do @Tanaguchi. Manda bem demais!

    Logo mais dou sequência ao relato aqui. Abraços!

  7. Em 25/01/2019 em 04:07, Wesley Felix disse:

    Devo dizer que o relato do Diego é muito completo e detalhado, tu é fera mano, e ele teve outras duas inspirações principais por assim dizer, uma delas, o @rodrigovix, também serviu para inspirar a minha viagem com um relato muito top, detalhado e engraçado – Rodrigo não te conheço cara, mas lendo sua história era como se estivesse vendo tudo na minha frente com os olhos brilhando – devo dizer muito, mais muito obrigado mesmo pela disponibilidade de vocês Diego e Rodrigo por postarem seus relatos, isso inspirou, guiou e foi a base do meu mochilão, mesmo que no fim tenha percorrido outros destinos que alteraram em parte o roteiro inicial, mas isso é assunto pra depois, por hora, gratidão a vocês e a todos que compartilham suas aventuras aqui

    Que bacana, Wesley! Eu que agradeço. Já vi que vai ser um relato DAQUELES!!! Manda ver aí. Sucesso! 

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  8. Capítulo 12: O espetáculo do sol: adeus Nusa Penida!

    12º dia (22 de outubro)

    Pouco depois das 5h da manhã já estávamos de pé. Afinal, o tão aguardado momento havia chegado. Estávamos na expectativa de um belo esfregão da natureza na nossa cara, daqueles que dizem "olha como eu sou linda pra caralho, humanos" rs. E não nos desapontamos.

    Fomos os primeiros a botar a cara pra fora na (ainda) resistente escuridão. Mas não os únicos. Poucos minutos depois, um outro casal nos seguiu subindo para o alto de uma pequena colina de onde observaríamos melhor o espetáculo. O sol começou a romper a madrugada, e o céu foi se pintando de um azulado. Algum tempo depois, um guia e mais três turistas surgiram - ao que tudo indica, não é incomum que as pessoas acordem de madrugada e venham até essa parte da ilha presenciar o nascer do sol.

    Eis que ele surge. No seu tempo, imponente. Cada vez mais belo. Eu havia planejado tantas fotos, mas não fiz nem a metade. É que às vezes me pegava parado admirando aquela beleza toda, quase sem reação. E não me arrependo nem um pouco disso.

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    Preciso falar alguma coisa? Não, né? Ainda sonho com esse momento.

    Aproveitamos pra fazer algumas fotos nas casas das árvores (uma delas ilustra a capa de abertura desse relato). Esse local, de 2017 pra cá, inevitavelmente se tornou um dos principais motivos pelos quais muitos turistas vêm até essa parte da ilha. A maioria sequer dorme aqui ou presencia o nascer do sol. Só vem, faz umas fotos, e vai embora.

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    Eu nunca vou me esquecer desse lugar. Lembro que acordei à noite na casa da árvore e fiquei olhando um tempo pro teto de palha, ouvindo o barulho das ondas batendo nos paredões e ecoando longe. Lembrei na hora da sensação de quando estava numa viagem pelo Peru e passei uma noite numa cabana dentro do Canyon del Colca. "Meu Deus, olha onde eu tô!". Sem palavras. Eu agradeço demais nessas horas.

    Pegamos nossas coisas, subimos nas motos e seguimos viagem de volta ao centrinho de Nusa Penida, do outro lado da ilha. Havíamos combinado de devolvê-las às 8h e não queríamos atrasar. Compramos outro protetor solar no mesmo local da vinda, porque estava bem barato (Rp. 55.000) e a gente tava usando bastante. 

    Ainda paramos pra fotografar umas paisagens das plantações de alga, uma das principais fontes econômicas em Nusa Penida. Eles exportam bastante para o Japão.

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    Devolvemos as motos e fomos tomar café no lugar de sempre. Isso porque decidimos manter essa diária no bangalô que estávamos, pois deixamos todos os nossos pertences e mochilões lá, levamos apenas as mochilas de ataque pra noite na casa da árvore. Foi uma decisão bem prática.

    Voltamos ao bangalô, tomamos um banho gelado e arrumamos os mochilões. Fizemos o check-out com aperto no peito. Recomendo muito o Jati Bungalows para quem for se hospedar em Nusa Penida. A Jati é muito atenciosa, prestativa e o lugar é incrível e com um preço justo.

    Fomos almoçar e gastar um pouco do tempo, pois nosso barco só sairia às 16h. Almoço: 2 noodles, 2 cocas, 2 panquecas de batata, 3 tipos de doce e uma garrafa de água (total Rp. 115.000). Trocamos 50 dólares (não trocamos muito porque a cotação em Bali seria melhor), pegamos nossos mochilões e fomos para o barco. Lá no local de onde nosso barco saia, não estavam localizando nossos nomes. Liguei para o Roby pelo whatsapp (com quem eu havia combinado as passagens) e ele resolveu com o atendente. Pagamos Rp. 250.000 cada no barco de retorno de Nusa Penida para o porto de Sanur, em Bali, mais o transfer de Sanur para o nosso hotel em Kuta, região do aeroporto onde passaríamos uma noite para então pegar o nosso voo cedo no dia seguinte.

    Chegando em Kuta, fizemos check-in no nosso hotel (Rp. 218.050) e saímos para conhecer a região. Honestamente, achei uma região bem feia. Não sei se era porque eu tinha vivenciado lugares paradisíacos e mágicos até então, mas achei a região de Kuta muito muvucada, a praia feia, suja, e o local com a sensação de ser muito perigoso, com vendedores te abordando na rua o tempo todo. Enfim, não demoramos nem 20 minutos na rua e já quisemos voltar para o hotel. 

    Quando foi de noite, pegamos um táxi até a região de Seminyak (Rp. 75.000), conhecido por ser um bairro mais "nobre". Queríamos conhecer o Motel Mexicola, um restaurante super descolado e com uma decoração mexicana SENSACIONAL. Tava lotado de gringos, tinham vários ambientes, e vez ou outra eles pegavam alguns clientes e levavam pra cima de uma espécie de ringue que tem no meio do restaurante e lá rolava altas brincadeiras. Galera bem animada. Realmente, o lugar era incrível, porém com preços muito acima dos nossos padrões mochileiros mão-de-vaca naquele momento hehehe. Fizemos umas fotos e logo fomos embora. Eu fiz no celular mas acho que perdi as fotos, então vou deixar algumas imagens da internet aqui:

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    Na saída, compramos um milho doce (Rp. 15.000) e depois enchemos a pança numa promoção de um Burger King pelo qual passamos (Rp. 100.000). Pegamos o táxi de volta para o hotel (Rp. 70.000).

    Foi nossa última noite em Bali. Mas nem deu pra ficar muito triste, porque já estávamos na expectativa do dia seguinte. Pegaríamos um voo para Singapura, onde encontraríamos um casal de amigos e com eles passaríamos a semana lá.

    E um detalhe: já chegaríamos direto para uma inesquecível (e nada econômica) diária no lendário Marina Bay Sands. 

     

    SALDO DO DIA (por pessoa):

    Rp. 27.500 - protetor solar
    Rp. 10.000 - coca-cola
    Rp. 57.500 - almoço
    Rp. 250.000 - barco + transfer hotel
    Rp. 218.050 - diária hotel Kuta
    Rp. 72.500 - táxi ida e volta
    Rp. 7.500 - milho doce na brasa
    Rp. 50.000 - burger king

    TOTAL: Rp. 693.050  (USD 51)

     

    PRÓXIMO CAPÍTULO: Olá, Singapura! Um dia no lendário Marina Bay Sands.

     

     

     

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  9. 15 horas atrás, JanainaB disse:

    Que show!!!!

    Seus relatos são demais! o do mochilão pela América do Sul me auxiliou bastante em 2017... Ao que parece, esse também irá me ajudar muito para a viagem que pretendo fazer para a Ásia..

    Parabéns, cara! 

    Ah.. estou aguardando ansiosamente pelo restante do relato... rs

     

    Muito obrigado, @JanainaB. Fico feliz em ter ajudado. Já corre com essa trip pra Ásia porque você vai gostar demais!!!

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  10. 6 horas atrás, h.flavioborges disse:

    Se antes eu não tinha data, agora já tenho! Partiremos para a Indonésia em novembro deste ano! Acompanhando com mais atenção todos os detalhes do seu relato.
    Abraços e valeu!

    @h.flavioborges Boa, Flávio! A Indonésia é espetacular e eu certamente voltarei lá um dia. Muita coisa pra conhecer, ainda. Se tiver um calendário mais flexível, sugiro que vá em outubro, pois novembro em Bali já é o início da estação molhada, e as chances de pegar dias com chuva aumentam. Depois dá uma ollhadinha da tabela climática que eu montei, lá na primeira página. Abraços!

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  11. Capítulo 11: Goa Giri Putri, Atuh Beach e uma casa na árvore.

    11º dia (21 de outubro)

    Após acordar e tomar nosso café da manhã, fomos direto atrás de alugar duas scooters, essas motos automáticas típicas da região e, arrisco dizer, o principal veículo de locomoção do sudeste asiático. Fomos perguntando pela rua e logo nos deparamos com dois moradores dispostos a alugar as próprias motos. Pagamos Rp. 80.000 pela diária em cada uma delas. Abastecemos com 2 litros de gasolina em cada uma (Rp. 16.000 o litro), ali mesmo, no meio da rua, com garrafa pet, funil e peneira (hahaha segurança mil). Paramos numa farmácia para comprar protetor solar (Rp. 55.000) e hidratante (Rp. 28.000) e seguimos rumo a nossa primeira parada: Goa Guri Putri (ou o Templo da Caverna).

    Estacionamos as motos próximo à escadaria que da acesso ao templo e ali mesmo alugamos as sarongs (Rp. 5.000 cada), de uso obrigatório. Chegando lá em cima, estava acontecendo uma cerimônia. Aguardamos o fim da cerimônia e deixamos nossa doação de Rp. 20.000 cada. Entramos na fila e descemos por um pequeno buraco, que só cabe uma pessoa por vez. Depois de passar por debaixo de uma fresta na pedra, nos deparamos com uma caverna imensa. Muito grande mesmo. Lá também estavam acontecendo outras cerimônias. Percorremos em silêncio por todo o local e depois fomos embora.

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    Continuamos viagem pela encosta. Nosso destino era a praia de Atuh Beach, no extremo oposto da ilha. Esse trajeto é um dos momentos que guardo com carinho na memória. Os locais acenando com alegria para nós enquanto passávamos em frente suas casas. A cada curva, uma paisagem deslumbrante. Aquele sol e vento no rosto, num lugar autêntico e acolhedor. Sensações que marcam a gente vale a pena cada esforço pra estar ali.

    A estrada até Atuh Beach não era muito pavimentada, o trecho final meio "off-road". Pode ser que hoje já tenham pavimentado, do jeito que a ilha tá ganhando cada vez mais fama. A praia é linda, o acesso é por escadas. O mar tem bastante pedra, não é fácil se banhar. Mas a areia é branquinha e há algumas barracas e quiosques servindo bebida e comida. Pedimos 2 fried rice, 1 coco e 3 coca-colas, totalizando Rp. 75.000. Ficamos lá por volta de 3 horas, aproveitando cada segundo daquele paraíso. 

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    Abastecemos as motos (Rp. 20.000) e seguimos viagem até o nosso destino final, a Rumah Pohon "Treehouse". São 3 incríveis casas na árvore localizadas próximas a penhascos numa das paisagens mais deslumbrantes da ilha. Desde o primeiro instante que li sobre esse lugar, quis passar uma noite lá. E que decisão maravilhosa. Experiência única, bem rústica, e num lugar que prometia o nascer do sol mais lindo de todos.

    Chegamos ao local, onde nos receberam numa espécie de "restaurante". Estacionamos nossas motos e descemos por umas escadas feitas na encosta até as casas na árvore. O banheiro é externo. O quarto tinha uma cama e um ventilador. Quando entramos, fomos recebidos por um lagarto enorme na parede do nosso quarto, que logo se assustou e fugiu haha. Guardamos nossas coisas, carregamos nossos equipamentos e subimos pra jantar. Compramos 2 cervejas, 2 coca-colas, 3 pacotes de salgadinhos e 1 sabonete, e depois fomos jantar 2 fried rice. Tudo isso ficou por Rp. 117.000.  Tomar cerveja comendo uns petiscos ouvindo uma musiquinha ambiente que vinha do restaurante, numa mesinha de madeira e cobertura de palha com a vista do mar aberto em pleno crepúsculo. Conseguiu visualizar a cena? Incrível demais.

    Fomos dormir, porque no outro dia acordaríamos cedo para o espetáculo tão aguardado. Foi uma noite incrível, e a trilha sonora ficou por conta das trovoadas que as ondas provocavam ao se chocarem nos paredões do penhasco a poucos metros de nós. Eu não tenho palavras pra descrever o quanto eu amei Nusa Penida.

     

    SALDO DO DIA (por pessoa):

    Rp. 40.000 - diária scooter
    Rp. 32.000 - 2 litros de gasolina
    Rp. 41.500 - protetor solar + hidratante
    Rp. 5.000 - aluguel sarong
    Rp. 20.000 - doação Templo da Caverna
    Rp. 37.500 - almoço + bebidas em Atuh Beach
    Rp. 58.500 - bebidas + sabonete + jantar

    TOTAL: Rp. 234.500  (USD 17)

     

    PRÓXIMO CAPÍTULO: O espetáculo do sol: adeus Nusa Penida!

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  12. Em 08/12/2018 em 19:31, Iago Goulart disse:

    Salve Rodrigo!

    Muito obrigado pela iniciativa, o seu roteiro da América do Sul já ajudou a Mary Teles do @vidamochileira e por consequência também me ajudou; Graças a você pude viver coisas absurdas esse ano, eu não tenho nem palavras pra agradecer esse trampo que vocês fazem pq ajudam muito mesmo no planejamento! Ano que vem vou pro Sudeste Asiático e estou acompanhando cada capítulo do seu relato. Se tiver mais conteúdo do seu planejamento como planilhas ou doc do word que puder compartilhar, meu email é o [email protected];

    Mais uma vez obrigado mesmo por todo conhecimento transmitido, forte abraço!

    Iago

    Coisa boa de ler, Iago! Obrigado mesmo. Vou tentar retomar esse relato aqui o quanto antes. A correria do dia a dia atrapalha nessas horas rs.

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  13. Em 09/11/2018 em 13:41, Sorrent disse:

    Que legal saber que após todos esses anos o meu relato continua inspirando algumas pessoas. Realmente é uma viagem foda e eu revivi a minha vendo algumas das suas fotos. 

    Gostei de ver, @Rezzende. Muito boa menção ao @Sorrent. Relato foda! Foi um dos pioneiros no relato desse roteiro e de fundamental contribuição quando eu estava planejando minha viagem. Valeu mesmo! É natural que a gente vá procurando sempre os relatos mais recentes e atualizados, mas importante lembrar da galera lá de trás que foi dando condições pros que vieram em seguida.

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