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rodrigovix

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Tudo que rodrigovix postou

  1. Fala, @Rezzende. Que beleza de relato, cara. Parabéns!!! Muito feliz por sua trip. Era essa aí mesmo haha. Lembrei bem dela. Me salvou. Muito engraçado como ela se tornou famosa aqui no mochileiros. Foi realmente uma salvadora da pátria naquele momento de frio congelante em que eu não tinha ideia de pra onde ir. Pode ser também que várias senhorinhas façam esse trabalho e a da Mary tenha sido uma outra. O importante é tirar a gente do frio haha. Abraços!
  2. Capítulo 10: Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay. 10º dia (20 de outubro) Nusa Penida é a maior das ilhas Nusa. Por esse motivo, ao contrário das suas irmãs Nusa Lembongan e Nusa Ceningan, não é possível conhecer toda sua beleza em apenas um dia. Algo muito comum em Nusa Penida é a contratação de motoristas/guias particulares que te levam até os principais pontos da ilha. Isso porque boa parte das estradas (ainda) não possui boas condições, e contar com motoristas locais experientes nessas horas pode te poupar muita dor de cabeça. Sem falar que o preço é acessível, ainda mais se você estiver dividindo com uma ou mais pessoas. Os passeios na ilha costumam ser divididos por região, de acordo com a logística geográfica dos pontos. O tour OESTE passa pelos pontos de Kelingking Beach (a parte mais famosa da ilha, que vocês viram no capítulo anterior), Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay. O tour SUL visita Tembeling Forest, Banah Cliff e Perguyangan Steps. Já o tour LESTE vai até Atuh Beach, Suwehan Beach, Goa Giri Putri e 1000 Island Viewpoint. Como nos relatos que havíamos lido diziam que a estrada até Angel Billabong e Brooken Beach era bem ruim (o que nos desencorajou a ir lá de scooter, como fizemos até Kelingking Beach no dia anterior), optamos por contratar um motorista. Fechamos com um amigo do Roby, por indicação dele. Não sabíamos se ele seria um motorista/guia tão bom quanto Roby, mas a indicação já nos passava mais confiança. Acordamos cedo nesse dia e fomos tomar o café da manhã. A Jati nos entregou uns vouchers que nos davam direito ao café numa lanchonete que fica na frente dos bungallows. Aproveitamos para comprar mais algumas coisas para reforçar o café e nos alimentar durante o dia, como biscoitos, chips e água (Rp. 47.000). O motorista já estava nos esperando, e ele estava companhado. Na verdade, acabou que o carona que era o contato do Roby, e ele agia como intérprete, já que o motorista de fato não falava inglês. Já vou resumir aqui dizendo que nós, particularmente, não faríamos esse roteiro com motorista novamente. Primeiro porque as estradas já não estavam TÃO ruins assim como eu havia lido. Daria pra fazer de scooter, e nós adoramos a experiência com as motos. Segundo porque nosso motorista e guia não tiveram nem de longe a mesma qualidade que tivemos em Bali com o Roby, o que ao menos justificaria o gasto. Eles só nos levaram aos lugares, nada além. Porém, se vocês querem conforto e praticidade, não há problema nenhum fazer os passeios com motoristas e carro com ar condicionado. Nós já preferimos aqueles pequenos perrengues de se aventurar sozinhos. Seguimos até a primeira parada, Kelingking Beach. Como já havíamos visitado aqui no dia anterior, aproveitamos apenas para avistar o local do alto mais uma vez (nunca é demais), fazer algumas fotos e seguir viagem. O próximo ponto era Angel Billabong, uma espécie de piscina natural de borda infinita, criada pelas fortes ondas do mar que ali batem. Estava LOTADO quando chegamos lá. Até desanimamos de tentar alguma foto. Logo seguimos caminhando para o ponto seguinte, que fica bem ali do lado, a Broken Beach. Uma bela paisagem moldada pela natureza, cuja força da água criou uma espécie de ponte. Também estava bem cheio, mas deu pra fazer umas fotos legais. Na volta, passamos novamente por Angel Billabong, e estava vazio. Aprovei a oportunidade pra correr e fazer umas fotos. Quis chegar o mais perto da borda possível, mas eles não aconselham ir até a beirada porque já teve caso da onda bater ali e puxar os turistas para o mar. Um rapaz chegou a morrer afogado ao tentar salvar a namorada, que foi puxada. Portanto, CUIDADO. A última parada do dia foi Crystal Bay, a praia mais famosa de Nusa Penida. Mesmo sendo a mais visitada, ela não estava muito cheia, o que foi ótimo. É realmente uma praia bem agradável. Eles nos deixaram ali às 12h e disseram que retornariam para nos buscar às 15h. Aproveitamos para almoçar em uma das barraquinhas. Comemos atum assado na palha de coco por Rp. 55.000 cada. Compramos cerveja e água por mais Rp. 35.000. Aproveitamos para relaxar, tomar um bom banho de mar e fazer algumas fotos. No horário combinado, voltamos a região de Toyapakeh, encerrando o dia de passeio. Pagamos Rp. 650.000 a eles, conforme combinado. Aproveitamos para passar numa tenda de frutas e comprar Pitaya. O valor era Rp. 25.000 o quilo, mas uma outra vendedora, já mais esperta, vendo que éramos turistas, disse que o preço era Rp. 25.000 a unidade. Antenor, sem perceber a sacanagem, pagou. Fomos feitos de trouxa e pagamos 6 reais numa única Pitaya, quando ela custava 4 vezes menos haha. Fomos jantar novamente no Warung Citiz. Queríamos carne bovina, então pedimos hambúrguer, mas não estava lá essas coisas. Pedimos uma panqueca doce de sobremesa e tudo, junto com os refrigerantes, ficou por Rp. 148.000. Na volta pro hotel, compramos cup noodles (sabíamos que aquele hambúrguer não iria segurar a fome por muito tempo rs), pão, café e água (Rp. 75.000). O planejamento para o dia seguinte era novamente com motorista/guia privado. Mas devido à experiência do dia anterior, e já de olho grande pra cima da economia que faríamos, decidimos mudar os planos, alugar duas scooters, e fazer o roteiro por conta própria. A ideia era ousada, já que iríamos para uma parte bem afastada da illha, praticamente o outro extremo. Mas topamos o desafio. Finalizaríamos o dia na Rumah Pohon Tree House, uma casa na árvore num dos lugares mais incríveis que eu já visitei na vida, e onde, acreditem, passaríamos a noite. Foi a melhor escolha que fizemos. Vocês verão no próximo capítulo. SALDO DO DIA (por pessoa): Rp. 47.000 - biscoitos, chips e água Rp. 55.000 - almoço em Crystal Bay Rp. 17.500 - água e cerveja Rp. 325.000 - Motorista privado Rp. 12.500 - Pitaya Rp. 74.000 - hambúrger, refigerante e panqueca Rp. 37.500 - miojo, biscoito, pão, café e água TOTAL: Rp. 568.500 (USD 42) PRÓXIMO CAPÍTULO: Goa Giri Putri, Atuh Beach e uma casa na árvore.
  3. Cara, boa pergunta. Não creio que tenha nenhum tipo de fiscalização (infelizmente), mas também nunca li nada a respeito disso. Aliás, nem sei como o mar se comporta à noite por ali, porque as ondas são bem fortes.
  4. Quando descemos, creio que umas outras 8 pessoas espalhadas. Depois foi reduzindo. Tá cada vez maior o número de pessoas que se aventuram na descida.
  5. Capítulo 9: Nusa Penida, o melhor lugar do planeta! 9º dia (19 de outubro) Acordamos cedo e já aproveitamos para fazer o check-out, pois não sabíamos a hora certa que voltaríamos do passeio de snorkeling. Antes que pudéssemos pedir o nosso café da manhã, duas motos vieram nos buscar para nos levar pra agência. Deixamos os mochilões guardados na recepção do hotel e partimos. O snorkelling foi tranquilo e bem bonito. Nós havíamos fechado o seguinte percurso: Mangroove Point > Buddha Point > Crystal Bay e Manta Point. Paga-se um pouco a mais para incluir o Manta Point, pois ele é mais distante. E só é possível visitá-lo caso o mar não esteja agitado. Na primeira parada, já vimos o porquê das ilhas Nusa serem consideradas um dos melhores lugares para mergulho no mundo. Água cristalina e muita vida marinha. O Mangroove Point é lindo, com corais vivos e muito coloridos. Foi o melhor ponto de snorkelling, na nossa experiência. Já o Buddha Point foi bem decepcionante. Eu já estava imaginando conseguir fazer aquelas fotos incríveis ao lado das estátuas, mas Antenor estava com tampões nos ouvidos devido a uma lesão no tímpano, e não podia mergulhar muito fundo por conta da pressão. E também, nem se pudesse, porque havia tanto turista, mas tanto agito, que a água estava "embaçada", turva, ficava difícil chegar lá no fundo pra ter uma visão mais nítida. Obs.: os Budas foram colocados naquele local, de mar calmo, justamente com o propósito turístico de atender visitantes asiáticos, principalmente os chineses, que chegam às centenas em navios cruzeiro (a maioria não sabe nadar). Para nossa infelicidade, fomos informados de que não era possível visitar as mantas porque o mar estava muito agitado. Para compensar, eles nos levaram em um ponto chamado Gamat Bay, mas não gostamos muito. A água era mais gelada, e eles nos soltaram próximos a um paredão e nos pediram pra ir seguindo o barco. Como eu estava mergulhando sem colete e o mar estava mais agitado, achei bem cansativo. Quase não aproveitei o mergulho porque tive que ficar nadando atrás do barco. Algumas fotos no Mangroove Point: Na volta do passeio, contratamos um motorista para nos levar de volta ao hotel para pegar nossos mochilões e, em seguida, para a Yellow Bridge, a famosa ponte amarela que une as ilhas de Nusa Lembongan e de Nusa Ceningam. É lá que ficam os barcos que te levam até Nusa Penida, somente acessada dessa forma. Todos os dias às 6h sai um barco público da ponte amarela para Nusa Penida, com passagens a Rp. 50.000. Como era por volta de 12h, sabíamos que seria necessário contratar um barco privado. Pagamos Rp. 300.000 para que nos levassem, pois queríamos aproveitar a tarde e noite desse dia por lá. O trajeto é rápido, coisa de 15 minutos. Nusa Penida Aqui eu preciso fazer uma pequena observação. De todos os inúmeros lugares a se conhecer que planejei nessa viagem, Nusa Penida era, sem dúvidas, o momento que eu mais aguardava. Desde quando comecei a planejar o roteiro, em 2015, poucas informações estavam disponíveis na internet. E as poucas que eu achava eram em sites gringos. Isso porque Nusa Penida, apesar de tão próxima de Bali, é (era, até então) uma ilha pouco explorada, apesar de incrivelmente linda. Isso me fascinava. Era ali que estava a "verdadeira Bali" que a gente idealizava. E quanto mais eu descobria sobre ela e sobre suas belezas, mais eu ficava ansioso por conhecer, com medo de que de repente ela se tornasse popular e o "boom" daqueles turistas sem noção estragasse tudo por lá, como fizeram em Bali. E depois dos dias que passei na ilha, posso dizer que ela já estava um pouco diferente da que eu conheci pelos relatos 2 anos antes. E tenho certeza que atualmente ela deve estar ainda mais diferente. Como muitos viajantes famosos no instagram passaram por lá, ela ganhou muita popularidade, e isso se refletiu em sua estrutura. Hotéis e restaurantes começam a surgir nos pontos turísticos antes quase selvagens e inexplorados. Mas acho que isso tudo faz parte. Chegando em Nusa Penida, fomos caminhando até nossa hospedagem, o Jati Bungalows. Possuía uma ótima avaliação e um bom preço. Todos elogiavam muito a Jati, dona do lugar. A Jati é uma australiana (ou seria sul-africana? agora não lembro haha) que largou sua antiga vida para morar na ilha. Ela é demais! Nos ajudou muito. Logo nos deu um mapa e nos explicou como funcionavam as coisas por ali. Ela nos ajudou a alugar duas scooters por Rp. 50.000 cada. Afinal, não tínhamos tempo a perder. Eu queria logo conhecer o ponto que eu tanto havia sonhado: Kelingking Beach. Pagamos Rp. 20.000 em 2 litros de gasolina (1 pra cada moto) e abastecemos ali mesmo, na base da garrafa pet e do funil haha. Segurança em primeiro lugar, só que não. Partimos rumo a Kelingking beach. Nos relatos que eu lia, todos falavam de como muitas estradas da ilha eram ruins por conta da baixa estrutura turística. Mas achamos até bem tranquilo o caminho até lá. Chegando no local, foram Rp. 5.000 cada moto pelo estacionamento. Eu já fui apressado querendo chegar até a beira do penhasco e avistar aquele lugar. E quando vi... UAU! A emoção bateu forte. Era tão lindo quanto eu imaginava. Fiz muitas fotos, mas já afoito porque o que eu queria mesmo era iniciar a descida. Eu queria chegar lá naquela praia quase inexplorada, de ondas fortes. Antes, almoçamos numa barraquinha que havia ali (até onde eu tinha pesquisado, antes não havia nada, mas o turismo está avançando rápido por lá) por Rp. 20.000 cada, mais Rp. 10.000 por uma água de coco. De barriga cheia e devidamente hidratados, preparamos nossas mochilas com biscoito, frutas e água, e iniciamos a descida. O caminho até a praia é bem famoso por sua periculosidade. São trechos íngremes, em muitos momentos é preciso praticamente escalar. Não é pra qualquer um, mas também não é nada impossível. Use um bom tênis e vá com calma, certificando-se de cada lugar que pisa, e se as cordas e as cercas de apoio estão firmes. Logo no início da descida há uma placa avisando para NÃO descer, porque é perigoso. Mas nem todos obedecem ao aviso. Quando eu cheguei lá em baixo, eu fiquei sem palavras. Sensação de um sonho realizado. Eu curti cada momento. Cada segundo. Eu estava na praia dos meus sonhos, no lugar mais lindo que eu já tinha visto. Era uma coisa meio surreal. Antes eu ficava imaginando o que poderia acontecer de errado que me impediria de descer aqui. Mas finalmente eu estava lá, curtindo aquilo tudo. Ficamos até o por do sol, e foi o por do sol mais foda de todos. Bem no meio do mar. Aquele mar de ondas revoltas. Eu até arrisquei entrar na água (claro que eu não ia perder essa chance), mas não recomendo pra quem não saiba nadar bem. Porque é bem forte, ondas grandes e puxa bastante. Mas valeu cada instante, cada expectativa, cada sonho. Só aquele lugar já valeu por toda a viagem. Kelingking Beach, você já é o meu lugar preferido no mundo. Quando a luz do dia começou a cair, era a hora de iniciar a subida. Ainda levaríamos mais uns 40 minutos até o topo, e não podíamos fazer isso no escuro. Pegamos nossas motos e voltamos para a região de Toyapakeh (o "centrinho" de Nusa Penida, onde os barcos param e onde estávamos hospedados). Eu estava em êxtase. Que dia! Jantamos no Warung Citiz, um restaurante bem simples, porém gostoso e barato, que ficava próximo ao Jati Bungalows. Rp. 30.000 cada prato que pedimos. Mais dois smoothies de Rp. 25.000 cada, e uma coca-cola de Rp. 5.000. Fomos dormir em seguida. No dia seguinte, um motorista privado (indicação do Roby, lá de Bali) viria nos buscar para nos levar em alguns outros pontos da ilha que nos disseram ser melhor fazer de carro porque a estrada não era tão boa. SALDO DO DIA (por pessoa): Rp. 75.000 - transfer hotel + yellow bridge Rp. 150.000 - barco privado para Nusa Penida Rp. 50.000 - aluguel de scooter Rp. 10.000 - litro de gasolina Rp. 10.000 - água Rp. 5.000 - estacionamento scooter Rp. 20.000 - almoço Rp. 15.000 - água de coco Rp. 30.000 - jantar Rp. 25.000 - smoothie Rp. 5.000 - coca-cola TOTAL: Rp. 395.000 (USD 29) PRÓXIMO CAPÍTULO: Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay.
  6. Que beleza ler o seu relato aqui, @Amanda Sfair Gonçalves. E pelo visto será um daqueles em alto nível. Fico feliz em ter ajudado de alguma forma. Já tô aqui rindo dos perrengues de começo de viagem hahaha. Parabéns!
  7. Capítulo 8: Os encantos de Nusa Lembongan. 8º dia (18 de outubro) O motorista da van chegou no local e horário combinados. Havíamos tomado o nosso último café da manhã feito pela Putu e nos despedido dela. Foi uma hospedagem muito acolhedora. O percurso até chegar em Nusa Lembongan é bem simples. Inúmeras agências ou hotéis oferecem esse serviço. Basicamente, inclui o transfer de onde você está (hotel) até o porto de onde sairá seu barco (no nosso caso, porto de Sanur), depois o ticket do barco de Bali até Nusa Lembongan, e depois o transfer do porto de Lembongan até o seu hotel na ilha. Diversas empresas de barco fazem o percurso Bali x Nusa Lembongan em diversos horários do dia. Há também as embarcações públicas (mais baratas, porém mais lentas), e os chamado "fast boats", que fazem o trajeto em meia hora. Esse percurso, apesar de rápido, pode ser bem agitado. Na nossa ida, o mar movimentado rendeu altos gritinhos de "uuhhhhh" da galera tamanho eram os pulos que a gente dava rs. A volta foi mais tranquila. Quando o motorista da van nos deixou no porto de Sanur, cerca de 1h30 depois de nos pegar em Ubud, ele "pediu" gorjeta aos passageiros. Deixamos Rp. 20.000 com ele. Antenor aproveitou para procurar um banheiro, que custou Rp. 5.000 para utilizar. Quando chegamos no guichê da empresa de barco que nos levaria, queriam nos cobrar Rp. 300.000 por pessoa. Dissemos a ele que o combinado conosco era Rp. 250.000. Mostramos a conversa pelo whatsapp que tivemos com o Roby, e logo depois fizemos uma chamada de áudio com ele e passamos pro funcionário. Depois da conversa, ele aceitou fazer o preço de 250. Portanto, tenham registrado todo o combinado de vocês, seja em papel ou gravado no celular. O fast boat partiu às 10h, e às 10h30 já estávamos desembarcando na Mushroom Beach, que é a praia onde os barcos com os visitantes chegam. Nem mesmo havíamos descido na ilha e já estávamos admirados com aquela água azul neon transparente. Descemos ali mesmo na beira do mar. Os funcionários levam todos os mochilões pra parte seca. Lá, eles anotam o seu hotel de destino e te colocam nuns carrinhos junto com outros viajantes. Chegamos no nosso hotel cedo para o check-in. Ficamos hospedados no The Cubang Hut's Lembongan. Era um poquinho mais caro que a média, porém, como iríamos ficar só uma noite nessa ilha, optamos por um bangalô mais arrumadinho. O local é bem bonito, piscina boa, e o bungalô em si era muito massa. Essa mesma estrutura no Brasil certamente não sairia por menos do triplo do preço. A diária custou Rp. 750.000. Como ainda não podíamos fazer check-in, decidimos almoçar ali mesmo no hotel. Dois pratos e uma cerveja Bitang foram Rp. 153.000. Logo depois, deixamos as malas guardadas na recepção e fomos conhecer o primeiro ponto do nosso roteiro na ilha, a Dreamland Beach, que ficava a 5 minutos de caminhada do hotel. A praia era linda, havia poucos turistas, e foi aí que começamos a ter o gostinho daquela tão sonhada "Bali" que a gente idealizou. Voltamos pro hotel e fizemos o check-in. Guardamos nossas coisas no quarto e alugamos 1 scooter com o próprio hotel (Rp. 85.000 para 12 horas de uso). Como havíamos pouco tempo de luz do sol restando (apenas a parte da tarde), não seria possível visitar todos os pontos da ilha, nem mesmo conhecer Nusa Ceningan, que é a ilha que fica ao lado, bastando atravessar a Yellow Bridge. Com isso em mente, optamos por visitar a Devil's Tears, uma parte da ilha em que a água do mar entra por debaixo das pedras e volta com forte pressão causando um grande "espirro" esfumaçado de água. O horário que fomos não devia ser dos melhores, pois a água não estava espirrando tão forte assim. Mas tinha bastante turista. Olhando no mapa offline, Antenor identificou um "Sunset Point" ali perto. Pegamos a moto e fomos lá, mas não achamos nada demais. Talvez seja de fato interessante no momento do por do sol, mas não podíamos esperar. Logo em seguida, fomos procurar uma agência para fechar o passeio de snorkeling para a manhã do dia seguinte. Fizemos uma rápida pesquisa em umas duas ou três e acabamos fechando com uma que fez um bom preço e nos permitiu negociar a rota e os pontos a serem mergulhados. Ficou Rp. 200.000 para cada, e os pontos principais eram o Magroove Point (uma área com um coral super colorido e cheio de peixes), o Underwater Buddha (estátuas de Buda que foram colocadas no fundo do mar para que se tornassem atrações de mergulho), e o Manta Point (nadar com as famosas Raias Mantas). Na saída, paramos num mercadinho e compramos coisas para o jantar e para ficar a manhã toda no barco (o passeio de snorkeling não inclui refeição nem água). Biscoitos, amendoins, chocolates e água, tudo por Rp. 227.000. Lembrando que os preços por aqui são naturalmente um pouco mais caros que em Bali, justamente pela pouca estrutura local. Voltamos para o nosso hotel e aproveitamos o restinho do dia na piscina. Mais à noite, pedimos 2 cervejas e uma porção de fritas (Rp. 75.000) e ficamos na nossa varanda curtindo a brisa da noite. O dia seguinte seria o tão esperado dia. Conheceríamos o que de fato nos trouxe aqui, e o motivo pelo qual ficamos tão pouco tempo em Lembongan. O nosso foco era mesmo Nusa Penida, a maior (e, curiosamente, a menos visitada) das três "ilhas Nusa". Minhas expectativas já eram altas, e conseguiram ser superadas. Ahhh, Nusa Penida. Quando eu lembro de você, QUE SAUDADE! Sem dúvidas, a minha parte preferida de TODA essa viagem pelo Sudeste Asiático. E vocês verão o porquê. SALDO DO DIA (por pessoa): Rp. 20.000 - gorjeta transfer Rp. 5.000 - banheiro Rp. 250.000 - Ubud x Nusa Lembongan Rp. 76.500 - almoço + cerveja Rp. 375.000 - diária hotel Rp. 42.500 - aluguel 12h de scooter Rp. 200.000 - passeio de snorkeling Rp. 113.500 - mercadinho Rp. 37.500 - cervejas e porção de fritas TOTAL: Rp. 1.120.000 (USD 82) PRÓXIMO CAPÍTULO: Nusa Penida, o melhor lugar do planeta!
  8. Valeu, Flávio! Fico feliz por isso. Realmente, é um esforço danado. Mas o retorno da galera é sempre gratificante. Abraço!!!
  9. Fala, Rezzende. Rapazzz, pergunta difícil, ein?! Eu sou suspeito pra falar porque sou apaixonado por qualquer laguna altiplanica. Se você tiver dias disponíveis no Atacama, faça de tudo. Lá tem muitos passeios legais. Eu queria ter tido mais $$tempo$$ pra Laguna Cejar, o tour astronômico, os Geisers del Tatio, etc. Tanta coisa boa. Mas é realmente uma pena Piedras Rojas estar fechado.
  10. Capítulo 7: Da Floresta dos Macacos aos belos campos de arroz. 7º dia (17 de outubro) O último dia de programação em Ubud mal havia começado e a gente já estava com saudade daquele lugar. Se tivéssemos mais tempo disponível no nosso mochilão, aqui certamente seria um dos lugares em que esticaríamos um pouco mais. Acordamos e tomamos o belo café da manhã que a Putu novamente nos preparou. Hoje não teríamos o Roby, os deslocamentos seriam feitos por nossa conta. Não por acaso, todo o nosso roteiro do dia estava pelas proximidades da cidade. Floresta dos Macacos Fomos andando rumo à primeira parada: a Floresta dos Macacos. Ela funciona todos os dias, das 8h30 às 18h. A entrada custa Rp. 50.000 por pessoa (mais os Rp. 20.000 do cacho de bananas que compramos lá dentro, opcional). Ainda no caminho até lá, paramos num mercadinho e compramos dois sorvetes cornetto e uma água grande pela pechincha de Rp. 21.000 (uns 5 reais). Ahhh quem dera meu Brasil fosse assim. Demos uma volta boa pela floresta, que é bem grande e bem bonita. Combinamos de alimentar os macacos no final, para conhecer cada canto do lugar primeiro. São muitas as recomendações ao se visitar a Floresta dos Macacos, mas a principal delas é não dar bobeira com seus pertences pessoais. Eles são espertos, abusados (afinal, estão na casa deles) e podem tomar tudo o que quiserem em busca de comida, ou pela simples curiosidade. Antenor foi o primeiro a pegar uns pedaços de banana e esperar que o macaco subisse nos ombros dele. Filhote, é claro. Não teve muita coragem de encarar os adultos. Já eu, o bonzão, o espertão, o fodão, quis com um macaco adulto. Logo avistei um que parecia ter o peso de um gorila. Ele já subiu em mim assim que avistou o pedaço de banana na minha mão. Ficou uns instantes pelo meu ombro, o bastante pra eu tirar umas fotos e ganhar vários likes no instagram. Mas a expressão "macaco velho" não é à toa. Experiente que só, ele viu que tinha banana escondida no meu bolso. Foi escalando por mim rumo ao chão, e eu crente que ele estava só indo embora. Parou perto do meu bolso e tentou enfiar a mão. Como não conseguiu colocar a mão por dentro do tecido, simplesmente lascou uma bela dentada por cima da bermuda mesmo. Ali meu coração deu uma leve estremecida, nada sério, só tipo uma parada cardíaca. Mantive a calma e fui tentar ajudá-lo, abrindo o bolso. Que inocência a minha. Ele olhou pra mim e abriu uma boca que naquela hora me pareceu ter uns 90 cm de amplitude, o suficiente pra engolir metade do meu corpo. O barulho que ele fez também não foi nada agradável. Ele investiu outra mordida na minha perna, e dessa vez eu senti os dentes passando de raspão em mim. Já tava ali imaginando que na próxima tentativa ele levaria veia, fêmur, músculo, tudo junto. Mas antes que eu pudesse terminar o 8º Pai Nosso e o 5º Santo Anjo do Senhor Meu Zeloso Guardador, um dos trabalhadores locais chegou e tocou o macaco pra longe de mim. Tive que me livrar rapidamente das bananas que estavam no meu bolso, porque um novo cerco de macacos já estava se formando. Eles não são bestas. Portanto, pessoal, fica aqui a dica do tio Rodrigo. Não subestimem os macacos, e tomem MUITO cuidado. Por sorte, não aconteceu nada grave. Mas poderia ter acontecido. Voltando da floresta, paramos num supermercado e compramos umas coisas diferentes dessas que você só costuma achar no país que está visitando. Pó de café local (que aprendemos a tomar sem filtrar, diretamente na água, feito um café solúvel), uns donuts, umas bebidas estranhas tipo refrigerante, e uns cup noodles pra servir de almoço no hotel. Total: Rp. 182.000. De volta ao hotel e devidamente alimentados, alugamos uma scooter com a própria Putu (dona do hotel) por Rp. 50.000 a diária, e saímos para a próxima atração do nosso roteiro: o Palácio de Ubud. Palácio de Ubud Ele estava em reforma, portanto só era possível visitar algumas partes. Honestamente, eu não achei muita graça. Talvez com um guia, conhecendo a história local, fosse mais interessante, mas eu não colocaria muita expectativa nisso. Ali costuma acontecer alguns eventos, também, o que é outra chance do local se tornar interessante. Mas, tirando isso, demos uma volta e não perdemos muito tempo. Seguimos logo pra próxima parada. Nesse momento, aproveitamos para passar numa casa de câmbio e trocar uma quantidade maior de dólares. Isso porque os nossos próximos dias seriam nas ilhas Nusa Lembongan e Nusa Penida, e lá não costuma ter uma cotação muito boa. Fizemos uma estimativa de gastos e trocamos o suficiente, sempre considerando uma margem de segurança. Telalagang Rice Terrace Seguimos de moto para fora da cidade em direção a uma atração muito famosa da região, o Telalagang Rice Terrace (Terraço de Arroz de Telalagang). Ele não fica muito longe, então quem quiser alugar uma moto, ou pegar um táxi, pode conhecer por conta própria. A entrada lá é "gratuita". As aspas se dão porque, ao percorrer o local, é comum se deparar com "pedágios" disfarçados de doação, onde alguns locais pedem que você deixe uns trocados em troca da manutenção das pequenas pontes que eles constroem para a nossa travessia de um lado para o outro. Nada mais justo. Deixamos Rp. 5.000 cada, mas pode ser o valor que você quiser. O dia estava meio nublado, com cara de chuva, mas mesmo assim deu pra ver como o lugar é bonito. Porém, é o mais famoso terraço de arroz de Bali, então espere muitos turistas. Isso tira um pouco da magia do local, é verdade, mas outras opções de terraços não possuíam essa mesma geografia (eram terraços mais planos), e tampouco eram tão próximos quanto. Então nos contentamos em ficar por aqui mesmo. No caminho de volta para Ubud, pegamos uma bela de uma chuva. Sabe que foi até legal? Aquela sensação boa de chuva fresca, no meio de uma viagem, percorrendo aquelas charmosas estradinhas de Bali, campos de arroz surgindo às margens da estrada, misturados a templos, casas, lojas... foi um momento marcante. Turista acha tudo lindo, né? haha. Ubud Market Seguimos direto para o hotel. Deixamos mais roupa para lavar com a Putu e fomos correndo para o Ubud Market, pois já estava quase fechando (ele fecha às 18h). Chegando lá, algumas barracas já estavam recolhendo as coisas (as fotos abaixo são de quando passamos rapidamente por lá antes de ir ao Ubud Palace). Não só pelo horário, mas porque a chuva já tinha espantado boa parte da clientela. Mas deu tempo de comprarmos algumas lembrancinhas que queríamos levar de Bali, como descansa-copos, sarongs, ímãs de geladeira, etc. É tudo baratinho, mas esquecemos de anotar os preços. Eu só me lembro de uma Sarong MUITO BONITA, tecido trabalhado à mão, vermelho com uns desenhos em tinta ouro, em que fiquei horas negociando porque ela queria me cobrar 20 dólares. No fim das contas, paguei Rp. 100.000, porque queria levar de presente pra minha mãe. Passamos em outra lojinha mais arrumada (dessas que parecem de comércio de rua), com os preços já etiquetados. Levamos kits de sabonetes, pacotes de incenso, caixinha artesanal com pacote de café dentro, pulseira, enfim... tudo o queríamos levar de presente pro Brasil, e ficou tudo por Rp. 217.000. Café Lotus Seguimos para o famoso Café Lotus, pois haveria o tal espetáculo de dança naquele dia. Eu estava muito ansioso por esse momento, mas... nem tudo sai como planejado e a gente aprende a lidar com isso durante as viagens. Por conta do tempo, que ameaçava chuva, o espetáculo havia sido transferido para um local fechado, num prédio ao lado. Com isso, perdemos o interesse de participar. Além de não ser lá muito barato, não seria no lugar tradicional. Mas fica a dica para quem puder assistir. Dizem que é bem bonito. E não caia nessa de "pacote com jantar incluso" porque as mesas do Café Lotus são longe do lugar da dança, e quem paga mais caro no pacote com jantar assiste ao espetáculo de longe, e quem só compra o espetáculo pode assistir lá de perto. Já que nossa programação havia sido cancelada, fomos jantar em outro local. A conta ficou em Rp. 150.000 o casal. Voltamos para o hotel e acertamos nossa conta com a Putu (Rp. 1.050.000 pelas diárias, mais as Rp. 20.000 pelo kg de roupa extra que deixamos lá mais cedo). No dia seguinte, sairíamos cedo para o porto de Sanur, onde um barco nos levaria até Nusa Lembongan. Todo esse percurso já tinha sido combinado previamente com o Roby por whatsapp, pois ele organizou tudo pra gente. Mas os detalhes de preço, rotas e tudo mais vocês saberão no próximo capítulo. Nessa hora, a minha ansiedade já estava a mil. As ilhas Nusa, em especial Nusa Penida, era um dos meus momentos mais aguardados de toda a viagem. SALDO DO DIA (por pessoa): Rp. 10.500 - Sorvete e água Rp. 50.000 - Entrada Floresta dos Macacos Rp. 10.000 - Bananas Rp. 91.000 - Guloseimas no mercado Rp. 50.000 - 01 diária de scooter Rp. 5.000 - "Doação" no Telalagang Rice Terrace Rp. 158.500 - Presentes e lembrancinhas Rp. 75.000 - Jantar Rp. 525.000 - 03 diárias Angga Homestay Rp. 10.000 - Roupa lavanderia TOTAL: Rp. 985.000 (USD 72) PRÓXIMO CAPÍTULO: Os encantos de Nusa Lembongan.
  11. Poxa, @Karen M.. Bacana isso. Fico feliz que tenha te motivado de alguma forma. E já tô esperando esse seu relato à África do Sul, ein?! Quero muito conhecer Cape Town e toda a região. Quando postar, me marca. Abraços!!!
  12. Pessoal, nesse fds eu não garanto, mas nessa próxima semana sem falta eu posto o capítulo novo. Preciso acelerar isso porque nesse ritmo eu só termino em 2028 kkkk.
  13. Boaaa @Cleber Curitiba. Cara, você descreveu completamente o que é viajar por Bali. É tudo isso aí e mais um pouco. E pode entrar em contato com o Roby que você não vai se arrepender. Sucesso na sua viagem!!!
  14. @isabella.marquesBoa, Isa!!! Pois é, esse dólar tá quebrando geral, mesmo. Cada ano só piora, tá foda. Mas vai dar tudo certo!!! Abraço!
  15. Capítulo 6: Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha. 6º dia (16 de outubro) O horário combinado para a saída com o Roby era bem cedo. Teríamos muito caminho a percorrer e locais a visitar. Infelizmente, o café da manhã só seria servido depois de já termos saído. Entretanto, ao saber disso, a Putu fez questão de acordar mais cedo que o habitual, ir ao mercado local (ela faz isso todos os dias para preparar o café da manhã pros hóspedes junto com seu filho), e preparar um delicioso lanche deixado gentilmente numas embalagens para que pudéssemos levar. Aí que eu pergunto, é ou não é pra ter uma avaliação alta desse jeito? Um cuidado de mãe com a gente. (Imagem tirada de um vídeo de stories, desculpem a qualidade rs): Ubud é repleto de templos e locais a se conhecer. Nós havíamos decidido dividir os nossos curtos 2 dias aqui (o nosso foco em Bali era outro, que vocês verão nos próximos capítulos, mas quem puder ficar mais dias aqui, eu recomendo) entre locais mais distantes, a se visitar com o auxílio de um motorista e guia particular; e locais mais próximos, que visitaríamos por conta própria, alugando uma scooter. O roteiro do dia ficou assim: - Partida do nosso hotel em Ubud; - Templo do Lago (Pura Ulun Danu Bratan); - Kopi Luwak (Café Luak, o "café mais caro do mundo"); - Pausa pro almoço; - Templo das Águas Sagradas (Pura Tirta Empul); - Templo de Pedra (Gunung Kawi Temple); - Templo da Caverna do Elefante (Goa Gajah); - Finalizamos no nosso hotel em Ubud. Templo do Lago O Pura Ulun Danu Bratan, que em balinês significa "início do lago", é, muito provavelmente, o principal cartão postal de Bali junto com o Templo do Mar. Quem pesquisou viajar por essas bandas certamente já se deparou com sua mística imagem pela internet. Levamos algum tempo por vilarejos no interior de Bali até chegar lá. Talvez aqui nessa região a ilha tenha um clima mais próximo daquele que habita o nosso imaginário, tão diferente da corriqueira Bali repleta de estrangeiros em busca de diversão pelas áreas mais badaladas. Chegamos lá antes mesmo do templo abrir para visitação. O tempo estava fechado, chuvoso, e eu já havia desencanado de que não conseguiria fazer a foto que eu havia há muito tempo idealizado. Decidimos, então, atravessar a rua até uma lojinha e comprar capas de chuva por Rp. 20.000 cada. No horário previsto, pagamos as Rp. 50.000 cada pela entrada e seguimos para visitar o famoso templo. Estava completamente vazio, inteiramente pra gente. A área é grande, muito bonita, e o templo em si é tão pequeno perto daquilo tudo que te faz pensar como uma boa foto num bom ângulo podem criar uma fantasia na nossa cabeça. Estávamos com sorte. Um tempo depois de fazer algumas fotos naquele nevoeiro, o tempo abriu do nada. O sol avançou pelas nuvens de um jeito quase poético, e eu não desperdicei a oportunidade de fazer a foto que eu queria. Outras turistas começaram a chegar. Mas nós já tínhamos visto o que queríamos. Demos mais uma volta pelo local antes de reencontrar com Roby no estacionamento. Aproveitei para visitar umas lojinhas e comprar uma Sarong muito bonita, e um Udeng bem estiloso (aquela faixa que os balineses usam na cabeça) por Rp. 115.0000, o que eu, particularmente, achei uma pechincha, dada a riqueza do tecido. Se eu usei depois? Nunca mais rs. Café Luwak Nossa próxima parada era algo pelo que eu, um bom consumidor de café, esperava bastante. Era hora de conhecer o famoso "café mais caro do mundo", ou, como o Roby gostava de chamar, num português próprio, o "café de merda". O preço tão caro desse café se deve ao luwak, um mamífero peludo silvestre que aqui conhecemos como civeta. Ao se alimentar dos grãos, o animal não é capaz de digeri-los por completo. As enzimas do seu sistema digestivo agregam propriedades únicas ao grão, o que interfere no sabor. Os fazendeiros colhem os grãos das fezes do animal, fazem todo o processo de higienização, torra e moagem, e vendem o produto. Como o luwak tem sua limitação de consumo diário, não é possível produzir em larga escala, o que acaba justificando o alto preço do produto. Em alguns países, onde é visto como iguaria, uma xícara do café chega a ser vendido de 70 a 120 dólares. A visita ao local onde é produzido o café é gratuita. Uma guia te leva pela fazenda mostrando o processo de torra e moagem artesanal (o que eu não acredito muito ser realidade, parece mais uma coisa pra turista ver). Ao final da pequena caminhada, sentamos nas mesas onde nos será servido diversas amostras de bebidas, entre cafés e chás. Nenhum deles, entretanto, é o café Luwak, que é opcional, e vendido a Rp. 50.000 a xícara. Pedimos uma para experimentar ao final da degustação. Sobre o café luwak: de fato, é um café muito bom. Porém, é tão bom como qualquer café premium que temos aqui no Brasil. Acredito que o preço seja alto pela dificuldade em produzi-lo, não necessariamente por ser um sabor dos deuses. Mas, sim, quem costuma tomar um pouco mais de café saberá perceber a qualidade. Sobre a experiência e o local de produção em si: antes de visitar o local, eu não havia pensado nisso. Mas fiquei um pouco decepcionado (desiludido, talvez) com a forma de produção. Eu pensava, na minha inocência, que os animais viviam soltos, numa área grande, e as fezes eram recolhidas naturalmente. Mas li algumas matérias dizendo que eles vivem geralmente enjaulados, em condições precárias e com uma vida bem explorada. Existem as fazendas mais conceituadas e fiscalizadas que fazem a forma de coleta 100% silvestre, mas não creio que seja a maioria dos casos, ainda mais num país como a Indonésia. Então, fica aí a informação para quem não gosta de visitar esses locais que exploram a vida animal. Na saída, passamos na lojinha local para comprar alguns produtos. Eu ia comprar o café Luwak e levar de presente pra minha irmã, mas desisti. Muito caro. Comprei um chá de uma flor rosada que gostei de degustar (Rp.80.000) e um café balinês (sem ser o luwak) que gostamos de tomar no nosso hotel (Rp. 60.000). De lá, fomos almoçar. Pausa para almoço Pedimos ao Roby que nos levassem a um outro restaurante de comidas típicas. Dessa vez, ele não foi muito econômico, e nos levou a um lugar com um precinho um pouco acima dos nosso padrões mochileiros. Ok, a vista para um belo campo de arroz compensava bastante, e a comida estava uma delícia. Pedimos um prato que vinha repleto de comidas locais, como se fosse para degustação. Pagamos o almoço do Roby, e a conta saiu por Rp. 107.000 por pessoa. Templo das Águas Sagradas Seguimos nosso passeio rumo à próxima parada, o Pura Tirta Empul (Templo das Águas Sagradas). Muitos balineses acreditam que a água daqui tem poderes de cura e restauração, motivo pelo qual diversos locais e turistas se concentram para realizar o ritual de passagem pelas fontes de água. A entrada custou Rp. 15.000 para cada pessoa. Antenor não quis entrar na água, então somente eu entrei, o que custou mais Rp. 10.000 pelo aluguel da roupa própria e uso dos armários do vestiário para se trocar. Roby me disse que as fontes de número 11 e 13 (se não estou enganado) são específicas para rituais relacionados aos que já faleceram, então que é para evitá-los caso esse não seja o caso. Em cada fonte, a gente vai mentalizando algo positivo, algum problema que precisamos resolver, algum agradecimento que queiramos fazer, enfim, o que você achar apropriado no momento. A ideia é deixar o pensamento fluir junto com a água e sair de lá mais leve. Não sei se é só o nosso psicológico, não sou cético a esse ponto. Mas é verdade é que eu sai de lá me sentindo, de fato, espiritualmente mais leve. Vale a experiência. Templo das Pedras A penúltima parada do dia foi no grandioso Gunung Kawi Temple, o Templo das Pedras. E entrada foi Rp. 15.000 cada. Logo na chegada, uma grande escadaria repleta de artesanatos desce para o acesso ao local. O Templo das Pedras nos surpreendeu. Não só pela beleza daquelas esculturas todas esculpidas nos paredões rochosos, mas pela imensidão do lugar. É uma mistura mágica de pedras, florestas e até um rio que corta o local. Andamos muito por lá, subindo e descendo escadas, deu pra cansar bastante. Na saída, compramos mais água (Rp. 15.000) e seguimos com Roby para a última parada do dia. Templo da Caverna do Elefante A entrada neste templo também foi Rp. 15.000 por pessoa. Roby nos explicou que essa caverna, embora datada de muitos séculos atrás, foi acidentalmente descoberta apenas na década de 70 por conta de um tufão que passou no local. Sua fachada tem esculturas de diversas criaturas místicas do hinduísmo. A garganta de uma delas serve de entrada. Um corredor de uns treze metros de comprimento leva a um cruzamento em forma de T. No lado esquerdo, há uma estátua com cerca de um metro de altura de Ganesha, o deus-elefante hindu da sabedoria, da inteligência, da educação e da prudência, padroeiro das escolas e dos profissionais ligados ao saber, um dos deuses mais conhecidos e cultuados do hinduísmo. Daí veio o apelido de "caverna do elefante". No lado esquerdo, há três estatuetas que representam as figuras de Lingam e Yoni, simbolizando a fonte da vida e as sexualidades masculina e feminina. De volta para o hotel Finalizado o roteiro do dia, voltamos para o nosso hotel. Pagamos os Rp. 650.000 pela diária do Roby. Ele se despediu da gente dizendo palavras muito bonitas sobre sua cultura, sua família e seu povo. Achei aquilo bem bacana. Prometi a ele que o indicaria a outros mochileiros, porque o serviço prestado foi realmente um diferencial. E que um dia nos encontraríamos novamente. Eu volto a Bali, aaahhh se eu volto. Há muito o que explorar pela Indonésia ainda. Chegando no hotel, pegamos as roupas limpas que havíamos deixado para lavar no dia anterior (foram 3kg por Rp.60.000). Compramos alguns cup noodles e amendoins na vendinha da esquina para jantar no quarto (Rp. 40.000 o casal). Depois disso, banho e cama, porque o dia foi bem puxado, e a viagem estava só começando. SALDO DO DIA (por pessoa): Rp. 50.000 - Entrada Templo do Lago Rp. 20.000 - Capa de chuva Rp. 115.000 - Sarong e Udeng Rp. 50.000 - Xícara de café Luwak Rp. 140.000 - Compras na loja de café Rp. 214.000 - Almoço Rp. 15.000 - Entrada Templo Águas Sagradas Rp. 10.000 - Banho Águas Sagradas Rp. 15.000 - Entrada Templo das Pedras Rp. 15.000 - Águas Rp. 15.000 - Entrada Caverna do Elefante Rp. 650.000 - Diária Roby Rp. 30.000 - Lavanderia Rp. 20.000 - Jantar TOTAL: Rp. 1.359.000 (USD 99) PRÓXIMO CAPÍTULO: Da Floresta dos Macacos aos belos campos de arroz.
  16. Valeu, @alexandresfcpg! É um bom período pra se fazer caso você consiga combinar outubro pra Indonésia/Singapura e Novembro pra Tailândia. Espero que o relato te ajude. Abraços!
  17. Sim, a @Maryana Teles é foda. Uma amiga querida, generosa e do bem. É muito foda acompanhar o crescimento dela no @vidamochileira e todas as aventuras em que ela e o Mark se jogam de cabeça. O site dela tá muito completo, também. Vale a pena a galera dar uma conferida.
  18. Grande Diego! Não sabe minha felicidade quando vejo a galera retornando aqui e contribuindo com relatos como esse. Tá foda! Promete ser um daqueles bem completos. Parabéns, cara!!! Continua aí.
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