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rodrigovix

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  1. Capítulo 5: Templos e praias de Bali, a ilha mágica. 5º dia (15 de outubro) Acordamos um pouco antes do horário combinado com o Roby, pois nosso hotel não tinha café da manhã. Caminhamos uns 10 minutos pela beirada do asfalto até uma dessas vendinhas locais, e ali já deu pra sentir melhor o clima mágico de Bali. Pagamos Rp. 20.000 cada nuns biscoitos de gosto diferente e um café adoçado com leite condensado. Não foi a coisa mais gostosa do mundo, mas se alimentar como os locais era um dos nossos objetivos nessa viagem, e isso era empolgante demais. Roby nos mostrou pontualidade quando encostou seu carro em nosso hotel às 7h55. Após uma breve apresentação, para o que se tornaria uma grande amizade de viagem, seguimos para a primeira parada do dia: o templo de Uluwatu. Antes de continuar, vou deixar o roteiro do dia conforme havíamos combinado por e-mail. Toda a conversa sobre os melhores locais a se visitar foi feita com antecedência. Eu disse os locais que queria conhecer, e ele me deu os conselhos de melhor ordem e possibilidades. Fiquei muito satisfeito com o planejamento final, porque em nenhum momento ele quis me empurrar locais ou me desencorajar de outros - pelo contrário, ele foi muito sincero e realista, tentando ao máximo satisfazer nossas vontades. Afinal, é para isso que se contrata um motorista/guia particular. O roteiro do dia ficou assim: - Partida do nosso hotel em Uluwatu; - Templo de Uluwatu (lê-se "Uluatú"); - Padang Padang beach (a praia que Julia Roberts gravou cenas pro filme "Comer, Rezar e Amar"; lê-se "Padãn Pandãn", quase engolindo o som do "g"); - Dreamland Beach (uma praia que pertence a um resort); - Pausa pro almoço - Green Bowl Beach (acredito que tenha esse nome "tigela verde" por conta das pequenas cavernas que ficam nos paredões); - Nusa Dua Beach; - Tanah Lot (o famoso templo no mar; lê-se "Tána Lót"); - Finalizamos no nosso hotel em Ubud. Templo de Uluwatu Começamos pelo famoso templo de Uluwatu. Já na entrada, dezenas de macacos nos recepcionavam, fazendo a alegria da gringaiada. Nós já estávamos espertos com nossos pertences, porque a fama deles por aqui não é muito boa rs. Costumam afanar as coisas em busca de comida, então todo cuidado é pouco. A entrada do templo custa Rp. 30.000 por pessoa, e inclui o empréstimo do "sarong" (lê-se "sarõn", engolindo o "g"), uso obrigatório no local. O local é grande e muito bonito, e pudemos presenciar uma aula de música para meninos balineses, a trilha sonora perfeita para a ocasião. Enfim, chegamos à parte do penhasco, onde era possível avistar o templo de Uluwatu (cuja entrada é restrita) bem na ponta, e toda a "orla" a ser percorrida pelos visitantes. Lindo demais! Em nosso roteiro original, não fosse o vôo que perdemos em Bangkok, teríamos vindo aqui no dia anterior, por conta própria, presenciar o por do sol, que dizem ser muito bonito, e participar do famoso espetáculo de dança que acontece no final da tarde, e custa Rp. 100.000 por pessoa. Então fica a dica para quem tiver tempo. Padang Padang Beach Seguimos viagem para a praia de Padang Padang, que ficou famosa após a gravação do filme Comer, Rezar e Amar, estrelado por Julia Roberts. Pagamos Rp.10.000 cada na entrada, que acredito ser uma pequena taxa de preservação. A praia não é muito extensa, mas é bem bonita. Combinamos de ficar ali por 1 hora, então aproveitamos para relaxar, tomar uma água (Rp. 10.000) e, é claro, uma Bitang bem gelada (Rp. 40.000). Dreamland Beach Nosso destino seguinte foi a Dreamland Beach, uma praia que pertence a um resort, porém permite acesso ao público de não hóspedes. Roby nos deixou num estacionamento, que era o ponto limite de onde os carros podiam ir. A partir dali, somente os carrinhos de transporte do resort podiam transitar, e para isso pagamos Rp. 10.000 cada (ida e volta), para que nos levassem até a praia. Logo na chegada, havia uma feirinha, onde na volta compramos uma camiseta (Rp. 50.000) e duas águas de 500ml (Rp. 5.000 cada). Essa feirinha fica ao lado de uma água suja, não muito convidativa, mas que não tira a beleza da praia, até porque não faz contato com o mar (acredito eu). Percorremos pela praia fazendo fotos, subimos um morrinho na entrada pra ter uma visão mais ampla, e depois fomos embora. Não quisemos gastar muito tempo ali. Pausa para o almoço O carrinho do resort nos levou de volta ao encontro do Roby, e era hora de uma pausa para o almoço. Pedimos a ele que nos levasse num lugar onde os locais almoçavam, e assim ele fez. Antes, paramos para comprar um chip de internet para Antenor (Rp. 80.000 para 4GB de internet), que aguentou bem os quase 10 dias que ficamos em Bali. Eu ainda estava usando o meu chip da EasySIM4U, embora não estivesse funcionando muito bem. No caminho, aproveitamos para trocar mais uns dólares na melhor cotação que achamos (Rp. 13.300 por dólar), não muito diferente do que pegamos no aeroporto. O "restaurante" para onde ele nos levou (com muitas "aspas") era bem o que queríamos. Comida local e barata. Foram Rp. 20.000 por um prato de frango frito, arroz e um molho apimentado, e mais Rp. 5.000 numa garrafa de refrigerante local que parecia mais um chá. Valeu a experiência! Pagamos o almoço do Roby, também. Green Bowl beach A parada seguinte foi Green Bowl Beach, uma praia que prometia ser muito bonita pelas fotos que eu havia pesquisado. E ela não decepcionou. Pagamos Rp. 10.000 cada na entrada, e aproveitamos pra comprar uma garrafa de 1L de água por Rp.10.000. Afinal, seria necessário descer e subir muitos degraus por aqui. E sol tava daquele jeito! O visual da descida é deslumbrante! A praia não é muito longa, e os turistas ficam concentrados nas pequenas "cavernas" que dão nome ao lugar, creio eu. O mar é bem raso, com muitas pedras, uma leve correnteza, e uma água muito quente. Ideal para ficar relaxando e curtindo a vibe das férias. Nusa Dua Beach Seguimos para a última praia do dia, Nusa Dua. Ficamos cerca de 40 minutos por lá, o suficiente para dar um mergulho e aproveitar a paisagem. Nessa praia, não pagamos nada para entrar, e também não quisemos ficar muito tempo, pois o objetivo era pegar o por do sol no Tanah Lot e a tarde já estava quase no fim. Lembrem-se: o trânsito em Bali pode ser caótico, então se antecipem a isso. Tanah Lot Chegamos ao último ponto a ser visitado no dia, o "Templo no Mar". O Tanah Lot é o principal cartão postal de Bali, e isso ficou claro tão quando descemos do carro. Estacionamento, feirinhas, e muitos turistas na entrada do local. O por do sol é bem famoso por aqui, então espere sempre o lugar cheio. Pagamos Rp. 60.000 cada de entrada, e mais Rp. 10.000 numa água de 1L. Demos uma rodada pelo lugar e fizemos algumas fotos, mas não demoramos muito, porque eu queria mesmo era me posicionar bem para o por do sol. Avistei uns restaurantes numa parte mais alta, e subimos até lá. Era preciso consumir (quase uma obrigação moral, visto que os garçons já te abordam quando você chega), então pedimos uma Bitang (Rp. 38.000). Se valeu a pena? Bom, deixo vocês concluírem pelas fotos rs. Só sei que foi o tempo exato, pois, logo após o sol se por, começou a chover. Juntamos as nossas coisas e fomos ao encontro do Roby no estacionamento. Era hora de seguir para Ubud. Antes, decidimos experimentar um "milho doce" na brasa por Rp. 15.000. Pedimos para o cara não colocar muita pimenta, mas foi o mesmo que nada. Tava tão apimentado que ficou impossível comer haha. Compramos uma água por Rp. 5.000 e partimos! Ubud Combinamos com Roby de que ele nos deixasse no nosso hotel em Ubud ao final do dia. Isso foi essencial para o nosso roteiro, visto que ganharíamos um precioso tempo com locomoção. A ideia original era usar o dia seguinte para conhecer as proximidades de Ubud por conta própria, de scooter alugada (aquelas motinhas automáticas) e, no outro dia, usar os serviços do Roby novamente para conhecer algumas regiões mais afastadas. Ele nos perguntou se podíamos inverter os dias (provavelmente porque havia cliente querendo agendar com ele também no mesmo dia). O serviço dele foi tão satisfatório que não hesitamos em aceitar. Ele agradeceu demais pela ajuda! Fizemos check-in no Angga Homestay, um dos poucos hotéis dessa viagem em que não foi preciso pagar tudo com antecedência. Foi uma das melhores hospedagens dessa viagem. Não à toa tem uma nota tão boa no booking. A dona, Putu (lê-se "Putú") nos tratou como filhos. Sem falar na arquitetura, linda demais! Bem típica do lugar. É como se você estivesse hospedado na casa de um balinês (o que não deixa de ser). Aproveitamos para deixar umas roupas com ela para serviço de lavanderia e saímos para jantar. Ubud é um charme, e não foi preciso a luz do dia para perceber isso já no primeiro contato. A rua principal é repleta de restaurantes e um milhão de scooters estacionadas. É o principal meio de locomoção local. Ubud me deu uma sensação semelhante ao que senti em San Pedro de Atacama, no Chile. É como visitar Búzios, porém na versão cultural do país em que estamos haha. Não à toa é o lugar preferido da maioria dos que visitam Bali. Jantamos num restaurante "melhorzinho" por Rp. 144.500 o casal. Depois de um dia cansativo, a gente merecia. Combinamos com Roby de nos pegar às 8h no dia seguinte. Muitos templos nos esperavam, e a nossa viagem estava só começando. Mapas Vou deixar aqui a imagem do mapa da ilha e de alguns dos principais pontos turísticos locais que achei no carro do Roby. Quebra um bom galho pra gente se organizar no roteiro a ser visitado. SALDO DO DIA (por pessoa): Rp. 20.000 - Café da manhã Rp. 30.000 - Entrada Uluwatu Temple Rp. 10.000 - Entrada Padang Padang Beach Rp. 25.000 - Cerveja e água na praia Rp. 10.000 - Entrada Dreamland Beach Rp. 5.000 - Água 500ml Rp. 50.000 - Camiseta na feirinha Rp. 50.000 - Almoço de 2 pessoas com bebida Rp. 80.000 - Chip com 4GB de franquia de internet Rp. 10.000 - Entrada Green Bowl Beach Rp. 10.000 - Água 1L Rp. 60.000 - Entrada Tanah Lot Rp. 10.000 - Água 1L Rp. 19.000 - Cerveja Rp. 15.000 - Milho doce apimentado Rp. 5.000 - Água Rp. 650.000 - Diária do Roby Rp. 144.500 - Jantar em Ubud TOTAL: Rp. 1.203.500 (USD 88) PRÓXIMO CAPÍTULO: Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha.
  2. Obs.: postei um comentário antes da hora e depois não soube apagar. Se alguém souber como faz, me avisa aqui. Tô um pouco perdido nesse formato novo do fórum rs.
  3. Capítulo 4: Roby, o motorista mais gente boa de Bali. 4º dia (14 de outubro) As 4h15 do voo de Bangkok a Bali passaram com tranquilidade. Para quem havia experimentado as intermináveis horas do Brasil até aqui, isso era como um passeio no parque. A ilha vista de cima é tão deslumbrante quanto sua fama. E, considerando que o piloto precisou dar várias voltas por ela até obter autorização para o pouso, pudemos constatar isso com propriedade. Quando descemos do avião, o famoso por do sol de Bali já estava em seus instantes finais. Conseguimos uma rápida selfie, e partimos para os trâmites de bagagem e imigração. No nosso roteiro original, não fosse o imprevisto da chuva em Bangkok e o voo perdido, estaríamos naquele momento curtindo a hora dourada no templo de Uluwatu, depois de passar a tarde toda desbravando a região nas scooters alugadas. Preenchemos os formulários de imigração e fomos pra fila. Cães farejadores inspecionavam cada passageiro, cada bagagem, e, na nossa vez, bateu aquele paranoico medo de "e se alguém colocou droga escondido na minha mochila?". Para a minha sorte, não foi o caso. Fosse isso, eu nem estaria aqui escrevendo esse relato. O tráfico de drogas é punido com a morte na Indonésia. Seguimos para trocar alguns dólares. Bastou uma nota de 100 para nos tornarmos milionários pela primeira vez na vida. (VIU, MÃE? EU DISSE QUE CONSEGUIRIA!!!). Com a cotação de Rp. 13.100 por dólar, pegamos Rp. 1.310.000, mais que o suficiente para o Uber até o hotel, a diária e o jantar. Eu disse Uber? Que inocência a minha. A gente não conseguia localizar o ponto de encontro nem por decreto. Não bastasse isso, cerca de setecentos e vinte e nove motoristas ficavam nos abordando num frenesi diabólico oferecendo corrida. Mas não era uma simples oferta, era uma aporrinhação do c*ralho. Eles enchem o saco com FORÇA. Ficam te seguindo, insistindo, e quando você se livra de um, vem outro. Eu e Antenor já estávamos a ponto de cair na porrada com um deles, quando enfim nos demos por vencidos. Não seria possível achar o Uber. Fechamos por Rp. 120.000 o trecho do aeroporto até o nosso hotel em Uluwatu (não era um trecho muito pequeno), um pouco mais caro que o que pagaríamos no Uber, porém não reclamamos depois que nos demos conta da distância percorrida. Chegando no nosso hotel, o Batu Kandik Homestay (simples, prático, e que nos serviria apenas para uma noite), pagamos a diária de Rp. 305.490, conforme reserva do booking (reservamos praticamente todas as hospedagens dessa viagem pelo booking, e todas com a opção de cancelamento gratuito). Pedimos um jantar na recepção, e eles foram a um restaurante buscar para a gente. Junto com uma Bitang 600ml, a famosa cerveja balinesa, ficou por Rp. 134.000 o casal. Fomos para a área da piscina relaxar e tomar nossa cerveja. O céu completamente estrelado. Aquela cerveja gelada. A noite quente, mas com uma brisa agradável. "Meu Deus, eu estou em Bali". Foi um daqueles bons momentos em que nos damos conta do quão abençoados somos por essas experiências vividas num mundo tão injusto e desigual. "O jantar de vocês chegou", disse o garoto da recepção num inglês de sotaque engraçado. Seguimos para o quarto e abrimos as sacolas de comida. Isso mesmo, SACOLAS haha. Como pedimos às escuras, sem saber o que cada nome daquele significava no cardápio, nos deparamos com algumas sopas rs. Se a apresentação não estava lá essas coisas, o gosto estava. Bem apimentado, porém delicioso. Aliás, "apimentado, porém delicioso" seria uma constante em nossas refeições durante essa viagem rs. Era hora de dormir. Havíamos combinado com o Roby, nosso motorista, de nos levar cedo para um passeio pelos principais templos e praias daquela região da ilha. E não poderíamos ter escolhido pessoa melhor para isso. SALDO DOS DIAS (dividido por pessoa): Rp. 60.000 - Táxi Rp. 152.745 - 1 diária no Batu Kandik Homestay Rp. 67.000 - Jantar e cerveja TOTAL: Rp. 279.745 (USD 21) _______________________________________________ Roby, o motorista mais gente boa de Bali. Eu precisava fazer um capítulo a parte para esse cara. Durante o planejamento dessa viagem, eu me convenci de que, devido ao tempo que tínhamos disponível e a quantidade de coisas que queríamos fazer, precisaríamos contratar um motorista/guia privado em Bali. Pesquisando bastante pela internet, cheguei ao nome/e-mail de uns três que eu julguei confiáveis, dados os relatos apresentados. Apenas dois me deram o retorno. Nas negociações, o Roby foi o que me transpareceu mais confiança. E como eu estava certo! Roby é um balinês como eu quero guardar na memória. Solícito, atencioso, esforçado, trabalhador e sorridente. Tratou a gente com a máxima educação, honestidade e cuidado. O melhor de tudo foi quando, de repente, ele começou a arriscar um português com a gente. Quase não acreditamos. Mas logo depois lembramos que estávamos em Bali, o paraíso dos surfistas, e o Brasil é bem forte no surf, então muitos brasileiros vem pra cá. Fazia sentido. Com isso, Roby acabou se tornando um motorista e guia particular especializado em viajantes brasileiros e portugueses. Isso mesmo! Não bastasse conhecer a ilha como a palma de sua mão, ser um excelente profissional, ainda se esforçava para se comunicar em português. Detalhe: aprendeu por conta própria, de tanto atender a brasileiros e portugueses. Nós, que havíamos planejado apenas 1 dia de motorista privado, decidimos contratar 2, de tão satisfeito que ficamos. Ele nos deu altas dicas de roteiro, indicando os melhores lugares, melhores caminhos e a ordem que deveria ser feito, mas isso sem jamais querer forçar um lugar que a gente não queria ir. Ele fez de tudo para atender nossas vontades. Porém, como o trânsito em Bali pode ser caótico nos horários de pico, ele sabia exatamente que ordem seguir e quais horários evitar em determinadas regiões, pois isso poderia resultar em horas preciosas perdidas em engarrafamentos. O preço médio para as diárias de um motorista particular em Bali é de 50 dólares americanos. E isso inclui o carro 4x4 confortável, com ar condicionado (ESSENCIAL EM BALI), gasolina e etc. Foi o que pagamos (Rp. 650.000) na diária do primeiro dia, vez que visitaríamos a região Uluwatu, depois passaríamos por várias praias subindo pela costa, até terminarmos o dia com um por do sol no famoso Tanah Lot (templo do mar), e ele ainda nos deixaria no nosso hotel em Ubud, região central da ilha. Isso totalizaria umas 10 horas de serviço. No dia que nos despedimos de Roby, disse a ele que o indicaria para os demais viajantes brasileiros. Ele me agradeceu como se eu tivesse fazendo um favor filhos dele. Achei aquilo bem bacana. Já aqui no Brasil, perguntei a ele se ele toparia uma parceria. Eu indicaria os serviços dele, e ele, em contrapartida, ofereceria um preço mais camarada para os leitores aqui no mochileiros. Ele topou na hora!!! E não apenas me ofereceu preços mais baixos, como disse que fará um desconto de 10% para os que mostrarem a ele essa imagem abaixo: Isso mesmo!!! Se vocês forem a Bali e quiserem contratar o Roby como motorista e guia particular (um guia de verdade, que explica as coisas em detalhes, e não apenas finge ser guia), ele cobrará Rp. 600.000 pela diária que envolva distâncias maiores (apresentando essa imagem-cupom, o preço ainda cai pra Rp.550.000), e Rp. 500.000 para diárias em locais mais próximos ou de direção única (e com o desconto do cupom, cai pra Rp. 450.000). É muito mais barato do que o que eu mesmo paguei!!! Para entrar em contato com ele, é só procurar por Wayan Roby Parwanto Roby no facebook. O e-mail dele é o [email protected] Eu não vou ganhar 1 centavo sequer com isso. Apenas a certeza de estar indicando um excelente profissional para a galera mochileira, e ajudando um cara super trabalhador a sustentar sua família. Quem por acaso tiver a chance de conhecer o Roby e usar o cupom, não esquece de avisar aqui no tópico. Aproveitem pra me dizer como foi a viagem de vocês. Até a próxima! PRÓXIMO CAPÍTULO: Templos e praias de Bali, a ilha mágica.
  4. Faaaala, galera. Desculpa o "sumiço". Tava colocando umas coisas em ordem, e agora acho que dá pra continuar escrevendo o relato (cada capítulo me consome o tempo livre de um dia inteiro ou mais rs). Comecei a escrever aqui, e acho que amanhã já consigo postar o Capítulo 4. Abraços!!!
  5. Pessoal, enfim consegui editar o índice do tópico com os links pras páginas de cada capítulo. Espero que o mochileiros não mude o layout do site tão cedo, senão os capítulos mudarão de página tudo de novo hahaha. Abraços!
  6. É, gente. Esse relato tá mais difícil ainda de escrever que o anterior. Tempo corrido demais. O jeito é eu começar a escrever menos nos capítulos, ser mais objetivo e menos narrativo. Assim tá pra postar mais capítulos e de forma mais rápida.
  7. Capítulo 3: Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo. 3º dia (13 de outubro) A alegria de chegar a Bangkok estava potencializada por finalmente termos saído de dentro de um avião. Eu não aguentava mais tantas horas de voo. Chegando no Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi (BKK), seguimos direto para a fila do Health Control, um controle de saúde que, basicamente, no nosso caso, irá atestar o nosso Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela. Aqui fica então a primeira dica. Não adianta ir pra fila da imigração sem ter passado pelo Health Control antes. Vai perder tempo. Atestado nosso Certificado, seguimos para a fila da imigração, que foi bem tranquila. Em seguida, pegamos nossos mochilões e fomos trocar dinheiro. Trocamos apenas 50 dólares, pois sabíamos que aqui não seria a melhor das cotações. Mas, no final das contas, a diferença da cotação no aeroporto para a região da Khao San Road (a melhor que encontramos na viagem) foi de THB 1,72. Na prática, significa uma diferença de R$ 17,20 para cada 100 dólares trocados. Há quem goste de economizar em tudo (como eu), mas há quem opte pela praticidade e não ligue pra essa diferença. Vai de cada um. Compramos um chip de internet ilimitada 4G para Antenor, 15 dias de uso (conta os dias usados, e não tempo corrido). Saiu por THB 499 (era da marca AIS 12C). Entretanto, acabou antes do previsto. Ou a mulher nos enganou, ou não soube explicar direito, ou nós não entendemos direito. Fizemos as contas de 15 dias corridos e não bateu (durou mais que isso). Fizemos as contas de 15 dias usados e não bateu (durou menos que isso). Só se for uma franquia que acabou (mas nos venderam como ilimitado). Enfim, informem-se bem. Seguimos até a estação de metrô que fica no próprio aeroporto. Compramos as passagens nas maquininhas de tickets (THB 45 cada). Você coloca o destino e aparece o valor. Insere a nota ou as moeda e pega o troco. Bem simples. Seguimos até a estação de Paya Thai, que é o mais próximo da região da Khao San Road que conseguimos chegar de metrô. Depois disso, era preciso pegar um táxi até lá. Essa forma é mais barata de sair do BKK em direção a KSR. No metrô, conhecemos dois brasileiros que também estavam indo para a mesma região, então decidimos rachar um Uber. A corrida total deu THB 150. Optamos por pagar THB 100 (THB 50 cada), pois os dois brasileiros iriam continuar no Uber depois que saímos. Paramos em frente ao nosso hotel, Rambutri Village, localizado na rua Rambutri. É bem próximo a Khao San Road (5 minutos andando). Descobrimos que, além de ter que pagar toda a hospedagem no ato do check-in, ainda tínhamos que deixar um valor de THB 1000 de caução, que seria devolvido depois no check-out. Então saí para trocar 200 dólares, paguei a hospedagem (THB 1200) para 1 diária quarto casal + THB 1000 de caução. Tomamos um banho pra tirar a "inhaca" de viagem e fomos descansar do tal jet lag, o efeito que dá na gente quando mudamos o fuso horário assim bruscamente. O corpo precisa se acostumar com os novos horários de "dia" e "noite". Acordamos mais à noite e saímos para conhecer a Khao San Road. É basicamente a rua mais famosa de Bangkok. Uma concentração de mochileiros de todas as nacionalidades, em meio aos letreiros luminosos e às mil e uma barraquinhas de tudo-quanto-é-coisa. Já aproveitamos para iniciar os trabalhos na culinária tailandesa. Pedi um Phad Thai (lê-se "pá tai") por míseros THB 50 e Antenor um Fried Rice por THB 70. Estava uma delícia, inclusive pelo tempero "preço" de um jantar a 5 reais haha. Outra estreia que fizemos foi na 7Eleven. Trata-se de uma rede de lojinhas de conveniência, tipo essas que vemos em postos de gasolina no Brasil, porém com coisas extremamente baratas. É o paraíso de um mochileiro. Tratamos de comprar o nosso "café da manhã" do dia seguinte, e gastamos apenas THB 60 para o casal (sim, 6 reais o casal). Seguimos para o hotel logo em seguida. Afinal, precisávamos dormir cedo, pois madrugaríamos no aeroporto DMK (não confundir com o BKK) para pegar o voo para Bali. Só que nem sempre as coisas saem como planejado. 4º dia (14 de outubro) O barulho da chuva nos acordou antes mesmo do despertador. Eram 2h da manhã, e nosso voo estava marcado para as 5h50. O céu estava desabando em água e relâmpagos, eu nunca havia visto uma coisa daquelas. Eram as monções nos mostrando que os relatos dizem bem quando nos pedem pra evitá-las. Pegamos nossas coisas, que já estavam arrumadas, e descemos pra recepção. O térreo do hotel já tinha água transbordando de dentro da própria tubulação. O pátio em frente estava completamente alagado. "Táxi nenhum virá até aqui, vocês terão que caminhar até a rua principal", disse a recepcionista, com um olhar de pena pra cima gente. Nos deram sacos de lixo para que pudéssemos nos proteger um pouco da chuva. Fizemos o check-out e pegamos nosso depósito caução de THB 1.000 de volta. A água batia acima dos nossos joelhos. Andávamos devagar com medo de pisar em algum buraco. Eu já imaginava as mil e uma doenças que eu poderia estar pegando ali, mas não dava tempo de lamentar. Era preciso arrumar um táxi. Mas como? Nenhum louco estava na rua, só a gente. Cruzando a esquina, vimos um taxista deixando uma senhora na frente de um hotel, no único metro quadrado que não estava alagado. "MOÇO, PLEASE, PELAMORDEDEUS, WAIT", foi uma mistureba de português com inglês no desespero, mas conseguimos chegar e pedir pra que ele nos levasse ao aeroporto, ou perderíamos nosso voo. Ele pensou e disse "THB 500". Nem esperamos ele acabar de falar e já fomos entrando no carro, aceitamos na hora. "50 reais" era uma pechincha perto da distância e das condições que ele nos levaria até o aeroporto. Quanto mais ele avançava pelas ruas, mais a água subia. Ela já estava batendo no meio da porta do Corolla do pobre coitado. O que a gente via de carro quebrado no meio da enchente não era brincadeira. Eu não fazia ideia de como aquele taxista estava sendo louco de encarar aquela enchente pra nos levar. Mas sei que ele devia estar um pouco arrependido, porque ficava murmurando umas coisas em tailandês, que eu imagino que fosse "meu Deus, que merda que eu fui fazer?". Eu compadeci mais ainda daquelas orações quando senti meu pé molhar. A água já estava começando a entrar no carro na parte de trás. "Agora fudeu", pensei. Antenor gravou uns stories, vou postar aqui: Em um certo momento, depois de entrar em mil ruas e atalhos diferentes, tentando fugir das ruas mais alagadas, ele parou próximo a um cruzamento. "Não dá mais", disse, em Tailandês. Toda nossa conversa era baseada no google translator do celular, porque ele não falava inglês. Disse que dali em diante não conseguiria passar, pois nenhum carro estava passando, só caminhões. Do lado de fora, havia uma guarita dessas de policiais de trânsito. Ele ainda tentou nos ajudar perguntando se não havia outro caminho. Pois não havia, era só aquele. Lamentando, ele nos cobrou "apenas" THB 300. Quase paguei os THB 500 só pela coragem e bondade daquele homem de nos levar até ali. Ali ficamos, no meio do "nada", observando aquelas centenas de faróis dos carros parados, aguardando a água baixar. Já estávamos convencidos de que perderíamos o voo. Uns moradores locais que estavam ali perto da guarita, com pena da gente, pararam um caminhão que estava passando. Perguntaram se não poderiam nos levar até o aeroporto. Ficaram uns 5 minutos negociando em Tailandês, que mais pareceram 5 horas. Faltava menos de 30 minutos para o voo. Precisávamos correr. "Eles estão pedindo THB 30 por cada um de vocês", disse uma adolescente num inglês engraçado e gentil. "YES! YES!" e já fomos subindo na caçamba do caminhão. Lá em cima, nos deparamos com dois indianos que estavam na mesma situação que a gente, e também com uma série de toneis azuis que ocupavam tudo ali. "Subam em cima dos toneis, cuidado para não cair dentro", disse um dos indianos. Quando eu olho para dentro de um dos tonéis, imediatamente me arrependo de ter olhado. Eles estavam todos carregados de, acreditem, LAVAGEM DE PORCO. Antenor quase caiu duro quando viu kkkkkkk. Era inacreditável. Lá estávamos nós, correndo contra o tempo para chegar ao aeroporto, numa enchente cinematográfica, dividindo com dois indianos a caçamba de um caminhão carregado de lavagem de porco. Essas histórias, depois que passam, viram as nossas preferidas hahaha. O cara foi voando, com certeza acima dos limites permitidos praquela via. Conseguimos chegar no aeroporto, convictos de que lá estaria um caos, com voos atrasados e tudo mais. Porém, tudo normal, como se nada tivesse acontecido na cidade. Não sei se é o costume desse povo em relação às monções, ou se lá não choveu tanto assim (duvido), mas por uma questão de 15 minutos nós perdemos o voo para Bali, e não havia reembolso ou remarcação possível. Só nos restava aceitar a merda e comprar outras passagens. Ou compraríamos pela mesma companhia, a Malindo Air, porém só para o mesmo horário do dia seguinte, e comprometeríamos 1 dia de roteiro em Bali, ou então compraríamos uma mais cara, pela AirAsia, que sairia ao meio dia, e nos faria perder apenas uma tarde do roteiro. Com dor no coração, pagamos THB 9940 em 2 passagens. Depois fomos comer o café da manhã que compramos no dia anterior e esperar as 6 horas até o voo. Como deu mais fome depois, compramos mais comida do lado de fora do aeroporto. Sanduíches, sucos e chocolate por THB 117, e também tomamos dois frapês antes de embarcar (THB 80 cada). Depois de aproveitar pra tirar uns cochilos, colocar o celular pra carregar e mandar notícia pra família, deu a hora do embarque. Dissemos o nosso "até logo" para Bangkok, torcendo para que a cidade nos recebesse com mais calma no nosso retorno. SALDO DOS DIAS (dividido por pessoa): THB 499 - Chip internet THB 45 - Passagem metrô THB 50 - Uber até KSR THB 600 cada - 1 diária Rambutri Village THB 75 - Jantar THB 30 - 7Eleven THB 150 - Táxi THB 30 - Caminhão THB 4.970 - Passagem Bali THB 59 - Lanche no aero THB 80 - Frapês TOTAL: THB 6.588 (USD 200) PRÓXIMO CAPÍTULO: Roby, o motorista mais gente boa de Bali.
  8. Galerinha, mil desculpas pela demora na continuação. Tô no meio de uma mudança, e pra ajudar ainda lesionei o tornozelo e tive que imobilizar, fisioterapia, etc. e tal, vocês fazem ideia a confusão. Mas logo logo eu me organizo e dou sequência aos capítulos. Tem MUITAAA coisa massa pra contar pra vocês sobre essa viagem. Cada lugar deslumbrante! Abraços!
  9. Valeu, Vinny!!! Fico feliz demais em ler isso. Se for vantagem pra você na conversão, não vejo problema. São as duas moedas mais bem aceitas em qualquer parte do mundo. Abraços!!!
  10. Obrigado pelas palavras, Flávia e Taymon. Fico muito feliz. Usei muito a 35mm e a 10-20mm durante a viagem, dependia muito da proposta da foto. A 18-55mm foi a que menos usei, só quando eu precisava de um pouco do zoom. Abraços!
  11. Capítulo 2: Do sonho até lá. Cotação das Moedas Antes de mais nada, vamos a uma informação que vai nortear todo o relato: a cotação das moedas. Deixarei abaixo o valor médio de cada moeda, o que facilitará a relação de custos em dólar (USD). Prefiro estimar custos pela moeda americana por ser mais universal e menos passível de variações cambiais. Assim, temos uma noção mais real do quanto gastaríamos. USD 1,00 = R$ 3,29 = Rp 13.300 = S$ 1,36 = THB 33,00 R$ 1,00 = Rp 4.040 (Rúpias, eles geralmente falam só o número do milhar. Ex.: 40.000 rúpias eles falam apenas "quarenta") R$ 2,44 = S$ 1 (Dólar Singapuriano) R$ 1,00 = THB 10,00 (Thai Bahts, mas costuma-se falar apenas Bahts, lê-se "báas") As passagens Desde o início da escolha do destino, sabíamos que o nosso maior gasto único seria com as passagens. Afinal, trechos Brasil x Ásia são extensos, e isso implica em passagens mais caras que as que estamos habituados. Havia também uma dúvida. Qual época ir? Como gostaríamos de incluir países com rotinas climáticas diferentes numa única viagem, como Indonésia (Bali) e Tailândia, tivemos que ajustar bem o nosso cronograma. Vimos que outubro era o início da estação seca em Bali, porém era o último mês da estação chuvosa na Tailândia. Logo, optamos por chegar em Bangkok (que seria nosso ponto de entrada e saída do Sudeste Asiático, pela praticidade e pelo preço) e imediatamente pegar um voo pra Bali, passar os dias programados por lá, seguir pra Singapura, ficar os dias programados e, só então, voltar à Tailândia, o que aconteceria já pelo final de outubro/início de novembro, início da estação seca por lá. Até então, esquema perfeito. Definidas as datas, demos início à vigília pelas promoções. Existem inúmeros sites que facilitam esse trabalho. Eu uso muito o Kayak, porque ele já apresenta o valor final com as taxas. Há também o Skyscanner, outro site muito usado por mochileiros. A dica é criar um alerta de preços para a data desejada e também ficar policiando promoções na internet. Vale muito a pena seguir a página do Melhores Destinos no facebook e ativar as notificações de postagem deles. E também baixar o app, que lá notificação de promoção aparece na hora. Outra dica é, independente do site onde você tomar conhecimento da promoção, dar sempre preferência à compra diretamente no site da companhia aérea em questão, evitando taxas de serviço dos sites mediadores. Porém, se isso não for possível (muitos não conseguem comprar em sites estrangeiros com cartões nacionais, mesmo habilitados para compras internacionais), aí você pode recorrer aos mediadores, que costumam facilitar as coisas nesse sentido. No início de 2017, surgiu uma ótima promoção pela Ethiopian Airlines. Demos uma lida rápida na internet sobre ela e decidimos comprar as passagens. Pagamos R$ 2.315,03 cada, ida e volta São Paulo (GRU) x Bangkok (BKK). Um ótimo preço se comparado aos preços que acompanhávamos até então. Em seguida, juntamos uns restos de milhas que tínhamos e compramos as passagens Vitória (VIX) x São Paulo (GRU), complementando com R$ 112,65 cada. As outras passagens Os voos low-cost (baixo custo) dessa região facilitam a locomoção por esse meio de transporte. Dessa forma, optamos por garantir todas as passagens com antecedência, acompanhando as promoções que iam surgindo. Muitos dizem que não é tão obrigatório assim comprar as passagens antes, pois comprando lá durante a viagem os preços não serão muito diferente (e de fato não são), então você não precisa amarrar o roteiro com tanta antecedência. Nós optamos por comprar antes pra já ir liquidando certos gastos com mais tempo. Vou colocar todas as passagens aqui e quanto pagamos em cada uma delas, só pra vocês se informarem melhor. Informação importante: os voos low-cost costumam ser baratos devido, principalmente, às restrições de serviços de bordo e de bagagem permitida (volume e peso). Geralmente, só permitem bagagem de mão de até 7kg ou 8kg, dependendo da companhia. Como nós estávamos carregando equipamentos, nos programamos para comprar bagagem extra em todas os trechos. Com isso, os preços tiveram aumentos significativos (em alguns casos, de 40%). Por isso, priorize viajar com bagagens leves. Além de mais prático, é mais econômico. Abaixo, os voos com os preços que pagamos por pessoa, já inclusos os valores de bagagem extra. Voo Internacional / DMK (Bangkok) x DPS (Bali) / R$ 420 / Thai Lion Air Voo Internacional / DPS (Bali) x SIN (Singapura) / R$ 299,15 / Indonesia AirAsia Voo Internacional / SIN (Singapura) x BKK (Bangkok) / R$ 301,00 / Scoot Voo Doméstico / DMK (Bangkok) x CNX (Chiang Mai) / R$ 116,81 / Thailand AirAsia Trem cabine 2ª Classe / CNX (Chiang Mai) x DMK (Bangkok) / R$ 147,80 / State Railways of Thailand Voo Doméstico / DMK (Bangkok) x KBV (Krabi) / R$ 154,63 / Thailand AirAsia Voo Doméstico / KBV (Krabi) x DMK (Bangkok) / R$ 116,81 / Thailand AirAsia Passagens garantidas, era só esperar o grande dia. Até que ele chegou! Bora começar a relatar essa viagem? 1º dia (11 de outubro) Para conseguir 36 dias de "férias" nessa viagem, fizemos todo o tipo de combinação possível. Férias, finais de semana, feriados, folgas... enfim, foi um grande quebra-cabeça buscando a maior quantidade de tempo possível. No dia anterior à viagem, tudo já estava conferido e arrumado. As bagagens que seriam despachadas foram enroladas em plástico filme, desses de supermercado, estratégia boa pra quem quer proteger a mala sem gastar aquela fortuna no aeroporto. Já no "dia da viagem" em si, saímos do trabalho e fomos direto pra casa pegar tudo e partir pro aeroporto (Uber R$ 12). Isso porque nosso voo para São Paulo estava programado para sair às 18h e chegar lá às 19h35. Quando chegamos no aeroporto, estava um caos de tão cheio. O que já era de se esperar, visto que no dia seguinte, uma quinta-feira, seria feriado nacional (Nossa Senhora Aparecida/Dia das Crianças). Despachamos as bagagens e aproveitamos para passar na cafeteria e fazer um lanche (R$ 21 casal). Pouco depois, descobrimos o porquê do aeroporto estar tão cheio. Além de ser véspera de feriado, fomos informados que o tempo em São Paulo não estava bom. Com isso, só conseguimos liberação para decolar às 19h30, 1h30 depois do previsto. Por precaução, havíamos dado uma margem boa de segurança entre esse voo e o voo internacional, que só sairia de Guarulhos 1h30 da manhã. Que bom! Quando chegamos no aeroporto de Guarulhos, eram 21h. Despachamos nossas bagagens assim que foi liberado, e fomos procurar algo para comer. Passamos no Pizza Hut e gastamos R$ 83,70 o casal, e logo depois bateu o peso na consciência. Não precisava tanto. Curiosamente, foi essa a refeição mais cara de toda a viagem. Entramos na área de embarque, passamos no Duty Free e compramos um perfume que estava na promoção porque estávamos sem e queríamos um só pra usar durante a viagem (Cool Water do David Off, USD 36). Achei a essência bem refrescante, combinou com o calor do Sudeste Asiático. Partiu avião! 2º dia (12 de outubro) O voo O Boeing 787 é o maior ou um dos maiores aviões comerciais do mundo, e isso a gente já percebeu ao entrar nele. Nos deram aquele kit de travesseiro, cobertor, fone de ouvido, meias e tapa olhos. Nós pegamos janela e cadeira do meio, e havia uma mulher de meia idade no corredor ao nosso lado. Pouco tempo depois perceberíamos como é ruim não ficar no corredor, visto que sempre que dava vontade de ir ao banheiro (o que não era pouco frequente), tínhamos que acordá-la. Tanto que, assim que chegamos em Bangkok, enviamos e-mail pra companhia solicitando a troca dos nossos assentos no voo de volta de "janela e meio" para "meio e corredor". Duas horas depois, o jantar foi servido. Sempre com 3 opções (2 carnes e 1 vegetariano). Vinha salada, sobremesa, pãozinho, bebidas em geral, etc. Bem servido. Logo depois, tomamos um remédio pra dar sono, e dormimos em seguida. Não gostei muito, porque acordei bem lesado e quebrado depois. Algumas horas depois, o café da manhã. Pães, suco, biscoitos, café, frutas, etc. Mais umas horas depois, o almoço, mesmo esquema do jantar. Cerca de 12h e 30 minutos depois, pousamos em Addis Ababa, na Etiópia. Lá, esperamos cerca de 4 horas (sem internet) até embarcar no voo para Bangkok. O chip da EasySIM4U, que era o chip de internet que eu havia comprado, não inclui a Etiópia. E o wi-fi do aeroporto era uma bela porcaria. -------------------------------------------------------------------------------------- Chip de internet Aqui cabe um parênteses para falarmos sobre internet durante a viagem. Eu comprei o chip de internet ilimitada da EasySIM4U por um total de USD 81,50 (chip + taxa de entrega no Brasil). Esse chip é super bem recomendado em diversos sites, principalmente por funcionar em cerca de 140 países e não ser necessário ficar trocando chip em cada lugar ou então recarregar porque o crédito acabou. Tive uma boa experiência com ele? Não. É algo que eu poderia ter resolvido facilmente? Talvez. Mas isso eu vou deixar pra explicar melhor ao longo dos capítulos. -------------------------------------------------------------------------------------- Voltando a Addis Ababa, onde aguardávamos nossa escala para seguir rumo a Bangkok. O aeroporto não é muito grande, portanto não há muito o que fazer. Se vale como informação, foi no freeshop de lá que encontramos os preços de perfumes mais baratos de todos os lugares que passamos. Fica aí uma boa dica pra quem tiver querendo renovar o estoque. Lanchamos 2 sanduíches, 2 águas e 1 chiclete por USD 9. Na hora marcada, embarcamos. O voo durou 9 horas, e tivemos novamente cerca de 3 refeições. Particularmente, achei o voo bem cansativo. E põe cansativo nisso. Mas não creio que o problema tenha sido a companhia aérea, da qual Antenor gostou bastante. Acho que o problema foi uma combinação da falta de costume de viajar por tantas horas, a mulher no corredor que me inibia de levantar para uma caminhada a hora que quisesse, minha coluna que reclama quando eu fico muito tempo na mesma posição, e por aí vai. Mas, pelo menos, sobrevivi a quase 24h de voo. Não sobraram muitos voos mais demorados pra se fazer ao redor do mundo, então creio que estou apto a ir pra qualquer canto haha. Ah não ser que você vá de classe executiva, que é uma beleza só, voos internacionais em classe econômica não são lá essas coisas. Até ônibus é mais confortável, porque reclina mais. 3º dia (13 de outubro) Já era dia 13 quando pousamos em Bangkok. Parece que passamos "3 dias viajando", mas é mais uma ilusão do fuso horário, vez que estamos indo sentido contrário à rotação da Terra. Tanto que, no dia de retorno ao Brasil, saímos lá na madrugada do dia 15 de novembro e chegamos em Vitória no fim da noite do "mesmo dia". É o mais perto que chegamos de viajar no tempo rs. Eu daria sequência ao relato, mas o capítulo ficaria muito extenso. Vou encerrar por aqui e dar início à preparação do terceiro. Prometo tentar ser mais rápido dessa vez rs. Já adianto que, se vocês gostam de aventura, vão gostar do próximo capítulo. Imprevistos acontecendo já no primeiro dia de Sudeste Asiático. Nunca, mas nunca mesmo subestimem o poder das monções. SALDO DOS DIAS (dividido por pessoa): R$ 112,65 - passagem ida e volta VIX x GRU R$ 2.315,03 - passagem ida e volta GRU x BKK R$ 420 - DMK (Bangkok) x DPS (Bali) R$ 299,15 - DPS (Bali) x SIN (Singapura) R$ 301,00 - SIN (Singapura) x BKK (Bangkok) R$ 116,81 - DMK (Bangkok) x CNX (Chiang Mai) R$ 147,80 - Trem CNX (Chiang Mai) x DMK (Bangkok) R$ 154,63 - DMK (Bangkok) x KBV (Krabi) R$ 116,81 - KBV (Krabi) x DMK (Bangkok) R$ 6,00 - Uber casa x aeroporto R$ 10,50 - café no aeroporto VIX R$ 41,85 - Pizza Hut no aeroporto GRU USD 18,00 - perfume no Duty Free GRU USD 4,50 - lanche na Etiópia TOTAL: R$ 4.042,23 + USD 22,50 (USD 1.251) PRÓXIMO CAPÍTULO: Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo.
  12. Opa, mais um marcando presença haha. Boa, iFrazão. Se puder depois me mandar que informações precisam ser atualizadas, eu edito lá no outro relato. Abraços!
  13. Valeu, Daiane. Pode deixar que vou tentar acelerar. Se eu conseguisse fazer capítulos mais curtos, sairiam mais rápido. Mas eu escrevo pra c&*%# hahaha. Bjs!
  14. @Maryana Teles Véi, me leva pra virar instrutor de mergulho junto com você!!! hahaha Viver viajando o mundo morando em praia. Seria meu sonho? Obs.: Mark também vai virar instrutor ou vai virar chef em Koh Phi Phi?
  15. hahaha boa Dan. No formato antigo do fórum dava pra acompanhar quantas vezes o aquivo tinha sido baixado. Não sei quantas mil. Fiquei de cara. Agradeço a @Ferzok Arruda que compilou esse pdf. Vou ver se faço isso ao final desse relato, também. Ajuda bastante. Abraços!
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