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LeticiaMM

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Sobre LeticiaMM

  • Data de Nascimento 11-08-1987

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    Administradora de Empresas

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  1. Dia de ir para Copacabana! Fiz check out no Bacoo Hostel, 3 diarias deram 135 bs + 7bs pelo aluguel da toalha. Fui andando a pé para o terminal de buses. Umas 5 quadras, dificil é so subir a rua do hostel, depois é reto, de boa. Paguei os 2 bs ref uso do terminal, pq essa taxinha é cobrada a parte, nao é inclusa na passagem. Onibus saiu com uns 10, 15 minutos de atraso e nao estava nem há meia hora rodando quando o motorista para numa rua super movimentada, desce do onibus e começa a gritar: "Copacabana!! Copacabana!! 30 bs para Copacabana!!" Eu nao acreditei nisso! E como eu estava na frente, sem ninguem ao meu lado, naqueles lugares reservados aos idosos, fiquei com receio de alguma chola entrar e sentar do lado. Primeiro: eu tenho medo de cholas, todas que eu conheci teve a cara muito fechada e ranzinza. Segundo: ai gente, me julguem, mas elas parecem que não tomam banho. Complicado isso. Mas enfim, o motorista ficou gritando um tempao, alguns bolivianos compraram e entraram e graças, ninguem sentou do meu lado. Bom, voltando a viagem, após sair de La Paz, a paisagem fica espetacular. Sao 3h de viagem, sendo que em determinado momento, paramos em San Pedro de Tiquino, uma cidadezinha fofa e pequenininha do qual temos que sair do onibus e atravessar o rio de barca. A barca custou 2 bs. Deixamos a bagagem no onibus, a gente atravessa de barca e ele de balsa, so com motorista. Do outro lado do rio, subimos no onibus de novo e continuamos a viagem. Quase chegando em Copacabana, o motorista resolve vender passagem de novo! E dessa vez entrou uma chola e sentou bem do meu lado. Ela esparramou aquelas saias enormes nos 2 bancos, eu fiquei dura de nervoso! Mas ela era meiguinha e a viagem terminou dali a 10 minutos. Desci a rua principal que vai ao porto e a primeira boliviana que me ofereceu passagem para Isla del Sol por 25 bs eu ja comprei. A barca saiu as 13h e deve ter chegado por volta de 15h30. Primeiro descarrega um pessoal da parte sul da ilha, que dizem ser a mais movimentada. Depois continua e descarrega na parte norte, onde eu desci. Durante a viagem de barca, vc pode ir na parte de cima, que é onde eu fui. E durante a viagem nao tem como descer para a parte interna e se abrigar do vento. A parte de cima é legal e tem uma vista, mas passei um frioooo!!! Bom, agora vem a parte que eu nao gostei de Isla del Sol. Chegando na isla, assim q eu desci com meu mochilão ja veio um boliviano me vender passeio para a trilha. Eu disse que ia achar um hostel primeiro e depois eu veria sobre as trilhas. Ele começou a me perturbar, querendo vender e vender e vender. Minha mochila tava pesada e eu ja comecei a perder a paciencia, dizendo que eu precisaria achar um lugar pra dormir primeiro. Ele me xingou de tudo quanto é nome e falou que era azar o meu, pq no dia seguinte nao teria mais vagas pra passeios. Aquilo me irritou. Fui procurando um hostel e achei um bem afastadinho, com uma leve subida chamada Mirador del Sol, com janela de frente para o lago, por 25 bs. A boliviana que me atendeu era super novinha e me atendeu escondendo a boca com a mão. Depois percebi que ela nao tinha alguns dentes e morri de dó. Deixei o mochilao no quarto e fui explorar a ilha. Ela tem basicamente: hostels e restaurantes. Vi que os bolivianos que moram lá tem criaçao de muitos animais, galinhas ovelhas, porcos, etc. Quando fui tirar foto de uma ovelha, por que isso é algo que nunca vi no Brasil, uma boliviana quase me deu uma voadora! E me xingou dizendo que eu nao podia tirar foto dos bichos dela. Fiquei irritada de novo, pq eles viviam basicamente de turismo e se todos eles tratassem turistas assim, como ia ser? Irritada continuei andando, vi uma igreja fofinha e cheguei até o outro lado da rua principal. A ilha é bem pequena. Quando deu umas 18h resolvi jantar, eu nao tinha comido nada o dia inteiro. Achei um restaurante em frente onde se vende os tickets das barcas. Pedi uma trucha a milanesa com sopa de quinoa (25bs) e uma coca cola de 500 (7 bs) para um senhor que nao abriu cara nenhuma vez. A sopa estava gostosa e a truta estaria melhor se nao estivesse tao encharcada.Mas ta valendo, foi a primeira truta que comi e ela é divina. Passei depois numa mercearia e comprei uma agua de 2L por 10 bs. Lá pelas 19h começou a escurecer, fui pro hostel e nao animei de tomar banho, pois o banheiro era fora e tava um frio de rachar. Nao dava pra trocar de roupa la dentro, de tao pequeno e eu nao tinha toalha. No dia seguinte la pelas 7h, acordei assustada com alguem batendo na porta do quarto. Fui ver, era a boliviana me cobrando os 25bs da diaria. Ahhh gente,fala serio! Naquela hora eu decidi que nao queria mais ficar na isla del sol. Fui ao mesmo restaurante onde tinha jantado para tomar cafe da manha (13 bs), fiz uma trilhazinha até uma prainha e comprei minha passagem de volta para Copacabana por 25 bs. A barca saiu as 10h, fui na parte de cima, onde passei frio de novo e cheguei em Copacabana por volta de 12h30. Procurei um hostel na rua principal e bem grande vi escrito Hostal Sofia e que tinha cafe da manha, chuveiro no quarto, tv, wifi, toda a comodidade que eu tava querendo faz tempo. Perguntei para um adolescente que tava na recepçao e ele disse que nao tinha mais vagas de quarto simples, so quarto duplo. Perguntei quanto era o duplo e ele me falou que era 70 bs e fazendo uma cara de é, eu sei que é caro. E eu tava pensando: nunca vou achar um quarto assim no Brasil por 35 reais. Pedi para ver, ele me mostrou e eu falei q ia ficar. Ele ficou mto surpreso. Hostel ok, fui almoçar. Parei num restaurante de esquina da rua principal, de frente ao lago. Um senhor mega fofo me atendeu e disse que eu poderia escolher qualquer lugar, mas ele me aconselhava que apesar do frio e vento, la no terraço era melhor pois tinha uma vista incrivel. Fui la e ele tinha razão! Pedi uma trucha a la plancha e uma cerveja Huari. Essa foi a melhor truta que comi durante a estadia em Copacabana. O wifi do restaurante era pessimo, mas nao fez diferenca pra mim na hora, pois so usava net a noite. O senhor me perguntou umas coisas do Brasil de futebol, pedi indicações do que fazer em Copacabana, ele foi super legal. Depois do almoço, conheci todas as ruas de Copacabana, fiquei a tarde toda só nisso. Comprei um cachecol (25 bs), uma polaina (15 bs) e um gorro (15 bs). Queria comprar uma daquelas calças coloridas mas tava caro. A noite parei num restaurante e pedi uma pizza. Depois de um tempo, a menina voltou e disse que eles estavam sem ingredientes para pizza e se eu nao queria outra coisa. Pedi uma hamburguesa e chocolate quente (nada a ver ne) por 35 bs. Estava uma delicia! 22/05 Sexta feira - Copacabana Apesar do hostal Sofia ter cafe da manha resolvi tomar um desayuno num restaurante (25 bs), tudo que tinha direito. Suco, cha, torradas, geleia, omelete. Comprei passagem para La Paz para o dia seguinte (30 bs) e fui subir o Cerro Calvario. Essa subida lembra o Calvario de Cristo, tem ate cruzes com as estações da via-sacra, 15 no total. Isso é bom pois dá pra saber se ja ta chegando. Mas nao pense que é facil, pois Calvario tem um nome pra isso. É uma baita duma penitencia. Trilha de pedras e a altitude nao ajuda. Subida que nao acaba. O inicio da trilha sao ruazinhas e enquanto eu estava la morrendo pra dar um passo de cada vez, a criançada brincava de pique pega pelas ruas me humilhando. Creio que levei umas 2h pra subir. Lá em cima tem um altar todo pichado, uma falta de educação e uma vista I-N-C-R-E-I-B-L-E de Copacabana, Lago Titicaca e islas del sol e de la luna. Dá pra ficar um bom tempo la em cima admirando a paisagem. E o bom é que eu estava sozinha! Nao tinha ninguem la! Pra descer nao foi fácil, sempre acho que descer é pior que subir porque meus joelhos doem demais da conta pra flexionar na descida e nao ajudou o fato de eu cair um lance de pedras. Virei o pé e caí com o lado do quadril numas pedras pontudas. Foi uma dor horrivel e pensei que teria q usar o sistema de saude da Bolivia. Desesperei e falei alto: nao me machuquei, estou bem!!! Levei uns 40min pra descer. Fui almoçar num outro restaurante. Pedi o menu do dia: trucha a la plancha + sopa de tomate + postre por 25bs. O postre era bananas em rodelas com calda de chocolate. A truta tava boa, mas nao tanto quanto a do dia anterior e era bem menor. Passei a tarde no hostel, assistindo Os Simpsons depois de um banho bem quente. Paguei mais 70bs para o adolescente da recepção que deve ter me achado muito rica. A noite comi uma pizza nao muito boa no restaurante Mankha Uta por 35 bs. No dia seguinte, tomei cafe da manha no mesmo restaurante, mas dessa vez pedi um desayuno rapido por 11 bs. A diferenca é que nao tinha omelete. O onibus para La Paz saiu as 10h30 da rua principal e é o mesmo esquema de descer em San Pedro de Tiquino, pagar a barca (2bs), voltar ao onibus do outro lado do rio. So que em La Paz o motorista nao quis ir na rodoviaria. Despejou todo mundo umas 3 quadras antes do terminal e ai de quem reclamasse. Resolvi me hospedar no Bacoo Hostel de novo (55 bs), almocei no Pollo Rey de novo (pedi um Lomito por 17 bs + Gasesoa Fruit All 6bs + Pudim 4bs). Na praça Murillo estava tendo uma apresentação artistica gratuita. Um teatro de comedia. Sentei num dos degraus e fiquei a tarde toda rindo do teatro super engraçado. Adorei!! A noite no hostel, aluguei uma toalha (7 bs) e comprei uma agua de 2L (8bs). Dia seguinte era hora de ir embora. Peguei um taxi para me deixar no Aeroporto (60bs, dá pra ser mais barato, pra quem quer ir de teleferico, mas eu ainda tinha boliviano sobrando) No aero, gastei os ultimos bs num croissant de queijo e presunto (16bs) e um de chocolate (14 bs). O voo fez uma escala de 40 minutos em Santa Cruz de la Sierra e depois desceu em Lima, no Peru. Em Lima, tive uma conexao de 5h para o proximo voo. Adorei essa conexao pq la pude comprar aqueles milhos gigantes em snacks. Esse milho é muito gostoso e tem um formato unico, pq é plantado no Vale Sagrado de Cusco. Comprei os ultimos 5 pacotes do milho gigante na unica loja que achei pra vender. Nao lembro quanto foi pq passei no cartao de credito. Peço desculpas pela demora em terminar o post. Recordar é viver, apesar de já ter 2 anos que fui, escrevendo o relato parece que foi ontem. Bolivia foi um dos paises mais lindos que ja visitei.
  2. Rachel, as roupas foram um dos perrengues também. Se eu passar uma lista do que levei, vcs vao me matar pq eu fiz tudo errado! kkkkkk Eu era bem pobre e mao de vaca nessa epoca, o corta vento ia me ajudar muito e eu nao tinha e nem comprei pq nao quis gastar! Fez falta viu? Ao inves de uma calça segunda pele, eu coloquei calça de academia e isso nem esquenta! No meu ultimo mochilao pro sul da argentina fiz certinho! Comprei uma jaqueta corta vento impermeavel com fleece da Decathlon (aquelas 3 em 1), uma calça fleece e 2 blusas segunda pele da Solomon (uma pra verao e outra pra inverno, q tem ate protecao UV). Ah e meias de trekking, seus pés vao lhe agradecer. No Salkantay meu unico acerto foi a bota.
  3. Olá!! Eu nao sei dos valores lá na hora pq comprei antecipado, ainda no Brasil, mas esse valor de 200 dolares com tudo incluso nao está ruim. Quanto a Huayna Picchu, certeza que se deixar pra comprar na hora nao vai ter vaga. Só podem entrar 400 pessoas por dia e é muito concorrido. Sao 2 horarios por dia, sendo 200 pessoas em cada horário. Acho que o primeiro é as 8h (quando ainda tem nuvens e tampa muito o horizonte) e o segundo, as 10h (mais recomendado quando já tem sol).
  4. 19/05/15 Esse foi o dia de subir Chacaltaya. Estava bem animada para essa montanha e queria entender mais o porque do pessoal achar dificil subir os ultimos 200m. Na minha cabeça eu pensava: vai ser moleza! A van nos pega logo de manhazinha no hostel e sai a caminho de Chacaltaya. Antes pára numa mercearia para quem quiser comprar algo pra levar pra comer já que lá é uma antiga estaçao de esqui abandonada. Comprei umas besteirinhas, Pringles e salgadinhos por 33bs. O caminho para Chacaltaya antes da subida é tranquilo. Ao fundo dá ate pra ver Huayna Potosi, eles param a van e deixam tirar foto. Tive um pouquinho de medo nessa subida de van, os caminhos da montanha sao bem sinuosos e a estrada é da largurinha exatinha, nao passa uma formiga em direçao contraria. E o motorista parecia bem apressado, tirava cada fino que eu pensava: pronto, morri. Depois de bastante tempo subindo, ouvido doendo pela mudança de altitude e cada vez chegando mais pertinho da neve, chegamos. Tem uma bilheteria bem pobrezinha onde pagamos os 15bs da entrada. Só tinha nossa, Chacaltaya era só nossa. Na van tinha um casal da Ucrania, 2 casais de brasileiros e uns outros brazucas avulsos como eu. A guia, uma mulherzinha com um folego de dar inveja nos mostrou onde começava a trilha para o topo de Chacaltaya. Foi a unica vez que usei meu bastao de caminhada e ajudou bem. Fomos subindo subindo ate que comecei a sentir os efeitos da altitude. De moleza nao tinha nada. Chegamos numa casinha com uns banquinhos e pensei: ebaaaa, consegui. A guia ficou pra tras ajudando os outros a subirem e fiquei esperando. Por fim ela chegou e perguntou: vc desistiu? Nao vai subir até o topo? Foi ai que vi que a casinha estava tampando mais uma outra trilha e essa sim que era dos 200m finais. E eu ja tava quase morrendo! Ai ela disse que nao era uma competição, nao precisava ir até o final se eu nao aguentasse. Mas fui firme, queria subir no topo da montanha! Peguei o bastao e fui andando. Um passo, respirava 5 vezes, outro passo, respirava 10 vezes. Uma brasileira que estava indo comigo desistiu. Pedi pra ela continuar, mas nao dava, ela estava muito cansada. Bom, continuei sozinha mesmo e fui dando um passo de cada vez, sem olhar pra cima pra nao ver o tanto que ainda faltava. Quase meia hora depois atingi o topo e nao me aguentei de felicidade. Eu estava no topo de uma montanha!!! Muito lindo lá em cima, paisagem espetacular. Fiquei um tempo brincando com a neve, fazendo bolas, afundando a bota que nao era impermeavel e molhou um pouquinho, deitei na neve, tentei curtir o maximo. A guia chegou algum tempo depois acompanhados dos brasileiros visivelmente acabados. Pra descer a montanha fomos num caminho diferente mostrado por ela. Ela disse que era mais rapido. Ela era louca!!! Um passo em falso e caíamos no abismo, aquilo la era cheio de pedrinhas soltas! Teve um brasileiro que se ajoelhou e começou a engatinhar pq nao confiava em descer a trilha a pé. Enquanto ele engatinhava, eu ja tinha chegado ao inicio da trilha e deu até pra fazer um Olaf enquanto esperava. Próximo ponto era o Valle de la Luna, que ficava do outro lado de La Paz. Era opcional, quem nao quisesse podia parar em algum lugar no centro, mas todo mundo resolveu ir. Demoramos quase 2h praa chegar lá com aquele transito louco dos bolivianos. Também pagamos 15bs da entrada. Nessa hora já estava bastante quente, pudemos deixar as roupas pesadas e bastao de caminhada na van. Achei o valle de la luna meio caído. Já tinha visto tanta coisa legal que nao achei ele nada de mais. É interessante ver toda a formaçao rochosa mas é ok. Tem 2 trilhas pra fazer. A meia trilha e a trilha completa. Escolhi a meia trilha uma vez que a paisagem seria sempre a mesma. Não sei porque, mas tive a sensação de que estava no filme De Volta para o Futuro 3 e que a qualquer hora o Dr Brown iria aparecer num trem voador. Terminei a meia trilha em uns 20 minutos e sentei num dos bancos. Fiquei conversando com a guia turistica de outro grupo que me contou mais sobre Tiahuanaco. Nao sei porque, mas nao tive vontade de ir lá, nao estava nos meus planos. O pessoal que estava na van tambem achou Valle de la Luna apenas ok e quiseram ir embora. A van deixa a gente na rua do Mercado de las Brujas. Aproveitei e passei na Altitude pra pegar meu cd de fotos do Downhill e parei pra almoçar no Pollo Rey de novo. Dessa vez nao dava pra comer hamburguesa, queria comida de verdade. Pedi um Pollo&Crispis que era arroz, frango frito, molho e batata por 16bs, super barato. Mas só me entregaram garfo. Pensei, cade a faca pra cortar o frango ne? Aí olhei pros lados, a criançada e os pais comendo frango com a mao, igualzinho nos desenhos animados. E nao era franguinho, era frangão sabe? Uma perna inteira de um frango. Um poster la dentro mostrava uma criança com um frango na mão fazendo propaganda. Morri de rir. E comi com a mao mesmo. Comida otima, adorei! Mega cansada, ainda tinha que ir na rodoviaria pra ver a passagem para Copacabana. Avessa a usar taxi, fui a pé mesmo e demorei um tempao pra chegar. Achei que seria dificil achar o guiche para comprar, mas eu pus o pé lá e surgiram milhoes de bolivianos gritando: Passagem? Passagem para Copa?? Sim, por favor. Aí me mostraram o guiche. Comprei para o dia seguinte as 08h por 30bs. Passagem comprada e eu nao me aguentava mais em pé. Ja eram umas 17h e fazia um friozinho muito bom. Andei mais um pouco pelas ladeiras de La Paz, tomei um sorvetinho de framboesa por 6bs e depois fui pro hostel a pé de novo, tomei um belo de um banho quente e deitei, morta de cansada.
  5. Li tudooooo!!! Vai ser minha biblia pra Patagonia em abril!! Nossa, ainda bem que ja conheco Buenos Aires pq senao ia ficar desiludida tbm. E olha que a primeira vez que fui ainda fiquei 5 dias kkkkkkkkkkkk nem sei como arranjei tanta coisa pra fazer la. Vc so trocou dinheiro quando chegou no aeroporto ne? To na duvida tbm se troco tudo no La Nacion ja na chegada ou guardo um pouco pra trocar no Hostel Antardida tbm. Ate q consegui uma passagem barata pros mesmos trechos: R$ 1403.00, porem saindo por Guarulhos. Outra coisa que diminuiu o valor: deixei pra fazer GRU-El Calafate, depois de uma semana FTE-USH e depois de mais uma semana, USH-Buenos Aires, onde vou ficar 1 dia e no dia seguinte Baires-GRU. Muitos me falaram que era melhor deixar el calafate por ultimo, pq era mais lindo. Mas se fizesse GRU-Ushuaia primeiro a diferenca era 400 reais mais na passagem!!! 400 é quase um passeio patagonico hahahaha Espero que em abril esteja friozinho Ansiosa pelo mini trekking, muito massa as fotos!!
  6. Adorando o relato!! Tbm moro em Minas (Varginha) e vou pra Patagonia em abril, seu relato está super detalhado, amando!!! Uma pergunta: Vc disse que entrou com o mochilao de boa no aviao, sem ter q despachar. Sua mochila é de quantos litros? A minha é de 60L e to achando que nao vao aceitar. Pelo menos quando viajei de Tam nao aceitaram, mas agora vai ser pela Aerolineas.
  7. Chegou o passeio que eu mais esperava em La Paz! Lembrando que no dia anterior tive que assinar um termo de responsabilidade, assumindo riscos caso eu quisesse fazer gracinha e acabasse morrendo. A expectativa desse downhill era muito alta. Uma van me buscou cedo, por volta de 7h no hostel, catou mais um tanto em outros e fomos para La Cumbre que fica a 4.700m acima do nível do mar. Subida que não acabava e ouvidos tampados pela pressão. Faz muuuito frio! Tomamos café, o guia nos passou s orientações do downhill, vestimos todos os equipamentos de segurança (capacete, luvas, cotoveleiras, joelheiras, calça e jaqueta) e começamos. O inicio é em estrada asfaltada, pelo menos já vai tirando o medinho do inicio. A paisagem é deslumbrante. Andamos num trecho de cascalho (que quase me fez perder o equilíbrio) e chegamos num posto de controle onde temos que pagar 25bs para manutenção da estrada. Tomamos mais um café e voltamos pra van. A van nos deixa bem no inicio da estrada da morte e é aí que a aventura começa. Hoje a estrada não é muito usada, um carro ou outro que encontramos no caminho, mas um fato engraçado é que a mão é inglesa, a gente que está descendo tem que andar pelo lado direito sentido abismo e quem sobe, trafega pelo lado esquerdo - paredão. A largura da estrada é grandinha, dá pra andar de boa, mas pra quem corre: bobeou, caiu - de uma altura de até 900m. Essa descida dura 1h30 sem contar as paradas. Pára pra tomar água, red bull, tudo a agência fornece. Pausa pra deixar as blusas de frio na van, pq chega uma hora que o calor é infernal. Em determinado momento há uma subidinha de leve, mas o suficiente pra cansar as pernas então é bom pegar um galeio antes. Em algumas curvas tem cruzes espalhadas, uma espécie de memorial para carros e ciclistas que sofreram acidentes. Tem quedas d'água durante o percurso, não tem como não se molhar. A mudança entre o começo e fim do downhill é discrepante. Um frio das montanhas para um calor de selva tropical. com direito a umas mordidas de uns mosquitinhos fdp's. As mãos também doem devido a pressão constante no freio. Foi um passeio suuuper legal, a adrenalina toma conta. Os guias tiram fotos no caminho, mas ficam uma droga. Eles tem as piores maquinas fotográficas! E eu não tinha uma Go Pro... Não caí nenhuma vez e também não vi ninguém se ralando. Acho que todo mundo estava bem comportado. O final do Downhill é num hotel restaurante em Coroico. Antes ganhamos nossas blusas. O CD com a foto pode pegar a noite, os guias passam na agencia para descarregar as fotos e entregar o CD (bom pra quem tem viagem marcada), ou pode pegar no dia seguinte mesmo. O restaurante tem um buffet muito bom, uma piscina, chuveiros. Reúne outras equipes, não só o da Altitude. Almocei e fiquei em volta da piscina conversando com um pessoal de outra agência. Um árabe quando viu que eu era do Brasil mostrou as havaianas e falou: isso é de lá ne? Pô, havaianas deve ser muito confortável mesmo! É bom levar uma muda de roupa pra se trocar e um outro par de tênis. Eles forneceram até toalhas e shampoos, nem foi preciso levar. Bom levar também óculos de sol. Tem outras coisas recomendáveis mas que sou muito preguiçosa de usar: repelente, filtro solar.. É colocar na mochila e esquecer lá dentro, sério, tenho mó preguiça, só uso protetor labial e olhe lá, mas é bom, fica a dica. A volta pra La Paz é volta das 16h na estrada nova, que substituiu a Estrada da Morte. A volta leva umas 3h, é bem cansativo e nem dá pra tirar uns cochilos pq a van é desconfortável. Lembrei agora que tinha um cheiro de chulé na van. Acho que eles não devem lavar os equipamentos de segurança. ãã2::'> A van foi deixando o pessoal próximo aos hostels, cheguei no meu e só tomei um banho e dormi. Nem comi, acho que já deu pra perceberem que sou mão de vaca pra jantar, mas o fato é que morro de medo de ficar sem grana no meio da viagem!! Comprei só um Pringles por 11bs numa estradinha em Coroico ainda.
  8. Leandro, nem lembrei de fotografar as comidas! Era comer quente ou fazer foto e comer comida fria..kkkkk Tirei só foto de uma trucha que comi em Copacabana, mas a foto ficou bem feia!
  9. Meio-dia de domingo! Hora de explorar La Paz. O Bacoo Hostel me deu um mapa da cidade mostrando todas as ruas da Zona Central (onde eu estava), Miraflores e Sopocachi. O hostel fica bem proximo da Plaza Murilo, dava pra andar a pé por toda aquela parte. Não fiz muito nesse dia, precisava trocar dinheiro e fechar os passeios que queria: Chacaltaya e o downhill na Death Road. Andar por La Paz é um desafio. A altitude pega legal com todos aqueles morros. Cansa muito e a cidade é caótica. Uma mistura de pessoas, cheiros e cores. Cholas (sim, eu tenho medo delas!) vendendo de tudo, barracas, onibus, uma gritaria. Andei bastante até conseguir achar uma casa de cambio aberta na Calle Santa Cruz, onde troquei 100 dolares na cotação de 6,95 e 300 reais na cotação de 2,15. Bom, eu esperava estar rica com 1.340 bs. Fui em várias agências, umas ruins, outras boas mas que não buscavam no Hostel, até que fechei com a Altitude. Death Road ficou em 490 bs e Chacaltaya era 100 bs que também levava ao Valle de la Luna. Gastei muito mais do que esperava mas aquela menina que me atendeu foi top! Que menina gente boa! O preço do downhill era pelo tipo de bike. Escolhi a intermediaria. Próximo desafio: almoçar. Todo lugar que eu passava não parecia ser higiênico. Ou era apenas o meu receio de ter uma desinteria, mas foi fogo. Rodei muito, muito até que entrei num lugarzinho chamado Pollo Rey. Era uma espécie de Mac Donalds andina. Escolhi um lanche, chegou muito bonito por sinal, mas quando o vi o hamburguer, pensei: pq eu escolhi carne? Ainda vinha com um molhinho apimentado a parte. Que água será que usaram? Enfim, o meu receio de parar no hospital por uma intoxicação alimentar era muito alto. Arrisquei comer, fazer o que? E olha, estava ótimo!! Custou 14 bs, baratinho, em comparação com um sneaker que comprei de uma chola por 8bs. Também comprei uma água de 2L por 12bs, um Doritos (6 bs) e uma Lays (6bs). Essas porcariazinhas custam o olho da cara na Bolivia. Como disse não fiz muita coisa nesse dia. Acho que fiquei mais tempo sentada na Plaza Murilo observando aquela vida agitada que qualquer outra coisa.
  10. Chegou o dia mais esperado! Acordar 4h30 foi fácil, expectativa era alta. O problema era o frio. Quando levamos a mochila para o carro foi um choque térmico. O refugio estava taooo quentinho!! Uma vez que estávamos saindo muito cedo não teríamos direito a café. Pra quem preferiu ficar dormindo a mais tarde teria direito. #PartiuUyuni Até agora tento entender como que Jesus e todos os outros colegas sabem o caminho. Nao tem uma sinalizaçao sequer! Sério! Quando passava por uma arvorezinha, virava do nada à direita. Passou por um buraco, ops, vire à esquerda. É estrada de terra, sem placa, nada nada nada!! Aquela escuridão, só farol do carro e ainda por cima Jesus era o guia dos outros motôs que seguiam a gente. Ficamos um bom tempo andando, quase 1 hora. Demoramos um pouco pra associar quando chegou uma hora que nao tinha mais buracos, nem terra e a sensação de que estávamos flutuando. Naquele escuro olhamos pela janela e constatamos: já estamos no deserto!! Foi aí que aconteceu algo que eu jamais vou esquecer nessa vida! Jesus, graças ao bom Deus, tinha um ótimo gosto musical! As 5h da manhã, na maior escuridão pedimos para Jesus continuar dirigindo, mas desligar os faróis do carro, aumentar a música do Pink Floyd enquanto flutuávamos no deserto de Uyuni. Foi surreal! Passar 2 dias atravessando deserto, quase 1000km e terminar assim Que espetáculo! Pausa para relembrar. Continuando, fomos para a Isla de Cactus. Paguei 30bs para entrar. Tem uma galera que consegue entrar de graça indo por outro lugar, mas Jesus já nos deixou bem ali na bilheteria. Passei mó frio! Subimos a Isla, que é bem dificinho. Tem umas subidinhas de tirar o folego. É de dar nó na cabeça tentar entender como consegue crescer uns cactos gigantes no meio do nada!!! Uma pena que tinha muitas nuvens que encobriu o nascer do sol mas ver o filete do deserto sendo iluminado por ele foi lindo! É de cair o queixo. Depois de ficar um bom tempo la em cima passando frio e admirando o deserto, descemos para tomar café. Tinha água quentinha para o chá! Hummmm Também tinha iogurte. A principio fiquei com medo, mas depois pensei que naquele frio, o iogurte dificilmente estaria estragado. E estava muito gostoso. Tinha pãozinho, bolo, umas pipoquinhas doces. Aí estávamos livres para fazer fotos. No inicio a gente fica perdido, anda ali, anda aqui, nao sabe como começa. Depois arriscamos umas fotos em perspectiva. Não ficamos muito tempo perto da Isla. Logo Jesus nos levou pra uma outra parte do deserto, é aí sim, o chão era mais branquinho. Nos acabamos nas fotos em perspectiva. É muito engraçado! Jesus tinha um dinossauro, fizemos muitas fotos legais com ele. E a gente lá, tirando fotos, rindo até dizer chega, Jesus corta nosso clima querendo fazer vídeo. Colocou uma caixa de leite no chão, a camera em um lugar estratégico, ficou deitado de bruços e disse: vc entra dançando e depois vc tambem e vc e vc e vc. Pensamos: qq ele ta querendo, ninguem quer fazer video! Mas insistiu, ai entramos em discussão pq ninguem queria ser o primeiro a dançar. Por fim, me empurraram e eu acabei entrando primeiro e o resultado disso ficou muito engraçado! Os outros grupos olhando os brasileiros dançando foi o melhor. Foi tao legal, mas tão legal ficar la no deserto que Jesus avisou que já era hora do almoço. Ninguem estava com fome, a gente queria continuar ali. Ele deixou mais uns 15 minutinhos, mas logo nos arrastou. Iamos almoçar num hostel de sal, que fica perto do monumento ao Dakar. Jesus disse que a diária de lá é carissima, mas nao achei lá grande coisa. Não era melhor do que o nosso e enfrentar o banheiro foi horrivel. 5bs de tortura. O almoço também nao tava bom. Era macarrão sem molho, frango com gosto esquisito, salada. A cara não estava boa e pela primeira vez fiquei com medo de ter um piriri. Comi um pouco, tentei espalhar o maximo no prato, tava muito ruim! Peguei uma maçã de sobremesa, mas ela tava passada demais! Sufoco. Falamos pra Jesus que a comida tava ótima, mas que íamos aproveitar o restinho do deserto. Demos o fora. Fomos no monumento as bandeiras. Elas estão bem judiadas, algumas rasgadas. E o deserto lá nao é branquinho. Tem um pouco de terra, nao dava pra bater fotos legais. Depois fomos pro povoado de San Juan, la tem um museu de sal, mas é bem pobre. Ainda bem que é de graça senao ia passar raiva. E em seguida fomos pro cemiterio de trens. Na boa, o cemitério nao é bem um ponto turístico. É um ferro-velho, com muito lixo em volta, que decidiram colocar no roteiro, mas se vc tiver um pouquinho de imaginação dá pra fazer umas fotos legais por lá. Enfim, a gente já tava bem cansado e eu estava invejando meus colegas que iam dormir em Uyuni e pegar um voo pra La Paz no seguinte. Eu seguiria de onibus ainda naquela noite, sem banho.... Só pensava: ok, estou economizando uma diaria. Mas eu queria tanto um chuveiro decente e uma cama..... Eu até poderia ter feito isso, ficar a noite em Uyuni, mas pensei, sao 12h de onibus ate La Paz, se eu sair no dia seguinte cedo vou perder um dia inteiro!! Decidimos conversar a respeito da gorjeta de Jesus. Ao todo eu tinha 60bs, decidi dar 40bs e torcer para achar uma casa de cambio em Uyuni porque era final de semana. Não tinha nem dinheiro pra pagar a passagem pra La Paz, na pior das hipoteses passaria no cartao, se é que teria maquininha de cartão ne? Nao lembro exatamente quanto deu juntando o dinheiro de todos, mas lembro de Jesus chorando e agradecendo. Não era teatro, ele realmente ficou emocionado. Nos deixou na agência da World White Travel em Uyuni. Lá preenchemos uma ficha com os comentarios do guia e do passeio. Fiquei pensando, pra que preencher isso, se a agencia nao faz nada? O carro é do guia, a gasolina é ele que coloca, a comida é ele que compra, o conhecimento é dele e ele nem é funcionario da agencia! Tudo bem que acho que qualquer coisa ruim, a agencia se responsabiliza, mas poxa... é levar muito crédito ne? Bom só tenho a agradecer aos meus companheiros de viagem: Renê, Fernanda, Regina, Camila e Heitor, vcs foram 10! A WWT vendia passagens da Todo Turismo para Uyuni, e eu naquele medo das estradas, dos onibus velhos e dos motoristas bolivianos, decidi pagar caro nesse onibus turistico. Antes, claro, eu tinha que trocar dinheiro. Estava tão preocupada achando que nao ia conseguir e foi a coisa mais fácil. Casa de cambio é o que nao falta! Troquei 250 reais (cotacao 2 pra 1). A cotaçao no Uyuni nao é muito boa, nem troquei dólares lá, decidi trocar em La Paz. Queria o suficiente pra comprar a passagem e comer. Voltando a WWT, comprei a passagem da Todo Turismo (270 bs), paguei pra um hotel do lado da agencia, hotel Julia, para usar o banheiro (2 bs - banheiro limpinho com sabonete, que saudade) e fui comer. Uma coisa que notei, comer na Bolivia é barato. Beber, não. Procurei uma pizzaria que tivesse wifi pra mandar um hello pra minha familia. SQN. Internet na Bolivia é pior que net discada! Negocio nao funciona. Comi uma pizza (45 bs - maaais ou menos, pizza na Bolivia nao é boa), uma cerveja de coca (25 bs uma long neck!) e fiquei sem dar noticia pra minha familia. O ruim era esperar até 20h quando o onibus partiria. Andei um pouco na cidade, depois sentei num banco da praça onde fiquei vendo um menininho lindo brincar. Nao aguentei mais e fui pro posto da Todo Turismo. Lá tinha wifi. Dos bons. Tomadas para carregar celulares. Bancos, sofazinhos e até uma TV. Perguntei pro moço de la se a gente passava muito frio a noite. Ele dissse que o onibus tinha calefaçao, mas que frio variava de pessoa pra pessoa. Por via das dúvidas, fui colocar mais uma calça. As 20h em ponto, o onibus iniciou a viagem. Eeeeeee!!!! Por coincidencia sentei ao lado de um holandes que estava no hostel da Mamatierra. Não era aquele que dividi quarto, era um outro. Conversamos pra caramba. Ele tinha uns 50 anos, como os filhos estavam em campus das universidades e ele tinha acabado de passar por um divórcio, ele disse que pediu demissao do banco onde trabalhava e decidiu realizar o sonho de juventude: conhecer a America do Sul. E o roteiro dele nem era parecido com o da maioria dos holandeses. Pra começar ele nem iria conhecer Machu Picchu. Disse que não interessava. Fiquei chocada! Como assim ne?? Ele falou que tava conhecendo as cidades mesmo, gostou muito de Santiago e estava até pensando em arrumar um emprego e morar lá. Bom, pensei comigo, a hora que ele ver que não vai receber em euros, talvez ele reconsidere ne? Quanto a Todo Turismo, alem das balinhas e chá de boas vindas, temos direito a um jantar, gostosinho por sinal, arroz, pure, almondegas e um chocolate. São 3 motoristas que param a cada 2h para esticar as pernas naquele arzinho gelaaaado da madrugada. Deixo claro que não passei frio, só na hora que eles saiam pra descansar, que o ar entrava no onibus. Pela janela, dava pra ver o quanto estava frio, pois quando conversavam pareciam uns dragões, soltando gelo e nao fogo. É bem desconfortavel pra dormir, pq nao dá pra esticar as pernas, até doeu os joelhos no dia seguinte. No inicio a estrada é bem ruim, treme muito, mas umas 3h depois pára. 3h parece ser muito, mas é o tempo que vc janta, conversa, olha pela janela, vê umas cidades que nem parecem estar no mapa, que ser nenhum pensa em conhecer, mas que deve ter seus encantos. Depois vc vai dando uns cochilos. Lá pelas 5h30 a gente toma café, que nao é café. Chá, biscoito recheado, biscoito agua e sal, danone e bolo. Passamos por El Alto e realmente dá pra ver La Paz de cima. Foi legal ver ainda no escuro, a capital, que nao é capital, toda iluminada. Parece uma cidade num buraco. A medida que o bus foi descendo, o sol foi surgindo e 6h20 paramos bem no meio da rua! Sim, ele nem pára na rodoviaria, para do lado, no meio da rua! Despedi do holandes, que ja iria pra Copacabana e aí foi um furdunço. Um mooonte de taxistas implorando por corridas. Eu disse que meu hostel era muito perto (eu nem sabia onde era o hostel). Ah, quanto ao hostel, nao sei porque mas tenho um pouco de aversao a Party Hostel, entao Wild Rover e Loki nao estavam nos meus planos. Peguei a dica aqui nos Mochileiros de um hostel que acharam bacana, Bacoo Hostel. Qualquer mochileiro que esteja lendo e ja esteve hospedado lá, pode dizer: Ué, mas Bacoo Hostel também é um Party Hostel. Pois é, a tchonga aqui nao pesquisou direito. Voltando ao taxista, ele ainda implorava pra me levar e acabamos acertando por 12 bs. Pensando hoje acho que a corrida valeria menos, mas na hora pareceu um preço excelente e eu nem estava a fim de andar a pé mesmo. Cheguei no hostel, o moço me disse para eu esperar até as 7h para liberar uma cama pra mim. Ok, eram 6h50, depois vi que ele poderia ter liberado naquela hora, uma vez que o dormitorio misto com 8 camas que escolhi só tinha mais uma pessoa dormindo. Me levou pra conhecer o hostel, tem muitos quartos, pra cada gosto. Desde os individuais, até os dormitorios com 14 camas. Salao de festa, o bar (que oferecia vaga pra mochileiro que quisesse trabalhar), os banheiros, um jardim com varias mesinhas, as duchas e pasmem, até uma jacuzzi. (Pequena e nao tive coragem de entrar, mas.... é uma jacuzzi) Tem café da manha, oferecido a partir das 8h, acho. O dormitorio com 8 camas que escolhi era 55 bs a diaria. Fui pro quarto e desmontei. Nem pensei em tomar banho! O cansaço era tanto, queria dormir, coloquei o relogio pra despertar as 10h, mas acordei só meio-dia.
  11. Eu dormi muito bem mas não digo o mesmo dos meus companheiros de viagem. A altitude pega pesado e as 5h da manha um deles simplesmente nao conseguia ficar mais deitado e foi andar naquele frio congelante do deserto. Uma das meninas tinha entrado de maiô no Termas de Polques e deixou o maiô pendurado no corredor em frente ao nosso quarto. O maiô simplesmente pedrificou!! Foi muito engraçado! Nosso guia Jesus disse que a temperatura de madrugada foi em torno de -15. Não acreditei muito, -15 é negativo demais ne? Mas tenho que lembrar que estávamos no começo do inverno, vai saber... Tomamos café, tinha até panqueca e doce de leite, arrumamos nossas mochilas e #partiu! Esse 2º dia no Uyuni é bem cansativo. As atrações estão distantes uma da outra então passamos muito tempo dentro do carro. A primeira parada é ali na Laguna Colorada, só que no mirante. De cima dá pra ver o tanto que ela é enorme. Continuando a viagem temos um longo caminho até a Arbol de Piedra. Parece que foi esculpido, pq é incrivel que uma pedra se torne daquele jeito somente pela ação do vento. E como nao cai? Mas nao é só ela. Tem várias outras formações e pode escalar. Menos na Arbol de Piedra, essa nao pode nem chegar perto. Saindo daqui fomos para as lagunas altiplanicas. Um sacolejo do cão e um caminho que nao terminava nunca! Não to reclamando, a paisagem era magnifica, mas so de pensar nos chacoalhos, me dá um enjoo.... A primeira laguna é a Honda. E a outra chama Hedionda. kkkkkkkk Eu ria muito dos nomes. Elas sao um pouco parecidas. Em ambas estavam congeladas. Um ou outro flamingo patinava na laguna. Almoçamos ali perto, a céu aberto. Arroz, atum, milho, tomate e coca-cola. Simples, mas a gente tava morrendo de fome e parece que esse foi o melhor almoço dos 3 dias!! Tava muito gostoso! Enquanto o guia preparava a gente ficou vagueando ali perto. Os grupos de outras agencias tambem almoçaram la. Dá pra conversar com muita gente. O proximo destino, nao lembro bem se chama Laguna Negra ou Cañapas, fica muito longe. Dá pra dormir um pouquinho. Fiquei muito triste quando vi essa laguna. O guia disse que era a ultima que veriamos e as lagunas eram a melhor parte da viagem! Tiinha uns patinhos pretos nadando nela que Jesus disse se chamar patos reais. Eram tão bonitinhos que eu queria muito um pra mim. Foi nessa laguna que eu compreendi pq tanta gente volta pra fazer essa travessia. Pensava comigo: quem vai querer passar por frio, desconforto novamente? Mas tá explicado. Ahh Potosi, que incrivel vc é. Voltando ao carro, desabei. Nem é um trekking, mas eu sentia tanto cansaço, tanto.... A proxima parada era o mirador do volcan Ollague. Só um rapaz saiu do carro. Eu nao tinha força nem pra abrir a maçaneta. Os outros 4 companheiros também nao. Vimos o vulcao da janela do carro mesmo. Passamos pelo Salar de Chiguana onde fiz uma coisa que eu queria muito! Deitar em uma linha de trem!!! Depois passamos pelo povoado de San Juan onde Jesus mora. Ele disse que dorme em casa 2x na semana. Uma nesse dia, quando ele traz pessoal do Chile. E no dia seguinte quando o termina o passeio, pq logo no outro ele leva o pessoal que parte da Bolivia. Fiquei pensando como aquilo era cansativo. Eles nao tem descanso. Paramos num mercadinho onde usei o banheiro por 2bs. E partimos para o Hostel de Sal. Que é tudo feito de sal! Chão, paredes, bancos, camas! Os quartos tem 2 camas de solteiro e alguns tem uma cama de casal. Tomamos chá e biscoitos no café e fomos arrumar nossas coisas no quarto. É muito estranho andar por aquele sal. É diferente, mas nao gostei. Suja tudo, sapatos roupas, parece que entra sal em tudo que é lugar. E logo depois fui encarar fila pra chuveiro. Disseram que o banho era coisa de 5 minutos no maximo, mas eu queria muito lavar o cabelo, que tava parando em pé de tanta areia de deserto. Fiquei com receio da agua ser desligada no meio do banho, mas deu tempo! Nunca lavei cabelo tão rapido. No hostel tem tomadas pra carregar eletronicos e luz 24h, mas nao tem tomadas nos quartos. Tem que carregar onde todo mundo toma café e janta. Por sorte meu celular estava bem carregado, pois nao queria ficar de babá não. Nossa janta tava gostosa. Sopa, uma especie de risoto com carne, cebola frita, batata frita, ovos e um vinho. Eu acho que o vinho era boliviano, não é la essas coisas, mas foi muito divertido! Chamamos Jesus para jantar com a gente e ele nao quis de jeito nenhum. Tivemos que fazer a maior chantagem pra ele nos acompanhar, arrastamos ele pelo braço e foi ai que percebemos o tanto de olhares atravessados de quem trabalha no hostel: Éramos o unico grupo em que o guia jantava com a gente. Sei lá, acho que é proibido isso, mas nao íamos deixar passar nosso guia era tao gente boa e nao podia nem jantar com a gente! Enchemos o prato dele, enchemos o copo, brindamos, pedimos pra ele contar sua historia de vida, por sinal muito triste. Contou até de quando a mãe morreu e foi tão triste que ficamos todo com o copo no ar, boca aberta sem saber o que falar de consolo. Ainda bem que ele disse: chega de falar de coisa triste, vamos falar de amanha. Ainda bem! Pq se ele começasse a chorar, a gente ia chorar também sem saber o que fazer. O dia seguinte era: acordarmos as 7h e ir pro Salar. OU acordarmos as 4h30h e ver o nascer do sol. Por sorte, todos nós 6 concordamos em acordar as 4h30. Passou um tempinho ele despediu e foi embora. Usei meu saco de dormir. Não estava tão frio quanto a noite anterior, passei até calor, mas nao encarei aquelas cobertas do hostel. Tava com cheirinho ruim. Povo das outras agencias também nao demorou a dormir. Lá pelas 22h todas as luzes estavam apagadas.
  12. 14/05 - 5º dia - Uyuni Mochila pronta, o holandes também ia. A van nos pegou no hostel e deixou na aduana chilena. Uma fila gigante e um frio de rachar. Gastei meus ultimos pesos num café bem quentinho vendido ali perto da aduana (1.500) Levou +/- 1hora pra sairmos de lá. Seguimos por um tempo até a aduana boliviana, um casebre no meio do deserto. Foi lá que deveriam pedir o certificado da Anvisa, mas nao fizeram questao nenhuma. Tomamos café ali a céu aberto e de lá é que formamos um grupo para ir nos veiculos 4x4. No veiculo vão 6 pessoas mais o motorista e um rapaz disse que já estavam em 5 e perguntou se tinha alguem viajando sozinho. Como eu estava, fui para esse grupo e adivinha a nacionalidade de todos eles? Sim! Brasil. O 4x4 era perfeito, espaçoso, mais novinho que os outros, demos sorte. O guia foi um amor nesses 3 dias, chama Jesus, procurem por ele quando fizerem o passeio. Começamos o passeio pagando a entrada da Reserva Eduardo Avaroa, que fica no deserto de Siloli (150 bs). E nessa reserva que ficam todas as lagunas do passeio. Eles tem dão um papel que vc precisa apresentar quando estiver saindo da reserva no dia seguinte, senao dá B.O., te fazem pagar os 150bs de novo. A primeira parada é na Laguna Blanca e por mais que vc pesquise e veja fotos, não tem como não se impressionar quando está ali, frente a frente. É inacreditável. A água estava congelada e umas vicunhas patinavam nela. Continuando o passeio, a proxima laguna, logo ali perto é a Laguna Verde. Ela fica bem verde devido a uns sedimentos que tem na água. O guia disse que é altamente tóxico e não há nenhum tipo de vida nela. Quando chegamos a laguna tava meio cor de nada, depende do sol, parece que quanto mais forte e sem nuvens, mais verde fica. É pequena, comparada com a Blanca, mas a presença do vulcão Licancabur ao fundo, faz ela ficar mais linda. Proxima parada: Deserto de Dali. Ainda é o deserto de Siloli, claro, mas a semelhança com as obras do pintor surrealista nao é mera coincidencia. E haja nariz pra ficar lá. É extremamente seco. Só terra e mais terra. De lá seguimos para o Terma de Polques, uma piscina natural com água quentissima. A principio nao ia encarar entrar devido ao fro, fiquei andando pela Laguna, mas depois que coloquei a mão naquela água quentinha nao deu outra. Perfeito! Tem um cheirinho de enxofre, mas tudo bem. É bom já ir com biquini por baixo. Como eu tinha certeza que nao iria, ja que nao encarei os terma do Tatio, perdi um tempinho colocando ele. Paga 3bs pra entrar e não é aconselhavel ficar muito tempo. Minha pressão caiu muito quando saí do termas, foi um pouco dificil colocar a roupa. Depois fomos para os Geiseres Sol da Mañana. Desci do carro e senti muuuito cansaço. Se me lembro bem, esses geiseres ficam a 4.800m, ventava muito, a fumarola tinha um cheiro bem forte e estava muito frio. Nem se compara com os geiseres do El Tatio. É bem pequeno. Seguimos para o refúgio para almoçar. Imaginei uma precariedade, mas oh lugar ajeitadinho! Nosso quarto tinha 6 camas com muitas cobertas. Imaginei que ia ficar num refúgio igual Salkantay, barracas com sacos de dormir! Me surpreendi. O almoço estava uma delicia. Coca-cola, salsichas, pure de batata, arroz, salada, tudo feito ali no refugio pelas cozinheiras. Soube mais tarde que é o próprio guia que compra a comida do grupo que tá levando. Deixamos nossa mochila no quarto, descansamos um pouco e seguimos para Laguna Colorada. A Laguna mais linda de todo o passeio, pra mim mais lindo que o deserto de Sal. Ela tem uma coloração avermelhada devido a umas algas que nascem nela. Milhoes de flamingos povoam a laguna, que adquirem um tom rosado devido a se alimentarem dessas algas. Passamos 2h facinho admirando a laguna, Jesus nem fez pressão pra irmos embora, gente boa demais. Acho que fomos os ultimos a deixar a Laguna, ela era encantadora. E só fomos embora pq fazia um frio da poha, uma ventania e ja estava escurecendo. Aquilo a noite deve ser impossível achar o caminho de volta pro refúgio. Milhoes de fotos e nenhuma expressa o espetáculo que é essa Laguna. E ficou impossivel escolher só uma foto! Voltamos pro refúgio. Esperamos um tempinho até o jantar ficar pronto. Pudemos carregar as baterias de cameras e celulares. Tinha uma tomada só com um T, deu pra carregar de todo mundo. Disseram que a energia eletrica so funcionaria por 2h. Jantamos, sopa, macarrão e tinha até sobremesa. Tomamos banho de lenço umedecido pq não tem chuveiro nesse dia. Nesse dia, o refugio fornece sacos de dormir. A nossa agencia WWT) ja inclui o saco de dormir no preço, outras tem que pagar a parte. Usei o meu que tinha levado. Passei até calor. Um rapaz do meu grupo nao conseguiu dormir nele, no meio da noite resolveu dormir so nos cobertores mesmo. Fizemos uma horinha, conversamos, até que as luzes apagaram de repente. Durou bem mais que 2h, mas ainda era muito cedo, tipo umas 21h. Conversamos no escuro e por fim tentamos dormir. A altitude ainda era muito alta, tem gente que nao consegue dormir direito, mas eu dormi como um bebê.
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