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Evandromessias

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  1. Lá é um bom lugar para fotografar. É perfeito. Sol a maior parte do dia. Rendeu boas fotos. Estive lá esse começo de mês
  2. Algumas dicas rápidas e necessárias: Tudo lá é caro. Portanto, sugiro comprar os equipamentos necessários já no Brasil. Blusas tipo “corta vento”, calçados e calças especiais para trilha (se for fazer trilha, claro), cachecóis, gorros, etc. E levar protetor solar (pois o sol lá queima bastante), protetor labial, chapéu e capa de chuva. Para quem vai primeiro em Punta Arenas, Chile: Lá sim, todos comentam que realmente vale a pena comprar por ser muito barato. No meu caso, fui direto para Ushuaia e tudo é caríssimo. Só levei um moletom, e deixei pra comprar uma blusa melhor lá. Depois de muito andar, encontrei uma “campera” (jaqueta mais reforçada) por 890 pesos argentinos, cerca de R$210,00. O que lá é bem em conta, pois no geral costuma ser o dobro disso, a mais barata. Aqui poderia encontrar blusa mais reforçada pelo mesmo preço. Fui em janeiro, ou seja, verão. E lá, que é também é verão, é bem frio, obviamente, pois está perto do polo sul. É possível contratar pacotes para os passeios desde o hostel. Mas é sempre bom também consultar agências. Uma dica interessante é conferir com quem já esteve no local antes. Mesmo com o pessoal hospedado no hostel. Geralmente há experiências interessantes a serem trocadas. Câmbio: comprei pesos argentinos no Brasil, mas lá, no câmbio negro, é muito mais vantajoso. Abaixo comentei sobre os valores que paguei em Ushuaia e os endereços. Mas claro, também pesquisem outros lugares. Para as refeições: restaurantes são caros. Se tiver a opção de cozinhar no hotel ou hostel, é melhor. Mas também não custa procurar lugares mais baratos. Em Chalten mesmo, tem opções bem em conta. Para as trilhas, é importante levar lanches e água, é lógico. Sempre bom lembrar sobre isso, pois em alguns passeios é possível parar em restaurantes. Que são bem caros. Vi esses casos no Perito Moreno e Torres del Paine. Lá têm restaurantes, mas, para se ter uma ideia, paguei 38 pesos argentinos em uma pequena sopa, no Perito Moreno. Caríssimo e nem vale a pena, pois era só um copo. Ou seja, melhor se fosse um pão com margarina ou queijo. Tanto para hostel, passeios e ônibus: é bom sempre verificar disponibilidades com antecedência. Para hostels, é bom ligar antes de chegar à cidade. Para conduções, é interessante ir à rodoviária ou agências de viagens também bem antes das datas que deseja viajar. E têm passeios que é necessário verificar se as agendas não estão lotadas. É sempre bom se antecipar para evitar atrasos e esperas desnecessárias. Deixei alguns nomes de empresas de ônibus e hostels que estive no texto abaixo. Não estou fazendo propaganda, é só para ter ideia de preços e lugares que estive. Mas é óbvio que é sempre é necessário pesquisar preços. Ushuaia Apesar de ser área de livre comércio, isenta de impostos, tudo é muito caro. É uma cidade pequena, portanto, é possível andar a pé no centro até o porto. E o aeroporto não é longe. Na avenida principal, se encontra de tudo, desde bancos, locutórios, restaurantes e lojas. E mercados são bem próximos. Têm vários passeios interessantes como a navegação no cabal de Beagle, o parque Nacional da terra do fogo, e o Museu do presídio (que fica bem próximo ao centro). Como tudo, sempre é necessário pagar entrada e transporte. Há também outros eventos que exigem mais esforços físicos, como a laguna esmeralda. Lá acabei com meus dois joelhos, e ferrei com meus dedões. Porém, valeu muito a pena com a visão estonteante da laguna, maravilhosa por sinal. Por sorte, vi um castor no local. A paisagem também é cheia de evidências do animal, invasor, que rói as árvores para represar os rios e lagos. Antes da laguna, fomos a uma linda cachoeira, por uma pequena trilha. O primeiro passeio que fiz em Ushuaia foi ao cerro martial. Fui e voltei a pé, desde o hostel Cruz del sur. Não achei o passeio tão interessante, mas de lá da para se ter uma boa visão da cidade e do canal de Beagle. Naqueles dias o teleférico estava quebrado. Esse teleférico permite levar os visitantes desde o começo da subida, forte, até o pé da montanha. Não é impossível de subir, mas para quem não está com condicionamento físico preparado, que era o meu caso, a subida cansa um pouco. Sempre é bom se alongar antes de começar o trajeto, em todas essas trilhas. Sobre o câmbio, quando estive em Ushuaia, o câmbio negro estava extremamente vantajoso na cidade. Enquanto paguei numa loja de câmbio, em Sorocaba, R$1 por 2,7 pesos argentinos, em Ushuaia paguei R$1 por 4,2 daquela moeda, no hotel Antártida na calle Presidente Bernardino Rivadavia, 172. Mas ouvi depois que no Café, que fica na entrada que vai para o Cerro Martial, estavam trocando, naquela data, cada R$1,00 por 4,5 pesos. Uma baita vantagem. Não troquei muito dinheiro ali, mas me arrependi, pois depois não encontrei cotação melhor. No meu caso, levei reais e um pouco de pesos argentinos, já trocados aqui em Sorocaba. Mas também estava com cartão de crédito internacional e um cartão da loja de câmbio, carregados com dólares. Esses cartões são vantajosos para emergências, pois podem ser carregados por conhecidos. No meu caso, precisei e meu irmão depositou 300 dólares. Apesar de esses cartões serem internacionais, antes de irem viajar, verifiquem previamente se estão habilitados para serem usados no exterior. E nunca se esqueçam: quando forem sacar dinheiro, serão cobradas taxas fixas dos bancos. Então o ideal é sacar quantias maiores, para evitar toda hora fazer saques e ser debitado várias vezes essas taxas. E sempre tomar cuidado para evitar assaltos. Alimentação; caríssimo. Só comi bobagens nesses dias. É bom procurar lugares mais em conta para comer. Ou preparar no hostel, que será bem vantajoso. Quando fui, era ano novo, portanto, a vida noturna da cidade estava bem calma. O pub irlandês, por exemplo, estava fechado. Hostel Cruz del Sur - Gdor. Deloqui 242, Ushuaia (Fone - +54 2901 43-4099) 210 pesos a diária com desayuno (em janeiro de 2015) Ônibus para Calafate – Empresa Taqsa Marga 921 pesos argentinos (paguei mais 10% do cartão de crédito) http://www.taqsa.com.ar/ Calafate Assim como Ushuaia, é uma cidade cara. A vantagem é que está mais próxima de outros destinos como El Chalten e Puerto Natales. Também tem aeroporto como Ushuaia. Naqueles dias só comi enlatados e frutas que comprei no mercado “La Anonyma” que fica na avenida principal. O glaciar Perito Moreno é a principal atração. Comprei a passagem do hostel mesmo, com a promessa de um pacote alternativo. Papo furado, a trilha alternativa era só uma caminhada próxima à praia do Lago, nada de novo. Na rodoviária era possível comprar passagem de ida e volta, pela metade do preço. No primeiro dia fui ao Lago Nimez, bem próximo ao Centro. Além de ter uma boa vista para aquele lago, é possível ver várias espécies de pássaros e flamingos por exemplo. Na volta passei pelo Museu arqueológico que tem ali próximo. Várias réplicas de dinossauros que moraram na região num passado distante. Valeu a pena. No terceiro dia, não faria nada, mas encontrei com um grupo de mineiros que me encorajaram a ir andar pela cidade. Fomos ao Centro, e graças à amizade com o dono de uma agência, tivemos acesso à "canvas de las manos", um sítio arqueológico não muito distante. Foi um dia riquíssimo. Além do conhecimento histórico, o lugar está às margens do Lago argentino. A volta foi pela “praia” até a cidade, entre pedras e aquela vista maravilhosa da orla. Um dos dias mais proveitosos dessa viagem. Câmbio: O local para câmbio que achei mais interessante é na avenida principal, “Libertador Gral San Martin”, em uma lojinha de artesanato e “regalos”, localizada em uma dos corredores de pequenas lojinhas, em frente de uma loja chamada “’Borges e Alvarez Librobar”. Próximo ao único locutório da avenida, do outro lado da avenida. Troquei dinheiro ao câmbio de R$1,00 por 4 pesos argentinos Hostel Los Pioneros – Calle Los Pioneros 251 (Fone +54 2902-491243) 136 pesos argentinos a diária, sem desayuno Ônibus para Puerto Natales: 700 pesos argentinos, ida-volta, pela viação Zaahj (comprei direto no hostel, mas tem guichê na rodoviária) http://www.turismozaahj.co.cl/ Puerto Natales Há duas formas de ir até Torres del Paine; desde Calafate ou Puerto Natales. A segunda opção é melhor pois é mais perto. Poderá aproveitar melhor também pois já fica no Chile. Ou seja, não precisará perder tempo na alfândega com longas filas. Os pacotes que vi desde Calafate, iam e voltavam no mesmo dia. Não sei se existem outros tipos de pacotes. A entrada para o Chile é muito burocrática e demorada e ali se perde muito tempo. Puerto Natales é uma cidade pequena. Dá para andar pelo Centro e rodoviária a pé. Há bons restaurantes e mercados. Resolvi sacar a quantia suficiente para dois dias, pois já retornaria à Argentina. Chove muito, portanto sempre bom andar com capa de chuva. Nos mercados não tem sacos plásticos, portanto tem que levar sacolas, como na Argentina. A dona do hostel me emprestou uma quando precisei. A tomada de energia é diferente daqui, mas nada que um adaptador do hostel não resolva. Para ir a Torres del Paine no dia seguinte ao que cheguei, comprei passagem no hostel, para um “full day”, um tour de ônibus. O ônibus passou na porta e passei o dia em volta do parque. Um dia ensolarado que deu para ter uma boa visão das famosas montanhas chilenas. Vi guanacos, ñandus (pequenas emas) e condores no caminho. O vento que sopra em algumas áreas é descomunal, fora do comum, como em uma cascata que fica no caminho. Me disseram que chega a ser tão forte, às vezes, que virou um caminhão algum tempo atrás. No final do dia daquele dia choveu, às margens do Lago grey. No outro dia fui novamente ao parque, para fazer a trilha da primeira perna do W para ver as torres. Caminhada difícil, com subida declinada. Mas subi e fui até o acampamento chilenos. Depois de lá haveria mais uma caminhada até a base mas resolvi voltar pois o tempo estava fechado. Não haveria possibilidade de ver as torres. Também estava frio demais, chovendo e nevando na parte alta da trilha. Nevou muito na volta e fiquei encantado, obviamente. Só não esperava que fosse ensopar minha bolsa e tudo o que estava dentro. Apesar da canseira, e não ter visto as torres, valeu a pena. Faria tudo de novo, mesmo assim. Por conta de não conseguir passagem para o dia seguinte, fiquei um dia de bobeira em Puerto Natales. Não fiz câmbio de dinheiro, pois ficaria ali dois dias. Acabei ficando três dias, pois não consegui mudar minha passagem (tinha planejado ficar quatro dias lá, mas me arrependi, pois vi que não haveria o que fazer). Saquei o valor aproximado que iria gastar lá nesses dias, cerca de 110 mil pesos chilenos, cerca de 476 reais, contando com o valor do hostel, passagem para o parque, entrada, alimentação e uns trocados a mais para eventualidades. Voltei para Calafate para ir para El Chalten. Agora para curtir os dois dias antes de voltar. Por sorte, chegando à rodoviária tinha passagem para depois de duas horas. Já comprei de ida e volta para não ter problemas. Com a opção de voltar direto no aeroporto, pois táxi desde calafate é muito caro, pois são 18 quilômetros desde o Centro. Hostel San Agustín - Calle Arauco, 629 Puerto Natales (Fone +56 61 2410053) 10000 pesos chilenos a diária, com desayuno (cerca de 43 reais) PS: As duas donas são irmãs e mal educadas. Porém, o hostel é limpo e bem localizado. El Chalten É uma cidadezinha aconchegante, bem pequena e barata. Fiquei num hostel simples, bem localizado. Tem um restaurante vegetariano na avenida principal, no qual fui os três dias. A cidade tem mercados, padarias, bancos e lojas. Sem necessidade andar de ônibus, pois tudo é próximo. Já no primeiro dia, fui à “laguna de los três”. Começa a caminhada no final da avenida principal. A vantagem é que lá os parques são abertos e não precisam do pagamento de entrada. Nunca se esquecer de levar garrafinha de água, pois os córregos no caminho são de água potável. São 10 quilômetros de caminhada. No começo há uma subida, mas não é nível hard core como a última etapa. É tranquilo e quando chega a parte do primeiro mirador, é possível caminhar com tranquilidade por uma floresta. Não digo bem sinalizada, pois acho que poderiam melhorar esse aspecto. Até o quilômetro final, são umas três horas de caminhada, se for num ritmo firme, com pequenas paradas de descanso. O último quilômetro é realmente duro. Aconselho não forçar para evitar problemas e sempre tomar cuidado, pois é muito fácil escorregar. Chegando perto do final da subida, tem muito barro devido à neve que derrete. Pelo menos tinha quando fui. Após a primeira montanha, tem outra menor, mais fácil. Quando se chega à laguna, a visão que se tem é impressionante. Lindo demais e vale qualquer esforço. Fiquei lá uma hora contemplando aquela cena incrível e resolvi descer. Seriam mais algumas horas até chegar a Chalten e não seria inteligente esperar a luz do sol acabar para voltar. Por sinal, me perdi e peguei caminho errado graças a um cidadão mal informado que quis me ajudar. Estava indo para o caminho da laguna torres e me dei conta disso quando estava entre a laguna madre e a hija. Seria possível fazer esse caminho, mas seria mais trabalhoso. Quando me dei conta que estava no caminho errado, tive que voltar correndo para pegar a trilha certa. Só fiquei tranquilo quando comecei a reconhecer o caminho inicial. Li em algum post na internet que é possível pegar mal tempo no caminho. Com rajadas de ventos fortíssimos. Quando fui, o tempo estava lindo. Nem imagino quantas calorias gastei no dia, mas foi realmente muito trabalhoso. Mas voltei feliz e faria tudo de novo. A visão que se tem do Fitz Roy é impagável. No segundo dia fui à laguna Torres. Outra trilha longa, mas fácil de fazer. Iria só até o mirador, mas como a sinalização é deficiente e escondida, não vi a placa e fui direto até a laguna. Linda também. E a visão do cerro Torres é impressionante. Em minha opinião, a do dia anterior era mais bonita. No dia seguinte fui para Calafate cedo. Em duas horas de viagem, já estava no aeroporto. Fiquei a tarde inteira lá, até as 19h40. Não daria tempo para outras atividades naquele dia, então resolvi não chegar tarde para evitar problemas. Deixo a sugestão de comprar comida antes para não depender de aeroportos, onde tudo é caro. Naquela noite fui a Buenos Aires, e teria que pernoitar lá para outro dia vir embora. Estava com amigos que conheci em Ushuaia. Fomos comer num boteco de esquina e caímos do cavalo. Cobraram uma fortuna por algumas coisas que consumimos. Depois fiquei sabendo que lá se cobra taxas absurdas como, por exemplo, o uso de talheres. Eles veem que você é estrangeiro e aproveitam por isso. Próxima vez, o jeito é perguntar primeiro esses tipos de cobranças, para evitar surpresas desagradáveis. Outra recomendação é tomar cuidado com taxis. Se possível, ligar para o hostel e pedir taxi, pois é mais confiável. Em Buenos Aires escuta-se de problemas com esses “profissionais” que abusam dos turistas. Em Chalten: Hostel Glaciar Marconi – Calle Jose Antonio Rojo, 87 (Fone +54 2962-49-32-68) 120 pesos a diária, sem desayuno. Ônibus Calafate – El Chalten: Viação Taqsa Marga, 535 pesos argentinos (ida-vol
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