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thieny.lemes

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  1. Olá! Eu e mais dois amigos programamos de conhecer a Serra do Cipó de 22 a 29 de abril. Caso tenha alguém interessado, ainda temos uma vaga no carro. Sairemos de SJC-SP. Entrar em contato pelo e-mail [email protected] Abs.
  2. O Peru é um país com paisagens lindas e um povo batalhador que sofre com terremotos, erupções e principalmente com governos corruptos. Possui uma diversidade cultural e geográfica riquíssima, preservando cidades e vestígios de civilizações pré-colombianas e da colonização espanhola. Um dos atrativos mais visitados da América do Sul está localizado no Peru, a cidade perdida dos Incas: Machu Picchu. O planejamento para conhecer o Peru começou no final de 2015 quando conversei com a amiga Edna e decidimos que em setembro de 2016 conheceríamos esse país. De lá para cá foram muitas pesquisas, muitas conversas, e em meados de junho fechamos o roteiro e compramos as passagens aéreas. Logo em seguida reservamos as hospedagens e compramos os tickets para entrar em Machu Picchu e subir a Huayna Picchu. Foram 12 dias no total, sendo 5 viagens de avião, 2 viagens de ônibus (8h cada), 2 viagens de trem, 2 dias de trilhas, alguns passeios de ônibus (city tours) e várias “corridas” de táxi. Conhecemos Huaraz, Lima, Arequipa, Cusco, Águas Calientes e Machu Picchu. Tentarei descrever resumidamente como foi cada dia. Cabe lembrar que não tenho a intenção de esgotar nenhum assunto sobre qualquer um dos lugares visitados. Há muitos sites que poderão lhe ajudar, caso você esteja planejando uma viagem para lá, inclusive citarei alguns que nos auxiliaram. A seguir o roteiro e uma foto de apresentação minha e da Edna. Informações e dicas importantes: *O dinheiro local é o Nuevo Sol, identificado pela sigla S/. Para sua viagem, leve dólar e troque nas casas de câmbio. Há muitas casas de câmbio em Miraflores, conseguimos trocar 1 dólar por 3,39 soles. Em Cusco também têm várias casas de câmbio e a cotação era bem parecida com a que conseguimos em Lima. *Brasileiros não precisam de visto para entrar no país. Entretanto, o prazo máximo de permanência é de 183 dias, sem prorrogação. *É necessário apresentar o Passaporte ou a Carteira de Identidade, desde que tenha sido emitida há menos de dez anos. Se tiver condições, leve o passaporte e aproveite para pegar o carimbo de Machu Picchu. *É recomendável viajar com um pequeno kit médico que inclui alguns medicamentos básicos, como antiácido, antitérmico, analgésico, anti-inflamatório e antialérgico. Outro remédio importante é paracetamol, pois a dor de cabeça é quase certa se você for para Huaraz ou outra cidade com grande altitude. *Se você não tem experiência com altitudes acima de 3.500 metros, não ignore algumas regras, pois muitos turistas sentem os efeitos do soroche (mal de altitude) na própria pele: dificuldade em respirar, dor de cabeça, enjoo e mal-estar estão entre os principais sintomas que podem te colocar pra baixo durante um bom tempo. *O que levar? Pelo menos em setembro o tempo estava bom e não choveu. Durante o dia fazia um calor normal, mas a noite sempre esfriava. Recomendo levar uma blusa mais leve para usar durante o dia e uma mais reforçada para usar caso visite o Glaciar ou saia a noite. *Realizamos as reservas das hospedagens pelo booking e não tivemos nenhum problema. *No Peru os preços cobrados pelos taxistas são bem mais baratos que no Brasil. Dica: antes de entrar no táxi pergunte o valor e negocie. Em quase todas as viagens negociamos e conseguimos bons descontos. *Tivemos dificuldade em comprar um chip pré-pago, pois nem todos quiosques de telefonia estão vendendo chips a turistas. Conseguimos comprar na loja de departamentos Ripley, localizada na Calle Schell, próxima ao supermercado Metro em Lima. Custa 6 soles e com 10 soles de crédito conseguimos usar a internet por uns 8 dias. Dia 1: 12/09/2016 - Deslocamento: SJC -> Guarulhos -> Lima -> Huaraz O primeiro dia de viagem foi somente de deslocamento. Saímos da rodoviária de São José dos Campos - SP às 22h00 e chegamos ao aeroporto de Guarulhos às 23h30. Por volta de 3h50 do dia 12-09 partimos para Lima. Depois de 5 horas de voo chegamos ao aeroporto de Lima, às 7h10. No Peru você deve atrasar o relógio em 2h. Antes de sair do aeroporto fizemos câmbio somente para pagar o taxi e um café da manhã. Saímos do aeroporto e fomos ao Distrito de Miraflores (preço do táxi 60 soles), o qual recebe inúmeros turistas o ano todo e possui excelente infraestrutura, com várias casas de câmbio, hotéis, restaurantes, lojas etc. Tomamos um café da manhã e fomos procurar uma casa de câmbio. Trocamos um pouco de dinheiro e ficamos passeando por Miraflores até dar o horário de pegarmos o ônibus para Huaraz. Às 13h saímos de ônibus rumo a Huaraz. A viagem foi realizada com a empresa Moviltours, a qual serviu almoço e café da tarde. O ônibus era de dois andares e escolhemos o segundo andar para admirar as belezas naturais que eram fantásticas. Chegamos em Huaraz por volta das 21h. Huaraz está localizada a cerca de 420 km ao norte de Lima e há 3052 metros de altitude. É uma cidade com aproximadamente 127 mil habitantes e possui muitas opções de hospedagem, alimentação e agências de turismo. Para saber mais sobre Huaraz, clique aqui. Dia 2: 13/09/2016 - Laguna 69 (4620mts de altitude) O primeiro dia de passeio em Huaraz começou bem cedo. Acordamos às 5h30, tomamos café e a proprietária do Hostel chamou um táxi para nos levar até o início da trilha para a Laguna 69. O táxi custou 190 soles. O taxista nos contou várias histórias interessantes da região e falou muito de política, inclusive que o Peru é um país corrupto e que isso tem aumentado a pobreza pelas cidades afora….hehehe. Antes de falar um pouco sobre a Laguna 69, precisamos saber um pouquinho sobre o Parque Nacional de Huascarán, quel é declarado Patrimônio Natural da Humanidade. Nele encontra-se a Cordilheira Branca, com lagos de origem glacial de intensa cor turquesa, assim como grande variedade de flora e fauna andina. Neste parque também temos os picos nevados tropicais mais altos do mundo, como o Huascarán, com 6768 metros acima do nível do mar, o mais alto do Peru. A área é um paraíso para os amantes dos esportes de montanhismo e ecoturismo. Para saber mais, clique aqui. A Laguna 69 está localizada no Parque Nacional de Huascarán e a entrada custa 10 soles. São aproximadamente 14 km de trilha entre ida e volta. Para se ter uma ideia, a trilha começa a ceerca de 3900 mts e a laguna encontra-se a 4620 mts de altitude. O início da trilha é bem batido e não tem erro. Inclusive começa numa parte plana, mas logo em seguida começa a subida. No começo tentei fingir que estava tudo bem e que era mais uma das caminhadas que fazia, mas logo senti uma leve dor de cabeça e uma dificuldade para respirar. A Edna sentiu enjoos e andava lentamente (tipo uma tartaruga - kkkk). Aos poucos fui me distanciando e tentando incentivá-la, dizendo que estávamos próximos. Mas era mentira, eu nem tinha ideia do quanto faltava. Por fim subimos uma parte extremamente difícil e chegamos numa parte plana, na qual eu achei que estava chegando e que a Laguna 69 ficava por ali. Ledo engano, ainda tinha uma subida FDP pela frente. Confesso que deu vontade de chorar quando vi que ainda faltava uma subida tão difícil quanto a que tínhamos acabado de vencer. A Edna abortou a missão e pediu que eu continuasse que ela ia me esperar por alí. Não pensei muito, apenas disse que continuaria e que retornaria o mais rápido possível. Se acompanhado é difícil vencer um desafio, imagina sozinho. Durante essa última subida devo ter parado umas 20 vezes, tive inúmeros taquicardias, pensei que não daria conta e fiquei com enjoo. Muitas pessoas estavam retornando da Laguna e me saudavam com uma palavra de apoio. Sou teimoso e não desisti. Dava dez passos, parava, respirava e assim consegui chegar na tão sonhada Laguna 69 de água cor azul turquesa. Quando você chega é uma sensação muito boa, pois você fica impressionado com a beleza do lugar e ao mesmo tempo se sente mais forte por ter vencido um desafio tão difícil. Foram 4 horas de caminhada. Tirei muitas fotos, comi umas bolachas e retornei. Depois de 2h andando num ritmo forte retornamos ao início da trilha, onde o taxista nos esperava para voltar à Huaraz. Dica: devido ao soroche, se puder, recomendo que use um dia ao menos para climatizar antes de fazer este trekking… ou até mesmo o da Laguna Churup. Dia 3: 14/09/2016 - Glaciar Pastoruri (5000 mts de altitude) Nesse dia tínhamos planejado fazer a trilha para Laguna Churup. Acordamos e devido ao cansaço do dia anterior achamos melhor “pegar leve” e fazer um passeio mais tranquilo. Conversamos e decidimos ir ao Glaciar Pastoruri, que fica a 5000 m de altitude e poderíamos ir de excursão pagando apenas 50 soles (40 da excursão e 10 da entrada). O Glaciar Pastoruri está localizado ao sul da Cordilheira Branca, dentro do Parque Nacional de Huascarán. De acordo com os guias esse glaciar é um exemplo da interferência do homem no clima da Terra, pois as geleiras vêm derretendo e a expectativa é que até 2030 todo o Glaciar já tenha desaparecido. No caminho até o início da trilha do Glaciar, pudemos ver um pouco sobre a flora (conhecemos as Puyas) e ter um contato com a fauna (onde conheci minhas amigas alpacas). A trilha para o Glaciar é relativamente curta, tem aproximadamente 4 km entre ida e volta. Mas como a altitude é de em torno de 5000 m é fácil sentir dor de cabeça, enjoo e dificuldade em respirar, que fica um pouco maior por ser muito frio e ventar muito. Tive grandes dificuldades nessa trilha e consegui ficar pouco tempo próximo ao Glaciar. Dia 4: 15/09/2016 - City Tour em Lima Saímos de Huaraz no dia anterior às 23h no ônibus da Moviltours e chegamos à Lima por volta de 7h da manhã do dia 15 de setembro. Fomos direto para o hostel, deixamos as mochilas e fomos fazer o City Tour em Lima. O City Tour é um passeio panorâmico de 3h30 partindo do Parque Kennedy em Miraflores para o Centro Histórico e outros distritos importantes de Lima. Entre os lugares para conhecer estão a Plaza de Armas, a Plaza San Martín, a Plaza del Congreso, o Parque de la Reserva, o Parque de la Exposición, o Paseo de los Héroes Navales, o Palacio de Justicia, entre outros. A saída foi às 9h30 e o retorno às 13h. Preço: 75 soles por pessoa. Para saber mais clique aqui. Após o término do City Tour, almoçamos e logo em seguida fomos conhecer o Museu Huaca Pucllana. Localizado no bairro de Miraflores, este sítio arqueológico data de 200 a 700 d.C e abriga uma pirâmide de 25 metros de altura construída com adobe - espécie de tijolos de barro. Historiadores acreditam que o espaço, criado por povos pré-hispânicos, era utilizado para cerimônias e rituais. Pagamos 12 soles pela entrada e a visita foi guiada. Para saber mais clique aqui. Saímos do Museu Huaca Pucllana por volta de 15h00 e fomos conhecer o Parque Raimondi, cujo principal atrativo é a prática de salto de parapente. É um lugar ideal para caminhar, praticar corrida, andar de bicicleta e contemplar uma bela vista para o mar. Depois, fomos conhecer o Parque Del Amor, que fica logo ao lado do Parque Raimondi. Este parque tem como grande destaque a estátua O Beijo, de Victor Delfín, com três metros de altura. O local também abriga jardins, mosaicos, mirante com vista para o Oceano Pacífico e locais para acompanhar o pôr do Sol. Do Parque Del Amor fomos caminhando até o Shopping Larcomar, o qual tem uma vista incrível para o Oceano Pacífico. Localizado em um dos pontos mais altos de Miraflores, o empreendimento também é ótimo para tomar uma cerveja gelada e apreciar o pôr do Sol. Dia 5: 16/09/2016 - Plaza de Armas de Lima - Museu do Ouro e Mercado Inka O quinto dia de viagem começou um pouco mais tarde. Acordamos umas 8h00 da manhã, tomamos café no Hostel e fomos de táxi para o centro de Lima. Caminhamos muito por lá, conhecemos a Catedral, o Palácio do Governo e assistimos a troca de guarda que ocorre todos os dias às 11h45. Infelizmente as fotos não ficaram boas e por isso não postarei aqui. Após o almoço fomos conhecer o Museu do Ouro, o qual expõe peças de ouro, prata e cobre da época pré-colombiana. Há objetos com vasos, brincos, braceletes e armas. Não é permitido fotografar dentro do museu. O preço da entrada é 33 soles. Saindo do museu passamos no Mercado Inka (também conhecido como Mercado Índio). Lá têm inúmeros produtos artesanais e objetos de lembrança. Vale a pena conhecer e pedir alguns descontos...hehehe. Nesse dia tínhamos planejado conhecer o Circuito Mágico das Águas, mas chegamos um pouco tarde no Hostel e não dava mais tempo. Para compensar, fomos conhecer as baladas de Miraflores. São inúmeras e todas lotadas de pessoas animadas. Dia 6: 17/09/2016 - Museu Larco Herrera Em nosso último dia em Lima aproveitamos para acordar um pouco mais tarde e passear pelo Parque Kennedy. Esse Parque também é conhecida como praça dos gatos e deve ter mais de 100 gatos que vivem por lá. Fiquei com vontade de colocar uns três na mochila e levar comigo, mas a Edna não deixou….hehehe. Almoçamos e fomos ao Museu Larco Herrera, o qual fica instalado em uma mansão do século 18 e guarda jóias, máscaras e pedras preciosas. Para saber mais clique aqui. Saindo do museu fomos direto ao aeroporto de Lima. Nosso voo sairia às 19h35 com destino a cidade de Arequipa. Chegamos em Arequipa por volta de 21h . Dia 7: 18/09/2016 - City Tour em Arequipa e visita ao Convento Santa Catalina Localizada ao sul do país e rodeada por três grandes vulcões (El Misti, Chachani e Picchu Picchu), a cidade de Arequipa teria sido fundada no dia 15 de agosto de 1543 pelo explorador espanhol Francisco Pizarro, no local de uma antiga cidade Inca, sendo a data ainda festejada pela comunidade local. Outras datas também ficaram na história da cidade, dada a sua localização numa área sujeita a fenômenos sísmicos e vulcânicos devido à pressão entre as placas tectônicas da América Latina e do Oceano Pacífico. Nos anos de 1687 e de 1868, ocorreram dois terremotos, destruindo grande parte da área construída da cidade, inclusivamente a Basílica Catedral de Arequipa. No ano de 2000, o Centro histórico da cidade de Arequipa foi declarado Patrimônio Mundial da UNESCO devido à arquitetura ornamentada, sendo grande parte dos edifícios construídos numa espécie de rocha vulcânica de cor branca, designada de "sillar". A morfologia da cidade é marcada pela Plaza de Armas, centro público de convívio, onde se encontra a Igreja Catedral de La Compañía, que constitui a área central do centro histórico da cidade e que é considerada a mais bela praça do país, revelando perfeita integração e cruzamento cultural entre as características nativas e o mundo europeu. Como ficaríamos apenas o domingo em Arequipa optamos por fazer o City Tour e conhecer os principais pontos turísticos da cidade. Neste tour conhecemos: o mirante de Yanahuara, formado por arcos gravados com frases de pessoas célebres de Arequipa e de onde temos uma vista bem legal do vulcão Misti; o mirante de Carmen Alto, de onde se tem uma ótima vista dos três vulcões e vimos um pouco sobre a gastronomia da cidade; uma loja de produtos de alpaca que possuía um mini zoológico nos fundos, onde conhecemos e aprendemos a diferença entre os “4 camellos de los andes”: guanaco, llama, vicuña e alpaca; o museu “Mansão do fundador” de Arequipa; e os Molinos Coloniales na região de Sabandía. No fim da tarde ainda deu tempo de conhecer o Convento de Santa Catalina, o qual data de 1580, onde cerca de 450 freiras viveram isoladas do mundo exterior. Uma verdadeira cidade, grande parte do convento foi transformado em museu que além de abrigar importante obras de arte, conserva os ambientes da época austera do monastério. Atualmente, o convento abriga 19 clausuradas. Pagamos 20 soles para realizar a visita guiada, foi muito interessante para entender o local, que é muito grande e conhecer a sua história, recomendo. Um passeio comum de quem vai à Arequipa é a visita ao Canyon del Colca, mas como tínhamos pouco tempo optamos por ficar somente na cidade. Dia 8: 19/09/2016 - Cusco Acordamos por volta das 6h e fomos ao aeroporto de Arequipa. O voo para Cusco saiu por volta das 9h00. Chegamos em Cusco às 10h00 da manhã de segunda-feira e o taxista nos levou diretamente numa agência de turismo. Lá fechamos os passeios dos dias seguintes. Em Cusco você pode chegar e contratar os passeios na hora, tem inúmeras agências. Por volta de 13h30 uma representante da agência passou no hostel para nos buscar para realizar o city tour em Cusco. Foi um dia intenso (uma overdose) de explicações sobre construções Incas, fortificações, cerimônias, templos religiosos, sistemas hidráulicos e muita cultura local. Para visitar os sítios arqueológicos você deverá comprar o Boleto Turístico de Cusco, que é pessoal, intransferível, custa 130 soles e permite a visita a 16 atrações. Em cada atração visitada é feito um furo no boleto em cima nome do local. Você pode comprar na Av Sol, no escritório de informações turísticas - COSITUC. Outra opção é comprar na entrada de alguns sítios arqueológicos. A seguir farei um resumo e apresentarei algumas fotos. Qorikancha (Templo do Sol): considerado o monumento Inca mais importante da cidade de Cusco. Foi usado pelos incas como observatório astronômico e para realização de rituais sagrados, adoração, oferendas e sacrifícios aos Deus Sol. No centro do pátio havia um disco enorme de ouro representando o sol que no solstício de verão iluminava todo o palácio. Em 1532 os espanhóis invadiram Cusco, saquearam e destruíram o templo e com as pedras construíram o Convento Santo Domingo sobre os alicerces do Qorikancha. Sacsayhuaman: foi construído entre o século XIV e XV. O trabalho durou mais de cinco décadas, sendo realizado por mais de 20.000 homens que foram requeridos na forma de pagamento de imposto (mita). É interessante notar que, assim como todas as construções Incas, as pedras se encaixam perfeitamente sem o uso de nenhum tipo de argamassa. De acordo com o guia, as pedras utilizadas na construção foram trazidas de mais de 3 km de distância. Q'enqo: Foi um templo espiritual utilizado como importante sítio de cerimônias e rituais. Possui uma câmara subterrânea feita inteiramente em uma gigantesca rocha, na qual era realizado sacrifícios humanos e de lhamas. Tambomachay: É um sítio arqueológico que foi destinado ao culto à água e para que o chefe do Império Inca pudesse descansar. Este lugar também é denominado "Banhos do Inca". É composto de uma série de aquedutos, canais e várias cascatas de água que correm pelas rochas. Aqui também houve uma espécie de jardim real, cuja irrigação provinha de um complicado sistema de canais especialmente feitos para essa função. Dia 9: 20/09/2016 - Ruínas de Maras e Salineras de Maras Em nosso segundo dia em Cusco fomos conhecer as ruínas de Moray e as salineras de Maras. Há diversas teorias sobre Moray. Uma delas diz que o lugar era um grande anfiteatro e a mais convincente é que a região representava um tipo de estação de desenvolvimento de agricultura, com seus terraços e plataformas. Salineras de Maras é um complexo de minas de sal que são exploradas desde os tempos incas como meio de intercâmbio econômico e de valores. Na região há uma nascente de água salgada, a qual é bloqueada em piscinas, e com o processo de evaporação o sal é depositado no fundo e é extraído para consumo. Dia 10: 21/09/2016 - Vale Sagrado dos Incas (Pisaq e Ollantaytambo) Nesse dia nosso passeio contemplou o Vale Sagrado dos Incas: Pisaq e Ollantaytambo. Pisaq: Muito conhecida por seus mercados de artesanato e por suas ruínas incas. Uma coisa curiosa por lá é que dá para ver bem os túmulos descobertos no topo da montanha que está em frente. Uma verdadeira cidade dos mortos, com centenas de “favos” de cerâmica, cada um contendo um esqueletinho. A gente só vê de longe, mas a infinidade de buraquinhos dá a dimensão do tamanho do antigo cemitério nas alturas. Ollantaytambo: chama a atenção pelos megalitos – imensas rochas esculpidas - demarcando os altares dos seus templos. Foi neste sítio que foram feitas as principais descobertas sobre o modo de vida e a cultura inca, como por exemplo, o encaixe perfeito entre as pedras nas construções. É possível ver os aquedutos que ainda estão em funcionamento. Ollantaytambo foi a última parada antes de partirmos para Água Calientes. O trem estava marcado para sair às 19h. Chegamos na estação com 1h30 de antecedência e a energia elétrica estava desativada devido a algum problema no fornecimento da cidade. Foi um caos, mas conseguimos embarcar rumo a Águas Calientes. Chegamos em Águas Calientes por volta das 21h, fomos até o hostel, guardamos as mochilas e saímos para conhecer o lugar e comer um lanche. Como era noite não dava para ver direito como era a região, mas era notável que logo atrás do hostel tinha uma montanha monstruosa. A expectativa estava nas alturas...hehehe. Antes de encerrar a descrição desse dia, preciso registrar uma situação muito engraçada (sob meu ponto de vista) e tensa (sob o ponto de vista da Edna). Retornamos ao hostel e logo que entramos no quarto a Edna viu um rato entrando no banheiro, a coitada ficou desesperada. Fiquei tranquilo, não tenho medo e qualquer coisa eu pegava ele pelo rabo e lançava pela janela. Pois bem, o cansaço e a expectativa para conhecer Machu Picchu eram tão grandes que pouco me importei com a presença do rato. Mas a Edna estava desesperada...kkkkkkkkk. Trancamos a porta do banheiro e apagamos as luzes. Eu deitei e logo notei que vinha um barulho estranho do banheiro, era o miserável do rato que estava roendo a porta. Nessa hora eu fui um sacana, ri muito do desespero da Edna e voltei a dormir. Sabia que lá do banheiro ele não ia sair, então disse a ela para ficar calma e desliguei. No dia seguinte que vimos o estrago que o rato fez. Ele roeu a porta de uma maneira que parece que alguém havia raspado a porta com uma faca. Devia ser um ratão. Dia 11: 12/09/2016 - Machu Picchu + Huayna Picchu Enfim chegou o dia mais importante, interessante e esperado da viagem. Depois de 10 dias no Peru, era a hora de “comer a cereja do bolo”. Acordamos por volta das 5h, nos ajeitamos em minutos, nos despedimos do rato (mentiraaaaaaaaa) e fomos para a fila pegar o ônibus para subir para Machu Picchu. Acreditem, a fila tende ao infinito (isso às 5h30), fiquei assustado. Mas havia mais de 20 ônibus fazendo o trajeto, então dentro de 1h chegou nossa vez. Ufa!!! A estrada para chegar até a portaria de Machu Picchu é sinistra. Além do ticket para entrar em Machu Picchu também compramos o que dá acesso a Huayna Picchu, montanha icônica das fotos de Machu Picchu e que se encontra a 2720 metros acima do nível do mar. O número de visitantes diários autorizados a subir a montanha é limitado a 400 (200 às 7h e 200 às 10h). Nós optamos subir no primeiro horário. A subida é bem cansativa, mas dá para fazer tranquilamente, basta vontade e um pouquinho de paciência. A princípio, quando fizemos a pesquisa, acreditamos que teríamos dificuldade para subir, mas foi apenas cansativa. Tiramos de letra...hehehe. E a visão lá de cima é sensacional, vale a pena! Ficamos um tempo na Huayna Picchu e por volta de 9h iniciamos o retorno. Estava combinado que o guia ia nos encontrar às 11h na portaria para fazer a visita guiada por Machu Picchu. Infelizmente ele não apareceu e tivemos que fazer o passeio sem guia mesmo. Machu Picchu, a "cidade perdida dos Incas", é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti e é provavelmente o símbolo mais típico do Império Inca. Foi descoberta em 1911 e apenas cerca de 30% da cidade é de construção original. O restante foi reconstruído. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas. São casas, templos, aquedutos, praças, mausoléus reais e degraus (terraços em que os incas praticavam agricultura), tudo planejado para a passagem do deus sol. Feita no meio das montanhas, possui estrutura totalmente impressionante, destacando a grande capacidade de planejamento e organização espacial daquela sociedade. Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque. Conhecer a cidade perdida dos Incas foi algo fascinante, um sonho realizado, minha mente “explodiu” em pensamentos. A todo momento observava as construções e ficava imaginando como e porque construiram uma cidade num lugar tão hostil. Se para chegar até lá de ônibus já achei complicado, imagina subir a pé...O cenário é estonteante e deixa qualquer um de queixo caído. Se algum dia tiver oportunidade, vá conhecer, vale muito a pena. Dicas específicas para Machu Picchu: Compre o ticket para entrar em Machu Picchu com antecedência. Se tiver interesse em subir a Huayna Picchu, compre com uns dois meses de antecedência, pois as entradas são limitadas. Em qual site compramos? http://www.machupicchu.gob.pe/. Este é o único site oficial de venda de tickets para Machu Picchu; Se você vai pernoitar na cidade de Águas Calientes acorde cedo (recomendo estar na fila do ônibus antes das 5h30 da manhã). A fila é tão grande que assusta; Abasteça-se de água e de lanches que não estraguem antes de subir. Lá os preços são exorbitantes; Leve filtro solar e repelente; Vale muito a pena contratar um guia. Ele explicará a história dos Incas e o significado de espaço; Não esqueça de carimbar o passaporte com a imagem de Machu Picchu. O posto fica próximo ao portão de saída; Antes de entrar no parque use o banheiro que fica na área externa. Não existem banheiros dentro do parque arqueológico. Depois de entrar, o seu ingresso ainda vale para sair e retornar duas vezes, caso precise comprar comida, bebida ou usar novamente o banheiro; Use calçados confortáveis e evite casacos que sejam difíceis de carregar (de manhã estará bastante frio, mas lá pelas 11h você talvez esteja somente de camiseta, mesmo no inverno); Ao retornar, tente entrar na fila do ônibus para retornar à Águas Calientes duas horas antes do seu trem de partida, para não ter problemas. Dia 12: 13/09/2016 - Retorno O retorno foi pela gruta que dá em São Thomé das Letras….hehehehe. Seria massa hein. O último dia foi praticamente de viagem. Acordamos cedinho e fomos direto ao aeroporto de Cusco. O avião decolou às 08h10. Fizemos escala em Lima e por volta de 20h (horário de Brasília) estávamos chegando ao aeroporto de Guarulhos. Essa viagem foi de muito aprendizado. Não vou me estender aqui porque o relato já deixa isso claro. Espero que algum dia possa retornar e conhecer outras cidades que não pude visitar nessa viagem. Para encerrar esse relato, agradeço a amiga Edna que fez parte dessa viagem e teve paciência para me aturar por 12 dias (gracias muy amable). Lembrando que nos últimos relatos ela foi a revisora do texto, mas nesse ela ajudou na elaboração e revisão. Agradeço também a professora Gabriela, que gentilmente aceitou o convite para revisar e propor melhorias no texto (gracias). Caso esteja planejando uma viagem parecida e necessite da planilha de gastos, entre em contato que encaminharei o arquivo assim que possível. Abraço e até a próxima trip!!!!!
  3. A Chapada dos Veadeiros é uma região de cerrado no nordeste do estado de Goiás abrangendo cinco municípios: Alto Paraíso, Cavalcante, Colinas do Sul, São João D'aliança e Teresina. Seus primeiros habitantes foram os índios Avá Canoeiros, Crixas e Goyazes. Conhecida por sua beleza natural e riqueza da fauna e flora que compõem sua biodiversidade, o nome da chapada faz referência aos caçadores de veado-campeiro. Nas trilhas entre serras e veredas são inúmeros os atrativos turísticos como rios, cânions, cachoeiras, águas termais, etc. Desde 2015 estava planejando conhecer a Chapada dos Veadeiros. Convidei vários amigos, montei roteiros, assisti vídeos no youtube e li muito sobre os atrativos da região. Meus companheiros para essa viagem foram: Ana (mãe), Diego (irmão) e Rosana (amiga). Foi muito legal viajar em família e com a Rosana, ótimas companhias. Optamos por ficar 7 dias na região, sendo 3 dias em Alto Paraíso e 4 em São Jorge. Observe no mapa abaixo que não foi fácil escolher quais atrativos visitar, pois são inúmeros. A seguir relatarei como foi cada um desses dias que nos aventuramos pela Chapada dos Veadeiros. Dia 1: 19/07/2016 - Cataratas dos Couros Saímos de São José dos Campos - SP às 4h e chegamos ao estacionamento no Aeroporto de Guarulhos por volta das 5h30. Conseguimos nos perder até chegar no estacionamento ZASTRÁS. Tivemos que deixar o carro no Airport Park e pagar a tarifa de R$29,90 por dia. Chegamos ao aeroporto de Guarulhos às 6h e foi uma correria só. Enfim, decolamos às 06h50 e às 08h30 chegamos ao aeroporto de Brasília. Para conhecer os atrativos da Chapada dos Veadeiros, recomendo o aluguel de carro. Sem carro a viagem ficará muito cara, pois será necessário contratar os passeios com as agências da região. No nosso caso, alugamos um carro pela Localiza e tivemos um bom desconto, pois reservamos pelo site da Gol. Pegamos um Sandero Stepway, 0km. Valor da diária? R$73,00, sem seguro. Meu irmão, Diego, por ser mais velho se acha o sabidão e logo assumiu a direção. Com o sertanejo sofrência estalando (irmão e mãe adoram, tive que ficar quieto), seguimos rumo a Chapada dos Veadeiros. Por volta das 11h paramos em São Gabriel de Goiás e almoçamos no restaurante São Gabriel. Por R$20,00 você pode comer a vontade e apreciar uma comida caseira deliciosa. Vale a pena! Como não pretendíamos desperdiçar nenhum dia, inserimos um atrativo no primeiro dia. A escolha foi certeira: Cataratas dos Couros. São mais de 30km de estrada de terra com muita poeira para chegar até o estacionamento. Na época das chuvas acredito que só carros 4x4 cheguem nesse atrativo, pois têm alguns morros bem íngremes. A entrada para as Cataratas dos Couros fica a 18 km de Alto Paraíso, sentido Brasília. Saindo da rodovia, ande 22,5 km em estrada de terra sempre pela estrada principal. Chegando numa bifurcação, após andar os 22,5 km, vire à direita e depois ande aproximadamente 9km, sempre virando à esquerda. Assim chegará no estacionamento de carros. O rio dos Couros faz uma sequência incrível de corredeiras, cachoeiras e poços. A trilha é moderada, tem aproximadamente 4km (ida e volta) e têm muitas pedras. O lugar é incrível. Como fomos na época de seca, foi possível entrar nos poços de água cristalina. A última cachoeira é a mais bonita, mas como estava tarde, não conseguimos descer até a base para conhecê-la. Para saber mais, clique aqui. Recomendo usar tênis. Como estava o dia inteiro de tênis, caí na bobeira de fazer essa trilha de sandália e consegui chutar as pedras várias vezes, e numa dessas cortei um dedo. Esse corte me atrapalhou bem nos dias seguintes. Outra dica importante é levar bastante água e comida, pois o lugar não possui infraestrutura para receber os trilheiros. Saímos da Catarata dos Couros por volta das 17h e fomos direto para Alto Paraíso de Goiás. Alto Paraíso é a principal cidade da região. Têm formas arquitetônicas bem diferentes, como iglus, gotas ou pirâmides. Lugar alto astral onde pulsa a espiritualidade para quem busca se interiorizar, ou simplesmente, um lugar de paz e vivências de bem-estar para quem quer apenas descansar. O município acomoda uma charmosa rede de hotéis, pousadas e campings com capacidade de aproximadamente 3500 leitos. Escolhemos o Reges Hostel para passar 3 noites por lá. Hostel super legal. Tem 4 suítes e dois quartos coletivos. O custo-benefício é ótimo e a localização, a limpeza e o atendimento são excelentes. Recomendo! O dono é o Joka, super atencioso e sempre disposto a ajudar! Valeu Joka, abração!!! Seguem informações sobre Hostel: Reges Hostel Página no facebook: https://www.facebook.com/reges.hostel Contato: (62) 82364316 Dia 2: 20/07/2016 - Cachoeira Loquinhas / Poço Encantado Acordamos às 8h e fomos à padaria tomar o café da manhã. Dizem que o pão de queijo de minas é show, mas comemos um nessa padaria que era fenomenal. E mais, por R$1,00 você levava 3 pães de queijo. Fiz a festa! hehehe. Nesse dia, nosso destino (período da manhã) era a Cachoeira das Loquinhas. Localizada a 3 km do centro da cidade, lá você encontra um complexo de sete poços de beleza única, caracterizado por suas águas cor de esmeralda. O valor da entrada é R$22,00 por pessoa e a trilha é extremamente fácil, com passarela de madeira em boa parte do caminho. Para saber mais, clique aqui. Retornamos da Cachoeira das Loquinhas às 12h e paramos em Alto Paraíso para almoçar. Depois do almoço seguimos por aproximadamente 52km, sentido Teresina de Goiás, até chegar ao Poço Encantado. A trilha para esta cachoeira é bem curta e sossegada. O lugar é ótimo para passar uma tarde inteira. O valor da entrada é R$20,00 por pessoa. Vale a pena!!! Para saber mais, clique aqui. Retornamos no fim do dia, descansamos e saímos a noite para comer algo e tomar uma gelada, afinal nem só de trilhas e cachoeiras vive o homem….hehehe. Dia 3: 21/07/2016 - Cachoeira Santa Bárbara / Cachoeira da Capivara Planejamos sair cedo em nosso terceiro dia, pois nosso objetivo era sermos os primeiros a chegar na famosa Cachoeira Santa Bárbara. Seguimos de carro até Teresina de Goiás, em uma estrada ótima. Lá você vira à esquerda, sentido Cavalcante, e dali pra frente a estrada está toda remendada, bem “meia boca”. Chegamos em Cavalcante por volta das 9h. Dica: passe no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) e peça informações de como chegar até a comunidade Kalunga. Não esqueça de abastecer o carro, pois são aproximadamente 30 km de estrada de terra até chegar a comunidade Kalunga. Essa é a maior comunidade de remanescentes de quilombos do Brasil. O fato de os Kalungas terem permanecido distantes dos centros urbanos, num lugar inóspito e de difícil aproximação, acabou fazendo deles um dos poucos exemplos de remanescentes negros que quase não sofreram influências externas em seu modo de vida. No dia-a-dia, o povo kalunga dedica-se à plantação de mandioca, arroz, fumo, milho e, às vezes, feijão. Cria gado e aves, pratica a caça e a pesca. A atividade turística é organizada pela população local. Para visitar as cachoeiras de Santa Bárbara e da Capivara pagamos uma taxa de R$20,00 por pessoa, e é obrigatório o acompanhamento de guia. Caso você esteja sem, eles oferecem o serviço de guia por R$70,00 para grupos de até 5 pessoas. Nós contratamos o guia Jean. Fizemos ”n” perguntas ao jovem, que sempre nos respondia com um sorriso no rosto. Da comunidade Kalunga até o estacionamento percorremos 5km, atravessando dois rios com o carro. Segundo o guia, se fosse época das chuvas seria impossível atravessar de carro. Confesso que morri de medo do carro “dar pau”, afinal estava sem seguro e era um carro 0 km. Chegamos ao estacionamento e percorremos cerca de 1km de trilha até chegar na primeira cachoeira, conhecida como Barbarinha. Continuamos até chegar à Cachoeira Santa Bárbara. Aqui devo confessar, fiquei meses sonhando com o dia que estaria nessa cachoeira. Ao chegar, não acreditava no que estava vendo: simplesmente a cachoeira mais bonita que visitava. Tirei várias fotos enquanto estava vazia e em seguida fiquei um bom tempo observando a beleza que Deus reservou para aquela comunidade. É como se eles tivessem um tesouro. Posso escrever o que quiser aqui que não vou chegar nem perto de deixar vocês a par do quanto essa cachoeira é bonita. Confira as fotos a seguir, é de tirar o fôlego. Saímos da Cachoeira Santa Bárbara e retornamos para comunidade. De lá fomos conhecer a Cachoeira da Capivara. Outra cachoeira muito linda que tem um poço bem legal para nadar. Como gastei muita tinta com a Santa Bárbara vou deixar as fotos falarem pela Capivara. hehehe. Retornamos da Cachoeira da Capivara por volta das 14h e fomos almoçar. Reservamos o almoço com a mãe do guia Jean. Uma comida bem natural, simples e excelente. Pagamos R$30,00 por pessoa para comer à vontade. Valeu a pena! Esse dia foi inesquecível. Espero que gostem das fotos! Dia 4: 22/07/2016 - Cachoeira Almécegas I e II - Cachoeira São Bento Acordamos por volta das 8h, tomamos café, nos despedimos do dono do Hostel, o Joka, e partimos rumo à Fazenda São Bento. Localizada a 9km de Alto Paraíso, sentido São Jorge, na Fazenda São Bento você tem a opção de conhecer três cachoeiras: Almécegas I (trilha de 3km ida e volta), Almécegas II (trilha de 600m ida e volta) e São Bento (trilha de 400m ida e volta). Para saber mais, clique aqui. Pagamos R$30,00 por pessoa para conhecer as três cachoeiras. Preferimos conhecer primeiro a Cachoeira Almécegas I, pois a trilha era mais longa. A trilha é moderada, tem subidas íngremes, um mirante e a base da cachoeira é formada por um poço de água extremamente gelada. Vale a pena conhecer essa cachoeira, ela é sensacional. Saindo da Almécegas I, retornamos ao estacionamento e fomos conhecer a Almécegas II. Eu, particularmente, não curti muito, pois você chega pela parte de cima da cachoeira e como eu estava cansado, fiquei com preguiça...hehehe. Muitos aproveitam pra saltar das pedras. Ficamos apenas uns 40 minutos na Almécegas II e retornamos à Alto Paraíso de Goiás, já que o almoço no restaurante da Fazenda São Bento custava R$60,00 por pessoa. Com esse valor consigo almoçar a semana inteira em São José dos Campos….hehehehe. Após o almoço, retornamos à Fazenda São Bento e fomos conhecer a Cachoeira São Bento, que fica muito próxima do estacionamento, cerca de 200 metros. Ela tem um poço gigante, então dá para dar boas braçadas e passar a tarde toda lá. Estava lotada, deve ser porque o acesso é fácil. E acreditem, 80% das pessoas que lá estavam, nesse dia, curtiam um “tchozen”! Só com a “marola” ficamos bem relaxados, inclusive minha mãe...hehehehehe. Nosso plano era passar no Vale da Lua antes de seguir para São Jorge, mas o tempo deu uma virada e preferimos seguir direto para a vila. Chegamos em São Jorge por volta das 17h e logo notamos que a vila é muito “roots”. Até então não tinha conhecido um lugar tão descolado quanto lá, onde as ruas não são asfaltadas (terra batida mesmo) e têm muitos hippies. Na data em que estávamos na Vila acontecia o . Tudo é muito diferente naquele lugar, gostei muito! hehehe Nossa hospedagem em São Jorge foi numa casa alugada. A dona da casa chama-se Edicelma. A casa fica localizada na rua 4, na vila de São Jorge. É uma casa de 2 quartos, recém construída e que nos atendeu muito bem. Se for em grupo de 4 ou 5 pessoas, recomendo entrar em contato e fazer uma cotação: Casa alugada da Edicelma Página no facebook: https://www.facebook.com/edicelma.costa Contato: (62) 9657-8225 Dia 5: 23/07/2016 - Saltos do Rio Preto Sábado foi o dia de conhecer o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Localizado a 800m da Vila de São Jorge e criado em 1961, o parque possui quatro trilhas para chegar aos atrativos: Travessia das Sete Quedas, Trilha dos Saltos, Trilha dos Cânios e Trilha da Seriema. Para saber mais, clique aqui. Escolhemos conhecer a Trilha dos Saltos no sábado e a Trilha dos Cânions no domingo. Saímos às 8h15 e chegamos na recepção do parque às 8h30. Não é cobrada taxa de visitação. Lá você assiste um vídeo (5 minutos) sobre as regras do parque, assina um termo de responsabilidade e pé na trilha… A Trilha dos Saltos tem aproximadamente 9 km entre ida e volta, considerando a partir da recepção do parque. O nível de dificuldade é moderado se você escolher conhecer somente as corredeiras, e pesado se você quiser conhecer as corredeiras e os saltos. A trilha é autoguiada e sinalizada por setas amarelas na ida e setas brancas na volta. O percurso é feito na maior parte do tempo em terreno acidentado e bastante pedregoso. Depois de aproximadamente 4 km de caminhada, chega-se ao Salto de 120 m. Só é possível aprecia-lo de um mirante, ponto alto do percurso de onde se vê a queda d’água do Rio Preto. É de perder o fôlego. A 800 metros dali está o Salto de 80 metros, onde é possível tomar banho no rio. Fizemos o percurso de ida em aproximadamente 1h15, andando num ritmo bom. Após tirar inúmeras fotos no mirante e curtir a cachoeira do Salto de 80 metros por cerca de 3h, decidimos retornar. Ao retornar, pega-se uma subida bastante íngreme de cerca de 800 metros que requer cuidados para pessoas com problemas respiratórios, hipertensão arterial e asmáticos. Com mais 1,5 km de caminhada chega-se às Corredeiras do Rio Preto, onde também é possível tomar banho de rio nas hidromassagens formadas em suas pequenas quedas. Optamos por retornar para casa sem conhecer as corredeiras, pois ficamos muito tempo no Salto de 80 metros e estávamos com muita fome. Nesse dia minha mãe preferiu ficar em casa para descansar e preparar um almoço pra nós...hehehe. Algumas dicas importantes: chegue cedo ao parque se for em época de feriados ou alta temporada, tome um café da manhã bem reforçado, leve 2 litros de água por pessoa e um lanche bom. E no mais, força nas pernas e nos pés, pois as trilhas são cansativas. Vale o esforço! Dia 6: 24/07/2016 - Cânion - Cachoeira Cariocas - Águas Termais Domingo acordamos às 7h, tomamos um bom café da manhã e partimos rumo ao Parque. Nosso objetivo era fazer a Trilha dos Cânions. Nesse dia minha mãe optou em ir com a gente, afinal já tinha descansado no sábado e estava preparada para enfrentar os 9km de trilha. A Trilha dos Cânions também é autoguiada e é sinalizada com setas vermelhas na ida e brancas na volta. O percurso total é de cerca de 9km entre ida e volta. Mas é bem mais tranquila que a Trilha dos Saltos, pois não tem tantas subidas e descidas. Fizemos o percurso de ida em 1h15 e o retorno em 1h10 caminhando num ritmo bom. Os atrativos são os Cânions e a Cachoeira Cariocas. Ficamos muito tempo nadando na Cachoeira Carioca e depois retornamos para a Vila. Nesse dia aproveitamos o final de tarde para conhecer as piscinas de águas termais da Pousada Éden. Lá paga-se R$20,00 por pessoa para entrar nas piscinas e usar a sauna a lenha. Esse foi o único passeio que me arrependi de ter ido. A água estava fria, nesse dia estava ventando, o banheiro estava extremamente sujo (sem condições de uso) e a sauna a lenha nos deixou com cheiro de fumaça. Depois de ficar uns 40 minutos por lá, nossa vontade era pedir o dinheiro de volta, sentimos que compramos “gato por lebre”...kkkkkkkk. Para saber mais, clique aqui. Dia 7: 23/07/2016 - Cachoeira do Segredo Nosso último dia na Chapada dos Veadeiros foi reservado para conhecer a Cachoeira do Segredo. Para chegar a Cachoeira do Segredo você segue 10km pela estrada que vai para Colinas do Sul e vira à esquerda. Tem placas indicando o caminho. Uma informação importante: que você deve comprar o ingresso antecipadamente na vila de São Jorge (consulte: http://www.operadorasegredo.com.br/). A taxa de visitação é R$35,00. A trilha para chegar até a cachoeira do segredo é realizada pelas margens do rio Segredo e tem sombra em boa parte do percurso. São 6 km entre ida e volta e é necessário atravessar o rio algumas vezes. Mas isso não é nenhum problema, pelo menos na época que visitamos (julho-2016). A cachoeira tem 120 m e é cercada de paredões de 150 m, um verdadeiro paraíso no cerrado. A água é tão gelada que tira qualquer “encosto”….hehehehe. É ótima para pegar um resfriado também, eu provei isso...hehehe. Se você for conhecer a região, não deixe de visitar a Cachoeira do Segredo, ela é FENOMENAL. Bom, não falei sobre a noite em São Jorge que é sempre bem agitada. Saímos todas as noites, tomamos umas, curtimos algum som e retornávamos para descansar. No período que estávamos na Vila, estava acontecendo o Encontro das Culturas e, com isso, a vila estava muito movimentada. Gostamos muito do lugar e o que ficou foram boas lembranças e saudades. Espero que tenham gostado do relato, inseri apenas 5% das fotos...hehehe. No decorrer do texto citei várias sites e dicas. A planilha de gastos ficará disponível também. Qualquer dúvida entre em contato, estou à disposição. Agradeço a colaboração das amigas Edna e Rosana que dedicaram um tempo na leitura e correção do texto. Obrigado!!!! Foto 32 Até a próxima!!! Abraço! Para saber mais sobre a Chapada dos Veadeiros, acesse: http://www.veadeirosoficial.com.br/ http://www.chapadadosveadeiros.com/ http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/guia-do-visitante.html
  4. Não é de hoje que trilhas, grutas, mirantes e cachoeiras me atraem. Tenho uma lista de lugares que pretendo conhecer e dessa vez o Parque Estadual do Ibitipoca e Carrancas foram os escolhidos. São lugares próximos, baratos e com atrativos que eu tinha certeza que ficaria muito satisfeito de ter a oportunidade de conhecer. A ideia inicial era ficar 3 dias em Aiuruoca também, mas resolvi deixar essa cidade para uma próxima oportunidade. Um dos pontos fortes desse passeio foi o planejamento, pois consegui gastar exatamente o que havia planejado...e foi um valor super bacana. No final do relato disponibilizarei a planilha de gastos para vocês entenderem o que estou dizendo. Bom, vamos aos fatos! Malas prontas, ops, tralhas né. Quando o assunto é camping entendo um pouquinho. De tanto perrengue que já passei, tenho quase todos itens necessários para acampar com conforto e diversão. Com o carro lotado de coisas (colchões infláveis, tenda, cadeiras, barraca, lona, comidas, roupas etc) partimos, Cris e Eu, para Conceição de Ibitipoca - MG. Aqui preciso fazer uma pausa. A Cris é amiga de todas as horas, e foi muito legal ter a companhia dela nessa viagem. Pessoa ímpar, alto astral, forte e muito companheira. São mais de 10 anos de amizade e muitas histórias para chorar de rir. A seguir relatarei como foi cada um dos dias e deixarei à disposição algumas fotos para vocês terem uma leve noção dos lugares que visitamos. Dia 1: 19/04/2016 - Roteiro das Águas - Parque Estadual do Ibitipoca Saímos de Brasópolis-MG por volta de 8h da manhã, passando por São Lourenço, Caxambu, entre outras cidades mineiras e nosso destino final foi o Parque Estadual do Ibitipoca. O Parque Estadual do Ibitipoca está localizado na Zona da Mata (sul de MG) nos municípios de Lima Duarte e Santa Rita do Ibitipoca. Ocupa o alto da Serra do Ibitipoca, uma extensão da Serra da Mantiqueira. Com uma área de 1.488 hectares, a unidade de conservação está no local onde se dividem as bacias do Rio Grande e do Rio Paraíba do Sul. Foi criado em 4 de julho de 1973, pela Lei nº 6.126. ‘Ibitipoca’, palavra tupi-guarani, que significa “Serra que estoura” ou “Serra estourada”, devido a grande incidência de descargas elétricas (raios) ou a grande quantidade de grutas. É um dos Parques mais visitados do Estado, um dos mais conhecidos do Brasil e uma das principais atrações turísticas da região. Para saber mais, clique em http://www.ibitipoca.tur.br/roteiros/ Passamos pela portaria por volta das 13h30, pagamos a taxa de entrada R$10,00 e a taxa de estacionamento R$20,00 (dias úteis). A distância da portaria até o restaurante é de 1300m. Como fomos de carro chegamos rapidamente ao restaurante e almoçamos (R$20,00 o PF - comida muito boa). O parque tem uma infraestrutura super boa, exemplar. Após o almoço decidimos não perder tempo e resolvemos fazer o circuito das águas, o mais curto e tranquilo do parque cujo percurso tem aproximadamente 5km entre ida e volta . O Parque Estadual de Ibitipoca têm três circuitos com placas indicativas, deixando as auto guiadas, o que torna desnecessário o uso de guias. Para conhecer os circuitos, clique em http://www.ibitipoca.tur.br/roteiros/. Os atrativos do circuito das águas são a Gruta dos Coelhos, Lago dos Espelhos, Ducha, Lago Negro, Prainha das Elfas, Prainha, Gruta dos Gnomos, Lagos das Miragens, Ponte de Pedra, Cachoeira dos Macacos e Rio do Salto. Como era o primeiro dia no parque aproveitamos para tirar inúmeras fotos e caminhar. Não foi possível conhecer todos atrativos. Como já estava no fim do dia optamos por não entrar na água. Confesso que deu uma dor no coração chegar na Cachoeira dos Macacos e não dar um mergulho, mas quem sabe numa próxima. A seguir as fotos do circuito das águas. Saímos do parque às 18h e fomos conhecer o Camping Reserva Canto da Vida (http://www.ibitipoca.tur.br/camping/cantodavida/). Horas antes tinha comentado com a Cris que tenho vontade de ter um camping, daqueles muito bem planejados e que pudesse oferecer uma boa experiência aos campistas. Chegamos ao camping e fiquei impressionado com a organização, disposição dos lugares para barracas, enfim era muito superior ao que eu tinha pensado ser um bom camping. Montamos a barraca, organizamos as bolsas, fizemos o registro e pagamento ao Nelson (dono), tomamos uma cerveja e fomos preparar a janta. E que janta! Um miojo ao molho de galinha caipira - nada diferente do que estamos acostumados a comer...hehehehe. Dia 2: 20/04/2016 - Roteiro Janela do Céu - Parque Estadual do Ibitipoca Combinamos de acordar às 6h, pois o parque abre às 7h. Assim começaríamos a trilha às 7h e seria mais fácil, afinal não teria aquele Sol escaldante em nossas cabeças. Mas o celular despertou às 6h, mudei para 7h e por fim mudei para 8h. Chega de enrolação, enfim levantamos, nos arrumamos, compramos um café na lanchonete que tem no camping e partimos de carro rumo ao parque. Pagamos a taxa e fomos pedir informação no Centro de Visitantes. Iniciamos a trilha sentido Janela do Céu às 9h15. O cirtuito da Janela do Céu tem 16km de extensão, entre ida e volta. Têm como atrativos o Cruzeiro, a Gruta da Cruz, o Pico da Lombada, a Gruta dos Três Arcos, a Gruta dos Fugitivos, a Gruta dos Moreiras, a Cachoeirinha e a Janela do Céu. No início você sobe por uma estrada que parece não ter fim. Depois de 1h de subida chegamos no primeiro atrativo do circuito: o cruzeiro. Em seguida continuamos subindo até chegar ao Pico da Lombada. Por volta de 12h30 chegamos ao destino mais cobiçado da trilha: a famosa Janela do Céu. Qualquer descrição aqui vai ser insignificante diante da beleza do lugar. É extremamente recompensador depois de tamanho esforço para chegar lá. É o tipo de lugar que você tem certeza que tem o dedo de Deus. Na trilha conhecemos o Carlos (São Lourenço), a Luana (Salvador), o Pedro (Viçosa) e a Bruna (Senador Firmino). Acabamos fazendo a trilha de volta juntos, cada um com sua impressão do lugar e com as motivações para chegar no ponto final, pois as subidas e descidas pareciam não ter fim. Combinamos de jantar todos juntos no restaurante Ibitilua, mas o Carlos estava tão cansado que não conseguiu ir. É bem provável que esse encontro tenha sido único, mas com certeza foi marcante. A seguir as fotos desse segundo dia. Dia 3: 21/04/2016 - Deslocamento Ibitipoca -> Carrancas Aqui faço questão de disponibilizar o roteiro planejado e o cumprido. A ideia era fazer o circuito do pico do pião na terça, o circuito da janela do céu na quarta e quinta no período da manhã encerrar com o circuito das águas. Quem disse que deu tempo? Na verdade o fato de ter chegado um pouco tarde na terça atrapalhou um pouco os planos. O fato mesmo é que na quinta eu mal tinha joelhos para parar em pé, depois da caminhada de terça e quarta (total de + 20km). Fiquei com os dois joelhos inchados e tive que ficar deitado até umas 10h. Vou ter que fazer um tratamento, afinal esse ano ainda tenho Chapada dos Veadeiros em julho e Machu Picchu em Setembro, e não vai ser legal ir de muletas...heheheh. Como o camping tinha uma boa piscina aproveitamos a quinta-feira pra descansar, dar um mergulho, desmontar acampamento e partir para Carrancas. Saímos de Ibitipoca por volta das 13h, pegamos a estrada de terra até Lima Duarte, entramos na BR 267 sentido Caxambu e viramos à direita sentido BR 494 até São Vicente de Minas. Seguimos até Minduri, onde entramos numa estrada de terra e seguimos por 45km até chegar em Carrancas, às 17h30. O carro sofreu um bocado….o dó!!! Tínhamos combinado de encontrar quatro amigas em Carrancas: Rosana (Brasópolis), Edna, Érica e Sayuri (de SJC). Somente a Rosana ficaria no camping conosco. As demais tiveram uma surpresa ruim quando chegaram a pousada. A página web da pousada reservada por elas (http://www.datoca.com.br/) havia sido hackeada e elas depositaram a grana para um estelionatário. Moral da história, perderam a grana, a reserva e tiveram que ficar em outra pousada. Um prejuízo que não tirou o ânimo das moças...hehehe. Cris, Rosana e eu fomos conhecer o camping Sossego do Jeca (https://campingsossegodojecacarrancas.wordpress.com/). Gostamos do ambiente, pagamos R$30,00 pela diária e montamos nossa barraca por alí mesmo. O camping fica bem localizado, as pessoas são muito simpáticas e é bem limpo. Recomendo. Carrancas reúne em um só lugar tudo que o amante da natureza e da história de nossa gente pode querer: um lugar bucólico, em que o antigo e novo se misturam, emoldurados por mais de 110 atrações naturais, entre serras, grutas, poços e cachoeiras. A cada trilha, uma paisagem nova deságua aos olhos dos turistas que são sempre bem recebidos pelos moradores. Eu, particularmente, pretendo voltar várias vezes. Fiquei com a sensação que a cidade tem um potencial enorme para o turismo, mas ainda tem muito o que avançar nesse sentido. Para saber mais sobre Carrancas: http://carrancas.com.br/index.shtml. Dia 4: 22/04/2016 - Complexo da Fumaça e da Vargem Grande - Carrancas Acordamos bem cedo na sexta-feira e fomos à padaria encontrar o pessoal. Tomamos um bom café da manhã por um preço super simbólico (gastei R$2,00, pode isso?) e partimos rumo ao Complexo da Fumaça. Optamos por conhecer somente a Cachoeira da Fumaça, a qual é muito bonita, mas não está liberada para banho. A placa informa que a água é poluída e a mesma tem alto índice de morte por afogamento. Saímos do Complexo da Fumaça e fomos conhecer o Complexo da Vargem Grande. Este complexo tem uma série de corredeiras e pequenas quedas formam um complexo de poços e piscinas naturais. O poço mais fascinante é o da Esmeralda, de águas verdes e cristalinas, formado pela cachoeira das Esmeraldas. Ficamos a tarde toda nadando e admirando esse poço. Como era uma sexta-feira pós feriado estava lotado. Recomendo a visita em dias de semana. Após passar o dia nas águas do complexo da Vargem Grande paramos no restaurante localizado na entrada do mesmo. Almoçamos, tomamos duas geladas e fomos para cidade descansar. Durante a noite ficamos no Recanto Bar. Um bar muito bacana, com ótima comida e um chopp artesanal muito bom. Bebi alguns e logo estava escrevendo um verso para a garçonete Gessica. Segundo a balconista, a melhor garçonete do local. Interessante que fiz um verso pra ela e todas as meninas da mesa riram de mim, achando que eu era um bocó. De fato, sou mesmo….hehehe. E advinha o resultado? No dia seguinte fui ao bar e o bilhete estava colado no vidro do balcão de atendimento, ou seja, a Gessica não só gostou do verso como estava ostentando para todos que por alí passavam. Confesso que nessa hora me senti um poeta, sqn….heheheh. Tenho certeza que vocês estão curiosos para saber o que escrevi, mas é segredo… Quando forem lá, falem com a Gessica e ela contará. Dia 5: 23/04/2016 - Complexo da Zilda I - Carrancas O sábado começou na mesma pegada que a sexta-feira. Fomos à padaria, tomamos aquele café caprichado, passamos numa agência de turismo e nos informamos sobre o Complexo da Zilda. Os olhos brilharam, que lugar fascinante. Mas o bolso não permitiu contratar um guia, pediram R$65,00 e minhas moedas estavam contadas. Optamos por não contratar o guia, e fazer o que fosse possível por contra própria, afinal a essa altura eu já me sentia um trilheiro... Depois de 12km de estrada de terra chegamos ao complexo. O mesmo é dividido em Zilda I, Zilda II e Escorregador da Zilda. Decidimos conhecemos no mínimo a Zilda I e o escorregador da Zilda. E assim foi. Para saber sobre o complexo da Zilda: http://carrancas.com.br/cachoeiras/zilda.shtml. No complexo da Zilda I aconteceu um fato muito interessante. Chegamos na Cachoeira da Zilda e ficamos impressionados com a beleza do lugar. Resolvemos ficar o dia todo por ali, descansando e curtindo aquele ambiente. E não é que uma borboleta resolveu me fazer companhia? Ficou cerca de 30 minutos em minha mão. Minha mãe diz que é sorte, espero que ela tenha razão...hehehe. Para encerrar o sábado, arriscamos conhecer o forró que rolava num bar próximo ao Recanto Bar,. Mas estava lotado e não entramos, então voltamos para casa, ops, camping e fomos descansar. Dia 6: 24/04/2016 - Complexo da Ponte - Carrancas O último dia chegou e acordamos um pouco mais tarde. Desmontamos a barraca, juntamos tudo e partimos para o Complexo da Ponte. Fica à apenas 2km da cidade. Lá conhecemos a Cachoeira do Salomão e a Cachoeira do Moinho. Por volta das 13h30 partimos rumo a nossa cidade - Brasópolis - MG. Chegamos em casa às 18h. Essa viagem foi mais uma daquelas que sentirei saudades e farei planos para retornar. Tanto Conceição de Ibitipoca quanto Carrancas encantam qualquer um que é apaixonado por trilhas e cachoeiras. Esse relato é para compartilhar as experiências e para relembrar (futuramente) desses momentos bacanas que passei ao lado de pessoas boas e em lugares especiais. Muito obrigado Cris, Carlos, Luana, Pedro, Bruna, Rosana, Edna, Érica e Sayuri. Um agradecimento especial à amiga Edna, que revisou o texto e me deu algumas dicas para torná-lo mais interessante. Mapa de Carrancas e Gastos: Até a próxima! Abraços!!!
  5. Anaadelia, Disponibilizei no final do relato um PDF com a planilha de gastos.
  6. É necessário. Pra você ter uma ideia, aluguei o carro no sábado em Salvador e devolvi no domingo (8 dias), rodamos cerca de 1700 km... De Salvador a Lençóis dá 430 km, então, somente ida e volta já dá 860 km. Como as cidades são distantes você até que roda bastante por lá...
  7. Olá Daniela, Dá sim, recomendo que você saia umas 8h de Lençóis e vá direto pra Cachoeira do Mosquito. Depois você pode conhecer o Rio Mucugezinho, almoçar por lá, descer para conhecer o poço do Diabo e por fim ver o pôr do Sol no Morro do Pai Inácio. Vai ser um dia completo e fenomenal. Só não fizemos tudo isso em um dia porque chegamos a Lençóis por volta das 11h da manhã. Bjs.
  8. Olá Katia, obrigado. Alugamos um carro em Salvador e fomos direto para o Vale do Capão, de lá descemos para Ibicoara (via Guiné - estrada é boa, apesar de ser de terra) e por fim fomos para Lençóis passando por Mucugê... Acredito que se você ficar na dependência de ônibus terá dificuldade para conhecer os atrativos, não sei informar se há ônibus entre as cidades. Nós contratamos guia apenas para cachoeira do Buracão, da Fumacinha e do Sossego, os demais fomos por conta própria (dá pra ir tranquilamente). Qualquer dúvida estou à disposição. Abraço. Thieny.
  9. Que tal respirar o ar puro das montanhas, refrescar-se nas águas de um rio, fugir da rotina, viver novas experiências e desfrutar tudo que a natureza pode oferecer? Esse são alguns dos prazeres que a Chapada Diamantina pode dar aos seus visitantes. Pois bem, é por esse e outros motivos que decidimos, eu e meu primo (Rodrigo), conhecer esse patrimônio do Brasil...A Chapada Diamantina possui inúmeras cachoeiras exuberantes, grutas, vales profundos, um povo acolhedor e um céu repleto de estrelas. A seguir relatarei os dias que ficamos por lá e logo no título colocarei os atrativos que conhecemos. Dia 1: 18/04/2015 - Rio Mucugezinho / Poço do Diabo / Morro do Pai Inácio Saímos de Salvador por volta das 5h e chegamos em Lençóis às 11h. Encontramos com a Camila e Paulinha, que nos esperavam no centro da cidade. Nos apresentamos, afinal só conhecíamos pela internet e logo partimos para o Rio Mucugezinho. Chegamos tão cansados e famintos que preferimos almoçar antes de conhecer os atrativos do dia. Matamos aquela que nos matava e descemos para conhecer o Rio Mucugezinho. É fantástico, dá pra ficar o dia todo ali só aproveitando aquelas águas calmas e geladas. Resolvemos descer mais um pouco e pegar a trilha para conhecer o Poço do Diabo. Quando chegamos a primeira impressão foi de espanto, o poço tem uma queda d'água fantástica e é bem profundo. O nome Poço do Diabo era uma forma de intimidar as crianças a não irem brincar nas proximidades, já que ele é fundo e torna-se extremamente perigoso para crianças...Saímos do Poço do Diabo por volta das 15h30 e logo estávamos na estrada rumo ao Morro do Pai Inácio. Chegamos por volta das 16:30 na entrada e subimos por uma trilha um pouco íngreme até alcançar o platô do morro. A vista lá de cima é fantástica, as fotos dão pequena noção do prazer de estar no cartão postal da chapada. Acompanhamos o pôr do Sol e em seguida descemos para ir para nossa primeira pernoite na chapada. Seguimos rumo ao Vale do Capão. Localização no município de Palmeiras, o Vale do Capão é uma atração por si só, cercado por serras, ele é mais do que um lugar santuário ecológico: é um lugar fascinante. O clima de esoterismo, paz e magia estão presentes no dia-a-dia local e foram trazidos por jovens ainda embalados pelos sonhos dos anos 70. Ficamos hospedados na Pousada e Camping Laksmi (http://lakshmivaledocapao.com/). Optamos pelo camping, pois como se tratava do período de feriado os valores da pousada não eram favoráveis pra nós. Os donos da pousada são atenciosos e foram muito simpáticos conosco. Terminamos de montar acampamento por volta das 20:30 e fomos direto ao centrinho da vila procurar algo para comer. Conversamos com alguns nativos e então decidimos conhecer a pizzaria do suiço Tomas, famosa na Vila. Interessante que só tem dois tipos de pizzas: a integral (salgada) e a integral com banana (doce). A pizza natural salgada contém massa integral, molho de tomate, cenoura, queijo mussarela e molho pesto - azeitona, alho, basílico e ervas. A pizza 2 contém massa integral com banana d'água, queijo mussarela, mel, semente de girassol, nozes e castanha. Pedimos uma grande com metade de cada...Tudo bem que estávamos morrendo de fome, mas aquela pizza me deixa com água na boca até hoje.....Finalizamos o dia tomando uma cerveja e ouvindo um forró que rolava na vila... A seguir as fotos. Dia 2: 19/04/2015 - Cachoeira da Fumaça / Cachoeira da Bela Vista No domingo acordamos por volta das 7h, tomamos um café indiano na pousada Laksmi, entramos no carro e partimos para o estacionamento da trilha que dá na cachoeira da fumaça. Lá assinamos o livro de visitas e fizemos uma doação (R$5,00) para os voluntários que cuidam do local. A trilha para cachoeira da fumaça tem cerca de 6km, sendo 2km de subida (muito hard)...A cachoeira impressiona pela sua queda d'água de 360m, uma das maiores do país, e seu imenso paredão com cerca de 400m de altura. Neste dia não havia muita água e a queda era bem tímida, o que não tirava em nada o brilho de seu encantamento. Ficamos cerca de 1h30 observando a queda e descansando, aproveitamos para tomar um suco natural e comer o pastel de palmito de jaca (uma delícia). Retornamos ao estacionamento e partimos sentido Palmeiras para conhecer a Cachoeira da Bela Vista, localizada no povoado de Conceição dos Gatos. Lá tem um restaurante, aproveitamos para experimentar a comida e ficamos muito satisfeitos com o prato servido. Preço ótimo e prato extremamente saboroso...Para ter acesso a Cachoeira da Bela Vista é preciso pagar uma taxa de R$2,50. Ficamos na cachoeira até o Sol ir embora e partimos exautos para descansar no Vale do Capão. Tomamos um banho e já fomos procurar algo para beber e comer na vila...Nessa noite, como tínhamos almoçado tarde, apenas comemos uma porção de calabresa com mandioca e tomamos umas brejas... Dia 3: 20/04/2015 - Gruta da Torrinha /Gruta da Pratinha / Gruta Azul Na segunda-feira acordamos cedo, tomamos o café indiano e partimos sentido Iraquara, cidade das grutas. Fomos direto para a Gruta da Torrinha, onde fizemos o roteiro 2 e 3. Ficamos impressionados com as formações presentes nessa caverna. Pagamos uma taxa de R$20,00 (acesso) e R$25,00 para o guia (p/ pessoa). Saímos de lá e optamos não ir para a Gruta Lapa Doce, resolvemos ir direto para a fazenda da Pratinha. Lá pagamos uma taxa de R$20,00 e logo decidimos fazer a flutuação na gruta da pratinha (R$30,00). Sinceramente achei que não valeu a pena, pois somente no final foi possível ver alguns peixes....Aproveitamos e fomos conhecer a Gruta Azul, que fica nas proximidades da fazenda da pratinha. Os raios de Sol entram por uma cavidade e deixam o interior da gruta com um aspecto azulado, muito bonito. Também decidimos fazer algumas fotos na pratinha, para tal pagamos R$ 40,00 por 20 fotos...Quando terminamos as fotos já era hora de ir embora...Fomos para o Capão para passar nossa última noite por lá...Chegamos no camping, arrumamos as tralhas, tomamos um banho e fomos para a Vila comer um risoto de quinoa com legumes e shitake (extremamente saboroso e o preço muito bom também). Como era nossa última noite por lá, eu e meu primo resolvemos aproveitar a night do Capão, fomos para o bar tomar umas e jogar conversa fora. Enquanto as meninas dormiam nós tomamos todas no Capão e ainda dançamos um reggae com as nativas.... Dia 4: 21/04/2015 - Cachoeira do Buraquinho / Cachoeira das Orquídeas / Cachoeira do Recanto Verde / Cachoeira do Buracão Nesse dia, devido a curtição da noite anterior, levantamos com muito sofrimento, eu e meu primo pelo menos...hehehe, e sem tomar café partimos para Ibicoara, nossa segunda cidade base. Saímos do camping por volta das 7h30 e às 10h já estávamos chegando em Ibicoara. Logo na entrada da cidade já paramos na Associação dos Condutores de Visitantes de Ibicoara (ACVIB) e contratamos um guia para nos acompanhar na ida a Cachoeira do Buracão. Nosso guia foi o Ranael, gente boa e com quem fizemos amizade no período que lá estivemos. Antes de chegar na cachoeira do Buracão, passamos pela cachoeira do Buraquinho, das Orquídeas e a do Recanto Verde, ambas muito bonitas. Depois de um tempo caminhando, chega-se a um cânion de três metros de largura e 90 de altura (por onde corre um rio de águas escuras), que leva as quedas da Cachoeira do Buracão. Nesse ponto, há duas opções: colocar um colete salva-vidas e nadar (mais seguro) ou atravessar uma pinguela em meio aos paredões, além de caminhar agarrado às pedras. Preferimos subir nadando, enfrentando o desafio e curiosos para chegar nas proximidades da queda. Quando chegamos a emoção era de encher os olhos de lágrimas (de felicidade de estar alí)... . Pois bem, depois de conhecer essa magnífica cachoeira, retornamos passando pelo alambique e despedindo da Paulina (ela retornou a Lençóis) e finalmente fomos almoçar no restaurante da Miroca (por volta de 16h). Vixe, mais uma vez fomos surpreendidos, um lugar super agradável e uma comida deliciosa. Super recomendo para quem for à Ibicoara. Também não posso deixar de recomendar a Pousada Sabor da Chapada, contato com o Elmar, um cara muito gente boa que nos tratou super bem e fez um preço bacana (https://www.facebook.com/elmar.aguiarsilva). Dia 5: 22/04/2015 - Cachoeira da Fumacinha A cachoeira do fumacinha possui 100m de queda d'água e uma trilha com cânions de até 280m de altura. Seu acesso por baixo se dá através de uma caminhada de 9km, de nível moderado a difícil. A partir do momento que comecei a elaborar o roteiro para conhecer as belezas da Chapada Diamantina essa cachoeira foi a que mais me chamou a atenção, era a que eu mais queria conhecer. Contudo, no entanto, todavia, acordei neste dia com os joelhos inchados, sola do pé dolorida e muita dor no corpo. Tive que pensar mil vezes antes de dizer um "não" - "Eu não tenho condições de ir na cachoeira da fumacinha". No fundo estava chorando, mas me mantive firme , disse que não ia e entreguei o dinheiro do guia e voltei a dormir. Meus companheiros, Rodrigo e Camila, tomaram o café e logo partiram. Aproveitei para dormir, afinal fazia três noites que estava acampando e dormindo mal...No período da tarde almocei, fui no centro e depois voltei a dormir...hehehehe. No final da tarde o pessoal chegou (ambos com cara de morte) e logo já começaram a mostrar as fotos. Confesso que quando comecei a ver as fotos foi tenso, fiquei extremamente decepcionado de não ter ido...As imagens falam por si... Pois bem, como se isso não bastasse, meu "querido" primo ainda ficou a viagem inteira me zuando por não ter ido na famacinha... O guia Ranael foi nos buscar para comer uma pizza. Comemos muito, tomamos umas e outras e meu primo estava tão feliz que comeu uns 7 pedaços de pizza e tomou umas 6 doses de pinga...Resultado, praticamente capotou de cansaço e alegria né...hehehe. Postarei as fotos abaixo, mas já aviso que foram tiradas pelo Rodrigo e pela Camila. Dia 6: 23/04/2015 - Poço Encantando / Poço Azul Neste dia acordamos por volta das 7h30, tomamos um café caprichado na pousada e partimos para Itaetê para conhecer o Poço Encantando. O poço possui cerca de 60m de profundidade e suas águas são tão cristalinas que não é possível perceber onde o meio aquático começa. No período das 10h às 13h30 os raios solares penetram na caverna formando um incrível feixe de luz azul turqueza que acende ainda mais as suas cores vibrantes. Depois de conhecer o poço encantando partimos para Nova Redenção para conhecer o Poço Azul. Nesse poço foi possível fazer flutuação. Aproveitamos para almoçar, já que a fila para visitar o poço era longa....A melhor época para ver os raios solares nos poços é de abril a setembro e no caso do poço azul o melhor horário é das 12h30 às 14h. Depois de conhecer os dois poços pegamos estrada rumo a Lençóis, a cidade de onde partimos....hehehe. Chegamos em Lençóis por volta de 19h e logo nos acomodamos na Pousada São José ( Rua Miguel Angelo Guerreiro, s/n - Centro - Lençóis - BA /Telefone: (75) 3334-1903). Como Lençóis é a cidade mais bem estruturada para receber turistas quem visitam a Chapada Diamantina, há muitos bares, lanchonetes, lojas, hotéis etc. Como de costume, saímos a noite para comer uma tapioca e tomar umas geladas... Dia 7: 24/04/2015 - Cachoeira do Sossego / Ribeirão do Meio Na quinta-feira a noite conhecemos o guia Renan (75-98437621) que nos acompanhou pelas trilhas de lençóis para conhecermos a famosa Cachoeira do Sossego. Está localizada a 7km de Lençóis e possui cerca de 20m de queda d'água. O nome é justo, o lugar é incrível, uma paz que torna o ambiente ótimo pra descansar. Ficamos algumas horas descansando nessa cachoeira e depois pegamos a trilha para conhecer o Ribeirão do Meio. Este é de fácil acesso para quem está na cidade (3km) e possui um grande poço com um tobogã natural, ideal para nadar. Finalizamos o dia jantando no restaurante Bodega (https://www.facebook.com/restaurantebodega/timeline). Comemos um salmão ao molho agridoce que estava excelente.... Depois, pra não perder o costume, fomos conhecer o bar Refúgio e tomar umas biritas, afinal era sexta-feira..... Dia 8: 25/04/2015 - Cachoeira do Mosquito Enfim nosso último dia de trilhas e aventuras na chapada. Acordamos às 8h, tomamos nossa café, muito caprichado por sinal, e partimos rumo a Cachoeira do Mosquito. Seu nome faz alusão aos pequenos diamantes que eram encontrados no local. A cachoeira fica a 40km de Lençóis e paga-se uma taxa de R$10,00 para visitá-la. Como era sábado, a cachoeira estava bem movimentada. Ficamos um bom tempo por lá e fomos embora. Paramos no mirante para tirar algumas fotos e depois partimos sentido Morro do Pai Inácio. Nosso intenção era encontrar o Poço Verde e a Cachoeira do Pai Inácio, mas erramos o caminho e acabamos retornando para cidade. Como iríamos retornar no domingo cedo, aproveitamos o final de tarde para arrumar as malas e dormir. Bom, o relato ficou um pouco extenso, mas como é o primeiro acredito que seja normal, nos próximos prometo ser bem mais objetivo e fornecer outras dicas. Termino esse texto com saudades do que vi e vivi por lá, foram dias de muitas trilhas e ao mesmo tempo muita contemplação. Agradeço aos amigos que fizeram parte dessa trip: Rodrigo, Camila e Paulinha. Planilha de Gastos: Gastos na Chapada Diamantina - Abril 2015.pdf
  10. Que bacana seu relato. Anotei todas as dicas, pois pretendo ir pra lá em abril e pretendo economizar. Abraço!
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