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Al Cruz

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  1. Aventura na região de Diamantina Nas trilhas dos diamantes, de 26 de dezembro de 2015 a 01 de janeiro de 2016 Minha primeira aventura em uma moto de pequeno porte. Foram cerca de 1500 km de ida e volta percorridos entre a cidade de Vitória da Conquista, situada na Bahia e a localidade de Milho Verde, em Minas Gerais. Depois de pensar muito sobre essa aventura e o que poderia acontecer no decorrer da viagem, após ler inúmeros relatos de amigos aventureiros com motos de pequena cilindrada, e do incentivo do meu amigo Pepe Chaves, tomei coragem e decidi meter o pé na estrada. Nesse tempo, apenas uma troca de óleo e dois ajustes na corrente, nada mais, encarando buracos, caminhões, chuva e muita poeira. Agradeço a Deus por ter corrido tudo bem. Voltei intacto, sem nenhum arranhão, nem ao menos um susto. Essa foi apenas a primeira aventura desse porte de outras que virão. Não sei se farei um percurso tão grande novamente, pois o cansaço é enorme, ainda mais quando se encontra um caminho de terra pela frente, cheio de pedras, buracos, costelas de vaca e poeira, intermináveis. Peguei um trecho na viagem que gastei duas horas para vencer 42 km de estrada de chão. Em certos locais havia tanto pó que a moto derrapava até em primeira marcha. Não poderia extrapolar o limite de velocidade além dos 15 ou 20 km/h, pois senão minha moto poderia ficar pelo meio do caminho. Para piorar a situação, ao longe vi uma enorme nuvem cinzenta se aproximando, com relâmpagos e trovoadas. Não tardou para que o céu desabasse. Minha salvação foi uma barraca na beira da estrada onde se encontrava um rapaz vendendo abacaxis. Aproveitei para dar uma parada, saborear um suculento fruto, enquanto aguardava a chuva passar. Fiquei ali por volta de trinta minutos já preocupado com o fato de não chegar no horário combinado. Tentei me comunicar com o Pepe, que estava vindo de Belo Horizonte, mas não havia sinal para o meu celular. O jeito era seguir caminho assim que a chuva estiasse. Passei por Itaobim, onde, para meu alívio, deixei a temida BR 116 para trás. Tomei uns goles de água e comi mais bananas. Descansei um pouco, para não muito, pegar a pista outra vez. A próxima parada foi em Araçuaí, de onde consegui enviar a última mensagem para o Pepe. Foi um imprevisto que me fez chegar atrasado à cidade onde combinamos, eu e o Pepe Chaves, que nos encontraríamos: a cidade de Couto de Magalhães de Minas, não muito distante de Diamantina. Caso contrário teria chegado a tempo, conforme meus cálculos. O calor era infernal. Quando se faz uma viagem assim, não cabe apenas registrar as belas paisagens. A seca que paira às margens do rio Jequitinhonha é notória e preocupante. Parte do rio só se vê bancos de areia. Após vencer o terrível obstáculo com 42 km de terra entre Virgem da Lapa e Lelivéldia, no Estado de Minas, passei por outros pontos do meu roteiro com pista de melhor qualidade até chegar em Couto, mais ou menos após as 19 horas, imaginando que o Pepe já estaria por lá. Para minha surpresa, ele havia enfrentado o mesmo problema que o meu: chuva e poeira pelo caminho. Antes eu tentei novamente entrar em contato com o Pepe, mas, sem sucesso. Não havia sinal para o meu celular. Pedi então a um rapaz que estava no bar, o celular dele emprestado, uma vez que era da mesma operadora do Pepe. A princípio não consegui com a primeira ligação. Optei por passar-lhe uma mensagem, dizendo que já havia chegado a Couto. Quando estava saindo do bar, o mesmo rapaz me chamou, dizendo que estava recebendo uma ligação do Pepe. No final deu tudo certo, com ele me informando sobre os problemas enfrentados e que logo estaria chegando ao nosso local marcado. Passados alguns minutos, finalmente nos encontramos. Pelo fato de já ser noite, decidimos procurar um local para dormirmos, para no dia seguinte, tocar rumo a Diamantina, dali para Milho Verde. A imagem abaixo ilustra a nossa saída da cidade de Couto de Magalhães No início, quando o meu amigo Pepe Chaves perguntou se alguém topava ir com ele para Milho Verde, um pequeno e aconchegante povoado turístico de Minas Gerais, onde se encontram algumas belas cachoeiras, comida saborosa e pessoas receptivas, como o dono do acampamento, o senhor Ademar e sua esposa Ângela, logo respondi que topava. Apesar de não ter sido uma resposta definitiva e das dúvidas que pairavam sobre a viagem, pedi um tempo ao Pepe Chaves para poder refletir. Nunca havia encarado antes um percurso tão longo em uma moto de 125 cilindradas. O meu desejo de participar dessa aventura era imenso, porém sempre ficava imaginando o que poderia encontrar pelo caminho. Uma das principais dúvidas era se a moto aguentaria tamanha jornada. Então comecei a buscar freneticamente relatos de pessoas aventureiras, que encararam enormes distâncias munidos de suas pequenas motocicletas. Num desses relatos que encontrei, um me chamou bastante a atenção: a incrível aventura de um professor, percorrendo aproximadamente 4500 km em uma Hunter de 90 cilindradas. À medida que ia lendo tais relatos, minha coragem aumentava na mesma proporção. O medo não era da viagem, era de ficar pelo meio do caminho, que a moto não suportasse tamanho esforço. Enfim, o amor pela aventura e a natureza acabaram decidindo a seu favor. Um dia antes de partir, arrumei toda a bagagem na traseira da moto. Roupas, colchonete, barraca, material de primeiros socorros e algumas ferramentas. A carga ficou enorme, mas consegui deixar tudo bem preso usando as cordas de elástico, muito úteis para tal eventualidade. Em outra mochila de menor tamanho, apenas material de uso frequente como água, alimento e outros itens essenciais de uso pessoal. Detalhes da bagagem na imagem abaixo. Parada na ponte sobre o rio Jequitinhonha Coloquei o celular para despertar às 5 horas, porém acabei levantando mais cedo. Tomei um banho, fiz um café, peguei meu material e parti no sábado, dia 26 de dezembro de 2015. Na saída senti um desconforto por causa da mochila nas costas, então mudei de posição, colocando-a em minha frente. Assim ficou mais confortável durante toda a viagem. O resultado disto foi por causa das duas pencas de bananas que coloquei ali dentro. No final nem comi todas. Ao término da viagem, já não eram mais bananas que eu estava carregando. Ao sair de Vitória da Conquista, Bahia, o sol ainda estava adormecido. Quando cheguei aos limites da cidade com a BR 116, comecei a pensar no tráfego intenso de caminhões. Respirei fundo e fui em frente, tentando manter a tensão sob controle. Graças a Deus tudo correu bem, sem maiores sustos. A pista muito boa, com acostamentos e trechos de faixas adicionais, contribuiu para a minha segurança. Meu olhar não saia do retrovisor por mais do que 10 segundos. Quando eu avistava um caminhão se aproximando, logo jogava a moto para a direita, procurando manter a maior distância lateral possível. Alguns caminhoneiros até buzinavam em sinal de agradecimento, o que retribuía de imediato. Cheguei a Cândido Sales, uma das cidades cortadas pela BR 116, por volta das seis e meia. Descansei um tempinho, enviei uma mensagem para o amigo Pepe Chaves, informando sobre a minha localização naquele momento. Segui em frente, passando por Divisa Alegre, cidade na Divisa de Minas com Bahia. Fui tocando adiante quando decidi parar para tirar uma foto de uma placa indicando os limites da divisa entre os dois Estados. Na manhã seguinte, dia 27 de dezembro de 2015, abastecemos as motos e partimos rumo a Diamantina, cidade onde está localizado o Parque do Biribiri. Chegando lá, na entrada da cidade, tiramos fotos das placas indicadoras de localidades. No caminho para Biribiri, encontramos um personagem simpaticíssimo, o senhor Wandir, dono do Bar da Pedra. Simplesmente uma pessoa humilde e muito atenciosa. Conversamos bastante sobre os locais que pretendíamos visitar, tomando um refrigerante para matar a sede, enquanto o ouvíamos falar. Imagem ilustrativa de uma das placas em Diamantina, indicando o caminho para o Parque Biribiri Na imagem abaixo, Pepe e o Senhor Wandir, fazendo uma selfie Eu fazendo uma pose no Bar da Pedra Despedimos do senhor Wandir, agradecendo sua gentileza. Logo acima do Bar da Pedra, na porta de entrada do Parque, fomos orientados sobre os procedimentos a serem seguidos durante nossa estadia por lá. Continuamos por uma estrada de terra até a primeira atração, a Cachoeira dos Cristais. Deixamos as motos estacionadas, passamos sobre uma velha ponte de madeira, provavelmente construída pelos escravos, tiramos fotos e aproveitei para tomar um delicioso banho nas águas geladas dos Cristais. Placa indicando a Cachoeira dos Cristais e a Vila do Biribiri Pepe na ponte de madeira que dá acesso à Cachoeira dos Cristais Aqui, a Cachoeira dos Cristais A segunda atração, a Cachoeira da Sentinela, no caminho para a Vila de Biribiri. Passamos um tempo ali tirando fotos e filmando o local. O único ponto negativo foi uma placa indicando área proibida para banho. Indagamos a um turista que estava no local sobre o porquê de aquela placa estar ali, mas ele não soube responder. O Pepe suspeitou que fosse um esgoto, o que foi confirmado mais tarde pelo senhor Wandir, quando retornamos do parque. Placa indicativa da Cachoeira da Sentinela Cachoeira da Sentinela no Parque Biribiri Fomos em frente, em direção à antiga fábrica de tecidos que operou tempos atrás no local. A tarde já estava se esvaindo e precisávamos encontrar um ponto onde passar a noite acampados. A questão é que todos os locais estavam proibidos de receber acampamentos. Na Vila de Biribiri perguntamos a um morador local se ele sabia de um lugar onde pudéssemos acampar. Segundo ele, não era permitido dentro dos limites do parque, mas que havia um local próximo onde costumava indicar. Não era da sua responsabilidade, porém ele o fazia. Eu e o Pepe demos uma vasculhada na área. Infelizmente não encontramos um lugar apropriado para armar as barracas. O Pepe sugeriu um lugar onde havia uma areia no leito do rio que passava ao fundo. Achei pouco apropriado, uma vez que poderia chover e a água nos pegar de surpresa. Sem contar o fato de que répteis como cobras costumam ficar naquele tipo de ambiente. Detalhes da antiga fábrica de tecidos e a Vila de Biribiri Enfim, concluímos que deveríamos voltar para a Cachoeira dos Cristais e procurar um lugar onde fosse possível firmar acampamento sem chamar a atenção de ninguém. Separamos-nos para agilizar a busca. Encontrei uma pequena trilha que acabava num local perfeito para acampar. Havia até indícios de que alguém já havia montado acampamento ali antes. Mostrei ao Pepe, esperamos que algumas pessoas que estavam na cachoeira fossem embora para não levantar suspeitas. Pegamos nossas motos e escondemos dentro do mato. A noite se precipitava. Abreviamos a montagem das barracas, pois além da noite, uma chuva poderia cair a qualquer instante. Não tardou para que isto acontecesse. Foi apenas o tempo necessário para deixar tudo pronto. A chuva veio, com intensidade moderada, porém o suficiente para deixar a minha barraca com gotas de água pingando pelo teto. O Pepe também estava com problemas, mas conseguiu resolver colocando um pedaço de sacola plástica e uma camisa sobre o teto da barraca. Segui a ideia dele, conseguindo estancar a goteira, mas o piso ainda ficou molhado. Passei um pano para secar. Só não foi possível acender uma fogueira, ficamos um tempo conversando, em seguida fui dormir. Local onde armamos as barracas para passar a noite. Pepe Chave e Al Cruz Saímos do Biribiri na manhã de domingo, dia 28 de dezembro de 2015. Na volta passamos novamente no Bar da Pedra. O senhor Wandir havia preparado um bolo de milho. Eu e o Pepe não havíamos tomado café até então. Aquele bolo simplesmente caiu do céu. Mais uma vez passamos um bom tempo ali. Impossível deixar de ouvir alguém tão agradável quanto o senhor Wandir. Foi difícil, mas tínhamos que seguir caminho. Paramos em Diamantina onde almoçamos em um pequeno restaurante. Comida boa, barata e à vontade. Tiramos fotos da Catedral e mais construções antigas. A arquitetura da cidade ainda conserva seus ares do passado. As ruas de pedras e as inúmeras ladeiras incomodam tanto quem anda a pé quanto quem anda de carro ou moto. Manter a originalidade da cidade é, sem dúvida, o mais importante. A imponente Catedral em Diamantina e detalhes de um dos antigos casarios Após abastecer as motos, partimos rumo ao Serro. Antes de chegar a Serro, paramos em Datas, outra cidade não muito distante de Diamantina, onde tiramos fotos da Igreja local. Ficamos por pouco tempo. No céu as nuvens cinzentas anunciavam a chegada de outra chuva. Ainda bem que não fomos pegos por ela. Parada em Datas para mais um registro Chegamos a Serro recebidos pelas cores da noite. Hospedamos no Dormitório Senhora Aparecida, do senhor Eli e dona Neiva. O senhor Eli era marido da dona Neiva. Infelizmente ficamos sabendo que ele havia partido há poucos dias. Mesmo assim a dona Neiva, outro personagem acolhedor da nossa viagem, nos tratou muito bem. Dona Neiva no meio, Pepe à esquerda, Al Cruz à direita na Pousada Senhora Aparecida De Serro até Milho Verde, nosso destino final, passamos por algumas placas indicando cachoeiras. Era segunda feira, dia 29 de dezembro de 2015. No entanto a prioridade era procurar logo um lugar para acampar. Sondamos os arredores, consultando os preços até encontrar o acampamento do senhor Ademar. O Pepe foi o responsável por fazer os acordos financeiros. No final o preço ficou bem atrativo para nós dois. O Ademar é mais um personagem que merece nosso reconhecimento. Tanto ele quanto a sua esposa, Ângela, responsável pelos afazeres culinários. São pessoas que merecem uma visita sempre que possível. No acampamento barracas de outros visitantes já estavam instaladas. Montamos as nossas e saímos para conhecer as cachoeiras. O senhor Ademar, dona Ângela e detalhes do acampamento, em Milho Verde Milho Verde é um vilarejo próprio para quem procura um lugar para viver sossegado. Foi assim que fez o Nelcir, cidadão que saiu de Serro para ir morar lá. O conhecemos por acaso, quando saímos para comer algo à noite, depois de termos visitado as principais cachoeiras locais. A Cachoeira do Moinho, muito bela, mas que estava com pouco volume de água na ocasião. No caminho encontramos uma aranha caranguejeira passeando pela trilha. A Cachoeira do Carijó, cerca de 1 km da Cachoeira do Moinho, estava com volume de água bem maior. Aproveitei para tomar um banho. O Pepe preferiu não se aventurar, ficando apenas no banho de gato. Na terça feira, dia 29 de dezembro de 2015, fomos para a Cachoeira do Piolho, aproximadamente 3 km de distância. O Pepe queria ir de moto, mas preferi ir andando para visualizar melhor as redondezas. O sol e o calor estavam ardendo. Acho que o Pepe sentiu o esforço. As cachoeiras do Moinho, do Carijó e um visitante ilustre na trilha A Cachoeira do Piolho também estava fraquinha com seu volume de água. Apesar das constantes chuvas na região, parecia que os leitos dos rios não haviam recebido água nenhuma. Nada que impedisse um banho sob um chuveiro natural que despencava lá do alto. Foi até melhor do que os banhos anteriores. Era como a sensação de uma chuva forte. O Pepe preferiu nadar no poço que se forma com a queda d´água. Uma pose na Cachoeira do Piolho Retornamos para Milho Verde. No caminho, resolvemos dar uma parada para descansar sob a sombra de uma árvore. O calor estava intenso e a fadiga era grande. Avistamos um carro que se aproximava e pedimos carona. Como de costume, fomos bem recebidos pelo motorista. Assim chegamos mais aliviados a Milho Verde. O Pepe pretendia retornar para a cidade de Serro, de onde pegaria estrada para o Pico de Itambé. De acordo com informações de um visitante que estivera antes por lá, o lugar era muito bonito, que valia a pena uma visita. Gostaria de ter ido junto com o meu amigo, mas teria que mudar meus planos. Estava decidido a voltar para Diamantina pelo caminho mais curto. Acertamos nossas pendências com o senhor Ademar e a esposa dele, levantamos acampamento e nos despedimos de Milho Verde. Ali, eu e o Pepe nos separaríamos. Enquanto o Pepe partia rumo a Serro, fiquei sabendo por intermédio de um cidadão que o caminho mais curto por onde eu retornaria à Diamantina, era estrada de terra. Resolvi de imediato contatar o Pepe, pois eu não estava nem um pouco animado para encarar outros 42 km de chão, apesar de ser mais curto. Mandei-lhe uma mensagem pedindo para que me aguardasse no caminho. No entanto a mensagem chegou tarde. Cheguei a Serro antes dele e fui direto para o dormitório da dona Neiva onde passaria outra noite. Ao sair para tirar fotos, percebi uma moto estacionada em frente a um bar. Ali, estava o Pepe saboreando um salgado. Foi uma surpresa. Reunimos-nos outra vez. Na quinta feira, dia 31 de dezembro de 2015, peguei a pista de volta à Diamantina. O Pepe seguiria o seu caminho para o Pico. Foi nosso último momento juntos. Cheguei a Diamantina entre 10 e 11 horas da manhã. Saí a pé para dar uma volta pela cidade e tirar mais umas fotos. Percorri um pedaço do Caminho dos Escravos, andando a pé por cerca de 7 km. De volta à Pousada, lá pelas 16 horas, vi um cartaz sobre a gruta do Salitre. Perguntei ao Jefferson, filho da dona da pousada, se ele sabia algo a respeito. Ele me disse que era estudante de turismo e que já havia visitado a gruta umas três vezes. Disse que o lugar era maravilhoso. Realmente é. Meu objetivo era ficar mais um dia em Diamantina para conhecer melhor a cidade, conforme havia dito antes ao Pepe. Foi uma pena eu ter ficado sabendo sobre a gruta quando era tarde. No dia seguinte, sexta feira, dia 01 de janeiro de 2016, decidi visitar a famosa gruta, pois o Jefferson havia dito que ficava há uns 9 km de distância. Ia atrasar um pouco o meu retorno para Vitória da Conquista, mas não poderia deixar de conhecer aquele monumento esculpido ao ar livre. No final acabou valendo a pena, pois a gruta é sensacional. Nunca tinha visto algo comparado àquilo. Ao longe o topo da gruta parece um castelo medieval surgindo no meio do mato. Uma arquitetura fantástica produzida pela natureza. Fiquei imaginando a sensação que o Pepe sentiria ao ver aquela magnífica formação. Deixei a moto no início da entrada. Aparentemente havia outras pessoas na gruta, visto que um carro estava estacionado por ali. Após contemplar a belíssima arquitetura rochosa, fui descendo os degraus de acesso à gruta. Aos poucos a visão deslumbrante da entrada foi ficando ainda mais impressionante. Uma senhora aguardava sentada em uma pedra, o pessoal que havia entrado há pouco. Apressei os passos para poder alcança-los, porém eles já estavam retornando. Não consegui localizar um ponto de entrada para o interior da gruta. O Jefferson me dissera antes que o acesso era por uma fenda estreita, que existia um desnível o qual era possível descer apenas usando cordas. Sondei o máximo que o meu tempo permitiu. Em certas partes localizei algumas fendas. Talvez a entrada fosse por uma delas. O bom senso falou mais alto e preferi não me arriscar. Entrar em uma gruta desconhecida, sem equipamentos adequados é suicídio. Para mim já bastava apenas a sensação de estar ali, contemplando aquela obra prima erguida provavelmente em uma era quando a região vivia sob os domínios dos mares. Vista da Gruta do Salitre Aquele foi meu último atrativo. Foi rápido, porém de grande valia. Estar em contato com a natureza, apreciando o som das cachoeiras, a melodia dos pássaros e o abraço do vento, é uma energia que revigora a nossa alma. Dedico tudo isto às pessoas acolhedoras e inesquecíveis por onde passamos, ao amigo Pepe Chaves em especial, agradecendo a Deus por tudo ter corrido bem no começo, durante e no término dessa esplendorosa viagem no tempo. Viajar por esses lugares é voltar no tempo, conhecendo pessoas que nunca vimos, que jamais veremos neste mundo. Graças a elas pudemos apreciar construções surgidas em épocas marcadas pela busca frenética dos diamantes. Muitos diamantes ainda estão por serem descobertos, mas é melhor que eles continuem em seus locais de origem. A riqueza está dentro de cada um de nós. Um diamante é belo e fascina, então seja como um diamante. Quem ama a natureza e aventura não deve ter medo de encarar os obstáculos. A poeira, a chuva, são partes dela. Até a próxima. * * * Al Cruz
  2. Al Cruz

    Chapada Diamantina

    Olá, Mochileiros! Segue um mapa da Chapada Diamantina que montei, com pontos turísticos, trilhas e distâncias entre algumas cidades. Espero que sirva como base para futuras aventuras. T+ CHAPADA_LOCAIS.pdf
  3. Al Cruz

    Informação sobre guia

    Olá, mochileiros! Gostaria de saber se alguém conhece uma guia chamada Diana Almeida, de Caeté Açu (Vale do Capão). Caso alguém conheça, por gentileza passar o contato dela. O endereço do perfil no Facebook eu já tenho, enviei uma solicitação, mas ela não deu sinal ainda. Consta no perfil dela que trabalha na agência Mountain Trekking. Grato.
  4. Al Cruz

    Chapada Diamantina

    Olá Cruz, estarei na chapada dia 02/03, e pretendo fazer o vale sem guia. Olá! Não tenho ZAP, mas pode me enviar um email Quem quiser formar um grupo, fica mais barato contratando apenas o guia. Um grupo de mais de 5 pessoas tem desconto, conforme explicado no email que recebi do site chapadatrekking. Prezado Alberto. Obrigado por seu contato. Geralmente trabalhamos com serviço completo, de hospedagem na casa dos nativos, alimentação, guias e transporte, porém, se vocês desejam apenas o guia, o valor da diária do guia fica por apenas R$100,00 por pessoa. Um grupo acima de 5 pessoas, fazemos um desconto, e aceitamos pagamento no cartão de crédito. Qualquer dúvida por favor entre em contato, estarei a sua disposição. Atenciosamente. Dmitri Almeida CHAPADA TREKKING - MONTANHISMO. 71 81660249(CLARO) Chapada Diamantina l Bahia l Brasil http://www.chapadatrekking.com
  5. Al Cruz

    Chapada Diamantina

    Olá, mochileiros! Alguém que pretenda ir no Vale do Pati nos próximos meses? Estou querendo ir, mas sem guia, caso encontre algum companheiro que queira se aventurar por lá. Sou de Vitória da Conquista, Bahia. Já estive na Chapada por algumas vezes. Abraços.
  6. Aventura Aventura na Chapada Aventura em Mucugê - 19/04/2014 https://sites.google.com/site/vidaalemdohorizonte/aventura/Imagem000.jpg "Andar pelas montanhas nos faz sentir uma espécie de hipnotismo, uma oportunidade que somente a natureza poderia nos proporcionar". As inúmeras montanhas que formam a Chapada Diamantina escondem lindas cachoeiras, além de diversas espécies de plantas nativas da região que servem para completar as belezas do lugar. As águas negras que brotam das rochas serpenteiam entre os paredões dos canyons. O escuro das águas provoca uma certa sensação de medo e de receio, pois é difícil saber se o lugar é fundo ou raso. Apenas entrando dentro d'água. Às vezes é possível ficar em pé em cima de uma rocha sob a água. Em determinados locais mais profundos, os pés não tocam o chão. Isto provoca um certo temor, uma sensação desagradável. Imagina-se que a qualquer momento alguma criatura existente no fundo das águas negras vão te atacar. Mesmo estando acompanhado é quase impossível não se sentir amedrontado. Depois de quilômetros de caminhada pelas trilhas da Chapada sob o sol ardente, ouve-se aquele barulho típico da água caindo das rochas. É uma deliciosa cachoeira. Ora passando por lugares íngremes, com subidas exaustivas e incontáveis rochas pelo caminho, ora passando por trilhas bem planas. A satisfação de visualizar uma queda d'água vale a pena o esforço. Melhor ainda quando o calor do corpo, banhado pelo suor, é substituído por um banho nas águas escuras e geladas da Chapada. https://sites.google.com/site/vidaalemdohorizonte/aventura/DSCF0741.jpg Imagem 1 - Cachoeira do Piabinha Aquele negro das águas passa a impressão de que existe um enorme buraco no fundo. De fato alguns lugares são muito perigosos devido à profundidade. Uma correnteza passando por baixo das rochas pode oferecer um enorme risco. Mesmo com o auxílio de um guia, saber se não existe uma passagem de água em algum ponto embaixo das rochas é meio duvidoso. O melhor mesmo é não se afastar, não se arriscar. As rochas são escorregadias e cortantes. Qualquer passo em falso pode ser fatal. https://sites.google.com/site/vidaalemdohorizonte/aventura/DSCF0738.jpg Imagem 2 - Turistas se banhando na Cachoeira do Piabinha Após longa caminhada sob o sol escaldante, é hora de renovar as energias nas águas negras e geladas da Chapada. Uma linda cachoeira escorrendo por entre gigantescos blocos de pedras é o ponto de parada obrigatória. A poucos centímetros da superfície as pedras adquirem uma tonalidade alaranjada. Uma piscina natural completa o cenário. Aos poucos o medo de entrar na água vai cedendo lugar ao desejo de um gostoso banho ao ar livre. De braçada em braçada até o meio da piscina natural, indo até o local onde a cachoeira escorre como um grande chuveiro fabricado pela natureza. A lenda fala da existência de uma criatura que habita as água negras da Chapada, é o Negro D'água. Enquanto andava pelas ruas da cidade de Mucugê, passei em frente a um museu, onde são expostos objetos pertencentes aos antigos habitantes da cidade. Alguns, inclusive, já foram usados por meus pais como o velho ferro à brasa, muito usado naquela época para passar roupas. E o fole, utensílio que era usado para avivar o fogo. Além desses objetos, vários outros artefatos interessantes compunham o mostruário de antiguidades. Quadros de famílias e moradores do passado da região. Infelizmente é proibido fotografar o acervo. A Tia Val, uma senhora de pele escura, muito simpática, atenciosa e bem humorada, que toma conta do pequeno museu foi quem me contou sobre o Negro D'água. Estava fazendo meu registro no livro de visitantes quando a ouvi mencionando este nome a uma turista que estava no local. Pedi que ela aguardasse um instante, pois estava interessado em saber. O Negro D'água é uma criatura que vive nos riachos da Chapada. Ele não tem olhos, nem boca, nem ouvidos, mas possui braços e pernas como um ser humano. Ele ataca as pessoas que se arriscam nas águas escuras e as arrastam para o fundo. É tão preto como as próprias águas dos riachos. Segundo Tia Val, os garimpeiros do passado da região já avistaram a criatura. Ela disse que não gosta de contar para não assustar os turistas, mas conta assim mesmo. Sorte minha que só fiquei sabendo quando já estava vindo embora. Além dessa lenda, Tia Val ainda me falou sobre Téu, um morador que se transformava em lobisomem. E ainda contou sobre Dona Otília, moradora do garimpo, filha de Rufino, que presenciou a história de um lobisomem que teria devorado um menino. Rufino foi quem notou os fiapos de roupas do menino nos dentes da fera, enquanto o lobisomem, já no seu estado humano, dormia embaixo de uma árvore. Me despedi da Tia Val, apesar de querer continuar com aquela conversa, de preferência até o dia raiar. Difícil não simpatizar com tão receptiva criatura humana. Como estava um pouco cansado devido às caminhadas durante o dia inteiro - das nove horas da manhã até às dezessete horas -, voltei ao lugar de hospedagem para descansar e preparar-me para deixar a cidade no dia seguinte. Uma surpresa desagradável ao chegar em Mucugê foi a falta de um lugar para hospedagem. Um atraso de três horas me fez chegar na cidade quando já passavam das vinte e uma horas. Um pneu estourado do ônibus já quase na entrada da cidade de Ituaçu foi a causa do atraso. Com o feriadão da Semana Santa, a cidade estava lotada de turistas, estrangeiros e brasileiros. As pousadas e hotéis estavam sem vagas. Perambulei pelas ruas durante alguns minutos à procura de um lugar já preocupado com a possibilidade de passar a noite ao relento. Finalmente encontrei um lugar com a ajuda de uma moradora que me indicou uma acomodação com aluguel de quartos. A noite estava salva. O lugar é conhecido como a pensão do Gordo, um senhor de baixa estatura, muito gentil e atencioso. Na manhã de sábado meu pensamento era colocar o pé na estrada, percorrer o maior número possível de trilhas. Os guias me orientaram que eu poderia correr o risco de me perder andando sozinho, mas não encontrei muitas dificuldades, procurando ficar o menos afastado possível. Pedindo informações aos moradores da cidade, peguei o asfalto e me embrenhei na primeira trilha que encontrei, sempre seguindo os rastros para não me perder. Se alguém passou por ali, então deveria ter alguma coisa à frente. Um pouco mais adiante deparei-me com um senhor que estava enchendo um carrinho de areia. Perguntei se havia alguma cachoeira por perto. Ele me disse que andando cerca de um quilômetro mais para frente eu poderia encontrar uma. Continuei seguindo, agora por uma trilha bem mais estreita. Não tardou a ouvir o barulho da água batendo nas pedras. Não era bem o que se pode chamar de cachoeira, apenas uma pequena cascata. Pelo visto não chovia na região há algum tempo, pois todas as cachoeiras estavam com o volume de água bem abaixo do normal. De volta ao asfalto, passei pelo museu do garimpo, localizado perto de outro ponto turístico chamado Sempre Viva, nome de uma planta da região que, após anos de exportação para Estados Unidos, Japão e Europa, tornou-se uma espécie rara. O Sempre Viva foi projetado mesclando arquitetura humana e a que foi produzida pela própria natureza. O resultado ficou interessante, apesar de que, gosto das coisas em seu estado natural, sem interferência humana. O objetivo é apenas a exploração turística. https://sites.google.com/site/vidaalemdohorizonte/aventura/DSCF0729.jpg Imagem 3 - Museu Sempre Viva A Cachoeira do Piabinha e a Cachoeira do Tiburtino compõem as outras atrações turísticas do Sempre Viva. Ambas são de acesso bem fácil. Estes foram o meu roteiro no primeiro dia de caminhada. No domingo juntei-me a outros turistas para conhecermos outros pontos mais distantes. Parte do percurso feito de carro, primeiro pelo asfalto, depois um pequeno trecho de estrada de terra. O resto do caminho só é possível percorrer a pé por uma trilha que dá acesso à cachoeira das Sete Quedas. O obstáculo mais difícil nessa caminhada foi um trecho com aclive bem acentuado, pois é preciso subir uma montanha. Os quilômetros restantes da trilha até a cachoeira é mais suave, passando por pontos onde os garimpeiros costumavam acampar, aproveitando os tetos naturais das rochas. As Sete Quedas são um conjunto de de sete pequenas cachoeiras em sequência. Para se chegar às demais quedas, somente passando pelas beiradas do rio e por dentro da água, escalando rochas. Como o rio estava baixo, seguir adiante não foi tão difícil. Esta é a última parte da aventura por Mucugê, o resto já foi contado. Tudo isto regado com o bom humor do nosso guia, o Petrônio, vulgo Pety Lovy, segundo ele. https://sites.google.com/site/vidaalemdohorizonte/_/rsrc/1406339450872/aventura/DSCF0775.jpg?height=150&width=200 Imagem 4 - Uma das sete cachoeiras Até a próxima. Aventura na Chapada A Gruta de Ituaçu e suas lendas - 09/02/2011 https://sites.google.com/site/vidaalemdohorizonte/aventura/BARRA_ESTIVA%20%286%29.JPG "Andar pelas montanhas nos faz sentir uma espécie de hipnotismo, uma oportunidade que somente a natureza poderia nos oferecer". Fazia bastante tempo desde a última vez que andei pelas belezas da Chapada. A saudade era imensa, e não pude desperdiçar a oportunidade de voltar a fazer o que gosto este ano. Diferente de outras páginas, nesta eu não vou escrever muito, pois talvez as imagens digam por si só tudo aquilo que eu gostaria de transmitir. https://sites.google.com/site/vidaalemdohorizonte/aventura/ITUACU%20%2823%29.JPG Nesta imagem (clique para ver em tamanho real) apresento o caminho para a entrada da Gruta da Mangabeira, em Ituaçu, local que eu já havia visitado anos atrás. Algumas coisas mudaram. Agora existem mais guias. Foi criado um centro de informações para os turistas e há pelo menos duas pousadas com um certo conforto e um preço bem em conta para quem desejar passear pelo local. Da cidade de Ituaçu até a Gruta são pelo menos quatro quilômetros de distância. A estrada é asfaltada. Até a parte onde segundo a lenda o vaqueiro que conduzia o gado caiu, descobrindo assim a caverna, é possível entrar e voltar sozinho sem a ajuda de um guia. Mesmo assim é um pouco confuso para quem está fazendo isso pela primeira vez. Eu mesmo fiquei meio perdido ao entrar sozinho no local. Nunca se aventure de maneira alguma em uma caverna sem ter o conhecimento necessário, pois se perder é a coisa mais fácil do mundo. https://sites.google.com/site/vidaalemdohorizonte/aventura/ITUACU%20%2822%29.JPG Esta é uma das escadarias que dá acesso ao interior da gruta. Antes não existiam esses ferros em formato de coração. Não contei os degraus, mas deve ser algo em torno de cem. É bom ter bom preparo físico para subir depois. A foto saiu um pouco desfocada, coisa de fotógrafo amador. https://sites.google.com/site/vidaalemdohorizonte/aventura/ITUACU%20%2821%29.JPG A escadaria principal acima, bem mais definida, onde podemos notar uma parte da igrejinha lá no fundo. A quantidade de degraus é praticamente a mesma da entrada anterior para chegar ao salão. Repare que as duas escadarias são bem parecidas. No mês de setembro muitos romeiros visitam a gruta. Segundo um dos guias locais, a demanda de gente é tão grande que eles não conseguem dar conta do trabalho. Enquanto eu apreciava a arquitetura da gruta a máquina se preparava para disparar o automático. Apesar de ser final de tarde, o calor estava bem forte. Uma dica para os marinheiros de primeira viagem é levar bastante água. Pessoas que perdem bastante líquido assim como eu precisam de bastante água para repor e hidratar o corpo. Mesmo assim eu quase não bebo água. Sou como os camelos. [/img] Da esquerda para a direita, o salão e a entrada principal da gruta vista de baixo. Na terceira foto, outra entrada não utilizada. Somente pelas escadarias é possível descer. Quem quiser se aventurar pode tentar descer pelo local sem escadas. Ainda na parte inicial da gruta, o desenho do Sagrado Sagrado Coração de Jesus com um pequeno presépio ao fundo e a igrejinha. Agora vamos nos aprofundar um pouco mais. Nas imagens seguintes podemos notar o buraco, onde reza a lenda, um vaqueiro ao conduzir o gado acabou caindo e descobrindo acidentalmente a gruta. Apelando para o Sagrado Coração de Jesus - nome que deu origem ao lugar-, o vaqueiro conseguiu encontrar a saída. Com a ajuda da população dos arredores, conseguiu também salvar os animais que caíram junto com ele. No local há uma homenagem representada por uma cruz de madeira com alguns dos pertences do vaqueiro pendurados nela. Apenas o chapéu não está lá. Foi levado por visitantes. Aliás, a gruta sofreu muita depredação nos últimos anos. Muitos visitantes quebram as formações, que demoraram centenas de milhares de anos para se formarem, para levar para casa como lembrança. Desse local onde caiu o vaqueiro em diante, a gruta é fechada, só permitindo o acesso com o auxílio de um guia. A iluminação, apesar de antiga, é boa até certo ponto. Existem muitas lâmpadas queimadas. Apesar de tudo é bom que fique assim, evitando tirar a naturalidade das formações. A parte onde não existe luz artificial é mais interessante. Podemos perceber de verdade qual a sensação de estar no interior da terra. Selecionei uma sequência de imagens que achei mais interessante. Na primeira foto, o encontro de uma estalactite (de cima para baixo) com uma estalagmite (de baixo para cima)formando uma coluna muito bonita. Na imagem do meio, "os coqueiros de pedra". Na terceira imagem, a "Torre de Pisa" (este nome eu que inventei). Seguindo mais para o interior da gruta vamos descobrindo mais formações naturais como a da "boca do tubarão". Eu achei que se parece mais com a boca de um jacaré. A árvore petrificada e a estalagmite com "focinho de foca". Após percorrer os três quilômetros e meio de gruta, finalmente chegamos à saída. A subida é através de uma escadaria bem íngreme com dezenas de degraus. A escadaria, o Morro do Chapéu e o Morro do Ouro. Aqui termina minha passagem pela cidade de Ituaçu. Agora vamos um pouco mais adiante. Aventura na Chapada As paisagens de Ibicoara. Trilhas, montanhas e cachoeiras - 11/02/2011 Depois de Ituaçu, passando por Barra da Estiva, cheguei à cidade de Ibicoara. Um dia para conhecer tanta beleza é pouco, principalmente porque os locais de acesso são bem longe. É preciso ter bastante tempo e um pouco de dinheiro no bolso. Sem a ajuda de um guia ou de alguém conhecido para levar a esses locais, fica difícil, além de ser preciso desembolsar uma graninha. Fora de época, como foi o meu caso, é possível encontrar pousadas com um preço bem acessível. Na verdade eu gosto mesmo é de me aventurar pelo mato da maneira mais rústica possível. Como eu estava sozinho, o jeito foi alugar um quarto com televisão e banheiro. De Ituaçu a Ibicoara o percurso é feito em uma hora mais ou menos, de ônibus. No intervalo dessa viagem é possível ir apreciando as belas paisagens. Isto é Chapada. Detalhes ao fundo das montanhas, na cidade de Barra da Estiva. As fotos foram tiradas de dentro do ônibus em movimento. Para visitar os pontos turísticos de Ibicoara o ideal é sempre ir em grupos, pois as despesas com os guias podem ser divididas. Quanto mais gente, mais barato fica. Como eu estava sozinho, o jeito foi aguardar mais algum visitante. Voltei à pousada onde estava, peguei minha mochila e logo quando fui chegando encontrei um casal que estava indo para a Cachoeira do Buracão. Me juntei a eles e partimos pela manhã. Seguimos de carro cerca de vinte e cinco quilômetros de estrada de chão. O Resto do caminho, uns oito quilômetros, percorridos a pé por uma trilha beirando o rio. Confira nas imagens seguintes as belas paisagens da cachoeira. Em certos pontos eu me senti dentro do filme Jurassic Park, em outras, no de Indiana Jones (rs). O acesso à cachoeira possui descidas muito íngremes. De cima das pedras a visão é espantosa, mas é preciso ter um certo cuidado, pois uma queda poderia ocasionar consequências desagradáveis. Não é aconselhável se aproximar muito da beira. Nas primeiras imagens, a Cachoeira do Buraquinho e a Cachoeira do Buracão. A água é totalmente preta, o que dá um certo medo. Na superfície da água, o tom da pele fica alaranjado. Agora arrume as malas e boa viagem. Até a próxima.
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