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mcl.perez

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  1. Estive em Cuzco agora em Dezembro! E realmente, a procura par a Trilha Inca é muito grande, havendo a necessidade de ser reservada com antecedência! Contudo, se não houver vagas e você tiver disposição, recomendo fortemente a Trilha Salkantay, de maior duração (5D/4N) e com mais atrativos naturais. Enfim, recomendo a agência Puma's Trek, bom atendimento e preços mais baixos! Fica na Plaza de Armas de Cuzco! Segue o site : http://www.pumastrekperu.com/ Provavelmente, o preço cobrado com antecedência será mais alto, mas não deixe de negociar! Provavelmente, pedirão uma parte do pagamento adiantado! Boa viagem
  2. Aceito todos os termos acima referidos! Há muitos anos o fórum me ajuda em minhas aventuras, é minha obrigação e um prazer contribuir com meus relatos e na organização!
  3. Fala Luka, tranquilo? estou acompanhando as notícias da cidade, pelo que eu vi, ainda há risco de ocorrer outra erupção e 500 pessoas continuam em abrigos! Talvez, seja melhor ir para a cidade de Villarica (um pouco mais longe que Pucón, ainda é possível avistar o vulcão, mas é mais seguro). Mas se não tiver medo, vá para Pucón e vivencie esse momento! Converse com os locais e traga informações para a gente! Eu particularmente, achei linda a erupção do Villarica! A força da natureza é algo que impressiona e me desperta admiração! Além disso, não deixe de fazer Rafting, Cannyoning e trekking no Parque Nacional Huerquehue que são próximos a Pucón! Boa viagem e não deixe de nos mandar notícias sobre! Abraços
  4. Hoje, 3 de Março, o Vulcão Villarica provou porque é considerado o Vulcão mais Ativo da América do Sul, entrando em Erupção! Apesar de não haverem feridos, muitas pessoas entraram em pânico e foram para abrigos. O Vulcão continua em Alerta Vermelho! Apesar de ser uma escalada fácil, o Villarica é um vulcão muito ativo, sendo fundamental que se verifiquem as previsões climáticas antes da ascensão! Felizmente, o vulcão é muito bem monitorado (inclusive por satélites) ! Mas mesmo assim, isso comprova a Grandiosidade da Natureza que deve ser Respeitada! Segue vídeo da Erupção:
  5. Se você pratica atividade física, será bem tranquilo. A primeira hora de subida é bem ingrime, mas as 4h posteriores são tranquilas! A altitude é baixa, à 2.800m não se sente efeitos que prejudicam o desempenho. Então é só se concentrar! Boa sorte e mande notícias quando voltar! Abraços!
  6. Olá! Não conheço nenhum grupo que está planejando fazer o Caminho da fé, mas estou me preparando para fazer a travessia em Julho! Pretendo fazer entre 10 e 15 dias, saindo de Tambau! Mas pelo que eu sei, o caminho é bem tranquilo quanto à navegação, é bem sinalizado e aberto. A dificuldade consisti na distância e resistência física! Contudo, a superação é a grande recompensa! Abraços!
  7. Fala amigo, tudo certo? Estive no Chile em Janeiro agora, foi uma das paradas do meu mochilão, passei cerca de 15 dias nesse país maravilhoso! Ótima Escolha! Acredito que em 10 dias é possível conhecer bastante coisa, se vc não tiver problema de fazer um trecho aéreo e correr um pouquinho hahaha. Segue minha sugestão: Dia 1 - Santiago Dia 2 - Santiago Dia 3 - Santiago e voo para Calama ( De Calama ônibus de 2h para San Pedro de Atacama). Dia 4 - SPA Dia 5- SPA Dia 6 - SPA Dia 7 - SPA (voo para Santiago) Dia 8 - Valparaiso/Vina del Mar Dia 9 - Valparaíso/ Vinal del Mar Dia 10 - Santiago e volta para o Brasil Essa é uma ideia para um roteiro legal e sem muita correria. Se você quer correr um pouquinho e conhecer mais lugares, eu recomendo fazer Valparaíso e Vina del Mar em um dia (é pertinho de Santiago e possível fazer os 2 em um dia, foi o que eu fiz) e tirar um dia de Santiago. E usar esses 2 dias para conhecer Pucón (lá você pode escalar o Vulcão Villarrica e fazer uma série de esportes radicais, muita natureza). Se você quiser dicas do que fazer em cada lugar, bem como preço ou hostel, me dê um toque! Segue o link do meu relato da escalada do Vulcao Villarica, caso você se interesse: escalada-hiking-do-vulcao-villarica-pucon-chile-o-mais-ativo-da-america-do-sul-t109307.html Abraços e boa viagem!
  8. Que isso Emmanuel, é um prazer ajudar e contribuir para o bom funcionamento deste fórum incrível! Isso, faça isso, dê uma olhadinha nas duas e veja o que te agrada mais! Sim, fiz o rafting pela Pucon Adventure. Em relação as fotos, as do VIllarica eu que tirei (tirei nas paradas por que não era possível andar concentrado e tirar fotos kkkk). Já as do rafting, eu comprei. Eles tiram as fotos do grupo e vendem, se não me engano, por 20 mil, dividindo pelo grupo, cerca de 4 mil! Que legal, acredito que 4 dias sejam suficientes! Não deixe de ir no Parque Nacional Huerquehue , os bosques e as lagos são lindos e sossegados! Outra coisa, em Pucón brasileiros não tem uma boa fama entre os guias, são chamados de Brasilentos! Eles dizem que os brasileiros não são preparados e que só os europeus conseguem chegar a Cratera! mas não é verdade hahaha Então espero que você suba e melhore nossa reputação!
  9. E aí Emmaneul, tranquilo? Obrigado! Pucón é realmente incrível, um paraíso para os esportes radicais! Eu recomendo fazer a subida descansado e dar uma olhadinha na previsão do tempo, para evitar contratempos como vento forte e tempestades. Mas não se preocupe, a ascensão é razoavelmente tranquila, se você possui um bom condicionamento físico, não encontrará grandes problemas! Eu fiz o Rafting no rio Trancura também (nível 4), nunca tinha feito antes, mas é super tranquilo e divertido! Acredito que é possível contratar por 12/15 mil, há saídas 4 vezes por dia, sendo a última às 19h e a primeira as 9h. Eu não fiz por estar com o orçamento apertado, mas me recomendaram fortemente e muitas vezes fazer "Cannyoning", se você tiver tempo, acredito que seja bom! Para o Rafting, todas as empresas fornecem mais ou menos o mesmo serviço, uma vez que o serviço costuma ser terceirizado, sendo as agências apenas operadoras, no caso. Mas em relação ao Vulcão, é preciso ter cautela! Algumas agências não possuem equipamentos bons, guias sem preparação ou sem paciência e superlotam os grupos. Não é raro ver pessoas que não terminaram o hiking por tais motivos. Eu escolhi a Pucón Adventure, porque foi recomendada pelo dono do hostel (ele disse que era a mais cara, mas uma das melhores), porque conversei com 2 brasileiros que haviam subido no dia anterior (não havendo problemas) e porque fui bem recebido e informado na agência (as vendedoras eram brasileiras e responderam a todos as minhas perguntas, que não foram poucas). Mas mesmo assim, eu recomendo que você caminhe na avenida principal, Libertado O'Higgins, entre nas agências e veja o que acha. Confesso que não conheço a Politur, mas dei uma olhada na internet e no site, me parece bem estruturada. Segundo o site, estão cobrando 50mil, um pouco acima da média. Contudo, pessoalmente o preço deve ser menor, barganhando um pouco. A média das agências boas é 46mil! Vá lá, veja os equipamentos, pergunte tudo o que quiser para o guia,e uma dica boa, é passar na agência por volta das 17h da tarde, quando os turistas estão voltando do Vulcão e perguntar como foi o serviço prestado! hahah essa tática funciona! Ouvi reclamações bem ruins sobre as agências Trancura e Patagonia Adventure.... Espero que curta muito Pucón! Se quiser saber de mais alguma coisa, só perguntar! Abraços! Segue uma foto do Rafting!
  10. Caros amigos Mochileiros., Ao escrever este relato, estou quitando parte de minha divida com o Fórum do Mochileiros.com, uma vez que sem esta ajuda, eu não teria meu espírito aventureiro aguçado e, com certeza, meu mochilão não teria acontecido. Além disso, gostaria de compartilhar com vocês minhas experiências, impressões e dicas da subida do Majestoso Vulcão Villarica! Mais que descrever objetivamente a ascensão, fornecendo informações úteis, meu objetivo é inspirar os planos e sonhos dos que amam Aventura e a Natureza! Sem mais delongas, vamos ao relato! Cidade de Pucón Pucón possui apenas 25 mil habitantes, localizada na Região dos Lagos, há quem diga que é o início da Patagônica. Separada de Santiago por 789km (cerca de 11h de ônibus, saídas do Terminal a todo momento, diversas empresas trabalham no percurso, sendo a Turbus a mais recomendável). A pequena Pucón conquista o viajante por seu charme, de todo os pontos da cidade é possível avistar e deslumbrar-se com o Vulcão Villarica, atuando como uma espécie de "guardião" do povoado. Outro atrativo, é o Lago Villarica, situado a poucos quadras do Centro, onde no verão é possível banhar-se nas não tão gélidas águas vulcânicas e curtir um dia de "praia" em suas badaladas areias negras (isso mesmo, a areia da praia possui coloração preta!). Nos arredores de Pucón é possível e altamente recomendável conhecer os "Ojos de Caburgua" (cachoeiras bem próximas a cidade, cerca de 20 minutos de ônibus, saindo a todo momento do terminal, o passeio no total não deve atingir os cinco mil pesos chilenos) e realizar diversos trekkings nos bosques milenares do Parque Nacional Huerquehue (ônibus saem as 8h e 11h da manhã do terminal). Pucón é considerada polos nos Esportes Radicais, é possível fazer Rafting no Rio Trancoso (Nível 3 e 4), hydrospeed, kayak, escalada em rocha, rapel, arborismo, canyoning (rapel em cachoeira) e muitas outras atividades! No inverno, a estação de ski e snowboarding abre, localizada na base do vulcão. Hospedagem: É possível encontrar hospedagem para todos os gostos e preços, eu me hospedei no Hostel "él alamo", mas ouvi boas recomendações do "Rigolemo" e "Sur". Alimentação: A avenida principal é a "Libertador O'higgins", na qual é possível comer bons pratos e "completos italianos" (espécie de hot dog com molho de abacate). O preço é de 4 mil para cima, sendo uma boa refeição comprada por cerca de 10 mil. Agências de Turismo: Há dezenas de agências oferecendo os mesmos passeios, todas localizadas na O'higgins, mas é preciso escolher com cautela, sendo recomendável a agência "Pucón Adventure" (Preço do vulcão foi em torno de 46 mil pesos). Bom, agora que as informações básicas de Pucón foram ditas, podemos ir direto ao enfoque deste relato, a ascensão do Vulcão Villarica! Escalada/ Hiking do Vulcão A ascensão do Villarica foi o principal motivo que me levou à cidade de Pucón. Mais do que isso, a escalada de montanhas e vulcões, bem como os trekkings na Cordilheira dos Andes, foram o objetivo de meu Mochilão. É difícil de explicar, mas sinto uma atração irracional pelas Montanhas e um sereno bem-estar espiritual. Não sei se tal preenchimento existencial é fruto da impotência e insignificância do Homem perante a soberana Natureza ou se é a superação e a conquista do cume a verdadeira responsável. Realmente não possuo tais respostas, mas o que sinto é a forma de liberdade mais pura. Diversos escritores e montanhistas renomados tentaram explicar esse sentimento, vale ressaltar a obra de Jon Krakauer “Sobre Homens e Montanhas”, mas é inexplicável, é o mesmo que perguntar a um pintor ou musicista o sentimento de suar arte, não há explicação lógica, a racionalidade não consegue adentrar em tal campo, é preciso sentir. Bom, feitas as devidas divagações que o montanhismo requerer, vamos prosseguir no Relato. No dia 17/01/15 me dirigi à diversas agências de turismo, escolhi a “Pucon Adventure” pelo renome e pela qualidade. O plano era realizar a empreitada no dia seguinte, mas consultei a previsão do tempo para o Vulcão, a qual indicava ventos superiores a 45km/h. Após refletir, me lembrei da máxima do montanhismo que diz que para conquistar um cume é preciso ter bons equipamentos, boas condições climáticas e bom preparo, e resolvi adiar para o dia 19/01, no qual o vento não atingia os 20km/h, caracterizando condições ideais. Como já havia visitado as cachoeiras e parques, além de ter feito rafting, achei melhor não fazer nada nesse dia. Afinal, estava viajando há mais de 40 dias sem descanso e a ascensão era muito importante para mim. Dito e feito, me dei um dia de folga e passei as 24h subsequentes descansando e “em concentração” (lendo livros e artigos de escalada na Internet) para o grande dia. O único esforço do dia foi ir para Agência de Turismo, na qual ocorreu a “Prova de Equipamentos”. Eram 5 horas da manhã do dia 19 de Janeiro quando meu despertador tocou, anunciando que o Sol nasceu com uma certa ansiedade e com um sentimento de grandiosidade, sentimentos estes que me acompanharam pelo restante do dia. Vesti minhas roupas que estavam separadas desde a noite anterior: segunda pele calça e camisa, calça de trekking, casaco polar, cachecol, gorro, meias de trekking e minha inseparável companheira de viagem, minha bota. Além disso, levei meu canivete, cobertor portátil de alumínio para emergências, câmera, chocolates, biscoitos e 2 litros de água, tudo devidamente arrumado em minha mochila de ataque, que ainda receberia os demais equipamentos na agência. Por volta de 6h cheguei na agência e recebi os equipamentos: crampones (fixação no gelo, evitando deslizamento), piolet (equilíbrio e freio de emergência em caso de queda), polaina (revestimento do da parte inferior da perna, evita que a neve entre na bota pela parte superior), capacete, “skibunda” (para a decida em espécies de “tobogãs”), calça e jaqueta impermeável resistentes ao vento, e alguns outros equipamentos de suporte. Após a organização da mochila, constatei que o peso estava por volta de 6kg, o que poderia um empecilho na subida. Por volta de 7h a van partiu em direção a base do vulcão. O grupo era formado por 8 pessoas e 3 guias. O planejamento era de até no máximo 4 pessoas por guia, dividindo-se em um grupo rápido e outro lento, sendo o terceiro guia responsável por cuidar daquelas que desistem, uma vez que as desistências são mais que recorrentes. No inverno é possível utilizar o teleférico da estação de ski, custando por volta de 9 mil pesos, propicia diminuição de uma hora na subida. Como era verão, nossa subida estava prevista para durar cerca de 5h até a cratera, na qual passaríamos 30 minutos e depois desceríamos pelo “ski bunda”, acrescentando mais 3 horas no percurso. Dada às devidas recomendações, que consistiam em como caminhar no gelo, como usar o piolet e os crampones, e cuidados em relação à pedras e objetos descendentes, iniciamos a subida. O primeiro trecho é dos mais íngremes, pois a subida não é predominantemente por “caracóis” (Subida caracol é quando se sobe ziguezagueando para amenizar a inclinação). Desde o início me posicionei logo atrás de um dos guias e segui em um ritmo constante e determinado, uma vez que queria estar no “pelotão de frente”, pois este possui chances mais concretas de conquistar o cume. Após 30 minutos de subida, muitos pediram ao guia que fizesse uma parada, como a parada estava prevista no cronograma para uma hora mais tarde, houve a separação dos dois grupos. Após a primeira parada, ainda faltando 3 horas e meia de subida, atingimos o glaciar do vulcão, ou seja, a neve. Agora a ascensão ficava mais fácil pela parte física, pois o caracol aumentava consideravelmente, e mais difícil pela técnica, pois cada passo deveria ser medido e observado com cuidado. Era preciso colocar o pé no mesmo lugar que o guia havia colocado, pois ele chutava o gelo demarcando uma espécie de trilha, na qual se podia pisar sem deslizar. A mínima desatenção para admirar a exuberante paisagem ou para tirar uma foto poderia ocasionar queda. Depois de tirar uma foto e me desequilibrar, resolvi guardar a câmera e me concentrar na subida, deixando para capturar o momento nas paradas. Após a segunda parada, faltavam apenas 2 horas para a cratera do vulcão, à medida que subíamos, uma paisagem incrível se revelava no horizonte, já era possível ver o Lago Villarica, a cidade de Pucón, o Parque Nacional e outros vulcões que compõe o horizonte da região. Do outro lado, o cume estava mais próximo, já era possível observar a fumarola da cratera enegrecendo o ar. Nesse momento, 3 pessoas já haviam desistido pelas condições físicas. A subida estava tranquilo, já havia me adaptado aos cuidados do gelo e permanecia concentrado e determinado a conquistar o cume. Em um determinado momento, foi surpreendido com uma série de assovios e gritos de “cuidado”, um sujeito havia se distraído e derrubado sua garrafa de Gatorade, que agora rolava vulcão abaixo, podendo ocasionar um acidente devido a sua velocidade. A terceira parada estava distante de 40 minutos do Cume. Nesse momento, comemos e bebemos um pouco e colocamos os “crampones” para este último trecho da escalada, uma vez que a inclinação aumenta, sendo necessário usar crampones nas botas para evitar deslizamento. Estranhei os primeiros passos em tal equipamento novo para mim, pois consistem em pequenas garras metálicas colocadas no solado da bota. Então cada passo que eu dava, sentia as garras ficando no gelo e precisava fazer uma força um pouco maior que o habitual para levantar os pés novamente. Contudo, passados 15 minutos, não estranhava mais, caminhava naturalmente. Não sei se por que havia me acostumado ou por que estava tão motivado em conquistar o cume que não sentia nada, nem cansaço, nem frio, nem nada de adverso, sentia apenas o vulcão e sua cratera, cada vez mas próximas de mim. Os últimos 15 minutos foram intermináveis, a ansiedade estava a mil, cada passo dado era sentido e interpretado como um passo mais próximo. Passo por passo, batida de coração por batida de coração, inspiração por expiração, foi assim que finalmente conquistei o cume. Assim que coloquei os pés na parte mais alta do vulcão e observei sua majestosa cratera senti que o mundo era tão só e somente aquilo, a Natureza em sua forma mais pura e com seus trajes mais elegantes. Reverenciei o vulcão, pois afinal ele me permitiu que chegasse até seu cume e descobrisse sua beleza imensurável. Passado o primeiro momento de deslumbre, que não sei se duraram segundos ou minutos, cumprimentei meus colegas, pois a conquista não era individual, mas sim do grupo. A cratera do Vulcão é algo impressionante e de uma força torrencial, com sua fumarola tóxica de sulfúrico e outros gases, atingindo metros de altura e se espalhando por quilômetros, mudando de direção a cada minuto. É assustador pensar que estava na cratera do Vulcão Mais Ativo da América do Sul, palco de inúmeras erupções e com potencial de destruir cidades. Era assustador, mas é uma espécie de susto que remete à admiração. É olhar a Natureza, compreender sua força esmagadora perante a fragilidade da vida humana e mesmo assim se sentir bem, como se todos os vazios existenciais da vida moderna fossem preenchidos com o sentimento de fazer parte de algo maior. Não tenho religião e não acredito nas concepções de Deus a mim apresentadas, mas atingi um estado de espírito transcendental. Após cerca de 20 minutos na cratera, o vento mudou de direção, e a fumarola pairou sobre nossas cabeças, mais do que isso, a fumarola atingiu nossos narizes e infiltrou em nossos pulmões. Resultando em um ataque de tosse em todos, uma vez que os gases são tóxicos, não era possível ficar mais tempo ali, pois a exposição em excesso a tais gases poderia acarretar em desmaio e outros efeitos colaterais. Portanto, a descida do Vulcão foi feita às pressas, não havendo tempo para que eu me despedisse do majestoso Villarica. A descida consistia em deslizar sobre pequenas pranchas de plástico em canaletas feitas anteriormente na neve. Ou seja, era como descer de trenó. Apesar de parecer perigoso, a descida é tranquila, uma vez que não é possível deslizar para fora das canaletas. O piolet serve como freio e deve ser usado constantemente para o controle de velocidade. No começo eu estava receoso e controlando muito a velocidade, mas na metade da descida me senti a vontade para descer rápido. Foi incrível! Descendo em poucos minutos tudo aquilo que demorei horas para subir, vento no rosto e a neve voando. Algumas vezes exagerei na velocidade e me choquei com alguns colegas entre um “tobogã” e outro. Confesso que na última descida, deixei todas as minhas resistências de lado, e procurei atingir a máxima velocidade. Contudo, após estar bem rápido, perdi o controle de meu corpo, graças à tubulação, continuei na mesma direção, só que capotei e comecei a descer de costas e depois de lado. Não houve ferimentos, apenas neve em meu corpo e muita diversão. Foi sensacional!  Após a divertidíssima descida, ingressamos no último trecho, cerca de 1h de caminhada até o transporte. Foi aí que o cansaço bateu. Na subida estava muito motivado para sentir qualquer coisa. Agora que já havia conquistado os objetivos de forma imperiosa, portanto me senti cansado, mas muito feliz pelas lembranças que levarei para o resto de minha vida! Com certeza foi uma das melhores experiências do mochilão! Cheguei na van e em 40 minutos estava em meu quarto, tentando digerir tudo que havia acontecido naquele dia. Confesso que estou até hoje digerindo. Considerações Finais A escalada/hiking até a crater do Villarica não exige experiência, tampouco conhecimento. As técnicas usadas são básicas, consistindo apenas no manuseio de crampones e piolet. Apesar de eu ter escalado outro vulcão e outras 2 montanhas de altitude superior, eu nunca tinha usado tais equipamentos. Mas mesmo assim, o aprendizado foi rápido e seguro. Portanto para escalar o Vulcão Villarrica é preciso ter apenas um bom condicionamento físco e muita motivação. As agências tentam vender a todo custo, dizendo que é tranquilo. Contudo, é preciso tomar cuidado e respeitar os limites do corpo. O Villarrica não apresenta perigos iminentes, mas, por se tratar de um glaciar, a temperatura é instável, podendo cair bruscamente. Um Brasileiro, se eu não me engano em 2012, deslizou no vulcão e ficou preso em uma cratera. Só foi encontrado no dia seguinte, já morto, vítima de hipotermia. Portanto é preciso também tomar cuidado, respeitar a Natureza e escolher uma agência séria. Mas para aqueles que se sentem capazes de subir , a ascensão é incrível! Espero com esse relato ajudar aqueles que pretendem subir. Mas, mais do que isso, pretendi imortalizar essa lembrança minha para que mesmo com a perda de memória, ainda me lembre desse dia fantástico! Abraços para todos os amigos mochileiros! Estou aberto a possíveis dúvidas!
  11. Prezado Flávio., Acredito que esta Resposta não será mais útil para você. Mas quem sabe possa ajudar alguém no futuro! Estive viajando pela América do Sul, passei pelo Salar de Uyunni no dia 12/01. Em 2015 as chuvas atrasaram um pouco e só começaram no dia 10/1 . Tive a oportunidade de ver trechos do Salar alagados e secos, e posso dizer com segurança que ambos são espetaculares! Cada qual com sua singular beleza! Abraços!
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